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  • jclove José Carlos
    2019-02-15 16:38:18 -0200 Thumb picture
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    O fiasco do PSClassic - ou como estragar uma boa idéia

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    A Nintendo recentemente inaugurou a moda dos "consoles colecionáveis", modelos em miniatura de consoles clássicos com jogos inclusos na memória e interface HDMI padrão, focados no público saudosista e colecionadores no geral.

    A ideia não era novidade já que a anos existem empresas que reciclam o hardware de consoles antigos, como o Atari Flashback, a Gopher e AT games com suas diversas versões do Genesis e por que não, a nossa amada Tec Toy, que surpreendentemente continua vendendo muito Master System e Mega Drive até hoje. 

    A grande diferença, como em tudo que a Nintendo lança é o polimento: Enquanto todos os exemplos citados acima são versões emuladas com peças de qualidade bem duvidosa e desempenho sofrível, tanto o Nes Classic quanto o Snes Classic, versões dos consoles de 8 e 16 bit da empresa lançados até agora tem um nível de qualidade impecável em sua construção e uma seleção de jogos que apesar de nunca ser perfeita, era satisfatória, englobando grandes clássicos que realmente representam essas duas plataformas.

    Foto roubada da invejável coleção do amigo @zak_yagami, com todos os "mini" consoles oficiais lançados até agora.

    Com o grande sucesso desses lançamentos outras empresas passaram a tentar navegar nessa onda de nostalgia: a SEGA prometeu uma versão "mini" do Mega Drive, a SNK lançou um Neo Geo Mini no formato de arcade com telinha embutida e controle extra vendido a parte e a Sony causou grande hype dos fãs ao anunciar o Playstation Classic no ano passado.

    Lançado com um trailer pomposo, o console seria uma versão miniatura do modelo original do PS1 e traria 20 "grandes" jogos da plataforma mais amada da 5ª geração, porém só com 3 games anunciados na época: Wild Arms, Ridge Racer Type 4 e Tekken 3, que de fato foram games marcantes.

    A coisa começou a desandar quando a empresa finalmente anunciou a lista completa e veio a primeira grande frustração!

    A famigerada lista dos 20 jogos na versão ocidental do console

    O console como os lançamentos das concorrentes teve 2 listas diferentes, uma pros mercados Americano/Europeu e outra pro Japonês

    Dos 20 games anunciados nem metade correspondia a expectativa de "grandes clássicos", trazendo inclusive vários jogos multiplataforma que sequer foram marcantes no PS1.

    Várias escolhas sem sentido como Os primeiros Toshinden, GTA, Destruction Derby, Persona e Twisted Metal, quando as sequências desses títulos fizeram muito mais sucesso que as versões originais e envelheceram um pouco menos mal que eles. 

    Outras foram injustificáveis como Super Puzzle Fighter ao invés do fantástico Pocket Fighter, Rayman 1 ao invés de Rayman 2 (ou Crash Bandicot), Mr Driller, que apesar de ser um arcade divertido nem sequer teve a melhor versão no PS1, ou Coolboarders 2 que apesar de divertido na época é BEM obscuro e pouco diverte hoje em dia.

    Como um console com tantos jogos memoráveis seria representado por uma lista tão fraca? Tá certo que licenciamento pode ter sido um entrave mas incluíram jogos da Capcom, Konami e Namco, empresas que tem muitos jogos excelentes no console e que poderiam ter sido incluídos no lugar de vários dos citados acima.

    Metal Gear Solid, Resident Evil DC, FF VII, Wild Arms,Jumping Flash!, Abes Odissey, Intelligent Qube, Syphon Filter, Ridge Racer Type 4 e Tekken são boas escolhas mas dificilmente seriam suficientes pra justificar a compra do produto pela grande maioria do público.

    Ter um console "comemorativo" com menos de 10 jogos realmente clássicos inclusos já seria problema suficiente pras vendas do console (que era 10 dólares mais caro que o Snes Classic), mas não era só isso...

    Um dos vídeos que ficaram famosos no lançamento do console provava que o Snes Classic conseguia rodar os jogos do ps1 melhor que o PSClassic. Que vergonha!

    Além da lista duvidosa e do mal desempenho, o PsClassic não traz nenhuma funcionalidade extra pros games além do save state e de um Memory Card Virtual. nada de filtros, nada de recursos, sequer um modo "smooth" como tinha no PS2. Muito limitado mesmo.

    Logo no lançamento se descobriu que ao invés de desenvolver um software próprio ou ao menos adaptar o eficiente emulador de PS1 embutido no PSP a Sony utilizou um emulador de código aberto chamado PSX E esse emulador estava pessimamente configurado pro hardware do console fazendo com que vários dos jogos tivessem um desempenho sofrível com lentidões e quedas de frames nítidas. Jogos como Tekken 3 e Ridge Racer Type 4 ficam quase injogáveis dependendo do nível de tolerância do usuário de tão lentos. O problema pode ser facilmente suavizado pela configuração do emulador, que NÃO é acessível normalmente.BOA Sony!U_U

    Dai temos um produto que tem uma lista de jogos que não faz jus ao console original E um desempenho ainda pior que jogar o console original em TVs recentes usando cabo AV. Obviamente não teria como dar certo por mais que o PS1 seja idolatrado por toda uma geração, e então tivemos um case reverso ao lançamento da Nintendo.

    Enquanto o Nes e Snes Classic geraram filas em lojas, pre-orders que terminaram em 1 dia e preços altíssimos em sites de leilão, o PSClassic amargou um lançamento criticado por público e crítica e virando motivo de piada entre os fãs da concorrência.

    O Caddicarus foi um dos muitos Youtubers pra quem a Sony enviou o console e que desaconselharam a compra do PSClassic

    O impacto foi tão negativo que a Sony reduziu o preço em mais de 40% em menos de 1 mês de lançado no ocidente. A coisa encalhou tanto que refletiu até aqui no Brasil onde a especulação reina, o preço do console diminuiu quase pela metade em sites como o Mercado Livre. Custava em média 700 reais no lançamento e baixou pra 380 em menos de 1 mês.

    É impressionante como a empresa tinha um caça-niquel perfeito e desperdiçou a oportunidade, o que provavelmente zerou a chance de vermos um PS2 mini oficial algum dia. 

    Puxa, tantas possibilidades de fazer dinheiro fácil com a nostalgia...imagina se esse aparelho vem com alguma forma de conectar a PSN via PC e baixar jogos da linha PSone Classics, ou se a empresa vendesse jogos em pendrives...mesmo com a possibilidade de emulação grátis, acredito que muitos fãs mais fieis adorariam pagar por isso. Mas pra quê pensar nisso se pode-se lançar qualquer porcaria né? Foi um fracasso merecido.

    O Velberan foi um dos poucos Youtubers BR que se interessaram em testar o produto (porque recebeu de graça tbm...hehe)

    Apesar de ser um colecionável legal pra quem é fã do primeiro videogame da Sony o preço original realmente não compensa, MAS atualmente talvez até valha a pena dependendo do seu nivel de fanboyzisse. 

    Um incentivo é que a comunidade modder está tentando consertar o projeto e logo após o lançamento vários métodos de desbloqueio e formas de adicionar jogos e funcionalidades surgiram o que tornou o console um pouco mais interessante.

    Atualmente existem dois grandes projetos de mod que permitem adicionar praticamente toda a biblioteca do console ao PS mini, ambos fazem menção ao primeiro emulador comercial da história:

    O Bleem! foi o primeiro emulador de videogame comercial. Lançado em 1999. Permitia jogar os discos de alguns jogos do PS1 como MGS, Resident Evil e Gran Turismo com resolução melhor no PC e no Dreamcast e estourou a polêmica sobre a legalidade desse tipo de programa sendo retirado do mercado por pressão da Sony logo depois.

    O mod mais badalado pela comunidade hoje é o BleemSync, que na sua recém-lançada versão 1.0 realmente modifica o software do console e permite adicionar jogos do PS1 via navegador de internet, conectando o console ao PC através do cabo USB de alimentação e usando a porta USB do controle 2 pra alocar um pendrive com o software e os jogos. 

    O outro se chama Autobleem e tbm utiliza a porta USB do controle 2, no entanto até a versão 0.5.1 não faz alteração alguma no software original rodando apenas pelo pendrive (ou um HD externo). O Autobleem tem algumas limitações e menos recursos que o Bleemsync mas é bem mais fácil de configurar (basicamente já vem pronto, só é preciso adicionar os jogos na pasta "Games").

    Ambos os emuladores hoje vem com o Retroarch tbm, famoso front end de uma infinidade de outros emuladores, tornando possível rodar jogos de vários outros consoles no PSClassic. Ambos os projetos estão em constante desenvolvimento e prometem muitas melhorias ainda.

    Um problema chato do desbloqueio é a compatibilidade da porta USB do PSC que tem uma limitação de energia, proposital da Sony, já que a intenção era apenas usar o gamepad, que deixa o console incompatível com a grande maioria dos pendrives do mercado, o que pode ser um problema irritante já que se você não tiver um dos que foram testados pelos moders (geralmente os Sandisk Cruzer Glide e Cruzer fit apenas) vai precisar de sorte pra que funcione.

    Caso o pendrive não seja compatível ele vai exigir mais energia que a porta libera e ai o mod não vai ser reconhecido ou vai chegar a iniciar e desligar, o que é bem frustrante (tentei 3 pendrives que tinha aqui e nada). Dai caso você seja um dos malucos que como eu preferiram comprar esse console a um Raspiberry Pi e está tentado a desbloquear já fique avisado que só modelos como esse funcionam com certeza.

    Bom, como fanboy assumido do PS1, não tinha como ficar feliz com um fracasso tão grande de algo tão esperado, mas ainda assim comprei o meu console quando o preço reduziu só por amor mesmo. 

    O visual e acabamento da peça são muito bons, o gamepad é bacana e a interface que remete ao console original me prendem e como vários jogos dele estavam na minha lista de pendências (e tinha MGS e RE) eu ainda consegui achar interessante apesar do desempenho e falta de funcionalidades do produto. Com essas novas possibilidades talvez se torne interessante pr outros fanboys daqui também, ainda mais com a constante redução de preços (já dá pra achar a 350 reais no ML), apesar de ainda ser BEM mais caro que um e limitado que Raspiberry Pi.

    Uma coisa curiosa é que na tela de aviso de comandos do console da pra ver uma imagem onde se tem vários jogo diferentes dos que vieram na versão final.

    Alguns usuarios da comunidade de Hacking descobriram uma lista de clássicos que deveria vir nos codigos do console como Tomb Raider e Crash. Não da pra saber onde começou a dar errado mas é uma pena mesmo.

    Agora é torcer que ao menos a Nintendo continue lançando seus Mini consoles. To doido pra pegar o Snes e adoraria UM N64 e Cube Mini...

    Jumping Flash!

    Plataforma: Playstation
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      1977rider · 2 dias atrás · 8 pontos

      A gente sabe que o produto foi um fracasso quando encontra ele sendo vendido a um preço justo no mercado livre

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      fonsaca · 2 dias atrás · 4 pontos

      Pena que a seleção de jogos e emulação não é tão boa no PS, mas acho pagação demais pra Nintendo dizer que ela inaugurou algo ou foi a única que fez direito. Descem o cacete no Mega Drive 2017, mas creio que ele é mais original que os NES ou SNES além de dar pra por mais jogos. Já existiu também o Neo Geo Gold. Não era mini, mas oficial e de qualidade aceitável.

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      natnitro · 2 dias atrás · 4 pontos

      Sempre fui meio desanimada com esses consoles nostalgia, justamente porque a maioria usa uns emuladores travados que nem dá pra configurar por padrão, sem ter que fazer aquela engenharia reversa básica no firmware pra liberar os recursos... E ai acabo indo naquela vibe de que se é pra ser nostálgico, então é melhor ir no original mesmo e ai vale até comprar aqueles usados com uns defeitinhos simples como no leitor de cd, que fica bem em conta pra reformar e ai você ganha um console praticamente novo por muito menos do que a turma da especulação adora cobrar por ai... :-)

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  • renanmotta Renan M. Sampaio Motta
    2019-02-14 19:14:09 -0200 Thumb picture
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    A Maldita Expectativa

    Medium 3703754 featured image

    De uns tempos para cá nós vivemos a publicidade do hype. Tanto acontece entre os consumidores quanto ao marketing das empresas. E na indústria dos games há um evento para justamente alimentar a expectativa: a E3. Onde teoricamente montam o melhor trailer e/ou gameplay para apresentar e causar o alvoroço entre os jogadores. E isso é o que hoje alimenta a indústria.

    A expectativa gerada pelo marketing eu considero o pior, pois é no momento da divulgação que a empresa demonstra qual a proposta do seu produto. E se o resultado não alcança o prometido, a percepção quanto à qualidade da obra pode decair - e eu diria: com razão. É como se fosse uma propaganda enganosa. É só imaginar o ocorrido com No Man’s Sky. O jogo tinha as suas falhas naturais, mas a promessa piorou ainda mais o resultado.

    E em muitos casos, o hype acontece pelo padrão de qualidade rotineiro de certa empresa, como a Rockstar e a Naughty Dog. Depois que vimos toda a franquia de GTA evoluir e o incrível mundo de Red Dead Redemption ser apresentado, assim como Uncharted e The Last of Us chegaram ao mercado, não conseguimos esperar por menos. O que é óbvio. E isso altera muito a nossa percepção. E diria que é um caso infeliz. A expectativa facilmente pode não ser atendida e então culpamos a obra anterior, que era boa demais para o momento. Isso realmente acontece. Ou como o anterior foi um marco e o atual não impactou, começam a espalhar a ideia de que é um jogo fraco; onde muitas vezes não procede. É apenas uma infeliz comparação.

    Só uma observação... Quando falamos de uma sequência, é óbvio que devemos analisar comparando com o anterior. Mas o que estou discutindo aqui é quando um jogo é muito rebaixado erroneamente.

    E claro, o hype muitas vezes não é de culpa da empresa. Dependendo do gosto pessoal, o público pode elevar a expectativa mesmo que sem motivos. Um exemplo simples: João adora jogos indies de plataforma e recentemente viu um simples trailer, sem mostrar nada de importante, de um novo game desse estilo. E como está há um tempo sem jogar algo novo, agora ele quer, mais do que nunca, colocar as mãos no novo produto anunciado.

    Não há nada demais no anúncio, mas basta pertencer ao principal gosto pessoal que a mágica do hype acontece.

    Independente da origem do hype, ele mais danifica do que ajuda a experiência da obra. Por isso muitos trabalham a sua expectativa para ser o mais baixo possível. Mas será que isso é positivo? Creio que esperar menos de um jogo também seja danoso. Nesse caso, podemos elevar uma obra que na verdade cometeu muitas falhas. Como já se espera algo de fraco para ruim, qualquer brilho que tenha na obra vai saltar aos olhos, trazendo uma avaliação equivocada do todo.

    Para o consumidor comum, isso não importa, mas como fica para os que trabalham com crítica e para aquele que gosta de participar da discussão? Basicamente, a expectativa sempre vai modificar o resultado. Em termos de números, um jogo que mereça 10 pode receber um 8 (culpa do hype), e um que mereça 7 pode receber até mesmo um 10 (expectativa baixa).

    Mas se for para trazer um vilão, eu elejo a baixa expectativa. É ruim para qualquer indústria quando uma obra recebe grandes louros quando ela não fez por merecer. Ajuda a deteriorar o senso crítico de quem consome e faz com que o mercado tenha um parâmetro baixo. Quando o público se torna menos crítico, menos exigente, os produtos passam a ter menos carinho em suas produções. Aí o consumidor comum, uma hora, vai ser afetado, pois vai ser um mar de mediocridade tão grande que até mesmo ele vai sentir a falta de substância.

    É uma verdade que controlar o hype é extremamente difícil. Acredito que com o estudo técnico é possível controlar melhor. É preciso entender o processo de criação da obra para saber misturar o gosto pessoal e o técnico. Mas nada será perfeito e não há uma real solução para isso. Talvez, apenas não esperar simplesmente nada seja o melhor a se fazer. Mas você consegue retirar essas emoções? Eu tento, mas aqui estou eu, tendo comichão para The Last of Us Part II sair logo.

    The Last of Us

    Plataforma: Playstation 3
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      kess · 1 dia atrás · 3 pontos

      O bom é quando ficamos Hypados e o jogo entrega, como aconteceu com o Resident Evil 2 Remake, ainda que não seja perfeito, entregou muito do que a galera queria...

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      gorilouco · 9 horas atrás · 3 pontos

      Depois de Watch Dogs, nunca mais criei hype pra jogo nenhum.
      Em relação a TLOU 2, acho que a galera que curte bastante o game, e coloca o primeiro jogo da franquia no topo da lista de melhores jogos de todos os tempos (que nem eu, hehe) deveria diminuir essa expectativa e tomar muito cuidado pra não se decepcionar, caso o jogo tenha uma queda de qualidade em relação ao primeiro.

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      andre_andricopoulos · 1 dia atrás · 2 pontos

      Hype é uma merda.
      A paixão por algo também...
      Por exemplo, sem saber se seria bom ou ruim, comprei RE2 REMAKE.
      O mesmo fiz com TOEJAM & EARL a ser lançado agora primeiro de março...
      ...
      E quando a empresa nos engana? É tenso....kkkk
      ALIEN COLONIAL MARINES teve que pagar multas exorbitantes para todos que sentiram se lesados...
      ...

  • 2019-02-08 10:07:36 -0200 Thumb picture
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    Mega Drive: O poderoso console de 16-bits da Sega

    Medium 3702529 featured image

    O console de 8-bits da Sega, o Master System, embora tenha feito sucesso na Europa, não conseguiu superar as vendas do NES nos EUA e nem do Famicom no Japão. O CEO da Sega japonesa, Hayao Nakayama montou uma equipe para desenvolver um novo console doméstico para a nova geração. O lançamento do PC Engine da NEC deu ainda mais urgência ao desenvolvimento, que propunha adaptar a placa de Arcade System 16 em formato menor. O console foi anunciado com o nome de Mark V, porém, a administração da Sega propôs um nome mais forte. Em 29 de Outubro de 1988, o Sega Mega Drive é lançado no mercado japonês, porém, o aparelho foi ofuscado por um novo jogo da série Super Mario lançado 1 semana antes.

     A Sega, mais uma vez, acertou no design do aparelho. Ele vinha escrito “16-BIT” no topo em grande destaque, pois era o verdadeiro videogame de 16-bits da nova geração, uma vez que o PC Engine vinha com 2 processadores de 8-bits. A carcaça era preta com um grande círculo no topo acompanhado da entrada de cartuchos e os as funções do aparelho no canto. Ele vinha com 2 entradas para controles e uma curiosa entrada para fones de ouvido. Por dentro, ele vinha com uma CPU Motorola 68000 de 16-bits com 7,6 MHz como processador principal e um Zilog Z80 de 8-bits para o controle de som. 72 KB de RAM e 64 KB de RAM de vídeo, era capaz de produzir 61 cores simultâneas com resolução de até 320x240 pixels.

     O Control Pad do Mega Drive é um dos primeiros controles de videogame a apresentar um design ergonômico. Há pegadores em formato de bumerangue que se ajusta melhor nas mãos dos jogadores, fugindo do design quadrado dos controles das concorrências. O D-Pad circular permite acessar as 8 direções com mais facilidade. Há 3 botões de ação posicionada em fileira, de modo que o polegar consiga alcançar todos com grande precisão. Os botões foram chamados de A, B e C e possuem orientação da esquerda para a direita. Além disso, o botão de Start agora estava no controle, situado acima dos botões de ação. Os cartuchos eram pretos e vinham com uma belíssima arte do jogo, ocupando quase toda a frente do cartucho.

     Os títulos de lançamento do Mega Drive eram adaptações ou portes de Arcade. Altered Beast é o jogo principal e o que mais se assimilava a versão de Arcade, inclusive, era o único jogo com que permita 2 jogadores simultâneo. Osomatsu-kun: Hachamecha Gekijō era um jogo de plataforma que promovia o anime lançado no mesmo ano. Space Harrier II era muito semelhante a versão do primeiro jogo de Arcade, mas com opção de selecionar a fase que deseja se aventurar. Era incrível ver aqueles efeitos de Super Upscale 3D dos Arcades rodando em um console caseiro. E por fim, Super Thunder Blade, também similar a sua versão de Arcade.

    @andre_andricopoulos, @filipessoa, @cleitongonzaga, @jack234, @old_gamer, @ziul92, @mardones, @porlock, @darlanfagundes, @velhoretrogamer, @jokenpo, @darth_gama, @armkng, @lgd, @luizkorynga, @marlonildo, @joanan_van_dort, @zak_yagami, @volstag, @manoelnsn, @shuichi, @gus_sander, @willguigo, @thecriticgames, @fredson, @kb [Quem quiser ser marcados nas próximas postagens, é só botar nos comentários]

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      kb · 8 dias atrás · 4 pontos

      O Motorola 68000 era um processador bem poderoso no final da década de 80. O meu Mega Drive é esse original japonês da foto. Foi com o Mega Drive/Genesis que a Sega atingiu seu ápice e se tornou uma forte potência na indústria dos videogames. Enquanto o sucesso no Japão foi de certa forma modesto, nos EUA o console brilhou devido às estratégias acertadas do CEO da Sega for America, Tom Kalinske e o Genesis foi um adversário e tanto para o SNES da Nintendo. O modelo original com saída de fone de ouvido fazia um diferencial e tanto nos jogos, com acústica e sonoridade bem melhor do que o som exibido na TV.

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      darlanfagundes · 7 dias atrás · 4 pontos

      O melhor da era 16 bits.... NADA supera Sonic! IJOSoijasoiasjioasjasoas!

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      porlock · 10 dias atrás · 2 pontos

      eu adoro altered beast...

      2 respostas
  • hukori Victor 細川
    2019-02-06 15:08:18 -0200 Thumb picture
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    Dica para estudar jogando!

    Medium 3702192 featured image

    Olá pessoal!

    Estava falando com alguns alunos e com alguns amigos meus e eles me soltam essa pergunta de vez em quando "quando você acha que é bom eu pegar para jogar algo em japonês?" e eu sempre respondo "quando você quiser." mas ainda assim sinto um pouco de resistência neles em tentar fazer isso e notei que isso é bem comum, como por aqui eu volta e meia vejo um pessoal interessado no idioma por causa de jogos que saem em sua maioria somente nesse idioma, vou explicar porque eu respondo dessa forma e dar uma ajudinha básica (bem por cima) para quem está meio perdido com relação a estudar o idioma de um ponto de vista de professor e também levando em conta coisas que eu fazia quando criança quando ia aprender um idioma novo. 

    Alfabeto:

    Diferente de mim, vocês tem a vantagem de já saberem um idioma ou dois então não precisa necessariamente aprender a falar antes de aprender a escrever, até porque o japonês é um idioma que usa alfabeto completamente diferente do romano (que é o que usamos no ocidente). Eu sempre recomendo aprender os "kana" primeiro de tudo, porque assim você pode ir treinando e se acostumando com as palavras de forma mais natural e treinar seus olhos e mente para tornar esse alfabeto algo mais simples é possível e tira aquele medo quando você se depara com um texto.

    Os "kana" são os alfabetos japoneses simples: "Hiragana" usado para palavras de origem japonesa e o "Katakana" usado para palavras de origem estrangeiras.

    IMPORTANTE: Sempre que escrever uma letra, fale qual letra é ela, dessa forma você grava melhor e um pouco mais rápido. Outra coisa importante é lembrar que regras gramaticais do Português não se aplicam aqui, então "Ka, ki, ku, ke, ko" tem som de "Ca, Qui, Cu, Que, Co", "Sa, Shi, Su, Se, So" tem som de "S" mesmo, som de "Z" é apenas para palavras que escrevem realmente com "Z" e essa mesma regra serve para o "R", "Ra, Ri, Ru, Re, Ro" não se fala como "RR" esse som vem do "H" e é usado em "Ha, Hi, Hu, He, Ho", e por ultimo "Chi" se fala "Ti".

    No inicio é meio complicado, mas quanto mais rápido você se acostumar com o alfabeto e parar de usar o alfabeto romano para japonês, essa parte vai ficando mais fácil.

    -O que estudar: Alfabeto básico (a imagem que passei), "Ten-Ten", "Maru" e "Ditongo"

    Vocabulário:

    Aprender um vocabulário novo é algo que você só se consegue com pratica, você pode devorar um livro de palavras, mas se não praticar, acaba esquecendo, assim como amigos meu que esqueceram japonês por que pararam de usar quando chegaram no Brasil.

    Uma forma de estudar isso é usando dicionario e o próprio google (ele é uma grande porcaria para frases, mas ajuda quando sua duvida é uma unica palavra) e se consegue palavras novas fazendo algo que você gosta, lendo algo ou jogando nesse caso. No inicio algumas frases não farão sentido, mas você provavelmente vai conseguir entender, vou dar dois exemplos básicos.

    1 - わたしはHukoriです。よろしくおねがいします。

    1 - "Eu sou Hukori. Conte comigo se desejar."

    Nesse primeiro exemplo as frase é traduzida e mesmo que estando na sua forma literal, não é preciso mudar para ser interpretada no Português.

    2 - ねえちゃんいっしょにたたかおうだ!

    2 - "Irmã mais velha junto lutarei!"

    Nesse caso a frase traduzida de forma literal não ajuda muito, mas podemos colocar ela assim em português:

    2 - "Lutarei junto com a minha irmã!"

    Agora vem a explicação do porque respondo "quando quiser".

    Basicamente ter estudado esses 2 pontos básicos, agora você consegue começar a caminhar com as próprias pernas e vontade, obviamente com um limitação, mas consegue.

    Vocês já devem ter se deparado ou ouvido falar de "Kanji" que é o alfabeto japonês mais complicado por ele vem do Chinês, mas não se preocupe com ele agora, você o derrota com tempo e pratica. Alguns produtos são feitos para um publico mais infantil e crianças japonesas não estudam Kanji logo no inicio da escola por isso existe o "Furigana" 

    que é a forma que se lê aquela determinada palavra ou Kanji.

    Com isso você consegue identificar a leitura e então pesquisar a palavra. Você pode demorar bem mais para ler um mangá ou passar a caixa de texto no inicio, mas seu aprendizado com o idioma vai evoluir muito mais rápido fazendo isso.

    Kikitori:

    Kikitori é o ato de treinar oque ouve e o que fala, esse caso não é muito interessante para aqueles que só buscam aprender o idioma apenas para ler uma série ou noticias mas, caso a pessoa queira também com o tempo aprender a falar e entender oque estão falando, essa parte se torna a mais importante.

    Algo que costumo fazer no inicio é colocar o jogo, filme ou serie no idioma que quero aprender e a legenda no idioma que tenho mais prática e vou analisando as palavras ditas e o que está na legenda (faço o oposto também para pegar pratica com a leitura dinâmica do outro idioma). Todos sabemos que legenda nenhuma é 100%, mas ela está lá para te dar o entendimento da frase e contexto e não sua tradução literal, por isso é importante lembrar que fazendo isso você aprende a interpretar uma frase e não a traduzir ela.

    Mas o ponto aqui é ouvir uma palavra ou frase que você conhece e se acostumar a ouvir ela e a falar ela. Com relação a japonês o melhor também é começar com coisas mais infantis por que a forma de falar é diferente.

    Note que mesmo a forma de falar tem diferença, por isso não sinta vergonha de treinar Kikitori com algo mais infantil antes de ir para filmes e novelas.

    Concluindo: Não tenha medo de tentar e demorar, não tenha vergonha nenhuma em demorar para ler um folheto que não é de seu idioma (isso pode ser perigoso também dependendo do aviso).

    A agilidade e pratica vem com o tempo, você também cansou de morrer em Dark Soul e em jogos antigos até mais difíceis e nem por isso sentiu vergonha de jogar vídeo game.

    Outra coisa, se tiver alguém que queira estudar esse idioma junto com você também ajuda bastante, praticar mesmo que com coisas inicialmente banais como só "ola, tudo bem?", depois você vai notando a evolução dos dois durante uma pequena conversa que vocês estavam treinando.

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      edknight · 11 dias atrás · 4 pontos

      Ótimas dicas maninho.
      Na época que eu estava mais dedicado a aprender o idioma, eu consegui decorar os Kanas, e isso já ajudou um bocado (tentei o kanji logo em seguida, e tirando meia dúzia deles, não aprendi nada e com o tempo acabei desanimando, mas pretendo voltar a estudar em algum momento). Sabendo o basiquinho do alfabeto já dá pra aprender um pouquinho de vocabulário e de gramática, e quando você joga ou assiste anime, dá pra reconhecer aqui e ali as palavras que já aprendeu.

      Outra coisa legal é que aprendendo bem os Kanas e sua pronúncia, dá pra descobrir o significado de frases que você ouviu. Eu costumo ir no Google tradutor, coloco o idioma japonês e ele substitui as letras digitadas pelos Kanas e já dá a tradução. Um exemplo que aconteceu comigo foi jogando o Dissidia Opera Omnia, o jogo tá traduzido pra inglês mas as vozes são jp, e ao usar um certo movimento da Selphie ela diz algo como "Minna o mamoru kabe". Eu fui digitando isso lá no tradutor (aí tem que ter um pouquinho de entendimento do idioma pra perceber o "N" duplicado, e saber que o "O" é na verdade o caracter "WO"), e no fim o tradutor me deu "みんなをまもるかべ", com a tradução "Eu vou proteger todo mundo", que faz bastante sentido no contexto do jogo. O tradutor até sugere kanji pra substituir algumas palavras, mas fazendo isso às vezes ele dá uma errada no sentido, mas já ajuda um pouquinho.

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      artigos · 11 dias atrás · 3 pontos

      Parabéns pelo texto! O que acha de transformá-lo em um artigo?

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      pedromelo · 11 dias atrás · 3 pontos

      Ótimo texto! Alguém tem alguma sugestão de mangá ou jogos para quem está aprendendo? Já fiz curso de japonês e sei hiragana e katakana mas meu vocabulário é bem limitado

      3 respostas
  • gorilouco Gorilouco
    2019-02-04 20:00:29 -0200 Thumb picture
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    Os anúncios de games mais bizarros de todos os tempos

    Medium 3701885 featured image

    Os anos 80 e 90, nos presentearam com videogames maravilhosos, com seus jogos clássicos que até hoje divertem quem se aventura a jogar.

    E como todos sabem, as empresas de games (consoles e jogos) investiam pesado no marketing afim de divulgar seus produtos e sair na frente dos concorrentes.

    Muitas vezes, esse marketing era algo bem exagerado, e muitas vezes, éramos presenteados com propagandas bizarras.

    Listei abaixo, alguns dos anúncios de videogame s mais toscos de todos os tempos:

    7 - Game Boy - Alguém acha divertido ter um furão nas calças?

    6 - Mais um do Game Boy - Uma baita distração, até mesmo em momentos, hã...deixa pra lá!


    5 - Mortal Kombat - Esse é clássico, mas não deixa de ser bizarro!

    4 - SEGA Game Gear - Parece que os piores anúncios, são feitos pra portáteis, e esse do Game Gear, é ridículo!

    3 - Game Boy, mais uma vez... - Na época, realmente os gráficos eram legais, mas esse anúncio...?

    2 - GEX 3 - Muito safadinho esse calangão hein? Que pena que não tinha essa personagem no jogo...

    1 - Advinha quem voltou? Ele de novo! O Game Boy é o grande campeão do prêmio de anúncios mais bizarros dos games.

    Será que essa versão pocket, depois de uma bela lambida, deixava sua língua colorida mesmo? Kkkkkkkk

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      kipocalia · 13 dias atrás · 2 pontos

      No Gex 3 de ps1 tem essa personagem, só que ela só aparece nas cutscenes\cgs.

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      salvianosilva · 13 dias atrás · 1 ponto

      Curti o do Gex 3 kk

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      jclove · 13 dias atrás · 1 ponto

      década de 90 não tinha limites nem noção em propaganda...tem muito material pra explorar em infinitos posts.hehe

  • gorilouco Gorilouco
    2019-02-01 15:29:09 -0200 Thumb picture
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    10 empresas de games que já patrocinaram clubes de futebol

    Medium 3701314 featured image

    No final no anos 80 e comecinho dos anos 90, Sega e Nintendo travaram uma verdadeira guerra entre consoles.

    Apostando em um marketing agressivo e muitas vezes até desleal, as duas empresas japonesas, buscavam a todo custo, a liderança no mercado dos games. 

    Com isso, Sega e Nintendo resolveram apostar no futebol para divulgação das marcas, e iniciaram assim, o início dos patrocínios em clubes do mundo todo.

    Confira abaixo, 12 marcas famosas no mundo dos games, que já patrocinaram clubes de futebol.

    12 - Sevilla /ESP 1992 - Super Nintendo

    11 - Jef United/JAP 1994 - Sega

    10 - Lyon/FRA 2001 - Atari

    9 - Sampdoria/ITA e Arsenal/ING 1998 -Dreamcast

    8 - Puebla/MÉX 2014 - EA SPORTS

    7 - Auxerre/FRA 2000 - Playstation

    6 - Seattle Sounders/EUA 2009 - 2018 - XBOX

    5 - Manchester City/ING 1999 - Eidos

    4 - Tokio Verdy/JAP 1999 - KONAMI

    http://media.alvanista.com/uploads/timeline_image/20...(img)3 - Leyton Orient/ING 1995 - Acclaim 

    http://media.alvanista.com/uploads/timeline_image/20...(img)2 - Cerezo Osaka/JAP  1998 - Capcom

    http://media.alvanista.com/uploads/timeline_image/20...(img)1 - A mais linda de todas, Sampdoria/ITA 1997 NINTENDO

    http://media.alvanista.com/uploads/timeline_image/20...(img)

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      leopoldino · 16 dias atrás · 1 ponto

      Eu escolheria o da CAPCOM, ou o da SEGA.

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      speedhunter · 16 dias atrás · 1 ponto

      Caraca que daora!

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      mouringue · 14 dias atrás · 1 ponto

      Muito legal, anos 90 wins!

  • gorilouco Gorilouco
    2019-01-29 16:31:43 -0200 Thumb picture
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    The Last Of Us e Uncharted se passariam no mesmo universo?

    Medium 3700693 featured image

    Alguns anos atrás, jogando essa maravilha do PS3, me deparei com um fato curioso, na verdade dois.

    Pouco depois de Joel e Ellie se encontrarem com os irmãos Henry e Sam, ao passar por uma loja de brinquedos abandonada, olhando para as prateleiras, pude perceber algumas caixa de jogos de tabuleiro bem desgastadas, e chegando próximo e dando um zoom na imagem, eu me surpreendí ao ver que os jogos das caixas, eram Jak and Daxter e Uncharted.

    Poderia ser apenas um simples easter Egg inserido pela Naughty Dog, a não ser pelo fato de que em outra parte do jogo, Joel entra em um bar abandonado, após fugir de alguns inimigos, e esse bar meus caros, é visto em um dos jogos da franquia do nosso querido Nathan Drake, Uncharted 3.

    De cara, não liguei muito pra esse bar, pois considerei apenas mais uma cenário comum, mas foi aí que eu lembrei que ele poderia aparecer em Uncharted 3 e resolvi jogar essa parte de novo pra ter a certeza, e sim, é o mesmo bar!

    Seria apenas mais um Easter Egg? Nathan Drake viveu no mesmo universo de The Last Of Us?

    Se viveu, com certeza foi possivelmente um cara famoso, pois foram lançados jogos de tabuleiro com a temática de Uncharted, como vimos na loja de brinquedos.

    The Last of Us

    Plataforma: Playstation 3
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  • danielgfm DoomGuy
    2019-01-27 17:18:36 -0200 Thumb picture
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    As Vezes eu me pego no passado...

    Medium 3700288 featured image

    A frase do artigo é um sentimento que, vez ou outra, domina completamente a minha linha de pensamento durante um dia da semana. Me pego pensando, e muito, sobre o passado, sobre tudo que eu ouvi, vi e senti nos tempos idos e penso se eu poderia ter aproveitado mais se tivesse mais consciência daquilo que eu tinha em mãos.

    O perigo de pensar neste período do tempo é que o sentimento de nostalgia que vem agregado a isto pode extirpar parte da nossa experiência no presente e acabar de não termos uma satisfação com o jogo, o filme, o seriado que estamos experimentando hoje.

    As nossas memórias são extremamente perigosas e podem nos levar para um caminho que pode se tornar um ciclo vicioso sem fim e, assim, cairmos na armadilha que o passado era melhor.

    Ainda assim, não podemos abstrair aquilo que nós sentimos, ao contrário disto, pois se assim o fizermos acabaremos por perder muito daquilo que é importante para o nosso caráter e o nosso jeito de ser.

    As lembranças, as experiências, as vivências destes tempos idos nos fazer ser o que somos e, com elas, temos muitas histórias para contar e isto não podemos deixar de lado.

    Os dias de jogos sem fim. As loucuras nas locadoras ou nos fliperamas de bar (ou rodoviária). As lidas e "relidas" naquelas maravilhosas revistas de videogame. As muitas locações e frustrações que tivemos ao longo de nosso tempo gamer nos anos de 1980 e 1990 nunca serão desfeitas, pois está em nossas mentes e corações.

    O que temos na atualidade é uma democratização maravilhosa do meio gamer, onde, qualquer um, em qualquer plataforma, pode estar jogando um título qualquer e estar dentro deste mundo fantástico que é do videogame.

    Seja aquele jogador de Freefire, seja aquele que joga paciência ou Candy Crush, ou o estrategista por detrás de Civilization, aquele que planeja ultrapassar o Mario no Super Mario Kart, ou salvar o mundo mais uma vez em Final Fantasy, Dragon Quest, Rage, Fallout - não o 76 ou que quer simplesmente causar a desordem  e o caos numa partida de OverWatch, World of Warcraft ou de Team Fortress 2, somos todos jogadores e temos como direito se divertir e, como obrigação, permitir que todos se divirtam.

    Sou daqueles que o pessoal chama de Retrogamer, eu prefiro os jogos dos anos de 1980 e 1990 aos que são lançados na atualidade e não é por falta de PC bom.

    Não vou atrás das atuais plataformas - PS4 e XBoX One - porque, até o presente momento, existem apenas uns 10 jogos, em cada plataforma exclusivos - ou nem isso -, que tenho vontade de comprar e ter um console por causa de apenas 10 jogos não rola gastar o dinheiro a toa.

    Mas, por mais que eu não seja um gamer atualizado, com um console de mesa ao alcance, não vou ficar dizendo a torto e direito que não se tem nada a se jogar nesta geração, como eu disse, tem uns 10 jogos para mim, e vários multiplataformas que saíram para PC, só que, o passado me preenche com uma gama de jogos ímpar e, assim, tenho vários títulos para jogar, só me falta, ainda, é tempo para tanto.


    Se pegar no passado não é ruim, o problema real é ficar preso a este e nunca experimentar o novo, por mais desafiador que seja.

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      pauloaquino · 21 dias atrás · 2 pontos

      Imagina no caso da música...

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      aleferrer · 17 dias atrás · 2 pontos

      Concordo com seu texto, principalmente no que fala da "diversão" pois para mim é o mais importante nos games. Muito se fala de gráficos, jogabilidade, que antes era isso e agora aquilo, mas cada geração tem seus parâmetros. Eu achava sensacional os gráficos do Master, pq eu vinha do Atari e depois veio o Mega Drive onde falávamos que era perfeito e assim foi e sempre, independente da plataforma, bits, gráficos o que valia era a diversão e é isso que sempre procuro.

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      artigos · 15 dias atrás · 2 pontos

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

  • danielgfm DoomGuy
    2019-01-27 09:30:56 -0200 Thumb picture
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    Aqueles controles estranhos... ou nem tanto...

    Medium 3700231 featured image

    Ahhh como eram bons os tempos áureos dos anos de 1990. Claro que não tínhamos as facilidades de que temos hoje com tudo ao alcance de um dedo, mas, ainda assim, para mim, o mercado gamer parecia ter uma importância maior para com o consumidor do que nos dias de hoje.

    E por conta deste pensamento que passa na minha mente, me lembrei dos controles da Quickshot que a Tectoy vendia como se fossem autorizados pela SEGA e, claro, a empresa japonesa sequer sabia da existência destes produtos e se sabia nunca fez questão de deixá-los como produtos licenciados para serem usados em seus consoles.

    Isto se dá pelo simples fato que não é encontrado o logo da SEGA em nenhum das caixas que a Tectoy produziu no Brasil dos controles da QuickShot, e, a partir disto, percebe-se que o produto não é autorizado pela SEGA.

    Ainda assim, apesar deste contraponto - e contratempo - nada impedia que a gente não ficasse babando por estes controles, alguns bem estranhos, como o Tipo Asa acima.

    Quem não se lembra das propagandas que tínhamos tanto na Revista Videogame, como na Ação Games e na SuperGame (especializada para produtos SEGA)?

    Eu não tinha Master System, mas era louco para ter um controle tipo arcade profissional como este aqui embaixo.

    Desta forma, é assaz dizer que apesar das minhas grandes críticas que eu tenho hoje para com a Tectoy - e a porcaria que ela está "re"lançando em nome da nostalgia, ainda tenho que dar o braço a torcer por tudo que ela fez para o mercado gamer no passado.

    Se não fosse esta empresa brasileira é bem provável, possível que o vislumbre dos games no Brasil seria bem diferente do que temos hoje. Foi por conta desta empresa que a Nintendo e a Sony vieram a abrir os olhos para o nosso país.

    A Nintendo veio com ao Brasil com a PlayTronic - união da Estrela, Gradiente e a empresa mãe do Mario - e, por muito pouco, a própria Tectoy iria ser a distribuidora oficial dos produtos da Sony no Brasil na área de jogos eletrônicos - uma grande cagada ter deixado isto passar, mas era tudo incerto naquele momento.

    Bom, mas não dá para chorar pelo leite derramado e lição perdida é lição aprendida e a vida gamer continuou naquele momento e é uma delícia relembrar dos momentos de antigamente, assim como ver este controle sem fio da Quickshot.

    Bons tempos, estes dos anos de 1990.

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      shucrute · 21 dias atrás · 5 pontos

      Esse fundo quadriculado do Master me transportam pro passado com uma facilidade que poucas coisas conseguem...

      3 respostas
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      tassio · 22 dias atrás · 2 pontos

      Esse primeiro controle tipo manche eu tenho até hoje mas não esse da linha quick shot, é um da Dynacom mas que é muito bom também, até hoje o tenho aqui e (acho que) funcionando.

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      andre_andricopoulos · 22 dias atrás · 2 pontos

      Kkkk...eu lembro dessas novidades!!-
      Queria todos.

  • speedhunter Renan Loiola
    2019-01-26 21:00:23 -0200 Thumb picture
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    Anthem será um fracasso?

    Medium 3700170 featured image

    Apesar do título da postagem ser uma interrogação, muito se é falado do aguardadíssimo Anthem. A mais nova IP da EA/BioWare foi anunciada na E3 de 2017 como uma proposta diferenciada e promissora, arrancando elogios por parte da mídia e do público em geral. O jogo em si está previsto para sair em 22 de Fevereiro de 2019, porém, depois de sua demo ser disponibilizada esses dias atrás, me pareceu que tudo o que foi mostrado na E3 não é bem o que parece.

    Não me entendam mal, pode até ser meio pessimista da minha parte acreditar que a nova proposta de Anthem seja um projeto falho, mas uma coisa que posso afirmar com toda a certeza é que essa demonstração foi no mínimo desastrosa. Vou relacionar alguns pontos:


    - Jogabilidade:

    Apesar de ter controles bem intuitivos, é notável que a performance  do jogo é grandemente afetada pela constante queda de FPS. Explosões, troca de tiros e vários outros elementos fazem com que o jogo sofra com sucessivos FPS drops. Creio que para um Shooter, ter uma frame rate estável é quase que algo obrigatório para uma experiência satisfatória. A forma que as javelins (armaduras) se comportam é interessante, em contra partida, mais uma vez a frame rate é comprometida durante o voo rasante ou em investidas de ataques. O combate corpo-a-corpo é quase inexistente (aqui eu não posso exigir muito de um TPS) basicamente um ataque com delay para o próximo ataque, mas com uma movimentação bem confusa. Loadings são constantes e demorados fazendo você esperar até mesmo mais de 2 minutos. O netcode  da demo também é terrível! Você pode ter que esperar muito até conseguir se conectar nos servidores e tenha certeza que essa lentidão não é sua internet, já que minha net é de 15MB, sendo satisfatória para jogatinas online.

    - Gráficos:

    O downgrade é facilmente notado em comparação ao que foi mostrado na E3. Isso tem se tornado um problema crítico praticamente bem comum da indústria, tendo como principal "pico inicial" na vergonhosa performance de Watch Dogs em sua versão final em comparativo com a E3 de 2012. 

    Algumas paisagens são bonitas (principalmente as abertas), Mas muito, muito longe do que foi mostrado na pré-demo. Cenários fechados ou com pouca iluminação demonstra bem que essa beta não foi polida o suficiente, principalmente no que diz a respeito das texturas do inimigos, vegetação e iluminação. A água está bem detalhada e bonita, na verdade foi a única coisa que graficamente me agradou. Eu particularmente espero que a BioWare conserte esse problema, caso o contrário, será um critério forte para baixas avaliações futuras no produto final.

    - Lore/Enredo/Personagens

    Esse tópico eu não irei cobrar muito. De fato em uma demonstração, nenhuma empresa iria revelar coisas importantes ou relevantes para a compreensão da lore do jogo. Porém, um ponto que pode ser com toda certeza avaliado em uma demo, é a forma que os NPC interage com seu personagem. Eu honestamente não gostei do processo em que esse aspecto flui no jogo! Parece muito genérico, com conversas genéricas dizendo que você deve ir do ponto "A" para o ponto "B''. Eles não possuem uma boa apresentação, não possuem design interessante ou até mesmo intrigante (a HUD também colabora com isso, não sendo nada intuitiva). A sensação que passa é que eles foram feitos para ser o perfil daqueles NPCs sem vida de RPGs genéricos e massivos. Nada do enredo foi mostrado na demo e muito menos de sua "lore base"(o que é compreensível) criando-se muitos questionamentos da comunidade e fomentando algumas teorias que só serão (ou não) devidamente sanadas no lançamento do título para o próximo mês, nesse aspecto eles acertaram em cheio.

    - Conclusão da demo e a expectativa:

    A demo foi decepcionante para mim. Eu acredito firmemente que muitas pessoas poderão se agradar de Anthem (em especial os que curtem jogos como Halo e Destiny). Ela não é satisfatória no ponto de vista de marketing, que é o principal proposito de qualquer demo, seja para qualquer produto no mercado. A falta de polimento, problemas sérios de frame rate, netcode ruim e falta de personagens carismáticos me fazem recuar e desistir da futura aquisição para esse título (caso o produto final permaneça dessa forma). O hype da E3 de 2017 foi convertida em uma experiência triste, frustrante e muito abaixo das expectativas iniciais. Agora só nos resta esperar e aguardar como será as reviews da "crítica especializada" no lançamento do jogo, só espero que tudo seja amplamente corrigido por parte da produtora, caso o contrário, teremos um fracasso iminente.

    Anthem

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      _gustavo · 22 dias atrás · 3 pontos

      Eu acho q vai ter sua parcela de jogadores no inicio, e como todo jogo do estilo, esfriar depois do primeiro mes de lançamento

      1 resposta
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      batatadark · 22 dias atrás · 2 pontos

      Depende vai seguir mesmo passo e destiny 2 e the division deve vender mais ou menos igual , eu achei um jogo mediano e voce ?

      1 resposta
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      danilodlaker · 22 dias atrás · 2 pontos

      Por ser uma demo eu relevei a questão da queda de FPS, mas o jogo ainda não me conquistou e não pretendo compra-lo tão cedo, esperava algo mais dele.

      1 resposta
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