2020-01-09 21:43:44 -0200 2020-01-09 21:43:44 -0200
anduzerandu Anderson Alves

Registro de finalizações: Celeste

Zerado dia 09/01/20

De volta à Brasília!

Cara, que pendência gigante aqui no meu Switch! Celeste estava aqui na fila das urgências porque eu tinha jogado as primeiras fases no video game do meu amigo já sabendo de sua fama em algum momento há bastante tempo atrás. Eu tinha curtido a experiência, mas na época seu preço era de quase 100 reais, e eu não queria pagar isso.

Com o tempo, vieram promoções, mas nada muito chamativo. Lembro que um dia caiu pra R$50 e acho que foi aí que eu peguei. Ou foi quando ficou R$25-30? Eu não lembro, mas depois vi preços absurdamente baratos logo depois que comprei, como 15 ou 8 reais.

Enfim, com o jogo instalado, cheguei a jogar quase que tudo que já havia jogado no Switch do meu amigo, mas deixei pra prosseguir depois. Enfim, chegou a hora.

Celeste é um jogo de plataforma em que seu objetivo é passar por sala depois de sala de desafios até finalmente alcançar o final da fase. Durante a jogatina, você deve pular, usar seu dash e escalar paredes e evitar os mais variados tipos de obstáculos, como espinhos, buracos, sombras que se movem e até mesmo a sua própria, que segue os seus movimentos ao maior estilo daquelas silhuetas que te imitam dos jogos do Mario.

Nos cenários, há vários tipos de coletáveis e segredos pra todos os lados pra testar suas habilidades e levar as mecânicas do título ao extremo!

O jogo tem fama de ser difícil, e isso é relativamente verdade. Quer dizer, se você quiser apesar jogar até ver os créditos, basta terminar os 6 ou 7 níveis únicos e é isso. Há um certo desafio, como em qualquer outro jogo, mas você dificilmente vai se frustrar, e vindo de outros jogos de plataforma extremos, como Super Mario Maker, 1001 Spikes e afins, eu cheguei a achar a jogatina até fácil demais (mas divertida).

O desafio de verdade está em completar o jogo o máximo possível. Eu não vou dizer 100% porque isso vai demandar um bocadinho de tempo, paciência e olhar coisas na internet. Eu joguei 10 horas (e pareceram muito mais) e a aventura foi muito satisfatória.

Quanto aos coletáveis, os principais e mais conhecidos são os morangos. Cada cenário contém uma grande variedade deles, somando 175 (mais 25 especiais). Os morangos estão por toda parte e requerem alguma exploração das fases. Achou algum muito difícil? Bom, você pode ignorá-lo e até voltar depois naquele cenário para coletá-lo mais tarde (o jogo desbloqueia uma lista simplificada de morangos coletados ou não assim que você termina a fase, ou o jogo?).

Pelo desafio eu peguei todos que achei na minha experiência, e isso gerou um desafio bem divertido e a exploração atrás deles me fez ficar mais tempo entretido em cada cenário.

Os morangos afetam o seu zeramento. Pelo que eu li eram uns 5 diferentes, sendo que o pior variava de 0 a uns 50 coletados e assim por diante. O melhor era de uns 150 a 200 (incluindo os 25 especiais). Então tecnicamente você não precisa ter todos pra ter o melhor final.

No meu caso eu peguei o segundo melhor, o que eu realmente nem esperava. De qualquer forma, a diferença é só uma imagem e uns balões de conversa sobre como a protagonista sabe ou não fazer uma torta gostosa. Meh.

Além dos morangos, há um coração de cristal escondido em cada fase (sendo que você tem que coletar ao menos 4 para acessar a fase 8 do post-game) e uma fita cassete, que desbloqueia o Labo B dos estágios.

Esse Lado B é uma fase adicional para cada cenário e com maior nível de dificuldade e quase não tem coletáveis. Aparentemente essas fases ainda podem abri um Lado C, ainda mais difícil.

Para acessar o final da última fase, 9 no post-game, você deve ter todos os corações do jogo, tanto os de cristal, quanto os do Lado B e C, coisa que basicamente te obriga a platinar o jogo, e eu não fiz.

Antes de realmente começar Celeste, eu estava conversando com um amigo da internet e sem entender nada sobre esses coletáveis, eu disse que se curtisse o jogo o faria 100%, mas agora eu não vejo muito motivo, mesmo tendo o adorado.

Olha só: após fechar a campanha, pensei em voltar e pegar tudo, mas a fase 8 foi aberta. Joguei e algumas mecânicas básicas mudam e novos elementos são adicionados ao jogo. Mas eu consegui! Logo depois se abriu a fase 9, que um amigo que ama Celeste de paixão chegou a morrer mais de 7 mil vezes para terminar.

A fase 9 é realmente tensa e aparentemente veio para quem quisesse um desafio maior que os Lados B e C. Novas mecânicas meio confusas e partes que pareciam impossíveis de passar, mas o jogo até que tem um bom nível de compaixão e a jogabilidade é quase sempre muito justa. Consegui chegar até o ponto que uma barreira me pede todos os corações com 780 mortes em 2 horas, sendo que a segunda mais difícil registrada no meu diário levou 58 minutos e 320 mortes. Imagina o que tem depois!

Apesar das partes mais tensas, que são bem opcionais e pra quem busca mais desafio, eu volto a repetir que a jogabilidade de Celeste é incrível, como deve ser! Isso alinhado à fluidez do jogo garantem que em 98% das mortes você saiba que fez algo errado e que, com exceção desse último capítulo, você saiba exatamente o que deva fazer.

O jogo ainda tem outros lados que, na minha opinião, se destacam muito mais, como os seus visuais lindíssimos. A arte é muito original e parece que cada pixel tenha sido pensado com carinho. O artista do jogo definitivamente é muito original e carismático e isso faz com que Celeste não pareça só mais um jogo em pixels ou que tente simular nostalgia, mesmo lembrando um pouco a época do GBA.

Além disso, o enredo é simples, mas entretêm muito bem e te dá uma boa motivação para continuar escalando a montanha. Aqui vemos ainda a protagonista Madeline lutando contra seu lado sombrio, Badeline. Badeline age como o lado depressivo da nossa garota e com isso, sempre traz pensamentos negativos a sua cabeça, como tristeza, incerteza e pessimismo. É um conto muito bem contado, que infelizmente só jogando pra saber.

Uma coisa bem diferente em relação ao usual do Nintendo Switch e que eu achei interessante falar é que, assim como no bizarro Ninja Shodown, Celeste é muito melhor nos joycons, seja no modo handheld ou jogando os os controlezinhos atracados ao grip que vem na caixa do console (o Dualshock 4 provavelmente é uma boa pedida também).

O motivo dessa preferência é o d-pad dividido e que me dava certeza do que eu estava apertando num jogo em que as direções, incluindo diagonais, são a parte mais importante dos controles, enquanto o Pro Controller me fazia errar muito ao querer dar um dash vertical pra cima e acabar fazendo um dash diagonal e vice-versa. No final de uma longa jogatina tensa minhas mãos começavam a doer, mas ao menos eu estava no controle da ação!

Apesar de Celeste ser um baita jogão, ele não é perfeito (mas passa perto).

Eu tive bastante problema com hitbox em partes mais complicadas e quase sempre parecia que o jogo estava forçando um nível maior de dificuldade.

O jogo ainda tem partes que usa de "mecânicas quebradas" para alcançar certos lugares. Um bom exemplo disso é que seu dash recarrega quando você passa de uma tela pra outra, mesmo que você esteja no ar. Em um dos mapas você tinha que ficar fazendo dash subindo e indo e voltando de uma tela pra outra até chegar numa grande altura e alcançar um dos corações de cristal. O jogo dá até uma dica sobre esse lugar num poema, mas ainda assim achei bem esquisito.

Não curti ainda a obrigação de ter tudo para ver o final do último capítulo opcional e algumas missões te obrigarem a terminar as fases sem morrer uma única vez, o que as pessoas aparentemente roubam para tornar possível e passar (o que eu faria).

Resumindo: Celeste é um jogo incrivelmente caprichado e carismático, de visual lindíssimo e jogabilidade muito interessante e precisa. Chega a ser difícil falar mal do jogo. Se tem um jogo que você tem que jogar é esse, seja pra finalizar a estória, para jogar até onde der, para aceitar o desafio de fazer 100% ou mesmo para competir pelos melhores tempos na comunidade de speedrun. Nenhuma imagem aqui vai fazer jus ao clima que esse título cria, é excepcional!

De bom: visual e animações muito bonitas, mesmo na simplicidade. Jogabilidade afiadíssima. Enredo muito bacana, que te prende, te faz pensar e ainda te dá uma boa motivada! Personagens muito maneiros. Level design e trilha sonora que são uma viagem!

De ruim: alguns hitboxes no final eu achei meio esquisitos. Timing, momentum e física as vezes agem meio confusos. O jogo te obriga a platinar para ver o final da última fase DLC.

No geral, tenho certeza que o jogo me marcou por sua originalidade e temática e provavelmente não está apenas entre os melhores do ano 2020 pra mim, mas entre os melhores jogos que já tive o prazer de jogar. Quanto às coisas que faltam serem feitas, acho que com o tempo eu vou voltando casualmente, ou mesmo com amigo. JOGUE Celeste!

Celeste

Platform: Nintendo Switch
127 Players
24 Check-ins

30
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    luansilva2000 · 3 months ago · 2 pontos

    Parabéns! Curti o texto e concordo contigo.
    Realmente, um jogão!

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    herics · 3 months ago · 2 pontos

    Esse jogo é show ^.^

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    santz · 3 months ago · 2 pontos

    Essa conquista de morrer nenhuma vez nas fases eu não, porém, completei o lado B e C de todas as fases (exceto as duas últimas).

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    lukenakama · 3 months ago · 1 ponto

    Não que seja um defeito, mas eu teria zerado Celeste há muito mais tempo se ele fosse mais fácil, porque aí eu não me dedicaria tanto nas fases, mas como ele é bem hard eu levo 1 hora pra completar a fase+repetir pra catar tudo, e hoje em dia tá foda jogar mais de 1 hora, to me focando só em animes.
    É muito bom e a arte é do caralho, alguns coletáveis me irritaram um pouco, mas dane-se é muito top, não zerei ainda, mas tenho certeza que no final minha nota vai ser 8, nada mais, nada menos.

    6 replies
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