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manoelnsn Manoel Nogueira

Só um cara que curte rpgs...


over 1 year ago 2018-02-12

The Legend of Zelda: Breath of the Wild

The Legend of Zelda é uma das franquias mais famosas da Nintendo, que vem maravilhando os jogadores desde o final da década de 80. Nele controlamos um cara de gorro verde empunhando uma espada chamado Link, que precisa recuperar a triforce e salvar a Princesa que dá nome ao jogo das garras de um javali antropomórfico chamado Ganon. À primeira vista isso pode parecer estúpido e até um tanto simples, mas basta jogar alguns minutos e se sentir completamente imerso naquela aventura, onde se pode descobrir passagens secretas e derrotar inimigos impiedosos, atiçando o seu senso de aventura e exploração.

Essas duas vertentes sempre foram a principal característica da franquia e com o passar dos jogos cada um foi adaptando esses dois aspectos à sua maneira. Contudo, com o advento dos jogos cinemáticos mais focados em plot a exploração acabou ficando de lado em prol de uma trama linear que passou a dar um contexto cada vez maior para o que você, jogador, está fazendo.

Foi com Ocarina of Time que isso passou a ficar cada vez mais recorrente. É muito bom quando o jogo possui uma história para ajudar na imersão, porém é inevitável que, para se focar em um enredo mais trabalhado, a liberdade do jogador de se fazer o que quer e como quer precisará ser limitada. Seja com portões te impedindo de ir em determinado lugar(até que a trama te dê um motivo para tal), com muretas de meio metro que não podem ser puladas ou a falta de algum gadget específico. Contudo isso não interferiu no sucesso da franquia, já que todos os seus jogos foram muito bem recebidos desde então(fazendo até mesmo a Nintendo inventar uma timeline nonsense para interligá-los), mas ela passou a se distanciar do que realmente representava no seu início...

Nesse cenário surge Breath the Wild, com a proposta de voltar às origens da franquia, dando total liberdade ao jogador de fazer o que quer e como quer. Todo, repetindo, todo cenário da imagem acima é perfeitamente explorável, desde as montanhas mais longínquas até as planícies mais próximas. É impressionante a exploração que esse jogo pode oferecer, mas antes de entrar em maiores detalhes, vejamos como ficou a história do jogo em meio a toda essa liberdade recém adquirida.

Link acorda de um sono induzido a 100 anos atrás, em meio a uma Hyrule pós apocalíptica, repleta de monstros e máquinas atiradoras de laser, com os sobreviventes morando em locais bem distantes de Hyrule castle, onde o causador de tudo aquilo, Calamity Ganon, está tendo seus poderes suprimidos pela princesa Zelda. Então resta ao herói despertar as 4 Divine beasts que estão sobre o controle de Ganon, partir para o castelo e destruir o vilão, salvando a princesa e consequentemente o mundo.

Só isso? Sim, essa é a história principal  do jogo. A ponto de não interferir na exploração do jogador, a Nintendo fez uma trama bem simples, sendo que até alguns aspectos desta podem ser executados ou não, como acordar as 4 Divine beasts. Mais precisamente, logo no começo(após conseguir um planador do espírito do pai da Zelda) já é possível ir até o Ganon e derrotá-lo, coisa que não era possível nem no primeiro Zelda de NES!

Contudo, mesmo que facultativa na maior parte do tempo, é bem satisfatório saber mais detalhes da trama de Breath the Wild e descobrir o porquê de Hyrule estar toda destruída assim. Ganon, como sempre, é um mal que volta e meia retorna ao reino pra detonar geral, e para se preparar para seu eventual retorno, além de Zelda e Link, é preparado um exército de Guardians(uma espécie de Beamos que podem andar ou até voar) e são escolhidos 4 campeões das diferentes raças de Hyrule para pilotarem as Divine beasts, máquinas gigantescas de imenso poder. 

Daruk é um Goron poderoso e que possui uma grande amizade com Link. Apesar de sua extrema força, tem medo de... Cachorros, hauhua

Revali é um Rito(uma classe de homens pássaro que surgiu em Wind Waker) bem confiante e orgulhoso de suas habilidades, e que vive implicando o Link(afinal o responsável por dar o golpe final em Ganon será o hillian e não ele).

Urbosa é a campeã dos Gerudos(ou melhor, das Gerudos, já que só tem mulher nesse povo), pode controlar raios e tem uma enorme afeição pela Zelda, já que era amiga da sua mãe.

E por último Mipha, a campeã dos Zoras, que é apaixonada por Link, desde que eram amigos de infância. Apesar de ser até um tanto estereotipada(amiga de infância healler de namorico com o herói), Mipha é uma versão melhorada da Ruto de Ocarina of Time, já que é bem mais útil do que ela.

É bem interessante ver a interação de Link com esses 4 personagens(através da DLC é possível ler o diário de cada um e ver o que pensam de Link e sua mudez, é até hilário), contudo a personagem que massacra todo e qualquer personagem desse game no quesito de plot e character development é sem dúvidas a própria Zelda.

Ao contrário dos jogos anteriores, a princesa aqui se interessa mais por tecnologia antiga(as Divine beasts e os Guardians) do que magia, a deusa Hylia e seu papel na lenda, e com isso seus poderes se recusam a despertar, fazendo com que a mesma se torne insegura e temerosa de suas próprias ações e seu lugar no mundo.

Pra piorar a situação, Calamity Ganon ressurge sem que seus poderes tenham despertado ainda, e como resultado ele controla todo o exército de guardians e as Divine beasts, matando inclusive os 4 champions que as pilotavam.

Link e Zelda tentam fugir, mas o espadachim fica gravemente ferido e quase morre. Nesse momento Zelda desperta seus poderes e então pede pra cientista Purah deixar Link em coma induzido até que ele esteja recuperado para poder salvar o reino e parte para onde Ganon está, selando-o junto de si. 

Daí se o jogador despertar as 4 Divine beasts e recuperar todas as memórias de Link(que são locais espalhados pelo mapa), Link consegue libertar Zelda e esta destrói a Calamidade de vez, deixando Hyrule a salvo. E ambos partem reino afora para assim um dia retorná-lo à antiga glória de outrora.

A trama, apesar de simples e até um tanto manjada pra franquia, cumpre muito bem o seu papel de dar um contexto para a aventura, sem sacrificar liberdade de gameplay pra tal. E o development que dão pra Zelda é espetacular, mesmo que ela acabe ganhando o destaque do resto do elenco durante todo o tempo, hehehe.

Quanto ao gameplay, o jogo é inteiramente focado em exploração. Esse mapa acima é o de Hyrule, são diversas áreas dos mais diferentes tipos para serem exploradas e nelas se pode escalar montanhas, caçar, nadar, domar animais, entre várias outras coisas, como procurar por estrelas cadentes!

Além dos hearts, que são o HP do personagem, também existe a barra de Stamina, que simboliza o fôlego de Link. Com ela ele pode escalar paredes, nadar, correr, empurrar objetos pesados, várias coisas que antes só eram conseguidas com a ajuda de gadgets(como hookshoot, power gloves e afins) na franquia. Também é possível planar através do paraglider, fazendo o hillian ter uma descida bem vagarosa até o chão e perfeita para alcançar locais escondidos.

Também existem as runes, que cobrem o resto das funcionalidades que os gadgets faziam. As Remote bombs são bombas com controle remoto(que não correm o risco de explodir na sua cara como antigamente, além de possuírem duas variações de formato que podem ser úteis dependendo da ocasião), a Magnesis te permite mover qualquer objeto metálico, a Stasis paraliza objetos(e inimigos), que podem ser golpeados e lançados longe enquanto isso e o Cryonis, que faz blocos de gelo na água. Também tem a Camera(pra tirar fotos), a funcionalidade de Amiibo(que adicionam coisas no game, até mesmo a ajuda do Wolf Link de Twilight princess) e a Master Cicle Zero(uma motocicleta, só adquirida com a DLC).

O overworld é separado por áreas e para conseguir o mapa de determinada região é necessário ativar a respectiva torre daquele lugar. Elas são estruturas altas e bem visíveis do chão(como aquela no fundo da imagem acima) e quando ativadas, ficam de uma cor azulada, não te confundindo na hora de procurar por novas.

Contudo nem sempre a subida será agradável, pois podem ter espinhos, guardians e afins te atrapalhando!

Além das torres, outra coisa encontrada em massa no overworld: Shrines. Eles são uma versão simplificada das dungeons da franquia e existem num total de 120(mais 16 adicionados com a DLC). Não é obrigatório completar todos eles(exceto os 4 primeiros), porém a cada um deles completado o jogador adquire 1 spirit orb e 4 deles poderão ser trocados por 1 heart container ou um boost na barra de stamina.

Dentro de cada um existem puzzles diferentes, que podem ser resolvidos de mais de uma maneira. Alguns usam até o acelerômetro do controles, te fazendo girá-los até conseguir resolver o quebra cabeça. Também existem os Shrines que consistem de batalhas com guardians(em diferentes níveis de dificuldade) e outros que só te dão o spirit orb de uma vez. 

Mas estes não costumam dar o prêmio de graça, já que normalmente o local pra chegar até eles é de bem difícil acesso ou é necessário fazer alguma sidequest pra liberar o respectivo Shrine. Dos 120, em torno de 40 só são encontrados dessa maneira.

Existem 3 tipos de quests do jogo. As main quests(relacionadas à história principal, não necessariamente obrigatórias pra se zerar o jogo), as shrine quests(pra se conseguir algum shrine) e as side quests, que podem te dar itens, dinheiro, equipamentos... São inúmeras coisas a serem feita nesse sentido no game.

Infelizmente as dungeons clássicas ficaram escassas nesse game. As 4 Divine beasts são as únicas nesse formato(e podem até mesmo se mover e mudar alguma coisa do cenário), além do Hyrule Castle. Teria sido bem interessante ver mais dungeons no estilo dos primeiros Zelda nesse game...

Como o mapa é bem vasto, existem vários tipos de montaria disponíveis para o jogador. Link pode montar em cervos, ursos, animais mitológicos, pegar carona com focas do deserto, mas a mais prática e fácil de conseguir são mesmo os cavalos. Para conseguir um é necessário domá-lo(e para isso stamina é requerido), mas ao contrário de outras montarias, esse não some quando você desmonta e ele ainda pode ser registrado em qualquer um dos estábulos espalhados pelo mapa. Com eles é possível até mesmo atropelar os inimigos!

E como cavalos podem morrer e nem sempre estão disponíveis, existe uma moto que Link pode pilotar, é indestrutível, e pode ser invocada em praticamente qualquer lugar(e tem um farol pra locais escuros), contudo ela só está disponível através da DLC.

Além de shrines também é possível encontrar Koroks escondidos pelo mapa e cada um deles te entrega uma Korok Seed, que juntas podem ser trocadas por slots extras no seu inventário(que originalmente é bem limitado). Existe um total de 900 koroks escondidos por Hyrule, e obviamente não são necessários todos eles pra se conseguir um número de slots aceitável...

Mudanças climáticas podem ocorrer a todo tempo no jogo. Pode chover de uma hora pra outra(te atrapalhando a escalar), ter tempestade de raios(te obrigando a desequipar tudo que for metálico caso não queira levar uma descarga elétrica na cabeça), nevar(em montanhas altas), ter tempestades de areia(nod eserto)... A temperatura também muda, podendo ir desde um calor escaldante até um frio terrível, fazendo o Link perder corações caso não tenha uma proteção adequada. Os ciclos de dia e noite também estão presentes, afetando o aparecimento de alguns monstros(como as variantes esqueléticas dos que você normalmente enfrenta) e comportamento de certos NPCs.

Com os espólios da caçada, Link pode cozinhar(desde que tenha uma panela e fogo) e preparar vários pratos diferentes pra recuperar HP, stamina ou conseguir diferentes boosts de ataque, defesa e afins. Com parte de monstros é possível preparar elixirs, , que fazem praticamente a mesma função. Pena que não existe nenhum livro de culinária para que as receitas destes sejam memorizadas.

Link pode usar um grande número de armas diferentes, desde espadas curtas até martelos ou machados, dando uma boa variedade pro combate em si. Mas todas essas armas quebram com certa facilidade, obrigando o jogador a ter algumas de reserva para possíveis(e prováveis emergências). Mesmo a Master Sword(a espada lendária capaz de destruir o mal) é facilmente quebrada, exigindo 10 minutos de espera(em tempo real) para recuperar sua força.

Infelizmente não existe uma única opção para fortalecê-las e impedir que quebrem com facilidade(exceto o EX trial da Master Sword, uma DLC  que ao ser completada faz com que a espada demore bem mais pra quebrar). Claro que existem vários inimigos que ao serem derrotados dropam seus equipamentos, contudo isso aumenta o farm do jogo e é até um tanto incômodo, especialmente no começo, onde só existem armas terríveis para serem adquiridas.

As great fairy fountains(de onde saiam aquelas coisas horrendas em Ocarina of Time) também voltaram, e desta vez elas podem tunar as suas roupas, aumentando assim a sua defesa contra ataques inimigos(obviamente que não fazem isso de graça e exigem determinados itens para que a melhoria seja feita). Outro detalhe é que cada armadura muda a aparência do Link, fazendo com que ele possa ficar diferente pra cada jogador e agradando os ávidos por customização.

Um dos problemas desse tipo de customização é que nem sempre a melhor combinação pra você será a coisa mais esteticamente agradável do mundo...

E falando em inimigos, chegamos àquele que é o calcanhar de Aquiles de BOTW: a pífia variedade deles. Apesar de existirem várias bases inimigas espalhados pelo mapa(onde podem surgir vários pra te atacar ao mesmo tempo) e estes possuírem armas diferentes no seu arsenal(tal como você possui), não muda o fato que durante todo o jogo sempre haverão 3 tipos de inimigos extremamente recorrentes: Bokoblins, Moblins e Lizalfos, das mais diversas cores, diferentes quantidades de HP e ataque, e equipamentos. Também temos Keeses, Octocroks e mesmo os Guardians, porém em um mundo tão vasto e com os mais diversos tipos de ambientes, por que não ter mais inimigos ambientados para cada tipo de terreno? Gibdos seriam perfeitos no deserto, Ropes nas florestas, Darknuts e Iron Knuckles perto do castelo, Wallmasters nos shrines... Não dá pra saber se tudo foi proposital ou se se focaram tanto na exploração que se esqueceram dos combates em si.

Apesar disso, o combate ainda tem algumas coisas interessantes. Ainda é possível se focar num inimigo só(como era com o Z Target em OOT), porém também se pode utilizar dos diferentes tipos de armas para conseguir resultados mais efetivos(desde que se tome cuidado para que estas não quebrem no meio do combate). Também é possível desviar dos ataques inimigos e se isso for feito com maestria será possível desferir um flurry rush, um combo de vários hits consecutivos no oponente. É uma habilidade poderosa, mas exige um certo timing do jogador pra ser acionada.

Outro ponto que vale mencionar é que as armas podem possuir vários tipos de dano elemental diferente, cada um com um efeito específico. Fogo pode queimar armas de madeira do inimigo, gelo congela eles e eletricidade os paralisa e os faz dropar suas armas. Também tem o fato de que acertar um inimigo com um elemental oposto ao seu irá matá-lo na hora(como acertar um inimigo de gelo com um golpe de fogo), entre outras coisas.

Também existe uma enorme variedade de flechas. Flechas comuns, flechas de fogo, elétricas, gelo, flechas bomba e até flechas guardiãs, perfeitas contra inimigos do mesmo nome(além de matarem com OHKO qualquer inimigo não-boss que encontrarem). Ao usar o paraglider, se o jogador usar o arco e flecha a ação ficará em slowmotion(no estilo do Flurry rush) e com isso os alvos poderão ser acertados à vontade(só que nesse meio tempo sua stamina irá drenando aos poucos).

Também existem as skills dos Champions, que são liberadas após passar sua respectiva Divine beast. Mipha's Grace te revive com full hp e alguns corações extras caso você morra, Urbosa's Fury causa uma descarga elétrica na área próxima ao Link, que acerta todos os inimigos, Daruk's Protection defende Link contra qualquer ataque e Revali's Gale é extremamente útil para explorar, já que invoca uma rajada de vento abaixo do jogador, permitindo que seja elevado a uma boa altura. Após serem usadas ao máximo, elas exigem certo período de tempo pra recarregar(tal como a Master Sword), e caso o jogador tenha passado a DLC Champion's Ballad, esse tempo de espera será diminuído bastante.

Contudo, tal como acontece em todo jogo com um arsenal extremamente vasto, a dificuldade é inversamente proporcional. Claro que no começo o jogo é cruel, já que tudo te causa OHKO e a tela de game over se torna bem familiar ao jogador(tal como era em Zelda 2). Porém quando equipamentos melhores, uma maior variedade de ingredientes e as skills dos Champions se tornam disponíveis o jogo fica very easy em todos os sentidos. O Ganon(e suas contrapartes, que são enfrentadas em cada Divine Beast) representa bem isso, já que é um verdadeiro saco de pancadas em sua primeira forma, enquanto na segunda... É só um porco gigantesco que solta raios aleatoriamente...

Claro que o porcão não costuma ser o maior desafio nos jogos em que aparece(isso desde o Zelda 1) e talvez ele seja ridículo assim para compensar o fato que em qualquer momento tu pode ir pro Hyrule Castle enfrentá-lo(tendo poucos corações e equipamentos ou não), porém essa batalha contra ele poderia ter sido mais inventiva e exigir mais do jogador além da habilidade de chegar até ele(já que o castelo onde ele se encontra é cheio de Guardians querendo te matar). E não é só com o Ganon, nenhum inimigo do game(mesmo os subbosses como Hynox e Molduga) realmente exige tudo que o jogador pode oferecer. Os Lynels até que dão algum trabalho pra morrer(até mais que os bosses), mas morrem com one hit de Ancient Arrow, então...

Também existe a Blood Moon, uma noite onde a lua cheia fica vermelha e com isso ressuscita todos os inimigos que você matou, o que pode ser um problema no começo do jogo(especialmente se tiver acabado de matar vários inimigos), mas no mid/late game não dá muita diferença.

Os únicos reais momentos onde a habilidade do jogador é unicamente necessária são àqueles onde seus equipamentos e recursos são limitados a nada, como em Eventide Island e o Ex Trial da Master Sword(novamente na DLC). Neles o jogador precisará enfrentar inimigos e desafios apenas com o que estiver a disposição, sendo infelizmente o único desafio do jogo.

Ah sim, no final da DLC Champion's Ballad(onde se conseguem novas memórias dos Champions e a motocicleta) se pode enfrentar um daqueles monks no final dos shrines e esse cara sim, é um desafio interessante, já que pode se multiplicar e ficar gigante, te atacando de todos os lados, isso em cima de uma plataforma voadora. Claro que não chega a exigir TUDO que você pode conseguir no jogo, mas é uma luta bem divertida, quem dera derrotar o Ganon fosse assim...

Os gráficos do jogo dispensam comentários. O cell shadding ficou espetacular, tal como os detalhes dos cenários e tudo o mais. Existem alguns pequenos slow downs em algumas áreas muito detalhadas, mas nada preocupante ou incômodo. A trilha sonora carece de alguns hits clássicos(como o tema clássico do overworld da franquia), mas a qualidade das músicas escolhidas (além de todas serem orquestradas) compensa isso e muito.

Concluindo...

Breath of The Wild tem sim seus problemas, mas em nenhum momento eles obscurecem a fama merecida que o jogo possui. Após o sucesso de Ocarina of Time no Nintendo 64 todos os jogos da franquia passaram a seguir sua fórmula, de um jeito ou de outro(A Link between Worlds é possivelmente o menos parecido, porém a batalha final brincando de ping pong com uma esfera de energia surgiu sabe-se muito bem onde), e isso acabou por deixando a franquia cada vez mais linear e se distanciando das suas raízes. Este jogo justamente QUEBRA esse ciclo, trazendo uma nova fórmula de sucesso pra série, com um mundo aberto sensacional que dá porrada em muita franquia famosa por aí devido ao seu grau de liberdade para o jogador. 

Explorar um mundo vasto, tendo apenas seu senso de aventura e sede por exploração à disposição é o verdadeiro cerne de Breath the Wild, tornando-o merecidamente como um dos melhores jogos da franquia e um exemplo que DEVE se seguido por seus sucessores vindouros para que assim, quem sabe no futuro, tenhamos o Legend of Zelda supremo.

7.5 7.5 10
Overall
8.0 Gameplay
7.0 Story
8.0 Music
10 Graphics
Mundo aberto extremamente vasto e explorável
Grande variedade de estratégias de combate disponíveis
Bom character development da Zelda
Gráficos estonteantes
Variedade de inimigos medíocre
Armas quebram relativamente fácil(ESPECIALMENTE a Master Sword)
Dificuldade proporcional aos recursos que você possui

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