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kay Guilherme Gades

"Are you afraid of God? No, i'm afraid of you..."


almost 3 years ago 2016-05-20

Uncharted 4: A Thief's End

Review livre de spoilers! Tomei cuidado para que todas as informações descritas batessem com o que foi mostrado somente em trailers.


Uncharted 4 te coloca novamente na pele de Nathan Drake no 4º (e último) jogo da saga.

O enredo

Já de começo temos a clássica frase de início que temos em todos os jogos. Desta vez a aventura gira em torno do pirata inglês Henry Avery, do qual rezam as lendas, possui um grande tesouro escondido, e é atrás desse tesouro que nós vamos. Clichê? Não! Apesar de parecer (e até certo ponto ser) uma trama simples, ela é muito bem desenvolvida e contada, com reviravoltas e descobertas, sendo disparada a melhor entre todos os jogos da franquia. No prólogo já temos um preview do que o jogo nos oferecerá. E MOTHER OF GOD já é no prólogo mesmo que vemos que o jogo está L-I-N-D-O!

Depois da adrenalina inicial, voltamos no tempo na época de Nathan ainda criança no orfanato, aqui conhecemos um pouco do relacionamento com seu irmão: Samuel Drake (Sam). Após isso avançamos no tempo com Nathan já adulto, em um momento antes de Uncharted 1, e é aqui que começa a história de Uncharted 4. Sim! A trama começa antes mesmo de vivermos todas as aventuras de Nathan nos jogos anteriores. Neste momento do jogo, já conhecemos um novo personagem na série. Trata-se de Rafe Adler. Rafe é de longe o antagonista mais carismático da série (eu realmente não comprei Roman/Navarro, Lazarevic ou Marlowe nos jogos anteriores).

Após tudo acontecer (não vou contar detalhes para não estragar a experiência de quem for jogar) avançamos no tempo novamente com Drake vivendo sua vida normal. Já casado com Elena (e ela continua linda), é difícil não olhar pra ele e começar a lembrar de tudo que ele já passou e enfrentou nos jogos anteriores. Nathan agora é um moço trabaiadô e ganha seu pão de cada dia honestamente.

Mas eis que surge uma oportunidade à sua porta, one last job, one last time como ele mesmo se refere. E é finalmente AQUI que o jogo "começa".

Em certo ponto depois disso, conhecemos mais uma nova personagem vilã, trata-se de Nadine Ross. Uma mulher australiana e biônica (ô muherzinha que sabe bater em macho) líder de um exército de mercenários, chamado Shoreline. Nadine está diretamente envolvida com o real vilão da história e é contra seu exército que vamos lutar na maioria dos confrontos.

Confrontos repletos de ação, reviravoltas, cenas emocionantes (por muitas vezes quase te fazendo quase chorar). Prepara o corazaum porque tem muita coisa!


Visual & jogabilidade

O jogo mais bonito desta geração, seja PS, XBOX ou PC, sem mais. Tudo é lindo. Variedade imensa de cenários: florestas, praias, neve, montanhas, tempestades, cavernas, catacumbas... E cada um mais detalhado que o outro. Você sente a vida no cenário e isso torna a experiência muito mais imersiva. O fato da campanha rodar a 30fps não incomoda em nada, visto que o visual compensa a falta dos 60 frames.

A movimentação de Nathan está bem plástica, todos os movimentos são executados com muita fluidez. Mas a física continua "zoada", ainda fazemos saltos e acrobacias muito mentirosas, coisa que já é clássica na saga e faz parte (na minha opinião). A mira está mais trabalhada e agora temos a opção de jogar com auto-lock (para quem não tem costume de jogar shooters com joystick é uma ótima adição), porém ela é opcional e podemos ativá-la somente se necessário.

Nathan agora carrega uma corda com um gancho com a qual podemos nos pendurar em vários locais e realizar movimentos "À lá Tarzan" ou até mesmo puxar objetos como caixas.

Inteligência artificial

Tome cuidado ao pegar cover! Vários objetos são destrutíveis e ficar somente atrás de 1 cover não funciona mais. Os inimigos estão um pouco mais inteligentes e tentarão te flanquear a todo momento. Seus parceiros sempre tentarão te avisar por onde os inimigos estão vindo e isso é legal pra caramba! Porém todos os inimigos ainda possuem o olho de Sauron, porque as granadas que eles atiram às cegas continuam caindo exatamente nos seus pés e não tem como jogá-las de volta, achei uma regressão da mecânica do Uncharted 3 de podermos retornar as granadas.

Stealth

Coisa que quase não víamos nos jogos anteriores e que está presente com força em Uncharted 4. Agora podemos "spotar" inimigos, eles ficam com um indicador em cima de suas cabeças, de forma que podemos traçar um trajeto de estratégia para nocauteá-los 1 por 1, ou até mesmo que possamos passar por um trecho sem nem mesmo ser visto. Seus companheiros as vezes também spotam alguns inimigos pra você, avisando a posição deles. Inimigos marcados ficam com o "desconfiômetro" caso você faça barulho ou seja brevemente visto.

Indicador branco: você não foi visto.

Indicador amarelo: o inimigo suspeita de ter visto algo.

Indicador laranja: o inimigo te viu e avisará o resto.

Porém em várias ocasiões o indicador fica amarelo mas eles nem se dão ao trabalho de procurar direito, desistem muito fácil.

Sem viajadas na maionese

Finalmente temos um Uncharted sem aquelas paradas místicas ou sobrenaturais (que eu particularmente acho um pé no saco), enredo com pés no chão e baseado somente em coisas reais.

Multiplayer

Fui meio despretensioso pro multiplayer só pra pegar os troféus, mas esse modo se mostrou muito mais divertido do que eu esperava. Não sei se é porque estou acostumado com FPS genéricos, mas realmente achei muito, muito legal. O esquema de ir ganhando dinheiro na partida e comprando habilidades e updagres à lá Counter-Strike, As classes e equipamentos diferentes dão muito dinamismo às partidas. É fácil encontrar salas em praticamente qualquer horário (considerando-se a data dessa review) e até agora não presenciei nenhum bug, lag ou problema de conexão (Copia Destiny, copia!).

Veredito

Uncharted 4 é aquele tipo de jogo indispensável pra quem tem um PS4 e obrigatoriamente obrigatório pra quem jogou os 3 anteriores. Com certeza uma das melhores coisas que fiz esse ano foi ter jogado as aventuras de Nathan Drake e ter tido a oportunidade de aproveitar e sentir A Thief's End com todo seu potencial. 

Também não há como negar que a Naughty Dog conseguiu de novo fazer algo incrível.

Quem zerou, no final realmente entenderá o que "A Thief's End" significa.

10 10 10
Overall
10 Gameplay
9.0 Story
9.0 Music
10 Graphics
Movimentação fluida
Gráficos
Destruição de cenário
Confrontos repletos de ação e emoção
Desenvolvimento de novos personagens
Inimigos ainda continuam atirando granadas milimetricamente no seu pé

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