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  • natnitro Renata
    2019-03-06 22:35:19 -0300 Thumb picture
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    As evoluções e downgrades da jogabilidade dos ACs até hoje...

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    Atendendo ao fratello @leandro, que me pediu pra falar um pouco sobre as mudanças do sistemas de combate/escalada e cia nos AC principais da franquia, desde o primeiro até o mais recente que é o Odyssey, eis ai um resumão das características principais de cada fase dos jogos, já que a jogabilidade foi uma das coisas que mais mudou até hoje, algumas vezes pra melhor, outras pra pior, já outras mais ou menos...

    -- Era Altair: AC1

    O AC1 é provavelmente o que tem a jogabilidade mais simples e intuitiva até hoje, começando pelo arsenal bem limitado de armas principais, que eram basicamente espadas e a lâmina oculta, que ainda tinha uma peculiaridade que era o Altair só usar a lâmina em stealth ou no ataque aéreo, já que ela ainda não era usada no combate... E uma coisa bem diferentona ai era o sistema de sincronização, que ainda não era aquele esquema de repetir o mesmo método que o ancestral fez em ação pra fechar a missão em 100%, mas a sincronização total ai nada mais era do que não sofrer danos na batalha. o_O

    O parkour nesse início ai era praticamente um clone dos Prince of Persia, com algumas adições como o salto de fé e a possibilidade de derrubar e pegar alvos em movimento, além dos elementos de stealth como o blend na multidão, esconder no feno, etc, o que foi melhorado com o tempo e deu uma identidade própria pra franquia, que continua ai até hoje...

    -- Trilogia Ezio: AC2, Brotherhood e Revelations

    Do AC1 para a trilogia do Ezio foi uma grande evolução, já que no AC2 o Ezio ganhou as lâminas duplas do Leonardo da Vinci e já podia lutar com elas e ai começou aquele esquema de bloquear com a tecla de perfil alto/corrida e ir atacando e bloqueando pra fazer os combos, mas sem poder usar ainda uma arma secundária e talz...

    Já o Brotherhood, pra mim, é o que tem a melhor jogabilidade até hoje, porque é o mais responsivo na parte dos ataques/bloqueios/contra-ataques porque é tudo controlado na raça mesmo, já que é preciso saber a hora certa de bloquear pra logo depois contra-atacar e ai tem jeito de emendar aqueles combos enormes, como meu recorde aqui, que é de 52 combo-kills no treino virtual de 1:30min... \o/

    Já outra coisa sensacional é que no ACB já tem como combinar arma principal e secundária como a espada e a pistola, mais a adaga com facas de arremesso, o que é uma maravilha pra derrubar um exército inteiro em segundos literalmente, desde que você pegue o timing certo... 

    Já o grande diferencial do Revelations foi o Ezio ter ganhado a hookblade, que é um gancho na segunda lâmina, o que facilita bastante nas escaladas e ainda pode ser usado nas cordas pra fazer uma tirolesa, mas em combate, o gancho não é lá muito útil, porque acrescentou um movimento onde o Ezio pode driblar um inimigo pelas costas, com a opção de arremessar ele pra longe, mas o problema é que isso exige espaço e um tempinho pra preparar o ataque, o que nem sempre está a nosso favor nas lutas...

    -- Saga Americana: AC3/Liberation/AC4 e Rogue

    Depois do Revelations já mudaram tudo com a American Saga, que inclui AC3/Liberation, AC4 e Rogue, onde o combate passou a ter um tipo de qte (quick time event) para enfrentarmos dois inimigos simultâneos, acertando os comandos no tempo limite, que se for feito corretamente, vai finalizar os alvos, mas se falhar, ai é dano certo sem chance de defesa/bloqueio... 

    E foi ai que a jogabilidade ficou pior, porque passaram a usar a tecla de corrida/perfil alto pra escalar automaticamente nas árvores e virou aquele problema de o Connor, Haytham, Aveline, Ed e Shay saírem subindo em tudo pela frente e mal conseguirem correr em linha reta na rua, enquanto na época do Ezio havia ai nada menos do que uns três comandos que eram de andar, correr em perfil alto e a corrida acrobática, que combinava as teclas de corrida com a dos pés/chutes e ai era muito mais fácil de controlar quando era para escalar ou não...

    -- Unity

    Depois da Saga Americana veio o Unity em 2014, que tem um parkour de Prince of Persia e o jeito do Arno escalar é mega estiloso, mas depois inventaram de colocar botões especiais pra evitar dessincronização por queda, e, com isso, pra subir e descer virou aquela lerdeza só, o que ferrou geral, porque limitou a possibilidade de irmos livremente pra cima ou pra baixo nos direcionais, como sempre foi, e então sair brincando de homem-aranha e dar aqueles saltos longos no ar pra agarrar a parede antes de cair, o que ajudava a escalar muito mais rápido... 

    Já o combate do Arno pra mim é o pior da franquia, porque tentaram deixar a esgrima mais realista, só que na prática, isso serviu mesmo foi pra fazer passar raiva, porque se juntar mais de três inimigos a nossa volta, ai já o coitado do Arno já era, porque ele nem tem uma sequência de combos e finalizações minimamente decentes pra controlar multidão e afins... >-<

    -- Syndicate

    Já o Syndicate é quase a mesma coisa do Unity nas mecânicas, só que com um downgrade no parkour, pra evitar dessincronização por quedas e afins, o que deixou a escalada bem mais lenta, e combate também foi levemente modificado com novas armas e com um detalhe a mais que é terem dado foco maior pra combate corpo a corpo, indo pra luta no soco mesmo, tanto que qualquer arma principal que usarmos, por melhor que seja, vai ser uma lentidão enorme pra finalizar os inimigos, sendo que qualquer luta vai muito mais rápido se equiparmos só um par de socos ingleses mesmo e sairmos distribuindo porradas pra todo lado...

    -- Trilogia Empire: Origins e Odyssey

    Depois veio o Origins, que até poderia ser chamada bem por alto de fase Souls-Like dos AC, porque ai a franquia foi pro lado RPG e passou a dar opção de usar escudo, espadas, lanças, alabardas e cia, além das barras de energia e de ataque especial, etc...

    O grande diferencial ai é que nos combates agora é preciso ter um mínimo de estratégia e paciência pra atacar e esquivar na hora certa, senão o estrago é grande, porque a maioria dos inimigos quase sempre tem level bem maior que o nosso e eles ainda gostam de juntar um bando de gente pra deixar a coisa bem mais animada, com todo mundo atacando ao mesmo tempo, e ai é preciso se virar e aprender a lutar, porque a coisa fica tensa pra valer mesmo... O_O

    E como o Odyssey basicamente copiou e depois esticou o Origins, a jogabilidade e a escalada deles é quase a mesmíssima coisa, com umas diferenças mínimas de estilo e armas, além de terem removido o escudo e modificado um pouquinho a luta com a adição do chute espartano, que é a marca registrada do jogo... (crédito ao @msvalle pela correção do meu equívoco aqui :-)

    -- AC Chronicles: China, India e Russia

    E ainda tem os Chronicles, que apesar de serem spinoffs da franquia, tanto o parkour quanto a jogabilidade focaram quase 100% no stealth, e com isso, quando somos pegos por um grupo grande, a melhor coisa é correr mesmo, porque nem a Shao Jun e nem o Arbaaz Mir aguentam mais do que uns três tapas numa luta e o Nikolai Orelov então nem se fala, já que a especialidade dele é ser sniper mesmo... 

    -- Já o que ficaria perfeito de vez... <3

    Se a Ubi algum dia quisesse fazer o AC com a melhor jogabilidade até hoje, um palpite ai seria o de juntarem o estilo de corrida acrobática super responsivo do Ezio no Brotherhood, com o parkour mega estiloso do Arno no Unity, mas sem as malditas teclas de descida/subida segura, mais o estilo de luta do Brotherhood que é controlada na raça mesmo, com timing certo pra bloquear/contra-atacar e fazer aquelas chains insanas, somando isso com o estilo do Origins, onde todo mundo vem pra cima ao mesmo tempo pra animar mais as coisas, e de brinde, aquele arsenal de bombas do Revelations só pra tocar o terror geral, que é uma das coisas mais divertidas já feitas nos AC até hoje... <3

    E, pra ficar perfeito de vez, é só escolhermos os estilos que quisermos pra virar um gladiador de espada e escudo, ou pegar uma katana e sair fatiando geral, no melhor estilo Jack the Ripper, ou ir pelo jeito favorito aqui, que é pegar aquela adaga mega estilosa do Brutus e juntá -la com uma chuva de facas de arremesso pra derrubar um exército em segundos, ou vale também pegar só um belo par de lâminas ocultas e nada mais, e agir nas sombras pra servir a luz, como um bom çaçino raiz mesmo... :-)

    Ps: Dona Ubi, ninguém aguenta mais batalha naval, chega!!!

    Assassin's Creed: Brotherhood

    Platform: PC
    2580 Players
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      msvalle · about 2 months ago · 3 pontos

      Ótimo texto (como sempre), @natnitro! Parabéns!
      Eu só chamaria a atenção de que no Odyssey você não pode mais usar escudo como no Origins.

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      msvalle · about 2 months ago · 3 pontos

      Ah e também concordo! #chegadebatalhanaval XD

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      artigos · about 2 months ago · 3 pontos

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

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  • thecriticgames Matheus Pontes
    2019-02-19 23:51:50 -0300 Thumb picture
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    Uma experiencia com Bloodborne, entre tantas outras com games.

    Medium 3704748 featured image

    Esse texto é de puro teor pessoal e as imagens meramente ilustrativas, não são minhas, as vezes é incrível pensar os tipos de emoções  que os games já tiraram de mim e de você, eu sempre gosto de lembrar das lagrimas que tive com Persona 3, das reflexões com Shadow of Colossus, dos momentos de risadas e gargalhadas que tive com Super Mario Bros 3 no modo VS, ou nos momentos de brotheragem que tive em The Great Battle V, são meus jogos mas podem ser os seus e suas emoções aqui, e as vezes é meio foda envelhecer e achar que a gente não ira experimentar mais emoções tão incríveis como as que já teve, e é sempre gratificante se descobrir errado, como foi pra mim.

    Meu background com a saga Souls se resume no Demon's Souls, um dos meus primeiros games de PS3 e um dos meus favoritos, antes mesmo de jogar eu já havia ouvido falar da famigerada dificuldade do jogo, e sem receber spoiler li dicas simples do tipo, prestar atenção nas dicas de outros jogadores e afins e zerei Demons com um gameplay dos mais cuidadosos e meticulosos que já fiz, morri apenas 11 vezes, o que é pouco para um novato jogando a saga pela primeira vez, ainda mais Demons que é tido por uns como o mais difícil. 

    Bloodborne foi o primeiro game que vi no PS4 em trailer a ponto de eu dizer (agora o PS4 merece ser comprado ) no entanto somente agora em 2019 resolvi joga-lo. Assim como Demons eu já sabia das dificuldades, sabia que a filosofia aqui era outra diferente de Demon's e Dark, sabia que deveria esquecer de escudo e de agir na defensiva entre outros elementos, eu o encarei ao lado de um amigo já experiente que havia zerado Blodborne há tempos e que me guiaria nessa jornada lovecraftiana, o resultado tinha tudo para ser um novo Demons para mim com respeito ao desafio.. MAS NÃO eu me ferrei nervosamente com Bloodborne, eu estive morrendo desde o inicio e tentando pegar o mindset do game mas eu era falho ao extremo em minha investida, as 11 vidas que gastei zerando Demon's Souls inteiro foram perdidas apenas em Gascoine, um dos primeiros chefes do game.

    O jogo possui varias mecânicas a qual eu não conseguia me adequar por mais que as entendes-se, por exemplo a pistola, eu faço uso péssimo da arma de fogo, cuja melhor função é atordoar inimigos para realizar o "ataque visceral", no entanto enquanto meu amigo demonstrava uma facilidade imensa de fazer isso com inimigos e chefes eu não conseguia usar um único ataque desses no inimigo mais básico, a arma de fogo não é pra mim, assim como durante o gameplay conheci outra mecânica do jogo que é a de conseguir munição pra pistola a troco de vida -PORQUE DIABOS VOU TROCAR VIDA POR UMA MERDA QUE NÃO SEI USAR, armas de fogo em Bloodborne não são pra mim. A unica mecânica que me era de fácil uso era a de "ser o caçador" contra-atacar inimigos faz você recuperar um pouco de vida e isso aprendi e usei bem, ainda que morrendo muito.

    Não muito distante no game resolvi experimentar a DLC, li como acessava ela, eu a tinha, meu amigo não há havia jogado, eu um novato apanhando do game, ele um jogador experiente, mas sem conhecimento do conteúdo da DC Old Hunter por ter jogado o game antes dela, era algo novo para ambos. Enfrentei alguns dos maiores perrengues do game aqui, inclusive a batalha contra o maldito Ludwig a qual pensei que jamais passaria, então tivemos o encontro com uma das chefes principais da DLC a caçadora Maria. Eu sou terrível em PvP na saga Souls e em Bloodborne não é diferente, ainda sim tentei antes da hora enfrentar Maria e como esperado morri, cheguei a segunda fase dela onde a mesma ligeira espadachim passa a usar ataques de sangue que atingem a distancia (chefes em Bloodborne mudam de estratégia 2 ou 3 vezes por combate a medida que perdem vida, caso você seja leigo como já fui) e consegui contornar um pouco a situação com um item, um osso que ao custo de munição fazia o personagem dar pequenos dashs em forma de fumaça, tal qual um ninja, estiloso e bonito.

    Eis que após 3 derrotas tentei mais uma vez, sem treino e sem objetivo maior, lutando a esmo, não tinha sangue/XP pra perder mesmo e algo, algo me disse na minha cabeça -eu posso vence-la, e quase como num passe de magica, como naqueles típicos clichês de anime onde o protagonista descobre um poder novo bem na batalha contra seu arqui-inimigo eu transitei do noob ao mestre na arte de "stunnar" a chefe com a pistola para dar o ataque visceral, fiz isso 3 vezes seguidas e até meu amigo olhou incrédulo, eu estava lutando de forma diferente, não apenas venci a primeira fase dela, como alcancei a segunda estratégia dela com os ataque de sangue, e ao custo de muitos itens de cura alcancei a terceira onde os ataques eram de sangue e fogo causavam um dano imenso eram rápidos e pegavam quase toda a tela, logico que na segunda fase eu já não estava mais stunnando ela com as balas e usei a munição restante com o osso do teleporte. Chegar até a terceira fase já era uma vitoria, eu ja podia morrer, não tinha problema algum, eu não tinha mais munição e só tinha 3 itens de cura, mas eu tive a ideia inusitada, disse a meu amigo -TENHO UM PLANO e ele me viu atônito correr da chefe recebendo um golpe pelas costas e perdendo mais vida, eis que me afastei dela após muita corrida, sacrifiquei minha vida a troco de munição (a maldita mecânica que jamais pensei em usar!!) usei o que tinha sobrando de itens pra me curar, e ali com umas poucas balas suficiente pra usar o osso do teletransporte mais uma vez o ativei e fui pra cima da mesma com o que tinha de melhor. 

    O que tivemos na tela, imagino na cabeça do meu amigo foi uma dos duelos de espada mais meticulosos e ágeis que vimos ali no jogo sem deixar de ser tambem uma troca brutal e incessante de porradas entre dois adversários, tudo era rápido, incessante e calculado ainda sim, só fiquei vivo por conta da bemdita mecânica do caçador que me fazia recuperar parte da vida ao contra-atacar, a vida da Maria para meu desespero não descia mais independente dos ataques, desviei com o poder do osso ainda ativado e com nós dois grudados no canto da sala espremidos desferi sem estratégia alguma uma saraivada de espadadas ao mesmo tempo que ela, curando migalhas da minha vida e deixando ela algumas vezes sem ação, a minha estamina zerou, sem estamina você não esquiva, não ataca, não faz nada alem de andar a esmo, ela preparou um ataque de dois hits já conhecido, curto e rápido o golpe não podia ser parado, e ela o usou quando eu dei o ultimo golpe da minha estamina e com nada de vida e de itens, apenas apertei incessantemente o botão de esquiva com a estamina vazia e ouvi o "aaaah" de desanimo ser dito por meu amigo. Meu personagem, Caleb é seu nome, desviou com o teleporte do osso nos últimos segundos de efeito e reapareceu dando o golpe final segundos antes de receber o que seria o próximo golpe de Maria e único necessário pra mata-lo. O comodo foi tomado por gritos meu e de meu amigo, parecia até uma comemoração de vitoria na copa, quase quebrei o controle na emoção que foi enorme e não foi apenas de vitória dificil de ser alcançada, meu amigo olhou pra mim e comentou sobre a estratégia que tomei sacrificando vida em troca de munição para usar o osso, ele disse - isso foi uma estratégia de caçador, eu finalmente e do modo mais difícil havia alcançado o mindset de Bloodborne, meu batismo de caçador de Bloodborne foi ali, e dali em diante nada nem nenhum chefe foi tão difícil que eu não olhasse pensando -eu posso vence-lo.

    Bloodborne

    Platform: Playstation 4
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      hard_frolics · 2 months ago · 4 pontos

      Salvando aqui pra ler amanhã. :)

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      luis_fajardo · 2 months ago · 2 pontos

      Cada vez sou menos paciente com games difíceis, me tornei um jogador acostumado a save states e cheats diversos, a vida adulta tira o tempo para insistir em morrer e tentar novamente infinitamente, mas sei o quanto é glorioso virar/detonar/zerar/terminar um desses ferrados jogos.

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      artigos · 2 months ago · 2 pontos

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

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  • jclove José Carlos
    2019-02-15 16:38:18 -0200 Thumb picture
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    O fiasco do PSClassic - ou como estragar uma boa idéia

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    A Nintendo recentemente inaugurou a moda dos "consoles colecionáveis", modelos em miniatura de consoles clássicos com jogos inclusos na memória e interface HDMI padrão, focados no público saudosista e colecionadores no geral.

    A ideia não era novidade já que a anos existem empresas que reciclam o hardware de consoles antigos, como o Atari Flashback, a Gopher e AT games com suas diversas versões do Genesis e por que não, a nossa amada Tec Toy, que surpreendentemente continua vendendo muito Master System e Mega Drive até hoje. 

    A grande diferença, como em tudo que a Nintendo lança é o polimento: Enquanto todos os exemplos citados acima são versões emuladas com peças de qualidade bem duvidosa e desempenho sofrível, tanto o Nes Classic quanto o Snes Classic, versões dos consoles de 8 e 16 bit da empresa lançados até agora tem um nível de qualidade impecável em sua construção e uma seleção de jogos que apesar de nunca ser perfeita, era satisfatória, englobando grandes clássicos que realmente representam essas duas plataformas.

    Foto roubada da invejável coleção do amigo @zak_yagami, com todos os "mini" consoles oficiais lançados até agora.

    Com o grande sucesso desses lançamentos outras empresas passaram a tentar navegar nessa onda de nostalgia: a SEGA prometeu uma versão "mini" do Mega Drive, a SNK lançou um Neo Geo Mini no formato de arcade com telinha embutida e controle extra vendido a parte e a Sony causou grande hype dos fãs ao anunciar o Playstation Classic no ano passado.

    Lançado com um trailer pomposo, o console seria uma versão miniatura do modelo original do PS1 e traria 20 "grandes" jogos da plataforma mais amada da 5ª geração, porém só com 3 games anunciados na época: Wild Arms, Ridge Racer Type 4 e Tekken 3, que de fato foram games marcantes.

    A coisa começou a desandar quando a empresa finalmente anunciou a lista completa e veio a primeira grande frustração!

    A famigerada lista dos 20 jogos na versão ocidental do console

    O console como os lançamentos das concorrentes teve 2 listas diferentes, uma pros mercados Americano/Europeu e outra pro Japonês

    Dos 20 games anunciados nem metade correspondia a expectativa de "grandes clássicos", trazendo inclusive vários jogos multiplataforma que sequer foram marcantes no PS1.

    Várias escolhas sem sentido como Os primeiros Toshinden, GTA, Destruction Derby, Persona e Twisted Metal, quando as sequências desses títulos fizeram muito mais sucesso que as versões originais e envelheceram um pouco menos mal que eles. 

    Outras foram injustificáveis como Super Puzzle Fighter ao invés do fantástico Pocket Fighter, Rayman 1 ao invés de Rayman 2 (ou Crash Bandicot), Mr Driller, que apesar de ser um arcade divertido nem sequer teve a melhor versão no PS1, ou Coolboarders 2 que apesar de divertido na época é BEM obscuro e pouco diverte hoje em dia.

    Como um console com tantos jogos memoráveis seria representado por uma lista tão fraca? Tá certo que licenciamento pode ter sido um entrave mas incluíram jogos da Capcom, Konami e Namco, empresas que tem muitos jogos excelentes no console e que poderiam ter sido incluídos no lugar de vários dos citados acima.

    Metal Gear Solid, Resident Evil DC, FF VII, Wild Arms,Jumping Flash!, Abes Odissey, Intelligent Qube, Syphon Filter, Ridge Racer Type 4 e Tekken são boas escolhas mas dificilmente seriam suficientes pra justificar a compra do produto pela grande maioria do público.

    Ter um console "comemorativo" com menos de 10 jogos realmente clássicos inclusos já seria problema suficiente pras vendas do console (que era 10 dólares mais caro que o Snes Classic), mas não era só isso...

    Um dos vídeos que ficaram famosos no lançamento do console provava que o Snes Classic conseguia rodar os jogos do ps1 melhor que o PSClassic. Que vergonha!

    Além da lista duvidosa e do mal desempenho, o PsClassic não traz nenhuma funcionalidade extra pros games além do save state e de um Memory Card Virtual. nada de filtros, nada de recursos, sequer um modo "smooth" como tinha no PS2. Muito limitado mesmo.

    Logo no lançamento se descobriu que ao invés de desenvolver um software próprio ou ao menos adaptar o eficiente emulador de PS1 embutido no PSP a Sony utilizou um emulador de código aberto chamado PSX E esse emulador estava pessimamente configurado pro hardware do console fazendo com que vários dos jogos tivessem um desempenho sofrível com lentidões e quedas de frames nítidas. Jogos como Tekken 3 e Ridge Racer Type 4 ficam quase injogáveis dependendo do nível de tolerância do usuário de tão lentos. O problema pode ser facilmente suavizado pela configuração do emulador, que NÃO é acessível normalmente.BOA Sony!U_U

    Dai temos um produto que tem uma lista de jogos que não faz jus ao console original E um desempenho ainda pior que jogar o console original em TVs recentes usando cabo AV. Obviamente não teria como dar certo por mais que o PS1 seja idolatrado por toda uma geração, e então tivemos um case reverso ao lançamento da Nintendo.

    Enquanto o Nes e Snes Classic geraram filas em lojas, pre-orders que terminaram em 1 dia e preços altíssimos em sites de leilão, o PSClassic amargou um lançamento criticado por público e crítica e virando motivo de piada entre os fãs da concorrência.

    O Caddicarus foi um dos muitos Youtubers pra quem a Sony enviou o console e que desaconselharam a compra do PSClassic

    O impacto foi tão negativo que a Sony reduziu o preço em mais de 40% em menos de 1 mês de lançado no ocidente. A coisa encalhou tanto que refletiu até aqui no Brasil onde a especulação reina, o preço do console diminuiu quase pela metade em sites como o Mercado Livre. Custava em média 700 reais no lançamento e baixou pra 380 em menos de 1 mês.

    É impressionante como a empresa tinha um caça-niquel perfeito e desperdiçou a oportunidade, o que provavelmente zerou a chance de vermos um PS2 mini oficial algum dia. 

    Puxa, tantas possibilidades de fazer dinheiro fácil com a nostalgia...imagina se esse aparelho vem com alguma forma de conectar a PSN via PC e baixar jogos da linha PSone Classics, ou se a empresa vendesse jogos em pendrives...mesmo com a possibilidade de emulação grátis, acredito que muitos fãs mais fieis adorariam pagar por isso. Mas pra quê pensar nisso se pode-se lançar qualquer porcaria né? Foi um fracasso merecido.

    O Velberan foi um dos poucos Youtubers BR que se interessaram em testar o produto (porque recebeu de graça tbm...hehe)

    Apesar de ser um colecionável legal pra quem é fã do primeiro videogame da Sony o preço original realmente não compensa, MAS atualmente talvez até valha a pena dependendo do seu nivel de fanboyzisse. 

    Um incentivo é que a comunidade modder está tentando consertar o projeto e logo após o lançamento vários métodos de desbloqueio e formas de adicionar jogos e funcionalidades surgiram o que tornou o console um pouco mais interessante.

    Atualmente existem dois grandes projetos de mod que permitem adicionar praticamente toda a biblioteca do console ao PS mini, ambos fazem menção ao primeiro emulador comercial da história:

    O Bleem! foi o primeiro emulador de videogame comercial. Lançado em 1999. Permitia jogar os discos de alguns jogos do PS1 como MGS, Resident Evil e Gran Turismo com resolução melhor no PC e no Dreamcast e estourou a polêmica sobre a legalidade desse tipo de programa sendo retirado do mercado por pressão da Sony logo depois.

    O mod mais badalado pela comunidade hoje é o BleemSync, que na sua recém-lançada versão 1.0 realmente modifica o software do console e permite adicionar jogos do PS1 via navegador de internet, conectando o console ao PC através do cabo USB de alimentação e usando a porta USB do controle 2 pra alocar um pendrive com o software e os jogos. 

    O outro se chama Autobleem e tbm utiliza a porta USB do controle 2, no entanto até a versão 0.5.1 não faz alteração alguma no software original rodando apenas pelo pendrive (ou um HD externo). O Autobleem tem algumas limitações e menos recursos que o Bleemsync mas é bem mais fácil de configurar (basicamente já vem pronto, só é preciso adicionar os jogos na pasta "Games").

    Ambos os emuladores hoje vem com o Retroarch tbm, famoso front end de uma infinidade de outros emuladores, tornando possível rodar jogos de vários outros consoles no PSClassic. Ambos os projetos estão em constante desenvolvimento e prometem muitas melhorias ainda.

    Um problema chato do desbloqueio é a compatibilidade da porta USB do PSC que tem uma limitação de energia, proposital da Sony, já que a intenção era apenas usar o gamepad, que deixa o console incompatível com a grande maioria dos pendrives do mercado, o que pode ser um problema irritante já que se você não tiver um dos que foram testados pelos moders (geralmente os Sandisk Cruzer Glide e Cruzer fit apenas) vai precisar de sorte pra que funcione.

    Caso o pendrive não seja compatível ele vai exigir mais energia que a porta libera e ai o mod não vai ser reconhecido ou vai chegar a iniciar e desligar, o que é bem frustrante (tentei 3 pendrives que tinha aqui e nada). Dai caso você seja um dos malucos que como eu preferiram comprar esse console a um Raspiberry Pi e está tentado a desbloquear já fique avisado que só modelos como esse funcionam com certeza.

    Bom, como fanboy assumido do PS1, não tinha como ficar feliz com um fracasso tão grande de algo tão esperado, mas ainda assim comprei o meu console quando o preço reduziu só por amor mesmo. 

    O visual e acabamento da peça são muito bons, o gamepad é bacana e a interface que remete ao console original me prendem e como vários jogos dele estavam na minha lista de pendências (e tinha MGS e RE) eu ainda consegui achar interessante apesar do desempenho e falta de funcionalidades do produto. Com essas novas possibilidades talvez se torne interessante pr outros fanboys daqui também, ainda mais com a constante redução de preços (já dá pra achar a 350 reais no ML), apesar de ainda ser BEM mais caro que um e limitado que Raspiberry Pi.

    Uma coisa curiosa é que na tela de aviso de comandos do console da pra ver uma imagem onde se tem vários jogo diferentes dos que vieram na versão final.

    Alguns usuarios da comunidade de Hacking descobriram uma lista de clássicos que deveria vir nos codigos do console como Tomb Raider e Crash. Não da pra saber onde começou a dar errado mas é uma pena mesmo.

    Agora é torcer que ao menos a Nintendo continue lançando seus Mini consoles. To doido pra pegar o Snes e adoraria UM N64 e Cube Mini...

    Jumping Flash!

    Platform: Playstation
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      1977rider · 2 months ago · 9 pontos

      A gente sabe que o produto foi um fracasso quando encontra ele sendo vendido a um preço justo no mercado livre

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      fonsaca · 2 months ago · 4 pontos

      Pena que a seleção de jogos e emulação não é tão boa no PS, mas acho pagação demais pra Nintendo dizer que ela inaugurou algo ou foi a única que fez direito. Descem o cacete no Mega Drive 2017, mas creio que ele é mais original que os NES ou SNES além de dar pra por mais jogos. Já existiu também o Neo Geo Gold. Não era mini, mas oficial e de qualidade aceitável.

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      natnitro · 2 months ago · 4 pontos

      Sempre fui meio desanimada com esses consoles nostalgia, justamente porque a maioria usa uns emuladores travados que nem dá pra configurar por padrão, sem ter que fazer aquela engenharia reversa básica no firmware pra liberar os recursos... E ai acabo indo naquela vibe de que se é pra ser nostálgico, então é melhor ir no original mesmo e ai vale até comprar aqueles usados com uns defeitinhos simples como no leitor de cd, que fica bem em conta pra reformar e ai você ganha um console praticamente novo por muito menos do que a turma da especulação adora cobrar por ai... :-)

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  • renanmotta Renan M. Sampaio Motta
    2019-02-14 19:14:09 -0200 Thumb picture
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    A Maldita Expectativa

    Medium 3703754 featured image

    De uns tempos para cá nós vivemos a publicidade do hype. Tanto acontece entre os consumidores quanto ao marketing das empresas. E na indústria dos games há um evento para justamente alimentar a expectativa: a E3. Onde teoricamente montam o melhor trailer e/ou gameplay para apresentar e causar o alvoroço entre os jogadores. E isso é o que hoje alimenta a indústria.

    A expectativa gerada pelo marketing eu considero o pior, pois é no momento da divulgação que a empresa demonstra qual a proposta do seu produto. E se o resultado não alcança o prometido, a percepção quanto à qualidade da obra pode decair - e eu diria: com razão. É como se fosse uma propaganda enganosa. É só imaginar o ocorrido com No Man’s Sky. O jogo tinha as suas falhas naturais, mas a promessa piorou ainda mais o resultado.

    E em muitos casos, o hype acontece pelo padrão de qualidade rotineiro de certa empresa, como a Rockstar e a Naughty Dog. Depois que vimos toda a franquia de GTA evoluir e o incrível mundo de Red Dead Redemption ser apresentado, assim como Uncharted e The Last of Us chegaram ao mercado, não conseguimos esperar por menos. O que é óbvio. E isso altera muito a nossa percepção. E diria que é um caso infeliz. A expectativa facilmente pode não ser atendida e então culpamos a obra anterior, que era boa demais para o momento. Isso realmente acontece. Ou como o anterior foi um marco e o atual não impactou, começam a espalhar a ideia de que é um jogo fraco; onde muitas vezes não procede. É apenas uma infeliz comparação.

    Só uma observação... Quando falamos de uma sequência, é óbvio que devemos analisar comparando com o anterior. Mas o que estou discutindo aqui é quando um jogo é muito rebaixado erroneamente.

    E claro, o hype muitas vezes não é de culpa da empresa. Dependendo do gosto pessoal, o público pode elevar a expectativa mesmo que sem motivos. Um exemplo simples: João adora jogos indies de plataforma e recentemente viu um simples trailer, sem mostrar nada de importante, de um novo game desse estilo. E como está há um tempo sem jogar algo novo, agora ele quer, mais do que nunca, colocar as mãos no novo produto anunciado.

    Não há nada demais no anúncio, mas basta pertencer ao principal gosto pessoal que a mágica do hype acontece.

    Independente da origem do hype, ele mais danifica do que ajuda a experiência da obra. Por isso muitos trabalham a sua expectativa para ser o mais baixo possível. Mas será que isso é positivo? Creio que esperar menos de um jogo também seja danoso. Nesse caso, podemos elevar uma obra que na verdade cometeu muitas falhas. Como já se espera algo de fraco para ruim, qualquer brilho que tenha na obra vai saltar aos olhos, trazendo uma avaliação equivocada do todo.

    Para o consumidor comum, isso não importa, mas como fica para os que trabalham com crítica e para aquele que gosta de participar da discussão? Basicamente, a expectativa sempre vai modificar o resultado. Em termos de números, um jogo que mereça 10 pode receber um 8 (culpa do hype), e um que mereça 7 pode receber até mesmo um 10 (expectativa baixa).

    Mas se for para trazer um vilão, eu elejo a baixa expectativa. É ruim para qualquer indústria quando uma obra recebe grandes louros quando ela não fez por merecer. Ajuda a deteriorar o senso crítico de quem consome e faz com que o mercado tenha um parâmetro baixo. Quando o público se torna menos crítico, menos exigente, os produtos passam a ter menos carinho em suas produções. Aí o consumidor comum, uma hora, vai ser afetado, pois vai ser um mar de mediocridade tão grande que até mesmo ele vai sentir a falta de substância.

    É uma verdade que controlar o hype é extremamente difícil. Acredito que com o estudo técnico é possível controlar melhor. É preciso entender o processo de criação da obra para saber misturar o gosto pessoal e o técnico. Mas nada será perfeito e não há uma real solução para isso. Talvez, apenas não esperar simplesmente nada seja o melhor a se fazer. Mas você consegue retirar essas emoções? Eu tento, mas aqui estou eu, tendo comichão para The Last of Us Part II sair logo.

    The Last of Us

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      kess · 2 months ago · 3 pontos

      O bom é quando ficamos Hypados e o jogo entrega, como aconteceu com o Resident Evil 2 Remake, ainda que não seja perfeito, entregou muito do que a galera queria...

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      gorilouco · 2 months ago · 3 pontos

      Depois de Watch Dogs, nunca mais criei hype pra jogo nenhum.
      Em relação a TLOU 2, acho que a galera que curte bastante o game, e coloca o primeiro jogo da franquia no topo da lista de melhores jogos de todos os tempos (que nem eu, hehe) deveria diminuir essa expectativa e tomar muito cuidado pra não se decepcionar, caso o jogo tenha uma queda de qualidade em relação ao primeiro.

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      andre_andricopoulos · 2 months ago · 2 pontos

      Hype é uma merda.
      A paixão por algo também...
      Por exemplo, sem saber se seria bom ou ruim, comprei RE2 REMAKE.
      O mesmo fiz com TOEJAM & EARL a ser lançado agora primeiro de março...
      ...
      E quando a empresa nos engana? É tenso....kkkk
      ALIEN COLONIAL MARINES teve que pagar multas exorbitantes para todos que sentiram se lesados...
      ...

  • 2019-02-08 10:07:36 -0200 Thumb picture
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    Mega Drive: O poderoso console de 16-bits da Sega

    Medium 3702529 featured image

    O console de 8-bits da Sega, o Master System, embora tenha feito sucesso na Europa, não conseguiu superar as vendas do NES nos EUA e nem do Famicom no Japão. O CEO da Sega japonesa, Hayao Nakayama montou uma equipe para desenvolver um novo console doméstico para a nova geração. O lançamento do PC Engine da NEC deu ainda mais urgência ao desenvolvimento, que propunha adaptar a placa de Arcade System 16 em formato menor. O console foi anunciado com o nome de Mark V, porém, a administração da Sega propôs um nome mais forte. Em 29 de Outubro de 1988, o Sega Mega Drive é lançado no mercado japonês, porém, o aparelho foi ofuscado por um novo jogo da série Super Mario lançado 1 semana antes.

     A Sega, mais uma vez, acertou no design do aparelho. Ele vinha escrito “16-BIT” no topo em grande destaque, pois era o verdadeiro videogame de 16-bits da nova geração, uma vez que o PC Engine vinha com 2 processadores de 8-bits. A carcaça era preta com um grande círculo no topo acompanhado da entrada de cartuchos e os as funções do aparelho no canto. Ele vinha com 2 entradas para controles e uma curiosa entrada para fones de ouvido. Por dentro, ele vinha com uma CPU Motorola 68000 de 16-bits com 7,6 MHz como processador principal e um Zilog Z80 de 8-bits para o controle de som. 72 KB de RAM e 64 KB de RAM de vídeo, era capaz de produzir 61 cores simultâneas com resolução de até 320x240 pixels.

     O Control Pad do Mega Drive é um dos primeiros controles de videogame a apresentar um design ergonômico. Há pegadores em formato de bumerangue que se ajusta melhor nas mãos dos jogadores, fugindo do design quadrado dos controles das concorrências. O D-Pad circular permite acessar as 8 direções com mais facilidade. Há 3 botões de ação posicionada em fileira, de modo que o polegar consiga alcançar todos com grande precisão. Os botões foram chamados de A, B e C e possuem orientação da esquerda para a direita. Além disso, o botão de Start agora estava no controle, situado acima dos botões de ação. Os cartuchos eram pretos e vinham com uma belíssima arte do jogo, ocupando quase toda a frente do cartucho.

     Os títulos de lançamento do Mega Drive eram adaptações ou portes de Arcade. Altered Beast é o jogo principal e o que mais se assimilava a versão de Arcade, inclusive, era o único jogo com que permita 2 jogadores simultâneo. Osomatsu-kun: Hachamecha Gekijō era um jogo de plataforma que promovia o anime lançado no mesmo ano. Space Harrier II era muito semelhante a versão do primeiro jogo de Arcade, mas com opção de selecionar a fase que deseja se aventurar. Era incrível ver aqueles efeitos de Super Upscale 3D dos Arcades rodando em um console caseiro. E por fim, Super Thunder Blade, também similar a sua versão de Arcade.

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      kb · 2 months ago · 5 pontos

      O Motorola 68000 era um processador bem poderoso no final da década de 80. O meu Mega Drive é esse original japonês da foto. Foi com o Mega Drive/Genesis que a Sega atingiu seu ápice e se tornou uma forte potência na indústria dos videogames. Enquanto o sucesso no Japão foi de certa forma modesto, nos EUA o console brilhou devido às estratégias acertadas do CEO da Sega for America, Tom Kalinske e o Genesis foi um adversário e tanto para o SNES da Nintendo. O modelo original com saída de fone de ouvido fazia um diferencial e tanto nos jogos, com acústica e sonoridade bem melhor do que o som exibido na TV.

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      darlanfagundes · 2 months ago · 5 pontos

      O melhor da era 16 bits.... NADA supera Sonic! IJOSoijasoiasjioasjasoas!

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      porlock · 3 months ago · 2 pontos

      eu adoro altered beast...

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  • hukori Victor 細川
    2019-02-06 15:08:18 -0200 Thumb picture
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    Dica para estudar jogando!

    Medium 3702192 featured image

    Olá pessoal!

    Estava falando com alguns alunos e com alguns amigos meus e eles me soltam essa pergunta de vez em quando "quando você acha que é bom eu pegar para jogar algo em japonês?" e eu sempre respondo "quando você quiser." mas ainda assim sinto um pouco de resistência neles em tentar fazer isso e notei que isso é bem comum, como por aqui eu volta e meia vejo um pessoal interessado no idioma por causa de jogos que saem em sua maioria somente nesse idioma, vou explicar porque eu respondo dessa forma e dar uma ajudinha básica (bem por cima) para quem está meio perdido com relação a estudar o idioma de um ponto de vista de professor e também levando em conta coisas que eu fazia quando criança quando ia aprender um idioma novo. 

    Alfabeto:

    Diferente de mim, vocês tem a vantagem de já saberem um idioma ou dois então não precisa necessariamente aprender a falar antes de aprender a escrever, até porque o japonês é um idioma que usa alfabeto completamente diferente do romano (que é o que usamos no ocidente). Eu sempre recomendo aprender os "kana" primeiro de tudo, porque assim você pode ir treinando e se acostumando com as palavras de forma mais natural e treinar seus olhos e mente para tornar esse alfabeto algo mais simples é possível e tira aquele medo quando você se depara com um texto.

    Os "kana" são os alfabetos japoneses simples: "Hiragana" usado para palavras de origem japonesa e o "Katakana" usado para palavras de origem estrangeiras.

    IMPORTANTE: Sempre que escrever uma letra, fale qual letra é ela, dessa forma você grava melhor e um pouco mais rápido. Outra coisa importante é lembrar que regras gramaticais do Português não se aplicam aqui, então "Ka, ki, ku, ke, ko" tem som de "Ca, Qui, Cu, Que, Co", "Sa, Shi, Su, Se, So" tem som de "S" mesmo, som de "Z" é apenas para palavras que escrevem realmente com "Z" e essa mesma regra serve para o "R", "Ra, Ri, Ru, Re, Ro" não se fala como "RR" esse som vem do "H" e é usado em "Ha, Hi, Hu, He, Ho", e por ultimo "Chi" se fala "Ti".

    No inicio é meio complicado, mas quanto mais rápido você se acostumar com o alfabeto e parar de usar o alfabeto romano para japonês, essa parte vai ficando mais fácil.

    -O que estudar: Alfabeto básico (a imagem que passei), "Ten-Ten", "Maru" e "Ditongo"

    Vocabulário:

    Aprender um vocabulário novo é algo que você só se consegue com pratica, você pode devorar um livro de palavras, mas se não praticar, acaba esquecendo, assim como amigos meu que esqueceram japonês por que pararam de usar quando chegaram no Brasil.

    Uma forma de estudar isso é usando dicionario e o próprio google (ele é uma grande porcaria para frases, mas ajuda quando sua duvida é uma unica palavra) e se consegue palavras novas fazendo algo que você gosta, lendo algo ou jogando nesse caso. No inicio algumas frases não farão sentido, mas você provavelmente vai conseguir entender, vou dar dois exemplos básicos.

    1 - わたしはHukoriです。よろしくおねがいします。

    1 - "Eu sou Hukori. Conte comigo se desejar."

    Nesse primeiro exemplo as frase é traduzida e mesmo que estando na sua forma literal, não é preciso mudar para ser interpretada no Português.

    2 - ねえちゃんいっしょにたたかおうだ!

    2 - "Irmã mais velha junto lutarei!"

    Nesse caso a frase traduzida de forma literal não ajuda muito, mas podemos colocar ela assim em português:

    2 - "Lutarei junto com a minha irmã!"

    Agora vem a explicação do porque respondo "quando quiser".

    Basicamente ter estudado esses 2 pontos básicos, agora você consegue começar a caminhar com as próprias pernas e vontade, obviamente com um limitação, mas consegue.

    Vocês já devem ter se deparado ou ouvido falar de "Kanji" que é o alfabeto japonês mais complicado por ele vem do Chinês, mas não se preocupe com ele agora, você o derrota com tempo e pratica. Alguns produtos são feitos para um publico mais infantil e crianças japonesas não estudam Kanji logo no inicio da escola por isso existe o "Furigana" 

    que é a forma que se lê aquela determinada palavra ou Kanji.

    Com isso você consegue identificar a leitura e então pesquisar a palavra. Você pode demorar bem mais para ler um mangá ou passar a caixa de texto no inicio, mas seu aprendizado com o idioma vai evoluir muito mais rápido fazendo isso.

    Kikitori:

    Kikitori é o ato de treinar oque ouve e o que fala, esse caso não é muito interessante para aqueles que só buscam aprender o idioma apenas para ler uma série ou noticias mas, caso a pessoa queira também com o tempo aprender a falar e entender oque estão falando, essa parte se torna a mais importante.

    Algo que costumo fazer no inicio é colocar o jogo, filme ou serie no idioma que quero aprender e a legenda no idioma que tenho mais prática e vou analisando as palavras ditas e o que está na legenda (faço o oposto também para pegar pratica com a leitura dinâmica do outro idioma). Todos sabemos que legenda nenhuma é 100%, mas ela está lá para te dar o entendimento da frase e contexto e não sua tradução literal, por isso é importante lembrar que fazendo isso você aprende a interpretar uma frase e não a traduzir ela.

    Mas o ponto aqui é ouvir uma palavra ou frase que você conhece e se acostumar a ouvir ela e a falar ela. Com relação a japonês o melhor também é começar com coisas mais infantis por que a forma de falar é diferente.

    Note que mesmo a forma de falar tem diferença, por isso não sinta vergonha de treinar Kikitori com algo mais infantil antes de ir para filmes e novelas.

    Concluindo: Não tenha medo de tentar e demorar, não tenha vergonha nenhuma em demorar para ler um folheto que não é de seu idioma (isso pode ser perigoso também dependendo do aviso).

    A agilidade e pratica vem com o tempo, você também cansou de morrer em Dark Soul e em jogos antigos até mais difíceis e nem por isso sentiu vergonha de jogar vídeo game.

    Outra coisa, se tiver alguém que queira estudar esse idioma junto com você também ajuda bastante, praticar mesmo que com coisas inicialmente banais como só "ola, tudo bem?", depois você vai notando a evolução dos dois durante uma pequena conversa que vocês estavam treinando.

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      edknight · 3 months ago · 4 pontos

      Ótimas dicas maninho.
      Na época que eu estava mais dedicado a aprender o idioma, eu consegui decorar os Kanas, e isso já ajudou um bocado (tentei o kanji logo em seguida, e tirando meia dúzia deles, não aprendi nada e com o tempo acabei desanimando, mas pretendo voltar a estudar em algum momento). Sabendo o basiquinho do alfabeto já dá pra aprender um pouquinho de vocabulário e de gramática, e quando você joga ou assiste anime, dá pra reconhecer aqui e ali as palavras que já aprendeu.

      Outra coisa legal é que aprendendo bem os Kanas e sua pronúncia, dá pra descobrir o significado de frases que você ouviu. Eu costumo ir no Google tradutor, coloco o idioma japonês e ele substitui as letras digitadas pelos Kanas e já dá a tradução. Um exemplo que aconteceu comigo foi jogando o Dissidia Opera Omnia, o jogo tá traduzido pra inglês mas as vozes são jp, e ao usar um certo movimento da Selphie ela diz algo como "Minna o mamoru kabe". Eu fui digitando isso lá no tradutor (aí tem que ter um pouquinho de entendimento do idioma pra perceber o "N" duplicado, e saber que o "O" é na verdade o caracter "WO"), e no fim o tradutor me deu "みんなをまもるかべ", com a tradução "Eu vou proteger todo mundo", que faz bastante sentido no contexto do jogo. O tradutor até sugere kanji pra substituir algumas palavras, mas fazendo isso às vezes ele dá uma errada no sentido, mas já ajuda um pouquinho.

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      artigos · 3 months ago · 3 pontos

      Parabéns pelo texto! O que acha de transformá-lo em um artigo?

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      pedromelo · 3 months ago · 3 pontos

      Ótimo texto! Alguém tem alguma sugestão de mangá ou jogos para quem está aprendendo? Já fiz curso de japonês e sei hiragana e katakana mas meu vocabulário é bem limitado

      3 replies
  • gorilouco Gorilouco
    2019-02-04 20:00:29 -0200 Thumb picture
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    Os anúncios de games mais bizarros de todos os tempos

    Medium 3701885 featured image

    Os anos 80 e 90, nos presentearam com videogames maravilhosos, com seus jogos clássicos que até hoje divertem quem se aventura a jogar.

    E como todos sabem, as empresas de games (consoles e jogos) investiam pesado no marketing afim de divulgar seus produtos e sair na frente dos concorrentes.

    Muitas vezes, esse marketing era algo bem exagerado, e muitas vezes, éramos presenteados com propagandas bizarras.

    Listei abaixo, alguns dos anúncios de videogame s mais toscos de todos os tempos:

    7 - Game Boy - Alguém acha divertido ter um furão nas calças?

    6 - Mais um do Game Boy - Uma baita distração, até mesmo em momentos, hã...deixa pra lá!


    5 - Mortal Kombat - Esse é clássico, mas não deixa de ser bizarro!

    4 - SEGA Game Gear - Parece que os piores anúncios, são feitos pra portáteis, e esse do Game Gear, é ridículo!

    3 - Game Boy, mais uma vez... - Na época, realmente os gráficos eram legais, mas esse anúncio...?

    2 - GEX 3 - Muito safadinho esse calangão hein? Que pena que não tinha essa personagem no jogo...

    1 - Advinha quem voltou? Ele de novo! O Game Boy é o grande campeão do prêmio de anúncios mais bizarros dos games.

    Será que essa versão pocket, depois de uma bela lambida, deixava sua língua colorida mesmo? Kkkkkkkk

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      kipocalia · 3 months ago · 3 pontos

      No Gex 3 de ps1 tem essa personagem, só que ela só aparece nas cutscenes\cgs.

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      salvianosilva · 3 months ago · 1 ponto

      Curti o do Gex 3 kk

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      jclove · 3 months ago · 1 ponto

      década de 90 não tinha limites nem noção em propaganda...tem muito material pra explorar em infinitos posts.hehe

  • gorilouco Gorilouco
    2019-02-01 15:29:09 -0200 Thumb picture
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    10 empresas de games que já patrocinaram clubes de futebol

    Medium 3701314 featured image

    No final no anos 80 e comecinho dos anos 90, Sega e Nintendo travaram uma verdadeira guerra entre consoles.

    Apostando em um marketing agressivo e muitas vezes até desleal, as duas empresas japonesas, buscavam a todo custo, a liderança no mercado dos games. 

    Com isso, Sega e Nintendo resolveram apostar no futebol para divulgação das marcas, e iniciaram assim, o início dos patrocínios em clubes do mundo todo.

    Confira abaixo, 12 marcas famosas no mundo dos games, que já patrocinaram clubes de futebol.

    12 - Sevilla /ESP 1992 - Super Nintendo

    11 - Jef United/JAP 1994 - Sega

    10 - Lyon/FRA 2001 - Atari

    9 - Sampdoria/ITA e Arsenal/ING 1998 -Dreamcast

    8 - Puebla/MÉX 2014 - EA SPORTS

    7 - Auxerre/FRA 2000 - Playstation

    6 - Seattle Sounders/EUA 2009 - 2018 - XBOX

    5 - Manchester City/ING 1999 - Eidos

    4 - Tokio Verdy/JAP 1999 - KONAMI

    http://media.alvanista.com/uploads/timeline_image/20...(img)3 - Leyton Orient/ING 1995 - Acclaim 

    http://media.alvanista.com/uploads/timeline_image/20...(img)2 - Cerezo Osaka/JAP  1998 - Capcom

    http://media.alvanista.com/uploads/timeline_image/20...(img)1 - A mais linda de todas, Sampdoria/ITA 1997 NINTENDO

    http://media.alvanista.com/uploads/timeline_image/20...(img)

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      leopoldino · 3 months ago · 1 ponto

      Eu escolheria o da CAPCOM, ou o da SEGA.

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      speedhunter · 3 months ago · 1 ponto

      Caraca que daora!

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      mouringue · 3 months ago · 1 ponto

      Muito legal, anos 90 wins!

  • gorilouco Gorilouco
    2019-01-29 16:31:43 -0200 Thumb picture
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    The Last Of Us e Uncharted se passariam no mesmo universo?

    Medium 3700693 featured image

    Alguns anos atrás, jogando essa maravilha do PS3, me deparei com um fato curioso, na verdade dois.

    Pouco depois de Joel e Ellie se encontrarem com os irmãos Henry e Sam, ao passar por uma loja de brinquedos abandonada, olhando para as prateleiras, pude perceber algumas caixa de jogos de tabuleiro bem desgastadas, e chegando próximo e dando um zoom na imagem, eu me surpreendí ao ver que os jogos das caixas, eram Jak and Daxter e Uncharted.

    Poderia ser apenas um simples easter Egg inserido pela Naughty Dog, a não ser pelo fato de que em outra parte do jogo, Joel entra em um bar abandonado, após fugir de alguns inimigos, e esse bar meus caros, é visto em um dos jogos da franquia do nosso querido Nathan Drake, Uncharted 3.

    De cara, não liguei muito pra esse bar, pois considerei apenas mais uma cenário comum, mas foi aí que eu lembrei que ele poderia aparecer em Uncharted 3 e resolvi jogar essa parte de novo pra ter a certeza, e sim, é o mesmo bar!

    Seria apenas mais um Easter Egg? Nathan Drake viveu no mesmo universo de The Last Of Us?

    Se viveu, com certeza foi possivelmente um cara famoso, pois foram lançados jogos de tabuleiro com a temática de Uncharted, como vimos na loja de brinquedos.

    The Last of Us

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  • danielgfm DoomGuy
    2019-01-27 17:18:36 -0200 Thumb picture
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    As Vezes eu me pego no passado...

    Medium 3700288 featured image

    A frase do artigo é um sentimento que, vez ou outra, domina completamente a minha linha de pensamento durante um dia da semana. Me pego pensando, e muito, sobre o passado, sobre tudo que eu ouvi, vi e senti nos tempos idos e penso se eu poderia ter aproveitado mais se tivesse mais consciência daquilo que eu tinha em mãos.

    O perigo de pensar neste período do tempo é que o sentimento de nostalgia que vem agregado a isto pode extirpar parte da nossa experiência no presente e acabar de não termos uma satisfação com o jogo, o filme, o seriado que estamos experimentando hoje.

    As nossas memórias são extremamente perigosas e podem nos levar para um caminho que pode se tornar um ciclo vicioso sem fim e, assim, cairmos na armadilha que o passado era melhor.

    Ainda assim, não podemos abstrair aquilo que nós sentimos, ao contrário disto, pois se assim o fizermos acabaremos por perder muito daquilo que é importante para o nosso caráter e o nosso jeito de ser.

    As lembranças, as experiências, as vivências destes tempos idos nos fazer ser o que somos e, com elas, temos muitas histórias para contar e isto não podemos deixar de lado.

    Os dias de jogos sem fim. As loucuras nas locadoras ou nos fliperamas de bar (ou rodoviária). As lidas e "relidas" naquelas maravilhosas revistas de videogame. As muitas locações e frustrações que tivemos ao longo de nosso tempo gamer nos anos de 1980 e 1990 nunca serão desfeitas, pois está em nossas mentes e corações.

    O que temos na atualidade é uma democratização maravilhosa do meio gamer, onde, qualquer um, em qualquer plataforma, pode estar jogando um título qualquer e estar dentro deste mundo fantástico que é do videogame.

    Seja aquele jogador de Freefire, seja aquele que joga paciência ou Candy Crush, ou o estrategista por detrás de Civilization, aquele que planeja ultrapassar o Mario no Super Mario Kart, ou salvar o mundo mais uma vez em Final Fantasy, Dragon Quest, Rage, Fallout - não o 76 ou que quer simplesmente causar a desordem  e o caos numa partida de OverWatch, World of Warcraft ou de Team Fortress 2, somos todos jogadores e temos como direito se divertir e, como obrigação, permitir que todos se divirtam.

    Sou daqueles que o pessoal chama de Retrogamer, eu prefiro os jogos dos anos de 1980 e 1990 aos que são lançados na atualidade e não é por falta de PC bom.

    Não vou atrás das atuais plataformas - PS4 e XBoX One - porque, até o presente momento, existem apenas uns 10 jogos, em cada plataforma exclusivos - ou nem isso -, que tenho vontade de comprar e ter um console por causa de apenas 10 jogos não rola gastar o dinheiro a toa.

    Mas, por mais que eu não seja um gamer atualizado, com um console de mesa ao alcance, não vou ficar dizendo a torto e direito que não se tem nada a se jogar nesta geração, como eu disse, tem uns 10 jogos para mim, e vários multiplataformas que saíram para PC, só que, o passado me preenche com uma gama de jogos ímpar e, assim, tenho vários títulos para jogar, só me falta, ainda, é tempo para tanto.


    Se pegar no passado não é ruim, o problema real é ficar preso a este e nunca experimentar o novo, por mais desafiador que seja.

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      pauloaquino · 3 months ago · 2 pontos

      Imagina no caso da música...

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      aleferrer · 3 months ago · 2 pontos

      Concordo com seu texto, principalmente no que fala da "diversão" pois para mim é o mais importante nos games. Muito se fala de gráficos, jogabilidade, que antes era isso e agora aquilo, mas cada geração tem seus parâmetros. Eu achava sensacional os gráficos do Master, pq eu vinha do Atari e depois veio o Mega Drive onde falávamos que era perfeito e assim foi e sempre, independente da plataforma, bits, gráficos o que valia era a diversão e é isso que sempre procuro.

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      artigos · 3 months ago · 2 pontos

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

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