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  • 2017-08-16 09:40:16 -0300 Thumb picture
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    Atari Home Pong: A possibilidade de jogar Pong em casa

    Medium 3527906 featured image

    Neste ano, 1974, um engenheiro da Atari, Harold Lee, pensou em um forma levar o jogo Pong para a casa dos consumidores. Allan Alcorn trabalhou junto com ele no projeto, conhecido pelo codinome Darlene, uma atraente mulher que trabalhava com eles na Atari. Alcorn e Lee trabalharam juntos, revezando as tarefas, onde Lee ficava com a parte do design e lógica enquanto Alcorn ficava responsável pelo processo de debug do código. Após alguns meses, o protótipo estava pronto. Nada mais era que uma versão miniatura do Pong de 1972. Daí, Harold Lee teve a ideia de criar outro equipamento que se ligaria em uma televisão, assim como o Magnavox Odyssey fazia, então voltaram a trabalhar no projeto por mais algum tempo.

     Depois de muito trabalho, eles conseguiram substituir o emaranhado de fios presente na versão do protótipo por um chip único, que comparativamente, era o chip mais poderoso para o mercado consumidor já produzido. E no Natal daquele ano, estava pronto a versão final do videogame, o Atari Home Pong. O equipamento era bem menor e mais elegante, com os controles embutidos no próprio console. Isso deixava os jogadores meio desconfortáveis, pois os jogadores tinham que ficar muito próximo um do outro, mas cumpria o seu propósito. Ele vinha com um cabo para se conectar a TV e outro para a energia elétrica. Por fim, vendeu bem no Natal de 1974, pois o Pong ainda era um sucesso nas máquinas de moeda. Seu preço inicial girava em torno de US$ 100,00.

     Basicamente, o único jogo presente no console era o Pong, o mesmo do Arcade, porém, sem o limite de tela presente nos primeiros modelos da máquina e com uma definição mais nítida. Diferente do Odyssey da Magnavox, a partida de tênis aqui havia pontuação, presente na própria tela, que dispensava meios alternativos para jogar. Isso não matou a versão de Arcade, pois lá, havia outras variantes do jogo Pong e sempre aparecia novidades nos bares e lojas para o pessoal jogar. Esta versão era boa para você ficar viciado no Pong e detonar qualquer um na máquina.

    @andre_andricopoulos, @filipessoa, @cleitongonzaga, @jack234, @old_gamer, @ziul92 [Quem quiser ser marcados nas próximas postagens, é só botar nos comentários]

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      jack234 · over 2 years ago · 11 pontos

      Legal. Os games evoluindo devagarinho, mas indo em frente! Show.

      6 replies
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      rafael_rocha · over 2 years ago · 4 pontos

      Muito bom conhecer a trajetória que os games trilharam para serem o/que são hoje em dia.

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      andre_andricopoulos · over 2 years ago · 4 pontos

      kkkkkkkkk...que bizarro a imagem 2.
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      Lembro me que alguém que eu conhecia tinha a imagem 3...
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      Eu mesmo comecei no ATARI...

      2 replies
  • 2017-08-14 16:07:24 -0300 Thumb picture
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    Top10 - O melhor jogo do Dreamcast

    Medium 3526333 featured image

     E enfim, temos o resultado dessa disputa épica com um dos consoles mais amado de todos, para quem chegou a jogar na época. O último console da Sega é repleto de jogos excelentes e aqui escolhemos os melhores games da plataforma. Tivemos um total de 18 participantes e 33 jogos citados. Já adianto que teremos bastante empate, mas o resultado ficou bacana.

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    10º - Power Stone (Capcom) 6 pts

     E vamos abrir a nossa lista com um dos games mais divertidos da plataforma. Se trata de jogo de luta 3D com uma mecânica nova que torna todas as lutas únicas, pois temos pedras que vão te dar habilidades extras no combate e existe dezenas de tipos diferentes.

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    9º - Project Justice (Capcom) e Virtua Tennis (Sega) 7 pts

     Outro jogo de luta Capcom que na verdade se trata de uma sequência do Rival Schools, onde estudantes de escolas diferentes caem na mão junto com o time de trio que você preferir. Empatado com ele, temos um dos jogos mais clássicos do console, dito como o melhor de tênis de todos os tempos, com física perfeita e gameplay fluído.

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    8º - Shenmue 2 (Sega) e Street Fighter III: 3rd Strike (Capcom) 8 pts

     Depois do grandioso jogo que ditou os padrões dos jogos atuais, Shenmue recebe sua continuação, mesmo que o primeiro não fosse um sucesso de vendas, a história de Ryo Hazuki tinha que continuar e foi o último grande jogo da plataforma. Empatado com ele, temos a sequência de outro jogo extremamente influente para a história dos videogames, com gráficos e animações belíssimas, tais como as mecânicas novas de luta e os personagens novos.

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    7º - Fatal Fury: Mark of the Wolves (SNK), Phantasy Star Online Episode I (Sega) e Space Channel 5: Part 2 (Sega) 9 pts

     Dez anos depois da morte de Geeze Howard, o oitavo jogo da série Fatal Fury tem início, com gráficos e jogabilidade tradicionais da série e personagens memoráveis. Como um dos pioneiros a permitir jogos online, o Dreamcast transforma a sua principal série de RPG para o mundo do MMO, com gráficos de cair o queixo e mecânicas novas. E o terceiro jogo se trata de um clássico jogo rítmico da plataforma, com garotas espaciais dançando em sua nave futurista.

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    6º - Marvel vs. Capcom 2: The New Age of Heroes (Capcom), Skies of Arcadia (Sega) e SoulCalibur (Namco) 14 pts

     Mais um jogo de luta da querida Capcom entra no nosso top, com o segundo jogo da mega franquia do crossover mais querido por todos, onde teremos lutas épicas entre Ryu e Capitão America. Um épico e lindíssimo RPG para o Dreamcast recebe toda a atenção dos fãs da plataforma, onde devemos explorar várias dungeons e prosseguir na história. E a continuação de um clássico da Namco, com um dos jogos de luta mais bonitos da plataforma, com lutadores grandes e detalhados.

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    5º - Resident Evil CODE: Veronica (Capcom) 15 pts

     O quarto título de uma das franquias mais adoradas no mundo dos games é tudo que fãs mais sedentos estavam esperando. Utilizando a mecânica clássica da série, com movimentação de tanque e puzzles diversos, temos que ajudar Claire e Chris a fugir de uma ilha enfestada de zumbis.

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    4º - Jet Set Radio (Sega) 17 pts

     Um dos primeiros jogos da história a utilizar a técnica de renderização 3D Cel Shading e cria um mundo fantástico para o game, onde controlamos o jovem Beat que deve sair pela cidade espalhando a arte do grafite por todos os lugares e fugindo dos policiais e gangues. Além do excelente estilo de arte, o jogo conta com uma trilha sonora memorável, cheio de hip-hop.

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    3º - Crazy Taxi (Sega) 25 pts

     E falando de música boa, a nossa estrela de bronze fica com um dos games mais clássicos da plataforma. O objetivo é simples: levar o passageiro ao seu destino no menor tempo possível. Mas para isso, o jogo te dá uma liberdade insana e você dirige feito um maluco para conseguir chegar a tempo, criando vários atalhos e quase atropelando várias pessoas pelo caminho.

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    2º - Sonic Adventures (Sega) 30 pts

     E a estrela de prata vai para um dos jogos mais surpreendente do Sonic, que deixou os fãs malucos apresentando o tão esperado jogo do Sonic em 3D. O jogo foi lançado junto ao console e mostrou de cara o que o console da nova geração era capaz de renderizar. Gráficos lindos e velocidade extrema encheu os olhos de viu o jogo na época, com uma belíssima primeira fase, pena que infelizmente o resto do jogo não siga o mesmo exemplo dessa apresentação.

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    1º - Shenmue (Sega) 52 pts

     E não é surpresa para ninguém que o melhor jogo do Dreamcast e o que vai levar a estrela de ouro para casa é o mais ambicioso projeto que a Sega já teve durante toda a sua trajetória. Ele é um dos jogos mais influentes que moldaram o rumo dos jogos moderno, com um sistema de jogo completamente livre e repleto de detalhes que ninguém nunca tinha vivenciado antes. Falas diferentes de NPCs, jogos interativos dentro do jogo, trabalhar, lutar e esperar o tempo passar nunca foi tão prazeroso como em Shenmue. Uma verdadeira obra de arte e marcou para sempre a história da Sega e seu último console.

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     Pronto galera, finalizei a lista. Me desculpem o atraso, mas o tempo tá apertado. Espero que gostem do resultado e se preparem para a votação de amanhã. Até lá. o/

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      joanan_van_dort · over 2 years ago · 6 pontos

      A lista ficou linda! Mas um tanto óbvia hehehe

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      fonsaca · over 2 years ago · 4 pontos

      Apesar de, pessoalmente, eu preferir o primeiro Shenmue tbm, acho estranho o 2 cair tanto de posição. As vezes as pessoas votam em "Shenmue" pensando na série como um todo, sei lá. Hehe!

      2 replies
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      fonsaca · over 2 years ago · 4 pontos

      Ah, ali no título diz "melhor jogo de luta".

      4 replies
  • renansd Renan da Silva Dores
    2017-08-15 17:34:18 -0300 Thumb picture
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    Profissão Programador

    Medium 3526431 featured image

    Olá, caros leitores! Cá estou novamente! Depois de uma acalorada discussão sobre a profissão Desenvolvedor de Games e o Mercado de Jogos com meu amigo Vinicius (também desenvolvedor e grande incentivo em minha empreitada escrevendo), inicio com este artigo uma série que tratará sobre as diversas áreas dentro do desenvolvimento de jogos. Em nossa conversa, lembramos de quão difícil foi o início de nossos estudos, além da decisão de qual área seguir, e sentimos que devíamos ajudar iniciantes de alguma forma. Com esta série, espero poder iluminar ao menos um pouco a mente de quem está começando, uma vez que essa ainda não é a forma ideal - palestras e outros eventos trariam um resultado melhor (além de ser a forma pela qual realmente gostaria de auxiliar outras pessoas). No último artigo com este tema, falamos sobre Game Design, a área pela qual me apaixonei e sigo estudando e me aprimorando a todo vapor. Hoje, falaremos a respeito de uma área que assusta muita gente: a Programação.

    Programando

    Imagine o programador como um tradutor: é ele o responsável por dizer ao computador por meio dos códigos tudo aquilo que foi decidido pelo restante da equipe. A velocidade em que o personagem irá se movimentar, o que acontece quando você faz uma escolha, e o comportamento dos NPCs, além de muitas outras coisas, são todas executadas por meio da programação.

    Fotos do meu projeto de programação para a faculdade onde deveríamos desenvolver um pequeno game do Sonic. Tudo deu certo depois de alguns puxões de cabelo, dores de cabeça e crises de gastrite.

    Sendo um "tradutor", a principal ferramenta de um programador é a linguagem de programação. Existe uma imensidão dessas linguagens: C, C++, C#, Java, Lua, Python, e a lista continua. As mais usadas por desenvolvedores de games são C# e C++, devido ao fato de que as engines (os programas em que são construídos os jogos) mais utilizadas no mercado têm essas linguagens como "forma de comunicação". Porém, isso não impede que você desenvolva jogos em outras linguagens - diversos jogos usam Lua, Python, Javascript e até mesmo outras proprietárias da engine empregada, como a GML, presente na Game Maker Studio. Existem ainda certas plataformas que exigem que uma integração da linguagem utilizada na engine e a linguagem utilizada pela plataforma seja feita, como é o caso do Android, cujas principais estruturas são programadas em Java. Todos os códigos presentes neste artigo foram desenvolvidos em C#, a linguagem utilizada pela Unity Engine, uma das engines mais acessíveis e utilizadas no mercado.

    Todos os programadores que conheço são movidos a café, principal companheiro quando o cansaço aperta. (foto: https://simpleprogrammer.com/2016/08/01/learn-prog...

    Além da "tradução", o programador também é responsável pela revisão do "texto: ele irá atrás dos bugs do jogo, realizando as mudanças necessárias para que tudo funcione da melhor forma possível. Programar é um processo complexo, que apresenta uma série de conceitos a respeito das linguagens e dos softwares usados pelos programadores, sendo uma tarefa quase impossível tratar de maneira sucinta e clara a respeito dessa profissão por aqui, o que não é de fato o intuito deste artigo -  a ideia é dar uma luz para aqueles que se interessam pelo assunto e estão cogitando seguir a área, além de dar um direcionamento para que o pontapé inicial seja dado. Apesar disso, programar não é um bicho de sete cabeças, sendo apenas necessário dedicação, interesse e esforço, como veremos a seguir.

    Entrevistando: Programador

    Para esclarecer melhor as áreas discutidas nessa série de artigos, entrevistarei profissionais que, assim como eu, estão em início de carreira, estudando e se aprimorando com afinco. Desejo com isso mostrar a você, leitor, que a busca pela profissão dos seus sonhos não está tão longe quanto imagina - se é esse o caminho que quer seguir em sua vida profissional, dedique-se e estude bastante, abrace seu sonho e lute. O entrevistado da vez é Thiago Goulart, aluno do curso Superior de Tecnologia em Jogos Digitais, na PUC-SP. Aos 27 anos, ele nos revela o começo da sua jornada, as dificuldades que passou, e reafirma a importância do foco e da dedicação nos estudos.

    Renan: Como você definiu que queria seguir essa área? O que te motivou?

    Thiago: Em 2014, entrei em um curso de jogos de outra faculdade, sem saber ainda qual área do desenvolvimento seguir. Inicialmente, imaginei que seria responsável pela arte, tendo até mesmo feito um curso rápido sobre desenho e proporção. Contudo, não me sentia seguro com essa escolha. Foi então que fiz um curso de Unity, tendo meu primeiro contato com programação - um verdadeiro terror. Me senti da mesma forma que muitos dizem se sentir, sem entender nada do que estava escrito ou do que acontecia no código. Ainda que alguém seja um grande programador, ele com certeza passou pela mesma situação no início - é por meio do estudo que você começa a entender as coisas. Eu estava sofrendo bastante com o curso, com o professor ensinando tudo sobre Unity, e mostrando pouco de programação, usando float (um tipo de variável - sim, como o X e o Y que você tanto procurou nas aulas de matemática) e if (usado para criar uma condição para que certo trecho do código seja executado pela máquina) em Javascript. Ainda que eu tenha sofrido muito, sem entender praticamente nada, essa experiência despertou em mim uma vontade de ir mais a fundo em programação. Pensei que poderia largar tudo, mas nesse caso eu acabaria seguindo para Administração, e não era o que eu queria, então segui com os estudos . O que me motivou foi a dificuldade que passei, fora o fato de que a programação é a área que está diretamente envolvida com a engine no desenvolvimento, sendo ela a responsável por "dar vida" ao jogo.

    Renan: Como foi o começo dos seus estudos e a sua primeira investida na área?

    Thiago: Depois dos ocorridos que citei na pergunta anterior, eu iniciei minha faculdade, entrando em contato com a linguagem C. Foi quando comecei a entender melhor os conceitos de programação, como variáveis, métodos, classes, etc. No final do primeiro ano, comecei a ficar bastante interessado no curso oferecido pela PUC-SP, chegando a conversar com o coordenador responsável, especificamente sobre a programação ensinada. Decidi então mudar de faculdade e ir para a PUC. Já realojado, tive contato com o C#. Comecei a me dedicar ainda mais: tirava fotos dos códigos para estudar em momentos que estivesse longe do computador, passava noites relendo e reescrevendo os códigos feitos em aula, além de fazer todos os exercícios passados para casa. Foi um processo bastante intenso, mas não me arrependo - hoje sou apaixonado pela programação.

    Trechos dos códigos do Trabalho de Conclusão de Curso do Thiago. Trabalho árduo!

    Renan: O que alguém da sua área deve estudar? E por onde começar?

    Thiago: O primeiro passo é buscar por grupos de desenvolvedores Indie nas redes sociais. É sempre importante prestar atenção nas discussões que ocorrem nesses grupos, especialmente acerca das engines. De cara, recomendo foco na Unity, que é bastante versátil tanto para desenvolvedores Indie quanto para estúdios com projetos maiores, sendo uma das mais simples, acessíveis e rápidas. Para resultados mais robustos, recomendo também estudar a Unreal Engine, apresentando contudo um desafio maior, já que sua interface é mais complexa, e a linguagem por ela utilizada, C++, é também mais complexa que a C# utilizada pela Unity. Recomendo ainda pesquisar muito sobre a área, além de conhecer pessoas do meio, buscando por dicas. Por fim, não tenha medo ou vergonha de perguntar, todos já passaram pelo mesmo processo de aprendizado que você.

    Renan: Mande um recado para as pessoas que gostariam de seguir a mesma área que você

    Estudo, dedicação, disciplina e muita força de vontade. A Programação é muito vista como um bicho de sete cabeças, eu mesmo já a enxerguei dessa forma, mas é uma área exata, não existe interpretação profunda ou algo do tipo - basta apenas saber a linguagem. Não existem atalhos, mas sempre se lembre: até mesmo grandes programadores já passaram pelas dificuldades que você está passando.

    Concluindo

    Programação é uma área que assusta a muitos, mas com interesse e dedicação você pode aprender e dominar os códigos. Lembro ao leitor que quero por meio deste artigo esclarecer algumas dúvidas e incentivá-lo a seguir a área caso seja de seu interesse. A profissão de programador é abordada de forma bastante sucinta aqui, sendo demonstrada de maneira simplória. Caso tenha alguma dúvida, deixe nos comentários e farei o possível para ajudá-lo a esclarecê-la. E se você decidiu se tornar um programador, te desejo muita sorte e sucesso!

    ->Gostou do artigo? Não gostou? Críticas? Sugestões? Comente aí! Seu feedback é muito importante! Lembrando que respeito e educação são muito importantes para uma convivência "de boas".

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      venomsnake · over 2 years ago · 3 pontos

      To começando meus estudos na área, técnico em informatica e é realmente como tu disse, estamos treinando com um programa chamado Visual G e estudando os básicos da logica de programação, é realmente como tu disse ai, no começo é um bicho de 7 cabeças ! Ainda não aprendi nada muito complexo mas a cabeça já pensa nas possibilidades com as linguagens, é realmente um ''mundo novo'' e sensacional, doidinho pra ser explorado, só basta saber as regras, um ótimo post !

      1 reply
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      artigos · over 2 years ago · 2 pontos

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

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      monkeyofshadow · over 2 years ago · 2 pontos

      Renan, parabéns pelo artigo, gostei muito. Estou querendo ir pra essa área de programação, mas antes disso preciso terminar a faculdade de ADM que acabei iniciando, termino esse ano. Mas como todo mundo, tenho duvidas de qual curso ir Ciência da Computação, Engenharia de Software, Sistema da informação... Espero que ano que vem eu possa estar ingressando nesse mundo da programação.

      1 reply
  • danielgfm DoomGuy
    2016-10-06 10:19:47 -0300 Thumb picture
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    Os nossos amigos, os portáteis

    Medium 3395546 featured image

    Uma das melhores criações para o mundo dos gamers foi o que chamamos de consoles portáteis, ou, simplesmente, minigames para muitos desavisados na época e pais que não entendem a nossa paixão por videogame.

    Os primórdios destes datam da década de 1970 quando começou a explosão do "vício" para os jogos eletrônicos nas casas pelo Estados Unidos afora. Naquela época houve o estouro de consoles como Odyssey, o Telstar, Atari 2600 e o Intelivision, só para citar alguns.

    Precisamos falar sobre a Televisão

    Neste momento de febre para com os jogos eletrônicos existia um porém que era crucial para com a família americana. A televisão. Naquela época, na grande maioria das casas das famílias de classe média, a Sala de Estar era o local onde todos iam para assistir TV. Dificilmente você veria numa casa, um aparelho como este em cada quarto - como é, em muitos casos, nos dias de hoje -, e era naquele cantinho que que a família se reunia na hora do jantar para passarem um tempo juntos.

    Com o advento do videogame, esta dinâmica mudou radicalmente em alguns lares, pois o aparelho precisava estar ligado a televisão para que viesse a funcionar e isto poderia, certamente, gerar conflitos adversos entre aqueles que queriam jogar e aqueles que queriam assistir televisão, claro que, estes últimos sempre ganhavam, pois eram nossos pais que eram os donos da casa ou as nossas avós que sempre diziam: "Desliga o videogame menino, vai queimar a televisão".

    Desta forma, aqueles que queriam passar horas e horas e horas e horas jogando videogame não tinham outra alternativa senão esperar depois que chegavam na escola e ver se ninguém estava ocupando a tão esperada TV, mas com o perigo de ainda levar umas rasteiras do pai e da mãe, ou do tio, do primo, que tinham preferência pelo uso.

    Por este ângulo, empresas de brinquedos, e dos videogame de mesa, viram um possível novo nicho a ser explorado aí.

    Agora o console cabe na sua mão

    Os primeiros consoles portáteis não foram videogames em sua maneira estrita, mas, ainda assim, deram base para o que viria a ser os portáteis de hoje. Eles usavam o que chamamos de eletromecânica, isto é, peças mecânicas movidas por eletricidade simulando um joguinho tal qual a gente via em nossas tvs e ficaram bem conhecidos como consoles portáteis eletrônicos.

    Uma das primeiras empresas a apostar neste nicho foi a Coleco, como vocês podem ver acima um dos seus portáteis simulando um jogo de futebol americano. Por conta da sua fabricação bem simples, estes mesmos consoles vieram a fazer um bom sucesso ao longo de três décadas, chegando até 1990, quando passaram a ser realmente substituídos pelos consoles portáteis.

    Outras empresas que investiram neste estilo de entretenimento foram a Milton Bradley com o Simon e a Parker Brothers com o Merlin, estes bem mais voltados para a área de brinquedos do que games, e um deles é até bem conhecido no mercado brasileiro, já que o Simon foi importado pela Estrela e teve o seu nome trocado por Genius.

    Sacadas Nipônicas

    Mas foi em 1979 que a questão dos consoles portáteis começou a tomar forma. Gunpei Yokoi estava viajando num trem bala e viu um empresário entediado jogando com uma calculadora LCD apertando os botões da mesma. Yokoi pensou então num relógio dobrável que pudesse virar um miniconsole para matar o tempo. 

    Em 1980, em seu início, a Nintendo começou a lançar uma série de jogos eletrônicos desenhados por Yokoi chamada de Game & Watch. Tomando as tecnologias da época que viam nas calculadoras do tamanho de cartão de crédito, Yokoi desenvolveu junto com a sua equipe uma série de miniconsoles com tela LCD para que um pequeno relógio digital pudesse aparecer no canto da tela.

    Mais tarde, Yokoi desenvolveu jogos ainda mais complexos e acabou por inventar o direcional de cruz, ou D-pad, como a gente conhece para controlar os personagens naquela tela LCD. Foi aí que surgiu o famosíssimo D-PAD que é usado até hoje.

    E, nossa, este console acima parece com o Nintendo DS e 3DS tio! Yep abiguinho, a Nintendo reutilizou a ideia de Yokoi nos portáteis mais atuais dela.

    Mas não foi com este miniconsole que a Nintendo alçou-se como a rainha dos portáteis.

    Garoto Gamer

    Foi apenas em 1989, após muitos miniconsoles, minigames e Game's & Watch's da vida que veio a surgir um dos consoles mais consumidos do planeta, mas que, também, deveu o seu sucesso a um dos jogos mais viciantes de todos os tempos!

    O Game Boy vendeu muito bem no Japão, onde, em poucos dias, 300.000 unidades foram vendidas em seu lançamento. Nos EUA, com uma estratégia ímpar de consolidar ainda mais o console, a Nintendo vendeu o console com o bundle de Tetris - você poderia encontrar o console sozinho um pouco mais barato -, e como o game russo era fartamente jogado pelo público americano, isto ajudou com que o console sumisse das prateleiras lá nos EUA em apenas um dia.

    O sucesso estrondoso do console fez com que outras empresas como a Atari (Lynx), SEGA (Game Gear) e Nec (TurboGrafx Express) viessem também a apostar neste nicho, sempre atrás da Nintendo, que vendia horrores.

    Foi por conta do Game Boy que começamos a ver um maior interesse e investimento das softhouses nos consoles portáteis, porque, ali, já havia em torno de 70 a 80 milhões de aparelhos vendidos no mundo inteiro na década de 1990 somando todas as empresas e perder esta fatia de mercado era um suicídio mercadológico.

    E no Brasil?

    Aqui no Brasil, as coisas eram um pouco diferentes. Consoles de mesa já eram caros por natureza, os portáteis, então, eram os olhos da cara. A aposta veio com a Tectoy e seus muitos minigames licenciados. Como foi o caso dos jogos da Turma da Mônica.

    E de tantas outras marcas, muitas delas com a SEGA como os mostrados abaixo:

    Mas o campeão de vendas, o mais famoso de todos e ninguém pode tirar o trono é um que, de uma forma ou de outra, você, caro leitor, já deve ter visto. É um daqueles pequenos notáveis que, à distância, você já consegue identificar ele.

    Mesmo que você não tivesse um - coisa que provavelmente teve -, o seu primo teve, a sua irmã teve, a sua mãe talvez teve, o seu colega teve e, por ventura do acaso, você acabou jogando uma partida de um das suas dezenas, centenas ou milhares de jogos.

    Será que as dicas que eu estou passando estão bem claras ou precisa-se de uma foto para reavivar a memória?

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    Pronto? Lembrou? Não? Mais alguns pontinhos então...

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    E agora, lembrou? Está dificil? É um minigame alongado que rima com repolho se formos traduzir o nome dele para PT-BR...

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    Desiste? Poxa cara... é o BRICK GAME!

    Este, certamente, foi o minigame, console portátil, ou seja lá o que for ele que mais fez sucesso no Brasil e em algum momento da sua vida gamer ele fez parte da sua jogatina.

    E nos dias de hoje? PSvita quase morto, 3DS possivelmente sendo substituído pelo NX, muita jogatina via celular, é, talvez seja o fim de uma era de portáteis...

    Para vocês, qual foi o portátil mais notável?

    Tetris

    Platform: Gameboy
    790 Players
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      msvalle · over 3 years ago · 4 pontos

      Ainda tenho um desse Game & Watch do Mario e Luigi embarcando caixotes em um caminhão. Pena que não funciona mais...

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      kelly_cml · over 3 years ago · 4 pontos

      Pessoal aposta em fim, mas acredito em mudança e não fim, jogos de smartphones não substituem os de portáteis, e não por falta de público mas sim por falta de qualidade, e quando falo qualidade não falo de gráfico, mas sim de jogo com começo, meio e fim, com ótima estória e jogabilidade. A maioria dos jogos mobiles são frees e casuais, os pagos que chegariam perto de um jogo de console estão ficando cada vez mais raros. Eu tentei substituir um smartphone pelos portáteis que tenho e não deu certo, os jogos de smartphones lembram mais aqueles de Pc, tipo jogo online ou de Facebook. Então acredito que o nx sim cumpriria essa tarefa bem. E o vita só está morto para a Sony, as outras empresas estão fazendo jogos pra ele e muitos, e ele e o 3ds já estão na reta final mesmo, 5 anos, mas a Sony já tinha abandonado o vita e claro que não pensaria em sucessor. No meu caso eu não tenho 4 TVs em casa mas tenho 4 players, então sim ainda preciso de portáteis! O melhor portátil na minha opinião foi o DS, nele eu achei jogos para todos os gostos, e isso foi incrível! XD
      E lembrando que o público de portáteis atual, mesmo com os smartphones aí, é de quase 74 milhões, quase 60 do 3ds e quase 14 do vita, não acho que seja um número descartável.

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      emula · over 3 years ago · 2 pontos

      massa hein!

  • 2017-08-09 10:45:57 -0300 Thumb picture
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    Magnavox Odyssey: O primeiro console caseiro da história

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    O engenheiro Ralph Baer foi incumbido de criar a melhor televisão do mundo, então, inspirado nos jogos interativos dos computadores mainframe, ele começou a trabalhar num aparelho que iria se conectar na TV e interagir com ela através de jogos. Depois de muitos anos de trabalho, em 1968, o protótipo do aparelho estava pronto, chamado de Brown Box. A máquina criava pontos luminosos na tela e poderia ser controlados através de 2 paddles presos em duas caixas de madeira. Após a demonstração, a empresa Magnavox concordou em produzir o console e assinou um contrato com o engenheiro. Após alguns ajustes para baratear o aparelho, em agosto de 1972, é lançado o primeiro console da história, o Magnavox Odyssey.

     O console poderia se conectar a qualquer televisão da época e era capaz de criar até 3 objetos luminosos na tela. Um deles é grande, controlado pelo player 1, um comprido para o player 2, e um terceiro bem menor, que interagia com outros players, ou seja, ele rebatia nos jogadores quando encostava nele. Para criar esse terceiro objeto, você poderia escolher os jogos através dos cartões numerados, que podem ou não criar o ponto, dependendo do jogo. Esses cartões funcionavam como jumper, que iria fazer a ligação eletrônica do videogame e assim criar o terceiro objeto. O console é muito bonito, com o design preto e branco com algumas partes em madeira, dando um visual luxuoso.

     O controle é uma caixa retangular com 3 controles que giram nas laterais, onde um controla o seu objeto na vertical, outro na horizontal e um menor controla o terceiro objeto luminoso em alguns jogos. Havia também um botão de reset na parte superior, que resetava a posição de todos os blocos da tela. O controle havia um fio grosso que se conectava na parte traseira do console e poderia ser destacado, com isso, pode-se comprar um outro controle caso um deles dê algum problema. O design do controle seguia o mesmo padrão do console, com carcaça branca e algumas partes marrom, para simular a madeira. Ele deveria ser colocado sobre uma superfície plana para ficar melhor de controlar.

     Foram lançados junto do console 12 cartões de jogos e mais 6 cartões a serem vendidos separadamente. Como o console só gerava 3 pontos luminosos na tela, junto de cada jogo, vinha uma película de acetato que deveria ficar sobre a tela da televisão, dando uma melhor percepção do jogo. Havia também um manual de instruções explicando como funciona cada jogo, assim como cartas de baralho, dados, tabelas e outros itens que permitiam jogos mais elaborados. Alguns jogos necessitavam apenas da película, outros precisavam desses itens, mas no geral, nada impedia o livre controle dos jogadores da tela, pois a única física presente era do terceiro bloco. O console foi vendido a aproximadamente US$100 na época.

    @andre_andricopoulos, @filipessoa, @cleitongonzaga, @jack234, @old_gamer [Quem quiser ser marcados nas próximas postagens, é só botar nos comentários]

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      manoelnsn · over 2 years ago · 4 pontos

      Muito bom o artigo!

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      old_gamer · over 2 years ago · 4 pontos

      Imagina, para jogar vc teria que colocar um película na tela da tv para gerar um plano de fundo, além de muito imaginação!
      Por isso que coleciono a partir da segunda geração, minha imaginação não é tão grande assim!

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      jack234 · over 2 years ago · 3 pontos

      Mto bom! O primogênito dos consoles atuais!

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  • brunothebigboss Bruno dos Anjos Seixas
    2017-04-08 17:20:47 -0300 Thumb picture
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    NÃO estamos na pior geração de consoles!

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    Editado em 30/04/2017. Mais um tópico foi adicionado.

    Editado em 18/08/2017. O título foi mudado e algumas partes do texto foram alteradas

    OBS: Esse será o último artigo postado semanalmente, o que não quer dizer que deixarei de postá-los.

    OBS2: O WiiU não conta!

    Diante dos(vários) fatos ocorridos na atual geração, é bem fácil encontrar pessoas dizendo que "estamos na pior geração de consoles" por vários motivos, segundo elas. Hoje, venho aqui para responder 5 desses argumentos e provar que a atual geração não é toda essa tristeza que muitos pintam. Sem mais delongas, vamos começar.

    "Existem remasters demais, e de qualidade duvidosa"

    Realmente, há muitos jogos remasterizados e remakes entrando no mercado. sendo que vários deles são meros "1080p e 60FPS"(às vezes nem isso) e sequer reúnem todo o conteúdo disponível. Mas como ela começou?

    Para não me estender muito, vou resumir as causas dessa onda de remasters e remakes(ou os 2 juntos, como em Resident Evil): a tentativa de brincar com a nostalgia dos jogadores; lucros mais rápidos(o motivo está no próximo tópico), e por último, a preocupação dos desenvolvedores em atualizar suas obras. Este último pode soar irreal, mas há casos como esse, apesar de raros, como o do Uncharted Nathan Drake Collection, que traz os 3 jogos do PS3 com um ótimo upgrade nos gráficos, modo de speedrun e legendas e dublagem em português. Sem contar os remasters considerados necessários, como Grim Fandango Remastered e Final Fantasy XII(recém-lançado).

    Enfim, vamos para o próximo ponto:

    "Os jogos estão rareando, demorando muito tempo para serem desenvolvidos e com poucos jogos bons"

    A imagem acima mostra a evolução de polígonos da Lara Croft original(1996) em comparação com a Lara Croft refeita(2007). Realmente é uma evolução e tanto. Porém, a evolução de detalhes é tão grande quanto à evolução do trabalho para torná-lo real. Qualquer um sabe disso. Mas e seu disser que o tempo médio para desenvolver um jogo(2 a 5 anos, considerando algumas variáveis, como criação de engine, plataforma, tipo de jogo, etc.) é o mesmo desde a 5ª/6ª geração?

    Claro que sempre existiram e sempre existirão os chamados "development hell", situações onde um jogo demora MUITO para ser lançado por diversos motivos(alguns exemplos são The Last Guardian, FFXV, Nioh, etc.), mas a impressão de que "os jogos demoram para serem lançados" está longe de ser real. O que acontece é que os jogos são anunciados cada vez mais cedo(coisa de 1 a 2 anos do lançamento) para atender ao Império do Hype(olha ele aí de novo!). Dessa forma, se ocorrer um adiamento ou se o anúncio for cedo demais, a impressão que fica é essa.

    "Mas Bruno, como você pode dizer que um jogo demora o mesmo tempo que um jogo de 10/15 anos atrás, se é mais difícil desenvolver?" Eis a resposta: aumento dos número de empregados envolvidos(roteiristas, programadores, artistas, etc.). Basta ver um making of de qualquer jogo para perceber que há muita gente envolvida. Há 20/15 anos isso seria considerado uma "superprodução"(para se ter uma ideia, FFVII contou com a participação de mais de 120 desenvolvedores e foi um dos jogos mais caros de sua época e até para os padrões atuais), mas hoje é apenas normal.

    Inclusive há quem diga que temos poucos jogos baseado nesse argumento. Quem diz isso esquece de 2 coisas: 4 anos depois do lançamento dos consoles, já temos vários jogos bons, como Horizon Zero Dawn, NieR:Automata, Bloodborne,Uncharted 4,etc. E em segundo lugar, geralmente é entre 2/4 anos que a nova geração passa a valer a pena. São poucos os consoles que já chegam botando o pau na mesa.

    Dito tudo isso, vamos para o próximo argumento:

    "As empresas querem transformar os consoles atuais em PCs"

    Essa é a reclamação mais comum de gente que não gostou do PS4 Pro e Project Scorpio. Segundo elas, por causa deles, os consoles de mesa vão virar PCs e tornar os seus primogênitos ultrapassados. Claro que, quando os rumores de ambas as melhorias começaram a surgir, o correto era que se esperasse o lançamento desses consoles aprimorados. Mas se você reclama que o PS4 e o Xbox One se tornarão ultrapassados, saiba do seguinte: eles já eram ultrapassados em 2013.

     Apesar de terem prometido jogos a 1080p e 60FPS, Sony e Microsoft seguraram bastante o potencial de seus consoles na tentativa de não encarecer os mesmos ou tornar difícil o desenvolvimento. O resultado:a realidade bateu na porta logo no início. Uncharted 4 foi prometido a 60FPS, mas tal framerate se encontra apenas no multiplayer. Bloodborne mal consegue se manter a 30FPS. Xbox One dificilmente atinge a resolução Full HD. O limite gráfico de ambos já foi atingido várias vezes e acredito que dificilmente será superado. Esses consoles aprimorados vieram para consertar-ou, pelo menos, amenizar- esse problema.

    "Mas ao fazer isso, elas vão matar os primogênitos" Me responda uma coisa:Você precisa desses consoles aprimorados?Você tem a TV ideal(4K e com HDR) para aproveitar as imagens geradas? Para um jogo ter diferenças perceptíveis entre o console base e o melhorado, é necessário que ele seja adaptado para o console melhorado. E não são todos os jogos que recebem. E mesmo os que recebem(e os que serão lançados a partir de agora), não é uma melhoria muito grande. No máximo, essas melhorias estão focadas em detalhes, como antialisng melhor, framerate mais estável, etc. Mudanças que dificilmente você percebe no calor da jogatina. Em outras palavras, é igual o povo do celular:reclama quando um top de linha é anunciado justo quando ele compra o anterior, mesmo quando as diferenças entre eles são puramente "processador-câmera-tela" ou, às vezes, nem isso.

    Claro que nem tudo são flores. O lado ruim dessas melhorias é que elas podem ser banalizadas e com diferenças cada vez maiores. Felizmente, por focar no público hardcore, não acho que tenha grandes chances de ocorrer.

    "Os jogos decepcionam cada vez mais"

     Sim, amigo(a)... e a essa altura você já deveria saber que isso acontece não porque os jogos pioraram, mas por causa do... HYPE!

    Sim, eu sei que a essa altura você deve estar achando que acredito que o Hype é o culpado por todos os problemas da indústria e que se o tirarmos de cena, tudo será solucionado e os videogames serão perfeitos e atingirão as massas de vez. Isso não é verdade, o Hype inclusive é BOM(ainda pretendo escrever mais detalhadamente sobre isso), mas tudo em excesso faz mal. A verdade é que o Hype criado em cima de um game(tanto por parte da empresa responsável quanto pelos players) acaba dando me*** na maior parte do tempo, dando assim a impressão que os jogos estão piorando. Mas se tirarmos os óculos do Hype, percebemos que estávamos errados(pelo menos na maioria dos casos).

    É uma das coisas mais comuns acontecer o seguintes: o jogo(altamente hypado) lança, ele não é tão bom quanto se esperava, o jogo é massacrado pelos críticos e jogadores afetados pelo hype, e depois de um tempo(alguns meses), começa a aparecer gente dizendo que o jogo não é tão ruim assim. E na maior parte dos casos, essa gente aumenta com o passar do tempo...

    Você entendeu. Próximo!

    "Downgrades ocorrem com cada vez mais frequência"

    O jogo acima é simplesmente o exemplo mais famoso de downgrade, assim como a empresa responsável. Junto com o downgrade, veio uma série de preocupações e ânsias nunca antes vistas na história deste país. E também (mais) uma falsa impressão.

    Para quem ainda não sabe, downgrade é quando os gráficos/mecânicas de um jogo são piorados em comparação com o que foi visto anteriormente. Mas ao contrário do que muitas pessoas acreditam, o downgrade não é algo que foi adotado recentemente. Muitos jogos apresentados vários anos atrás sofreram downgrade no produto final, como Halo 2 e Metal Gear Solid 4. Explicando de forma resumida, o downgrade pode ocorrer por diversas razões. Dentre elas: dificuldade de desenvolvimento(se uma demo é apresentada em uma conferência, não quer dizer que o jogo estava pronto); prazo apertado; evitar a disparidade entre PCs e consoles; e, por último, a boa e velha sacanagem.

    O problema é que o público perdeu a confiança nas empresas(várias delas, não todas) por vários motivos, e o senso comum gamer passou a achar que a causa de qualquer downgrade é a última razão listada acima. Para piorar a situação, são pouquíssimas as desenvolvedoras que admitem que um jogo sofreu downgrade e dizem o porquê disso. 2 exemplos são a CD Projekt Red e, por incrível que pareça, a Ubisoft.

    Enfim, vamos para o último ponto:

    OBS: Para estabelecer se houve downgrade ou não, o produto final é comparado com o que foi apresentado originalmente, pois algumas vezes ocorre casos como o de Uncharted 4, cujos gráficos sofreram downgrade se comparados com a E3 2014, mas que são melhores do que foi apresentado na E3 2015

    "A evolução dos novos consoles é puramente gráfica"

    Esse motivo tem seu fundo de verdade. Não ocorreu uma grande evolução da 7ª para a 8ª geração, em comparação com as outras. Mas se você estudar a evolução das gerações, você percebe que isso já era esperado, ao contrário do que muitos alardeam.

    A evolução das gerações foi lentamente diminuindo. Partindo da 4ª para a 5ª geração, por exemplo, os jogos partiram para o 3D, criando uma revolução nos games, além de terem muito mais espaço em mídia(nesse caso, o CD). Na 6ª geração, o nível de evolução foi tão bom quanto. Os gráficos evoluíram ainda mais, os personagens passaram a ter rosto e alguns elementos gráficos podiam até ser comparados com a realidade. Isso sem mencionar a invenção da jogatina online. Já quando a 7ª geração chegou, a evolução foi bem menor. Apesar de possibilitar a criação de interfaces gráficas mais elaboradas e a instalação de patches, tanto para software, quanto para hardware(leia-se atualizações de sistema), a evolução estava começando a diminuir...e  agora estamos na geração atual.

    O que eu quero dizer com tudo isso é: a evolução entre gerações não vai ser sempre a mesma. Já chegamos no momento em que há pouquíssima coisa para se evoluir(pelo menos com a tecnologia que temos no momento). As únicas coisas que sobraram para serem evoluídas drasticamente é a tecnologia procedural nos jogos, processamento em nuvem e...só isso. Creio que a partir da 9ª geração veremos evoluções mais, digamos, "comuns" do que revolucionárias.

    Considerações finais

    Só porque esses argumentos são mentiras ou meias verdades não quer dizer que essa geração é uma maravilha e que todos que discordam devem se calar. Ela tem uma série de problemas que devem ser resolvidos, como jogos bugados, Hype, e mais algumas coisas. Eu pessoalmente considero a 6ª geração como a melhor, por combinar uma grande evolução com jogos fo***. Não tem problema em considerar a atual geração como a pior. O problema é usar os argumentos lamentáveis que foram listados. Você consegue pensar melhor que isso, eu garanto.

    E pronto! Esse foi o fim de mais um artigo. Se você concorda com a afirmação no título, ou discorda de meus posicionamentos, argumente calmamente(rimou!) e de forma racional, sem ser cegado pela nostalgia.Se você tem alguma crítica, sugestão ou elogio, não se esqueça de comentar. Se gostou, não esqueça de dar like.

    Até mais pessoal!

    Horizon Zero Dawn

    Platform: Playstation 4
    1487 Players
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      danilodlaker · almost 3 years ago · 4 pontos

      Estou acompanhando essa geração desdo ano passado, e estou gostando muito. Antes quando eu discutia com os meus amigos a gente conversava muito sobre gráficos, ninguém nunca se importou muito para resolução. E atualmente pra min se tiver acima de 720p já está de bom tamanho, o que importa mesmo é a narrativa do jogo e gameplay. Um exemplo disso é o Quantum Breake, um jogo que roda a 900p, uma história interessantíssima principalmente pra quem gosta de viagem no tempo e ainda tem uma série com um put* elenco. Mas muitos desmereceram o jogo, por ser curto e por ter uma baixa resolução.
      As desenvolvedoras podem demorar muito para lançar seus jogos, mas pelo hype que elas fazem acaba atrapalhando na produção do jogo, fazendo a produtora o lança-lo com bugs inicialmente mas depois lança alguns patchs (exemplo The Witcher 3).
      O problema dessa geração pra min são três: preocupação com resolução e fps, hype e jogos do ano.

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      megaxbr · almost 3 years ago · 3 pontos

      Essa geração está cheia de erros, porém possui muitos acertos que não podem ser ignorados. Não digo que é a pior que já presenciei, diria que está longe de ser a melhor.

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      venomsnake · almost 3 years ago · 2 pontos

      Sinceramente não vejo muitos problemas na nova geração ( One, PS4, Switch/Wii u).
      O switch portou alguns jogos do wii u e a biblioteca dele ainda vai aumentar. PS4 e One já possuem uma lista enorme de bons jogos lançados e muitos bons ainda vão sair, sobre eles serem iguais a PC´s, qual o problema nisso ?
      Jogos demora pra sair ? Normal, se fosse um trabalho fácil sairia Gta 6 hoje e amanha o 7, alem de não ser um trabalho dos mais fáceis ainda é feito por uma equipe que recebem ordens ( que em alguns casos acaba atrapalhando mais do que ajudando). O único grande problema que eu vejo nessa geração é a briga por resolução ( como já sabemos, resolução não é gráfico), a maioria da população tem em casa TV´s 720/1080p , pouca gente tem uma que suporte 4K, sinceramente é bacana que agora os consoles estejam se atualizando para o padrão 4K, o problema é que é um pouco cedo pra isso. Sobre remaster´s, Xbox 360 e PS3 também tiveram uma boa quantidade de Remaster´s mas nada se fala sobre isso.

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  • 2017-07-21 08:35:22 -0300 Thumb picture
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    Top10 - O melhor filme ou animação baseado em videogame

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      Fala ai galera, tudo beleza? Vamos dar início aqui ao resultado dessa difícil votação, onde os nossos amados games foram representado em outra mídia de entretenimento, como filme e animação. Tivemos um total de 20 participações e 32 citações de filmes ou animações. Chega de falatório e vamos ao resultado.

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    10º - Resident Evil Damnation (2012) 9 pts

     O segundo filme em animação CG da série Resident Evil, onde temos novamente Leon, que se vê em meio a uma guerra na Europa entre os zumbis e o próprio exército. A animação recebeu um clima mais sombrio e com muito mais ação, devido ao avanço tecnológico das CGs, que ficou lindo demais.

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    9º - Warcraft: Two Worlds, One Home (2016) 10 pts

     Olha ai, um filme do ano passado. 10 anos de produção para nos apresentar uma das melhores adaptações do mundo dos videogames, que vai retratar o encontro e a guerra entre os humanos e os orcs em disputa por terra e soberania da sua raça. O filme é repleto de ação e cenas épicas, sem contar os personagens, que ficaram perfeitos.

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    8º - Street Fighter II V (1995) 12 pts

     Na onda do grandioso sucesso do jogo Street Fighter, para a piração da gurizada, sai um anime baseado no jogo e é um sucesso inacreditável, principalmente porque passava na TV. Ele tinha uma pegada parecida com Cavaleiros do Zodíaco, com bastante ação e cenas marcantes, como a primeiro Hadouken de Ryu. Um clássico eterno.

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    7º - Assassin's Creed (2016), Castlevania (2017) e Street Fighter: Assassin's Fist (2014) 13 pts

     O único empate da lista. O recente filme do credo dos assassinos, que vai mostrar a trajetória de Callum e seu antepassado assassino, que esconde um grande segredo e a Abstergo quer decifra-lo. A mais recente série da Netflix vai contar a história de Trevor Belmont e sua união com a oradora Sylph e o vampiro Alucard, em meio muita violência e sangue. E um dos trabalhos mais incríveis de Street Fighter, feito inteiramente por fãs, onde vai contar o início do treinamento de Ruy e Ken e aprofundar na história de seu mestre, Gouken.

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    6º - Street Fighter II: The Animated Movie (1994) 15 pts

     Outra mídia baseado em Street Fighter, que foi sensação extrema em meados dos anos 90. Dessa vez, nos é apresentado um filme de animação simplesmente perfeito, com todos os personagens desenhados de forma primorosa, cenas de luta super empolgante e um enredo incrível que te dá mais detalhes da história do jogo. Certamente, um clássico que vive no coração de todo gamer.

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    5º - Mortal Kombat (1995) 20 pts

     Um dos maiores clássicos da história do cinema baseado em jogos. Mortal Kombat era outro jogo que fazia um sucesso gigantesco nos Arcades e console e todo mundo estava super empolgado com o filme que estava para sair. Apesar de não ter a violência presente nos jogos, o filme trás lutas muito boas e personagens clássicos do jogo. Como esquecer da música tema do filme, que foi um hit absurdo?

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    4º - Resident Evil: Degeneration (2008) 22 pts

     7 anos depois dos incidentes de Resident Evil 3, um infectado se transforma dentro de um avião e leva o caos para outro ponto dos Estados Unidos. Claire esta nesse aeroporto e se depara com os zumbis novamente. Leon aparece para ajudar e juntos devem descobrir mais segredos da Umbrella e suas pesquisas do T-vírus. Uma animação fantástica que deixa qualquer fã da franquia de queixo caído, além de um enredo muito bem fechado e empolgante.

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    3º - Prince of Persia: The Sands of Time (2010) 27 pts

     Mais um filme da Ubisoft, mas agora com a estrela de bronze no peito. Acompanhamos a história do príncipe Dastan que é perseguido depois de forjarem o assassinato do rei em seu nome. Durante a fuga, ele conhece Tamina, que procura a adaga do tempo, que lhe foi roubada. Essa adaga permite voltar alguns instantes no tempo e deve ser protegido do mal. O filme é cheio de ação, muito bem ambientado e um enredo muito bem planejado, mesmo não seguindo a história do jogo.

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    2º - Final Fantasy VII: Advent Children (2005) 35 pts

     Um dos filmes mais aguardados da história dos games e leva a nossa estrela de prata com louvor. Um filme inacreditável, produzido inteiramente em computação gráfica avançada. O filme não parece ter saído em 2005, pois ele é inacreditavelmente lindo, desde as cenas de ação frenética e muito bem montadas, até o seu visual e efeitos de câmera perfeitos. Ele nos presenteia os personagens clássicos do jogo em uma aventura a respeito de uma doença que esta se espalhando pela cidade e afetando as crianças. Um verdadeiro colírio nos olhos dos fãs.

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    1º - Silent Hill (2006) 36 pts

     E por 1 ponto de diferença, a estrela de ouro fica com a melhor e mais bem feita adaptação de jogo para filme de todos os tempos. O trabalho ficou tão perfeito que você se sente completamente imerso na história e na ambientação do filme. Todo terror psicológico e tensão, que faz o jogo o grande sucesso, foi transportado de maneira inacreditável no filme. Um filme para ninguém botar defeito, mesmo não seguindo nenhuma história do jogo, todo o clima e enredo criado tornou essa adaptação perfeita.

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     E assim finalizamos mais uma votação. Espero que tenham gostado da lista e comentem para dar aquela força. Semana que vem abrimos uma nova votação, até lá pessoal.

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      barbarabai · over 2 years ago · 5 pontos

      Ahhh foi por pouco!!! Realmente o Final Fantasy não parece ter sido feito em 2005, uma maravilha de filme, assistindo hoje o filme parece ter saído do forno de tão lindo e espetacular!

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      jailsonbraga · over 2 years ago · 5 pontos

      Nao sabia desse detalhe que o Advent Children quase levou a Square a falência... Mas foi uma produção que valeu a pena: a historia, a animação, a cinematica... tudo e muito bem feito...

      E olha que nem sou fã de Final Fantasy 7

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      marcusmatheus · over 2 years ago · 4 pontos

      Caramba!
      Super sólido esse top 10.
      De fato, todos os itens na lista (com exceção de Warcraft - pois ainda não assisti e por isso não posso falar sobre) são ótimas adaptações.

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  • 2017-05-06 11:29:06 -0300 Thumb picture
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    O sumiço dos jogos de filme.

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    Jogos de filmes, a maioria são ruins como filmes de jogos, porém o intuito desse texto não é discutir a qualidade dos jogos de filmes e sim o seu sumiço do mercado.

    Jogos baseados em filmes geralmente saem próximo do laçamento do mesmo, são feitos com orçamento baixo, geralmente por estúdio desconhecidos ou de pequeno/médio porte.

    Na 6ª geração era muito comum achar jogos de filmes, o preço para se fazer um jogo, tempo e orçamento tornavam viáveis, os jogos nessa geração ficavam na faixa dos 50 dólares, lembro de Eragon, e milhões de outros nos camelôs do Brasil, lançou filme na era PS2/XBOX/GC era certeza que teria jogo.

    A sétima geração veio os jogos ficaram mais caros, passaram a serem vendidos na faixa dos 60 dólares, porém vemos muitos jogos de filmes ainda serem lançados, jogos baseados nos filmes de heróis da Marvel, nos filmes de animação da Disney e da Dreamworks, no PS3 encontrávamos até grupos que tinham a praticar de alugar esses jogos para crescimento do score na PSN.

    Na oitava geração tem se visto um sumiço dos jogos de filmes, tirando os da saga StarWars, jogos de filmes parecem que estão sendo deixados de lado, o que será que motivou isso?

    Orçamento, retorno, ainda não encontrei uma resposta concreta, porém acho que seja uma mistura de ambos, o mercado cada vez mais complexo, exigindo marketing, histórias, gráficos, gameplay e um público exigente, talvez esteja excluindo a possibilidade de jogos de filmes.

    Scene It? Movie Night

    Platform: Playstation 3
    3 Players

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      ralphdro · over 2 years ago · 2 pontos

      Concordo com o último parágrafo, e aquela imagem ali de cima me lembrou como em 2010 estavam tentando vender 3D como a tecnologia do futuro e coisas assim, mas acabou nem emplacando direito xD

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      rodrigocaldas1993 · over 2 years ago · 2 pontos

      Verdade, antes todos os filmes e franquias relativamente famosas ganhavam um jogo, alguns bons, como Harry Potter, que eu acho divertidos, e alguns que são aberrações.

      2 replies
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      jeffrey · over 2 years ago · 2 pontos

      São bem poucos os games de filmes que são bons mesmo...inclusive, os últimos que joguei e achei legal foram esse do Capitão América mesmo, e o do Wolverine, ambos do 360...

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  • renanmotta Renan M. Sampaio Motta
    2017-04-24 16:27:53 -0300 Thumb picture
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    Defendendo Jogos Parte I: Prince of Persia

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    Este artigo será uma defesa ao retorno de uma franquia. Obviamente, trazer uma ip nova no mercado é o melhor a se fazer, mas gostaria de praticar a tal defesa. Estou falando de Prince of Persia, que foi ofuscado pelo Assassin’s Creed e que teve algumas tentativas de retorno não tão favoráveis.

    PoP AC são a mesma coisa...

    Esse é o principal motivo da minha defesa ao retorno da franquia. Não, eles não são o mesmo produto. E a diferença está num aspecto bem simples: a proposta de gameplay. Enquanto que AC traz um jogo em mundo aberto focado na ação e na aventura, PoP tem um gameplay linear e de plataforma com resolução de puzzles. Isso já traz pensamentos de desenvolvimento extremamente opostos.

    É claro que existem semelhanças, mas elas são superficiais. Os primeiros AC’s tinham uma identidade visual próxima ao PoP, e ambos compartilham o sistema de escalada. Porém, esse compartilhamento cabe mais no visual do que na funcionalidade. Na maior parte do tempo em AC você tem a escolha de escalar ou não, e por um longo período da franquia, escalar e jogar nos telhados não era tão divertido, pois havia muitos inimigos, quebrando com o parkour. Em Prince of Persia você sempre terá que escalar e o gameplay se focará nisso. Você não será atrapalhado.

    Outro ponto que vale ressaltar na diferença de ambos é que AC é pautado no mundo real, histórico, enquanto que PoP é puramente fantasia. O que nos leva a enfrentar maldições como monstros, subchefes e chefes, usos de poderes...

    O mais curioso é que dentro da própria empresa nós temos jogos que compartilham experiências bem semelhantes. Cabe uma comparação muito mais incisiva entre Assassin’s Creed Watch Dogs, por exemplo. Quando falei da proposta mais acima, eu coloquei uma oposição de pensamento, e na comparação que trouxe agora, existe muito mais igualdade. Ambos os jogos compartilham de mecânicas e propostas semelhantes em sua funcionalidade. Ambos possuem um gameplay de sandbox, em ação e aventura, onde o jogador poderá utilizar o parkour. Mesmo que ainda tenha mecânicas e conceitos diferentes, podemos concordar que essa comparação é muito mais óbvia entre AC WD do que AC PoP.

    Com isso nós temos dois jogos que podem coexistir. Cada um na sua proposta. E Prince of Persia é um deleite para os que gostam de jogar e pensar num gameplay focado em level design. E depois de todos os jogos já lançados, podemos imaginar o quão inventivo ele pode ser com a sua mecânica de escalada em plataforma.

    Hoje no mercado há uma falta de jogos que prezem por um gameplay de level design inteligente interligado com puzzles. E Prince of Persia poderia nos saciar trazendo esse pensamento.

    Mas o AC não é um produto derivado de PoP?

    Essa é uma informação correta, mas não quer dizer que são o mesmo produto. AC apareceu com a tentativa de inovação do PoP. Porém, a Ubisoft modificou tanto, inovou tanto os conceitos da série do príncipe que viram em sua frente a criação de uma nova franquia. E isso já é prova suficiente para a diferenciação de ambos. Tudo foi tão inovado que a Ubisoft descaracterizou o que era PoP. A saída era iniciar algo novodiferente.

    Como encaixar na grade de produção e lançamento?

    Por mais que seja óbvio a diferença dos dois produtos, a empresa pode temer em trazer a coexistência das duas franquias. Mas, felizmente, a Ubisoft resolveu parar com o costume de trazer um AC por ano. Nesses intervalos nós podemos ter um PoP. E minha defesa não é por uma extensão massiva da franquia, mas ao menos dois bons jogos dentro da geração. Acredito que cabe perfeitamente um tratamento adequado e retorno de Prince of Persia.

    Concorda com a defesa? Vamos discutir nos comentários.

    Assassin's Creed II

    Platform: Playstation 3
    8767 Players
    220 Check-ins

    33
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      sannin · almost 3 years ago · 3 pontos

      Sdds andar na parede :,(

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      tecnologgamer · almost 3 years ago · 2 pontos

      Prince of Persia?
      Você quis dizer o Assassin Creed sem pulo automático?

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      artigos · over 2 years ago · 2 pontos

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

  • brunothebigboss Bruno dos Anjos Seixas
    2017-03-31 18:53:47 -0300 Thumb picture
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    A Era dos Vazamentos

    Medium 3475738 featured image

    Vocês lembram de como era até alguns anos trás?Antes de anunciarem o PS4 e o Xbox One(conhecido na época como Xbox 720), quando nós ríamos daquelas fanarts futuristas rídiculas, imaginando que aquilo nunca se tornaria realidade? Saiba que esses tempos não voltarão mais. Boatos(descaradamente falsos) foram substituídos pelos famosos vazamentos, que quase sempre se tornam verdade. E já fizeram um belo estrago.

    Assassin's Creed Syndicate é igual ao jogo da capa, que foi vazado no final de 2014(mas ele se chamava Victory). PS4 Pro foi vazado em março de 2016 e sua existência foi confirmada pela Sony antes mesmo do anúncio oficial. A característica mais importante do Nintendo Switch- o fato dele se um híbrido entre console e portátil- foi vazada meses antes do anúncio(aliás, desde 2015 sabíamos de sua existência). Praticamente todas as DLCs do GTA Online foram vazadas semanas antes do anúncio. 2 dias atrás(29/03/2017), uma loja vazou a data de lançamento de Red Dead Redemption 2. Eu acho que é verdade...Só acho, não tenho certeza(SQN).

    Enfim, poderia passar o artigo interior só citando exemplos de vazamentos (mas há sites que noticiam APENAS vazamentos, então vai lá ver). Eles me incomodam bastante. É praticamente um spoiler do produto que você irá comprar. Enfim, é um saco quando isso acontece(pelo menos para mim).

    Mas por que isso acontece? Quem vaza as informações?Novamente, aqui estão 3 (possíveis) causas desse fenômeno que parece ter chegado para ficar.

    As empresas vazam 

    Creio que você saiba o motivo de ter colocado a imagem acima. Já houveram tantos vazamentos de tantos jogos da Rockstar Games que, para mim, a única explicação para isso acontecer é que, simplesmente, os irmãos Houser(fundadores da empresa)designaram funcionários para vazar informações de seus próximos lançamentos como fontes anônimas.

    "Mas por qual motivo as empresas fariam isso, Bruno?"HYPE! Vazamentos se tornaram tão banais que é comum você ver notícias no Meu PS4 e IGN Brasil(alguns exemplos) pessoas tratando o vazamento em questão como verdade(mesmo estando escrito [Rumor] no título). O resultado é que se amanhã vazar uma gameplay interna de Destiny 2, as pessoas vão acreditar. Se a gameplay for fantástica(confie em mim,a gameplay de Destiny é muito boa),as pessoas vão pirar e entrarão no trem do hype novamente.Se for igual a do primeiro jogo, as pessoas vão gostar mesmo assim, mas vão reclamar que falta novidades.

    Vocês entenderam aonde quero chegar? As empresas vazam o quem te de melhor no seus produtos, as pessoas acreditam nos rumores, e assim cria mais hype. Ou você acha que o recém-anunciado Galaxy S8 gerou hype na comunidade de tecnologia só porque sim, e que a Samsung não vazou todas aquelas informações(se você estiver lendo isso no futuro, saiba que TUDO do S8 foi vazado antes do anúncio)? Enfim, vamos para o próximo...

    Os hackers vazam

    Como a internet está se expandindo cada vez mais(um exemplo é a Internet das Coisas), as informações confidenciais tendem a se tornar mais vulneráveis.Sem contar que a Era dos Vazamentos nos videogames coincidiu com grandes vazamentos de informações que se tornaram conhecidos, como a Queda da PSN em 2011(caso não lembre, a PSN caiu em maio de 2011 por 3 semanas e dados confidenciais de milhões de usuários ficaram à mercê de crackers)e o Vazamento de Snowden em 2013(esse não é possível que você não conheça),e também coincidiu com a própria criação do WikiLeaks e de vários grupos menores inspirados neste. Portanto, não é surpresa que vários dos rumores vieram através de arquivos hackeados dentro do jogo(o famoso datamining) ou que simplesmente hackearam da empresa, ou do site, etc. Enfim, não há muito a que dizer aqui.Vamos para o próximo.

    "Espíritos de porco" vazam

    [Deveria ter uma imagem aqui, mas não encontrei nenhuma que ilustrasse o título dessa seção. Desculpa]

    Essa é uma das óbvias.É alguém que não está sendo "mandado" pelas empresas, e nem um hacker. Ele é aquele cara que sem querer querendo coloca a data de lançamento na descrição de um jogo antes da hora. Ele é aquela pessoa que trabalha em uma developer, e aí ele cria uma conta fake no Reddit e vaza para todo mundo ver e compartilhar. O Espírito de Porco só faz para beneficiar a si mesmo.Apesar das pessoas não saberem que foi ele, o mesmo ficará bastante satisfeito ao ver que seu ato foi a notícia do dia nos portais de games e fóruns especializados. Mas nem todo Espírito de Porco é egocêntrico. Vários desenvolvedores que estavam envolvidos em jogos famosos, como The Phantom Pain e FFXV, e que jogam a merda no ventilador(essa merda pode ser conteúdo cortado, problemas de desenvolvimento,etc.) via contas anônimas podem ser considerados como Espíritos de Porco por vazarem detalhes do desenvolvimento.

    Ainda há o Espírito de Porco ladrão! Ele simplesmente rouba produtos/protótipos e os divulga na internet! 2 exemplos famosos são:o 1º dono de um Nintendo Switch, que o divulgou algum tempo antes do lançamento, mas que não sabia que ele era fruto de um roubo(felizmente, ele devolveu quando descobriu); e o famoso caso do vazamento do iPhone 4 em 2010, onde um funcionário da Maçã que estava bêbado deixou no bar um prótotipo de iPhone 4, que foi achado por outro cliente, que o vendeu para o Gizmodo por 3000 dólares, que divulgou TODOS os detalhes antes do lançamento, causando assim uma confusão digna de novela com a Apple.

    Enfim, como vocês devem ter percebido, o Espírito de Porco trabalha sozinho em qualquer ocasião que seja.

    Considerações finais

    Eu sei que a maioria de vocês não liga para vazamentos, mas eu me importo. Com eles, a surpresa e a excitação de descobrir os mínimos detalhes de um jogo são destruídas. Como eu disse, é praticamente um spoiler. Infelizmente, devido à internet, a Cultura do Vazamento veio para ficar,e a única forma que vejo para parar isso é os sites e Youtubers deixando de noticiar, mas não creio que vão fazer, pois o vazamento, em sua essência, não é antiético(a menos que venha de um roubo) e eles perderiam cliques, então...você entendeu.

    E chegamos ao fim de mais um artigo. Se você tem alguma crítica, elogio ou sugestão, não se esqueça de comentar abaixo. Se gostou, não esqueça de curtir.

    E foi isso pessoal. Até a próxima!

    Grand Theft Auto V

    Platform: Playstation 3
    6849 Players
    723 Check-ins

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      lcfreezer · over 2 years ago · 3 pontos

      Acabo nem sabendo. O site que eu me informava era o IGN Brasil, mas depois de tanta chamada porca e clickbaits ridículos, larguei de mão. No mais, acho que é muito difícil manter sigilo considerando a quantidade de pessoas envolvidas em cada produção.

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      msvalle · almost 3 years ago · 2 pontos

      Ótima artigo, parabéns! Quanto à imagem para a última seção, que tal essa? XD https://jakewilliamsgraphics.files.wordpress.com/2015/06/ghost-pig.jpg

      1 reply
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      waterstill · over 2 years ago · 2 pontos

      Teve também o caso de Pokémon Sun/Moon, que vazaram as evoluções finais dos starters meses antes do anúncio oficial XD

      Eu não sou contra nem a favor, não curto spoiler mas até aí é aquelas, é só não ler. Muitas vezes as informações oficiais divulgadas pelas developers são cheias de spoiler também, então pra mim nem faz muita diferença :/

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