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  • 2019-01-14 08:42:24 -0200 Thumb picture

    #127 - Super Mario Bros. 2 USA [NES] 1988

     O jogo Super Mario Bros. 2 japonês foi classificado como muito difícil e pouco inovador para o mercado americano. Em 1987, um grande festival japonês com parceria da Nintendo com a Fuji Television recebe um título único para celebrar o evento: Yume Kōjō: Doki Doki Panic. A Nintendo da América resolveu adaptar esse jogo para se tornar a nova sequência da série Super Mario, alterando o sprite dos personagens e alguns elementos. A mecânica básica, gráficos e trilha sonora já lembravam um jogo do Mario, então pouca coisa teve que ser refeita. A principal novidade é a possibilidade de atirar objetos ou inimigos contra os próprios adversários. Além disso, foi permitido também a seleção de 4 personagens para jogar: Mario, Luigi, Peach e Toad, cada um com habilidades únicas.

     - Apesar de se tratar de uma adaptação de outro jogo, tudo que foi sucesso no primeiro jogo está aqui. A jogabilidade é rápida e precisa. A mecânica que arrancar objetos do chão e arremessar nos inimigos casou muito bem com a proposta. Escolher o personagem muda a forma de jogar de cada fase, permitindo um alto valor de replay. O jogo conta com inúmeros segredos, seja através das poções mágicas que dão acesso ao mundo invertido ou descobrindo as warp zones secretas pelas fases. Cada fase possui uma temática diferente e possui um certo nível de exploração para prosseguir. Há diversos inimigos novos e chefes divertidos de serem derrotados, apesar de nenhum fazer alusão ao jogo original.

    Nota pessoal: ★★★★★

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    Super Mario Bros. 2

    Plataforma: NES
    5560 Jogadores
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      joanan_van_dort · 5 dias atrás · 4 pontos

      O que eu acho mais curioso de tudo é que essa mecânica de rolagem vertical foi pensada e subdesenvolvida pelo Miyamoto pra outro jogo da Nintendo. Acabou aprimorada no Doki Doki Panic para o jogo da TV Fuji. E no ocidente virou Mario 2.
      Na Nintendo mesmo quando eles não querem reciclar ou engavetar uma ideia ou tecnologia pra usar depois, o conceito acaba voltando para eles próprios com no mínimo relativo sucesso de público e financeiro também. Às vezes vira um puta sucesso, como foi o caso do Mario Maker. Os caras imprimem dinheiro de qualquer jeito...

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      manoelnsn · 5 dias atrás · 3 pontos

      O famoso jogo do rabanete. Nessa época a Peach ainda era morena

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      thecriticgames · 4 dias atrás · 3 pontos

      Um dos games que sofre rage mais injustiçados pela fan base, o bizarro da história é que todo mundo lembra dele ter se originado do Doki Doki, mas quase ninguem sabe que o Doki Doki era pra ser um game do Mario na vdd e que mudou posteriormente pra colocar mascotes de uma rede de TV que tinha parceira com a Nintendo, foi um jogo de Mario se tornando no fim um jogo de Mario.

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  • 2019-01-09 08:30:24 -0200 Thumb picture

    A importância e o desenvolvimento de Maniac Mansion

    Medium 3696566 featured image

    Ron Gilbert tem o seu primeiro contato com um adventure gráfico com o jogo King’s Quest da Sierra e viu que aquele era o caminho certo para o futuro dos jogos. Junto com seu colega de trabalho, Gary Winnick, funcionários da Lucasfilm Games, começaram o desenvolvimento de um jogo revolucionário em 1985. O projeto se baseava em filmes B de terror e clichês de clássicos do cinema, como Sexta-Feira 13 e A Hora do Pesadelo. A ideia era brincar com esses elementos, mesclando com humor e muitas piadas. Criaram um jogo de tabuleiro onde as cartas disparavam eventos que futuramente seriam incluídas no jogo. Mais tarde, o desenho da mansão foi colocada em quadro dentro do jogo.

     Gilbert esperava criar uma nova engine para que os futuros jogos da Lucasfilm não perdessem tempo programando um novo motor, além de facilitar o porte para outros computadores. Os primeiros 9 meses de produção do jogo foram voltados apenas para o desenvolvimento desse novo motor e recebeu o nome de SCUMM. O interpretador de textos, usado nos jogos da Sierra, era frustrante, pois cabia ao jogador adivinhar as palavras e comandos usados para executar uma ação. O SCUMM trazia um inovador sistema de apontar e clicar, onde bastava selecionar o comando desejado e depois clicar no objeto da tela para fazer a interação. Uma espécie de protótipo desse sistema foi usado no jogo Labyrinth: The Computer Game de 1986. Maniac Mansion foi lançado no ano seguinte.

     Não é apenas na forma de interagir que o jogo revoluciona. O mundo é vivo e tem momentos certos para as coisas acontecerem, independente da ação do jogador. Vez ou outra, entra uma cena em outro cômodo para explicar parte da história. Gilbert chamou isso de cutscene, mas não foi o primeiro jogo a ter isso, Pac-Man foi o pioneiro. Os textos do jogo foram muito bem escrito e mudam de acordo com qual personagem você está controlando. O jogo tentou não punir o jogador com algumas decisões lógicas do cotidiano. Em King’s Quest, nosso personagem pode morrer só de pegar um caco de vidro no chão. As soluções dos puzzles foram pensadas para se completar com qualquer combinação de personagem ou mesmo com apenas 1 sobrevivente.

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      msvalle · 9 dias atrás · 4 pontos

      Para quem tiver acesso, esse jogo está embutido no Day of the Tentacle.

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      lukenakama · 9 dias atrás · 3 pontos

      To começando a entender a importancia do jogo, acho que sem ele Telltale não teria sido o que foi.
      Preciso jogar mais, eu peguei a versão de Nes, mas um dia eu dou um jeito de jogar a original.

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      manoelnsn · 10 dias atrás · 2 pontos

      Bem interessante

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  • 2019-01-07 09:21:20 -0200 Thumb picture

    Combo#126 [PC Engine] (1988): Keith Courage in Alpha Zones & The...

    ...Legendary Axe

     Adaptado do anime Mashin Hero Wataru, controlamos o jovem Keith, membro da NICE, que tem a missão de destruir as forças alienígenas do planeta BAD. Começamos na área esverdeada de um vilarejo, onde podemos coletar moedas de pequenas criaturas para comprar melhorias para o nosso personagem. Ao final dessa etapa, Keith é transportado para o submundo e usa um mecha de combate para destruir seus inimigos, a Nova Suit. - Um jogo bem simples de plataforma que lembra um pouco o Wonder Boy in Monster Land. A jogabilidade é meio travada e o design das fases é bem simples. Os inimigos costumam dar respawn rapidamente com um mero scrolling na tela, que torna o jogo um pouco difícil.

    Nota pessoal: ★★☆☆☆

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     Flare é raptada e vai para servir de sacrifício culto de Jagu. Seu amigo de infância, Gogan, recebe o machado lendário dos aldeões, o Sting, e parte para uma aventura em 6 zonas para enfrentar o próprio Jagu e salvar sua amiga. O jogo adota um estilo plataforma com ação, muito semelhante ao jogo Rastan. Há um medidor de força que recarrega automaticamente e pode ser aumentado pegando power-ups pela fase. O jogo foi muito elogiado pelos gráficos, trama e trilha sonora. - Um jogo que mostra o poderio da nova geração. A jogabilidade é simples e precisa. A dificuldade é mediana e bem equilibrada. Os gráficos do jogo são belíssimos, com cenários bem desenhados e riquíssimo em detalhes.

    Nota pessoal: ★★★★☆

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    The Legendary Axe

    Plataforma: TurboGrafx-16
    15 Jogadores
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      volstag · 11 dias atrás · 3 pontos

      Legendary Axe é um classico! Joguei muito no emulador, ja esse outro não lembro de ter jogado não, mas qualquer hora vou dar uma conferida.

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      andre_andricopoulos · 11 dias atrás · 2 pontos

      Não conheço mas olhando...KEITH parece um"MegaMan" de pobre.
      Que trama macabra de LEGENDARY AXE...gostei.

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  • 2019-01-04 09:42:46 -0200 Thumb picture

    #126 - Alien Crush [PC Engine] 1988

     Chegou a hora de estrear uma nova plataforma, o PC Engine, que foi lançado em 1987. Inspirado pelo filme Alien, o Oitavo Passageiro, a NEC lança um jogo de pinball com temática alienígena. É possível escolher qual velocidade se deseja jogar (lenta ou rápida) e também qual das duas músicas disponíveis se deseja ouvir enquanto joga a tela principal. A mesa do pinball é dividido em duas telas, mas há vários caminhos bônus que te levam para uma área nova, onde o objetivo é destruir alienígenas e acumular mais pontos. O jogo é aclamado pela crítica, pois mostra todo o poder que o novo videogame da NEC possui. Os gráficos são chamativos e riquíssimo em detalhes.

     - Um jogo muito viciante e divertido de se jogar. O visual do jogo realmente está em outro nível, com cores e detalhes bem implementados para um console caseiro. As músicas são poucas, mas são bacanas. A parte mais legal, sem dúvida, é encarar os bônus. O desafio é limpar a tela, destruindo todos os inimigos para acumular mais pontos, mas é uma tarefa bem difícil. Na mesa em si, há diversos objetos que garantem pontos ou alguma vantagem, como por exemplo, tapar o buraco por onde a bola vaza. É possível ganhar uma vida extras através dos bônus da mesa e ao final da partida, podemos inserir nossas iniciais, porém, só fica gravada enquanto o videogame estiver ligado.

    Nota pessoal: ★★★☆☆

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    Alien Crush

    Plataforma: TurboGrafx-16
    7 Jogadores

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      volstag · 13 dias atrás · 3 pontos

      Esse é um classico bem dificil de jogar, e muito lgal tambem, e me lembra que nunca o terminei.
      Ja o Devil Crush (ou crash) de mega drive, que acho que deve ser tipo uma continuacao desse, eu terminei a trocentos anos atras.

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      darlanfagundes · 14 dias atrás · 2 pontos

      Vixe, detesto TODOS os pinballs...ashiusahisa....Mas o PC Engine ainda tem muita coisa boa, que eu nunca joguei, até baixei os jogos aqui mas ainda estou me matando nos de NES...

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      andre_andricopoulos · 14 dias atrás · 2 pontos

      Gosto do SONIC SPINBALL... kkkkkkkkk

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  • 2019-01-02 09:37:22 -0200 Thumb picture

    Combo#125 [Arcade] (1988): Märchen Maze & Ghouls 'n Ghosts

    Um coelho de cartola sai de um espelho e pede ajuda a Alice para salvar os 8 reinos de uma bruxa malvada. O jogo é inspirado em Alice no País das Maravilhas onde controlamos Alice equipado com um canudo capaz de disparar bolhas. O jogo é um plataforma isométrico e só se perde uma vida quando cai de um precipício. Ao final de cada fase, Alice enfrenta um chefe gigantesco que tenta derrubá-la de qualquer forma. - Um jogo com visual muito colorido e convidativo. A perspectiva isométrica não atrapalha, exceto quando há plataformas móveis em níveis mais posteriores. O jogo tem uma dificuldade bastante dosada e podemos pegar vários power-ups temporários pelo caminho.

    Nota pessoal: ★★★☆☆

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     A Capcom cria uma sequência de Ghosts ‘n Goblins. A alma de Prin Prin e dos outros moradores da vila são levadas por Lúcifer e cabe a Arthur percorrer 5 níveis assombrosos, cheio de criaturas do terror para salvar sua amada e outros populares. A novidade deste jogo é a possibilidade de pegar a armadura dourada, que dá a Arthur a habilidade de carregar uma super magia, que varia de acordo com a arma que está equipado. Assim como no jogo anterior, após completar as 5 fases, devemos refazê-las, agora com uma arma especial equipada para alcançar a câmara de Lúcifer. - O jogo ficou ainda mais bonito e ágil, porém a dificuldade continua altíssima. Apesar da maior quantidade de armas e de poder arremessar para cima e para baixo, os inimigos são muitos e basta 2 golpes para perder uma vida.

    Nota pessoal: ★★★☆☆

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    Ghouls 'N Ghosts

    Plataforma: Arcade
    146 Jogadores
    5 Check-ins

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      lukenakama · 17 dias atrás · 3 pontos

      o primeiro não conhecia, interessante, lembra um mable madness, ghouls é bem divertido, mas é super dificil

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      andre_andricopoulos · 16 dias atrás · 2 pontos

      Ghoul's n Ghosts é massa...pena que é tão difícil...

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      thecriticgames · 16 dias atrás · 2 pontos

      Ghous 'n Ghost é um pesadelo, é a coisa mais diabólica ja feita pela Capcom, sendo seguida logo depois pelo Yellow Devil

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  • 2018-12-21 09:15:08 -0200 Thumb picture

    #125 - Altered Beast [Arcade] 1988

     Zeus ressuscita um centurião para salvar sua filha, Athena, das garras do vilão Nerf. Nosso personagem pode socar, chutar e pular e a tela vai acompanhando o jogador sozinha. Dentre as diversas criaturas que enfrentamos pelo caminho, um lobo branco de duas cabeças libera uma orbe especial quando é derrotado. Esta esfera aumenta a massa muscular do nosso personagem e após coletar 3 delas, nos transformamos em uma fera mística. A fera pode disparar um poder e uma investida corpo-a-corpo. São 5 fases no total, cada uma conta com uma transformação de fera diferente e um chefe ao final de cada uma. O jogo permite até 2 jogadores simultaneamente.

     - Um beat ‘em up 2D com uma pegada diferente. Ele foge do convencional cenário urbano e te coloca em uma aventura por terras místicas. A dificuldade do jogo é dosada. Se você não deixar passar nenhum lobo branco e dar de cara com o chefe logo na primeira aparição dele, a trajetória fica bem mais fácil, mas caso deixe algum passar, vai ter que passar por mais uma leva de inimigos que pode tornar a coisa bem mais complicada. Os gráficos do jogo são belíssimos e a transformação em fera é um momento único. Há momentos que você é surpreendido por algum inimigo e isso pode acabar te atrapalhando na hora de golpear o lobo branco.

    Nota pessoal: ★★★☆☆

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    Altered Beast

    Plataforma: Arcade
    158 Jogadores
    2 Check-ins

    47
  • 2018-12-19 08:58:33 -0200 Thumb picture

    A origem e o fim da Coleco Inc.

    Medium 3692120 featured image

    A empresa foi fundada em 1932 como The Connecticut Leather Company por Maurice Greenberg. Inicialmente, ela trabalhava no ramo de couro e reforma de sapatos. Com a chegada da Segunda Guerra Mundial, em 1938, a demanda por produtos de couro aumentou drasticamente, fazendo com que a empresa expandisse seus produtos para equipamentos de limpeza de chapéus e quiosques de engraxate de mármore. Em 1954, ela lançou um brinquedo de luxo que foi um grande sucesso. Era um kit com peças de couro e altamente personalizado. Em 1961, o negócio de couro e calçado foi vendido e seu nome foi abreviado para Coleco. Em 1963, ela entrou de cabeça no mercado de brinquedos e comprou uma empresa de piscinas e brinquedos infláveis.

     Durante os anos 60, a Coleco comprou uma série de fabricantes de brinquedos e cresceu absurdamente. No início dos anos 70, o Home Pong da Atari era a nova sensação e várias fabricantes entraram neste mercado lucrativo. Em 1976, a Coleco estreia no mercado de consoles com a série Telstar. A linha de consoles baseado no Pong-on-a-Chip da General Instruments se mostrava um grande sucesso. Ela também apostou no mercado de portáteis eletrônicos, que era dominado pela Mattel. O Electronic Quarterback foi lançado em 1978 como seu primeiro portátil, onde simulava uma partida de futebol americano muito simples. Além desse, vários outros portáteis com temática de esportes foram lançados.

     Com o sucesso nos portáteis, a Coleco lança os chamados Tabletop Mini-Arcades em 1982. Basicamente, eram versões reduzidas e simplificadas de grandes sucessos dos Arcades na época. A primeira leva trazia uma versão de Pac-Man, Galaxian, Donkey Kong e Frogger e no ano seguinte, Ms. Pac-Man, Donkey Kong Jr. e Zaxxon chegam ao mercado. Em 1982 ela aposta em mais um console de mesa, dessa vez, com cartuchos intercambiáveis e gráficos em outro nível, o ColecoVision. Seus jogos eram ports de Arcades com gráficos e som muito semelhantes aos originais. De longe, era a melhor opção para quem queria um porte perfeito, porém, era muito mais caro que seus concorrentes.

     Em 1983, o Crash dos Videogames atinge os Estados Unidos e muito disso se dava a ascensão dos computadores domésticos. Como estratégia, a Coleco correu e desenvolveu seu próprio computador, o ADAM, que saiu em 1983. Ele servia como um módulo para o ColecoVision, mas também funcionava separado. Por fim, o computador era muito pouco flexível e se provou um grande fracasso, sendo retirado do mercado em 1985. Como último suspiro, a Coleco apostou nas bonecas Cabbage Patch Kids e no boneco falante do ALF, O ETeimoso, mas a febre passou rápido e a Coleco não conseguiu se manter. Em 1988, a empresa declara falência, vendendo sua divisão de piscinas e demais produtos para diferentes empresas.

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      joanan_van_dort · 1 mês atrás · 4 pontos

      A queda da Coleco foi muito rápida se comparado ao tempo de sucesso anterior. Mas quando a má administração é profunda, as coisas quebram rápido de verdade.
      Deixou um belo legado para os videogames.

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      artigos · 1 mês atrás · 3 pontos

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

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      porlock · 1 mês atrás · 2 pontos

      caramba... q maneira a historia da coleco.

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  • 2018-12-17 09:10:04 -0200 Thumb picture

    Combo#124 [NES] (1988): Famicom Wars & Kaijū Monogatari

    Desenvolvido pela Intelligent Systems, o jogo simula guerra entre duas nações, a Red Sun e a Blue Moon. Podemos escolher qual lado lutar e depois definir qual dos 15 mapas disponíveis vai acontecer o confronto. O mapa do jogo é quadriculado e o jogo é de tática por turnos. O objetivo do jogo é contratar soldados, tanques e vários outros veículos de guerra para dominar as todas as residências dos inimigos e destruir o exército dele. - Um jogo confuso inicialmente, mas logo se entende a mecânica. A cada turno, ganhamos fundos e podemos adquirir novos soldados e veículos, seja para guerra ou auxílio. O jogo é divertido, porém, a batalha demora mais de uma hora e acaba ficando desinteressante.

    Nota pessoal: ★★★☆☆

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     Criaturas místicas com conchas enormes se unem para enfrentar o grande mal que assola o mundo, Fat Badger, porém as criaturas são derrotadas e cada um dos seus heróis elementais são separados pelo mundo afora. Nosso herói deve explorar as terras repletas de monstros para unir cada guerreiro e dar um fim ao vilão. Em um dado momento do jogo, controlamos cada herói individualmente antes que todos se unam. - É impossível não perceber a forte influência que este jogo possui com a série Dragon Quest. Os gráficos são menos trabalhados, mas os combates mostram nosso personagem golpeando o inimigo. Tudo no jogo é extremamente lento e devemos upar bastante logo no início.

    Nota pessoal: ★★☆☆☆

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    Famicom Wars

    Plataforma: NES
    5 Jogadores

    29
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      thecriticgames · 1 mês atrás · 2 pontos

      Famicom Wars é nada mais nada menos que o predecessor espiritual de Advance Wars (que foi feito pensado como um remake do FWs.)

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      andre_andricopoulos · 1 mês atrás · 2 pontos

      Independente de ser bom ou não...eu possuo uma grande repulsa em games com baixa resolução e ainda com esse estilo de perspectiva...
      ---
      Não conheço mas...pela nota realmente não deve ser lá essas coisas...

      3 respostas
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      volstag · 1 mês atrás · 2 pontos

      Eu acho que conheci o famicon wars numa fita de trocentas jogos em um, quando alugava numa locadora, mas era todo em japonês, então nem conseguia jogar.

      1 resposta
  • 2018-12-14 08:56:09 -0200 Thumb picture

    #124 - Dragon Quest III [NES] 1988

     O grande sucesso dos RPGs japoneses recebe sua terceira sequência, 1 ano após o lançamento de Dragon Quest II. A euforia para o jogo foi tamanha que vendeu mais de 1 milhão de cópias no Japão em seu primeiro dia e foi responsável pela evasão de mais de 300 alunos das escolas. O jogo se passa muitos séculos antes dos eventos de Dragon Quest, onde o herói (ou heroína, era possível escolher) deve destruir o demônio Baramos que deseja dominar o mundo. A grande novidade do jogo é a possibilidade de contratar até 3 ajudantes para a sua equipe em qualquer cidade, podendo escolher sua classe e nome. A trama do jogo é ainda mais envolvente que nos jogos anteriores, com várias reviravoltas e surpresas que instigaram ainda mais o jogador.

     - Sem sombra de dúvidas, esse é o RPG mais completo e gostoso de jogar até então. Subir de nível se tornou uma tarefa mais fácil por causa da equipe customizável logo no início. O visual do jogo ainda lembra os jogos anteriores e a trilha sonora continua uma obra prima. O grande destaque do jogo vai para o mapa, que não só está ainda mais gigantesco, mas contém áreas que fazem alusão ao nosso planeta Terra, como Romaly, Portoga e Jipang. Outra grande novidade é a transição de dia e noite no mapa. Há algumas missões ou inimigos que só ficam habilitados em determinada hora do dia. O efeito de transição do dia é gradual e algo lindíssimo de se ver. O jogo também conta um prólogo de uma animação do pai do protagonista lutando contra um dragão.

    Nota pessoal: ★★★★★

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    Dragon Quest III

    Plataforma: NES
    46 Jogadores
    1 Check-in

    41
  • 2018-12-12 08:55:30 -0200 Thumb picture

    Combo#123 [Master System] (1988): Kenseiden & Shinobi

    Controlamos o samurai Hayato que viaja pelo Japão em busca da Espada do Rei Dragão e os 5 pergaminhos sagrados. O jogo segue o estilo de plataforma com ação tradicional, mas é possível escolher quais níveis prosseguir após terminar a fase, inclusive, pode voltar em fases anteriores. Ao derrotar o chefe de alguma fase que o tenha, Hayato ganha uma técnica especial que vai auxiliar o samurai em sua jornada. - O jogo é muito bonito e riquíssimo em detalhes, seja nos cenários sombrios ou nas animações dos personagens. Hayato é muito lento e os inimigos possuem um padrão de movimento bastante irritante, que acaba dificultando bastante o jogo. Além disso, há um número limitado de vidas.

    Nota pessoal: ★★★☆☆

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     Agora é a vez do ninja Joe Musashi encarar a gangue de terroristas chamada Zeed que sequestrou crianças das famílias do clã. O jogo foi lançado inicialmente para Arcades em 1987, mas a versão de Master System foi a que fez mais sucesso. Musashi pode arremessar shurikens nos bandidos e resgatar as crianças pelo caminho para ganhar um bônus, pontos ou armas novas. É possível alternar as plataformas que o Ninja está presente usando um super salto. - Joe Musashi é muito mais fácil de controlar e a mecânica do jogo é simples, basta sempre abaixar quando os inimigos atirarem contra o ninja. As rodadas bônus são bem difíceis de concluir, onde temos a visão em primeira pessoa. O jogo é muito bonito e conta com sprites bem desenhados.

    Nota pessoal: ★★★☆☆

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    Shinobi (1988)

    Plataforma: Master System
    1256 Jogadores
    5 Check-ins

    48
    • Micro picture
      leopoldino · 1 mês atrás · 3 pontos

      Kenseiden é o jogo mais bonito do Master, é divertido também mas achei um pouco difícil, nunca consegui ir muito longe nele.

      2 respostas
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      marlonfonseca · 1 mês atrás · 2 pontos

      Kenseiden é um dos meus favoritos do Master system. Tenho o cartucho ate hoje.

      1 resposta
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      andre_andricopoulos · 1 mês atrás · 2 pontos

      Dois games irados que tive o prazer de jogar!
      KENSEIDEN era bem único...

      2 respostas
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