anduzerandu

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  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-11-07 20:42:51 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Star Wars Battlefront II

    Zerado dia 07/11/19

    Cara, eu amo Star Wars (apesar de não ser tão fã assim da nova trilogia) e é sempre um grande trabalho jogar todos os jogos da franquia que me interessam. São MUITOS. Claro que alguns eu ignoro por falta de interesse e outros não sei se ainda encaro (tipo aqueles de SNES), mas fora isso, cada plataforma tem vários títulos bacanas e quando eu paro pra pensar o que ainda jogarei, acabo lembrando de um bocado!

    Pra quem acompanha video games mais recentemente vê que a franquia está na mão da EA, o que sempre deixa a gente com um pé atrás. O primeiro Battlefront da DICE de 2015, por exemplo, era completamente focado no multiplayer e não tinha um modo história. Eu mesmo o joguei umas vezes e achei legal, mas cadê a campanha?

    O 2 veio recentemente e uma de suas maiores propagandas foi justamente ter um modo single player com enredo, e isso adicionado à ótima experiência multiplayer do 1. Amigos, o 1 ficou completamente obsoleto.

    Eu peguei o jogo no início do ano quando ele e o primeiro versão completa num pacote só estava por uns R$18 na PSN. Inclusive recomendei à outros amigos fãs de SW e que tem o console a fazer o mesmo.

    A verdade é que eu só resolvi o jogar agora porque o danado ocupa mais de 100GB de HD! Esse espaço é muito precioso visto que meu PS4 é de apenas 500GB e os jogos já estavam disputando lugar no console. Além do mais, vi que a sua campanha levava cerca de 6 horas apenas (mas foi menos que isso), o que deu pra fazer em praticamente apenas um dia tranquilamente, sem maratonar.

    Abrindo o jogo você já percebe duas coisas: como ele é bonito e como tem uns loadings bem chatos de tão demorados.

    No menu principal, temos as opções de campanha, multiplayer online, Arcade (fases com desafios personalizados e que você pode misturar tudo) e um menu que eu não entendi muito, mas que dá pra ver todos os muitos personagens inclusos no jogo. Meu deus, como os modelos são bonitos e realistas!

    Obviamente a minha primeira opção foi o modo estória. Nesse modo você joga a estória de Iden Versio, uma piloto de caça do Império que vê os rebeldes como uma ameaça à ordem da galáxia. Eu estava achando bem interessante a ideia de jogar do lado do mal até que logo ela caiu na real e acabou se juntando aos mocinhos.

    Em resumo, o enredo é bem Sessão da Tarde e cheio dos clichês da franquia, sobretudo do Episódio VII.

    Essa campanha se passa do final do Episódio VI, com a caída do Império e demais eventos acontecendo simultaneamente até o Episódio VII. Você vai jogar em Endor e em Jakku, por exemplo.

    São apenas 12 missões (mais 3 extras) que duram entre 20 e 25 minutos e nada é muito original em relação à jogabilidade. Por ser da mesma produtora, não é de se espantar que o jogo seja basicamente um Battlefield com skin de Star Wars. Claro que o realismo, personagens e trilha sonora excelentes da franquia estão aqui juntos à visuais sem igual para proporcionar imersão e uma experiência muito bacana. É Star Wars!

    Por outro lado, os mapas da campanha são meio lineares e os personagens agem como aqueles de Velozes e Furiosos ou Vingadores. Eu não curto muito esse lado Hollywoodiano das coisas hoje em dia. Acho bem enjoativo.

    Existem dois tipos de gameplay: a pé em em naves.

    A parte no chão é bem FPS genérico mesmo, com algumas fases em que você controla personagens conhecidos como e Leia, Hans Solo e até jedis! O jogo permite jogar em primeira ou terceira pessoa, mas jogando com personagens famosos ela sempre trava em terceira pessoa.

    Uma particularidade na partes assim é que a jogabilidade é bem difícil. Todo mundo morre muito fácil, incluindo você. Mas você é apenas um e em certas fases você enfrenta ondas e mais ondas de stormtroopers para então morrer porque alguém apareceu do nada atrás de você e o checkpoint foi lá atrás, te obrigando a matar todos novamente.

    É possível trocar de armas quando você morre e até coletar em racks que raramente aparecem, mas isso nem sempre ajuda. Além disso, tem um menu de equipamento de cartas que modificam suas habilidades, como deixar seu escudo mais forte ou seu HP regenerar mais rápido, mas não estava funcionando comigo (assim que saía do menu, nada estava mais equipado). Acredito ser algum bug, visto que testemunhei vários.

    Para facilitar as coisas, seu HP regenera se ficar um tempo sem tomar dano, porém não existe botão para se esconder atrás das coisas e atirar (cover), então o que resta é se abaixar e correr para atrás da parede quando em uma situação de emergência, mas geralmente nem dá tempo.

    Em situações de corredor e com muitos inimigos, eu me perguntava o que fazer e só aceitava a morte quando não saia dando mil headshots rápidos.

    Já nas partes que você controla veículos, o jogo é bem fácil e geralmente eu só morria de burrice por me jogar numa nave ou coisa do tipo. Nesse modo é tudo muito bonito e fluído também, mesmo com muitas naves no espaço, porém achei a jogabilidade simples e boba. Bom, acredito que a magia esteja mesmo no modo multiplayer online.

    Não vou mentir que a liberdade de voar por aí e o combate aéreo, apesar dos apesares, me satisfez de qualquer forma.

    Resumindo: Star Wars Battlefront II é um jogo legal e até bem completo e que valeu muito bem o pouco que gastei nele. Esperava uma campanha bem mais superficial e que servisse como desculpa de tutorial, mas ela é bem feita e divertida, a ponto de eu ter jogado também a missões extras de campanha "Ressurreição". Imagino que jogar com amigos deve ser muito bacana.

    De bom: visual lindo e realista, a ponto que o jogo rodando em sua engine é mais bonito que suas próprias CGs. Muitos personagens, naves e variações em geral de gameplay. Personagens carismáticos.  Bons controles. Campanha divertida e de bom tamanho. Armas de laser não tem a preocupação com munição! Completamente em português. Opção 2 player com tela dividida no modo Arcade!

    De ruim: dificuldade meio esquisita e até meio injusta de vez em quando. Bugs, muitos bugs. Enredo poderia ser mais original. Loadings longos. Algumas partes eu morria bem rápido e não sabia como proceder, como numa parte que minha nave entra num hangar e eu tenho que destruir tudo mas mesmo matando a todos, minha nave explodia (eu não a controlo nessa parte, só atiro). Inimigos parecem spawnar do nada. Acredito que os dubladores não sejam os originais pois a voz do Han Solo era bizarra! O jogo vai a 1 ou 2 fps em certas partes, tipo início de algumas cutscenes ou fases.

    No geral, curti o jogo e por um precinho pequeno assim, eu recomendo demais! A campanha é maneira, o online deve ser super divertido e dá pra jogar de dois local! Se você gosta de Halo ou dos Battlefronts antigos, pode ir, só não pague muito ou espere uma promoção dessas!

    Star Wars Battlefront II (2017)

    Platform: PC
    27 Players
    2 Check-ins

    11
  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-11-07 02:04:43 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Nine Parchments

    Zerado dia 06/11/19

    Mais um jogo lá dos primeiros meses do Switch, Nine Parchments, dos mesmos criadores da série Trine, me chamou muito a atenção quando anunciado pra console. Por um lado o visual era muito chamativo, por outro me lembrava Diablo (na verdade tá mais pra Magicka), e isso pra mim, junto ao fator multiplayer local e online já eram mais do que motivo para adquiri-lo.

    Rolou ainda uma demo com umas duas fases na época e eu joguei com colegas de trabalho que curtem video games e que estavam também na onda do Switch. Foi bem legal e fiquei morrendo de vontade de jogar mais!

    Finalmente lançado, o preço de NP não era tão bom assim e eu deixei pra comprar numa promoção, que muito demorou (agora ele vive ganhando desconto). Joguei uma vez mais a sério com outros amigos a versão pirata de PC mas acabamos dormindo no meio da jogatina.

    Bom, o dia da promoção chegou e eu já estava preparado pra jogar a sério com os amigos. Tentei uma vez e ficou meio chato. Depois tentei com outros amigos e deu na mesma.

    NP é um jogo legal e bonito, mas a jogabilidade completamente baseada em magias e entender o que se passa na tela sem dúvida alguma fica meio tediosa com algum tempo. No final das contas, eu nunca consegui convencer meus amigos a voltarem e a jogarmos até o final, até porque agora o jogo disputa atenção com tantos outros jogos...

    Um amigo apareceu sugerindo que jogássemos a série Trine completa e eu achei legal a ideia, mas dei uma condição: só se zerássemos NP antes. Ele aceitou e tal mas ficou só nisso já deve fazer um mês ou quase isso.

    Hoje, escolhendo o que jogar e apanhando em outros jogos voltados ao multiplayer que vou realmente depender das amizades, resolvi ir tentar fechar esse joguinho aqui. Deu muito certo e em vários trechos joguei com aleatórios online!

    Pra quem não conhece o jogo, NP é um daqueles "twin-stick shooters" em que você move o personagem com um analógico e mira seus ataques com o outro. Como dito antes, o jogo tem uma visão isométrica, semelhante a câmera do Diablo 3 ou Magicka 2.

    Além do uso constante de ambos os analógicos, você ainda tem um botão para atacar, um para pular, dois para girar a sua roleta de magias para esquerda ou direita, um botão para bater com seu cetro e mais um para usar seu "blink", uma habilidade que te teletransporta a uma certa distância afrente de onde você estiver mirando, ideal para fugir de ataques inimigos.

    Os comandos me confundiram um pouco por boa parte da aventura e em alguns casos, como na roleta de escolha de magias, acontecia de eu desviar minha atenção dos inimigos e tomar dano e até morrer tentando achar um ataque específico (quanto mais você avança na campanha, mais itens terá na roleta).

    Algumas das peculiaridades do título incluem barras de mana específicas para cada magia, como se fosse munição. Isso te obriga a trocar de magia constantemente e usar outras coisas enquanto as outras recarregam (ficam apagadas na roleta se ainda não puderem ser usadas). Além disso, há friendly fire por padrão na aventura, ou seja, seus ataques acertam seus amigos.

    No meio da confusão, é comum atacar seus amigos e até matá-los, muitas vezes porque sua mira é ruim, outras vezes porque o cara passa na frente do seu raio de gelo como se não fosse nada! No caso de amigos mortos por qualquer motivo, basta ficam em cima do círculo que fica em volta de seus corpos até a barrinha se encher.

    O interessante é que o friendly fire não serve apenas para deixar o jogo mais difícil, mas também conta pros inimigos! Os caras se atacam aqui e ali e isso é muito útil. Por outro lado, magias de cura, como os círculos que se poem no chão, também recuperam a vida dos monstros que os tocarem.

    Os inimigos também contribuem com a experimentação já que suas cores indicam qual tipo elementar eles anulam completamente. Tente ter um de cada! Isso também vale para escudos de inimigos que não possuem nenhuma resistência natural.

    Já no quesito exploração, o jogo é cheio de segredinhos, como 5 penas em cada fase e alguns baús que te dão experiência para que você possa melhorar suas habilidades passivas ou mesmo equipamento de vez em quando. É bem bacana achar essas coisinhas e não leva muito tempo e demandam mais da sua atenção.

    Sobre os equipamentos, você desbloqueia uma grande variedade de cetros e chapéus por aí.  Cetros dão diferentes tipos de bônus e varia muito com o personagem e magia que você estiver usando. Já os chapéus aparentemente são apenas para fins estéticos.

    Diferentes personagens também usam diferentes tipos de magia e tem meio que diferentes especialidades. Há um bocado deles e alguns só mudam as cores das roupas e infelizmente é bem difícil desbloqueá-los casualmente, já que cada um demanda que você cumpra certos objetivos específicos para que sejam desbloqueados.

    Resumindo: Nine Parchments é um jogo bem legal e desafiador conforme o número de jogadores aumenta (sozinho tava normal, de 2, tenso e mais do que isso, hardcore). Eu devo ter levado 4 horas para fechar a bonita e repetitiva aventura, que felizmente permite que você salve e volte depois. Pelo preço que ele geralmente é oferecido no Nintendo Switch em promoções, vale a pena pra jogar online ou com amigos, levando em conta, mais uma vez, que pode ser um pouco difícil.

    De bom: visuais lindos, sobretudo dos cenários. Sério, esse jogo não merece os cenários incríveis que tem. Trilha sonora e ambientação bem legais, ainda mais nas últimas fases. Grande variedade de personagens e combinações de equipamentos. Chefes legais. Diferentes níveis de dificuldade.

    De ruim: comandos meio confusos. Meio frustrante depender de quem é ruim pra te ajudar. Inimigos pouco mudam a partir de pouco tempo de jogo. Meio chato de liberar mais personagens. Magia, trocar, magia, desviar é uma fórmula que se repete um pouco demais. Acho que o jogo poderia ser um pouco mais curto.

    No geral, eu achei que o jogo tem bem mais fundamento que com a minha experiência com Magicka, mas andando pelos lindos e lineares cenários, eu fiquei foi com vontade de jogar alguma coisa estilo Diablo, explorar cenários, ir e vir a vontade e senti falta da imersão. Enfim, dá pra jogar causalmente ou pra valer e tentar fechar suas 33 fazes (sendo que muitas são bem curtas ou só uma batalha de chefe). Sozinho você zera tranquilo e até recomendaria. Com amigos, não leve muito a sério. Jogo legal!

    Nine Parchments

    Platform: Nintendo Switch
    24 Players
    5 Check-ins

    21
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      hilquias · 11 days ago · 2 pontos

      esse daí eu peguei num drm free da versão da gog.. o save tinha prblmas, não gravava avanço, então considere ele como droppado, mas achei bem legal

      3 replies
  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-11-05 23:07:46 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Downwell

    Zerado dia 05/11/19

    Mais um jogo daqueles de promoção, mas nesse caso é diferente. Eu vi pessoas indo a loucura para que todos comprassem esse jogo pelos míseros R$8 que ele estava custando há um tempão atrás no Switch. A coisa tava tão louca que eu fui atrás do jogo e o comprei, joguei o comecinho mas acabei deixando pra depois.

    Mais tarde reparei que meu amigo tinha Downwell em seu PS4, o que foi bem curioso pois por algum motivo eu acreditava que o título era exclusivo do console da Nintendo, mas ao mesmo tempo me deixou com mais vontade de jogá-lo visto que aparentemente ele era popular.

    Cheguei a brincar novamente com esse roguelike uma ou outra vez, mas eu realmente não o estava levando a sério no momento. Parecia um jogo meio Arcade ou sei lá. Enfim, não era a hora dele.

    O jogo só foi me convencer de verdade depois que bombaram umas notícias que seu criador, que havia sido contratado pela Nintendo estaria deixando a empresa para voltar a desenvolver jogos independentes e com mais liberdade. Bem bizarro, né?

    O fato é que Downwell estava por toda parte e logo eu fiquei procurando a hora certa para começá-lo de verdade. Nessa época aí que estava terminando umas coisas e começando uns muitos jogos emprestados enquanto o jogo aguardava na minha listinha num bloquinho de notas amarelo do meu celular e o comecei ontem, mas seu progresso foi interrompido pelo Miles & Kilo.

    A verdade é que esse gênero de jogo tem me despertado muito interesse nos últimos anos e sei que jogando com calma e paciência, essas experiências tendem a crescer e a mostrar porque são tão amadas. Eu já estava preparado para uma semana ou mais de jogo.

    Pra quem não o conhece, Downwell é um jogo em que cada partida você pula num poço e vai caindo, passando de fase em fase até finalmente chegar ao seu fundo, terminando a aventura.

    O jogo tem uma jogabilidade bem vertical e se baseia muito em cair pelos cenários. Há muitas plataformas e inimigos pelo caminho e basicamente você pode optar por jogar da forma como quiser, desde calmamente, matando a todos e coletando seu dinheiro, a passar correndo e desviando o máximo possível (porém se você cair continuamente, sua velocidade aumenta bastante e fica difícil prever o que virá de baixo) ou mesmo quicando de inimigo em inimigo, como você faria num jogo do Mario pulando de tartaruga em tartaruga.

    A grande vantagem de fazer combos quicando de inimigo em inimigo sem tocar no chão o máximo possível é que você ganha bônus, como dinheiro e a tal rara recuperação de vida.

    Só que, claro, nada é tão simples.

    Inimigos coloridos (vermelhos usando as cores originais) não podem ser tocados e só podem ser derrotados com o uso das suas armas. E falando em armas, elas são também das mecânicas mais básicas do jogo: você começa com uma metralhadora e pode trocar para outras que eventualmente achar. As armas servem para matar quaisquer monstros que você vir, mas também servem para retardar a sua queda e diminuir a sua velocidade (os tiros sempre saem verticalmente para baixo).

    Entretanto, cada arma tem um certo limite de balas em seu pente e você não pode sair abusando dos tiros. Para recuperar sua munição, há duas possibilidades simples: toque no chão ou pule na cabeça de algum inimigo. Na teoria é fácil, mas na prática cenários mais complicados, muitos inimigos e o cuidado de não sair tocando em inimigos vermelhos ou em qualquer um deles pelas laterais e a grande velocidade de tudo deixa tudo bem tenso.

    Para dificultar ainda mais a sua vida, entram os gráficos de Downwell. Ele tem esse estilo meio quase sem nenhum bit de computadores antigos, quase um Atari, então é complicado diferenciar as coisas as vezes pela pequena quantidade de cores.

    Felizmente, conforme você joga, o seu "perfil" vai ganhando níveis e abrindo novas coisas, inclusive novos estilos de cores, sendo alguns deles bem feios e bizarros, outros são claras homenagens ao Game Boy e Virtual Boy, por exemplo. Pessoalmente o estilo básico foi o que mais me agradou e ajudou a visualizar as telas, mas depois que abri um levemente azulado com branco e vermelho, eu não conseguia usar mais nenhum.

    A aventura se divide em apenas 12 fases, divididas em 4 mundos com temáticas próprias:

    -O primeiro é uma caverna, bem como esperado do que seria um poço. Começa bem lento, fácil e meio sem graça e chega a apresentar uns inimigos meio chatos lá pela terceira fase;

    -O segundo mundo é meio que mau-assombrado e conta com uns inimigos mais chatinhos e pisos vermelhos, que se você ficar em cima, espinhos saem 1 segundos depois pra te empalar, então saia rápido;

    -O terceiro é aquático. Nas primeiras vezes eu achei bem difícil, mas agora já acho dos mais fáceis. Nesse mundo você deve descer rápido e encontrar baús com bolhas de ar antes que você perca o seu;

    -O quarto mundo é um mundo praticamente sem chão e cheio de espinhos e inimigos vermelhos. Curiosamente, eu achei esse bem fácil também.

    Entre cada uma das 12 fases, o jogo te dá opções de habilidades e afins para você usar no seu personagem, como aumentar seu HP, comer o corpo dos inimigos para se curar, explodir partes do cenário quando você as destrói, inimigos que explodem quando você pisa neles etc.

    Infelizmente a quantidade de habilidades é bem pequena para o que o gênero costuma oferecer e logo a variedade e fator replay são bem pequenos. Pessoalmente eu estava jogando num estilo que eu tinha mais dois de HP (6 no total), mas tinha menos opções de escolha entre os níveis (2 ao invés de 3) e o jogo ama te dar o que você não curte ou precisa...

    Com a combinação certa e um pouco de sorte de achar a arma desejada, cristais o bastante para gastar na loja e se curar e bons layouts de fase, o jogo pode se tornar bem fácil.

    O meu tempo de jogo total foi de 5 horinhas apenas e a run que me levou do início ao fim dos créditos (e ainda abriu um modo Difícil) durou apenas 15 minutos (média de pouco mais que 1 minuto pra cada fase).

    Resumindo: Downwell é um jogo simples tanto em sua jogabilidade quanto em seu visual, mas é uma experiência única de todas as formas possível tanto em seu gênero quanto para video games em geral. Apesar da experiência não dar muitos motivos para voltar e jogar mais como em outros semelhantes, ela promete uma jogatina muito divertida e tensa enquanto durar, daquelas que quando você morre você até serra os punhos e fecha os olhos de raiva, mas que logo em seguida já parte para a próxima run.

    De bom: estilo único. Jogabilidade simples de aprender, mas muito difícil de masterizar. Variedade de estágios e inimigos te localizam muito bem em seu progresso e renovam sempre a experiência. Habilidades dão mais variação ao jogo.

    De ruim: diferentes modos de jogo geralmente não compensam. Poucas habilidades e logo você enjoa delas. As vezes acho que o jogo poderia inovar mais em seu gameplay com um toque mais louco e menos sério, como são as possibilidades em Enter the Gungeon, por exemplo. Difícil de enxergar e é normal que um morceguinho toque em você sem você nem o ver no meio de tudo. Esquemas de cores não muito bons em sua maioria. Muitas vezes achei a jogatina meio impiedosa demais. Itens caros demais na loja e isso quando tem o que você precisa.

    No geral, o jogo é um excelente roguelike, mas que não planejo jogar nunca mais depois de zerar, pois realmente não vejo motivo. Não há mais nada pra se ver! Para os fãs do gênero, eu recomendo demais o jogo e um copinho de suco de maracujá ao lado. Esse é o tipo de jogo que algumas pessoas desistiriam e nunca conheceriam seu lado excelente (como muitos outros do gênero, na verdade). Bacana!

    Downwell

    Platform: Nintendo Switch
    2 Players

    29
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      topogigio999 · 12 days ago · 2 pontos

      Não sei se já disse anteriormente, mas adoro ler suas análises de finalizações, pois você explica com uma quantidade absurda de detalhes tudo que se trata determinado jogo, parabéns pela sua versatilidade. Quanto ao jogo lembro de tê-lo jogado a um bom tempo atrás no PC e acho que só cheguei até ao segundo mundo.

    • Micro picture
      xch_choram · 12 days ago · 1 ponto

      Não consegui terminar até hj, de vez em quando quando eu lembro eu pego jogo umas runs morro igual a um condenado fico com raiva e largo kkkk

      1 reply
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      noblenexus · 12 days ago · 1 ponto

      eu peguei ele pra Android de graça a um tempo atrás, mas nossa esse jogo é super difícil

      1 reply
  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-11-05 17:58:07 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Miles & Kilo

    Zerado dia 05/11/19

    Cara, eu tô bem contente que, além de estar terminando um bocado das pendências mais urgentes, estou fechando um jogo por dia na última semana! Isso é bem incomum até pra mim e espero que o ritmo continue o mesmo pois até o final do ano eu gostaria de zerar mais um bocado e ver 2019 como um ano produtivo para os meus jogos.

    Bom, eu estava jogando alguma coisa por aqui e vi que Miles & Kilo, um joguinho indie, estava em promoção por apenas R$6! larguei tudo, mudei a região do Switch e comprei o danado. Não que seja um jogo tipo UAU, mas eu curti Kid Tripp ano passado e tinha deixado esse daqui na lista de desejos. Fui dar uma olhada e acabei jogando até o final em apenas 1 horinha.

    Bom, no caso do Kid Tripp, ele era relativamente parecido com M&K, mas era mais simples e um autorun, ou seja, você só tinha que saber pular e atacar na hora certa.

    Este daqui foi obviamente construído em cima da mesma ideia, mas permite que você jogue no seu ritmo e ande a vontade pelo estágio. Entretanto, você verá que raramente há motivo pra isso e que as fases são bem construídas para serem feitas correndo, sem parar e que muitas vezes, quebrar o ritmo da correria para esperar algo acontecer acaba é dificultando a sua vida.

    Dando uma olhada nas configurações do jogo, repara-se que há a opção de fazer com que o personagem corra constantemente. Agora, depois de terminar, eu vejo isso como uma boa ideia pois segurar pra frente o tempo todo faz com que você ponha muita pressão no polegar e ele chegou a doer depois de um tempo.

    Eu vou dizer que M&K é uma evolução de KT e que deixa este último completamente defasado. Se você tem interesse nesses jogos, fique apenas com este daqui.

    Além de muita coisa, tipo assets, meio reciclados, o jogo inclui alguns outros comandos e mecânicas que o deixam muito mais interessante e com mais cara de Wonder Boy ou coisa de Game Boy do que de celular.

    Primeiro que agora você tem um mapa com todos os 5 mundos e fases e pode ir e vir entre as fases já completadas. Há um certo fator replay para conseguir rank maior em cada estágio, sendo que eu fiquei com alguns Bs, um monte de As e mais um bocado de Ss. Como as fases duram cerca de 25 segundos e há pelo menos um segredo a ser liberado (coisa que eu não fiz), há um certo fator replay, daqueles bem casuais.

    Em segundo lugar, agora durante as fases a jogabilidade lembra levemente a série Bit.Trip, sendo que você deve atacar paredes quebráveis e abaixar em partes estreitas, fora jogar frutas nos inimigos. Esses projéteis são limitados a apenas 5 e embora você colete mais pelas fases, o jogo incentiva que você tente apenas evitar os inimigos e terminar um estágio com menos de 5 resulta em um desconto no seu rank.

    Outras coisas que baixam a sua nota incluem: não coletar todas as moedas, não coletar todas as frutas, passar do tempo máximo estabelecido.

    Bom, você morre tanto as vezes que acaba ficando mestre em cada fase.

    Ainda sobre jogabilidade, há determinados trechos onde o seu cão, o próprio Kilo, te puxa por aí. Nessas partes a fase se torna autoscroller.

    Segundo puxando por Kilo, aparentemente o jogo fica um pouco mais veloz e comandos como destruir paredes são executados mais rápido e de forma levemente diferente. Mas a parte mais importante é que seu cão tem um homing attack bem ao estilo do Sonic! Sabe quando você pula e aparece uma mira nos inimigos e se você atacar vai direto pra eles? Pois é.

    Essa mecânica é super importante em diversas fases e, embora o jogo não te deixe esquecer com os indicativos desse ataque na tela, é algo que você tem que manter na mente pois as vezes eu perdia o costume de como usar certinho, até porque geralmente você tem que fazer isso e em seguida segurar o botão de pulo para "planar" mais longe.

    Resumindo: Miles & Kilo é um jogo simples, quase que introdutório ao mundo do platforming nos dias atuais. O jogo durou apenas 1 hora pra mim, mas por 6 reais, compensou demais. Mas não se engane, ele tem um bom nível de dificuldade e geraria semanas de jogatina pra seu filho ou namorada que não manjam muito de video game (mas gostam).

    De bom: visual charmoso. Jogabilidade simples, sendo que vários comandos são feitos pelo mesmo botão. Boa variedade de jogabilidade, com partes com seu cachorro, outras de surf, algumas autoscroller, carrinho de mina etc. O jogo tem chefes e eles são bem legais! Penei um pouco sobretudo na última fase, mas serviu pra fechar o jogo bem. Vou repetir que o preço tá muito bom. Há um enredo bem inocente.

    De ruim: cinco mundo, mas quase todos tem a mesma temática de floresta e praia. O jogo ainda é basicamente um autorunner disfarçado. Ter liberdade de explorar a fase não serve para quase nada visto que se você não fez algumas coisas na hora certa, só reiniciando a fase pra tentar novamente. Uma parte ou outra eu morri muitas vezes e nem sabia o que tava fazendo de errado.

    No geral, eu recomendo o joguinho por esse preço aí pra quem curte o gênero de plataforma e um visual meio Master System. É muito bom jogar um casualzinho simples desses de vez em quando. Legal!

    Miles & Kilo

    Platform: Nintendo Switch
    4 Players
    1 Check-in

    20
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      marlonfonseca · 13 days ago · 2 pontos

      Eu adorei KT. Vou pegar esse com certeza! Valeu pela dica!!

    • Micro picture
      andre_andricopoulos · 13 days ago · 2 pontos

      Que joguinho simpático...parece bom demais!

  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-11-05 01:37:55 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Killer is Dead

    Zerado dia 04/11/19

    Cara, eu tô com esse jogo no notebook desde 2016 quando alguém (amigo ou no Alvanista) sugeriu uma promoção de algum site (provavelmente da Nuuvem) em que Killer is Dead estava por míseros 10 ou 15 reais. Antes disso, lá em seu lançamento em 2013, cheguei a comprar a versão xing ling pro meu Xbox 360, mas a mídia não chegou a funcionar e eu fiquei só na curiosidade.

    De volta à sua compra no PC, cheguei a abrir o jogo uma vez e fazer a primeira fase e tava tudo certo. A parte bizarra é que meu computador é bem fraco, sem placa de vídeo e tal e cheguei a me decepcionar com ele quando joguei o primeiro The Witcher e não rodou liso em várias partes. Mas Killer is Dead funcionou muito bem, com exceção de uma travadinhas no começo de casa missão. Rodou melhor que Borderlands 2 e Chivalry, por exemplo.

    Pra quem não o conhece, Killer is Dead (KID) é um hack 'n' slash do Suda 51, mesmo criador de No More Heroes, por exemplo. Há inúmeras semelhanças entre esse jogo e os demais feitos pelo cara, mas KID chega a ser um pouco mais adulto e levemente mais sério, mas sem abandonar as mil loucuras paranormais aqui e ali (nem as piadinhas taradas que os japoneses adoram).

    O personagem principal, Mondo Zappa (inclusive uma referência à um dos meus músicos favoritos: Frank Zappa) lembra um pouquinho o Travis Touchdown, mas numa pegada mais adulta, uma katana e um braço robótico. Tanto é que o cara é apresentado no jogo sendo interrompido numa cena de sexo. Até a voz do cara é mais máscula!

    O jogo em si tem uma estética mais noturna, com bastante jazz na trilha sonora e um enredo mais maduro com uma pegada meio Tarantino que muita gente até consideraria esquisita. Pessoalmente eu acho bem estilosa, apesar de meio forçado as vezes (como as coisas do Tarantino).

    Fica bem ali entre NMH e Killer7.

    O jogo tem um filtro que faz com que nada preto seja preto (imagem acima foi o melhor que eu consegui) e sabe quando você não está olhando diretamente pro monitor e as cores ficam meio que azuladas, esquisitas e trocadas? É bem isso. Eu ficava toca hora ajustando a tela pra cima e pra baixo pra ter certeza que ela não estava num ângulo errado.

    É bacana e bem original ver esse esquema de cores, mas em algumas partes eu fiquei meio irritado e até confuso com os visuais e com dificuldade de distinguir algumas coisas.

    Junte isso tudo ao fato de que o jogo as vezes é bem rápido, com muitos elementos na tela e ainda inverte as cores ou deixa quase que monocromático em determinados golpes especiais e você terá a fórmula perfeita para um visual muito massa ou um visual meio confuso.

    O enredo gira em torno de uma agência de assassinos onde clientes os procuram para eliminar alguém em algum lugar. A agência cobra um preço e sempre cumpre o seu papel, por mais difícil ou absurdo que ele seja, e sem questionar.

    A sua equipe é pequena e meio que junta um pessoal estilo amigos do No More Heroes com amigos da Bayonetta. Todo mundo tem uma ocupação em especial, mas você acaba sendo o que faz o serviço sujo.

    Os estágios da campanha geralmente exigem que você derrote diversos inimigos (robôs conhecidos como Wires), explore um pouco os cenários e interaja com um botão aqui ou uma entrada ali. Isso culmina finalmente no chefe da fase, o ponto alto.

    Todos os chefes são únicos e tem golpes e estratégias diferentes, o que também é bem estilo No More Heroes.

    A campanha conta com apenas 12 missões, sendo que algumas delas são ridiculamente curtas, enquanto outras são mais longas. As fases rápidas estão desde o início do jogo (que são quase tutoriais) até bem mais tarde, em estágios que são apenas um aluta de chefe.

    Conforme você termina missões ou explora bem os cenários e encontra uma NPC escondida, desafios opcionais são adicionados ao menu de escolha de fase, o que não apenas dá uma sobrevida ao jogo como ainda estimula a quebrar cada caixa e vaso do cenário em busca da moça.

    Eu vou dizer ainda que fator replay é necessário ao jogo, pois a campanha durou apenas 7 horas e 40 minutos comigo e eu fiquei surpreso que um jogo que parecia que se tornaria tão difícil, ainda mais graças à um dos primeiros chefes, acabou sendo tão tranquilo e as últimas missões acabaram parecendo fases comuns do meio do jogo. Pra se ter uma noção, eu guardei itens que te ressuscitam onde você morreu e sempre optei por voltar ao último checkpoint pra guardar pro final. Acabei nem usando nenhum deles e só tive 6 mortes na campanha.

    A jogabilidade é bem como qualquer hack 'n' slash, mas volto a inteirar que é bem No More Heroes (só que sem precisar ficar recarregando a bateria da sua espada) com alguma coisa de Metal Gear Rising.

    Os ataques re resumem em apertar X (no controle de Xbox 360). X, x, x, x, x. Quando você perceber que vai ser atacado, aperte para alguma direção + B. Se o fizer num tempo bom, seu Mondo usará sua espada para segurar o golpe e derrubar o atacando no chão. Aperte no tempo perfeito e o tempo ficará lento e você irá deferir uma série super rápida de cortes (quase que como o Raiden faz, visualmente).

    Outra das mecânicas mais básicas é usar seu braço de metal parar atirar nos Wires de longe. Infelizmente esses tiros gastam da sua barra de sangue, então você não pode abusar muito, mas eles ajudam bastante contra inimigos voadores ou distantes.

    A sua barra de sangue se enche conforme você ataca os outros e, além de atirar, você pode gastar dela para recuperar HP e dar golpes especiais, quando o inimigo estiver prestes a morrer, o que é obrigatório de ser feito contra partes dos chefes. Resumindo: se você gastar todo o seu sangue, vai ter que ficar batendo no inimigo até encher ao menos uma parte para poder cortar uma parte dele e ir pra próxima partes da luta dos chefes.

    Resumindo: Killer is Dead é mais um jogo do Suda 51, e isso é muito bom. Eu acho que podemos resumi-lo como o No More Heroes da geração Xbox 360/PS3, ou o NMH HD (apesar do jogo do Travis ter recebido um tratamento HD). Esse é um hack 'n' slash estiloso e muito satisfatório. São pouco mais de 7 horas de muitos combos legais e vendo seu personagem ficando mais e mais fortes conforme você adquire as habilidades que você comprar.

    De bom: bonito e estiloso. Não é um jogo muito jovial, como o NMH tenta ser (apesar de que alguns personagens estragam a seriedade da trama, desnecessariamente). Jogabilidade fácil. O jogo incita você a jogar com vontade e sem tomar dano, pois quanto maior o combo, mais rápido você ataca e melhor será a recompensa no final. Chefes muito legais. Fases diferentes e com temáticas bacanas. Estética bem original, quase adulta. Muito sangue e corte de membros.

    De ruim: filtro esquisito de cores meio que invertidas ou sei lá, que ainda deixam as coisas meio confusas as vezes. Estória muito curta e que poderia ser mais completa. Algumas apelações meio sexuais que quebram um pouco a seriedade que o jogo meio que tem, assim como umas coisinhas meio absurdas ou otaku demais.

    No geral, eu curti pra caramba o jogo e chega a ser meio bizarro como eu não vejo as pessoas falando sobre ele ou relançamento para consoles atuais. Amigos, quando o assunto é hack 'n' slash, esse aqui é uma obrigação! Jogaria uma sequência, sem dúvidas e recomendo pros amantes da Grasshopper e do gênero!

    Killer is Dead - Nightmare Edition

    Platform: PC
    189 Players
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      _gustavo · 13 days ago · 2 pontos

      Adoro os games do Suda, queria muito que eles tivessem portado Lollipop e Shadow of the Damned pro PC tb, mesmo que o Shadow tivesse vindo pela Origin, o KID é ótimo com umas viagem no ácido bem louca kkkk quero comprar o Killer 7 tb na Steam, promoção dele costuma ficar baratinho

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      cleverizzo · 13 days ago · 2 pontos

      É uma sensação estranha nesse jogo .. eu tbm comecei empolgado e num certo ponto empaquei e deixei de lado, mas uns meses depois acabei voltando e finalizei ... realmente a arte, a história e o hack n slash são muito bons ...
      esse é um dos obscuros q vale muuuuito a pena!

      1 reply
  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-11-03 19:52:13 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Kamiko

    Zerado dia 03/11/19

    Mais um daqueles da época meio escassa de jogos realmente interessantes lá no lançamento do Nintendo Switch. Vários jogos indies meio toscos vinham sendo lançado para a plataforma, mas Kamiko, além do estilo pixelado bacana, tinha algo bem chamativo em relação aos outros: seu preço, que se eu não estiver enganado, era de menos de R$10 na época.

    Eu achei tudo interessante, mas tinha outras coisas pra jogar e fiquei meio em dúvida em relação À um jogo que nunca tinha ouvido falar, mas não demorou muito para que Kamiko subisse ao topo dos mais vendidos do eshop e eu começasse a ver seu nome em todos os lugares.

    Na minha comemoração de aniversário de 2017 um dos amigos pediu meu Switch e foi olhando a sua loja e, em seguida, minha lista de desejos, que não era muito grande. O malandro escolheu o jogo mais barato pra me dar de presentes, mas eu fiquei bem feliz mesmo assim!

    Cheguei a dar uma jogada nesse jogo só ver de qual era e como o híbrido da Nintendo era novidade e pouca gente o tinha, vi muita gente pegando meu videogame e o jogando.

    Eras depois, aqui estou eu. Fui dar uma olhada na lista de pendências e Kamiko estava lá. Resolvi jogar logo!

    O jogo se abre com uma tela título bacana, seguida de uma tela de escolha de heroína. Dentre as três escolhas, temos três garotas de classes diferentes:

    -Yamato, a espadachim azul. Jogar com ela é basicamente jogar como o Link em A Link to the Past quando atacamos com sua espada;

    -Uzume, a arqueira verde. Jogar com ela é como usar apenas o arco e flechas de Zelda;

    -Hinome, a guerreira vermelha. Seus ataques são semelhantes ao de Link com o bumerangue. Mas como a ação em Kamiko é rápida, como um anime em 8bits, enquanto o escudo não volta você pode atacar com uma faquinha.

    Todas as campanhas são a mesma, inclusive a estória, mas o básico gameplay obviamente muda de heroína para heroína. A minha escolha foi a espadachim, capa do jogo e como eu sempre me imaginei jogando.

    Após uma cutscene de introdução ao simplório enredo, o jogo começa e logo eu me senti jogando em Zelda, só que mais rápido. Os comandos são os mas básicos possíveis: direcional para andar, segurar B faz com que você corra e A ataca.

    Conforme você anda pelo mapa, que é como se fosse um Legend of Mana da vida, inimigos aparecem em grandes grupos em lugares determinados e você pode optar por matar todos, alguns ou mesmo nenhum, apenas andando e os deixando para trás. Entretanto, destruir monstros faz com que você ganhe cristais, que são usados meio que como moeda de troca para abrir certos baús e portas obrigatórios. Em resumo, você vai precisar deles e felizmente os monstros sempre respawnam quando você retorna àqueles lugares.

    São apenas 4 fases no jogo todo e todas são apenas um mapa relativamente grande, com algumas portas trancadas ou que requerem que você faça algo ou consiga um item ou pise num botão antes para serem acessadas.

    Conforme você explora e aprende o mapa, tudo fica fácil e óbvio, até porque atalhos são abertos e dificilmente há motivo para voltar em rotas completamente exploradas do mapa.

    Se objetivo é sempre o mesmo: encontrar os 4 pedestais do mapa e pagar 100 cristais em cada um para que se tornem uma espécie de mini-templo (e ainda salvam seu progresso pro caso de você perder toda a sua vida). Em alguns casos você pode fazer isso na ordem que quiser, enquanto em outros acaba sendo um pouco linear, mas a experiência é sempre bem legal e dificilmente vai te deixar perdido ou quebrando a cabeça. Explorar e sair cortando tudo é bem legal!

    Sobre os cristais, o único motivo de você chegar num pedestal sem a quantidade necessária é se você gastou tudo abrindo outras coisas e não enfrentou monstros o bastante, mas vale lembrar que existe um ataque giratório bem legal ao segurar o A, que infelizmente gasta 50 dos seus preciosos. Pessoalmente, eu nunca tive que farmar.

    Após liberar os quatro pedestais, o jogo revela que um grande portal foi aberto entre as estátuas que representam os mesmos. É hora de seguir com a aventura!

    Ao adentrar o portal, você alcançará um lugar novo, onde poderá coletar sempre um upgrade para o seu HP e limite máximo de cristais e, logo atrás, uma grande porta. É lá que o chefão da fase te espera.

    Os chefes são legais e simples e exigem o mínimo de estratégia ou paciência para que finalmente mostrem seu ponto fraco. Ataque esse núcleo três vezes e pronto, você será levado para a próxima fase, com um tema diferente e mais um mapa para ser explorado. Vale lembrar que é tudo bem rápido e eu terminei o jogo em 40 minutos, o que gera uma média de 10 minutos por fase.

    De todos os chefes, o último é o mais legal, pois tem formas que remetem a cada um de seus antecessores e mais uma versão mais original. Muito bacana!

    Resumindo: Kamiko é um jogo simples e muito legal, e que super vale os R$10 pagos e até bem mais do que isso. O jogo é muito bonito e tem um pixel art muito caprichado, bem fora do genérico. Você ama ver seu visual, as animações, atacar e a ambientação. Muito legal pra jogar uma vez ou mesmo voltar casualmente para um pouco de hack 'n' slash em bits.

    De bom: muito fluído. Trilha sonora sensacional. Ataques rápido e ótimos hitboxes dão uma super vontade de fazer tudo correndo e atacando como louco! Chefes maneiros. Jogabilidade simples, mas o jogo tem lá o seu desafio. Upgrades meio escondidos te dão mais motivos para explorar mais a fundo. Outros segredos desbloqueáveis.

    De ruim: queria um modo multiplayer. Achei um pouco curto demais. Faltou talvez ter mais mecânicas próprias de cada fase e inimigos mais variados, mas nem chega a ser uma reclamação séria.

    No geral, essa é uma experiência muito boa pra jogar até o fim e tenho certeza que todo dono de Switch deve ter esse jogo em seu console. Recomendo demais tirar um tempinho para terminá-lo. Muito bom!

    Kamiko

    Platform: Nintendo Switch
    58 Players
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      andre_andricopoulos · 15 days ago · 2 pontos

      Ia fazer outra piadinha com o nome do jogo mas....deixa pra lá!
      Chega🤪

  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-11-02 22:40:42 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Star Wars: Battle for Naboo

    Zerado dia 02/11/19

    Ta aí um jogo da minha infância daqueles que você via em todo lugar e ficava louco pra ver de qual era. No meu caso provavelmente era um bocado de propaganda da época de seu lançamento, lá em 2000 quando eu tinha apenas 10 anos.

    Foi pouco depois disso que eu ganhei meu Nintendo 64, acredito que lá pra 2003 ou 2004 e peguei uns jogos emprestados com um amigo da escola. Foi graças a ele que joguei Shadow Man e o meu tão amado  Star Wars: Rogue Squadron. Que saudade daquela época!

    Rogue Squadron definitivamente foi um jogo importante pra mim. Primeiro que foi uma época que todo mundo estava assistindo e reassistindo filmes da saga, comprando LEGOs da saga e amando a saga. Segundo que esse jogo me rendeu muitas horas de gameplay e me fez o respeitar cada vez mais, assim como a sua desenvolvedora, a Factor 5.

    Com o passar dos anos, eu fui ficando louco pra ter a chance de jogar outros títulos dos mesmos criadores, como as suas sequência no até então tão distante Gamecube e o tal de Battle for Naboo.

    Há um tempo atrás, descobri que BfN havia sido lançado também para PC, o que muito me interessou, já que N64 é basicamente um console que só dá pra emular tranquilo no computador e eu não curto muito fazer isso no notebook. Cheguei a baixar o jogo, segui uns tutoriais pra fazê-lo rodar em máquinas novas e até cheguei a jogar um tiquinho, mas deixei aqui pra depois. Bom, quem me acompanha sabe que estou numa neura bizarra de tudo que joguei sequer 5 minutinhos, e foi o caso aqui.

    Infelizmente os problemas vieram rapidamente, como em todo jogo antigo de PC: meu console era reconhecido mas alguns botões dentro da missão não. Troquei o controle e nenhum botão era reconhecido na missão (nos menus é tudo perfeito). Fiz de tudo, procurei patches e nada. Resolvi desinstalar o jogo e tentar do zero, mas não tava dando mais certo. Passei pra emulação da versão de N64 e estava impossível de jogar em qualquer emulador por um motivo ou outro. Fui emular no celular mas com os gráficos normais tava horrível e com os pacotes de textura tava lindo, mas as vezes bugava os visuais e ficava injogável. Que jogo amaldiçoado!

    Voltei pro PC hoje de manhã, com uma versão diferente do jogo, fiz toda a palhaçada necessária e finalmente rodou, inclusive com controles.

    Agora jogando BfN seriamente e o conhecendo, a minha primeira impressão é que o jogo é uma grande INVOLUÇÃO em relação ao Rogue Squadron, de dois anos antes (1998). Inclusive eu jurava que esse aqui que tinha saído antes!

    As missões são incrivelmente curtas e em cenários super simples, como nas montanhas e valeis quase sempre. Achar vida no mapa ou prédios é uma coisa super rara e tudo é muito vazio. Acredito que ter que lidar com conteúdo da época apenas do Episódio I limitou um bocado a imaginação dos criadores.

    Além do mais, a variedade de veículos é incrivelmente pequena e a grande maioria das 15 missões é baseada em veículos que voam baixo (speeders). Fases que te dão a liberdade de voar e sair atirando em naves infelizmente não são o foco e quando acontecem, a nava escolhida é sempre a Naboo Starfighter ou uma variação ou outra da mesma.

    As fases em si lembram bastante àquelas do Rogue Squadron e um ou outra até dão um certo sentimento de Star Fox, só que tudo em pequena escala. Tipo, como se fossem problemas locais como ajudar naves a chegar em algum lugar ou adentrar uma prisão e destruir umas coisas pra uns prisioneiros fugirem.

    Você vai se espantar em como algumas dessas fases e desafios podem ser rápido! As vezes você só tem que destruir umas torres de vigia e pronto, é isso (apesar de existirem algumas poucas que são mais do tamanho que deveriam ser).

    O fato é que em entre 2 e 3 horas eu já havia terminado a campanha sem muito esforço e com um bocado de medalhas de prata nas fases. Há porém, um motivo pra continuar jogando, sobretudo se você não tivesse mais o que fazer, como conseguir medalhas melhores nas fases e ganhar upgrades, como escudos mais resistentes, lasers mais fortes e mísseis que perseguem seus inimigos. Há também códigos pra desbloquear essas coisas instantaneamente.

    Resumindo: Star Wars: Battle for Naboo é um jogo maneiro de missões de nave. Destrua, proteja, resista. Há um charme pra quem viveu a época das Sequels do Star Wars que nem os filmes conseguem ter e chega a ser divertido pra quem, assim como eu, curtia Rogue Squadron. Entretanto, existem muitos jogos melhores e mais importantes da franquia e que não precisam de trabalho extra para funcionarem e que tem estórias mais interessantes e que duram mais tempo.

    De bom: o feeling de jogar os Star Wars da época. Algumas fases são bem legais, mas nada épico. Jogabilidade tranquila. Desbloqueáveis e motivos para repetir as missões (coisa mais pra época mesmo).

    De ruim: cenários muito simples e sem identidade. Poucas naves, ainda mais comparado com a grande gama de veículos de Rogue Squadron. Algumas missões não são claras com seus objetivos ou ficam me mandando pra lugares inúteis no mapa. Muitas fases no chão e em corredores lineares. Jogo indisponível em qualquer plataforma atual e muito chato de fazer rodar. Bem menos conteúdo e um completo regresso em relação à jogos anteriores da desenvolvedora.

    No geral, fico feliz de a experiência não ter durado mais e não achei que perdi meu tempo. Um desejo de anos e uma pendência de um certo tempo. O jogo NÃO é ruim, mas não é bem pra ser jogado hoje em dia (a menos que você curta coisas da época). Minha recomendação vai apenas pra quem curte jogos da Factor 5, mas ainda assim, passável.

    Star Wars: Battle for Naboo

    Platform: PC
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  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-11-01 02:33:17 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Pocket Rumble

    Zerado dia 01/11/19

    Mais um dos jogos da época do lançamento do Nintendo Switch e uma variedade pequena de opções interessantes no console. Lembro que eu e um colega de trabalho ficávamos atentos às notícias da plataforma o tempo inteiro e sabíamos de cada jogo que sairia, inclusive quando sairia, preços e tal. Eu mesmo visitava muito o gonintendo.com, entre outros sites, incluindo alguns brasileiros.

    Quando vimos Pocket Rumble pela primeira vez, ambos ficamos interessados. Pro meu amigo, era um jogo bonito e interessante de luta, gênero pouco popular no console até então. Pra mim, um mix de nostalgia do meu amado Game Boy Color com o que poderia ser a jogabilidade de um Pocket Fight (PS1) ou quem sabe um The King of Fighters!

    Quando PR finalmente foi lançado, o hype já havia meio que passado e o jogo estava sendo ofuscado por outras coisas. Além disso, lembro que seu preço de lançamento não foi nada convidativo.

    Eras depois, recentemente, o jogo apareceu numa promoção bem mais em conta e eu resolvi arriscar já pensando em ter mais opções pra jogar multiplayer, e um joguinho simples assim dá pra jogar em qualquer lugar numa boa!

    Finalmente comprado e jogado, eu não sei bem o que eu esperava, mas a experiência inicial foi bem sem sal e mais uma vez o jogo acabou sendo ofuscado por muitos outros jogos que eu já possuía, inclusive o Garou - Mark of the Wolves na parte luta.

    Abrindo o jogo, coisa que acontece super rápido a partir do momento que você aperta A no menu do Switch, o jogo já mostra suas opções e modos de jogo:

    -Login, que se transforma em Online. Opção para quem quiser jogar na rede. Cheguei a achar umas partidas na época;

    -Versus, que deve ser o modo principal para luta contra amigos localmente. Cheguei a jogar um bocado nesse modo, mas percebi que os amigos cansavam rápido do jogo e seus únicos 8 personagens;

    -Solo, que se abre em mais opções, como Arcade, Vs CPU, Career, Training. Basicamente só o Arcade importa e você tem que derrotar todos os 8 personagens do jogo. 30 minutinho e você estará livre;

    -Options, que basicamente é mexer em volumes e controles;

    -Créditos.

    Além da pouca variedade de personagens, o jogo tenta completamente simular a época do Game Boy Color disponibilizando basicamente apenas 2 botões de ataque. Para comandos diferentes, segure diagonal no d-pad e aperte um dos botões para fazer alguma diferente.

    O personagem escolhido para a campanha foi Tenchi, que é meio que um Ryu da vida. Seu diagonal pra frente e A lança um hadouken. Já pra traz é uma espécie de shoryuken e tal. No neutro os seus golpes são socos e chutes comuns.

    Logo você vai perceber que a quantidade de ataques é pequena e as lutas acabam ficando meio repetitivas, inclusive pro computador, que ama ficar repetindo o mesmo ataque sem parar.

    Você vai querer mudar pra um The King of Fighters.

    O jogo tenta contornar um pouco a pouca variedade de personagens te dando várias opções de cores pra deixar seu lutador um pouco mais único.

    Já os golpes contam com uma barra na parte inferior da tela que pode resultar em um ataque especial, coisa que eu só fazia na sorte.

    Por outro lado, houve um cuidado e carinho muito grande com as animações, efeitos sonoros e cenários. Eu quase que queria ver esse jogo numa tela de GBC e parando pra pensar, se esse jogo fosse da época, eu adoraria ter a oportunidade de jogar contra um amigo.

    Os comandos em si cansaram bastante minha mão, apesar de sua simplicidade e eu acredito que por conta da grande pressão na diagonal. Tive problemas com isso nos joycons no modo portátil e ainda depois com o Pro no modo tabletop. Era inevitável terminar uma partida e fazer um exercício com o pulso (ainda está doendo)

    Resumindo: Pocket Rumble é um jogo simplório que remete ao títulos de luta da época dos portáteis, como o GBC, mas que tem um bocado de problemas e desde a época que testamos pela primeira vez, sinto um leve arrependimento de tê-lo comprado pois se na época já haviam opções melhores, agora o jogo será esquecido no limbo!

    De bom: estilo visual muito bacana. Cenários muito bem trabalhados. Músicas legais. Jogabilidade simples e meio estratégica. Possível de jogar com apenas um joycon para cada jogador.

    De ruim: muito limitado em relação à personagens e comandos. Zeração tosquinha. Repetitivo. Poucos personagens. CPU ou não faz anda ou apela bizarramente.

    No geral, dá pra jogar PR, mas esperando a coisa mais simples do mundo. Se for comprar, pague bem barato! Mas, na real, compre outra coisa com esse dinheiro, pois agora já é tarde demais pra ele. Passável.

    Pocket Rumble

    Platform: Nintendo Switch
    6 Players
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      xch_choram · 18 days ago · 3 pontos

      Na verdade ele tenta emular o visual do neo geo pocket e não do game boy

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      fonsaca · 17 days ago · 2 pontos

      Legal! Não conhecia esse.

  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-10-31 18:43:11 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: The Operative: No One Lives Forever

    Zerado dia 31/10/19

    No One Lives Forever tem estado na minha lista de pendências há cerca de um ano. Lembro de ver esse jogo nas revistas da época: uma espécie de FPS com estilo anos 60 e com uma protagonista feminina. Muito legal! O fato é que eu lembrei de sua existência (provavelmente por causa do Alvanista) e fiquei ansioso pra dar uma olhada. Baixei o jogo e já comecei!

    Na época eu joguei apenas o comecinho, onde você vê umas cinemática, conhece os personagens de uma agência de espiões e aprende os comandos básicos num centro de treinamento que funciona como tutorial.

    Foi aí mesmo que eu resolvi deixar o jogo pra depois. Além de todos os comandos, armas e botões pra se conhecer, percebi que o jogo ficava muito em stealth no treinamento. "Use a lanterna, mas cuidado com os caras". "Cuidado por onde anda, pois no metal você faz barulho e na madeira nem tanto e se andar agachado e... OPA! Você foi pego".

    Não tenho nada contra o lado 007 de NOLF, mas o fato é que o jogo estava aparentemente jogando muita coisa na minha cara pra eu lembrar e me preocupar, enquanto eu só queria atirar nuns caras e curtir o enredo e humor. Basicamente, a experiência não era bem o que eu esperava.

    Recentemente, mandando ver na lista de jogos iniciados, esse jogo pareceu a escolha certa, então liguei o PC e reiniciei a campanha pra estudar os controles e lembrar do enredo. Eu não tinha ido muito longe.

    Depois de muito andar pela base e fazer treinamento aqui e ali e tentar me acostumar com uns botões diferentes pra ações comuns de outros jogos, até que pareceu mais simples.

    Já na primeira missão, eu ignorei qualquer fator stealth, que 98% da aventura acaba sendo ou opcional ou impossível, a experiência estava bem mais bacana.

    NOLF tem um lado humorístico e cartunesco, como se fosse um jogo do Austin Powers, mas com um plot até bacana e envolve essa agência de espiões tentando combater as ações de uma super organização criminosa. A estória tem um lado sério, mas é apimentada com personagens interessantes, intrigas e piadas.

    Já durante a jogatina em si, o jogo basicamente é bem sério e me lembra um bocado o primeiro Half Life com um bocado de GoldenEye 007.

    A comparação não para por aí, pois NOLF é definitivamente um excelente jogo, sobretudo pra época. Eu diria que é uma grande adição para o gênero na época, e que envelheceu muito bem graças ao seu visual, carisma e jogabilidade.

    Uma das coisas mais legais aqui é a grande variedade de mecânicas. Não é apenas sair atirando! Você tem que interagir com com elementos do cenário, pessoas e usar as muitas bugigangas do seu inventário para auxiliar nas suas missões.

    Esses itens incluem coisas como óculos especiais que fotografam documentos, enxergam lasers invisíveis e minas terrestres, prendedor de cabelo que abre fechaduras, esqueiro que pôe fogo em certas coisas e pode ser modificado para um maçarico que abre cadeados especiais, um batom que funciona como uma granada, um treco que prende em uns ganchos e te leva para partes altas, perfumes que põem os inimigos pra dormir etc.

    Grande parte desses itens é opcional e eu nunca nem usei senão nos curtos tutoriais entre fases, enquanto outros são obrigatórios aqui e ali para continuar a missão (então não se esqueça deles senão você fica sem saber o que fazer).

    São cerca de 15 fases, cada uma dividida entre 2 e 4 partes e em lugares e temáticas diferentes. Então você tem cidade, selva, fábrica, gelo, boate e até mesmo espaço!

    Eu realmente adoro quando o jogo leva tudo isso para um lado mais cinemático e característico dos anos 60 em estética e trilha sonora!

    Por outro lado, as vezes os cenários são grandes demais ou você precisa interagir com algo minúsculo escondido para prosseguir e isso pode te deixar andando como uma barata tonta, mesmo em estágios bem limitados. Às vezes as coisas tendem a ficar um pouco imersivas demais, o que não sei se combina tão bem com a proposta da aventura.b

    Pra fechar, algumas missões são vagas demais, como uma missão num escritório que me mandava "criar uma distração" mas se alguém me visse, inclusive as muitas câmeras (que inclusive são meio difíceis de ver e te pegam com facilidade), eu automaticamente falhava a missão. Depois de muito falhar a alternativa foi ver no YouTube e eu tinha que por fogo numa lixeirinha num banheiro que só vi nessa fase, muito bizarro.

    Resumindo: The Operative: No One Lives Forever é o primeiro jogo de uma série clássica de FPS, conhecida pelo seu senso de humor estilo filme e toda a sua estética. A experiência é sim muito bacana, mas peca em diversas áreas, o que o deixa frustrante, injusto e cansativo.

    De bom: visual legal e gameplay legais, e que no PC envelheceu bem bacana graças ao poder master race e de uns patches. Humor e ambientação bacanas. Muita variedade de mecânicas e cenários. Personagens muito bem montados. Enredo bacana, com um final digno. Trilha sonora excelente, apesar que poderia ter mais faixas para segurar tantas horas de jogo.

    De ruim: os inimigos são 8 ou 80, podendo ser completos idiotas e errarem todos os tiros na sua cara ou te matar rapidamente de muito longe com uma metralhadora pequena. Necessidade de salvar manualmente se não quiser voltar pro distante início da fase. Dificuldade alta, o que te faz salvar constantemente, e ainda me fez usar código pra recuperar escudo aqui e ali. Não existem itens de cura de vida, apenas de escudo. Missões por vezes muito longas e que normalmente duram cerca de 40-50 minutos, o que deve ter rendido umas 13 ou 14 horas de jogo. Massante e repetitivo, sendo que se o jogo durasse a metade já estaria ok e até o enredo já estava dando desculpas toscas para me mandar em mais missões. Alguns inimigos atiravam injustamente pela parede. Tive problemas em partes embaixo d'água (ficava tudo preto) e vi que é um problema comum e tive que procurar soluções e baixar coisas e agora estou com problemas para desinstalar o jogo!

    No geral, curti a experiência, mas fiquei bem cansado depois de tanto dias jogando isso e me frustrando com IA bizarras em missões que você não pode ser visto ou pelo fato de seu HP ser devorado com qualquer rajada de balas dos inimigos. Quero jogar o 2 um dia e até um outro aí da série, mas não vai ser tão cedo (desculpa Cate Archer, sua linda). Se eu recomendaria? Bom, bem mais que o primeiro Half Life ou o primeiro Far Cry. Bacana!

    The Operative: No One Lives Forever

    Platform: PC
    62 Players
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      rax · 18 days ago · 2 pontos

      Cara foi mal eu ainda não li o post todo mas recomenda o game?

      Esse ta na minha lista de FPS que eu queria jogar pra ver qualé

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      tassio · 18 days ago · 2 pontos

      Caramba! eu comecei esse aí e esqueci de continuar kkkk ainda tá instalado aqui e qualquer hora volto a joga-lo!!

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      jcelove · 18 days ago · 2 pontos

      Cate Archer é uma das DEOSAS dos games. NOLF a principio seria um jogo do 007 q perdeu a licebça e a monolith (q nao é a mesma da serie xenosaga) resolveu transformar numa zoeira estilo agente 86.hehe

      A sefie so tem 2 jogos e jm spin of que é protagonizado por jack um dos assassinos da H.A.R.M. mas dizem q fivou bem fraquinho.

      O 2 melhora tudo do primeiro, inclusive o stealth (q tbm pode ser ignorado) e tra a Cate ainda mais linda. O jogo se segura bem atd hj.

      3 replies
  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-10-29 00:58:25 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Revenge of the Bird King

    Zerado dia 28/10/19

    *Jogo não listado no Alvanista*

    Revenge of the Bird King é mais um dos jogos que aparecem na minha linha do tempo do Facebook graças à um grupo de Nintendo Switch que estou incluído. Vi uma galera recomendando o lançamento na plataforma por ser praticamente de graça.

    Mais uma vez dei uma estudada no YouTube e o título me convenceu, pois apesar da imagem acima ser bem tosca, o visual do jogo em si remete à era 8-bits e ao NES mais especificamente, assim como o seu gameplay. Já estou até acreditando que sua capa tosca também é uma referência às capas da época.

    Mesmo com minhas pendências acabei começando e jogando dois dias, e até que valeu a pena!

    Revende of the Bird King (RotbK) começa mesmo bem ao estilo de jogos de NES, e eu estava curtindo a primeira fase, que funciona meio que como um tutorial. percebe-se logo que a aventura é do gênero platformer.

    Pular buracos e usar a sua grande espada para cortar vinhas é legal, apesar de não ser nada muito novo, não é mesmo? O lado mais bizarro é que o meu ataque não matava os inimigos, mas apenas os empurrava e, além disso, ao apertar A o personagem jogava uma semente que logo virava uma árvore de revolver no chão. WTF?

    Tentei entender pra que servia aquilo e até cheguei a jogar nos inimigos antes de finalmente descobrir que você deve apertar A novamente estando na frente de uma árvore plantada para coletar a arma e finalmente sair matando geral. Todas as armas tem um limite de munição e se você ficar sem balas, deve simplesmente plantar uma nova árvore em qualquer chão e coletar.

    Logo a estória se desenvolve e você conhece os vilões, que são meio que no mesmo esquema dos grandes inimigos dos Mega Man clássicos. Os caras querem acabar com seu mundo e você, President Eagle, vai à caça dos malditos que ameaçam a sua paz.

    Em seguida o jogo se mostra funcionar de forma bem parecida com Zelda II: você anda pelo mapa e pode ir onde bem quiser. Enquanto isso inimigos aparecem pelo cenário e se você encostar neles, irá para uma fase com alguns inimigos comuns, sendo que você pode os matar pra ganhar dinheiro ou mesmo ignorá-los e simplesmente chegar ao limite da fase, para então voltar ao mapa geral.

    As fases podem ser feitas quase que em qualquer ordem, sendo que algumas ficam um pouco mais escondidas e algumas demandam certas habilidades conquistadas para serem acessadas.

    A grande questão é que há um bom bocado de lugares a serem visitados no mapa, sendo que alguns são as fases com os grandes inimigos como chefe, enquanto outras só existem para pegar algum item importante ou mesmo upgrades ou um baú cheio de dinheiro.

    Foi tendo jogar alguns níveis pra no final nem ser um estágio necessário para fechar o jogo, mas bem, quanto mais forte, melhor.

    termine uma fase e você é transportado de volta para uma sala no começo do mapa, onde poderá manualmente salvar seu progresso e usar a máquina de vendas para comprar armas de munição limitada (geralmente, cada fase importante terminada libera uma arma nova e seu poder poderá ser usada para acessar alguma área previamente inacessível).

    Uma coisa chata é que o jogo não demarca estágios completados, então pode ser que você revisite alguns sem a certeza de que você o completou anteriormente.

    Isso também significa que você não sabe quais fases não foram terminadas e acabe tendo que memorizar algumas coisas, tipo qual daquelas fases necessitava desse item para poder continuar. Isso também se aplica as várias cavernas do jogo, sendo que elas quase sempre necessitam de uma habilidade específica para conseguir algum item opcional ou até continuar a campanha.

    Por outro lado a movimentação no mapa é bem rápida e mesmo os encontros com inimigos nele são bem tranquilos, além da possibilidade de sair de um estágio a qualquer momento. Nesse último caso há duas opções no menu de pausa: sair da fase e sair do jogo.

    RotBK tem uns bugs aqui e ali e aconteceu de ele me impossibilitar de sair da fase, então eu ia em sair do jogo, função que também usei quando acessei lugares que não deveria em cavernas, que não contam como fase. Nesse caso, muito cuidado! Cheguei a fazer algumas coisas importantes e não salvar e perdi progresso pelo jogo não ter nenhum tipo de save automático.

    Depois de algum tempo jogando e ficando bom no jogo, fui percebendo cada vez mais que na verdade ele é do tipo que quer ser um Shovel Knight e embora ele não seja tão incrível como o gigante da Yacht Games, é um jogo bem bacana e de dificuldade um pouco mais elevada, digna de jogos mais antigos em determinadas partes.

    Eu me viciei em RotBK!

    Logo você aprende a jogar rápido, dando dash e pulos loucos, começa a aprender algumas mecânicas e como usar outras armas e começa a explorar até segredos no mapa e coletar itens opcionais que aumentam sua vida, poder e defesa. É bem legal.

    Aprendi ainda a apreciar o seu lado levemente repetitivo e mesmo sua crueldade a te mandar pro início das fases quando você morre (mas os estágios também não são muito longos, além de que os chefes servem como checkpoint). Hoje, quando erei, fiquei meio decepcionado com o final e com algumas escolhas bizarras de design, mas valeu muito a pena jogar isso daqui, ainda mais pelos R$4 que paguei.

    Descobri ainda que ele faz parte de uma série (Gunworld), o que é interessante, mas vou ficar só nesse mesmo.

    Resumindo: Revenge of the Bird King é um platformer pra quem curte o gênero e principalmente pra quem curte jogos da época do NES. O jogo é um mix de Mega Man com elementos de Shovel Knight e Contra, o que é bem curioso. Eu definitivamente esperava muito menos.

    De bom: o visual e o pixel art são bem bacanas e raramente vacilam. A trilha sonora é bem legal, apesar que as vezes cansa no caso de você morrer demais em um estágio (a faixa volta do início). Muitas localidades para se explorar, tanto as fases comuns, lugares extras e segredos, sendo que não cheguei a descobrir como acessava alguns lugares. Boa variedade de armas. Dificuldade interessante.

    De ruim: alguns bugs, como ficar preso no chão ou em paredes. Difícil controlar as áreas que já foram terminadas pois não há nada no inventário e os estágios no mapa são meio genéricos. Sem save automático. Chefes muito fáceis, ainda mais se você plantar várias torretas em suas salas. Encontros com inimigos no mapa geram quase sempre a mesma fase. Poderia rolar um checkpointzinho no meio das fases, hein? A pouca fama do jogo impossibilitou usar a internet para buscar informações, como itens que eu havia pegado em algum lugar mas perdido por ter saído do jogo sem salvar. Armas secundárias tem munição muito limitada e você tem que ficar comprado constantemente (além de ter que andar até algum lugar que venda), o que basicamente impede que você as use casualmente.

    No geral, curti bastante a curta experiência e pelo baixo preço que comprei, recomendo demais. Aparentemente o preço normal dele agora é U$5, o que eu não pagaria, mesmo que provavelmente até valha sim isso (ando meio murrinha, sobretudo com indies desconhecidos). Outra coisa interessante é que ele saiu também pra Vita, fato que se eu soubesse, teria provavelmente adquirido por lá de graça, mas estou contente com a aquisição, embora eu não planeje mais jogá-lo. Bem legal!

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