2018-09-10 17:46:43 -0300 2018-09-10 17:46:43 -0300
edknight Eduardo Botelho checked-in to:
Post by edknight: <p>Terminei esse jogo no fim de semana. Foi muito,
Deus Ex: Human Revolution

Platform: Playstation 3
1124 Players
46 Check-ins

Terminei esse jogo no fim de semana. Foi muito, mas muito tempo que levei pra terminar ele, desde que recebemos na Plus há uns bons anos, por motivos de desmotivação (e tem vários fatores nesse game que me desmotivaram, aliados ao fato que futuro cyberpunk não é exatamente o cenário que eu mais curto), por outros jogos que entraram na frente e chamaram minha atenção, e porque meu PS3 foi encostado há um tempo devido a forças maiores e só consigo pegar ele bem esporadicamente. Mas enfim, ao jogo, que acho que das outras vezes que joguei não cheguei a fazer checkin.

Deus Ex Human Revolution é um jogo de RPG em primeira pessoa que dá MUITA liberdade pro jogador. Liberdade essa que é uma faca de dois gumes, ao menos na versão Vanilla, já que uma das minhas maiores reclamações sobre o jogo é uma que dizem ter sido consertada na versão Director's Cut. 

A estrutura básica do jogo é: Grande hub onde você consegue encontrar dezenas de side missions, postos de melhoramentos, lojas de armas, e alguns prédios mais detalhados. Esses prédios seriam as "dungeons" de um RPG clássico, e mesmo nelas o jogador tem bastante liberdade, você pode metralhar todo mundo em seu caminho, usar Stealth, usar Stealth não-letal. Há a opção de usar Hack para abrir portas e caminhos alternativos, há dutos, há caminhos onde é impossível passar por conta da eletricidade ou de um gás tóxico. E o jogador tem liberdade (mais uma vez, sim, sei que tá repetitivo, mas é isso) de selecionar seus upgrades, praticamente tudo disponível desde o começo, para ganhar um salto mais alto, habilidade de hackear mais dispositivos e com mais facilidade, camuflagem, imunidade à eletricidade ou ao gás venenoso, melhorias na pontaria e diminuição do coice da arma, velocidade, armadura, e um ataque especial chamado Typhoon System.

Como eu disse que a liberdade de Deus Ex é uma faca de dois gumes, aí vem a parte que realmente esse sistema é desvantajoso: Eu gosto de jogar esse estilo de jogo mais Stealth possível, portanto gastei quase todos os Praxis (basicamente o Lv. Up do jogo, mas que pode ser comprado nas lojas por um preço absurdo, e que te ajuda a instalar mais melhorias no Adam) em habilidades de hackear ou ajudas para Stealth. E o jogo me mete uma bossfight contra um inimigo melhorado, em certo momento. Meu Stealth não ajudou aqui, sem Typhoon e com o coice insuportável da maioria das armas, eu dropei o jogo aqui depois de ser lanchado com farofa pelo primeiro inimigo obrigatório do jogo. E o jogo te deixa tão livre pra escolher que basicamente te oferece esse Dead End, onde você tá com um char fraco em combate e é obrigado a passar por um combate contra um oponente mais forte que o comum sem a alternativa de fugir dele, e sem um aviso de que você pode se ferrar lá na frente.

Enfim, depois de muito tempo que voltei a jogar ele, e lembrei por que tinha dropado, mas minha determinação foi suficiente pra insistir em estratégias suicidas até vencer o boss. A partir daí eu sabia que o jogo poderia voltar a tacar uma bossfight a qualquer momento pra me ferrar e sabia que deveria investir mais em melhorias de combate (spoiler: Não fiz isso), logo me decepcionei menos com o fato de ter que lutar contra chefes OP, porque o resto do jogo estava me divertindo bastante.

Aliás, um leve spoiler aqui, mas tem uma parte que um personagem secundário bem próximo do Jensen se enrasca numa das viagens dele para cumprir uma missão. Esse personagem diz que você pode largar ele, já que ele vai servir de distração, pra você se infiltrar na base inimiga. Obviamente ele morre nessa brincadeira. Mesmo sem ter upgrades de combate armado, eu decidi que ia salvar o personagem, então eu ia meio no Stealth, dava vários Takedown (e tinha que ficar comendo barrinha de energético pra recarregar a pilha), e achei umas armas mais pesadas que gastei nos robôs Heavy, depois de, sei lá, 20 tentativas, consegui salvar o bendito char. Troféu mais gratificante que pipocou na tela EVER. 

Depois disso, tiveram poucos momentos tão emocionantes (uma das últimas boss fights, que possivelmente você vai estar bugado, é uma das lutas mais bacanas do jogo).

A história do jogo é bacaninha (de novo, não sou exatamente o público alvo aqui). Tem muitas escolhas ao longo do jogo, Jensen tem poder de ser um fdp se quiser, graças às suas muitas melhorias. Pra mim, o melhor caminho era sempre tentar resolver os problemas de forma não-letal (inclusive a vez que eu fui cobrar uma moça porque os caras de uma gangue pediram a grana dela. Ela deu uma explicação convincente e que ia me levar para um final da quest, mas eu não queria desembolsar dinheiro por ela, então voltei, dei um socão, peguei a grana dela e usei uma fração pra pagar a dívida com os mafiosos. Mas mandei eles deixarem ela em paz e nunca mais cobrar). Mas aqui eu achei que o problema era outro, o final do jogo especificamente. Ele constrói algo desde o início, com um monte de NPCs que acabam lembrando do Adam caso cruzem seu caminho novamente, e aí seria um ótimo lugar pra meter um sistema que seu final depende das suas escolhas...

Mas não, seu final depende de um switch que você escolhe logo depois do final boss. Chega a ser um final sem alma, genérico, onde são apresentadas quatro opções e você simplesmente aperta um botão que muda o que será noticiado ao mundo, se você vai beneficiar a empresa X ou Y ou Z. E o Jensen dá o maior discursinho hipócrita do tipo "Eu poderia ter usado meu poder para o mal, mas usei para o bem" (no meu caso, acho que é o limite do aceitável, já que acho que não matei nenhum inimigo não-chefe diretamente, só ativando turrets e robôs pra metralhar inimigos, ainda assim socando muita gente pra conseguir meus objetivos). Mas dependendo de como o jogador trilhou sua rota até esse momento, dá pra enxergar um Adam Jensen maquiavélico, ao qual os fins justificam os meios, e tudo bem matar um monte de gente se eu estiver do lado certo e matando gente que está do lado errado. O que não encaixa bem com seu discurso moralista, seja lá qual for a moral que ele quer pregar. A propósito, pra quem quiser me perguntar, escolhi o final do Hugh Darren.

Enfim, depois de alguns momentos meio decepcionantes, alguns drops, eu terminei esse jogo, se pudesse dar uma nota para ele seria "é legal mas vacila às vezes". Recomendo para os fãs de Cyberpunk, e pra quem gosta de um joguinho Stealth (mas lembre de melhorar um pouco suas habilidades de combate às vezes)

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    gus_sander · 8 months ago · 1 ponto

    Eitha, parabéns mano!!

    1 reply
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    mcalor · 8 months ago · 1 ponto

    você sentiu que o jogo é longo demais?

    3 replies
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    flaviadecarvalho · 7 months ago · 1 ponto

    Olá, Edknight! Você é do Rio? Estou procurando pessoas aqui no Rio de Janeiro para entrevistas para minha pesquisa de doutorado.

    3 replies
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