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juninhonash Juninho Rodrigues

It's gonna be a hell of a party


over 5 years ago 2014-08-03

Zone of the Enders

Hideo Kojima, idealizador de Metal Gear Solid quis brincar fora do parquinho com algo diferente e veio a ideia de uma aventura futurista com robôs gigantes chamada Zone of the Enders, ou ZOE.

O conceito é totalmente simples, um garoto que fugia de um ataque ferrado em sua colônia que acaba por acidente caindo dentro do painel de controle de um robô gigante e tenta sobreviver em meio ao caos, mas não é só isso.

Leo, o personagem, não quer estar ali, não quer matar ou ver mortes, ele se pudesse entregaria o robô e sairia de lá no primeiro momento se pudesse e até dá a entender que é um garoto mimado mas tudo isso cai por terra no desenrolar do game, porém, o único problema dessa narrativa é que ela só existe no começo e no fim do jogo, o meio do jogo é praticamente só gameplay.

Que por sinal é muito refinado, é excelente e não deixa dever em nenhum aspecto, há uma consistência muito sólida no combate e uma leve evolução do robô Jehuty usado no decorrer do jogo, muita coisa de exploração envolve esse jogo como usar programas que funcionam como chaves pra abrir outros locais ou poderes pro robô.

E não para por aí, tem algumas coisas bem inteligentes usadas no gameplay além disso, o combate frenético por si só já exige um certo domínio e exige um pouco de dedicação em seu aprendizado, entretanto algumas coisas bem bacanas foram colocadas como o momento onde seu robô sofre um ataque e enfrenta um chefe com 1 de HP.

Parece idiota mas você vai sempre morrer lá, mas a parte bacana é que o jogo não te explica que você deveria fugir de lá, isso acaba sendo legal porque parte da história é exatamente fugir de lá por não ter as condições necessárias, isso acontece com diálogos, cutscenes e etc, assim como o momento onde se enfrenta robôs invisíveis e é necessário pegar o programa que te permita "ver" eles através de um sensor de calor. Essas manobras inteligentes são excelentes pra quebra de ritmo do jogo evitando que seja um total esmagamento de botões ou uma linha reta.

O gráfico é surpreendentemente bonito pra um jogo de 2001, levando em conta que era o começo do PlayStation 2, ele tem gráficos que impressionam até hoje, com características visuais de mangá em 3D, tornando tudo lindo e a movimentação super bem feita só deixa as coisas ainda melhores, seja em cenas ou mesmo in game, tudo isso associado com uma brilhante OST que dá o clima e emoção certos, totalmente envolvente e não é muito difícil ficar lá cantarolando as musiquinhas enquanto desce a porrada nos outros ou busca um programa.

O único problema além de ter história somente no começo e no fim do jogo é que ele é extremamente curto, coisa de 5 horas já é possível fecha-lo de maneira direta, a progressão não é linear mas pode até ser bom pra aqueles que buscam bons jogos em tempo curto.

Melhor ainda é saber, que apesar dessa história que praticamente só existe no começo e fim do jogo, é saber que ela é muito boa, quando entendemos os motivos de Leo, é fácil abraçar sua causa e seguir com ela, e Viola, vilã do jogo, quando compreendida fica igualmente fantástica como personagem, mesmo aparecendo tão pouco.

Uma boa história, com bom gameplay e bons personagens não precisam estar num jogo grande ou num RPG pra serem bons, e Zone of the Enders é a prova disso.

8.5 8.5 10
Overall
10 Gameplay
9.0 Story
10 Music
9.0 Graphics
Batalhas desse jogo são alucinantes de foda
Trilha sonora fantástica
Carisma de Leo e Viola são gritantes e eles tem excelentes backgrounds
O jogo tem uma mecânica fantástica e não é um button masher
Campanha curtíssima, cerca de 4 pra 5 horas de duração.

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