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Estúdios japoneses se recuperam de crises econômicas e de criatividade

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Se tem uma coisa que japoneses ficaram conhecidos em tempos do pós-Segunda Guerra Mundial, após entrarem na “guarda” dos Estados Unidos, é que eles sabem dar um polimento bem único aos produtos que os americanos criam. Contando com o apoio dos estadunidenses na sua recuperação após o evento que parou o globo – e a economia mundial como um todo – as empresas do país asiático levantaram as mangas para se tornarem referência de qualidade em todo o planeta, principalmente no campo de tecnologia.

Assim foi com televisões, videocassetes, toca-fitas, toca-discos e videogames. No auge do crescimento japonês, empresas como Sony e Panasonic ganhavam espaço no mercado inicialmente vendendo excelentes produtos a bons preços. Mais a frente, mesmo com o aumento dos preços de tais produtos conforme o maior reconhecimento dessas marcas pelos consumidores, ambas continuaram entre as líderes dos seus segmentos.

No âmbito de videogames, viu-se a mesma coisa. A crise da indústria nos anos 1980 foi em grande parte superada por conta da pujança da Nintendo, com o seu primeiro console de mesa, dominando os mercados internos e externos. Mais a frente, as também japonesas Sega e Sony entrariam na disputa pela liderança de um setor até então quase inteiramente japonês.

Imagem: Pixabay

Para os jogos, não era diferente. Mesmo sem contar com o orçamento das suas contrapartes americanas, empresas como Capcom, Konami e as próprias fabricantes de consoles, Sega e Nintendo, criaram clássicos eternos. De Street Fighter a Mario, tudo que envolve os jogos destas figuras – sons, visuais, personagens, tramas – inspiram games de vários gêneros, entre jogos de roleta como Age of the Gods, de console como God of War, e celular com Knights of Pen and Paper.

Entretanto, os tempos gloriosos do Japão ficaram para trás. E com o declínio econômico do país, causado por fatores desde a tradição de famílias guardarem o máximo de dinheiro possível para si, até a baixa taxa de natalidade que só é agravada pela falta de imigração, o mesmo foi visto com as empresas antes líderes de mercado nos mais diversos campos tecnológicos.

A própria Sony é um bom exemplo. Na tradição japonesa de zaibatsus – empresas gigantescas que concentram em si a produção de vários itens nos mais diversos ramos – a mesma tinha em si departamentos que ofereciam eletrônicos, softwares e até seguros de vida. Mas desde 2015, seu planejamento tem sido de reduzir cada vez mais a área de eletrônicos exceto pelos videogames; enquanto mantém o foco no oferecimento de serviços financeiros, componentes, e nos seus estúdios de cinema e música.

Imagem: Epic Play

Isso que é efeito não só da economia japonesa em si, como também da condução dessas empresas em seu conservadorismo com o investimento em produção, afetou diretamente a qualidade dos jogos produzidos no país. Com isso, vimos todas essas empresas passando por apertos para manter firme a confiança do consumidor em meio a estúdios de videogame fechando portas, resultando em jogos sem muita inspiração sendo lançados tão somente para cumprir aspirações acionárias.

Por sorte, esses tempos parecem que estão sendo deixados para trás, ainda que de forma lenta. A economia japonesa pode até não estar a passos de se recuperar, mas a criatividade dos produtores de videogames com certeza ganhou um novo fôlego.

Em parte, isso é resultado de empresas estrangeiras como Bethesda e Microsoft investindo e até mesmo comprando companhias japonesas, oferecendo com isso os recursos necessários para que bons jogos sejam produzidos. Mas há também a adaptabilidade de gênios como Hideo Kojima aos novos tempos, como foi mostrado no último jogo de Metal Gear Solid lançado pela Konami quando o mesmo ainda andava pelos corredores da empresa.

As nossas esperanças são de que a fonte não seque. Por mais que as condições para estes artistas estejam longe do ideal, é vital que eles continuem tendo apoio e o incentivo merecidos para que suas obras, tradicionais ou experimentais, continuem a sair do forno. E a melhor forma de mostrar nosso apoio, é pelos nossos bolsos!

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    gradash · 20 days ago · 2 pontos

    A realidade é bem mais simples. Jogos japas eram feitos para PSP e 3DS em maioria uma vez que eram as plataformas mais populares lá. Consoles morreram no Japão faz tempo. Então os jogos eram feitos para a realidade do hardware de merda destas plataformas, com a morte deles e sobrando só o mercado mobile por lá, os devs resolveram mirar no ocidente, mas não ocidentalizando os jogos pois eles sabem que tem público aqui que curte os jogos deles como eles são.

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    artigos · 19 days ago · 2 pontos

    Parabéns! Seu artigo virou destaque!

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    sannin · 21 days ago · 1 ponto

    Acredito que esses jogos como o do Kojima serão tendência no futuro. Jogos com atores famosos que são verdadeiros filmes interativos ...

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    gennosuke6 · 20 days ago · 1 ponto

    Jogos japoneses foram os melhores que já joguei na vida, e até hj continuam sendo. O mercado japonês apenas parou o costume de lançar mtos jogos AAA (que nunca morri de amores), por isso ficou em menos evidência. E a maioria dos jogos são realmente mais pra qm curte a cultura oriental, não são jogos mto "globalizados".

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    kess · 17 days ago · 1 ponto

    Até as empresas gigantes não conseguem dar conta de se sobrepôr ao capitalismo!

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