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jclove José Carlos

Reinforcements? I am the reinforcements. —Ashley Riot


7 meses atrás 2018-07-30

Vagrant Story

Vagrant Story é um action RPG lançado pela Squaresoft em 2000 que marcou muitos jogadores por sua excelência técnica, enredo envolvente e principalmente pela dificuldade implacável.

Desenvolvido pela mesma equipe que produziu os icônicos Tactics Ogre e Final Fantasy Tactics, chefiada por Yasumi Matsuno, o jogo trazia muitas idéias que saiam dos clichês do gênero: nada de lojas, NPCs te dando dicas, wolrd map e nem mesmo o tradicional ganho de xp ao se matar inimigos, algo que era uma das características que definiam um RPG de videogame (ao menos na época porque hoje até jogo de puzzle tem level up XD).

Praticante durante toda a aventura o jogador controla o protagonista Ashley Riot sozinho, enfurnado em catacumbas escuras ou templos abandonados enquanto massacra todo tipo de ser MALÉGNO que se possa imaginar, indo de zumbis a caranguejos gigantes, golens de pedra e dragões, muitos dragões, enquanto tenta ao mesmo tempo, capturar o "vilão" Sidney Losstarot, resgatar o filho de um poderoso duke e entender que diabos está acontecendo consigo e com a cidade amaldiçoada de Leá Monde.

Logo temos um dungeon crawler que se resume a exploração de labirintos e coleta de itens, mas com elementos bem únicos em termos de gameplay, até hoje por sinal. Mas falemos primeiro do enredo.

Senta que la vem a história

VS se situa no reino de New Valendia, que supostamente faz parte do mundo de Ivalice (Matsuno chegou a desmentir a ligação apesar de ter muitas referências a FFT) mesmo universo de Final Fantasy Tactics e Final Fantasy XII, mas se passando em uma era diferente, provavelmente séculos depois do primeiro que por sua vez se passa séculos após os eventos do jogo de PS2.

O jogo começa em meio a uma crise política que beira a guerra civíl envolvendo as três forças que disputam o poder no lugar: O parlamento, representado pela Valendia Knights of Peace (VKP), a igreja de St. Locus comandada pelo Cardeal e seus Crimson Blades e o Mullenkamp, um culto regioso que tem como líder o carismático e misterioso "profeta" Sidney Losstarot.

Os diálogos assim como Tactics Ogre são exibidos como balões de uma história em quadrinhos, o que da ainda mais estilo aos enigmáticos diálogos do Sidney. Pena não ter uma dublagem.

O jogo inteiro se passa durante um período de 24 horas, com um epílogo contando os eventos de 2 semanas depois. Tudo começa quando Sidney lidera uma invasão a mansão do Duque Bardorba, um dos homens mais poderosos do parlamento afim de supostamente sequestra-lo aumentando a já complicada crise política do reino.

https://www.youtube.com/watch?v=SDThRX_SKs8

Essa intro da reunião do parlamento você só vê se deixar o jogo parado na tela inicial e mostra os eventos que antecedem o inicio do jogo. Muita gente nunca assistiu ela.XD

O parlamento resolve enviar dois Riskbreakers (a divisão "black ops" dos agentes do parlamento) para investigar a situação: o protagonista Ashley Riot (A.K.A. o Solid Snake medieval) e a novata Callo Merlose, que inicialmente deveriam apenas colher informações mas ao ver que a força tarefa do cardeal, os Crimson Blades liderados por Romeo Gilderstern ja haviam invadido o local também, supostamente caçando o Sidney, Ashley resolve aproveitar a confusão pra entrar na festa.

Reinforcements? I am the reinforcements.—Ashley Riot

Após alguns combates Ashley encurrala Sidney, que aparentemente não estava atrás do duque mas de algum segredo seu, e termina acertando uma flecha no coração do cultista. Para surpresa do heroi, o adversário parece imortal e se levanta invocando um dragão para "distrair" Ashley e o convidando para descobrir a "verdade" na cidade amaldiçoda de Leá Monde, para onde foge em seguida levando consigo o filho mais novo do Duque.

Cara os efeitos de luz eram awesome na época!

A partir dai todos os eventos irão se desenrrolar na cidade de Leá Monde, um local abandonado a muitos séculos após um terremoto misterioso o deixar praticamente inacessível e cheio de seres bizarros e sendo conhecida como um local amaldiçoado onde os poderes das trevas são mais fortes. Ashley e Merlose vão para o lugar seguidos pelos Crimson Blades que buscam algo que Sidnney possui.

Como Ashley prefere trabalhar sozinho, deixa Merlose na entrada da cidade onde rapidamente é capturada por Sidney sem que o heroi saiba de imediato e ai o jogo começa de verdade com Ashley explorando as muitas dungeons que compõem Leá Monde e percebendo que nem tudo que ele acreditava sobre o reino e principalmente sobre si mesmo era verdade.

O enredo é muito bom, com aquele clima de intriga política que Matsuno adora colocar em seus jogos, só que dessa vez tem um toque sheakspeareano: os diálogos usam um inglês mais arcaico e os personagens tem nomes de obras do escritor, como Gilderstern e Rosencratz, personagens de Hamlet, no entanto ele pode ser bem confuso numa primeira jogada por ter muita coisa interligada acontecendo e nada ser o que parece.

Sidney é mesmo um vilão? Ashley é mesmo um heroi? O cardeal quer mesmo acabar com as trevas? Que diabos são essas trevas? Dá trabalho conseguir essas respostas mas vale o esforço.

Gameplay

Bem, ja foi dito que se trata de um dungeon crawler de ação baseado em loot, mas o jogo tem um sistema de combate que difere de qualquer coisa, até hoje.

Como não existem NPCs ou lojas, a única forma de Ashley conseguir itens é através da coleta do que os inimigos deixam cair ao morrer: itens, armas, livros de magias (as magias são aprendidas usando livros chamados de Grimoires) e chaves são encontrados derrotando inimigos nas dungeons.

Não existe sistema de level up, mas Ashley pode ter seus atributos RPGisticos (SRT, LUCK, MAG, HP, MP) aumentados de duas formas: sempre quem matar um chefe ou através de itens especifícos encontrados em baús ou dropados pelos inimigos. Nas duas formas o personagem aumenta um desses atributos em até 5 pontos mas sempre de forma aleatória (dificilmente cai nos 5), mas existem uma coisa ainda mais importante que os atributos do Ashley, são as afinidades.

No jogo cada arma e equipamento, tanto seu quanto dos inimigos tem afinidades em relação a tipos de adversário (besta, fantasma, maligno, humano...) e aos elementos: água, fogo, terra, ar, escuridão e luz e essas afinidades influenciam DIRETAMENTE no dano ou capacidade de atacar ou se defender.

Dai chegamos ao elemento chave dos sitema de combate que deixou muita gente maluca (no bom e mal sentido) na época pois o jogo não explica muita coisa mas exige que o jogador domine as afinidades das armas para poder vencer os inimigos. É muito fácil (e frustrante) chegar num boss e ver que todas as armas que tem dão no máximo 1 ou 2hp de dano nele.

Não existem weapon shops em Leá Monde mas Ashley como bom Rambo medieval sabe se virar sozinho e pode forjar armas novas combinando peças (lâminas e grips), também pode combinar peças das armaduras para criar outras e até reparar equipamentos usando as workshops abandonadas espalhadas pela cidade.

Nesse sistema de forja/combinação reside 80% da compllexidade mecânica do game e definitivamente não conseguirei explicar aqui (até porque nem eu entendo isso direito), mas basta dizer que o jogo será mais fácil ou extremamente dificil se você dominar as regras confusas para combinação dos diferentes materiais e afinidades porque assim como as armas, cada inimigo pertence a uma classe e tem afinidades específicas, dai pra matar um fantasma por exemplo, é muito mais eficaz usar um cetro de prata que uma greatsword de ferro.

Existem oito classes de armas e elas tem variações em suas lâminas: uma greatsword geralmente atinge mais pelo impacto que pelo corte da lâmina, ou pode-se ter um crossbow que usa flechas boas em perfuração ou em impacto. É "um pouquinho" complexo de entender mas com o tempo se pega o jeito. Dificil é dominar todas as fórmulas de combinações para conseguir armas do melhor materia (damascus) e com as afinidades maximizadas.

https://www.youtube.com/watch?v=uO32t3lqXas

É possível "grindar" as armas usando os dummies, bonecos de treino espalhados em pontos estratégcos de Leá monde. Existem bonecos de todas as classes e afinidades, dai se tiver MUITA paciência e disposição você pode tornar qualquer arma eficiente contra qualquer inimigo bastando bater por algumas horas no boneco com as afinidades contrárias as dos inimigos que quer matar. Parece horrível né? E é. MAS a boa notícia é que é possível encontrar armas prontas ja com afinidades certas pra cada ameaça. Assim pode-se ignorar completamente o sistema de forja. Palavra de quem jogou 3 vezes sem usar XD.

Como Ashley só pode carregar até oito armas por vez, é recomendável ir separando oito armas com atributos e classes diferentes pra ter uma chance maior em áreas de inimigos novos.

O combate do jogo mistura tempo real com turnos. Dá ra se movimentar livremente pelo cenário e apertando o botão círculo Ashley saca a arma equipada e entra em modo de combate. Apertando círculo mais uma vez irá aparecer um grid esférico cujo tamanho depende da arma equipada (uma faca vai ter um range muito menor que uma lança né?). Esse sistema lembra muito o modo de combate de Parasite Eve, só que bem mais encorpado pois o jogo mostra todas as partes do corpo do inimigo que podem ser acertadas, te mostra também a afinidade e tipo de inimigo e ainda quanto de dano e a probabilidade de acerto (de 0 a 100%).

Se mostrar que o dano vai ser muito pequeno significa que a arma que está usando não tem atributos bons contra esse inimigo e não adianta insistir com ela, por isso é bom ter várias diferentes sempre a mão.

Mas não acaba por ai, ainda existem as chain abilities e o Risk. Ashley começa a "relembrar" após o primeiro chefe de habilidades secretas que ele tinha em sua carreira como riskbreaker. Essas habilidades podem ser associadas a um dos botões de ataque (quadrado, triângulo e círculo) e permitem fazer combos. Para isso, basta apertar um dos botões ao atacar os inimigos, mais ou menos em meio segundo aparece uma exclamação na cabeça de Ashley e se apertar outro botão nesse momento ele emenda outro ataque, dai pode-se ir emendando ataques e encaixando efeitos dos mais diversos, tipo, repetir 100% do dano do ataque anterior, deixar o inimigo com status negativos como poison, paralisia, etc e até sugar hp e mp deles.

Parece bacana né? Só tem um probleminha: quanto mais hits vc dá no inimigo mais aumenta o Risk de Ashley. Quando esse valor que é mostrado abaixo da barra de HP dele chega a 100 o personagem vai errar a grande maioria dos golpes e ficar extremamente vulneravel a receber critical hits dos inimigos, mas tem uma chance maior de fazer ataques críticos tbm.

Por isso é bom usar as chain abilities e combos com cuidado. Geralmente é recomendável deixar o Risk sempre o mais baixo possivel. Tanto risk quanto HP e MP do Ashley se recuperam sozinhos com o tempo principalmente se ele estiver fora do modo de combate. É possivel recuperar usando itens tbm.

Definitivamente não é um sistema amigável, mas também não é impossível de conseguir entender ao menos o suficiente pra terminar o jogo. As chain abilities aliás, são uma boa forma de ignorar completamente o sistema de afinidades, pois usando algumas vc pode infligir danos altos as qualquer inimigo independente do status e da arma utilizada. Cada arma tem uma quanidade de Phantom Points que se acumulam conforme você as usa. Quando eles chegam ao máximo a arma fica menos eficiente causando menos dano nos ataques. Você pode ir num workshop e reperar a arma pra ele voltar a sua capacidade normal OU pode usar a chain ability phantom pain para descarregar esse valor no inimigo.

Como muitas armas tem mais de 100 pontos e a maioria dos bosses não tem mais que 500hp (incluindo o final boss) dá pra usar a estratégia de acumular PP nas oito armas (usando a chain ability Instill) e descarrega-las no boss com a Phantom Pain. Garanto que funciona, só não é muito elegante XD

Existem as defense abilities tambem. Elas funcionam apertando um dos botões quando Ashley está pra ser acertado por golpe ou magia inimiga, no mesmo esquema das chains, na hora em que aparecer a exclamação aperta-se o botão e a defense ability associada a ele entra em ação. Muitoo util, principalmente as que absorvem o dano e as reflect damage/magic, que jogam até 40% do dano sofrido de volta no inimigo.

Além de tudo isso ainda temos as Break Arts, técnicas especiais que Ashley aprende com as armas e causam diversos efeitos ou muito dano, mas consomem hp dele também. Cada classe de arma tem 4 break arts e eleas desbloqueam conforme se mata inimigos com essa arma. Olha todas ai:

E o resto?

Na parte técnica o jogo e um dos tops do PS1. Lançado perto do fim da vida comercial do console o jogo extraiu o máximo do que o Playstation tinha a oferecer em termos visuais: os modelos dos personagens são muito bem feitos, cheios de detalhes e bem expressivos, mexendo até a boca quando falam.

Parece pouco hoje em dia mas se comparar com outros clássicos do PS1 como Resident Evil ou principalmente Metal Gear Solid vai ver que a coisa estava em outro nível. Pena que o jogo não tem dublagem.

Os gráficos do game eram destaque nas avaliações das revistas e sites, com efeitos sensacionais pra época como o esquema da luz sobre os personagens e texturas em "alta definição". Definitivamente um dos melhores visuais poligonais de sua geração!

Na parte musical a trilha foi composta pelo respeitável Hitoshi Sakimoto (FFT, TO, FF XII, Valkyria Chronicles) e tem aquele pegada orquestral épica que ele costuma fazer, destaque para os temas de batalha:

O visual excepcional e extravagante dos Ashley e de seus parceiros/inimigos vem do incrível Akihiko Yoshida, que assim como Sakimoto é antigo parceiro do diretor Matsuno desde Ogre Battle no Snes e tem aquele estilo visual bem único e cheio de detalhes, com endumentárias bem esquisitas mas ao mesmo tempo estilosas. Vai dizer que a bermuda com nádegas à mostra do Ashley não é cool pacas?hehe.

Ah, quase esquecia de dizer que o jogo tem uma estranha (as vezes irritante) fixação por puzzles envolvendo caixas e blocos. No começo são bem simples mas alguns das dungeons opcionais são bem infernais de resolver.Mas dá pra relevar.

As vezes parece um sokoban 3d, mas os mais complicados são opcionais ou podem ser skipados usando o item feary wing dropado facilmente pelos inimigos da Snowfly florest (uma dungeon inesquecível.hehe) você pode ignorar todos os que envolvem pulos ao menos

Personagens principais:

Da esquerda pra direita temos:

Callo Merlose

Agente de inteligência e espionagem novata dos Riskbreakers é enviada pra colher informações no caso da invasão da mansão Bardoba e encarregada de auxiliar Ashley. Não tem experiência em combate e passa quase o jogo inteiro como refém de Sidney e Hardin, mas até que consegue ajudar o Ashley em alguns (poucos) momentos graças a um inesperado poder.

Joshua Bardorba

Filho caçula do duque Bardorba e chamado por ele em alguns momentos do jogo de "minha alma". É levado cativo por Sidney e Hardin no prólogo do jogo e permanece mudo devido ao trauma até o final dele.

John Hardin

Escudeiro e a coisa mais próxima de um amigo de Sidney, Hardin o segue meio relutante na incursão por Leá Monde, sempre questionando o verdadeiro propósito de Sidney, apesar de manter-se leal a ele até o fim. Ele tem o poder da clarevidência, podendo projetar sua visão para lugares distantes e é o responsável pelas irritantes portas seladas com magia que você terá de destrancar durante o jogo

Duke Aldous Byron Bardorba

Um dos homens mais poderesos do parlamento, aparece bem pouco no jogo mas é a fonte de grande maioria dos eventos ocorridos. Tem um segredo importantíssimo para a trama.

Ashley Riot

O protagonista do jogo é um dos melhores Riskbreakers dos VKP, frio e mestre de praticamente todos os estilos de luta existentes, é uma verdadeira máquina de matar totalmente focada na missão dada por seus superiores, prefere agir sempre sozinho e encara qualquer coisa que vem pela frente. Tem um trauma do passado que quando esclarecido muda completamente sua percepção do mundo.

Sidney Losstarot

Carismático líder do culto Mullerkamp, Sidney é chamado de profeta por seus seguidores, temm poderes sobrenatrais, capacidade de invorcar criaturas e monstros das trevas, teleporte e ainda é aparentemente imortal. Ele captura o finho do duque e atrai Ashley para a cidade amaldiçoada de Leá Monde com um objetivo em mente que só se esclarece no final.

Romeo Gilderstern

Líder dos Crimson Blades, a guarda de elite do Cardeal, Gilderstern tem um interesse por algo que Sidney possui e fará o possível para conseguir. É muito poderoso e está sempre acompanhado por sua noiva Samantha.

Jean Rozencratz

Um misterioso Riskbreaker que aparece dizendo ser enviado como apoio para Ashley e lhe dá várias informações sobre seu passado. Mas como tudo no jogo tem outros objetivos não tão nobres também.

Extras

Se você é daqueles que curte "platinar" jogos esse game pode ser um desafio e tanto. Ele tem uma lista de Achievements, chamados de Titles no jogo que vão de terminar o jogo em menos de 10h a usar todas as classes de armas 500 vezes ou matar 5000 inimigos. Coisa hardcore.

Existem duas porcentagens no jogo: uma para os mapas e uma para os baús e é impossível completa-las na primeira jogada pois só no New game+ se tem acesso a todas as áreas do game, incluindo a temível Iron Maien B2 (um inferno) e a boss mais difícil do jogo, Asura, além do modo time attack conta bosses.

Dai se quiser completar o mapa e baús do jogo tem que terminar ao menos duas vezes.A duração media do game na primeira vez é em torno de 35h, com boas armas no NG+ da pra reduzir esse tempo pela metade ou ainda menos pegando alguns atalhos e pulando algumas dungeons.

Trívia

Vagrant Story é considerado como um jogo da Ivalice Alliance pois o mundo de Valendia tem muitas similaridades com Ivalice e o jogo é repleto de itens que fazem referencia a FF Tactics e seus personagens como o perfume da Lady Agrias, ou os ossos de Orlandu/Orlandeu, o colar de Beowulf e outras referências a "Zodiac Brave Story"

Tentaram fazer uma HQ na época do lançamento do jogo, mas feita por americanos ficou meio esquisito pra quem ta acostumado com a arte do Yoshida mas tem uma arte bacana também. Acredito que só tenha tido essa edição demo vendida em uma feira de games na época como parte da promoção do jogo americano.

-Foi o único jogo do Playstation a conseguir nota máxima na famosa revista japonesa Famitsu. Nessa época tal nota era extremamente rara, tanto que dezenas de excelentes jogos do console nunca conseguiram. Hoje ela sai distribuindo 40/40 pra qualquer visual novel famosa ou simulador de gatinhos.

-O jogo foi sucesso de crítica mas o complexo sistema de combate acabou afastanto muita gente. Ha quem o compare hoje em dia ao "Demon Souls" do PS1 de tão punitivo e sem orientação que é o gamepplay.

-O final deixa em aberto uma possibilidade de continuação mas o fato de não ter tido grande impato comercial e não ter mais ninguém da equipe original trabalhando na Square-Enix dificulta a chance de vermos Ashley novamente.

-Pra quem não manja de inglês, existe uma tradução feita por fãs pra português que funciona muito bem e pode ser facilmente encontrada pelas webs.

Porque você precisa jogar

Bem, se leu esse wall of text e ainda não se convenceu fica difícil, mas insisto que deveria ao menos dar uma chance pro esse clássico absoluto do PS1. A narrativa é muito boa, o visual ainda é agradável se você não for daqueles que só joga new gen e a experiência que ele proporciona é única.

https://www.youtube.com/watch?v=cylgxkmtvlI

É possível emular facilmente no PC ou em smartfphones, e tem baratinho na PSN podendo ser jogado no PS3 e PSP (recomendado) tranquilamente.

Pode ser meio assustador no começo pela falta de orientaçã, mas depois que pega o jeito fica viciante. Jogo ele a anos e nunca enjoou.

Se é daqueles que curte desafios e acha que a série souls é hardcore, vale dar uma olhada também.

9.5 9.5 10
Nota Geral
8.0 Jogabilidade
10 História
8.5 Música
9.5 Gráficos
Enredo envolvente, adulto e com ar shakespeareano na tradução americana
Replay value infinito
Um dos melhores gráficos poligonais do PS1
Sistema de combate inovador e cheio de complexidade
Nada de shops, vc mesmo faz e melhoras usas armas e equips
Sistema de afinidades das armas e equips desnecessariamente complexo
Dificuldade muito injusta e frustrante até você começar a entender as mecânicas (o jogo não ajuda muito nisso mesmo com manual dentro do menu)
Inventário extremamente limitado pra quantidade de loot que se tem que carregar
FALTOU dublagem pra deixar a excelente narrativa ainda mais interessante
Sistema de combate inovador e cheio de complexidade

20 de usuários gostaram desta crítica.


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