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  • bahamut Vitor Henrique Batista
    2020-09-21 14:42:55 -0300 Thumb picture
    Post by bahamut: <p>Produtor: Keiichi, é só um joguinho de celular.

    Produtor: Keiichi, é só um joguinho de celular. Não precisa daqueles temas épicos nem nada. Só umas músicas comuns, beleza?

    Keiichi Okabe: Não, eu acho que não.

    SINoALICE

    Platform: iPhone/iPad
    Players

    10
  • bahamut Vitor Henrique Batista
    2020-09-11 11:59:16 -0300 Thumb picture
    bahamut checked-in to:
    Post by bahamut: <p>Finalizado!</p><p>Semana passada quase não conse
    Tales of Vesperia: Definitive Edition

    Platform: Playstation 4
    40 Players
    13 Check-ins

    Finalizado!

    Semana passada quase não consegui jogar, mas nessa deu para tirar o atraso e terminar a campanha principal.

    Achei um ótimo jogo. Esse foi apenas o meu 7º da série, não sou nenhum especialista, mas dá para dizer que tem tudo o que se espera de um Tales of, com muitos pontos positivos e alguns nem tanto.

    O primeiro aspecto, que inclusive eu já havia citado no meu primeiro check-in, é que Yuri, sem dúvida, é o melhor protagonista da série, e um dos melhores personagens de games. Extremamente bem desenvolvido. Todos os grandes momentos do jogo e os melhores diálogos envolvem ele.

    No entanto, o jogo consegue ter a party que eu menos gostei dos Tales. Gostei de Rita e Judith. Elas participam de boa parte dos bons diálogos do Yuri que citei. Têm uma boa construção, têm motivações interessantes e são úteis ao grupo, tanto em narrativa como em gameplay, especialmente Rita, que tem tantas falas boas quanto o próprio Yuri.

    O problema são os outros seis personagens: Patty, a adição dessa versão, até é divertida, mas sua quest, assim como suas falas, são totalmente desconexas da história; Repede faz o papel de mascote e não há o quê falar sobre ele, já que só late; Raven é completamente inútil em todos os sentidos; Karol é um dos personagens mais chatos que já vi e ainda recebe um certo destaque como líder da guilda, o que o deixa ainda mais chato; Flynn, praticamente não faz parte do grupo e o jogo falha em explorar a amizade/rivalidade dele com Yuri; e Estelle é muito sem sal e sem personalidade para ser uma co-protagonista. Ainda assim, não chego a dizer que a party é um problema grande, porque todos são ofuscados por Yuri e são bem coadjuvantes. Acho que no fim, Rita acaba tendo mais protagonismo que Flynn e Estelle, o que é positivo.

    Outra questão é que o jogo não tem vilões. Tudo bem, os Tales sempre mostram o outro lado do vilão e muitos até acabam mudando de lado, mas aqui não há ninguém que antagoniza de fato com o grupo. Há um vilão whatever que temos que enfrentar 30 vezes no jogo sem sequer sabermos o porquê e o chefe final tem como objetivo basicamente o mesmo que o nosso. Vesperia deixou muito a desejar nesse ponto. Saudade do Abyss com seus seis deuses generais.

    A história segue o padrão da série: começamos com um problema pequeno, que vai se desdobrando até nos tornarmos a última esperança da humanidade. Perde o foco em alguns momentos, mas pode-se dizer que é boa.

    Os gráficos são belíssimos, um cell shading como poucas vezes visto. Toda parte visual do jogo é perfeita. A parte sonora também é muito boa, incluindo a trilha, os efeitos e as dublagens em japonês e inglês. É prazeroso explorar Terca Lumireis, suas cidades e dungeons.

    O combate é excelente. Como de costume, quanto mais vamos avançando no jogo e aprendendo novas artes, mais ele fica divertido. Agora que terminei a main quest estou naquela fase de aprender a jogar melhor com os outros personagens, já que usei mais o Yuri, e está muito divertido.

    Quem sabe eu faça outro check-in falando sobre o post game. No momento, estou farmando grade para facilitar a segunda jogada, que pretendo fazer. Ainda não decidi se vou tentar a platina, porque é muito trabalhosa e a fila tá grande. Por outro lado, é daquelas que dá orgulho de ostentar pelo grau de dificuldade. Veremos.

    Easter eggs do Abyss:

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      ersatzgott · 15 days ago · 2 pontos

      Apenas o sétimo? É muita coisa, cara hahaha
      Parabéns

      2 replies
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      manoelnsn · 15 days ago · 2 pontos

      Boa, parabéns por ter zerado!

      Nesse jogo só gosto do Yuri e do cel shading, todo o resto quero que se exploda, ahuahua

      3 replies
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      darth_gama · 15 days ago · 2 pontos

      Já finalizei duas vezes o original do 360, agora finalmente estou me aventurando nessa edição definitiva. É impossível enjoar desse jogo, mas realmente platinas exige bastante tempo e esforço.

      1 reply
  • bahamut Vitor Henrique Batista
    2020-08-25 11:04:17 -0300 Thumb picture
    bahamut checked-in to:
    Post by bahamut: <p>Finalmente, vamos riscar mais um nome da lista d
    Tales of Vesperia: Definitive Edition

    Platform: Playstation 4
    40 Players
    13 Check-ins

    Finalmente, vamos riscar mais um nome da lista da vergonha.

    Estou com poucas horas de jogo, mas já posso fazer algumas constatações:

    A primeira é que achei essa letra a melhor de todas as músicas de abertura dos Tales of. A abertura em si segue o padrão da série, mas essa letra é muito boa.

    A segunda pode ser meio precipitada, mas acho que o Yuri já assumiu o posto de meu protagonista preferido da franquia. A personalidade e o humor dele são incríveis e algo raro de se ver na série.

    Seu sarcasmo me lembra um pouco um dos meus personagens favoritos: Jade Curtiss, de Tales of the Abyss.

    Os outros personagens estão bem abaixo, mas ele acaba levando o elenco nas costas com ótimos diálogos.

    E Rita é a que tem as melhores interações com ele até agora.

    A história ainda não evoluiu muito, mas posso dizer que estou me divertindo bastante.

    PS: eu sei que tem legendas PT-BR, mas eu realmente não gosto dos "abrasileiramentos" que costumam fazer. Eu entendo o inglês, então não consigo ficar deixando de notar as idiotices que fazem nas traduções, o que me tira a imersão. Por isso, prefiro deixar em inglês.

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      lanzitto · about 1 month ago · 2 pontos

      Esse ainda tenho que arrumar para jogar, segue na minha lista de desejos já um bom tempo.

      1 reply
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      _gustavo · about 1 month ago · 2 pontos

      Curiosamente ta na minha mira jogar ele depois de terminar o YS VIII kkkk, joguei só a versão do 360 mas não zerei, depois tenho o Berseria tb sem terminar

      1 reply
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      manoelnsn · about 1 month ago · 2 pontos

      Vesperia tem o melhor gráfico dos Tales of 3D que eu joguei (cel shading é cel shading) e Yuri é um excelente protagonista, o problema mesmo é o resto do cast, que nesse começo nem incomoda tanto, mas mais pra frente...

      2 replies
  • bahamut Vitor Henrique Batista
    2020-08-24 17:22:25 -0300 Thumb picture
    bahamut checked-in to:
    Post by bahamut: <p>Finalizado e platinado!</p><p>Mantenho as mesmas
    Death Stranding

    Platform: Playstation 4
    509 Players
    169 Check-ins

    Finalizado e platinado!

    Mantenho as mesmas opiniões do meu check-in anterior. Gostei bastante desse jogo, no qual os maiores pontos positivos, por mais que pareça contraditório, são a interação e o sentimento de solidão. Mas vamos por partes.

    Já falei sobre a interação do jogo. O multiplayer foi muito bem pensado. É bem legal poder ajudar os outros e receber ajuda em um momento de necessidade. Durante muitas horas fiquei apenas construindo estruturas que facilitariam o meu gameplay e o de outros jogadores.

    Igualmente forte é o sentimento de solidão que o jogo proporciona. Na maior parte do tempo estamos sozinhos, viajando por cenários desertos. Mesmo quando realizamos entregas falamos com hologramas. Interagimos praticamente só com inimigos. Sam é um personagem solitário, introspectivo, e o jogo é imersivo o suficiente para que nós consigamos sentir isso. E essa exploração solitária nos proporciona momentos ímpares, que são a cereja do bolo de Death Stranding.

    A história é muito boa, como era de se esperar, mas confesso que não me impactou. Algumas coisas do final achei "viajadas" demais e sem um propósito narrativo. Muitas das revelações não me fizeram soltar um "Nossa! Que foda!". Foi mais um "Beleza. Interessante!" A história particular de Sam, que tem seu epílogo após o encerramento da quest principal, eu achei mais marcante e emocionante. De qualquer forma, há de se reconhecer a riqueza de detalhes com a qual o enredo foi estruturado.

    Os personagens são excelentes, muito bem dublados e com boas histórias. Gostei de praticamente todos. Os gráficos são belíssimos e a trilha sonora é um espetáculo a parte.

    A jogabilidade acredito que seja o grande divisor de águas. Eu gostei, mas tenho minhas ressalvas. A interação com os EPs poderia ser melhor. As áreas que precisamos passar no stealth proporcionam uma boa tensão, mas são bem fáceis. Os combates são visualmente impactantes, mas são bem simples e, com exceção dos chefes, sempre temos a opção de fugir.

    Na parte da exploração fica a maior dificuldade. Um trajeto simples pode se tornar difícil se não soubermos gerenciar nossas cargas e equipamentos. Uma mecânica interessante, que traz alguns momentos frustrantes, mas também momentos recompensadores.

    A saga pela platina acaba se tornando um jogo a parte. Tudo o que fazemos é entregas e mais entregas. Você precisa pavimentar rodovias para entregar grandes quantidades de cargas, precisa montar redes interligadas de tirolesas para entregá-las com velocidade e pouco dano. Devo admitir que me viciei nisso.

    Death Stranding é muito do que dizem: um jogo único, que definitivamente não é para todos. No entanto, vou discordar dos dois lados que antagonizam em seu amor e ódio ao jogo. Se por um lado, não achei algo totalmente inovador nem uma ideia genial, como alguns fãs do Kojima dizem, também não achei um jogo enfadonho, no qual você não faz nada, como atestam alguns de seus detratores. Eu achei muito bom, divertido, mas não recomendarei a ninguém. Baseado em tudo o que já foi falado, acho que cada um consegue ter uma ideia se ele é um jogo para si ou não.

    Essa semana eu também platinei o Borderlands, mas como já fiz o meu check-out não falarei sobre ele de novo. Tinha faltado apenas o troféu de chegar ao nível 50, então foi só jogar por mais algumas horas.

    Com isso, gostaria de humildemente solicitar aos @platinadores o meu retorno ao ranking, após tentar vencer esse vício, sem sucesso.

    https://mypst.com.br/rank/shadowgestalt/#!perfil

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      igor_park · about 1 month ago · 2 pontos

      Vc mudou de nick na psn ou sempre foi esse?

      1 reply
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      speedhunter · about 1 month ago · 2 pontos

      Cara que bacana sua visão. Eu amo Death Stranding, mas sempre que alguém me pergunta sobre o jogo eu digo sempre a mesma coisa:

      Jogue e tire suas próprias conclusões!

      Parabéns pela platina!

      1 reply
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      cacotives · about 1 month ago · 2 pontos

      Aí sim uma platina de responsa, parabéns!

      1 reply
  • bahamut Vitor Henrique Batista
    2020-08-03 11:41:32 -0300 Thumb picture
    bahamut checked-in to:
    Post by bahamut: <p>Após uns dias sem jogar, final de semana consegu
    Death Stranding

    Platform: Playstation 4
    509 Players
    169 Check-ins

    Após uns dias sem jogar, final de semana consegui dedicar um bom tempo ao jogo e já posso deixar minhas primeiras impressões, que são extremamente positivas.

    A história está bem intrigante, os personagens são ótimos e as mecânicas são muito boas. É interessante como o jogo vai aos poucos liberando novas ferramentas que realmente vão deixando o gameplay mais divertido. O capítulo 3 foi um pouco mais longo, mas quando estava começando a ficar cansativo ele termina e o jogo começa a fluir melhor, com direito a um chefe meio ao estilo Metal Gear.

    Agora, o destaque sem duvida é a cooperação entre os jogadores. Não pensei que fosse me engajar tanto, porém, a todo momento, quando tenho uma dificuldade, tento facilitar a vida dos outros jogadores. Várias vezes eu voltei a um ponto por onde passei para deixar uma corda, uma escada, um gerador ou qualquer coisa da qual senti falta quando passei. E é muito satisfatório quando você recebe a mensagem de que outros utilizaram sua estrutura. Faço tanto isso que o elo social é, de longe, o meu atributo mais evoluído.

    Em check-ins futuros avalio outros aspectos.

    Algumas imagens das minhas andanças:

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      natnitro · about 2 months ago · 3 pontos

      Realmente o Kojimão soube como conectar bem as pessoas ai no jogo, com todos se ajudando assim... :-)
      E na próxima sale da steam ele não me escapa...

      1 reply
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      volstag · about 2 months ago · 2 pontos

      Amo esse jogo, já estou com trocentas horas nele, mas eu "seguro" as missões que dão andamento na história e fico fazendo missões comuns, só pra poder jogar mais e mais o jogo, sim, coisa de maluco, mas adoro esquecer da vida jogando esse "Truck Simulator" sem o Truck hahaha

      2 replies
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      andre_andricopoulos · about 2 months ago · 2 pontos

      Belas imagens 🌹❤️

      2 replies
  • bahamut Vitor Henrique Batista
    2020-07-28 10:42:50 -0300 Thumb picture
    bahamut checked-in to:
    Post by bahamut: <p>Comecei minha caminhada.</p><p>#img#[725960]</p>
    Death Stranding

    Platform: Playstation 4
    509 Players
    169 Check-ins

    Comecei minha caminhada.

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  • bahamut Vitor Henrique Batista
    2020-07-28 10:38:27 -0300 Thumb picture
    bahamut checked-in to:
    Post by bahamut: <p>Finalizado!</p><p>Um caso curioso a minha experi
    Borderlands Game of The Year Edition

    Platform: Playstation 3
    28 Players
    8 Check-ins

    Finalizado!

    Um caso curioso a minha experiência com esse jogo. Eu detestei ele no início e só não desisti porque até onde eu consigo me lembrar, nunca fiz isso.

    Um FPS normal, praticamente sem história, praticamente sem trilha sonora, com personagens canastrões, que até falam umas coisas engraçadas, mas que têm zero profundidade. Além disso, a dificuldade do jogo consiste basicamente em nível e armas. Se você está níveis abaixo com armas ruins, você não passa, mas você estiver níveis acima com armas boas, você sai dizimando todo mundo. Não conta muito você ser bom ou não em jogos de tiro.

    Então, você segue atirando...

    ... subindo de nível...

    ... cumprindo missões...

    ... pegando umas referências...

    ... atirando mais um pouco...

    ... e essa porcaria vicia.

    Aí, o jogo que queria largar com 5 horas eu já terminei e estou fazendo as DLCs. Não me perguntem por quê. Apenas estou me divertindo bastante jogando.

    E minha parte preferida, de acordo com meu lado sádico/psicopata é ver os inimigos gritando enquanto derretem pelas munições corrosivas. É muito legal!

    PS: Eu tentei cadastrar a versão PS4 do jogo, que é a que estou jogando, mas apesar de ter recebido a confirmação do cadastro, ainda não consigo encontrá-lo aqui. Se alguém puder ajudar, agradeço.

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      _gustavo · about 2 months ago · 2 pontos

      kkkkkkkkkkkkkk isso porque comparado ao 2, Pre-Sequel e 3, o 1 é extremamente datado, mas ele tem algumas DLCs que ainda considero as melhores da franquia, como a do General Knoxx

      4 replies
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      srnicko012 · about 2 months ago · 2 pontos

      Comigo foi meio ao contraio, estava curtindo demais o começo porque eu estava jogando em Co-op, do meio em diante fui solo e dei uma desanimada com ele, nem tenho as DLCs do 1 mas to pensando em pegar...

      Mas estou jogando a franquia e já finalizei o 1 e o Pre-Sequel (esse e o 2 dão um salto enorme comparado ao que era o primeiro jogo) estou curtindo bastante a experiencia por mais que a receita seja essa mesmo pra os 4 jogos... subir de nivel, lootear, fazer missões, e ficar nisso, a narrativa, humor, referencias, diversão em co-op são pontos que gostei bastante :)

      1 reply
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      santz · about 2 months ago · 2 pontos

      Estou jogando o 2 ainda em coop com os brothers. Confesso que já estou um pouco cansado.

      1 reply
  • bahamut Vitor Henrique Batista
    2020-07-22 11:42:07 -0300 Thumb picture

    Um pouco sobre Yoko Taro

    Como muito pouco se fala sobre Yoko Taro, especialmente no Brasil, resolvi deixar aqui o link de uma ótima matéria sobre o diretor, que nos últimos anos acabou se tornando o meu favorito, escrita pela Jessica Pinheiro, do The Enemy.

    Sei que há mais alguns aqui que também gostam do trabalho dele, então compartilho esse texto que fala um pouco mais sobre a carreira e as ideias do diretor.

    Vou aproveitar para deixar também dois vídeos que assisti depois que joguei Nier Automata, uma entrevista com ele e uma excelente matéria do canal Codex Entry.

    Vale a pena assistir, tanto por aqueles que querem saber mais sobre o diretor, como por aqueles que pensam que jogos devem tentar sair do convencional e tentar explorar a "parede invisível", como o próprio Taro denomina.

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    NieR: Automata

    Platform: Playstation 4
    619 Players
    167 Check-ins

    13
  • bahamut Vitor Henrique Batista
    2020-07-16 10:47:12 -0300 Thumb picture
    bahamut checked-in to:
    Post by bahamut: <p>Finalmente colocando meus check-ins em dia, vamo
    Ni no Kuni II: Revenant Kingdom

    Platform: Playstation 4
    310 Players
    45 Check-ins

    Finalmente colocando meus check-ins em dia, vamos falar um pouco sobre Ni No Kuni II, um jogo muito aguardado por mim, por ter gostado do primeiro e que, no final, entre altos e baixos, entregou uma boa experiência, apesar de estar abaixo do seu antecessor.

    Começando, como sempre, pela história, Ni No Kuni II acompanha a jornada do jovem rei Evan, que se vê obrigado a fugir de seu reino, Ding Dong Dell, após este ser invadido. Para isso, ele recebe a ajuda de sua governanta, Aranella, e de Roland, um estranho vindo de outro mundo. Na fuga, Aranella morre, enquanto Evan, ajudado por Roland, inicia sua aventura, que consiste em construir um reino e, posteriormente, um mundo, onde todas as pessoas possam viver felizes para sempre. O plot inicial é simples e clichê, mas está de acordo com o que se espera desse tipo de jogo.

    Passemos ao ponto mais fraco do jogo, na minha opinião: os personagens. Isso foi algo que realmente me decepcionou. Todos os personagens tem muito pouco carisma e praticamente nenhum desenvolvimento. Você vai conhecê-los, vai resolver seus problemas, alguns vão entrar para sua party e pronto. Não vai saber mais sobre o seu passado ou sobre suas aspirações, não vai ter um diálogo legal e nenhuma mudança será vista no personagem até o final do jogo.

    Os diálogos são em sua maioria apenas com texto e os personagens fazem interjeições e gemidos que não ajudam muito a criar simpatia com eles. Com Lofty, personagem análogo ao Drippy do primeiro jogo, o efeito foi justamente o contrário. Estou perfeitamente acostumado a diálogos textuais, mas mesmo em RPGs antigos, você via características nos textos que te faziam identificar o responsável pela fala. Aqui, não. Os textos são idênticos. Os personagens não têm vida. E, para mim, soa incoerente um jogo no qual o tema é construir um mundo em que todas as pessoas possam ser felizes se preocupar tão pouco com as pessoas.

    A jogabilidade está ótima. Deixou de lado o sistema de "pokemons" do primeiro jogo e partiu para um action RPG clássico. Cada personagem usa um tipo de arma principal e uma secundária. As principais são espadas, lanças ou machados, e as secundárias são varinhas, arcos ou armas de fogo. Com isso, cada personagem tem seu estilo de combate próprio, além de possuir magias e habilidades próprias, de forma que cada jogador consegue encontrar um modo de jogo que aprecie mais. Eu joguei praticamente só com a Tani, mas você também pode mudar o personagem que controla rapidamente durante a batalha. Achei muito divertido o combate. Minhas únicas queixas são com relação à facilidade e à pouca variedade de inimigos.

    No mundo temos quase duzentas sidequests para realizar, sendo que a maioria consiste em derrotar um monstro ou trazer itens para alguém. Nada inovador, mas não é cansativo, porque é o meio que temos de conseguir mais moradores para o reino de Evermore.

    Temos também caçadas a monstros infectados e batalhas para realizar, muitas delas associadas a sidequests, além de vários materiais, baús e locais opcionais. É um mundo que está lá para ser explorado. Temos, por exemplo, uma grande área coberta de neve, que é totalmente opcional, ao menos na história principal, pois ainda não joguei as DLC. A exploração é um ponto forte do jogo.

    Temos ainda duas novas mecânicas. A primeira é o gerenciamento do reino. Muito bom! Talvez a coisa que eu mais tenha gostado de fazer. Parece um jogo de celular, no qual precisamos construir casas e desenvolver pesquisas para trazer melhorias, mas é muito bem desenvolvido. Fazendo as sidequests nós conseguimos mais habitantes para o reino, que alocaremos em uma instalação que esteja de acordo com suas habilidades. E as pesquisas feitas ajudam não só no reino em si, mas na nossa exploração do mundo e no combate também. Achei muito viciante e divertido.

    A outra mecânica é a de batalhas entre exércitos, na qual comandamos tropas ao invés dos personagens. No começo eu não gostei, pois consistia só em ir andando pelo mapa e esperando a nossa tropa derrotar as inimigas, mas para algumas batalhas mais difíceis (e opcionais) em que eu tive que usar um pouco de estratégia, até que achei legal. É razoável, no fim das contas. Não é ruim, mas também não acrescenta nada à apreciação do jogo.

    A parte técnica é impecável. Os gráficos, as animações, a trilha sonora, tudo está muito lindo. A Level 5, assim como Joe Hisaishi, conseguiram manter o alto nível do primeiro jogo.

    Concluindo, Ni No Kuni II é um bom jogo, que trouxe novas mecânicas e algumas melhorias com relação ao seu antecessor, mas que na minha opinião acaba pecando em um ponto vital, que é o seu cast de personagens. A falta de carisma e desenvolvimento destes em um roteiro comum fez com que muitas vezes eu entrasse no jogo apenas para fazer quests e evoluir o meu reino, negligenciando completamente a quest principal. É um jogo belo e divertido, mas eu esperava um pouco mais.

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      msvalle · 2 months ago · 2 pontos

      Ótima análise, tive as mesmas impressões quando joguei.

      2 replies
    • Micro picture
      speedhunter · 2 months ago · 2 pontos

      Uma pena que o 2 é muito inferior ao 1. Preferiria o retorno do Oliver adulto, do que a atual storyboard que fizeram par ao jogo.

      1 reply
  • bahamut Vitor Henrique Batista
    2020-07-15 16:21:51 -0300 Thumb picture
    bahamut checked-in to:
    Post by bahamut: <p>Check-in, check-out, análise e uma breve reflexã
    Days Gone

    Platform: Playstation 4
    441 Players
    207 Check-ins

    Check-in, check-out, análise e uma breve reflexão sobre a nossa gloriosa "crítica especializada de jogos de videogames".

    Mais um grande jogo finalizado em 2020. Vou deixar minha opinião acerca dos vários aspectos do jogo e usarei algumas comparações para isso, mas fiquem tranquilos, que é sem spoilers e o choro estará só no final.

    Vamos lá!

    Days Gone possui uma história bem simples e que não me interessou no início por eu considerar que o tema está muito saturado. No entanto, ela possui nuances interessantes. O enredo não fica somente naquele ponto: "Estamos em um mundo pós apocalíptico onde o ser humano mostra o seu pior lado e pode ser uma ameça maior que os zumbis!". Não! De maneira bem mais realista, ele mostra as pessoas se reorganizando, mostra cientistas pesquisando as causas e a evolução do problema e, principalmente, mostra que a maior ameça ainda são os zumbis, ou no caso, os frenéticos.

    Days Gone se diferencia também por trazer algo que somente The Witcher 3 e God of War (em menor escal) tinham trazido em jogos de mundo aberto: grandes personagens, com quem você se identifica e se importa.

    Quando comecei o jogo, pensei: "Sério? Controlo um motoqueiro chamado de Dick, que anda com seu amigo Boozer, que é o típico estereótipo do motoqueiro badass? Não dava para ser mais clichê?"

    Porééééééémmmmm, o jogo mostrou o quanto eu estava errado e apresentou uma das maiores amizades da história dos videogames. Eu sempre gostei desse tema. Adoro personagens que nunca desistem dos seus amigos e estão dispostos aos maiores sacrifícios em prol deles, como Aqua (KH Birth by Sleep) ou Asbel (Tales of Graces). Aqui, nós não temos algo nessas proporções, mas temos uma amizade muito mais real, palpável. Mesmo quando você pensa que o jogo vai apelar ao sentimentalismo, quando introduz um cachorro nessa amizade, por exemplo, o jogo surpreende e mostra reações... reais. As emoções não são expressas, mas estão ali.

    Além deles, temos outros grandes personagens como Sarah, Rikki, O'Brian e Iron Mike. E mesmo alguns menores têm carisma e personalidade, como Copeland, que fica falando sobre teorias da conspiração em sua rádio. Joguei AC Odissey esse ano e não me lembro de um personagem sequer. Você tem várias skins, não pessoas. Adoro Horizon Zero Dawn e acho Aloy uma das grandes personagens dos jogos dessa geração. Mas tirando ela, quê personagem interessante nós temos no jogo? Sylens, talvez?

    Quem está lendo, acho que entendeu o meu ponto. O trabalho de caracterização de Days Gone foi incrível. Algo poucas vezes visto e que eu, que penso que grandes personagens fazem um grande jogo, gostaria de ver com mais frequência.

    Os gráficos são muito bons. Estão abaixo de outros títulos da geração, mas são bem bonitos e detalhados. A iluminação e as expressões faciais são muito boas e as mudanças climáticas são um show à parte.

    A jogabilidade é um ponto controverso, porque vi muitas críticas e não concordo com nenhuma delas. Quer dizer, até concordo, mas não consegui ver diferença entre Days Gone e outros jogos que são aclamados pelos mesmos aspectos. Não acho o stealth dele pior que o de The Last of Us, assim como não acho o tiro pior do que em Red Dead Redemption. Para mim, a jogabilidade é boa, é funcional. A dirigibilidade da moto é excelente. É muito legal viajar de moto pelo mundo do jogo, ainda que seja o veículo mais gastador do universo.

    E claro, ainda no campo da jogabilidade, chegamos à cereja do bolo: as hordas.

    Essa é a mecânica que diferencia Days Gone dos demais. Ele foi vendido por isso e era aqui que precisava se destacar. E ainda que demore a nos apresentar esses confrontos, quando faz é de tirar o fôlego. Elas variam em tamanho, de forma que possamos enfrentá-las à medida que melhoramos nossas habilidades e nossos arsenais. Os cenários também fazem os confrontos serem diferentes. Deparar-se com uma sem ter preparado o terreno antes é morte na certa, a não ser se você for enfrentar hordas pequenas no pós game. Uma mecânica muito bem feita, em que devemos usar de criatividade para facilitar a nossa vida. Foi muito divertido usar diferentes estratégias para combater hordas em diferentes locais. O destaque vai para quando finalmente enfrentamos a horda da serraria apresentada lá no primeiro trailer do jogo.

    As missões, também alvo de críticas por serem repetitivas, eu achei boas. São tão repetitivas como as de qualquer outro jogo de mundo aberto e não vi a mídia criticar com a mesma veemência jogos como Red Dead Redemption, Far Cry ou Assassins Creed. Fazer todas as sidequests para platinar Days Gone não foi nem de perto tão cansativo como AC Odyssey. Eu até gostei da estrutura em que uma única missão às vezes faz você progredir em duas ou três storylines. Mesmo aquelas missões chatas de acompanhar personagens sem poder ser visto, aqui são interessantes, pois são os momentos em que aprendemos mais sobre os frenéticos.

    A trilha sonora é ótima, especialmente nos combates contra as hordas e nos momentos que antecedem a estes. Há ainda canções que acompanham determinados momentos da campanha e músicas cantadas por NPCs em um acampamento, que são bem legais.

    No entanto, o jogo apresenta alguns problemas de som. Em determinadas situações a fala do Deacon tem mudanças de tom e volume que fica meio estranho. Um problema que ocorre também nos eventos aleatórios. Aliás, o único ponto realmente negativo do jogo, na minha opinião. São bugados, sem inspiração, em alguns salvamos sempre os mesmos dois NPCs e não acrescentam em nada ao jogo. Poderiam ter sido completamente removidos.

    A narrativa tem suas quedas de ritmo e momentos anticlimáticos, mas consegue se manter interessante graças aos personagens, e mesmo que não se proponha a algo mais que uma grande aventura, acaba entregando algo mais.

    Após a conclusão, o mapa fica livre para podermos concluir sidequests e limpar as hordas, além de podermos ver alguns finais extras do jogo. Se, por acaso, você não voltou ao jogo após zerá-lo, um conselho: volte e espere O'Brian te chamar no rádio. É o melhor desses finais e que dá uma ideia de para onde os próximos títulos (espero que existam) irão.

    A minha conclusão é a de que Days Gone, em que pese o fato de ter sido entregue incompleto e com vários problemas, é um ótimo jogo, um dos melhores que joguei nos últimos anos e que não fica devendo nada aos demais exclusivos da Sony. Jogaço!

    Ah! Outro defeito: Quem se casa de boné?

    Agora, o desabafo.

    Embora os problemas ocorridos devam ser levados em consideração, eles não ofuscam os pontos positivos que citei, e que já estavam presentes em seu lançamento. Nada, repito, NADA, justifica notas como 5,0 e 6,5 dadas por Gamespot e IGN, respectivamente. As mesmas que deram 8,0 e 9,2 a AC Odyssey ou ainda 9,0 e 8,9 a Far Cry 5. Comparo com os jogos da Ubisoft porque foram os últimos open world que joguei antes de Days Gone.

    Eu achei Days Gone muito mais interessante, mas ainda que se prefira os outros dois, há de se admitir que são jogos de qualidade semelhante após colocarmos seus pontos positivos e negativos na balança.

    E aí eu pergunto: Por quê?

    Se alguém leu até aqui e quiser deixar sua opinião a respeito, eu agradeço imensamente.

    Eu sei que tem gente que não acredita ou diz que não acredita que há algo por trás de reviews, mas há muito por trás delas. Alguns jogos são aclamados ou destruídos muito antes de seu lançamento. Eu tenho minhas teses e algumas certezas sobre os motivos, mas algumas são polêmicas e prefiro guardá-las para mim.

    O que posso dizer é que críticos, por motivos diversos, estão se distanciando da realidade e das razões que um dia os fizeram gostar de videogames. São raros os grandes sites que realmente passam impressões sinceras sobre um jogo. Apenas em alguns médios e pequenos produtores de conteúdo conseguimos perceber acesa a chama de quem aprecia jogos e sabe transmitir suas sinceras opiniões. O problema é que muitos desses acabam apenas replicando o que foi dito pela grande mídia. Não é incomum vermos comentários do tipo: "Esse jogo é excelente! Tem 90 no Metacritic" ou então "esse jogo está só com 75 de média. Vamos ver o quais são os problemas dele".

    Eu não levo muito em consideração a opinião da crítica, apenas daqueles em quem confio e que possuem gostos semelhantes aos meus. O problema é que, enquanto uma sequência de Days Gone pode nem acontecer, nós seguiremos tendo novas skins de AC e Far Cry quase anualmente. O problema é que enquanto jogadores seguirem caindo na conversa da mídia, que possui relações duvidosas com pessoas da indústria, pequenas e talentosas desenvolvedoras desaparecerão ou seguirão pequenas para sempre.

    Days Gone é só um exemplo. Ocorreu algo. E vem ocorrendo com vários jogos, recentemente. Tanto com os aclamados quanto com os execrados. E assim, a mídia vem ditando o que é bom e o que não é, e vem manipulando jogadores, tal qual a mídia cinematográfica faz há um bom tempo.

    A discussão é longa é complexa. Mas por hoje, é isso.

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      igor_park · 2 months ago · 2 pontos

      Days Gone 2 tá garantido foi bem vendido.
      Sua opinião tá quase igual a minha.
      Ele é bem melhor e mais interessantes que essas franquias anuais da ubi.
      Além de ter um mundo e personagens bem legais.
      Rikki, Boozer, Kouri, geral ali tem carisma.
      Foi um dos melhores dos que eu zerei ano passado e rejoguei o ng+ no início do ano.

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      miss_dani · 2 months ago · 2 pontos

      Interessante o que você falou sobre as críticas. Realmente não dá pra acreditar muito nelas. Eu não confio em críticas de sites. Antes de comprar um jogo eu vejo algumas gameplays e tal, mas nada melhor que jogar e tirar as próprias conclusões.

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      lanzitto · 2 months ago · 2 pontos

      Days Gone pra mim é um mix de muitas coisas. Comprei o jogo ano passado, eu até estava gostando da estória e missões, mas depois de um tempo eu deixei de lado, mas fico naquela vontade de voltar só que termino fazendo outras coisas ou indo jogar outros jogos. Algo que fiz parecido com TLOUS e só voltei a jogar muito tempo depois. Acho que muito das criticas dele veio por conta do lançamento conturbado, o jogo apresentava inumeros bugs e problemas que com o tempo foram sendo corrigidos só que o estrago das criticas já estava feito. Se não me engano teve ex-desenvolvedor falando que o game foi atencipado para preencher a grade de lançamentos com um AAA. Mas, no geral acho ele melhor do que muito jogo de mundo aberto e quero sim voltar só que não sei quando.

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