Medium picture

renanmotta Renan M. Sampaio Motta

Nada melhor, no mundo do entretenimento, do que a experiência de um video game


4 anos atrás 2014-12-19

Metal Gear Solid V: Ground Zeroes

      A mais ou menos um ano do lançamento de uma das mais esperadas continuações, Metal Gear Solid V: Ground Zeroes chega ao mercado de forma, infelizmente, inapropriada. Sendo o prólogo do que estar por vir, Ground Zeroes demarca a ganância da Konami para com os fãs de Kojima.

  • O BOM E VELHO BIG BOSS

      Naked Snake, ou para os mais íntimos: Big Boss, está de volta no novo produto de Hideo Kojima. Após longos anos de criação e aprendizado, o criador nos trás um Metal Gear ainda mais consistente em sua jogabilidade. Por se tratar de um prólogo e cronologicamente ser antes do MGSIV, aqui não há um vasto arsenal nem tão pouco inúmeros gadgets para ser usado. Mas por ser uma jogatina curta, essa falta de recursos acaba inexistindo.

      Utilizando do stealth recorrente, você poderá se esconder entre o mato alto, fazer cover em muretas e afins, entrar em dutos no chão e rastejar sob carros e outras construções. Por ter um único e simples mapa, não podemos observar um uso de furtividade extensa. Basicamente, o cenário não nos entrega grandes esconderijos e entradas estratégicas como de costume.

      O combate também se mostra eficiente. Fácil de conduzir, a postura e mira se comportam muito bem, mostrando que a ação também teve seu cuidado.

      Quase tudo aqui funciona perfeitamente. Comandar o Big Boss é um trabalho bem fácil, porém, rastejar pelo chão não se mostra tão fluido. De vez em quando é atrapalhado junto ao controle. Ao tentar virar para um lado, você vai ver o personagem girar em movimentos equivocados podendo acabar com o seu “disfarce”. Mas esse se mostra ser o único problema na jogabilidade de um Big Boss ágil.

      E falando de Kojima, aqui você o percebe perfeitamente. Suas posições de câmeras e o jeito de se contar a história em cutscenes, são uma das grandes marcas da franquia e estão mais do que presentes. Uma escrita forte, pautada em arquivos de áudio e cenas que dão uma bela pitada do que poderá vir.

  • A PEGADINHA

      Faltou caráter para a Konami ou um punho mais forte de Kojima. Por ser um simples prólogo, Ground Zeroes pode ser zerado em apenas 1h30min. O problema disso é ter sido vendido como um jogo completo com o preço full de costume. Praticamente, ninguém esperava um produto tão curto, mesmo sabendo que era apenas uma introdução para o The Phantom Pain, a sequência oficial. Por mais que ao zerar a campanha; outras missões sejam desbloqueadas, de modo geral, o preço comercializado ainda se mostra um absurdo perante a ganância da empresa em cima dos fãs fervorosos da série. Esse, de fato, foi o maior equivoco de Ground Zeroes. Apenas torçamos para que não se torne uma prática comum.

  • UM GOSTO DEVERAS SUTIL

      Ground Zeroes é um jogo muito bem feito, porém simplório ao extremo. O problema não está no tempo de jogo, mas na disponibilidade do único mapa presente. A disposição das missões no terreno junto com os inimigos demarcados em suas áreas, Ground Zeroes se mostra um jogo bastante fácil. Talvez um novato do gênero Stealth sinta alguma dificuldade, mas para os habituados ao MGS, este será um passeio no parque dando apenas um gostinho muito leve da capacidade real de Kojima. E se somar com a atitude de comércio realizada pela Konami, toda essa única hora de fácil distração poderá se tornar num gosto bem amargo à boca e ao bolso.

  • GRÁFICOS DE ALTOS E BAIXOS

      Ground Zeroes é um produto muito bonito aos olhos, até se esbarrar com algumas texturas preguiçosas. Ao se tratar de construções, luz e tecido, a Fox Engine mostra o seu belo poder, porém não vemos o mesmo quando falamos de terreno. Ao demonstrar uma ambientação mais natural, sendo assim tendo a maior porcentagem de sua imagem preenchida por rochas, mato e terra batida, é exatamente nessas áreas que encontramos uma textura borrada e de baixa resolução. Se fosse uma pequena parte do cenário, a quebra gráfica seria mínima, mas aqui não é.

      Alguns objetos, até mesmo de grande porte, colocados no cenário também apresentam a baixa textura. Então, às vezes, você poderá dar cover num empilhado discrepantemente feio ao resto do cenário. Talvez, muito disso não veremos em The Phantom Pain, já que é a grande sequência produtiva numa engine mais potente.

      Não espere muito ao encarar Metal Gear Solid V: Ground Zeroes. Apesar de ter sido vendido como um jogo completo, este é apenas uma breve introdução da oficial sequência da série. Muito fácil em certos pontos para os habituados e desafiador para novos jogadores, Ground Zeroes acaba deixando uma forte vontade diante do futuro produto final. Não se sabe o quão importante este jogo será para compor a história, mas o mínimo de tempo possível ao controlar Big Boss e assistir as cutscenes escritas e dirigidas por Hideo Kojima sempre será algo prazeroso.

8.0 8.0 10
Nota Geral
9.0 Jogabilidade
9.0 História
9.5 Música
9.0 Gráficos
Jogabilidade fluida
Escrita e direção forte de Hideo Kojima aprofundando cenas breves.
Muito curto
Vendido como um jogo completo a preço full
Bastante fácil.

4 de usuários gostaram desta crítica.


Outras críticas do mesmo autor:

Continuar lendo → Reduzir ←
Carregando...