2019-08-24 17:30:34 -0300 2019-08-24 17:30:34 -0300

Jogos que eu Tirei da ''Última Camada da Deep Web''

Quem acompanha meus posts, já notou que mesmo eu mantendo um padrão de jogos Survival-Adventure-Indie, eu tenho um gosto bem variado. Ainda não postei sobre os JRPGs obscuros ou jogos de Plataforma interessantes que eu tanto amo também, mas isso eu vou fazendo aos poucos.

Também já devem ter notado (só pela minha bio) o interesse que eu tenho em jogos mais ''esquecidos'' ou ''desconhecidos'', e como eu dou preferência em recomendar esses jogos nunca antes citados na Alva.

Minha paciência em ficar usando aplicativo para traduzir jogo japonês também me ajudou a zerar muitas jóias; mas hoje o assunto é outro.

Em meio a tantos jogos zerados,plataformas exploradas e a mania que eu tenho de dificilmente abandonar um jogo antes de zerar, fez com que e jogasse coisas bem esquisitas. E esse post serve para colocar uma parte deles, e eu posso vir a fazer uma parte 2 dessa lista se vocês gostarem.

Já deixo avisado que ao mesmo tempo que eu me considero uma pessoa com bom gosto para jogos, eu também sou do tipo que curte os jogos bizarros de Zelda e Mario do CDi, mesmo sabendo que comparando com os jogos da série, eles são a desgraça completa (só gosto pois eu separo, acho? kkkk).

Claro que eu deixei os melhores para o final.

The Static Speaks My Name (PC)

Eu lembro que eu peguei esse jogo gratuito na Steam, e ele me interessou pois o nome e as imagens simplesmente me chamaram a atenção, e de graça vale tudo.

Esse jogo não tem nada ruim; ele está aqui mais pela bizarrice dele. O jogo é em primeira pessoa com um protagonista misterioso, e não tem muito o que fazer, senão explorar sua própria casa.

Explorando a casa, você descobre algumas coisas sobre o protagonista; sobre ele ser solitário, não ter comida na geladeira, ter camarões de estimação (que ele acaba comendo), isolamento e sua obsessão estranha por um quadro de palmeiras.

O jogo tem mais plot e surpresas no final, as quais eu não quero estragar. A única coisa que eu reclamo desse jogo, é que por ele ser muito curto e pelo final, eu fiquei curiosa para ver mais.

The Graveyard (PC)

É culpa minha esse jogo estar aqui, pois eu acabei comprando ele bem desavisada, ao invés de ler as informações.

O jogo, se você parar para realmente prestar atenção nele, não é ruim, é bom, porém...

Eu comprei esse jogo em 2012, e eu comprei ele por gostar do estúdio que fez ele (Tale of Tales); principalmente por ter jogado The Path. Eu vi o jogo e logo me animei: Uma senhorinha andando em um cemitério todo preto e branco; nem pensei duas vezes e gastei uns 12 reais, nem testei a Demo.

Quando comecei a jogar, tentei ir para os lados, mas logo percebi que só podia ir para a frente. Quando eu cheguei no fim da linha, tinha um banco, e a Emma (lembro o nome dela até hoje) senta sozinha. Assim que ela senta, você não consegue mexer em mais nada, e uma música, que a primeira vista você estranha, começa a tocar, e a letra da música narra uma história. Em certa parte da música, a senhora deixa o corpo cair um pouco para a frente e depois que a música termina, você nota que a senhora está morta e não tem mais o que fazer.

Eu criança de doze anos, me senti decepcionada achando que o jogo seria outra coisa, e na verdade, como outros jogos da Tale of Tales, era mais puramente uma história. E logo eu descobri que a Demo era praticamente a mesma coisa, mas que a personagem ao invés de morrer, podia sair andando (ou era o contrário).

Quando joguei outra vez, eu notei que a história é boa, e pelo menos eu dei dinheiro para um estúdio Indie que eu gosto.

Animal (DOS)

Mano, o que falar desse jogo? Você joga com um salame ambulante falante,  que se chama Peperami. O mundo em que ele vive, é obviamente, repleto de comidas ambulantes falantes (muitas delas defuntadas ou iradas com a vida).

Toda a aventura começa, pois o prefeito da cidade foi sequestrado (que com certeza também tem nome que remete a comida; alguma coisa parecida com Peperoni também); e o seu dever é encontrar o prefeito, já que o salame trabalha para ele.

Eu lembro que para o personagem mudar de local, ele entrava em algo que parece aquelas lixeiras que tem em prédios Americanos, onde um grande tubo de metal leva o lixo que você jogar até a lixeira na rua; e tinha que pagar com moedas, que você adquire durante o jogo.

O jogo não conta apenas com exploração, itens e diálogos; ele também tem lutas em primeira pessoa, e é mais bizarro ainda você ter que literalmente acertar um bando de comidas com caras esquisitas, usando uma batedeira, e sujando tudo. O jogo tem até que uma quantia considerável de combates, e obviamente a tela de combate tem claras referências a Doom.

Pretendo falar menos de cada jogo para a lista não ficar extremamente extensa, mas algo que não da para deixar de citar, é o humor desse jogo. É tão zoado, que eu me peguei dando risada; é o típico humor daqueles filmes de comédia de mal gosto que você se pega assistindo e não sabe o motivo, ou simplesmente o tio do pavê.

Mas a real é: eu gosto desse jogo, eu me diverti zerando ele; mas tenho certeza que é pela bizarrice. Esse jogo chega a ser interessante e  divertido pelo tanto de esquisitices que ele tem. A jogabilidade point and click também é de boa, e os puzzles são muito tranquilos.

The Town With no Name (Amiga)

Creio que pelo menos muitas pessoas tenham visto pelo menos um filme de Faroeste na vida. Eu que sou fã do gênero, já vi muitos, e alguns lances que normalmente se repetem: matanças, vingança, tretas amorosas, bares com bebidas e jogos, personagens engraçados, justiceiros, inconvenientes, sangue-frio e etc.

The Town With no Name tenta seguir exatamente alguns desses temas em pouco tempo de gameplay, só que enquanto eu jogava esse jogo, em vários momentos eu me peguei abismada com o que eu acabei de ver ou de ouvir, e esse é um dos motivos de ele estar aqui.

O jogo é acerca de um homem que está tentando visitar a irmã, e acaba em uma cidade onde quase todos morreram.

Primeiro que o jogo parece que foi todo feito no Paint, o que não necessariamente pode ser um problema, mas eu tive várias vezes a impressão de bizarrice enquanto eu jogava, e que isso se devia muito ao estilo de alguns personagens ou de uns locais que parecem caixas de papelão.

A  dublagem do jogo também é bem bizarrinha, deixando a situação bem mais cômica; fora que tem alguns diálogos super esquisitos e cenas mais esquisitas ainda (tipo se você entra em um dos quartos do bar, e enquanto seu personagem fica com uma mulher, barulhos esquisitos que fazem parecer que alguém está cantarolando MUITO mal são escutados pelo Bartender, enquanto o mesmo faz uma cara de ??malicia??; ou a hora que o padre sai voando ???).

http://media.alvanista.com/uploads/timeline_image/20...(img)

Para navegar pela cidade e interagir com os moradores, você apenas clica nas opções que aparecem a todo momento, e você pode acabar indo e voltando em um lugar e conversar com o mesmo personagem várias vezes.

Além disso, o personagem também pode beber cerveja, jogar cartas (que ai você mesmo interage com elas) e participar de combates. Esse jogo acaba tendo até uma quantia considerável de combates, pois você mata o fulano, o outro fulano que quer vingança e por ai vai. O combate é simples, basta apontar a arma e atirar; e depois é só esperar o funerário ou a dona morte cuidar da sua vítima.

http://media.alvanista.com/uploads/timeline_image/20...(img)

Esse jogo também é tão zoado que chega a ser um pouco interessante; principalmente para quem adora jogar uma velharia, nem que por curiosidade.

Por enquanto essa foi a parte um. Terá outras em breve, com mais jogos ''peculiares''.

30
  • Micro picture
    xch_choram · about 2 months ago · 3 pontos

    as imagens do The Town With no Name não foram.
    Ah faz parte 2 sim que a gente quer :D

    1 reply
  • Micro picture
    fernandovst · about 2 months ago · 2 pontos

    Você vai sério mesmo nos jogos desconhecidos. Eu ri pra caramba com Animal ai hauehahea
    Btw, eu nunca achei que ia ver alguem dizer que gosta de Zelda do CDi, eu só acho aquilo engraçado mesmo kkkkkkk

    2 replies
  • Micro picture
    denis_lisboadosreis · about 2 months ago · 2 pontos

    Teve um episódio de Angry Video Game Nerd sobre The Town With no Name.
    Ele não gostou muito do jogo.
    https://www.youtube.com/watch?v=HfnNrISCFfk

    1 reply
Keep reading → Collapse ←
Loading...