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darlanfagundes Darlã Fagundes

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8 months ago 2019-04-06

Zelda II: The Adventure of Link

A série Zelda é a maior e mais prolixa série de RPG's da Nintendo no Ocidente. Isso se deve ao fato de que o primeiro jogo era um Action RPG, sendo mais adequado aos jogadores na América que sempre tiveram uma mentalidade de mais atividade nos games,pois não se aptavam bem com sistemas de turnos. Logo após o grande sucesso do primeiro game, é claro que a Nintendo faria uma nova aventura em Hyrule. Provavelmente todos estavam extremamente ansiosos de ver o Link em ação de novo,mas que decepção...

História
Vários anos após os eventos de The Legend of Zelda, Link, agora com 16 anos, nota uma marca estranha nas costas da mão esquerda. Ele procura Impa, que o leva para o Castelo do Norte, onde uma porta foi magicamente selada por gerações. Impa coloca a parte de trás da mão esquerda de Link na porta, e ela se abre, revelando uma donzela adormecida. Impa diz a Link que a donzela é Zelda (não a Zelda do primeiro jogo), a princesa de Hyrule de muito tempo atrás, e a origem da "Legend of Zelda". O irmão de Zelda tentou forçá-la a contar os segredos de seu pai recentemente falecido sobre a Triforce. A Princesa Zelda se recusou a revelar sua localização, e o príncipe amigo do bruxo, com raiva, tentou derrubá-la com um feitiço. Zelda caiu sob um feitiço de sono poderoso, mas o bruxo não conseguiu controlar a magia arqueada e foi morto por ela. O príncipe, cheio de remorso e incapaz de reverter o feitiço, mandou colocar sua irmã na torre do castelo, esperando que um dia ela fosse acordada. Ele decretou que princesas nascidas da família real daquele ponto em diante seriam chamadas Zelda, em lembrança dessa tragédia. Impa diz que a marca na mão de Link significa que ele é o herói escolhido para despertar Zelda. Ela dá a Link um baú contendo seis cristais e escritos antigos que somente um grande futuro rei de Hyrule pode ler. Link descobre que ele pode ler o documento, mesmo que ele nunca tenha visto a linguagem antes;descobre que os cristais devem ser colocados em estátuas dentro de seis palácios espalhados por toda Hyrule. Isso abrirá o caminho para o Grande Palácio, que contém a Triforce of Courage. Apenas o poder das Triforces combinadas pode despertar Zelda. Tomando os cristais, Link se propõe restaurá-los aos seus palácios. Enquanto isso, os seguidores de Ganon procuram matar Link, pois seu sangue trará Ganon de volta à vida. Então é dado a você, jogador, a missão de mais uma vez salvar Hyrule e a nova(antiga?) Princesa Zelda.

Jogabilidade e detalhes
Como quase sempre acontece, a continuação ficou anos-luz do original. Afinal, aquele ditado básico que diz que "em time que está ganhando não se mexe" foi totalmente esquecido. Aquela visão isométrica da aventura era tão boa, e o inventário era tão útil... Por que tirar Nintendo? Pois foi isso que fizeram aqui: Link se move da forma tradicional apenas ao viajar de uma cidade para outra, quando está numa cidade ou lutando contra algum monstro ele se move no estilo side scrolling(!), e é capaz de pular(!!) e de se agachar(!!!), e ainda sobe de nível(!!!!), no melhor estilo Final Fantasy. Eu não conheci esse jogo no console original, só tendo contato com ele recentemente. Ao jogar, a impressão que tive é de que quiseram dar a Link uma movimentação parecida com a de Mario, porém quem tinha jogado o primeiro jogo acabava ficando com cara de "o que eu estou fazendo aqui?". 
Não quero com isso parecer que estou fazendo uma crítica baseada somente em minha experiência atual e levando em consideração os outros melhores jogos da série que joguei, não é o caso porque eu também só conheci o primeiro jogo nos emuladores. Embora eu tenha tido acesso a fita dourada no passado nunca o tinha jogado a sério até recentemente. E considero o primeiro jogo melhor até mesmo do que o de SNES!
Não bastando essas desnecessárias e esquisitas mudanças, ainda borraram nos gráficos e na trilha sonora. Aquela música-tema majestosa do primeiro jogo sumiu, substituída por um tema chato e repetitivo. E o Link, coitado, tá feio pra caramba! Tá certo que o elfo orelhudo nunca foi um exemplo de beleza, mas seu "visual plataforma" ficou um lixo. Os monstros e NPCs (personagens controlados pela CPU, que por sinal são uma nulidade completa) não ficam atrás, e nem quando o jogo fica parecido com o anterior (durante o deslocamento entre as cidades) a coisa melhora.
O jogo foi motivo de protesto de todos os fãs da série, e é considerado por muitos o pior de todos os Zeldas(e eu concordo plenamente com eles) o que lhe rendeu a alcunha de 'ovelha negra' da série. Por sorte, a Nintendo percebeu os erros e no jogo seguinte, A Link to the Past (SNES), o jogo voltou ao antigo estilo. A 'Ovelha Negra' da franquia tornou-se apenas uma curiosidade, que os fãs jogam apenas para conhecer ou para lutar com o Dark Link. 

Conclusão
Na época que veio a luz esse segundo jogo não estava sozinho no quesito 'mexer no time que está ganhando'. É dito o mesmo do segundo jogo de Castlevania e do segundo jogo de Super Mario Bros.(no Ocidente), então eu acredito que isso deve ter acontecido devido à pressa e cobranças no desenvolvimento dos jogos. Agradeço a Nintendo não ter matado o Link de vez depois dessa segunda tentativa frustrada, pois como já disse, o próximo jogo é uma lenda! Tenha mente aberta ao jogar esse game e você terá alguns momentos de diversão. 

7.0 7.0 10
Overall
7.5 Gameplay
8.5 Story
7.5 Music
7.0 Graphics
O jogo é longo e tem 3 quests como no primeiro.
Mata a curiosidade de ver o Link 2D. rsrsrs
A História tem um plot interessante.
Os gráficos são muito fracos, podia ser melhor polido.
O apelido Ovelha Negra infelizmente é justo.
Não aceito a retirada da visão isométrica até hoje. rsrsrsrs

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