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thecriticgames Matheus Pontes

Autor do livro Canções de Bruxas e Rapsódias de Fadas Negras disponível na Amazon em ebook.


9 months ago 2020-06-08

Super Mario Advance 3: Yoshi's Island

Qual o seu jogo favorito? Isso é uma pergunta que gera as mais variadas respostas interessantes, hoje meu jogo favorito é simplesmente Shovel Knight, mas outrora este posto foi ocupado por Persona 3, Kingdom Hearts II e antes de todos eles, Yoshi Island no SNES, o primeiro jogo que tive esta sensação especial de colocar um jogo acima dos outros, até dos que você sabe serem melhor do que ele. O jogo original saiu para o Super Nintendo em 1995 (critica pré-histórica do mesmo aqui) em um tempo de transição de gerações e ainda sim conseguiu manter o SNES bem de vendas, ou melhor super bem já que passou das 4 milhões de unidades só no console.

Sempre é uma aventura legal de se rejogar.

A proposta do jogo era a de colocar o jogador em uma trama que antecede os dias presentes de Mario, só que no controle de Yoshi e seus irmãos que partem na missão de viajar pelo mundo no intuito de devolver o pequeno Baby Mario a seus pais, em um jogo com toda uma temática que remete a infância, dos gráficos desenhados com giz de cera a trilha sonora com caixinhas de musica de dar corda, mas que de forma alguma se propõe a ser um Super Mario para bebes, sendo mais um ótimo jogo da série no nível de Super Mario Bros 3 e Super Mario World (embora eu ache ambos superior a Yoshi Island). Com o hardware do GBA similar ao de SNES o portátil foi a chance perfeita de se reviver o game principalmente para quem não o conheceu, desta vez parte da série de ports conhecida como Super Mario Advance onde cada jogo é um port com melhorias das versões originais (critica do primeiro aqui e do segundo aqui) e é justamente no terceiro que tivemos o merecido port de Yoshi Island.

O jogo assim como seus predecessores visa adaptar o jogo de console com algumas limitações, mas, com alguns acréscimos para compensar o que é perdido. O jogo funciona como o clássico, controlamos diferentes Yoshis comas mesmas habilidades através dos 6 mundos e das 54 fases (48 normais e as 6 extras) do jogo original levando Baby Mario na garupa derrotando inimigos saltando, engolindo, arremessando ovos, dentre as diversas habilidades como os power-ups e as transformações dos dinossauros coloridos utilizadas para superar as fases, os mundos seus sub-chefes e chefes.

O remake do Mario Bros estava novamente aqui, idêntico.

De acréscimos assim como os anteriores o jogo conta com um remake do Mario Bros original (não Super Mario Bros, apenas Mario Bros aquele com inimigos saindo dos canos) possível de se jogar em até 4 jogadores com o cabo Game Link e conta com a novidade mais expressiva comparado aos Mario Advances anteriores que são estágios novos. 6 ao todo que são os "Secret Levels" (criativo hein?) 6 estágios novos localizados um em cada mundo, possuindo estes também suas próprias flores e moedas vermelhas para serem coletadas que pelo menos não são necessárias para liberar os dificílimos "Extra Levels" que também tinham na versão de SNES. Enquanto os estágios extras eram liberados após conseguir 100 pontos nas demais fases os estágios secretos são liberados após vencer o chefe final do jogo, e mesmo possuindo seus próprios coletáveis estes NÃO são necessários para desbloquear os estágios extras. Conseguir a pontuação máxima nestes 6 estágios assim como em todos os demais estágios incluindo os extras fazia o jogador alcançar a marca de 1000 pontos e rendia um final secreto simples de parabenização ao jogador.

O ultimo dos estágios novos liberados "Endless World of Yoshis" era um desafio de nivel INFERNAL que é a prova de como o jogo não é feito para crianças ou amadores, pra conseguir os 100 pontos aqui só utilizando inimigos dos cenários de forma especial.

Houveram mudanças no jogo a começar pela adaptabilidade do jogo como a tela mais próxima dos protagonistas exibindo menos elementos em tela, a coloração levemente mais opaca, o brilho do portátil que torna ele meio problemático de se encarar as vezes e alguns efeitos sonoros modificados como o choro do Baby Mario (o original ainda pode ser ouvido no mapa pertencendo a Baby Luigi), mudanças cosméticas em alguns pontos de determinados estágios como o texto de abertura com algumas linhas de diferença, mudança de cor dos sapatos dos Yoshis, mudanças de layout como simples como uma sala com um cano que spawna Shy-Guys no nível 1-8 e a ausência de uma moeda vermelha no terceiro estagio extra, More Monkey Madness entre tantas outras bem minimas, boa parte imperceptíveis. A trilha sonora é a mais afetada pelo port perdendo um pouco da qualidade comparada ao SNES em musicas e particularmente efeitos, mas não chega a ser la algo que muita gente vai notar ou fazer careta.

Uma outra mudança bem simples é que agora podemos carregar 27 itens ao invés de 25 como no SNES.

Talvez o ponto mais necessário de se comentar é que Super Mario Advance 3 consegue trazer um dos melhores jogos plataforma de todos os tempos e do SNES para o portátil sem perder maior qualidade apesar das mudanças, e de quebra traz acréscimos mais interessantes ao game do que os acréscimos dos jogos anteriores (que eram em sua maioria mudanças cosméticas ou cutscenes simples). É sua chance de conhecer um dos melhores jogos do SNES.

9.0 9.0 10
Overall
9.5 Gameplay
9.0 Story
9.0 Music
8.5 Graphics
Emulação semi-perfeita do original com experiencia perfeita.
Os 6 estágios secretos e o final secreto.
Um pouco da perda de qualidade do som.

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