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thecriticgames Matheus Pontes

O Bruce Wayne do Alvanista. "BY THE PEOPLE FOR THE PEOPLE"


almost 7 years ago 2013-01-05

Silent Hill Origins

O primeiro episódio de Silent Hill é um derradeiro clássico dentre os games de PSX, e o distanciamento atual da série faz a gente ter saudade da trama envolvendo Alessa e o culto demoníaco. Lançado originalmente para PSP o cultuado prequel de Silent Hill chega ao PS2 (afinal por que a Konami deixaria um de seus episódios mais rentáveis fora de um dos consoles mais vendidos) sem perder a qualidade que tinha. Por ser um prequel se passando antes do primeiro episódio você vera personagens e lugares do primeiro episódio, o que faz com que você sinta aquele ar nostálgico, espere por lugares escuros, névoas densas, chefes, enigmas criativos, ruas bloqueadas por trincheiras, final UFO e muito do que marcou o primeiro episódio e que o quarto ficou devendo.

A trama se passa antes do primeiro game da série e gira em torno dos acontecimentos macabros que envolvem Alessa, uma figura muito importante na série, um alivio pra quem detestou a história do episódio 4.

No controle de Travis um caminhoneiro como outro qualquer decide pegar um atalho por uma estrada próxima a Silent Hill eis que uma névoa assombrada surge fazendo com que Travis encontre uma casa em chamas na qual uma jovem foi deixada para morrer queimada, isso mesmo Travis esta ligado a um dos fatos mais importantes da saga e isso trará memórias para ele que ele não queria recordar. Os gráficos do jogo são ótimos, os personagens são menos realistas do que os de Silent Hill 4 porem é no cenário que você vê a beleza.Quem assistiu ao ótimo filme de 2006 deve-se lembrar dos elementos originais vistos no filme como a fornalha subterrânea e o fato da névoa ser formada por cinzas, na verdade de fato muita coisa visual inclusive criaturas você vê retiradas do filme. Diga ola novamente à versão maligna de Silent Hill agora habitada dentro de espelhos, isso faz com que você tenha que avançar por versões simultâneas dos lugares que visita sempre uma normal e uma amaldiçoada, ambas com as mesmas salas porem com portas destrancadas uma diferente das outras.

Além das armas de fogo Travis conta com uma enorme quantidade de armas brancas, pode montar seu arsenal porque as mesmas são quebráveis e se acabarem as balas você terá que sair na porrada.

A trilha sonora segue um estilo conturbado calma ao vaguear pela cidade e devidamente perturbadora no mundo maligno. Dentre as armas agora se destaca o sistema de armas quebráveis semelhante à Resident Evil Outbreak, isso gera mais estratégia na jogatina fazendo com que o jogador poupe munição e tenha mais cuidado antes de sair se atirando co qualquer arma nos inimigos se desarmado Travis consegue se virar com os próprios punhos desferindo potentes socos nas criaturas, algo desejado há tempos por fãs de Silent Hill e Resident Evil (embora o quarto episódio da serie rival Leon consiga dar chutes, mas isso só em determinados momentos).

Prepara-se novamente pra dimensões malignas alternativas e criaturas bizarras, assim como nos primórdios da série.

O único ponto fraco do game talvez seja sua curta duração, visto que ele pode ser terminado em menos de 3 horas, porem o pacote de “Accolades”, objetivos secretos dos mais diversos como terminar o jogo sem salvar, olhar o mapa menos que 25 vezes, matar mais de 50% dos inimigos com os punhos, realizar o código da Konami aumentam e muito o fator replay. Fãs saúdem.

8.5 8.5 10
Overall
8.0 Gameplay
8.5 Story
7.5 Music
8.5 Graphics
Aproximação maxima dos elementos primordiais da série (neblina, dimensões amaldiçoadas, enigmas criativos).
Sistema de accolades aumenta o fator replay.
Alguns podem se irritar com a curta duração.

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