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thecriticgames Matheus Pontes

O Bruce Wayne do Alvanista. "BY THE PEOPLE FOR THE PEOPLE"


about 1 year ago 2018-03-29

Streets of Rage

Street of Rage sempre foi um dos melhores beat'em ups de todos junto de sua sequencia, o sucesso exclusivo nos consoles para um jogo cujo gênero tinha geralmente o árcade como plataforma principal foi algo visto como diferencial para sua época e assim como ocorre hoje de games terem versões simultâneas para plataformas superiores, inferiores e portáteis o mesmo ocorreu com o original SoR na época, sendo lançado para o Master System e o portátil Game gear alem do próprio Mega Drive.

A versão de Master System só veio em 1993 e como esperado teve suas deficiências e cortes devido a diferença de hardware para o Mega Drive, a versão de Game Gear chegou um pouco antes da de Master System, mas mesmo com a similaridade de hardware entre o Master System e o portátil de consumo agressivo de pilhas da Sega as duas versões entre si possuem notáveis diferenças, a começar pelos gráficos, ambos fizeram uma adaptação até decente da versão de Mega Drive, bem coloridas e repleta de detalhes a versão do Game Gear perde um pouco nos detalhes dos personagens apenas pela redução de dimensões do jogo e por consequência de seus personagens o que gera rosto e feições mais pixeladas enquanto a versão de Master System possuía ainda uma paleta de cores mais elevada e gráficos maiores, tirando esses fatos o processamento gráfico do Game Gear é evidentemente superior, visto que a versão de Master System não consegue processar mais de 2 inimigos ao mesmo tempo na tela, coisa essa que o portátil tira de letra.

As diferenças gráficas entre as versões, a do Game Gear era evidentemente mais abaixo do esperado por conta de seu hardware, mas ainda sim não fazia muito feio comparado ao que se tinha na época para o console.

O plot do jogo como em todas as versões gira em torno do Sindicato (os vilões) comandados pelo misterioso criminoso Mr.X dominando a cidade principal do game e até mesmo corrompendo a força policial, revoltados com o ocorrido alguns policiais saem da corporação para poderem encarar a onda de criminosos de Mr.X por conta própria Axel Stone e a bela Blaze Fielding, o primeiro mas forte e lento enquanto a segunda é mais rápida e fraca, Adam Hunter foi omitido dessa versão, e assim como a versão de Master System o dialogo com Mr. X que gerava diferentes finais foi cortado capando um pouco do valor de plot de ambas versões.

A versão de Game Gear conseguia colocar mais inimigos simultaneamente na tela, coisa que a versão do Master System não fazia.

O gameplay tem suas obvias diferenças logicas em respeito a versão de Mega Drive e com a versão de Master System também, o multiplayer ainda se faz presente na versão de Game Gear (claro se você tiver um amigo que também tenha um Game gear e o cabo pra isso) enquanto o mesmo foi omitido da versão de Master System (Shame on you!) e embora a versão portátil possua apenas 5 estágios contra 8 das outras versões de mesa a versão do game Gear flui melhor com respeito a sua jogabilidade, a zona de impacto da versão do Master System não é tão boa em contra-partida a versão de game gear é boa até demais, alguns ataques atingem oponentes até bem afastados de seu personagem, e enquanto a versão do Master System era um tanto mais difícil a de Game Gear é mais fácil em parte por culpa da IA do game, os inimigos literalmente vem na sua direção sem pensar nada e com a guarda aberta, basta ficar parado e socar os oponentes que se aproximam para detona-los sem muita dificuldade, se essa estratégia é usada então com auxilio de uma barra de ferro para acertar o oponente ou do agarrão o game fica ainda mais fácil, até o ponto em que isso pode se tornar um aspecto negativo com a perda do desafio, não é nada difícil pra um jogador enferrujado da saga que nunca jogou a versão de Game Gear chegar no ultimo estagio na primeira vida. Com os cortes de estágios houveram também cortes de um chefe, o Abadede (um lutador de wrestling) foi cortado do game, e embora muitos cortes não sejam sentidos a dois que fazem certo peso aqui assim como o multiplayer da versão de MS, e são o golpe das joelhadas e especial do carro de policia (ainda que o jogo possua um item encontrado raramente que emule o efeito do especial quando coletado destruindo os inimigos do cenário).

A versão do Game Gear e pouca coisa superior a do Master System, mas somente se você desconsiderar os próprios problemas do próprio Game Gear, como a tela do portátil, a saida de som não tão boa e as 6 pilhas que são consumidas em 2 horas de gameplay.

Sonoramente o port do jogo é incrível conseguindo emular com qualidade impressionante a trilha sonora do SoR com suas composições de Yuzo Koshiro, e é um tanto superior ao esforço do Master System nesse quesito mesmo a versão de mesa chegando apenas depois alem de não ter um ruido tão acentuado ao acertar um golpe no inimigo como o da versão de Master System. No geral a versão de Game Gear é pouca coisa mais eficiente que a versão de Master System, mas o que deve ser levado em conta realmente é o seu caso, se tiver a opção de jogar com mais um amigo (por ter a opção entenda-se ter dois jogos, dois Game Gears, o cabo e as malditas 12 pilhas) a versão de Game Gear é a melhor das duas alternativas, se não for o caso talvez o Master System poça lhe servir melhor, e é claro, na melhor das hipóteses a versão original de Mega Drive é a melhor escolha.

review da versão de Master System

http://alvanista.com/games/master-system/streets-o...

review da versão de Mega Drive

http://alvanista.com/games/genesis/streets-of-rage...

7.8 7.8 10
Overall
8.0 Gameplay
7.5 Story
8.5 Music
7.5 Graphics
Multiplayer, dificuldade facilitada.
Ausência de Adam Hunter, de alguns dos estágios e dos diálogos e finais extras com Mr. X.

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