hezromvieira

Professor, Historiador e Gamer [facebook.com/historiaemjogo]

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  • 2018-11-06 17:10:10 -0200 Thumb picture
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    O jogo do Bolsonaro

    Medium 3683579 featured image

    No começo de outubro (2018) foi lançado pela plataforma Steam um jogo que causou controvérsia e mal estar em alguns setores da sociedade brasileira: Bolsomito 2k18 (BS Studios).

    Depois de ler algumas matérias, vídeos de gameplay, comentários e críticas (negativas nas redes sociais e positivas na steam), creio que algumas considerações devem ser tecidas sobre o "jogo do Bolsonaro". [Sobretudo agora porque Bolsonaro foi eleito presidente do país]

    Primeiro, uma característica que chama atenção do jogo é a violência presente no jogo. Então, seria hipocrisia por parte de um jogador criticar o aspecto violento desse jogo quando jogamos "normalmente" GTA ou Carmageddon?

    Bom, a resposta não é tão simples. Primeiro porque nos jogos citados, só para ficar nos exemplos mais conhecidos, os grupos que sofrem a violência não são específicos. Não estou querendo justificar ou relativizar a violência, porém, quando os grupos inimigos no jogo são generalizados a condição deles é diluída no processo. Já em Bolsomito 2k18 existe uma "semelhança" (para não dizer simulação) de grupos específicos que são percebidos como inimigos no mundo real e digitalizados para o jogo, tornando o objetivo do jogo acabar com esses inimigos.

    Segundo, o estilo do jogo estabelece as regras de jogabilidade do mesmo, ou seja, se é um jogo estilo "briga de rua" não existe outra possibilidade de chegar ao seu final sem passar pelas fases derrotando os inimigos, o que geraria uma falsa problemática sobre a violência no jogo. Mais uma vez creio que essa questão deve ser verticalizada um pouco.

    A violência simbólica do jogo reflete na violência física, assim como o seu contrário também é verdadeiro. O que isso significa? Infelizmente o desejo de agressão contra os "istas" (comunistas, feministas, gayzistas e outros termos no senso comum que são sinônimos de "inimigos do Brasil") é real. Dessa forma parece que o jogo é uma espécie de simulacro, onde a violência simbólica (e digital) transforma-se em uma válvula de escape do desejo de violência física (real). Já o contrário, na realidade, a agressão deve ser tratada como crime e no jogo você é beneficiado.

    Terceiro, um jogo reflete a realidade na qual os produtores estão inseridos. No caso do Brasil, passamos por uma crise política, econômica e social de proporções colossais. O desejo de mudança na situação do país reflete nos anseios da população e, na minha leitura, também dos produtores do jogo. A utilização de posições antagônicas como "heróis e bandidos", "certos e errados", "brasileiros e comunistas" é muito simples para que possamos dar conta da dimensão da profundidade para que essa crise seja solucionada.

    Quarto, a indústria e meio gamer experimenta um crescimento substancial na virada do presente século, então questionamentos como esses não deveriam ser feitos porque atrapalham esse processo e são contrários a liberdade de expressão?

    A liberdade de expressão é um direito que deve ser preservado e buscado sempre. Porém, liberdade não pode ser confundido com libertinagem, o que isso quer dizer? A liberdade de expressão deve existir porém o respeito à vida humana deve sempre prevalecer. Por mais que seja "apenas um jogo" o momento político na qual passamos possibilita a transposição da justificativa de violência no jogo da "tela" para a "rua".

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  • hezromvieira Hezrom Vieira Costa Lima
    2018-07-25 16:25:40 -0300 Thumb picture
  • hezromvieira Hezrom Vieira Costa Lima
    2018-02-04 14:47:39 -0200 Thumb picture
    hezromvieira checked-in to:
    Post by hezromvieira: <p>Em promoção na&nbsp;<a href="http://store.steamp
    Sid Meier's Colonization

    Platform: PC
    10 Players
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    Comprado!

    3
  • hezromvieira Hezrom Vieira Costa Lima
    2018-01-18 13:56:59 -0200 Thumb picture

    10 jogos indispensáveis para quem ama História

    Medium 3591211 featured image

    O objetivo principal desse post é referenciar jogos que são indispensáveis para quem ama história, sejam historiadores, professores, estudantes ou memorialistas. Para quem, assim como eu, deu os primeiros passos nos domínios de Clio através de jogos aqui vai uma lista.

    Dois critérios foram estabelecidos para a criação dessa lista:

    I. A plataforma preferida foi o PC;

    II. Jogos que abordam mitologia foram excluídos, mesmo que possuam um pano de fundo histórico. Ou seja, sem Age of Mythology ou God of War... A única exceção é Apotheon.

    Segue a lista:

    10 - Praetorians (2003)

    Lançado originalmente em 2003, trata-se de um jogo de estratégia onde você poderia controlar três tipos de exércitos: romanos, gauleses e egípcios. A característica principal do jogo era a estratégia, ou seja, esqueça aquela fórmula comum em outros jogos "maior número de soldados significa vitória". Quem nunca imaginou comandar suas tropas para realizarem a "formação tartaruga"? Então, em Praetorians isso é possível.

    9 - Battlefield 1942 (2002)

    Quem não ama FPS? É uma missão bem difícil escolher apenas um jogo desse estilo, então por que eu escolhi Battlefield no lugar de Call of Dutyou Medal of Honor? Bom, porque os combates multiplayer com aviões e tanques no campo de batalha eram memoráveis. Além disso, o jogo dava a possibilidade de você controlar tropas aliadas para destruir a SS ou controlar o eixo pilotando Panzers ou um BF 109 da Luftwaffe.

    8 - Apotheon (2015)

    Apotheon é um jogo de ação/plataforma que chama atenção, principalmente, pelos gráficos utilizados. Tendo como base as black-figure pottery [cerâmica de figura negra] da Grécia Antiga o jogo nos transporta para uma viagem pela mitologia grega, combatendo deuses e adquirindo armas e poderes, e de quebra, possui passagens de clássicos gregos como a Odisséia.

    7 - Commandos (série, 1998)

    A Segunda Guerra Mundial é um campo cheio para jogos¹, então foram produzidos diversos jogos que retratam esse período. Um clássico é a série Commandos, contrariando a maioria dos jogos da época, o foco do jogo é a estratégia, onde você controla um grupo de especialistas, cada um com uma finalidade definida, para missões de espionagem e sabotagem do III Reich.

    A série conta com 3 jogos e uma expansão:

    Commandos: Behind Enemy Lines, (1998)

    Expansion - Commandos: Beyond the Call of Duty (1999)

    Commandos 2: Men of Courage (2001)

    Commandos 3: Destination Berlin (2008)

    6 - Knights of Honor (2004)

    Knights of Honor é uma pérola, um jogo que aborda diversos aspectos do período medieval, cruzadas, casamentos entre nobres, individualidades culturais, domínio religioso, ascensão e queda de impérios, são só alguns aspectos que posso citar. O aspecto religioso é ressaltado no jogo, dando a possibilidade de controlar reinos católicos, ortodoxos, islâmicos ou pagãos.

    5 - Empire Earth (2001)

    Seguindo o modelo adotado por Age of Empires, Empire Earth dava a possibilidade do jogador controlar determinadas civilizações e fazerem avançar ao longo do tempo. Iniciando com um grupo de caçadores e coletores que tornavam-se nômades e a partir daí adquiriam novas técnicas e habilidades para dominar o território e outras civilizações. Sem falar que a série serviu de modelo para outros jogos como Rise of Nations (2003)

    4 - Valiant Hearts (2014)

    Valiant Hearts não é um jogo de guerra, é um jogo sobre a Grande Guerra. Lançado no centenário da Primeira Guerra Mundial, o jogo coloca a perspectiva de pessoas comuns que foram convocadas (ou alistaram-se voluntariamente) no conflito, sem exaltar feitos memoráveis - como é comum em jogos de guerra. Valiant Hearts faz pensar e emociona. É uma obra de arte.

    3 - Total War (série, 2000)

    A série Total War é extremamente rica em títulos, passeando pelo período romano, a idade média, o Japão feudal, as guerras napoleônicas, enfim... Cada jogo é abordado um período histórico específico. É um jogo de estratégia mas que não se resume ao controle de tropas no campo de batalha. Diversos aspectos da administração são colocadas em jogo, como pagamento das tropas, impostos, possibilidades de revoltas, dentre outros.

    2 - Age of Empires (série, 1997)

    O jogo que me ensinou História, assim eu poderia resumir Age of Empires. Um clássico da estratégia, que moldou o estilo do jogo e serviu de inspiração para outras franquias que adotaram o modelo de "evolução por idades". A primeira série era baseada na Antiguidade, com civilizações da crescente fértil (assírios, sumérios, babilônios), asiáticas, gregos e egípcios. (A primeira expansão acrescentou o império romano).

    A segunda versão do jogo foca no período medieval, com francos, bretões, celtas, teutônicos, bizantinos, turcos entre outros. Também teve uma expansão que contou com civilizações da mesoamericanas. Seu último lançamento aborda a expansão ultra marina europeia, dando ao jogador a possibilidade de controlar as potências europeias, conquistando e colonizando outros povos ou, em um choque de civilizações, resistir e comercializar com os invasores estrangeiros.

    1 - Civilization (série, 1991)

    Um primeiro lugar merecido. A série Civilization é fruto do gênio Sid Meier, tendo seu primeiro jogo lançado em 1991. Como é de se imaginar pelo título, o objetivo do jogo é controlar determinada povo e fazê-lo se adaptar as mudanças espaço-temporais, desenvolvendo novas técnicas e evoluindo a cada etapa. É interessante que o jogo começa com o desenvolvimento da agricultura, tornando a experiência humana, e as técnicas desenvolvidas ao longo do tempo, possíveis de serem adquiridas por cada jogador.

    Civilization já está no seu 6º título, lançado em 2016. E a cada lançamento são acrescentadas novos povos, líderes, descobertas, técnicas, monumentos, enfim... É O jogo que qualquer pessoa que gosta de História deve conhecer.

    ______________________________________________________________________________

    Então leitor, o que você acha? Concorda com essa lista? Achou que algum jogo foi esquecido? Opine!

    ______________________________________________________________________________

    ¹ LIMA, Hezrom Vieira Costa. O Historiador e os Jogos Digitais. (Artigo) In: História em Jogo. Disponível em: http://www.hezromvieira.wixsite.com/historiaemjog... Publicado em: 7 jan. 2018. Acesso: 17 jan. 2018.

    Fonte: LIMA, Hezrom Vieira Costa. 10 jogos indispensáveis para quem ama História. (Artigo) In: História em Jogo. Disponível em: http://www.hezromvieira.wixsite.com/historiaemjog... Publicado em: 17 jan. 2018. Acesso: [informar a data do acesso]

    Praetorians

    Platform: PC
    11 Players

    30
  • hezromvieira Hezrom Vieira Costa Lima
    2016-06-21 13:38:28 -0300 Thumb picture
    hezromvieira checked-in to:
    Post by hezromvieira: <p>Capítulo 4: Wooden Crosses.<br><br>Após batalhas
    Valiant Hearts: The Great War

    Platform: PC
    535 Players
    130 Check-ins

    Capítulo 4: Wooden Crosses.

    Após batalhas envolvendo tanques e aviões de combate, fugas de campo de prisioneiros, sabotagens em túneis e uma corrida alucinada. Carl e Anna acabam de chegar em Saint-Mihiel, porém a cidade está no controle de tropas alemãs...

    2
  • hezromvieira Hezrom Vieira Costa Lima
    2015-07-29 00:18:34 -0300 Thumb picture
    hezromvieira checked-in to:
    Post by hezromvieira: <p>Iniciando o episódio 3.</p>
    The Walking Dead: The Game

    Platform: PC
    4586 Players
    293 Check-ins

    Iniciando o episódio 3.

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