You aren't following eduardo_wrzecionek.

Follow him to keep track of his gaming activities.

Follow

  • santosmurilo Murilo
    2019-11-14 16:31:01 -0200 Thumb picture
    Thumb picture

    [Atualizado] Atenção galera do Adblock e afins...

    ...nossa hora chegou!

    ---

    O posicionamento oficial da conta do YouTube alega que não excluirá nenhuma conta, apenas poderá tirar alguma feature. Link aqui: https://mobile.twitter.com/TeamYouTube/status/1193975620755001344?s=20 (vlw @kleber7777)

    19
  • fonsaca Adriano Luís Fonsaca
    2019-11-13 12:58:04 -0200 Thumb picture
    Thumb picture

    Viva um novo clássico com Romancing SaGa 3

    Bacana essa análise e esse é um RPG que vale a pena. A versão em HD tem, enfim, um recurso que sempre faltou nos SaGas: NG+ para poder aproveitar tudo que já foi conquistado com os outros personagens.
    SaGa Frontier e esse Romancing 3 eu só zerei com um personagem e, mesmo que a vontade fosse grande, nunca consegui me animar em terminar com os outros por culpa de tudo começar do zero novamente. =/

    "Para muitos fãs de JRPG (Japanese Role Playing Game), os anos 90 foram a era de ouro. Diversos clássicos foram lançados durante esta década, e desde então entraram para o “hall da fama” dos críticos e fãs. Alguns títulos se consolidaram entre favoritos tanto dos fãs do ocidente quanto dos japoneses, incluindo games como Final Fantasy VI, Chrono Trigger e Xenogears.

    Romancing SaGa 3, no entanto, foi um grande queridinho dos fãs japoneses, mas você provavelmente terá dificuldade em encontrar jogadores ocidentais que o jogaram. Isto é, até hoje. Uma versão remasterizada em HD de Romancing SaGa 3 já chegou no ocidente pela primeira vez para PlayStation 4 e PlayStation Vita, vinte e quatro anos depois do dia de seu lançamento original no Japão.

    Enquanto a franquia em si pode não ser muito conhecida fora do Japão, gamers ocidentais devem saber que ela compartilha raízes com Final Fantasy, já que o criador da saga é Akitoshi Kawazu, que teve papel importante no desenvolvimento do Final Fantasy original e do Final Fantasy II.

    É claro, Romancing SaGa 3 possui as credenciais de JRPG, mas o que o diferencia de outros jogos de série como Final Fantasy ou Dragon Quest? Continue lendo para saber mais sobre o que faz Romancing SaGa 3 tão bom, e porque ele merece ser incluído no panteão dos amados clássicos dos JRPGs.

    As Raízes

    Apesar da série Romancing SaGa ser venerada como uma das séries definitivas dos JRPGs no Japão, junto de outras como Final Fantasy e Dragon Quest, você talvez se surpreenda em saber que algumas das maiores influências da série tem sua origem no ocidente.

    Kawazu-san comentou, “como alguém que lê romances por Tanith Lee, Michael Moorcock e Ursula K. Le Guin, e que entrou em contato com RPGs de mesa, como Dungeons & Dragons, e clássicos dos computadores, como Ultima e Wizardry, poder trazer um título ao ocidente é uma grande alegria.” Você claramente pode sentir as influências dos RPGs mencionados por Kawazu-san nas decisões presentes em Romancing SaGa 3.

    Como o jogador, você terá o controle de um dos oito protagonistas do jogo, que possuem um arquétipo próprio, mas em vários momentos do jogo você terá de tomar decisões que afetarão enormemente o arco narrativo destes personagens. Da mesma forma que em RPGs de mesa, a diversão vem de interpretar certos personagens e fazer decisões baseado em quem eles são para ver sua história chegar a sua conclusão.

    Enquanto outros JRPGs da mesma era também trouxeram histórias deslumbrantes e arcos de personagem dramáticos, nenhum capturou a tomada de decisões que Romancing SaGa 3 possui.

    A História

    A cada 300 anos, o mundo sofre uma tragédia conhecida como Rise of Morastrum, um eclipse mortal durante o qual toda criatura viva que nasce está destinada a morrer, exceto por algumas exceções extremamente raras. Estes sobreviventes estão fadados a se tornarem forças do mal, ou grandes salvadores. A história de Romancing SaGa 3 se passa mais ou menos 12 anos após o último Rise of Morastrum, então o drama de uma suposta “criança do destino” será desvendado conforme você explora cada uma das histórias pessoais dos oito personagens principais.

    Em termos de personagens, há muita variedade para escolher. O grupo também é perfeitamente dividido, com quatro mulheres e quatro homens, fazendo o jogo único para seu tempo. Depende completamente do jogador qual personagem irá jogar, mas cada um possui seu próprio caminho individual repleto de decisões, e há múltiplos lados da história para desvendar — jogar novamente é necessário.

    Muitos dos personagens possuem relações secretas, ou não tão secretas, com outros, como Ellen e Sarah sendo irmãs, ou Katarina sendo a guarda-costas de Monika, então você definitivamente irá querer vivenciar a história sob suas perspectivas.

    Gráficos e Sons

    Além de Kawazu-san, a série possui dois outros veteranos de longo prazo que ajudaram a montá-la: Kenji Ito, que trouxe sua experiência musical, e Tomomi Kobayashi, cujas ilustrações coloridas definiram a aparência da série.

    Fãs da série Mana provavelmente reconhecerão o trabalho de Ito-san aqui, mas a série SaGa continua marcante para Ito-san: “(A música de SaGa é) bastante especial para mim pois é um projeto que me ajudou a construir minha carreira como compositor.”

    Do tema de batalha poderoso de Romancing SaGa 3 até sua abertura esperançosa, há muito para os jogadores aproveitarem musicalmente em sua jornada. Ito-san também compôs oito temas, um para cada protagonista, e sua abordagem começou “ao revisar documentos que falavam de suas características, físico e outros aspectos dos personagens. Depois, tentamos criar uma melodia ou mix que nos permita sentir a determinação ou vontade do personagem, de forma que a personalidade de cada um também esteja presente na música”. Tenha isso em mente ao jogar e ouvir os diversos temas do jogo.

    Kobayashi-san trabalhou na série Romancing SaGa desde sua criação, e deu a ela sua aparência colorida e dinâmica. Seu estilo incorpora um traço leve, uma paleta de cores em aquarela e diversos detalhes intrínsecos nas roupas dos personagens e nos fundos.

    Fãs dos mangás japoneses irão achar seu estilo influenciado pela arte dos mangás shoujo — algo que Kobayashi-san ativamente tentou utilizar em seus designs de personagem. “Eu presumi que este tipo de jogo seria mais jogado por homens que mulheres, então meu objetivo foi adicionar mais elementos que fossem interessantes para mulheres em minha arte”.

    Apesar de vilões nefastos e monstros horríveis serem uma ocorrência comum nos RPGs, Kobayashi-san fez de tudo para manter um senso coeso de elegância no design de seu trabalho em Romancing SaGa 3. “Tentei tornar as coisas mais sombrias ou assustadoras em algo belo. Ao invés de estranheza, eu tento invocar elegância, romance e sonhos”.

    As Batalhas

    Bem, Romancing SaGa 3 tem a parte da história, música e arte bem feitas, mas vamos aos detalhes — é hora de falar dos sistemas de batalha.

    Como muitos jogos do gênero, Romancing SaGa 3 se utiliza de combate em turnos para você e sua equipe de cinco personagens, além de seus inimigos. A diferença é que o posicionamento e a formação de seu grupo tem um grande papel em como você pode maximizar a ofensiva enquanto mitiga suas fraquezas. É o que também te possibilita performar ataques poderosos que seriam de outra forma impossíveis.

    “Inspiração” também tem um papel grande nas batalhas. Com esse sistema, cada vez que um personagem ataca, há uma chance da inspiração aparecer (como uma lâmpada aparecendo em sua cabeça!) e dele lançar um novo ataque. Seu personagem poderá executar este novo ataque a qualquer momento após, então vale fazer diversas batalhas para crescer seus personagens antes de enfrentar batalhas maiores.

    Há também um sistema único chamado Mass Combat dentro do jogo. Quando você opta por Mikhail como seu personagem principal, você pode participar de batalhas em larga escala, onde você comanda um exército. Naturalmente, este sistema difere bastante do sistema normal, mas é um que você irá querer testar durante o jogo. Há também outros mini-games presentes em Romancing SaGa 3, então fique de olho para estes diferentes modos de jogo enquanto explora.

    O Novo

    Considerando que Romancing SaGa 3 é um remaster em HD, esta versão possui gráficos lindos e otimizados para plataformas modernas. Além disso, há uma nova dungeon chamada “Phantom Maze” para jogadores explorarem. Há também a função New Game+, onde você pode levar alguns itens, habilidades aprendidas, dinheiro, níveis de habilidades e mais para um novo jogo.

    O game é realmente uma experiência. Com seus oito protagonistas, múltiplos finais saindo de cenários diversos, escolhas revolucionárias e sistemas de batalha, há muito para agradar os fãs de JRPGs. Demorou para chegar, mas nas palavras de Kawazu-san: “[…] poder trazer um título para o oriente é uma grande alegria. Espero que aproveitem.”

    Romancing SaGa 3 está disponível para PS4 e PS Vita. Novos fãs também podem ficar de olho nos lançamento futuro de SaGa Scarlet Grace: Ambitions em 3 de dezembro para PS4."

    Fonte: https://observatoriodegames.bol.uol.com.br/destaque/2019/11/viva-um-novo-classico-com-romancing-saga-3

    Romancing SaGa 3

    Platform: SNES
    121 Players
    16 Check-ins

    27
  • eduardo_wrzecionek Eduardo Wrzecionek
    2019-11-13 23:41:01 -0200 Thumb picture
    eduardo_wrzecionek checked-in to:
    Post by eduardo_wrzecionek: <p>Começando a jogar pelo o Rockstar Social Club, d
    Grand Theft Auto V

    Platform: PC
    1811 Players
    325 Check-ins

    Começando a jogar pelo o Rockstar Social Club, depois de HORAS baixando valeu a pena mas a rockstar tem que melhorar muito como launcher deles que esta muito porco ainda. Mas a qualidade do GTA5 é absurdo amei,  na primeira esquina ja foi com a mina na garagem kkkkkk cara que jogo diverto não é brincadeira o que da para fazer nesse jogo.

       Que puta jogo foda do caralho.  

    3
  • eduardo_wrzecionek Eduardo Wrzecionek
    2019-11-11 23:13:46 -0200 Thumb picture
  • eduardo_wrzecionek Eduardo Wrzecionek
    2019-11-10 23:47:21 -0200 Thumb picture

    Finalizado

    Apesar dos apesares tem umas partes boas entretando algumas partes outras são chatas pra cacete é um bom jogo mas fator resident evil não tem nada. Eu sou um lixo nesse jogo morri diversas vezes. Nota 60. Agora jogar a campanha da Ada.

    Resident Evil 4 HD

    Platform: PC
    339 Players
    89 Check-ins

    5
    • Micro picture
      mastershadow · 4 days ago · 1 ponto

      Pra min o game poderia ter acabado no castelo, que eu ja acho maçante. A parti dali ele so piora o final naquela ilha é horrivel, aqueles ganados com metralhadoras..afff

      1 reply
  • eduardo_wrzecionek Eduardo Wrzecionek
    2019-11-10 17:31:10 -0200 Thumb picture
  • 2019-11-09 14:48:43 -0200 Thumb picture
    Thumb picture

    O que é JRPG?

    Medium 3756294 featured image

    O que é um JRPG? Essa pode parecer uma pergunta muito trivial e a resposta para a mesma deve estar na ponta da língua de muita gente: JRPG seria a abreviatura de japanese role-playing game, ou seja: um jogo de RPG feito em terras nipônicas. Entretanto, o buraco é bem mais embaixo, e uma solução mais completa para essa questão exige um pouco mais do que apenas bom senso. Pensando nisso, nós, do Grindingcast, decidimos optar por este artigo, e através dele explicar de uma maneira mais prática e simples de como definir esse subgênero do RPG eletrônico. Mas antes disso, viajemos um pouco no tempo pra descobrir e entender como tudo começou…

    Uma pequena introdução ao JRPG

    Os RPGs eletrônicos surgiram na tentativa dos programadores passarem as aventuras de Dungeons & Dragons para um ambiente virtual, e seu início foi em meados da década de 70, com destaque para Wizardry e Ultima, ambos lançados para os PCs da época. Com o advento dos videogames caseiros, não tardou muito para que também pensassem em portar jogos do tipo para os mesmos, e em 1986 surgia no Japão Dragon Quest que, apesar de não ser o primeiro RPG eletrônico feito por japoneses (já que coisas como Hylide surgiram antes), foi o primeiro a fazer um sucesso absurdo e a trazer as primeiras características que serviriam como base para o desenvolvimento de todo o subgênero nos anos vindouros.

    Capa da versão oriental de Dragon Quest (à esquerda) e da ocidental, chamada de Dragon Warrior (à direita), mostrando bem a diferente interpretação de uma aventura épica que cada lado do globo tinha

    Apesar de unir conceitos anteriormente usados em Wizardry e Ultima, Dragon Quest faz mais do que apenas um repeteco de ideias, pois constrói uma aventura épica de capa e espada bem colorida, e com monstros bem característicos desenhados por Akira Toriyama (hoje mundialmente conhecido por sua criação Dragon Ball), onde o jogador precisa salvar o mundo de um poderoso e maligno vilão. O sucesso do jogo foi tamanho que vários outros RPGs surgiram nos 8bits, como Final Fantasy (1987), Mother (1989), Phantasy Star (1987), Crystalis (1990), Ys: The Vanished Omens (1987), dentre tantos outros, que foram cada vez mais solidificando as características do que estava se tornando um subgênero próprio.

    Final Fantasy VI, um dos ápices criativos do gênero

    Com o advento dos 16 bits, em especial com o Super Nintendo, o RPG eletrônico japonês encontrou sua era de ouro, onde o subgênero adquire todas as suas principais características. As franquias advindas da geração anterior puderam explorar ao máximo as possibilidades do novo console, e várias outras surgiram, com os desenvolvedores abusando de sua criatividade, além de despertar os olhares de interesse do público ocidental. Dragon Quest veio com Dragon Quest V (1992) e Dragon Quest VI (1995), porém Final Fantasy chegou chutando o pau da barraca, mostrando que o RPG eletrônico também podia ser usado pra contar narrativas dramáticas com temas mais sérios, seja com Final Fantasy IV (1991) e principalmente Final Fantasy VI (1994). Outros jogos que saíram na geração foram Chrono Trigger (1995), Secret of Mana (1993), Super Mario RPG (1996), Terranigma (1995), Phantasy Star IV (1993), Earthbound (1994), dentre tantos outros que nos encantam e impressionam até hoje.

    Final Fantasy VII e suas summons que explodiram a cabeça de muita gente na época

    Na geração seguinte, especialmente com o console da Sony, o PlayStation, os RPGs japoneses finalmente alcançaram o patamar de jogos mainstream. Com o lançamento de Final Fantasy VII (1997) e seu sucesso absurdo, várias outros jogos foram sendo lançados, e agora aproveitando-se da nova tecnologia que permitia usar polígonos, que então prometiam ser o futuro. Suikoden II (1998), Valkyrie Profile (1999), Breath of Fire III (1997), Final Fantasy VIII (1999), Tales of Eternia (2000) são alguns dos títulos que representam bem essa época, que fizeram muitos adentrarem no gênero, inclusive aqui no Brasil (ainda mais ajudado pela pirataria desenfreada do PS1, onde se podia comprar jogos do console a preço de banana em qualquer camelô).

    Ar Tonelico III, um exemplo de franquia que se perdeu com o advento massivo da tecnologia

    Nas gerações seguintes, mais melhorias tecnológicas foram surgindo, contudo os JRPGs acabaram perdendo público. Outros gêneros de jogos eletrônicos passaram a contar narrativas mais densas, além de terem gameplays mais dinâmicos e intuitivos, o que fez com que coisas como Hack And Slash surgissem e agradassem um número enorme de jogadores. Infelizmente várias franquias de RPG japoneses não souberam utilizar a tecnologia a seu favor, e abriram mão da própria criatividade em prol de um possível lucro maior. Exemplos bons e ruins dessas gerações foram Persona 4 (2008), Atelier Iris (2004), Final Fantasy XIII (2009), Breath of Fire: Dragon Quarter (2002), Dragon Quest XI (2017), Tales of Zestiria (2015), Bravely Default (2012), entre tantos outros, que continuam sendo lançados (isso além de jogos independentes, como os indies), porém que não possuem a mesma lucratividade e appeal com o público como outrora.

    Xenoblade Chronicles, um bom exemplo de narrativa que os JRPGs ainda conseguem fazer

    Os JRPGs atualmente são apenas uma sombra do que foram, seja criativa ou lucrativamente. Empresas apostam em remakes de seus títulos antigos, outras lançam jogos todo ano para um número pequeno de jogadores, contudo cada vez mais o gênero vai se tornando nichado, tal como era nos tempos dos 8 bits. Contudo, antes de conjecturar o que levou a queda dos hoje chamados JRPGs (termo que se popularizou na geração do PS3/Xbox 360), precisamos entender o que leva um jogo a pertencer a esse subgênero. Como dito no começo desse artigo, JRPG não se resume a um selo de onde o jogo foi fabricado e sim a um conjunto de elementos que o diferem dos RPGs eletrônicos ocidentais, e após esse breve resumo de como os role playing games nipônicos se desenvolveram durante a história, vejamos o que leva um JRPG a ser um JRPG.

    Elementos definidores de um JRPG

    1 - Role play

    Role play é o aspecto mais importante de um RPG. Sem ele, as aventuras de Dungeons & Dragons só seriam um amontoado de pessoas jogando dados a esmo e falando coisas sem sentido, e quando o assunto é RPG eletrônico a coisa não é diferente, afinal role play é o faz de conta, a teatralidade, a interpretação que o jogador faz de seu personagem.

    “Mas role play não seria algo relativo? Ou a mesma coisa que imersão?”

    Não. Um bom exemplo seria uma peça de teatro, onde os atores estão a todo momento interpretando o papel de algum personagem em uma narrativa. Ali, o profissional faz o roleplay através de sua habilidade, simulando os trejeitos e dizendo as falas do indivíduo o qual ele está representando, enquanto numa mesa de RPG essa interpretação se dá através da história que está sendo contada pelo Dungeon Master, onde as escolhas que o mesmo te dá pra fazer te guiam pela aventura. Quando decidiram transpassar essa experiência pro RPG eletrônico, os ocidentais decidiram optar pela customização do personagem e pelas múltiplas escolhas que o jogador pode fazer (originando o que viria a ser conhecido como WRPG nos dias de hoje), enquanto os japoneses acharam melhor focar na parte narrativa, fazendo de seus jogos experiências mais lineares, focadas em um enredo principal com um objetivo bem definido.

    Lunar 2, um ótimo exemplo do role play característico dos JRPGs

    Por isso, o role play dos JRPGs se dá pela empatia que o jogador tem com os personagens jogáveis (que nos JRPGs costumam ser mais de um, o que aumenta ainda mais essa estima). Quanto mais carismático, característico e inusitado o personagem for, melhor para que a teatralidade aconteça e para que o jogador realmente se sinta interpretando aquele papel e realmente se importe com o que acontece com aquele indivíduo, ficando alegre em momentos de vitória e triste caso algo aconteça com ele, como uma possível morte. Esse é o principal motivo pelo qual muitos JRPGs de SNES, mesmo possuindo narrativas bem simples, conseguiam cativar os jogadores, a ponto de muitos serem lembrados até hoje, como o Secret of Mana e Chrono Trigger.

    2 - Narrativa

    JRPGs tendem a possuir narrativas lineares (existem raras exceções, como a segunda parte de Final Fantasy VI), focadas em vários personagens jogáveis (também existem exceções, como Vagrant Story mas em suma JRPGs tendem a ter partys, formadas por vários personagens bem distintos), que tendem a ter idades entre 10 e 20 anos. Esse período entre a adolescência e o princípio da idade adulta é visto como a melhor fase da vida para grande parte da sociedade japonesa (já que quando ficam adultos, não possuem liberdade pra fazerem o que querem, sendo pressionados pela sociedade a arrumarem um emprego ou passarem em um vestibular), e isso se reflete em suas histórias, que são quase sempre protagonizadas por jovens cheios de energia, perseguindo um objetivo bem definido (normalmente salvando o mundo de algum grande mal). Seu cast é sempre formado por personagens pré definidos, mesmo quando o protagonista é self insert é visível que ele está longe de ser uma casca vazia no qual o jogador irá se inserir (como acontece em boa parte dos WRPGs), e normalmente já possui background, história, trejeitos próprios ou mesmo uma mãe que o acorda de manhã para que finalmente possa começar sua jornada.

    Persona 2: Eternal Punishment é um raro caso de JRPG cujo cast é formado quase que totalmente por adultos

    Esse foi um dos diferenciais que fizeram os JRPGs ganharem destaque nos 16 e 32 bits, já que devido a sua linearidade e seu foco em vários personagens ao mesmo tempo, eles conseguiam entregar uma experiência narrativa bem cativante, mesmo que a maioria sequer imaginasse que não era que eles fossem narrativas super densas (afinal, ter uma trama protagonizada por crianças/adolescentes acaba limitando a liberdade narrativa que o autor pode ter) e sim que o role play do jogador nelas lhes dava uma imersão que nenhum outro gênero conhecido podia lhe proporcionar, de forma similar com a que os RPGs de mesa conseguiam entregar.

    3 - Gameplay

    Assim como num RPG de mesa as fichas e dados são importantes, nas contrapartes eletrônicas a coisa não é diferente, afinal são as mecânicas, o sistema de progressão de nível e afins que definem a execução de suas ações, e fazem a sua aventura terminar em uma vitória esmagadora ao invés de uma derrota vergonhosa. JRPGs possuem gameplays bem diferentes, indo do Turn Based (onde o JRPG realmente brilha, tendo a maioria de seus melhores jogos nesse sistema de batalha) ao Action (sistema que a maioria esmagadora dos JRPGs atuais adotaram), contudo eles possuem alguns aspectos em comum, como magias espalhafatosas, danos absurdos, overworld com navios e airships, mas sem dúvidas o principal deles é a progressão.

                      Gameplay de Lufia II, um dos melhores JRPGs dos 16 bits  

    A progressão dos JRPGs costuma ser feita através de batalhas, sejam em dungeons repletas de monstros ou enfrentando bosses aterradores que podem quebrar a sua cara em instantes (enquanto sidequests e eventos secundários não costumam ter um grande destaque). A maneira como o jogador adquire skills e equipamentos também segue a mesma linearidade do enredo e coisas como magias super poderosas só são adquiridas quase no final do jogo, aumentando ainda mais o role play e a sensação que o jogador realmente está vivenciando uma aventura, onde os perigos ficam mais desafiadores e as recompensas mais satisfatórias com o desenrolar da sua jornada.

    4 - Ambientação

    No começo dos anos 90 uma onda pitoresca invadia os lares das famílias através da hoje extinta Rede Manchete: o desenho Cavaleiros do Zodíaco. Misturando mitologia grega, astrologia e muita violência, a animação foi um sucesso absurdo e junto com ele vieram vários outros poços de exoticidade com os quais não estávamos acostumados na época: Yuyu Hakusho, Sailor Moon, Dragon Ball, Pokémon, entre vários outros, que prendiam a atenção de milhares de crianças e adolescentes, com muitos pais se perguntando o que tinha de tão incrível naquelas animações violentas com personagens magricelas de olhos grandes…

    As três feiticeiras de Lunar: Silver Star Story, esse tipo de aparência peculiar só se encontra em JRPGs e afins

    Exagerados, exóticos, existem vários adjetivos que podem ser usados pra definir as animações japonesas, e os JRPGs bebem diretamente dessa influência. A narrativa pode acontecer numa época medieval, que as chances de se encontrar um inimigo mecha gigante com lasers serão bem altas, ou mesmo ambientações cyberpunk com os personagens lutando com staffs mágicos e espadas gigantes enquanto soltam cogumelos atômicos com suas magias. Resumidamente: JRPGs são imprevisíveis, um pequeno e caricato monstro pode soltar rajadas de fogo na sua cara, uma casa pode te atirar mísseis, um monge pode dar suplex em um trem, uma ninja pode fazer sinal da cruz, entre várias outras possibilidades, que só jogando JRPGs mesmo pra descobrir.

    5 - Trilha sonora

    One Winged Angel, exemplo conhecido do que os JRPGs podem oferecer, musicalmente falando

    Trilha sonora é algo que todo gênero de jogo eletrônico possui, então o que o JRPG possui de diferente nesse sentido? Como o enfoque desse tipo de jogo é no role play, na interpretação de papéis, a narrativa, a ambientação e a trilha sonora precisam estar de acordo com o que está acontecendo na tela. Por isso os RPGs nipônicos tendem a ter um cuidado todo especial com esse aspecto, possuindo várias músicas diferentes pra cada situação, seja uma batalha, uma cidade, um boss ou mesmo um personagem jogável.

    Seja o tema de um local onde o jogador pode descansar…

    Ou de uma personagem que controla seu mecha dançando com seus leques…

    Ou o tema aterrador de um final boss, o desafio derradeiro que o jogador esperou por tanto tempo! A música mexe com nossos sentimentos, portanto um tema que encaixe com a situação que está ocorrendo naquele momento será certeiro pra ajudar no role play do jogador.

    O que podemos concluir?

    Tendo conhecimento dessas principais características que diferem um JRPG de outro gênero/subgênero de jogo eletrônico, fica simples sacar à primeira vista jogos ocidentais feitos nesse molde. South Park: The Stick of Truth, Child of Light, Cross Code, Cosmic Star Heroine, Lost Odissey, Secret of Evermore, entre vários outros. Também existem jogos como The Witcher 3, cuja narrativa segue o padrão japonês (linear, com protagonista carismático mirando um objetivo bem definido), mas continua sendo um RPG ocidental, já que não possui os outros elementos definidores do subgênero.

    Por fim, isso é JRPG: um subgênero do RPG eletrônico, cuja principal característica se dá por sua narrativa linear, seus personagens exóticos, trilha sonora bem diversificada e ambientação peculiar que se unem pra formar o role play, o faz de conta que o jogador irá vivenciar. É fato que atualmente o JRPG não anda bem das pernas, e que sua interpretação de papeis não chega ao nível de sua contraparte de mesa, contudo isso não significa que são escassas as opções para alguém que queira se aventurar no gênero, vivenciando uma experiência única que dificilmente outro tipo de jogo eletrônico irá permitir.

    Dragon Quest

    Platform: NES
    115 Players
    5 Check-ins

    46
    • Micro picture
      artigos · 6 days ago · 3 pontos

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

    • Micro picture
      seufi · 5 days ago · 3 pontos

      Fanservice?

      5 replies
    • Micro picture
      kess · 3 days ago · 2 pontos

      Os JRPGs precisam se reinventar para voltarem a ser o que já foram!

      1 reply
  • luchta Ewerton Ribeiro
    2019-10-16 13:52:47 -0300 Thumb picture
    Thumb picture

    10 COISAS que TALVEZ você não SABIA sobre RESIDENT EVIL 4

    Admito que não sabia algumas dessas coisas, aliás vou usar uns desses truques quando eu for zerar de novo. O que me lembra que preciso terminar ele com a dublagem feita por fãs.

    Resident Evil 4 HD

    Platform: PC
    339 Players
    89 Check-ins

    7
  • eduardo_wrzecionek Eduardo Wrzecionek
    2019-11-08 03:12:08 -0200 Thumb picture
    eduardo_wrzecionek checked-in to:
    Post by eduardo_wrzecionek: <p>Nossa fui jogando e ate esqueci de fazer check-i
    Resident Evil 4 HD

    Platform: PC
    339 Players
    89 Check-ins

    Nossa fui jogando e ate esqueci de fazer check-in  do jogo mas sou super ruim nesse jogo eu vou descendo a bala não economizo ate hoje não me acostumei com a jogabilidade e não tenho a habilidade de atirar e dar facada logo seguida vou atirando que nem louco . Não é dos meus favoritos mas gosto de jogar ODIEI as mudanças dos jogos clássicos para esses do RE4 RE5 e o RE6, jogo uma vez a cada ano ou olhe lá. Da primeira vez que zerei foi no ps2 agora com a versão da Steam.

        

    26
    • Micro picture
      slashgoodboy · 7 days ago · 1 ponto

      Mas está jogando no controle? Porque os controles pra PC desse jogo dão calos de tão ruins que são, a não ser que as novas versões tenham melhorado os controles, fortemente indico usar joystick.

      1 reply
    • Micro picture
      tyagoextreme · 7 days ago · 1 ponto

      Na versão PC da pra jogar com mouse e Teclado... só demora um pouco pra acostumar, mas foi de boa pra mim zerar o game

      1 reply
    • Micro picture
      mastershadow · 7 days ago · 1 ponto

      Eu tbm sempre odiei as mudanças, após o RE3/REC.V,

      RE4 é um ótimo jogo, mas um péssimo Resident Evil.ele peca em levar o nome e colocar um jogo nada a ver com a série. Já Re5 e 6 são horriveis mesmo e nada se salva.

      1 reply
  • wcleyton Wanderson Cleyton
    2019-11-06 11:59:09 -0200 Thumb picture
    Thumb picture
    14
    • Micro picture
      lukenakama · 9 days ago · 3 pontos

      Acho que o problema não é o Alva, é o navegador mesmo huahuahuauhauh

      3 replies
    • Micro picture
      kipocalia · 9 days ago · 2 pontos

      Eu to usando o chrome e não tava conseguindo mandar imagem, talvez seja do alva mesmo, sei la

    • Micro picture
      eduardo_wrzecionek · 9 days ago · 2 pontos

      Troquei o navegador assim que soube que ele se tornou Chines não faz 3 dias, agora estou usando o Vivaldi navegador é feito com o primeiro grupo que criou Opera depois que o Opera se tornou Chines esse grupo potencializou o Vivaldi. Assim que o criador morreu o time de desenvolvimento se desfez.

      2 replies
Keep reading &rarr; Collapse &larr;
Loading...