This game doesn't have any review. Be the first one to review it!

Add Review


  • 2019-10-23 20:06:32 -0200 Thumb picture

    Os RPGs do N-Gage, o estranho e peculiar celular da Nokia

    Medium 3752827 featured image

    Atualmente, quando se pensa em jogos de celular, opções não faltam, já que com o advento dos aparelhos da Apple e do sistema do Google, o mercado desse tipo de entretenimento aumentou a níveis estratosféricos. Contudo, no começo da década de 2000, isso sem dúvidas era algo impensável, seja pelo fato dos computadores em si ainda estarem começando a se popularizar pelo globo ou pelos aparelhos de telefonia móvel da época terem tremendas limitações, seja de software ou de hardware. A finlandesa Nokia dominava o mercado nessa época e, apesar de ter se especializado em aparelhos mais simples, também dava seus pitacos em coisas mais complexas, seja em aparelhos mais normais (como o Nokia 6600, aparelho que ganhou até um filme de divulgação) quanto com coisas mais, digamos, extravagantes (como o Nokia N-Gage, que dá nome a esse artigo).

    Nokia 3310 (entre outros modelos, como o Nokia 1100 e o Siemens A50 se tornaram muito populares na época)

    Aparelhos com telas coloridas eram considerados artigos de luxo (aqui no Brasil na época, aquele que tinha um aparelho com a tela azul, sendo que o normal era a verde, já era algo impressionante) e mesmo nesses, os jogos pré instalados eram bem simples, como algum shooter de nave (o famoso Space Impact). Com o passar do tempo jogos usando a tecnologia Java começaram a se popularizar, mas a priori eles também eram muito limitados, o que tornava a possibilidade de algo mais complexo, como um RPG, rodar em algum celular impensável… Isso até a Nokia lançar, em 2003, sua ideia de console portátil misturada com telefone, o Nokia N-Gage.

    Acima, o primeiro modelo do N-Gage (chamado posteriormente de N-Gage Classic) e abaixo o segundo modelo, chamado de N-Gage QD

    Com uma tela relativamente grande pra época, de 176×208 pixels (apesar de só ter 4000 cores, menos que um Game Boy Color), som estéreo, mp3 player e portando um sistema operacional Symbian (sim, ele era um smartphone), o aparelho era bem robusto pra um celular, contudo não foi muito bem aceito, seja pela comunidade de jogadores de videogame (que reclamaram da tela vertical e menor que a de um Game Boy Advance e do fato de ser necessário retirar a bateria do aparelho pra trocar o cartão do jogo) ou por usuários de celular (já que seu formato bizarro, tamanho avantajado e o fato de que pra fazer chamadas o celular tinha que ser segurado de lado). Isso, somado ao seu preço alto, o lançamento do PSP da Sony pouco tempo depois, de poucos títulos terem saído pra ele, entre outros fatores, acabaram culminando no fracasso do híbrido de celular com videogame portátil. Nokia até tentou um segundo modelo algum tempo depois, o Nokia N-Gage QD (o qual a Nokia enxugou algumas funções, como o som estéreo, mas adicionou outras, como a possibildiade de trocar o cartão do jogo sem retirar a bateria do aparelho, além de ser possível fazer chamadas nele como um celular normal), mas sem sucesso.


    Em alguns anos o bizarro smartphone/celular/portátil da Nokia fora descontinuado, com em torno de 60 títulos lançados para o mesmo (sendo muitos deles ports de jogos de Game Boy Advance ou mesmo de PlayStation). Todavia, entre estes poucos títulos, havia muita coisa interessante, e neste artigo irei trazer os RPGs que foram lançados pra esse estranho console, com imagens, informações e uma opinião pessoal de cada um, já que, como um dono de um N-gage por uns 3 anos, tive contato com todos eles.

    The Elder Scrolls Travels: Shadowkey

    A hoje famosa franquia da Bethesda também teve sua participação no N-Gage. Tal como suas contrapartes pra consoles, The Elder Scrolls Travels: Shadowkey também era um WRPG tendo várias classes, aparências e raças pra se customizar seu personagem. O combate era em primeira pessoa com um cenário totalmente 3D (mostrando bem a potência do aparelho), com inimigos, dungeons e afins pro jogador explorar, além de missões a serem cumpridas. Era possível até jogar de multiplayer via bluetooth, coisa bem impressionante pra um celular na época.

    Observação pessoal: esse jogo me impressionou na primeira vez que eu vi, mas como ele era muito pesado, e eu só tinha um cartão pequeno onde tinha que deixar mais alguns jogos e músicas, acabei nunca terminando ele. Isso sem contar que ficava perdido muito fácil, já que ele também era open world…

    Pocket Kingdom: Own the World

    Pocket Kingdom foi o primeiro (e último) MMORPG lançado pro N-gage, sendo meio que um sucessor espiritual de Dragon Force, do Sega Saturn. Além das funções online através do N-Gage Arena (a plataforma online do aparelho, que permitia batalhas e interações entre os jogadores), o jogo também possuía missões offline, onde era possível comprar unidades, derrotar inimigos e aproveitar de um extenso sistema de craft de itens. Foi um dos jogos do aparelho mais bem aclamados, afinal um MMORPG de bolso não se via todos os dias.

    Observação pessoal: esse eu tentei instalar várias vezes no meu aparelho, mas nunca funcionava direito. Não sei se era necessário estar com a rede móvel ligada ao se abrir o jogo, mesmo pras missões offline (já que quando eu ganhei o aparelho a N-gage arena já tinha ido pro saco há tempos), mas apenas conheci esse game de prints na internet mesmo, infelizmente. Ou felizmente, vai saber…

    Requiem of Hell

    Requiem of Hell é um action RPG de visão aérea, extremamente parecido com Diablo. Nele tu controla ou um homem (que usa um machado) ou uma mulher (que usa uma espada), que foram revividos por uma fada (que em seguida apaga a memória do escolhido, para que ele não se lembre de sua vida anterior) para derrotar um vilão que está ameaçando o mundo. O jogo possui cidades, dungeons, vários NPCs, inimigos, baús, shops, skills, tudo que um RPG que se preze precisa, além de um modo onde 2 jogadores podiam jogar via Bluetooth.

    Observação pessoal: Requiem of Hell eu joguei bastante, creio que foi o meu primeiro contato com um RPG com uma narrativa mais, digamos, objetiva, já que tu tem um objetivo e no final tem até um plot twist, apesar do final boss ser extremamente fácil. Cheguei a jogar com ambos personagens, contudo não tinha diferença alguma entre eles, só estética mesmo… Mas pra quem mal conhecia RPG na época, tava de ótimo tamanho.


    The Roots: Gates of Chaos

    Mais um Action RPG, só que esse com uma ambientação bem Dungeons and Dragons, ao menos no que diz respeito aos personagens. Ao iniciar o jogo o jogador podia escolher entre 5 personagens de classes e skills distintas, pra desbravar um mundo em 3 dimensões de visão aérea com áreas repletas de inimigos cujo objetivo é… Salvar o mundo de um capetão, claro! Também era possível jogar com até 4 jogadores ao mesmo tempo, o que adicionava uma peculiaridade ainda maior pro título.

    Observação pessoal: à primeira vista o jogo parece ser bem interessante e ter um alto replay value, afinal são 5 personagens jogáveis distintos… Porém eu zerei uma vez só e nunca mais voltei pro título, já que ele é bem enjoativo, não tem gráficos tão interessantes quanto os outros RPGs do N-gage, já que sua visão aérea em um ambiente 3D é bem estranha.


    Xanadu Next

    Xanadu Next é um spin off do jogo Dragon Slayer: The Xanadu, da Nihon Falcom, e um detalhe interessante é que a versão de N-gage foi lançada antes da versão de PC, e apesar de obviamente ter menos conteúdo que a mesma, tinha funções únicas, como download de um mapa exclusivo via N-Gage arena, e multiplayer via Bluetooth. Quanto ao gameplay ele é basicamente outro action RPG de visão aérea, totalmente 3D e com áreas repletas de inimigos, cidades e afins.

    Observação pessoal: Xanadu Next me chamou a atenção logo no começo, seja por seu estilo japonês ou por sua trilha sonora bem misteriosa. Contudo, nunca consegui passar do primeiro mapa nesse game. Talvez fosse um bug das versões que eu baixava, mas sempre que chegava em determinado ponto o jogo fechava sozinho, e não eram falta de arquivos já que um dia baixei um save completo do jogo e cheguei a ver o final boss até. Um dia ainda faço questão de zerar a versão de PC só por questão de honra, me aguarde Nihon Falcom!

    Rifts: Promise of Power

    Rifts é uma série de livros de RPG (no mesmo esquema de D&D e Vampiro a máscara), e lançou um jogo para o N-Gage utilizando sua peculiar mitologia, que mistura elementos cyberpunk, ficção científica, fantasia, entre outros. No game o jogador pode criar um personagem masculino ou feminino e o sexo deste irá decidir quais classes ele poderá ter mais adiante (mulheres tendiam a ter opções de classes com habilidades psicocinéticas, enquanto homens classes mais ofensivas, usando tecnologia e dano físico). A história é bem interessante, o jogador vai adquirindo companheiros pra party com o desenrolar da trama e apesar da navegação ser estilo RPG normal, as batalhas são isométricas no estilo tático. O multiplayer também estava presente.

    Observação pessoal: o único RPG de turnos do celular da Nokia, e coincidentemente o melhor deles. O sistema de classes é excelente, cada uma é bem distinta uma da outra, e o fato de poder escolher pra qual delas seu personagem irá evoluir explodiu minha cabeça na época, o que me levou a zerar tanto com o personagem masculino quanto com o feminino, e mais de uma vez.


    X-men Legends

    Esta é uma versão feita pro N-Gage de um jogo lançado pra várias plataformas na época, aproveitando-se da fama do filme da Fox. No game tu passava missões, controlando até 4 dos mutantes do Xavier ao mesmo tempo, pra impedir os planos do Magneto e sua Irmandade. Trata-se de um Action RPG de visão aérea onde o jogador precisa cumprir objetivos, derrotar inimigos e afins, outro ponto interessante é a possibilidade de se jogar com até 4 jogadores através do Bluetooth do aparelho.

    Observação pessoal: como esse e o X-men Legends II são muito parecidos, não me lembro ao certo qual deles eu terminei, ou se terminei ambos. O jogo era interessante, cada mutante tinha sua peculiaridade (meu preferido era o Wolverine, que recuperava HP sozinho) e ele era agradável de se jogar até, apesar de ficar enjoativo depois de algum tempo.


    X-men Legends II: Rise of Apocalypse

    Continuação do título anterior, com os mesmos gráficos e mesmo gameplay, a diferença é que os membros da Irmandade se tornam jogáveis, o que adiciona ainda mais possibilidades pro game. O multiplayer com até 4 jogadores também persistiu, além de certo conteúdo online via N-gage arena.

    Observação pessoal: como comentado no primeiro X-men Legends, não me lembro qual dos dois jogos eu realmente zerei (apesar de me lembrar vagamente de ter enfrentado o Apocalypse), mas sem dúvida a maior quantidade de mutantes jogáveis ajudou bastante, apesar de eu ainda manter o Wolverine, pra economizar poção.

    Também haviam jogos de terceiros desenvolvidos pro sistema Symbian e que consequentemente rodavam no aparelho, contudo são jogos mais pequenos e isolados, ficando difícil de achar informações sobre eles (me lembro de um onde tu controlava um anjo caído, mas o jogo travava quando tu ia pro inferno), sendo estes oficiais os que ganharam mais notoriedade.

    Por fim, o Nokia N-Gage não deixou seu nome de uma forma muito positiva na história dos videogames (e seu sucessor por parte da Sony, o Xperia Play, também não ficou muito atrás), contudo é interessante pensar que esse bizarro aparelho foi um dos precursores dos hoje chamados “jogos mobile”, isso numa época onde multiplayer via bluetooth, online via GPRS e telas coloridas em aparelhos celulares eram novidade e coisas como Wifi, 4G, telas sensíveis ao toque sequer passavam em nossa cabeça. Pode não ter sido o produto de maior sucesso, mas sem dúvidas tinha funções que estavam muito além do seu tempo, além de jogos interessantes que trouxeram boas horas de diversão pra quem teve o prazer de desbravá-los.

    58
  • 2019-04-15 23:03:05 -0300 Thumb picture
    jvhazuki checked-in:
    Post by jvhazuki: <p>#img#[630823]</p><p>Brincando um pouco com a emu

    Brincando um pouco com a emulação do X-Men Legends e felizmente ele parece que roda muito bem. Eu poderia jogá-lo no PS2 mesmo, mas transferir a ISO pro HD antes bate uma preguiça... fora que eu adoro brincar com as customizações dos emuladores. Não sei a razão de Legends ter ficado no limbo pois poderiam ter feito ao menos mais um, contudo tem a série Marvel Ultimate Alliance que nasceu graças ao sucesso dele e também é um RPG de ação.

    24
    • Micro picture
      le · 7 months ago · 3 pontos

      Tem o X-Men Legends 2 também.

      4 replies
  • tiagoandrade Tiago
    2016-11-01 16:29:33 -0200 Thumb picture
  • xch_choram Gustavo Rocha de Oliveira
    2016-10-02 14:51:40 -0300 Thumb picture
    xch_choram checked-in:
    Post by xch_choram: <p>Esses últimos tempos tenho tentado conhecer mais

    Esses últimos tempos tenho tentado conhecer mais o mundo dos quadrinhos, tenho jogado alguns jogos e lido, principalmente dos x-men e bateu uma vontade de rejoga esse lindo *-* bem melhor que o marvel ultimate aliance. Pena que tenho que esperar o meu pai pra jogar :/

    9
    • Micro picture
      santz · about 3 years ago · 1 ponto

      Esse ai eu nunca joguei, mas o Ultimate Aliance é meio sem graça mesmo.

  • 2016-08-30 19:45:53 -0300 Thumb picture
    14
    • Micro picture
      jorgegt · about 3 years ago · 3 pontos

      Será que... Esquece...

      2 replies
    • Micro picture
      johnetto · about 3 years ago · 2 pontos

      Meu mutante favorito. <3 (a bunda dele sempre foi uma das melhores resenhadas nos quadrinhos 👀 )

  • 2016-06-01 10:08:53 -0300 Thumb picture

    Série dos X-Men é confirmada pelo FX e ganha primeira imagem

    O FX encomendou a série Legion, sua primeira parceria com a Marvel Television, que abordará o universo dos X-Men.

    Dan Stevens (Downton Abbey) será David Haller, um homem que é diagnosticado com esquizofrenia. Mas depois de cruzar seu caminho com um determinado paciente, ele é confrontado com a possibilidade de que as vozes em sua cabeça possam ser reais. Para os que não leram os quadrinhos, Heller na verdade é filho do líder dos X-Men, o Professor Charles Xavier. Noah Hawley (Fargo) será o roteirista.

    “Nós esperamos algo maravilhoso de Noah Hawley e com Legion ele conseguiu entregar algo extremamente criativo”, disse o presidente da FX, Nick Grad.

    Os oito episódios serão filmados neste ano, em Vancouver, e a estreia está prevista para 2017.

    Facebook : Portal do Nerd
    Twitter: @portaldonerd
    Site oficial: www.portaldonerd.com.br

    3
  • 2015-09-08 20:03:16 -0300 Thumb picture

    [08/09/15] Recomendação da semana: #3

    Medium 3153475 featured image

    Boa noite Alva's, fugindo um pouco do contexto principal e como estou sem nada para fazer por enquanto... 

    Vou fazer uma brincadeira e "lançar" um novo tópico de postagens, chamado "Recomendações da semana", é quase a mesma coisa, só que não terá uma análise detalhada, e sim a minha palavra - que não vale de bosta nenhuma - mas se você quiser confiar, confie, onde eu faço um top 3 de games e coisas que estou fazendo e gostando durante a semana e recomendo a quem quer que esteja lendo isso. 

    #3: Começando por esse livro aí em cima que estou lendo, haha. O Toque da Vampira é um dos livros que recentemente a Marvel tem deixado usarem sua marca para a publicações, e sendo um ENORME fã de X-Men, após ler "X-Men: Espelho Negro" outro livro, comprei esse! 

    O livro narra a história da Vampira na adolescência e as tretas em que ela se meteu até se transformar numa das mutantes mais poderosas e belas do universo HQ, tem uma pegada meio "teen", mas é muito pouca, gostoso de ler, pra quem curte, esta aí.

    2
  • sophos Sophos
    2015-09-01 12:03:51 -0300 Thumb picture
    Post by sophos: <p>#img#[171313]</p>

    9
Keep reading &rarr; Collapse &larr;
Loading...