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  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-10-09 12:40:11 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Doom (1993)

    Zerado dia 09/10/20

    Olha aí uma grande pendência saindo da lista: DOOM! Pois é, mais um dos jogos que apareceram na minha lista da vergonha assim que terminei meus primeiros mil jogos e que é um dos últimos das minhas pendências urgentes que fica aqui numa nota adesiva na área de trabalho do PC e que foi reduzida a apenas 5 jogos! Até que 2020 serviu para alguma coisa!

    A verdade é que eu, assim como a maioria, já conhecia bem Doom. A internet constantemente menciona o clássico em tudo quanto é matéria e vídeo. O fato é que você deve conhecer pelo menos algum dos jogos da franquia, e se não pelo menos já ouviu o nome ou viu a logo e sabe do que se trata.

    Eu mesmo não faço ideia de quando conheci a franquia, mas lembro de ver meus amigos jogando muito Doom 64 na infância e ter um bocado de medo, além de muito motion sickness!

    O único Doom que eu havia zerado até hoje era o 2014 e foi mais porque tinha a mídia física no Switch e queria vender. Curti bastante!

    Já o original eu havia jogado um pouco em diversas plataformas, como PC, emulando SNES e emulando PS1 no PSP. Sempre achei o jogo bem simples e nunca me prendeu muito, mas estava aguardando a chance de ser jogado de verdade pra ver de qual é. Inclusive estava aqui no próprio PSP, onde joguei algumas fases e que fez com que o jogo fosse para a lista de pendências de jogos já iniciados.

    Felizmente eu não dei continuidade na plataforma, pois a franquia foi lançada para a geração atual com diversas melhorias. Esperei uma promoção e peguei todos eles bem baratinhos, mal dá pra acreditar.

    Além do mais, pensa numa experiência incrível no Switch! Acredito que as outras versões dos demais consoles também estejam sensacionais, mas a adição da portabilidade aqui faz a diferença.

    Doom é, como eu já mencionei, um jogo bem simples, inclusive de controlar. Você anda, mata demônios e alcança o botão que termina o estágio. Com a simplicidade de um jogo 3D de 1993, não há nem a opção de mover a mira livremente pelo cenário e, ao invés disso, você só pode rotacionar o personagem horizontalmente (e andar para qualquer direção). Ponha o inimigo na frente da arma e o personagem ajuda um pouco com a mira.

    Já no caso de monstros acima ou abaixo do seu nível, basta alinhá-los verticalmente a sua mira que os projéteis "sobem" ou "descem" em direção a eles. Meus amigos estranharam isso e provavelmente muita gente que o jogar hoje em dia, mas até que é legal não se preocupar em por monstros dentro da mira o tempo inteiro e agiliza bastante as coisas.

    Esse é um daqueles jogos rápidos na movimentação e difíceis na dificuldade.

    As primeiras fases são mais simples e lineares para você se acostumar com a jogabilidade. Mesmo numa primeira experiência com poucos minutos você já vai estar bem encaminhado, acostumado com os controles e a caminho do próximo estágio.

    Conforme você avança, a aventura se complica mais com mais tipos de monstros e mapas maiores com muito mais necessidade de explorar e encontrar cartões coloridos para abrir portas. Se prepare para usar sua memória em níveis mais confusos que exigem muita ida e vinda para saber onde usar aquela chave que você finalmente encontrou.

    Ainda assim a dificuldade do jogo é bem esporádica. As vezes você passa de fase rapidinho, as vezes você fica mais de 20 minutos sem encontrar nada. Isso para uma pessoa não familiarizada com Doom, pois tenho certeza que quem jogou bastante praticamente só corre direto para a saída.

    Grande parte da graça está na temática e jogabilidade brutal. É um jogo com um certo "gore" e nada pensado num público jovem que teria pesadelos ao terminar uma sessão de Doom depois de toda a imersão e ambientação que o jogo provém muito bem até hoje!

    Há ainda algo muito legal em sair matando de tantas formas diferentes e rápidas com músicas que fazem sua adrenalina subir em bases futuristas em Marte ou no inferno ou sei lá. Não captei tanto do enredo do jogo, mas quem se importa?

    Agora compare com jogos mais modernos, como Call of Duty que exigem ficar se escorando atrás de obstáculos para recarregar ou regenerar a vida e você verá o quanto Doom é ótimo! O negócio aqui é ação desenfreada usando as muitas diferentes armas que você tem, como shotguns, lança-mísseis, lasers e coisas bem brutais e bacanas que levam até os demônios mais fortes rapidamente! Põe Metal pra tocar e vamos nos banhar de sangue!

    Além das melhorias visuais desse relançamento de Doom, há adições que acredito que fossem inexistentes antes, como o modo multiplayer splitscreen!

    Se você tem amigos e mais uns controles, é possível juntar até 4 pessoas numa única partida local (não há online) que pode ser em um dos dois modos:

    -Campanha. Sim, é possível jogar a campanha inteira com até mais 3 pessoas! O jogo roda muito bem assim com a tela dividida ainda (joguei metade da campanha assim). O legal é que normalmente, se você morrer, volta pro início do estágio, mas no multiplayer você só volta pra lá enquanto todo o progresso do time é mantido. Ou seja, fica ainda mais fácil terminar a aventura. Mas tenha os seguintes cuidados: seus tiros acertam os amigos e se todos morrerem antes de alguém dar respawn, o progresso da fase é perdido.

    -Versus/Arena. Esse é o modo competitivo em arena, cada um por si. Há diversos mapas com todas as armas do jogo e a opção de personalizar a partida e afins. Muito legal, sobretudo para quem já curtiu jogos de tiro splitscreen de sofá com a galera no passado e uma grande adição para o fator replay casual.

    Fora isso, há a possibilidade de escolher a fase e nível de dificuldade que desejar na campanha, usar cheats pelo menu Options e até baixar Add-Ons (fases adicionais disponibilizadas), como a famosa Sigil.

    A minha jogatina de Doom começou a muito tempo atrás, provavelmente mais de um ano. O problema é que começamos do zero uma galera e eu aqui em casa e com o COVID-19 e afins, a jogatina foi sendo esquecida e adiada, mas chegou a um ponto que eu não sei se a galera animaria mais. Da última vez ficamos cansados do jogo e os estágios estavam massivos, cheios de informação e objetivos. Chegamos a matar o segundo chefe (final do Episódio 2).

    Acabei desistindo de esperar e deixar pro ano que vem e terminar logo (até porque ainda tem Doom 2 se alguém pedir por mais) e fui fazer os dois últimos episódios sozinho (são 4 episódios, cada um com cerca de 9 fases).

    Estava meio desanimado com o fato de que jogaria sozinho, as fases estavam cruéis (provavelmente faria uma ou duas por dia) e com o lance de que se morrer, volta pro início (teria que ficar fazendo savestates aqui e ali), mas para a minha surpresa, o jogo fica muito melhor a partir daí!

    A exploração foi dando lugar para a ação e ao invés de ficar procurando chaves em cenários gigantes e vazios (pois já teria matado todos), eu estava usando todas as armas, coletando as chaves naturalmente, os estágios faziam mais sentido e o jogo tinha finalmente se tornando o que eu esperava: muito divertido!

    Resumindo: Doom (1993) é sem dúvida um dos maiores clássicos da história dos video games. Um daqueles jogos que hoje em dia a galera faz rodar em geladeira, microondas e até teste de gravidez. Tomei vergonha na cara e fui jogar a série de verdade, passei por uma fase de medo da experiência ter sido importante mas ter envelhecido mal e finalmente cheguei ao ponto da minha expectativa de muito me divertir com o título. Jogue Doom, nem que você use cheats, ponha no nível mais fácil, sei lá. Os dois primeiros episódios foram chatinhos mas logo ele se tornou sensacional a ponto de me fazer arrepender de não ter feito a galera continuar jogando ou mesmo começado pela segunda metade da campanha!

    De bom: visuais e jogabilidade bacanas e que envelheceram muito bem nessa nova versão. Muitas opções de personalização do jogo. Bastante conteúdo, incluindo fases extras. Essa versão contém modos multiplayer, com a possibilidade de zerar o jogo em grupo ou jogar contra no maior estilo Quake ou Unreal Tournament. Possibilidade de baixar conteúdo adicional. Possível jogar com diversos controles, incluindo apenas joycon.

    De ruim: primeira metade do jogo acaba sendo mais longa graças à estágios maçantes, cheio de coisas para achar e mapas grandes demais e temática meio tediosa (tudo muito cinza). Motion sickness pode ser um problema para algumas pessoas (paramos de jogar uma vez porque um amigo estava enjoado) e eu mesmo comecei a sentir depois de uma longa sessão de jogo. Senti falta de um modo online. Esperava mais do final, inclusive do chefe final.

    No geral, curti demais a experiência e recomendo demais. Se você tem amigos que curtem a época ou Doom em específico, vale a pena a jogatina multiplayer! Para jogar sozinho a experiência é a mesma de sempre, sangrenta e veloz, além de rodar lindamente nessa versão. Recomendo! Agora é eventualmente jogar os outros e esperar o 64 entrar em promoção pra fechar minha lista (imagem da internet).

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    • Micro picture
      denis_lisboadosreis · about 2 months ago · 2 pontos

      Doom é um primor em level design. Evite o Ulta-Violence, ele é injusto e pode estragar um pouco a diversão em algumas fases.

    • Micro picture
      santz · about 1 month ago · 2 pontos

      Doom também é um clássico que só fui zerar recentemente. Mano, que massa esse port trazer modo coop com tela dividida para até 4 pessoas, deve insano demais.

    • Micro picture
      anduzerandu · about 2 months ago · 1 ponto

      Curiosidade: um conhecido se convenceu a ter um Switch só por ter Super Mario Kart (inclusive online) + Doom (inclusive splitscreen) mais a portabilidade desses jogos hehe

  • leogradus Léo
    2020-03-22 21:25:04 -0300 Thumb picture
    leogradus checked-in:
    Post by leogradus: Finalizado, venceu o teste do tempo.

    Finalizado, venceu o teste do tempo.

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