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anduzerandu Anderson Alves

Registro de finalizações - Strider

Zerado dia 13/08/15

Continuando na onda de jogos mais "tranquilos" de terminar, fui olhar a biblioteca digital do meu PS3 e vi o Strider, terceiro jogo da série que tinha parado no PS1. Depois disso o Hiryu ficou mais conhecido por suas participações em jogo de luta, tipo Marvel Vs Capcom.

Lembro que experimentei a demo desse terceiro ano passado e achei bem legal, apesar de um pouco difícil (morri um bocado).

Com isso, me empolguei a jogar os anteriores, terminei o 1, legalzinho, e depois o 2, que ainda é o meu predileto. Joguem o 2.

A primeira fase do jogo é a fase da demo. Mil maravilhas. Ensina a jogar de boas, matar um bocado de soldados e robôs em combates frenéticos com mil espadadas e efeitos especiais enquanto pula e se esquiva dos tiros inimigos e no final, um chefe gigante como de praxe. Fantástico!

Infelizmente, depois depois dessa fase uma coisa fica diferente: ao invés de termos estágios como em seus antecessores, Strider (3) é agora uma espécie de "metroidvania", com um mapa meio que aberto e vários lugares que só podem ser alcançados ao se obter power-ups, como pulo duplo, rasteira e diferentes espadas: fogo, gelo e etc. Bem estilo Metroid.

Não que não tenha se encaixado, mas acho que ficou um pouco cansativo, já que o jogo é frenético e ter que ir e voltar para vários lugares, mesmo com um marcador no mini mapa dizendo sempre seu próximo objetivo, fica super repetitivo.

Os combates são bem loucos mesmo! E sair matando diversos inimigos que estão numa mesma sala no chão, parede e voando enquanto tentamos tomar o menor dano possível, acaba resultando em muitos golpes bacanas e a sensação de que você é um mestre no jogo. As lutas contra os chefes também são bem legais, parece mesmo um jogo dos anos 90-2000.

Chato mesmo só alguns inimigos que demoram séculos para morrer, como é o caso de umas "aranhas" robô grandonas. Elas tem mil ataques e contra-ataques, golpes difíceis de prevê e muita agilidade.

Combine isso com o pouco HP do Strider Hiryu e não muitas oportunidades de recuperar o life (existem salas para recuperar a vida e a "mana" para usar as subweapons), e temos partes bem desafiadoras. Claro que a boa quantidade de checkpoints também ameniza bastante as coisas.

Graficamente é um título até bonito, bem no estilo do Marvel Vs Capcom 3. Tosco mesmo só quando a câmera se aproxima dos personagens nas cutscenes. Eles não mexem a boca pra falar, apesar de toda a gesticulação. Além do mais, texturas de cabelo e a próprias faces só ficam legais de longe mesmo.

Ponto negativo para a trilha sonora que, embora tenha sim músicas boas, conta com uma maioria de electro-japonês genérico pra combinar com todo o neon e futurismo da narrativa.

E não posso deixar de mencionar a voz do protagonista: nada a ver com a de outros jogos que ele apareceu anteriormente, mas sim de um velhaco.

Resumindo: Strider é um jogo legal. Valeu cada centavo dos 10 reais que paguei numa promoção da PSN e ainda me rendeu um bocado de troféu só por progredir na aventura. Joguei por uns 3 dias e de tanto andar e matar e explorar o jogo me pareceu maior do que eu imaginava. Depois dos créditos veio a surpresa: 3h43min de jogo.

Um sidescroller pra quem gosta de ação e combate rápidos. Bem divertido, conta com alguns cenários diferentes e várias habilidades pra usar quando quiser, incluindo espadas que são trocadas com cada direção do d-pad e podem ajudar em suas estratégias.

A estória não passa de uma desculpa pra ter alguma, mas realmente não dá pra aprofundar muito num jogo do estilo do Strider.

Se vale a pena? Sim. Ainda mais se você não pagar muito. Valeu a pena também ficar em dia com a série. Vai te fazer jogar o quando puder e morrer MUITO!

Strider

Platform: Playstation 3
164 Players
42 Check-ins

5
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