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manoelnsn Manoel Nogueira

Só um cara que curte rpgs...


about 2 years ago 2017-08-13

I am Setsuna

Nostalgia é aquele sentimento que temos quando relembramos ou vivenciamos algo que marcou nosso passado de forma positiva. Aquele bolo na casa dos avós, aquela música que sei pai gostava de escutar, um filme que você assistia, uma série animada e claro, jogos. A era dos 16 bits é uma verdadeira mina de ouro nostálgica para muitos que desbravavam aqueles mundos coloridos em duas dimensões durante horas e quando o assunto é RPG, a coisa toma uma abrangência maior, já que são jogos que demoram horas para serem terminados e com isso o jogador acaba se familiarizando bem mais facilmente com aquela história e seus personagens que a compõem. Chrono Trigger é uma das obras desta época, sendo um verdadeiro sucesso e considerado por muitos o melhor RPG de todos os tempos, tanto que ele teve uma "continuação" e vários remakes.

Mas aonde entra I am Setsuna nisso tudo? Como a própria Square brada, o jogo utiliza o mesmo gameplay de CT, com batalhas não randômicas, equipes em trios, técnicas duplas e triplas entre os personagens... Qualquer fã da obra ficaria extasiado apenas de pensar num jogo assim e mesmo àqueles que não são tão entusiastas das aventuras de Chrono, Marle e Luca verão o game com bons olhos, já que JRPGs não estão lá numa onda criativa muito boa atualmente. Mas será que se basear tanto em um jogo de outrora e utilizar a nostalgia dos fãs como receita para o sucesso deu um bom resultado?

Veremos...

A história começa com Endir, um mercenário mascarado de uma vila desconhecida sendo contratado para um trabalho de execução de uma garota de 18 anos. Se pensou que a garota seria a Setsuna que dá nome ao jogo, acertou! A dona está prestes a iniciar uma jornada para ir até Last Lands, onde será sacrificada em prol da paz mundial(sim, a mesma droga que Colette de Tales of Symphonia fez, e coincidentemente ambas possuem vozes e personalidades praticamente idênticas, além de ambas usarem um aro pra atacar...). 

Ela está acompanhada de Aeterna, uma garota tomboy que usa touca de ursinho(oooh, muito assustador...) e após alguns percalços, Endir decide acompanhar ambas em sua jornada e desiste do seu trabalho de execução. Os motivos reais nunca saberemos, já que ele é um protagonista mudo sem personalidade, só porque Chrono era. Só que em CT o protagonista era assim porque o jogo havia fundido conceitos de Dragon Quest com Final Fantasy(e em DQ o protagonista sempre foi mudo, por mais que ele tivesse seu background) e aqui não há motivos realmente sólidos para tal(tanto que o mesmo possui voica action durante as batalhas).

                                                           Sim, plot twist.

Enfim, o trio acaba encontrando outros camaradas no meio do caminho e que se juntam à sua jornada. O primeiro é Nidr, um espadachim que usa uma espada enorme que  é caolho... Auron, é você???

Em seguida aparece Kir, um moleque que usa óculos e invoca magias do elemento fogo... Só faltou ser inventor... e ter uma vagina...

 Também aparece a princesa Julienne, uma usuária de lança e que sofre uns mindfucks loucos às vezes porque foi contaminada com o sangue de  monstros. Detalhe que ela possui um servo, que foi justamente quem contratou Endir pra matar Setsuna! E não, o roteiro não explora isso, o que é uma pena, pois causaria um conflito interessante no grupo...

Após vários problemas, a equipe chega na bendita Last Lands, mas lá descobrem o real motivo dos sacrifícios: existia um monstro chamado Dark Samsara e pessoas precisavam morrer para que ele continuasse selado e não destruísse o mundo inteiro com seu grande poder mágico. 

                              E entidade também tem orelha de ursinho? Fujam para as colinas!!!!!!

Para impedir que Dark Samsara acordasse, a entidade espaço-temporal conhecida como Time Judge(ela tem um nome próprio, mas que se dane) ficava lá, usando seus poderes para impedir que ele despertasse. E para isso a maluca ficava... Resetando o tempo incontáveis vezes! Pra quê isso? Apenas pra agregar ainda mais nostalgia no jogo? Se for, deu extremamente errado, já que em CT as viagens temporais eram um dispositivo de gameplay e aqui elas foram usadas como dispositivo de plot, pra tentar fazer a história ser algo grandioso e isso nunca dá certo... 

  Detalhe que Aeterna é clone da Time Judge... Agora vão usar Chrono Cross também??????????

Porém essa Setsuna de agora parece ser diferente... E a jornada deles também teve um elemento nunca antes visto: Endir. Isso mesmo, o protagonista mudo sem personalidade morador de uma vila desconhecida que foi contratado para matar a protagonista mas desistiu porque era conveniente para a trama é alguém importante... Enfim, ela diz também que os sacrifícios e time loops não são mais o suficiente para selar o tal Dark Samsara e pede para o grupo destruí-lo de vez.

E antes da entidade bater a caçuleta, ela ressuscita um maluco da foice que ficava tentando te matar durante todo o jogo, Fides, e ele entra pra sua equipe. Isso mesmo: um vilão usuário de foice que entra na sua party perto do final do jogo, exatamente a mesma fórmula de Magus!!! Mas lá o cara tinha importância pra trama(sendo até o único personagem realmente com motivos pra matar Lavos) e aqui esse cara era só um boneco a serviço do Dark Samsara... E nem tem tempo pra se desenvolver, já que ele aparece EXATAMENTE ANTES DO JOGADOR ENFRENTAR O FINAL BOSS! 

Enfim, eles chegam aonde está o Dark Samsara e descem o sarrafo no bicho. Quando ele é destruído a equipe descobre que ele nada mais era que um emaranhado de almas de jovens mortos que foram sacrificadas em prol de manter a magia no passado, e antes que se sentissem mal por terem matado aquilo, o que sobrou do monstro viaja para o passado(afinal, quanto mais parecer com CT, melhor), e Setsuna e Endir vão atrás dele...

No passado encontram esse alien aí(até me lembra a forma de boss do computador Fate em Chrono Cross, que é um gato endemoinhado/papai do Serge/thundercat/whatever) e Endir acaba finalizando o bicho. 

Mas antes dele morrer de vez a tonta da Setsuna absorve as almas disformes...

E pede para o protagonista matá-la! A ANTA NÃO PRECISAVA MAIS SER SACRIFICADA E FAZ ESSA MERDA APENAS PRA MORRER?! O que acontece a seguir é desconhecido(aparecem duas opções para o jogador mover e não mover sua espada, mas as cenas que se seguem são as mesmas de todo o jeito), apenas mostram os personagens vivendo suas vidas normalmente(e Aeterna sumindo, afinal ela era só um clone, então que se dane). A última cena mostra Endir andando no meio da neve enquanto Setsuna o observa de longe...

                                    Sim, a capa do jogo tinha um spoiler e tu não sabia

E o que podemos concluir disso tudo a não ser que tentar parecer com Chrono Trigger foi justamente o pior defeito da trama de I am Setsuna? O protagonista mudo, personagem entrando tardiamente na party, viagens temporais, tudo isso foi apodrecendo a trama que já não era muita coisa e o que era previsível desde o começo(que Setsuna morreria) acaba acontecendo(ou não, já que nem certeza esse final nos dá). A review podia terminar agora mesmo com o veredicto de que esse é um péssimo jogo, se não fosse pelo gameplay, que ao contrário da trama, fez bem ao se basear em CT.

O sistema de batalha utiliza a maravilhosa ATB, que deixa o sistema de turnos bem mais dinâmico, e aqui ela funciona muito bem. É possível controlar 3 personagens de uma vez e estes podem juntar suas técnicas e criar combos e triple combos(dual e triple techs, basicamente), que causam danos devastadores no inimigo.

                                            Delta force, isso te parece familiar?

Cada um dos personagens possuem técnicas e habilidades diferentes, e todos eles podem fazer qualquer combinação entre si(o que é bem interessante, já que em CT alguns personagens, como Magus, mal podiam fazer dual e triple techs). Detalhe que nenhum dos personagens é obrigatório de se usar(mesmo Endir e Setsuna), permitindo ao jogador montar a equipe que ele desejar.

Endir é o protagonista mudo, sem personalidade, sem background, sem graça, sem rosto, sem motivação e que é importante para a trama. No decorrer do game é permitido ao jogador escolher as respostas que ele dará, mas nenhuma delas interfere no plot. Em batalha, adivinhe, ele é similar à Chrono, sendo um usuário de espada com magias de ressuscitação, mas também possui techs de suporte(como a incrível Battlecry) e ataques físicos ofensivos.

Setsuna, uma mistura diabólica de Colette(de Tales of Symphonia) com Yuna(de Final Fantasy X), a dona de voz mole e coração de manteiga, que está doidinha pra ser sacrificada para que sua existência inútil possua algum significado. Em batalha, por incrível que pareça, é uma das personagens mais eficientes do game, possuindo magias de cura, suporte e a poderosa magia Luminaire(Chrono like this), que dá um dano absurdo de light no inimigo e ainda cura o HP da party! É bem difícil não querê-la na equipe, mesmo que sua personalidade seja extremamente questionável.

Aeterna, o clone do Time Judge ex machina, que possui touca de ursinho(pra quê isso, Square? PRA QUÊ?) e que só existe pra levar Setsuna pro abatedouro(incontáveis vezes). Em batalha ela é extremamente rápida, sua ATB carrega primeiro que todos os outros personagens e ela possui técnicas muito úteis, como magias do elemento time(por que será??) e a poderosa All Creation(cujo efeito devastador explicarei mais adiante).

Nidr é um espadachim solitário que foi guia do último sacrifício(se é que ele existiu, já que com essas viagens temporais qualquer coisa é possível) e no meio do caminho acabou engravidando a mãe de Setsuna(e o jogo termina sem ela saber que o caolho aí é seu pai). Em batalha ele é o rei dos ataques físicos, é menos versátil que Endir, mas possui um dano maior, apesar de ser um pouco lento.

Kir é um moleque que parece o Harry Potter e é membro de uma raça que vive pouco tempo devido ao seu alto poder mágico(e de toda a equipe ele é o único que demonstra alguma força de vontade própria, é sério). Em batalha ele é basicamente um mago com magias ofensivas, possuindo opções poderosas, como Flare, além de ser responsável por grande parte dos combos/triple combos mais poderosos do game(como Delta Force e Supernova). Pena ele ser o personagem mais frágil do jogo.

Esteticamente, Julienne é a personagem mais interessante do jogo, mas sua história não é lá essas coisas(como todo o resto dos personagens), sendo uma princesa que quer ver Lost Lands com seus próprios olhos(já que lá era a capital do antigo império e que ruiu graças ao rolo que originou o Dark Samsara lá). Em batalha ela é uma das melhores personagens do jogo, já que possui acesso a uma das técnicas mais eficientes de toda a franquia Final Fantasy: Jump, podendo saltar em cima dos inimigos, além de escapar dos ataques destes durante algum tempo. Ela também possui magias de gelo, sendo extremamente eficiente, útil em qualquer equipe.

E por último temos Fides, o clone mal feito de Magus. Obviamente ele possui magias do elemento dark, como o famoso Black Hole, mas seu pouco tempo de uso in-game prejudica totalmente seu potencial.

Combo de Endir e Aeterna. Qualquer semelhança com a dualtech de Frog e Chrono NÃO é mera coincidência

Contudo, as techs de cada personagem não são aprendidas por nível. Para conseguir usá-las é necessário obter a Spritnite respectiva do golpe e equipá-la no personagemde forma parecida com a das Materias em Final Fantasy VII. Contudo elas não podem ser equipadas indiscriminadamente em qualquer personagem, pois cada um possui techs exclusivas que somente ele pode aprender. Endir é o único que aprende Cyclone, apenas Setsuna pode aprender Lighting e por aí vai.

Além destas spiritnites de Ataque também existem as de Suporte, que dão algum boost para o personagem, como aumento de HP/MP, ataque, defesa e assim por diante. Estas sim, podem ser equipadas em qualquer personagem e não dão acesso a nenhuma técnica em especial.

Algumas destas spiritnites podem sem encontradas em baús no decorrer do jogo, porém a maioria só pode ser conseguida nos Magical Consortium presentes em cada uma das cidades do game. Neles é possível vender os materiais necessários para se formar a spiritnite e se você possuir todos, poderá conseguir quantas daquele tipo quiser, sem nenhum gasto adicional.

E por que conseguir mais de uma spiritnite do mesmo tipo, se apenas uma de cada vez pode ser equipada no personagem? É porque cada uma delas pode absorver bônus dos talismãs equipados, mas como estes bônus ficam permanentemente na spiritnite, pode ser necessário conseguir mais de uma para se conseguir os resultados desejados.

Cada personagem tem direito a equipar um único talismã e este pode trazer slots extras pra se equipar mais spiritnite no personagem, além de dois tipos de bônus: o Bonus Effect e o Flux Bonus. O primeiro ajuda o personagem na batalha, como permitir ver o HP dos inimigos, e o segundo pode ser equipado permanentemente na spiritnite, permitindo ao jogador conseguir uma verdadeira salada de habilidades para os seus personagens.

Porém, para se ter alguma chance dos Fluxes bonus serem incorporados às Spiritnite, a respectiva técnica precisa se utilizada em batalha juntamente com o Momentum ativado. Momentum é um indicador que fica à direita da ATB e do medidor de MP do personagem e assim que a ATB fica carregada e o personagem não faz uma ação, a esfera começa a se preencher e quando ela chega no máximo um pequeno ponto brilhante aparece em cima dela. Se em batalha, antes de usar determinada tech/combo ou triple combo o jogador apertar o botão do momentum a tech ganhará algum tipo de bônus e a spiritnite terá chances de absorver o bônus do talismã no final da batalha. Utilizar momentum durante as Techs também dá a estas uma força descomunal, como Luminaire de Setsuna, que casta Auto Revive em todos os personagens, ou Cross Strike(triple combo de Endir, Aetherna e Setsuna) que consegue dano crítico garantido(e claro que pra técnicas conjuntas todos os personagens envolvidos precisam ter o momentum carregado).

Também existem a Singularidade, que pode acontecer a qualquer momento na batalha e dão boosts poderosos para a party durante alguns segundos. As possibilidades disso acontecer aumentam conforme a batalha se estende e a tech All Creation de Aeterna força a Singularidade a acontecer(por isso ela é tão poderosa).

Fluxation, Momentum e Singularidade são funções confusas, apesar de seus efeitos serem devastadores se bem usados. Contudo, entender como elas funcionam não é nem um pouco necessário para se zerar o jogo, mas sem elas você provavelmente terá dificuldade em algumas partes...

                                                        Sim, frog squash...

Falando em dificuldade, o jogo em si é bem fácil, tal como Chrono Trigger era. As batalhas não são randômicas e os inimigos se movem livremente pelo mapa, podendo ser atingidos ou não dependendo da posição em que se encontram. O mesmo vale para os seus personagens: uma tech que acerta apenas um personagem poderá acertar todos se eles estiverem juntos. Cada inimigo sempre dropará tipos de itens específicos, dependendo do modo que você o matou. Por exemplo, matá-lo com um golpe do elemento fogo fará ele dropar item X, com um golpe de luz ele dropará item Y e assim sucessivamente. Detalhe que as batalhas não dão dinheiro nesse jogo e a única maneira de se conseguí-lo é vendendo esses itens no Magical Consortium.

Também existem os monstros comedores de Spiritnite(eles comem as suas spiritnites igual o Like Like de Zelda faz com seu escudo? Er... Não), que são versões mais poderosas(e com a paleta de cor diferente) dos monstros normais. Eles sempre dropam bem mais itens que os adversários comuns, além de darem bastante experiência. Contudo eles costumam ser extremamente difíceis e provavelmente serão seu maior desafio nesse jogo, já que os bosses não costumam dar muito trabalho... A menos que enfrente o final boss com a força máxima(já que antes é possível derrubar os pilares em volta dele, e se fizer isso sua força será diminuída, igual o final boss de Xenogears).

As armas, tal como os talismãs, são únicas e não podem ser vendidas. Porém é possível reforçá-las com itens específicos, como Mytrill e Oiraculum, que permitem que mesmo a mais básica das armas se torne tão poderosa quanto a última encontrada no game.

O overworld é idêntico ao de Chrono Trigger, onde não existem batalhas, apenas as miniaturas dos personagens que se locomovem lentamente rumo ao destino escolhido. Também é possível adquirir uma airship, mas esta só se torna acessível perto do final do jogo.

Nas cidades é possível comprar itens e conseguir magias, além de conversar com alguns NPCs para adquirir receitas, desde que você tenha todos os ingredientes(que por sua vez são encontrados nos mais diversos lugares, na forma de pontos brilhantes). Sim, é possível cozinhar aqui, e os itens adquiridos dessa forma são bem eficientes, pois podem lhe dar bônus durante a próxima batalha e até aumentar a experiência adquirida. Detalhe que não existem Inns e o único meio de recuperar HP/Salvar é em save points nas dungeons ou no overworld.

Um das poucas áreas extras do jogo, onde se encontram os desenvolvedores em um ambiente em 2D

Infelizmente o jogo é extremamente curto para um RPG e não possui um mapa muito vasto pra se explorar. Existem algumas sidequests extras pra cada um dos personagens(onde você adquire as spiritnites mais fortes do jogo), além de um local onde é possível enfrentar um boss rush, mas mesmo isso não ajuda muito a deixar o jogo mais abrangente. I am Setsuna também tem o problema de todos os seus cenários serem bem repetitivos, ou sendo dungeons com puzzles de montar pontes, ou sendo cavernas congeladas ou paisagens com neve... Muita neve. A trilha sonora, repleta de músicas tocadas no piano, é muito boa e ajuda na ambientação, mas não faria mal umas paisagens mais... Coloridas.

Até quando tu viaja no passado tá tudo congelado! Isso seria o quê, o inverno de Game of Thrones?

Concluindo...

                                               O artwork do jogo é muito bonito, aliás...

Apesar dos problemas em sua trama, e seus personagens serem tão gélidos quanto a neve que os cerca, I am Setsuna é um bom jogo. Ele é relativamente curto e não possui nada revolucionário em seu gameplay, mas cumpre bem o seu papel de RPG por trazer vários elementos clássicos do gênero que foram se perdendo durante os anos, como overworld, sistema de turnos e àquilo que fez final fantasy ganhar destaque no gênero: a ATB. Podemos dizer que tal como Bravely default é uma versão diferenciada de Final Fantasy V, I am Setsuna é uma versão diferenciada de Chrono Trigger e tal como Bravely second fez bonito perante a seu antecessor, seria interessante ver uma continuação desse game, onde muita coisa poderia ser melhor aproveitada...

5.5 5.5 10
Overall
8.5 Gameplay
3.5 Story
8.5 Music
7.5 Graphics
Batalhas em turnos utilizando ATB
Várias possibilidades de combos e triple combos disponíveis
Trilha sonora legal
História e personagens ruins
Fluxations e afins um tanto confusos
Jogo extremamente curto
Falta de variedade nos cenários

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