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thecriticgames Matheus Pontes

O Bruce Wayne do Alvanista. "BY THE PEOPLE FOR THE PEOPLE"


about 2 months ago 2019-12-30

Final Fantasy IX

O Playstation foi um verdadeiro marco na história dos games, o console foi a porta de entrada da Sony para o mundo dos games e trouxe alguns dos melhores games em três dimensões da industria rivalizando com o Sega Saturno e Nintendo 64 das gigantes Sega e Nintendo respectivamente. Nessa empreitada, a Square e sua franquia Final Fantasy foram para o Playstation onde lançaram seus episódios de longe mais populares (lembrando que popular não quer dizer melhor antes que desejem me crucificar) e o menos popular destes, ainda que num paralelo com Final Fantasy VI de SNES tenha sido descoberto e se popularizado posteriormente (VI que na versão americana é o III) é o episódio em questão, Final Fantasy IX. Lançado nos anos 2000 o jogo vendeu bem pouco comparável a seus episódios posteriores, tudo por conta do lançamento do Playstation 2 no começo dos anos 2000 (no Japão onde é o mercado consumidor principal deste tipo de produto o consumidor base trocou quase que instantaneamente o PS1 pelo PS2) com isso o jogo recebeu pouca atenção por la, para efeitos comparativos, no PS1 ele vendeu 5,5 milhões de unidades, contra 8,6 mi do VIII e 9,9 mi do VII.

IX nos trás um mundo que volta as raízes medievalísticas e levemente steampunk da saga abandonando os elementos e a estética sci-fi introduzidos em VII, utilizados em VIII e nos episódios posteriores até então. A trama se desenrola em Gaia, um mundo dividido por quatro continentes maiores, o Mist Continent (Continente da Névoa), Outer Continent (Continente Exterior), Lost Continent (Continente Perdido) e o Forbbiden Continent (Continente Proibido) com ela majoritariamente ocorrendo no Continente da Névoa, aqui a civilização moderna de Gaia os "gaianos" que compõe diversas raças por vezes com características antropomórficas como o povo rato de Burmecia ou de características únicas como os Moogles e os assexuados Qus. Tais Raças vivem em uma sociedade abastada de tecnologias que fazem uso da névoa como fonte de energia como as airships, fonte esta que emana do planeta e que causa algumas mutações na flora e na fauna. Porem uma guerra entre os reinos de Gaia marcou o planeta e sua população, dentre os reinos tem-se Alexandria um reino majoritariamente medieval barroco regido pela Rainha Brahne, Lindblum a nação mais poderosa e tecnologicamente avançada vivendo a Revolução Industrial sendo a unica que domina alguma forma de tecnologia que não usa névoa como combustível (e que ao invés de atacar usou de sua superioridade bélica para causar um perpétuo cessar-fogo entre as nações) e Burmecia, uma nação de guerreiros com inspirações nórdicas e galesas formada nativamente por homens-rato antropomórficos e que se dividiu em duas na forma da nação mas pacifica de Cleyra.

Toda a trama tem inicio em Alexandria em um grande festival do reino, utilizando inicialmente de um ensemble cast (termo que denomina grupo de protagonistas com atenção dividida por igual) composto por Zidane Tribal um ladrão e de-facto protagonista do jogo a bordo do grupo Tantalus um grupo de ladrões disfarçados como um teatro itinerante com a missão de sequestrar a princesa de Alexandria , Vivi Ornitier uma criança black mage (mago negro) de origens misteriosas que chega a cidade por um acaso querendo apenas assistir a peça de teatro que sera apresentada pelo grupo Tantalus e Adelbert Steiner, um atrapalhado cavaleiro e capitão dos Cavaleiros de Plutão a serviço da Rainha Brahne que serve de guarda-costas e baba da princesa Garnet Til Alexandros XVII a filha da rainha a qual é o alvo principal do grupo Tantalus. Para a surpresa de todos e frustração de Steiner, Garnet por si própria já planejava uma fuga em meio ao plano de sequestro dos Tantalus o que acaba por gerar toda uma confusão na qual o quarteto de personagens foge de Alexandria. Desenrolares posteriores mostram que a Rainha Brahne estava para reiniciar as guerras com Burmecia e Lindblum visando a cega expansão, domínio e controle total de Gaia tudo graças aos conselhos da enigmática figura de Kuja, um homem misterioso com conhecimento do restante do mundo fora do Continente da Névoa e que oferece a rainha novos poderes e armas para clamar o restante dos reinos.

Vivi é o personagem que melhor representa a essência da história e do mundo, com a aparência tipica dos magos negros da saga (que aqui são uma raça própria não humana similar a golens ou homúnculos) que busca descobrir o que ele é alem de um propósito para se estar vivo, elemento este que chega a um ponto de erupção quando finalmente o jogador topar com outros magos negro.

FF IX funciona de forma similar aos jRPGs padrões e aos jogos anteriores, podemos vagar pelo mapa e cenários pré-renderizados com personagens interagindo com NPCs e realizando os diferentes objetivos para prosseguir na história alem de é claro, lutas em batalhas por turno, o jogo utiliza do mesmo sistema iniciado em FF IV o ATB ou Active Time Battle que faz com que as lutas funcionem entre o sistema de turnos e o tempo real deixando a coisa mais dinâmica, de modo claro, cada personagem, incluindo inimigos possuem uma barra que quando preenchida permitem ao personagem escolher e realizar uma ação como uma magia, ataque ou a fuga do combate, para uma dinâmica adequável o jogo permite aos jogadores selecionarem um "modo de espera" que impede inimigos de realizarem ações enquanto você navega no menu de ações. Os combates podem ter até 4 membros no time simultaneamente (contra 3 dos jogos anteriores) e contam com algumas novidades como o novo sistema de aprendizado de skills, que são aprendidas através de acessórios e equipamentos, todo tipo de equip do jogo possui alguma técnica que pode ser aprendida por algum personagem ou por vários, sejam habilidades de ação únicas do personagem, como um tipo de magia único daquela classe ou uma habilidade de suporte como, causar mais dano em aves ou demônios ou algum tipo de resistência, após um determinado tempo de uso tais habilidades são aprendidas pelos personagens e passam a ser usadas a vontade, porem as passivas fazem uso de um sistema de APs, os personagens possuem uma quantidades de Action Points (que aumentam gradualmente com os níveis) que são usados para equipar as habilidades passivas, impedindo que todas sejam equipadas de uma vez obrigando o jogador a ser estratégico com respeito a seleção de habilidades para cada momento.

Os elenco de personagens é o maior até então contando ao todo com 8 personagens principais (alem de alguns secundários que volte e meia fazem parte do time) e são eles Zidane o hibrido de ladrão e guerreiro de aparência humanoide mas que possui uma cauda preênsil similar a de um macaco algo que os outros humanos não possuem e que em combate pode roubar inimigos de forma simples ou avançada com algumas de suas skills, Vivi o mago negro que como a classe indica pode utilizar de magias negras de forma tipica já vista na saga, Steiner um cavaleiro que pode usar técnicas especificas de espadas, as sword arts alem de, em conjunto com Vivi incorporar elementos mágicos do mago em seus ataques através do comando sword magic, Garnet que inicialmente utiliza magias brancas (cura e proteção) e que posteriormente ganha a habilidade de invocar criaturas magicas de grande importância para o universo do jogo como costuma ser na saga, os aqui chamados eidolons, Freya Crescent uma mulher-rato nativa de Burmecia que é uma lanceira ou "dragoon" como normalmente é denominado a classe com habilidade de longos e altos saltos e que viaja o mundo em busca de seu amado o desaparecido Sir Fratley, Quina Quen, um qu que domina magia azul (habilidades copiadas dos inimigos) após devorar os mesmos, Eiko Carol uma misteriosa garota solitaria de chifre que assim como Garnet faz uso de magias brancas e posteriormente de invocações e Amarant Coral um monge com diversas técnicas de ataque, auxilio e suporte podendo até jogar armas, que vaga pelo mundo a esmo atrás de Zidane após um confronto que teve com ele no passado.

Boa parte da trama vai se apresentar ao jogador de forma não linear com a divisão do grupo  e dos núcleos de personagens e através dos Active Time Events, cutscenes opcionais ou não que apareceram para o jogador assistir abordando personagens principais, secundários ou terciários em pontos distintos do mapa em ações e eventos de variado grau de importância, são 79 cenas ao todo e algumas são bem difíceis de se conseguir assistir.

Alem das habilidades tradicionais o jogo faz uso de um sistema chamado Trance, o mesmo nome da habilidade de Terra em FF VI mas de funcionamento e natureza diferente. Ao receber ataques o suficiente os personagens podem assumir uma forma mais poderosa o modo Trance no qual alem da mudança de aparência e do aumento na força de ataque 1,5x alguns personagens ganham habilidades únicas, Zidane ganha acesso ao Dyne a habilidade de invocar poderosas magias de ataque ao custo de MP, Garnet tem uma melhoria nas suas invocações com as mesmas podendo causar mais dano, e reaparecendo durante o combate sem gasto de MP para causar danos aos inimigos periodicamente,Vivi pode usar duas magias de uma vez, Steiner tem o poder dos ataques triplicados, Freya permanece no ar após usar o comando de salto fora do alcance dos inimigos atirando rajadas de lanças até o fim de seu Trance, Quina pode devorar inimigos com mais vida, Eiko pode usar duas magias brancas simultaneamente e Amarant passa a usar suas técnicas de monge contra todos os alvos ao mesmo tempo. O problema maior do Trance é sua ativação automática e fora do controle do jogador, ao receber o ataque o personagem se transforma automaticamente e passa a gastar o trance sem controle do jogador o que é frustrante e anti-estratégico e isso é um problema falando de Final Fantasy onde em dados momentos ja é esperado batalhas ridiculamente desafiantes que exigem todo tipo de estratégia (alem dos super-chefes típicos da saga).

Apesar do nome a natureza do Trance em FF IX e no VI são diferentes, enquanto o Trance de VI é uma habilidade de Terra que a permite se tornar um Esper um ser ligado a magia nada há de magico no Trance de IX sendo aqui um fluxo de emoções poderosas que temporariamente aumentam as capacidades de seu portador, o nome é apenas mais uma das diversas homenagens que IX faz a toda a saga.

A trama com o enorme elenco não segue de forma tradicional, já que por boa parte do jogo o grupo se encontrara separado por localizações diferentes seja intencional ou não, e com isso a trama aproveita para abordar múltiplos cenários simultâneos através dos 4 Cds que geram em torno de 40 - 92 horas de gameplay dependendo do número de side-quests abordadas. As side-quests por falar nisso existem aos montes e são um prato cheio para os fãs mais tradicionais da saga e do gênero, como conseguir todas as magias azuis de Quina, capturar todos os sapos também com o glutão assexuado (que da direito a enfrentar um chefe secreto alem de empoderar uma de suas técnicas), encontrar os monstros amigáveis (monstros bonzinhos que pedem itens ao jogador), encarar o desafio dos monstros na loja de armas de Treno, encontrar e responder corretamente todas as perguntas do Ragtime Mouse um tipo de monstro que realiza perguntas sobre o mundo de Gaia, realizar o mini-game de cavar dos chocobocos aperfeiçoando o bico da ave e liberando novas áreas, encontrar todos os Chocografes que são tesouros enterrados pelo mapa com a localização descoberta através do mini-game de escavação do chocoboco, encontrar cafés raros para um senhor, moedas dos signos do zodíaco para um NPC, comprar os itens do Moogle Stilzkin cada vez que ele aparece, entregar nozes Kupo a um determinado moogle;  descobrir todas as praias, buracos e pontos de mergulho do chocoboco, conseguir o ranking máximo como caçador de tesouros, entregar cartas para moogles específicos e mais tantas outras side-quests de variados graus de dificuldade que você encontrara durante o jogo, alem de é claro, chefes secretos, quatro ao todo, dois deles sendo super-chefes terrivelmente difíceis de se derrotar sem o preparo adequado, mas é digno de nota negativa citar o Tetra Master; um jogo de cartas presente no mundo de FF IX o tipo de coisa amado por alguns jogadores e odiado por outros, mas que se torna um empecilho para este ultimo tipo por conta da sua breve obrigatoriedade em dada parte do jogo.

Uma das side-quests mais difíceis do jogo é nenhuma outra se não coletar a Excalibur II a arma mais poderosa do jogo que necessita de chegar a um determinado ponto do ultimo CD em menos de 12 horas.

Todo o universo do jogo tem como foco inicial a guerra e a busca de poder da Rainha Brahne mas eventualmente vai se desenrolar e se desdobrar em tramas maiores como manda a regra de todo bom Final Fantasy, com uma grande enfase no desenvolvimento de seus personagens e no mundo a la conto de fadas onde tudo se desenrola de forma que parece saído do sonhos mais fantasiosos de uma criança mas com problemas e situações mais maduros e tensos como os da vida adulta e até do mundo real, quase como um reflexo disso pode ser observado no elevado nivel do senso de humor e de drama e tragédia que a obra carrega. Dentre os temas principais do jogo estão o tema da vida e da inevitabilidade da morte e também da busca por identidade, dentre os personagens Vivi é um dos que ira ter o maior desenvolvimento com respeito a estes temas abordando propósito da existência e a certeza da morte (tanto é a descoberta posterior de que os eventos do jogo são narrados pelo próprio Vivi), alem de outros temas abordados como a independência e responsabilidade através de Garnet, origens e propósito através de Zidane (sim os mesmos temas de Vivi), apego ao passado e sofrimento através de Freya. Mas nenhum personagem vai ter um desenvolvimento tao bom e marcante como Steiner o alivio cômico e junto de Vivi um dos personagens favoritos da fã base do jogo, sendo um personagem "Dom Quixotesco"com pontos de vista maniqueísta sobre o mundo a sua volta e sobre bandidos e mocinhos que denotam uma ingenuidade e inocência sobre o mundo a sua volta, o mesmo não é levado a sério por quase ninguém tido como uma piada até mesmo perante algumas pessoas do próprio reino, cabeça-dura, frustrado e esnobe que preza a honra, o dever e sua lealdade a Alexandria acima de tudo, pontos de vistas que entraram em conflito com o desenrolar da história fazendo Steiner ter um dos arcos de desenvolvimento mais significativos do jogo. A morte vem a ser um tema ligado a outro personagem da trama, mas ao mesmo tempo ligado a todo o mundo de Gaia e as incontáveis tragédias e sofrimento que vem a se desenrolar na ganancia da Rainha Brahne e de sua busca cega por poder e o massacre promovido por suas forças. Ainda sim a história não é a prova de algumas falhas irritantes, Quina e Amarant são extremamente rasos em seu desenvolvimento, Quina chega a ser perdoável por conta do propósito e papel semi-opcional do personagem (ele é alguém muito mais ligado ao gameplay e a algumas side-quests do que ao plot em si) mas Amarant, a história do personagem não tem importância maior como um todo e nem a participação dele, estando ele aqui muito mais como uma homenagem a classe de monge dos games anteriores do que alguém de fato importante para a história (felizmente o conjunto da obra compensa algumas destas falhas).

Alem da vida e da morte outro elemento muito comum que envolve toda a trama é o do ciclo da vida e das memórias, das lembranças de forma metafórica e até mesmo literal já que existe um mundo de relevância para a trama com o nome de Memoria.

O jogo e todo seu planejamento parte do principio original do game ser uma homenagem a tudo que a saga representou até então, principalmente os jogos de SNES, por conta disso inúmeras alusões existem dentro do jogo aos episódios passados como toda o worldbuilding envolvendo cristais pertinente aos Final Fantasys I, IV e V e de sua importância, alem do sistema de classes e da aparência dos magos negros que são homenagens diretas a toda a saga, um notável antagonista do jogo compartilha do nome de uma figura chave no primeiro FF, Josef de FF II tem sua história e seu sacrifício contado a Garnet através de Ramuh, paralelos intencionais existem entre Xande de FF III e o desejo de um dos personagens de evitar a morte, um Antlion outrora dócil que se torna agressivo assim como em FF IV se faz presente em dada parte, a habilidade Sword Magic de Steiner vem diretamente dos Mystic Knights de FF V, o Trance do jogo é uma homenagem direta a habilidade homônima de FF VI, o mundo de Gaia do jogo traz paralelos comuns com a Gaia de FF VII até mesmo no paralelo entre a névoa e o lifestream, alem de Squall de FF VIII ser referenciado em dado momento do jogo junto de Cloud, existe até mesmo uma citação relacionada ao futuro Final Fantasy X que se encontrava em produção na época, entre tantas outras homenagens em tamanhos variados da saga, IX busca captar o espirito da fantasia que a saga tinha desde os primórdios, com alguns cliches iniciais usados para captar o ar clássico e tipico do gênero, o estilo barroco de Alexandria e de parte de Lindblum refletindo as tipicas cidades dos primeiros seis Final Fantasys, e até mesmo no character design pequeno dos personagens similares a crianças, refletindo os modelos SDs dos personagens nos jogos anteriores, tornado essencialmente, e diferente dos demais jogos da saga a aparência do elenco de IX realmente super deformada baixinha diferente das artes clássicas de Yoshitaka Amano que ilustram Zidane e cia com o tipo físico dos FF VII, VIII e X assim como tantas vezes ilustraram o elenco de FFs predecessores.

A arte do jogo alias é linda em toda sua estética misturando o barroco, o steampunk, estilos refletidos nas ambientações e nas roupas dos personagens e habitantes trazem um charme grandioso para o jogo e que o torna único e diferente de seus predecessores VII e VIII e dos seus sucessores que se renderam aparentemente para sempre ao estilo mais sci-fi da coisa, tornando IX o ultimo FF da saga principal a seguir uma natureza medieval fazendo o parecer muito uma versão 3D dos FFs de NES e SNES o que é  de certa forma é triste, e claro, alem disso tudo não há palavras para descrever a beleza das charmosas CGs do jogo, talvez as mais poderosas e belas do PS1 visto que o jogo foi lançado no fim do console pelas mãos da empresa que mais mexia com CGs no console. A trilha sonora é um show  a parte, composta pela lenda Nobuo Uematsu e tendo sido a trilha sonora que mais tomou tempo dele até então. Tendo como base forte os jogos antigos ela utiliza remixes de algumas musicas clássicas para alusões obvias as raízes da série, alem de uma boa parcela de suas musicas se rendendo ao instrumentos simples medievais como o violão, militão e dulcimer ou dulcimero ao invés de grandes composições (que ainda se fazem presentes aqui). Dentre as musicas destaco temas como: The Place I'll Return to Someday, Frontier Village Dali, Wreckless Steiner, Song of Memories, Burmecian Kingdom, Immoral Melody, Grieve for the skies, Unfathomed Reminiscence, We are thieves, Melodies of Life, You're not alone e Passing Sorrow só para destacar algumas das minhas musicas favoritas dentro das quase 5 horas de composições, que variam de tons cômicos, aventurescos, nostálgicos e trágicos, há musica para todo tipo de situação, e musica bem feita.

Final Fantasy IX não é um jogo perfeito, ele tem suas falhas que arranham um pouquinho da qualidade dele como os personagens desnecessários como Amarant que  tomam tempo conversando pouco com o todo o plot da obra, a presença obrigatória do Tetra Master ou seu sistema de Trance que apesar de interessante é muito anti-estratégico, por vezes ativando ao fim de lutas com o inimigo ja derrotado fazendo o jogador perder toda a barra. Mesmo assim FFIX é um jogo com cheiro de infância e de fantasia no mais puro sentido da palavra, não é a toa que Hironobu Sakaguchi o pai da saga tem um carinho especial pelo jogo, é o favorito dele, e o que ele mais diz se aproximar da visão dele do que Final Fantasy representa e é.

DICA: Se for jogar vale a pena pegar a versão atual disponivel para a nova geração, não apenas pelo leve update gráfico, como também por recursos que facilitam o gameplay como a facilidade em salvar o jogo e a chance de se acelera-lo.

9.8 9.8 10
Overall
9.5 Gameplay
10 Story
10 Music
10 Graphics
Elenco de personagens, temas da trama, side-quests, charme do mundo e de seus personagens; visual e trilha sonora.
Tetra Master e a droga do Trance em ativação automática.

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