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  • a2 A2(天照大神)
    2019-10-15 14:12:57 -0300 Thumb picture
    a2 checked-in:
    Post by a2: <p>a não ser que você manje de um pouco pra mais de

    a não ser que você manje de um pouco pra mais de culturas asiaticas, não todas mas uma boa parte, e um tico de culturas pré colombianas(culturas andinas, especificamente), cê só vai curtir a historinha se estiver de boa com o jogo.

    a não ser que você ainda possua a capacidade de gerar expectativas, você vai se decepcionar com o combate, tá nem tanto mas eles tinham prometido bem melhor.(a regra das expectativas é válida pra todas as coisas da vida)

    Indivisible tá bem divertido, estou gostando dos elementos indus e budistas(tibetanos) que estão aparecendo aqui e ali(na verdade nem é indu, é yogi mesmo, e a roda da vida(roda do nascer e renascer, Samsara) que é bem universal na questão do darma). eu geralmente não falo da historia nem ligo muito mas é legal usarem elementos de lugares que normalmente ninguem dá atenção. Então eu dou meus grito pra esse ponto,

    Eu senti um pouco de tristeza quanto ao combate, os Devs foram forçados a apertar o passo pela publisher e acabou que os sistemas de combate e os muitos personagens do jogo não tiveram a devida atenção né? isso é old news ja a turma toda ja sabe da bosta, foi triste. Se isto for ou não resolvido... ainda tem coisas divertidas. BTW, EXISTE UM NPC RECRUTAVEL QUE SERVE DE TRAINING ROOM. existe esperança? não pergunte pra min esperança traz sofrimento e eu não quero sofrer #canseidesofrer

    mas tem uma palavra que tá definindo indivisible pra min: Apressado.

    É triste o que a 505 tá fazendo, e depois de investigar um pouco, ela tem forçado umas cagadas por aqui e por ali... foi a pressa de soltar o jogo que deixou ele dessa forma. não sei gente, a nota de indivisible é...

    Muito Samsara Pouco Nirvana/Parinirvana

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      manoelnsn · about 3 hours ago · 2 pontos

      Isso, o jogo não vale isso tudo, nem metade disso, sendo bem sincero. Uns 30 conto no máximo

      1 reply
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      a2 · about 5 hours ago · 1 ponto

      btw im not even mad, tem tantos motivos da publisher ter rushado os devs que... dizer que foi por greed é muito besta. os elementos precisam ser investigados apurados re analizados pra poder dizer o que porra fez essa cagada acontecer. NO MAIS: PAGAR QUASE 150 CONTO EM INDIVISIBLE

      NÃO FAÇA ISSO NEM FODENDO! espere baixar ou vá chamar o tio jack.

  • manoelnsn Manoel Nogueira
    2019-10-15 07:33:54 -0300 Thumb picture
    manoelnsn checked-in:
    Post by manoelnsn: <p>4 horas de jogo, hora de dar mais uns pitacos...

    4 horas de jogo, hora de dar mais uns pitacos...

    A arte do jogo dispensa comentários. A trilha sonora tá ok, mas não vi nada de incrível até o momento. Os destaques vão pra tradução PTBR (que tá ótima) e pro design das fases, que tem momentos plataformers muito duca.

               As imagens que aparecem nas cutscenes são show também

    Agora de pontos negativos... Infelizmente já vi alguns bem chatinhos:

    1 - Seus personagens não tem skills - todo mundo consegue mais ataques em combate juntando pedrinhas que tu encontra no meio das fases. Magias pelo visto são inexistentes também, mesmo pra cura tu precisa de uma das barras de especial, ou de algum personagem especializado pra isso

    2 - Nada de itens, ou menus - Esse foi um dos piores. Itens como poções são o básico de um RPG eletrônico, não terem colocado isso no jogo só mostra que os caras são bem inexperientes quando o assunto é o gênero, e apesar de terem se baseado em VP no combate, não viram todo o resto do jogo que faz ele ser o que é.

    3 - Nada de equipamentos também, assim como de espólios no meio das fases - Um RPG sem baús, sem equipamentos... 

    Sério, no que eles estavam pensando? Sei que estão vendendo um jogo de ATB como action e simplificaram no máximo o gameplay pra que essa confusão ficasse plausível pra jogadores inexperientes de RPG eletrônico, mas Action RPG também tem menus, caralho. Também tem itens, equipamentos e mais um monte de coisa que tiraram de Indivisible. Tô começando a pensar que deviam ter adiado ainda mais o jogo pra entregar algo melhor do que isso...

    Não me entendam mal: não estou dizendo que o jogo é uma bosta, pois ele não é. Ele tem um gameplay muito divertido e a história, apesar de ter começado muito mal, tá legalzinha no momento (e o cast ajuda bastante).

           Principalmente essa parte do cast ( ͡° ͜ʖ ͡°)( ͡° ͜ʖ ͡°)( ͡° ͜ʖ ͡°)( ͡° ͜ʖ ͡°)( ͡° ͜ʖ ͡°)

    Contudo Indivisible tinha cacife pra não ser apenas um RPG legalzinho, pelo contrário: ele tinha tudo pra bater de frente com os role playing games de empresas grandes e mostrar pro público e pra elas o que caralhos um indie bem feito é capaz de fazer. Mas não é isso que fizeram, e pelo visto Indivisible vai acabar indo pra sacola dos jogos legalzinhos, os quais passado 1 mês ou menos que tu jogou, nem vai mais lembrar que existe...

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      _gustavo · about 10 hours ago · 2 pontos

      Mas eles realmente eles entregaram o jogo nas pressas mesmo, olha esse post do Emphighwind
      http://alvanista.com/emphighwind/posts/3750719
      Igual eu comentei lá, os caras adiaram esse jogo desde 2014 mais ou menos, pediram mais dinheiro depois que o kickstarter acabou, e ainda conseguiram entregaram o jogo rushado cobrando quase preço de AAA, nem em dev indie da pra confiar mais kkk

      3 replies
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      emphighwind · about 10 hours ago · 2 pontos

      Então é basicamente um metroidvania com combate ruim, confesso que quanto mais vejo comentários do jogo, começo a pensar que é até pior que Cross Edge/Agarest 2.

      1 reply
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      santz · about 9 hours ago · 2 pontos

      Então ele não é um RPG, é um jogo de plataforma com combates fechados em turnos.

      1 reply
  • manoelnsn Manoel Nogueira
    2019-10-13 10:10:57 -0300 Thumb picture
    manoelnsn checked-in:
    Post by manoelnsn: <p>Comprei esse cara aqui na pré venda mesmo, mas a

    Comprei esse cara aqui na pré venda mesmo, mas acabei não fazendo check-in, porque tava focado no Cross Code...

    O jogo começa com uma batalha com personagens que nunca vi na vida, acredito que o casal sejam os pais da protagonista, afinal quando tu muda pra ela já mostra a mesma falando com o pai, que não fala sobre sua mãe ou mesmo sobre seu passado.

    Contudo, pouco tempo depois, aparece um cara, bota fogo na vila da Ajna e mata o velho! Isso nos 3 primeiros minutos do jogo!Após isso a protagonista entra em embate com o agressor, e acaba absorvendo-o pra sua cabeça...

    Então Ajna decide seguir viagem, junto com o assassino de seu pai na sua cabeça, que age como um companheiro de batalha nas lutas. Após andarem meio metro aparece uma dona estranha, que é absorvida também e entra pro time.

    E aí temos uns 6 minutos de jogo. Acontecimentos importantes pra trama, uma perda pesada pra Ajna, dois personagens entrando pra party (sendo um deles assassino do seu pai) tudo isso jogado na sua cara sem que ao menos tenha tempo de se situar no roleplay! Se os caras se basearam em VP pro gameplay de Indivisible, deviam pelo menos ter jogado o prólogo enorme dele pra ter uma noção de como iniciar a caralha de um RPG!

                                                                      Sephiroth, é você? 

    Então, após 9 minutos de jogo, eu mandei ele pra geladeira. Ao menos até acabar Cross Code. Eu já esperava uma arte linda com sprites em HD bem detalhados, um sistema de combate interessante, mas o storytelling realmente decepcionou nesse começo. Claro que tudo pode melhorar com o avançar do game, mas com certeza Indivisible começou mal, muito mal. Mas só jogando até o final pra ver se vai terminar assim também.

    Também tem uns lances no sistema de combate que eu tô estranhando, já que ainda não vi menus, itens e nem equipamentos, mas preciso jogar mais pra ter certeza...

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      manoelnsn · 2 days ago · 3 pontos

      Aliás, também vou agradecer ao @mateusfv, que me deu um gift de Skullgrils na steam! Joguei pouco, mas deu pra notar que é um jogo bem educativo, ahauha

      4 replies
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      wiegraf_folles_ · 2 days ago · 2 pontos

      Português, mas pera eles traduzem HP e MP?

      1 reply
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      _gustavo · 2 days ago · 2 pontos

      A arte ta lindona mas vou esperar ele ficar ali numa promoção de 50%, 70,00 é um preço mais justo kkk

      1 reply
  • emphighwind Emp Highwind
    2019-10-12 15:58:25 -0300 Thumb picture
    Post by emphighwind: <p><a href="https://www.reddit.com/r/Indivisible/co

    https://www.reddit.com/r/Indivisible/comments/dgj1...

    Aparentemente pressão da publisher em terminar o jogo logo obrigou a ter mudanças no gameplay no qual algumas não me parecem animadoras.

    -Every move had variants to them based on whether you hold the button or simply press it. (Scrapped)

    -When an ally is restrained, you could spend action points to have the other members help save them.

    -Juggle system used to have purpose, the longer you juggled enemies, the more iddhi you received and more, now that they scrapped it, it makes juggle characters useless.

    -The original guard system had it where you have to use hold attacks to break guard, an alternative is having 2 separate members do a up/down attack simultaneously (cause the enemy can't block both at once)

    -You originally didn't heal after every encounter, instead you could spend remaining iddhi to heal yourself. Now that we heal after every encounter, supports become USELESS after the stat boost you get in the desert.

    -Game was a lot harder than this, most characters had more depth to their mechanics but they have all been reduced to simple button mashing characters. (If you're ever wondering what's the point to playing X character. It's because they got made useless after the game got a overhaul this year, and since their mechanics were no longer relevant, the mechanics got scrapped and they were given a generic attack)

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      a2 · 3 days ago · 1 ponto

      puuuta eu até tinha sentido que tinha algo diferente do prototype. foi coisa demais.

      publisher é tudo corna.

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      _gustavo · 3 days ago · 1 ponto

      Os caras adiaram o jogo desde 2014 (pelo que me lembro) pediram mais dinheiro pra concluir o projeto depois que a campanha do kickstarter acabou e ainda me vem falar de "pressão pra terminar o jogo logo ?" aí é de foder, e ainda cobram o preço de um AAA

      1 reply
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      farusantos · 3 days ago · 1 ponto

      De fato, o jogo no geral é muito simples. Eu tô em um ponto que basta apertar os botões de qualquer maneira para derrotar facilmente os inimigos —salvo alguns poucos monstros que têm defesa, basta bater de qualquer jeito e pronto.
      Acertar os oponentes no ar ainda preenche a barra de Iddhi, mas só isso mesmo, às vezes compensa mais só usar os ataques normais.

      E ainda tem os outros problemas estruturais do jogo fora das batalhas...

  • luchta Ewerton Ribeiro
    2019-10-10 13:32:45 -0300 Thumb picture
    Post by luchta: <p><strong>Indivisible </strong>foi lançado com um&

    Indivisible foi lançado com um preço bem salgado para um indie na Steam.

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  • wild_dark_shadow Nuno Gomes
    2019-10-09 13:14:50 -0300 Thumb picture
    wild_dark_shadow checked-in:
    Post by wild_dark_shadow: <p>Esqueceram deste? Finalmente foi lançado e cá es

    Esqueceram deste? Finalmente foi lançado e cá está ele!

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      hilquias · 6 days ago · 3 pontos

      não esqueci não, mas nesse valor.... vou esperar uma promo boa pra pegar esse

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      manoelnsn · 6 days ago · 2 pontos

      Já tá comprado, joguei 9 minutos ontem...

      2 replies
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      zandryx · 6 days ago · 2 pontos

      enfim lançou esse demonho kkkk jogo lindo da porra, quero demais

      1 reply
  • farusantos Farley Santos
    2019-10-07 14:33:02 -0300 Thumb picture
    farusantos checked-in:
    Post by farusantos: <p>Joguei cinco horas de Indivisible e até agora tô

    Joguei cinco horas de Indivisible e até agora tô gostando bastante.

    É um jogo curioso, pois mistura ação e plataforma 2D nos momentos de exploração com combate por turnos (com elementos de ação) inspirado em Valkyrie Profile.

    Por enquanto tá bem linear, mas parece que mais pra frente fica mais livre. É um jogo muito bonito, principalmente os personagens, e os sistemas são bem legais. Tô gostando bastante do sistema de batalha, a variedade dos ataques dos personagens é grande e dá pra fazer muitos combos legais. Ah, a tradução para o Português tá ótima.

    Ainda não deu pra tirar uma conclusão definitiva, mas no entanto já recomendo o jogo :)

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  • farusantos Farley Santos
    2019-09-20 10:15:25 -0300 Thumb picture

    Indivisible — vídeo de abertura

    Tá lindona a abertura do Indivisible :)

    Quero jogar, ainda bem que o lançamento tá pertinho :)

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  • 2019-09-07 18:46:04 -0300 Thumb picture

    Mitos sobre os RPGs por turno

    Medium 3743847 featured image

    Recentemente tivemos finalmente o anúncio de Indivisible, um RPG indie que era muito aguardado pelos fãs do gênero, seja por possuir sprites em alta definição (afinal ele é produzido pela mesma empresa que fez Skullgirls) ou pelo gameplay ser inspirado em um clássico do Play Station: Valkyrie Profile. Porém, o que era pra ser uma boa notícia para todos nós da equipe (afinal, nosso objetivo é que mais e mais pessoas joguem e se divirtam com RPGs eletrônicos), acabou se tornando motivo de preocupação. Não pelo jogo em si, que ainda aparenta estar espetacular, e sim pela forma com que a empresa está o vendendo: como um RPG de ação.

    A nova tela de combate de Indivisible, presente na versão final do jogo

    Action RPG, em suma, é um subgnênero do RPG eletrônico que enfatiza a ação em tempo real, onde o jogador controla diretamente os personagens e a maneira como o combate acontece depende única e exclusivamente dos inputs do mesmo, podendo mover o personagem pra bem longe do adversário ou mesmo atacá-lo por ângulos diferentes. Em Indivisible, as batalhas acontecem com os personagens jogáveis de um lado e os inimigos de outro e uma ação direta só ocorre quando um marcador localizado abaixo do mesmo (que na versão demo era simbolizado por uma barra e nessa versão final é na forma de pequenos círculos) se completa, permitindo assim que o jogador faça os combos devidamente. O mesmo vale pros inimigos, que apesar de não terem o marcador à mostra, também ficam imóveis e só fazem uma ação após determinado tempo, o que não se encaixa como um RPG de ação e sim por turnos, que usa uma função bastante conhecida pelos jogadores de Final Fantasy: a ATB, ou active time battle.

    Quando surgiu, em FFIV, a ATB sequer era mostrada na tela, só vindo a aparecer no jogo seguinte, e perdurando na franquia por um bom tempo, além de ser reaproveitada em vários outros jogos

    Mas, se é algo tão notável o fato de Indivisible ser um RPG por turnos, por que estão vendendo ele como se fosse um Action? RPGs de ação são mais rentáveis, sendo mais atraentes pra novos públicos, e com isso para uma desenvolvedora de jogos ter lucro é muito mais fácil produzindo um jogo dessa forma. E como fora de combate o jogo possui momentos plataformer( bem no estilo de Valkyrie Profile mesmo), optaram por vender o jogo dessa maneira, assim quem queria comprar o jogo por ele ser o sucessor espiritual de Valkyrie Profile ainda vai fazê-lo, e aqueles que têm preconceito contra RPGs de turno também o farão, já que com a ATB, a ação em plataformas e o sistema de combos, dificilmente descobrirão que foram “enganados”.

    Não é de se espantar se memes desse tipo surgirem depois do lançamento do jogo...

    Contudo, apesar de parecer a escolha perfeita, mascarar o jogo como algo que ele não é, é ruim por dois motivos. Primeiro porque gêneros e subgêneros existem pra que os consumidores saibam o que vão comprar, e a partir do momento que isso se tornar relativo e as empresas utilizarem eles de forma desregrada você pode acabar comprando um jogo de pesca que é vendido como shooter de nave. E segundo é porque estão vendendo a imagem que o sistema de combate por turnos em um RPG é algo ruim e que apenas se for chamado de Action poderá ser criativo e interessante, isso num jogo indie, se já não fosse ruim o suficiente empresas grandes como Square Enix fazerem a mesma coisa.

    Motivados por essa infeliz atitude por parte dos produtores desse que parece ser um dos melhores RPGs indies dos últimos anos, nós do Grindingcast decidimos desmentir alguns dos mais comuns mitos e falácias sobre RPGs turn based, muitas delas divulgadas à rodo por canais do Youtube, podcasts e influenciadores no geral. Não pra que você, leitor, se sinta obrigado a jogá-los mas para que, se não optar por sistemas de turnos, que não seja pelos motivos a seguir:

    1 – RPGs por turno são mais demorados

    Essa é bem comum. Provavelmente isso se popularizou devido ao fato dos RPGs de turno mais famosos, como Final Fantasy VII, demorarem suas 30/40 horas para serem terminados, isso além de possuírem as famigeradas random battles (que foram sendo deixadas de lado pelos RPGs com o tempo, afinal eram uma limitação tecnológica e não uma escolha criativa). Contudo, isso é uma afirmação que não se sustenta, pois assim como temos RPGs de turno mais demorados, também temos RPGs de ação longos, um bom exemplo são os jogos da franquia Tales of (com os primeiros possuindo, inclusive, batalhas random), ou mesmo os WRPGs cheios de escolhas como The Witcher 3. E não apenas isso, como também existem vários RPGs por turno curtos, sejam os mais modernos como Child of Light ou os mais antigos como Arabian Nights, todos podendo ser terminados com menos de 20 horas de duração, entregando uma experiência bem satisfatória pro jogador.

    2 – RPGs por turno são parados

    A própria expressão “combate por turno” remete e algo demorado e lento, sempre com um esperando enquanto o outro ataca e vice-versa. Essa é uma falácia muito dita por pessoas que não jogaram muitos ou mesmo nenhum RPG cujas batalhas são feitas dessa forma, já que o que não faltam são RPGs por turno dinâmicos que deixam as batalhas tão (ou até mais) animadas que as suas contrapartes Action. A ATB de Final Fantasy IV foi melhorada e reutilizada por muitos jogos, e coisas como Grandia e Atelier Iris 2 refinaram-na, com o jogador precisando ficar atento na hora da ação, seja a sua ou a do inimigo. Em Super Robot Taisen OG Saga: Endless Frontier (ou no seu sucessor espiritual, Project X Zone) é preciso combar o inimigo no timing certo, mantendo-o no ar, caso contrário ele irá contra-atacar de forma absurda. Sem contar que, em muitos jogos por turno, o jogador também terá ações quando for a vez do oponente, como em Ar Tonelico 2: Melody of Metafalica onde, se apertar o botão no momento certo do ataque inimigo, levará menos dano.

    3 – RPGs por turno são todos iguais

    Apenas com os exemplos anteriormente citados, já dá pra perceber que a coisa não é bem assim e nem tudo se resume à Final Fantasy e Dragon Quest. Com relação à variedade e criatividade, os RPGs por turno são até mais variados do que os Action (especialmente por não terem que se preocupar com a física do combate), com inúmeros jogos tendo sistemas de combate totalmente diferentes, ainda dentro do escopo do subgênero. Por exemplo, na franquia The Legend of Heroes, da Nihon Falcom, os combates ocorrem num campo aberto onde o alcance das suas armas e magias conta pra atingir o inimigo; em Bravely Default (ou mesmo em sua sequência, Bravely Second) é possível adiantar seus turnos de uma vez, mas ficando sem atacar após um tempo... Isso além dos SRPGs (RPGs táticos, que alguns nem os consideram como RPG, mas que mesmo assim ainda estão dentro dos sistemas de turno e do que eles podem oferecer) que possuem outra infinidade de variedades, como Valkyria Chronicles, onde você move os seus soldados no campo de batalha num cenário em 3 dimensões e caso o inimigo entre na sua linha de fogo quando for o turno dele, poderá ser abatido.

    4 – RPGs por turno são mais difíceis

    Muitas das pessoas que têm preconceito contra o sistema de turnos pensam que todos eles são Dragon Quests do NES, onde tu tem batalhas a cada segundo, com inimigos podendo te matar com dois petelecos e com uma quantidade de grinding imensa sendo necessária pra se terminar o jogo. Entretanto, o que não faltam são RPGs por turno extremamente fáceis que praticamente qualquer pessoa consiga terminar. Super Mario RPG é um exemplo de jogo mais antigo, e mais recente temos ambos RPGs de South Park (Stick of Truth e Fracted But Whole) que também são bem fáceis e qualquer pessoa, mesmo não acostumada com o gênero, poderá jogá-los tranquilamente. E também não quer dizer que RPGs de ação serão automaticamente mais fáceis também, Tales of Eternia (Tales of Destiny II aqui no ocidente) é um action e consegue ser mais difícil que todos os RPGs de turno mainstream do PS1.

    Existem ainda mais falácias e mentiras ditas sobre o sistema de turnos, mas deixaremos para abordá-las em no futuro. É comum que as pessoas inventem falsas afirmações quando não possuem um grande conhecimento sobre determinado assunto, e sabemos muito bem que o sistema de combate por turno nos RPGs eletrônicos não conseguiu acompanhar as mudanças tecnológicas que foram surgindo como sua contraparte action fez. Contudo também é fato que existe muita coisa legal e única nesse subgênero, e é triste que muitos sequer façam ideia disso apenas por causa da desinformação massiva que acontece com ele, seja por parte dos jogadores ou mesmo pela própria indústria (como com o infeliz caso de Indivisble) . 

    Nós, do Grindingcast, queremos que mais pessoas joguem RPG eletrônico (seja ocidental ou oriental, seja turno ou action) , mas também desejamos que o maior número possível de pessoas consiga perceber o quão incrível os Role Playing Games são, seja controlando o seu personagem livremente ou aguardando a sua vez de atacar pacientemente.

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      wilford_fernandes · about 1 month ago · 2 pontos

      é tiro no pe marketing errado.... triste.... vou jogar mas espero q o jogo n seja prejudicado por isso ;p

      1 reply
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      gennosuke6 · about 1 month ago · 2 pontos

      Eu não cheguei a ver vídeo de gameplay, e estava achando que era RPG de ação, tipo um Tales da vida... Bom saber.
      Eu gosto de ambos os estilos, de turno, ou de ação, mas realmente, tem gente que só joga um ou outro, e o jogo sendo vendido pelo que ele não é, pode enganar mta gente.

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      emphighwind · about 1 month ago · 2 pontos

      Detestos estes RPGs por turno "não parados" com o Endless Frontier e os Marios RPGs, se for pra ficar preocupando com timing, melhor ir logo um ARPG.,

      E bem o maior mito/preconceito dos RPGs por turno é que são "fáceis", "é só mashar A A A A A".

      1 reply
  • 2019-09-06 12:02:10 -0300 Thumb picture

    Questlog #4 - A guerra santa: magumbos vs coxas

    https://geekquest.org/2019/09/06/quest-log-004-a-g...

    Finalmente saiu o questlog/feedquest/foodtruck de nº 4, respondendo o feed da galera sobre os podcasts de Final fantasy VII e de Action RPG! Também falamos sobre as notícias mais relevantes nesse meio tempo, como o anúncio de Indivisible, um grande action rpg de turnos... Epa...

    Artigo:
    https://gamicus.gamepedia.com/Action_role-playing_video_games

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      _gustavo · about 1 month ago · 3 pontos

      o/ Ouvirei

      1 reply
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      jcelove · about 1 month ago · 2 pontos

      Ouvi mais cedo, do que lembro:

      Vagrant Story é um caso bastante peculiar. Convencionou-se chamar de action rpg por comodismo mas as batalhas sao um hibrido de turno e ação. Os elementos de rpg sao implementados de uma forma bastante diferente do comum. Nao tem xp e level up mas ashlay e suas armas evoluem, nao existem shops e o esquema de forja é uma coisa complexa ao extremo. É um dungeon crawler que precisava de classificaçao própria mesmo. As entrevistas do Matsuno sobre os bastidores sao bem legais.

      Monster hunter influenciou muita coisa e tem varios "clones" como god eater, dauntless, toukiden, e ate jogos como soul sacrifice e o proprio dark souls, que se assemelham em varios pontos com a serie da capcom apesar de terem mecanicas diferentes.
      A galera gosta de colocar ele no bolo dos arpgs pra facilitar.

      Ys é muito bom caras, o primeiro é basicão ate pela época mesmo e esquisito com o bump system , mas com o tempo acostuma e funciona bem. É curtinho tbm, em 5h ta terminando.
      É legal jogar o origin depois de ys 1 e 2 pq ele pega referencias diretas mesmo se passando 600 anos antes.

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      emphighwind · about 1 month ago · 2 pontos

      Agora que vi que você fizeram um site pro podcast, nice.

      O gameplay do YsI&II que tem na steam é melhor que os original lá dos anos 80, movimentação diagonal por exemplo que deixa o bump system mais agradável que os jogos originais de PC88.

      "O importante é a garota que você escolheu" consigo imaginar um podcast de Persona moderno/Ar Tonelico/Sakura Wars começando sério e de boa, porém aos poucos virando waifu wars. (anyway no Conception 2 foi a mina de cabelo azul sem kinkshame por favor, se eu fosse masoquista de jogar a dungeon final varias vezes eu tentaria harem ending), mas vou ser sincero a parte "dating sim" de Conception 2 é meio fraca também, alias mais fraca que o próprio combate, o jogo é realmente como o @jcelove comentou "na onda de persona", Monokuma não ter no 3DS é meme da eshop BR, na eshop americana tinha a DLC lá.

      Pelo visto o podcast de Legaia vai ser "divertido", infelizmente(ou felizmente né) não planejo jogar Legaia, mas estou ancioso por este podcast.

      Monster Hunter é "hunting game", este foi pelo menos o concenso que o povo usa quando saiu todos aqueles clones de MonHun pro PSP/Vita.

      Anime de Sakura Wars não é lá uma adaptação fiel dos primeiros jogos, começa parecido com 1 dai começa a divergir e coloca umas informações do 2 no meio, não cheguei a ver os OVAs, joguei o primeiro com .txt de tradução do gamefaqs do lado e o V, o foco era realmente a parte visual novel do jogo, apesar do gameplay SRPG estar lá, só começou a ficar interessante com as mudanças que surgiram do 3 que passa a usar distância ao invés de grade e evoluiu no que hoje é Valkyria Chronicles. Fiquei salgado inicialmente com a mudança pra action mais por ser a Sega e eu vi recentemente Valkyria Revolution acontecendo, além de Shining e Phantasy Star, porém agora que vi Yakuza virando RPG por turno com o protagonista fã de Dragon Quest, eu sinceramente achei uma troca justa. Não tenho esperança do resto da série ser localizada, mas quero bastante o remake de PS2 do 1 e o 3 localizados de alguma forma.

      Não quero entrar na discussão do que é e não é western RPG e JRPG, não acho que região deveria ser usado pra se referir ao gênero/estilo de jogo, porque tu pegar jogos como clones japonês de Wizardry fica estranho chamar de wrpg especialmente dos com arte mais anime.

      Força ai no TCC @the_muriel

      3 replies

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