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  • andrexdl23 Andre Luis Ribeiro
    2018-01-17 14:06:04 -0200 Thumb picture
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    Conhecendo a trilogia Jak & Daxter - Os 128 bits da Naughty Dog!

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    Após o massivo sucesso da franquia Crash, a Naughty  Dog presenteou os seus fãs com uma incrível saga no console 128 bits da Sony, o PlayStation 2. Os games ficaram famosos não só pela carisma dos personagens, como também por combinar perfeitamente o estilo plataforma com ação em terceira pessoa, criando um casamento perfeito entre ambos os gêneros.

    Jak and Daxter 1 - Onde tudo começou!

    Começando por Jak and Daxter - The Percursor Legacy. Durante a geração 32/64 bits e o inicio da 128 bits, a moda do momento era a produção de jogos de plataforma em 3D, focados na liberdade e também pela busca de colecionáveis. Mas o que tornou esse game tão diferente dos demais?

    Gráficos de outro mundo!

    Acredito que quem  presenciou o game durante o seu lançamento, deve ter ficado abismado com a imensa qualidade gráfica do mesmo! Pra começar, os cenários, que além de serem enormes, super vivos e ultra detalhados, eles continham  um sistema de iluminação absurdo para a época. Fora isso, o game também esbanjava com personagens muito bem modelados e com ótimas animações, muito além de sua época. 

    Exploração e muita plataforma!!

    O game foi muito ambicioso, porque nos apresentou um mundo enorme, sendo que o jogador podia explorar a área que quisesse, sem a necessidade de esperar por loadings ou entrar em portais. Todas as ilhas eram conectadas entre si, e isso reforçava ainda mais o fator liberdade que o jogo propôs. Além disso, era muito legal o fato de ter várias fases "lineares" espalhadas pelo mundo aberto do game, num esquema muito semelhante ao Mario Odyssey (ou o contrário rs), ou seja, era uma mistura de Crash bandicoot com Banjo Kazooie.

    Jak II - Grandes mudanças.

    Agora passando para a sua sequência, lançada em outubro de 2003, que tentou inovar demais e seguir os conceitos da época, que eram jogos mais "dark" e que puxavam mais o conceito de GTA, mas infelizmente tudo isso acarretou em diversos problemas.

    Muitas novidades nem sempre significam algo positivo.

    Houve uma mudança brusca em relação ao game anterior, que até então era todo colorido, 100% focado na plataforma. No Jak II, o game segue uma vibe totalmente dark, onde o personagem é sugado para "outra dimensão", e o mesmo é tratado como bandido pelos ditadores do local, e assim acaba sendo preso e torturado por 2 anos, servindo como cobaia para experimentos, o tal do "Dark eco". Fora isso, o game  faz uso de armas, veículos e coisas do tipo, que infelizmente tiveram uma péssima execução.

    Novo estilo de jogo.

    Agora o game deixou de lado a exploração "aventureca" do jogo anterior, pra focar mais no mundo aberto estilo GTA. Apesar de terem muitas missões que se passam na área externa, ainda sim existem locais (ou fases) internas, que remetem ao estilo antigo de plataforma. 

    Enredo mais maduro.

    Falando em ditadura, o game agora se passa na Haven City, uma cidade completamente dominada por lideres ditadores. A sua ambientação é toda hi-tech, sendo tudo muito cinza e morto, tudo pra reforçar a maturidade que o jogo teve em relação ao seu antecessor. A história agora segue esse estilo mais sério, mas tem o Daxter que serve como alivio cômico, tanto é que ele faz piadas em relação a mudança brusca comparada ao jogo anterior. 

    Apesar da ambientação mais madura, na questão gráfica a Naughty Dog não nos decepcionou! Os ambientes são muito bem construídos, reforçando ainda mais a tensão que o game propõe a passar. A iluminação foi aprimorada em relação ao jogo anterior, se tornando ainda mais realista. 

    Problemas básicos de Game Design.

    O game ficou mais difícil, mas pelos motivos errados. Pra começar, pelos veículos voadores, que além de serem muito difíceis de controlar, eles são muito lentos e sensíveis, sendo que com poucas batidas já são suficientes para eles explodirem. 

    Como o jogador tem posse de armas, os inimigos não são tão bem distribuídos como antes, porque agora eles te cercam e te atacam sem piedade. Muitas vezes você vai perder energia (que é limitada) por bobeira, porque demora um certo tempo para o jogador se acostumar com o jeito de manusear essas armas. 

    Ainda mais problemas...

    E agora os check points, que são tão escassos, que dá a impressão que eles nem existem. Você pode avançar um grande trecho da fase (que já não são fáceis), mas pode acabar morrendo por bobeira, por simples imprecisão da jogabilidade. 

    E por fim, a estrutura da cidade e as missões que são feitas na mesma. Ela é um labirinto, literalmente, porque são tantas áreas iguais que você acaba se perdendo, mesmo com o mapa. Fora isso, as missões que o jogador deve fazer dentro dela, que são muito injustas, sendo que o game oferece um tempo super limitado para o jogador realizar as mesmas, e tudo isso acaba comprometendo a sua experiência.

    Mas vale a pena jogar?

    Neste caso, é recomendável só por meio de curiosidade, até porque o jogo consegue divertir, mesmo com todos os seus problemas.  As fases, na questão de level design, elas são muito bem construídas e divertidas.  Mas em contra partida, os erros podem pesar demais na experiência do jogador.

    Jak 3, o ponto alto da série!

    E pra finalizar, vamos falar de Jak 3, que apesar de ainda seguir a vibe dark, ele corrigiu todos os problemas do jogo anterior e ainda foi além! O game foi lançado em 2004, e conseguiu com maestria fechar com chave de ouro a trilogia!

    Inovações, muitas inovações!

    O game pega todas as mudanças presentes no game anterior, mas com reformulações, e ainda acrescenta muitas novidades, como a possibilidade de usar um animal como transporte, ou andar em veículos imensamente blindados e equipados para enfrentar os perigos do deserto. Tudo isso foi muito bem executado.

    Jak foi banido de Haven city, por ter possível envolvimento com um homem chamado "Kor", acusado de ser responsável pelos problemas causados pelos "Metal Heads", inimigos do jogo anterior. Agora ele é obrigado a sobreviver em um imenso deserto, rodeado por muitos inimigos e competições entre gladiadores. 

    O  jogo é dividido em 2 áreas:

    Vilarejo no deserto: Esta é a área mais tranquila, que serve mais como transição. Nela o jogador fará missões e conversará com certos Npcs, importantes para o desenvolvimento da história. Para se locomover mais rápido, Jak pode usar um "bicho" semelhante a um mini dinossauro, sendo este muito flexível, podendo pular, correr e tudo mais.

    O  grande Deserto: Este é a maior área do game! A sua ambientação é incrível, porque ela é enorme e muito bem detalhada, contendo muitos desafios e batalhas dentro da mesma. Este servirá como palco para grande parte das missões do jogo, que na maioria das vezes envolvem combate entre os monster trucks (ou buggys super equipados, como preferir). Esta área também serve de acesso para outros locais menores, como catacumbas, templos e etc... É muito divertido explora-la usando os "carrões" que o jogo oferece, sendo esta é a parte mais memorável por muitos jogadores.

    Level design soberbo!

    O game é enorme, possuindo uma campanha com duração maior que os jogos anteriores, mas sempre procurando inovar e apresentar novidades ao jogador, assim tornando a experiência ainda mais enriquecedora. O level design é incrível, com fases e missões bastante variadas, cada uma apresentando um gimmick interessante, como por exemplo, a obrigação de tentar levar os inimigos até uma roda de hamister, assim abrindo o caminho. O jogo sempre vai lhe surpreender!

    Novas habilidades.

    Fora isso, agora o Jak possui o "Poder da Luz", que serve tanto para restaurar vida, quanto para resolver puzzles, passar por certos desafios e tudo mais. Ao ativar esse poder, Jak pode parar o tempo, congelar certos inimigos, ficar invisível e entre outros. E é muito legal, porque isso foi muito bem implementado no level design de algumas fases.

    Naughty Dog e seu grande legado!

    E assim acaba a trilogia principal, que assim como teve muitos acertos, também teve seus erros, que logo foram corrigidos. A Naughty Dog já mostrava a sua imensa criatividade, profissionalidade e capacidade ao desenvolver jogos, porque nestes ela nos apresentou muitas inovações, seja na questão gráfica ou do game design em si. Graças a tudo isso, esses games marcaram a sua geração, e ainda continuam marcando!

    Jak and Daxter Collection

    Platform: Playstation 3
    157 Players
    9 Check-ins

    45
  • luis_carlosblj Luis Carlos Bernardes
    2018-01-16 20:33:58 -0200 Thumb picture
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    Games que Levaram o Super Nintendo ao Limite! [Parte3]

    Medium 3590501 featured image

    Por fim, a parte 3!

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    Far East of Eden Zero

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    Rpg do Pc Engine que foi portado para o Super Nintendo em 1995. Este grande feito só foi possível graças ao chip SPC7110, que permitiu ao Super Nintendo descomprimir todos os incríveis gráficos e sons extras abarrotados no cartucho. Para completar, o jogo possui o sistema PLGS: Personal Life Game System, onde inserimos horas e datas reais, podendo assim participar de eventos e aproveitar descontos em determinados dias na semana e até comemoração de aniversário do personagem principal.

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    Yoshi's Island

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    Yoshi's Island é um jogo de plataforma lançado em 1995. Assim como Rendering Ranger R2, esse é outro jogo que fez sair uma fumacinha do Super Nintendo! Possui gráficos 2D impressionantes, aparentando ser um jogo de 32 bits. Seu visual infantil desenhado a mão recebeu muitos elogios e é considerado um dos jogos mais bonitos já feitos. O poder do Chip Super FX 2 deu à Nintendo o poder de mostrar visuais incríveis não vistos antes. Chefes enormes, animações lisas e ótimo Mode7. Sem falar da quantidade enorme de detalhes apresentados em tempo real que fazem os olhos brilharem de satisfação!

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    Contra III

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    Contra III é um Run and Gun lançado em 1992. É um jogo muito rápido! Algumas fases usam Mode7 e no modo cooperativo o game mostra os personagens em lugares diferentes, sempre com uma velocidade frenética!

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    F-Zero

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    F-Zero é um jogo de corrida lançado em 1991. Usa bastante Mode7 e o que mais chama atenção são suas rotações juntamente com uma velocidade assombrosa!

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    Mega Man X2 e X3

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    Mega Man X2 foi lançado em 1994 e Mega Man X3 em 1995, ambos jogos de ação e plataforma. Por meio do Chip Cx4, Mega Man X2 e X3 foram capazes de ter efeitos ótimos de transparência. Chefes enormes, cores vibrantes e a capacidade de exibir Wireframes 3D.

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    Super Castlevania IV

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    Super Castlevania IV é um jogo de ação e plataforma lançado em 1991. O jogo conseguiu usar com genialidade os efeitos de Mode7, seja em candelabros enormes ou com o cenário inteiro girando, foi usado até mesmo em um boss! Com certeza algo que exigiu pra caramba do Super Nintendo!

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    Menções Honrosas

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    Alien 3

    Art of Fighting 2

    Chrono Trigger

    Cybernator

    Gradius III

    jikkyou oshaberi parodius

    Killer Instinct

    Kirby Super Star

    Kirby's Dream Land 3

    Out of This World

    Pilotwings

    R-type 3-The Third Lightning

    Realm

    Road Runner's Death Valley Rally

    Stanley Cup

    Super Metroid

    Super R-Type

    Super Turrican

    Terranigma

    Wolfenstein 3D

    Yoshi's Safar

    Final Fantasy III

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      venomsnake · over 2 years ago · 3 pontos

      Genesis does what Nintendon't ! ( Brincadeiras a parte belo post)

      1 reply
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      vicente_gabriel · over 2 years ago · 3 pontos

      bacana o artigo, só uma duvida: o mode7 é aquele piso 3D que fica girando em jogos como o mario kart e f zero, certo?

      1 reply
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      artigos · over 2 years ago · 2 pontos

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

  • hard_waters David Waters
    2018-01-16 13:45:53 -0200 Thumb picture
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    Analisando o sistema e quesitos de jogabilidade em Mega Man X (Pt. 3)

    Medium 3590343 featured image

    Olá, este artigo tem o intuito de prosseguir novamente com os aspectos de coletáveis, sua padronização e utilidade dentro da série Mega Man X fazendo diversas comparações, assim também obviamente pincelando alguns aspectos de jogabilidade.

    Este será o ultimo artigo desta série, falando sobre os Mega Man X 32 bits ou seja, X4, X5, e X6, sobre o X8, farei uma analise a parte desses quesitos na minha critica por ele ser bem diferente, e não, não irei abordar o X7, pois não joguei e não tenho como falar sobre, além de ser infame e considerado o pior jogo de toda a franquia.

    Para começar, gostaria de dizer que a série, no meu ponto de vista pois aqui é uma questão de estudar os detalhes por mim mesmo e logo tirar as minhas conclusões ao fazer a analise, começou a decair, não me entendam mal, são bons jogos os que vou abordar aqui, mas a série foi se tornando mais fraca no meu ponto de vista e vou tentar mostrar o porque, abordando mais aspectos de jogabilidade do que nas partes anteriores, e claro, estão totalmente livres para discordar!

    Começando por Mega Man X4, pois ele possui algumas características dos jogos anteriores ainda, mas é a base de todas as mudanças da série a partir desse ponto, apesar de se manter ainda com apenas uma armadura, agora tinha apenas dois Sub Tanks, e isso foi adotado pela série a partir de então, e no lugar dos outros dois Sub Tanks surgiram o Weapon Tank (que armazena energia das armas) e o EX Tank (que faz você começar com quatro vidas em vez de duas ao entrar nas fases). A partir de agora, as fases que já possuíam um check-point no meio, são bem delimitadas, sendo dividas realmente em duas partes cada, e possuem mais check-points do que anteriormente, não sei se pra facilitar ou pra te empurrar para a frente, e esse ponto de jogabilidade foi tendo mais e mais "importância" a partir de então. Sem falar que, a partir desse ponto Zero era um personagem realmente jogável (e não daquela forma dispensável do X3), sendo que neste jogo você escolhia entre um dos dois e ia até o fim com ele.

    Mega Man X4 então se mantêm com 8 Heart Tanks, 4 "Sub Tanks" e 4 Partes de armadura, e agora, infelizmente voltam a ser "mal distribuídas" bem, como eu digo, Mega Man também envolve explorar pra achar esses itens escondidos por mais que a base seja Action Platformer e bem balanceada, sem puxar mais pra um lado que pro outro, então eu acabo esperando que em 8 fases, se existem 8 coletáveis (fora os Heart Tanks), que cada 1 esteja em uma fase, mas claro que não funciona assim (pelo menos funcionou no X2 e X3)... Então sem contar os Heart Tanks que estão bem distribuídos, fica assim:

    Split Mushroom e Slash Beats- Nenhum coletável
    Magma Dragoon, Jet Stingray, Web Spider e Storm Owl - 1 coletável
    Frost Walrus e Cyber Peacock - 2 coletáveis

    Pensando bem, ele é igual o X1 nesse quesito, o qual possuía duas fazes sem, duas com 2 e quatro com 1 coletável... Essa coisa não padronizada me incomoda, apesar de não ser nenhum erro ou nada do tipo, na verdade não altera, muito menos estraga a gameplay...

    Uma outra mudança a partir desse ponto é sobre carregar os Sub Tanks, que demora mais, mas ao pegar HP mesmo sem estar com a vida cheia os Sub Tanks são aos poucos recarregados, o que é uma vantagem e uma desvantagem ao mesmo tempo, e você não tem nenhum recurso de nível excelente como nos jogos anteriores pra carregar os Sub Tanks, o que faz deles muitas vezes dispensáveis, inclusive no chefão final. Falando nisso, uma característica nova a série X, mas que vêm da série clássica é que o boss rush está interligado com o chefão final, ou seja, se voçê perder e quiser ir pra outra fazer e não der continue no boss final,  terá que refazer o boss rush, mas como perceberam é mais amigável, pois o game over não te empurra pra trás, isso é bom? ruim? Não sei dizer, sei que funcionava na série clássica, essa coisa de perder e ganhar colher de chá não é comigo, mas essa característica boss rush e chefão final serem interligados deveria ter ficado na série clássica. Exclusivamente nesse jogo, Sigma possui 4 formas, sendo duas delas enfrentadas 'ao mesmo tempo' na ultima luta, cada uma com sua barra de vida, pensei bastante sobre isso e não vi solução diferente para tal.

    A partir do X5 surgem 3 diferenças principais, a 1° é uma segunda armadura para o X (que segue pro jogo posterior), mudando o esquema de pegar e já utilizar as partes, só podendo usar a armadura apenas quando completa (a única solução que vejo fora essa não seria usar peças misturadas, mas sim incompletas como antes), então agora X possuía uma armadura mais padrão e uma segunda com vantagens e desvantagens em relação à primeira, essa características bem diferentes, podendo alternar entre o X sem nada ou entre uma das armaduras completas, assim como Zero continuava sendo jogável e selecionável nesse meio, sim agora você poderia alternar entre um ou outro personagem no meio do jogo e não seguir com um até o final, ma o final está interligado à quem começou, sendo que se começar com o X teria de bônus por mais que danificada a armadura do X4, essa coisa de alternar entre os personagens ajuda ao coletar itens, pois cada um e cada armadura possui habilidades diferentes, é interessante, apesar de eu jogar sempre de forma mais clássica pegando tudo com apenas um personagem, e bem, o interessante é que esse jogo te dá essa possibilidade!

    A 2° são os chips de upgrade, que particularmente achei mal implementados nessa primeira tentativa, pois você teria que fazer um bom "score" na fase, e no fim após matar o Maverick escolher entre uma das duas opções que te dão, ou seja, no máximo você vai conseguir a metade de todos os chips... Estes chips servem de upgrade para os personagens, dando mais poder ou tempo de invencibilidade e por aí vai, sendo alguns exclusivos ao X, alguns ao Zero e outro que podem ser usados por ambos.

    A 3° e com um conceito muito interessante, mas que na prática vou falar meus porquês de não achar bem aplicado, é o sistema de horas para finalizar as missões, toda vez que entra numa fase uma hora é descontada, pra te dar uma sensação de urgência, então o melhor a se fazer é entrar na missão e derrotar o Maverick para conseguira a peça que o QG te pediu sem sair dela. Bem, desde a série clássica no Mega Man 4 era possível voltar nas fases para conseguir seus coletáveis, não é o foco exploração, mas é válido para conseguir os itens secretos, e isso foi daí por diante, e aumentou o potencial disso na série X, e vem o X5 te freia, pois se sair de uma fase pra pegar algo em outra sem derrotar o Maverick vai perder uma hora a toa até chegar no final ruim, e se no X4 os check-points já ia te empurrando pra frente, no X5 isso é praticamente a base do jogo, por isso falei ser "essencial", se der game over e vc pode dar continue que vai continuar do ultimo check-point, pois se não seria como perder outra hora, deixou pra trás uma parte que tinha um item e quer voltar? Se mata rápido pra voltar antes, ou torra mais uma hora...  Muito da essência real da séria X, ou melhor, a liberdade de experimentar uma fase e depois outra e depois outra para ver em qual se dá melhor que vem desde o primeiro Mega Man se perde nesse jogo. Parece que a Eurasia é a única urgência, que Vile e Sigma destruindo Abel City não foi, que reconstruir Zero e parar os X-Hunters não foi, que parar Doppler antes que infectasse mais reploids não foi, que parar a Repliforce não foi, sabem, dava pra ter sido usado como artifício de roteiro como sempre. Se você não se importar com final verdadeiro nem nada do tipo e for jogar ele alternando entre as fases como se as horas não existissem, o jogo fica muuuito mais gostoso de se jogar (apesar de ainda achar os check-points um problema).

    Falando de padronização, há uma peça de armadura em cada fase, e um "Sub Tank" dos 4 em uma fase diferente. Pelo menos com o sistema de fases é bem feito isso, você precisa fazer 4 primeiro pra conseguir montar uma arma pro QG e seguir a história, nessas 4 estão uma armadura, aí com essa consegue pegar nas outras 4 a outra armadura, e também outra arma pros Maverick Hunters.

    Por fim chegamos ao X6 (o qual já escrevi uma critica), bem divido entre os fãs como odiado ou adorado, que tem seus problemas de level design que alguns não enxergam, alguns ressaltam e alguns dizem não existir. O esquema de armaduras é igual ao X5, sem tirar nem por, assim como a disposição de itens pelas fases, porem, felizmente o sistema de horas foi abolido, mas o esquema de check-points ficou igual com era, te empurrando pra frente. Os chips de upgrade continuam lá sendo utilizados da mesma forma em tudo, mas a forma de consegui-los mudou, agora sendo coletados salvando reploids que estão em perigo pelas fases, mas nem tudo sã flores, para cada reploid há um vírus que se infectá-lo é perdido pra sempre, não podendo mais resgatar o reploid avançando no jogo por mais que se volte no inicio da fase, o que é bem frustrante, mas de qualquer forma melhor implementado que no X5, além de que, estes mesmos reploids podem te dar Heart Tanks, o que ajuda bastante.

    Bem, no fim das contas há uma evolução em certos aspectos por novas implementações, mas nem todas são uma evolução, compreendem? Muitas coisas acabam sendo em conceito mais interessantes do que na prática, bem mas pelo menos em enredo X4 e X5 evoluíram bastante e foram bem competentes, apesar do X6 vir depois cheio de furos...

    Bem, é isso! Espero que tenham gostado dessa trilogia de artigos que escrevi sobre o sistema da série X, se faltou algo e queiram comentar sobre ou mesmo dar suas opiniões e criticas os comentários estão à sua disposição!

    Quem sabe, se vocês quiserem, não possa vir um sobre a série Zero e posteriormente ZX?

    Obrigado a todos que leram :)

    Mega Man X4

    Platform: Playstation
    6002 Players
    120 Check-ins

    48
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      andrexdl23 · over 2 years ago · 3 pontos

      Muito bom, cara!!!!

      Curto demais postagens do tipo, onde exploram a filosofia de Game Design de cada jogo da franquia (jogabilidade e colecionáveis, no seu caso).

      Infelizmente , ainda não joguei o X4 e X5 a ponto de opinar. Mas o X6, realmente deu pra perceber uma queda enorme de qualidade. É uma pena, mas felizmente o X8 corrigiu esse "erro".

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      artigos · over 2 years ago · 3 pontos

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

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      vianna · over 2 years ago · 2 pontos

      Caraca, muito legal seu post, parabéns!

      1 reply
  • filipessoa lipherus
    2018-01-14 07:27:38 -0200 Thumb picture
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    Nove jogos que poderiam ser episódios da série "Black Mirror"

    Medium 3584586 featured image

    Olá Alvanistos & Alvanistas!

    Trago hoje para vocês meu novo primeiro artigo aqui na rede e, depois de tanto pensar em algum tema que nunca vi ser tratado por aqui, resolvi escrever sobre algo que envolvesse jogos e Black Mirror, esta série maravilhosa que, inclusive, já fez sátiras criativas com o mundo dos videogames nos episódios Playtest (terceira temporada) e USS Callister (quarta temporada). Mas não vou abordar necessariamente os episódios da série. Apenas mantenha ela na sua mente.

    Eu acompanho a série Black Mirror desde antes do lançamento da terceira temporada, antes mesmo da Netflix comprá-la do Channel 4 (a emissora britânica onde ela teve origem). Para os que ainda não a conhecem, deixe-me explicá-la o mais resumidamente possível. Adotando um formato antológico onde cada episódio apresenta uma história diferente eu nunca tinha visto uma série nesse formato, Black Mirror mostra a relação entre o ser humano e a tecnologia a sua volta de um jeito bastante interessante mesclando o distópico com o sombrio. Por mais que pareça, o "vilão" de Black Mirror nunca é a tecnologia em si, mas os próprios seres humanos e a maneira como fazem uso dela, grande parte das vezes de forma egoísta. 

    Mas por que diabos estou escrevendo sobre esta série em uma rede social de videogames? Por que depois que a conheci, fiquei pensando em quantos jogos já conheci e/ou joguei que se enquadravam no tema proposto pela série, aposto até que você, leitor, já deve ter conhecido ou jogado ao menos um jogo que era bem "selo Black Mirror". Por isso, após pesquisar bastante e pedir umas dicas externas (agradecimentos ao @gus_sander e sua memória infalível), reuni nove jogos que poderiam facilmente começar com uma tela negra sinistra rachando e revelando o nome Black Mirror. Sem mais delongas, vamos pra lista! 

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    #Ep1 - "I Have No Mouth, and I Must Scream"

    Esse point-and-click lançado em 1995 traz um enredo que se encaixa de maneira assustadora com a premissa da série, aliás, eu desejo muito que tenha um episódio inspirado nesse jogo. Baseado em um conto de mesmo nome, I Have No Mouth, and I Must Scream acontece em um mundo onde um computador maligno, conhecido como AM, exterminou toda a raça humana com exceção de cinco pessoas - quatro homens e uma mulher. O intuito do computador é trazê-los até o centro da Terra e torturá-los de maneiras bizarras. Confesso que esse jogo foi uma surpresa pra mim pois nem sabia que ele existia até dar umas pesquisadas por aí, e,  por mais estranho e assustador que aparenta ser, ele parece tratar de algumas questões filosóficas relacionadas ao ser humano e a máquina doente. O jogo possui sete finais e sinto que seria cruel o suficiente para iniciar uma temporada de Black Mirror com o pé direito.

    #Ep2 - "To The Moon"

    Pra dar uma acalmada depois da tensão do episódio passado, To The Moon seria ideal pra dar uma ideia até positiva a respeito de tecnologias avançadas e mergulharia na questão das memórias do consciente humano. Falando brevemente do jogo, a história segue dois empregados que trabalham em uma empresa especializada em criar memórias artificiais e, dessa forma, fazer de um sonho impossível algo "real" para pessoas que estão perto da morte. Essa tecnologia só é utilizada em pessoas no leito de morte pois as memórias podem entrar em conflito com as memórias verdadeiras do paciente. O jogo inteiro é a jornada dos dois protagonistas dentro das memórias de um único paciente e fez tanto sucesso que ganhou até uma sequência intitulada Finding Paradise.  

    #Ep3 - "Black the Fall"

    Depois de passar décadas sofrendo, você, um operador de máquinas em um rigoroso regime comunista opressor, resolve fugir disso tudo com a ajuda de um robozinho que foi abandonado. Black the Fall é um jogo de puzzle semelhante a títulos como Limbo e Inside, porém com uma pegada mais tecnológica. Os inimigos do jogo são as máquinas e você pode passar das fases no tiro ou no stealth (alá Dishonored). Seria um episódio com uma narrativa intensa e, diferente dos anteriores, focado mais na ação.  

    #Ep4 - "Replica"

    Provavelmente o jogo mais próximo da realidade do nosso mundo, Replica é bastante similar a Papers, Please, porém, ao invés de passaportes temos apenas um celular. No jogo, você está com um celular de um desconhecido e deve, sob ordens do governo, procurar por evidências de terrorismo hackeando a conta do dono do celular. Com isso você vai conseguindo acesso a galeria de fotos, contatos e até as redes sociais do sujeito. Com o passar do tempo, você vai recebendo algumas respostas de quem é exatamente o dono do celular, o que ele faz e como de fato funciona o governo qual você obedece. Em Replica existe um dilema de privacidade e até aonde vai sua obediência à esse governo. O jogo tem doze finais e vale a pena dar uma conferida também pela sua criatividade, digo, o jogo inteiro acontece na tela de um celular e ainda consegue manter uma narrativa. 

    #Ep5 - "Portal"

    Haha! Olhe ele aqui! Os que me conhecem sabem o quanto eu sou fascinado pela franquia Portal, mas será mesmo que ele poderia render um episódio de Black Mirror? Eu penso que sim, e um dos mais geniais rs  O jogo acontece em uma instalação científica abandonada que é controlada por uma inteligência artificial chamada GLaDOS. Você acorda nesta locação sem quaisquer informações de onde está ou o que aconteceu e começa a realizar série de testes guiados pela GLaDOS envolvendo uma arma capaz de criar portais. Este premiado jogo de puzzle não possui só uma jogabilidade fantástica como também uma narrativa muito interessante. A situação em Portal é uma história de fuga meio sombria e ao mesmo tempo bem humorada com o bizarro senso de humor da GLaDOS. Se fosse um episódio, não tenho dúvidas que Portal seria o meu favorito.  Curiosidade: Portal foi realmente uma das inspirações de Charlie Brooker para a criação de Black Mirror.  

    #Ep6 - "Orwell: Keeping an Eye On You"

    Similar a premissa do quarto item, Orwell também trata de investigação e invasão de privacidade, só que de uma maneira mais extensa. O jogo acontece em um futuro alternativo em um país chamado Nação, ele é regido por um governo autoritário que, por lei, pode espiar a vida dos seus cidadãos em nome da segurança nacional. O complexo sistema de vigilância, Orwell, é o responsável por realizar essa tarefa. Após um atentado terrorista em abril de 2017 assolar o país, você, um investigador do Orwell, deve encontrar o(s) responsável(eis) do ato. O jogo é dividido em cinco episódios com uma narrativa dita instigante que vai crescendo na medida que a história progride. Muito Black Mirror.  

    #Ep7 - "Remember Me"

    Remember Me quase faliu a Dontnod Entertainment, mas a premissa dele também é digna de um episódio de Black Mirror. Este episódio seria um retorno ao tema de memórias vistas no item 2, porém com a adição de uma busca por identidade. O jogo se passa no ano de 2084 em uma versão distópica da cidade de Paris intitulada Neo-Paris. Neste futuro, caracterizado por protestos e vigilância em massa (item 6 é você?), existe uma multinacional chamada Memorize, ela criou implantes cerebrais, nomeados de SENSEN, que permitem que 99% da população compartilhem suas memórias na internet e possam até apagar momentos tristes ou infelizes de suas vidas. Em outras palavras: suas memórias podem ser personalizadas a bel-prazer. Você joga na pele de Nilin, uma caçadora de memórias que trabalha para os Errorists, um pequeno grupo de ativistas que é contra esses implantes cerebrais. A trama começa depois que a Nilin descobre que teve sua memória apagada, ela deve descobrir por que isso aconteceu e como recuperá-las.  Uma curiosa história repleta de ação e manipulação de memórias alheias. 

    #Ep8 - ">OBSERVER_"

    Algo que achei curioso foi que o jogo >OBSERVER_ aborda exatamente o tema do item anterior e também se passa no ano de 2084. Será que eu acabei de descobrir que tudo isso está acontecendo no mesmo universo? Fica a teoria. O jogo acontece em uma Polônia distópica assolada por uma praga digital que assolou o país e fez o consumo de drogas aumentarem exponencialmente. Você é Daniel Lazarski, um detetive neural de elite conhecido como "O Observador" que faz parte de uma unidade policial financiada por uma grande corporação. Sua função é hackear e invadir a mente de suspeitos ao mesmo tempo em que revive seus próprios medos. Certo dia você recebe uma mensagem misteriosa de seu filho que está sumido há muito tempo, e resolve investigar toda essa história. >OBSERVER_ me parece uma história criminal perfeita para os moldes de Black Mirror.

    #Ep9 - "SOMA"

    Seria impossível não encerrar uma temporada sem SOMA! Esse jogo de terror dos mesmos criadores de Amnesia: The Dark Descent, tem uma pegada sinistra voltada para a consciência humana dentro de máquinas. SOMA é um jogo com uma narrativa e premissa tão interessante, que não é muito bom você pesquisar a fundo a respeito do que ele se trata exatamente. É aquele típico jogo que é melhor jogar e descobrir na marra como funciona do que explicar. O máximo que é seguro revelar é que envolve pessoas dentro de máquinas, robôs assassinos e uma inteligência artificial misteriosa. O jogo é um prato cheio que traz o melhor de quase todos os temas vistos nos itens anteriores e, se realmente fosse um episódio de Black Mirror, poderia facilmente finalizar uma temporada com chave de ouro.    

    ----

    E é isso. Não posso garantir que todos esses jogos seriam ótimos ou péssimos episódios de Black Mirror; então deixo isso para a imaginação de vocês. Desculpem se acabei falando mais dos que eu já conhecia, joguei e/ou já assisti gameplays. Por esta ser minha opinião, com certeza haverão aqueles que não concordarão com algum jogo que listei aqui, ou mesmo tem dicas de jogos que se enquadrariam melhor no tema distópico da série, então só quero dizer que respeito a opinião de todos vocês e, por favor, se conhecem ou jogaram algum jogo que poderia ser um episódio de Black Mirror, comentem!

    See ya!

    Black Mirror

    Platform: Playstation 4
    16 Players
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      darlanfagundes · over 2 years ago · 3 pontos

      Perfeito esse artigo cara!Adorei o jeito que você uniu as duas mídias e não conhecia 6 jogos dessa lista sua! Vou jogar o mais rápido possível... zerei Orwell recentemente mas terei que rejogá-lo por conta das conquistas e escolhas que fiz e me arrependo...rsrsrs!

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      sergiotecnico · over 2 years ago · 3 pontos

      Stories Untold!

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      artigos · over 2 years ago · 3 pontos

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

  • venomsnake Ericles Oliveira
    2018-01-12 12:22:07 -0200 Thumb picture
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    Halo Combat Evolved - Um FPS de quando FPS era levado a serio

    Medium 3588767 featured image

    Confesso que mesmo em anos sendo dono de um belíssimo Xbox 360, demorei a acreditar que os jogos da franquia mais querida da Microsoft fossem tudo o que falavam sobre, talvez o que tenha me levado a crer que Halo seria mais um First Person Shooter entre outras centenas, felizmente, minha ignorância para com a franquia foi sumindo a medida que fui jogando e explorando esse universo, hoje trarei um texto um pouco diferente do que eu costumo fazer no meu perfil, que é repleto de check ins, algumas criticas e etc.

    Primeiramente deixo claro que a postagem é sobre Halo Combat Evolved em especifico,mas possivelmente irei mencionar outros jogos da franquia.

    Combat Evolved

    Ao se deparar pela primeira vez com Masterchief a primeira impressão que se passa é... quem é Masterchief, quem são esses humanos, e somos questionados com muitos "Por que" dentro do jogo e no universo criado para o jogo.

    E é nesses questionamentos que somos puxados no tapete, pois a franquia halo e Combat Evolved em si fogem totalmente do que se é esperado em um FPS, Halo possui uma historia rica e repleta de pequenos detalhes, detalhes tais complexos, que envolvem politica ( MUITA) religiões, historias de raças alienígenas, hierarquias, e todo o tipo de coisa que se pode esperar e um pouco a mais de uma obra prima de ficção.

    Para não escrever muito e tentar explicar algo que não pode ser explicado em um simples texto postarei um vídeo contendo TUDO sobre o enredo da franquia ( que apesar de não ser bem detalhado, traz no geral ótimas informações sobre a franquia)

    Mas o que faz em especial Combat Evolved tão marcante ?

    Deixando um pouco de lado o enredo da franquia ( que suponhamos que você tenha visto no vídeo, se não viu, veja, é importante para entender a grandiosidade do titulo). Halo Evolved é um titulo atemporal quando se olhamos detalhes da jogabilidade também e não apenas seu enredo MONSTRUOSO.

    Dificuldade, Inteligencia Artificial, Sensação de Guerra

    Logo na segunda fase do jogo somos chutados, a inteligencia artificial do jogo é simplesmente acima do seu próprio tempo, sendo relevante até hoje como uma das melhores IA de jogos de guerra já feitos!

    Os inimigos do jogo possuem inteligencia, agem de formas diferentes, e se movimentam em algumas situações até mesmo melhores que o jogador, é simplesmente desafiador, assustador e memorável jogar e perceber que os inimigos possuem a capacidade de montar estrategias contra você da mesma forma que você pode fazer o mesmo com eles.

    Temos inimigos mais fracos como os Grunts, que são uma das coisas mais legais e icônicas do jogo, os Grunts são os inimigos mais simples do jogo, mas não se assuste, pois apesar de serem simples e fracos, eles podem te matar jogando uma granada na sua testa, te matar em grupos ( o que geralmente fazem). É possível também ver que a inteligencia artificial do jogo é primorosa quando vemos Grunts correndo de medo ! Sim eles tem medo do jogador, e você provavelmente nunca viu algo parecido !

    Temos inimigos mais resistentes como os Elites, que possuem escudos, armas letais, se movimentam extremamente rápido, atacam em corpo a corpo, possuem camuflagem, o que torna a dinâmica do jogo unica. Entre outros inimigos com ações únicas e surpreendentes!


    É fácil dizer que Halo trouxe pra uma campanha Offline, a sensação de uma partida online, pois apesar de se tratar da campanha do jogo, a dificuldade e a Inteligencia Artificial se parecem tanto com humanos jogando que as vezes acreditamos que realmente estamos jogando contra outras pessoas... na campanha, o que cria uma das melhores sensações que um jogo de guerra pode passar, a sensação de estar em um campo de batalha de verdade, se sentir ameaçado, fragilizado, e potencialmente em risco.

    Em outras palavras, Halo Combat Evolved é pé na porta e soco na cara!

    O diabo está nos detalhes
    Assim como no enredo, detalhes estão presentes no jogo o que aumentam drasticamente a imersão, uma arma com pouca bala por exemplo, pode falhar ao atirar, o que te assusta e te deixa em estado de desespero... vale lembrar que armas reais travam, e se por acaso ela travar, a sensação de desespero vai ser a mesma. Inimigos como os grunt já citados podem te surpreender em grupos, jogar granadas em pontos estratégicos para te matar, podem correr de você de medo ( o que é cabível em uma guerra), inimigos como os Elite ao ver que estão morrendo podem correr pra cima de você pra te matar no soco... pode parecer bobice, mas a primeira vez que isso ocorre... você vai sentir um medinho... inimigos que perdem seus escudos tendem a correr por sua vida. Alem de detalhes de jogabilidade que tornam a experiencia muito melhor temos também a fidelidade para com a exatidão em detalhes científicos, a gravidade em um Halo ( se você viu o vídeo de enredo, vai saber o que é um Halo) é diferente, logo você pode pular mais alto, armas de "feixe de luz" são mais rápidas do que armas de capsulas como rifles de assalto, o salto, a velocidade de locomoção e a direção de veículos é afetado pela gravidade dos Halo´s, detalhes sobre o Halo em si são dados como a possibilidade de se ter vida nessas instalações, variações climáticas, modos de segurança da instalação, a gravidade e suas funções enquanto ARMA.


    Trilha Sonora, uso do silencio e composições épicas!

    Assim como todo e qualquer jogo atual, Halo conta com uma trilha sonora, e ela transmite exatamente o que o jogo se propõe, algo grandioso, uma aventura imensa e inesquecível.

    Dentro do jogo temos um artificio interessante, o silencio, boa parte do jogo passamos por cenários em silencio, e quando o jogo finalmente coloca um som de fundo, temos em mente que algo muito bom vai acontecer, ou algo muito ruim. Mas sabemos que algo tão épico como a trilha vai acontecer.

    Aproveitando que o ultimo tópico a ser citado é sobre a musica, fiquem com essa versão do tema de Halo feito por esse guitarrista nada cultuado... Steve Vai ( O video é um cover de uma versão do Steve, a original pode ser encontrada no youtube)

    É claro que esse texto não poderia trazer para vocês toda a grandiosidade de Halo, mas foi o que tentei trazer aqui para vocês nesse texto, não espero que tenha conseguido o feito,mas pelo menos tenha trazido um pouco da grandiosidade do jogo e do restante da franquia =D

    Halo: Combat Evolved

    Platform: XBOX
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      juninhowii360 · over 2 years ago · 4 pontos

      Nunca gostei de Halo no 360, tinha jogado o 4 e depois o 3 tudo fora de ordem e achei o jogo bem bosta. Foi só no ONE com a Master Chief Collection q eu pude jogar em sequência do primeiro ao quarto e me tornei fã. Inclusive achei o 3 (q antes eu não tinha gostado) o melhor na história. Num tem jeito, é um jogo q tu tem q jogar em ordem pra entender tudo o q tá acontecendo e se envolver com a história se não se torna um jogo raso apenas de matar aliens...

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      caco02 · over 2 years ago · 2 pontos

      Ótimo FPS, sinto muita falta de jogar ele.

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      rafaelssn · over 2 years ago · 2 pontos

      É uma franquia que tenho muita curiosidade em conhecer, assisti a saga do Zangado e nela fiquei sabendo o quão grandiosa a franquia é historicamente, com certeza merece ser o carro-chefe da Microsoft.

  • 2018-01-12 10:03:43 -0200 Thumb picture
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    Arcade Awards de 1981

    Medium 3588720 featured image

    Na mesma revista, a de nº1 de 1981, a Electronic Games nomeou os melhores jogos de 1979 e 1980. Vamos a mais uma premiação.

    -----------------------------Jogo do ano---------------------------------------------
    SuperMan [Atari VCS]:
       O famoso herói da TV e quadrinhos faz a sua estreia nos games com um jogo inovador de exploração e aventura, com múltiplas telas, gráficos bem feitos e muita ação.

    -----------------------------Melhor jogo de tiro ao alvo--------------------------
    Armor Battle [Intellivision]:
       O novo videogame da Mattel traz um inovador e bonito jogo de combate usando tanque. Temos que eliminar o oponente da zona de guerra antes que ele faça isso a você.

    -----------------------------Melhor variante de Pong-----------------------------
    Volleyball! [Odyssey²]:
       Um jogo de vôlei já visto anteriormente, porém, os gráficos do Odyssey² faz parecer tudo muito mais realista, principalmente pela quantidade de jogadores ao mesmo tempo na tela.

    -----------------------------Melhor jogo de ficção científica---------------------
    Space Battle [Intellivision]:
       Estamos no espaço sideral e nosso objetivo é destruir as diversas naves inimigas dispersas por várias partes da área. O jogo combina estratégia com ação e é bem ambicioso para a plataforma.

    -----------------------------Melhor efeito audiovisual---------------------------
    Fishing Derby [Atari VCS]:
       O que um jogo de pescaria pode oferecer para o jogador de videogame? Beleza. Sim, o jogo possui uma animação muito realista. Mas o game também é muito divertido, principalmente quando estamos disputando contra um colega.

    -----------------------------Melhor jogo para 1 jogador--------------------------
    Skiing [Atari VCS]:
       E o lindíssimo e divertido jogo de esqui leva o prêmio de melhor experiência solitária, pois o game traz uma imersão fantástica graças as suas cores e animações. É muito bom se desafiar a descer o morro o mais rápido possível.

    -----------------------------Melhor jogo de esporte------------------------------
    NASL Soccer [Intellivision]:
       O Intellivision mostra neste jogo o que ele realmente é capaz. Aqui temos uma partida de futebol inacreditável, com vários jogadores presente no campo e com isso temos um jogo muito realista e gostoso de se jogar.

    -----------------------------Jogo mais inovador-----------------------------------
    Adventure [Atari VCS]:
       Evidente que o jogo mais incrível é o Adventure da Atari, pois o game traz uma nova mecânica de jogabilidade. Uma incrível aventura em labirintos, onde devemos enfrentar dragões, morcegos e pegar os mais diversos itens para prosseguir na jornada do herói.

    -----------------------------Melhor jogo para Arcade----------------------------
    Asteroids
       E por fim, o jogo que leva o prêmio de melhor Arcade é o Asteroids da Atari. Um game que a primeira vista pode parecer simples, mas na verdade é um game viciante, desafiador e empolgante, onde temos que destruir o máximo de meteoros possíveis.

    @andre_andricopoulos, @filipessoa, @cleitongonzaga, @jack234, @old_gamer, @ziul92, @mardones, @porlock, @darlanfagundes, @velhoretrogamer, @jokenpo, @darth_gama, @armkng [Quem quiser ser marcados nas próximas postagens, é só botar nos comentários]

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  • 2018-01-11 22:27:00 -0200 Thumb picture
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    Nossa culpa em uma comunidade tóxica

    Medium 3588554 featured image

    Eu queria abordar esse assunto já faz tempo, mas sempre ficava com preguiça. Hoje, após ler este artigo, finalmente resolvi escrever.
    O artigo citado é interessante, mas não é nada que vocês provavelmente já não tenham lido em outro lugar. Ele relata a experiência da autora com Overwatch e sobre como ela sempre evitou jogos online por não querer lidar com gente tóxica e comportamentos degradantes sempre presentes nessas comunidades. Muita gente aqui na Alva também evita jogos online por isso, mas este artigo não é para eles, este artigo é parar todos aqueles que se aventuram justamente por essas comunidades tóxicas, que damos a cara à tapa e temos que aguentar ler inúmeras coisas que dariam cadeia se fossem ditas publicamente.
    Porém, este artigo também não vai ser o já manjado discurso de "precisamos nos respeitar mais, isso é só um jogo whiskas sache" não. Este artigo tem como objetivo fazer refletir em que ponto NÓS, que não somos jogadores tóxicos, também acabamos contribuindo para a toxicidade da comunidade. Já pararam pra pensar que talvez nós também sejamos parte do problema mesmo respeitando os outros jogadores e levando o jogo na esportiva? 

    *Inicia flashback*

    Em meados de 2008, quando passei a me aventurar por Ragnarok Online, passei a interagir com uma comunidade online pela primeira vez (e nunca parei, desde então). Entre várias boas e más lembranças que meus 3 anos em Ragnarok me trazem, algumas das mais marcantes envolvem justamente brigas no jogo e no fórum do servidor, e eu admito que eu brigava MUITO nessa época. Provocava e perseguia muita gente, só não xingava porque isso podia ser reportado no fórum e dava banimento, então eu fazia meu bullying no limite do possível.
    Lendo isso vocês podem pensar que eu estou contando sobre meu passado como jogador tóxico e que hoje eu sou diferente né? Mais ou menos... 

    A real é que quando eu comecei no jogo (um servidor onde o PvP era ligado em qualquer mapa fora das cidades), muita gente me matou gratuitamente enquanto eu era level baixo e só estava upando, jogando sem incomodar ninguém. Me mataram simplesmente porque podiam, porque o jogo permitia, e se tem uma coisa que eu era muito naquela época, era rancoroso. Eu memorizei os nicks de quase todo mundo que me incomodava no jogo enquanto eu jogava pacificamente, e quando finalmente estava bem equipado e com minha guild cheia de amigos, eu passei a perseguir essas mesmas pessoas e fiz o jogo ser um inferno pra elas. Muitos sequer se lembravam de mim e não entendiam por que eram perseguidos, mas não importava: eu lembrava e eu estava ali dando o troco, e dei o troco durante 3 anos. 

    Eu e meus amigos, uma das principais guilds do servidor, quando sabíamos que alguém "da lista negra" estava perambulando por aí e não tínhamos nada melhor pra fazer, íamos lá descarregar uma doce vingança. Muita gente nos detestava com força por causa disso, mas não importava. A regra de ouro de um MMORPG com PvP liberado é: bate quem pode, chora quem quer. E quando chegou nossa vez de poder, batemos até ficarmos com as mãos calejadas. 

    *Fim do flashback*

    Saindo do Ragnarok, meu próximo MMORPG foi o World of Warcraft, e lá fui eu encarar novamente a jornada de ser newbie e aprender um jogo novo. 
    Aqui eu não vou contar um flashback, mas o que WoW me ensinou é que quando você atrapalha o seu time, mesmo sem intenção, você também está colaborando para a toxicidade da comunidade. Não importam suas intenções, importa o que suas ações acarretam. Isso é algo que pude perceber justamente por ter sido um jogador tóxico por tanto tempo.
    Se sua pizza pode chegar a qualquer momento, você NÃO entra no PvP em time. Se você não conhece as mecânicas da Raid, você faz o modo easy (LFR) para aprender, você NÃO entra num grupo procurando gente para o modo heróico. As pessoas não tem que ter paciência com você por não saber o jogo quando você escolhe estar no lugar errado e na hora errada. 

    Obviamente isso não justifica as injúrias que estamos acostumados a ver nos multiplayers por aí. Não justifica racismo, não justifica sexismo, não justifica homofobia, não justifica falar dos seus pais. Você deve sim reportar esse tipo de comportamento. Mas depois pare e reflita se algum comportamento seu também colaborou praquela situação.

    Agora que isso foi dito, chegamos na questão principal: Overwatch (mas também serve para League of Legends e qualquer outro jogo competitivo em time). 
    Há um tempo atrás saiu uma notícia de que a Blizzard baniu um jogador que estava entre o top 500 melhores Torjborns do mundo. Torbjorn é esse anão sueco feio aqui embaixo.

    O banimento foi de apenas 24 horas, mas repercutiu pesado pelo fato de que o cara foi banido por só jogar com um personagem o tempo inteiro, não importando a situação. Aqui a screenshot do que o GM respondeu a ele.
    Muita gente concordou e muita gente achou um absurdo. O que vocês acham? O discurso que a galera mais gosta de soltar pra justificar isso é "eu paguei o jogo, eu jogo com quem eu quiser". Pra vocês, este é um comportamento tóxico? Ou só seria se ele tivesse xingado outros jogadores? Vocês jogam com quem vocês querem ou jogam com o que o time precisa?

    Quando eu vejo esses artigos sobre comunidade tóxica, quase sempre eles vem com o mesmo discurso de "tem gente que só quer se divertir, nem todo mundo é um try hard que quer ser o melhor", inclusive no que foi citado no começo deste post. Mas perder de propósito é divertido pra quem? Porque quando você se recusa a colaborar com o time, quando você entra pra jogar sabendo que sua internet está caindo, quando você entra numa partida sabendo que daqui a qualquer momento você precisa sair do console/PC, é justamente isso que você está fazendo: perdendo de propósito. E isso também é comportamento tóxico sim, digo isso com a propriedade de quem passou 3 anos se divertindo em incomodar outros jogadores (ainda que, pra mim, meus motivos fossem justos).

    Eis aqui uma lista com alguns comportamentos tóxicos que não envolvem xingar outros jogadores:
    - abandonar partida no meio 
    - entrar em jogo sabendo que a conexão está instável
    - ir para modo competitivo assim que pegar o nível mínimo
    - entrar em grupo de jogadores avançados quando você é inexperiente
    - experimentar builds/equipamentos novos em raid ou partida rankeada
    - instalock 
    - ficar AFK
    - pegar drops que não te servem quando outros jogadores precisam
    - colocar música no chat de áudio de um jogo
    - atrair monstros fortes para área de jogadores de nível baixo
    - emprestar conta para alguém de nível de habilidade diferente
    - spam de frases, emotes ou texto
    - teabag
    - não colaborar com o time
    - perder de propósito para descer seu ranking (youtuber adora fazer essa)
    - tirar outros jogadores da partida de propósito (acontece muito em corrida)

    Eventualmente todo mundo faz algumas dessas coisas. Ter um comportamento tóxico de vez em quando não te faz necessariamente um jogador tóxico, mas colabora para piorar a comunidade (as vezes até mais do que os que xingam).
    Todos precisamos colaborar se quisermos as comunidades de nossos jogos saudáveis, de todas as formas que pudermos :).

    OverWatch

    Platform: PC
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      marcusmatheus · over 2 years ago · 7 pontos

      Por isso não quero saber de pessoas em nenhum jogo!

      É regra pra jogar em grupo.
      É regra pra escolher personagem.
      É regra pra pedir uma pizza enquanto estiver jogando.
      É regra pra tudo, e cada um tem a sua própria (vide muitos comentário da galera ai , com suas próprias regras, indo do "discordo totalmente" à "concordo totalmente).

      Quando não tem jeito MESMO de evitar contato com outras pessoas, entro SEMPRE em servidores PVE. Na minha experiência com MMOs, desde 2005, notei o quanto o pessoal do PVE é mais unido.

      Se o jogo tiver um servidor de Roleplay então, ai ferrou; entro sem pensar duas vezes.

      Ironicamente, que a justiça seja feita: Justamente os jogos que menos gosto de jogar online (jogos de luta - tipo Mortal Kombat) são exatamente os que você menos tem tempo de ver esse tipo de coisa; já que o seu contato com outro jogador é muito rápido e você tem a opção de deixar o chat desligado. Não precisa de comunicação para jogar, nem de colaboração, nem de regras pra comer pizza. ^_^

      Esses venenos ai são típicos de MOBAS, MMOs e FPSs.

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      luis_carlosblj · over 2 years ago · 6 pontos

      Cara, eu lembro de um cara no Perfect World que me dava Hit Kill, nunca o havia derrotado, sendo que eu era uma classe mágica e ele uma física que era perfeita para derrotar a minha, o tempo passou. Eu fiquei muito forte, meu personagem era de cura e eu era frequentemente chamado para as dungeons. Um dia aconteceu de a gente estar em uma mesma guilda e depois de uma guerra territorial bem sucedida, ficamos nós dois em uma cidade, só que o líder da guilda estava lá também.

      Ele para se mostrar veio duelar comigo, só que eu já havia me preparado de todo jeito pra aguentar a classe dele, me especializei para duelos. Ele não ganhou uma sequer, ele ficou desesperado, perguntando o que eu tava fazendo, que antigamente ele me derrotava em um só golpe e etc. Depois de umas trinta lutas, eu fiquei dizendo que ia dormir e ele ficou falando "não! Vamos mais uma! Tá com medo?" E eu fui ganhando dele sem dó nem piedade. Depois de umas cinquenta lutas vitoriosas, fui finalmente dormir, foi uma sensação incrível rsrs

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      ikke · over 2 years ago · 3 pontos

      kkkkkkk, muito bom o que você fazia no Ragnarok, adoraria ver a cara dos desgraçados kkkkkkkkkkkkkk

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  • bellaalves Bella Alves
    2018-01-11 16:47:30 -0200 Thumb picture
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    Star Wars Battlefront II e o Universo Expandido

    Medium 3588322 featured image

    Em 2012, quando a Disney comprou a LucasFilm, muitos fãs foram surpreendidos não apenas com o anúncio de uma nova trilogia de Star Wars, mas também com o comunicado de que o universo expandido sofreria um reboot. Esqueçam tudo o que havia sido criado até 2012, estes agora recebendo o selo Legends. Star Wars, então, se renovou. Ninguém mais sabia o que esperar para preencher lacunas que há muito já haviam sido preenchidas. Com o novo filme a caminho, pouco se revelava sobre os eventos que antecederam o mesmo. Então O Despertar da Força veio e com ele dezenas de perguntas. Era um abismo de 30 anos entre O Retorno de Jedi e a nova trilogia e trazer essas respostas acabou se tornando a missão do novo Universo Expandido.

    Abrangendo as mais diversas mídias como séries animadas, livros, HQs e games, podemos definir o UE em uma única palavra: rico. E é devido a toda essa riqueza que por diversas vezes é comum ficarmos perdidos na linha do tempo da saga. Com o lançamento do game Battlefront II, novos eventos são adicionados ao novo cânone e sua história, considerada por alguns jogadores como rasa, se torna muito mais rica quando associada ao que já existe no UE. O objetivo desse artigo é  apresentar alguns acontecimentos desse período de uma maneira que não atrapalhe a experiência daqueles que irão jogar, mas querem conhecer um pouco do plano de fundo da galáxia, tanto daqueles que já finalizaram a campanha e desejam se aprofundar um pouco mais.

    Cronologicamente falando Battlefront II tem seu início durante os momentos finais do Episódio VI - O Retorno de Jedi, já explicando pequenos detalhes sobre a Batalha de Endor e o ataque surpresa à Aliança Rebelde, a qual acreditava que a segunda Estrela da Morte não estava operacional. Acompanhamos a protagonista do game, Iden Versio, vivenciando ao lado do Inferno Squad os eventos finais do filme. É a partir daí que surge uma conexão com a minissérie dividida em 4 HQs intitulada Império Despedaçado.

    Lendo a HQ antes de dar início a campanha principal ajudará os jogadores a terem uma pequena noção de como a galáxia se encontra após a morte do Imperador e ainda compreenderem alguns eventos do game. Aos mais curiosos, Império Despedaçado anda de mãos dadas com Battlefront II até o Capítulo VI - Realeza. É interessante observar que apesar de possuírem alguns eventos semelhantes, em nenhum momento eles deixam de ter suas histórias individuais, funcionando, no final, uma como complemento da outra.

    A partir do Capítulo VII, após um salto de 6 meses dentro do jogo, já entramos nos eventos que envolvem uma trilogia de livros chamada Aftermath. Seus respectivos volumes são Marcas da Guerra, Dívida de Honra e Fim do Império, todos lançados no Brasil. Resumidamente e para evitar spoilers, a trilogia narra os acontecimentos envolvendo o estabelecimento da Nova República e a tentativa do Império de ressurgir das cinzas culminando até a famosa Batalha de Jakku. Não é necessário ler a trilogia para poder aproveitar 100% do jogo, mas há um evento interessante de se mencionar: Han e Chewie decidem ir atrás de uma maneira de libertar Kashyyyk, planeta natal dos wookies, que está diretamente ligado com o Capítulo VII de Battlefront II. 

    Em Dívida de Honra vemos as consequências disso e em paralelo a esses eventos ocorrem os que jogamos, mas no geral esse livro não mostra nenhuma forte conexão com o game. Chegamos então em Fim do Império. Nele acompanhamos os eventos que desencadeiam a Batalha de Jakku e em uma das cinematics do jogo ouvimos um nome bastante presente na trilogia Aftermath: Galius Rax. Há também uma menção a Almirante Rae Sloane, outra personagem da trilogia, logo no começo do jogo durante a Batalha de Endor. A Batalha de Jakku, até o momento, já foi retratada no universo expandido três vezes: nas duas já mencionadas acima e no livro Estrelas Perdidas. O mais interessante é que em nenhuma delas os personagens se repetem e vemos diferentes cenários do combate através deles, o que mostra o quão grandiosa e decisiva ela foi.

    Após isso, Star Wars entra em uma espécie de limbo. Atendo-se aos eventos do jogo, saltamos algumas décadas e chegamos a momentos antes de O Despertar da Força. O jogo utiliza seu último capítulo da campanha para estabelecer uma conexão com a nova trilogia e assim dar abertura para a DLC. É nele que acompanhamos Kylo coletando informações sobre o paradeiro de Lor San Tekka e o mapa para encontrar Luke Skywalker. Desse ponto em diante somos apresentados a DLC que revela detalhes sobre o projeto Resurrection e sua ligação direta com o desaparecimento de crianças, assim como o exército da Primeira Ordem. Todo seu desenrolar é durante o Episódio VII, portanto alguns eventos do filme irão fazer uma participação especial entre as missões. E para encerrar, descobrimos como a Resistência conseguiu algumas informações bem importantes que os ajudam em eventos mostrados logo no começo do Episódio VIII - Os Últimos Jedi.

    Por fim, Battlefront II possui uma história em sua essência simples, mas que quando complementada com o grandioso Universo Expandido acaba se tornando mais interessante. O final de Resurrection deixa um gostinho de quero mais, além da oportunidade de criarem algo que tenha um belo gancho com o futuro Episódio IX. Resta torcer pra que os roteiristas saibam aproveitar isso.

    Star Wars Battlefront II

    Platform: Playstation 4
    168 Players
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  • rigels Thaisa Santos
    2018-01-07 22:54:50 -0200 Thumb picture
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    O que achei de Hellblade: Senua's Sacrifice

    Medium 3586509 featured image

    Depois de bastante tempo fora, vim comentar sobre essa obra prima que é Hellblade: Senua’s Sacrifice. Um híbrido entre jogos AAA e Indies, veio mostrar que é possível que um personagem seja super vulnerável e realista. Uma das personagens mais realistas que já tive a chance de jogar.

    Senua’s Sacrifice é longe daqueles jogos apenas pra rushar, que te entretém só com um gameplay legal sem ter uma trama bem amarrada e definida. Ele foi feito sim para amantes de histórias bem contadas que no final você se debruça alguns dias pensando no monte de informação que adquiriu.

    Afinal, Senua foi mesmo para o Inferno? No meu ponto de vista não. O jogo todo foi desenvolvido tendo em vista o público que sofre de transtornos mentais como psicose, esquizofrenia e afins. Depois de ver todos os dev diaries disponíveis, tive mais certeza ainda da minha suposição.

    Senua teve uma série de eventos traumáticos ao longo da vida: a morte da mãe, sua isolação devido às condições mentais não entendidas pelo entorno e tudo culminando na morte de Dilion. Ela iniciou sua penitência como os Geilts descritos  pela ninja theory: Uma série de personalidades diferentes a acompanhou para o que se transformou em Helhein. Dentre todas essas personalidades, acredito que a Senua guerreira, inconformada com os traumas e a morte injusta do amado, emergiu e tomou a frente da jornada que jogamos.

    Helhein é o resumo do que ela precisa enfrentar para que esteja mais perto de alcançar quem originalmente foi. Pois cada um dos bosses a quebrou de uma forma diferente. Interessante apontar um dos desafios para se tirar a sword of Gram (Mimirs Well), onde é mostrado um labirinto desfocado e ao final aberrações feitas de corpos mesclados e corpos pendurados no poço inundado (um dos sintomas de distúrbio mental descrito nos dev. Diaries). Uma das entrevistadas comenta como todos os dias são uma jornada de muitos desafios.

    Perto do fim do jogo antes de Senua cruzar o portal para a ponte onde Hela está, podemos ouvir todas vozes dentro de sua cabeça. Todas protestando e temendo que a jornada chegue ao fim pois elas se mesclariam (ou se perderiam?) para que Senua voltasse a ser quem era. Por outro lado, elas também poderiam alertar que aquela parte da personagem também acabaria por morrer.

    Hela representa não só o mais forte inimigo mas também a parte de Senua que aceitou a morte (tanto de sua mãe quanto de Dilion) e é realmente a criadora de todo aquele universo. Lutamos uma batalha que já era perdida desde o começo, pois se a personagem que acompanhamos em todo o jogo vencesse, seria a prova de que tudo em que acreditou era verdade: a maldição que ela descreve, a salvação das almas de sua mãe e de Dilion.

    Podemos ver como Senua acaba por aceitar que é impossível mudar o que já ocorreu, e aí volto ao meu ponto inicial de tudo se passar dentro da cabeça dela: Hela, logo depois vemos que é Senua, deixa Dilion cair num abismo e se levanta. As vozes são apenas sons de risadas e logo se calam. Ela se libertou de seu próprio inferno e de todos seus medos.

    Como ponto negativo, comentaria sobre o Hype enorme no lançamento. Sobre o que logo provaram ser mentira o fato do save ser apagado se a personagem morresse muitas vezes, onde a marca em seu braço alcançaria a cabeça. Considero uma chance perdida de sistemas de dificuldades diferentes. Mas, como os desenvolvedores disseram: faz parte do conceito de se ter medo de algo que na verdade não existe.

    Jogão pra quem curte uma boa história. A equipe enxuta da ninja theory provou  que qualidade nem sempre é igual a equipes grandes. Também recomendo assistir todos os dev. diaries 

    Hellblade: Senua’s Sacrifice

    Platform: Playstation 4
    403 Players
    116 Check-ins

    35
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      artigos · over 2 years ago · 2 pontos

      A terceira imagem não está carregando.

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      fredson · over 2 years ago · 2 pontos

      Olha só quem voltou... infelizmente não posso ler o artigo por que contém spoiler, e esse jogo está na minha lista. XD

      1 reply
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      natnitro · over 2 years ago · 2 pontos

      Ae \o/!!! Welcome back sorella!!! :-)
      Excelente análise sobre o jogo e isso que você falou de as psicoses se misturarem com a realidade me lembrou de um filme sensacional do Russell Crowe que é Uma mente brilhante... Até então eu nem tinha dado muita bola para o hype do Senua's mas depois de ler seus comentários ai, até inclui ele na wishlist aqui pra comprar logo que aparecer um bom desconto la na steam... :-)

      1 reply
  • 2018-01-07 15:54:18 -0200 Thumb picture
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    Eu não tenho uma doença.

    Medium 3586336 featured image

    Now Loading Talkers…

    Estou aqui em meu grande trabalho vós escrevendo este artigo (e a cliente sem acesso a internet porque não pagou sua conta que venceu há 3 meses), trazendo um novo conteúdo para elaborarem uma grande tese entre todos nós “O Grandes Players que adoram se divertir”.

    O assunto é um tanto delicado, delicado demais mesmo, final de 2017 a OMS (Organização Mundial da Saúde, obrigado por traduzir pois sem vocês nunca iria saber disto xD), declarou que em 2018, incluirá o Vício em Jogos Eletrônicos como um distúrbio mental.

    Participo de várias comunidades de games de vários gêneros, desde o Retrô até os atuais, todos estão em polvorosa (sei lá se esta é a palavra correta), comentando kilos e kilos de palavras, letras e etc.

    Até entendo perfeitamente o porque, pois eu sou um jogador de videogame, passei minha infância, adolescência e minha fase adulta agora jogando games…

    Li e reli muitos comentários da galera, muitos dizendo que: “emissora X, Y e Z não tem o direito de falar nada, pois o conteúdo que trazem na TV aberta é um lixo (e concordo) não traz nada de algo útil, novelas chatas, BBB, A Fazenda, Tio Chico faz uma Deliciosa Pamonha, que não tem mais o que fazer e estão perseguindo à nós gamers, vão fazer algo útil ao invés de incomodar a gente.”

    Isso é preocupante para nós que temos como hobby, jogar profissionalmente, para lazer, colecionadores, é um fator realmente de se pensar.

    Mas ao ler a matéria, assistir ao noticiário que comentou sobre o caso, deu para notar que este tipo de problema de Distúrbio Mental, é para aquela pessoas que sofrem problemas e não tem um acompanhamento de pais ou alguém próximo que acaba apenas vivendo em função de jogos, este tipo de vício em jogos é totalmente prejudicial a saúde.

    Essas pessoas deixam de fazer coisas do dia-a-dia, de se socializar, de frequentar as aulas em escola ou faculdade, que chega a impedir de fazer algo.

    Li matérias onde teve uma pessoa morreu por passar 22 horas jogando, e isso que ele estava fazendo uma live do game. Outra de um rapaz teve um surto de tosse e veio a falecer, porque estava em uma lan house jogando.

    Quem aqui do alva passa mais de 24 horas acordado jogando apenas? Eu acho que todos aqui tem uma vida lá fora e quer curtir ao máximo, como se fosse o último dia na Terra, até o porque não temos como colocar uma nova moeda e apertar o continue e seguir em frente.

    Mas como mencionado, para muitos aqui e um motivo de diversão, aliviar o stress após uma semana cansativa de trabalho, reunir uma galera para dar risadas.

    Isso não nos impede de socializar, de sair para uma festa, reunir amigos para um passeio, ir ao cinema para assistir filme X ou Y.

    A maior preocupação que muitos aqui possuem e até eu mesmo, e que uma jogatina que você possa ter, muitos vão falar que você é viciado, que você só pensa em videogames e jogos, que você é isso, que você é aquilo.

    Na notícia que foi passada, o recomendado é 3 horas de jogo apenas, após isso é prejudicial e blá blá blá…

    Desculpe gente, 3 horas de jogo eu nem consigo fazer a imersão no game que estou, muitos até brincam que nem dá tempo de criar seu personagem de jogo.

    Mas pare para pensar você que já é adulto, as suas obrigações do dia-a-dia é trabalhar, estudar um curso ou faculdade. Lógico que se você gosta de games você pode parar 1 hora por dia para uma jogatina sozinho ou online com amigos. Você aguarda um final de semana para aquele descanso merecido, e percebe a movimentação do grupo no whatsapp, a galera combinando um co-op de um determinado jogo, opa, bora que eu quero participar. Isto é uma coisa comum.

    Agora pense nas crianças e adolescentes, eles tem algum curso, estão no ginásio ou colegial estudando, praticam alguma arte-marcial ou outra coisa, se para você se encaixa isto que estou escrevendo, e você também apenas joga por diversão, essa matéria no qual a OMS diz que vício em jogos é um Distúrbio Mental não se aplicará a você, pois você sabe seus limites, sabe que uma jogatina ou outra não irá prejudicá-lo.

    Mas se você deixa isso impedir sua convivência com amigos, suas notas estão baixas demais depois de um bimestre no qual estava excelente, faltou no curso ou atividade por conta de uma jogatina, então amigo se preocupe, pois seus pais vão pegar no seu pé, pessoas que adoram cuidar da vida dos outros e não criam gato irão pegar no seu pé.

    Eu mesmo trabalho em uma empresa numa escala 5x2, e nos meus dias de folga adoro ficar curtindo o dia jogando, aloprando meu sobrinho que joga junto comigo, não saio muito por conta de dívidas que possuo e estou no zero sempre (não ganhar na mega-sena da virada zoou meus planos U.U), finais de semana que pego folga vou ver meu filho e passo o dia com ele.

    Mas isso não impede que eu saia em alguns eventos de animes (que de anime só tem o nome mesmo), saio de vez em quando no centro de São Paulo para ver algumas coisas interessantes, estou aprendendo outro idioma, meu trabalho faço o necessário.

    E os games que estão em minha vida não me impedem de fazer algo diferente.

    O assunto é extremamente delicado, até porque não queremos ser taxado como um doente, sendo que apenas adoramos nos divertir de forma diferente que a sociedade quer impor para nós.

    Segue o link do Wikipedia referente a Distúrbio Mental para todos que se sentirem a vontade de ler e saber sobre o assunto:

    Transtorno Mental

    E bora comentar, quero saber a opinião de vocês, se concordam se discordam…

    Importante é jogar com consciência e não perder a vida para o boss chato…

    E para finalizar, se videogame e jogos fossem fazer mal mesmo, nunca teria tanto dinheiro envolvido, sendo que ele ajuda muitas pessoas até mesmo de socializar. E aqui no Alvanista, você já fez inúmeras amizades com várias pessoas, marcou aquela jogatina, até mesmo já marcou encontros com todos, apenas para se conhecerem pessoalmente e ficar em um lugar bacana, comendo uns petiscos e bebendo algo, e dando risadas.

    @armkng

    The Elder Scrolls V: Skyrim

    Platform: Playstation 3
    4764 Players
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      filipessoa · over 2 years ago · 4 pontos

      E não é de hoje que perseguem os games, uma pessoa comete um atentado e vão investigar a casa do sujeito e encontram um videogame, então automaticamente o motivo pelo qual ele fez isso foi único e exclusivamente por causa do videogame? Tenso. Gostei da sua abordagem e que tenham mais discussões sobre isso.

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      artigos · over 2 years ago · 3 pontos

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

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    • Micro picture
      mastermune · over 2 years ago · 3 pontos

      Parabéns cara pela exposição do assunto, realmente é bem delicado o negócio. E a coisa não pode ficar muito legal mesmo se isso acontecer, principalmente aqui no Brasil. Eu lido com o público há alguns anos, e percebi que o brasileiro não se atenta à informações ou simplesmente tem preguiça de ler ou se informar, daí de onde eles tiram informações: da boca do povão... daí saí aquela bela opinião precipitada e mal informada, galera geral vai relacionar uma pessoa que curte um joguinho com doença.
      Se isso realmente se alastrar, realmente pode acontecer e até os gamers casuais podem ser taxados de doente mental, já pensou, que coisa terrível?
      Mas, pensando por outro lado, as pessoas estão cada vez mais interligadas com a tecnologia, eu passo na rua e não vejo uma alma viva sem um tablet ou celular na mão. Pode acontecer de mesmo se implantado essa situação, as pessoas não ligarão muito pra isso, nem mesmo com casos de pessoas que realmente são viciadas e precisam de ajuda.

      1 reply
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