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geber_mori Gabriel Mori

PC gamer. Geek, amante dos Games, Cinema e Ciências.


over 3 years ago 2016-01-10

Assassin's Creed Syndicate

Bom... antes de começar:

SPOILER ALERT! SPOILER ALERT! SPOILER ALERT!

Então... acabo de concluir o jogo (94% de sincronização total, pq não peguei uns colecionáveis na WWI que não tive paciência ainda) e como ainda está fresco em minha cabeça resolvi escrever isso logo.
Primeiro: eu não sou bom com palavras, nunca escrevi bem em redação ou críticas (por isso o título é Crítica Noob)... acho que a única coisa que escrevo bem são relatórios científicos.
Segundo: Hoje em dia todo mundo se ofende com tudo. Caso tenha alguma opinião aqui que não te agrade, não precisa comentar com agressividade. Se o jogo é ótimo ou uma bosta pra mim, não quer dizer que eu ache isso a verdade absoluta que deve ser acolhida por todos.
Terceiro: Não é uma crítica totalmente técnica. É mais uma resenha do que crítica, envolve muita opinião pessoal.
Bom. Iniciemos:

Jogabilidade: Cada vez melhor. A jogabilidade do Rogue e Unity já estavam bem mais estáveis e satisfatórias, o Syndicate segue na mesma linha. Não tem mais pulos chatos acidentais que fazem vc se atirar sem motivo de o topo de um prédio imenso. Vc tem muito mais segurança em correr nos topos dos telhados e fazer manobras arriscadas. Nos jogos mais antigos era muito chato e frustrante quando vc acidentalmente apertava uma tecla errada e acabava tendo que repetir um trecho irritante ou não conseguir perseguir um alvo por cair do telhado. Em compensação, essa segurança excessiva nas manobras te deixa com uma sensação do jogo ser fácil demais (como andar de bicicleta com rodinhas de suporte) e com mobilidade limitada em alguns aspectos.

Uma adição interessante ao jogo é o gancho com corda (estilo Batman), que facilita e agiliza acesso a algumas localizações. Entretanto, facilitar demais acesso aos topos dos edifícios é algo que tira o glamour dos assassinos de escalar locais inalcançáveis, além de acabar com a empolgação de vc mesmo fazer a varredura da área para encontrar os pontos de acesso.

O combate segue a mesma linha do Unity, mas ainda acho fácil demais bloquear e contra atacar. A proposta dos multikills foi é interessante, porém um pouco difícil de ser executada. A adição da bengala-espada e da soqueira foi interessante também, mas as armas se limitam às duas anteriores e Kukris (facas). Não vi nada de interessante na variedade de bônus dos trajes, armas, capas, cintos, etc. Nesse aspecto o Unity é superior ao Syndicate.

O sistema de árvore de Skills é legal, mas o ganho de pontos é muito simples e vc pode atingir níveis altos sem acompanhar os níveis das missões. No Unity vc só ganhava pontos fazendo missões da história principal, o que te deixava nivelado com o ritmo da história.

Resumindo: apesar do Unity ter sido tão bugado e morno, a sua jogabilidade é superior.

Gráficos: muito bom, principalmente as cenas fora da simulação com Shaun e Rebeca. Realmente o visual tem ficado cada vez melhor. Uma pena a história se passar na cinzenta e feiosa Londres, num período onde há mais carvão e fumaça do que locais verdes. Nesse ponto os jogos anteriores ganham do Syndicate também.

História:

1 – Principal:

O período escolhido foi bom para adicionar novas tecnologias, como o gancho com corda e a bomba voltaica, porém sinto que faltou explorar mais as armas e gadgets. Como mencionei acima, não é um período visualmente bonito. A história é morna e genérica: dois irmãos gêmeos (Evie e Jacob Frye) vivem em uma cidade do interior e tem suas ações limitadas por um mestre assassino chato, resolvem de uma hora pra outra ir tocar o terror nos templários em Londres. Simplesmente isso. Não tem profundidade, motivo...nada! Acho que foi a história mais “meh”de todos os jogos até agora. Entretanto... foi umas das mais badass! Os irmão realmente sabiam para que estavam indo pra lá e tinham objetivos mais sólidos... algo que se perdeu desde o AC 3. Uma pequena recapitulação:

AC1 – Altair busca recuperar sua honra e patamar de assassino, assim como remover o acobertamento da verdade que existe por trás do pano.

AC2 – A melhor história! O trilhar de Ezio no caminho de se tornar um assassino e de vingar os irmãos e pai mortos.

Brotherhood – Ezio de novo, mostrando como se tornar um mestre assassino fodão e botar ordem nas coisas.


Revelations – Começa a ficar meh, mas ainda é legal ver Ezio tentando entender o link entre ele, o passado (Altair) e o futuro (Desmond).

AC3 – Connor... que até hoje não entendi direito que porra é que ele queria. A história até tem motivação boa, mas se perde com um protagonista mal desenvolvido, ingênuo e mimado.

AC4 – Pirate’s Creed ou Assassin with no Creed?

Rogue – Shay é um imbecil que não consegue compreender um simples erro cometido e se torna um templário.

Unity – Já foi mais interessante por mostrar os podres da ordem dos assassinos e de ter um protagonista menos ingênuo e submisso, que pensa mais e procura agir em nome da razão. Ainda assim foi uma história que se desenvolveu de forma morna e cheia de pontas soltas.

Ai agora temos Jacob, um assassino impulsivo, feroz, badass e meio burro/ingênuo. Age com precisão, mas causa um monte de bagunça que sobra para a irmã consertar. Consegue motivar e liderar bem a gangue deles (os Rooks). Acho que a descrição de Jacob é a mesma de um leonino: egoísta, egocêntrico, vaidoso, feroz, fiel e líder. A motivação de ir a Londres é boba, mas ele chega lá fazendo o que tem de fazer bem feito. Apesar de ser um bruto ingênuo, consegue ser muito mais carismático do que Edward, Shay e Arno.

Evie é quem rouba a cena... e me deixou muito chateado ver que o foco da trama e principais assassinatos foram de Jacob. Sensata, tão feroz e mortal quanto o irmão, focaliza as energias para buscar uma nova peça do éden e limpar a bagunça do irmão. Pra mim, é a única protagonista que conseguiu chegar perto do carisma de Ezio. Eu sinceramente preferiria que o jogo tratasse de Jacob como um NPC e vc só jogasse com Evie. As missões principais se dividem em missões de Jacob e Evie em paralelo, e somente na última é que temos uma missão realmente simultânea. Que desperdício! A trama é tão mal desenvolvida e apressada, missões curtas com desafios simples demais. Pelos trailers dos jogos pensei que eles fossem irmãos bem parceiros que conseguissem trabalhar juntos, mas o jogo só mostra exatamente o oposto: os dois não se dão bem juntos, executam missões paralelas se alfinetando o tempo todo. Jacob acha a busca de Evie pelas peças do éden uma perda de tempo e Evie acha que Jacob só faz bagunça para ela limpar. Entretanto, os dois conseguem fazer um trabalho bem mais concreto e interessante do que os imbecis do Connor, Edward e Arno. O fim do jogo é sensacional e consegue fazer um link bem fechadinho com a história no presente. Um destaque legal é o Bug que Juno provoca no Helix e vc pode jogar com a neta de Jacob (Lydia Frye) no período da primeira guerra mundial. Ah sim! Já ia me esquecendo. Durante a história usam de novo o clichê de interagir com uma figura científica meio excêntrica da época (nesse caso foi Alexander Graham Bell), mas acaba sendo uma cópia forçada da interação de Ezio com Leonardo da Vinci.

2 – Associados: Missões repetitivas de conquista de território, corridas de carruagem, roubo de cargas e clubes de luta. Pra ser sincero, só são legais no início...depois de um tempo é muito repetitivo. E corrida de carruagem? Sério Ubisoft? Eu acho que a proposta do jogo é ser sorrateiro e realizar assassinatos, ser um badass e lutar. Essas corridas foram a pior parte do jogo pra mim.

3 - Histórias de Londres: Essa parte já é mais legal. Vc ajuda figuras históricas como Karl Marx, Charles Dickens, Charles Darwin e até a Rainha Victória (depois de completar a história principal). Seria mais interessante terem focalizado aqui do que nas memórias dos associados.

4 – Miscelânia: Coletar mil baús, coletar mil helix glitches, mil viewpoints, mil cartas....zzzzzzz.... O pior é que alguns desses nem aparecem no mapa e vc tem q comprar a localização com créditos Helix. Vc pode ganhar esses créditos completando missões ou comprando com grana mesmo. Eu acho uma perda de tempo. Só serve pra vc platinar o jogo.

5 – História fora da simulação: Acompanhamos novamente as instruções de Bishop para prosseguir na simulação de Jacob e Evie para encontrar uma peça do Éden. Vemos também Shaun e Rebeca em ação, assim como uma nova assassina russa! Violeta da Costa e Otso Berg aparecem novamente como antagonistas. O fim do jogo é bem sinistro e mostra como Juno esta mexendo os pauzinhos dela para controlar todo mundo. Gostei muito desse aspecto da história.

Trilha Sonora:

Perfeita! Muitos violinos, cellos e piano! Tem a opção de baixar a trilha sonora no Uplay. Sinceramente... MUITO FODA. Acho que foi a melhor de todas!

Resumindo:

Mecânicas do jogo estão superiores, mas precisam adicionar mais elementos de dificuldade.

Protagonistas estão um pouco mais bem trabalhados, porém falta criatividade para incrementar história, armas e gadgets.

Missões estão sem sal. Precisam decidir se o jogo é ação ou stealth ou conseguir combinar os dois de forma mais harmônica. Há jogos que fazem isso muito bem, como Hitman e Deus Ex – Human Revolution. Pelo amor de Deus Ubisoft... as side quests estão MUITO repetitivas. Muda isso, e TIRE CORRIDAS POR FAVOR!!!!!!

Música e gráficos: muito bem. Continuem nesse ritmo. RS

8.5 8.5 10
Overall
8.0 Gameplay
6.0 Story
10 Music
9.0 Graphics

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