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As Vezes eu me pego no passado...

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A frase do artigo é um sentimento que, vez ou outra, domina completamente a minha linha de pensamento durante um dia da semana. Me pego pensando, e muito, sobre o passado, sobre tudo que eu ouvi, vi e senti nos tempos idos e penso se eu poderia ter aproveitado mais se tivesse mais consciência daquilo que eu tinha em mãos.

O perigo de pensar neste período do tempo é que o sentimento de nostalgia que vem agregado a isto pode extirpar parte da nossa experiência no presente e acabar de não termos uma satisfação com o jogo, o filme, o seriado que estamos experimentando hoje.

As nossas memórias são extremamente perigosas e podem nos levar para um caminho que pode se tornar um ciclo vicioso sem fim e, assim, cairmos na armadilha que o passado era melhor.

Ainda assim, não podemos abstrair aquilo que nós sentimos, ao contrário disto, pois se assim o fizermos acabaremos por perder muito daquilo que é importante para o nosso caráter e o nosso jeito de ser.

As lembranças, as experiências, as vivências destes tempos idos nos fazer ser o que somos e, com elas, temos muitas histórias para contar e isto não podemos deixar de lado.

Os dias de jogos sem fim. As loucuras nas locadoras ou nos fliperamas de bar (ou rodoviária). As lidas e "relidas" naquelas maravilhosas revistas de videogame. As muitas locações e frustrações que tivemos ao longo de nosso tempo gamer nos anos de 1980 e 1990 nunca serão desfeitas, pois está em nossas mentes e corações.

O que temos na atualidade é uma democratização maravilhosa do meio gamer, onde, qualquer um, em qualquer plataforma, pode estar jogando um título qualquer e estar dentro deste mundo fantástico que é do videogame.

Seja aquele jogador de Freefire, seja aquele que joga paciência ou Candy Crush, ou o estrategista por detrás de Civilization, aquele que planeja ultrapassar o Mario no Super Mario Kart, ou salvar o mundo mais uma vez em Final Fantasy, Dragon Quest, Rage, Fallout - não o 76 ou que quer simplesmente causar a desordem  e o caos numa partida de OverWatch, World of Warcraft ou de Team Fortress 2, somos todos jogadores e temos como direito se divertir e, como obrigação, permitir que todos se divirtam.

Sou daqueles que o pessoal chama de Retrogamer, eu prefiro os jogos dos anos de 1980 e 1990 aos que são lançados na atualidade e não é por falta de PC bom.

Não vou atrás das atuais plataformas - PS4 e XBoX One - porque, até o presente momento, existem apenas uns 10 jogos, em cada plataforma exclusivos - ou nem isso -, que tenho vontade de comprar e ter um console por causa de apenas 10 jogos não rola gastar o dinheiro a toa.

Mas, por mais que eu não seja um gamer atualizado, com um console de mesa ao alcance, não vou ficar dizendo a torto e direito que não se tem nada a se jogar nesta geração, como eu disse, tem uns 10 jogos para mim, e vários multiplataformas que saíram para PC, só que, o passado me preenche com uma gama de jogos ímpar e, assim, tenho vários títulos para jogar, só me falta, ainda, é tempo para tanto.


Se pegar no passado não é ruim, o problema real é ficar preso a este e nunca experimentar o novo, por mais desafiador que seja.

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    pauloaquino · 6 months ago · 2 pontos

    Imagina no caso da música...

    2 replies
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    aleferrer · 6 months ago · 2 pontos

    Concordo com seu texto, principalmente no que fala da "diversão" pois para mim é o mais importante nos games. Muito se fala de gráficos, jogabilidade, que antes era isso e agora aquilo, mas cada geração tem seus parâmetros. Eu achava sensacional os gráficos do Master, pq eu vinha do Atari e depois veio o Mega Drive onde falávamos que era perfeito e assim foi e sempre, independente da plataforma, bits, gráficos o que valia era a diversão e é isso que sempre procuro.

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    artigos · 5 months ago · 2 pontos

    Parabéns! Seu artigo virou destaque!

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    andre_andricopoulos · 6 months ago · 1 ponto

    Goonies é vida.
    Super engraçado o dublado desse personagem...

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