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arthos Alessandro Silva


9 meses atrás 2018-06-05

Vampyr

Vampyr, o mais recente e ambicioso jogo da Focus Home Interactive em conjunto da DONTNOD Entertainment (Remember Me, Life is Strange). O jogo está disponível para Playstation 4, Xbox One e PC (Steam). Se passando em Londres no início do século XX, você assume o papel de um vampiro recém-transformado que busca descobrir quem te transformou e porque fez isso, além de ajudar a cidade na epidemia que está assolando ela neste RPG de mundo aberto onde suas escolhas mudam o rumo do jogo todo momento.

HISTÓRIA

Vampyr já começa com um prólogo intenso e pesado para já deixar o jogador envolvido com a história, mesmo que isso possa deixar ele um pouco perdido sobre como o jogo vai ser já que a primeira hora de jogo é bastante linear. Você assume o papel de Dr. Jonathan Reid, um médico renomado que serviu na guerra e agora foi transformado e busca respostas e vingança de quem fez isso com você. A história está bastante focada na cidade de Londres, devastada por uma epidemia.

O universo de Vampyr é bastante expandido em termos de mitologias e culturas, criando espaço para vários tipos de organizações e grupos no jogo, como sociedades secretas de vampiros inferiores, irmandades que trabalham nas sombras, grupos de caçadores e sociedades de vampiros de alta classe que governam a região, além de outras coisas que você vai descobrindo ao longo do jogo. O jogo é repleto de personagens, cada um com suas próprias características e missões. Apesar das imagens promocionais de Vampyr que mostram cidades repletas de pessoas se movendo e interagindo serem uma propaganda enganoso, você realmente se sente dentro de um lugar vivo e funcional.

No jogo você precisará saber dividir o seu lado sanguinário de vampiro com o seu lado de médico renomado, se aproveitando para se alimentar destes personagens ou ajudando eles e a melhorar a cidade. Suas escolhas vão afetar o rumo da história do jogo, assim como o rumo de cada distrito da cidade e o destino dos personagens que se encontram lá. Conforme o jogo vai progredindo (a história principal leva de 15 a 20 horas para ser terminada) a história vai ficando tão intensa quanto o prólogo, mas deixando mais espaço para escolhas ao invés de uma linearidade desmotivadora.

Um problema grande do jogo é te forçar a ter certa personalidade e afeição por certo personagem, coisa que eu como jogador não entendi de onde surgiu e não consegui me relacionar devido as escolhas que tomei no jogo. A equipe da DONTNOD Entertainment já havia feito algo parecido e forçado em Life is Strange e parece que cometeram o mesmo erro.

JOGABILIDADE

Como Vampyr se trata de um RPG de escolhas, mundo aberto e repleto de combate, vou dividir esta sessão em duas partes: Eacolhas e Combate.

Em termos de escolhas, o jogo tem mais efeito nas suas ações do que em opções de diálogos. Enquanto é incrível que você pode simplesmente ir em um NPC que normalmente te daria varias missões, interagiria com o mundo a sua volta e simplesmente escolher matar ele para saciar a sua sede de sangue (e ganhar muito, mas muito XP com isso), as opções de dialogo são quase sempre limitadoras e no jogo inteiro apenas em 3 ou 4 momentos você vai tomar decisões grandes por conta dessas opções. Em alguns momentos onde você pensa que precisará tomar uma decisão de extrema importância no jogo, ele escolhe o destino para você também.

Sempre que você dorme, que é quando você pode evoluir, o jogo mostra os resultados de suas ações em cada distrito, mostrando se o distrito se tornou mais saudável ou foi para o caos. Dependendo do nível do distrito, certos NPCs irão agir diferente, podendo melhorar o estado de alguns e em casos piores, trazendo a morte de outros.

Já no combate, o jogo é sensacional em todos os aspectos. O combate é muito parecido com o de Witcher 2 e 3 (essa não vai ser a última vez que usarei Witcher de referência nessa análise), só que ao invés de você ser um caçador com equipamentos preparados para derrotar certo monstro, você é o monstro precisando tomar cuidado com caçadores que sabem todos os seus pontos fracos. O jogo não tem muita variedade de inimigos (vampiros inferiores; caçadores; monstros e vampiros de alto nível), mas sabe variar nas habilidades que cada um desses tem conforme você vai ficando mais forte no jogo, o que é ótimo já que, em um universo apenas de vampiros, fugir do padrão com inimigos apenas para saciar a vontade do jogador de combate, seria um ponto negativo na lore inteira do jogo.

Caçadores vão começar apenas com espadas, tochas e pistolas de prata, mas conforme você avança no jogo, os mesmos caçadores vão começar a carregar cruz, alho, rifles de maior precisão e até lança-chamas! O mesmo vale para os vampiros inferiores, que ficarão mais fortes e com algumas habilidades novas. Vampiros de alto nível você encontra apenas em algumas áreas do jogo e vão começar a usar mais habilidades parecidas com as suas.

Outra coisa que o jogo tem em comum com Witcher 3 (não que isso seja original de Witcher 3 ou inspirado por ele), é o sentido de Bruxo. No caso de Vampyr, sentido de vampiro. E funciona da mesma forma e é utilizado pelo jogo da mesma forma, você muda sua visão para seguir rastros de sangue ou ver inimigos escondidos pelo mapa. Diferente do sentido de Bruxo, o sentido de vampiro não é tão cobrado para ser usado em tantas missões e pode ser utilizado de forma mais estratégica pelo jogador para evitar combates ou localizar coisas escondidas pelo mapa. Confirma as imagens abaixo:

Quanto a evitar combate: por mais que eu não tenha feito isso, já que os combates no jogo sejam realmente legais, eles não são recompensadores. E isso tem um motivo muito bom e imersivo para o jogador: você é um vampiro.

É difícil passar o sentimento de se controlar de um vampiro para um jogador humano que se quiser, simplesmente vai evitar matar inocentes. Mas quando o jogo te faz passar por mais de 10 minutos em um combate para te recompensar com 5 de xp enquanto um NPC inocente no hospital que você trabalha pode te disponibilizar 2000 de xp, você sente o peso da vontade de beber sangue. E sim, eu não exagerei, a discrepância de troca de experiência é grande desse jeito.

EM GERAL…

Vampyr é um jogo muito, muito bom. Ele peca talvez em algumas escolhas de jogo e talvez em sua duração em comparação ao seu preço, mas ele não parece que fica te devendo explicações e nem mais conteúdo, sendo bem fechado. Você com certeza vai se divertir com o combate e vai conseguir entrar na história do jogo. Os novos lançamentos da Focus Home Interactive vão ter uma atenção extra da minha parte após ter zerado esse jogo.

10 10 10
Nota Geral
9.0 Jogabilidade
9.0 História
9.5 Música
8.0 Gráficos
História
Gameplay
Preço

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