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  • 2015-07-24 13:07:06 -0300 Thumb picture

    Thanks for playing (and reading)!

    Medium 3121653 featured image

    Escrevo profissionalmente sobre games há mais de três anos e até bem recentemente nunca tive um projeto próprio, algo para chamar de meu que refletisse minha opinião sobre vários assuntos do mercado. Instigado por esse desejo de ser o responsável por uma linha editorial, criei a Digital Jam.

    Por mais que já tenha escrito artigos, feito cobertura de eventos (duas vezes in loco da Brasil Game Show e remotamente da E3 por três vezes), publicado mais de 30 análises, entrevistado desenvolvedores, queria ter essa experiência em atuar como o editor e ter total liberdade para decidir as pautas e ajustar o tom das matérias publicadas.

    A solução que encontrei para colocar meu plano em prática foi a de criar um perfil na Alvanista, rede social destinada para gamers em que participo ativamente, onde passei a publicar minhas matérias que seguem esse viés.

    Durante seu breve período de vida de cinco meses (comecei o projeto em fevereiro de 2015), a Digital Jam teve 26 postagens. Destas, 11 são artigos que seguem a linha editorial que resolvi adotar e pode ser descrita nos dizeres abaixo, que servia como assinatura de cada post.

    O objetivo da persona Digital Jam é disseminar conteúdo sobre games de uma forma diferente através de textos pessoais, direcionados para o lado independente.

    As outras 15 atualizações fazem parte de uma série intitulada Retratos Independentes. Falarei mais sobre ela em outro post, mas basicamente essa "coluna" é inspirada na página do Facebook Humans of New York (HONY). Além disso, serve também como uma homenagem/interpretação dessa iniciativa que me ajudou a enxergar como o contato humano é importante quando nos sentimos soterrados na correria diária e a valorizar a diferença na vivência de cada um.

    Apesar de existir há menos de um semestre, a Digital Jam foi essencial na minha vida por servir como prova de que consigo tirar meus projetos do papel. Me considero"criativo", mas de que vale um criador que só pensa e falha em extrair suas ideias para algo concreto? Produzir conteúdo/criar também é conhecido para mim como transformar o turbilhão de pensamentos e sentimentos em algo, seja uma análise, jogo ou um projeto pessoal.

    A segunda lição que essa jornada me ensinou foi ajudar a descobrir minha identidade profissional. A insegurança é um traço da minha personalidade em que tenho trabalhado para melhorar e o exercício de me dedicar em um projeto autoral fez com que me sentisse mais capaz, decidido e seguro.

    O terceiro e último grande ensinamento que esse projeto me ensinou é o de praticar o desapego, abrir mão de artigos ou até de projetos. Confesso que estou com dificuldades em encontrar as melhores palavras para terminar esse texto, porque a decisão já está tomada na minha cabeça por mais que parte de mim tente não aceitar.

    Esse é o último texto da Digital Jam.

    Espero que tenham gostado das matérias que publiquei. Para aqueles que quiserem continuar a acompanhar meu trabalho, fico muito feliz em dizer que sou um dos colunistas que fazem parte da equipe da Ivalice. Posso dizer que meus artigos e eventuais análises por lá serão o sucessor espiritual da Digital Jam. Para quem tiver interesse, o primeiro dos meus textos - A geração dos remakes é necessariamente algo ruim? - já está no ar.

    Muito obrigado para todos que leram, comentaram, compartilharam, se emocionaram ou até se inspiraram com o que escrevi. Serei eternamento grato a todos que acompanharam o trabalho da Digital Jam. Vocês fizeram tudo isso valer a pena.

    Forte abraço e nos vemos por aí,

    -

    Eduardo Emmerich

    @rurounikz

    23
    • Micro picture
      sikora · almost 4 years ago · 2 pontos

      Isso aí @rurounikz, terminra algo não necessariamente significa retrocesso, e a posto que aqui trata-se de um passo adiante! :)
      Parabéns por todo o trabalho!!

      1 reply
    • Micro picture
      thiagovnd · almost 4 years ago · 2 pontos

      Parabéns e sucesso. Acabei de adicionar o Ivalice no Feedly, espero poder ler seus novos textos em breve :)

      1 reply
  • 2015-05-13 19:33:19 -0300 Thumb picture

    Retratos Independentes: Alex Boiret


    "Nós somos rebeldes."


    Alex Boiret é  coordenador de localização da CD Projekt RED e trabalhou em The Witcher 3. Tive a oportunidade de entrevistá-lo durante o evento em que experimentei uma prévia do jogo.

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    Autor: Eduardo Emmerich (aka @rurounikz)

    O objetivo da persona Digital Jam é o de disseminar conteúdo sobre games de uma forma diferente através de textos pessoais, direcionados para o lado independente.

    The Witcher 3: Wild Hunt

    Platform: Playstation 4
    2307 Players
    933 Check-ins

    22
  • 2015-05-07 11:54:47 -0300 Thumb picture

    Retratos Independentes: Santo (Pedro Medeiros)

    "Quando a gente começou a pegar freelas de games, não foi como se eu e a Amora decidimos a viver só disso e sim nós percebemos que com o tempo, os trabalhos de jogos passaram a nos sustentar. Começamos a ir para esse lado lentamente e um jogo passou a chamar o próximo."

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    Autor: Eduardo Emmerich (aka @rurounikz)

    O objetivo da persona Digital Jam é o de disseminar conteúdo sobre games de uma forma diferente através de textos pessoais, direcionados para o lado independente.

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      kyle · about 4 years ago · 2 pontos

      Novamente gostaria de deixar aqui meus humildes parabéns - as matérias são curtas e de uma sensibilidade muito agradável! Que ótima persona para se acompanhar! :D

      1 reply
  • 2015-04-30 12:05:00 -0300 Thumb picture

    SPIN de abril - Pugs cheiradores de bunda

    Medium 3060437 featured image

    A agradável noite dessa quarta (1º de abril) na cidade de São Paulo foi marcada por, entre outras coisas, mais um encontro de desenvolvedores independentes no Centro Cultural Vergueiro, alí ao lado da estação Vergueiro da linha azul do metrô.

    A edição do SPIN (nome dado ao evento que ocorre toda 1ª quarta-feira do mês) realizado em abril teve como atração especial uma conversa do Lucas Carvalho, mais conhecido por sua alcunha nas interwebs de Mídio (@midio).

    Esse formato em que acontece uma conversa com alguém relevante, é chamado de Big Spin e o objetivo dessa palestra foi permitir que Mídio falasse sobre como foi a experiência de ter participado da Game Developer's Conference desse ano.

    Além de Mídio, o evento também teve a participação do Guilherme Sadao em que ele compartilhou quais as oportunidades na Brazilian Game Developers, uma iniciativa da Abragames (Associação Brasileira do Desenvolvedores de Jogos Digitais).

    Vou me focar na palestra do Mídio porque ela foi a que mais ressoou comigo. Antes mesmo de falar sobre como foi a Game Developers Conference, Mídio esbanjou simpatia (só faltou mandar beijinho no ombro pras inimigas) e deu dicas simples, mas valiosas para quem pretende ir para a GDC um dia. Uma delas foi a de comprar uma passagem de avião até Los Angeles e de lá ir para São Francisco, pagando apenas um dólar em uma passagem de ônibus. Só nesse brincadeira é possível economizar uma boa grana, ainda mais com a cotação atual do moeda americana.

    O artista, graduado em arquitetura, manda muito bem em pixel-art (recomendo muito acompanhar o trabalho dele) e o projeto que o levou ao evento foi o Butt Sniffing Pugs, que cuidaram de uma booth com o título na sessão Alt.Ctrl.GDC, uma parte da conferência dedicada para jogos que possuam controles alternativos.

    O título, que tinha um "joystick" curioso, não poderia ser mais claro para descrever o conceito desse game em que você controla pugs que passeam pelo parque e podem, entre outras "atividades", cheirar o traseiro de outros cachorros.

    A simplicidade do projeto e da abordagem dos produtores foi algo que me pegou completamente de surpresa. E pelo que o artista comentou sobre sua experiência nos dias do evento, não fui o único. O simples fato de não haver um objetivo claro definido torna a experiência em algo mais puro, sincero e divertido.

    "O jogador sempre está acostumado a ser ensinado e fica perdido quando não é". Essa inocência de não haver regras definidas aliadas ao fato do jogo ser um "sandbox com pugs" (JÁ GANHOU MEU PRÊMIO DE GAME OF THE YEAR) fez com que os próprios jogadores criassem suas regras ao brincar com amigos e tivessem um comportamento mais infantil apenas para se divertirem.

    A definição usada para rotular o título como sendo um sandbox pode não ser apropriada, principalmente porque não há um mapa gigantesco com várias missões paralelas disponíveis. Mas ao mesmo tempo esse termo é uma descrição perfeita porque o game possui uma caixa de areia (onde os pugs podem fazer suas "necessidades") e ele funciona exatamente assim, como uma caixa de areia para as pessoas se divertirem.

    Butt Sniffing Pugs chamou a atenção das pessoas e até de alguns figurões da indústria como Shuhei Yoshida (presidente da divisão Worldwide Studios da Sony Computer Entertainment) que tweetou sobre esse título ser o destaque da GDC 2015 e até o citou em uma entrevista no Gamasutra sobre o futuro do Project Morpheus.

    De acordo com Mídio, o status do projeto que recebeu uma boa cobertura da mídia nos últimos meses é incerto. Os desenvolvedores estão avaliando os próximos passos e pensando em como viabilizar um jogo em que um joystick proprietário é mandatório.

    De qualquer maneira, aguardo ansioso para poder experimentar as aventuras dos adoráveis cachorros pixelados de cara amassada.

    Para saber mais sobre Butt Sniffing Pugs, confira abaixo o vídeo do Verge explicando mais sobre o game.

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    Autor: Eduardo Emmerich (aka @rurounikz)

    O objetivo da persona Digital Jam é o de disseminar conteúdo sobre games de uma forma diferente através de textos pessoais, direcionados para o lado independente.

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  • 2015-04-29 12:29:16 -0300 Thumb picture

    Retratos Independentes: André Asai

    "Eu queria fazer outras experiências de eventos além do SPIN. Uma ideia que eu tenho é a de fazer uma feira com comidas, vendas de zines, entre outras coisas. Não sei se vai rolar, mas é algo que eu queria fazer."

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    Autor: Eduardo Emmerich (aka @rurounikz)

    O objetivo da persona Digital Jam é o de disseminar conteúdo sobre games de uma forma diferente através de textos pessoais, direcionados para o lado independente.

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  • rurounikz Eduardo Emmerich
    2015-04-27 15:57:23 -0300 Thumb picture
    Thumb picture

    Representatividade feminina em Call of Duty: Black Ops III

    The campaign's story will be the same for both the male and female protagonist. Jason Blundell (director of Black Ops 3's campaign) and Mark Lamia (Treyarch studio head) said they wrote a gender-neutral script, and that a bit of character will come through in how both the male and female actors portray the lead character. Lamia was careful to point out that Black Ops 3's woman lead soldier "not just like a female head on a male body."

    "We had a female rig and a whole animation set," he said.

    Fonte: Polygon

    11
  • 2015-04-22 14:35:43 -0300 Thumb picture

    Retratos Independentes: Leandro Carlos da Silva

    "Gosto muito de programação pura, não gosto de engines. Minha vida inteira foi pautada por desafios. Tinha um amigo de escola que sabia mexer no Flash e eu achei um absurdo que eu não sabia o que era Flash. Aí na 6a série eu já sabia programar em Action Script."

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    Autor: Eduardo Emmerich (aka @rurounikz)

    O objetivo da persona Digital Jam é o de disseminar conteúdo sobre games de uma forma diferente através de textos pessoais, direcionados para o lado independente.

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    • Micro picture
      hagarth · about 4 years ago · 2 pontos

      6ª série + action script = semiDeus

  • 2015-04-15 11:53:13 -0300 Thumb picture

    Retratos Independentes: Lucas Jock

    Nota do editor: Lucas Jock, game designer e um dos fundadores da Taw Studio (responsável por Mr. Bree e Jelly Escape), faleceu nessa segunda (13) em Pindamonhangaba.

    Tive a oportunidade de conhecê-lo na Campus Party de 2013, um evento em que assisti algumas palestras que ajudaram a mudar completamente o rumo da minha vida profissional. Sempre serei grato aos devs que estavam lá e Lucas era um deles.

    Após esse evento, encontrei Jock durante algumas game jams e ele sempre me surpreendeu com sua generosidade, carinho, carisma, preocupação com os outros e paixão por seu trabalho. 

    Por esse motivo, o Retrato Independente dessa semana é uma singela homenagem ao Jock, uma entrevista com ele que nunca publiquei em português.

    Qual seu nome, idade e formação?

    Me chamo Lucas Jock, tenho 24 anos, e sou formado como técnico em Multimidia no Senac, e Técnico de Informática.

    Há quanto tempo você trabalha na TawStudio? E qual é seu cargo / função?

    Trabalho na TawStudio desde seu nascimento, em meados de 2009. Atuo na direção, design, produção e level design dos jogos.


    Você trabalhou em quais jogos?

    Os principais jogos que trabalhei foram "O Desafio do 5S", "Mr. Bree - Returning Home", "Jelly Escape" e atualmente, no "Mr. Bree+".


    Quais foram suas influências e referências pra fazer o game design desses jogos?

    Sou bastante influenciado por jogos de plataforma e RPG. E esses jogos são bastante inspirado em títulos que fizeram parte da minha "formação" como gamer, como Megaman, Castlevania e Super Meat Boy.


    Como você se sente quando se dá conta que seu trabalho consiste em criar jogos?

    Eu adoro! Realmente é um trabalho muito satisfatório e prazeroso de fazer. Eu sempre gostei de jogos, mas só percebi que queria trabalhar com jogos mesmo um pouco antes de criar o estúdio. Desde então, tem sido uma experiência maravilhosa e enriquecedora!


    Qual o maior conselho que você tem para quem quer trabalhar com Game Design, ou está começando nessa área?

    Tenho duas dicas bem importantes, baseadas na experiência que eu já tive comigo e outras pessoas. Primeira: Façam jogos! Conhecemos game designers formados, com anos de estudos, mas que nunca chegaram nem a prototipar um jogo. A experiência de por a mão na massa vale muito! Seja sozinho ou em equipe, tente fazer um jogo completo, da concepção até o lançamento, para se familiarizar com todas as etapas do desenvolvimento.

    A segunda dica, é: Para ser game designer, você vai ter que saber fazer um pouco de tudo! Não é como algumas pessoas pensam, que o GD só fica pensando no jogo e criando documentos para um time desenvolver o jogo para ele. Você vai ter que saber de arte, para conseguir conversar e trabalhar com artistas, saber o básico de programação para trabalhar com outros programadores, auxiliar em prototipagem, e por aí vai, com todas as competências que englobam um jogo: Musica, produção, narrativa, animação, etc. E outra dica muito importante é: interaja com a comunidade de desenvolvedores! Converse com estúdios, participe de eventos, maratonas, troque emails, faça amizades. Algumas das pessoas mais fantásticas que eu já conheci na vida foi através do desenvolvimento de jogos.


    Como está sendo o recebimento da votação de Mr. Bree + no Greenlight?

    Está indo bem! Ainda falta um longo caminho para sermos aprovados lá. Mas temos tido um feedback muito positivo dos usuários, com ótimas críticas e comentários bastante satisfeitos!


    Quais são as melhorias que vocês fizeram nessa versão + de Mr. Bree?

    O jogo foi inteiro refeito. Desde a arte, os códigos, até a própria historia em si, que agora é mais completa, e com um desfecho bem especial, bem diferente do jogo original. Todos os gráficos estão em HD, temos cenários novos, dez vezes mais armadilhas, que adicionam bastante variedade no gameplay. 60 fases, o triplo do jogo antigo. Além de 4 modos de jogo, que adicionam grandes desafios para os gamers mais hardcore.


    Como você se sente estando bem próximo de ter um jogo que você trabalhou publicado no Steam?

    Ainda falta bastante para chegarmos lá. Mas seria a realização de um sonho! Desde que começamos a desenvolver jogos, um de nossos maiores objetivos é ter um jogo na Steam. E estamos lutando dia e noite por isso! =)


    Quais são seus Top 3 jogos preferidos?

    Nossa, difícil limitar a três... Mas, os jogos que mudaram minha vida e fizeram parte da minha infancia foram os jogos de RPG da série Chrono e da serie Final Fantasy, jogos de plataforma, como Megaman e Castlevania. Além de Starcraft 1 e 2, e jogos de FPS, o bom e velho Counter Strike, os mais recentes, Battlefield, Call of Duty, etc. E meu mais novo amor tem sido o Dota 2! =)


    Adicional:

    Quem quiser conhecer mais sobre o nosso jogo, e/ou nos ajudar no Greenlight, é só conferir a pagina www.mr-bree.com. Qualquer ajuda é muito importante para nós! =)

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    Autor: Eduardo Emmerich (aka @rurounikz)

    O objetivo da persona Digital Jam é o de disseminar conteúdo sobre games de uma forma diferente através de textos pessoais, direcionados para o lado independente.

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      pauloaquino · about 4 years ago · 4 pontos

      Vá em paz.

      Lady Palutena lhe dará as boas vindas.

    • Micro picture
      mattfenrir · about 4 years ago · 3 pontos

      Descanse em paz, guerreiro =/

    • Micro picture
      bakujirou · about 4 years ago · 3 pontos

      achei muito bacana a homenagem para ele. R.I.P. Lucas :<

  • 2015-04-13 17:25:34 -0300 Thumb picture

    House of Cards: The Game(s)

    Medium 3048146 featured image

    ESSE POST CONTÉM ALGUNS (pequenos) SPOILERS DA TERCEIRA TEMPORADA DE HOUSE OF CARDS. VOCÊ FOI AVISADO.

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    Protagonizada por Kevin Spacey e com a presença de ótimos atores e atrizes, House of Cards é uma série exclusiva para a Netflix que fez sua estreia nesse serviço de streaming em fevereiro de 2013. A  leva mais recente de episódios (terceira temporada) foi lançada em 27 de fevereiro de 2015.

    Para responder o que deve estar passando em sua cabeça "E o que diabos isso tem a ver com a Alvanista e com games?" , cabe aqui uma explicação. 

    Francis Underwood, personagem interpretado por Spacey é um ambicioso político americano. Um dos hobbys preferidos dele é jogar videogames, principalmente para desligar dos afazeres de seu trabalho, como é destacado na sequência abaixo.

    Em outro momento da série, até  o PS Vita fez uma "participação especial" quando Underwood repara no portátil da Sony jogado em um apartamento de um colega. Uma inserção comercial nem um pouco discreta, mas que se prova no mínimo engraçada.

    Nesse momento, o protagonista fala que prefere títulos de console que tenham uma temática mais "adulta". O principal objetivo dessa atividade para Francis é a catarse.

    A forma como o personagem central da série se relaciona com games muda na terceira temporada, principalmente por seu  tempo para se dedicar a esse vício ser bem mais escasso.

    Motivado pela correria da rotina, Francis troca o PS3 pelo iPad e começa a experimentar títulos que não demandem tanta dedicação. Monument Valley é a grande representação dessa mudança.

    Além de servir para mostrar como o personagem mudou seu comportamento, esse jogo, vencedor de três categorias na Game Developers Choice Awards, exerce um importante papel na trama da temporada. 

    A análise de Monument Valley, produzida por Tom Yates (foto abaixo), é um dos motivos pelos quais Underwood entra em contato com o escritor com uma proposta de trabalho. 

    Ao longo da temporada, em uma conversa descompromissada entre ambos, Yates acaba mostrando The Stanley Parable, outro título não convencional para o político. 

    Ao se deparar com algo que oferece mais do que um mero escapismo de nossas jornadas mundanas ao construir um ambiente em que o jogador é secundário e serve como refém de um sistema,  é apenas natural que a resposta de Francis Underwood seja a seguinte. "Uma outra hora. Isso é muito parecido com minha vida real."

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    Autor: Eduardo Emmerich (aka @rurounikz)

    O objetivo da persona Digital Jam é o de disseminar conteúdo sobre games de uma forma diferente através de textos pessoais, direcionados para o lado independente.

    Monument Valley

    Platform: iPhone/iPad
    50 Players
    11 Check-ins

    32
  • 2015-04-13 12:03:12 -0300 Thumb picture
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