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thecriticgames Matheus Pontes

O Bruce Wayne do Alvanista. "BY THE PEOPLE FOR THE PEOPLE"


over 4 years ago 2015-06-03

Mega Man II

Após o tremendo sucesso de Wily Revenge, o primeiro Mega Man de Game Boy, que utilizava elementos de Mega Man 1 e 2 adicionando um novo inimigo era certo o lançamento de uma continuação. Produzido pela quase desconhecida Biox que nunca havia trabalhado em um Mega Man na vida e licenciado pela Capcom, o jogo é alvo de criticas de jogadores e criticos tanto na época quanto hoje, a começar pela sua trama.

A trama é uma das maiores incógnitas de toda a saga. o game ocorre aparentemente entre os Mega Mans 3 e 4, logo após sua ultima derrota Wily realiza um novo plano que consistia em roubar uma maquina do tempo conhecida como Time Skimmer no instituto Chronos com a intenção de voltar ao passado e derrotar Mega Man ainda em sua época como robô caseiro, porem, um bug na maquina do tempo faz com que ela só possa viajar para o futuro e retornar ao presente.

Os episódios de game boy tiveram todos produção terceirizada pela quase desconhecida, porem, competente Minakuchi Engineering, exceto MM II que saiu pela Biox.

Com uma alteração de seu plano Wily decide viajar 37.426 no futuro (o porque desse numero astronomico eu desconheço). Para a surpresa de Wily ele havia se redimido no futuro (inexplicavelmente ele estava vivo!) e Mega Man havia sido novamente convertido para sua forma de robo caseiro, Wily convence sua versão do futuro a capturar o agora indefeso Mega Man e o modifica transformando-o em Quint e o trazendo ao presente para enfrentar o Mega Man de sua linha do tempo.

Quint é um Mega Man do futuro alterado por Wily, é um personagem curioso, estranho e que ocupa a vaga de Mega Man Killer do game (embora não seja um), e que gera discussões de fãs se ele deve fazer ou não parte do canon da saga.

Não basta as inconsistências futuras (que são gritantes, mas até aceitáveis já que provavelmente Mega Man X nem estava nos planos na época) uma série de duvidas e inconsistências ilógicas que desafiam o bom senso penduram por parte dessa trama (pessoalmente acho que haveria formas melhores de Wily usar essa maquina do tempo mesmo para fins maléficos mas enfim).

O gameplay segue da forma como conhecemos, melhorias ocorreram como o acréscimo do Slide, Rush e dos tanks de energia, alem que dessa vez todos os 8 chefes possuem estágios (em Wily Revenge voce enfrentava 4 chefes inciais e os demais 4 em telestransportes na fortaleza de Wily, deixando o game extremamente curto). Um problema gritante se manteve que foi o espaço nanico para se enfrentar os chefes, algo que seria resolvido no game seguinte.

Muito do design do game foi criticado, inclusive a Wily Machine do game considerada uma das mais diferentes da saga.

Uma das maiores criticas por parte de MM II e que também concordo são os designs dos estágios, é difícil explicar, mas eles aparentam terem sido feitos de qualquer jeito, ou feitos por quem não sabia fazer estágios (que foi o caso do game), sem contar algumas texturas deveras estranhas mesmo o game sendo em preto e branco.

A trilha sonora é um caso que me chamou muito a atenção, ela é bem diferente do que ja ouvi nos demais jogos de Mega Man, muito diferente mesmo, embora não sejam ruins, algumas delas na verdade entraram para minha lista de favoritas da saga Mega Man. Se tem duvidas vou deixar aqui amostras de dois temas do game:

https://www.youtube.com/watch?v=2QhHBvBgzUw (titulo)

https://www.youtube.com/watch?v=CI28KvVPqdY (seleção de chefes)

Mega Man II tem seus defeitos, mas ainda é divertido para quem é fã de Mega Man e não o havia jogado ainda, se você conferiu Wily Revenge, vale a pena gastar um pouco do seu tempo com ele.

7.0 7.0 10
Overall
7.0 Gameplay
6.5 Story
8.0 Music
7.0 Graphics
Inclusão de mais habilidades/power ups ausentes em seu antecessor.
Design dos estagios e acabamento deixa a desejar.
A trama por tras do game e de Quint.

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