anduzerandu

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  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-05-17 00:55:23 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: True Crime: Streets of L.A.

    Zerado dia 16/05/20

    Eu não posto no Alvanista sobre todos os jogos que termino, apenas aqueles que eu termino pela primeira vez. Apesar disso, há um bom tempo eu escrevi sobre Resident Evil: Revelations do Switch, mesmo já tendo o terminado no 3DS e Xbox 360. Por outro lado, alguns jogos eu fico na dúvida, como foi o caso do GTA Vice City há pouco mais de um ano (que já havia zerado uns 15 anos antes), mas porque na minha cabeça postar sobre um faz sentido e sobre o outro não? Acho que por ser a primeira vez que zero naquela plataforma (que inclusive é o motivo de eu jogar, pra começo de conversa: uma versão mais recente). Mas também se eu terminar Borderlands 2 no PS3 um dia, isso não virar post, pois além de eu já ter feito um texto sobre o jogo em sua versão de PC, acredito que por serem da mesma geração não valha a pena.

    Isso aconteceu com outros jogos recentemente, como Metroid Fusion e GTA III. Quarentena e muito tédio resultaram em, acredito, eu fazendo stream das minhas jogatinas para os amigos do Facebook que estivessem interessados. Aprendi um pouco sobre como fazer isso no PC, experimentei via Youtube e via Twitch e foi bem legal. Faziam anos que não jogava aquele Metroid e o terminei em menos de 2 horas pra um pequeno grupo de amigos. Ainda no clima, joguei o GTA por 4 dias em sessões de cerca de 4 horas (faziam uns 7-8 anos que não o jogava).

    Coloquei umas músicas engraçadas/memes e fiz uma bagunça na rádio e ficou show! As sessões começavam por volta das 20h e acabavam lá pra meia-noite e apareceram até gringos aleatórios pra assistir.

    Eu me diverti tanto que resolvi continuar com algo parecido e olhando a minha desktop, True Crime: Streets of L.A. pareceu ser a escolha perfeita, até porque o jogo tem mofado aqui desde que comprei esse notebook anos atrás.

    Minha história com esse True Crime (TC) começou lá na pré-adolescência em alguma lan house no período entre o curso de inglês e a escola. Minha mãe me dava dinheiro pro almoço e eu sempre gastava uma parte jogando Counter-Strike ou GTA Vice City. Resolvi abrir e experimentar outro jogo, pois ignorava completamente as dezenas de ícones dos demais títulos na área de trabalho e o escolhido, ao acaso, foi o TC.

    Lembro que joguei o comecinho, vi a cinemática de abertura e joguei o tutorial, que é um treinamento de tiro ao alvo na delegacia de polícia. Anos depois, eu acreditava que esse jogo era GTA III,a té que finalmente joguei o clássico da Rockstar e não vi essa parte. Depois disso foram tempos buscando por jogos similares e o pouco que eu lembrava dele.

    Enfim, terminando a minha jogatina de GTA III no stream, resolvi abrir e ver (ou rever) o início do jogo e mostrar pros espectadores. Tinha um save meu (que eu devo ter criado pra ter certeza que o início era o jogo que eu procurava) e estava esperando o jogo mais sério do mundo.

    Mal sabia eu do quão errado eu estava!

    O começo do jogo tem um certo clima tranquilo, o protagonista dirigindo, um carro para ao seu lado e uma mulher pisca pra ele. Depois tem a famosa parte de treino de mira e mais cutscenes com policiais tentando tirar onda com o cara, mas ganhando respostas cheias de estilo.

    Em seguida há o que é meio que a primeira missão de verdade, que é dirigir até certo lugar. Bom, sair do GTA e ir pro TC deixa a diferença entre os dois em muita evidência. Enquanto o primeiro tem um framerate bacana e a jogabilidade legal, o segundo é mais cheio de detalhes, mas é mais travado, menos estiloso/mais genérico e roda a muitos quadros a menos.

    Foi nessa parte que TC realmente mostrou o quão "upbeat" é. Quer dizer, havia um certo climão hollywoodiano, mas ao entrar no carro e começar a tocar City of Angels dos Distillers, eu fiquei muito surpreso! Pop Punk adolescente no rádio do cara? Deu pra perceber também que não era rádio, mas o jogo que havia sido programado pra tocar aquilo ali.

    Depois de mais umas cutscenes e umas coisas meio cômicas, meio cheias de artes marciais a la Jackie Chan, eu não consegui conter a gargalhada. Que jogo zoado! Mas zoado de uma maneira boa, ao contrário do GTA que era bem mais monótono. Isso daqui é um verdadeiro filme americano da Sessão da Tarde! O protagonista, Nick Kang, é basicamente o estereótipo do bom de briga piadista estilo Nathan Drake.

    No dia seguinte, comecei de verdade essa aventura e estava curtindo. As cinemáticas são muito bem dirigidas, os personagens são bem vivos e animados e cheios de feições.

    O jogo estava me ensinando uns tutoriais básicos, começando pelo de atirar, que meio que não tem nada de novo a não ser que você sempre tem um par de pistolas com munição infinita, mas com uma certa quantidade de balas no pente e que se você recarregar antes de elas acabarem, é mais rápido do que quando o personagem carrega automaticamente ao ficar sem munição. Além disso, você pode segurar o botão de tiro para deixar o jogo em câmera lenta e mirarem pontos fracos dos inimigos.

    Junte isso ao pulo com bullet time quando você tiver as armas sacadas e você tem a parte Max Payne de TC.

    Depois vieram os tutoriais de dirigir e ir atrás de criminosos.

    Enquanto estiver dirigindo por aí, é possível que a polícia te alerte de crimes acontecendo perto de você, similar ao que acontece com o recente Spider-Man de PS4. Você pode opcionalmente perseguir os mal-feitores ou simplesmente ignorar suas marcações no mapa.

    Nesse comecinho eu fui obrigado a fazer quatro delas, então tive que ficar rodando por aí como bobo. Quando aparecia, sei lá, ladrões de banco em fuga, você dirige atrás, bate no carro dos cara ou simplesmente atira clicando com o botão esquerdo do mapa (tem mira automática) e quando os caras pararem, você os algema e pronto. Em alguns casos os caras dizem se render mas ao se aproximar eles fogem, inclusive roubando o seu carro muitas vezes.

    Essa é uma parte bem legal da experiência e bem mais inteligente que GTA, pois meio que sempre aparece algo pra fazer por aí. Já se você curte o caos e tal, essa é uma possibilidade também: matar. Matar pedestres ou mesmo os criminosos que persegue, mas há um sistema que constantemente te avalia como policial bom ou policial mau.

    Logo o jogo se mostra bem linear, sobretudo se você se focar na campanha (apesar que não tem muito mais o que fazer senão ficar dirigindo e correndo atrás de bandido).

    Você começa o capítulo. Capítulo 1 - Missão 1. Vá até a delegacia.

    Você dirige até lá, vê uma cutscene. Capítulo 1 - Missão 2. Pare o carro em fuga. Você persegue o cara, atira no carro e ele para. Capítulo 1 - Missão 3. Em resumo, o jogo segue de forma linear missão atrás de missão em sequência, ao invés de missões únicas e bem trabalhadas, mas que fazem parte de um contexto.

    E são apenas 8 capítulos! Acho que cada um tem umas 7 missões.

    Se a missão que você estiver não te obrigar a se apressar com temporizadores ou inimigos em fuga e afins, você pode até sair por aí e fazer outras coisas, como achar academias de treino para ganhar habilidade de luta ou de volante ou de tiro novas.

    Todos os capítulos tem missões similares: chegar até tal lugar, chegar até tal lugar com tempo, fugir de um carro, atirar num monte de capanga, passar por um monte de capangas sem ser visto e meter a porrada em capangas.

    As partes stealth são bem toscas. Você anda, encosta nas paredes e vê o que tem perto e espera o cara dar as costas. Depois basta andar até ele e o por pra dormir. Essas partes sempre tem uma surpresinha safada pra te fazer perder, mas se for visto, basta apertar barra de espaço pra usar a arma de sonífero (3 de munição apenas).

    Já as partes de luta são meio beat'em up e lembram um pouco Shenmue e talvez Yakuza. Você Tem um bocadinho de golpes e pode aprender mais os encontrando na cidade e fazendo a missão designada para aprender (geralmente é usar o novo golpe tantas vezes). É comum que depois de enfrentar vários caras, apareça um "boss", que é bem mais difícil de morrer e que envolva mais estratégia (ou sair apertando os ataques como maluco).

    Resumindo: True Crime: Streets of L.A. é um jogo bem diferente do que eu imaginava, sendo bem feliz e com cinemáticas muito bem trabalhadas em todos os quesitos. O enredo é normal e mais voltado pra ação e comédia e a velocidade como tudo acontece é tão rápida que você acaba se apegando a continuar mais e mais e logo o jogo acaba.

    De bom: sair de GTA III e ver um jogo com personagens bem trabalhados é bacana. Jogo tranquilo de terminar. Achou a fase difícil? Você pode simplesmente pedir que continue a estória (ela fica marcada como não terminada e você pode voltar quando quiser). Existem rotas alternativas na estória e que serão tomadas de acordo com certas ações (não fazer todas as missões sendo uma delas - percebi isso pois no tutorial, a parte de tiro ao alvo, eu não fiz o mínimo necessário e cliquei na opção de pular pois achei que tinha que fazer isso pra sair dali). Há um fator replay bacana (anda mais pra época). Tem várias músicas licenciadas bacanas, tipo algumas do Alice in Chains (Would e Man in the Box) e Megadeth (Symphony of Destruction e Peace Sells). Ao terminar um capítulo você pode desbloquear melhorias bem interessantes, como armas mais fortes, carros mais rápidos e técnicas de ataque bacanas.

    De ruim: o jogo não inova dentro de si mesmo e se repete em suas missões. Achei a dificuldade chata nas partes de tiroteio, sendo que os oponentes te matam muito fácil. A mira é ruim, sobretudo andando ou saindo de um cover e acaba mexendo pra fora de seu alvo. Câmera maluca que as vezes fica por trás de paredes e impossibilita a visão do que está à sua frente. Apesar de ter músicas, não tem o sentimento de rádio pois não há comerciais e há a possibilidade de passar de faixa. A trilha sonora em si é esquisita, misturando Pop Punk, Rock e Hip Hop do anos 90/2000. A cidade é bem grande, mas toda igual a ponto de eu nunca saber onde estou e nem me importar, pois basta seguir o mapa mesmo. O fato de ser grande ainda é ruim em várias ocasiões que o jogo me obriga a dirigir minutos e mais minutos por ruas tranquilas e parecidas só para chegar numa missão. Achei que o jogo viaja um pouco em certas partes, como uma que você tem que matar caveiras de fogo flutuantes.

    No geral, curti a curta experiência, que é uma mistura de tosco com divertido e bem despojada. Fico feliz de ter jogado a versão de PC ao invés de PS2, pois tenho certeza que os visuais lá estariam muito mais datados. Pra quem curte o gênero e quer coisas como os GTA da época e mais novidades, definitivamente eu recomendo. Já até instalei o segundo pra jogar depois! Puramente Sessão da Tarde!

    True Crime: Streets of LA

    Platform: PC
    55 Players
    2 Check-ins

    24
    • Micro picture
      jcelove · 10 days ago · 2 pontos

      Show, o primeiro TC era bacaninha mesmo, se me lembro saiu depois do vice city e foi criticado e elogiado mos mesmos pontos q apintou ai. Os devs se gabavam na epica por terem conseguido mapear todos os pontos importantes de LA (na medida do q se podia fazer na epoca) mas nao dava pra fazer muita coisa nesse mapa.hehe

      Uma curiosidade é que Sleeping dogs seria o TC china terceiro jogo da serie, mas acabatam mudando o nome.

      2 replies
    • Micro picture
      1977rider · 7 days ago · 1 ponto

      O jogo e legal, mas tem umas "missões" tão idiotas que você vê que só e chamado de missão pra encher linguiça, como "Missão 3: dirija de ponto A ate ponto B". E um jogo com tanto potencial, mas tem umas coisinhas na jogabilidade que irritam

  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-05-15 00:53:32 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Wheels of Aurelia

    Zerado dia 14/05/20

    Eu conheci Wheels of Aurelia há um bom tempo no Switch. Sempre via ele aqui e acolá pelo eshop ou por sites afora até que o mesmo finalmente despertou alguma curiosidade. Talvez valesse a pena dar uma chance pra esse título, que não fazia muito sentido pelas imagens da loja virtual da Nintendo (acho que nem pelo trailer).

    Mias tarde eu percebi que o jogo não era exclusivo! Sei lá, liguei muito ele ao Switch e não vi nada a respeito em outras plataformas (o que é bem comum de acontecer). Lá estava o jogo no PS4 e mais tarde, dado pela Epic no PC. Que bom que eu resisti às promoções abaixo de R$20 dele!

    Hoje eu fui pegar o GTA V de graça na loja e vi o jogo lá, que aparentemente só adicionei à conta e nem baixei. Comecei o download e logo logo já estava pronto na minha área de trabalho e depois de jogar umas coisinhas no PC hoje, o abri pra dar uma olhada e acabei terminando super rápido!

    Quando abri WoA, fui fuçar as opções e não tinha muita coisa senão volume dos sons e qualidade de vídeo, que estava no máximo (ou seja, roda em qualquer PC). Vi ainda que havia a opção de trocar de idioma, mas nada de Português e eu quero deixar uma coisa bem clara: essa experiência é totalmente voltada à leitura. Caso você só manje de Português (nem arrisca Espanhol), pode passar longe.

    Enfim, começando a aventura, você escolhe um modelo de carro e cores por pura estética e logo aparece dirigindo em uma estrada. Mexi nos controles e só identifiquei a possibilidade de virar o carro pra esquerda e direita.

    Fora isso, o veículo se mantém indo pra frente o tempo inteiro e há um clima relaxante bacana. Logo a personagem começava desenvolver falas/pensamentos da seguinte forma: aparece "..." na tela. Se você não fizer nada até o pequeno timer dessa "fala" terminar, é porque você decidiu que ela não vai falar nada.

    Apertando pra cima ou pra baixo, você troca pra próxima opção de fala até decidir com qual ficar e esperar a barrinha acabar.

    Basicamente, se alguém te fizer uma pergunta, você pode optar por não responder, "...", ou escolher uma das duas outras respostas de acordo com as suas preferências.

    O jogo é isso. Você mantém um olho na estrada pra evitar acidentes e outro na conversa. Batidas do carro meio que só interrompem o ritmo do jogo e causam barulhos como buzinadas e metal amassando, ale´m de diminuírem a sua velocidade.

    Já a parte do texto é a mais importante. É muito legal e imersivo continuar as conversas e ver no que vai dar enquanto viaja de cidade à cidade da Itália dos anos 70.

    Além do mais, o rumo das conversas e das vias que você segue tem grande impacto em seu desfecho!

    É comum você estar dirigindo, encontrar alguém pedindo carona, parar para a pessoa e conhecer sua história e diálogos diferentes, além do básico da personagem que está sempre com você.

    Esses mochileiros geralmente pedem para ir para algum lugar específico e tem personalidades bem únicas dentro do jogo. Pegue um caminho errado e eles reclamarão com um "Obrigado por nada!" na próxima cidade. Entretanto, fazer as coisas certinho te recompensa com novas possibilidades no enredo.

    Um exemplo disso é que na primeira vez que terminei o jogo e fiz um dos 26 finais disponíveis, foi tudo normalzinho até eu perder uma corrida (não sabia que acelerava com a barra de espaço e vinha o jogo todo andando lentamente, acho que era normal) e acabei num final bem...ok.

    Na segunda jogatina, ao fazermos uma parada pro banheiro, o mochileiro teve uma ideia e optei por deixar a minha amiga pra trás com o carro e secretamente fugir com o cara num outro carro, o que gerou uma rota completamente diferente de diálogos e até uma perseguição policial no final, terminando num zeramento anda feliz.

    WoA é basicamente como ver todos os diferentes resultados de diferentes escolhas, como ver várias dimensões paralelas a cada jogatina. Muito legal o conceito, que leva aí uns 20 minutos para cada run.

    Resumindo: Wheels of Aurelia é um jogo bem original, apesar de toda a sua simplicidade, mas muito gostoso de jogar e conhecer novas estórias e rejogar pensando naquele "e se eu tivesse dito/feito aquilo?". Na primeira jogatina, eu cheguei a achar que a parte do carro e desviar das coisas era inútil e uma desculpa pro título ter visuais ou se meter a diferente e que só a parte de texto importava, mas logo percebi que estava errado. É legal o climão de dirigir enquanto conversa e é muito bacana sempre que o jogo te obriga a jogar de verdade com o carro, muitas vezes tendo que dividir a atenção entre o volante e o passageiro.

    De bom: enredo bacana e isso se mostra mais e mais interessante a cada nova rota que você tenta. Muitas possibilidades de conversas deixam a coisa sempre bem renovada. Muitos zeramentos diferentes sempre dão motivos pra voltar e jogar rapidinho num intervalo aqui e ali. Imersivo depois de um tempo. Achei que ele tem um clima nostálgico de adventures antigos, por algum motivo.

    De ruim: acho que o jogo poderia apresentar melhor os comandos. Eu mesmo comecei a suspeitar que o carro poderia ir mais rápido quando eu quisesse ao invés de ser automático em determinadas partes, tipo durante o racha que bati com o cara. Sai apertando as mil teclas do teclado e não vi nada acontecer até que por algum milagre percebi que deveria manter a barra de espaço pressionada.

    No geral, curti a experiência e fico dividido em ter ficado feliz em não ter pago no Switch por uma experiência que depois de três vezes terminada, eu pessoalmente não me vejo jogando novamente. Por outro lado, acredito que se tivesse comprado por lá, a portabilidade e tudo mais me faria jogar muitos outros finais casualmente. Mas repetindo: se você não gosta de ler nem manja dos idiomas disponíveis, não vale a pena e no máximo você vai achar chato. Eu curti pacas!

    Wheels of Aurelia

    Platform: PC
    16 Players
    1 Check-in

    19
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-05-09 15:59:38 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Payday 2

    Zerado dia 09/05/20

    Assim como o primeiro o seu antecessor, eu tenho Payday 2 há bastante tempo. Na época uns amigos e eu estávamos jogando o 1 e meio que sem querer demos um tempo por questões diversas, deixando o jogo meio que no esquecimento até a próxima oportunidade de voltarmos (e animarmos). Durante uma promoção, um desses amigos comprou um daqueles pacotes de 4 chaves de ativação do 2 na Steam e presenteou aos demais do grupo, já pensando na possibilidade de o jogarmos mais pra frente. Bom, ficou por isso mesmo. Tentei animar a galera a voltar pro 1 e seguir pro 2 mas falhei por meses.

    Agora recentemente eu terminei o primeiro jogo com um outro amigo e aproveitei que ele estava animado na quarentena pra já começar o 2. O fato é que o jogo furou completamente a fila de pendências minha e se tornou prioridade por mais de 2 semanas que somaram 84 horas de campanha. Bom, ao menos o terminamos.

    Ainda quando estávamos no 1 eu cheguei a abrir e testar o 2 já pra preparar as configurações pra rodar bem na batata que é o meu notebook. Tinha achado o jogo bem mais bonito que seu antecessor e tava rodando bem.

    Bom, começando de verdade, infelizmente não foi bem o caso. O jogo não rodou bem no mínimo dos visuais. Achei isso muito estranho e estudei bastante pelos fóruns da internet. Aparentemente Payday 2 é bem mal otimizado (meu amigo com um super mega ultra blaster PC teve seus problemas, inclusive). Vi que haviam vários mods e ferramentas para ajudar a jogar melhor (estava buscando 60fps ou ao menos um framerate constante).

    Instalei uns trecos e mexi nuns códigos do jogo e ficou bom. Quer dizer, isso é muito relevante. Visualmente ficou tranquilo mas a taxa de quadros variava MUITO de estágio pra estágio, sendo ok na maioria das vezes, ruim em cenários de chuva ou neve e péssima em algumas fases finais, não só pela quantidade absurda de inimigos, mas também em cenários fechados, nem ninguém e sem motivo aparente.

    Iniciando as missões, não pude me juntar logo ao meu amigo. Tivemos que fazer algumas missões de tutorial e aprender novas mecânicas. A primeira delas é um ótimo exemplo das novas interações, muito mais voltadas pro stealth, como cortar cercas de metal, aproximar personagens pelas costas e os executar, responder chamadas de seus pagers (pois os outros caras acham que ouviram alguma coisa, e você tem que os avisar que não foi nada), ensacar corpos e os esconder.

    Na segunda missão ainda vemos interações com câmeras de segurança e destrancar portas ou hackear computadores, coisas que levam tempo.

    Enfim, apesar de eu ter ficado meio chateado de não poder pular direto pra ação com meu amigo, esses rápidos tutoriais são mais importantes do que eu os creditei lá no início.

    Depois disso, PD2 me apresentou com elementos muito bacanas baseados na experiência ganhada por completar roubos, como os de RPG. A experiência gera duas coisas: níveis maiores pro personagem (e com isso, pontos de habilidade) e pontos de perk.

    Os pontos de habilidade você usa para melhorar seu personagem baseado em diversas árvores de especialização, como Médico (especializado em se curar e curar os outros). Ladrão (especializado em ser menos detectado pelos outros), Técnico (especializado em hackear mais fácil as coisas ou usar objetos que facilitem o acesso a outros lugares) e muitos outros mais. O bacana é que você pode por pontos nas árvores que quiser, mas níveis maiores de cada uma delas exigem que você gaste um número mínimo de pontos para serem desbloqueados.

    Por outro lado, o jogo foi legal o bastante ao ponto de permitir que você retire esses pontos e os realoque como e quando quiser. Ótimo para habilidades que você escolheu e se arrependeu ou mesmo pra mudar suas estratégias de acordo com a fase.

    Já os pontos de perk são para habilidades passivas. Você escolhe um deck de especializações e vai gastando os pontos baseados no personagem que deseja criar. Eu foquei em ter mais escudo e o regenerar mais rápido. Meu amigo se especializou em ser mais stealth/veloz. Você pode gastar pontos nos decks que quiser, mas só um deles pode ser equipado e, diferentemente das habilidades, os pontos não podem ser removidos de habilidades passivas já desbloqueadas (e elas só entram em vigor se o deck delas estiver em uso). Foi bem demorado completar todos os 9 perksde um deck e eu gostaria de ter mais pontos pra gastar em outros e poder variar mais, porém eu só tive pontos sobressalentes quando praticamente já tinha terminado PD2.

    Já na primeira missão, percebemos que não há muito de novo. Você tem uma missão e deve segui-la, como roubar a loja de jóias.

    Cada estágio já deixa claro na tela de preparação que tipo de abordagem poderá ser usada, como stealth ser opcional ou obrigatório. E alguns casos é obrigatório ir "full force". Bom, se equipe de acordo, compre uns adicionais pra por no cenário, como kits de primeiros socorros e partiu. No fim das contas, acaba sendo mesmo o maior tiroteio de todos os tempos pois a inteligência artificial não é muito confiável.

    Enfim, roube a loja. Chegando lá, tem uma porta trancada. No stealth você poderia procurar pela loja até achar as chaves, mas se você foi detectado provavelmente vai ter que serrar a entrada e isso leva um século. No meio do processo, a serra trava 5 vezes e você tem que a reiniciar, depois surge outro problema, e outro e outro e outro.

    Como sempre, parece que tudo está contra você. Os caras são super azarados, os equipamentos são sempre vagabundos e quando você acha que nada mais pode acontecer, do nada surge um cara do nada e aciona o alarme.

    O lado pior de ter a polícia alertada é que você vai ter que fazer tudo da forma mais difícil possível enquanto milhares de inimigos aparecem do nada pra deixar qualquer Left 4 Dead no chinelo. E como eu disse no 1: são zumbis com armas, roupas especiais e escudos.

    A serra que estava abrindo a porta e que levaria infinitos 4 minutos, agora além de emperrar sofre da possibilidade de um soldado ir lá e simplesmente a parar. Então se prepare para defender as suas ferramentas enquanto mata muita gente, coleta munição, acha momentos para se curar e as vezes tem de lidar com problemas dentro de problemas, como alguém desligar a energia, você ter que ir até lá para religar, depois reiniciar a serra etc etc etc.

    Agora imagine com mais de uma serra ou em fases que você tem que achar a porta certa e sair serrando uma por uma (o jogo sempre sorteia aleatoriamente as localidades das coisas, inclusive muda vários acontecimentos e até objetivos, o que tem sua parcela de ser muito massa). Lá pela metade do jogo eu cheguei a fazer missões de 40 minutos de tanta coisa que tinha pra fazer e até perder perto do final.

    É nessas horas que o óbvio se torna mais óbvio ainda: Payday 2 é um jogo voltado pro multiplayer. Seu foco são os jogadores fazendo diferentes tarefas e se ajudando, não bots no seu time que, embora ajudem bastante matando oponentes, não cumprem missões.

    Apesar dos bots serem praticamente invencíveis, jogar com amigos é muito melhor. A gente bola as estratégias por voz o tempo inteiro, ri dos bugs e faz piadas. Essa é a experiência Payday 2 de verdade!

    Como ele estava focado em stealth e agilidade, agora eu tinha ainda o dever de levantar uma pessoa de vez em quando, mas compensava demais! As missões duram no máximo metade do que levariam se eu estivesse as fazendo sozinho, fora que certas habilidades que você desbloquear podem afetar o time todo..

    Depois de fazer um bocado de estágios, o jogo me trouxe a sua pior mensagem: "Essa missão não está disponível no modo online". Tentei entender o porque e dei uma pesquisada online para descobrir que PD2 tem 55 missões em sua campanha e, depois da experiência com PD1 e já estar lá pela fase 9 achando estar perto do fim, eu estava MUITO longe do final.

    Eu não pude fazer a fase lá online por não ter uma DLC, então haviam três opções dadas pelo jogo:

    -Comprar a DLC, que agora só vem um pacote com todas e custa mais de 30 reais;

    -Jogar offline, o que simplesmente quebrava o ritmo de estar em grupo, me fazia jogar só e ainda fazia o outro ficar esperando, sem nunca ver a missão (o jogo só progride pro Host, então ele ainda estava, tecnicamente, na primeira missão.

    -Achar alguém que tivesse a fase e jogando online com a sala aberta, me juntar a ele e ser feliz, mas embora tenham muitos jogadores online, ninguém joga as DLCs.

    Escolhi jogar sozinho.

    O mais bizarro é que isso não aconteceu no final da campanha, mas em missões aleatórias pelo meio da campanha, tipo a 9, 13, 16, 17, 24 etc. Enfim, as vezes a gente ia jogar, jogava uma fase e eu já tinha que ir pro offline jogar sozinho enquanto ele fechava o jogo e ia fazer outra coisa, tipo jogar Valorant. Muitas vezes acontecia isso, eu jogava uma missão por 30 minutos e quando eu pensava em o chamar, vinha outra offline em seguida.

    O pior disso mesmo é que ele perdeu algumas missões bem legais, sobretudo no final quando o jogo já tinha deixado o nível Normal e alcançado o Very Hard, mas com cenários mais elaborados e menso genéricos.

    Na missão de número 50, nós ficamos cerca de 7 horas para conseguir passar depois de tantas tentativas e se especializar não só naquela fase, mas com o cenário e suas mecânicas. A dificuldade estava lá em cima e o stealth era mandatório (ser descoberto encerrava a missão). Cheio de guardas e táticas. Foram 7 horas que voaram sem precedentes até as 4:30 da manhã. Um dos momentos ironicamente menos frustrantes e mais divertidos do jogo. Curti muito uma outra (Yacht Heist) que joguei só também e que me obrigou em fazer no stealth. Talvez esse seja o ponto alto do jogo.

    Resumindo: Payday 2 é uma grande montanha russa de emoções. As vezes eu curtia, as vezes eu contava os segundos pra desinstalar do meu PC. O jogo começa bem genérico (em comparação ao 1) e logo fica enjoativo com seu foco em heists parecidas em cenários diferentes. É como se o jogo fosse todo baseado em farmar heists e conseguir mais grana para conseguir mais armas e melhorias pra elas e pro personagem. Porém, chegando mais próximo do último 1/3 do jogo, comecei a perceber que as minhas escolhas com habilidade e perks tinham feito a diferença e que meu personagem finalmente era forte, o que deixou a experiência bem mais bacana. Mas, bem, a ideia do jogo é sensacional, mas a execução é esquisita, sobretudo na dificuldade fixa de cada missão na campanha.

    De bom: muito conteúdo, contando heists, armas, cores, melhorias, habilidade, máscaras, níveis de dificuldade, variações nas missões e até a forma como abordá-las. Acredito que com a versão completa e jogando missões escolhidas e nas configurações desejadas seja bem mais divertido para prender e experimentar antes de eventualmente partir pra níveis mais desafiadores. PD2 tem todas as missões de PD1 e melhorias, deixando seu antecessor completamente irrelevante. Gosto como pessoas podem se juntar ou sair a qualquer momento online, se você assim permitir. Árvores de habilidades muito bacanas.

    De ruim: o número de soldados e seus spawns super duvidosos é um pouco exagerado. Jogar a campanha toda online requer DLC e eu realmente não consegui curtir jogar PD2 sozinho. Muitos bugs e afins. Repetitivo quase que sempre, sendo mais interessante apenas mais perto do final. Alguns inimigos, como cloaker (que chamávamos de Splinter Cell) são muito roubados: eles aparecem do nada e fazem um barulho apenas quando já estão do sue lado, que é quando te dão um chute e te derrubam, inclusive impossibilitando que você atire do chão. Os bots amigos são burros e não cumprem missões nem rendem inimigos pra trocar pela sua soltura quando você morre muito e vai pra custódia, o que já gera Game Over instantaneamente. Entendo a proposta do jogo, mas as vezes são objetivos demais se arrastando por uma coisa simples e depois de 30-50 minutos perder sem um checkpoint é muito frustrante). Seria bom se passássemos níveis mais rápido ou se as habilidades tivessem efeitos mais fortes pois muitas vezes é muito pouco e você tem que juntar muitas pra ver alguma diferença.

    No geral, recomendo o jogo em sua versão completa o mais barato possível, para jogadores que curtam FPS cooperativo e que tenham amigos pra jogar online. Sozinho? Só se for pra jogar com aleatórios online. Muito melhor que o PD1, mas um pouco maçante. Zerado e desinstalado!

    Payday 2

    Platform: PC
    1275 Players
    148 Check-ins

    19
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-05-03 17:48:09 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Vasara Collection

    Zerado dia 03/05/20

    Quem curte uma garimpada e promoções no Nintendo Switch provavelmente já viu esse jogo pela loja. Eu mesmo o tinha visto jogado pela eshop mas não liguei muito por nunca ter ouvido falar, pela arte genérica e pelo preço nada chamativo pra mim. Isso pelo menos até Vasara Collection entrar em promoção e custar apenas R$4 e pouco.

    Acessei sua página para entender do que se tratava e pela curiosidade de ser uma "Collection", pois isso insinuava que seria mais de um jogo e que se houve continuação, talvez fosse um jogo bacana. Talvez um clássico que eu, ignorante, não conhecia.

    Foi aí que eu descobri que se tratava de um shmup. Um daqueles jogos de navinha com mil tiros na tela. Visual meio Playstation 1. Nostálgico pra mim que ia nas locadoras na infância pra jogar shmups e beat'em ups como louco com meu primo. Comprei!

    Abri o jogo pra dar uma olhada uma vez e logo fechei, mas voltei hoje, cerca de um mês depois pois queria zerar alguma coisa mais rápida e tranquila (tô arrastando um RPG aqui faz tempo).

    Na tela título, percebi que haviam diferentes modos de jogo, sendo um deles Campanha e outro um infinito, que provavelmente põe o jogo num loop infinito e sempre voltando pro início assim que você mata o chefe até que sua última vida termine.

    Dei ainda uma olhada nas opções e lá tem umas coisas bacanas, como aumentar o número de vidas, diminuir a dificuldade, diferentes filtros (preferi o Smooth ao Sharp) e até mudar a orientação da tela, Essa última é bacana, sobretudo se você jogar no modo portátil, pois normalmente a tela do jogo é vertical, então ele fica comprimido no meio da tela do Switch e com bordas (pretas ou imagens, você configura). Porém, trocando a orientação pra um dos lados, o jogo preencherá completamente o ecrã e simplesmente virando o portátil você consegue a melhor experiência possível.

    Por conta disso, acredito que a versão da Nintendo seja melhor que as outros, como PS4 e PS Vita.

    Selecionando a campanha, o jogo me fez escolher entre os dois jogos da série: Vasara e Vasara 2. Obviamente fui no primeiro. Depois pude escolher entre uns 4 personagens, que tem padrões de tiro diferentes, como de praxe no gênero. Escolhi o "protagonista".

    Começando a aventura, finalmente. Percebe-se o visual de Arcade, daqueles 2D metidos a 3D e gráficos meio realistas. Legal!

    Testei logo os controles, que além de usar o analógico pra mover a nave, ainda contam com A para atirar e X para lançar uma bomba, que causa bastante dano e dissipa os ataques inimigos (ótimo para situações que você sabe que não vai conseguir se livrar).

    Daí é isso, inimigos aparecem, você os destrói. Alguns morrem fácil, outros levam muito dano antes de serem destruídos, incluindo sub-chefes que aparecem aqui e ali e que fogem se você nãos os destruir rapidamente. No final de cada um dos 6 estágios há sempre um chefão, daqueles gigantes e com diferentes formas. Derrote-os e veja o seu score, que leva em consideração inclusive os sub-chefes e mostra os que faltaram pra fazer uma run 100%. Casualmente, no normal (não mexi em nenhuma configuração, fiz vários "Wonderful".

    A parte mais difícil do jogo é se livrar de TANTO tiro na tela. As vezes é tranquilo e as vezes parece que você vacilou em não destruir tudo mais rápido ou se colocou numa posição complicada na tela. 

    O centro da nave é o ponto que realmente conta, mas em meio a tantos tiros de diferentes tamanhos (acabava não percebendo os menores) e tanto efeito de power-ups e afins subindo e descendo, a confusão se instalava constantemente. Felizmente esse jogo tem uma coisa bem bacana, que é o fato de que sua nave não se destrói ao encostar nas dos inimigos, mesmo chefes. Por outro lado ele compensa com muito mais projéteis por milímetro!

    Os power-ups, ou melhor, coletáveis, são dois: a letra P e os cristais vermelhos. A letra P é o clássico que aumenta o seu tiro. Quanto mais pegar, maior a sua área de ataque e mais forte, inclusive adicionando outros projéteis secundários aos seus tiros. Já os cristais vermelhos preenchem uma barra na parte superior da tela e ao tê-la cheia, basta apertar Y para deferir uma série de corte super fortes (Vasara) por alguns segundos enquanto se mantém invencível, ótimo para matar uns chefões.

    Vasara 1 estava bem gostoso e casual. Se eu perdesse 3 naves, ele me dava a tela de "Continue?" e ao selecionar "Yes" o jogo continuava de onde eu tinha morrido. As fichas eram adicionadas ao apertar ZL e logo eu teria a certeza que zeraria, assim como os demais jogos de luta de Arcade portados pras plataformas recentes. Basta continuar colocando fichas!

    Chegando na última fase, a coisa complicou. Ficou tenso pacas e, mesmo ela sendo curta como as demais, eu chegava a dar Game Over antes de chegar no chefe final. O problema dessa última fase é que eles colocaram um sistema "anti-trapaça" por assim dizer. Se você perder sua última nave e continuar, você volta pro começo da fase! Isso me fez morrer muito e me estressar demais, sobretudo no chefe, que é bem tenso e tem ataques que parecem impossíveis de serem evitados. 

    No final das contas, mexi nas opções e mudei o número de naves de 3 para 5, mas fui obrigado a resetar o jogo para por as mudanças em funcionamento. Ou seja, tive que jogar tudo novamente (mas felizmente uns 20 minutos deve bastar). Continuei tendo dificuldades, mas fiquei melhor, experimentei novas estratégias (inclusive descobri que o ZR também atira, o que é mais confortável e deixa o polegar livre para usar os botões de especial), até que finalmente o venci! Tenso!

    Fui direto pro 2 em seguida. Já configurei pra ter 5 naves ao invés de 3 por Continue, escolhi o protagonista dele e fui.

    O jogo me deu duas opções de jogo: Hard (12 estágios) ou Easy (6 estágios). Como eu queria a experiência completa e o cursor já fica em cima do Hard, fui nele mesmo.

    Algumas coisas ficaram um pouco diferentes em relação ao jogo anterior, como a sensação de que é mais fácil enxergar o que está acontecendo na tela e parece que as coisas são um pouco menores, o que facilita desviar dos ataques. Tive ainda a impressão de ficar mais lento conforme eu coletava melhorias pra minha arma.

    Uma coisa bacana é que antes nós tínhamos a bomba para dissipar os ataques e causar dano e o ataque especial Vasara, que causava MUITO dano. Agora os dois são um só e a barra de Vasara que leva um século pra encher, enche bem mais rápido para você poder executar esse ataque/defesa com mais frequência. De fato, todos os inimigos derrotador derrubam cristais para encher a barra, o que ainda dá mais motivos para sair matando a todos.

    Ao terminar o sexto cenário, o jogo voltou pra fase 1, mas chamou-a de estágio 7. O Hard é isso, jogar a campanha duas vezes, mas bem mais tenso na segunda run e com um chefe final extra (tipo Super Ghouls 'n' Ghosts). Acabei usando um segundo controle pra ajudar a manter sempre um personagem na tela, pois isso evita Game Over na fase final e o jogo já tinha alcançado uma dificuldade impossível antes disso. Deu certo e acabei, mesmo dando uma leve roubada, haha.

    Resumindo: Vasara Collection é uma coleção de jogos parecidos, difíceis mas divertidos. É um jogo bacana pra jogar casualmente sozinho ou com um amigo, seja com fichas infinitas ou com uma quantidade limitada para um desafio bacana. Aparentemente os jogos era originalmente de Arcade há um bocado de tempo e foram um hit no Japão, chegando por aqui apenas recentemente.

    De bom: jogabilidade simples e bacana (apesar de eu confundir os dois botões de especial no primeiro jogo), Divertido. Essa versão permite bastante customização de visuais, dificuldade e até orientação da tela! Pessoalmente, rolou uma certa nostalgia das minhas épocas de Nintendo DS pelo seu visual. Curto o estilo Gundam + Samurai.

    De ruim: visual anime genérico americano/brasileiro feinho. Normalmente o jogo beira o impossível.

    No geral, esperava bem menos desse título. Se você curte o gênero e quer algo que dá pra jogar de até duas pessoas, rola de jogar até com o pior jogador do mundo no modo Free Play. O jogo está me promoção mais uma vez por 4 reais e eu super recomendo!

    Vasara Collection

    Platform: Nintendo Switch
    1 Players

    10
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-05-02 02:50:47 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Streets of Rage 4

    Zerado dia 01/05/20

    Lembro de quando anunciaram o retorno da série Streets of Rage aos video games lá em meados de 2018. Uns amigos piraram e o assunto ficou sendo discutido pela internet por um bom tempo. O tempo passou e eu, pelo menos, meio que acabei esquecendo.

    Por outro lado, eu nunca fui lá o fã número um desses jogos pela experiência que tinha. Sendo que joguei muito o 1 na infância, mas não via muita graça nem achava carismático em relação ao padrão Mario que eu acompanhava do 3 e World. Talvez não fosse um jogo muito chamativo para crianças.

    Há cerca de um ano atrás resolvi ir trás de todos os Street of Rage e terminá-los. É a coisa de sempre: por um lado é um jogo para aquela época e eu não curtir como criança/adolescente, mas por outro, não fico cego pela nostalgia. Além do mais, Acho os jogos bonitos ou feios pelo o que eles são, independente da época, seja do NES, SNES, PS1 ou o que for.

    Fechando o 1, percebi que o conhecia melhor do que imaginava. O 2 foi ainda melhor e o 3, que só joguei recentemente, foi uma experiência bem dispensável. Dispensável ao ponto de eu pensar em jogar SoR 4 mais pra frente.

    O fato é que esse é um lançamento muito aguardado e tá todo mundo jogando. TODO MUNDO! Eu não quera ficar por fora e vendo o povo zerar tão rápido em seu lançamento, resolvi ir atrás mesmo e de quebra testar um controle USB de PC antigão que nem sequer tem alavancas analógicas.

    Começando o jogo, o mais bacana foi perceber que ele rodava tão bem no meu notebook, que é uma batata. Mexi um pouco nas configurações e inclui um medidor de quadros por segundo no cantinho da tela que estava oscilando um pouco. Resolvi jogar tudo no mínimo do mínimo e, olha, ficou 60 fps travado e continuou lindo! Depois aumentei de volta as coisas e deixei umas no médio porque quanto mais eu puder usar, mais eu usarei.

    Na tela título toca uma música muito bacana que tem até umas partes que lembram um pouco Turtles in Time e além da imagem bacana usada, há opções como jogar a campanha, escolher fases, batalha (o modo Versus) e a opção de jogar online.

    Selecionei o modo Campanha e há a opção de jogar sozinho ou com até mais 3 amigos. Streets of Rage de 4 pessoas! Que sensacional! Já quero chamar os amigos e jogar de novo.

    Há quatro personagens para selecionar no começo:

    -Axel, que está mais velho, barbudo e não tão gordo quanto eu imaginava. Eu podia jurar que ele tinha um barrigão, mas ele só está mais "largo". Como de costume, comecei com ele;

    -Blaze, que está mais bonita do que nunca;

    -Cherry, que é descrita como filha de um amigo e que combate usando uma guitarra;

    -Floyd, um aprendiz de Zan, grandão e fortão com braços cibernético.

    Jogando a campanha você chega a desbloquear outro personagem automaticamente depois de alguns estágios e acredito que outros possam ser abertos meio que como no 3, pois os vi pelos cenários, tentei interagir, mas sem sucesso. Pelo que vi na internet, tem um bocado de gente para liberar!

    Houve ainda a opção de selecionar entre diversas dificuldades, como Fácil, Médio (que eu escolhi), Difícil e mais outras ainda mais tensas.

    A primeira fase, de 12, eu joguei no teclado mesmo (ainda não tinha lembrado de usar o controle). Dei uma fuçada nos controles e eles se resumem a andar, soco pra frente, soco pra trás do personagem, ataque especial (ao custo de seu HP, mesmo sem acertar ninguém, mas que pode ser curado de volta de você bater nos inimigos até recuperar, antes de tomar qualquer dano), coletar itens do chão e pulo.

    Procurei comandos como botão de chute e afins mas eles não existem mais. Ficou bem simples e jogável no teclado, mesmo pra mim que odeia jogar assim. O botão de socar atrás do personagem mesmo pode ser substituído apenas usando o soco normal + direção oposta.

    Logo você aprende que há ainda especiais de estrela, que são golpes que só podem ser usados se você coletar determinados itens dos cenários e apertando dois botões específicos simultaneamente. Esses especiais funcionam como o chamado da polícia de Streets of Rage (1) e causam dano em todos os oponentes na tela (além de serem super legais de se ver).

    Na segunda fase conectei o controle e fiquei muito feliz em não ter que fechar o programa para o fazer ser reconhecido nem ter que configurar teclas.

    A primeira coisa que chama atenção é o visual. É muito bonito o trabalho da equipe que trouxe o remake do Wonder Boy: Dragon's Trap! E eu digo isso sendo uma das pessoas que meio que torceu o nariz pro estilo meio indie DeviantArt que a garotada vem praticando em cursos de desenho digital depois de se inspirar por videoclipes dos Gorillaz.

    Pois é, o jogo é bonito e muito bem cuidado e animado. E quando você acha que vai poder apreciar ainda mais essa arte, SoR 4 te traz uma jogabilidade maravilhosa e um prazer muito grande de controlar aqueles personagens e bater nos capangas nas ruas. Os efeitos são incríveis, a tela treme e você sente o impacto. É uma delícia, uma evolução pro gênero que eu precisava. Eu lamento um pouco não ter pego no Switch pra sentir os golpes com o HD Rumble.

    Sabe, Streets of Rage 3 me desanimou um bocado e me fez questionar se o gênero que eu tanto amava anos atrás não era mais pra mim, mas foi uma péssima ilusão e o 4 está aqui para nos lembrar o quanto um jogo de briga de rua pode ser divertido, envolvente, viciante e muito recompensador.

    Nessa primeira fase, você relembra um pouco os jogos anteriores. Vê versões atualizadas de bandidos clássicos, faz uns 'Bare Knuckle' na galera, quebra barris, acha comida pra recuperar a vida, coleta itens e os usa como armas. Você vai se sentir familiarizado.

    No final, como em todas as fases, há um chefe, que derrotei na primeira tentativa. Em resumo: terminei essa primeira parte sem perder nenhuma vida e achando que os capangas davam muita abertura em relação à outros do gênero.

    Já no segundo estágio, morri pela primeira vez e dei Game Over no chefe! Sim, eu perdi, sei lá, umas 3 vidas nessa fase. O bom é que você não perde seu progresso completamente, mas tem que refazer a fase do começo, o que pra mim é uma penalidade justa, pois eu já não curto ter que repetir isso, imagina o jogo do início.

    Na tela de Game Over o jogo ainda te dá opções como simplesmente tentar novamente, tentar novamente com uma vida a mais, com duas vidas e mais estrela extras (pra fazer mais especiais) e afins. Quanto melhor a oferta, maior será o número que seu score será dividido. Ou seja, tentar novamente sem nada não tem efeito nenhum adicional, mas com uma vida extra seu score será dividido por 2 e por aí vai.

    Logo novos personagens foram sendo apresentados e eu tive que aprender padrões de ataque e movimentação novos.

    Um dos mais chatos, na minha opinião, é o policial com escudo. Você tem que bater várias vezes no escudo até que ele quebre e você possa socar a cara do dito cujo. Porém, depois de poucos golpes eles te atacam e a janela de oportunidade para sair da frente é pequena e ao tomar um golpe de seus cassetetes, você é lançado pra trás e com pouco tempo sem ser atacado o escudo deles se regenera.

    Outro caso tenso, que inclusive não curti muito, foram uns policiais com arma taser que brilha vermelho e no segundo seguinte já pulam e te agarram e atacam, arrancando bastante HP e sendo quase impossível de prever (chegou a acontecer só de os caras entrarem na tela várias vezes, sem a menor chance de reação) O negócio é matar todo mundo o mais rápido possível antes que inventem de atacar.

    Uma mecânica bastante interessante dos inimigos é que alguns deles, geralmente depois de ataques que os derrubam, brilham branco e, nesse momento, podem tomar dano, mas não "stagger" e geralmente estarão fazendo algum contra-ataque. Isso te faz ser mais cuidado e ter mais timing para atacar os caras ao invés de apenas sair apertar soco, soco, soco.

    Mas há muitas coisas bacanas pro jogador também.

    Curti demais como a pontuação é importante e te dá vidas e inclusive o jogo te avisa o quanto falta para conseguir a próxima. Nunca num jogo eu me empenhei tanto em conseguir pontos e fiquei feliz em achar itens como sacos e maletas de dinheiro para me deixar mais próximo dessas conquistas. Inclusive aconteceram algumas boas vezes de eu vencer o chefe da fase sem mais nenhuma vida e com HP quase zerado e a um fio de dar Game Over, mesmo quando eu já tinha praticamente me dado como vencido e considerado a situação impossível.

    Isso faz seu coração saltar do peito!

    Bacana também são os combos! É praticamente o mais perto do sonho de ter comandos similares à jogos de luta num beat'em up. Tem combinações bacanas e muita exigência de timing, inclusive de bater num oponente antes de ele cair no chão ou depois de quicar em alguma coisa por ter sido jogado lá. Combos maiores bem planejados ou com um pouco de sorte são super legais e tem até um Quê de Tekken, fazendo seus oponentes morrerem mais rápido e gerando mais pontos pra conseguir aquela tão desejada vida extra!

    Resumindo: Streets of Rage 4 não é apenas o que eu desejo quando inicio um beat'em up, é o que eu espero que qualquer jogo seja e isso é: divertido. Os desenvolvedores conseguiram criar um título que é SoR, mas de uma forma modernizadas de um jeito bacana e carismático. Definitivamente melhor do que eu jamais imaginaria. O jogo é caprichado e oferece muito conteúdo em diversas formas de jogar, com um fator replay sem precedentes no gênero. Uma ótima revitalização depois de SoR 3 e 99 Vidas, por exemplo

    De bom: visuais carismáticos. Mecânicas bacanas. Jogabilidade excelente e que representam não só o aperfeiçoamento da clássica fórmula, mas a tão desejada (e merecida) evolução. Campanha de aproximadamente 2 horas que faz valer cada centavo, fora os motivos pra continuar jogando, desbloqueáveis, diferentes níveis e modos. Possibilidade de jogar de 1 a 4 jogadores. Muitas referências aos jogos anteriores, incluindo a possibilidade de abrir os personagens antigos (e pixelados) para controlar. Roda em PCs fracos e continua lindo mesmo no low.

    De ruim: achei alguns inimigos confusos ou injustos de abordar, como os que dei exemplo no texto. Acho que joguei muito com o Axel e até meio que vi esquiva e corrida com outros personagens, mas ao menos com ele achei que faltou um jeito de evitar golpes inimigos, como esquiva ou defesa, principalmente porque os oponentes meio que tem e as vezes parece que você só pode aceitar os combos que leva.

    No geral, tenho certeza que esse foi um dos melhores jogos que joguei ultimamente e deve estar na lista dos 10 melhores do ano. Curte o gênero? Pode se entregar à essa incrível experiência, seja sozinho, com o/a parceiro/a, online ou casualmente num fim de semana com os amigos. Pra mim não sei se vale mesmo os 100 reais pois estou muito pão duro com jogos, mas depois de zerar, fiquei pendendo pra "vale cada centavo".

    Streets of Rage 4

    Platform: PC
    57 Players
    50 Check-ins

    18
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-04-28 00:19:09 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Life of Black Tiger

    Zerado dia 27/04/20

    Este jogo NÃO está cadastrado no Alvanista!

    Aaaaaaah, Life of Black Tiger. Você provavelmente nunca ouviu falar nele a menos que acompanhe o Angry Video Game Nerd no Youtube. Eu mesmo nunca tinha ouvido falar nesse jogo antes do canal dele, o Cinemassacre, fazer uma jogatina casual dele numa segunda-feira qualquer e, mais tarde, virar review do ilustre AVGN.

    No review que eles fizeram, a versão avaliada foi a de PS4, mas é mencionado que o jogo era originalmente de mobile. E apesar de esse ser um dos vídeos mais fraquinhos do canal (graças à infeliz participação e atuação do Gilbert Gottfried), o jogo em si é interessantemente tosco e sempre me faz prestar atenção ao seu gameplay e muitos defeitos.

    Com o tempo, cheguei a procurar Life of Black Tiger (LoBT) na PS Store, mas não estava disponível, possivelmente na loja brasileira ou eles simplesmente acabaram o tirando do ar com o tempo. Eu o queria pra jogar e rir com os amigos, mas tanto faz.

    Hoje, o vídeo passou aleatoriamente aqui na TV do quarto e eu me senti inspirado a jogá-lo. Provavelmente um efeito da quarentena, haha.

    Procurei sem muita esperança na Play Store e lá estava ele: "Life of Black Tiger FREE". Descobri ainda que existem outros similares dos mesmos caras, como Life of Lion, Life of Wolf e Life of Bear.

    Pesquisei pela internet a sua duração antes pra ter certeza que eu aguentaria o tranco de um título tão trash e quebrado assim e não achei informação nenhuma, apenas um bocado de outros reviews. Pra ser sincero, até as imagens do jogo são poucas.

    Felizmente alguém gravou o gameplay completo no Youtube, que somava apenas uma horinha de jogo. Ótimo!

    Começando a jogatina, tem uma breve história sobre o protagonista e como ele era excluído por ter o pelo preto e diferente dos outros. Isso o levou a viver uma vida só, sendo inclusive abandonado por seus pais.

    Visualmente você logo percebe que os gráficos estão a par de Counter Strike 1.6, mesmo que LoBT tenha sido lançado em 2014 ou coisa do tipo. Além disso, as animações são tosquíssimas de tão simples.

    Ainda no começo, você aprende os básicos, similares aos controles de outros jogo de celular. Há uma bolinha que serve como um analógico digital e outra, do lado direito, que ao pressionar e manter o dedo lá, faz com que o tigrão ataque.

    Há mais dois comandos na tela de toque: um pra rotacionar a câmera (aparentemente tocando e arrastando as laterais da tela) e zoom (aparentemente fazendo movimentos de pinça na parte inferior da tela). Porém, esses dois comandos definitivamente não respondem bem e eu morri de arrastar os dedos pra conseguir fazer a câmera mover 180° e o zoom eu simplesmente desisti e jogava como dava, pois por default a câmera é um pouco próxima demais, mas ela reseta do nada, assim como as vezes afasta a visão sem mais nem menos.

    LoBT conta a rotina do animal e...É isso. Ao começar uma fase, ele fala algo como "Hoje eu estava com fome e resolvi sair para caçar antílopes" e esse é o seu objetivo.

    Você anda pelo campo seguindo as setas e ao ver o(s) seus(s) alvo(s), basta correr até ele e atacar até que ele morra. Animais pequenos morrem com um ataque, enquanto os grandes podem levar de 3 à...30?

    Pois é, caçar coelhos, galinhas e tal é bem fácil e fazendo isso, a fase termina e você avança pra próxima. É bem comum que os estágios durem de 40 segundos a 1 minuto e meio. Algumas fases aleatórias chegam a durar 5 minutos, como quando temos que caçar rinocerontes e eles levam um século pra morrer ou fases que se você tentar avançar contra um grupo, simplesmente não tem a menor chance.

    Certos inimigos, são durões e num embate direto e demorado, tudo pode acontecer, desde você ganhar por pouco até perder por pouco.

    Um dos pontos mais engraçados/zoados do jogo é justamente o texto que situa o jogador e dá os objetivos. Ele conta o que aconteceu e o porquê de você querer fazer o que for no dia seguinte, enquanto a parte da jogatina em si é sempre a coisa mais simplória do mundo. Bom, pelo menos você sabe porque teve que subir uma montanha e atacar uma águia em voo pra entregar pra tigresa!

    Mas a parte boa mesmo é que esses textos são incrivelmente mal escritos, como se alguém tivesse os escrito e jogado no Google Tradutor. Infelizmente não consegui achar informações de onde os desenvolvedores estão situados.

    Além dos mil erros ortográficos, concordância e continuidade praticamente não existem. Alguns exemplos do script que antecede missões:

    "Lobos bobos estão caçando na minha área. Eu verei o sangue dos lobos".

    "Estou cansado de lobos. Vou caçar veados pra minha saúde".

    "Depois de me ajudar, ela segue seu próprio caminho. Siga suas costas para não ficar muito longe".

    "Um grupo de búfalos está relaxando na área de jogo".

    "Eu farei a tigresa comer carnes de porco" (Meats of pig).

    "Hoje é o meu melhor dia".

    "Meu bebê ficou doente, ele deveria comer uma carne de crocodilo".

    "Cães selvagens malucos por fome seguiram o cheiro do meu bebê".

    "Animais estão morrendo por BEBER O RIO".

    Tem tanto texto zoado, que não dá pra por tudo aqui e seria melhor ver pelo jogo e entendendo inglês mesmo.

    O jogo tem um teor crítico/filosofal tanto sobra a questão do tigre sofrer preconceito ao maior estilo Patinho Feio quanto ao fato de humanos estarem intervindo na natureza ao desmatar, poluir, matar animais. O lance do preconceito e solidão do protagonista logo é deixado de lado e esquecido pra sempre, já a questão dos humanos foca bem mais no caso da família dele do que no ecossistema que eles vivem em geral. Enfim, é bem bobo.

    A aventura, que tinha começado engraçada, foi ficando repetitiva e logo ficou bem enjoativa e entediante. É sempre a mesma coisa com uma estorinha besta tentando justificar. "Vou levar meu bebê pra conhecer a floresta", "vou caçar tal animal pra alimentar a tigresa". Eu me cansei demais do jogo e nas raras vezes que perdia, dava vontade de deixar pra depois.

    Depois de umas 15 missões, a parte do tigre acaba e entra o final da campanha, focada nos humanos. Achei legal a mudança e mal sabia eu quer eram as ultimas 5 missões.

    Nessa parte o jogo mostra o lado dos humanos da estória. Como tigre você mata uns humanos no começo do jogo e entre eles estava a mãe do cara que agora age como protagonista. Ele quer vingança e muitas das coisas que aconteceram antes foram obra dele e seu grupo. Daí tem mais um bocado de furos de roteiro, como na versão do tigre os humanos envenenaram o rio e os animais morreram, mas no lado humano eles já estão mortos e você envenena os corpos.

    Resumindo: eu joguei Life of Black Tiger por curiosidade e pelo "meme", mas é óbvio que o jogo é do mais baixo orçamento e super amador. Coisa de quinta categoria que poderia ser um jogo esquecido lá do primeiro Playstation. O mais engraçado é ver como tem brasileiros amando o título nos reviews da Play Store e admirando sua "bonita estória". É nesses momentos que não dá pra confiar nesse tipo de público, haha.

    De bom: pelo menos é de graça. Garante umas risadas aqui e ali. Tem multiplayer online.

    De ruim: enredo fraquíssimo. Texturas ruins. Jogabilidade confusa. IA terrível. Textos mal traduzidos. O jogo estava por padrão em português nas opções, mas se manteve em inglês. Super repetitivo. Física e animações das piores que já vi. Havia um menu de melhorar o tigre e facilitar as coisas (que senti falta durante a jogatina), mas ele ficava na tela principal e não cheguei a sair e ver (procurei durante as partidas e entre as missões). Isso fez com que eu tivesse uma certa dificuldade e ficasse mais entediado ao levar mil anos pra matar oponentes. Final da estória bem tosco.

    No geral, não vale a pena jogar isso, mas vale a pena o conhecer pelo vídeo do AVGN. JAMAIS vai valer os 9,99 dólares que possivelmente ainda custe na PS Store americana. Enfim, uma tentativa falha de criar um jogo que talvez uma pessoa de 4 anos de idade goste.

    12
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-04-27 18:45:19 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Streets of Rage 3

    Zerado dia 27/04/20

    Olha aí eu finalmente terminando a série Streets of Rage com o 3, depois de mais de um ano que terminei o 2. A verdade é que eu tava querendo zerar logo esse último desde então, mas descobri que não ele não estava incluído na coleção "3D" do 3DS como os seus antecessores, e fiquei com preguiça de emular no PSP. Outra coisa é que SoR 3 é meio que conhecido por ser o pior dos três e levando em conta que nem sou muito fã daqueles que a galera ama, imagine esse aqui (por um lado fiquei curioso em saber se eu não acabaria gostando mais dele por ser "diferente").

    Hoje eu tava de bobeira e dando um tempo pros outros jogos mais tensos que estou jogando, então resolvi procurar um "filler" pra passar o tempo e diminuir o espaço entre as postagens no Alvanista.

    E eu estava com tanta vontade de pular direto pra ação que procurei um site que tivesse o jogo pra se jogar pelo browser e nem sequer conectei controle!

    O jogo se abre com uma cutscene contando o início da estória e apresenta os personagens. Nada de novo até então, mas foi bom ver uns pixels da época depois de tempos!

    Fui dar uma olhada nas opções e vi que haviam diferentes dificuldades, mas deixei na Normal como jogo todo jogo. Havia ainda como aumentar ou diminuir o número de vidas por Continue, sendo 3 por padrão. Deixei o máximo, 5.

    Começando a aventura, SoR 3 me fez escolher entre 4 personagens: Axel, Blaze, Skate e Zan. Com a minha experiência com a série, fui de Axel mesmo (até pra começar a experimentar), por ser o mais padrão. Achei a foto dele meio esquisita, diga-se de passagem.

    Já na primeira fase, testei um pouco os botões com o teclado. Soco, chute, ataque especial. Ok. Espera aí! E o pulo? Ouch! Foi aí que eu percebi que esse era um daqueles jogos do controle de seis botões do Mega Drive. Além dos comando mencionados, haviam ainda pulo e ataque para atrás do personagem, no maior estilo Double Dragon.

    Eu não lembro como eram os anteriores ou como era no 3DS, mas sabia que apanharia em não só jogar no teclado, mas ainda ter que me preocupar com as teclas A, S, D, Z, X e C para comandos básicos.

    Andei pelo cenário, briguei com uns caras que são basicamente iguais os dos jogos anteriores. Anda, soca, chuta, pula e chuta, usa o ataque especial sem querer (e perde vida). Encosta no cara pra dar grab. Bate no gordinho, bate nos oponentes pra que derrubem suas armas.

    Esse jogo não tem nada de novo! NADA!

    Pra piorar, não tem carisma nenhum, não tem nem graça bater nos caras. Os cenários são genéricos. Cadê as cores e a estética? Quem fez esse jogo e por quê ele existe? Quer dizer, se você tem ou jogou bastante o 2, qual a motivação pra ir pro 3? No máximo a continuação do enredo que é tão importante quanto o episódio de amanhã de Super Choque em relação ao de hoje.

    Agora, o mais bizarro de SoR 3 é a trilha sonora. É feia. É ruim. É uma bagunça! Aguentei na primeira fase, mas na segunda eu cheguei a ir conferir no Youtube se era aquilo mesmo ou se era problema da emulação. Cogitei ainda silenciar o jogo e colocar outra trilha sonora de fundo.

    Bom, foquei no gameplay e ir até o final. São apenas 7 estágios, mas cada um é bem longo e dividido em várias partes, com um miniboss aqui e ali e um chefe de verdade no final.

    Tava tudo muito fácil e cada vida durava um século e eu comecei a perceber que poderia focar apenas em 3 botões: soco, pulo e golpe especial (já que você pode usá-lo sem gastar vida toda vez que sua barrinha estiver cheia e serve ainda para se livrar de agarrões inimigos). Se correr e atacar você ainda solta um golpe bacana (tipo o Bare Knuckle do Axel, que é um gancho em chamas) e se pular e atacar, você dá uma voadora.

    Apesar dessa facilidade toda, no final da segunda fase eu já estava começando a cansar do jogo, sobretudo por cada estágio se arrastar demais e sem quase inovação nenhuma! Eu não aguentava mais enfrentar ondas e mais ondas de inimigos sem sequer mover a tela, para então mover e enfrentar mais ondas e ondas. E aquela trilha sonoraaaaa?

    Lá pela metade da aventura, as coisas começaram a ficar mais difíceis, o que eu realmente não estava esperando. As vidas começaram a acabar e logo eu gastei meu primeiro Continue. Eu estava com medo de o jogo acabar, mas fiquei contente em saber que ganharia mais 5 vidas e que ainda haviam mais uns dois Continues. 

    Por outro lado, SoR 3 foi inserindo armadilhas e mecânicas mortais aqui e ali e em algumas delas, eu chegava a gastar todas as 5 vidas super rápido! Percebi ainda que as fases são mais difíceis que os chefes, que podem até demorar pra morrer, mas mal chegam a causar dano à você em diversas ocasiões (o último mesmo eu nem tomei dano, fiquei socando o canto da tela e ele foi morrendo).

    Perdendo Continues, cheguei a testar os outros personagens. O Axel é bacana e forte, mas meio lento e tem o alcance muito curto. A Blaze é veloz se movimentando e atacando, mas um pouco mais fraca e ainda mantém o pouco alcance. Skate é veloz e fraco em todos os sentidos. Zan acabou se tornando o meu favorito por ser forte, ter muito alcance e ataque velozes (como quando você corre e ataca).

    Chegando no final, parece que a força dos inimigos aumenta e há muito mais deles. Cheguei a dar meu primeiro Game Over por lá.

    Como estava totalmente indisposto a jogar tudo novamente e sozinho, procurei códigos e achei um de seleção de fases e só tive que repetir aquela que eu morri. Foi graças a essa busca que ainda descobri que há personagens  secretos desbloqueáveis ao usar comandos específicos em partes específicas do jogo. Além disso, tem como aumentar ainda mais o número de vidas máxima e o jogo tem diversos finais diferentes (por conta disso e o código de seleção de fases, fiz dois: o que saiu naturalmente e o verdadeiro).

    Bem perto do fim ainda cheguei a dar Game Over novamente, pois os inimigos estavam devorando meu HP, mas como não estava salvando nem nada, pensei que teria que me torturar novamente pela última fase, mas testei uma cosia que deu certo: apertei Start no controle 2 e continuei o jogo, com todas as vidas e Continues novinhos do segundo jogador.

    Resumindo: Streets of Rage 3 está longe de ser o pior jogo do mundo, mas também não chega nem perto de ser o melhor. Esse é um jogo completamente sem originalidade e que não tem motivo nenhum pra existir, mas dá pra passar o tempo se for a única opção.

    De bom: vários personagens pra escolher. Pode ser uma experiência bacana de 2 jogadores. Opções que facilitam o término do jogo, que não sei se vale a pena o esforço de recomeçar completamente depois de um Game Over.

    De ruim: a trilha sonora é uma aberração. Visuais desinteressantes. Não traz nada de novo pro gênero, nem sequer tem identidade própria. Longo e repetitivo. Dificuldade meio zoada perto do final (talvez melhor de 2 jogadores). Não é um jogo divertido. Tem muito cara de coisa falsificada usando elementos dos jogos anteriores.

    No geral, deu pra entender o porquê de SoR 3 ser meio que ignorado por fãs e lançamentos da SEGA. Não vou nem dizer que é um jogo pra passar longe, mas é um daqueles que nem parecem existir de tão passáveis.

    Streets of Rage 3

    Platform: Genesis
    2395 Players
    45 Check-ins

    16
    • Micro picture
      santz · 28 days ago · 3 pontos

      O terceiro jogo é o que mai apresenta novidades. Dá o poder de correr para todo mundo, inclusive com uma arma na mão. Tem a barrinha que permite usar o golpe especial sem gastar HP. Tem também a esquiva vertical. É da hora. Mas as músicas não tem como defender.

    • Micro picture
      jcelove · 29 days ago · 2 pontos

      Não jogou muitos beatem ups né man? pq a a base e essa mesma pra todos os de 16bit (exceto talvez os do Kunio, que tbm ficam bem repetitivos)

      O 3 tem vários problemas principalmente na versão US e definitivamente não supera o 2, mas tem algumas inovações legais pra série incluindo novos movimentos como a corrida e alguns ataques, os personagens secretos incluindo Shiva, o guarda costas iconico do vilão da série e a narrativa bem mais trabalhada com rotas que mudavam o final mas que infelizmente ficou ZOADA na versão americana.

      Mesmo assim eu gosto bastante dele, os grandes defeitos ficam pra OST, que realmnete não tem como defender, Yuzo Koshiro experimentou demais e não chegou nem perto das duas anteriores e a paleta de cores que da uma ar bem esquisito pro jogo, de resto da pra se divertir principalment ena versao japa.
      a trilogia original eu colocaria ele acima do primeirão que tbm acho awesome.

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      xch_choram · 27 days ago · 2 pontos

      Eu nunca joguei sozinho, e sinceramente a maioria dos beat'n ups parece só meio chato sozinho mesmo, repetitivos e muito punitivos.
      Mas cara, eu particularmente gosto muito do SoR3, ele é o que mais apresenta novidades e o melhor dos 3 em jogabilidade e fluidez, e a trilha mesmo não sendo musicas que eu colocaria pra ouvir fora do jogo acho que contribuem em muito na atmosfera do jogo, vc fica com o sentimento que algo errado esta acontecendo as coisas parecem mais sérias, eu gosto muito de como isso é feito.
      Os personagens desbloqueáveis é bem legal tbm, em especial o kanguru, que vc desbloquea no meio do jogo caso vc não mate ele (que por sinal se não tiver no 4 eu vo ficar muito triste) desbloqeuava ele, e então morria só pra pegar ele kkk

      1 reply
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-04-24 21:47:41 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Payday: The Heist

    Zerado dia 24/04/20

    Carácoles, eu finalmente terminei esse maldito jogo!

    Da minha lista de urgências, Payday: The Heist era uma das mais preocupantes, sem dúvidas. A verdade é que eu tenho esse título há bastante tempo e o joguei pela primeira vez lá pra 2016 ou 2017 com um grupo de amigos quando ele apareceu quase dado na Steam.

    Pois bem, jogamos e foi até legal, mas alguns fatores acabaram impedindo o progresso da nossa campanha: primeiro que cada um tem responsabilidades com a vida e que foram apenas aumentando (como filhos e afins) e reunir essa galera novamente com a desculpa de jogar Payday não é fácil. Em segundo lugar, o jogo tem um dificuldade meio esquisita, o que desmotiva qualquer um depois da frustrante derrota em algumas tentativas de uma única fase.

    Cheguei a tentar outras vezes com apenas um amigo e até sozinho, mas não dá...

    Bom, pra quem não sabe, Payday é um jogo cooperativo para até quatro jogadores simultâneos em que somos criminosos assaltando lugares importantes, como bancos, a fim de conseguir uns milhões. Sempre há um plano a ser seguido para obter o sucesso da missão e há uma grande quantidade de ferramentas a nossa disposição para conseguirmos o que queremos, desde serras que atracamos em portas para cortá-las, explosivos e veículos de escape.

    De certa forma, o jogo lembra Left 4 Dead, já que, além de ser em primeira pessoa, enfrentamos grandes quantidades de inimigos e muitas variantes, usamos diferentes armas e precisamos do trabalho em equipe constantemente para ajudar uns aos outros, seja matando aquele oponente que está por trás de seu amigo ou o ajudando a levantar depois de tomar umas pancadas.

    Obviamente aqui não há zumbis, mas sim policiais de diversas formas. Tem desde aquele que só fica rondando de carro comendo rosquinha e de pistola até aqueles super SWAT munidos de escudos e armas de taser.

    Uma cosia bacana é que o jogo rodou bem no meu PC, que é uma batata com placa de vídeo onboard. A Steam configurou automaticamente de acordo com meu hardware e ficou bacana, mas recentemente cheguei a deixar tudo no mínimo afim de tentar ajudar com o FPS e mira. O jogo continuou bem bacana no mínimo e o FPS ficou bom também, mas o lance da mira continuou esquisito (sentia um leve delay ao mexer o mouse).

    Começando o jogo, não há muito o que falar. Você escolhe uma das missões (são só umas 8), determina se quer joga sozinho (com bots), online com amigos ou procurar salas de aleatórios.

    Depois há uma opção de escolha de armas e afins, mas no começo não tem como editar. Mais pra frente, conforme você jogar e upa, novos armamentos e habilidades serão disponibilizados e você poderá se tornar mais forte, tanto para atacar quanto para sustentar tanta bala de tanto inimigo.

    A primeira missão, começa como um tutorial mas logo se mostra ser bem mais difícil e longa do que eu jamais sonharia. Vamos assaltar um banco e enquanto estamos nos passando de cidadãos de bem, andando pelo lugar, o jogo te dá a opção de fazer certas coisas para facilitar o futuro da missão, como destruir câmeras, render pessoas importantes e conseguir informações. Você pode fazer cosias assim ou simplesmente puxar a arma e anunciar a coisa de início, mas eu fortemente recomendo jogar de forma mais estratégica, visto que o jogo tem um quê de imersão e planejamento bacana, fora que facilita um bocado uma missão que já é difícil de qualquer forma.

    Com o assalto em andamento, viaturas policiais virão com o tempo e os guardas do local começarão a te atacar. Nesse tempo você e seu time deverão começar a por o plano em andamento, como plantar serras na porta do cofre do banco para acessar às verdinhas. Claro que o procedimento leva tempo e as serras ficam constantemente emperradas, obrigando à um dos membros voltar lá e a reativar.

    Durante toda a ação, mais e mais inimigos vem e logo variações mais difíceis também. Vale lembrar que, diferentemente dos zumbis, cada policial tem uma arma de fogo e ataca de longe.

    Depois disso tudo, a fase continua por mais e mais partes até finalmente chegar aos eu final. Você provavelmente vai querer baixar o nível de dificuldade, se possível.

    Passando ou não da fase, você ganha experiência e a cada novo nível alcançado, novas melhorias. Logo você vai ter uma habilidade de "pele grossa" que permite que você tome mais dano antes de cair, por exemplo. Armas mais fortes ajudas muito, assim como a passiva de melhoria de mira.

    Uma das coisas mais legais de se desbloquear são as bolsas, que você põe no chão apertando G. A primeira bolsa é de munição, um problema corriqueiro do início ao fim da campanha. Um item como esse, se bem colocado na fase, ajuda a todos em momentos difíceis, inclusive não tendo que voltar muito para conseguir balas. A segunda bolsa (você só pode escolher uma por missão), conseguida vários níveis depois, é a de cura, que regenera completamente as vidas de quem a usar (HP nesse jogo é algo SAGRADO).

    Nenhuma das bolsas é infinita, então use com cuidado e sabedoria.

    Lembro da primeira vez que passamos da primeira fase e ficamos um tempo na segunda ou terceira, que é meio que uma casa de andares que a gente fica descendo e subindo constantemente por conta de objetivos e amigos caindo. É bem legal explorar os cenários e decorar as várias rotas pro mesmo lugar, mas os inimigos parecem spawnar nos lugares mais bizarros e nas piores horas possíveis. É fácil ficar em desvantagem e morrer rápido.

    Nesse caso, você fica no chão e pode atirar ao seu redor. Isso pelo menso até alguém te dar mais uns tiros e te deixar apenas observando e com menos tempo de vida. Durante ambas essas fases, qualquer aliado pode vir e te levantar. Já no caso de você morrer porquê ninguém te ressuscitou, há duas opções: esperar cerca de 3 minutos pra voltar (o que parece uma eternidade nesse jogo) ou trocar a sua liberdade por a de algum NPC que você fizeram de refém (com arame no inventário, mande uma pessoa ficar no chão e a amarre) e isso se nenhum policial for lá e a libertar antes de qualquer negociação acontecer.

    O jogo porém tomou rumos horríveis com a próxima fase, numa ponte na chuva.

    A maldita fase da ponte fez todo mundo CANSAR de Payday e me provou ser impossível de ser jogada com 3 bots no time (e com dois e um amigo também).

    Nessa fase nós temos que derrotar vários policiais que se escondem e aparecem por trás das dezenas de veículos parados. Depois temos que usar 4 serras para abrir carros de transporte de criminosos que a policia transportava. Achando o carro com o cara certo, mais e mais policiais vem, policiais saltam de helicópteros, inimigos vem da frente, de trás, jogam bombas de fumaça e a inteligência artificial é horrível! Os caras advinham que você vem por trás, atiram de dentro da fumaça e muitas vezes eu nem sabia de onde estava vindo aquele dano!

    Séculos depois, chegamos à uma torre para deixar o cara que resgatamos e aí mais e mais policiais. Você tomando tiro de todo lado, aquela sua mira terrível... Morte!

    A pior parte é saber que não há checkpoints! Você joga demais, é dizimado por um grupo roubado de inimigos e tem que fazer tudo do começo da fase. Quantas vezes não desistimos? Mas tem eu e minha vontade de terminar os jogos.

    Nesse momento que Payday lembra que é um jogo curto e focado em repetir as mesmas fases diversas vezes até conseguir níveis maiores e, com isso, melhores equipamentos e ficar mais resistente. O ruim é que, além disso ser chato, a maior parte dos níveis te dá algo que você nem quer usar e que não vai ajudar em nada (fora que cada level up é um parto).

    Resumindo: Payday: The Heist começa legal, mas logo na primeira missão se mostra ser decepcionante, sendo difícil de uma forma artificial, contra-intuitivo, com fases que chegam a durar um pouco demais e até injusto, sobretudo com jogadores novos. Fora que a experiência não tem um gosto muito carismático ou viciante e logo logo fica chata e a motivação pra continuar jogando é quase nula. Sua dificuldade também é bizarra o bastante pra ter de início desafios além do esperado, uma fase quase impossível no meio da campanha e o resto tudo tranquilo a ponto de terminarmos as últimas fases na primeira ou segunda tentativa, mesmo sem mudar nada no inventário (e meu amigo era nível 5).

    De bom: a ideia é muito boa e dizer que Payday 2 é muito superior, o que é exatamente o que eu espero. Fora as dificuldades, as missões são ok. Curto a coisa toda de level e desbloquear equipamentos e habilidades, mas quem jogaria tanto as mesmas fases? Gosto de como algumas coisas acontecem diferente aleatoriamente.

    De ruim: dificuldade estranha mesmo no Normal. Level up muito lento. Sem checkpoints. Inimigos muito fortes, sobretudo no final de cada missão, prontos pra te mandar à estaca zero. Não há carisma nos visuais nem muita variação no gameplay. Já mencionei a dificuldade quebrada e a IA bizarra? Tudo é muito lento e sempre dá errado e uma missão simples de esperar um elevador  vai fazer a luz cair 200 vezes, mil inimigos virão, sua munição vai acabar, você vai ter que voltar pra pegar algo que o jogo resolveu que precisa.

    No geral, foi legal conhecer a franquia, mas estou muito feliz de tirar esse jogo tanto do meu backlog quanto do meu computador, pois não aguentava nem mais ver ser ícone. Por outro lado, estou curioso pelo 2. Se eu recomendo Payday: The Heist? Não mesmo!

    PayDay: The Heist

    Platform: PC
    1334 Players
    59 Check-ins

    13
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-04-16 01:44:45 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Pan-Pan - A Tiny Big Adventure

    Zerado dia 16/04/20

    Esse é um daqueles jogos de PC que provavelmente você não conhece, e que eu nunca conheceria ou daria bola se não fosse pelo Switch. Não me entenda mal, não é como se o console da Nintendo deixasse qualquer jogo bom ou cosia do tipo, mas no início de sua vida, lá pra 2017, os jogos não eram tantos na plataforma e qualquer coisa que saísse a gente acabava dando atenção. Fora isso, Pan-Pan era um daqueles que tinha demo, o que significava mais motivos não só para conhecê-lo quanto para manter a jogatina no Switch indo.

    Eu mesmo via uns amigos jogando a demonstração e até o jogo completo e ficava na dúvida se eu queria esse indie e logo fui esquecendo de sua existência. Mesmo quando eu via o jogo, eu pensava que não valia mais a pena. Ele estava no limbo e provavelmente porque era fraco.

    Num desses dias, sem fazer nada, fui adicionando tudo o que era no mínimo interessante à minha wishlist no console e Pan-Pan acabou entrando pra lista e finalmente comprado há cerca de uma semana, quando ele ficou super barato e peguei de graça com as moedas da eshop.

    Tava sem nada pra fazer e curioso com esse jogo e descobri que ele era curtinho: cerca de 2 horas (acredito que tenha levado pouco mais na minha campanha). Como eu estava esperando o PS Vita carregar e isso levaria até mais do que esse tempo, resolvi encarar.

    Começando o jogo de verdade, meio que há uma cutscene em que você aperta os botões e a nave que está voando pelo espaço começa a dar problemas e cai num planeta.

    O enredo então é esse mesmo, o clássico nave que cai num planeta desconhecido e você agora tem que consertá-la e seguir viagem. Nesse quesito é bem como em Pikmin, mas com um visual mais pro lado de Monument Valley e jogabilidade estilo... Volume? Bom, pelo menos pelo fato do jogo não ser tão rápido, a visão aérea e o fato de você não atacar, já que não há inimigos, é bem isso aí.

    Pan-Pan é um título do gênero puzzle.

    No começo você tem pouca área para explorar, uns NPCs que se comunicam por gestos (não há texto) e a sua nave, toda quebrada e com espaços designados às partes que você deve encontrar.

    O jogo dá uma certa sensação de liberdade de fazer o que quiser na ordem que quiser, mas não sei se é bem isso. Quer dizer, há uma certa ordem para conseguir desbloquear certas coisas e que deixam o jogo um tanto linear. Por outro lado, é comum ficar indo e voltando, perdido como uma barata tonta procurando o que fazer, então o jogo corre de uma forma muito natural e bacana. Sinto que 2 horas seriam o bastante na primeira jogatina, mas talvez menos de 30 minutos numa segunda tentativa.

    Esse início é praticamente um tutorial pra mostrar que a jogabilidade é bem simples: analógico para se mover e qualquer um dos ABXY para interagir com as coisas, que até então se resumem a falar com as criaturas (embora não haja motivo pra isso) e carregar ou por caixas no chão. Seu primeiro puzzle é pegar uma caixa e por num pedestal que abre a porta.

    Depois de ficar um pouco perdido, você acaba se acostumando com o quê dá pra interagir e as limitações do jogo, que diminuem as possibilidades e te deixam menos perdido (eu tô falando bastante de se perder, mas na verdade o mapa é bem pequeno e ficar perdido aqui geralmente significa uns 5 ou 10 minutos sem progresso, no máximo).

    Após terminar alguma das pequenas áreas, você basicamente a elimina por algum tempo. Pegue uma caixa do deserto e leve pra floresta. Isso fica bem óbvio a partir do momento que você vê a caixa pela primeira vez e assimila a sua cor ao local de destino.

    Vale lembrar que nenhuma área é descartada enquanto houver algum elemento por lá (e as vezes até quando parece não ter), então vale a pena continuar e voltar a explorar. Um bom exemplo disso foi uma área que eu acionei um robô que ficou batendo com os braços na parede e nada mais depois de quebrar um muro e me libertar. Eu achei que seria só isso, mas depois esse robô acabou quebrando a parede quando eu cheguei do outro lado, pra minha surpresa. Isso me permitiu levar um item da área atual, passar pela anterior e carregá-lo de volta a minha nave.

    O mapa todo é um grande puzzle, com puzzles menores dentro. Isso significa que, além de ter que achar alguma coisa e tentar lembrar onde ela se encaixa e explorar o mapa para memorizar pontos de interesse, você também deve cumprir quebra-cabeças em partes específicas para chegar à uma parte da nave, por exemplo.

    Houve uma área que eu deveria andar por caminhos paralelos numa ordem específica. Havia uma dica próxima e eu interpretei de várias formas até entender a solução óbvia. Em outra área eu tinha que carregar caixas condutoras de energia e encaixá-las em conexões para abrir ou fechar portas, conseguir mais caixas, fazer backtracking, usar as caixas para segurar portas abertas etc.

    A parte mais difícil pode ser interpretar as coisas, pois é tudo muito visual e é fácil deixar as cosias passarem despercebidas. Alguns elementos são similares a outros que já completamos também, mas que só poderão ser devidamente usados quando desbloqueamos habilidades, como carregar luz numa cápsula ou usar um bastão para quebrar ou derrubar as coisas.

    Resumindo: Pan-Pan é um jogo simples e charmoso e uma ótima adição para quem gosta do gênero quebra-cabeças tanto no Switch quanto no PC. O fato de ele ser barato e curto, acaba sendo bem interessante pra quem curte esse tipo de jogo que envolve exploração, experimentação e interpretação e que queira uma aventura curta, mas satisfatória. Convenhamos que muitos jogos desse estilo são legais, mas acabam se esticando demais e ficam enjoativos, e esse definitivamente não é o problema aqui.

    De bom: visual bacana 3D e a possibilidade de girar ou aproximar/afastar a câmera. Puzzles bacanas e muitas surpresas causadas por ações anteriores. Muito gostoso de explorar. Mais carismático do que eu esperava, graças a todos os seus elementos, incluindo os NPCs. Jogabilidade simples.

    De ruim: a câmera as vezes fica muito perto ou longe e é difícil achar uma posição perfeita e mesmo achando, você acaba mudando sem querer ao girá-la e diferentes partes requerem diferentes visões. O jogo é lindíssimo com zoom no máximo, mas quanto mais distante, mais você se localiza em relação aos puzzles e se norteia depois de tanto andar e explorar, já que as vezes é fácil se confundir. Infelizmente não vi valor replay. Senti falta de uma boa trilha sonora.

    No geral, o jogo é uma delícia enquanto dura. Os puzzles são bem legais e experimentar com as coisas até achar os resultados também. Mas tudo acaba como começa: do nada, mas depois de você ter feito tudo com todas as coisas do mapa. Se eu gostei? Demais! Recomendo demais pelo menor preço possível!

    PAN-PAN: A tiny big adventure

    Platform: Nintendo Switch
    9 Players
    1 Check-in

    18
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-04-15 17:02:19 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Yo-kai Watch

    Zerado dia 15/04/20

    Olha aí o jogo que eu venho jogando há umas duas semanas: Yo-kai Watch! Tenho outros jogos em progresso e outros na lista de urgências, mas acabei começando esse daqui pois tenho falado muito com uma amiga da adolescência e ela tem amado a série, tendo começado no 2. Daí ela resolveu voltar e jogar desde o primeiro e tivemos a ideia de jogar juntos e tal. Curti!

    Sabendo dos outros títulos mais obrigatórios, pesquisei no howlongtobeat.com e descobri que sua campanha durava menos de 20 horas! Perfeito!

    Por conta disso joguei com um certo cuidado pois queria contar a ela os detalhes da minha experiência, entender o que ela me dissesse e me preparar pros jogos seguintes da série. No final foram apenas 16 horas de jogo, mas eu acabei estendendo por tantos dias por conta de algumas dificuldades que tive com o jogo.

    Eu estava bem empolgado com YW por conta da fama que ele teve na época, chegando a desbancar Pokémon e virar uma febre, sobretudo no Japão. Eu queria muito saber o que ele tinha de novo, conhecer os personagens e conhecer o sistema de batalha, que já vi uns conhecidos reclamarem de ser esquisito.

    Começando o jogo, ele tem mesmo um ar de Pokémon, cidadezinha japonesa e tudo mais. É bem o tipo de coisa que eu curto nesses RPGs e um conceito que a gigante da Game Freak abandonou com o tempo (pra mim, a partir da quinta geração). Eu amo a ambientação mais bucólica e as trilhas sonoras simples, mas chiclete e nostálgicas, diferente da onda cibernética/espacial/multiverso que jogos similares tem seguido.

    Você anda pela cidade e ela é viva! Há pessoas andando, pessoas sentadas, carros passando e mais mil coisas acontecendo. 

    O cuidado com detalhes de ambiente é muito legal, ao invés de ser tudo quadrado e repetindo as mesmas casas e tal, há muitos prédios diferentes e ruas verticais, horizontais e diagonais, com árvores, estacionamentos, mercados, cercas, ar condicionados, portões e até ruas mais altas que passam por penhascos e que você pode ver a cidade lá em baixo!

    Infelizmente, imagens de 3DS nunca fazem jus aos jogos e sempre são meio difíceis de achar, mas o jogo é bonito pra caramba!

    Ele tem uma visão mais aérea como os Pokémons mais antigos e um feeling bem Inazuma Eleven (DS), o que é bem bacana. Enfim, amo mapas japoneses assim e ele faz um trabalho muito legal em apresentar uma cidade viva.

    Depois de navegar pelas ruas, falar com o povo, caçar uns insetos em minigames e achar baús, finalmente o jogo chegou onde eu queria: a apresentação do primeiro yo-kai. Eu tava muito com o conceito de monstrinhos colecionáveis na cabeça, e tá certo, mas tem uma coisa que você tem que lembrar sobre eles: eles são espíritos/monstros, e não animais! Sendo assim, você vai ver uns bem bizarros, muitos humanóides e que se assemelham a criaturas conhecidas, como Kappas e Oni. Ah, eles falam!

    O conceito dos yo-kais vai além e é bem legal: enquanto alguns deles são de bem com tudo, outros gostam de ver o caos e são justamente esses malignos que causam problemas comuns na nossa rotina.

    Um exemplo disso é mostrado logo no início, quando um casal está brigando e logo descobrimos que o conflito é causado por uma yo-kai que está deprimida por estar sem seu marido.  Tem espíritos que deixam as pessoas doentes, sempre com fome, muito esquecidas e assim por diante. Eu realmente amei esse conceito de como cada um deles afeta o mundo e dá até pra lembrar deles na vida real sempre que determinada coisa acontece. Maneiro demais!

    Além disso, essas criaturas são invisíveis às pessoas, mas não há todas. Você mesmo consegue enxergar os principais deles, mas sempre que há algo novo, tem que recorrer ao seu relógio yo-kai (yo-kai watch), que tem uma lente que revela os fantasmas onde você mirar.

    O yo-kai watch serve também como um radar pra quando você estiver andando por aí. Ele tem uma agulha tipo de bússola que fica mais forte conforme você se aproxima de uma criatura. Se o pulso for vermelho, interaja com alguma objeto para começar um minigame em que você move o cursor (lente do relógio) por algum cenário buscando um yo-kai. Tendo o encontrado, basta manter o cursor em cima dele enquanto ele foge e tenta se esconder até que finalmente o revele e comece uma batalha. Vencendo aquele yo-kai, há uma chance de ele pedir pra se juntar a você.

    Já se o pulso for roxo, quer dizer que o yo-kai está no cenário e você só precisa abrir sua lente e escanear a área (geralmente são criaturas de quests).

    Mais pra frente você vai subindo de rank e encontrando melhores fantasmas. O relógio, além de mostrar o pulso e a distância entre você e o monstro, mostra também o rank daquele yo-kai pra você não ficar entrando em confronto com fracotes que não interessem.

    As batalhas são um pouco diferentes do convencional mesmo. Estranhas no início, mas logo você pega o jeito e ficam bem legais.

    Você pode ter até 6 yo-kai com você e quanto começa a batalha, três iniciarão na linha de frente. Se você quiser colocar outro deles na luta, tem que girar uma roleta na tela de toque de modo que sua imagem fique entre as três superiores. Obviamente, ao girar para a esquerda, por exemplo, o espírito que estiver mais a esquerda sairá de cena e o primeiro abaixo do da direita irá entrar em jogo.

    Essa roleta é muito importante, inclusive na hora de equipar seus yo-kais. Se um deles for focado em cura, ele só cura aqueles que estiverem com ele em ação e como só podem 3 em batalha por vez, ou ele vai ter um adjacente de cada lado, ou dois adjacentes na direita ou dois adjacentes na esquerda. Basicamente, se ele for o yo-kai "3", ou você terá a sequência 2-3-4 ou 1-2-3 ou 3-4-5. Isso significa que o 6 nunca vai estar com ele em campo, pois estão em lados opostos da medalha.

    Pra completar, yo-kais de tipos diferentes que estejam agindo adjacentes ganham bônus, então é bom saber encaixar a galera.

    Fora isso, os yo-kai atacam sozinhos, mas há muita coisa pra você fazer, sobretudo em batalhas mais árduas.

    A primeira coisa é cuidar dessa roleta. Tirar quem está perto de morrer, colocar quem tem vantagem etc.

    A segunda é baseada nos quatro botões na tela de toque: Soultimate, Target, Purify e Item.

    -Soultimate é um ataque especial que cada yo-kai vai recarregando dentro da batalha. Alguns mais rápidos, outros mais lento. Tendo carregado, toque nele para começar um pequeno minigame na tela de baixo, enquanto a ação continua na tela superior. Seja rápido! Ao fazer o que é pedido quantas vezes forem necessárias (como tocar em alvos, desenhar padrões e fazer círculos rapidamente), aquele yo-kai usa um ataque especial, que pode incluir muito dano ou cura.

    -Target serve para concentrar todos os ataques de seu grupo em um determinado alvo. Como as batalhas são geralmente 3x3, você pode optar por eliminar o mais forte primeiro. Em batalhas de chefe, muitas vezes você tem que mirar em pontos fracos antes de finalmente desbloquear a área que o monstro toma dano.

    -Purify serve para curar seus monstros de status negativos, como confusão, causados pelos oponentes. Também são minigames que envolvem bater várias vezes na tela pra quebrar um vidro, estourar bolhas e esfregar pra tirar a fumaça.

    -Item é o óbvio. Onde você usa cura, ressuscitar e outros que ajudam a aumentar força ou defesa temporariamente. Mas cuidado, pois há um intervalo entre poder usar um item e outro.

    Resumindo: Yo-kai Watch é um RPG de monstrinhos colecionáveis voltado para um público mais infantil ou simples e que ousa em mudar um pouco a fórmula original quando o assunto é combate. É um jogo quase sempre bem fácil e tranquilo, mas há um enorme gosto em explorar as diferentes partes da cidade ouvir sua música e curtir seus visuais, que foram muito bem cuidado em seus detalhes. A experiência foi curta, mas muito mais divertida que os últimos jogos da franquia Pokémon me proporcionaram. Tô com bastante vontade de já pular pro 2!

    De bom: a mistura de simplicidade e nostalgia. As pequenas cidades e rotinas japonesas me levam direto pra infância. Combate diferente e muito estratégico em tempo real que me fez fazer "multitasking" no final. Cada capítulo do jogo é voltado pra uma situação com começo, meio e fim, seguido de um "To Be Continued", o que é muito legal, pois há sempre focos de narrativa diferentes e permitem que você jogue de pouco em pouco. Curti muito os yo-kais principais, principalmente o Jibanyan e Komasan (que já vou pedir miniaturas pro quarto). O jogo te permite jogar apenas com botões, apenas no touchscreen ou meio a meio (como eu joguei) e nem precisa configurar, só jogar como preferir. Muitas missões secundárias e extras post-game que vão te fazer jogar muuuuito. É possível usar moedas encontradas no jogo ou aquelas por andar com o 3DS para desbloquear monstros aleatórios pro seu time todos os dias. Efeito 3D bacana. Cinemáticas legais e que me fizeram querer assistir o anime.

    De ruim: sei que as limitações do 3DS dificultam, mas a câmera é um pouco próxima demais do personagem e isso dificulta um pouco na visualização do cenário e imersão. O jogo faz todas as marcações no mapa da touchscreen e nada na de cima e o resultado é que eu jogava mais pelo mapa que pelo jogo em si. Algumas missões te fazem ir atrás de yo-kais específicos e derrotá-los, mas é quase sempre muito difícil encontrar as localizações, pois muitas delas não estão indicadas no mapa, apenas quando você está nelas, e isso me fez procurar soluções online.

    No geral, curti pacas a experiência mais casual do jogo, que teve um nível de dificuldade bacana, sobretudo nas última missões (uma vez ou outra parei pra upar, mas cada nível faz bastante diferença). Recomendo pra quem curto jogos do estio e quer algo pra se explorar e fazer mil sidequests e curte uma atmosfera que em parte é muito tranquila ao mesmo tempo que mistura um pouco a temático um tanto Halloween. No geral é óbvio que seu público alvo seja crianças, assim como muitos jogos excelentes são. Vendo a versão de Switch, parece bem superior também (do primeiro jogo mesmo). Muito bacana!

    Yo-kai Watch

    Platform: Nintendo 3DS
    117 Players
    21 Check-ins

    19
    • Micro picture
      lukenakama · about 1 month ago · 2 pontos

      Acho Yokai Watch bem divertido, pena que só joguei o primeiro kkkkkkkkkkkk

      1 reply
    • Micro picture
      supernova · about 1 month ago · 2 pontos

      Fiquei surpreso que existam tantos , so conhecia ate o segundo.

      4 replies
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