jack234

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  • joanan_van_dort Joanan Oliveira Batista
    2017-10-05 13:43:50 -0300 Thumb picture
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    Top 5 consoles favoritos

    Copiei a ideia do @hard_frolics  que a @annalynn postou comentando quais eram os 5 consoles favoritos dela. Fez um post e acho que pode se tornar @desafio, coisa simples, mas bacana de ver o pessoal comentar também. 

    Como diz um amigo meu que infelizmente não está mais na rede, eu tenho um totem da Nintendo em casa. E admito: Tenho mesmo hahaha 
    Sou um grande fã da empresa mas tento ser centrado e ponderado, já que ela anda fazendo umas cacas aí que me deixam bem chateado. E também procuro jogar de tudo, desde Master System, Mega Drive até PC, passando obviamente pelo PS3, que tem os melhores RPGs da última geração.

    Mesmo assim, ainda sou um adorador do deus Shyguy e faço oferendas no altar da Nintendo em casa.

    Bom, vamos ao meu ranking que, exceto na primeira posição, consiste basicamente em retrogaming xD

    1-WiiU

    O Gamepad é excelente!

    Um dos consoles mais injustiçados de todos os tempos. Entra na mesma categoria do Dreamcast e do Saturn. Um videogame fabuloso que não recebeu a devida atenção do público por diversos motivos que não vou entrar no debate agora.

    O que me atraiu nele são os jogos maravilhosos e exclusivos. Alguns ganharam versões em outras plataformas depois, mas vieram primeiro nele. Nenhum exclusivo que joguei é ruim. E tem jogo à beça! Rayman Legends, Paper Mario Color Splash, Mario 3D World, Mario Kart 8, Pikmin 3, Bayonetta 2, Wonderful 101, Mario Bros U, Captain Toad, DK Tropical Freeze, Game & Wario, Hyrule Warriors, Kirby, Sonic Lost World, Tokyo #FE, NES Remix, Xenoblade X (que comprei a versão de colecionador e me custou um rim), Yoshi, ZombiU... até o Nintendoland é muito legal pra jogar de bastante gente, embora seja casual por serem apenas minigames (só o modo Zelda tem campanha longa). E alguns outros que não gosto do estilo, como Smash Bros.

    E, principalmente, para o meu gosto pessoal ficar atiçado, ele recebeu relançamentos do Zelda Windwaker e Twilight Princess. Esse eu fiz questão de comprar a edição com amiibo.

    Não é bonitinha? =)

    E a cereja do bolo foi o último lançamento agora em março. Esse é pra mim o melhor jogo de todos os tempos. Deixei 500h da minha vida e muito amor em Zelda Breath of the Wild. Provavelmente vou jogar mais 200h no mínimo quando comprar as DLCs. Só esse Zelda já era motivo suficiente pra eu colocar o WiiU lá no topo, afinal, é uma obra feita pra ele e portada para o Switch.

    Tá vendo aquela ponte lá em baixo? Dá pra chegar lá.
    Tá vendo essas árvores? Dá pra subir em todas! Vê aquele vulcão lá na frente? Também dá pra ir até lá e voltar planando 

    Além disso, é meu grande xodó. Como miniatura de colecionador que sou, sinto que esse aparelho vai valer pequenas fortunas daqui alguns anos, pois vendeu pouco e ainda é bastante obscuro pra muita gente.

     2-Gamecube

    Por muito tempo foi meu principal console. Quando as coisas estavam muito apertadas em casa meu refúgio era o Gamecube. O meu era igual esse da foto, até roubarem minha casa em 2012 e levarem ele no assalto. Um ano depois comprei um preto, mas a caixa do platinum ainda está lá, guardada.

    Até o Zelda BotW chegar ele era meu aparelho favorito de todos os tempos. E o motivo é o mesmo do WiiU: Exclusivos arrasadores: Billy Hatcher, Bombermans, Eternal Darkness, Killer 7, Luigis Mansion, Mario Kart, alguns Mario Party (nem todos são excelentes, infelizmente), Metroids, Paper Mario, Pikmins, Resident Evils aos montes (muitos relançamentos), Mario Sunshine, Tales of Symphonia, Fire Emblem, Virtua Striker 2002 e Warios.
    Também recebeu diversos jogos do Dreamcast como Crazy Taxy, Skies of Arcadia, Sonics e vários outros. 
    E, claro, uma porrada de Zeldas: Windwaker,  Twilight Princess, Four Swords, Collectors Edition e Ocarina of Time Masterquest - demorei mas consegui comprar todos eles e ganhei o Masterquest da minha namorada quando fiz aniversário anos atrás =D

    Que jogo!

    Enquanto não tinha dinheiro pra comprar outro videogame, e isso durou alguns anos, investi somente nele. Os jogos ainda eram baratos, muitos desses que citei paguei menos de R$50, já que ninguém queria um Cube por aqui. Ninguém mesmo. Hoje que virou artigo de luxo e por isso fui obrigado a parar de comprar jogos pra ele, infelizmente =(
    Ainda assim é o aparelho para o qual tenho mais jogos originais, em torno de 50.

    E meu sonho, meu santo graal de coleção, é ter o Gamecube Panasonic Q, que lê dvds. Mas esse é caríssimo e se der problema é terrível pra conseguir arrumar. Considero só um desejo, mesmo. Se um dia puder comprar, maravilha, mas se não der, não tem problema.

    Esse cubo é mesmo mágico. Ok, trocadilho ruim

    3-Super Nintendo

    Esse foi o videogame que acompanhou minha infância e começo de adolescência. Tinha lá uma dúzia de jogos que me fizeram muito feliz por muito tempo. Zelda, Mario Kart, Donkey Kong, Super Mario World, Alladin, Street Fighter 2, Megaman X, Ronaldinho Soccer, aquelas fitas que tinham 7 jogos, como Top Gear, Pateta e Max... Também foi onde joguei com meus irmãos. Minha irmã adorava Pateta e Max, e nós ficamos tão bons que finalizávamos o game em menos de 25min. E meu irmão adorava Sonic Wings. Ah! Bons tempos! Saudades =)

    Pateta e Max em dupla é delicioso

    Sonic Wings também =)

    4-PC

    Nossa! Joguei MUITO no PC! Hoje jogo menos... mas uma das maiores alegrias da minha vida como jogador foi conseguir comprar jogos originais em uma lojinha que tinha perto de casa assim que comecei trabalhar. Até então, como a grande maioria dos brasileiros, vivia de pirataria. Minha mãe era professora do estado e infelizmentenão tinha dinheiro para jogos originais. Nem piratas, na verdade. Eu arrumava tudo com amigos ou em downloads demoradíssimos na internet discada.

    Heavy Metal FAKK 2 foi um dos que comprei na lojinha. Muito bonito para a época, 2001

    E no PC reside meu FPS favorito de todos os tempos: Half Life é incrível! 

    Além desses adoro Unreal Tournament, Diablo 2, MDK2, Abe's, os FIFAs antigos, Omikron, até o Pinball do Windows98 acho bem legal hahaha Tem muito jogo bom pra PC, muito mesmo!

    5-Master System

    A grande joia da Tectoy que é um tanto desvalorizada hoje em dia... Esse cara foi responsável por tornar o Brasil um país sério quando falamos de videogame. Após longas décadas de ditadura militar e de mercado fechado entupido de clones e coisas piratas, a Tectoy e o Master System mostraram que dava pra fazer as pessoas comprarem coisas oficiais, e mais: que dava pra fazer as pessoas se apaixonarem por isso. Claro que quando a gente é criança não liga nem um pouco pra essas coisas. Mas depois de entender como é importante ter um mercado aquecido que  venda o que a gente gosta, é pra valorizar e muito o que a Tectoy fez usando o Master da Sega. Hoje a Tectoy é um zumbi em um mercado de gigantes, mas o passado foi glorioso.

    O meu é igualzinho a esse da foto. Tem até o isopor ainda =)

    E é isso! 

    Vou marcar uma galera aqui pra ver se o pessoal se anima a fazer a lista. Quem sabe rola. Vou adorar saber o que vocês gostam hehehe

    @andre_andricopoulos, @jack234, @artoriasblack, @gan0nd0rf, @annalynn, @caramatur, @santz, @caco02, @herics, @slashgoodboy, @manoelnsn@wilford_fernandes, @realgex, @luidao, @jugemu, @willguigo

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      jailsonbraga · mais de 1 ano atrás · 4 pontos

      ainda pretendo comprar um Wii U porque ele parece ser um console agradavel, mesmo com todas suas limitações....

      3 respostas
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      realgex · mais de 1 ano atrás · 3 pontos

      Boa descrição de cada um. Talvez eu faça kkk !

      2 respostas
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      manoelnsn · mais de 1 ano atrás · 3 pontos

      Boa lista, man. Vou ver ae faço a minha...

      Aliás, até tenho vontade de ter um WiiU, mas que sustentar ele e o 3ds é falência na certa huahuaua

      1 resposta
  • manoelnsn Manoel Nogueira
    2017-09-16 13:50:57 -0300 Thumb picture
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    Literalmente Demônios da Garoa

    Brasileiro realmente tem que ser estudado... Com tanta merda acontecendo no país essas pragas ainda conseguem fazer uma pérola dessas, AHEUHAUEHAUHEUA

    Demon's Crest

    Plataforma: SNES
    2391 Jogadores
    51 Check-ins

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      tiagodantas · mais de 1 ano atrás · 4 pontos

      Kkkkkkkkk

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      gus_sander · mais de 1 ano atrás · 4 pontos

      Wtf kkkkkkk xD

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      onai_onai · mais de 1 ano atrás · 4 pontos

      Agora sim faz sentido. Hehe...

  • 2017-09-17 22:47:18 -0300 Thumb picture
    jack234 fez um check-in em:
    <p>Sempre ficou a pulguinha atrás da orelha pra jog - Alvanista
    Donkey Kong Country 3: Dixie Kong's Double Trouble

    Plataforma: SNES
    11789 Jogadores
    140 Check-ins

    Sempre ficou a pulguinha atrás da orelha pra jogar esse game novamente, pois na época que zerei, era mto moleque e deixei mta coisa pra trás e nem entendi direito o que estava acontecendo. O DK1 terminei de novo recentemente e o DK2, qdo joguei, fiz os 102% e já tava sabendo melhor o que fazer.

    Só de ver as primeiras fases e ouvir as músicas o sorriso já vem no rosto e a nostalgia bate forte. Legal demais! Show!

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      santz · mais de 1 ano atrás · 3 pontos

      Esse jogo também tem o maior apego nostálgico pra mim. Jogar as fases da água, com aquela trilha sonora foda, é bom demais.

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      bakujirou · mais de 1 ano atrás · 3 pontos

      eu amo este game, MAS A PRESSAO PSICOLOGICA NAS FASES MAIS PRO FIM TRUTH É DE ME DEIXAR NERVOSO SÓ DE LEMBRAR.
      grr
      fase da floresta com relampagos. ODEIO.

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      willguigo · mais de 1 ano atrás · 2 pontos

      Esse o melhor do Snes pra mim

      2 respostas
  • 2017-09-17 22:43:01 -0300 Thumb picture
    <p>CHECK OUT!</p><p>Terminado com tudo o que tenho - Alvanista

    CHECK OUT!

    Terminado com tudo o que tenho direito: Lvl 99, 44 h, 108 katanas e todos os finais.

    Como o @hilquias já me havia dito, os finais do Kisuke são bem mais legais. Os da Momohime ficaram mais interessantes, mas apenas para esclarecer os pontos de intersecção da história.

    Jogo muito bom, os gráficos são um deleite para os olhos, as músicas são tão legais e ambientadas, que ficam na sua cabeça.

    O ponto negativo fica para os inimigos e cenários que mesmo sendo muito bem feitos, no final depois de muito ir e voltar para completar o jogo inteiro, acabam ficando meio enjoativos. Mas só um pouco, nada daquilo que vc não queira nem ver na frente de novo.

    Daria uma nota 9. Recomendadíssimo.

    Vamos para o próximo!

    Muramasa: The Demon Blade

    Plataforma: Nintendo Wii
    844 Jogadores
    42 Check-ins

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      fonsaca · mais de 1 ano atrás · 2 pontos

      Poxa, da hora!
      Dá até vontade de colocar como prioridade número 1, pois sempre me interessei pelo jogo. Só que tenho uma cisma que larguei o Odin Sphere no meio do caminho e queria terminá-lo antes. Claramente os jogos não tem relação além da similaridade gráfica, possivelmente de gameplay e, quem sabe, de equipe que produziu, mas lembra muito e fico na cabeça que não terminei aquele, kkkk!

    • Micro picture
      jack234 · mais de 1 ano atrás · 2 pontos

      Sim, a desenvolvedora é a mesma (Vanillaware). Pelo que vi do Odin Sphere, é mais travadão nos movimentos, sendo que no Muramasa os personagens são bem rápidos. Cara, achei bem recomendado e traz uma imersão no mundo japonês bem gostosa. Joguinho legal e com aquela música bem feita que fica na cabeça o tempo todo. Show!

      3 respostas
  • fonsaca Adriano Luís Fonsaca
    2017-09-03 22:46:01 -0300 Thumb picture
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    <p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=c4NrVBf - Alvanista

    Final Fantasy VII

    Plataforma: Playstation
    9710 Jogadores
    215 Check-ins

    19
  • old_gamer old_gamer
    2017-06-09 20:54:45 -0300 Thumb picture
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    Coleção completa Old! Gamer

    Hoje chegou o sétimo e último volume desta coleção maravilhoso, o do nes. 

    Coleção completa! Gostei muito do formato destes livros, consegue abordar informação bem diversificada sobre os consoles e seus jogos. Esses 7 volumes reúne os consoles clássicos dos clássicos! 

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    Gostei dos detalhes.

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    E esse fechou a turma !

    Super Mario Bros. 3

    Plataforma: NES
    10682 Jogadores
    93 Check-ins

    48
  • 2017-08-16 09:41:28 -0300 Thumb picture
    <p>Terminei o jogo com a Momohime e aparentemente, - Alvanista

    Terminei o jogo com a Momohime e aparentemente, apesar de ter um final que contou o desfecho, achei simples. Imagino que a ideia seja iniciar novamente com o Kisuke, pois das 108 katanas disponíveis, peguei apenas 44 e claramente se vê que algumas precisam das dos 2 personagens na árvore. Foram 17h, portanto, vou começar e ver como fica. Espero que mudem monstros e cenários, para não ficar repetitivo. Apesar que ambos são muito bem feitos e detalhados. Ao lado da trilha sonora são os pontos altos do jogo e uma demonstração clara de arte.

    Simbora!

    Muramasa: The Demon Blade

    Plataforma: Nintendo Wii
    844 Jogadores
    42 Check-ins

    9
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      hilquias · mais de 1 ano atrás · 2 pontos

      cada um deles tem 3 finais diferentes, mas os da momohime são na maioria meio sem sal

      5 respostas
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      fonsaca · mais de 1 ano atrás · 2 pontos

      Acho muito da hora o estilo desse jogo e seus similares. Esse Muramasa parece bem legal! Me fez lembrar do Odin Sphere que tem vários personagens pra zerar.
      Já jogou esse?

      Empaquei numa parte que salvei antes do chefe e estava fraco demais pra dar conta dele, aí meu save ficou meio inválido. Ou um dia consigo vencer na loucura ou uso Game Shark, se não, só recomeçando...

      4 respostas
  • 2017-08-12 14:39:53 -0300 Thumb picture
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    Mais 10 RPGs adicionados na planilha de traduções

    Medium 462613 3309110367

    Totalizando 189 RPGs a planilha foi atualizada hoje com os seguintes jogos:

    * Dragon Quest I + II (SNES)

    * E.V.O.: The Theory of Evolution (PC98)

    * Devil Boy: Trap of Hell (NES)

    * Ancient Magic: Bazoo! World of Magic (SNES)

    * Adventures of Arle (GAME BOY)

    * Armed Dragon Fantasy Villgust (NES)

    * Castle of Ayakashi (GAME BOY)

    * Brave Battle Saga: Legend of the Magic Warrior (MEGA DRIVE)

    * Pretty Soldier Sailor Moon: Another Story (SNES)

    * Bloody Warriors: Shan-Go no Gyakushuu (NES)

    Lembrando que fico no aguardo de qualquer comentário sobre atualizações de projetos até então cadastrados como "incompletos" na lista. Se souberem que o jogo teve sua tradução concluída, me avisem que eu atualizo a planilha.

    ► https://docs.google.com/spreadsheets/d/1WXlPiCOFLOGs5F_WnFGPJv8v13aobVZ8RXkjK-o5-po/edit?usp=sharing

    Novos jogos ainda não cadastrados também são sempre bem-vindos, então se souberem de algo que não esteja lá nos conte!

    [@jvhazuki]

    Dragon Quest I & II

    Plataforma: SNES
    295 Jogadores
    36 Check-ins

    36
  • 2017-08-02 11:03:52 -0300 Thumb picture
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    A pré-história dos jogos eletrônicos

    Medium 3522902 featured image

    Seja bem-vindo ao nosso primeiro post da persona. Estamos em 1970 e vamos conhecer um pouco sobre os primeiros jogos eletrônicos que surgiram. Há uma grande discussão a respeito de quem criou o primeiro jogo, afinal, o que é um jogo? Podemos considerar que os primeiros jogos nasceram em um centro de pesquisa de raios de tubos catódicos interativos, de 1947. O registro mais antigo deste projeto é apenas uma patente registrada de como funciona o jogo, mas muitos não consideram ele o primeiro jogo. Em 1951, com a comercialização do computador mainframe UNIVAC I, algumas universidades e centros de pesquisa começaram a programar criar conceitos de interação e diversão digital, como o jogo Nimrod, que basicamente era um jogo matemático de cálculos chamado de Nim.

     Em 1952, na universidade de Cambridge, Sandy Douglas cria aquele que é considerado por muitos como o primeiro jogo eletrônico da história: OXO. O jogo rodava em um mainframe EDSAC, que possuía uma memória de escrita e leitura que permitia que programas de computadores fossem gravados nele. OXO era basicamente um jogo da velha, onde era suportado apenas 1 jogador e ele deveria vencer uma inteligência artificial, preenchendo um dos 9 campos em cada turno até que se tinha uma sequência de "O" que se alinhavam. Para dar o comando, o jogador deveria discar a posição que ele queria marcar, sim, discar mesmo, como se fosse um telefone convencional da época.

     Em Outubro de 1958, em meio há vários jogos simples, tivemos um jogo que se destacou. William Higinbotham era um físico genial, pois utilizando um computador analógico do Laboratório Nacional de Brookhaven, ele cria o famoso Tennis for Two. O Jogo funcionava para 2 jogadores e simulava uma partida de tênis, com a quadra vista de lado e a tela era um osciloscópio. A bola respeitava as leis da física, como gravidade e velocidade, permitindo uma experiência bem fluída. O controle era uma caixa com um potenciômetros e um botão, onde o jogador controlava a reação da bola quando ela vinha para o seu lado do campo. O jogo foi um sucesso nos anos que ficou exposto, principalmente entre os estudantes, mas 2 anos depois, o computador foi desmontado.

     E para fechar a nossa história, em 1962, no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, Steve Russell tem acesso ao computador mais poderoso da época, o PDP-1, que era um computador muito menor que os mainframes gigantescos da época e logo foi adotado em muitas universidades. Disposto a demonstrar o potencial máximo do novo hardware, Steve cria o Spacewar!, um jogo onde 2 jogadores controlavam uma nave e deviam trocar tiros em meio ao espaço sideral. Mas no centro da arena, havia uma espécie de buraco negro que sugava as naves para ele e as destruíam instantaneamente. O jogo foi tão incrível que a própria fabricante do PDP-1 decidiu incluí-lo como programa de teste, fazendo assim a primeira distribuição de um jogo eletrônico da história.

     Nesse meio tempo, vários outros jogos surgiram, como o jogo baseado em texto, Hamurabi, de 1968, e o simulador Space Travel, de 1969, mas a grande maioria desses jogos não tiveram um impacto relevante na história dos jogo. E assim concluímos o nosso primeiro post. Espero que tenham gostado e comentem. :)

    [Quem quiser ser marcados nas próximas postagens, é só botar nos comentários]

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      andre_andricopoulos · mais de 1 ano atrás · 5 pontos

      Muito interessante o OXO...
      Sinistro esse "SPACE WAR"... kkkkkk
      ---
      Adorei...uma época onde eu ainda nem existia...mas era o caminho para a invenção da minha maior paixão: VIDEOGAMES!
      ---
      Por favor...me marque.

      3 respostas
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      ramzarify · mais de 1 ano atrás · 3 pontos

      Parabéns! Ótimo texto! Vou acompanhar daqui pra frente.

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      artigos · mais de 1 ano atrás · 3 pontos

      Seu artigo virou destaque!

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  • 2017-08-01 12:51:17 -0300 Thumb picture
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    O sistema PLATO e a origem secreta dos RPGs

    Nascidos em mainframes de universidades, os primeiros RPGs eram impressionantemente avançados.

    Nos anos 1960, computadores pessoais eram gigantes, caros, nada práticos e limitados. A computação ainda estava em sua infância e se limitava basicamente aos meios militares. Nesse contexto surgiu o PLATO — um sistema de computadores focados na educação, voltados para uso principalmente em universidades.

    Com uma tecnologia muito à frente de seu tempo e mais acessível, vários conceitos da computação moderna surgiram nesse sistema. Ele já conectava vários computadores e terminais em uma mesma rede (uma ideia tão boa que, hoje em dia, temos uma rede mundial de computadores chamada “internet”), possuía fóruns, e-mails, mensagens instantâneas e até telas táteis. 

    Como seu foco era acadêmico, possuía também ferramentas para a ação criativa dos usuários, como a linguagem TUTOR, que permitia a manipulação de gráficos interativos de forma relativamente simples.Nesse ambiente à frente de seu tempo surgiram vários jogos que também não eram compatíveis com a época de lançamento. Muitos precursores de gêneros modernos, como FPS e estratégia, deram seus primeiros passos nas universidades que contavam com esse sistema — incluindo os RPGs.

    Clássicos perdidos e resgatados

    O provável primeiro RPG da história surgiu em 1974, numa rede PLATO da Southern Illinois University. Ele era conhecido apenas como m199h. Não se sabe muito sobre ele além disso — nem mesmo quem seria o seu criador. Todas as informações que temos sobre o jogo vêm de relatos de estudantes da época. O que aconteceu com o possível pai de todos os RPGs? Ele foi deletado.

    Como os sistemas PLATO tinham como objetivo servir de ferramenta educacional, qualquer programa que os administradores não julgassem pertinente era apagado. Sendo um jogo, m199h dificilmente seria visto como um projeto acadêmico em 1974 e foi logo retirado dos sistemas, ficando apenas na memória das poucas pessoas que puderam jogá-lo antes de sua destruição. Nem mesmo o seu verdadeiro nome foi registrado — “m199h” era apenas o nome do arquivo do game.

    Esse é o nosso “clássico perdido” no mundo dos jogos eletrônicos. Assim como na literatura temos registros de várias obras nunca encontradas, apenas relatadas por outros autores, também nos games há casos de precursores vivos apenas nos testemunhos de certas pessoas. Uma caso similar ocorreu também com os adventures, cujo possível primeiro game do gênero só foi recuperado anos depois, após um gigantesco trabalho de arqueologia digital. m199h, infelizmente, não teve a mesma sorte.

    Quantos “clássicos perdidos” será que temos na história dos jogos?

    Quanto da história dos foi simplesmente deletada por administradores de sistemas fazendo seus serviços? Quantas obras digitais foram esquecidas para sempre porque seus criadores não guardaram o código ou nunca divulgaram?

    O segundo “provável primeiro RPG da história” quase sofreu o mesmo destino. Intitulado Dungeon, ficou mas mais conhecido pelo nome de seu arquivo, pedit5. Esse sabemos quem é o criador: Reginald Rutherford, que o desenvolveu no verão de 1975.

    Mesmo possuindo algumas características conhecidas do gênero, pedit5 estava mais para um “proto RPG”. 

    Esse dungeon-crawler top-down tinha um sistema de atributos simples e pequeno, poucos monstros e uma trama simplória. Era possível resumir o objetivo em uma frase: entre na dungeon, consiga o máximo de tesouro, tente não morrer.

    pedit5 também foi apagado pelos administradores do sistema, já que era um aplicativo não autorizado. Felizmente, seu código não foi perdido e o game era reinserido na rede regularmente… apenas para ser deletado mais uma vez, num metajogo de gato e rato nérdico. 

    Eventualmente, outros programadores aprimoraram o clássico e o relançaram como orthanc.

    O precursor dos precursores

    Em parte por causa da “volatilidade” de pedit5, Gary Whisenhunt e Ray Wood, dois estudantes da Universidade de Illinois, decidiram fazer seu próprio jogo inspirado em Dungeons & Dragons — apropriadamente chamado de dnd ou The Game of Dungeons

    Como Gary e Ray eram administradores do sistema PLATO instalado em sua universidade, eles foram capazes de reservar um espaço da rede para criar o projeto deles sem o perigo de ser seria apagado logo depois. Este terceiro “provável primeiro RPG da história” é, talvez, o mais digno do título e o mais influente dentro da cena de RPGs precursores.

    Lançado inicialmente em 1975, dnd é um dungeon crawl, assim como pedit5. A história é minimalista e o objetivo simples: entrar e sair da dungeon Whisenwood, coletando os cobiçados tesouros Graal e Orbe. Após uma rolagem inicial de dados para definir os status de seu personagem, você adentra o calabouço e tenta vencer as hordas de monstros. 

    O jogador decide o quão fundo quer ir, podendo sair quando quiser para se recuperar e reiniciar a aventura. Ao fim do calabouço, um dragão defende a Orbe — provavelmente o primeiro “chefão” do mundo dos games.

    Diferentemente de seu “antecessor” (na verdade, o desenvolvimento de dnd começou antes de pedit5, mesmo com pedit5 sendo lançado primeiro), dnd é mais do que um “proto RPG”. 

    O jogo contava com vários sistemas interessantes que só seriam vistos de novo na década seguinte, como teleportadores, armadilhas, várias opções para abordar os monstros, um sistema de equipamentos, poções com variados efeitos e eventos especiais.

    dnd se tornou um sucesso e o foi melhorado através do feedback da comunidade por Dirk Pellett e Flint Pellett, que assumiram o suporte do jogo após Whisenhunt e Wood começarem a se focar em outros projetos. 

    Ele recebeu várias atualizações, chegando à versão 8.0 em 1977. Até a extinção dos sistemas PLATO, ele continuou sendo um dos games mais jogados do sistema.

    O “killer app” da geração

    O sucesso de dnd permitiu que outros jogos fossem criados de forma “oficial”, sem serem automaticamente apagados por administradores logo depois. Logo surgiram sucessores e concorrentes. Nenhum deles foi mais popular do que Avatar.

    Lançado em 1979, Avatar tinha um escopo gigantesco para a época e foi precursor até mesmo dos MMOs. Com uma natureza multiplayer, ele permitia que os jogadores entrassem nas dungeons em equipes de até 15 pessoas — mais do que as raides de alguns MMORPGs. Dentre suas características, ele possuía 13 guildas, um sistema de chat que permitia os jogadores se comunicarem, dez diferentes raças, um sistema de alinhamento, magias, habilidades e várias outras coisas.

    Apesar de ser possível jogar sozinho, Avatar era tão difícil que trabalhar em equipe tornava-se quase obrigatório. Além de ajudarem você a derrotar os monstros, caso você morresse, seus parceiros podiam levá-lo ao necrotério e revivê-lo. Uma equipe com carisma alto o suficiente também podia recrutar certos monstros e membros das guildas podia criar suas próprias quests para os outros jogadores.
    Com uma forte comunidade, Avatar logo se tornou o título mais jogado nos sistemas PLATO, correspondendo sozinho a 6% de todas as horas de jogo na plataforma. Até hoje ele tem fiéis seguidores, que o jogam através de recriações da antiga rede como o cyber1.

    Se quiser ver como funciona é só clicar no link.

    Influências transatlânticas

    Apesar de todo esse valor histórico e de esses jogos terem antecipado muita coisa do que conhecemos hoje em dia em RPGs e MMOs, o sistema PLATO não estava disponível para o público geral. Ele era confinado aos meios acadêmicos e poucas pessoas jogaram as obras que surgiram nele, incluindo futuros game designers.


    Richard Garriot, para muitos o verdadeiro pai dos RPGs, não sabia da existência desses jogos quando criou Ultima em 1981. Os títulos do gênero que vieram posteriormente foram inspirados diretamente nele, não nos percursores dos anos 1970. Para todos as causas e efeitos, os games desenvolvidos nos sistemas PLATO são apenas curiosidades históricas, com poucas influências nos jogos modernos.

    Há uma notável exceção: Oubliette (Dungeon, em francês… o pessoal daquela época adorava calabouços). Lançado em 1978 e desenvolvido por Jim Schwaiger, o jogo era muito parecido com Avatar — na verdade, Avatar foi criado com a intenção de superar Oubliette. Ele contava com várias raças, classes, shops, tavernas, templos, minigames, um complexo sistema de magia e uma visão em primeira pessoa. A intenção de Schwaiger era recriar uma experiência típica de Dungeons & Dragons digitalmente, delegando as partes tediosas do jogo ao computador.

    Avatar não foi o único jogo influenciado por Oubliette. Outro game bem mais famoso também o usou como fonte de inspiração: Wizardry. Desenvolvida pela Sir-Tech, a série é considerada tão importante quanto a série Ultima na história dos RPGs. Vários clássicos dos anos 1980 são sucessores diretos de Wizardry, incluindo Bard’s Tale, Ultima III e Might & Magic.

    Wizardry fez ainda mais sucesso no outro lado do mundo, tornando-se incrivelmente popular no Japão. No oriente, a série também inspirou a criação de vários outros jogos… Incluindo Dragon Quest e Final Fantasy. No final das contas, os jogos criados no sistema PLATO não são apenas precursores à frente de seu tempo; eles são os ascendentes diretos dos jRPGs como conhecemos.

    Ou seja ... gosta de RPG agradeça ao sistema PLATO !

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    • Micro picture
      joanan_van_dort · mais de 1 ano atrás · 3 pontos

      "o pessoal daquela época adorava calabouços"
      E quem não gosta de uma boa masmorra num belo rpg? hahaha
      Excelente esse texto! Gostei demais! =D

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      santz · mais de 1 ano atrás · 2 pontos

      Puta merda, que texto maravilhoso. Eu conhecia muito superficialmente o pedit5, mas não sabia que era tão avançado assim. Mano parabéns, o texto ficou maravilhoso e muito foda.
      Então esses PLATOs conseguiam gerar gráficos bem foda, coisa que só víamos nos Arcades no final da década de 70. Muito massa. E tem muita gente que acha que o RPG se deu início com jogos da série Ultima e outros até acham que começaram com Dragon Quest.

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      jack234 · mais de 1 ano atrás · 2 pontos

      Sensacional o texto cara! Parabéns! Fica encabulado de o tanto de conhecimento que os EUA conseguiram criar nessas décadas passadas... Realmente acho que esse é o trunfo dos caras. Importação em massa de conhecimento (Einstein foi um deles) e resultou no que resultou. Até o RPG foi os caras que criaram. Tudo bem, que pra mim foram os japoneses que aperfeiçoaram hehehe

      2 respostas
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