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Os reis da Coréia: gamers que já dominaram o país dos games

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Em 2014, o portal do New York Times realizou um artigo com o seguinte título: “E-Sports são o passatempo nacional da Coréia do Sul.” O termo usado no título é o mesmo que os americanos usam para o beisebol, esporte secular e muito tradicional por lá. Não é por acaso. Os esportes eletrônicos já conquistaram muitos mercados, como a Europa Central, outros países da Ásia, Estados Unidos e está em franca ascensão no Brasil. Mas nada é tão poderoso como a febre dos videogames na Coréia do Sul.

Estádios de futebol em larga escala, alguns usados até mesmo para a Copa do Mundo de 2002, são utilizados para alguns eventos de esportes eletrônicos. Entre os games, Overwatch, League of Legends, Starcraft e Dota e CS:Go dominam a cena. “Os esportes eletrônicos só são tão populares assim graças a Coréia do Sul. Eles são responsáveis diretos por isso” afirma o alemão Manuel Schenkhuizen, profissional de e-sports. Tanta relevância assim nos esportes eletrônicos na Coréia do Sul criou uma ligação especial dos fãs coreanos com os jogadores de e-sports e isso fez com os melhores ficassem com status de estrelas do rock no país asiático.

O gosto dos coreanos pelos esportes eletrônicos é de longa data, e vem desde a década de 1990. Um dos primeiros ídolos em grande escala foram dois estrangeiros. Guillaume Patry, canadense que jogava sob o codinome de Grrrr..., era um dos melhores jogadores não coreanos no fim do último milênio. Em 1999, por exemplo, tornou-se campeão mundial de Starcraft, consolidando-se como um dos grandes desse game.

A popularidade de Patry no país coreano foi tão grande que, mesmo após a aposentadoria do Starcraft em 2004, o canadense continuou com grandes laços com os coreanos. Tanto é que ele trabalha na TV coreana, apresentando um programa da emissora JTBC.

Um francês se destacou muito na mesma época de Patry, e esse é Bertrand Grospellier. Ex-jogador de Starcraft e Warcraft, ele conquistou grandes resultados na terra dos coreanos. Grospellier, que dominou a Coréia do Sul por muito tempo como uma celebridade dos games, já se aposentou das competições oficiais nos games. Atualmente, ele se dedica ao poker, sendo um dos maiores jogadores do mundo nessa modalidade.

Após os estrangeiros se destacarem no início da década, alguns coreanos dominaram a cena do Warcraft e Starcraft. Um dos principais é Jang Jae-Ho, que segundo o site Dotesports é o maior jogador da história de Warcraft 3. Jae-Ho, conhecido como “Moon”, chegou a vencer campeonatos de grande relevância na Coréia e ganhar prêmios estrondosos. Além dele, Lee "Jaedong" Jae Dong também teve muito sucesso.

Lim Yo Hwan merece menção especial. Jogando na época de Grospellier, para o site Dotesports ele chegou a ser o maior jogador da história dos e-sports. “Boxer”, como era conhecido no game, já se aposentou, mas por mais de uma década só não fez chover no Starcraft.

No assunto Starcraft, Lee Young Ho, conhecido como “Flash”, bate qualquer competição. Ele chegou a ganhar mais de US$ 400 mil em premiações, fora patrocínio e afins que engordaram a conta do coreano. Entre os feitos, ele é o que mais ficou na primeira colocação no ranking mundial e está empatado com o maior número de vitórias num ano.

Nada bate, portanto, o sucesso de Lee “Faker” Sang-hyeok. O sul-coreano tem um extenso currículo de sucesso no League of Legends, é considerado o maior jogador de todos os tempos do game e ainda tem muito pela frente com apenas 21 anos. Com muita popularidade no mundo dos esportes eletrônicos, “Faker” ultrapassa os 100 mil seguidores no Instagram e representa a SK Telecom, maior time sul-coreano. Outras estrelas no League of Legends, como Kyungho Song (Smeb), Hyeokgyu Kim (Deft), Wangho Han (Peanut) e Junsik Bae (Bang), representam as cores da Coréia do Sul e ajudam a consolidar ainda mais o legado do país nos esportes eletrônicos.

Como uma referência mundial, a Coréia do Sul segue revelando e apresentando grandes jogadores dos esportes eletrônicos para o mundo. Casa dos videogames, vai ser difícil tirar esse troféu das mãos deles.

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  • Micro picture
    artigos · 11 meses atrás · 2 pontos

    Parabéns! Seu artigo virou destaque!

  • Micro picture
    deathcorps · 11 meses atrás · 1 ponto

    Em questão de pura habilidade nada barra o Flash, voltou a Brood War e ganhou 3 torneios em sequência no jogo individual mais competitivo de todos.

  • Micro picture
    kess · 7 meses atrás · 1 ponto

    Ainda tenho problema em ficar vendo outros jogando, prefiro eu mesmo fazer isso, mas acompanhei uma partida de CS numa BGS... e me deu saudade. Mas foi bom ver técnicas diferentes. O problema seria conseguir sobreviver disso...

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