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jcelove José Carlos

Reinforcements? I am the reinforcements. —Ashley Riot


25 days ago 2019-10-27

Cosmic Star Heroine

Antes de falar de Cosmic Star Heroine é legal conhecer a tragetória de sua desenvolvedora, o pequeno estúdio Zeboyd Games. Até porque boa parte dos jogadores desse game sequer sabiam da existência da empresa até ver o jogo.

Formado apenas por duas pessoas: Robert Boyd e William Stiernberg dois caras que amam JRPGs e se dedicam a criar RPGs por turno que tentam lembrar o feeling dos jogos mais clássicos do gênero sem negar as influências, e sempre com altas doses de humor.

Mesmo sem grandes recursos o estúdio chamou atenção com seu primeiro RPG: Breath of Death VII. O jogo lançado em abril de 2010 era um rpg com fortes doses de humor negro, muitas referências a games e cultura pop e uma engine própria que lembrava muito os Dragon quest do Nintendinho. A zoeira já se declarava no título do game que misturava títulos de grandes clássicos japoneses como Breath of Fire e Final Fantasy VII.

O jogo se passava num mundo sobrenatural onde em vez de humanos normais, esqueletos, vampiros e monstros dos mais diversos tipos povoam o planeta e um cavaleiro esqueleto chamado Dem se vê numa quest para salvar esse mundo, com uma equipe nada comum.

O jogo fez certo sucesso pelo timming, foi um dos primeiros e únicos jogos do estilo na saudosa Xbox live Arcade, Pouco depois foi portado para o Steam também onde adquiriu um pequeno mas fiel grupo de fãs, com este que vos escreve incluso.

Meses depois, ainda em 2010 eles trouxeram Cthulhu Saves The World, jogo que seguia a mesma linha do primeiro só que agora com uma engine reformulada que trazia gráficos mais próximos dos 16bit e a famosa entidade de HP Lovecraft como protagonista sendo o herói num mundo habitado por seres sobrenaturais e sendo obrigado a salvar o mundo de outras entidades que querem tomar seu lugar como ser supremo.

Em 2012 eles assumiram o desenvolvimento dos dois ultimos episódios do RPG de Penny Arcade, Precipice of darkness, que ainda trazia um visual 16Bit e pegada de gameplay que lembrava os Final Fantasy do Snes, principalmente o VI

Todos esses jogos tinham muitas restrições mas se percebia o esmero em trazer uma lembrança de grandes clássicos do gênero, sem deixar de adcionar algo. Os sistemas de batalha nos jogos da Zeboyd sempre tem alguma elemento único como o esquema de skills combáveis, onde podia-se combinar os ataques de várias skills dos personagens em sequência para infligir mais dano.

Então em 2013 eles lançaram uma campanha no Kickstarter para financiar seu mais ambicioso projeto, dessa vez um épico Sci-fi com fortes influências de Chrono Trigger, Phantasy Star e Mass Effect.

O projeto foi financiado e em 2016 Cosmic Star Heroine foi lançado difgitalmente para PSVita, PS4, Xone e Steam. A Zeboyd ainda lançou pequena tiragem feita em parceria com a Limited Run, empresa especializada em criar versões físicas de jogos indie que passam a valer uma fortuna assim que o estoque acaba. Recentemente o jogo foi portado para Switch, também com opção de mídia física.

O verdadeiro sucessor espiritual de Chrono Trigger

CSH é até agora o melhor e mais polido trabalho do estúdio demonstrando a evolução e esforço do time e de seus colaboradores.

A primeira diferença é no visual que apesar de ainda ser no estilo 16 do Snes, agora não se inspira em Dragon quest ou Final Fantasy e sim no grande clássico favorito da galera Chrono Trigger.

O estilo da arte, Sprites, animações e modo de batalha são claramente inspirados em CT, o que ja gera uma sensação nostalgica de imediato pra quem é fã do clássico da Squaresoft, mas o jogo não se reduz a um clone com temática diferente. O pessoal da Zeboyd não negou suas influências mas se esmerou para adcionar novidades suficientes no sistema de batalha e mecânicas que mantém uma identidade própria para o título.

O sistema de batalha de CSH é viciante e talvez o aspecto mais divertido do jogo, mas falamos dele com calma mais para frente. A narrativa do game sai do perigoso esquema de viagens no tempo de CT e explora um universo no estilo Phantasy Star e Mass Effect com 3 planetas para explorar numa história que envolve conspirações d e uma organização para dominar a vida pensante do universo.

Existem várias missões que fogem do padrão do gênero, como esta em que Alyssa está infiltrada numa festa de um contrabandista alienígena. O clima lembra muito a Missão da Kasumi em Mass Effect 2

Senta que la vem a história

A narrativa em CSH, assim como em seus irmão mais velhos, é simples e talvez seja o maior “ponto fraco” do jogo pois não é épica ou espetacular, mas é funcional e sustenta o gameplay do jogo. Uma coisa a se destacar é que ao contrário dos trabalhos anteriores do time, Cosmic Star Heroine se esforça pra trazer uma narrativa mais séria e ambiciosa, apesar de ainda caprichar nas referências e humor nos diálogos do game.

Em Cosmic Star Heroine somos presentados a uma protagonista Forte e bem badass, claramente inspirada na Alys de Phantasy Star IV: Alyssa L’Salle. Ela é uma das melhores agentes da API, a Agência da paz e Inteligência, organização que atua em todos os planetas civilizados registrados.

O jogo ja começa mostrando um dia normal de Alyssa, onde ela está numa missão para resgatar reféns de uma organização terrorista num prédio governamental.

Nesse prólogo temos o tutorial do jogo mostrando as principais mecânicas de exploração e combate. Assim como em Jrpgs clássicos, ao terminar a missão o títulos do jogo aparece na tela e a história começa de verdade.

O  menu do jogo é bem legal e te da acesso a party e aos personagens de suporte (no canto inferior esquerdo) que são recrutados e ativam skills passivas.

Após se consagrar como heroina do planeta Araenu, salvando os reféns e desarmando a bomba que dotonaria metade da cidade, Alyssa volta ao QG e logo é enviada a uma missão no planeta Rhomu junto a seus colegas Chahn, uma “gunmancer” espécie de maga Si-fi que ao invés de feitiços invoca armas de fogo dos mais diversos tipos nos combates (bem maneiro!) e Dave, uma especialista em “Hacktude” capaz de invadir qualquer sistema computadorizado e desferindo ataques de todos os tipos usando uma especie de Tablet futurista boladão.

A missão era recuperar uma relíquia chamada Lumina Device que estava sendo estudada em um laboratório clandestino no planeta. Aco chegar lá o grupo encontra o lugar devastado, cheio de criaturas bizarras, muita morte e experimentos bem suspeitos. Eles conseguem recuperar o artefato mas percebem que algo está errado.

Ao retornar a base, Alyssa tem um sonho bizarro e ao explorar o local onde o artefato estaria guardado descobre que o seu chefe está utilizando os recursos da API para realizar um plano mirabolante de dominação do universo já que o Lumina device permite controlar e manipular mentes de qualquer ser vivo.

Obviamente Alyssa não concorda e passa de heroina a fugitiva tendo que conseguir arranjar um jeito de enfrentar a gigantesca API e deter o chefe louco antes que ele consiga utilizar o poder do artefato em escala universal.

Com o apoio de seus amigos que também abandonam a Agência e mais um cast de seres bem variados e carismáticos, a heroina reune um cast de 11 personagens em sua quest pra salvar o universo.

O jogo tem algumas animações em certas cutscenes, como essa com o caçador de recompensas que lembra um pouco o Thane de ME, só que mais agressive, chamado Zxorv

A party do jogo lembra muito Mass Effect, principalmente o 2, com androids e alienígenas diferentões no grupo, desde um Inseto meio ciborgue altamente inteligente a um detetive espacial, um réptil caçados de recompensas boladão e até um android dançarino com a cara do Fred Mercury.

Apesar de todos os membros da party, recrutados no estilo Mass Effect tendo cada um uma missão onde se envolvem com o grupo terem um motivo inicial para ajudar Alyssa, o jogo não explora muito o background de cada um, o que pode fazer parecer forçado e raso, mas as os diálogos bem humorados e montanhas de referências compensam bem esse problema para mim.

Se você é daqueles que prioriza um enredo extremamente bem elaborado com desenvolvimento de personagens profundo tipo a pegada Final Fantasy VI com todos os personagens com bastante espaço na narrativa e super construídos, provavelmente vai se decepcionar. Mas garanto que o viciante gameplay compensa e muito.

Como disse a narrativa não traz nenhuma inovação, nem se propõe a isso mas tirando a falta de aprofundamento e objetivo de alguns personagens, ela é funcional.

Uma coisa que me faz agradecer aos devs em pensamento toda vez que abria o jogo era o respeito com o tempo do jogador. Tudo no game foi pensado pra ser acessível e dinâmico. Você não precisa ter 5h disponíveis por partida pra avançar nele. Pode-se adaptar o avanço do jogo as suas necessidades. Save está disponível a qualquer momento que não seja batalha, se morrer em uma batalha ao invés de game over tem a opção de reiniciar a mesma sem que o jogador precise carregar o loadgame. Não existe batalha random e ainda é possível evitar algumas batalhas.

As sidequests são curtas e diretas e não tem dungeons labirínticas que te faça ficar perdido pelo cenário. A dificuldade pode ser ajustada de acordo com o nível de desafio que se quer (no normal é bem fácil) e por ai vai. Desde Bravely Default que não vejo um game tão acessível em termos de flexibilizar as regras dele de acordo com as preferências e disponibilidade de seu usuário, coisa rara de se ver ainda hoje por incrível que pareça. Provavelmente RPGzeiros TRUE gostam de sofrimento, repetição e perda de tempo.

Lá pelo capítulo 7 Alyssa consegue uma nave espacial que permite levar todo o time a um dos 3 planetas possíveis e assim como em Mass Effect, a nave funciona como um Hub onde Alyssa pode conversar com os membros da party e a tripulação livremente e escolher no mapa espacial, o local onde quer ir. É nessas interações na nave que ela pode aceitar a maior parte das sidequests do jogo, algumas focadas em personagens específicos com direito a missões impagáveis como a recriação de Resident Evil 2 na missão do policial Finn, ou outras que servem para desbloquear itens e equips especiais.

"Im hope this is note Chris's blood" -Leia com a voz do Barry

Um dos sistema de batalha mais legais dos ultimos anos.

O visual é legal mas o verdadeiro brilho de Cosmic Star Heroine vem do seu sistema de batalha que remete a Chrono Trigger mas traz vários elementos únicos bem interessantes.

A começar, os personagens não tem a tradicional barra de MP. Os menus que o jogador tem são apenas Skills, Items e Progamas. Cada personagem pode equipar diversas skills que podem ser ataques, buffs ou magias diversas, começando com um numero limitado e aprendendo várias mais poderosas conforme sobre de nível. Os itens são compartilhados pelo grupo e tem uma quantidade limitada equipável por batalha. Eles são compartilhados e podem ser utilizados por qualquer personagem, com o detalhe que sópodem ser utilizados uma vez por batalha, exceto em casos do uso de magias que aumentam esse limite. isso exige bastante estratégia na hora de usar tais itens.

Ainda tem os programas que são ligados ao escudo equipado em cada personagem. Existe uma infinidade de escudos compráveis e encontrados pelos planetas do jogo e cada um trás um set de programas que funcionam como as skills podendo ser uma forma de expandir as possibilidades de determinado personagem, como dar ataques OP pra personagens focados em buff por exemplo. Assim como os itens os programas só podem ser usado s uma vez por batalha, a não ser que ative certas skills que removem essa limitação.

Diferente dos itens e programas, as skills só podem ser recarregadas se o personagem usar a skill de defesa que repõe todas as skills utilizadas. Lembra o comando Default de Bravely Default, você perde o turno defendendo mas ganha uma vantagem essencial pra continuar no combate.

Pra apimentar ainda mais esse elemento estratégico no combate, cada personagem tem uma barra chamada Hyper, que varia de tamanho dependendo do turno e equips utilizados. A cada turno ela enche um pedaço (ou bloco) e no turno em que se ativa o hyper mode o personagem fica brilhando em dourado e ganha um buff absurdo nos status e com chances muito maiores de ataque crítico e acerto de buffs/debuffs. Dai é bem importante gerenciar o uso das skills mais fortes pra conciliar o turno delas com o hyper mode aumentando em muito a eficiência dos ataques.

Mas calma, ainda não acabou! Ainda tem o desesperate attack. Quam jogou FF VI deve lembrar que aleatoriamente os personagens tinham uma super skill ativada quando seu hp chegava perto de 0 num turno. Esse “modo desespero” deu origem aos famosos Limit Breaks que fizeram a alegria da galere em FF VII e VIII.

Cosmic Star Heroine vai além e implementa uma mecânica um pouco diferente. Toda vez que o personagem toma um dano fatal ele entra no modo desespero e sobrevive por um turno com hp negativo correspondente ao excedente do dano que levou. Isso dá uma chance ao jogador de salvar esse personagem, caso tenha alguma skill de heal nesse turno, ou fazer um aum ultimo ataque de “honra”. Essa mecânica e providencial em batalhas mais difíceis e dá uma boa vantagem ao jogador, caso ele tenha previsto a perda daquele personagem. Fica tenso quando acontece e não tem como cura-lo, mas é divertido.

Pra fechar a cobertura sobre o sistema de batalha tem um esqueminha em que os inimigos vao ganhando estilo e aumento de stats automático quando mais turnos tiver a batalha, forçando o jogador a elimina-los o quanto antes já que se demora demais pode ficar impossível vencer. as batalhas normais não faz muita diferença, apesar dos inimigos comuns terem uma quantidade gigante de HP do meio do jogo pra frente, mas nos bosses, especialmente nos super bosses, deixar a batalha durar muito a deixa insana de dificil.

Não da pra deixar de mencionar a barra vertical a direita da tela que indica a ordem de turnos de cada um dos envolvidos no combate, de um modo que lembra bastante a “atb” de Grandia ou FF X.

Além da barra de Hyper deve-se prestar atenção também a porcentagem de estilo que fica abaixo da barra de HP de cada personagem, o estilo aumenta ou decresce a cada turno dependendo da skill utilizada. Existem algumas, geralmente ataques mais fracos, que aumentam o valor, outras, geralmente as de burst (ataquem bem mais fortes) sugam todo o valor acumulado. Quanto maior o estilo, mais dano e maior a possibilidade de crítico também.

Existem skills que aumentam bem mais rápido o valor e podem ser bem úteis pra criação de combos altamente poderosos.

Essas mecânicas junto ao fato do jogo assim como Chrono Trigger não ter combates aleatórios deixa as pelejas bastante interessantes e divertidas a ponto de você nunca querer evita-las.

Outra coisa boa pra quem detesta grind forçado e random battle atrapalhando o avano é que os inimigos na maioria dos cenários não tem respawn, uma vez que você os derrota os cenários ficam limpos.

Ah, mas eu sou “RPGzeiro”, adoro repetição e grind massante. Se eu quiser grindar até level 99, comofaz?

Sem problemas meu jovem, pra isso existe o modo VR, onde o spersonagens podem grindar recriando as batalhas de telas por onde já passaram. Basta entrar numa área que tinha inimigos e ativa-lo que pode repeti-la até enjoar.

Mas definitivamente é um recurso só pra quem gosta. jogando no modo normal (o jogo tem vários níveis de dificuldade) não é necessário repetir batalha alguma, apenas fazendo as lutas normais você já ganha XP e dinheiro mais que suficiente para avançar.

Como falei acima, um dos motivos de ter indicado o jogo na nossa lista de RPGS por turnos para iniciantes é que além de fácil de aprender, apesar de vários elementos, o jogo tem opção de escolha da dificuldade, indo do modo superfácil pra ignorar as lutas e só ver a história a um modo hardcore onde qualquer batalha é um INFRNO beirando ao impossível. Dando liberdade a todos os níveis de jogadores poderem apreciar a obra da Zeboyd. Os caras pensaram em tudo. Desde Bravely default eu não via tanta liberdade e flexibilidade com sistemas divertidos de jogar.

Os protagonistas dos jogos anteriores da Zeboyd te esperam pra um desafio.Vá preparado!

E as músicas, são boas?

Não meu caro(a), as músicas não são apenas boas, são ótimas! A trilha terceirizada a cargo da Hyperduck Soundworks é bem variada e competente, com temas que casam perfeitamente com a atmosfera futurista/cyberpunk, tendo doses de jazz e eletro beats, saindo do esquema de temas orquestrados que se vê tanto hoje em dia em jogos do gênero. É uma OST bem gostosa de ouvir tanto dentro como fora do jogo e é um dos elementos elogiados pela crítica. Fica juntinho de outras OSTs espetaculares da ultima década as como as de Bravely Default ou Undertale pra mim e é outro aspecto vitorioso do game.

A OST completa tem 51 faixas e pode ser adquirida em todos os sistemas de distribuição digital de músicas e no Steam como DLC

Concluindo

Com belos gráficos no estilo de Chrono Trigger, um dos melhores sistemas de batalhas que já vi num game e uma OST fenomenal, Cosmic Star Heroine se consagra como a masterpiece da Zeboyd até agora e tem seu lugar entre os grandes RPGS da década.

A campanha é curta, mesmo fazendo todas as sidequests (que incluem batalhas épicas com os heróis de Breath of Death VII e Cthulhu saves the world) dura umas 15 horas,deixando aquele agradável gosto de “quero mais” e a expectativa cpor uma sequêncai pra ver a Alyssa em uma nova missão nesse universo cheio de possibilidades que a Zeboyd criou.

Pra quem curte chievements de troféus é uma ótima pedida já que são todos bem tranquilos de conseguir.

Claro que não é um jogo perfeito. A narrativa é previsível, os personagens secundários não tem grandes motivações para a jornada e a arte apesar de competente pode desagradar quem ta acostumado com o refinamento dos jogos AAA, apesar de ser bem competente.

A Squaresoft alardeou que I am Setsuna seria o “sucessor espiritual de Chrono trigger” mas passou bem longe de entregar algo a altura do clássico. CSH não só conseguiu a façanha como supera os jogos que o inspiraram em alguns pontos. Se você é daqueles que torcem o nariz pra jogo indie ou julga pela capa, precisa rever esses conceitos. Faça um favor a sí mesmo, compre essa maravilha (é baratinho no PC) e venha concordar comigo que a Zeboyd fez um dos melhores JRPGs (ainda que americano) da ultima década!

9.5 9.5 10
Overall
10 Gameplay
8.0 Story
10 Music
9.0 Graphics
impossível não gostar se for fã de Chrono Trigger
Respeita o tempo do jogador
Consegue homenagear mecânicas clássicas sem deixar de inovar
Ótimas músicas
Ótima porta de entrada pros JRPGs (apesar de tecnicamente não ser um JRPG)
O desenvolvimento dos personagens secundários é meio raso
O enredo em si é simplório, apesar dos ótimos diálogos

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