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juninhonash Juninho Rodrigues

It's gonna be a hell of a party


over 3 years ago 2016-01-25

Crash Bandicoot: The Wrath of Cortex

Crash Bandicoot estabeleceu padrões consideravelmente altos no segundo jogo, com uma evolução assustadora e melhorando o que já era bom no terceiro jogo pra chegar no ápice.

Então, agora Crash nas mãos da Universal sem apoio da Naughty Dog teria seu primeiro jogo de plataforma no PS2 e basicamente deveria ser uma coisa nova ou pelo menos algo tão bom quanto seu anterior, mas não.

Universal decidiu reciclar tudo. E o pior que reciclou tanto do Crash 3 Warped que nem mesmo a música tema escapou. Soa ruim, mas na verdade não, o jogo funciona bem apesar de problemas mas num deixa de ser meramente preguiçoso.

A história segue o padrão cômico de sempre, Crash é alvo de um novo plano de Cortex, que obedece Uka-Uka, essa máscara que por si só está muitíssimo nervosa com Cortex por uma série de fracassos, e isso resulta em diálogos hilários como:

"Crash, pelo amor de deus, me deixe vencer pelo menos uma vez".

Mas o restante é preguiçoso, é somente um chefe pra todas as cinco áreas mudando somente a forma que o enfrenta, com elementos como fogo, água, ar, etc.

Pior que isso, as batalhas de chefe nesse jogo são quase sempre chatas demais ou longas demais (e por consequência, chatas), sem exceção. E se fosse somente isso ainda tava bom, quase tudo do level design do jogo é reciclado de pedaços das fases do Crash 3 e até mesmos os poderes obtidos são quase todos os mesmos, trocando somente o Body Slam pelo Sneak Shoes, que te permite andar na ponta do pé por cima dos explosivos verdes. O resto é absolutamente igual, a corrida, a bazuka, o giro e o pulo duplo.

O pulo tem leves delays em algumas situações, a hitbox pra acertar os inimigos as vezes (aconteceram umas 2 ou 3 vezes comigo) são super estranhas, e a câmera em muitas fases é traiçoeira e não mostra o cenário decentemente pra que você entenda e é muito fácil morrer por conta de coisas que não dá pra entender muito bem na tela, a fase 25 que o diga.

Mas apesar de alguns problemas que praticamente só existiam no primeiro jogo da franquia e retornaram, tiveram suas adições redundantes como as fases de quebra de ritmo, como as de avião, ou de carro, que são praticamente a mesma coisa do jogo anterior porém com controles levemente mais duros, e a adição positiva que é jogar com Coco Bandicoot sem pilotar nada, ela tem fases somente dela e são muito boas, e totalmente novas, não há nenhuma reciclagem nessas fases.

Graficamente não incomoda mas não surpreende, era começo de geração então os gráficos ainda estão com efeitos meio plastificados mas não ofende os olhos, e a trilha sonora é quase sempre esquecível com poucas músicas marcantes. Isso nas versões de Gamecube e PlayStation 2, porque na versão Xbox o jogo é consideravelmente mais bonito.

Concluindo: Crash Bandicoot: Wrath of Cortex é uma boa tentativa de jogo sem a Naughty Dog e mesmo sendo um bom jogo, comete erros que foram superados logo no começo e simplesmente voltaram a se repetir sem nenhuma razão. Por sorte, não estraga a experiência na maioria das vezes e o deixa ainda assim perfeitamente jogável porque tudo de Crash está ali: o humor, as fases com vários inimigos, gemas, cristais e coisas secretas a serem desvendadas. Apesar de ser um leve retrocesso, ainda consiste basicamente em (quase) tudo que um jogo do Crash sempre teve.

7.5 7.5 10
Overall
8.0 Gameplay
5.0 Story
7.0 Music
7.0 Graphics
Fases de Coco Bandicoot
Conteúdo extra, como de costume
Vida útil longa uma vez superados os problemas básicos do jogo
Delay de pulos as vezes
Hitboxes as vezes meio problemáticas
Câmera horrível que repete os mesmos erros do primeiro jogo da franquia
Batalhas de chefe super chatas

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