artigos

Persona para divulgação de artigos em destaque

You aren't following artigos.

Follow him to keep track of his gaming activities.

Follow

  • 2019-08-16 21:39:26 -0300 Thumb picture
    Thumb picture

    We need to play

    Medium 3739988 featured image

    Salve meus caros seguidores,

    Após uma grande E3 que trouxe diversas novidades do mundo dos games para nós, pois só temos a ganhar com tudo isso, trago mais um artigo referente a algo que já faço a um bom tempo. (sim, este artigo está pronto desde a E3, só agora que estou postando).

    Nossa necessidade de jogar.

    Por tempos e tempos vemos que temos uma excelente biblioteca de jogos, seja ele para PlayStation, Nintendo, XBox, Steam, Epic Games, GoG, Uplay…

    É uma grande variedade de jogos que as produtoras lançam a cada mês, ano, produções fantásticas, porém vamos voltar a nossa realidade, somos brasileiros (e acho que tem alguns estrangeiros também), nosso salário mínimo não supera nem ao menos mil reais, e quando vem um grande lançamento, “R$359,99 - R$259,99”.

    Opa, espera, deixa eu ver aqui, pago essa conta, devolvo a grana que pedi emprestado, pago o aluguel, tenho esse boleto a pagar, tenho o curso que não posso esquecer, e…

    Saldo atual = R$25,00 - bom pelo menos posso pedir uma pizza e comer, já o game pode esperar.

    Essa é nossa triste realidade, os preços altos dos games que sofremos para conseguir comprar, acaba limitando muito a jogatina, eu dou os parabéns quem pode bancar um jogo novo que acabou de sair, mas para a minha pessoa não tenho como pagar no momento.

    Eu penso que é o mesmo caso para muitos aqui que leem este artigo.

    De uns tempos para cá, isso eu digo desde 2010 eu adotei uma forma de ter alguns jogos que desejo ter em minha prateleira (afinal gosto de ter os jogos em mídia física), em média ao meu salário, que não é compatível nem nos dias atuais (porque hoje eu tenho um herdeiro que ficará com tudo se eu morrer, é claro), então recém adquirido um PlayStation 3 (isso em 2010), acabei entrando em um pequeno dilema: “Como eu vou ter jogos para meu novo console?”. A solução, se um jogo está caro, não irei comprar, mas e se eu procurar por alguma promoção ou alguma pessoa está desfazendo.

    Aos poucos achei alguns jogos para iniciar minha pequena coleção de jogos por preços que cabem no meu bolso em volta de 30, 40 ou 50 reais, teve um artigo que li em um blog a alguns anos atrás, onde a pessoa mencionava em uma lista de jogos.

    O intuito é você criar uma lista dos jogos que você quer adquirir, todos aqueles que você tem vontade de jogar, jogos no qual você acabou não comprando pelo valor astronômico, inicie a lista mesmo com antigos, e vá adicionando aos poucos o seu interesse, coloque também aquele novo, lançamento nessa mesma lista, vá atrás dos jogos do início de sua lista e perceberá que ele estará com um preço mais camarada com seu bolso em torno de 30 à 50 reais. Quando menos você perceber, aquele jogo novo ou lançamento estará no meio de sua lista e o encontrará no mesmo preço que acabou comprando os anteriores.

    Um outro fator bom para você que está precisando muito de ter um jogo novo, e encontrar comunidades de trocas, há pessoas que estão dispostas a fazer uma negociação contigo caso você tenha o game que a outra pessoa interessa, de preferência, tente negociar com as pessoas que moram próximo onde você mora, e que possa se locomover para efetuar a troca, isso irá economizar um tempo para ambas partes, será mais seguro.

    Ao efetuar algum tipo de troca, peça fotos detalhadas da mídia, um vídeo com funcionamento, garanto que o poupará de algumas surpresas, e assim você terá o jogo que tanto deseja e se atualizará com boa parte do pessoal que está jogando.

    Outra parte interessante sobre os games é sua exploração, dedique-se alguns minutos ou horas para jogar aquele game no qual você já o possui um bom tempo, volte a rejogar antigos games, isso ajuda muito já que não ter um novo para vislumbrar sua visão, pelo menos irá distraí-lo.

    Procure explorar ao máximo um jogo de mundo aberto, coletar todos os itens das fases, crie um desafio, busque pegar todas as conquistas (XBox) ou troféus (PlayStation), isso agregará mais o jogo e também você irá descobrir muitas coisas escondidas que ele pode possuir.

    Voltar aos antigos games, no início pode parecer um pouco massante, pois não lhe trará um novo desafio ou novidades, mas o manterá ativo mentalmente sobre algumas coisas, quem não sentiu um pouco da nostalgia ao jogar novamente a coletânea de Mega-Man em Legacy Collection 1 e 2?

    Com um pouco de paciência, pesquisas, garimpo, você acaba tendo uma boa coleção de jogos que vão entreter você por um bom período de tempo, eu mesmo estou lascado para tentar finalizar a maioria dos jogos dessa foto acima. O grande impacto que vem é a empolgação, pois você inicia um game passa 15 minutos, troca, passa mais 15 minutos, troca, mais 15 minutos e assim sucessivamente (meu caso).

    Alguns serviços hoje em dia como a XBox Game Pass, PSN Plus, apresentam em alguns meses promoções que baixam consideravelmente o conteúdo que eles disponibilizam, a Steam é campeã em fazer suas Sales e roubar os poucos centavos que temos em nossas carteiras, mas com valores convidativos que chamará com toda a certeza a sua atenção e comprar seus jogos.

    Então busque sempre correr atrás de algo diferente, mesmo que você seja apenas um adorador de JRPG’s, você pode se surpreender com outros gêneros jogando em modo coop ou sozinho mesmo (sim até mesmo jogando futebol você poderá dar risadas).

    Espero que essas dicas ajudem a buscar jogos a serem explorados por vocês, eu mesmo estou aumentando aos poucos minha coleção (e sem grana também).

    É isso galera, comentem, façam um poema, me xinguem…

    Autor: @armkng

    Quem irá revisar: @hizaki (e com certeza irá me xingar)

    Assassin's Creed II

    Platform: Playstation 3
    8707 Players
    219 Check-ins

    12
    • Micro picture
      artigos · about 10 hours ago · 1 ponto

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

    • Micro picture
      chronoxplay · about 5 hours ago · 1 ponto

      Artigo muito bom. Eu tenho jogado ultimamente jogos de consoles antigos que na época de lançamento não tive oportunidade de ter. Tenho me surpreendido com jogos de Game Cube e PSP. Recentemente comprei um Nitendo Switch e tenho dois jogos que ainda não sequer consegui tempo para jogar. Parabéns pelo artigo!

  • 2019-08-07 09:58:48 -0300 Thumb picture
    Thumb picture

    Os mais importantes portes dos anos 80

    Medium 3738251 featured image

    Voltando para 1980, o porte de Space Invaders para o Atari 2600 foi o primeiro caso de licenciamento de um Arcade para um console doméstico da história e foi responsável por quadruplicar as vendas do aparelho. Ele também foi o primeiro cartucho a vender mais de 1 milhão de unidades. Pac-Man, mesmo saindo 2 anos depois do original e tendo uma qualidade questionável, foi o título que mais vendeu na plataforma, 7 milhões de cópias. A Atari foi a campeã de sua geração graças aos portes de seus próprios Arcades, como Asteroids de 1981, que vendeu 3,8 milhões de cópias e Missile Command, também de 1981, com 2,5 milhões. A concorrência começou a se mexer para licenciar títulos de renome dos Arcades para suas plataformas.

     A Coleco conseguiu a licença de títulos da Nintendo e adotou uma estratégia curiosa. Desenvolveu portes de qualidade de Donkey Kong e Zaxxon (da Sega) para seu Colecovision e nas concorrentes, portes de péssima qualidade. Ela não conseguiu vender mais consoles com isso, muito devido ao seu alto preço e não vendeu bem os jogos nas concorrentes. A empresa faliu em 1988. No Japão, em 1983, nascia a nova geração. Tanto o Famicom quanto o SG-1000 apostaram em portes de seu sucessos do Arcade, como Mario Bros. e Congo Bongo, mas com a chegada de Super Mario Bros., a Sega teve que apostar em outra plataforma 8-bit. Os títulos inovadores nos Arcades continuavam aparecendo e as adaptações ainda tinham grande relevância para todos.

     A plataforma Nintendo, sendo a mais vendida em todos os territórios, recebeu adaptações de alta qualidade de quase todas as empresas. Os maiores destaques vão para Contra e Double Dragon. O novo Master System da Sega também se destacava com seus portes, como After Burner e Wonder Boy in Monster Land. O PC Engine teve grande apoio de portes de Arcade, com R-Type e Street Fighter, usando o CD. O Mega Drive chega ao mercado com a proposta de trazer o Arcade para dentro de casa. O porte quase perfeito de Altered Beast saia junto com o console, que também teve destaque com Golden Axe, ambos saindo no mesmo ano do lançamento do Arcade.

     E não foi apenas os portes de Arcade que fazia sucesso nos consoles, pois os computadores também tiveram jogos de grande relevância para as plataformas domésticas. Títulos de ação rapidamente ganhavam portes para consoles, como Metal Gear para NES e California Games no Master System. Alguns conseguiam migrar dos computadores para os Arcades, como Choplifter e Lode Runner. Títulos de RPG como Ultima III: Exodus no NES de 1987 e Ys I & II para o PC Engine de 1989 demoravam mais para sair, bem como os adventures, como o Maniac Mansion para NES em 1989 e King’s Quest no Master System também em 1989. E claro, não podemos esquecer de Tetris, o jogo de computador que foi sucesso em todas as plataformas.

    @andre_andricopoulos, @cleitongonzaga, @jack234, @old_gamer, @ziul92, @mardones, @porlock, @darlanfagundes, @jokenpo, @darth_gama, @armkng, @lgd, @noyluiz, @marlonildo, @joanan_van_dort, @volstag, @manoelnsn, @shuichi, @gus_sander, @willguigo, @thecriticgames, @kb, @sergiotecnico, @srdeath, @melkorbelegurth, @avmnetto, @spider, @denis_lisboadosreis, @rogerlopezx [Quem quiser ser marcados nas próximas postagens, é só botar nos comentários]

    47
    • Micro picture
      andre_andricopoulos · 14 days ago · 3 pontos

      Bem legal ver essa corrida em trazer bons consoles pra dentro de casa, ou seja, praticamente trazer o ARCADE pro conforto da sua casa.
      ...

      2 replies
    • Micro picture
      leandro · 14 days ago · 3 pontos

      A grande referência para os consoles, pelo menos ali ate os 16 bits, eram os arcades. Se não eram totalmente igual, mas, pelo menos que fossem próximo a isso.

      1 reply
    • Micro picture
      artigos · 14 days ago · 3 pontos

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

  • 2019-07-26 09:18:47 -0300 Thumb picture
    Thumb picture

    Turbo Express: O PC Engine de bolso

    Medium 3736002 featured image

    Para não ficar de fora da onda dos portáteis, a NEC lança o mais poderoso e incrível videogame de bolso da época. Sob o codinome de Game Tank, o aparelho foi demonstrado em abril e prometia trazer total compatibilidade com os jogos de cartão do PC Engine. A versão japonesa do portátil saiu como PC Engine GT e a americana como Turbo Express, ambos saíram em dezembro de 1990. As dimensões do aparelho lembrava muito o GameBoy da Nintendo, com botões de ação inclinados, D-pad circular e botões Run e Select na parte inferior. Uma vantagem que este controle tinha com relação ao controle padrão do PC Engine era o seletor de turbo, que podia ser ativado tanto para o botão I quanto o II. As duas versões vinham com uma carcaça preta.

     Se tratando de um produto de tecnologia para massas, o aparelho era o que tinha de mais avançado. O hardware era quase idêntico ao que podia ser encontrado no PC Engine. Mesmo processador e memória RAM. Tinha uma saída de som mono na parte frontal e saída para fones de ouvido para som estéreo. A tela de 400x270 px colorida possuía retroiluminação, como o Game Gear, porém, era capaz de reproduzir até 481 cores simultâneas na tela, contra apenas 32 do aparelho da Sega. Foi lançado também o acessório TurboVision, que se conectava na lateral do portátil. Com isso, ele era capaz de receber o sinal analógico de radiofrequência de uma televisão para reproduzir na tela do portátil. Um feito simplesmente inacreditável.

     Como o aparelho é basicamente um PC Engine portátil, todos os jogos já lançados em cartões para a plataforma podiam ser jogados no Turbo Express. Isso garantiu a ele uma biblioteca gigante comparado aos concorrentes, porém, nem tudo são flores. Como os jogos foram pensados para jogar em TV, alguns títulos são quase impossíveis de jogar no portátil, especialmente RPGs, pois mal dava para ler as informações na tela. O preço também foi um fator determinante para o fracasso do aparelho, 199 dólares, o mesmo valor de um console de mesa de 16-bits. O dispositivo também necessitava de 6 pilhas AA e durava apenas 3 horas de jogo. Além disso, teve um campanha de marketing fraca. No Japão, o aparelho teve um pouco mais de aceitação.

    @andre_andricopoulos, @cleitongonzaga, @jack234, @old_gamer, @ziul92, @mardones, @porlock, @darlanfagundes, @jokenpo, @darth_gama, @armkng, @lgd, @noyluiz, @marlonildo, @joanan_van_dort, @volstag, @manoelnsn, @shuichi, @gus_sander, @willguigo, @thecriticgames, @kb, @sergiotecnico, @srdeath, @melkorbelegurth, @avmnetto, @spider, @denis_lisboadosreis, @rogerlopezx [Quem quiser ser marcados nas próximas postagens, é só botar nos comentários]

    67
    • Micro picture
      riki_samejima · 24 days ago · 4 pontos

      Foi um pecado enorme a NEC não ter vingado na indústria de video games.

      10 replies
    • Micro picture
      manoelnsn · 26 days ago · 3 pontos

      Dá até medo de pegar um negócio desses, ahuahua

      1 reply
    • Micro picture
      artigos · 26 days ago · 2 pontos

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

  • diegogonz Diego Gonz
    2019-07-22 02:10:25 -0300 Thumb picture
    Thumb picture

    Jogar videogame pode ser benéfico para a saúde

    Medium 3735052 featured image

    Desinformação injusta produz “demonização” de jogos eletrônicos, mas a atividade pode ser extremamente positiva para o desenvolvimento cerebral

    Desde o surgimento dos primeiros consoles de videogame, há mais de trinta anos, existe um amplo debate social sobre a influência dessa forma de entretenimento no comportamento dos jogadores, especialmente dos mais jovens e, teoricamente, mais influenciáveis. Vários estudos surgiram nas últimas décadas para mostrar os benefícios e desvantagens dos videogames que podem ser exercidos na vida dos usuários. Mas, afinal, eles causam ou não um efeito negativo sobre quem está jogando?

    Mesmo com estudos bem fundamentados, o debate ainda permanece e gera controvérsia. No início de 2019, após um jovem invadir a escola em que estudou, em Suzano (SP), e disparar tiros e golpes de machado em estudantes e funcionários, a polêmica voltou à tona. À época do crime, o autor do livro “Videogame e Violência”, Salah Khaled Junior afirmou, durante uma audiência pública da Comissão de Seguridade Social e Família, que a única ajuda que um game pode dar para uma ação como o assassinato seguido de suicídio que ocorreu em Suzano é em relação à sua apresentação estética.

    Existe outro dado que coloca em xeque a afirmação de que jogos de videogame influenciam os mais jovens a cometerem crimes – os jogos mais violentos são jogados, em sua maioria, por pessoas com mais de 32 anos de idade. Essas informações contrapõem o que disse o vice-presidente da República, o General Hamilton Mourão, também à época do crime. “Hoje a gente vê essa garotada viciada em videogames e videogames violentos. Só isso que fazem. Quando eu era criança e adolescente, jogava bola, soltava pipa, jogava bola de gude, hoje não vemos mais essas coisas. É isso que temos que estar preocupados”, disse ele à imprensa.

    Um estudo feito durante dez anos, que acompanhou o comportamento de jovens em diferentes situações, contraria a crença de Mourão. Publicado na British Medical Journal, a pesquisa faz parte do "UK Millennium Cohort", um relatório do Reino Unido que observou como as crianças podem ser afetadas psicologicamente pelos produtos do mercado do entretenimento – mais precisamente aqueles em que o usuário fica de frente para uma tela, incluindo TVs, smartphones e os próprios videogames. Mais de 11.000 crianças a partir dos cinco anos de idade foram submetidas a vários testes de exposição diária a diferentes formas de conteúdos, tanto na televisão quanto nos consoles.

    Após uma década, os pesquisadores constataram que assistir mais de três horas à TV por dia pode aumentar as chances de desenvolver problemas comportamentais em jovens com idades entre cinco e sete anos. Por outro lado, de acordo com o estudo, os videogames não exercem nenhum efeito negativo nas características pessoais das crianças, como comportamento e atenção, nem ajuda a desenvolver doenças emocionais. A mesma conclusão vale para meninos e meninas. Diante disso, vale a pena se perguntar – se os videogames não fazem mal, é possível que façam bem? Veja a seguir algumas situações em que os jogos eletrônicos são benéficos.

    Videogames são benéficos para desenvolver os níveis de atenção

    Em um tempo em que as pessoas estão cada vez mais dispersas graças às redes sociais, o videogame pode ser um bom antídoto para manter o foco e a atenção em níveis satisfatórios. Uma pesquisa, realizada no Centro Médico Beth Israel, de Nova York, descobriu que até cirurgiões podem se beneficiar de uma boa partida de videogame. A habilidade para realizar as cirurgias do tipo laparotomia foi maior nos profissionais que jogavam por cerca de três horas por dia.

    Jogos eletrônicos promovem o convívio, especialmente em centros urbanos

    O tempo em que os pais deixavam seus filhos por horas a fio brincando na rua e interagindo com crianças e adolescentes das redondezas infelizmente terminou. Com a crescente sensação de insegurança nas grandes cidades, juntar uma turma de amigos ficou mais difícil, mas o videogame pode ajudar até nisso. Mesmo com a cultura de jogo online, estar em contato com outras pessoas é vital para o desenvolvimento social dos jovens.

    Os games certos podem ajudar no raciocínio lógico

    Jogos de estratégia, em que é preciso encontrar a solução certeira, estimulam o raciocínio. Para ultrapassar os obstáculos do videogame, é preciso tomar as atitudes certas, o que favorece o pensar lógico. A vontade de vencer impede que a criança simplesmente desista frente à dificuldade. Junto ao desenvolvimento do raciocínio lógico, vem uma boa lição de perseverança, que será útil na vida adulta. Além disso, a melhora é progressiva, já que cada fase é um pouco mais difícil que a anterior.

    O videogame pode promover mais interações familiares

    Os males atribuídos aos jogos eletrônicos podem ser facilmente atribuídos ao isolamento, e não aos jogos em si. Na verdade, apesar dos altos preços dos games no Brasil, jogar videogame pode ser útil para unir a família, não apenas por ter possibilidade de jogos em grupo, mas porque permitem que os pais se envolvam no universo da criança. Pais e filhos ganham juntos, perdem juntos e se divertem juntos. Isso aumenta a cumplicidade e a parceria.

    42
    • Micro picture
      santz · 29 days ago · 4 pontos

      Se for botar na balança, videogame traz mais benefícios que malefícios. Só consumir com moderação que está tudo certo.

    • Micro picture
      kess · 25 days ago · 2 pontos

      Agora, coloca na cabeça dos não-gamers que traz benefícios? Uma briga pra conseguir botar algum senso na cabeça dessas criaturas!

    • Micro picture
      artigos · 27 days ago · 1 ponto

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

  • jcelove José Carlos
    2019-07-21 22:36:00 -0300 Thumb picture
    Thumb picture

    10 Super Bosses difíceis de esquecer

    Medium 3734499 featured image

    Em Jrpgs,tornou-se comum encontrar, geralmente no fim do jogo ou no post game, bosses opcionais muito mais difíceis de derrotar que o final boss,  sendo alguns deles um verdadeiro teste de domínio das mecânicas de batalha, já que a velha manha de upar até nível 99 quase sempre não basta contra os melhores deles. E é desses casos que quero lembrar hoje.

    Como tem uma galera jogando/rejogando FF VII ultimamente por aqui, me recordei de um, ou melhor dois grandes exemplos de superbosses que pra muitos foram os primeiros a causar susto e trauma por um bom tempo.

    Levante a mão quem não penou pra criar chocobos  visando conseguir a desejada summon Knights of the round, só pra perceber que nem ela sozinha consegue derrotar os Emerald e Ruby Weapon!...

    Com essa "agradável"recordação,  resolvi listar mais alguns superbosses que exigem mais que level 99 pra se vencer, OU são uma esponja de hp tão gigantesca que se você não causar uma dano monstruoso vai perder pelo cansaço.

    Séries como FF e SMT e Kingdom Hearts sempre trazem desafios assim e vou citar alguns dos meus favoritos (se é que posso chamar assim) e outros que nem cheguei a encostar mas que são lendários e obrigatórios em qualquer listinha do tipo. Não se trata de um top, nem de uma seleção definitiva, só algumas lembranças traumáticas mesmo.

    Emerald e Ruby Weapon (FF VII)

    Com certeza os superbosses mais icônicos dos JRPGs, ao menos aqui no ocidente, já que muita gente começou no gênero com o clássico do PS1 e se traumatizou quando encostou o submarino sem querer no Emerald Weapon, sendo OBLITERADO em segundos ou ficou curioso com a misteriosa garra vermelha no deserto perto da Gold Saucer e se viu numa batalha impossível sem aviso.

    Emerald é o mais temido dos dois pq tem mais hp e bate FORTE e sem pena, um segundo pra respirar e provavelmente sua party já morreu. Ruby é UM POUCO mais tranquilo, mas o jogador precisa saber o esquema de preparação antes da luta pra não ver seus companheiros jogados pra fora da batalha. Pra ambos, além de level 99 é preciso uma estratégia bem amarradinha com materias em master e muitos combos de ataques pra ter uma chance. Ainda assim é bem fácil perder num momento de vacilo. Ambos tem muito mais hp que qualquer inimigo do jogo e fazem o Sephiroth em sua ultima forma parecer um bebê.

    Elizabeth/Theo e Margaret (Persona 3 Portable, também em Persona 3/FES e Persona 4)

    Ah, as duas ajudantes (ou seu irmão Theo, caso jogue com a protagonista feminina) do Igor em P3 e 4 são amáveis...até vc ter que encara-las em batalha e ver o satanás da apelação de dano 9999 em forma de secretária de vestido azul.

    Citei especificamente a versão portátil do P3, porque ele tem batalhas contra as duas e  são bem mais dificeis que em suas aparições em P3 e P4, já que no P3P você precisa farmar itens especificos pra invocar as fusion spells, ao contrário de só gastar MP como era no P3 original.

    A Margaret estreou como superboss no P4, mas apesar de difícil e de exigir vitória em um limite de turnos especifico e uma estratégia eficiente, com muito grind e a persona certa da pra vence-la mais tranquilamente.

    Já na sua aparição bônus em P3P ela vem com um esquema que exige que o jogador cause 5000hp de dano a cada 10 turnos usando ataques específicos, caso contrário ela mata instantaneamente. Tendo o level e personas certas, sabendo a ordem de ataque não é tão difícil, mas ainda é bem mais trabalhoso que no P4.Um deslize e magia sem defesa de dano 9999 na cara, quantas vezes for preciso pra te matar.

    Já a Liz é uma das superbosses mais difíceis que á enfrentei até hoje. A única que me exigiu usar uma CALCULADORA pra contar o dano causado a cada turno porque só se tem uma unica chance de mata-la quando conseguir causar 9999 de dano, caso contrário ela recupera todo o HP e volta-se a estaca zero num loop infinito até você não ter mais item nenhum. Foram meses de sofrimento até conseguir derrota-la

    Hitoshura (Digital Devil Saga)

    O protagonista de SMT 3 Nocturne é talvez vais lendário e difícil superboss da série (tem a Liz e do Philemon, o Stephen no mais recente jogo da franquia, SMT IV apocalypse no páreo também, dificil escolher...). Em sua aparição no primeiro Digital Devil Saga ele vem acompanhado por seu exército de demonios numa batalha opcional que da arrepios em quem jogou até hoje de tão apelão que é. Não tive o "prazer" de jogar DDS 1 mas a dificuldade dessa batalha é lendária e poucos são os que podem se orgulhar de ter vencido o MC mais querido da série sem ser trucidado numa sequencia de press turns infinita até o hp da party zerar.

    Philemon (Persona 2 Eternal Punishment)

    A quem diga que a dificuldade de Philemon, que resolve testar a turma da Maya se o jogador for corajoso (ou maluco) o suficiente pra desafia-lo no final de P2 EP, é ainda maior que a do Hitoshura no DDS.

    Não se chega a um consenso porque a turma que jogou SMT 3 e DDS é bem maior que a de Persona 2, mas o bicho é difícil de encarar. Confesso que nem tentei quando joguei EP....

    Sephiroth (KH 1 e 2) 

    Suegindo como uma batalha secreta na arena do mundo do Hercules, Sephiroth foi uma bela surpresa quando jogamos o primeiro KH. Bela não foi a forma como ele nos tratou já que Seph aparece em toda sua imponência e poder com sua masamune e ataques impossíveis de se defender até você ter level 99, e muito item de cura e magia, além de muitas tentativas até decorar os inúmeros padrões das várias fases que ele assume na luta.

    No KH 2 a batalha contra ele já era esperada e fica ainda melhor já que rola um evento com os personagens de FF VII (e o Squall do FF VIII) antes e depois da luta. No 2 ele é um pouco mais fácil mas ainda exige muita preparação e reflexo a seus ataques rápidos pra se ter uma chance.

    Sim, você pode dizer que ainda assim Seph não é nem de longe o pior superboss da série, que sempre traz bosses insanos em suas versões finais, mas com certeza é o mais icônico.

    Ethereal queen (Valkyrie Profile e Star Ocean)

    Quem teve o prazer de jogar os games mais famosos da saudosa Tri-Ace até o final deve ter tido o "prazer" de encarar a rainha. Boss recorrente nos jogos da empresa, aparecendo em quase todos os Star Ocean, nos Valkyrie Profile 1 e 2 e no obscuro mas muito bom, Radiata Stories do PS2 (só pra citar os mais importantes). Também conhecida como Iseria queen , ela tem ataques fortíssimos e hp infinito sendo que geralmente chegar até onde se batalha com ela já é um desafio sinistro (que tem saudades da Seraphic Gate?)

    Yiazmat (Final Fantasy XII)

    Yiazmat é o ultimo monstro da quest de caçadas do jogo e a fecha com grande estilo tendo absurdos 50 MILHÕES de HP, o que torna um verdadeiro teste de paciência. A não ser que você tenha uma estrátegia muito eficiente, pode levar várias horas sem sequer chegar perto de mata-lo. É tanto hp que o jogo permite que você fuja da batalha e volte depois até conseguir matar o infeliz.

    Ele ao contrário da maioria dos bosses dessa lista não assusta tanto (apesar do tamanho), se conseguir chegar nele provavelmente tem condições de vencer. O chato é a demora e o potencialmente traumático risco de sua gambit falhar por algum motivo e seu healer cura-lo com um RENEW no final da luta XD

    Parei após 30min quando joguei no ps2 e nunca mais voltei. O save ta no MC esperando pra retornar algum dia.

    Erde Kaiser (Xenosaga 2 e 3)

    Erde Kaiser é uma summon galhofa estilo robô gigante de super sentai que pode ser obtida fazendo uma longa quest no decorrer do primeiro episódio de Xenosaga. O trabalho compensa pois além da palhaçada na invocação o ataque dele retira 9999 de hp de qualquer inimigo do jogo podendo matar o final boss com apenas um turno.

    Nos episodes 2 e 3, Erde Kaiser passou a ser também um superboss opcional. NO 2 a turma da Xion pode encarar o desafio da Dark Erde Kaiser se vizer todas as 40 sidequests do jogo, no 3 é possível encontrar a versão final da Erde Kaiser mais ou menos no fim do game, sendo uma batalha insanamente difícil ja que vc enfrenta um robô gigante sem poder usar os seus robôs gigantes. Nunca derrotei nenhuma das duas versões U_U

    Asura (Vagrant Story)

    Vagrant Story é um dos jogos com curva de aprendizado mais desnecessariamente longas EVAR. Jogo a mais de 10 anos e nunca dominei seu complexo sistema de afinidades e upgrade de armas e equips. Essa dificuldade é expressa pelas dezenas de bosses que você encontra no jogo e que podem ser resistentes a todas as armas que vc possui se não tiver preparado elas. Ashley, o bravo protagonista de nádegas a mostra pode estar OP em uma dungeon, matando todos os inimigos tranquilamente e de repente dar de cara, sem aviso, com um boss onde nenhuma arma causa mais que 3hp de dano de uma hora pra outra.

    Asura é o píncaro dessa cadeia de perversidade do jogo. Aparecendo na dungeon extra hardcore carinhosamente chamada de Iron Maiden b2,  e acessível apenas no NG+, a monstra de 4 braços  vem coroar uma sequência de 8 bosses difíceis por sí só nesta agradável área. Dificilmente você vai conseguir causar mais que 10hp de dano por ataque nela na primeira vez que encontra-la. Some isso a magia de regeneração que ela invoca constantemente recuperando bem mais que os 10hp que seus ataques tiram MAIS  buffs de ataque e defesa também constantes além de mais que o dobro do HP do ultimo boss e temos uma longa e frustrante peleja pela frente.

    Eve (Parasite Eve)

    Parasite Eve não é u jogo  muito difícil. O cinematic RPG da Squaresoft pode ser terminado tranquilamente em 15h, sem traumas. O problema vem se você ficar tentado a explorar a dungeon extra do NG+ que é nada menos que o famoso Crysler Building, outrora maior prédio do mundo, e ver que tem que subir 77 andares "vazios", mas lotados de inimigos e bosses difíceis a cada 10 andares. Se conseguir suportar a dificuldade e chatice da subida encontra a verdadeira final boss do jogo e algumas revelações sobre o passado da protagonista Aya Brea, SE conseguir derrotar a apelação em forma de mutante verde voadora que é a menina.

    Se você curte JRPG certamente tem sua listinha de bosses traumáticos também. Aproveite pra citar, preferencialmente bosses opcionais, já que tem muito boss surpreendentemente sinistro no meio dos jogos (tipo o Miguel em Chrono Cross) mas esses não tem jeito e geralmente se arruma maneira de passar. Conta ai pra nois^^

    Final Fantasy VII

    Platform: Playstation
    9818 Players
    255 Check-ins

    80
    • Micro picture
      salvianosilva · 30 days ago · 3 pontos

      Platinei o FF XII no ps4 e a luta contra o Yiazmat foi pura adrenalina haha

      1 reply
    • Micro picture
      thecriticgames · about 1 month ago · 2 pontos

      J posso dizer com oruglho que encarei algumas dessas batalhas e vivi pra contar história como a EVE e o Sephiroth nos dois KHs, ja encarei tambem a Elizabeth no P3 mas jamais consegui derrota-la, ainda farei isso um dia.

      3 replies
    • Micro picture
      manoelnsn · about 1 month ago · 2 pontos

      Eu ignorei a maioria dos super bosses, hauhauha

      Eu só enfrentei a Iseria Queen, queria usar o Lezard, Brahms e Freya na equipe XD

      5 replies
  • rafonesgamer Rafael Crispim
    2019-07-18 14:24:59 -0300 Thumb picture
    Thumb picture

    The Last Guardian não é um jogo para todos

    Medium 3734373 featured image

    Pensei em inúmeras formas de começar esse texto. Por diversas vezes o apaguei achando que não estava bom. O curioso é que ele sempre começava com “The Last Guardian não é um jogo para todos”... E não poderia ser diferente desta vez...

    The Last Guardian não é um jogo para todos. Não é atoa que mesmo tendo seu lançamento adiado por tantas vezes, as esperanças de um dia jogá-lo aumentavam com cada teaser, trailer ou notícia que eram divulgados. Em partes acredito que esse sentimento se dava pelo fato do ENORME sucesso que foi seu antecessor [Shadow of The Colossus (tópico para outro post)] ou por que no fundo, todos já sabíamos que esse jogo nos encantaria de uma maneira jamais vista antes.

    Deste ponto em diante, afirmo com todas as forças que The Last Guardian não é apenas um jogo eletrônico, mas sim uma obra de arte.

    Quem desfrutou dessa experiência e não se emocionou em nenhum momento da história, tem o coração mais escuro que os olhos do Trico retratado nesta foto hahaa.

    Sem spoilar, quero enfatizar que o jogo nos ensina a confiar no próximo, acreditar em seus sonhos, não julgar pela aparência e principalmente, valorizar quem está ao nosso lado.

    A criança é o personagem jogável. Seu nome permanece no anonimato durante toda a jornada, e mesmo sendo tão novo, inexperiente e inocente, assumimos a grande tarefa de cuidar e zelar por Trico, além de buscar respostas do que aconteceu conosco e de quem somos. Em contrapartida, a fera também se sente nessa incumbência. Na verdade, acredito que seja essa a mensagem que nos é passada: Por mais que o mundo ao seu redor esteja corrompido, não se deixe levar por isso. Seja você o diferencial, seja a luz no meio das trevas.

    Em certas ocasiões, nos irritamos com o Trico devido seu jeito desajeitado (mas convenhamos que a estrutura e arranjo físico dos locais que visitamos contribuem para isso), ou pelo fato dele às vezes não obedecer às nossas ordens (contudo, há momentos em que ficamos perdidos no game, então os uivos e os sons que Trico emite mudam, com o intuito de nos avisar que encontrou uma saída).

    Em contrapartida, nos desesperamos quando o nosso companheiro é atacado por lanças, ou por espadas... confesso que eu gritava nessas ocasiões, porquanto me sentia parte daquele universo, e responsável por proteger o Trico.

    Em suma, aprendi muito com The Last Guardian. Foi um dos melhores jogos que joguei na minha vida. O final é simplesmente fantástico, emocionante, de arrepiar... confesso que chorei com o desfecho.

    Uma dica sobre The Last Guardian? Simples: Jogue sem pressa, curta cada momento com o Trico! Haverão oportunidades que veremos ele disperso, ou admirado com algo, sendo assim, aproveite e registre aquela captura de tela. Se permita entrar na magia que o game te proporcionará, pois tenho certeza que ao final dessa jornada, você será um ser humano transformado.

    Forte abraço à todos.

    “Independente da altura, não tenha medo de escalar, seja como o Trico. Verifique os locais mais seguros para firmar seus passos. Em caso de queda, se recupere, limpe a poeira de seu corpo, trace novas estratégias e torne a subir, pois ao finalizar sua escalada, verá que o horizonte enxergado pelo cume da montanha será único, e essa experiência poderá ser o ponta pé inicial para uma nova história de sua vida.”

    The Last Guardian

    Platform: Playstation 4
    808 Players
    115 Check-ins

    23
    • Micro picture
      spider · 29 days ago · 2 pontos

      Esse tá na lista pra jogar justamente por essa experiência diferente. Ótimo texto! pode transformar ele em análise inclusive.

    • Micro picture
      artigos · 29 days ago · 1 ponto

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

    • Micro picture
      gucarneiro · 22 days ago · 1 ponto

      Cara, adorei esse teu texto e a tua visão sobre a jornada de The Last Guardian. Eu lancei uma comunidade para quem gosta de escrever sobre games, https://pyre.com.br/, e adoraria conversar contigo para saber o que te levou a escrever na Alvanista. Como posso entrar em contato contigo?

  • 2019-07-17 09:04:16 -0300 Thumb picture
    Thumb picture

    Super Famicom: O 16-bits da Nintendo

    Medium 3734134 featured image

    Apesar do lançamento do PC Engine, Mega Drive e suas versões americanas, tanto o NES quanto o Famicom ainda eram as plataformas favoritas. Com uma vasta e rica biblioteca de qualidade, a Nintendo não se via pressionada a lançar a sua plataforma de 16-bits. O protótipo NES 2 trazia um design todo esquisitão, mas em 21 novembro de 1990, no Japão, a Nintendo lança o Super Famicom, seu console de próxima geração que chegou desbancando suas concorrentes, mesmo com uma biblioteca mínima inicialmente. O lançamento foi tão intenso que o governo do Japão teve de intervir e pedir para que empresas não lançassem mais novos consoles em dias de semana, como foi o caso.

     Com uma carcaça branca e cinza, o console trazia botões de força, reset e um para ejetar o cartucho, que era inserida na parte de cima. Vinha com um novo padrão de entrada para controles. Por dentro, vinha equipado com a CPU Ricoh 5A22 de 16-bits com 3,58 MHz, 128 KB de RAM e um chip dedicado de som da Sony, o S-SMP. O conjunto de GPU trazia 8 modos para trabalhar com planos de fundo e principal, permitindo parallax e uma ampla opções de cores dependendo do modo escolhido. O modo mais famoso, o Mode 7, permite escalonar e rotacionar uma camada usando transformações matriciais. O aparelho chegou ao mercado japonês custando ¥ 25.000, um pouco mais caro que o Mega Drive.

     O controle padrão do videogame segue o mesmo estilo do NES, com direcional à esquerda, start e select no centro e botões de ação a direita, que agora somam 4 (A,B,X e Y) e dispostos em forma de losango, cada um com uma cor. Há também mais 2 botões de ação situados na parte de cima do controle, os chamados L e R, posicionados de forma ergonômica. Tomando como exemplo o chip MMC em cartuchos de NES para dar mais possibilidade aos jogos, a arquitetura do console foi desenhada para dar suporte nativo a possíveis chips que poderiam vir no futuro e competir com as novas gerações. Os cartuchos seguiam um estilo arredondado com uma belíssima arte desenhada na parte frontal.

     A Nintendo foi ousada e trouxe apenas 2 jogos no lançamento do aparelho. F-Zero, um jogo de corrida futurista que mostrava as possibilidades do Mode 7 e Super Mario World, novo jogo da franquia de maior sucesso. Até o final do ano de 1990, mais 6 jogos foram lançados, 3 originais (Bombazul, Pilotwings e ActRaiser) e 3 portes (Final Fight, Gradius III e Populous). Mesmo com um catálogo muito menor que as concorrentes, o novo jogo do Mario superou todas as expectativas dos fãs. Com este videogame, temos o início da primeira grande guerra dos videogames, no Japão, contra o PC Engine e nos EUA, futuramente, contra o Genesis.

    @andre_andricopoulos, @cleitongonzaga, @jack234, @old_gamer, @ziul92, @mardones, @porlock, @darlanfagundes, @jokenpo, @darth_gama, @armkng, @lgd, @noyluiz, @marlonildo, @joanan_van_dort, @volstag, @manoelnsn, @shuichi, @gus_sander, @willguigo, @thecriticgames, @fredson, @kb, @sergiotecnico, @srdeath, @melkorbelegurth, @avmnetto, @spider, @denis_lisboadosreis, @rogerlopezx [Quem quiser ser marcados nas próximas postagens, é só botar nos comentários]

    63
    • Micro picture
      manoelnsn · about 1 month ago · 6 pontos

      Acho lindão o super famicom, até mais do que o snes americano

      3 replies
    • Micro picture
      andre_andricopoulos · about 1 month ago · 4 pontos

      Horrível esse SNES da imagem...😂
      Comprei o meu com SUPER STREET FIGHTER 2.😍
      Logo em seguida o maravilhoso TMNT.
      ...
      Foi um dos videogames, de acordo com Alvanista, que mais joguei...assim como PS1 e PS3.
      ...

      6 replies
    • Micro picture
      artigos · about 1 month ago · 3 pontos

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

  • brunothebigboss Bruno dos Anjos Seixas
    2019-07-12 14:25:47 -0300 Thumb picture
    Thumb picture

    Stadia prevalecerá ou morrerá na praia?

    Medium 3711707 featured image

    Muitas ameaças à maneira tradicional de jogar já ocorreram -e foram todas numeradas na parte 1 -, mas o Stadia, pelo que tudo indica, será diferente de tudo, pois ele ameaça a próprio concepção do meio PRINCIPAL para jogar videogame. no caso, os consoles, pois afeta a distribuição de jogos de maneira profunda (já expliquei isso no post passado).

    Antes, foi visto as tentativas passadas de se alterar o "tradicionalismo gamer", e agora veremos essa concepção totalmente nova de jogar vídeo-game: o "streaming em qualquer lugar"

    Vamos lá!

    A favor - Praticidade

    Jogar video games por um serviço de streaming certamente é algo mais prático do que todas as formas de jogar que vimos até então. Mesmo no jogo digital, quando "temos" o jogo (explicarei o porquê das aspas depois), nós ainda precisamos comprá-lo. Aqui, é preciso apenas assinar um serviço de assinatura. Isso não apenas é muito prático, como torna a mídia mais acessível (me aprofundarei mais depois). Mas isso pode ser dificultado...

    COUNTER: Nem todo aparelho/contexto pode ser apropriado

    Confesso que esta imagem é um exemplo absurdo (35 anos!), mas para pra pensar...

    Existem alguns fatores a se levar em conta quando se cria um serviço totalmente digital e ainda por cima dependente de internet (algo que foi confirmado na 2ª conferência do Google sobre o Stadia, já que não é um serviço de download, e sim de jogos via nuvem mesmo).

    Além da preocupação do consumo de internet (que já foi confirmado que será alto), há a preocupação em como o jogo irá se parecer em um computador antigo. "Mas é streaming" Sim, o que me preocupa não é se roda, e sim o FORMATO da imagem dependendo do monitor. Isso sem contar o já alto consumo de internet. Imagina pra quem tem abaixo ou chega no nível recomendado praticamente no limite.

    A favor - Vantagens dos jogos digitais

    Já se discutiu bastante a respeito, então este e o próximo ponto serão bem resumidos.  Em suma, as vantagens são essas:

    -Fim da necessidade de armazenamento físico

    -Fim dos custos de fabricação e logística

    -Possibilidade maior de promoções

    -Maior conveniência ao usuário (AKA fim da necessidade de se deslocar para lojas físicas ou online ou mesmo de trocar de disco)

    Essas são as vantagens, mas tudo tem uma sombra...

    COUNTER: Desvantagens dos Jogos Digitais

    Nem preciso dizer nada...

    ...e a sombra das vantagens são as seguintes:

     -Possibilidade de remoção de loja

    -Desgosto dos colecionadores e "historiadores de jogos"

    -Modernidade Líquida (retomo daqui a pouco...)

    A favor - Acessibilidade

    [Não achei uma imagem para isso...]

    Eliminar os consoles (um intermediário entre o jogo e o jogador) da jogada e apenas usar um serviço de assinatura barato (isto é, tirando os custos de internet...) poderia TEORICAMENTE aumentar a base de jogadores consideravelmente. Afinal, um intermediário caro (pois é, consoles raramente são encontrados baratos :( ) sai do processo.

    E...bom, não tem muito mais o que dizer neste argumento. É a coisa mais óbvia a respeito das consequências do Stadia.

    P.S: Soube disso de última hora, mas no Stadia, não basta pagar assinatura, TEM QUE PAGAR PELO JOGO A PREÇO CHEIO! Isso certamente enfraquece bastante... 

    COUNTER: "Aprisionamento"

    Burguês safado monopolista versão século XIX (exceto que estamos no XXI)

    Certamente, este seria o fato mais grave em relação ao Stadia, e de duas formas possíveis: a primeira referente ao funcionamento do Stadia e a segunda em relação a um possível sucesso do formato oferecido.

    Primeiro ponto: o Stadia é um DRM* para jogos offline. O DRM, como já vimos é uma política extremamente polêmica por si só, mas a forma que o Stadia a usa (ainda que não fale de DRM ou sequer de pirataria) a erleva a um novo patamar: jogos que podem nem ter elementos online precisariam, na prática, de conexão, pois como já foi dito, o Stadia um streaming de transmissão de jogos, e não um por download. Simplesmente parabéns.

    Segundo ponto: Não é nenhuma novidade que o Google tem uma tendência monopolista, e isso nem sou que digo (casos aqui, aqui e aqui). Caso o Stadia dê certo, não seria surpreendente ver o Google usando todo tipo de manobra para que o mercado gire em torno de si (talvez até faça isso de uma forma bem parecida que a Epic Games Store está fazendo com a Steam: comprando exclusividades e criando concorrência desleal). Os casos linkados são recentes, mas essa prática decorre desde a fundação do Google em 1998. Apenas pergunte a alguém que usava internet nos primórdios (meus pais por exemplo eram privilegiados nesse quesito) e pergunte quantos buscadores existiam na época.

    Mesmo que o console não vingue, o formato certamente terá futuro. Ainda assim, a preocupação em que o formato físico ou mesmo digital como conhecemos hoje seja extinto ou marginalizado, o que acarretaria uma série de problemas...

    CONCLUSÃO

    ...que será tratado em um próximo artigo, que se aprofundará nos problemas que um possível "fim da história" traria (acho que deu pra ver o que penso sobre isso, né?)

    Bom gente, é isso. Agradeço pela paciência na espera da 2ª parte, e prometo que publicarei a 3ª e 4ª (sim, haverá uma quarta) em breve. Muito obrigado e até mais!

    *DRM (Em português, Gestão de Controles Digitais) é uma medida antipirataria. Um dos métodos mais usados para isso é forçar uma conexão online para inviabilizar o ato da pirataria.

    22
    • Micro picture
      brunothebigboss · about 1 month ago · 2 pontos

      FINALMENTE SAIU!!!!
      Prometo que irá demorar menos para publicar as coisas, e a terceira parte já está em andamento...

    • Micro picture
      miguelpardal · 26 days ago · 2 pontos

      Não tinha visto nada sobre esse console antes mais pelo que vi e uma netflix de jogos e isso ?

      2 replies
    • Micro picture
      gucarneiro · 9 days ago · 2 pontos

      Bruno, curti muito esse teu texto. Tu poderia postar ele também la na https://pyre.com.br/, somos uma comunidade que ama falar sobre jogos e muita gente lá iria adorar conversar contigo sobre o Stadia e o futuro dos videogames, pois temos muitos desenvolvedores independentes escrevendo por lá que se engajam bastante com esse tipo de assunto. Abração e parabéns pelo artigo!

      1 reply
  • 2019-07-09 15:05:52 -0300 Thumb picture
    Thumb picture

    Crítica de Jogos: Ela pode influenciar você?

    Medium 3732645 featured image

    Convertam-se meus caros,

    Venho aqui primeiramente agradecer a galera que está curtindo e lendo os artigos que publico aqui, não sabe o quão importante ler e saber da opinião que vocês comentam, um feedback é sempre bem vindo e os comentários de vocês são super importantes.

    Agora iniciando mais um artigo, na realidade foi uma conversa que realizei a tempos atrás com alguns grupos de amigos, sobre a influência de uma crítica possui sobre um determinado jogo, mecânica, história, desenvolvedora.

    Sabemos que há dois tipos de críticas que nossa sociedade possui, a crítica construtiva que tem o intuito de falar muito bem, elogiar algo referente a determinados assuntos e a crítica destrutiva onde consiste de denegrir, destruir, falar mal, negativar um determinado assunto.

    Na sociedade em que vivemos, a comunidade gamer tem muito os dois lados da moeda, seja ela bem escrita por uma revista, um site, comunidades, fóruns, podcast e bate papo com a galera. Todos tem sua própria opinião, seu ponto de vista, isso é valioso demais para você mesmo e para outras pessoas também, porém é muito difícil manter um certo nível de respeito quando algo fica fora dos eixos.

    A maior influência que muitos buscam não é mais em revistas de games ou sites especializados, onde tirou aquela notícia fresquinha do forno e serve para nós, mas sim o YouTube com canais de pessoas que fizeram seu nome há alguns anos e hoje ganham patrocínios.

    Um outro fator que também influencia grande parte do pessoal, são os comentários que algumas empresas disponibilizam, Steam e Google possui um espaço dedicado para que você possa comentar o jogo que adquiriu em sua loja, alguns dos comentários são os mais simples desde os que expõem um nível de crítica detalhada e busca colocar em palavras, como também há análises negativas o porque não gostou do jogo e o que faltou para ganhar um ponto positivo.

    É certo que todo jogo até mesmo console de videogame possui seus prós e contras, mas também temos aquela pessoa que não possui um discernimento para expor sua opinião e logo incita uma crítica destrutiva sem ter um conteúdo agradável de se ler, e quando questionado o porquê desta crítica, acaba levando para xingamentos e até mesmo repete as mesmas coisas sem nexo nenhum (em poucas palavras: tóxico).

    Grandes comunidades sofrem da mesma causa e diagnóstico, aqui mesmo já li artigos com um conteúdo rico de informações que ao terminar de ler, quero expor a minha opinião.

    Não sei se recordam, mas quando o jogo CupHead para XBox One foi lançado, ele ganhou boas críticas de vários sites de notícias e pessoas que o compraram, uma jornalista deu uma nota abaixo dos 10 que é a nota máxima, porém ela fez um excelente artigo falando do jogo e para a visão dela, sua nota é justa, uma comunidade inteira caiu matando e xingando, ameaçando a jornalista, alguns mesmos mencionou o Gamerscore baixo dela, já sabemos que isso foi mais fator para detona-lá.

    A Steam uns tempos para cá, está sofrendo com “Reviews Bomb” que um grupo de pessoas estão comentando em alguns jogos, para deixar a imagem negativa, fazendo com que alguns ao ler, desista de comprar o jogo, a Epic Game Store não disponibiliza a opção de Review aos jogos em sua loja com medo de “Reviews Bomb” que está sendo praticado na plataforma de sua concorrente.

    Temos alguns sites de games que possuem um senso crítico excelente, mas também temos matérias no qual não passa uma imagem agradável do jogo, ainda mais sua nota de avaliação de um jogo.

    Revistas como PlayStation e XBox Oficial (ambas da Editora Europa) dificilmente você verá que um jogo exclusivo para sua plataforma receberá uma nota abaixo de 8, notas nas alturas, matéria visando tudo o que é de bom sobre o jogo quando isso não vem seguido de um detonado e um pôster para você arrancar e colar na parede de seu quarto.

    Acho que uma crítica bem desenvolvida por um determinado canal de informação, ou uma opinião (sim ela pode ser uma crítica construtiva) deve vir com bons aspectos em sua leitura, mostrando os pontos fortes e fracos que um jogo não foi desenvolvido por uma empresa, às vezes boa parte das pessoas são pegas por um hype maior pela empolgação e espera ou expectativa de um novo conteúdo, o que acaba atraindo a curiosidade.

    Recomendação boca a boca, também é uma forma de intenção para estimular uma curiosidade sobre o jogo.

    Podemos mencionar o pós jogo, você comentar os pontos fortes e fracos, o que tem de melhorias na mecânica do jogo, gráficos, personagens, armas e etc., este momento é importante e ao escrever uma crítica, é importante você utilizar as palavras corretas, pois é um longo trabalho que uma equipe de desenvolvimento teve durante um período de tempo para trazer um jogo para você.

    Já temos outras pessoas que para evitar qualquer tipo de spoilers sobre a história, evitam comunidades, leem uma matéria e crítica sobre o jogo, mas nem por isso a influência a jogar ou a não jogar por aspectos negativos, ela possui a curiosidade e quer entender se realmente é aquilo que mencionaram.

    Eu mesmo gosto de ler os artigos da galera aqui na rede, vejo reviews, leio revistas sobre games quando estou indo para o trabalho e voltando para casa, ouço podcast sobre games, e com isso vou construindo uma base crítica para saber, o mais importante para mim é poder pegar o jogo, observar tudo sobre ele, história, exploração, personagens, conexões que ele traz, diversão, horas jogadas, são pontos que avalio, pode ser que um jogo como Lollipop Chainsaw caiu em críticas negativas por muitos que o jogaram, mas eu curti o jogo por ser uma temática diferente e que coloca zumbis dentro do game.

    Need for Speed: Shift 2 da EA Games, ouvi vários amigos meus dizendo que o jogo é ruim, que tem uma péssima mecânica, ignorando essas informações, acabei comprando ele mesmo assim e o joguei, acabei gostando do jogo pela dificuldade que ele traz, diferente de outros games de carro tendem a manter a mesma mecânica, o diferencial foi de arcade simulador juntos em um, fora que detonei meu carro todo.

    Eu sei que as críticas são importantes para saber se o conteúdo é bom, mas também acho importante você ter sua própria opinião e procurar as informações necessárias, desde que seja um fator decisivo para compra de um jogo, atualmente a internet nos ajuda de diversas formas.

    Contudo isso, quero saber a opinião de vocês galera.

    E até um próximo artigo.

    @armkng

    Sekiro: Shadows Die Twice

    Platform: Xbox One
    37 Players
    16 Check-ins

    61
    • Micro picture
      rax · about 1 month ago · 8 pontos

      Olha,crítica ao meu ver é algo pessoal.Por mais que seja feita uma crítica voltada mais a ver detalhes técnicos,somos Humanos e é impossível ser completamente imparcial sem colocar nosso próprio ponto de vista e (ou) um "q" do nosso gosto pessoal no meio.

      Teve games que eu tive uma resistência em conhecer mas devido ao público eu dei uma chance e me surpreende (Celeste.)

      Assim como teve outros games de novo pelo público também fui jogar e me decepcionei por achar que era um game de qualidade alá "volta de Jesuis" (Zelda Ocarina of Time.")

      Eu acho importante ler críticas bem embasadas (e de preferência quem foi do início até o fim do game) pra escutar a opinião/experiência dos outros,mas não se levar totalmente pela crítica.

      Tem umas aqui no Alvanista que não concordo nem a pachorra (me desculpa o termo mas é o que eu quero expressar com isso),e por mais que não cocordasse eu li,joguei e tive a minha experiência a respeito.

      Resumindo: Críticas são importantes mas só levando em conta a NÃO SER totalmente interpretado a nível pessoal do leitor (lavando como ofensa).Se não pode acabar frustrando/decepcionando e etc.

      1 reply
    • Micro picture
      leopoldino · about 1 month ago · 5 pontos

      Crítica construtiva não se resume em elogiar e falar bem, pode se muito bem apontar defeitos e falar mal para que os próprios desenvolvedores tenham um feedback e possam corrigir alguma coisa ou tomar um rumo diferente num próximo jogo, se a crítica não dá opinião que ajude na correção ou melhoria do jogo ela não é construtiva.

    • Micro picture
      speedhunter · about 1 month ago · 4 pontos

      Eu tenho que parabenizar a comunidade do Alvanista. Graça aos céus que aqui, tem muitas pessoas que possuem um alto nível de bom senso crítico. É raro ver hate gratuito e argumentação vazia. Fora do Alva, você precisa peneirar bem o que é lixo e o que não é. O que é uma boa e o que é má review, gostei do ponto de vista do artigo!

      2 replies
  • 2019-07-06 13:34:36 -0300 Thumb picture
    Thumb picture

    Os problemas gerais de jogos de cartas colecionáveis

    Medium 3732136 featured image

    Jogos de cartas são um passatempo que existe desde de 1829 quando as pessoas já jogavam poker em bares, hospitais, qualquer lugar em que tivesse uma mesa, cadeiras e baralhos as pessoas estavam lá, jogando e se divertindo com os amigos. nessa época um joguinho simples como poker era apenas um passa tempo leve com conhecidos e nada mais, mas com o tempo, ele foi evoluindo e se tornou hoje um dos meios mais lucrativos e de certa forma “sujos” que um ser humano pode optar para ser rico em pouco tempo.

    “Mas não só de pão vive o homem, não é mesmo?” outros cardgames com o tempo surgiram, tais como o Uno em 2006, Magic the gathering em 1993 e Pokemon TCG em 1999, para nós, o poker e suas variantes não era o suficiente e precisávamos de mais mecânicas “complexas” que fizessem uma partida ser mais interessante, e para isso surgiu os cardgames acima citados, talvez não com esse propósito mas definitivamente eles nutrem essa necessidade de “inventar a roda não é o suficiente!”

    “Mas, o que é um cardgame se não for distribuído para todos e financiando?” e ai que começam a nascer os problemas mais comuns que todo cardgame sofre, não importa o país, eles sempre irão ter esses obstáculos e é nisso que irei aborda neste artigo, listando os pontos mais críticos onde ponto final ira ser o mais polêmico de todos, então vamos começar:

    Preço

    Black lotus, uma carta de magic, é conhecida por ser uma das mais caras do mercado.

    Sejamos francos, cardgames custam caro tanto digitalmente quanto na vida real, comprar boosters esperando que venham “aquela carta” é uma dor de cabeça enorme, se você tiver sorte ela ira vir no primeiro booster que abrir, se tu for azarado, ela ira vir no décimo, vigésimo ou trigésimo, agora, se to for muito azarado, a tal carta só ira vir no quinquagésimo pacote, e até lá, toda a sua grana vai pro ralo como água por gasta tanto nessas coisas, mesmo que os pacotes sejam baratos, abrir-los um por um esperando algo bom é um teste para cardíaco, “a mas você pode comprar a carta que quer separadamente sem necessitar de um pacote!”, é mesmo? Mas, e se ela for uma amostra rara como a black lotus aqui em cima? Vale a pena você torrar mais de 100 reais numa única cartinha como ela? Mesmo que seja boa? Creio que a reposta seja óbvia demais então vamos para o próximo tópico.

    Formatos e Restrições

    Eu gosto tanto da carta [inserir o nome da carta que você gosta] mas é uma pena que eu não poça usa-la nesse formato

    Eu sei, a finalidade desses formatos é de regular o jogo para novos jogadores e para o publico antigo não sair, mas, é um porre saber que sua carta favorita é proibida em tal formato, sem contar que, você fez um deck mó legal e não quer mais comprar a cartas da nova coleção, você vai la todo feliz para começar uma partida e quando olha... seu deck não é mais permitido naquele jogo porque uma ou mais cartas estão restringidas, ou, no pior dos casos, o seu deck inteiro, é frustrante, é chato mas é assim que as coisas são, pior é quando você gosta mais de um formato por achar as partidas mais suaves/tranquilas/equilibradas e sabe que no formato onde tudo é permitido e o seu deck é mais forte você só vai achar gente com deck apelão/chato de lidar que só vai te estressar partida por partida sem dó!

    Powercreep (curva de poder)

    Ambos são cartas do mewtwo, mas, o da esquerda é mais forte, logo, qual você escolheria?

    Esse problema praticamente todos sofrem e não é algo exclusivo dos cardgames, ele sempre ira existir independete do quanto você o negue, a questão é, para vc que o desconhece, powercreep é quando um conjunto de cartas novas atuais ou recentes é muito mais forte do que as cartas antigas que saíram antes, mais precisamente, suas “equivalentes” antigas em nível ou poder, por exemplo, acima, as duas cartas representam o pokemon mewtwo, mas, a da esquerda que saiu depois é muito mais forte em hp e ataques, fazendo o da direita ser meio “obsoleto” nos jogos hoje em dia, o problema principal disso é fazer as cartas antigas serem classificadas como "fracas" ou inúteis e se tornarem inutilizáveis com o tempo, mas isso não é a cereja do bolo, o powercreep pode acabar meio que tornando as novas cartas “desnecessariamente fortes demais” e meio que desbalancear o jogo quase que (ou) completamente, afinal, porque alguém se daria ao luxo de usar uma carta antiga e fraca se essa pessoa pode usar uma carta nova e muito mais forte?

    Mecânicas novas desnecessárias ou muito idiotas 

    Você só tinha uma missão! E falhou miseravelmente!

    Mecânicas novas são sempre bem vindas, exceto quando elas estragam o jogo, e aqui isso não é diferente, o exemplo acima se chama firewall (quebrado) dragon, um monstro link, cujo objetivo era parar o abuso do extra deck que os jogadores viviam fazendo em yugioh, de inicio parecia que essa nova mecânica iria ser a salvação para todos, por mais restringisse o extra deck, as partidas poderiam ser mais calmas, divertidas e balanceadas, mas... alguns meses depois disso, a tal salvação virou uma enorme perdição! O abuso no extra deck piorou, partidas inteiras eram enceradas em menos de 4 turnos, porém, demoravam 15 minutos em um único turno, simplesmente porque vc podia entupir o campo no primeiro  turno com extrema facilidade, os monstros links foram uma maldição e o principal motivo pelo qual esse jogo caiu muito depois de meses, mas, tem algo pior do que eles, sim, chegamos ao ultimo tópico e o mais polêmico de todos, é provável que você ira discorda fortemente de mim, mas ao meu ver, é o pior problema de todos e praticamente é o mais difícil de se resolver até hoje!

    Humanos, Pessoas, o próprio Homo sapiens como um todo!!!

    Rico, pobre, gay, lésbica, negro, chinês, australiano, dinamarquês, não importa, se for um ser humano, ele vai estragar tudo!!!

    Sim, eu culpo as pessoas por serem o problema maior de todos cardgames, elas são as sementes que desabrocham todos esses problemas, se as pessoas não fossem gananciosas por dinheiro não teríamos cartas tão caras, se as pessoas fossem mais respeitosas nas partidas não teríamos distinção entre formatos/restrições, se as pessoas fossem precavidas e pensassem a longo prazo não teríamos o surgimento do powercreep, se as pessoas pensassem mais na diversão e não em ganhar passando por cima dos outros as novas mecânicas (mesmo as idiotas) poderiam ser divertidas de se jogar ou até mesmo fossem desnecessárias, todos esses problemas foram causados por não um mas vários humanos, sejam os próprios jogadores ou os criadores, todo mundo tem uma parcela de culpa nisso, se o jogo ta uma b*sta é por causa das pessoas, e o pior, ninguém joga a culpa em nós mesmos, as pessoas sempre irão jogar a culpa em A ou B mas nunca nelas mesmas, é quase como dizer que o culpado do assassinato foi a arma e não a pessoa que a estava empunhando, tudo corrói por nossa causa, eu sei que nem todos são assim, mas, dê poder e oportunidades demais a alguém em bam! A pessoa se corrompe e vira um babaca, e isso é o que esses joguinhos fazem, equilibro é uma farsa, balanceamento é uma piada de mal gosto, jogo bom mesmo é xadrez, onde temos poucas regras e varias restrições, assim ninguém pode abusar do jogo como bem entender e ele nunca precisou mudar! se você vive se frustrando com esse tipo de jogo sugiro fortemente que busque opções offline/Single Player deles ou jogue apenas com amigos pois é bem mais divertido, ou até mesmo pense um pouco a respeito de você, se realmente vale a pena perde o seu tempo nisso, porque não importa o quanto se esforcem para deixar algo “balanceado para todos”, a sempre um ou mais idiotas ali “escondidos” apenas esperando a hora certa para estragar a sua jogatina!

    E termino meu artigo com algumas frases, todas representando bem esse conceito deste ultimo tópico e valem a pena serem refletidas um pouco:

    Preferir o mal ao bem não está na natureza humana; e quando um homem é compelido a escolher um dos dois males, ninguém escolhe o maior quando ele pode ter menos. - Platão

    A humanidade é composta de dois tipos de homens, aqueles que amam e criam, e aqueles que odeiam e destroem. - Jose marti

    Existe uma suficiência no mundo para a necessidade do homem, mas não para a ganância do homem. - Mahatma Gandhi

    Boas pessoas não precisam de leis para lhes dizer que ajam com responsabilidade, enquanto as pessoas más encontrarão uma maneira de contornar as leis. - Platão 

    Yu-Gi-Oh! Forbidden Memories

    Platform: Playstation
    7764 Players
    69 Check-ins

    38
    • Micro picture
      raiden · about 2 months ago · 4 pontos

      Adoro card games tanto físicos quanto digitais mas realmente hoje eu não tenho mais saco e dinheiro pra ficar torrando. Os fanboys de qualquer card game irão sempre enfiar na sua guéla que aquele não é nem nunca foi pay to win. Ô inocência (pra não dizer outra coisa...). Adorava Magic, Legend of the Five Rings, O Senhor dos Anéis TCG, entre muitos outros físicos. Digitais confesso que joguei muito Heartstone na época mas peguei nojo de uns tempos pra cá. Dá pra jogar sem gastar dinheiro? Dá! Mas prepare-se pra ser um merda eterno, não pegar lenda (ou pegar muito raramente), não conseguir completar arena, etc... Mesmo conhecendo de sinergia. Os mais recentes card games que joguei e curti demais foram The Elder Scrolls Legends que tem uma campanha muito bem feita e MILHÕES de vezes superior a Heartstone na minha opinião é o que as vezes jogo ainda hoje Magic Arena. Mas sim, todos tem aquele mesmo esquema de jogo de celular. Te viciar inicialmente lhe fornecendo cartas estilosas e deixando a entender que você é fodão e depois de um certo tempo (que pode demorar de propósito pra lhe viciar ao máximo) lhe dizer indiretamente "a partir daqui se quiser avançar" (como diria o Kiko do Chaves) COMPRAAA!!! É complicado... Tem ótimos card games no mercado mas fica inviável alimentar esse vício.

      1 reply
    • Micro picture
      vinicios_santana · about 1 month ago · 4 pontos

      Um dos motivos que me fez abandonar TCGs de modo geral, é o alto valor para decks competitivos, pra no fim do ano, ao menos os de Pokemon, sair uma nova coleção e todo seu deck ser rebaixado, não podendo ser usado em competições.
      Hoje ainda mantenho 2 decks daquela época, para jogar ocasionalmente com algum amigo. Até já me chamaram para voltar a jogar sério, mas a questão financeira pesa demais pra mim nesse ponto. Como o @raiden disse, acaba que quem tem mais dinheiro, têm as cartas mais poderosas e por fim leva a vitória.

    • Micro picture
      anduzerandu · about 1 month ago · 4 pontos

      Joguei muito Pokémon e Magic há uns 12 anos atrás. Era uma super onda por aqui, mas acabei deixando de lado exatamente por todos os problemas relatados, principalmente os próprios jogadores. Tinha gente rica que investiga um dinheiro pesado comprando cartas raras ou simplesmente multiplicando as que já tinham e eu não tinha a menor chance em batalha haha. Atualmente eu estou com vontade de voltar casualmente graças ao tal do Keyforge, que meio que é a moda do momento e parece bem mais justo

Keep reading → Collapse ←
Loading...