Medium picture

renanmotta Renan M. Sampaio Motta

Nada melhor, no mundo do entretenimento, do que a experiência de um video game


mais de 4 anos atrás 2014-11-19

Never Alone

    De alguns anos para cá, o mercado de jogos vem surpreendendo com lançamentos de IPs indie magníficas, seja por inovação em mecânica, seja por um enredo bem construído e marcante. Never Alone, infelizmente, fica bem abaixo desses grandes lançamentos, mas ainda longe de ser um produto descartável.

  • JOGUE COM ALGUÉM!

    Ao terminar Never Alone, você irá perceber que o jogo foi pensado para se jogar a dois. Ele funciona muito bem, na maior parte do tempo, enquanto single-player, porém, tudo aquilo que é bem executado será ainda melhor e o que frustra acaba sendo satisfatório se tiver alguém ao seu lado para jogar. Você terá pela frente uma aventura em puzzle plataform, que consiste na movimentação de dois personagens. A ideia é bem implantada, mas no final de tudo, é perceptível a falta de variedade nas resoluções dos puzzles.

    Se optar por jogar em single, se prepare para a frustração em alguns pontos. Pelo fato de ter de controlar dois seres na tela, você irá sofrer pela falta de timing, morrendo ou sendo jogado para longe. Não é exatamente uma falha genuinamente do jogador, mas sim de uma pequena falta de “balanceamento” dos desenvolvedores. Tivemos jogos com a mesma pegada que apresentaram essa jogabilidade em perfeição, como o Rayman Legends, por exemplo.

    Diferente do Rayman, os personagens não estão ativados no controle simultaneamente. É preciso alterná-los com um botão para enfim controlar quem deseja. Isso é um dos principais fatores para a falta de timing. Outro ponto é que a lentidão de certas ações podem lhe custar caro. Por um lado, isso pode trazer certo desafio. Lembrando que todos esses problemas são contornados ao se jogar em modo cooperativo.

  • E O GAMEPLAY EM SI?

    Never Alone é extremamente curto. Talvez o menor já lançado, seja indie ou os de pegada independente. A velocidade no fechamento do jogo está muito atrelada aos puzzles, no qual são simples, fáceis e não variam. Eles acabam indo para o lado da execução perfeita em vez do raciocínio.

    Um ponto muito positivo é a física do jogo. Por se tratar de uma lenda que está sendo contada, existe uma alternância entre uma movimentação realista e uma mais fantasiosa. Se atentar a detalhes, perceberá certos movimentos feitos com muito capricho. E claro, ela acaba fazendo parte da resolução dos puzzles.

    Pode não parecer, mas em Never Alone existe Boss Fight. Não são lutas memoráveis ou extremamente difíceis, como normalmente acontece numa luta contra um chefe, mas ainda são interessantes. Talvez, nesses momentos, seja onde os puzzles se variam mais, trazendo um bom momento de raciocínio para a resolução da luta.

  • A CULTURA DO ALASKA

    O enredo não vem para marcar como a grande parte dos indies já lançados, porém, o modo como é construído e a ideia por trás de tudo acabam tornando a história atraente. A todo o momento, você é alertado que um mini documentário está disponível para ser assistido. Isso acontece através da exploração de cenário ou a conclusão de uma ação. Esses documentários acabam te colocando dentro de toda a cultura do povo do Alaska. Você passa a entender várias passagens dentro do gameplay e isso acaba enriquecendo o jogo. Se for para o âmbito de roteiro de um game, essa não foi a melhor maneira de interação já apresentada. É preciso fazer todo esse trabalho de contextualização dentro do próprio game enquanto é jogado e não fazer um corte brusco de jogabilidade para se assistir um documentário, por mais bem produzido e interessante que seja.

    Never Alone pode ser um jogo que caia no esquecimento, mas ainda vale o seu tempo, por mais que seja bem curto, principalmente se tiver mais alguém para jogar. Um game que traz a cultura do Alaska de forma graficamente muito bonita e interessante em forma de puzzle plataform.

7.0 7.0 10
Nota Geral
8.0 Jogabilidade
7.0 História
7.0 Música
8.0 Gráficos
Modo Cooperativo em Puzzles
Extremamente curto e bastante fácil
Às vezes frustrante ao jogar em modo single-player

5 de usuários gostaram desta crítica.


Outras críticas do mesmo autor:

Continuar lendo → Reduzir ←
Carregando...