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  • gamerscafetime gamerscafe
    2019-10-05 18:15:30 -0300 Thumb picture

    ANÁLISE DE KINGDOM HEARTS III: Quando você precisar de mim, eu estarei

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    Se é Kingdom Hearts, terá lágrimas, é inegável, porém neste terceiro game da linha original pode ser que você se sinta perdido e confuso com o desenrolar da narrativa, mesmo assim essa aventura vale sim cada minuto gasto.

    Este com certeza é um dos games que eu mais queria jogar e concluir. Não foi uma tarefa fácil, porém foi muito satisfatório.

    Kingdom Hearts é uma série criada da fusão do mundo de Final Fantasy com os personagens da Walt Disney, criado e dirigido por Tetsuya Nomura, um dos principais projetistas de personagens da série Final Fantasy.

    Inicialmente Nomura quis atrair um grande público que já conhecia seu trabalho em Final Fantasy, porém, agora no terceiro game (da linha original, por que Kingdom Hearts possui o total de 10 games lançados), os personagens de Final Fantasy foram removidos do game para dar espaço aos personagens da Walt Disney e da própria série.

    Alguns dos personagens

    Mesmo removendo a galera de Final Fantasy a história de Kingdom Hearts ficou muito carregada de personagens e entender tudo que está acontecendo pode ser confuso. Por várias vezes o game exigirá que sua memória funcione em detalhes de mais de 17 anos atrás. Mesmo com o resumo que Square disponibiliza junto ao game, a história em alguns momentos pode ficar um pouco nebulosa. Se você não jogou nenhum game, creio que você achará tudo muito bonito, porém entenderá bem pouco do que está acontecendo.

    Mesmo com a história confusa, terá alguns momentos que o game fará seus olhos suarem, por assim dizer. Especialmente no final, mas não vamos entrar nos detalhes aqui. Esses detalhes vamos deixar para os comentários, ok?

    Uma coisa que definitivamente foi inesperado para mim é a questão da jogabilidade. Tem alguns games da série que eu simplesmente amei jogar, o Birth by Sleep e o 365/2 Days. Esses dois games possuem uma jogabilidade incrível e divertida, nos demais sempre achei muito repetitivo, mesmo que nem todos os conceitos foram desconstruídos em Kingdom Hearts III, é impossível você não se divertir horrores enfrentando os inimigos. Além da jogabilidade que existia, muita coisa foi equilibrada, a batalha ganhou mais velocidades e existe uma série de golpes especiais que são baseados nos brinquedos do parque da Walt Disney e nos personagens do mundo que você se encontrar naquele momento.

    A variedade de ações e comandos é gigantesca e possui uma eficiência tão grande que por muitas vezes você esquecerá que existem magias a serem usadas. Provavelmente as que você mais usará serão as de cura.

    Uma das transformações da Keyblade de Sora.

    Como se as habilidades especiais não fossem o suficiente para deixar a jogabilidade divertida, as keyblades de Sora se transformam até 3 vezes, alterando e aumentando a eficiência em combate em cada forma. Apenas duas keyblades possuem apenas duas formas de transformação, mas todas elas possuem ataques de finalização que faz elas retornarem a sua forma inicial, porém causam um enorme dano a um grande grupo de inimigos.

    Você somente se sentirá cansado das batalhas quando chegar ao fim do game e fica aqui uma dica, chegue lá com pelo menos level 45 ou será impossível passar das últimas batalhas e levará você a um ódio imenso... Mas continuando.

    O fim do game é outro problema pois quando você chegar lá, provavelmente ainda terá mais umas 3 horas no mínimo parar concluir tudo. As batalhas são excessivas e muito cansativas pois exige que você tenha um level um pouco mais avançado do que simplesmente passar o game para chegar ao fim. Caso você vá completamente despreparado não se preocupe, o game oferecerá a você a possibilidade de viajar a outros mundos mesmo na parte mais próxima do fim e você poderá também entrar no Battle gate, que permite enfrentar inimigos mais poderosos, mas talvez por falta de paciência minha, não consegui fazer o nível dos inimigos se elevar conforme eu precisava.

    Se precisar evoluir, minha dica é que siga para o mundo do Piratas do Caribe e enfrente os barcos. Foi a forma mais rápida que encontrei de evoluir os personagens, sem contar que é superdivertido e muitas vezes desafiador.

    Pateta, Sora e Donald

    Se tem algo em Kingdom Hearts que é inegável é a capacidade de você se emocionar, as histórias são sempre muito bem contadas e Kingdom Hearts 3, na minha sincera opinião, é o game que melhor conclui a batalha entre a “Luz e a escuridão” de uma forma linda e que pra mim foi completamente inesperado. A sensibilidade com que o tema é finalizado é de tocar o coração.

    O final do game também deixará você com a pulga atrás da orelha, pois nem todos os eventos se concluem como deveriam, mas a série nunca foi famosa por ter uma história bem fechada, sempre ficam buracos abertos e neste terceiro game não é diferente.

    A trama de Kingdom Hearts foi minunciosamente cuidada pela Square que soube realizar muito bem a conexão dos mundos com a Organização XIII para sempre dar um avanço na história a cada mundo, o que é uma coisa delicada, pois você pode escolher pra qual mundo seguir direito e independente do mundo que você for primeiro, a história deve ser conectada com a linha e objetivo atual de Kingdom Hearts III e se conectar ao mesmo tempo com o passado.

    Como o objetivo da empresa era concluir toda trajetória histórica criada nos últimos 17 anos de games da série, existe uma tonelada de conexões com o passado que são feitas durante o desenrolar da narrativa do game e isso pode apresentar problemas no entendimento do que está acontecendo para gamers de primeira viagem.

    Mesmo tendo essa dificuldade para contar a história atual e realizar sempre conexões com o passado é notável que o esforço que empresa fez para finalizar a história de Kingdom Hearts foi gigantesco e rendeu uma excelente narrativa.

    Os gráficos por muitas vezes você olhará e dirá, “mas falta um pouco de vida nessa CG...” Até você se tocar que a cena passando é completamente em 3D e não uma animação pré renderizada. Os gráficos belíssimos do game chegam a gritar na tela, onde muitas cenas, em especial no mundo de Toy Story, tudo é tão perfeito que ficou mais bonito e bem animado que nos primeiros filmes da Pixar.

    Na minha opinião existem poucos momentos que dá pra dizer que os gráficos poderiam ter recebido uma animação melhor por que na maior parte das vezes simplesmente assusta que vários personagens da Walt Disney que foram pré renderizados em máquinas potentes estão tendo uma renderização em tempo real tão perfeita dentro de um PlayStation 4 ou um Xbox One. É fascinante o nível de detalhes que eles criaram.

    Provavelmente o mundo que mais lhe chamará atenção é o dos Piratas do Caribe, que é ridiculamente foto realístico, mesmo o 3D, fará você se confundir com CGs que também ficaram perfeitas.

    Pra acompanhar essa ilustração perfeita criada pela equipe da Square Enix, a dublagem ficou impecável. Nem todos os dubladores originais foram pegos para o game, mas mesmo assim fizeram um trabalho fascinante e não deixaram a desejar em nenhum momento.

    A trilha sonora da série inteira de Kingdom Hearts é sempre tocante e fantástica. Apesar de eu achar as duas músicas tema “Face My Fears” e “Don’t Think Twice” mais inferiores que as músicas principais dos outros games, elas ainda assim possuem sua beleza e o resto da soundtrack não deixa a deseja nem um pouco.

    Assim como nos outros games, a soundtrack embalará você de forma majestosa nas mais variadas cenas do game.

    CONCLUSÃO

    No final do dia, Kingdom Hearts 3 é um game fantásticos, mas que pode ter sua experiência histórica prejudicada pelo excesso de conexões feitas com games do passado, lembrando que o primeiro game foi lançado há mais de 17 anos atrás e isso é muito tempo para nós recordarmos de detalhes nos dias de hoje. Mesmo assim o game é belíssimo e pra bem procura diversão na jogabilidade, é um prato cheio, sem contar que trará um pouco de suor nos seus olhos.

    Veja minha análise completa:
    https://www.gamerscafe.com.br/games/kingdomheartsiii/analise/

    Kingdom Hearts III

    Platform: Playstation 4
    1072 Players
    60 Check-ins

    21
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      andre_andricopoulos · 9 days ago · 1 ponto

      Esse game é absurdamente fantástico.
      Não encontrei dificuldade na jornada não, talvez porque explorei bastante. Na realidade é o KH mais fácil de todos, e também o mais belo e o mais divertido.
      ...
      Em numeração, gosto do:
      KH3, depois o KH1 e por fim o KH2.
      ...
      JOGASSO! ,🤩🤩🤩🤩🤩

  • 2019-04-18 10:06:56 -0300 Thumb picture
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    As séries animadas dos anos 80 baseada em games

    Medium 3716713 featured image

    A verdadeira explosão dos games veio em 1980 com Pac-Man da Namco. A Hanna-Barbera produziu a primeira animação baseada em games da história. A série foi ao ar em 25 de setembro de 1982 pela emissora ABC e contava o dia a dia da família Pac-Man na Pac-Land e suas desventuras com os tradicionais fantasmas. Teve um total de 44 episódios, 2 temporadas e foi encerrada em 1983. A rival CBS foi ainda mais ousada, lançando uma animação com 97 segmentos em setembro de 1983, a Saturday Supercade, produzida pela Ruby-Spears. A animação contava com história dos maiores ícones dos Arcades, cada um em seu próprio universo, mas com alguns crossovers. Frogger, Donkey Kong, Donkey Kong Jr., Q*Bert, Pitfall! e para a segunda temporada, Space Ace e Kangaroo. A animação teve seu fim em dezembro de 1984.

     Ainda na CBS, a produtora DIC Audiovisual, usando os direitos da Namco, lança uma curta animação com 13 episódios baseada no jogo Pole Position. O desenho iniciou em setembro de 1984 e terminou em dezembro do mesmo ano. Tinha personagens e tramas próprias, com apenas o carro vermelho semelhante ao jogo. Outra animação lançada entre setembro e dezembro do mesmo ano foi Dragon’s Lair pela Ruby-Spears. O desenho narrava as aventuras de Dirk e Daphne no castelo do dragão, mas o grande diferencial desta animação era quando o cavaleiro se via em uma enrascada, o narrador perguntava ao espectador quais ações ele poderia tomar. Durante o intervalo, mostrava cenas Dirk se ferrando com as opções erradas, simulando o jogo original.

     Após a crise de 1983 e a reviravolta nos games promovida pelo NES, a DIC conseguiu fechar uma parceria com a Nintendo depois de um ano para lançar episódios animados dos jogos mais populares do console. Super Mario Bros Super Show! trazia episódios animados baseada nos dois primeiros jogos dos irmãos encanadores. No começo e no final de cada episódio, havia uma atuação com atores reais interpretando Mario e Luigi, cheio de convidados especiais. A DIC também produziu The Legend of Zelda, baseada também nos dois primeiros jogos da franquia. Ambas tiveram péssima aceitação do público em geral e foram transmitidas, entre setembro e dezembro de 1989.

     Apesar do fracasso das animações anteriores, a DIC conseguiu emplacar com certo sucesso Captain N: The Game Master, que estreou também em setembro de 1989. O desenho narrava a história do jovem Kevin que foi sugado pela televisão e foi parar na Videoland. Lá, ele forma a N Team, formado pela nativa princesa Lana, seu cachorro Duke, Simon Belmont, Kid Icarus, Mega Man e o GameBoy. Os vilões também vinham de jogos mistos, como a Mother Brain, Dr. Willy, Ganon e outros. No Japão, o primeiro anime baseado em games surge em dezembro do mesmo ano. Dragon Quest narra as aventuras Abel e Tiala nas terras de fantasia baseada nos 3 jogos da série para enfrentar o vilão Baramos.

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      joanan_van_dort · 6 months ago · 3 pontos

      A maioria desses desenhos são dolorosos de assistir... principalmente os da DIC com as franquias da Nintendo. São grandes, enormes, gigantescos buracos negros da nossa força vital, do nosso desejo de viver. Eles sugam nossa alegria pra ser exposta como troféu em algum inferno por aí.

      4 replies
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      artigos · 6 months ago · 3 pontos

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

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      volstag · 6 months ago · 2 pontos

      Parabéns, o seu artigo virou destaqu... digo digo...
      Cara, muito foda!! desses desenhos os que mais tenho saudade são do Mario Bros que a Globo passou, que eram baseados no mundo do Mario 3, o Capitão N cheguei a ver um pouquinho também.
      E no SBT o Pole Position era febre né, apesar de poucos episódios todo mundo adorava, passava no programa da Mara se não me engano.

      2 replies
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