2017-10-31 16:39:20 -0200 2017-10-31 16:39:20 -0200
anduzerandu Anderson Alves

Registro de finalizações: Snake Pass

Zerado dia 31/10/17

Olha aí um jogo que me despertou o interesse há tempos atrás. A temática de natureza com duplas de protagonistas animais e trilha sonora do David Wise me remeteu a minha amada série Donkey Kong Country e quando vi que o jogo sairia pro Switch, não deu outra: eu ia ter esse jogo de um jeito ou de outro.

Acabou que ganhei Snake Pass de aniversário de um colega do serviço. Ele jogou uma conversa de querer testar o videogame, viu a minha lista de desejos do eshop, pequeníssima até então, e comprou o jogo pra mim. Foi pura felicidade.

Cheguei a testar o jogo e curtir os gráficos e trilha sonora bacanas, mas por estar jogando outras coisas, demorei uns meses pra começar de vez a aventura. Joguei metade do jogo casualmente e o deixei de lado por causa do XONE, a ponto de esquecer do "jogo da cobrinha".

Percebi ontem que estava sem espaço pra baixar o Mario Odyssey e que essa coisinha ocupava bizarramente 4,7GB do console. Não teve outro jeito senão correr e zerar logo essa pendência.

Snake Pass é um jogo de plataforma bem diferentão. Isso porque a experiência se baseia fortemente em física e no fato de que você joga com uma cobra.

Imagine fases de plataforma de Marios 3D e acrescente uma mobilidade mais lenta, cenários menores e vários comandos e confusões pro seu cérebro. Isso é Snake Pass.

Eu digo que é confuso porque  você usa o botão ZR, o gatilho direito, para "acelerar",  A para levantar a cabeça, ZL para agarrar às coisas que você circula com o seu corpo e Y para o seu amigo passarinho levantar o seu rabo (ajuda a diminuir seu peso total e a chegar mais longe em queda livre). Vale lembrar que para se locomover você ainda deve serpentear, ou seja, ficar movendo o analógico de um lado pro outro. Não é fácil.

Apesar de serpentear ser chato, você se preocupar mais em se enrolar e escalar por pedaços de bambu e barras em geral. Amigo, tenha muita paciência.

Imagine uma construção de madeira com coletáveis que você queira subir. Primeiro você serpenteia até ela. O próximo passo é se enrolar, então "acelere" e mova o analógico de forma que seu corpo vá circular a estrutura. Aí que começa a ficar tenso: se você acelerar demais, você não vai conseguir se enrolar pois o seu círculo vai ficar muito aberto e como você tem que ficar virando o analógico conforme sobe, terá que ter cuidado e manter a habilidade a todo momento. Parar de acelerar também não vai te levar a lugar nenhum, então o jeito é dosar a forma como você aperta o gatilho.

Noodle, a  cobra, também não sobe a menos que você segure A, o botão de levantar a cabeça. O problema é que isso é muito viciante e o resultado é você jogando a todo momento com a cabeça pra cima ou mesmo se matando várias vezes porque ao invés de ir se enroscando numa barra, você puxou a cobra pra cima.

O que faz você deslizar menos é o botão ZL, que faz com que você "estrangule" aquilo que está segurando e ao invés de andar, poderá mover apenas a cabeça.

Mas em situações em que você deve subir verticalmente, depois mudar para enroscadas horizontais, ficar dosando velocidade, segurar ou soltar o botão de se agarrar, ficar rodando o analógico em volta das coisas e tentar não ficar segurando A porque seu cérebro está condicionado a achar que ele acelera é muito difícil. A sensação é que os comandos são tipo Mario Kart 8 Deluxe, mas não são mesmo! Ainda assim, ficava segurando todos por muitas vezes e quando precisava soltar algum, tinha que parar um pouco e pensar exatamente qual fazia o quê.

Quando os puzzles tem movimentação, buracos, espinhos, brasas e nada dá certo e você escorrega ou morre pela confusão dos controles que nunca parecem ficar fáceis, você começa a tentar fazer tudo de qualquer jeito e o mais rápido possível, e as vezes até dá certo, como sair deslizando em cima de um corrimão ao invés de sair se agarrando por ele. Felizmente há checkpoints quando passamos por cima de certas marcações no chão, apesar de serem menos do que o necessário.

O objetivo do jogo em si é que coletemos três gemas coloridas que estão dispostas nas fases. Elas são grandes, brilhosas e tem até uma marcação quando olhamos pro céu. Pegou as três? Basta seguir para a saída, que se abre quando a aproximamos com as três pedras preciosas. Faça questão de sempre salvar nos checkpoints quando coletar essas coisas difíceis, pois as vezes você morre por vacilo.

Além disso, há um grande número de Wisps (um coletável azul que parece uma amoeba) pelos cenários. Eles são mais ou menos o que seriam as moedas de ouro dos jogos do Mario, mas só servem para contar na sua galeria a porcentagem coletada em cada fase. Há ainda 5 moedas de ouro grandes nas fases. Essas moedas estão escondidas ou em lugares difíceis de se alcançar.

Como o jogo tem apenas 15 estágios, eu comecei a aventura no espírito de pegar absolutamente tudo e fiz isso nos dois primeiros mundos (8 fases), mas depois ficou realmente frustrante: lugares chatos de escalar e com desafios chatos, bem longes de checkpoints.

Resumindo: Snake Pass é um jogo bonito, colorido e divertido e cheio de detalhes, mas o jogo de plataformas com puzzle, mais lento, que muito me interessou e me divertiu no início subiu bastante na dificuldade e ficou mega frustrante rapidamente. Depois de zerar, eu percebi que valeu a pena não correr mesmo atrás de tudo, pois a recompensa é ridícula e nem sequer achievements tem no Switch.

De bom: visual legal (e melhor ainda no PC e PS4 Pro, pelo que vi. 60 fps e mais). Trilha sonora muito boa, mas durante o jogo é difícil prestar atenção haha. Bastante fator replay, até porque uma atualização permite agora que você volte em cenários e pegue só o que falte (antigamente você teria que pegar tudo de uma vez e terminar a fase). Depois de zerar, é liberada uma habilidade que permite ver com uma espécie de visão raio-x todos os coletáveis da fase, o que só reforça a minha dica: não vá trás de tudo de início a menos que queira um bom desafio. Jogo visualmente carismático. Level design massa e 4 mundos com temas e até mecânicas distintas.

De ruim: comandos frustrantes e que nunca ficam naturais. Dificuldade para pegar tudo meio chata e mesmo pra pegar o essencial pode ser meio elevada para jogadores novos e crianças (definitivamente não recomendo). As veze você faz parte chata seguida de mais parte difícil e nenhum checkpoint. As vezes tem checkpoint quase do lado um do outro. Pra fechar tudo em uma fase, já cheguei a jogar mais de 1 hora só naquele estágio, pois embora seja divertido explorar (mesmo com os comandos tão cansativos), ainda assim tem coisas demais pra coletar. Estória fraca, embora seja só uma desculpa pra dar um pouco de sentido a mais na aventura. Odeio que depois de pegar algo, mesmo sendo super difícil e demorado, se morrer terá que o fazer novamente.

No geral, Snake Pass deixou um pouco a desejar e pelo preço de uns R$60 do eshop do Switch, não compensa. Pra falar a verdade, acho que não recomendo o jogo não, mas se for jogar, peguei só o essencial mesmo!

Snake Pass

Platform: Nintendo Switch
31 Players
2 Check-ins

22
  • Micro picture
    xch_choram · about 2 years ago · 2 pontos

    Não gosto muito de plataforma 3d, mas Snake Pass e Mario Odyssey parecem ser muito bons, espero que na promoção da Steam no fim do ano fique barato kk.

    1 reply
  • Micro picture
    andre_andricopoulos · about 2 years ago · 2 pontos

    Parece massa!

Keep reading → Collapse ←
Loading...