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  • 2019-11-09 14:48:43 -0200 Thumb picture
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    O que é JRPG?

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    O que é um JRPG? Essa pode parecer uma pergunta muito trivial e a resposta para a mesma deve estar na ponta da língua de muita gente: JRPG seria a abreviatura de japanese role-playing game, ou seja: um jogo de RPG feito em terras nipônicas. Entretanto, o buraco é bem mais embaixo, e uma solução mais completa para essa questão exige um pouco mais do que apenas bom senso. Pensando nisso, nós, do Grindingcast, decidimos optar por este artigo, e através dele explicar de uma maneira mais prática e simples de como definir esse subgênero do RPG eletrônico. Mas antes disso, viajemos um pouco no tempo pra descobrir e entender como tudo começou…

    Uma pequena introdução ao JRPG

    Os RPGs eletrônicos surgiram na tentativa dos programadores passarem as aventuras de Dungeons & Dragons para um ambiente virtual, e seu início foi em meados da década de 70, com destaque para Wizardry e Ultima, ambos lançados para os PCs da época. Com o advento dos videogames caseiros, não tardou muito para que também pensassem em portar jogos do tipo para os mesmos, e em 1986 surgia no Japão Dragon Quest que, apesar de não ser o primeiro RPG eletrônico feito por japoneses (já que coisas como Hylide surgiram antes), foi o primeiro a fazer um sucesso absurdo e a trazer as primeiras características que serviriam como base para o desenvolvimento de todo o subgênero nos anos vindouros.

    Capa da versão oriental de Dragon Quest (à esquerda) e da ocidental, chamada de Dragon Warrior (à direita), mostrando bem a diferente interpretação de uma aventura épica que cada lado do globo tinha

    Apesar de unir conceitos anteriormente usados em Wizardry e Ultima, Dragon Quest faz mais do que apenas um repeteco de ideias, pois constrói uma aventura épica de capa e espada bem colorida, e com monstros bem característicos desenhados por Akira Toriyama (hoje mundialmente conhecido por sua criação Dragon Ball), onde o jogador precisa salvar o mundo de um poderoso e maligno vilão. O sucesso do jogo foi tamanho que vários outros RPGs surgiram nos 8bits, como Final Fantasy (1987), Mother (1989), Phantasy Star (1987), Crystalis (1990), Ys: The Vanished Omens (1987), dentre tantos outros, que foram cada vez mais solidificando as características do que estava se tornando um subgênero próprio.

    Final Fantasy VI, um dos ápices criativos do gênero

    Com o advento dos 16 bits, em especial com o Super Nintendo, o RPG eletrônico japonês encontrou sua era de ouro, onde o subgênero adquire todas as suas principais características. As franquias advindas da geração anterior puderam explorar ao máximo as possibilidades do novo console, e várias outras surgiram, com os desenvolvedores abusando de sua criatividade, além de despertar os olhares de interesse do público ocidental. Dragon Quest veio com Dragon Quest V (1992) e Dragon Quest VI (1995), porém Final Fantasy chegou chutando o pau da barraca, mostrando que o RPG eletrônico também podia ser usado pra contar narrativas dramáticas com temas mais sérios, seja com Final Fantasy IV (1991) e principalmente Final Fantasy VI (1994). Outros jogos que saíram na geração foram Chrono Trigger (1995), Secret of Mana (1993), Super Mario RPG (1996), Terranigma (1995), Phantasy Star IV (1993), Earthbound (1994), dentre tantos outros que nos encantam e impressionam até hoje.

    Final Fantasy VII e suas summons que explodiram a cabeça de muita gente na época

    Na geração seguinte, especialmente com o console da Sony, o PlayStation, os RPGs japoneses finalmente alcançaram o patamar de jogos mainstream. Com o lançamento de Final Fantasy VII (1997) e seu sucesso absurdo, várias outros jogos foram sendo lançados, e agora aproveitando-se da nova tecnologia que permitia usar polígonos, que então prometiam ser o futuro. Suikoden II (1998), Valkyrie Profile (1999), Breath of Fire III (1997), Final Fantasy VIII (1999), Tales of Eternia (2000) são alguns dos títulos que representam bem essa época, que fizeram muitos adentrarem no gênero, inclusive aqui no Brasil (ainda mais ajudado pela pirataria desenfreada do PS1, onde se podia comprar jogos do console a preço de banana em qualquer camelô).

    Ar Tonelico III, um exemplo de franquia que se perdeu com o advento massivo da tecnologia

    Nas gerações seguintes, mais melhorias tecnológicas foram surgindo, contudo os JRPGs acabaram perdendo público. Outros gêneros de jogos eletrônicos passaram a contar narrativas mais densas, além de terem gameplays mais dinâmicos e intuitivos, o que fez com que coisas como Hack And Slash surgissem e agradassem um número enorme de jogadores. Infelizmente várias franquias de RPG japoneses não souberam utilizar a tecnologia a seu favor, e abriram mão da própria criatividade em prol de um possível lucro maior. Exemplos bons e ruins dessas gerações foram Persona 4 (2008), Atelier Iris (2004), Final Fantasy XIII (2009), Breath of Fire: Dragon Quarter (2002), Dragon Quest XI (2017), Tales of Zestiria (2015), Bravely Default (2012), entre tantos outros, que continuam sendo lançados (isso além de jogos independentes, como os indies), porém que não possuem a mesma lucratividade e appeal com o público como outrora.

    Xenoblade Chronicles, um bom exemplo de narrativa que os JRPGs ainda conseguem fazer

    Os JRPGs atualmente são apenas uma sombra do que foram, seja criativa ou lucrativamente. Empresas apostam em remakes de seus títulos antigos, outras lançam jogos todo ano para um número pequeno de jogadores, contudo cada vez mais o gênero vai se tornando nichado, tal como era nos tempos dos 8 bits. Contudo, antes de conjecturar o que levou a queda dos hoje chamados JRPGs (termo que se popularizou na geração do PS3/Xbox 360), precisamos entender o que leva um jogo a pertencer a esse subgênero. Como dito no começo desse artigo, JRPG não se resume a um selo de onde o jogo foi fabricado e sim a um conjunto de elementos que o diferem dos RPGs eletrônicos ocidentais, e após esse breve resumo de como os role playing games nipônicos se desenvolveram durante a história, vejamos o que leva um JRPG a ser um JRPG.

    Elementos definidores de um JRPG

    1 - Role play

    Role play é o aspecto mais importante de um RPG. Sem ele, as aventuras de Dungeons & Dragons só seriam um amontoado de pessoas jogando dados a esmo e falando coisas sem sentido, e quando o assunto é RPG eletrônico a coisa não é diferente, afinal role play é o faz de conta, a teatralidade, a interpretação que o jogador faz de seu personagem.

    “Mas role play não seria algo relativo? Ou a mesma coisa que imersão?”

    Não. Um bom exemplo seria uma peça de teatro, onde os atores estão a todo momento interpretando o papel de algum personagem em uma narrativa. Ali, o profissional faz o roleplay através de sua habilidade, simulando os trejeitos e dizendo as falas do indivíduo o qual ele está representando, enquanto numa mesa de RPG essa interpretação se dá através da história que está sendo contada pelo Dungeon Master, onde as escolhas que o mesmo te dá pra fazer te guiam pela aventura. Quando decidiram transpassar essa experiência pro RPG eletrônico, os ocidentais decidiram optar pela customização do personagem e pelas múltiplas escolhas que o jogador pode fazer (originando o que viria a ser conhecido como WRPG nos dias de hoje), enquanto os japoneses acharam melhor focar na parte narrativa, fazendo de seus jogos experiências mais lineares, focadas em um enredo principal com um objetivo bem definido.

    Lunar 2, um ótimo exemplo do role play característico dos JRPGs

    Por isso, o role play dos JRPGs se dá pela empatia que o jogador tem com os personagens jogáveis (que nos JRPGs costumam ser mais de um, o que aumenta ainda mais essa estima). Quanto mais carismático, característico e inusitado o personagem for, melhor para que a teatralidade aconteça e para que o jogador realmente se sinta interpretando aquele papel e realmente se importe com o que acontece com aquele indivíduo, ficando alegre em momentos de vitória e triste caso algo aconteça com ele, como uma possível morte. Esse é o principal motivo pelo qual muitos JRPGs de SNES, mesmo possuindo narrativas bem simples, conseguiam cativar os jogadores, a ponto de muitos serem lembrados até hoje, como o Secret of Mana e Chrono Trigger.

    2 - Narrativa

    JRPGs tendem a possuir narrativas lineares (existem raras exceções, como a segunda parte de Final Fantasy VI), focadas em vários personagens jogáveis (também existem exceções, como Vagrant Story mas em suma JRPGs tendem a ter partys, formadas por vários personagens bem distintos), que tendem a ter idades entre 10 e 20 anos. Esse período entre a adolescência e o princípio da idade adulta é visto como a melhor fase da vida para grande parte da sociedade japonesa (já que quando ficam adultos, não possuem liberdade pra fazerem o que querem, sendo pressionados pela sociedade a arrumarem um emprego ou passarem em um vestibular), e isso se reflete em suas histórias, que são quase sempre protagonizadas por jovens cheios de energia, perseguindo um objetivo bem definido (normalmente salvando o mundo de algum grande mal). Seu cast é sempre formado por personagens pré definidos, mesmo quando o protagonista é self insert é visível que ele está longe de ser uma casca vazia no qual o jogador irá se inserir (como acontece em boa parte dos WRPGs), e normalmente já possui background, história, trejeitos próprios ou mesmo uma mãe que o acorda de manhã para que finalmente possa começar sua jornada.

    Persona 2: Eternal Punishment é um raro caso de JRPG cujo cast é formado quase que totalmente por adultos

    Esse foi um dos diferenciais que fizeram os JRPGs ganharem destaque nos 16 e 32 bits, já que devido a sua linearidade e seu foco em vários personagens ao mesmo tempo, eles conseguiam entregar uma experiência narrativa bem cativante, mesmo que a maioria sequer imaginasse que não era que eles fossem narrativas super densas (afinal, ter uma trama protagonizada por crianças/adolescentes acaba limitando a liberdade narrativa que o autor pode ter) e sim que o role play do jogador nelas lhes dava uma imersão que nenhum outro gênero conhecido podia lhe proporcionar, de forma similar com a que os RPGs de mesa conseguiam entregar.

    3 - Gameplay

    Assim como num RPG de mesa as fichas e dados são importantes, nas contrapartes eletrônicas a coisa não é diferente, afinal são as mecânicas, o sistema de progressão de nível e afins que definem a execução de suas ações, e fazem a sua aventura terminar em uma vitória esmagadora ao invés de uma derrota vergonhosa. JRPGs possuem gameplays bem diferentes, indo do Turn Based (onde o JRPG realmente brilha, tendo a maioria de seus melhores jogos nesse sistema de batalha) ao Action (sistema que a maioria esmagadora dos JRPGs atuais adotaram), contudo eles possuem alguns aspectos em comum, como magias espalhafatosas, danos absurdos, overworld com navios e airships, mas sem dúvidas o principal deles é a progressão.

                      Gameplay de Lufia II, um dos melhores JRPGs dos 16 bits  

    A progressão dos JRPGs costuma ser feita através de batalhas, sejam em dungeons repletas de monstros ou enfrentando bosses aterradores que podem quebrar a sua cara em instantes (enquanto sidequests e eventos secundários não costumam ter um grande destaque). A maneira como o jogador adquire skills e equipamentos também segue a mesma linearidade do enredo e coisas como magias super poderosas só são adquiridas quase no final do jogo, aumentando ainda mais o role play e a sensação que o jogador realmente está vivenciando uma aventura, onde os perigos ficam mais desafiadores e as recompensas mais satisfatórias com o desenrolar da sua jornada.

    4 - Ambientação

    No começo dos anos 90 uma onda pitoresca invadia os lares das famílias através da hoje extinta Rede Manchete: o desenho Cavaleiros do Zodíaco. Misturando mitologia grega, astrologia e muita violência, a animação foi um sucesso absurdo e junto com ele vieram vários outros poços de exoticidade com os quais não estávamos acostumados na época: Yuyu Hakusho, Sailor Moon, Dragon Ball, Pokémon, entre vários outros, que prendiam a atenção de milhares de crianças e adolescentes, com muitos pais se perguntando o que tinha de tão incrível naquelas animações violentas com personagens magricelas de olhos grandes…

    As três feiticeiras de Lunar: Silver Star Story, esse tipo de aparência peculiar só se encontra em JRPGs e afins

    Exagerados, exóticos, existem vários adjetivos que podem ser usados pra definir as animações japonesas, e os JRPGs bebem diretamente dessa influência. A narrativa pode acontecer numa época medieval, que as chances de se encontrar um inimigo mecha gigante com lasers serão bem altas, ou mesmo ambientações cyberpunk com os personagens lutando com staffs mágicos e espadas gigantes enquanto soltam cogumelos atômicos com suas magias. Resumidamente: JRPGs são imprevisíveis, um pequeno e caricato monstro pode soltar rajadas de fogo na sua cara, uma casa pode te atirar mísseis, um monge pode dar suplex em um trem, uma ninja pode fazer sinal da cruz, entre várias outras possibilidades, que só jogando JRPGs mesmo pra descobrir.

    5 - Trilha sonora

    One Winged Angel, exemplo conhecido do que os JRPGs podem oferecer, musicalmente falando

    Trilha sonora é algo que todo gênero de jogo eletrônico possui, então o que o JRPG possui de diferente nesse sentido? Como o enfoque desse tipo de jogo é no role play, na interpretação de papéis, a narrativa, a ambientação e a trilha sonora precisam estar de acordo com o que está acontecendo na tela. Por isso os RPGs nipônicos tendem a ter um cuidado todo especial com esse aspecto, possuindo várias músicas diferentes pra cada situação, seja uma batalha, uma cidade, um boss ou mesmo um personagem jogável.

    Seja o tema de um local onde o jogador pode descansar…

    Ou de uma personagem que controla seu mecha dançando com seus leques…

    Ou o tema aterrador de um final boss, o desafio derradeiro que o jogador esperou por tanto tempo! A música mexe com nossos sentimentos, portanto um tema que encaixe com a situação que está ocorrendo naquele momento será certeiro pra ajudar no role play do jogador.

    O que podemos concluir?

    Tendo conhecimento dessas principais características que diferem um JRPG de outro gênero/subgênero de jogo eletrônico, fica simples sacar à primeira vista jogos ocidentais feitos nesse molde. South Park: The Stick of Truth, Child of Light, Cross Code, Cosmic Star Heroine, Lost Odissey, Secret of Evermore, entre vários outros. Também existem jogos como The Witcher 3, cuja narrativa segue o padrão japonês (linear, com protagonista carismático mirando um objetivo bem definido), mas continua sendo um RPG ocidental, já que não possui os outros elementos definidores do subgênero.

    Por fim, isso é JRPG: um subgênero do RPG eletrônico, cuja principal característica se dá por sua narrativa linear, seus personagens exóticos, trilha sonora bem diversificada e ambientação peculiar que se unem pra formar o role play, o faz de conta que o jogador irá vivenciar. É fato que atualmente o JRPG não anda bem das pernas, e que sua interpretação de papeis não chega ao nível de sua contraparte de mesa, contudo isso não significa que são escassas as opções para alguém que queira se aventurar no gênero, vivenciando uma experiência única que dificilmente outro tipo de jogo eletrônico irá permitir.

    Dragon Quest

    Platform: NES
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      artigos · 9 days ago · 3 pontos

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

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      seufi · 9 days ago · 3 pontos

      Fanservice?

      5 replies
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      kess · 6 days ago · 3 pontos

      Os JRPGs precisam se reinventar para voltarem a ser o que já foram!

      1 reply
  • rodrigockp Rodrigo
    2019-11-02 21:19:36 -0200 Thumb picture
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    Analise de um não analista: Nintendo Switch Lite!

    Medium 3754992 featured image

    Nintendo Switch Lite lançado em 20 de Setembro de 2019, o mais novo console da família Nintendo, veio justamente para compensar aqueles que só compravam o Switch para jogar como portátil já que ele por sua vez tem somente 275 gramas comparado com os 400 gramas do Switch original. Confesso que, isso dele ser mais leve que o original e ser somente um portátil foi o que me chamou mais a atenção, sou fã de consoles portáteis e esse, não é o mais leve de todos, comparando com o PS Vita, que tem 260 gramas, ele tem 15 gramas a mais, porém, acho que por questões de tamanho e de distribuição de botões o Switch acaba dando a impressão de ser mais leve, obviamente não é tão portátil assim, porém, cabe em um bolso tranquilamente sem fazer peso e deixando a sua calça cair. Não é indicado por causa dos analógicos, mas se não tiver opção, suas calças não vão cair enquanto você estiver na rua.

    FORA DA CAIXA:

    Além do manual, é basicamente isso que vem na caixa, Lite e carregador, desnecessariamente grande, tipo C, que por sua vez é o mesmo do Switch Original. Okay, talvez reclamar do carregador seja errado, levando em conta que Switch lite é um console mais barato ($100 dólares mais barato que o original) então obviamente não iriam criar um carregador só pra ele, não teria sentido, porém, pra um portátil, ele é grande, comparado com a fonte do Nintendo DS/3DS.

    DISTRIBUIÇÃO DOS BOTÕES E DESIGN:

    Segue o mesmo padrão de sempre da Nintendo, porém no lite, tem a diferença do D-pad que no original é em formato de botões separados de setinhas no estilo do controle do Nintendo 64 e a inclusão dos botões ZL e ZR que eram vistos só em consoles de mesa presentes agora pela primeira vez em um portátil, além do + e - substituindo os Start e select que era padrão em portáteis da Nintendo. No Lite também não tem a remoção dos joy-cons, obviamente, sendo assim removido uma das melhores funções do joy-con, o Rumble HD, que faz o controle vibrar de forma unica. Nessa versão, por ser mais compacta, foi removido também o "pézinho" que segurava o console para se jogar de duas pessoas. Sinceramente isso faz falta no lite, até porque, se você comprar um joy-con ou um pro controller vai funcionar nesse também, sim, o lite tem suporte aos controles da outra versão.


    DESEMPENHO:

    Sem ser muito técnico aqui pois não sou formado em eletrônica, posso dizer o básico que é um hardware levemente melhorado do original, simplesmente para aguentar a bateria mais forte, que no lite eles deixaram um pouco mais "parruda" para aguentar mais, o que, na pratica, não muda tanto, Zelda BoTW por exemplo, no switch original em modo portátil demora cerca de 3h para zerar a bateria do console, já no lite isso passou para umas 4h/4h30min. O que não faz uma enorme diferença, mas ajuda. Lembrando que esse tempo pode variar de acordo com o volume e com o brilho da tela do console. Uma outra diferença é que, o Lite só chega a 720p, o original em contra partida, consegue chegar a 1080p quando "dockado" já em modo portátil os dois fazem exatamente a mesma qualidade de imagem, porém, devido ao tamanho da tela de 5,5" o que é ótimo para um portátil comparado com 6,2" do original, o Lite passa a impressão de uma imagem mais polida, já que o Switch original tem 237ppi e o lite tem 267ppi. Seu armazenamento continua o mesmo do original, 32gb, o que, pros jogos atuais, não cabe nenhum basicamente, sendo necessário a compra de um cartão microSD. Questão de jogos, rodam todos na mesma qualidade e fluidez que o original em sua versão portátil, e, diferente de muita analise dizendo que jogos como "Just Dance", "1, 2 Switch" ou "Mario Party" são incompatíveis, não é bem assim, os jogos rodam normalmente nesse console também, pois, como já foi citado aqui você pode sim comprar os joy-cons a parte para joga-los, só não vai ficar muito fácil de ver nessa tela, mas são jogáveis e compatíveis sim! Único, que aparentemente não é compatível ainda é o Nintendo Labo.

    RESUMO DA OPERA:

    Switch Lite é para aqueles que, assim como eu, amam jogar em portátil, mesmo o original tendo essa possibilidade, o peso de fato atrapalha, você começa a ter dor no pulso de segurar por tanto tempo, afinal você está segurando quase meio quilo na mão, por 3h seguidas. No final, vai da escolha do consumidor qual irá comprar, se prefere jogar na TV ou na hora do almoço no trabalho sem cansar o braço.

    PRÓS E CONTRAS:

    Pros:
    Inteiramente portátil; Cores vibrantes no console inteiro; leve e pratico; bateria mais forte.

    Contras:

    Não liga na tv; não tem joy-cons removíveis; tela muito reflexiva, não vem com uma dock simplesmente para carregar o portátil.

    Enfim, essa é uma analise por um jogador e usuário do produto, sem nenhuma ligação com retorno monetário ou com a empresa.

    Espero que gostem, e em breve irei trazer mais uma analise sobre acessórios para o Switch lite. É isso até a próxima!

    The Legend of Zelda: Breath of the Wild

    Platform: Nintendo Switch
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      rafael_mingato · 15 days ago · 3 pontos

      Mas que belezinha, muito bonito 🎮😬

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      artigos · 15 days ago · 3 pontos

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

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      roberto_monteiro · 7 days ago · 2 pontos

      O Titulo deveria ser Nintendo Switch Lite: O Switch que não switcha!

  • 2019-10-23 20:06:32 -0200 Thumb picture
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    Os RPGs do N-Gage, o estranho e peculiar celular da Nokia

    Medium 3752827 featured image

    Atualmente, quando se pensa em jogos de celular, opções não faltam, já que com o advento dos aparelhos da Apple e do sistema do Google, o mercado desse tipo de entretenimento aumentou a níveis estratosféricos. Contudo, no começo da década de 2000, isso sem dúvidas era algo impensável, seja pelo fato dos computadores em si ainda estarem começando a se popularizar pelo globo ou pelos aparelhos de telefonia móvel da época terem tremendas limitações, seja de software ou de hardware. A finlandesa Nokia dominava o mercado nessa época e, apesar de ter se especializado em aparelhos mais simples, também dava seus pitacos em coisas mais complexas, seja em aparelhos mais normais (como o Nokia 6600, aparelho que ganhou até um filme de divulgação) quanto com coisas mais, digamos, extravagantes (como o Nokia N-Gage, que dá nome a esse artigo).

    Nokia 3310 (entre outros modelos, como o Nokia 1100 e o Siemens A50 se tornaram muito populares na época)

    Aparelhos com telas coloridas eram considerados artigos de luxo (aqui no Brasil na época, aquele que tinha um aparelho com a tela azul, sendo que o normal era a verde, já era algo impressionante) e mesmo nesses, os jogos pré instalados eram bem simples, como algum shooter de nave (o famoso Space Impact). Com o passar do tempo jogos usando a tecnologia Java começaram a se popularizar, mas a priori eles também eram muito limitados, o que tornava a possibilidade de algo mais complexo, como um RPG, rodar em algum celular impensável… Isso até a Nokia lançar, em 2003, sua ideia de console portátil misturada com telefone, o Nokia N-Gage.

    Acima, o primeiro modelo do N-Gage (chamado posteriormente de N-Gage Classic) e abaixo o segundo modelo, chamado de N-Gage QD

    Com uma tela relativamente grande pra época, de 176×208 pixels (apesar de só ter 4000 cores, menos que um Game Boy Color), som estéreo, mp3 player e portando um sistema operacional Symbian (sim, ele era um smartphone), o aparelho era bem robusto pra um celular, contudo não foi muito bem aceito, seja pela comunidade de jogadores de videogame (que reclamaram da tela vertical e menor que a de um Game Boy Advance e do fato de ser necessário retirar a bateria do aparelho pra trocar o cartão do jogo) ou por usuários de celular (já que seu formato bizarro, tamanho avantajado e o fato de que pra fazer chamadas o celular tinha que ser segurado de lado). Isso, somado ao seu preço alto, o lançamento do PSP da Sony pouco tempo depois, de poucos títulos terem saído pra ele, entre outros fatores, acabaram culminando no fracasso do híbrido de celular com videogame portátil. Nokia até tentou um segundo modelo algum tempo depois, o Nokia N-Gage QD (o qual a Nokia enxugou algumas funções, como o som estéreo, mas adicionou outras, como a possibildiade de trocar o cartão do jogo sem retirar a bateria do aparelho, além de ser possível fazer chamadas nele como um celular normal), mas sem sucesso.


    Em alguns anos o bizarro smartphone/celular/portátil da Nokia fora descontinuado, com em torno de 60 títulos lançados para o mesmo (sendo muitos deles ports de jogos de Game Boy Advance ou mesmo de PlayStation). Todavia, entre estes poucos títulos, havia muita coisa interessante, e neste artigo irei trazer os RPGs que foram lançados pra esse estranho console, com imagens, informações e uma opinião pessoal de cada um, já que, como um dono de um N-gage por uns 3 anos, tive contato com todos eles.

    The Elder Scrolls Travels: Shadowkey

    A hoje famosa franquia da Bethesda também teve sua participação no N-Gage. Tal como suas contrapartes pra consoles, The Elder Scrolls Travels: Shadowkey também era um WRPG tendo várias classes, aparências e raças pra se customizar seu personagem. O combate era em primeira pessoa com um cenário totalmente 3D (mostrando bem a potência do aparelho), com inimigos, dungeons e afins pro jogador explorar, além de missões a serem cumpridas. Era possível até jogar de multiplayer via bluetooth, coisa bem impressionante pra um celular na época.

    Observação pessoal: esse jogo me impressionou na primeira vez que eu vi, mas como ele era muito pesado, e eu só tinha um cartão pequeno onde tinha que deixar mais alguns jogos e músicas, acabei nunca terminando ele. Isso sem contar que ficava perdido muito fácil, já que ele também era open world…

    Pocket Kingdom: Own the World

    Pocket Kingdom foi o primeiro (e último) MMORPG lançado pro N-gage, sendo meio que um sucessor espiritual de Dragon Force, do Sega Saturn. Além das funções online através do N-Gage Arena (a plataforma online do aparelho, que permitia batalhas e interações entre os jogadores), o jogo também possuía missões offline, onde era possível comprar unidades, derrotar inimigos e aproveitar de um extenso sistema de craft de itens. Foi um dos jogos do aparelho mais bem aclamados, afinal um MMORPG de bolso não se via todos os dias.

    Observação pessoal: esse eu tentei instalar várias vezes no meu aparelho, mas nunca funcionava direito. Não sei se era necessário estar com a rede móvel ligada ao se abrir o jogo, mesmo pras missões offline (já que quando eu ganhei o aparelho a N-gage arena já tinha ido pro saco há tempos), mas apenas conheci esse game de prints na internet mesmo, infelizmente. Ou felizmente, vai saber…

    Requiem of Hell

    Requiem of Hell é um action RPG de visão aérea, extremamente parecido com Diablo. Nele tu controla ou um homem (que usa um machado) ou uma mulher (que usa uma espada), que foram revividos por uma fada (que em seguida apaga a memória do escolhido, para que ele não se lembre de sua vida anterior) para derrotar um vilão que está ameaçando o mundo. O jogo possui cidades, dungeons, vários NPCs, inimigos, baús, shops, skills, tudo que um RPG que se preze precisa, além de um modo onde 2 jogadores podiam jogar via Bluetooth.

    Observação pessoal: Requiem of Hell eu joguei bastante, creio que foi o meu primeiro contato com um RPG com uma narrativa mais, digamos, objetiva, já que tu tem um objetivo e no final tem até um plot twist, apesar do final boss ser extremamente fácil. Cheguei a jogar com ambos personagens, contudo não tinha diferença alguma entre eles, só estética mesmo… Mas pra quem mal conhecia RPG na época, tava de ótimo tamanho.


    The Roots: Gates of Chaos

    Mais um Action RPG, só que esse com uma ambientação bem Dungeons and Dragons, ao menos no que diz respeito aos personagens. Ao iniciar o jogo o jogador podia escolher entre 5 personagens de classes e skills distintas, pra desbravar um mundo em 3 dimensões de visão aérea com áreas repletas de inimigos cujo objetivo é… Salvar o mundo de um capetão, claro! Também era possível jogar com até 4 jogadores ao mesmo tempo, o que adicionava uma peculiaridade ainda maior pro título.

    Observação pessoal: à primeira vista o jogo parece ser bem interessante e ter um alto replay value, afinal são 5 personagens jogáveis distintos… Porém eu zerei uma vez só e nunca mais voltei pro título, já que ele é bem enjoativo, não tem gráficos tão interessantes quanto os outros RPGs do N-gage, já que sua visão aérea em um ambiente 3D é bem estranha.


    Xanadu Next

    Xanadu Next é um spin off do jogo Dragon Slayer: The Xanadu, da Nihon Falcom, e um detalhe interessante é que a versão de N-gage foi lançada antes da versão de PC, e apesar de obviamente ter menos conteúdo que a mesma, tinha funções únicas, como download de um mapa exclusivo via N-Gage arena, e multiplayer via Bluetooth. Quanto ao gameplay ele é basicamente outro action RPG de visão aérea, totalmente 3D e com áreas repletas de inimigos, cidades e afins.

    Observação pessoal: Xanadu Next me chamou a atenção logo no começo, seja por seu estilo japonês ou por sua trilha sonora bem misteriosa. Contudo, nunca consegui passar do primeiro mapa nesse game. Talvez fosse um bug das versões que eu baixava, mas sempre que chegava em determinado ponto o jogo fechava sozinho, e não eram falta de arquivos já que um dia baixei um save completo do jogo e cheguei a ver o final boss até. Um dia ainda faço questão de zerar a versão de PC só por questão de honra, me aguarde Nihon Falcom!

    Rifts: Promise of Power

    Rifts é uma série de livros de RPG (no mesmo esquema de D&D e Vampiro a máscara), e lançou um jogo para o N-Gage utilizando sua peculiar mitologia, que mistura elementos cyberpunk, ficção científica, fantasia, entre outros. No game o jogador pode criar um personagem masculino ou feminino e o sexo deste irá decidir quais classes ele poderá ter mais adiante (mulheres tendiam a ter opções de classes com habilidades psicocinéticas, enquanto homens classes mais ofensivas, usando tecnologia e dano físico). A história é bem interessante, o jogador vai adquirindo companheiros pra party com o desenrolar da trama e apesar da navegação ser estilo RPG normal, as batalhas são isométricas no estilo tático. O multiplayer também estava presente.

    Observação pessoal: o único RPG de turnos do celular da Nokia, e coincidentemente o melhor deles. O sistema de classes é excelente, cada uma é bem distinta uma da outra, e o fato de poder escolher pra qual delas seu personagem irá evoluir explodiu minha cabeça na época, o que me levou a zerar tanto com o personagem masculino quanto com o feminino, e mais de uma vez.


    X-men Legends

    Esta é uma versão feita pro N-Gage de um jogo lançado pra várias plataformas na época, aproveitando-se da fama do filme da Fox. No game tu passava missões, controlando até 4 dos mutantes do Xavier ao mesmo tempo, pra impedir os planos do Magneto e sua Irmandade. Trata-se de um Action RPG de visão aérea onde o jogador precisa cumprir objetivos, derrotar inimigos e afins, outro ponto interessante é a possibilidade de se jogar com até 4 jogadores através do Bluetooth do aparelho.

    Observação pessoal: como esse e o X-men Legends II são muito parecidos, não me lembro ao certo qual deles eu terminei, ou se terminei ambos. O jogo era interessante, cada mutante tinha sua peculiaridade (meu preferido era o Wolverine, que recuperava HP sozinho) e ele era agradável de se jogar até, apesar de ficar enjoativo depois de algum tempo.


    X-men Legends II: Rise of Apocalypse

    Continuação do título anterior, com os mesmos gráficos e mesmo gameplay, a diferença é que os membros da Irmandade se tornam jogáveis, o que adiciona ainda mais possibilidades pro game. O multiplayer com até 4 jogadores também persistiu, além de certo conteúdo online via N-gage arena.

    Observação pessoal: como comentado no primeiro X-men Legends, não me lembro qual dos dois jogos eu realmente zerei (apesar de me lembrar vagamente de ter enfrentado o Apocalypse), mas sem dúvida a maior quantidade de mutantes jogáveis ajudou bastante, apesar de eu ainda manter o Wolverine, pra economizar poção.

    Também haviam jogos de terceiros desenvolvidos pro sistema Symbian e que consequentemente rodavam no aparelho, contudo são jogos mais pequenos e isolados, ficando difícil de achar informações sobre eles (me lembro de um onde tu controlava um anjo caído, mas o jogo travava quando tu ia pro inferno), sendo estes oficiais os que ganharam mais notoriedade.

    Por fim, o Nokia N-Gage não deixou seu nome de uma forma muito positiva na história dos videogames (e seu sucessor por parte da Sony, o Xperia Play, também não ficou muito atrás), contudo é interessante pensar que esse bizarro aparelho foi um dos precursores dos hoje chamados “jogos mobile”, isso numa época onde multiplayer via bluetooth, online via GPRS e telas coloridas em aparelhos celulares eram novidade e coisas como Wifi, 4G, telas sensíveis ao toque sequer passavam em nossa cabeça. Pode não ter sido o produto de maior sucesso, mas sem dúvidas tinha funções que estavam muito além do seu tempo, além de jogos interessantes que trouxeram boas horas de diversão pra quem teve o prazer de desbravá-los.

    X-Men Legends

    Platform: Playstation 2
    420 Players
    2 Check-ins

    58
  • felipe_turesso Felipe Turesso
    2019-10-18 23:31:37 -0300 Thumb picture
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    Uma joia na indústria dos jogos eletrônicos

    Medium 3751949 featured image

    Lembro-me do primeiro trailer anunciando The Last Guardian para PlayStation 3 em 2009, ressaltando que o game começou a ser elaborado em 2007. Um jogo que teve tantos contratempos durante seu desenvolvimento que as pessoas se perguntavam se de fato algum dia The Last Guardian seria lançado. Honestamente, eu fiquei intrigado em jogar este game quando o vi, pois o trailer chamou minha atenção, haja vista a proposta, portanto, se aventurar em um local inóspito ao lado de uma grande criatura. Os dois devem se ajudar para obter sucesso em sua empreitada. Na época pensei que com certeza seria um jogo de meu agrado. Após quase uma década de espera, The Last Guardian finalmente foi lançado para PlayStation 4 e valeu a pena.

    Apesar de alguns problemas na jogabilidade e câmera, o game é belíssimo. Trata-se de uma joia na indústria dos jogos eletrônicos, um jogo com um diferencial enorme e claramente um game que talvez não seja para todos infelizmente. Possivelmente as pessoas não compreenderão totalmente este incrível jogo e sua abordagem. Espero que eu esteja errado. O enredo, parte que mais busco em games, é espetacular e o ponto principal. Uma estória que envolve amizade, confiança, persistência, um vínculo profundo e fortes emoções. Impossível não se preocupar com Trico, a criatura amável e atrapalhada em certos momentos. O vínculo entre Trico e o garoto cresce conforme o jogo avança. Inúmeras vezes me preocupei com ele, cuidei dele e quis acariciá-lo para demonstrar que tudo ficaria bem.

    O comportamento de Trico me lembrou um gato o que me fez pensar em meus gatos, Lúcifer e Sophie. Devido a isto, possivelmente criei um carinho muito especial por este jogo. Confesso que pensei que The Last Guardian jamais seria lançado. Recordo-me de mencionar este game em um podcast há alguns anos no qual o tema era sobre jogos que emocionam os jogadores. Tanto eu quanto os participantes daquele podcast concordamos que The Last Guardian, apesar da existência de alguns trailers, demonstrava uma carga emocional enorme e a vontade em jogá-lo só aumentava. Além disto, a trilha sonora deste jogo é tão incrível que palavras não descrevem os momentos de tensão, felicidade e preocupação que senti ao longo do game.

    Outro fator que me impressionou foi o gráfico deste jogo. As penas do Trico reagindo ao vento, assim como as roupas do garoto. Sem mencionar a iluminação, dentre outros detalhes.

    The Last Guardian é mais um exemplo de que os jogos eletrônicos são verdadeiras obras de arte. Penso que um jogo é muito mais que uma jogabilidade impecável, um bom enredo, uma trilha sonora impressionante ou gráficos belíssimos. Para mim, cada jogo possui uma abordagem, um foco, e isto muda tudo, pois o sentimento e a experiência que cada jogador obtém é única. É como assistir um filme, ler um livro ou escutar uma música que transforma a vida ou pensamentos da pessoa. O objetivo do jogo é o entretenimento, levar o jogador a outro mundo e diverti-lo/emocioná-lo, cada um à sua maneira. Isto sim é o verdadeiro propósito dos games.

    Muito obrigado Fumito Ueda e todos os envolvidos na elaboração deste jogo por esta experiência maravilhosa. Certa vez, em uma entrevista para a Edge, Fumito disse que estava realmente triste pela demora da conclusão do jogo. De fato, demorou. Demorou muito, mas valeu a pena.

    Por favor, joguem The Last Guardian!

    The Last Guardian

    Platform: Playstation 4
    829 Players
    125 Check-ins

    39
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      speedhunter · 29 days ago · 2 pontos

      Compartilho de suas palavras! Jogo que me deixou com uma crise existência depois que finalizei!

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      andre_andricopoulos · 29 days ago · 2 pontos

      Definitivamente uma jóia na indústria.
      A construção dos personagens antagônicos (o belo...e a fera...o bom...e o mau), sua dependência e a crescente relação de amor e amizade é uma experiência que nunca irei esquecer.
      ...
      Sensacional mesmo.😍🤩

      2 replies
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      artigos · 29 days ago · 2 pontos

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

  • 2019-10-15 20:58:50 -0300 Thumb picture
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    Jogos de Dreamcast que Vale a Pena Conferir

    Medium 3751323 featured image

    Boa noite, gente! Eu andei sumida pois a faculdade estava muito atarefada, e eu tive outros compromissos. Ainda estou um pouco ocupada, mas eu devo voltar a aparecer mais.

    O Dreamcast é um console, que mesmo sendo ótimo, acabou sendo deixado de lado pelo PS2, mas é um aparelho com ótimos exclusivos, e citarei alguns deles aqui na primeira parte da lista.

    Illbleed

    O Dreamcast tem bons jogos de horror/ação exclusivos, e um deles é Illbleed. A protagonista tem que sair a salvo de um parque dos horrores bizarro, de preferência com seus amigos, para que possa ganhar um grande prêmio em dinheiro. O jogador pode morrer de várias formas e tomar sustos com armadilhas e inimigos. 

    Uma barra avisa quando uma dessas ameaças ou itens podem estar perto. Dependendo do rumo da história, outros personagens se tornam disponíveis e jogáveis, e cada um tem características distintas. O jogo tem mais de um final.


    The Ring: Terror's Realm

    Já imaginaram inimigos que são um bando de macacos mutantes assassinos? É isso que The Ring que proporciona. O Survival Horror exclusivo do Dreamcast tem muitas características do gênero; como combate através de armas, ter que achar itens certos, tomar cuidado para não ficar sem munição e luz e muita exploração pelo ambiente. No jogo, você controla uma moça que trabalha em um laboratório de controle de doenças; e seu namorado, que também trabalha lá, foi encontrado morto de uma forma grotesca, junto com outros funcionários do laboratório, e a única pista é um programa no computador que chama RING.

    E sim, é inspirado no filme, mas invés de ser uma fita VHS, é um programa de computador maléfico. O jogo tem muitas falhas, como se fosse um Resident Evil meio mal feito, mas ainda assim, é um jogo recomendado para quem gosta de Survival Horror e que quer aproveitar bem o Dreamcast. 

    Blue Stinger

    Mais um Survival Horror esquisito pra lista. Em Blue Stinger, uma ilha afundou no Oceano por causa de um terremoto, e apenas uma parte sua ficou. Cientistas descobriram que o pedaço que restou, é do mesmo tamanho do meteoro que acabou com os Dinossauros, fazendo com que a ilha se chamasse ‘Dinosaur Island’

    Perto dessa ilha, está o protagonista em um barco, junto com um amigo; e o barco acaba sendo acertado por um objeto vindo do céu, fazendo com que o mesmo se partisse. Para deixar a situação mais estranha ainda, o pingente do colar de seu amigo se torna real, e uma espécie e fada azul surge, e acaba por ajudar o protagonista durante a jornada. Eliot (o protagonista), é uma espécie de agente, e ele e seus companheiros se aventuram na ilha; mas não esperem Dinossauros, as criaturas são extremamente mais bizarras do que os próprios.

    Nesse jogo, estranhamente, monstros derrubam moedas, e armas podem ser compradas através de máquinas. A câmera e a jogabilidade são meio falhas (a versão Japonesa acaba sendo melhor), e a história tem alguns problemas; mas nada que não faça de Blue Stinger um bom jogo. É mais uma pérola do Dreamcast que vale o tempo.

    Carrier

    Adivinhem? Outro Survival Horror. No mundo de Carrier, o país sofre de uma enorme crise econômica, que gerou crise em vários outros setores, deixando o país mal visto e em situação delicada. Fora isso, vários ataques terroristas começaram a ocorrer, fazendo que com os Militares dos EUA tomassem providências para combatê-los. Várias bases militares e veículos foram construídos, e como já diz o nome do jogo, vários navios com Armas Aéreas de Guerra foram colocados no mar, com uma capacidade extremamente poderosa. Porém, depois de alguns dias de operação, perderam comunicação de rádio por alguns dias, e é ai que entra um time de agentes para investigar o que pode ter acontecido com is navios, e é ai que entram os protagonistas. Enquanto estão na base para investigar, vários perigos os cercam, incluindo criaturas mutantes bizarras.

    Carrier é um Survival Horror de ação com uma vasta gama de armas. O jogo, além de combates, boss battles e procura de itens, também possuí um óculos que o personagem usa para identificar possíveis perigos, que sem o óculos, ele não é capaz de ver. Mesmo com alguns bugs, Carrier é um ótimo título para quem curte um Survival Horror. 

    deSPIRIA

    Um RPG para a lista, e esse é bem bizarro. Um jogo que, infelizmente não saiu fora do Japão. Nesse jogo, o ano é mais de 2060, e a protagonista trabalha para uma organização chamada ‘The Church’; e em uma de suas missões, ela sofre um acidente e vai parar em um Túnel Subterrâneo, e ela deve encontrar uma forma de sair do lugar e descobrir seus mistérios.

    O jogo tem batalhas por turno, e sua “party” são criaturas que ajudam a personagem, algo já esperado de Rpgs da Atlus. Fora as batalhas, o jogo também tem aspectos de um Adventure, onde você deve explorar e encontrar itens, que são mostrados apertando o botão certo. Para quem jogou Hellnigh, eles tem similaridades. É um dos jogos mais obscuros da Atlus.

    D2

    Não sei quem já jogou o jogo D (de PS1, 3DO, PC e Saturn), mas aqui, temos a protagonista Laura de volta, mesmo que esse jogo não tenha conexão com o primeiro além da protagonista.

    Nesse Survival Horror, a personagem Laura está em um Avião, quando de repente, um grupo de terroristas toma conta do veículo; e antes que um agente do FBI, que também estava a bordo do avião, pudesse pará-los, o Avião sofre uma queda, caindo em um lugar afastado cheio de neve. Laura acorda em uma cabana sendo cuidada por outra sobrevivente, que diz a ela que a mesma ficou desacordada por mais de dez dias. Porém, logo um outro sobrevivente invade o local, e logo se transforma em um monstro. Isso faz Laura se aventurar no local para descobrir o que está causando tudo isso.

    O jogo tem um sistema de batalha, onde Laura não se mexe, apenas mira e atira, e a cada criatura que ela matar, seu nível sobe e sua barra de HP aumenta; fora isso e exploração de ambiente, Laura também pode tirar fotos a qualquer momento do jogo e vê-las depois. Com certeza é um ótimo Survival Horror do Dreamcast.

    O Dreamcast tem excelentes Visual Novels, como Missing Parts, mas infelizmente, por serem Japoneses, não é possível jogar se não entender Japonês ou ter paciência para usar aplicativos tradutores.

    Menções honrosas de jogos mais conhecidos: Shenmue 1 e 2, Record of Lodoss War e Skies of Arcadia. 

    65
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      jcelove · about 1 month ago · 3 pontos

      A menina tarda mas num falha! Sempre tem algym na lista q nunca ouvi falar. Dessa vez foi so o deSPIRIA.
      Blue stinger, illbleeb, carrier e D2 sao ate bem conhecidos dos fas do console.

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      emphighwind · about 1 month ago · 2 pontos

      deSPIRIA é que o me mais interessa desta lista.

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      kipocalia · about 1 month ago · 2 pontos

      Do Dream eu queria jogar Neo e Napple Tale.

      1 reply
  • speedhunter Renan Loiola
    2019-10-15 22:23:14 -0300 Thumb picture
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    Inovação ou mais do mesmo? FFVII Remake pode ser ou não um "sucesso".

    Medium 3751344 featured image

    Depois do lançamento e sucesso absoluto de Final Fantasy VII em 1997, o ambicioso RPG da SquareSoft (hoje SquareEnix) deixou a indústria dos games em outros patamares. Goste você ou não, o sétimo capitulo é certamente o mais aclamado e lembrado entre os fãs da franquia, obviamente, isso não é nenhum mérito ou demérito para outros títulos da “Última Fantasia”, sejam eles anteriores ou posteriores ao popular JRPG, gênero esse, que não tinha tanta expressividade no ocidente antes desse marco.

    O sucesso de FFVII foi tão avassalador, que é considerado o jogo de maior sucesso do PlayStation (vendendo cerca de 10 milhões de cópias, número impressionante para época) , console esse que estreava o início do grande êxito da Sony no mercado de consoles, que era dominado anteriormente e majoritariamente pela a SEGA e Nintendo.

    (Revolução nas CGs e remodelagem de personagens, foi o que mais chamou atenção da indústria em seu lançamento).


    O CLAMOR PELO REMAKE:

    Quando o PlayStation 3 foi mostrado ao mundo em 2005, a SquareEnix lançou uma demonstração técnica de Final Fantasy VII para mostrar o potencial do hardware do PS3 e também sua nova engine para a criação dos próximos FFs que seriam lançados no futuro, causando impacto e também grande confusão aos jogadores. A principal dúvida era se realmente se tratava de uma possibilidade de remake do título ou se era apenas uma pequena amostra do poder de processamento gráfico da nova engine e do next gen console da Sony na época. Como um balde de água fria, a empresa confirmou que era apenas uma pequena amostra do que eles pretendiam fazer no que tange a qualidade gráfica para a próxima geração que sucederia o saudoso PlayStation 2, deixando fãs do sétimo episódio frustrados, porém, ainda esperançosos.

    Em 2016, mais de uma década depois da famigerada “tech demo” de FFVII para o PS3, Final Fantasy XV chegava ao mercado para PS4 com um hype consideravelmente alto e com 10 anos de produção gerados por muitos problemas com a equipe de desenvolvimento e com a Luminous Engine (engine essa, extremamente problemática para os consoles da atual geração). O jogo não agradou toda a base de fãs da franquia, mas conseguiu ser um sucesso de vendas e ter uma nota sólida no metacritic. Ainda sim, a comunidade não se contentou com o desempenho do FFXV. Um ano antes do lançamento de FFXV, o remake do VII havia sido anunciado na E3 de 2015, gerando ainda mais hype como também dúvidas a respeito de qual rumo a renomada série de RPGs eletrônicos iriam trilhar. Será que repetiriam a formula do décimo quinto capítulo? Manteriam o sistema clássico do FFVII original? Ou simplesmente seria algo realmente “novo”? A resposta vem no tópico a seguir...

    (Essa imagem causou muitas "teorias da conspiração" na época. A espera e ansiedade era algo bastante discutido nas comunidades. O PS3 ainda não tinha sido lançado oficialmente, o que deixavam os fãs ainda mais na loucura!)

    PRESERVAÇÃO DO QUE FUNCIONA E EXCLUSÃO DO QUE NÃO FUNCIONA:

    É bem provável que esse tópico pode causar certo desconforto em fãs mais apaixonados pela turminha do Cloud, entretanto a intenção não é essa e sim mostrar que uma analise sincera de quem viu e testou o jogo de perto. Independente se é ou não o seu jogo favorito, tenha ciência que não existe nenhum jogo perfeito, com exceção de Vagrant Story! (brincadeirinha).

    Gráficos: 

    Talvez seja um dos jogos mais deslumbrantes dessa geração. Em relação a esse quesito tenho pouquíssimas observações para salientar. As texturas são de altíssima qualidade, os designs de personagens são de cair o queixo! Como qualquer Final Fantasy com pegada mais fotorrealistica (algo que acontece desde FFVIII e se estende até os títulos mais modernos da franquia) a Square sempre referência em inovação nesse quesito. Fiquei impressionado com as cores vibrantes dos cenários e dos personagens.As partículas de faíscas são radiantes, o brilho da lâmina da Buster Sword quando o Cloud se movimenta é algo que me impressiona desde a primeira vez que o remake foi anunciado e quando saiu os primeiros trailers de protótipos de gameplay.A HUD é quase que a mesma de Final Fantasy XV. Ver essa evolução de perto foi muito satisfatório! O ponto negativo que vi foi a quantidade de serrilhado no cabelo do protagonista, não é algo que realmente incomoda, mas vejo que uma polida nessa parte cairia bem.

    (O padrão de qualidade da Square em gráficos para AAA, estão quase sempre a frente de seu tempo).


    Jogabilidade:

    Combate acelerado e definitivamente um RPG de ação. Chega a ser bem estranho para um veterano acostumado com o famoso sistema de ATB (Active Time Battle) do FFVII clássico. A fluidez é bem estável e eu particularmente não vi nenhuma queda de frames que prejudicasse a experiência. Até nos momentos com maior clímax da luta contra o chefe, o desempenho se comporta de forma bastante satisfatória. Não sei se a demo foi disponibilizada no PS4 base ou no PRO, visto que os aparelhos ficam em um compartimento fechado.

    A adição do botão de dash foi extremamente bem vinda! Não que no original não tivesse isso, mas com a câmera em 3D a sensação de velocidade precisa está em um bom parâmetro, caso o contrário, a sensação de lentidão e progressão pode ser comprometida negativamente.

    A troca de personagens nas batalhas foi uma sacada inteligente, trouxe dinamismo no combate e amplia as possibilidades do sistema tático do jogo. Ter a liberdade de alternar os personagens em tempo real trás também a quebra da “mesmice” na qual o FFXV foi tão criticado em seu lançamento.

    Em termos comparativos o combate se assemelha bastante com Final Fantasy XV, sim, não é nenhum tipo de brincadeira, pois se tratando do Tetsuya Nomura que é o diretor do remake, tudo fica bem parecido com o combate de Kingdom Hearts (que também foi implementado no FF Type-0 e FFXV). Mas para aqueles que torcem o nariz contra qualquer tipo de “aceleração” em JRPGs tradicionais, o botão de “slow-motion” também foi colocado, para que você possa tornar o combate mais tático e ter tempo suficiente para alternar os comandos.

    Todas as mecânicas de itens e limits breaks do jogo original estão presentes aqui, em relação às matérias, na demo disponibilizada não temos acesso. O menu principal da party não é mostrado na demo, bem provável que a Square ainda esteja trabalhando nisso.

    Definitivamente foi uma das mudanças mais radicais em relação ao original. Se você é bem tradicional e saudosista de sistema de combates por turnos, certamente não irá aprovar a mudança que foi feita aqui, mas fortemente aconselho a acompanhar de perto as novidades, pois demos nem sempre refletem o produto final com 100% de precisão.

    (Controlar o Barret também é divertido, assim como o Cloud).


    Trilha Sonora:

    Acredito que esse ponto é bem tradicional. As trilhas foram reoquestradas e se assemelham com as excelentes trilhas do original. Essa mudança é sempre bacana, considerando que você mantém a essência, porém, melhorando algo que já é de ótima qualidade. Se você tem curiosidade para escutar como ficou, aqui vai o link:

    Espero de coração que todas as trilhas recebam o mesmo tratamento da Square Enix. Um CTRL+C e CTRL+V em um remake nem sempre é bem vindo. Estou curioso para saber como vai ficar músicas marcantes como a One Winged Angel e o tema da Aerith que são os meus prediletos.

    (Cover art oficial, simples e ao mesmo tempo nostálgica).


    Considerações Finais:

    É notável que esse remake não está sendo feito apenas para agradar fãs saudosistas. Ele tenta agradar também aqueles que nunca jogaram um RPG na vida com uma boa história e personagens cativantes. É um risco e um investimento muito alto que a SquareEnix aposta com todas as fichas, eu considero pelo que vi, uma demo bem sólida, mas, falta ainda muito para acertar o público que nunca experimentou um jogo da série. Se eu fosse alguém que nunca jogou um RPG japonês, esperaria um pouco mais pela versão completa, já que a companhia quer vender em várias partes. Não preciso explicar que para um fã da série é quase que uma aquisição obrigatória, desde que você não seja extremamente entusiasta de combates por turnos, caso o contrário, poderá soar como um Final Fantasy XV com aspectos melhorados.

    (A esquerda meu grande irmão Paulo Ambrosio  e a direita eu. Ambos no sofrimento para poder jogar a demo).


    Demo disponibilizada e testada no estande da PlayStation na Brasil Game Show 2019. Era necessário um QR code e hora marcada para testar a demo. ESSE NÃO É UM REVIEW DEFINITIVO. Todos os pontos citados poderão ou não mudar no produto final. Todas as imagens foram encontradas na internet, não era permitido tirar fotos ou filmar.

    Final Fantasy VII chega ao mercado internacional e brasileiro em 03/03/2020 exclusivamente no PlayStation 4.

    Final Fantasy VII Remake

    Platform: Playstation 4
    322 Players
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      wiegraf_folles_ · about 1 month ago · 4 pontos

      Sinceridade, não vejo esse jogo chegando perto do que foi FF7 PS1 só torço pelo melhor e que ele se pague, a SE quebrar é tão ruim quanto a Nintendo, é um caso de arriscar tacar fogo num monte de IP amada por muitos jogadores.

      Se alguém quer um Action com boa matemática na Frame Data e viabilidade de jogadas interessantes, risco e recompensa dependo da sua habilidade mecânica ou como você lida com o problema se sua execução não estar 100% com ou sem sistema de progressão não duvidaria por um segundo que já tem melhor ocidental ou oriental mesmo já que Action RPG JP é mais velho do que se imagina.

      E a SE tá com muitas ideias em cima do muro pra tentar agradar todo mundo e isso geralmente não agrada ninguém.

      E FF7 como muito com muito JRPG já ficou pra trás em storytelling em comparação a jogos ocidentais (Quer um teste simples? Tente vocalizar e imaginar os textos do jogo de PS1 com não só voice mas também acting das capturas de modelo, você vai ver como vai ficar estranho) e se não for por tecnicalidades é por público que ganhou jogos bons com sequências melhores ainda deixando o Hype pra qualquer coisa até mediana que eles façam.

      Como a SE vai competir com o filme tão queimado a ponto de ter gente fazendo um êxodo cada vez maior pra SMT por simplesmente não aguentar reciclagem de ideias divisivas ou que deveriam ser um negócio de uma só vez em vez de fast food de plot e character arc?

      E tem mais o jogo em si, Midgar... Caras é tipo 7 horas aproximadamente vão ser transformadas em um jogo completo. Vocês imaginam a quantidade de absurdos que vão puxar e de filler que vão adicionar?

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      jcelove · about 1 month ago · 3 pontos

      Vai ser dificil causar o mesmo impacto q o original, mas com certeza cai vebder horrores!
      Eu achei meio caido mudar o esquema de batalha mas depois de ver em açao ta bem maneiro. Acho q a sE ta caprichando . o chato é so a miljagem q vao fazer com os episodios. A square vai sugar ate nao poder mais.hehe

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      matheusps92 · about 1 month ago · 3 pontos

      Sejamos sinceros: o original só fez sucesso por ter sido o primeiro JRPG em 3D da história. Se fosse QUALQUER outro jogo o resultado seria o mesmo, não é necessariamente mérito do jogo em si. E pessoalmente to empolgado pra cacete pra esse remake, mesmo detestando o original.

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  • 2019-10-17 19:49:09 -0300 Thumb picture
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    Top 10 Adventure Games (Parte 1)

    Medium 3751669 featured image

    Hoje eu trago a primeira parte da lista de jogos de Adventure para o PC, todas terão dez jogos de cada vez.

    The Sea Will Clain Everything

    É um point and click Indie, feito pelo mesmo criador de Museum of Broken Memories.

    O jogo se passa em um lugar fictício chamado Lands of Dreams (lugar que aparece em outros jogos do mesmo criador); e no começo do jogo, você está em Underhome: uma “casa” de um misterioso druida chamado The. Só que não é apenas uma casa, ela tem vários andares e vários cômodos, e a casa tem diversos mecanismos, que são controlados por Inteligências Artificias cheias de personalidade. Porém, alguns mecanismos da casa e a energia mágica dela ficaram prejudicadas, depois de um ditador invadir a casa.

    O jogo além de ter um plot muito mais profundo e que mexe com problemas da nossa realidade, também possuí personagens humanos e criaturas EXTREMAMENTE interessantes; até o peixe falante é super bem construído. O jogo é um adventure point and click, e durante o jogo, tem uma lista de tarefas que sempre atualiza, para que você siga a lista e avance a história. Eu recomendo esse jogo para todo mundo; ele é simplesmente impecável em todos os sentidos: visual, trilha sonora, história, personagens e diálogos.

    Edna & Harvey

    Esse Adventure point and click foi feito pela Daedalic, mesma empresa que fez Deponia. São dois jogos na série: Edna & Harvey The Breakout e Harvey’s New Eyes. No primeiro jogo, Edna conta com a ajuda de Harvey, seu bichinho de pelúcia que está com ela desde a infância, para fugir de um manicômio onde ela foi colocada injustamente.

    E no segundo jogo, você joga com Lili, uma amiga de Edna que mora em um convento, e a garota segue todas as regras, mesmo que sejam injustas; e de início, a garota precisa ajudar Edna a esconder que esteve no convento, por conta da visita de seu ex psiquiatra. O jogo é hiper bem humorado, tem personagens carismáticos, a história é maravilhosa e mais pesada do que aparenta, porém, o clima de humor deixa tudo mais leve.

    The Silent Age

    É um jogo curto e bem feito, ideal para quem quer uma jogatina rápida e proveitosa. O jogo é dividido em capítulos, e você controla um homem que trabalha para uma organização enorme. Um dia ele topa com um senhor a beira da morte, e o mesmo entrega para ele um dispositivo que permite viagem no tempo, e o pede para que ele viaje no tempo e o encontre, contando para ele sobre o futuro, para que uma tragédia seja evitada.

    O jogo tem um clima tenso muito bem ambientado, a dublagem do jogo é ótima e a história mais ainda. É uma intriga que te prende do início ao fim.

    The Shivah

    Outro jogo curto para a lista. Aqui você controla um rabino que é dono de uma igreja, porém, ela está a beira da falência por ele estar cheio de dividas. Um dia, a polícia faz uma visita a ele, pois um ex frequentador de sua igreja foi assassinado e deixou a herança para o rabino, fazendo com que ele se tornasse suspeito.

    Ele decide então, investigar sua morte por conta própria, mesmo que fique em perigo. O jogo, apesar de curto, tem um plot bom demais, o jogo parece um filme e a dublagem é ótima. Ele também retrata temas pesados, reais e que vão te fazer refletir.

    I Fell from Grace

    Um dos Adventures mais profundos que eu já joguei. Aqui você controla Henry, um homem que mora com sua esposa em uma casa grande em um bairro bom, mas que se encontra com problemas financeiros, pois parece nunca conseguir uma promoção no trabalho. Um dia, ele acaba descobrindo por acaso que sua esposa está com uma doença incurável, e desde então suas vidas mudam drasticamente, fazendo com que Henry precise tomar decisões delicadas.

    O que fica no ar é, se é apenas esse o único problema que ele vai ter que enfrentar. O jogo é todo feito por decisões que afetam muito o final, e algo posto em prova é até a que ponto você chegaria para salvar alguém que você ama? Você roubaria? Mataria? Enganaria?

    Algo que eu gostei muito nesse jogo fora o visual e o clima, é que o universo do jogo é enorme; temos uma cidade grande super bem construída e bem ambientada.

    The Dream Machine

    Outro jogo extremamente interessante e diferente. Esse point and click parece ser feito de massinha, mas sua história tem um clima tenso. Você controla um homem que acabou de se mudar para um apartamento com sua esposa grávida; e tudo parece bem, menos o fato da sua esposa achar o inquilino e porteiro muito suspeito. Tudo muda quando você encontra escondido em seu quarto uma câmera que filma tudo que acontece ali.

    Agora você precisa descobrir quem fez isso e o motivo, porém, isso o leva para uma trama fantasiosa e surpreendente, onde nada é o que parece. O jogo além do visual interessante, tem uma história misteriosa que sempre te leva a temer o que pode acontecer em seguida.

    Alpha Polaris

    O primeiro point and click de terror da lista. Aqui você controla um biólogo que vai junto de alguns companheiros investigar um lugar chamado Alpha Polaris, que é uma reserva de óleo.

    Tudo parece bem, até que um deles encontra uma caverna cheia de ossos humanos, e logo eles se encontram em uma situação cheia de horror e mitologia. O jogo tem cenas pesadas, personagens interessantes e um plot intrigante.

    Detective Case and Clown Bot

    Esse jogo inicialmente me chamou a atenção pelo visual. Existem dois jogos na série: Detective Case and Clown Bot in: The Express Killer e Detective Case and Clown Bot in: Murder in the Hotel Lisbon. Como o nome já diz, você controla o detetive Case e seu parceiro Clown em uma trama misteriosa e precisa ajudar a solucionar casos de assassinato. Em Express Killer, os parceiros e uma criança, filho de um colega, embarcam em um trem onde aconteceram diversos assassinatos, para encontrar o culpado.

    Em Murder in the Hotel Lisbon, vocês precisam investigar um estranho caso onde um homem “cometeu suicídio” com diversas facadas nas costas. São jogos que eu recomendo muito, não só pela história, mas também pelos personagens interessantes, visual super único e uma ótima jogabilidade; o jogo não é apenas um Adventure point and click, como também tem um sistema onde você deve convencer as pessoas a dar depoimentos, enquanto você escolhe as perguntas certas que as façam passar informações valiosas e alguns mini games no mínimo interessantes. A música de ambiente também é ótima.

    The White Chamber

    Mais um point and click de horror psicológico para a lista. Nesse jogo gratuito, você controla uma protagonista misteriosa, que acorda em um caixão que está em uma espécie de nave em pleno espaço, e ela não se lembra de quem é e nem o motivo de estar ali.

    O jogo tem um estilo todo futurista que parece um anime antigo e um horror muito bem ambientado. O medo sempre paira no ar enquanto a personagem investiga a estranha nave. O que eu gosto desse jogo além do visual, é que a história é surpreendente, cheia de temas tensos, reviravoltas e cenas pesadas.

    Download: https://www.studiotrophis.com/site/projects/thewhitechamber

    Apocalipsis: Harry at the End of the World

    Tentem imaginar uma história dos Irmãos Grimm em estilo Medieval? É basicamente isso que Apocalipsis proporciona. Harry, o protagonista, estava apaixonado por uma moça com quem ele mantinha um relacionamento, porém, a mesma foi morta acusada de bruxaria, e agora você deve se aventurar no submundo para trazer a moça de volta.

    É um point and click curto e com puzzles até fáceis, o que torna a jogabilidade mais tranquila, especialmente para os que não são muito acostumados com o gênero. O jogo tem um visual incrível, que realmente parece saído de um antigo livro de histórias, ainda mais pelas cores de livro envelhecido. As vozes e as músicas também são ideais para o ambiente.

    Espero que tenham gostado da lista! Fiquem de olho, pois terão várias partes.

    Ps: O jogo da capa é Day of the Tentacle

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      kipocalia · about 1 month ago · 3 pontos

      Eu amo fran bow e the cat lady :\ eu joguei os jogos antigos de point e click como Monkey Island e Grim Fandango (só terminei o primeiro monkey), mas achava-os complexos e dificeis demais, nem pista deixavam direito pra tu saber o que fazer \o/ the dream machine sinto muita vontade de jogar :\ o tenso é que ele estando em inglês complica um pouco pra eu entender, meu inglês é basico.

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      jcelove · about 1 month ago · 2 pontos

      Top 10 adventures (underground) parte 1.hehe
      Excelente lista como sempre. Alguns desses eu gosto muito como Shivah que realmente é sensacional e foi o primeiro jogo comercial do Dave la da Wedjeteye. O rabino q responde com perguntas e manda bem na porrada é muito kegal.

      Silent age ainda nao joguei mas se me lembro ele é original do mobile, é free no android, acho q vou dar uma chance.

      Dream machine eu comprei no lançamento mas dropei...tem uns puzzles muito confusos e a cada sonho piora.hehe

      Cara, white chamber!!!! Bem lembrava disso. Joguei anos atras na epica em q ainda ficava buscando jogo free de pc pra baixar. Era bem maneiro principalmente pir tentarem imitar um visual anime.

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      dlima · about 1 month ago · 2 pontos

      ótima lista, desses só joguei o Dream Machine e o Silent Age, oq é bom pois descobri um monte pra jogar como The White Chamber q já tem até o link!
      Point&Click apesar de não ser o meu gênero favorito sempre acabam me surpreendendo lembro do primeiro q dei uma chance q foi o Beneath a Steel Sky gostei tanto q até hj é o wallpaper do meu PC, vai entender. inclusive caso não tenha jogado ele ainda deve tá de graça na GOG(melhor q a steam cof cof).

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  • brunothebigboss Bruno dos Anjos Seixas
    2019-09-30 14:23:53 -0300 Thumb picture
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    Manifesto pelos jogos curtos

    Medium 3747594 featured image

    T'aí um exemplo que pode ser seguido

    Infelizmente, como vocês já devem ter percebido, a ausência dos posts está marcante desde o segundo semestre de 2018. Isso se deve a vários motivos, mas resolvi me dedicar a um destes, o qual identifiquei após um tempinho de reflexão: o excesso de jogos de alta duração

    Por se tratar de um manifesto (e também pela minha falta de tempo), este artigo será mais curto e sem minha divisão por motivação, apenas o texto mesmo. Mas afinal, por quê jogos curtos são uma boa?

    Antes de responder à minha pergunta, vou elencar brevemente a minha teoria do porquê tantos jogos longos se lançou nos últimos anos: o alto custo de criação e venda

    Sim, por que em um mercado cujas empresas mataram os jogos de médio orçamento na transição da 7ª para o 8ª Geração, restando só os AAA (descontando os indies, cujo envolvimento com as majors muitas vezes se resume a distribuição), quando se tem custos muito altos, o melhor a se fazer é apostar no modismo da geração em questão, que, neste caso, é o mundo aberto com elementos de RPG (ou o contrário). Some isto ao fato de que qualquer jogo de uma grande empresa vai custar um preço cheio independente do que seja, e pronto. Daí os jogos estruturalmente mais simples (não narrativamente, basta ver Celeste) praticamente sumiram.

    O grande exemplo da geração

    Mas em resumo, porque é ruim este excesso de jogos grandes? Isso (restrição e elitização [?] dos jogos) daria um tema de dissertação, mas, em resumo, porque é incompatível com a maioria dos estilos de vida das pessoas. Só conseguem se dedicar inteiramente a esse tipo de jogo quem tem baixa carga horária de trabalho e/ou estudo. O resto é resto...

    Resultado disso? Bom, é difícil medir o impacto disso coletivamente. Mesmo medindo os troféus de zeramento que estão disponíveis em sites como Exophase são problemáticos porque nem todos tem conta na PSN e o público para esse tipo de jogo também é selecionado. Mas eu posso dar o meu exemplo pessoal

    No final de 2017, eu tava no embalo. O ENEM ainda tava distante (sim, sou vestibulando hoje) e eu podia aproveitar parte dos meus jogos recém-comprados, a grande maioria sendo RPG e mundo aberto (não só desta geração). Porém a pressão começou a chegar, o que por si só não seria um impedimento, mas ela veio junto com meu interesse por outras mídias, como livros, filmes, etc. O resultado disso é que estou há mais de um ano sem jogar nada direito. Lindo, né?

    O máximo que eu conseguia fazer era jogar um tiquinho de alguns jogos lineares e jogos não-continuistas, que não dependem tanto do comprometimento do jogador. Daí eu comecei a refletir...

    No Man's Sky representa uma interessante exceção: por não ter um objetivo e linearidade claro, ele se molda de acordo com o ritmo do jogador

    Por que tanta demanda para jogos longos (ao ponto de sua duração pequena ser citada por muitos como um ponto negativo), com conteúdos infindáveis, os quais muito certamente não irão chegar ao fim (basta ver a platina destes jogos, ou mesmo o 100% interno)? Busca por alienação? Crença de que não vale a pena gastar preço cheio para um jogo de 5-6 horas? Sinceramente, eu não sei. Entretanto, o predomínio de jogos de tamanho comprometimento de jogar (ao mesmo tempo em que paradoxalmente, é frouxo quando se trata de narrar) é algo que exclui uma parcela de pessoas dos games.

    Por isso venho aqui defender jogos curtos. Não curtos como conhecemos, como um Call of Duty da vida, mas sim além: jogos EXCEPCIONALMENTE curtos, terminados em poucas horas, ou até mesmo minutos? Por que não jogos-contos, que se dedicam a uma história ou um gameplay diferente do que vimos, sem ser longo e gastar muito trabalho e dinheiro dos desenvolvedores? Tech demos jogáveis?

    Esta HQ do mestre Will Eisner não precisou de mais do que 70 páginas para ser considerada uma obra-prima. Já imaginou os fãs reclamando que deveria ter mais história do que deveria?

    Não é uma perda de tempo jogar jogos bons e curtos. Sei que jogos são considerados caros no mundo inteiro, e ainda mais no Brasil. Mas também sabemos que muito da previsibilidade dos grandes jogos hoje se deve aos altos custo de seu desenvolvimento. O que poderia ser feito com custos reduzidos e talvez propósitos especialmente experimentalistas? Quantos jogadores(as) não poderiam se atrair por este formato inovador e minimalista num mundo cada vez mais corrido?

    Novamente, por se tratar de um manifesto, será um texto curto e aberto ao debate. Espero que tenha gostado e reflita: você pagaria 25 reais por uma aventura de 2 horas?

    Journey

    Platform: Playstation 3
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      pauloaa · about 2 months ago · 3 pontos

      Eu sempre bati nessa tecla, preferiria jogos mais baratos e curtos do que esse montão de jogos de 30/50 horas, se pegar jogos mais antigos a maioria não passava de 10hr, vide half-life, medal of honor, por exemplo.

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      msvalle · about 2 months ago · 3 pontos

      Curiosamente estou jogando o The Witcher 3, e realmente, por melhor que o jogo seja, é muito longo.

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      brunothebigboss · about 2 months ago · 2 pontos

      Ah, e mais uma reclamação para conta do @sikora depois de algum tempo calado: não dá pra abrir o Rascunhos na versão de mobile!

  • 2019-09-27 09:51:51 -0300 Thumb picture
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    A origem e o fim da Distinctive Software Inc.

    Medium 3747677 featured image

    Em 1982, após o moderado sucesso do jogo Evolution para Apple II, a dupla de canadenses Don Mattrick, com apenas 17 anos, e Jeff Sember fundam a Distinctive Software Inc.. Nos primeiros anos da empresa, seus jogos eram publicados pela Accolade e eram voltados principalmente para computadores 8-bits, como o Apple II, Commodore 64 e Atari 800. Dois dos primeiros sucessos da empresa foi Fight Night de 1985, trazendo sofisticado jogo de boxe e Hardball!, jogo de baseball com pegada bem realista. Em 1986, Jeff vendeu sua parte para Mattrick e Paul Lee ingressou no conselho no mesmo. Em 1987, a empresa desenvolve 3 jogos bem distintos, o adventure de quadrinhos Accolade’s Comics e os simuladores Aces of Aces e Test Drive, ambos de alta qualidade.

     Em 1988, a empresa começa a fazer portes jogos de Arcade para computadores, como OutRun e After Burner da Sega. Em 1989, ela cria seu jogo mais famoso, The Duel: Test Drive II, o novo jogo de corrida traz um simulador de altíssima qualidade, 3 carros licenciados e até perseguição policial. A Accolade até chegou a processar a empresa por usar código do porte de Out Run nesse jogo, mas a Distinctive ganhou o processo. Em 1990, a empresa portou vários outros sucessos para os computadores 8-bits, como Altered Beast e Castlevania para MS-DOS, Metal Gear para Commodore 64 e Super C para Amiga, mas também focou seus esforços para jogos de corrida, como Bill Elliott's NASCAR Challenge e Stunts.

     Em 1990, a empresa segue forte nos simuladores 3D e lança o primeiro jogo de esporte poligonal da história, o 4D Sports Tennis, no ano seguinte, traz o primeiro jogo de luta 3D poligonal, o 4D Sports Boxing e ainda um jogo de corrida poligonal com diferentes modalidades de carros a disposição, o Mario Andretti's Racing Challenge. Apesar dos jogos distintos, a empresa não estava conseguindo se manter devida a baixa venda de seus títulos. Após rejeitar os primeiros acordos de compra de duas empresas diferentes em 1990, Don Mattrick entra em contato com a Electronic Arts para discutir a sinergia entre as duas empresas, que acontece em junho de 1991. Antes da aquisição, a Distinctive Software era a maior desenvolvedora de jogos independentes da América do Norte, chegou a ter 75 funcionários.

    @andre_andricopoulos, @cleitongonzaga, @jack234, @old_gamer, @ziul92, @mardones, @porlock, @darlanfagundes, @jokenpo, @darth_gama, @armkng, @lgd, @noyluiz, @marlonildo, @joanan_van_dort, @volstag, @manoelnsn, @shuichi, @gus_sander, @willguigo, @thecriticgames, @kb, @sergiotecnico, @srdeath, @melkorbelegurth, @avmnetto, @spider, @denis_lisboadosreis, @rogerlopezx [Quem quiser ser marcados nas próximas postagens, é só botar nos comentários]

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      artigos · about 2 months ago · 3 pontos

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

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      old_gamer · about 2 months ago · 2 pontos

      Muito interessante, eu tenho a versão completa para Snes do The Duel: test drive 2 .

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      denis_lisboadosreis · about 2 months ago · 2 pontos

      Adorava The Duel: Test Drive II pro SNES, achava tão realista.

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  • gamesbr Diego Gonz
    2019-09-24 14:18:24 -0300 Thumb picture
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    Estúdios japoneses se recuperam de crises econômicas e de criatividade

    Medium 3747096 featured image

    Se tem uma coisa que japoneses ficaram conhecidos em tempos do pós-Segunda Guerra Mundial, após entrarem na “guarda” dos Estados Unidos, é que eles sabem dar um polimento bem único aos produtos que os americanos criam. Contando com o apoio dos estadunidenses na sua recuperação após o evento que parou o globo – e a economia mundial como um todo – as empresas do país asiático levantaram as mangas para se tornarem referência de qualidade em todo o planeta, principalmente no campo de tecnologia.

    Assim foi com televisões, videocassetes, toca-fitas, toca-discos e videogames. No auge do crescimento japonês, empresas como Sony e Panasonic ganhavam espaço no mercado inicialmente vendendo excelentes produtos a bons preços. Mais a frente, mesmo com o aumento dos preços de tais produtos conforme o maior reconhecimento dessas marcas pelos consumidores, ambas continuaram entre as líderes dos seus segmentos.

    No âmbito de videogames, viu-se a mesma coisa. A crise da indústria nos anos 1980 foi em grande parte superada por conta da pujança da Nintendo, com o seu primeiro console de mesa, dominando os mercados internos e externos. Mais a frente, as também japonesas Sega e Sony entrariam na disputa pela liderança de um setor até então quase inteiramente japonês.

    Imagem: Pixabay

    Para os jogos, não era diferente. Mesmo sem contar com o orçamento das suas contrapartes americanas, empresas como Capcom, Konami e as próprias fabricantes de consoles, Sega e Nintendo, criaram clássicos eternos. De Street Fighter a Mario, tudo que envolve os jogos destas figuras – sons, visuais, personagens, tramas – inspiram games de vários gêneros, entre jogos de roleta como Age of the Gods, de console como God of War, e celular com Knights of Pen and Paper.

    Entretanto, os tempos gloriosos do Japão ficaram para trás. E com o declínio econômico do país, causado por fatores desde a tradição de famílias guardarem o máximo de dinheiro possível para si, até a baixa taxa de natalidade que só é agravada pela falta de imigração, o mesmo foi visto com as empresas antes líderes de mercado nos mais diversos campos tecnológicos.

    A própria Sony é um bom exemplo. Na tradição japonesa de zaibatsus – empresas gigantescas que concentram em si a produção de vários itens nos mais diversos ramos – a mesma tinha em si departamentos que ofereciam eletrônicos, softwares e até seguros de vida. Mas desde 2015, seu planejamento tem sido de reduzir cada vez mais a área de eletrônicos exceto pelos videogames; enquanto mantém o foco no oferecimento de serviços financeiros, componentes, e nos seus estúdios de cinema e música.

    Imagem: Epic Play

    Isso que é efeito não só da economia japonesa em si, como também da condução dessas empresas em seu conservadorismo com o investimento em produção, afetou diretamente a qualidade dos jogos produzidos no país. Com isso, vimos todas essas empresas passando por apertos para manter firme a confiança do consumidor em meio a estúdios de videogame fechando portas, resultando em jogos sem muita inspiração sendo lançados tão somente para cumprir aspirações acionárias.

    Por sorte, esses tempos parecem que estão sendo deixados para trás, ainda que de forma lenta. A economia japonesa pode até não estar a passos de se recuperar, mas a criatividade dos produtores de videogames com certeza ganhou um novo fôlego.

    Em parte, isso é resultado de empresas estrangeiras como Bethesda e Microsoft investindo e até mesmo comprando companhias japonesas, oferecendo com isso os recursos necessários para que bons jogos sejam produzidos. Mas há também a adaptabilidade de gênios como Hideo Kojima aos novos tempos, como foi mostrado no último jogo de Metal Gear Solid lançado pela Konami quando o mesmo ainda andava pelos corredores da empresa.

    As nossas esperanças são de que a fonte não seque. Por mais que as condições para estes artistas estejam longe do ideal, é vital que eles continuem tendo apoio e o incentivo merecidos para que suas obras, tradicionais ou experimentais, continuem a sair do forno. E a melhor forma de mostrar nosso apoio, é pelos nossos bolsos!

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      gradash · about 2 months ago · 2 pontos

      A realidade é bem mais simples. Jogos japas eram feitos para PSP e 3DS em maioria uma vez que eram as plataformas mais populares lá. Consoles morreram no Japão faz tempo. Então os jogos eram feitos para a realidade do hardware de merda destas plataformas, com a morte deles e sobrando só o mercado mobile por lá, os devs resolveram mirar no ocidente, mas não ocidentalizando os jogos pois eles sabem que tem público aqui que curte os jogos deles como eles são.

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      artigos · about 2 months ago · 2 pontos

      Parabéns! Seu artigo virou destaque!

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      sannin · about 2 months ago · 1 ponto

      Acredito que esses jogos como o do Kojima serão tendência no futuro. Jogos com atores famosos que são verdadeiros filmes interativos ...

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