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Sega CD e Sega 32X: Oferecendo mais poder ao Mega Drive

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Em 1988, a NEC saiu na frente e lançou o PC Engine CD-ROM² como o primeiro periférico a dar suporte de jogos em CD. No mesmo ano, a Nintendo e a Sony anunciaram a parceria para um periférico semelhante, mas em 1990, o Philips CD-i chega ao mercado como um console separado. A Sega do Japão começou a investir no desenvolvimento do seu próprio add-on de CD. O problema é que nenhuma unidade de protótipo do periférico foi enviado para a Sega da América e não havia kits de desenvolvimentos para a nova plataforma. Em dezembro de 1991, o Mega CD é lançado no Japão, mas tem vendas moderadas. Nos EUA, foi lançado como Sega CD e só chegou em outubro de 1992, onde vendeu mais unidades devido a popularidade do Genesis no mercado americano.

 Inicialmente, as especificações técnicas do aparelho eram modestas, mas a ideia era sempre superar o periférico da NEC. Devido a isso, o Sega CD vinha com uma CPU Motorola 68000, o mesmo Mega Drive, 6 Mbit de RAM e 512 KBit de PCM para som com qualidade de CD. Isso encareceu o periférico, que se tornou tão caro quanto um console novo. Enquanto o Mega CD possuía um foco maior em jogos com cenas de anime, o Sega CD trouxe jogos com qualidade duvidosa usando filmes em FMV. Com tempo de mercado, os jogadores notaram que o periférico não fazia muita diferença na qualidade dos jogos e com a chegada do 3DO, a tecnologia se tornou obsoleta. A Sega então procurou outro modo para estender o tempo de vida do seu console de 16-bits.

 O Project Mars surgiu como uma alternativa da Sega de competir com o recém lançado Atari Jaguar e ser uma opção mais barata frente ao próximo console de CD que a companhia estava desenvolvendo. Foi pensado como um console novo, mas a Sega da América optou por ser um complemento ao Genesis e foi desenvolvido principalmente nos EUA. Quando a Sega do Japão anunciou que o console da próxima geração chegaria ao mercado em novembro de 1994, a Sega da América teve que correr com o desenvolvimento do periférico. Lançado também em novembro de 1994, o Sega 32X chega ao mercado custando 160 dólares e com a promessa de ser um complemento barato e de transição para a nova geração.

 O design do produto foi construído para encaixar no slot de cartuchos do Mega Drive. Por dentro, estava equipado com 2 processadores de 32-bits Hitachi SH-2, 256 KB de RAM e VRAM e instruções para trabalhar com polígonos 3D. Assim como o Sega CD, exigia uma fonte de alimentação extra. A biblioteca inicial do aparelho contou com apenas 6 jogos, com destaques para o porte de Doom, Virtua Racing Deluxe e Star Wars Arcade. Apesar de vender bem eu seu lançamento, jornalistas, desenvolvedores e jogadores não enxergavam futuro ou sentido neste aparelho de transição. Os jogos até impressionaram, mas em comparação com os jogos de 32-bits de verdade, pareciam bem defasados.

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    andre_andricopoulos · 3 months ago · 3 pontos

    Foram boas intenções...mas não vingou.

    Careceu (faltou) de bons títulos...

    19 replies
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    artigos · 3 months ago · 2 pontos

    Parabéns! Seu artigo virou destaque!

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    kess · 3 months ago · 3 pontos

    O Mega Drive com todos esses "acessórios" conectados ficava parecendo... não tenho nem como comparar o nível de trambolho que era!

    2 replies
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