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thecriticgames Matheus Pontes

O Bruce Wayne do Alvanista. "BY THE PEOPLE FOR THE PEOPLE"


22 dias atrás 2019-03-04

Sengoku

Beat'em ups fizeram muito sucesso nos arcades, particularmente nas mãos da Capcom, a SNK empresa rival nos arcades tanto nos jogos de luta como nos beat'em ups também tem seu histórico de jogos para multiplayer nos arcades como o famoso Ikari Warriors e em 1991 teve um de seus exemplares mais excêntricos, o beat'em up Sengoku. Sengoku (que é um período notavelmente desgraçado do Japão cheio de guerras) é um jogo de beat'em up que te coloca no controle de dois protagonistas para combater hordas de inimigos, aqui o plot do jogo envolve um senhor feudal que 400 anos atrás desejava dominar tudo até que foi impedido por dois samurais de elite, eis que no presente o mesmo retorna do submundo em uma forma demoníaca e trazendo consigo uma horda de demônios a seu serviço e somente um ninja e um cowboy moderno (??) podem enfrenta-lo por serem os descendentes dos dois samurais do passado e são eles o ninja Dave e o Cowboy Kevin (um japonês e um americano pra agradar aos dois principais mercados de games da época como de costume).

O co-op era essencial aqui pois o jogo pode ser bem desafiante para apenas um jogador (ele não tenta dar forma alguma de equilíbrio ao jogador que joga sozinho).

O plot é viajado mas não apenas ele, o gameplay em si é tomado por elementos que parecem saídos de uma viagem de acido e que discutiremos mais adiante, os personagens podem pular e atacar com socos, chutes ou com alguma arma equipada, o elemento que vinha a tornar Sengoku interessante é a capacidade de trocar de lugar temporariamente com três espíritos que o personagem encontrava e isso era realizado através do outro botão, ao aperta-lo após a coleta do power-up correto o jogador podia assumir o controle de um deles que eram um ninja ágil, um lobo de armadura ou um samurai completo de armadura, cada um com suas próprias formas de ataque e diferenças na velocidade de ataque, salto e outros atributos. Os personagens possuem até 6 pontos de vida necessitando ser atingido 6 vezes para morrer, através de power-ups na forma de orbes coloridos o jogador tinha a disposição diferentes efeitos, os verdes a cada 5 coletados recuperam 1 ponto de vida, o vermelho confere uma espada simples de samurai, o azul espadas duplas, o roxo uma espada sagrada maior e mais poderosa e o raríssimo orbe dourado confere projéteis mágicos temporariamente, esses power-ups representam do orbe vermelho ao dourado 4 níveis de força e ao coletar um deles o ataque dos espíritos também mudavam, incluindo projéteis devastadores e diferentes com cada um deles ao coletar o orbe dourado.

Ao usar uma das espadas era possível em um ataque contra um samurai inimigo emparelhar as laminas levando a um confronto 1 x 1 resolvido com a boa e velha massacrada de botões.

São 5 fases ao todo com chefes no final e uma leva gorda de inimigos de samurais e outras classes de guerreiros feudais até alguns youkais, só que por vezes o progresso no jogo é deveras onírico e estranho por conta de uma transição entre planos terrestres e aéreos que ocorre por todo o jogo diversas vezes na mesma fase dando um ar bem excêntrico e desconfortável a todo o jogo, ao menos quando coletado com o que se tinha na época como Capitão Commando e Teenage Mutant Ninja Turtles: Turtles in Time, até mesmo com o jogo dos Simpsons também da época, lado a lado com estes Sengoku era simplesmente desinteressante e/ou esquisito demais e isso condenava com um pouco o jogo. 

Através de do orbe dourado o jogador podia temporariamente disparar diferentes projéteis em diferentes formas como este tipico hadouken.

Graficamente o jogo era feio, mas bem atencioso com detalhes, os cenários ao fundo eram cheio de detalhes, alguns inimigos vinham correndo do background inclusive, ao atacar inimigos com uma das espadas a mesma realizava cortes demarcados no sprite do adversário causando um efeito bem legal o mesmo não pode ser dito de todos os poderes e projéteis já que alguns deles possuem uma arte feia ou estática. Sonoramente o jogo usa e abusa de trilhas sonoras tipica de instrumentos nipônicos a base de tambores, flautas e com a característica cantoria da época usada pra causar imersão e dar o clima do game, o que auxilia ainda fortemente nesse aspecto é a dublagem nipônica de alguns chefes e inimigos que mesmo poucas conseguem ser boas.

Entre um estagio e outro havia cutscenes com os chefes recebendo ordens do vilão.

Apesar de seu conceito interessante com respeito as formas e aos power-ups o jogo não funciona tão bem, a caixa de impacto dos personagens não é muito boa, os mesmos as vezes são um tanto lentos em seu deslocamento irritando um tanto e boa parte do gameplay vai envolver golpes que não se conectam formando um combo a la Power Rangers: The Movie do SNES causando um certo estranhamento nos jogadores do gênero (o que é também uma ironia gigantesca comparada ao terceiro game da série como postarei logo). Sengoku é um jogo estranho para o gênero, cumpre o seu papel? Cumpre, mas passa longe de ser um bom exemplo do gênero e sem dúvida a coisas melhores no mundo dos arcades.

7.2 7.2 10
Nota Geral
6.5 Jogabilidade
6.5 História
8.5 Música
7.5 Gráficos
Conceito das formas e power-ups, trilha sonora.
Golpes que não se conectam para formar combos, mudança de planos nos estágios bem irritante.

7 de usuários gostaram desta crítica.


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