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osreverocitirco Gabriel Macêdo

JOGO 01# Rockman & Forte: Mirai kara no Chōsensha

Rockman & Forte: Mirai kara no Chōsensha (que pode ser traduzido como Desafiantes dos Futuro) é um game da saga Mega Man, lançado em 1999 para o portátil da Bandai o Wonderswan um console portátil que foi adorado pelos seus donos devido a quantidade relativamente alta de jogos baseados em animes ou de empresas nipônicas grandes como Banpresto, Squaresoft, Taito entre outros e que tinha bons resultados no mercado de portáteis ,até a chegada do GBA pelo menos.

O jogo, que fora lançado após o Rockman & Forte de SNES colocava a dupla de heroi e anti-heroi para encarar outra ameaça, desta vez inimigos vindos do futuro para causar no passado, o jogo estava todo em japa, mas scripts traduzidos para inglês podem ser lidos aqui e uma tradução pra download aqui. Na trama robôs vindos do futuro denominados os Dimensions atacam uma cidade, estes liderados por um robô similar ao Mega Man que se autodenomina Rockman Shadow.

O vilão da vez e seus Robot Masters.

O mesmo com seus atos de destruição acaba por ficar no caminho de Forte/Bass e do herói azulado. A trama é um tanto... bizarra, isso porque ela mexe com o futuro da saga clássica, no caso o futuro que antecede a saga X, inclusive tal Rockman Shadow, spoilers a parte possui conhecimento da existência de Quint, o inimigo enfrentado em Mega Man II de Game Boy, sendo este uma versão de Mega Man do futuro capturado e modificado por Wily.

Quint de Mega Man II acima, abaixo Rockman Shadow em sua aparição nos quadrinhos de Mega Man, apesar das semelhanças eles não são o mesmo robo.

Apesar de TODA a sua bizarrice a trama ganha um ponto por ser mais inventiva e não se resumir a Wily estava por trás de TUDO no final igual muitos plots decepcionantes da saga fizeram de tempos pra ca, Wily se quer marca presença aqui ainda que seja citado e tenha sua importância. O jogo funciona como boa parte dos MMs, escolha a fase, derrote o Robot Master, use o poder deste pra vencer outro, até chegar no chefe final, com o acréscimo do jogo ser dividido em duas campanhas uma para Mega Man e outra Bass/Forte, assim como em Mega Man & Bass de SNES, Mega Man dispara tiros carregados e pode deslizar passando por algumas áreas, enquanto Bass usa seu buster como uma metralhadora, atirando em varias direções, da dashs ao invés da deslizada do MM (o que não deixa ele passar pelos lugares que o robozinho azul passa deslizando) mas pode dar saltos duplos.

Os Robot Masters da vez são poucos, menos do que o normal, 4 inicialmente e mais 2 (ou 3) que funcionam como pré-fases para o estagio final, sendo que apenas o primeiro funciona como um Robot Master padrão fornecendo poder após a derrota, e são eles os 4 iniciais Konro Man (Homem Fogão), Dangan Man (Homem Bala) Aircon Man (um robô ar condicionado) e Komuso Man (Komuso são um tipo de monge budista que usam uma vasilha nas cabeças), após a derrota destes 4 uma nova fase se abre com os Clock Men, isso Men o plural de Man pois são dois robôs gêmeos que fornecem um poder ao serem derrotados, e antes do chefe final Compass Man, que não fornece poderes. 

Os Dimensions são uma série de robôs bem obscuros, mas que possuem ainda um certo charme (nota: fanart com eles e Rockman Shadow no estilo de Mega Man Powered Up).

O gameplay do game por conta do numero curto de chefes é curto, da pra terminar em menos de 30 minutos sem duvida, mas ele consegue ser bem difícil em algumas partes, principalmente com respeito a alguns dos chefes que independente do papel de Robot Masters possuem características de chefes maiores como por exemplo, ter apenas determinada áreado corpo vulnerável, ou ser apenas vulnerável em determinada hora, em especial o Grey Devil, um dos Devils (aquele subtipo de robô INFERNAL que se divide em pedaços e que só possui o olho como parte vulnerável, bumo!) este, também parte dos Dimensions é chefe logo da primeira fase e da um trabalho do cacete pra ser derrotado até você pegar o esquema. Mega Man e Bass podem obter upgrades através da loja como em Mega Man 7 e nos games posteriores, e que incluem a participação de Tango (o gato robótico de Mega Man) e de Reggae (o corvo robótico de Bass) que já apareceram em outros games, mas demora horrores pra juntar dinheiro nesse game pra comprar o que você deseja, em especial os power-ups que funcionam como upgrades vitalícios ao personagem. Os poderes obtidos dos chefes são poucos como imaginado, 5 pra cada personagem mas alguns são diferentes entre Mega Man & Bass e são bem criativos, como as armas de Komuso Man, o Doppel Crash (uma espada de energia para Mega Man) e o Doppel Attack (mini clones de Bass que o permitem sair voando livremente pelo estagio de forma invulnerável atingindo inimigos).

Bass como sempre tem sua campanha voltada no seu foco Vegeta, provar que é o robô mais poderoso.

O grafico do jogo é bom, possuindo sprites maiores e mais detalhados do que os de Mega Man de Game Boy e que são tambem bem articulados, ainda que é claro, o jogo seja todo em preto e branco o que pode incomodar algumas pessoas, mas mesmo com essa melhora visual os personagens possuem uma movimentação mais travada em relação aos MMs de Game Boy e layouts de estágios um tanto repetitivos, e falando nos estágios algo digno de menção é a inutil necessidade de se mostrar a "habilidade especial" do portatil da Bandai, que é o de ser jogado na horizontal como naturalmente é jogado estilo Game Boy Advance, ou na vertical como um Game Boy, e se isso é legal por poder adaptar difrentes formas de jogo, aqui eles simplesmente pegam uma das fases do jogo (a do Aircon Man) e giram a tela e os controles lhe obrigando a jogar numa nova perspectiva.

Esta.

E se você estiver jogando pelo emulador prepare-se para se transtornar um pouco com essa mudança de apenas uma fase que é puro show-off, isto porque alguns emuladores não realizam bem a ida e volta dessa transição. O jogo tem umas musicas até boas, mas abaixo da qualidade normal da saga, talvez porque o hardware da Bandai ão seja melhor que o Game Boy nesse aspecto pelo menos, sem contar que o game contem um incomodo elemento sonoro, que é toda a vez que você para o jogo, indo pro menu de poderes e afins a musica reseta começando de novo, inclusive nas batalhas de chefes confundindo um pouco a emoção da coisa.

Rockman & Forte Mirai kara no Chōsensha é um game curioso da saga do robozinho azul, mas que merece sua atenção no caso de voc^ser tão fã da saga quanto eu.

PONTOS FORTE: Uma trama que não envolve Dr. Wily como maestro de tudo.

PONTO FRACO: Dificuldade criada por problemas de gameplay como as hitboxes de alguns chefes e os controles rígidos dos personagens.

NOTA FINAL: 7,8

Mega Man & Bass

Platform: SNES
1764 Players
7 Check-ins

36
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    mattfenrir · about 1 year ago · 3 pontos

    Cadê o @hard_frolics

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    rax · about 1 year ago · 2 pontos

    Caramba nunca tinha ouvido falar desse game

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    gus_sander · about 1 year ago · 2 pontos

    Mais um dos MM que também nunca ouvi falar... E parece ser interessante, vou dar uma olhada depois. Lembrou um pouquinho, no começo, o MM & Bass do Snes mesmo kkkk

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    santz · about 1 year ago · 2 pontos

    Olha só que massa. Nem sabia que tinha esse jogo para o WonderSwan. Gostei das screenshots, parece ser da hora.

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    1977rider · about 1 year ago · 2 pontos

    Megaman verde?!?!?!?!?!?!? Pior que isso faz aquele desenho do capitão N ser cânone XD

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    katsuragi · about 1 year ago · 2 pontos

    Este eu finalizei a um longo tempo atrás (lá pra meados de 2012) quando estava comemorando mais um aniversário da franquia e rejogando ela toda. É um jogo surpreendentemente divertido. Só fico meio triste que toda a OST não são faixas originais mas sim, versões inferiores da OST de Megaman & Bass, mas ainda assim são em uma qualidade boa quando comparado aos limites do console.

    2 replies
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