Medium picture

juninhonash Juninho Rodrigues

It's gonna be a hell of a party


about 4 years ago 2015-06-04

Batman: Arkham City - Game of the Year Edition

Jogos de heróis por longo tempo só tiveram demonstrações horríveis de péssimas representações ou jogos medianos com algumas poucas exceções e os jogos do Morcego em alguns casos eram parte disso. Com alguns jogos até que decentes, Batman só conseguiu ser totalmente representado em Arkham Asylum, jogo fantástico da Rocksteady com roteiro escrito por Paul Dini, roteirista do seriado Batman The Animated Series.

Então, tal união que deu tão certo, veio a se repetir de maneira ainda melhor, maior e mais impactante. Antes, Asylum dava à Batman um clima de presa, ele que fora jogado naquela situação por um plano do Coringa, agora se joga de cabeça em Arkham City, sendo o caçador. Mostrando como uma simples pegada muda totalmente a atmosfera do enredo nas mãos certas. Dessa vez, Arkham City, foi construída por Quincy Sharp e liderada Hugo Strange, pouco tempo após os eventos de Asylum, com vários vilões presos no local e cada ponto da cidade é liderada por um dos vilões. Todos muito bem representados novamente dando destaque especial ao Coringa novamente, por fazer papel brilhante como personagem psicótico que sofre com os eventos finais do jogo anterior e ainda assim consegue tempo pra atormentar Batman, mas não desmerecendo a excepcional representação de todos os outros personagens da trama, milimetricamente bem escritos e alguns devidamente adaptados visualmente como Mulher-Gato. Outros inacreditavelmente fieis como Hugo Strange.

Mantendo o mesmo espírito do jogo anterior, misturando ação, stealth e beat’em up dos mais refinados possíveis, Batman agora possui ainda mais apetrechos que no jogo anterior, mais possibilidades de stealth e todas as boas partes do jogo anterior se mantiveram, batalhas fantásticas contra chefes, atalhos pra uso dos apetrechos de Batman, sessões inteiras de stealth incluindo as partes com muitos inimigos armados, uso do modo detetive pra rastrear pistas e etc.

Mulher-Gato agora também é presente no jogo como personagem jogável e através de uma DLC incluída no disco, Robin também é jogável na DLC Harle Quinn's Revenge e Asa Noturna nos Challengers também são. Só acho que os dois últimos citados mereciam uma campanha mesmo que curta dentro da história principal como a da Selina Kyle e não somente serem jogáveis em pequenas partes do game.

Só pra constar, essa DLC da Arlequina é curta demais, tem vários elementos repetidos da campanha e até mesmo a estrutura da batalha Robin com Arlequina é a mesma da Mulher Gato com o Duas Caras, mas ao menos serviu pra mostrar  de maneira eficiente as consequências do final de Arkham City.

O gameplay é o mesmo de Asylum porém ainda melhor, misturando elementos de stealth com beat'em up, Rocksteady acertou em cheio na mão pra construir um refinamento pra mecânica do jogo anterior, mostrando coisas novas como esquiva pra golpes com facas, novos métodos de vencer os personagens grandões e contra-atacar mais de um inimigo.

É  tudo simples, começou a bater em um, basta apontar pra direção do próximo e continuar batendo, não é um esmaga botões, exige timing, exige dedicação e mesmo paciência pra aprender os padrões de inimigos, afinal eles não atacam da mesma forma, como por exemplo as ninjas do Ra's Al Ghul que atacam com espada ao invés de facas normais dos outros inimigos, exigindo um tempo diferente na hora de contra-atacar, ou mesmo inimigos com escudos que necessitam de golpes  por cima ou pelas costas.

Mas mecanicamente melhoraram também as partes de Stealth com maiores meios de pegar de surpresa, contra-atacar ou mesmo se esconder ou usar acessórios como Grapple Hook.

A campanha é relativamente curta, pouco maior que do anterior, que antes tinha em torno de 10 a 12 horas e no City com uma campanha pouco mais longa de 15 horas. Porém os extras do Asylum era limitados aos Challengers e Troféus do Charada, no City ambos voltaram mas agora o mapa é grande mas não gigante, ele causa uma impressão muito menos cansativa ao andar e tem bastante variedade de missões alternativas pra implementar ainda mais as horas de jogo, uma tática inteligente foi botar chefes opcionais, motivando assim sempre uma possível jogada futura, porque as sides missions não são chatas ou repetitivas, foram feitas com esmero pra não causar a impressão de cansaço.

Dentre as missões extras do game temos até mesmos assaltos pra impedir, e parte de coisas simples como tais até mesmo encontrar Azrael.  Tudo de forma mais ampla e variada possível.

Não somente os upgrades mas o próprio Batman mantém o esquema de evolução à cada quantidade de pontos ganhos em combate, o mesmo bom e velho esquema do Asylum que retorna aqui de forma mais simplificada e até mais ampla no final de tudo, dando mais recursos.

Graficamente também mostrou uma boa evolução usando e abusando de detalhes nos rostos dos personagens, muitos detalhes nos cenários apesar de leves renderizações momentâneas, mas são de extremo capricho e há vários detalhes ou easter eggs visuais espalhados por toda a cidade. Outra melhoria muito notável é a inteligência artificial dos inimigos no Asylum que as vezes ficava agindo de maneira meio estúpida, aqui eles melhoraram, usam sonares pra te localizar escutam melhor, são mais espertos e se mostram muito mais eficientes agindo em conjunto. Outro aspecto muito melhorado foram as músicas, muito bem escolhidas e me marcaram bastante, gostei muito desde as mais simples como de menu, até as ambientes usadas na cidade e principalmente nos chefes.

Batman Arkham City é ainda melhor, maior e mais divertido que o primeiro jogo. Mostrando notável evolução em todos os aspectos, com um enredo ainda melhor e maior exceto na dose de drama que é um pouco menor no decorrer por mostrar um Batman como caçador ao invés de presa. Mas nos eventos finais a dose altíssima de drama retorna com uma excelente conclusão. A conclusão de Arkham Asylum era simplória demais enquanto a de Arkham City mostra muitas surpresas e emoção com um fim triste e cheio de surpresas.

Essa edição com todas as DLC's é mais que incrível, totalmente recomenda e Arkham City de ruim mesmo só tem a capa do jogo, que é deveras tosca.

10 10 10
Overall
10 Gameplay
10 Story
10 Music
9.5 Graphics
Gameplay melhorado
Inteligência Artificial dos inimigos muito melhor
Side-quests com maior recompensa
Enredo foda e final impactante
Batalhas com chefes extremamente épicas como Clayface, Mr Freeze e Ra's Al Ghul.
A campanha poderia ser maior
A DLC da Arlequina é curta demais e quase nada de novo mecanicamente falando

22 of users found this review helpful.


Outras críticas do mesmo autor:

Keep reading → Collapse ←
Loading...