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thecriticgames Matheus Pontes

O Bruce Wayne do Alvanista. "BY THE PEOPLE FOR THE PEOPLE"


5 meses atrás 2018-09-20

Streets of Rage 2

Streets of Rage 2 é tido universalmente como um dos melhores, se não melhor beat'em up de todos os tempos, o jogo que colocava os jogadores em brigas de rua noturnas contra gangues e criminosos recebeu dois ports para os consoles inferiores da Sega na época, para o Master System (vide a crítica) e uma outra versão para o portátil Game Gear, similar ao que havia sido feito também com o primeiro game.

A versão de Game Gear assim como a de Master System realiza seus cortes, e Max Thunder, o gigante irrelevante pra história (e justo meu personagem favorito do SoR 2 :v) é a mais obvia das remoções por limitação de ambas as versões, e assim como sua irmã 8-bits de mesa a versão do portátil conta apenas com os três personagens, Axel, Blaze Fielding e Eddie "Skate" Hunter. Assim como sua versão do primeiro game a versão portátil de SoR2 possui multiplayer com auxilio do cabo do Game Gear para se jogar com um amigo, o plot é basicamente o mesmo com suas limitações, após a derrota de Mr. X no game anterior a cidade do game parecia estar caminhando para tempos mais pacíficos, mas Mr. X retorna com maior brutalidade capturando Adam Hunter, irmão de Skate e um dos personagens do game anterior, usando o mesmo como chamariz para se vingar dos protagonistas e tomar a cidade.

Assim como a sua primeira versão a segunda versão de Game Gear conseguia algo que ambas versões no Master System não conseguiam, processar mais de 2 inimigos na tela ao mesmo tempo.

Comparado a versão de Master System o gameplay da versão portátil é mais fluido tanto na movimentação quanto no combate, Axel é como de costume o mais forte, Blaze mais equilibrada e Skate o mais ágil, sendo o único também que pode correr nessa versão, claro alem destas diferenças básicas os combos, golpes e outras características menos importantes também possuem diferenças. O combate do game traz mais sequencias e combos se comparado coma concorrência do Master System, e o que chega a ser mais curioso, o jogo traz golpes inéditos até comparado a versão de Mega Drive, em particular cada personagem possui um ataque especial que detona os inimigos na tela e que só pode ser utilizado uma unica vez por vida ao segurar temporariamente o botão de soco (o personagem vai se agachar carregando o golpe), Axel tem sua Omega Fireball, um projétil poderosíssimo de uma mão só que atinge todos os inimigos em frente e consegue matar a maior parte dos adversários num único acerto, Blaze Tornado no qual varias labaredas azuis passam rodopiando pela tela atingindo os inimigos, e Skate possui o Bouncie Ball no qual o mesmo salta e fica quicando e rodopiando por toda a tela atingindo todos os inimigos, similar ao reforço policial do primeiro game os mesmos ataques também ficam indisponíveis no ultimo estágio, um único contra em relação as demais versões de SoR2 é a ausência do nome dos inimigos na interface de gameplay.

As versões de SoR de Game Gear possuíam multiplayer, uma coisa que faz falta nesse gênero sempre.

O jogo possui ao todo 6 estágios, contra 8 da versão de Mega Drive e 6 também da versão de Master System, mas a versão de Game Gear é a mais diferente na composição dos estágios e inimigos até então possuindo alguns estágios novos diferentes das outras versões. Havia até um Predador como chefe inédito, literalmente um Predador do filme homônimo, o mesmo inclusive ficava invisível e dispara tiros de plasma. Dentre os power-ups há apenas duas armas, a faca e o cano, para auxiliar o jogador no combate, este em respeito aos ports 8-bits da saga possui a melhor resposta de comandos e também a melhor caixa de impacto, os golpes acertam com precisão certa, elemento que não era totalmente acertado em alguns dos ports 8-bits.

Essa ideia deve ter vindo da mesma seção de planejamento da Sega que colocou o Homem-Aranha e o Batman no Revenge of the Shinobi.

Sonoramente o jogo é espetacular, claro ele fica inferior se comparado ao Mega Drive por questões de hardware, e claro a conversão do trabalho sonoro absurdo de Yuzo Koshiro par SoR2 é absurdo e impossível de se converter, mesmo perdendo parte da qualidade e o voice acting do jogo a trilha de SoR2 no portátil é talvez um dos melhores trabalhos sonoros de um jogo do portátil, superando tanto sua versão do primeiro game e a versão do Master System nesse ponto.

SoR2 no Game Gear é praticamente um jogo novo, e um muito bom ainda que ele saia no prejuízo se comparado a vesão original (que é um dos melhores jogos do genero) e com relação a seus aspectos técnicos o melhor dos 4 ports de Master System e Game Gear que a saga recebeu.

8.5 8.5 10
Nota Geral
8.5 Jogabilidade
7.5 História
10 Música
8.0 Gráficos
Combate fluido, golpes especiais originais desta versão e inimigos originais.
Ausencia de Max Thunder e dos nomes dos adversarios.

16 de usuários gostaram desta crítica.


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