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  • wild_dark_shadow Nuno Gomes
    2021-01-13 13:54:10 -0200 Thumb picture
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    Post by wild_dark_shadow: <p><strong>Platina #513</strong></p><p>Nada demais

    Platina #513

    Nada demais a falar deste aqui. Um pequeno novel simples e que pode ser terminado em minutos. Não achei cativante de todo

    Apreciação: 05/10

    Dificuldade: 01/10

    Tempo: 5-10 min

    Diversão: 02/10

    Autumn's Journey

    Platform: Nintendo Switch
    Players

    15
  • jongamezon Jon GamezOn
    2021-01-03 20:51:29 -0200 Thumb picture
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    Resident Evil não é um jogo sobre zombies?

    Medium 3845554 featured image

    Esse texto não tem o intuito de falar que o jogo é ruim por isso ou aquilo, é apenas minha visão sobre o tema.


    Resident Evil hoje é uma das maiores franquias de games que existe, se mantendo no topo há muito tempo, mas isso custa um preço, ela precisa se reinventar, e algumas vezes essa nova cara não agrada a todos. Enquanto os primeiros jogos eram amados por uns ao mesmo tempo era odiado por outros. Eis que o jogo muda e trás dentre o estilo de jogabilidade um novo tipo de inimigo padrão, os Ganados que substituíram os Zombies e é ai que vem grande parte dessa polêmica, "Resident Evil não é uma Série de Zombies".

    Mas antes de tudo devemos lembrar, RE nunca foi algo exatamente "planejado", ele foi lançado e seu diretor Shinji Mikami nem acreditava no sucesso da ideia que o jogo proporcionava, então o game só deveria ter seu primeiro jogo e terminar por ali. Mas ele surpreende e chegou a ter 3 jogos numerados seguindo o mesmo padrão de jogabilidade e inimigos.

    Era um jogo que transmitia ao jogador um ambiente desolado e abandonado mesclando ficção cientifica, mistério e muito suspense, trazia a sensação de solidão que preparava todo o resto do enredo para o que viria, os inimigos.

    A temática base para o jogo na época funcionou perfeitamente, a ideia de jogos de zombies até hoje faz sucesso, e na época então encaixou muito bem na ideia do jogo, uma mansão abandonada com inimigos nunca visto antes pelos aventureiros, claro que durante a partida temos novos inimigos, mas a base principal ainda é zombies, e para isso entrar no contexto da historia, inseri-o-se a ideia de BioTerrorismo e os zombies eram erros, falha de um vírus vazado no complexo.

    A ideia aguentou muitos jogos, mas como era dito, o jogo não foi feito para ter uma sequencia, então mesmo o jogo sendo sobre armas biológicas o que se predominava na gameplay eram zombies, inimigos lerdos mas que atrapalhavam os jogadores de primeira viagem. Vale lembrar que a ideia em si da historia não era exatamente armas biológicas, pois quem buscava isso, queria criar o ser humano perfeito, basta estudar o vírus progenitor e seu sucessor T-Virus. Mas tudo deu errado e começaram a usar o vírus para propósitos gananciosos.

    Sim tudo gira em torno da ideia de armas biológicas, mas todo jogo tem um inimigo base, Metal Gear é uma série sobre robos, mas quem são os inimigos base? humanos, Dino Crísis é um game sobre o estudo de uma energia, mas qual a consequência? Dinossauros. Então sim, pode-se dizer que Resident Evil era uma série de zombies. O bioterrorismo era o ponto de fuga para executar a ideia, para fazer ela ter coerência dentro da historia. Resident Evil não era uma série de fantasmas, o que a CAPCOM fez para encaixar isso no contexto para a nova ideia do jogo? Inventou um novo vírus que gera alucinações. O que vemos é algo sobrenatural, mas qual ponto de fuga? BioTerrorismo.

    Essas mudanças drásticas são feitas por executivos que analisam o mercado e imaginam o que pode gerar mais dinheiro, que ideia pode ser melhor que a atual, e diversas ideias são propostas, um novo roteiro é criado de forma que encaixe nessa nova ideia, eles criam um novo jogo, e fazem com que ele encaixe no que a franquia original propõe. Toda história é manipulada, escrita para que isso entre na cabeça dos fãs e façam eles continuarem jogando.

    Anteriormente esse tipo de coisa não era muito bem aceita pela base de fãs, a ideia de fantasmas por exemplo vem querendo ser implementada na franquia desde o DMC1 que deveria ser RE4, mas descartaram pois imaginaram que os fãs não iriam aceitar, mais uma vez tivemos isso em RE 3.5 e mais uma vez cancelado, e foi adaptado melhor para o RE4 e no RE7 foi implementado de vez.

    Zombies, ganados, mofados. A CAPCOM manipula a historia para que isso encaixe no jogo mesmo que todo o jogo seja modificado e os jogadores aceitem, isso é o mercado de games atualmente, nenhum jogo tem uma cara própria, pois eles podem muda-la a qualquer momento para fazer aquilo gerar mais e mais dinheiro. O fator artístico deixa de ser o principal.

    Hoje os jogadores estão da seguinte forma: não importa a mudança, o jogo ficando bom está valendo. Dino Crisis 3 foi cancelado porque foi mal executado e foi criticado por muitos, mesmo fugindo muito dos primeiros jogos, porem se ele fosse feito hoje seguindo por exemplo algo como Dead Space a aceitação teria sido muito melhor.

    Então respondendo a pergunta, Resident Evil é uma série de Zombies? Sim ela era, virou uma série de ganados e agora temos uma série de mofados e lobisomens. Resumindo, uma sopa de legumes é a forma que eu consigo distinguir.

    Resident Evil

    Platform: Playstation
    8984 Players
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      andre_andricopoulos · 12 days ago · 3 pontos

      "Só vem RE VIII" ❤️

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      artigos · 11 days ago · 2 pontos

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

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      raiden · 12 days ago · 2 pontos

      Resident Evil pra mim acabou faz tempo. Era survival horror, justamente esse gênero que o tornou tão popular e a Capcom faz o quê à partir do 5? O transforma em jogo de ação (obviamente pois jogo de ação vende mais), tirando a campanha do Leon no 6. No 7 voltou às origens e ficou foda e agora perderam a linha e o carretel de vez. Já não sabem mais o que fazer. Igual a uma série antiga que assisti e me arrependo até a morte de ter perdido 5 anos da minha vida assistindo: Lost. Os criadores viajaram tanto na maionese que no final das contas não souberam resolver e mataram todo mundo. Resident Evil já tá indo rumo ao abismo. De Resident Evil hoje só tem nome. Infelizmente...

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  • 2020-12-27 12:47:05 -0200 Thumb picture
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    Esmagação X Processamento

    Medium 3844287 featured image

    Ah, Decathlon. Em tempos de Wii e seus jogos desconcentrados despretenciosos não consigo esquecer dos pingos de suor que rolavam ao jogar o “Olimpíadas” da Activision no Atari 2600 contra até outras 3 pessoas. Acho que nunca derramei uma gotinha de suor jogando Wii Sports (risos) – mas tudo bem, devo brincar muito pouco com o jogo mais vendido da história dos videogames (o tal Wii Sports é “o tal”).

    Com o joystick nas mãos, o lance era jogar para um lado, para o outro, para um lado, para o outro, sem parar, o mais rápido possível e só – nas provas de corrida de 100, 400 e 1500 metros rasos pelo menos. Tinha gente que ia muito bem nessas, “tremia” o joystick (técnica para obter a máxima velocidade nas provas de somente corrida) e arrasava. Mas, nos 110m com barreiras, por exemplo, alguns jogadores se perdiam – porque além da velocidade, era necessário timing perfeito nos pulos. Poucos saltos onde o “Pitfall Harry” tocava na barreira eram suficientes para garantir a vitória do amiguinho mais lento na corrida, porém mais preciso nos pulos.

    A partir daí, muitos jogos passaram a premiar a precisão temporal do nosso relaxante apertar de botões. Neste início, principalmente os jogos de nave. Herança da alta dificuldade dos arcades, os schmups dos consoles em sua maioria não ofereciam tiro contínuo (ou rapid fire, como preferem os fãs do Master System). Então, além de se desviar das hordas de inimigos e sua chuva de projéteis, tínhamos de caprichar no speed do botão do tiro principal. E tome esmagação. Como visto no “gráfico” que abre esta incursão, o processamento do jogo, por limitação de hardware ou por decisão do programador, descarta muitas pressionadas de botão.

    Até mesmo diante da empolgação gráfica e sonora que o jogo imprimia na experiência, alguns gamers reagiam mandando bala o tempo todo – e não percebiam que aquela estratégia não ajudava tanto. Defender do Atari 2600 é um shmup da própria Atari com uma boa dose de estratégia e que já premiava o jogador que não sentava o dedo o tempo inteiro: o tiro (um raio, neste caso) tinha sua trajetória interrompida – se o inimigo estivesse distante, ele deixaria de ser atingido. Space Invaders e Yar’s Revenge limitam a apenas um tiro na tela – mesmo assim alguns jogadores entravam num “modo rapid fire” e cansavam os dedos à toa, provavelmente para não terem de se preocupar em manter o ritmo.

    A geração seguinte continuou sofrendo influência dos arcades trazendo shmups de scroller horizontal/vertical e em perspectiva para os consoles. R-Type no Master System era considerado um dos melhores jogos de nave para consoles domésticos da época. Nele, o timing adequado do jogador nos tiros ajudava, principalmente quando sua nave estava com o tiro mais simples. Astro Warrior, outro shmup do mesmo console, premiava o tiro certeiro destruindo fileiras inteiras de certos inimigos.

    After Burner no Master System apresentava dois ataques: o míssil teleguiado, acionado pelo famoso “fire” na versão original do arcade e por um blip no 8-bit da SEGA, e o canhão. Se o botão do canhão for pressionado rapidamente, o caça solta 3 tiros e dá uma enorme pausa até o próximo projétil, penalizando o jogador. Se dividir o tempo, distribuir os 3 tiros e na próxima apertada de botão você segurá-lo, seu timing fica “salvo” e basta seguir pressionando. Sutil, mas ajuda muito a destruir aquelas fileiras de inimigos na diagonal clássica da SEGA (Space Harrier, Thunder Blade…).

    Nos computadores, Prince of Persia introduzia o realismo nas animações dos personagens em um game de plataforma. E o pulo neste jogo é um exemplo de gameplay refinado e que requer precisão: até pressionar a tecla (ou botão, para quem o conheceu somente nos ports para console mais tarde) mais fortemente o game nos estimulava. Isso porque o timing do pulo não era “o momento do pulo” – esta precisão representava o esforço necessário para executar aquela ação. Vi muito coleguinha na época que se frustrava com a dinâmica do pulo de Prince Of Persia no PC e gostava só de olhar o outro jogar, apreciando as animações absurdas – em tempos de Castlevania e Shinobi sendo o supra-sumo das animações realistas nos videogames, aquela fluidez só era encontrada nos MS-DOS e Amigas da vida.

    O timing preciso foi incorporado ao gameplay em diversos outros gêneros, até mesmo onde a ação não é o foco. Em Super Mario RPG, no Super Nintendo, precisão no tempo causa dano dobrado pro encanador e sua trupe. Em Final Fantasy 8 do PlayStation o limit break de Squall dependia muito de timing para causar mais dano. Tales of Vesperia no Xbox 360 apresenta um final strike que depende do apertar de botão na hora exata para acontecer. Claro que temos todos os jogos de luta lotados de combinações que requerem timing preciso – até Double Dragon era possível vencer na esmagação, mas após a Capcom inventar Street Fighter isso acabou… E não podemos nos esquecer dos jogos musicais, moda atual nos consoles modernos que requer timing para garantir a impressão de que o gamer toca guitarra.

    E temos Bayonetta.

    Ah, Bayonetta. Não, não estou me referindo à protagonista. Até poderia, mas não é o caso. O objetivo é tratar do fantástico sistema de combos herdado de Devil May Cry. A continuação espiritual da famosa franquia aprofundou os combos de tal maneira que, acredito, nada parecido foi feito em videogames neste aspecto. O game se torna até impossível de se jogar, mesmo na dificuldade normal, se o jogador não se esforçar para conseguir os combos que requerem pausas. Tanto que o jogo da SEGA apresenta um modo easy que é mais do que fácil: é automático. Um dos produtores explicou o por quê: “Queríamos aumentar o público, permitindo que jogadores menos experientes aproveitem o game inteiro, sem necessariamente terem de investir tempo”.

    O investimento em timing é pesado para pelo menos você conseguir terminar o jogo. Lutas ordinárias com os bichinhos entre os chefões têm o sucesso da voluptuosa japonesa determinado pela realização dos combos. E estes são longos e, os melhores, os mais eficientes, os que dão mais dano são os que contém pausas de meio segundo entre as pressionadas. Imagine no calor da batalha – e elas são pelo menos duas vezes mais intensas do que em DMC4, diria eu – você ‘smashando’ com toda sua força nos combos sequenciais e o que acontece? A bruxa morre. Só que a bruxa neste caso é o seu personagem.

    Esta característica isolada garante deliciosos “momentos hardcore next-gen” do início ao fim deste grande jogo da SEGA atual. As dezenas (talvez umas 50 possibilidades) de combos geram um efeito colateral divertido: você errou uma sequência, há uma boa chance de executar outro combo similar. Mas isso não tira você do controle do personagem de maneira alguma. Assim como em DMC, o jogo premia a variedade de combos executados em cada fase. E, ainda sobre o timing, o famoso “Witch Time” de Bayonetta é divertidíssimo: você desvia no último momento de um ataque inimigo, o jogo entra em slow menos Bayonetta – hora de caprichar nos combos.

    Enfim, este é um ótimo exemplo do que a geração atual tem de bom e propiciando desafio para jogadores que acompanharam a evolução dos videogames. Que desde Combat do Atari ou Senhor das Trevas no Odyssey se preocupa em manter-se no ritmo – mesmo quando não está jogando Guitar Hero…

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      kleber7777 · 20 days ago · 2 pontos

      Bom texto. Um dia ainda quero experimentar Bayonetta para testar esse sistema de combos.

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      kess · 19 days ago · 2 pontos

      Taí uma coisa que nem sempre é levada em conta: a capacidade de processamento dos comandos executados serem captados pelo aparelho. Hoje em dia alguns não sofrem problema em captar todos os inputs feitos (se isso vai contar para executar alguma ação no jogo é outra coisa), mas aparentemente os controles de movimento que ainda sofrem com isso...

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      artigos · 19 days ago · 2 pontos

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

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  • 2020-12-16 11:21:16 -0200 Thumb picture
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    As revistas de videogames dos anos 90

    Medium 3842661 featured image

     Lançada através de uma edição especial de uma revista esportiva, a Ação Games foi uma das revistas de videogame mais importantes do Brasil e tudo começou em 1991, no mesmo que ano que outra revista de peso surgiu em terras tupiniquins, a VideoGame. Já nos Estados Unidos, temos o início de uma das maiores publicações de games da história, a Game Informer, que está em circulação até hoje e é publicada pela GameStop, uma das maiores lojas de games atualmente. Ainda no mesmo ano, no Reino Unido, a revista PC Format focava em jogos para computadores e a Sega Pro, focava em aparelhos da Sega. Em 1992, a GameFan surgiu nos EUA e rapidamente se destacou pela alta qualidade das screenshots.

     Em 1993, no Reino Unido, surgiu a revista mais importante para o mercado britânico de videogames, a Edge, que está na ativa até hoje e parte de suas edições foi publicada nos EUA com o nome de Next Generation a partir de 1995. Outra revista especializada muito forte que surgiu em 1993 foi a GameMaster, que chegava a superar as vendas da Edge. Mas o público britânico sempre foi mais voltado para computadores e no mesmo ano, estreou duas grandes revistas, a PC Gamer e a PC Zone. Em 1994, surgiu uma série de revistas bem interessante nos EUA, a Game Developer, voltado para entrevistas e matérias criadas por desenvolvedores e aspirantes que discutia técnicas de programação, game design, som e imagem.

    Em 1995, entrou em circulação uma das revistas mais amadas pelos brasileiros, a Gamers, que trazia conteúdo de qualidade nas plataformas. Mas nessa época, o mundo estava vivendo a nova geração e a Sega Saturn Magazine surgiu para divulgar jogos do novo videogame da Sega. No mesmo ano, a PlayStation Official Magazine estreou no Reino Unido, trazendo as novidades do console da Sony. A publicação oficial chegou aos EUA em 1997. Um conteúdo curioso surgiu no mesmo ano, a PlayStation Underground, que trazia CDs informativos que podiam ser executados no próprio console. Também em 1997, tivemos a estreia da saudosa CD Expert no Brasil, que trazia CDs de jogos com conteúdo traduzido e até mesmo dublado. Ainda no Brasil, a Nintendo World chegou em 1998 e foi mais um sucesso.

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  • 2020-12-02 10:45:19 -0200 Thumb picture
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    A história da pirataria nos videogames

    Medium 3840298 featured image

     A pirataria acompanha os videogames desde os primórdios. Com o sucesso de Pong, dezenas de empresas lançaram seus clones para Arcades, bem como centenas de clones do Home Pong da Atari graças a chegada do chip AY-3-8500. Muitas companhias lançaram suas versões de sucesso dos Arcades, mas nessa época, o conceito de pirataria e clone se mesclavam. Com a chegada do Atari 2600 e seu sucesso pelo mundo, qualquer fabricante capaz de produzir um cartucho podia vender suas cópias piratas, pois o videogame não tinha nenhum sistema contra cópias. O mercado ficou entupido de cartuchos piratas. Nos jogos de PC 8-bit, a cópia de disquetes reinava soberano. Era a forma de divulgar o jogo para os poucos amigos que tinham um computador em casa.

     Com a chegada do Famicom e do NES, a Nintendo estabeleceu uma série de regras para impedir a prática da pirataria, pois a fabricação de cartuchos deveria ser exclusiva da Nintendo e todos vinham equipados com a 10NES chip. Por anos, várias companhias tentaram driblar essas regras e a Tengen teve sucesso com a fabricação de cópias não autorizadas, mas a Nintendo processou a companhia pela distribuição ilegal de seus jogos. Já nos computadores, as companhias tentavam alternativas para impedir a cópia desenfreada de disquetes, como códigos especiais nos manuais, discos de proteção e programas de autenticação, mas ainda sim, combater a pirataria PCs da época sempre foi um desafio.

     Durante a quarta geração, a pirataria de cartuchos continuou difícil, mas algumas cópias ilegais ainda circulavam em vários países pelo mundo. Os códigos de segurança do NES foram superados e o mercado se viu inundado de cartuchos e videogames piratas. Com a chegada do 3DO e sua mídia de CD, foi visto inicialmente como o fim da pirataria, pois não era comum as pessoas terem leitores de CD, mas essa realidade mudou rapidamente, pois kit multimídia e computadores com driver de CD começaram a se popularizar. O PlayStation, sendo o console mais popular, foi o principal alvo de cópias piratas, com uma produção rápida e em massa. Isso contribuiu para a popularização do console da Sony, especialmente nos países em desenvolvimento, como no Brasil.

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      artigos · about 1 month ago · 6 pontos

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

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      volstag · about 1 month ago · 5 pontos

      Parabéns, a sua Pirataria virou Artigo... não, pera!

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      leandro · about 1 month ago · 4 pontos

      O sucesso do Play 2 por aqui esta ligado diretamente a pirataria. Por isso é o console mais vendido da historia, a parcela disso o Brasil contribui e muito

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  • 2020-11-30 01:29:36 -0200 Thumb picture
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    E se...Playstation All-Stars tivesse recebido uma continuação?

    Medium 3838926 featured image

    No dia 20 de Novembro de 2020, se fez 8 anos do lançamento de Playstation All-Stars Battle Royale para Playstation 3 e Playstation Vita. Por muito tempo, desde seu lançamento em 2012, o jogo era apelidado de "o Super Smash Bros. da Sony", devido a sua semelhança com a franquia crossover da Nintendo.

    Mas, existem elementos que fazem o Playstation All-Stars Battle Royale ser diferente de seu concorrente, como arenas que são "invadidas" por outros jogos, e a necessidade de eliminar seus adversários com golpes especiais, e não expulsando-os para fora da arena como na franquia Super Smash Bros.

    Mas, uma pergunta fica no ar: E se o jogo tivesse ganhado uma sequência, apesar do desempenho médio do primeiro jogo?

    Pessoalmente, eu sou a favor de uma consolidação do Playstation All-Stars como uma franquia própria, assim como acontece com a franquia Super Smash Bros. A Sony pode ter perdido uma oportunidade de transformar Playstation All-Stars em uma marca própria, mas optou por abandonar a ideia por receio de ser comparado com a estratégia da Nintendo com Super Smash Bros.

    Em uma possível sequência, teríamos muito mais personagens do universo Playstation, com a adição de personagens de jogos exclusivos do Playstation Vita, do Playstation 4 e do Playstation 5, além de personagens que estavam cotados para o Playstation All-Stars Battle Royale, mas que foram descartados no produto final (isso valeria um post próprio sobre a lista de personagens que estariam nesta sequência).

    Outra possibilidade seria o aprimoramento do online, inspirado no online do Brawhalla, dadas as devidas diferenças, com um sistema de ranking melhorado. O jogo poderia ter mais modos além do modo treinamento e do modo "arcade", como modo rankeado, "sobrevivência" e multiplayer online. 

    Com o surgimento de novos jogos de luta no estilo Super Smash Bros. como Rivals Of Aether, BrawlhallaFraymakers, quem sabe a Sony não repense nas suas decisões e tente trazer Playstation All-Stars para o Playstation 5. 

    PlayStation All-Stars Battle Royale

    Platform: Playstation 3
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      artigos · about 2 months ago · 2 pontos

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      kess · about 1 month ago · 2 pontos

      Comprei esse numa promoção, pretendo jogá-lo eventualmente. As comparações são inevitáveis, e até por isso mesmo que são necessárias as diferenças. Apesar de tantos personagens queridos e conhecidos, é estranho como não teve tanto apoio. Enquanto Smash recebe personagens desconhecidos de Fire Emblem, esse tinha tudo para ter um roster cada vez maior de queridos personagens.

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  • 2020-11-27 23:01:06 -0200 Thumb picture
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    5 jogos mobile de empresas de videogames - Parte 2

    Medium 3839686 featured image

    Sexta-feira passada, fiz um Top 5 de jogos mobiles feitos pelas 3 empresas de videogames (Playstation/Xbox/Nintendo). Dessa vez, fiz um segundo Top 5 com esse tema.

    AVISO: dependendo da versão do seu smartphone, esses jogos podem ou não estar disponíveis.

    1 - Dr. Mario World (Nintendo)

    Dr. Mario é uma das spin-offs do encanador mais conhecidas da Nintendo junto com Mario Kart. A série teve diversos jogos como Dr. Mario 64 (2001), Dr. Mario Express (2008) e Dr. Mario: Miracle Cure (2015). Em 2019, a Nintendo resolveu dar um novo passo lançando Dr. Mario World para Android e iOS. A jogabilidade do jogo é a mesma do clássico do NES, a grande diferença está na variedade de personagens, com cada um possuindo uma habilidade diferente.

    2 - Playstation All-Stars Island (Playstation Mobile Inc./Coca-Cola)

    Quando Playstation All-Stars Battle Royale foi lançado em 2012, a Sony quis emplacar a marca Playstation All-Stars como uma franquia própria, assim como a franquia Super Smash Bros. da Nintendo. Um exemplo disso é o Playstation All-Stars Island (2013), feito em parceria com a Coca-Cola. O jogo é uma série de mini-games, baseados em 4 franquias da Sony: Little Big Planet, Uncharted, InFamous e Gravity Rush.

    3 - Forza Street (Turn10 Studios/Xbox Game Studios)

    Não há como negar que a série Forza (Forza Motorsport e Forza Horizon) é um das mais famosas da Microsoft. Em 2018, a Turn10 Studios, responsável pela franquia nos consoles, juntamente com a Xbox Game Studios, resolveu trazer Forza para os mobiles com o Forza Street, como uma atualização do Miami Street. O jogo é em estilo "tap racing", aonde o carro acelera sozinho, mas em determinadas curvas, o jogador deve tocar na tela para frear.

    4 - Fat Princess: Piece Of Cake (Playstation Mobile Inc./ Santa Monica)

    Na época do Playstation 3, a Sony criou uma divisão para jogos mobile chamada Playstation Mobile Inc., que tinha o objetivo de trazer franquias do Playstation para a plataforma. Um dos jogos mais interessantes dessa divisão é Fat Princess: Piece Of Cake, lançado em 2015 para Android, iOS e Playstation Vita. Desenvolvido pela Santa Monica (sim, a mesma de God Of War), Piece Of Cake é um jogo estilo "match-3", gênero que se tornou popular com Candy Crush, onde você controla as quatro classes que protegem a princesa (guerreiro, atirador, bombardeiro e padre), e cada pedra representa uma delas.

    5 - Super Mario Run (Nintendo)

    Super Mario Run foi um dos primeiros sucessos da Nintendo nos mobiles, juntamente com Fire Emblem Heroes, como foi explicado no Top 5 anterior. Assim com foi o caso de Run Sackboy Run! da Sony, a Nintendo também quis entrar na moda dos "endless runner", e Mario foi o escolhido para esse papel. As fases, em conjunto com a trilha sonora, tornam o gameplay ainda mais gostoso e divertido, isso sem falar das "fases musicais", onde o jogador joga uma sequência de fases, acompanhada de uma música empolgante e agitada.

    E quero encerrar este Top 5 com uma pergunta: Qual/Quais franquias da Nintendo/Playstation/Xbox vocês acham que dariam certo nos smartphones?

    Super Mario Run

    Platform: Android
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      artigos · about 2 months ago · 2 pontos

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

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      kess · about 2 months ago · 2 pontos

      Esse Playstation All-Stars Island ainda funciona?Joguei muito Fat Princess no PS3, mas acho que o jogo não precisava ser um "match-3".

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      jongamezon · about 2 months ago · 2 pontos

      muito bom

  • papm22 Galard Malvic
    2020-11-19 02:32:05 -0200 Thumb picture
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    O jogo do ano 2020

    Medium 3838353 featured image

    Salve, salve meus amigos, aqui é o Galard, com a sua reclamação o seu artigo anual sobre a mais querida (?) e importante celebração sobre a indústria dos games ... e ... bem, preciso falar algumas coisas antes.

    A primeira e mais séria, que não tem muita correlação, mas é impossível não comentar também é a pandemia de COVID-19. Inicialmente, queria homenagear aqui todas as vítimas dessa praga. E desejo também minhas condolências para quem estiver lendo esse artigo, no caso de ter perdido alguém. Uma hora vai passar, acreditem e tenham fé, estamos juntos nessa.

    Um segundo ponto é que todos erramos. Sim, eu errei RUDE, como um viking dos motivos de 2019 ter sido meio fraco. 2020 poderia ter sido bem melhor também, e dessa vez eu não sei os motivos, mas me abriu margem para contar uma historinha para vocês.

    Por causa dessa pandemia, por morar com dois idosos e cuidar bastante deles, eu tive de ficar em casa por muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito tempo. Como eterno fã dessa mídia, eu acabei comprando uns jogos. A ideia era comprar um Switch assim que voltasse de viagem, fiquei bem frustrado por terem faltado só 20 euros para poder comprar o aparelho. Retornei ao Brasil com uma gana em comprar o aparelho ... até ver que aqueles R$ 1400,00 de preço médio viraram mais de R$ 5000,00!!! E como a minha ânsia para jogar o The Legend of Zelda Breath of The Wild era gigantesca, acabei comprando um Wii U. Junte isso ao fato de ter ganho várias ações de uma só vez, e bem, deu nisso aqui:

    PS: alguém tem um Devils Third sobrando por aí?

    Isso pq ainda sobrou para investir nas minhas coleções de ps3, ps2 e 3ds. 

    Fora que também iniciei uma coleção de psvita

    E uma de GameCube que estou com vergonha preguiça de tirar a foto.

    O fato dessa palhaçada toda é uma só: há muito tempo que eu não me dedicava TANTO aos jogos, e em plataformas tão diferentes, me distanciando um pouco do tradicional ps3 e ps4. É um incentivo meu para todos vocês: se puderem adquirir outra plataforma que tenham algum apreço, mas nunca adquiriram e agora têm algum interesse, se puderem comprar, comprem. Ter diversidade na mídia me abriu bastante os olhos, com diversas sensações, das quais há muito tempo não tinha.

    E tudo isso por causa do bendito Zelda e a frustração de não conseguir comprar um Switch.

    Tá, mas chega dessa babaquice também e bora para o que interessa: TGA!!

    Se ano passado eu joguei todos os principais indicados, mas tive zero tempo para zerar eles, em 2020 a coisa foi diferente. Não satisfeito só em zerar, eu platinei alguns ainda, como Ghost of Tsushima e The Last of Us Part II e alguns eu quaaaaase platinei, como o Doom Eternal (falta só um troféuzinho, o das vidas extras).

    Bem, aí estão os que pude adquirir em mídia física.

    Sobre a estrutura do artigo, dessa vez, zero mudanças na estrutura do evento, continua sendo 10% de peso para o voto popular e 90%  ao júri técnico. É o que diz o regulamento.
     

    De novidade mesmo, é que o show será todo à distância por conta da COVID-19 e acresceram uma categoria MUITO BEM VINDA (no momento certo, falo dela).

    Quem quiser votar, aí está o link: https://thegameawards.com/nominees

    Quem quiser conferir os meus artigos dos anos anteriores, segue os links abaixo:

    O jogo do ano 2019

    O jogo do ano 2018

    O jogo do ano 2017

    O jogo do ano 2016

    O jogo do ano 2015

    Tenho outros artigos que discutem um pouco sobre os motivos de eu não ter gostado nem um pouco do ano de 2014, que fiz em estrutura de retrospectiva e não de análise de uma premiação específica; outro sobre algumas características que eu creio que sejam comuns entre os gotys, usando o gotypicks como parâmetro; e por fim uma opinião que acabei acertando, que fora sobre a importância de 2017 para esta geração:


    O ano em foco - 2014: o pior ano dos games?

    O jogo do ano: o que faz de um jogo um goty??

    Galard Opina: 2017 será um ano decisivo para a 8ªgeração?

    E como sei que está ruim para todo mundo, segue meu artigo em que dou umas dicas para você jogar bem, pagando pouco, sem ter de apelar para a pirataria (ou não, quem sabe, clica lá). 

    Bom, vamos lá aos indicados.

    Melhor Narrativa

    13 Sentinels: Aegis Rim (George Kamitani)Final Fantasy VII Remake (Kazushige Nojima, Motomu Toriyama, Hiroki Iwaki, Sachie Hirano)Ghost of Tsushima (Ian Ryan, Liz Albl, Patrick Downs, Jordan Lemos)Hades (Greg Kasavin)The Last of Us Part II (Neil Druckmann, Halley Gross)

    Ano bom para quem curte uma boa história né? Confesso que o 13 Sentinels eu nunca havia ouvido falar e essa é uma ótima notícia, já que o TGA está aí me surpreendendo bastante. Agora é mais um jogo que eu gostaria de testar. Quem sabe um dia. 

    FF VII Remake já esperava a indicação ... mas, apesar de gostar do jogo, gostar da narrativa, entendo que ele ainda é um game episódico e por melhor que seja a narrativa, ela continua picotada, o que sinceramente, foi o principal motivo de ter deixado ele de lado temporariamente.  

    Hades eu realmente não posso opinar, comecei a jogar ele HOJE de manhã, já esperando a sua eventual indicação.

    Assim sobraram dois dos meus jogos favoritos do ano: tlou II e GoT. 

    GoT traz uma narrativa "Kurosawana" simples e previsível. E eu amei isso, pelo fato do momento carregado de problemas mundiais, como crises econômicas e a pandemia, conhecer as lendas de Tsushima, ver uma história simples e gratificante de vingança, superação e até redenção, veio em bom momento. Mas apesar disso ...

    ... ninguém tira esse prêmio de TLoU Part II! A narrativa densa, pesada, fúnebre e única desse jogo me cativou por completo. E o plot principal NÃO É SOBRE VINGANÇA!! Isso me deixou MUITO satisfeito, já que o game fala sobre o ciclo do ódio! E numa era de preconceitos, exceções, guerras políticas, líderes malucos, posso dizer com certeza de que nenhum outro produto de entretenimento conseguiu reunir todos esses temas e sem maniqueísmo algum. É o motivo principal pelo qual eu amei o jogo.  E que maturidade para expor tal mensagem, um tema tão delicado, tão importante e o principal, tão relevante. E o principal motivo de ter ficado irritado com a ausência dele em ouuuutra categoria...

    Melhor Direção de Arte

    Final Fantasy VII Remake (Square Enix)Ghost of Tsushima (Sucker Punch/SIE)Hades (Supergiant Games)Ori and the Will of the Wisps (Moon Studios/Xbox Game Studios)The Last of Us Part II (Naughty Dog/SIE)

    Aqui as coisas começam a ficar bem complicadas, já que todos estão excelentes nesse quesito. Particularmente, eu amei todos. Mas vamos às peculiaridades:

    FFVII Remake - é ótimo poder revisitar os cenários marcantes de outrora. É assim que se faz uma reimaginação! É assim que se reconstrói um mundo vivo, mítico e inspirador. Gaia é um lugar magnífico de se explorar por conta de sua direção de arte (não pelo mapa em si, mas aí é outra história). Os únicos problemas aqui são umas texturas de péssima qualidade, que não renderizam, com sinais de crunch na produção

    (porra de porta feia).

    Hades é um belo jogo. Tem um excelente trabalho artístico em 2D, cheio de personalidade, que carrega uma palheta de coloração bem ousada. Não erra em nada, mas também ele não vai muito além do estilo que os demais jogos da Supergiant traz. E passa aquela sensação de que está vendo algo perigosamente familiar com Bastion, Transistor e um pouquinho diferente de Pyre. Não, não há nada de errado nisso, eu só gostaria de ter visto algo mais único... mas dentre os indicados, esse é o que menos joguei, logo é só mera impressão inicial. 

    E isso vale para o Ori and The Will of The Wisps também. Joguei bem pouquinho, mas o estilo dele já era tão bom antes, que não consigo considerar com o mesmo peso que a familiaridade de Hades com seus antecessores. Enfim, não me espantaria em nada se ele ganhasse. 

    O que já não posso posso dizer do meu escolhido: Ghost of Tsushima. Não é novidade alguma que eu goste dessa temática do Japão feudal, mais voltado para o realismo, esse foi um dos pontos que eu elegi Sekiro como meu favorito nessa categoria no TGA 2019. Mas aqui é OUTRO nível. Ao mesmo tempo que os filtros trazem um realismo mítico que agradam até o mais chato dos historiadores dessa era. Ao mesmo tempo que o mundo expansivo, vivo, e O VENTO CARA, O VENTO!! E sabe o que é o melhor nisso tudo? É que a arte do jogo SERVE ao gameplay! Seja o vento guia, seja para diferenciar inimigos , estilizar o Jin. Acho que talvez ele leve essa categoria, mas não espere tanto reconhecimento por parte da academia. A excelência nem sempre é reconhecida de imediato.

    E o TLOU II? Bem, ele é o meu segundo favorito, mas é uma direção de arte mais voltada para o realismo bruto, duro, cru. Sujo. E violento. É aí que ele brilha, na morbidez com o realismo de sua violência, algo que nunca vi num jogo. Ele também poderia ganhar, mas conhecendo a academia, que tem o histórico de premiar as direções de arte mais diferentonas, acho bem improvável. Mas para quem curte gráfico potente e realista, ele e RDR 2 são insuperáveis nessa geração!

    Melhor Trilha e Música

    DOOM Eternal (Mick Gordon)Final Fantasy VII Remake (Nobuo Uematsu, Masahi Hamauzu, Mitsuto Suzuki)Hades (Darren Korb)Ori and the Will of the Wisps (Gareth Coker)The Last of Us Part II (Gustavo Santaolala, Mac Quale)

    Ai Ai, esse ano é a minha categoria favorita. Qualquer um aqui poderia levar o caneco! Mas tenho uma reclamação antes: apesar do belo nível de excelência, não tem nada de novo aqui.

    Doom Eternal traz o melhor do metal industrial, vívido, pulsante e estimulante. Ele serve perfeitamente para motivar o jogador a estripar e dilacerar, manter-se ágil, em movimento, nunca falhando na contribuição dessa perfeita fantasia de poder. É um dos principais pilares desse ballet de violência e emoção.

    E curiosamente Hades faz a mesma coisa, e ainda com o MESMO estilo musical de metal industrial. Inclusive, estou viciado na OST do jogo:

    Caralho, melhor ideia do mundo em unir isso com um dungeon crawler! Supergiant, como que vocês sempre conseguem me cativar com as suas OSTs? Estou digitando com os pés aqui, pq as mãos estão aplaudindo, logo: t9mar24    qu9 ewasa p09orrra vcvdençsa!

    PS: ouçam a faixa 9, Good Riddance e vejam se não irão se lembrar de um certo muro sendo construído ...

    Ori e FF VII Remake são um caso a parte, pelo fato de serem as mais variadas. O problema é que eu ainda assim achei um pouquinho familiares com os seus antecessores. Mas são boas DEMAIS! Ouço elas até lavando louça, tomando banho, etc. Mas Nobuo Uematsu, ainda gosto mais do teu trabalho em retroost, falou?

    Já o TLoU II ela é a mais única de todas, e mesmo assim remete-se bem à ost do antecessor. Contudo, há uma peculiaridade aqui, que ela é ótima para te fazer refletir a cada segundo, sobre as ações, tanto da Ellie e Abby, mas nunca te botando para cima, afinal, o jogo é uma tragédia (no sentido mais literal possível) funesta. Por ser a mais artística, talvez ganhe. Era a minha favorita, até a porra da Supergiant me lembrar do motivo de ouvir as trilhas de Bastion e Transistor até hoje.

    Ah, e recomendo fortemente o restante do trabalho do Gustavo Santaolalla, afinal não é todo dia que um compositor de música de games têm premiações também na indústria cinematográfica e musical com baftas, oscares e globos de ouro. O cara é foda, sem mais.

    OBS: senti a falta de um sexto indicado aqui, o Ghost of Tsushima, que traz o melhor de uma trilha sonora oriental realista para um jogo. E como empolga, como te emociona, te instiga e te faz realmente sentir no meio de Ran (o que é tão bom quanto apreensivo, na real), magnum opus de Akira Kurosawa.

    Melhor Design de Som

    DOOM Eternal (id Software/Bethesda)Half-Life: Alyx (Valve)Ghost of Tsushima (Sucker Punch/SIE)Resident Evil 3 (Capcom)The Last of Us Part 2 (Naughty Dog/SIE) 

    Pois é, categoria enrolada essa né? Categoria extremamente técnica, geralmente é escolhido jogo que melhor usa o áudio como mecânica de jogo. Então, temos 2 jogos que utilizam de modo tradicional: a chatice do RE3 Remake e o fantástico TLoU II. Ouso dizer, que perto da acessibilidade que a ND fez com o áudio, deixa a Capcom chupando dedo com louvor! Acho que irá ganhar, inclusive, a Ellie parece o John Wick mexendo nas armas até de tão bem feito!

    Todavia, trago umas ressalvas:

    Doom Eternal é primoroso nesse aspecto, pois teve de criar sons que não existem, e com ampla variação, afinal, demônios não existem, ainda mais nessa ampla variação, assim como seus pedaços batendo na parede, espirrando suas entranhas nos cenários de arquitetura orgânica e industrial... violência auditiva de qualidade. 

    Curiosamente, GoT é bem parecido nesse aspecto, só que o destaque aqui é para o vento e os trovões. É um design de áudio perfeitinho e redondinho.

    E Half-Life Alyx, bem, alguém tem um VR para me emprestar aí? São muito populares esses utensílios né? Todo mundo tem em casa né? Ah bom.

    Melhor Performance

    Ashley Johnson como Ellie, The Last of Us Part IILaura Bailey como Abby, The Last of Us Part IIDaisuke Tsuji como Jin Sakai, Ghost of TsushimaLogan Cunningham como Hades, HadesNadji Jeter como Miles Morales, Marvel’s Spider-Man: Miles Morales

    Sony vs Sony por aqui. Aliás, Naughty Dog vs Naughty Dog. E fica difícil competir com o mocap deles, junte isso com uma das MELHORES intérpretes da área, que é a Laura Bailey, e temos a vencedora (ainda que goste mais um pouquinho da Ellie por causa de TLOU I). 

    (Mulherão talentosa da porra - Laura Bailey)

    Há um diferencial aqui: Abby é uma frankenstein. Pq ela leva o rosto de uma pessoa (Jocelyn Mettler), o corpo de uma atleta de crossfit (Colleen Fotsch) e a interpretação e personalidade da Laura. Mas não fosse pela interpretação dela, TLoU II não funcionaria tão bem!

    Claro, a Ashley Johnson não fez nada de errado também e aquele grito que ela da logo no início do jogo, no chão, pqp, é de vibrar a alma.

    Daisuke, apesar de adorar o jogo, e até gostar da jornada do protagonista, reconheço que o Jin Sakai parece um robô estereotipado. Aliás, o mocap nem é dele, ele só empresta a aparência e a voz na dublagem japonesa, que saiu toda dessincronizada, isso não ajuda em nada. 

    Eu não joguei o novo Spiderman, mas pelas cenas que assisti, Nadji Jeter, não fez nada de novo. 

    E um salve a versatilidade de Logan Cunningham, parece que ele dublou o jogo inteiro sozinho, pqp! Sujeito MUITO promissor!

    Jogo de Impacto

    If Found… (DREAMFELL/Annapurna)Kentucky Route Zero: TV Edition (Cardboad Computer/Annapurna)Spiritfarer (Thunder Lotus Games)Tel Me Why (Dontnod Entertainment/Xbox Game Studios)Through the Darkest of Times (Paintbucket Games)

     É aqui que eu senti muita falta de TLOU II. Confesso que isso me frustrou demais, já que poderia ser a primeira vez em que um AAA poderia levar esse prêmio e com uma mensagem superimportante. Fiquei tão chateado que nem vou comentar essa categoria (até pq só conheço o Kentucky Rote Zero, e nem sei se é o mesmo jogo que os episódios).

    (Mas ainda acho que Spiritfarer vai levar)

    Melhor Jogo Contínuo

    Apex Legends (Respawn/EA)Destiny 2 (Bungie)Call of Duty Warzone (Infinity Ward/Activision)Fortnite (Epic Games)No Man’s Sky (Hello Games)

    e

    Melhor Suporte de Comunidade

    Apex Legends (Respawn/EA)Destiny 2 (Bungie)Fall Guys (Mediatonic/Devolver)Fortnite (Epic Games)No Man’s Sky (Hello Games)Valorant (Riot Games)

    Sério, essas duas categorias parecem que foram feitas para homenagear sempre os mesmos jogos, até pq nem todo jogo tem essa atualização constante ou mesmo recebe suporte com tanta intensidade. Eu sempre comentava tais categorias, mas na boa mesmo? É inútil fazer isso. além de serem sempre os mesmos, quando essa porcaria de categoria poderia privilegiar algo diferente, ela não o faz. De quem estou falando? Ah, vocês sabem ...

    Ah e quem é Valo ... o que? Hã? 

    Melhor Jogo Independente

    Carrion (Phobia Game Studio)Fall Guys: Ultimate Knockout (Mediatonic/Devolver)Hades (Supergiant Games)Spelunky 2 (Mossmouth)Spiritfarer (Thunder Lotus Games)

    De volta aos carne de vaca (ainda bem).

      Spelunky 2 foi feito para te irritar. Como eu já sou puto o suficiente, não sou o público-alvo e me recuso a jogar isso.

     Spiritfarer eu realmente conheci agora, queria saber mais sobre para poder opinar, já que parece ser do estilo de jogo que gosto ... é a personagem do Journey ali?

    Fall Guys têm chances aqui, remotíssimas, mas tem. Só que vamos falar dele depois, na sua própria categoria, certo?

    Sendo assim, o duelo fica entre Carrion (my wayward son?), com uma ideia inovadora porém não tão bem executada assim e Hades, que foi indicado em outras 7 categorias, dando uma "leve" vantagem para ele. Nem preciso dizer quem eu acho que irá levar né? Próxima.

    (Imagem: gameplay de Carrion)

    Melhor Jogo Indie de Estreia

    Carrion (Phobia Game Studio/Devolver) Mortal Shell (Cold Symmetry/Playstack) Raji: An Ancient Epic (Nodding Heads Games) Röki (Polygon Treehouse/CI Games) Phasmophobia (Kinetic Games)

    Eu não iria comentar essa categoria não, mas como sou um chato perfeccionista, por que não falar do pouco que sei? Então, Carrion (my wayward son... é mais forte que eu, malz ae) ele consegue entregar quase tudo o que promete, com essa proposta inovadora em controlar aquela gosma que parece uma cruza dos cenários de Axion Verge com o conceito da criatura no filme The Thing. É bem legal poder controlar cada inimigo, enganá-los, se sentir OP. O problema é que senti uma linearidade que não esperava. Carrion não se trata de um metroidvania, ainda que traga alguns elementos. É imperfeito? Sim, mas gostei muito e é meu voto.

    Já Mortal Shell é bem surpreendente, não parece nem que teve um custo relativamente baixo para um soulslike, e ainda inova no gênero. Pode ser a escolha da academia e levar um troféu de querubim para casa.

    Já os outros, eu realmente não sei absolutamente nada deles dessa vez.

    Inovação em Acessibilidade

    Assassin’s Creed Valhalla (Ubisoft Montreal/Ubisoft)Grounded (Obsidian/Xbox Game Studios)HyperDot (Tribe Games)The Last of Us Part II (Naughty Dog/SIE)Watch Dogs Legion (Ubisoft Toronto/Ubisoft)

    Essa é a nova categoria antes de mais nada, preciso colocar aqui um breve discurso de Steve Saylor, consultor de acessibilidade e gamer cego:

    Foi para isto que eu e outras pessoas na comunidade de acessibilidade demos duro; isto significa tanto. É por isto que eu faço o que eu faço. É por isto que eu trabalho tanto para promover acessibilidade. É por isto! Por que isto é importante!

    Eu realmente estou extremamente feliz com isso e me emocionei, tanto quanto o próprio Steve. A luta de pessoas com deficiência (e não "portador de necessidades especiais") é algo que me toca desde criança, pois a minha avó era uma, ela sofria de uma branda esquizofrenia e mesmo sendo quase analfabeta, descendente de negros e indígenas numa época de muito preconceito, tendo seus surtos periódicos, ela conseguiu criar 3 filhos, colocou todos em ótimas graduações e o seu neto que aqui escreve esse besta artigo, agora pode lhe homenagear e contribuir pela causa, dando aulas sobre o tema em alguns cursos. Seja onde estiver, espero que esteja recebendo essa breve homenagem.

    Obviamente, esse prêmio vai para The Last of Us Part II.

    Caso tenham alguma dúvida, segue aqui a lista com o rol de acessibilidades do jogo: https://www.playstation.com/en-us/games/the-last-o...

    É revolucionário, inclusivo e altamente respeitoso. Sem piadas nesse momento dado a seriedade do tema.

    Melhor Jogo VR/AR

    Dreams (Media Molecule/SIE)Half-Life: Alyx (Valve)MARVEL’s Iron Man VR (Camoflaj/SIE)STAR WARS: Squadrons (Motive Studios/EA)The Walking Dead: Saints & Sinners (Skydance Interactive)

    Em contrapartida, aqui eu não vou ser sério um único minuto também.

    Dreams é aquela engine gamificada foda para caralho que deveria ter tido outras indicações. É uma pena que ele tenha sido reconhecido só por causa de uma atualização que acrescentou essa função para ele. 

    Por isso, segurem meu cabeção aí! 

    Iron Man VR parece uma lata de sardinha cheia de droga numa rave de fundo de quintal.

    Star Wars é ruim pq não tem o baby yoda e é da EA, e mesmo quando eles acertam, eles erram, e quando erram, acabam criando o anticristo ... literalmente: https://play.google.com/store/apps/details?id=com....

    The Walking Dead eu nem sabia que tinha sido lançado, aliás, acho que essa temática de zumbis tá meio morta-viva já né? 

    E aí sobra a trollagem do gênio do mal, o Gilmar Mendes do mundo dos joguinhos, bilionário excêntrico, o sentador de válvulas, Gabe Newell, que depois de quase 16 anos, resolveu contar até 3 e lançar um novo Hal... pera, VR, FILHA DA PUTA?

    Tá, já sabemos o vencedor dessa categoria, Gabe babaca do caralho.

    Melhor Jogo de Ação

    DOOM Eternal (id Software/Bethesda)Hades (Supergiant Games)Half-Life: Alyx (Valve)Nioh 2 (Team Ninja)Streets of Rage 4 (DotEmu)

    Voltando para a seriedade, aqui está fácil. Doom Eternal né gente? É o melhor fps da geração, DE LONGE, há uma ótima estratégia para manter a carnificina, ótimo uso de memória muscular, Doom respira ação, e talvez ressignifique o uso do termo nos games. O grande diferencial aqui é que Eternal tem uma fluidez em sua gameplay, que quando se pega o jeito,  uau, você é o cara, e ninguém te para. Todos te temem e o elo entre jogador e personagem de fantasia de poder torna-se um só. Foda-se, que jogo bom!

    É minha escolha, é o melhor jogo em todos os aspectos, melhor elaborado e não te obriga a comprar uma merda de um acessório caríssimo. #chupagabe.

    Nioh 2 foi COMPLETAMENTE obliterado pelo esquecimento, ninguém prestou atenção nele, enfim, deixe aqui a sua risada pelo mais perfeito timming de lançamento de um jogo. 

    Hades e Street of Rage 4 felizmente foram lembrados nessa categoria. Realmente não saberia aonde mais encaixá-los, creio que o foco deles seja a porradaria mesmo ... aliás, é mesmo um beat`n up por aqui e um dungeon crawler por aqui? Não poderia estar mais feliz.

    #chupagabedenovo

    Melhor Jogo de Ação/Aventura

    Assassin’s Creed Valhalla (Ubisoft Montreal/Ubisoft)Ghost of Tsushima (Sucker Punch/SIE)MARVEL’s Spider-Man: Miles Morales (Insomniac Games/SIE)Ori and the Will of the Wisps (Moon Studios/Xbox Game Studios)Star Wars Jedi: Fallen Order (Respawn/EA)The Last of Us Part II (Naughty Dog/SIE)

    Aqui as coisas voltam a se complicar. Não, os indicados não estão ruins, pelo contrário, mas temos uns bagulhos estranhos...

    A começar pela descrição da categoria: FOR THE BEST ACTION/ADVENTURE GAME, COMBINING COMBAT WITH TRAVERSAL AND PUZZLE SOLVING.

    Então, eu nunca entendi muito bem isso, se é para ter exploração, combate e resolução de puzzles  com muita qualidade, se é para ter só dois desses aspectos, enfim, vai saber.

    Outra coisa estranha é a presença de Fallen Order por aqui: ele curiosamente, é o que melhor equilibra todas as três categorias, mas olha a data de lançamento dele: 15/11/2019. Ok, tá certo de que o TGA tem um ano fiscal para lá de estranho, e ele ""poderia"" entrar no TGA 2020, mas aí vem essa informação aqui do faq direto do site do TGA 2020:

    WHAT IS THE CUTOFF DATE FOR GAMES TO BE ELIGIBLE THIS YEAR?

    Games eligible for The Game Awards this year must be available for public consumption on or before November 20, 2020. Titles that are released after this date will be eligible for The Game Awards ceremony in 2021. (Similarly, games that were released in December 2019 are first eligible for this year’s awards).

     Estranho né? Por essa regra, ele poderia ter entrado na premiação de 2019. Mas calma que piora, porque ele entrou na votação, só que numa categoria exclusivamente popular.

    http://media.alvanista.com/uploads/timeline_image/20...(img)

     E segundo a descrição da mesma página: "Qualquer jogo lançado entre dezembro de 2018 até 15 de novembro de 2019 era elegível para consideração.". Só jogar um "ctrl+f" e procurarem.

    E aí vem outros problemas:

    Valhalla, TLOU II, Spiderman não cumprem muito bem a parte de bons puzzles.

    Ori eu pouco joguei, mas é um metroidvania né? O foco é mais na exploração do que os demais aspectos.

    Assim, dentre os indicados, eu acho que Ghost of Tsushima levar essa categoria seria o mais justo, só que eu acho o The Last of Us Part II tão bom nos demais aspectos quanto ele, talvez até mais equilibrado. Enfim, seja lá quem for levar, tá justo, mas acho que a academia deve ficar com TLOU II.


    Melhor RPG

    Final Fantasy VII Remake (Square Enix)Genshin Impact (miHoYo)Persona 5 Royal (Atlus, P Studios)Wasteland 3 (inXile Entertainment/Koch)Yakuza: Like a Dragon (Ryu Ga Gotoku Studio/Sega)

    Bateu umas saudades de 2015 heim! Temos vários problemas aqui

    Persona 5 Royal, apesar de provavelmente ser mesmo o melhor rpg dentre os indicados, é a versão aprimorada de um jogo de 2017. Tá certo que ele têm seus méritos, mas ainda não deixa de ser algo muito bom, nem um pouco novo e que aprimora uma experiência passada. Eu não sei bem o que dizer quanto à essa escolha, já que em 2016, Blood and Wine ganhou o prêmio de melhor rpg, mesmo sendo uma expansão do The Witcher 3.

    Final Fantasy VII Remake, bom ... aqui começa a minha decepção. Compreendam meu ponto: não é que eu não tenha gostado do jogo, pelo contrário, eu achei ele ótimo, mas longe de ser perfeito e com umas falhas que pesaram bastante, como a insistência em utilizar texturas de baixa qualidade.  Já a opção em dividir o jogo por episódios, ao mesmo tempo que contribuiu para uma eventual expansão da história, também soou como uma prática anticonsumidor: é bem chato jogar algo sabendo que não poderá concluir até que a empresa lance o pedaço restante. E isso foi bem frustrante para mim. Mas, ainda assim, FFVII Remake conseguiu ser o melhor rpg de 2020 que joguei e deve levar esse prêmio.    As demais indicações dele irão pesar e a academia provavelmente votará seguro.

    Tá legal, mas calma lá, mas é justo isso? Sim e não. Sim, pois apesar de tudo, ele é um excelente jogo; e não, pois, além de tudo o que já expliquei, creio que isso desprivilegia os concorrentes que não são remakes, que não são expansões e que ainda por cima são jogos completos, sem essa divisão por episódios.

    Feito isso, preciso falar dos outros 3 nomeados:

    Genshin Impact é um fenômeno! E ainda é um f2p com qualidades de AAA, e ainda assim, inspirado em Breath of The Wild. Eu confesso que testei muito pouco, mas mesmo assim, ele teve a façanha de rodar muito bem no meu cel, que é uma bosta francesa da Alcatel. Fora o estardalhaço que ele fez no seu lançamento, com a desenvolvedora tocando o berrante chamando a atenção do povo.

    http://media.alvanista.com/uploads/timeline_image/20...(img)

    (imagem de um dos desenvolvedores)

    Mas temos 3 fatores aqui que podem tirar esse prêmio dele, além do que já falei:

    1º é um f2p, logo, é questão de tempo até que ele possa ter alguma prática abusiva anticonsumidor. Não sei se pesaria tanto, mas enfim.

    2º é um jogo chinês, e isso provavelmente não é bem visto por lá, se bem que em 2017 tivemos a categoria "melhor fangame chinês".

    3º é um jogo debutante que está competindo com verdadeiros monstros da área, como Final Fantasy e Persona, e esses nomes PESAM na escolha.

    Correm por fora Wasteland 3 e Yakuza: Like a Dragon, que apesar de serem bons jogos, que eu não testei, a mídia gostou, mas não tiveram tanto genshin impacto. 

    Enfim, mesmo achando que o FF VII Remake irá levar o prêmio, pode ter uma pontinha de chance com Genshin Impact. Próxima!

     Melhor Jogo Mobile

    Among Us (InnerSloth)Call of Duty Mobile (TiMi Studios/Activision)Genshin Impact (miHoYo)Legends of Runeterra (Riot Games)Pokémon Café Mix (Genius Sonority)

    Isso vai ser divertido e confuso. hehehhe

    De baixo para cima, Pokemon Café Mix é mais um jogo f2p da Nintendo para os celulares, não inova muito, mas têm suas qualidades (afinal é Nintendo, o que ela tem de filha da puta, tem de competente, pelo menos).

    Legends of Runeterra está incompleto, cópia chata de Hearthstone, mal otimizado e nem parece que saiu da beta. Nem deveria estar aqui.

    E agora vamos complicar um pouco:

    CoD Mobile tem um pequeno detalhe ... ele é de 2019, competiu no TGA e por acaso, GANHOU essa mesma categoria que ele compete NOVAMENTE! Gente, que porra é essa?

    Caso não confiem em wikipedia, o que eu entendo perfeitamente, toma aí a página com os vencedores no The Enemy, um dos jornais que foi convidado para ser jurado:

    Mas me permitam ser um pouquinho hipócrita agora? Nessa categoria temos o meu xodó do Among Us, que é de 2018.

    http://media.alvanista.com/uploads/timeline_image/20...(img)

    É, mas também o defendo lembrando que ele só explodiu esse ano e é um indie de um estúdio MINÚSCULO, a Innersloth. Quem quiser conferir o site deles, para dar uma força, tá ae: http://www.innersloth.com/About.php

    Eu só não vou comentar sobre ele agora por preferir falar dele em outra categoria. Tá, mas ele merece vencer? O jogo é foda né? Então ... no âmago do meu coraçãozinho gelado, sim, mas sendo justo, Genshin Impact é quem deveria levar, é um jogo desse ano e os motivos eu acabei de falar acima: é um f2p inspirado em BoTW e ainda por cima roda bem em qualquer celular. Quanto mais acessível um jogo é, melhor! E isso poucos conseguiram tão bem e com essa qualidade técnica. 

    Melhor Jogo de Luta

    Granblue Fantasy: Versus (Arc System Works/Cygames)Mortal Kombat 11/Ultimate (NetherRealm Studios/WB Games) 2019Street Fighter V: Champion Edition (Dimps/Capcom) 2016One Punch Man: A Hero Nobody Knows (Spike Chunsoft/Bandai-Namco) Jump Force 2?UNDER NIGHT IN-BIRTH Exe: Late[cl-r] (French Bread/Arc System Works)

    E de volta à categoria mais bagunçada do evento, para variar ...

    Temos aqui a versão completa de MK11, que é do ano passado, amargurado com a derrota para Super Smash Bros Ultimate;

    Mais uma expansão de Street Fighter V, que é de 2016 e venceu o prêmio naquele ano.

    Nem preciso dizer que meu posicionamento sobre isso é sempre o mesmo. Não concordo, ainda mais quando estão reciclando produtos na cara de pau.

    O jogo do One Punch Man, por puro acaso, fui dar uma olhada na gameplay dele e sério??????? Parece um jogo genérico do naruto com jump force, só que não consegue fazer nada muito certo, e ficou até pior que esses dois jogos, que já não costumam agradar muito além de seu nicho. 

    Sendo assim, só faltou um Blazblue para a Arc System levar a tríplice indicação. Enfim, joguei nada, mas acho que um deles vai vencer.

    Melhor Jogo de Esporte/Corrida

    Dirt 5 (Codemasters Cheshire/Codemasters)F1 2020 (Codemasters Birmingham /Codemasters)FIFA 21 (EA Vancouver/EA Sports)NBA 2K21 (Visual Concepts/2K)Tony Hawk’s Pro Skater 1+2 (Vicarious Visions/Activision)

    POIZÉ. Olha eu de novo aqui me contradizendo e jogando uma meaculpa pro remake do Tony Hawk. É o meu voto, achei de longe o melhor jogo, em todos os aspectos, sendo extremamente divertido, e por acaso, dentre os esportes listados, é o meu preferido. O fator nostalgia veio forte aqui!

    E ainda trouxe "Confisco" na trilha sonora. Vocês realmente acham que votaria em outro jogo?

    obs: F1 2020 é um ótimo jogo no seu gênero, a academia pense em até premiar ele, sendo o principal competidor do Antônio Falcão. Na verdade, poderia até estar em outra categoria também, uma nova...

    Melhor Jogo de Estratégia/Simulação

    Crusader Kings III (Paradox Development Studio/Paradox)Desperados III (Mimimi Games/THQN)Gears Tactics (Splash Damage/The Coalition/Xbox Game Studios)Microsoft Flight Simulator (Asobo/Xbox Game Studios)XCOM: Chimera Squad (Firaxis/2K)

    ... e que por acaso também não faz o menor sentido. O que estratégia tem a ver com simulação? Bom, tanto faz, só estão repetindo a bizarrice de 2014, quando anunciaram a categoria de corrida/esportes e deram o prêmio para o Mario Kart 8 e em 2015 para Rocket League, provando que ninguém pode ser tão troll quanto o próprio acaso.

    Certo, e os indicados? De antemão, a briga vai ser feia entre Crusader Kings III e Flight Simulator: de um lado, temos o melhor jogo de estratégia medieval da história recente; do outro, o melhor simulador já lançado, em seu sentido mais puro. Como eu não joguei nenhum dos indicados (ainda) esse ano, a minha opinião de fã velho de Age II, é completamente passional ao Crusader, mas Flight Simulator renasceu das cinzas  e deve ser ele o vencedor. Mas acho que está bem em aberto ainda.

    Menção aqui aos Desperados III, que é de um estilo de estratégia, igual a Comandos, que eu adoro e parece que o jogo veio muito bom!!

    Melhor Jogo para Família

    Animal Crossing: New Horizons (Nintendo)Crash Bandicoot 4: It’s About Time (Toys for Bob/Activision)Fall Guys: Ultimate Knockout (Mediatonic/Devolver)Mario Kart Live: Home Circuit (Velan Studios/Nintendo)Minecraft Dungeons (Mojang/Double Eleven/Xbox Game Studios)Paper Mario: The Origami King (Intelligent Systems/Nintendo)

    Esse ano essa categoria está particularmente especial para mim, já que voltei a jogar de forma mais casual, mais jogos da Nintendo e até mesmo com a minha família (o que não faz a quarentena né mesmo?). Dito isso, vamos aos indicados.

    Animal Crossing é o favorito, de longe. Além de ter sido indicado ao goty, o que reflete bastante nas demais categorias, ele cumpre perfeitamente a descrição da categoria: FOR THE BEST GAME APPROPRIATE FOR FAMILY PLAY, IRRESPECTIVE OF GENRE OR PLATFORM. Ou seja, apropriado para qualquer um, independentemente de idade. Há ainda outros fatores que ajudam ele, só que pretendo falar apenas quando for comentar os indicados ao goty. Apenas duas palavras: timming e social.

    Apesar da extrema vantagem do Animal Crossing,  esse ano essa categoria veio mais forte que o de costume.

    Fall Guys é hilário, incrível, zoado, divertido, perfeito para se jogar com os amigos e ainda tem uma musiquinha chiclete ótima. Por ter sido o jogo que mais joguei nessa lista, é o meu voto pessoal.

    Mario Kart Live: Home Circuit é a Nintendo mostrando o que ela sempre gostou de fazer: brinquedos para todas as idades. Nem preciso dizer que não gastei uma fortuna num carrinho do Mario né? Mas a iniciativa é bacana ... se você estiver lendo isso da Suíça, talvez se divirta com essa nintendisse.

    Crash 4 me pareceu um bom jogo, um pouco distante que seus 3 irmãos do ps1, eu ainda não pude testar o jogo, mas me pareceu um ótimo colect a ton.

    Sei nada de Minecraft Dungeon, mas só por ser um dungeon crawler, eu já fico satisfeito.

    E agora, meu xodó que nunca joguei, mas só porque me apaixonei pelos antecessores, Paper Mario: The Origami King! Eu realmente me apaixonei pela série quando comecei a jogar o Color Splash (sim, acabou que achei um com preço justo! Muito obrigado pela ajuda!), por conta de sua leveza, trilha sonora excelente e extrema casualidade. Até a sua história para lá de babaca me agradou bastante. Bom sei que o Origami King segue a mesma linha e que a série se transformou após o Sticker Star.

    "Aiinn, bom era só os antigos, de GameCube e 64, mimimi"

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     Bons não, excelentes. E se tudo der certo, pego um Sticker Star ainda esse mês (ALGUÉM VENDENDO A PREÇO DE DESAPEGO AÍ??).

    Para que essa palhaçada toda? Simples, todo ano eu mal falo sobre os jogos casuais, com temas mais infantis, mais leves, e até sistemas mais simples (não me limito ao Paper Mario aqui). Com a pandemia e mais tempo livre pude experimentar outros estilos, gêneros, adquirir novos consoles e assim diversificar um pouco meu eixo, que se apegava demais no ps4, ps3, etc.

    E termina aqui a minha singela homenagem aos jogos family friendly...

    Melhor Jogo Multiplayer

    Animal Crossing: New Horizons (Nintendo)Among Us (InnerSloth)Call of Duty: Warzone (Infinity Ward/Raven/Activision)Fall Guys: Ultimate Knockout (Mediatonic/Devolver)Valorant (Riot Games)

    ... mas continuo a falar deles por aqui. E não poderia estar mais feliz do que nunca com essa categoria!

    Entendam: pandemia é uma coisa bem ruim, pois além das piores desgraças envolvendo a sua saúde física, a sua saúde mental também é prejudicada. E muito. Então, nada como um bom multiplayer para rever seus amigos, o que não é a mesma coisa, mas ajuda muito.

    Quer dizer, quase. Três jogos dessa lista realmente transcenderam as barreiras físicas (só dois para mim, não pude testar o Animal Crossing ainda) e me senti como se estivesse num sofá de casa jogando lado a lado com meus amigos, e estes foram Fall Guys e principalmente, Among Us. É, estou sendo hipócrita novamente em privilegiar um game de 2018 né? Mas abrindo essa ÚNICA exceção, ele é meu voto e provavelmente, deve ser o vencedor esse ano. MESMO com Animal Crossing e Fall Guys.

    Fall Guys, por conta de toda sua aleatoriedade, seja no conceito, seja nas próprias mecânicas, traz uma proposta tão única quanto agradável. É hilário você ver teu colega vestido de frango, dando um olé no bicho roxo e sendo derrubado por um pinguim, enquanto você mesmo, vestido de golfinho é derrubado por um triceratops roxo com olhar de quem tá chapado de cocaína. É hilário do início ao fim.

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    Animal Crossing chegou no melhor momento possível, em que as relações humanas estavam todas minadas por causa da COVID-19, todo mundo em quarentena, achou nesse jogo bobo de fazendinha um local de convívio agradável. Some isso a uma ampla variedade de público, que vai de Machete até a Capitã Marvel,  e temos a nossa vida normal de volta, em sociedade (se você for um ser antropomorfo com uma cabeça maior que um balão a vapor, melhor ainda).

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    Machete 2: Machete joga

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    E a Brie Larson, provando que saiu do quarto de Jack sem muitos danos psicológicos.

    É por essa união globalizada em torno de um jogo de bichinho cabeçudo, que provavelmente será esse o voto do TGA.

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    Agradou até a concorrência!

    Among Us é o meu voto, pois ele conseguiu me trazer duas sensações únicas em um jogo: a de um suspense social e de uma jogabilidade que perpassa as próprias limitações técnicas para um jogo de videogame, expandindo e muito o que ele tem a oferecer. Isso ocorre, pois, o objetivo do jogo em localizar um impostor é solucionado fora dos limites do game, encontrando apenas uma solução social, com contato humano, ainda que fisicamente todos estarem longe uns dos outros. Isso é único, jamais havia visto isso antes e de forma tão criativa, simples e acessível.

    E os outros?

    Bom, Call of Duty: Warzone é um f2p, de ótima qualidade, mas continua sendo um jogo mercenário da Activision, só que mais ganancioso do que nunca. Em todo caso, é uma ótima oportunidade em manter um CoD sempre atualizado para quem não pode ficar comprando o mesmo jogo anualmente e assim poderem lucrar com as microtransações de quem não se submete a isso, mas que acaba comprando uma skin baratinha ou outra. Certo, Pinky?

    (Espaço reservado para a sua rir de Valorant).

    Sobre as demais categorias:

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    E finalmente, as categorias principais: melhor direção e goty:

    Melhor Direção de Jogo

    Final Fantasy VII Remake (Square Enix) Ghost of Tsushima (Sucker Punch/SIE) Hades (Supergiant Games) Half-Life: Alyx (Valve) The Last of Us Part II (Naughty Dog/SIE)

    Aqui eu faço questão de colar a descrição da categoria: AWARDED FOR OUTSTANDING CREATIVE VISION AND INNOVATION IN GAME DIRECTION AND DESIGN. Ou seja, um prêmio com foco na visão criativa e inovadora na direção de um jogo e em seu design. Basicamente, é o grande diferencial do produto.

    Primeiramente, tem uma coisa que não entendi: se agora eles praticamente tornaram a 6ª vaga como cativa na categoria de goty, por que não adicionaram também uma na categoria de melhor direção? É uma categoria importantíssima e pelo menos deveriam parar de se espelhar nos Oscares e ampliar logo de vez isso. Quanto mais celebrados, mais visibilidade.

    E é aí que entra a minha principal reclamação: cadê Doom Eternal aqui? Ele é um jogo superior em TODOS os aspectos em relação ao seu antecessor, e ele concorreu nessa categoria em 2016: https://pt.wikipedia.org/wiki/The_Game_Awards_201...

    Ainda assim, também entendo que uma categoria não é para ser espelho da outra. Eu só realmente queria entender essa decisão sem sentido.

    Eternal merecia a indicação, pois , mesmo sendo um jogo mais evolucionário do que revolucionário, ele fez TUDO certo neste quesito: o combate conseguiu ficar melhor do que nunca, as sessões de plataforma, que muitos não gostaram, são interessantes como meios de quebrar o ritmo do jogo. E Doom é isso: ritmo e combate. Até coletar os colecionáveis nesse jogo é maravilhoso. Ah, e a história é daquele jeito que amamos: galhofa e um verdadeiro tributo ao doomguy (tem até plot twist oO).

    Mas e ae, os demais mereceram as indicações? Bom, é lógico! E digo isso mesmo não jogando o HL Alyx, visto que eu já conheço a qualidade de seus antecessores, e a tradição da Valve em só lançar um jogo quando ele revolucionar em algum quesito. Porém, geralmente, quem não é indicado tanto para melhor direção e goty simultaneamente, não leva nenhuma das duas. Isso sem falar que para um jogo restrito a um nicho minúsculo, só de estar indicado já é um grande avanço. Mas sabe como essa galera é HL, é um paga pau do cacete, então talvez exista uma remota chance aí. Ah, e isso também vale para o Animal Crossing também.

    Sendo assim, temos 4 concorrentes efetivamente concorrendo e ironicamente, não achei nenhum deles com a direção inovadora, o que não quer dizer não sejam ruim. Pelo contrário, eu vi foi um verdadeiro primor em quase todas.

    Hades conseguiu me fazer ficar impressionado: ele não é muito inovador, mas tudo o que ele faz, meu deus, é incrível! Manja aquele indie nota 10? É ele. E também rompeu uma barreira, pois é o primeiro indie a ser indicado nessa categoria e ao goty! Parabéns Supergiant, se agigantaram mesmo! A direção dele se destaca aqui por conseguir fazer uma geração procedural funcionar muito bem, nunca deixando o jogador na mão (pelo menos nos 10 níveis que joguei antes de morrer, afinal é um rogue lite). E de certa forma, essa gameplay consegue combinar com a história, que o filho do Hades quer ascender ao Olimpo. Superação, dificuldades, enfim, a pegada de um bom jogo do gênero. Eu não creio que deva levar a categoria, pois, a academia têm privilegiado uma direção que foca em conseguir uma narrativa que justifique a gameplay, mas sem deixar de saber contar uma ótima história, e temos 3 pedregulhos no caminho de Hades, que são melhores que ele neste quesito.

    O grande diferencial de Final Fantasy VII Remake é o seu combate, único e excelente para até justificar o remake. Mas é só isso que eu vi de inovador e criativo, o resto, é muito bom, mas esbarra aí. Acho difícil dele levar também.

    Sendo assim sobraram Ghost of Tsushima, que é um jogo com umas ideias interessantes, mas nada de muito inovador, mas apesar disso, sabe aquele feijão com arroz muito bem feito? Pois é. GoT tem uma gameplay maravilhosamente divertida, um mundo lindo, mas em sua essência ele soa mais como uma história bem previsível, formulaica, divertida e sem muita essência, cujos dilemas parecem um pouco distanciados de nossa cultura, mas ELE FAZ ISSO TÃO bem, o que justifica a indicação.

    É, acho que o passe é livre para The Last of Us Part II né? É difícil discordar aqui: a Naughty Dog sabe muito bem onde posicionar a câmera, e por saber que tem a engine com a melhor expressão fácil, eles usam e abusam disso. Esse jogo é uma aula de cinematografia para muito blockbuster aí. GoT também faz isso muito bem, só que também entra o dedo do diretor-roteirista aqui como o desempate técnico. Essa temática forte, dura, crua. Pesada. Esse é o grande diferencial de tlou II. E a gameplay? É, é quase o de sempre, mas finalmente acertaram a mão (já haviam acertado muito com Uncharted 4), mas aqui é outro nível também: mais movimentos, mais técnicas únicas para Ellie e Abby, melhor balanceamento de mira, aliás ... as opções de acessibilidade, isso é sim um toque da direção. Até mesmo o posicionamento dos objetos, os olhares das personagens, OS OLHARES GENTE! Não é possível, tem que ter um Black Mirror rolando ali dentro! Enfim, por ser o único jogo que me fez ter uma empatia humana com os personagens, e saber adequar bem isso nas mecânicas simples, tlou II é a prova de que uma gameplay com poucas mecânicas, mas sabendo utilizar o que tem ao seu favor, é o que um game diretor tem de saber fazer. E esse jogo virará objeto de estudo. A direção é boa a esse nível.

    E finalmente: goty! Vamos aos candidatos:

    Jogo do Ano

    Animal Crossing: New Horizons (Nintendo) DOOM Eternal (id Software/Bethesda) Final Fantasy VII Remake (Square Enix) Ghost of Tsushima (Sucker Punch/SIE) Hades (Supergiant Games) The Last of Us Part II (Naughty Dog/SIE)

    Até aqui, creio, já ter esgotado quase tudo sobre todos os 6 concorrentes. Quase. Mas preciso partir de um ponto de vista diferente esse ano.

    A pandemia de COVID-19 mudou a minha percepção sobre essa mídia. Eu achava que já havia explorado todas as possibilidades de se aproveitar um jogo, mas não. Essa praga, além das barreiras físicas, fragiliza as relações. O contato humano não pode ser apenas virtual, é muito complicado de explicar, só sei que senti.

    E o que joguei, eu também vivi. Há muito tempo não aproveitava uma forma de arte tão intensamente, como em 2020. E eu tive o prazer de ter toda as sensações possíveis que a minha imaginação contribuía. Pensava que estava meio paranoico, quando entrelaçava a pandemia com todo que jogava, e em cada game, era de uma forma diferente.

    Seja em Doom Eternal, imaginando a covid sendo uma invasão demoníaca a ser combatida, para impedir mais vítimas;

    Seja lutando com todas as minhas forças em Final Fantasy VII Remake para que não matassem o próprio planeta;

    Seja duelando com o fantasma de Tsushima, em que poucos movimentos me matariam;

    Seja incorporando, literalmente, o filho do capeta, que está cansado de seu próprio Reino de Hades, lar dos mortos, o Tártaro, com a principal mecânica de jogo sendo morrer eternamente, para que aprenda e retorne mais forte. Ou sucumba tentando.

    Seja em Animal Crossing: New Horizons, é novos horizontes! É o renascimento dentro de uma nova vida, com mais liberdade, mais bobinha, sem as preocupações convencionais, mas também com as preocupações mundana. Mas daquele mundo;

    Seja como um sobrevivente em The Last of Us Part II, num mundo pós e pandêmico, em que poderia morrer a qualquer momento, sem conseguir completar o meu objetivo nem um pouco moral. Imoral. Amoral... humano e mortal.

    Memento mori – você é finito, lembre-se disto.

    A arte sempre vai te lembrar disso, independente de qual seja, ela quer que todos saibam disso, para que aprendam a conviver com esse fato. Mas para que apreciem melhor os momentos de suas vidas mundanas. Gastando mais tempo com quem gosta, tendo menos ódio ... ou isso pode se voltar contra você.

    Deu para perceber qual é o meu goty despois disso tudo né? The Last of Us Part II, que foi o jogo que mais transcendeu na minha vida. É uma lição tão forte que esse jogo tem, e tão bem feita, em todo e qualquer linha de diálogo, aspecto técnico, é uma bomba de emoções em forma de um áudio visual interativo. Eu realmente senti MUITA RAIVA com a Ellie. E gente, isso era desgastante. A ND sabe disso. E brinca com as suas emoções, te colocando de cabeça para baixo com a outra cabeça da dama, a Abby, vivendo outro tipo de ciclo, e me deixava empolgado, e até empático com uma personagem que eu odiava, colocando todas as certezas do jogador em cheque. Nesse momento, você está tão anestesiado que acha que mais merda alguma vai te surpreender e sim, ele ainda te surpreende me lembrando de como qualquer sentimento genuíno de amor faz tudo valer a pena...

    A trilha sonora ainda nos deixa bem claro sobre esse tema, olha os nomes das músicas:

    The Cycle of Violence

    Restless Spirits

    The Obsession

    The Cycle Continues

    Por isso, pouco nos importa a sexualidade de uma boneca virtual (que todo mundo já sabia que era lésbica por causa de Left Behind). Aliás, não. até nisso eles brincam sutilmente, logo no início do jogo. Num mundo de extremos, quando algo te devolve a lucidez da tolerância, quer dizer que isso é especial.

    E que impacto esse jogo teve heim, seja bom ou ruim, todos falaram dele.

    Vários youtubers de cinema:

    A própria modelo facial da Dina, que não jogava nada, passou a jogar

    Alterou o sistema de avaliação do Metacritic:

    https://meups.com.br/noticias/the-last-of-us-2-mudado-analises-metacritic/

    Até o metaforando, que não absolutamente porra alguma a ver com games, decidiu fazer um vídeo especial, por causa do jogo:

    Isso porque não comentei tudo que o jogo trata: intolerância religiosa, transexualidade, amizade, contemplação, etc.

    É gente, tlou II é uma obra-prima que será lembrada.

    Epílogo.

    Bom, ano complicado esse né? Assim, eu não posso dizer que estou satisfeito com tudo isso, mesmo com alguns lançamentos ótimos que se destacaram muito positivamente, novamente, eles foram bem escassos. O próprio prêmio deu essa dica, com vários dos indicados se repetindo demais. Claro, é inegável dizer que Cyberpunk 2077 fez muita falta, frustrou um pouco a competição, que seria melhor ainda. O que não quer dizer que é certo o prêmio de goty 2020 ao tlou II (que por acaso, já queimou a largada: https://gotypicks.blogspot.com/ - 4 prêmios já, sendo dois brasileiros ainda por cima) por conta de toda essa instabilidade coma recepção do público, que pode pender para outro jogo e ser verdadeiramente um diferencial de desempate. Claro que acho que o tga vai dar o goty para ele. Senti falta de jogos AAA que não fossem exclusivos, mas só teve o Doom Eternal ali para me representar nesse aspecto. Por isso que em nada me surpreenderia se por acaso ele levasse o prêmio no lugar de tlou II. Não seria injusto, pois seria um representante bem digno também.

    Essa droga de pandemia também atrapalhou bastante, gerando instabilidade nas datas de lançamento, crise econômica, atrasos, confusão no público. Junte isso aí com o surreal reajuste nos preços dos jogos e o lançamento de uma nova geração, com o seu roteador tamanho família e um frigobar (meu deus, que design bosta, nenhum se salva rsrs). E caro, lógico. Razão óbvio pela qual não pretendo comprar nenhum dos dois tão cedo assim. É um abuso com o consumidor do qual me recuso a contribuir (pelo menos agora, vai).

    É, mais um ano terminando, eu realmente gostaria que tivessem mais lançamentos, confesso que criei umas expectativas e por isso me frustrei um pouco, mas aí é responsabilidade minha também. Claro, achei mil vezes melhor que a ladainha que foi 2019 para essa mídia, mas beeeeeeeeeeem inferior a 2015 e muito mais inferior que 2017, tem nem comparação. Mas fica a lição aí: são poucos que farão a diferença, mas não é que fizeram mesmo?

    Um abraço para todos e se cuidem.

    The Last of Us Part II

    Platform: Playstation 4
    809 Players
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      kess · about 2 months ago · 3 pontos

      Parabéns pelo seu artigo, bem trabalhado e muito detalhado...

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      artigos · about 2 months ago · 2 pontos

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

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  • 2020-11-20 23:41:53 -0200 Thumb picture
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    5 jogos mobile de empresas de videogames

    Medium 3838680 featured image

    O mercado de jogos mobile vem crescendo nesses últimos anos, com o sucesso de jogos como Free Fire, Among Us e Genshin Impact. Com isso, estúdios que desenvolvem jogos para consoles e PC começaram a investir no desenvolvimento de jogos e apps para plataformas mobile (Android/iOS). Neste Top 5, irei listar jogos publicados pelas 3 principais empresas no mercado de consoles (Sony/Microsoft/Nintendo).

    AVISO: dependendo da versão do seu smartphone, esses jogos podem ou não estar disponíveis.

    1 - Gears POP! (Xbox Game Studios/The Coalition)

    Desenvolvido pela The Coalition em parceria com a marca de brinquedos Funko, Gears POP! é um jogo de estratégia em tempo real do universo de Gears Of War. A jogabilidade lembra muito Clash Royale, jogo de sucesso do gênero, com cada personagem tendo ataques e habilidades diferentes. 

    2 - Animal Crossing: Pocket Camp (Nintendo)

    Pocket Camp é o primeiro passo de muita gente que quer conhecer a franquia Animal Crossing. Repetindo o modelo que cravou o sucesso da franquia nos consoles desde o Gamecube, o jogo coloca você para montar seu próprio acampamento, além de atrair novos amigos, trocar presentes e ainda visitar os acampamentos deles.

    3 - Run Sackboy Run! (Sony Interactive Entertainment Europe) 

    Jogos no estilo "endless runner" são comuns de achar no mercado mobile, como Jungle Run e Subway Surfers, e a Sony não quis perder a oportunidade de ter um "endless runner" para chamar de seu. Run Sackboy Run! é um jogo que chama atenção pelo carisma do protagonista da amada franquia Little Big Planet, acompanhado de uma jogabilidade gostosa e viciante, que faz você querer fazer uma maior pontuação e coletar todas as figurinhas e pontos para desbloquear roupas e upgrades, além de conteúdo extra para os jogos da franquia.

    4 - Fire Emblem Heroes (Nintendo/Intelligent Systems)

    Quando a Nintendo começou a investir em jogos mobile, dois jogos da empresa fizeram sucesso neste começo: Super Mario Run e Fire Emblem Heroes. Esse último, assim como aconteceu com Animal Crossing: Pocket Camp, foi o pontapé inicial de quem está conhecendo a franquia Fire Emblem. O jogo traz a jogabilidade de RPG tático marcante da franquia, e uma infinidade de personagens do universo de Fire Emblem.

    5 - Uncharted: Fortune Hunter (Playstation Mobile Inc.)

    Uncharted: Fortune Hunter é um jogo de puzzle que coloca o protagonista Nathan Drake em inúmeros desafios para coletar tesouros. Embora o design do personagem estranhe um pouco a primeira vista, a jogabilidade do jogo é tranquila para um jogo de puzzle. Lançado na época de Uncharted 4: A Thief's End, Fortune Hunter ainda permite vínculo a sua conta da PSN, a ponto de poder compartilhar os tesouros que você adquiriu de cada "mundo" no seu feed.

    OBS.: Semana que vem, farei um segundo Top 5 com esse tema, já que alguns jogos ficaram de fora do primeiro Top 5. 

    Gears POP!

    Platform: Android
    6 Players
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      artigos · about 2 months ago · 2 pontos

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

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      kess · about 2 months ago · 2 pontos

      Nossa, não fazia ideia de nenhum deles. Nem lembrava mais que a Nintendo tava tentando coisas nos celulares, achei que ainda estavam muito focados em Mario... legal saber que estão variando entre tantas franquias da empresa. E a meu ver, Fire Emblem é um dos que pode ser bem aproveitado com o seu estilo e o meio mobile.

      1 reply
  • 2020-11-21 12:27:19 -0200 Thumb picture
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    Versões e acessórios do Super Nintendo

    Medium 3838713 featured image

     O Super Famicom foi lançado em 1990 no Japão e trouxe um formato compacto, cinza, pequenas alavancas para reset e power e controles com botões coloridos. A versão americana foi lançada no ano seguinte com um design mais bruto, quadrado, grande e com alavancas de power e reset em roxo de destaque. O modelo europeu lançado em 1992 seguiu o design japonês. Em 1997, no fim da vida útil do console, a Nintendo lança o modelo SNS-101 com uma super redução de custos, removendo vários recursos e trazendo um design muito mais compacto, com botões de power e reset bem discretos. O novo modelo chegou ao mercado custando 100 dólares e sua versão japonesa, o Super Famicom Jr., chegou ao mercado em 1998.

     Devido a popularidade do Super Nintendo, várias fabricantes lançaram diversos tipos de controles para o console. Controles com opção de turbo e carcaça transparentes eram os mais clássicos e feitos por várias fabricantes diferentes. O Dual Turbo da Acclaim trazia a função de conexão por infravermelho sem fio. O NTT Data Pad trazia um teclado numérico para usar com o modem do SNES. O SN Programpad permitia programar as funções de cada botão e vinha com uma telinha de LCD. O AsciiGrip era um controle que podia ser jogado com apenas uma mão e ainda sim, ter acesso a todos os botões. O Super Advantage era o clássico joystick estilo Arcade, já o Conqueror 2 trazia um formato bizarro e tinha saída de som.

     De acessórios, vamos começar com o clássico Multitap da Hudson que permitia 4 controles. O Super NES Mouse foi lançado junto do Mario Paint e funcionava em vários outros jogos, como puzzle e estratégia. A Super Scope é uma pistola de luz em formato de bazuca e exigia um receptor de infravermelho para funcionar. O TeeV Golf é um bastão com sensor de infravermelho usado para simular jogos de golf. O Nordic Quest é um controle que pode ser acoplado em uma máquina de esteira e fazer o jogador praticar exercícios e jogar ao mesmo tempo. Nessa mesma pegada, o Exertainment é uma bicicleta ergométrica que pode ser conectada ao Super Nintendo e jogar games compatíveis enquanto pedala.

     Em 1994, a Nintendo lança o Super Game Boy, um cartucho especial que permitia inserir cartuchos de GameBoy e jogar os games com cores. Alguns jogos do portátil vieram adaptados para conseguir trabalhar melhor o uso de cores no acessório. O Satellaview foi lançado em 1995 e permitia aos jogadores baixar conteúdos através da internet por um sistema de rádio satélite. Era possível baixar revistas, piadas, conteúdos extras e até mesmo jogos novos completos através do Satellaview. Em 1996, foi lançado o cartucho Nintendo Power, que tinha uma memória flash e permitia gravar até 7 jogos através de quiosques espalhados pelo Japão. Foram lançados poucos jogos compatíveis com o periférico e todos eles com mecânicas bem simples.

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      darlanfagundes · about 2 months ago · 3 pontos

      lol, quero essa bicicleta!kkkk

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      thiagobrugnolo · about 2 months ago · 3 pontos

      O Super Nes americano clássico ainda é meu favorito, com seu formato da caixote. Meu console, comprado em 1994 veio com o bizarro controle tsij-300i, sem fio com infravermelho semelhante ao dual turbo, possuia um botão slow e a função de dexar os botões A e B automáticos, meses depois fui obrigado a comprar dois controles originais pois a ergonomia do tsij era horrível.

      2 replies
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      artigos · about 2 months ago · 3 pontos

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

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