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  • dantlast Danilo Oliveira
    2019-03-21 12:47:55 -0300 Thumb picture
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    A relação entre games e violência

    Medium 3710994 featured image

    Na manhã de uma quarta-feira, 13 de Março de 2019, um massacre na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP), deixaram sete mortos, sendo cinco alunos e dois funcionários do colégio, além de um dos atiradores ter matado o próprio tio minutos antes. Ao final, o mesmo atirou em seu comparsa e cometeu suicídio logo em seguida. Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25. Ex alunos do colégio. O crime abalou o Brasil e nos fez recordar de forma terrível do massacre de anos atrás em Realengo, no Rio de Janeiro.

    Está se tentando entender o motivo que levaram os dois atiradores a cometerem este crime, mas em especifico a declaração do vice-presidente da República, Hamilton Mourão veio causando controvérsia. Mourão afirma que um dos motivos do crime foi a forte influência dos games, que estão muito violentos e deixando seus jogadores agressivos. Isso se deve ao fato de que Guilherme, era fã da franquia de jogos Call of Duty, um shooter em primeira pessoa.

    Não é a primeira vez que jogos são associados à crimes violentos. O massacre de Columbine foi um dos alvos, aonde os dois assassinos eram fãs de jogos como Doom e Duke Nukem, o que bastou para que os jogos fossem banidos por algum tempo, acusados de causar comportamentos violentos nos jogos. Não devemos tentar achar uma justificativa para os atos cometidos, jamais, entretanto também não podemos culpar algo para nossa comodidade. Mas afinal, games causam ou não este comportamento?

    Não existe nenhuma conclusão cientifica que afirma que games causam comportamentos agressivos e deixam jovens mais violentos, muito pelo contrário, muitas vezes jogos mais violentos são recomendados para “desestressar”. Uma pesquisa divulgada esta semana pela Universidade de Oxford indica que não há correlação entre comportamento agressivo em jovens e contato com games violentos. O experimento reuniu 1004 adolescentes entre 14 e 15 anos, e a mesma quantidade de pais ou responsáveis, totalizando 2008 participantes.

    Jogos foram influência para os massacres cometidos? A resposta é sim. Entretanto não foram culpados direto e isso é fato. Muitos outros fatores contribuíram para isso, bullying, frustrações pessoais, pressões da sociedade, descaso, etc., tudo isso aliado de um desequilíbrio mental causa uma situação como essa que vimos. Mas não foram exclusivamente jogos que são culpados, fossem filmes, músicas, clips, livros...O que fosse, alguma mídia de entretenimento poderia influenciar os assassinos, como já vimos no passado livros e filmes inspirado inúmeros crimes.

    Os games hoje dominam a área do entretenimento e lucram mais do que a indústria do cinema e da música juntos e, o seu público maior são adolescentes e jovens adultos. A ligação entre jogos, violência e assassinatos só podem ser feitas incluindo o fator desequilíbrio mental nisso tudo. Quantos de nós conhecemos amigos, primos ou até alguns possuem filhos, que sempre jogaram jogos violentos, designados para maiores de idade e que em nada implicaram? Claro, deve ser responsabilidade dos pais guiar e controlar aquilo que os filhos leem, jogam e assistam, de acordo com suas respectivas idades.

    A incansável atribuição da mídia contribui para um cenário completamente caótico, aonde fatores como campanhas efetivas contra o bullying, acompanhamento psicológico, maior segurança nas escolas e etc,. são deixados de lado, afinal se torna mais confortável por a culpa em jogos e tentar evita-los, do que se criar precauções para o problema.

    É válido lembrar, que este texto não tenta inocentar os assassinos dos atos cometidos ou sequer arranjar justificativa para os atos, muito menos usar uma tragédia como ‘palanque’ para uma discussão, mas sim para tentar elucidar o tema e não culpar aquilo que não possui culpa.

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      artigos · 5 months ago · 2 pontos

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

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      jonomaia · 5 months ago · 2 pontos

      Excelente artigo! Não há como não concordar.
      O desafio que julgo ser o maior é pensar numa forma de minar este tipo de oportunismo midiático sobre tais eventos que lucra com o terrorismo sobre o videogame. Como já vimos infinitas vezes, é uma discussão cíclica. Todo ano ela reaparece de alguma forma por NUNCA chegamos nem perto de resolvê-la.
      Questionamos do efeito da violencia sem antes questionar o começo: como ela é construida, porque vende, quais midias e realidades inspiram-na e até perguntasessenciais como "o que é o video game", que nunca respondemos satisfatoriamente.
      Para mim, para reverter esse quadro, precisamos começar a ir além do questionar a "acusação da mídia" e educar as pessoas sobre o video game, legitimar o seu valor sociocultural que é igualmente relevante a um livro, filme ou o que quer que seja e fazer com que as pessoas comecem a enxergar essa mesma violencia transitando em muitas outras esferas. Como vc mostra, é tornar Complexo o que é burramente simplificado.

      1 reply
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      seufi · 5 months ago · 2 pontos

      Todos sabem que o causa a violência não são os games - mas o lag!

  • 2019-03-21 09:10:16 -0300 Thumb picture
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    A evolução das placas de Arcade

    Medium 3710954 featured image

    Os primeiros Arcades criados, como o Computer Space (1971) e o Pong (1972) eram baseados em circuitos integrados e lógica booleana, mas em 1975, a Taito cria o primeiro jogo de Arcade baseado em processador, Gun Fight, baseado em um Intel 8080 de 2 MHz e sem cores. A partir daí, a Atari também começa a criar Arcades com processadores da Motorola, como o 6800, e o 6502 que permitia gráficos coloridos e era capaz de criar gráficos vetoriais. A mais poderosa placa de Arcade dos anos 70 foi a Namco Galaxian, criada em 1979 e usava o processador Zilog Z80 de 2,5 MHz. Suportava cores em RGB, sprites multicoloridos e fundo com tilemap. No ano seguinte, o hardware permitia que vozes sintetizadas fossem emitidas, como no jogo King & Balloon.

     A fim de diminuir os custos de troca de gabinete, a Data East introduz o DECO Cassete System em 1980. Era uma placa de Arcade onde os jogos eram distribuídos em fita cassete. Apesar de revolucionário, o sistema ficou defasado quando os jogos de Arcade se tornavam cada vez mais complexos. O Bubble System da Konami de 1985 usava jogos em disquetes e foi onde Gradius nasceu. Em 1984, a Nintendo lança o VS. System, que também seguia essa mesma premissa, com jogos focados em competições e distribuídos em cartuchos. Os jogos eram semelhantes a sua versão de NES ou Famicom. Também em 1984, a Atari lança suas placas de Arcade. Marble Madness estreia a System 1 e PaperBoy a System 2. O PlayChoice-10 da Nintendo de 1986 vinha com 10 jogos de NES disponíveis para o gabinete.

     A Sega foi uma das empresas de maior destaque nos anos 80. A ideia de criar vários jogos para uma mesma placa nasceu na VIC Dual de 1977, com Depthcharge. A Z80 era uma versão modificada da Namco Galaxian e estreou com Moon Cresta em 1980 e teve upgrades até 1984. A VCO Object foi criada em 1981 e trouxe o jogo Turbo, com um revolucionário gráfico pseudo 3D com sprites escalonados. Essa técnica foi aprimorada com a Hang-On e Space Harrier de 1985, Out Run de 1986, X-Board de 1987 com After Burner e a Y-Board de 1988 com Power Drift. Além dessas placas, a série System também teve destaque, como as System 1 de 8-bits que foi lançada em 1983 com Star Jacker, a System 16 em 1985 com Teddy Boy Blues e a System 24 em 1988 com Gain Ground. A Sega também foi pioneira nos jogos em laserdisc, com Astron Belt em 1983.

     Outra empresa que teve grande destaque nos Arcades foi a Namco. Depois do lançamento da placa Pac-Man em 1980 e a Galaga em 1981, a placa de Pole Position de 1982 é a primeira com processador de 16-bits da história. A Namco Pac-Land de 1984 inaugura os jogos de plataforma com side-scrolling. Em 1986, a System 86 estreia com Sky Kid Deluxe e no ano seguinte, duas placas poderosas, System 1 com Yokai Dochuki e a System 2 com Final Lap. Mas a grande revolução vem em 1988, com a System 21 Polygonizer rodando Winning Run. É a primeira desenhada especificamente para renderizar polígonos 3D. A Capcom, que sempre focou em jogos com sprites 2D, lançando, no mesmo ano, a CPS-1 e Forgotten World é o jogo estreante.

    @andre_andricopoulos, @filipessoa, @cleitongonzaga, @jack234, @old_gamer, @ziul92, @mardones, @porlock, @darlanfagundes, @velhoretrogamer, @jokenpo, @darth_gama, @armkng, @lgd, @luizkorynga, @marlonildo, @joanan_van_dort, @zak_yagami, @volstag, @manoelnsn, @shuichi, @gus_sander, @willguigo, @thecriticgames, @fredson, @kb [Quem quiser ser marcados nas próximas postagens, é só botar nos comentários]

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      andre_andricopoulos · 5 months ago · 3 pontos

      Lembro da época, em especial anos 80...meados dos 90...que ARCADE era absurdamente bem superior graficamente aos games "de casa".
      ...
      Uma pena que pararam com tal investimento, né? Seria massa os arcades com gráficos que vemos na atual geração...
      ...

      2 replies
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      leandro · 5 months ago · 3 pontos

      Baita matéria. Uma curiosidade: Qual placa seria a do clássico Arcade Donkey Kong ? Eu nunca cheguei estudar isso, a respeito

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      porlock · 5 months ago · 3 pontos

      q maneira a historia das placas... quero uma continuação disso, com as placas mais modernas...

      1 reply
  • diegogonz Diego Gonz
    2019-03-21 00:31:53 -0300 Thumb picture
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    Super-heróis em vídeo games: Do bom, ao ruim, e para o bom de novo

    Medium 3710924 featured image

    É engraçado perceber a inversão de valores quando tratamos de adaptações de super-heróis a mídias além dos quadrinhos. Para quem não se lembra ou talvez nem era vivo na época, os anos 1990 e 2000 eram repletos de bons jogos baseados em heróis como Batman Returns (1992) e Ultimate Spider-Man (2005) cujo domínio, até então, eram apenas os seus distritos numa Metrópolis, Gotham ou Nova York (fictícia) da vida.

    Os filmes, porém, não seguiam a mesma linha. Longe disso! Por mais forte que a nostalgia batesse quando a SBT exibia uma reprise de um dos filmes do Batman, principalmente aquele onde Arnold Schwarzenegger interpretou Mr. Freeze, era impossível ignorar a falta de qualidade daquelas obras.

    Isso mudou a partir do momento que a Warner, dona da DC, resolveu levar seu acervo a sério. Com Batman Begins em 2005, as portas foram abertas para que filmes de super-heróis pudessem começar a ser levados mais a sério – também com um empurrão dos dois primeiros filmes do Homem-Aranha da Sony, recordistas de bilheteria e prova concreta de que filmes de super-herói poderiam ser bem lucrativos.

    Logo seguiu-se a Marvel com Homem de Ferro, abandonando as adaptações aparentemente feitas no fundo de um quintal na década de 90 em favor de algo bem mais palatável em 2008. E dá para dizer que aquele filme foi uma completa revolução para as adaptações de quadrinhos ao cinema ao tornar um herói até então desconhecido pelo grande público em uma estrela que ninguém poderia mais ignorar.

    Mas no campo dos games... Bem. Aí a coisa ficou bem complicada.

    Grandes filmes costumam ter custos de marketing extraordinários, e no “budget” dos mesmos são inclusos não só ações de propaganda como também adaptações dos filmes baseados em quadrinhos para games em diversos consoles. Entretanto, a atenção dada a esses games infelizmente não é a mesma que o filme recebe.

    Problemas de polimento e otimização são bem comuns, caso de jogos como Batman Begins (2005) e Iron Man (2008). E é claro que há exceções. Exemplos claros são a ótima série de jogos do Batman e o último jogo do Homem-Aranha. Mas estes não são adaptações diretas de filmes para vídeo games, e sim obras separadas.

    O que traz certa esperança de que o caminho a ser seguido para o suposto jogo baseado na Liga da Justiça seja o desses jogos mencionados anteriormente como exemplos de adaptação. O melhor de tudo é que a Rocksteady, cuja fama foi feita justamente em base nos jogos de outra obra da DC, o Batman, é a potencial responsável por essa nova obra.

    Mas se você já quiser se adiantar, você já pode comparar jogos como os melhores caça-níqueis da Liga da Justiça em alguns dos melhores cassinos online visitando sites de comparação. Em sites de comparação de casinos como o Compara Cassinos, você pode verificar mais de 60 cassinos e ler reviews dos melhores jogos que eles oferecem.

    Melhor ainda que o sucesso de jogos como a série Batman e o último jogo do Homem-Aranha, muito graças à qualidade dos mesmos além, é claro, das marcas que eles carregam, está trazendo mais heróis para os games em adaptações que tem tudo para serem excelentes. É de se esperar, por exemplo que um jogo dos Vingadores feito pela Square Enix, como dito em rumores internet afora, vai carregar a qualidade que uma empresa responsável por Final Fantasy e Kingdom Hearts sempre traz.

    E podemos ter também uma sequência para Homem-Aranha pela Insomniac, mostrando à Marvel que vídeo games de alta qualidade são algo a ser investido! No fim das contas, estamos num momento em que heróis de infância finalmente ganham o tratamento que merecem no mundo dos jogos.

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      artigos · 5 months ago · 1 ponto

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

  • mrsancini Geovane Sancini
    2019-03-20 12:17:57 -0300 Thumb picture
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    Stadia: Futuro ou Ruína dos Games?

    Medium 3710775 featured image

    (ou porra nenhuma como foi o Ouya?)

    Ontem, durante a Games Development Conference, a Google revelou o que companhia chama de “Futuro dos Jogos”, a sua plataforma para jogos, Stadia. Honestamente, não vou fazer um resumo do que foi a conferência, todo mundo na internet já fez isso. Mas sim vou levantar alguns pontos que me fazem ter não apenas um, mas TREZENTOS PÉS ATRÁS com a plataforma.

    #1 Você não tem o jogo DE VERDADE.


    Vou pegar um exemplo aqui. Você comprou Ninja Gaiden Sigma 2 pro seu Playstation 3, você coloca o disco no console hoje, e (se o disco não tiver sido arrastado por 500 metros no chão) após instalar os arquivos necessários, você vai conseguir jogar normalmente. Daqui a uns 10 anos, se seu PS3 não tiver morrido e o jogo estiver em bom estado, você vai colocar ele no seu PS3 e poder jogar novamente.

    Agora, digitalmente... Você comprou Scott Pilgrim vs. The World The Game pro Xbox 360 na época do lançamento. Você baixou o jogo, e jogou. Hoje em dia, eu não posso comprar esse mesmo jogo na Xbox Live, porque a licença da Ubisoft venceu, mas você que comprou o jogo, ainda pode baixar e jogar. E caso o jogo permaneça no seu HD, mesmo quando não puder mais baixar porque sei lá, daqui a 10 anos a Microsoft faliu, saiu do mercado, whatever, de modo que não dê mais pra baixar jogo algum. Você ainda vai poder jogar, se seu 360 estiver funcionando e o jogo instalado no HD.

    Já o caso do Stadia... Você comprou* Assassin's Creed Odyssey... Mas quem garante que daqui a 10 anos você ainda vai poder jogá-lo no serviço? A Google tem histórico de encerrar serviços num estalar de dedos. E como tudo é feito pelo Browser e você não baixa um byte de arquivo sequer, tudo o que te resta é um controle de 60 dólares e uma tela em branco, porque o jogo sumiu. Pra qualquer ser humano que é entusiasta da preservação da história dos games... Quantos jogos serão perdidos por conta do Stadia?

    #2 Ram – O Chrome come bastante

    A Google alega que o Stadia roda perfeitamente 1080p 60 frames por segundo em qualquer máquina barata com acesso ao Chrome. Mas por mais prático e cômodo que o Chrome seja (eu uso o Browser há mais de 10 anos), é de um consenso geral que os processos do Chrome comem mais memória RAM do que a concorrência. Pode parecer idiota, mas tenho minhas dúvidas quanto a performance lisa do Stadia em máquinas realmente fracas. O que um americano chama de máquina fraca, é bem mais potente do que por exemplo, uma máquina fraca aqui no Brasil. Então, acho que podem haver problemas de performance dos jogos em máquinas fracas por conta da memória que o Chrome come. Sem contar que a plataforma tem outras features, e num momento de empolgação o navegador vai e trava.

    #3 Problemas de Internet


    E não estou falando apenas aqui do Brasil, onde vivemos a mercê das operadoras de telefonia (algumas inclusive se recusam a enviar a conta de telefone), mesmo países considerados de primeiro mundo possuem usuários com problema. E se sua conexão for instável, dê adeus a jogatina.

    #4 Pra todo mundo... Naquelas


    Literalmente uma continuação do Item 3. O lançamento foi previsto pra esse ano nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Europa (Só estranhei separarem Reino Unido da Europa, até porque ainda o Reino Unido ainda faz parte do continente europeu, só se separou da União Européia). Não apenas isso deixa a gente, mas como também muitos outros potenciais consumidores de fora do hype de lançamento. Eu duvido que a plataforma vá ter uma recepção boa no Japão, onde estão já acostumados a tríade Sony/Nintendo/Mobile e produtos ocidentais demais não costumam ter boa penetração lá (só ver o quão a Microsoft diminuiu o mercado lá do Xbox original até o One).

    E voltando aos locais, não foi revelado o quanto de internet o serviço vai exigir, principalmente porque é uma plataforma focada em Cloud Gaming e Streaming. Nem todo mundo tem uma internet parruda o suficiente pra aproveitar o que plataforma tem a oferecer. Logo, apenas quem tem grana para uma internet boa vai poder aproveitar o que o serviço tem, mas entra o segundo porém... Por quê alguém que já streama de seus consoles/pc's migraria pro Stadia? Sim, você tem acesso instantâneo aos jogos que adquiriu, mas não tem exatamente os jogos que adquiriu (Item 1).

    #5 Jade Raymond (Esse ítem entenda como uma piada pelos motivos citados abaixo)

    Não, não vai ser nenhum ataque a ela, ou mesmo crítica. Acho ela competente e tal. MAS, A MULHER É PÉ FRIA PRA CARALHO. Os últimos anos não foram bons pra ela. Ela trabalhou em Splinter Cell Blacklist, e depois disso a franquia ficou na geladeira. Produtora executiva de Watch_Dogs, o jogo foi um fiasco. Saiu da Ubisoft, ficou uns 3 anos na EA, o estúdio onde ela estava fechou, e os projetos de Star Wars que ela tinha foram cancelados. Espero que ela tenha tomado banho de sal grosso, antes de assumir o Stadia Games & Entretainment.

    Por fim... Eu não estou empolgado com o Stadia, porque é Cloud Gaming, mais os problemas que citei. Agora, se ele vai ser o futuro dos jogos? Duvido. Só sendo muito ingênuo pra acreditar nisso, e só vai ser a ruína dos jogos como conhecemos, se ele der MUITO CERTO, porque nisso, tentarão copiar e no futuro, quando a jogatina for em nuvem, não teremos mais a tangibilidade que temos com nossos consoles e portáteis. Então, acho que ele será um peido na história dos jogos, tal qual o Xperia Play, o Apple Pippin e o Ouya.

    *Alguns disseram que vai ser um serviço a la netflix. Não. A própria google citou que vai ter uma LOJA onde você adquire as licenças.

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      artigos · 5 months ago · 1 ponto

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

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      xch_choram · 5 months ago · 1 ponto

      Esse 1 ponto realmente me deixa com o pé atraz :\

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      andre_andricopoulos · 5 months ago · 1 ponto

      Estou animado pra mais uma concorrente...
      Mas algo me diz que não será SUCESSO...

  • paulohpedro Paulo Henrique Pedro
    2019-03-14 23:45:15 -0300 Thumb picture
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    Videogames gera violência?

    Medium 3709741 featured image

    Um dos primeiros mitos em relação ao uso de videogames surgiu há muitos anos, quando pais e avós diziam que jogar videogame estragava a televisão e a visão, tornando assim o tempo deles em frente ao televisor, jogando, limitado.

    Com o passar dos anos e a melhoria na qualidade dos jogos e videogames cada vez mais crianças e adolescentes recorriam a este tipo de realidade virtual – completando missões, dirigindo carros legais, prendendo os bad guys e lutando contra os chefões. Além disso, tornou-se claro que jogar não estragaria nada. Porém, segundo alguns psicólogos, o videogame e sua violência constante poderiam acarretar em motivações ou provocações de violência derivadas dos jogos e personagens.

    De certa forma, desde o início, a arte (televisão, cinema) modela a violência para os espectadores e o videogame consegue ir além já que os jogadores precisam controlar seus personagens – o que não quer dizer que farão o mesmo na vida real. A violência entre jovens não é causada em decorrência do uso dos videogames e sim de outros problemas sociais que são mais fáceis ignorar.

    Em um teste sobre sensibilidade, pode-se perceber uma maior resistência a cenas violentas de pessoas que jogam videogame há algum tempo, enquanto quem não está “acostumado” com cenas fortes se surpreendem mais. Através deste teste foi dito que a brutalidade digital rouba a sensibilidade humana natural comum em relação a eventos violentos, o que não quer dizer que o fato de alguém ser violento na vida real seja assim por conta do videogame.

    Infelizmente, essa discussão vem sendo trabalhada há alguns anos e contribuiu para gerar preconceito em relação aos jogos eletrônicos, porém, como tudo tem um lado bom, a partir deste preconceito surgiram os sistemas de classificação etária para os jogos – que tem por objetivo separar seu público alvo mas que não quer dizer que será cumprido.

    De fato, até hoje, quando há alguma tragédia violenta envolvendo uma criança ou adolescente, o videogame é normalmente apontado como um dos vilões. Mas, pensando bem, será que os videogames têm este poder de influenciar o comportamento destes jovens a ponto de provocar um comportamento de violência extrema? Ou são apenas um divertimento em si?

    Com todas estas questões em mente e a partir da experiência pessoal de cada um, precisamos lembrar que o videogame é nada mais do que uma expressão cultural (sempre em crescimento e desenvolvimento) assim como filmes, produções teatrais, música, novelas, etc.

    Importante lembrar também que enquanto existem pais que proíbem seus filhos de jogar o que consideram violento, ao mesmo tempo permitem que assistam programas de televisão, novelas ou filmes com conteúdo impróprio.

    Então fica o questionamento:

    O videogame é capaz de tornar alguém violento? Ou é mesmo apenas uma forma de entretenimento que não tem relação nenhuma com atos violentos gerados por jogadores?

    Ao meu ver, videogame serve para você se divertir, aprender coisas novas (inclusive uma língua nova), descobrir enigmas, resolver problemas, aliviar o estresse e se perder no conteúdo criado por seus produtores e roteiristas. #SomosGamersNaoAssassinos

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      lucas_bueno · 5 months ago · 1 ponto

      Não acredito que games tornem as pessoas violentas, são apenas uma forma de diversão e, para alguns, uma forma de extravasar o estresse e a raiva. Sempre que acontecem tragédias envolvendo jovens querem culpar os jogos. Mas digo: o culpado desta última tragédia não foi o videogame, Guilherme era um garoto com problemas psicológicos e que precisava de ajuda. O game não teve interferência alguma na tragédia e com ou sem ele aquilo acabaria acontecendo.

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      artigos · 5 months ago · 1 ponto

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

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      andre_andricopoulos · 5 months ago · 1 ponto

      Videogame é vida...estimula o pensamento...o cérebro...diverte...gera empregos...gera PIB...
      ...
      Antes dos anos 80 ser humano cometeu atrocidades que em nada tem relação com videogames.
      ...
      O problema é o humano...a ausência da família...
      O videogame apenas PODE influenciar numa pessoa DEMENTE...
      ...

  • danielgfm DoomGuy
    2019-03-12 20:32:09 -0300 Thumb picture
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    Essa vida adulta.

    Medium 3709263 featured image

    A vida adulta é bem complicada. Por mais que nos planejemos para tirar um tempo para jogar videogame, sempre acontece um imprevisto.

    Outras, no entanto, é que por mais que você planeje, no dia que vai jogar, está esgotado do trabalho, ou tem que ajudar nalgo na sua casa, seja você casado ou solteiro ou tem alguma aula ou algo para preparar para o dia seguinte.

    Não que isto seja ruim, as contas não esperam quem reclama demais, mas é que, por vezes, não existe um equilíbrio entre trabalho e lazer e, assim, o nosso tempo exíguo parece minusculo quando estamos jogando videogame, com a frase: mas já são meia-noite?

    Aqui comigo, no qual produzo algum parco conteúdo para a Comunidade Mega Drive, me vejo mais falando sobre videogame do que jogando o dito cujo, parecendo até os comentarista de esporte, que falam do mesmo, mas nunca praticou ou deixou de praticar a anos.

    Claro que seria mais fácil deixar tudo de lado e partir para a vida adulta por completo, mas, sei lá, isto não é o meu feitio. Adoro videogame, jogo desde 1988 e, diferentemente de outros hábitos que eu tive ao longo dos anos, é algo que dificilmente irei largar, não porque seja algum tipo de vício, mas, sim, os jogos são uma forma de desestressar a minha mente.

    Alguns vão para os bares, outros vão para cinema, alguns outros vão ouvir um sambinha ou ir para um rodeio. Os programas com os amigos se torna um pouco difícil quando boa parte dos seus amigos são virtuais ou moram longe ou, pior ainda, você não mora mais na cidade em que nasceu - sem contar o tempo precioso para cada um.

    Mas a vida é assim mesmo, nós que temos que achar um equilíbrio na medida do possível e não deixar o amor pelo videogame esmorecer.

    PS: Imagem só para chamar atenção.

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      andre_andricopoulos · 5 months ago · 3 pontos

      Acho muito difícil largar o videogame também...apesar dos pesares mencionados por você.
      ...
      Ah a vida...quem foi que disse que seria fácil?

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      leopoldino · 5 months ago · 3 pontos

      Se você pretende ter tempo pra jogar não tenha filhos.

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      zefie · 5 months ago · 2 pontos

      É complicado mesmo, mas há fases e fases (assim como nos próprios jogos). Pode estar sendo um momento turbulento e de pouco tempo livre pra você agora, mas depois as coisas vão se ajeitando e você vai conseguindo um tempinho a mais. ;)

      2 replies
  • 2019-03-12 09:34:06 -0300 Thumb picture
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    O contrato de licenças da Nintendo

    Medium 3709161 featured image

    O Crash de 1983 deixou o público americano desacreditado com videogames e a Nintendo veio com a importante missão de salvar a indústria com o lançamento do NES. Depois que a Activision ganhou o processo de poder criar e distribuir jogos para o Atari 2600, criando o conceito de Third Party, várias outras empresas começaram a lançar jogos de baixíssima qualidade. Para evitar que isso acontecesse, a Nintendo criou uma série de restrições para que as desenvolvedoras terceirizadas pudessem lançar jogos para o seu novo sistema. A criação do selo de qualidade Nintendo passava ao consumidor a ideia que tal jogo era licenciada e, portanto, um jogo de qualidade. Porém, para conquistar esse selo, as empresas tinham que seguir uma série de regras bem rigorosas.

     Em questão de software, jogos eram facilmente censurados. Não podia haver nenhuma conotação sexual, cenas de violência, sangue ou mesmo imagens profanas ou com ligação religiosa. As produtoras de jogos estavam restritas a publicação de até 5 jogos por ano, que fez com que muitas empresas criarem marcas adicionais para publicações de mais jogos, como a Ultra Games da Konami e a Namcot da Namco. Outra restrição imposta pela Nintendo é de que se a empresa optar por trabalharem com o NES, deveria ficar exclusiva a plataforma por pelo menos 2 anos. Isso limitava o alcance de jogos de terceiros para as concorrentes NEC, Atari e Sega.

     Em questão de hardware, a Nintendo incluiu em todos os videogames o 10NES Chip. Era um chip de autenticação que se comunicava com outro chip que vinha em cada cartucho. Como ela era a única fabricante de cartuchos para o NES, isso obrigava as empresas a comprar cartuchos apenas da Nintendo. As empresas eram obrigadas a comprar, pelo menos, 10 mil cartuchos dela. Mesmo que o jogo não vendesse bem, a produção já estava paga e o prejuízo era inteiramente da produtora. Essas práticas de mercado gerou muita revolta para as produtoras e um processo foi aberto junto ao órgão regulador dos Estados Unidos, o FTC, contra o quase monopólio que a Nintendo havia criado nos videogames.

     A Nintendo acusou a Blockbuster de desonestidade mercadológica com a prática de alugar cartuchos do NES. Jogos de lançamento podiam ser facilmente alugados e prejudicava a venda. O Blockbuster teve que parar de distribuir os manuais originais para poder continuar com a locação. A Tengen, que era a subdivisão de jogos para consoles da Atari Games, criou o chip Rabbit por meio de engenharia reversa que simulava a autenticação do 10NES Chip. A partir daí, uma leva de jogos não licenciados pela Nintendo foram lançados pela Tengen. Outras empresas usavam um Dongle para conectar o jogo não licenciado e burlar as regras da Nintendo.

    @andre_andricopoulos, @filipessoa, @cleitongonzaga, @jack234, @old_gamer, @ziul92, @mardones, @porlock, @darlanfagundes, @velhoretrogamer, @jokenpo, @darth_gama, @armkng, @lgd, @luizkorynga, @marlonildo, @joanan_van_dort, @zak_yagami, @volstag, @manoelnsn, @shuichi, @gus_sander, @willguigo, @thecriticgames, @fredson, @kb [Quem quiser ser marcados nas próximas postagens, é só botar nos comentários]

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      manoelnsn · 5 months ago · 6 pontos

      É bem plausível essa atitude da Nintendo na época após o crash, mas mesmo hoje em dia ela continua com umas ideias um tanto retrógradas

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      andre_andricopoulos · 5 months ago · 5 pontos

      Obrigado, NINTENDO!
      😍

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      speedhunter · 5 months ago · 5 pontos

      Para a época, foi até compreensível as restrições que a Nintendo fez. Hoje em dia, ainda há muitas ideias arcaicas da que me distanciam cada vez mais da Nintendo.

      3 replies
  • natnitro Renata
    2019-03-06 22:35:19 -0300 Thumb picture
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    As evoluções e downgrades da jogabilidade dos ACs até hoje...

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    Atendendo ao fratello @leandro, que me pediu pra falar um pouco sobre as mudanças do sistemas de combate/escalada e cia nos AC principais da franquia, desde o primeiro até o mais recente que é o Odyssey, eis ai um resumão das características principais de cada fase dos jogos, já que a jogabilidade foi uma das coisas que mais mudou até hoje, algumas vezes pra melhor, outras pra pior, já outras mais ou menos...

    -- Era Altair: AC1

    O AC1 é provavelmente o que tem a jogabilidade mais simples e intuitiva até hoje, começando pelo arsenal bem limitado de armas principais, que eram basicamente espadas e a lâmina oculta, que ainda tinha uma peculiaridade que era o Altair só usar a lâmina em stealth ou no ataque aéreo, já que ela ainda não era usada no combate... E uma coisa bem diferentona ai era o sistema de sincronização, que ainda não era aquele esquema de repetir o mesmo método que o ancestral fez em ação pra fechar a missão em 100%, mas a sincronização total ai nada mais era do que não sofrer danos na batalha. o_O

    O parkour nesse início ai era praticamente um clone dos Prince of Persia, com algumas adições como o salto de fé e a possibilidade de derrubar e pegar alvos em movimento, além dos elementos de stealth como o blend na multidão, esconder no feno, etc, o que foi melhorado com o tempo e deu uma identidade própria pra franquia, que continua ai até hoje...

    -- Trilogia Ezio: AC2, Brotherhood e Revelations

    Do AC1 para a trilogia do Ezio foi uma grande evolução, já que no AC2 o Ezio ganhou as lâminas duplas do Leonardo da Vinci e já podia lutar com elas e ai começou aquele esquema de bloquear com a tecla de perfil alto/corrida e ir atacando e bloqueando pra fazer os combos, mas sem poder usar ainda uma arma secundária e talz...

    Já o Brotherhood, pra mim, é o que tem a melhor jogabilidade até hoje, porque é o mais responsivo na parte dos ataques/bloqueios/contra-ataques porque é tudo controlado na raça mesmo, já que é preciso saber a hora certa de bloquear pra logo depois contra-atacar e ai tem jeito de emendar aqueles combos enormes, como meu recorde aqui, que é de 52 combo-kills no treino virtual de 1:30min... \o/

    Já outra coisa sensacional é que no ACB já tem como combinar arma principal e secundária como a espada e a pistola, mais a adaga com facas de arremesso, o que é uma maravilha pra derrubar um exército inteiro em segundos literalmente, desde que você pegue o timing certo... 

    Já o grande diferencial do Revelations foi o Ezio ter ganhado a hookblade, que é um gancho na segunda lâmina, o que facilita bastante nas escaladas e ainda pode ser usado nas cordas pra fazer uma tirolesa, mas em combate, o gancho não é lá muito útil, porque acrescentou um movimento onde o Ezio pode driblar um inimigo pelas costas, com a opção de arremessar ele pra longe, mas o problema é que isso exige espaço e um tempinho pra preparar o ataque, o que nem sempre está a nosso favor nas lutas...

    -- Saga Americana: AC3/Liberation/AC4 e Rogue

    Depois do Revelations já mudaram tudo com a American Saga, que inclui AC3/Liberation, AC4 e Rogue, onde o combate passou a ter um tipo de qte (quick time event) para enfrentarmos dois inimigos simultâneos, acertando os comandos no tempo limite, que se for feito corretamente, vai finalizar os alvos, mas se falhar, ai é dano certo sem chance de defesa/bloqueio... 

    E foi ai que a jogabilidade ficou pior, porque passaram a usar a tecla de corrida/perfil alto pra escalar automaticamente nas árvores e virou aquele problema de o Connor, Haytham, Aveline, Ed e Shay saírem subindo em tudo pela frente e mal conseguirem correr em linha reta na rua, enquanto na época do Ezio havia ai nada menos do que uns três comandos que eram de andar, correr em perfil alto e a corrida acrobática, que combinava as teclas de corrida com a dos pés/chutes e ai era muito mais fácil de controlar quando era para escalar ou não...

    -- Unity

    Depois da Saga Americana veio o Unity em 2014, que tem um parkour de Prince of Persia e o jeito do Arno escalar é mega estiloso, mas depois inventaram de colocar botões especiais pra evitar dessincronização por queda, e, com isso, pra subir e descer virou aquela lerdeza só, o que ferrou geral, porque limitou a possibilidade de irmos livremente pra cima ou pra baixo nos direcionais, como sempre foi, e então sair brincando de homem-aranha e dar aqueles saltos longos no ar pra agarrar a parede antes de cair, o que ajudava a escalar muito mais rápido... 

    Já o combate do Arno pra mim é o pior da franquia, porque tentaram deixar a esgrima mais realista, só que na prática, isso serviu mesmo foi pra fazer passar raiva, porque se juntar mais de três inimigos a nossa volta, ai já o coitado do Arno já era, porque ele nem tem uma sequência de combos e finalizações minimamente decentes pra controlar multidão e afins... >-<

    -- Syndicate

    Já o Syndicate é quase a mesma coisa do Unity nas mecânicas, só que com um downgrade no parkour, pra evitar dessincronização por quedas e afins, o que deixou a escalada bem mais lenta, e combate também foi levemente modificado com novas armas e com um detalhe a mais que é terem dado foco maior pra combate corpo a corpo, indo pra luta no soco mesmo, tanto que qualquer arma principal que usarmos, por melhor que seja, vai ser uma lentidão enorme pra finalizar os inimigos, sendo que qualquer luta vai muito mais rápido se equiparmos só um par de socos ingleses mesmo e sairmos distribuindo porradas pra todo lado...

    -- Trilogia Empire: Origins e Odyssey

    Depois veio o Origins, que até poderia ser chamada bem por alto de fase Souls-Like dos AC, porque ai a franquia foi pro lado RPG e passou a dar opção de usar escudo, espadas, lanças, alabardas e cia, além das barras de energia e de ataque especial, etc...

    O grande diferencial ai é que nos combates agora é preciso ter um mínimo de estratégia e paciência pra atacar e esquivar na hora certa, senão o estrago é grande, porque a maioria dos inimigos quase sempre tem level bem maior que o nosso e eles ainda gostam de juntar um bando de gente pra deixar a coisa bem mais animada, com todo mundo atacando ao mesmo tempo, e ai é preciso se virar e aprender a lutar, porque a coisa fica tensa pra valer mesmo... O_O

    E como o Odyssey basicamente copiou e depois esticou o Origins, a jogabilidade e a escalada deles é quase a mesmíssima coisa, com umas diferenças mínimas de estilo e armas, além de terem removido o escudo e modificado um pouquinho a luta com a adição do chute espartano, que é a marca registrada do jogo... (crédito ao @msvalle pela correção do meu equívoco aqui :-)

    -- AC Chronicles: China, India e Russia

    E ainda tem os Chronicles, que apesar de serem spinoffs da franquia, tanto o parkour quanto a jogabilidade focaram quase 100% no stealth, e com isso, quando somos pegos por um grupo grande, a melhor coisa é correr mesmo, porque nem a Shao Jun e nem o Arbaaz Mir aguentam mais do que uns três tapas numa luta e o Nikolai Orelov então nem se fala, já que a especialidade dele é ser sniper mesmo... 

    -- Já o que ficaria perfeito de vez... <3

    Se a Ubi algum dia quisesse fazer o AC com a melhor jogabilidade até hoje, um palpite ai seria o de juntarem o estilo de corrida acrobática super responsivo do Ezio no Brotherhood, com o parkour mega estiloso do Arno no Unity, mas sem as malditas teclas de descida/subida segura, mais o estilo de luta do Brotherhood que é controlada na raça mesmo, com timing certo pra bloquear/contra-atacar e fazer aquelas chains insanas, somando isso com o estilo do Origins, onde todo mundo vem pra cima ao mesmo tempo pra animar mais as coisas, e de brinde, aquele arsenal de bombas do Revelations só pra tocar o terror geral, que é uma das coisas mais divertidas já feitas nos AC até hoje... <3

    E, pra ficar perfeito de vez, é só escolhermos os estilos que quisermos pra virar um gladiador de espada e escudo, ou pegar uma katana e sair fatiando geral, no melhor estilo Jack the Ripper, ou ir pelo jeito favorito aqui, que é pegar aquela adaga mega estilosa do Brutus e juntá -la com uma chuva de facas de arremesso pra derrubar um exército em segundos, ou vale também pegar só um belo par de lâminas ocultas e nada mais, e agir nas sombras pra servir a luz, como um bom çaçino raiz mesmo... :-)

    Ps: Dona Ubi, ninguém aguenta mais batalha naval, chega!!!

    Assassin's Creed: Brotherhood

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      msvalle · 6 months ago · 3 pontos

      Ótimo texto (como sempre), @natnitro! Parabéns!
      Eu só chamaria a atenção de que no Odyssey você não pode mais usar escudo como no Origins.

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      msvalle · 6 months ago · 3 pontos

      Ah e também concordo! #chegadebatalhanaval XD

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      artigos · 5 months ago · 3 pontos

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

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  • thecriticgames Matheus Pontes
    2019-02-19 23:51:50 -0300 Thumb picture
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    Uma experiencia com Bloodborne, entre tantas outras com games.

    Medium 3704748 featured image

    Esse texto é de puro teor pessoal e as imagens meramente ilustrativas, não são minhas, as vezes é incrível pensar os tipos de emoções  que os games já tiraram de mim e de você, eu sempre gosto de lembrar das lagrimas que tive com Persona 3, das reflexões com Shadow of Colossus, dos momentos de risadas e gargalhadas que tive com Super Mario Bros 3 no modo VS, ou nos momentos de brotheragem que tive em The Great Battle V, são meus jogos mas podem ser os seus e suas emoções aqui, e as vezes é meio foda envelhecer e achar que a gente não ira experimentar mais emoções tão incríveis como as que já teve, e é sempre gratificante se descobrir errado, como foi pra mim.

    Meu background com a saga Souls se resume no Demon's Souls, um dos meus primeiros games de PS3 e um dos meus favoritos, antes mesmo de jogar eu já havia ouvido falar da famigerada dificuldade do jogo, e sem receber spoiler li dicas simples do tipo, prestar atenção nas dicas de outros jogadores e afins e zerei Demons com um gameplay dos mais cuidadosos e meticulosos que já fiz, morri apenas 11 vezes, o que é pouco para um novato jogando a saga pela primeira vez, ainda mais Demons que é tido por uns como o mais difícil. 

    Bloodborne foi o primeiro game que vi no PS4 em trailer a ponto de eu dizer (agora o PS4 merece ser comprado ) no entanto somente agora em 2019 resolvi joga-lo. Assim como Demons eu já sabia das dificuldades, sabia que a filosofia aqui era outra diferente de Demon's e Dark, sabia que deveria esquecer de escudo e de agir na defensiva entre outros elementos, eu o encarei ao lado de um amigo já experiente que havia zerado Blodborne há tempos e que me guiaria nessa jornada lovecraftiana, o resultado tinha tudo para ser um novo Demons para mim com respeito ao desafio.. MAS NÃO eu me ferrei nervosamente com Bloodborne, eu estive morrendo desde o inicio e tentando pegar o mindset do game mas eu era falho ao extremo em minha investida, as 11 vidas que gastei zerando Demon's Souls inteiro foram perdidas apenas em Gascoine, um dos primeiros chefes do game.

    O jogo possui varias mecânicas a qual eu não conseguia me adequar por mais que as entendes-se, por exemplo a pistola, eu faço uso péssimo da arma de fogo, cuja melhor função é atordoar inimigos para realizar o "ataque visceral", no entanto enquanto meu amigo demonstrava uma facilidade imensa de fazer isso com inimigos e chefes eu não conseguia usar um único ataque desses no inimigo mais básico, a arma de fogo não é pra mim, assim como durante o gameplay conheci outra mecânica do jogo que é a de conseguir munição pra pistola a troco de vida -PORQUE DIABOS VOU TROCAR VIDA POR UMA MERDA QUE NÃO SEI USAR, armas de fogo em Bloodborne não são pra mim. A unica mecânica que me era de fácil uso era a de "ser o caçador" contra-atacar inimigos faz você recuperar um pouco de vida e isso aprendi e usei bem, ainda que morrendo muito.

    Não muito distante no game resolvi experimentar a DLC, li como acessava ela, eu a tinha, meu amigo não há havia jogado, eu um novato apanhando do game, ele um jogador experiente, mas sem conhecimento do conteúdo da DC Old Hunter por ter jogado o game antes dela, era algo novo para ambos. Enfrentei alguns dos maiores perrengues do game aqui, inclusive a batalha contra o maldito Ludwig a qual pensei que jamais passaria, então tivemos o encontro com uma das chefes principais da DLC a caçadora Maria. Eu sou terrível em PvP na saga Souls e em Bloodborne não é diferente, ainda sim tentei antes da hora enfrentar Maria e como esperado morri, cheguei a segunda fase dela onde a mesma ligeira espadachim passa a usar ataques de sangue que atingem a distancia (chefes em Bloodborne mudam de estratégia 2 ou 3 vezes por combate a medida que perdem vida, caso você seja leigo como já fui) e consegui contornar um pouco a situação com um item, um osso que ao custo de munição fazia o personagem dar pequenos dashs em forma de fumaça, tal qual um ninja, estiloso e bonito.

    Eis que após 3 derrotas tentei mais uma vez, sem treino e sem objetivo maior, lutando a esmo, não tinha sangue/XP pra perder mesmo e algo, algo me disse na minha cabeça -eu posso vence-la, e quase como num passe de magica, como naqueles típicos clichês de anime onde o protagonista descobre um poder novo bem na batalha contra seu arqui-inimigo eu transitei do noob ao mestre na arte de "stunnar" a chefe com a pistola para dar o ataque visceral, fiz isso 3 vezes seguidas e até meu amigo olhou incrédulo, eu estava lutando de forma diferente, não apenas venci a primeira fase dela, como alcancei a segunda estratégia dela com os ataque de sangue, e ao custo de muitos itens de cura alcancei a terceira onde os ataques eram de sangue e fogo causavam um dano imenso eram rápidos e pegavam quase toda a tela, logico que na segunda fase eu já não estava mais stunnando ela com as balas e usei a munição restante com o osso do teleporte. Chegar até a terceira fase já era uma vitoria, eu ja podia morrer, não tinha problema algum, eu não tinha mais munição e só tinha 3 itens de cura, mas eu tive a ideia inusitada, disse a meu amigo -TENHO UM PLANO e ele me viu atônito correr da chefe recebendo um golpe pelas costas e perdendo mais vida, eis que me afastei dela após muita corrida, sacrifiquei minha vida a troco de munição (a maldita mecânica que jamais pensei em usar!!) usei o que tinha sobrando de itens pra me curar, e ali com umas poucas balas suficiente pra usar o osso do teletransporte mais uma vez o ativei e fui pra cima da mesma com o que tinha de melhor. 

    O que tivemos na tela, imagino na cabeça do meu amigo foi uma dos duelos de espada mais meticulosos e ágeis que vimos ali no jogo sem deixar de ser tambem uma troca brutal e incessante de porradas entre dois adversários, tudo era rápido, incessante e calculado ainda sim, só fiquei vivo por conta da bemdita mecânica do caçador que me fazia recuperar parte da vida ao contra-atacar, a vida da Maria para meu desespero não descia mais independente dos ataques, desviei com o poder do osso ainda ativado e com nós dois grudados no canto da sala espremidos desferi sem estratégia alguma uma saraivada de espadadas ao mesmo tempo que ela, curando migalhas da minha vida e deixando ela algumas vezes sem ação, a minha estamina zerou, sem estamina você não esquiva, não ataca, não faz nada alem de andar a esmo, ela preparou um ataque de dois hits já conhecido, curto e rápido o golpe não podia ser parado, e ela o usou quando eu dei o ultimo golpe da minha estamina e com nada de vida e de itens, apenas apertei incessantemente o botão de esquiva com a estamina vazia e ouvi o "aaaah" de desanimo ser dito por meu amigo. Meu personagem, Caleb é seu nome, desviou com o teleporte do osso nos últimos segundos de efeito e reapareceu dando o golpe final segundos antes de receber o que seria o próximo golpe de Maria e único necessário pra mata-lo. O comodo foi tomado por gritos meu e de meu amigo, parecia até uma comemoração de vitoria na copa, quase quebrei o controle na emoção que foi enorme e não foi apenas de vitória dificil de ser alcançada, meu amigo olhou pra mim e comentou sobre a estratégia que tomei sacrificando vida em troca de munição para usar o osso, ele disse - isso foi uma estratégia de caçador, eu finalmente e do modo mais difícil havia alcançado o mindset de Bloodborne, meu batismo de caçador de Bloodborne foi ali, e dali em diante nada nem nenhum chefe foi tão difícil que eu não olhasse pensando -eu posso vence-lo.

    Bloodborne

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      hard_frolics · 6 months ago · 4 pontos

      Salvando aqui pra ler amanhã. :)

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      luis_fajardo · 6 months ago · 2 pontos

      Cada vez sou menos paciente com games difíceis, me tornei um jogador acostumado a save states e cheats diversos, a vida adulta tira o tempo para insistir em morrer e tentar novamente infinitamente, mas sei o quanto é glorioso virar/detonar/zerar/terminar um desses ferrados jogos.

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      artigos · 6 months ago · 2 pontos

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

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  • jcelove José Carlos
    2019-02-15 16:38:18 -0200 Thumb picture
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    O fiasco do PSClassic - ou como estragar uma boa idéia

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    A Nintendo recentemente inaugurou a moda dos "consoles colecionáveis", modelos em miniatura de consoles clássicos com jogos inclusos na memória e interface HDMI padrão, focados no público saudosista e colecionadores no geral.

    A ideia não era novidade já que a anos existem empresas que reciclam o hardware de consoles antigos, como o Atari Flashback, a Gopher e AT games com suas diversas versões do Genesis e por que não, a nossa amada Tec Toy, que surpreendentemente continua vendendo muito Master System e Mega Drive até hoje. 

    A grande diferença, como em tudo que a Nintendo lança é o polimento: Enquanto todos os exemplos citados acima são versões emuladas com peças de qualidade bem duvidosa e desempenho sofrível, tanto o Nes Classic quanto o Snes Classic, versões dos consoles de 8 e 16 bit da empresa lançados até agora tem um nível de qualidade impecável em sua construção e uma seleção de jogos que apesar de nunca ser perfeita, era satisfatória, englobando grandes clássicos que realmente representam essas duas plataformas.

    Foto roubada da invejável coleção do amigo @zak_yagami, com todos os "mini" consoles oficiais lançados até agora.

    Com o grande sucesso desses lançamentos outras empresas passaram a tentar navegar nessa onda de nostalgia: a SEGA prometeu uma versão "mini" do Mega Drive, a SNK lançou um Neo Geo Mini no formato de arcade com telinha embutida e controle extra vendido a parte e a Sony causou grande hype dos fãs ao anunciar o Playstation Classic no ano passado.

    Lançado com um trailer pomposo, o console seria uma versão miniatura do modelo original do PS1 e traria 20 "grandes" jogos da plataforma mais amada da 5ª geração, porém só com 3 games anunciados na época: Wild Arms, Ridge Racer Type 4 e Tekken 3, que de fato foram games marcantes.

    A coisa começou a desandar quando a empresa finalmente anunciou a lista completa e veio a primeira grande frustração!

    A famigerada lista dos 20 jogos na versão ocidental do console

    O console como os lançamentos das concorrentes teve 2 listas diferentes, uma pros mercados Americano/Europeu e outra pro Japonês

    Dos 20 games anunciados nem metade correspondia a expectativa de "grandes clássicos", trazendo inclusive vários jogos multiplataforma que sequer foram marcantes no PS1.

    Várias escolhas sem sentido como Os primeiros Toshinden, GTA, Destruction Derby, Persona e Twisted Metal, quando as sequências desses títulos fizeram muito mais sucesso que as versões originais e envelheceram um pouco menos mal que eles. 

    Outras foram injustificáveis como Super Puzzle Fighter ao invés do fantástico Pocket Fighter, Rayman 1 ao invés de Rayman 2 (ou Crash Bandicot), Mr Driller, que apesar de ser um arcade divertido nem sequer teve a melhor versão no PS1, ou Coolboarders 2 que apesar de divertido na época é BEM obscuro e pouco diverte hoje em dia.

    Como um console com tantos jogos memoráveis seria representado por uma lista tão fraca? Tá certo que licenciamento pode ter sido um entrave mas incluíram jogos da Capcom, Konami e Namco, empresas que tem muitos jogos excelentes no console e que poderiam ter sido incluídos no lugar de vários dos citados acima.

    Metal Gear Solid, Resident Evil DC, FF VII, Wild Arms,Jumping Flash!, Abes Odissey, Intelligent Qube, Syphon Filter, Ridge Racer Type 4 e Tekken são boas escolhas mas dificilmente seriam suficientes pra justificar a compra do produto pela grande maioria do público.

    Ter um console "comemorativo" com menos de 10 jogos realmente clássicos inclusos já seria problema suficiente pras vendas do console (que era 10 dólares mais caro que o Snes Classic), mas não era só isso...

    Um dos vídeos que ficaram famosos no lançamento do console provava que o Snes Classic conseguia rodar os jogos do ps1 melhor que o PSClassic. Que vergonha!

    Além da lista duvidosa e do mal desempenho, o PsClassic não traz nenhuma funcionalidade extra pros games além do save state e de um Memory Card Virtual. nada de filtros, nada de recursos, sequer um modo "smooth" como tinha no PS2. Muito limitado mesmo.

    Logo no lançamento se descobriu que ao invés de desenvolver um software próprio ou ao menos adaptar o eficiente emulador de PS1 embutido no PSP a Sony utilizou um emulador de código aberto chamado PSX E esse emulador estava pessimamente configurado pro hardware do console fazendo com que vários dos jogos tivessem um desempenho sofrível com lentidões e quedas de frames nítidas. Jogos como Tekken 3 e Ridge Racer Type 4 ficam quase injogáveis dependendo do nível de tolerância do usuário de tão lentos. O problema pode ser facilmente suavizado pela configuração do emulador, que NÃO é acessível normalmente.BOA Sony!U_U

    Dai temos um produto que tem uma lista de jogos que não faz jus ao console original E um desempenho ainda pior que jogar o console original em TVs recentes usando cabo AV. Obviamente não teria como dar certo por mais que o PS1 seja idolatrado por toda uma geração, e então tivemos um case reverso ao lançamento da Nintendo.

    Enquanto o Nes e Snes Classic geraram filas em lojas, pre-orders que terminaram em 1 dia e preços altíssimos em sites de leilão, o PSClassic amargou um lançamento criticado por público e crítica e virando motivo de piada entre os fãs da concorrência.

    O Caddicarus foi um dos muitos Youtubers pra quem a Sony enviou o console e que desaconselharam a compra do PSClassic

    O impacto foi tão negativo que a Sony reduziu o preço em mais de 40% em menos de 1 mês de lançado no ocidente. A coisa encalhou tanto que refletiu até aqui no Brasil onde a especulação reina, o preço do console diminuiu quase pela metade em sites como o Mercado Livre. Custava em média 700 reais no lançamento e baixou pra 380 em menos de 1 mês.

    É impressionante como a empresa tinha um caça-niquel perfeito e desperdiçou a oportunidade, o que provavelmente zerou a chance de vermos um PS2 mini oficial algum dia. 

    Puxa, tantas possibilidades de fazer dinheiro fácil com a nostalgia...imagina se esse aparelho vem com alguma forma de conectar a PSN via PC e baixar jogos da linha PSone Classics, ou se a empresa vendesse jogos em pendrives...mesmo com a possibilidade de emulação grátis, acredito que muitos fãs mais fieis adorariam pagar por isso. Mas pra quê pensar nisso se pode-se lançar qualquer porcaria né? Foi um fracasso merecido.

    O Velberan foi um dos poucos Youtubers BR que se interessaram em testar o produto (porque recebeu de graça tbm...hehe)

    Apesar de ser um colecionável legal pra quem é fã do primeiro videogame da Sony o preço original realmente não compensa, MAS atualmente talvez até valha a pena dependendo do seu nivel de fanboyzisse. 

    Um incentivo é que a comunidade modder está tentando consertar o projeto e logo após o lançamento vários métodos de desbloqueio e formas de adicionar jogos e funcionalidades surgiram o que tornou o console um pouco mais interessante.

    Atualmente existem dois grandes projetos de mod que permitem adicionar praticamente toda a biblioteca do console ao PS mini, ambos fazem menção ao primeiro emulador comercial da história:

    O Bleem! foi o primeiro emulador de videogame comercial. Lançado em 1999. Permitia jogar os discos de alguns jogos do PS1 como MGS, Resident Evil e Gran Turismo com resolução melhor no PC e no Dreamcast e estourou a polêmica sobre a legalidade desse tipo de programa sendo retirado do mercado por pressão da Sony logo depois.

    O mod mais badalado pela comunidade hoje é o BleemSync, que na sua recém-lançada versão 1.0 realmente modifica o software do console e permite adicionar jogos do PS1 via navegador de internet, conectando o console ao PC através do cabo USB de alimentação e usando a porta USB do controle 2 pra alocar um pendrive com o software e os jogos. 

    O outro se chama Autobleem e tbm utiliza a porta USB do controle 2, no entanto até a versão 0.5.1 não faz alteração alguma no software original rodando apenas pelo pendrive (ou um HD externo). O Autobleem tem algumas limitações e menos recursos que o Bleemsync mas é bem mais fácil de configurar (basicamente já vem pronto, só é preciso adicionar os jogos na pasta "Games").

    Ambos os emuladores hoje vem com o Retroarch tbm, famoso front end de uma infinidade de outros emuladores, tornando possível rodar jogos de vários outros consoles no PSClassic. Ambos os projetos estão em constante desenvolvimento e prometem muitas melhorias ainda.

    Um problema chato do desbloqueio é a compatibilidade da porta USB do PSC que tem uma limitação de energia, proposital da Sony, já que a intenção era apenas usar o gamepad, que deixa o console incompatível com a grande maioria dos pendrives do mercado, o que pode ser um problema irritante já que se você não tiver um dos que foram testados pelos moders (geralmente os Sandisk Cruzer Glide e Cruzer fit apenas) vai precisar de sorte pra que funcione.

    Caso o pendrive não seja compatível ele vai exigir mais energia que a porta libera e ai o mod não vai ser reconhecido ou vai chegar a iniciar e desligar, o que é bem frustrante (tentei 3 pendrives que tinha aqui e nada). Dai caso você seja um dos malucos que como eu preferiram comprar esse console a um Raspiberry Pi e está tentado a desbloquear já fique avisado que só modelos como esse funcionam com certeza.

    Bom, como fanboy assumido do PS1, não tinha como ficar feliz com um fracasso tão grande de algo tão esperado, mas ainda assim comprei o meu console quando o preço reduziu só por amor mesmo. 

    O visual e acabamento da peça são muito bons, o gamepad é bacana e a interface que remete ao console original me prendem e como vários jogos dele estavam na minha lista de pendências (e tinha MGS e RE) eu ainda consegui achar interessante apesar do desempenho e falta de funcionalidades do produto. Com essas novas possibilidades talvez se torne interessante pr outros fanboys daqui também, ainda mais com a constante redução de preços (já dá pra achar a 350 reais no ML), apesar de ainda ser BEM mais caro que um e limitado que Raspiberry Pi.

    Uma coisa curiosa é que na tela de aviso de comandos do console da pra ver uma imagem onde se tem vários jogo diferentes dos que vieram na versão final.

    Alguns usuarios da comunidade de Hacking descobriram uma lista de clássicos que deveria vir nos codigos do console como Tomb Raider e Crash. Não da pra saber onde começou a dar errado mas é uma pena mesmo.

    Agora é torcer que ao menos a Nintendo continue lançando seus Mini consoles. To doido pra pegar o Snes e adoraria UM N64 e Cube Mini...

    Jumping Flash!

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      1977rider · 6 months ago · 9 pontos

      A gente sabe que o produto foi um fracasso quando encontra ele sendo vendido a um preço justo no mercado livre

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      fonsaca · 6 months ago · 4 pontos

      Pena que a seleção de jogos e emulação não é tão boa no PS, mas acho pagação demais pra Nintendo dizer que ela inaugurou algo ou foi a única que fez direito. Descem o cacete no Mega Drive 2017, mas creio que ele é mais original que os NES ou SNES além de dar pra por mais jogos. Já existiu também o Neo Geo Gold. Não era mini, mas oficial e de qualidade aceitável.

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      natnitro · 6 months ago · 4 pontos

      Sempre fui meio desanimada com esses consoles nostalgia, justamente porque a maioria usa uns emuladores travados que nem dá pra configurar por padrão, sem ter que fazer aquela engenharia reversa básica no firmware pra liberar os recursos... E ai acabo indo naquela vibe de que se é pra ser nostálgico, então é melhor ir no original mesmo e ai vale até comprar aqueles usados com uns defeitinhos simples como no leitor de cd, que fica bem em conta pra reformar e ai você ganha um console praticamente novo por muito menos do que a turma da especulação adora cobrar por ai... :-)

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