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Sega Master System: Um forte concorrente para o NES

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O SG-1000 não conseguiu superar o Famicom no Japão, nem mesmo a segunda versão do console, lançado no ano seguinte, o SG-1000 II. A Sega então começou a desenvolver um console que seria ainda mais poderoso que o console de 8-bits da Nintendo e tentar conquistar uma fatia do mercado japonês. Em Outubro de 1985, o Sega Mark III é lançado com o mesmo valor do seu antecessor. Ele permitia o uso de periféricos de expansão, entradas para cartuchos, cartões e controles, além de vir equipado com o mesmo processador do computador SC-3000. Ainda sim, o lançamento não fez muito barulho no Japão. Mas isso não desanimou a Sega.

 O aparelho foi totalmente redesenhado, saindo do branco e indo para o preto com detalhes vermelhos que lembravam gravadores de fita cassete. O leitor de cartões foi retirado, o chip de som YM2413 FM e a porta de expansão também saíram. Em Setembro de 1986, o Master System é lançado em território norte americano, com o objetivo de derrubar o NES. As duas versões do aparelho tinham as mesmas capacidades técnicas. Eram equipadas com o Zilog Z80A de 4 MHz, 8 KB e ROM, 8 KB de RAM e 16 KB de vídeo. A entrada dos controles seguiam o padrão db9, logo, era possível usar joysticks do Atari 2600 e outros consoles que mantiveram esse padrão. O preço era bem competitivo, US$ 200,00 e junto a isso, uma massiva campanha de marketing fizeram o lançamento do Master System um sucesso.

 Nas duas versões do videogame, o controle era quadrado, como o do Famicom, mas com apenas 2 botões de ação e direcional para 8 direções. O direcional em cruz era uma patente da Nintendo, então a Sega teve que criar um outro padrão. O diferencial das duas versões é que no controle do Mark III, o direcional vinha com um buraquinho onde se podia encaixar uma pequena alavanca e fio saia na lateral, algo bem desconfortável. A pistola de luz, chamada Light Phaser, foi lançada junto do aparelho americano. Os Game Cards eram práticos e vinham com um desenho estampado na frente, porém, possuía apenas 256 Kb de memória disponível. O cartucho por sua vez, podia ter jogos de até 4 Mb, sendo que na versão japonesa, vinha com um desenho estampado e na americana, apenas o nome do jogo, sem desenho.

 Os jogos do Mark III / Master System eram todos coloridos e voltados para a ação. Como a Nintendo possuía um contrato de exclusividade com as grandes thirds party da época, ficava com a Sega a responsabilidade de desenvolver todos os jogos para a sua plataforma. A sorte é que a empresa tinha grandes jogos para Arcades e bastava apenas portar para o seu novo console. Para o Mark III, apenas Hang-On e Teddy Boy foram lançados junto do console, mas muitos outros jogos vieram depois. Para o Master System, um cartucho especial 2 em 1 foi lançado junto com o videogame, o Hang-On & Safari Hunt, que juntava o maior sucesso dos Arcades e um jogo de tiro ao alvo para a pistola Light Phaser.

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  • Micro picture
    artigos · 3 meses atrás · 4 pontos

    Parabéns! Seu artigo virou destaque!

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    darth_gama · 3 meses atrás · 4 pontos

    Basta dizer que até hoje é comercializado no Brasil. Sempre preferi a Nintendo à Sega, mas o Master foi de extrema importância para o mercado brasileiro de games.

    8 respostas
  • Micro picture
    porlock · 3 meses atrás · 3 pontos

    eu tive pouquissimo contato tanto com o nintendinho qdo com o master system.. :(
    mas daora o artigo!

    1 resposta
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    joanan_van_dort · 3 meses atrás · 3 pontos

    Nos EUA o Master System não fez quase nenhum sucesso. No lançamento vendeu e depois encalhou. Isso fez com quê a Sega percebesse que se não fosse mais agressiva não iria nunca conseguir emplacar um aparelho no mercado. Nenhum mercado! Em 87 e 88 trocou a cúpula responsável pelo marketing e começou pensar no futuro. O NES dominava Japão e EUA como se fosse um furacão passando pelas lojas. Tanto é que nessa época Nintendo era sinônimo de videogame: "Vamos jogar Nintendo" era usado para se referir a qualquer console. É como hoje o quando o pessoal diz "compra Gilette para se barbear" mas se referem à lâmina em si, não à marca. Quem viria concorrer quase de igual pra igual com a Nintendo durante alguns meses seria o Genesis, e depois o Playstation, que desbancaria a Nintendo até o Wii surgir. E no mercado de portáteis a Nintendo é insuperável até hoje, mas isso é outra historia.
    Tanto o Master System não fez sucesso nos EUA que ele é considerado um aparelho raro por lá e poucos jogos foram lançados. O MS teve vendas razoáveis em alguns países na Europa, mas poucos. Ela tentou entrar com mais força no mercado europeu onde a Nintendo não tinha conseguido se firmar, mas é sabido que os europeus preferem os PCs, até hoje é assim. Onde ele teve mais destaque foi na América Latina e principalmente aqui no Brasil, graças aos trabalhos fantásticos da Tectoy, que inclusive exportou o aparelho fabricado aqui para vários países do continente e também da Europa, calcificando ainda mais a empresa de São Paulo como a verdadeira responsável pelo sucesso do console e não a Sega.
    Entrevistas do Stefano Arnhold já revelaram que, apesar da boa relação que eles mantém até hoje com os japoneses, muitas vezes eles barraram produtos por que a Tectoy modificou a ponto de ficarem melhores do que os da própria Sega, ferindo de algum modo o orgulho deles.
    Tanto é que não vemos coletâneas de Master System. Existem coletâneas da Sega para jogos arcade e para jogos do Mega Drive/Genesis, que incluem o 32X e o MegaCD, expansões dele. Mas não vemos do MS, nem do Saturn e nem do Dreamcast, e muito menos dos portáteis, pois são consoles que, do ponto de vista da Sega, não fizeram o sucesso que gostariam.
    Esse sucesso da Tectoy nos dá a falsa impressão que o Master é um videogame de sucesso no mundo. Mas não é, infelizmente. Se buscarmos o catálogo dos jogos da Tectoy, veremos que a grande maioria saiu na Europa e não nos EUA. Alguns só no Japão e aqui no Brasil. Inclusive, muitos dos acessórios legais que recebemos também! Que saudade dessa Tectoy! Hoje é uma caça níqueis sem vergonha =/
    Aliás, ao lermos textos ou assistirmos canais norte americanos de retrogamers e colecionadores, é possível percebermos que eles tratam o aparelho como uma "curiosidade", alguns até como "bizarro" e, olha só que curioso, o videogame passou a ser mais famoso por lá a partir da divulgação que os colecionadores brasileiros que moram nos EUA fizeram dele na internet. Depois disso passou a ser um item como é o PC Engine ou o 3DO por aqui hoje. E isso ainda é um resquício do trabalho fabuloso da Tectoy em solo brasileiro, uma vez que são fãs dessa época difundindo algo que ela fez para novos públicos ainda não alcançados.
    Em suma, o Master System é muito mais brasileiro do que a Sega gostaria.

    11 respostas
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    andre_andricopoulos · 3 meses atrás · 2 pontos

    Amei o MASTER... foi uma evolução e tanto do ATARI para o MASTER...

    2 respostas
  • Micro picture
    jhonatasantos · 3 meses atrás · 2 pontos

    Realmente foi ótimo acompanhar esta postagem, tanto por ela mesmo como pelos comentários que foram desenvolvidos aqui.

    1 resposta
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