anduzerandu

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  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-11-25 01:14:52 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: The Starship Damrey

    Zerado dia 24/11/20

    Há alguns anos atrás o 3DS era, praticamente, o único videogame que eu jogava. Tinha perdido um bocado do interesse no Wii (e provavelmente nem o tinha mais), e jogava ocasionalmente no PS2 e PC. Mas tudo bem, eu AMAVA o portátil da Nintendo mais do que nunca e ficava de olho em seus lançamentos. Eu sempre tive uma grande queda por portáteis.

    Quem acompanhou de perto essa época provavelmente lembra dos jogos da Guild01 e Guild02, coletâneas de 3-4 jogos pequenos de desenvolvedores famosos que foram lançadas no Japão, e logo depois cada título foi trazido separadamente pela eshop aqui no ocidente e lançados pela Level-5.

    Dentre esses jogos, a gente sempre ficava interessado em um ou outro e sempre tinha aquele que ninguém queria. A verdade é que eram títulos muito diferentes entre si.

    Lembro que nos últimos anos de poder do 3DS, eu finalmente comprei The Starship Damrey, um dos jogos dessas coletâneas que ainda não tinha comprado pois era meio caro e as reviews sempre o davam notas medianas. Veio uma promoção e comprei o dito cujo (provavelmente o último título que comprei pro portátil).

    Eu tinha curtido Liberation Maiden, Attack of the Friday Monsters e Crimson Shroud e resolvi ir além. Até verifiquei aqui quais eram os jogos e me espantei: fechei 4 dos 7. Um dos que falta inclusive está no meu 3DS e agora provavelmente irei atrás de todos com o tempo.

    Agora que estou jogando uma aventura gigante no Switch, me pego volta e meia recorrendo a outros jogos enquanto o mesmo carrega (sei que poderia jogar na TV enquanto isso, mas o tal jogo tem me cansado bastante e tenho visto essa coisa de recarregar como um "descanso", além de que é um jogo bom para ser jogado assistindo Youtube).

    7 anos depois de seu lançamento, eu posso dizer que finalmente terminei The Starship Damrey! Para ser sincero, ele nem estava nos planos para agora, mas assim como o jogo anterior que terminei, Witch & Hero 2, ele constou como sendo um jogo curtíssimo no howlongtobeat.com, justamente o que eu precisava.

    A aventura em si é o que eu já sabia e esperava do jogo e do que falavam dele na época: apreensivo, escuro e fortemente baseado em atmosfera. 

    Tudo começa com alguns textos que situam o jogador e logo você estará jogando, sem explicação nenhuma de como encarar a campanha. Você se movimenta em primeira pessoa como em clássicos dungeon crawlers (e me lembra bastante o mais atual Shin Megami Tensei: Strange Journey nesse quesito).

    Você deve explorar uma nave escura, bem ao estilo de Dead Space, enquanto controla robôs de dentro de uma apertada cápsula que mais parece um caixão. É sinistro e definitivamente você vai querer saber ler inglês para entrar no clima.

    Há bastante limitação no início. Você não pode ir a muitos lugares pois a maioria das salas está trancada e a exploração é obrigatória. Eu mesmo travei no jogo bem no começo pois não sabia o que fazer com o pouco que eu tinha e estava indo e vindo nos mesmos corredores o tempo todo.

    A sua movimentação é feita com o d-pad: para cima anda para a frente, para baixo, para trás. Direita e esquerda giram o personagem naquela direção. Há a possibilidade de olhar ao redor com uma boa limitação ao usar o analógico do portátil e isso será obrigatório muitas vezes para, por exemplo, coletar itens do chão ou interagir com botões na parede.

    Volto a reiterar que tudo é muito escuro e que com um pouco de vacilo ou não andar para detrás de algo que parece inútil muitas vezes resulta em oportunidades perdidas de visualizar ou interagir com algo importante.

    A movimentação ainda é um pouco dificultada pelo movimento dos robôs. Imagine que que as paredes são divididas em quadrados (já que você anda num grid) e cada uma representa um número, 1, 2, 3. Onde seria a parede 4 tem uma porta, depois mais paredes, 5, 6. O personagem não anda do espaço 1 para o 2, mas sim do 1 para o 1,5, depois 2, 2,5 e assim por diante. Esses espaços no meio só atrapalham pois todas as interações são feitas nos espaços de números inteiros, como entrar em portas. Para completar, você não anda de lado, então é comum andar em linha reta, virar para entrar na porta e estar no espaço entre a parede e ela, só para ter que virar, dar mais um passo, encarar novamente a porta e poder entrar (isso de você não andar um pouco mais sem querer e passar do ponto).

    Voltando no segundo dia e depois de tanto tempo preso no início, vi que era besteira. Eu só tinha que ficar na frente de uma porta em específico, usar a mira e interagir com ela para me darem a opção de destrancá-la com um cartão que havia achado.

    Inclusive, o jogo se resume bem a isso: andar, achar alguma coisa que poderá abrir uma nova porta e tudo de novo. As vezes tem uns puzzles, como um cara que pediu água e eu tive que interagir com o corpo dele, pegar um frasco, levar na cafeteria, enchê-la e devolver pro dono. A verdade é que mesmo sem ler você acaba eliminando as possibilidades uma hora ou outra e quase sempre é bem óbvio.

    Depois de algum tempo de jogo ele começou a ficar bem mais tenso e com "jump scares". Eu finalmente havia imergido na aventura e estava nervoso de acontecer novamente, mas o climão vai sumindo com o tempo e Starship Damrey só fica mais e mais fácil, com menos sustos e a eterna impossibilidade de morrer ou perder. No final o jogo ainda trouxe uns momentos meio engraçados e bestas que quebraram bem rapidamente a imersão.

    Resumindo: The Starship Damrey é bem o que eu esperava por sua fama da época, sendo um jogo atmosférico, com jogabilidade meio lenta, uns jump scares aqui e ali e exploração. Eu comecei achando chato, passei para a fase de entendimento na segunda jogatina e terminei achando legal, mas nada mandatório para minha coleção de jogos terminados.

    De bom: os visuais e clima do jogo são legais, assim como todo o conceito de parecer estar sozinho dentro de uma câmara minúscula controlando robôs para tentar sair dali e entender o que está acontecendo. Há um leve quê dos Resident Evil clássicos, como os textos, atmosfera e puzzles. Curti o final. Apesar do jogo ser bem curto, ele tem integração com os demais jogos da coletâneas, caso você tenha seus saves no console, além de coletáveis escondidos por todo o mapa (faltou 1 só pra mim), dois finais e mais umas coisinhas.

    De ruim: a jogabilidade meio travadona enche o saco as vezes, como tentar acertar quando parar para virar e entrar de vez numa porta ou olhar em volta, que depende muito da direção que você estiver encarando e distância para poder interagir com as coisas. Algumas ações são bestas demais: você interage com as personas de um corpo, ele avisa que há uma chave ali, mas não pega ou te dá a opção. Você deve então interagir de novo e agora vai ter mais uma opção além de verificar, que será a de pegar a chave (isso me fez não pegar itens sem querer aqui e ali por achar que obviamente já pegaria).

    No geral, esse é um jogo bem de nicho. Os reviews dão no máximo notas de 50% de recomendação. A galera que jogou e curte, parece amar o jogo. Minha recomendação fica pela duração do jogo, mesmo sendo lerdo as vezes, durou pouco mais de 2 horas, mas principalmente para quem curte jogos com essa jogabilidade e visuais. Bacana!

    The Starship Damrey

    Platform: Nintendo 3DS
    22 Players

    6
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-11-20 02:42:17 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Witch & Hero 2

    Zerado dia 20/11/20

    Eu poderia estar jogando qualquer coisa que estou devendo jogar um dia, tipo...Dino Crisis ou sei lá, mas aqui estou eu, zerando um daqueles jogos irrelevantes. O escolhido da vez foi Witch & Hero 2, um jogo indie que eu tinha achado bacana no 3DS e ganhou duas sequências, incluindo este daqui.

    A verdade é que estou tentando terminar um RPG meio maçante no Nintendo Switch e quando cheguei do serviço o console estava quase descarregado. Como é um jogo que envolve bastante grinding e eu estava afim de fazer isso assistindo Youtube, acabei desanimando e procurando alguma coisa para zerar antes de ir dormir no portátil que veio antes. Escolhi uns 4 ou 5 candidatos, joguei os nomes no howlongtobeat.com e Witch & Hero 2 aparentemente era o mais curto.

    O estranho é que no site eu acabei vendo dos dois outros jogos, o 1 e 3, e eles eram bem maiores. Me lembro mesmo de ter jogado o 1 por um bocado de tempo, mas esse aqui era menos da metade: 2 horas. Estranho, mas escarei mesmo assim.

    Para quem não conhece a série (a maioria das pessoas), Witch & Hero é um jogo bem simples, seja na jogatina, seja na arte pixelada e nas animações. Durante uma partida do jogo, a bruxa, sua amiga, fica no meio da tela e você deve destruir os monstros conforme eles vão aparecendo pela bordas.

    Você mata os inimigos simplesmente andando contra eles, o que conta como ataque, mas há uma barra de stamina que acaba conforme você ataca (e ainda mais rápido se o inimigo for forte). Caso essa barrinha se esgote, seu herói cai no chão e você deve mexer rápido com o analógico até que ele se levante, novo em folha.

    Acertar os inimigos por trás dos sprites também os causa mais dano, evitando que você gaste tanta stamina por atacar demais.

    Há ainda outra barra que você enche conforme coleta os itens vermelhos que os monstros derrubam ao morrer. Leve até a bruxa até preencher sua barra e ela começará a atacar por um pequeno período de tempo.

    Já no caso dos monstros a alcançarem, eles a atacam e vão arrancando rapidamente seus pontos de vida. Se a bruxa morrer, é Game Over e você terá que recomeçar aquele estágio (mas mantendo a experiência e dinheiro adquiridos).

    O jogo tem uma grande variedade de sprites inimigos, sistema de upgrades, um enredo simples e bons motivos para matar o tempo.

    Witch & Hero 2 pega a ideia do jogo original e dá uma pincelada em suas mecânicas, deixando o jogo mais interessante.

    Agora a bruxa, ao invés de ser uma estátua no meio da tela, pode ser movimentada usando os botões ABXY como direcionais (ou o segundo "analógico" do New 3DS). Isso facilita bastante a experiência pois é possível levá-la para longe dos inimigos e seus ataques, além de coletar os itens com ela. Graças a isso ainda é possível ficar matando os monstros com tranquilidade desde que você tenha espaço para mantê-la segura enquanto o herói faz o trabalho sujo e coletar todo o dinheiro de todos os inimigos, feito tenso no jogo anterior pois chegava um momento que você tinha que terminar a fase pois os monstros se amontoavam no final junto ao chefe e o risco de fracasso era gigante.

    O sistema de usar o dinheiro adquirido para comprar força, stamina e movimentação maiores, além de magias mais fortes para a bruxa, ainda existe, e a própria campanha ainda adiciona melhorias aos seus personagens em determinados pontos, como poder defender magias inimigas que enchem sua barra da bruxa.

    Resumindo: Witch & Hero 2 é um jogo bacana que joguei no 3DS, mas sei que existem versões no PC e até no Switch que foram lançadas sem alarde nenhum. O jogo ficou mais completo e fácil que seu antecessor, o que o fez melhor de certa forma, mas casual e descartável de outra. Ainda assim, acho justo dizer que o jogo evoluiu e ficou ainda mais divertido.

    De bom: melhorar seu personagem agora é bem mais rápido e fácil e todo aquele tempo de grind do primeiro jogo praticamente não existe. Fiz isso na fase 2, bem no começo da minha campanha, melhorei bastante os itens logo de cara e nunca mais precisei fazer isso, foi fase após fase. Gosto da jogabilidade simples, ainda mais que ultimamente tenho esquentado demais a cabeça com jogos complexos. O jogo é charmosinho. Sistema de upgrades deixam seu personagem mais forte, resistente e ágil. Gosto da ideia geral do jogo e da jogabilidade. O jogo tem um post-game bacana e motivos para continuar jogando, como modos infinitos e campanha mais difícil. Sei que na versão de Switch tem até modo co-op (não é o caso aqui no 3DS). O último chefe foi surpreendentemente divertido.

    De ruim: os cenários são só estéticos (apesar de que os inimigos mudam de acordo com eles) e muitas coisas que poderiam parar seu personagem, não param e estão lá apenas como uma foto no background, como árvores, o mar e mesmo outros personagens da história. O jogo é razoavelmente repetitivo. Gostaria que os inimigos tivesse mais identidade em movimentação e ataques. A tradução é meio esquisita.

    No geral, curti o jogo, apesar de ele ser substancialmente mais fácil e treinar ter se tornado algo quase irrelevante. Foi um ótimo passatempo, sem dúvidas e as 30 fases passaram bem rápido. Por outro lado, mesmo tendo suas melhorias e continuar o enredo do primeiro, ambos os jogos são parecidos e não há muito porque jogar ambos, mas a minha recomendação até agora seria começar pelo 2 mesmo. Fiquei até com vontade de começar o terceiro e último. Maneiro!

    Witch & Hero 2

    Platform: Nintendo 3DS
    10 Players
    1 Check-in

    21
    • Micro picture
      jcelove · 7 days ago · 2 pontos

      Eu joguei a demo do primeiro no 3ds anos atras, so pq me lembrava de alguma firma o modo knight do Half minute hero.hehe

    • Micro picture
      topogigio999 · 7 days ago · 1 ponto

      gostei hem, apesar de me parecer demais para a minha coordenação motora movimentar dois personagens ao mesmo tempo, vou experimentar.

      1 reply
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-11-17 23:53:19 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Part Time UFO

    Zerado dia 17/11/20

    Em algum momento da minha vida eu descobri que Part Time UFO existia, um jogo da HAL Laboratories (de Kirby, por exemplo) e que me soava como mais uma das várias adições que a Nintendo tem feito em abordar o mercado de jogos mobile. Lembro que vi uns vídeos, achei legal mas por nunca nem ter ouvido falar no jogo, acabei deixando de lado e esquecendo.

    Esqueci até num dos últimos vídeos de parceiros que a Nintendo tem feito quase que mensalmente quando o jogo do simpático OVNI deu as caras, vindo para o Switch. Fiquei bem interessado!

    Sabendo que era um jogo de celular, fiquei na expectativa e olhando um site de consulta de preços de títulos digitais da plataforma até que PTU finalmente revelou seu preço, mais de R$40. Meh. Fui de Android mesmo (1/3 desse preço).

    Logo em seguida um dos 3 ou 4 youtubers que curto assistir os vídeos (ou simplesmente ficam passando seus vídeos só para fazer barulho no quarto) começou a jogar PTU e me segurei para assistir. Odeio ver gameplays de títulos que ainda não joguei! Acho que sou do time #nospoiler.

    Uns dias depois, quando eu percebi estava passando o vídeo dele jogando o jogo. Acabei meio que assistindo umas partes enquanto jogava alguma coisa no 3DS ou Switch (Yo-kai Watch 2?) e acabei curtindo ver ele tentando passar das fases, fazendo piadas e, sem querer, me apresentando o lado criativo de PTU.

    Eu sempre preciso me preparar psicologicamente para jogatinas em certas plataformas (celular sendo uma das mais notáveis), mas eu curti tanto o que vi, e era o quarto vídeo, parte final, de uma série de jogatinas curtas, que acabei começando logo a minha própria aventura.

    Para quem já ao menos viu o trailer do jogo, dá para ter uma boa noção da experiência. Nesse jogo você controla um OVNI com uma garra que deve pegar determinados elementos e ou levá-los para determinados pontos do cenário ou empilhá-los até certa altura (ou juntar todos sem que caiam).

    Acho que comparar PTU com aquelas máquinas de garra de shopping é uma das melhores formas de imaginar mais ou menos como funciona a coisa toda. Claro que naquelas máquinas você posiciona a garra em determinado lugar e depois basicamente torce pela sorte enquanto aqui você tem liberdade de movimento, pode usar o seu gancho a vontade e tem que usar mais os neurônios para manter o balanço ao empilhar cheerleaders ou como posicionar os itens que fases mais voltadas ao puzzle.

    Por fim, física é um dos elementos mais importantes do jogo, e um dos seus maiores rivais.

    Jogando pela primeira vez, PTU é de se apaixonar. O visual lembra muito o óbvio: Kirby, e muitos outros jogos de GBA e até DS. Não tem como não amar o pixel art, as cores, as animações e os sons, tanto dos personagens e menus quanto a trilha sonora.

    Já na parte da jogabilidade, bom, é um pouco decepcionante no celular. Quer dizer, é simples e funciona muito bem, mas cansa depois de um tempo, apesar da campanha durar cerca de 1 hora (minha mão estava doendo nas fases finais). Também não a a opção de mudar a orientação da tela para horizontal e você é obrigado a jogar no "modo retrato" o tempo inteiro. 

    As opções de controle incluem jogar com um joystick virtual e um botão que serve para agarrar os objetos ou no modo mais livre (e pior) que deixa você passar o dedo na tela para se movimentar e usar um único toque para fazer ações. Por essas e outras, se ambas as versões do jogo fosse gratuitas, eu diria que a versão do Switch é a melhor disparada, mas o preço para um jogo tão simples não é nada convidativo.

    As primeiras fases são mais simples e servem para você pegar o jeito. Empilhe coisas de qualquer forma nessa área demarcada, pesque um certo número de peixes e os jogue no barco, prepare uma salada pegando os ingredientes da esteira e os pondo no prato. É tranquilo.

    Porém há um desafio que é relativamente opcional desde o início: fazer os 3 objetivos de cada estágio. Agora o empilhar de qualquer jeito vai pedir que você inclua na pilha algo que está escondido na fase, ponha algo obrigatoriamente em cima do outro e termine antes do tempo acabar. Já a pescaria vai te pedir para pegar algo que normalmente você não acha e pegue um peixe de cada tipo e assim por diante.

    Esses objetivos opcionais estão disponíveis o tempo inteiro e você pode fazer um, dois, todos os três ou mesmo nenhum cada vez que jogar a fase (não só não é obrigado a fazer nenhum como também não precisa fazer os três de uma vez).

    Por outro lado, as fases são dividas em páginas, como se fossem mundos. Cada página tem três estágios e você pode os jogar na ordem desejada. Para desbloquear a próxima página, você deve ter ao menos 5 medalhas sendo que cada objetivo opcional feito te dá uma. Como são 3 fases e cada uma com 3 objetivos = 9 possibilidades de conseguir medalhas por mundo.

    Como o que importa é o seu número total de medalhas, se você jogar bem e coletar várias, poderá desbloquear mais páginas e suas fases antes mesmo de ter avançado muito na campanha e isso também te dará mais liberdade de jogar sem se preocupar com isso lá na frente.

    Para ser sincero, a dificuldade do jogo basicamente não aumenta, apenas os desafios que ficam diferentes. A questão das medalhas chegou a ser um problema no início, quando jogava sem me preocupar muito com isso, mas depois foi bem natural e acaba que fiz mais fases 100% mais pra frente do que nas primeiras páginas. Bem, na pior das hipóteses, basta voltar e rejogar alguns estágios e posso garantir que são justamente essas missões que dão graça ao jogo e que passar de qualquer jeito nem vale a pena.

    Conforme você posiciona os objetos certinho e termina as fases com bons tempos, sua pontuação será maior e, com isso, ganhará mais dinheiro também.

    O dinheiro pode ser usado na loja no menu principal (pra onde o jogo sempre me mandava sempre que terminava uma fase, infelizmente). 

    Nessa loja há um monte de chapéus e itens a serem desbloqueados e equipados, e cada um ainda garante habilidades passivas bem bacanas ao nosso protagonista, como se movimentar mais rapidamente ou automaticamente voar para cima sempre que coletar algum item, entre muitos outros. Particularmente eu não quis sair muito do personagem original (e até me esqueci de experimentar mais) e estava achando o jogo bem tranquilo sem nenhuma adição, mas tenho certeza que vários deles podem ajudar com desafios específicos.

    O replay do curto jogo fica por conta de fazer 100% nas fases, o que é bem legal, na verdade e comprar tudo na loja. A versão do Switch ainda vence por incluir modo cooperativo para dois jogadores, outro de empilhar infinitamente (que muito me lembrou Tricky Towers), além de mais conteúdo adicional.

    Resumindo: Part Time UFO é melhor do que eu esperava e muito divertido, mesmo com as deficiências de se jogar no touchscreen do celular. Há um carisma e um desafio bem feito e a jogabilidade simplificada é um exemplo do tipo de jogo que deve ser feito para mobile. Por outro lado a experiência é bem breve e espere dores nas mãos após uma única sentada. Diria que é o tipo de jogo para aqueles que não tem tempo senão algum ali, dentro do metrô ou do ônibus e não querem nada muito elaborado.

    De bom: visuais e animações lindos. Trilha sonora bacana que, apesar de ser sempre a mesma música, muda de tom para combinar com as temáticas dos cenários. Jogabilidade simples. Replay bacana para fazer 100% em todos os desafios. Bastante conteúdo desbloqueável. Duração boa da campanha. Humor gráfico que remete um pouco ao da série Rhythm Heaven. Tem um chefão no final, o que eu não esperava e que me lembra também o inesperado chefe no final de Kirby's Dream Course.

    De ruim: talvez um pouco fácil demais e achei que poderiam ter mais fases opcionais no post-game para quem percebeu que o jogo tem potencial de entregar mais. Dores nas mãos garantidas graças à típica jogabilidade no touchscreen. A versão de celular fica bem atrás da versão do Switch, fora o preço e a versatilidade do Android.

    No geral, vale a pena a jogatina principalmente se você quer um jogo bem bonito e casual. Estou cogitando ainda comprá-lo no Switch numa boa promoção no futuro. Uma ótima opção de jogo de celular, sem dúvidas. Aliás, uma das melhores!

    Part Time UFO

    Platform: Android
    4 Players
    1 Check-in

    16
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-11-10 14:42:38 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Yo-kai Watch 2: Psychic Specters

    Zerado dia 10/11/20

    Olha eu de volta ao mundo de Yo-kai Watch! Na verdade eu não planejava voltar tão cedo, mas a mesma amiga que me convenceu a jogar o original acabou me coagindo a ir jogar o segundo. 

    Não vou mentir que já estava com um pouco de saudades, mas o que me convenceu mesmo foi a ideia de estarmos jogando a mesma coisa simultaneamente, trocando ideias e afins, fora que eu tinha prometido começar o 2 há algum tempo (e ela já estava no final).

    Com a memória muito fresca da primeira aventura, vim olhar no Alvanista quando eu o tinha jogado. Chutei Setembro ou no máximo Agosto. Realidade: ABRIL! Até agora tô de cara com isso! Quando você registra a época que jogou as coisas, você vê como o tempo passa rápido!

    Pesquisei na internet sobre a série e descobri que Yo-kai Watch 2 tem várias versões. As duas originais eram para ser como Pokémon Ruby e Sapphire pelo o que eu entendi, contrapartes de uma mesma experiência com poucas diferenças, fazendo com que você tenha que trocar monstrinhos com pessoas da versão diferente da sua, ou que compre ambas, caso seja muito fã (me surpreendo como isso é comum para os fãs de Pokémon). Houve mais tarde uma terceira versão, que eu deduzi que seria meio que a "Emerald" de Yo-kai Watch 2, e é por aí mesmo. Resolvi ir dessa versão acreditando que ela seria mais completa e talvez até mais trabalhada em melhorias.

    Já tinha testado uns 3 minutos do jogo meses atrás, e ele acaba sendo mesmo o que eu percebi: um jogo muito parecido com o primeiro. A engine é a mesma, os comandos, Yo-kais e mapas também voltam a aparecer com frequência diretamente do primeiro jogo até certo ponto da aventura.

    Eu tinha achado que o primeiro Yo-kai Watch tinha terminado muito bem em relação ao enredo, mas o 2 simplesmente volta e ignora um pouco do drama do final de seu antecessor.

    As primeiras horas também são muito familiares para quem já conhecia a série e mostra você fazendo atividades e passando por problemas que já conhecia. Sei que muita coisa acaba agindo como tutorial mesmo, mas a forma abordada é a mesma de antes a ponto de me fazer verificar se era mesmo um novo jogo (apesar de ter sim diferenças e o enredo obviamente continuar a história).

    O que eu posso adiantar de início é que jogar ambos os Yo-kai Watch 1 e 2 por muito tempo beira a redundância. Não espere o salto de diferença que você tem entre gerações de Pokémon.

    O bacana do primeiro jogo é que ele tem um ar mais simples, exploração da cidade e imersão, enquanto o 2 tem mais ação, mais mapas, coisas para se fazer (você tá sempre indo para um lugar ou outro e batalhando) e é mais completo, inclusive com mais interações multiplayer. Por outro lado o 2 acaba sendo mais superficial na história e cada capítulo é sobre qualquer coisa aleatória e independente por mais da metade do jogo. Fica realmente difícil decidir qual YW jogar, mas se o plano envolver mais pessoas e 3DS próximos, o segundo é uma ideia melhor, mesmo eu tendo curtido mais o primeiro (provavelmente por ainda ser uma ideia original).

    Muita gente tem noção que YW é mais um daqueles jogos de colecionar monstros e batalhar, mas esta série chegou a fazer muito sucesso em seu auge, inclusive ficando tão ou mais popular que Pokémon por algum tempo e influenciando muito a época da geração VII (anime e os próprios pokémons),

    O lance daqui é que você coleciona yo-kais (espíritos) e a liberdade criativa acaba sendo bem maior do que focar em seres que representam animais. Por um lado isso é legal pela infinidade de possibilidades, por outro as vezes é estranho saber que eles falam, alguns se parecem com pessoas ou usam armas. As vezes eu tinha que me lembrar que são fantasmas e que representam figuras populares do folclore japonês e que você não pode ter muito do pensamento ocidental ao jogar.

    Parte da fama da série vem de seu carisma, quase como se continuasse a magia de onde Pokémon deixou para trás há algumas gerações. Há um certo sentimento de nostalgia que é muito legal em explorar aquelas cidadezinhas japonesas, ir para a escola, capturar insetos com a rede, ver o pôr do sol, passar por problemas cotidianos etc. Adoro também como os yo-kais participam do mundo, sendo que cada um meio que causa mudanças nas vidas das pessoas, como tristeza, sono, fome, esquecimento e muito mais, enquanto os pokémons só existem nos jogos e ficam no mato ou ao ado dos treinadores, além de batalharem.

    Um dos pontos mais controversos da série voltou com poucas mudanças: as batalhas. Você pode ter até 6 yo-kais no seu time, sendo 3 ativos por vez.

    As lutas são feitas automaticamente ao confrontar inimigos e o jogador apenas toma certas decisões na hora que desejar, meio que como um treinador de futebol. Você pode rotacionar os yo-kais em jogo, o que traz um ou mais adjacentes pro campo enquanto tira outros da extremidade oposta da batalha para os curar ou remover maldições enquanto os outros lutam. Você pode usar itens ou acionar ataques especiais também. Yo-kai Watch 2 ainda adiciona, mais tarde, comandos extras na tela, incluindo especiais um pouco mais fortes e outras habilidades de interação com o touchscreen, mas não vi muito motivo para usá-los e até me esquecia que existiam.

    Ao conjurar um ataque especial ou remover maldições, o yo-kai fica sem atacar até que você complete minigames na tela de baixo, como fazer círculos rapidamente, bater na tela várias vezes até quebrar a parede, esfregar com a caneta para tirar a fumaça, tocar em todas as esferas que se movem ou desenhar padrões. Tudo isso veio do primeiro jogo, mas um ou outro originais ainda foram adicionados.

    A automação das batalhas é mais um elemento bom e ruim do jogo. O bom é que em batalhas fáceis ou repetitivas você pode até largar o portátil e ir responder umas mensagens no celular enquanto o jogo faz todo o trabalho básico. O lado ruim é que muitas batalhas acabam sendo desinteressantes e você acaba ligando cada vez menos para elas. E não dá para mentir: o sistema de batalha é bem diferentão, ao menos visualmente e não me espanta que alguns torçam o nariz.

    O resto do jogo envolve fazer muitas quests e aprender bastante sobre esse universo. São muitos yo-kais, muitos itens, habilidades, equipamentos, localidades e mecânicas opcionais, como fusão de yo-kais, de itens e de yo-kais com itens (mas tudo tem fusão específica, não dá pra sair fundindo qualquer coisa).

    Com o tempo você acaba tendo que aprender os layouts das cidades, saber onde vendem aqueles itens bons, os melhores percursos para navegar, os melhores pontos de teletransporte, como pega insetos ou achar monstros, fazer sidequests, saber onde fica aquela pessoa que faz tal coisa. É bastante coisa!

    Um belo exemplo disso é o seu menu, que inclui vários "aplicativos" desde verificar informações dos yo-kais capturados e os mil itens que você cata por aí, missões secundárias (como sidequests aceitas e outros tipos de missões, como caçar yo-kais baseando-se em pistas) até as interações multiplayer, que infelizmente não pude testar.

    O multiplayer adicionou a possibilidade de trocar yo-kais e o modo "Busters" em que você joga com os próprios yo-kais com um gameplay bem diferente (imagino que algo como Pokémon Mystery Dungeon). Esse modo ainda virou um jogo independente no futuro, que espero jogar em breve.

    Fui percebendo que eu tinha um monte de coisas e comandos que não estava dando a devida atenção, como itens que só serviam para vender e até a bicicleta, que agiliza bastante sua movimentação pela cidade. Acho que esse jogo acaba demandando um bocadinho da língua também por conta de tantas mecânicas, menus e sub-menus. Eu mesmo que sei inglês acabei boiando em coisas que achei que tivesse entendido ou não prestei atenção mesmo, fora que o próprio jogo não tem muita informação depois que você passa da parte que te ensina e até cheguei a ver umas coisinhas na internet. Felizmente é tudo opcional e você acaba aprendendo mais cedo ou mais tarde.

    Yo-kai Watch 2: Psychic Specters foi pela maior parte do tempo bem mais fácil que o primeiro jogo, o que me surpreendeu. Mesmo com capítulos meio longos, eu estava jogando sem me preocupar com nada, nem mesmo com as batalhas e até chefes de verdade quase não apareciam (tipo um a cada três capítulos).

    Isso mudou em algumas partes aleatórias e principalmente no final. Os últimos chefes foram bem tensos e demandaram um pouco de yo-kais fortes e estratégia. Me estressei bastante para conseguir passar, principalmente porque o jogo é muito cruel em relação a itens de reviver yo-kais, que nem toda loja vende e são bizarramente caros (comprei uns 4 do básico, que revive com 1/4 da vida, com metade do meu dinheiro bem no final do jogo).

    Por outro lado eu havia seguido muito a história e meus yo-kais eram em sua maioria simples e conquistados automaticamente na campanha ou evoluídos um estágio (não manjo tanto deles para conhecer as famílias dos yo-kais, como convencê-los a se juntar a mim ou como evoluí-los). Cheguei a pensar em ir atrás de alguns mais fortes mas no final da aventura, quando eu realmente precisei, o jogo limitou muito a minha movimentação e eu não conseguia adquirir quase nada mais.

    Resumindo: Yo-kai Watch 2: Psychic Specters é um jogo legal e mais completo que o primeiro, apesar de deixar a simplicidade de lado e a imersão. Infelizmente, mesmo com suas novidades, ele ainda passa uma grande sensação de estar jogando a mesma coisa. A experiência melhorou um bocado a partir do momento que a história começou a realmente existir, adicionar personagens importantes, viagens temporais, mecânicas, mapas e até o sistema de metrô, que achei bem interessante. No final do dia, fica bem difícil recomendar o melhor entre ele e o 1, mas senti que jogar ambos não é muito interessante.

    De bom: mais completo que o jogo original, incluindo muito mais o que fazer além de apenas sidequests simples. Modos multiplayer com a opção de trocar yo-kais ou jogar modos de jogo diferentes. O jogo voltou com o Infinite Hell no post-game para quem muito mais conteúdo e desafio de verdade. Bom uso das funções do 3DS, inclusive 3D e streetpass.

    De ruim: esperava mais inovação e uma cara mais nova pra série, como em cada geração de Pokémon e que pudesse diferenciar melhor qual jogo é qual na minha memória. O jogo é meio cruel em relação a itens, principalmente os de cura. YW2 juntou múltiplos mapas e 2 realidades diferentes e se torna uma confusão navegar para o seu objetivo ou achar onde ficava tais lugares.

    No geral, valeu a pena a jogatina que durou menos de 20 horas e eu espero muito que o 3 dê um gás para a série. Mas se você quer um jogo tranquilo, imersivo e com exploração, vá no primeiro Yo-kai Watch. Se quer conteúdo e fazer mil e uma coisas e mecânicas, vá no 2. Jogue ambos se você curtir muito a série e quiser mais depois do primeiro. Fico feliz em saber que eles ao menos tentaram deixar a experiência mais densa e completa e que a série tem potencial. Jogo legal!

    YO-KAI WATCH 2: Psychic Specters

    Platform: Nintendo 3DS
    3 Players
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      topogigio999 · 17 days ago · 1 ponto

      "Mini games na tela inferior", aparenta ser um Espancador da Tela Touch!

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  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-11-09 00:01:43 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Steel Empire

    Zerado dia 08/11/20

    Há uns anos atrás (chuto 2014), um amigo puxou o Nintendo 3DS em algum intervalo de alguma jogatina com o pessoal e começou a jogar um shmup que eu não conhecia: Steel Empire. Provavelmente o jogo tinha acabado de sair pro portátil e ele comentou algumas coisas sobre ele. Perguntou se eu tinha jogado e afins.

    Eu disse que não conhecia (e se vi na eshop na época, eu ignorei) e ele me falou umas coisas interessantes, como o fato do jogo ter saído há muito tempo atrás para outra plataforma (coloquei na mente que era Dreamcast, mas pesquisando agora deve ter sido Mega Drive). Achei legal, mesmo eu sendo bem desligado do gênero de tiro de naves.

    Anos depois essa memória me veio a mente absolutamente do nada e eu fui pesquisar, descobrir o nome do jogo e tal. Aproveitei e baixei outros jogos pro 3DS já que tinha liberado um pouco de espaço desde Kirby Robobot e The Great Ace Attorney. Como esse console tem jogos!

    Por ser um arquivo pequeno, fiquei curioso com o pouco que lembrava e resolvi testar e até ver se terminava numa única sentada (e foi o que aconteceu).

    Ao abrir Steel Empire, aparece o logo da publisher, a Teyon. Lembro que ela lançava jogos desconhecidos e toscos pro portátil volta e meia. Bateu o medo.

    Logo a tela título com poucos menus. Dei uma olhada nos Options mas não vi nada interessante. Comecei a campanha.

    Daí o jogo meu deu a opção de escolher o nível de dificuldade entre os três: Easy, Normal e Hard. Eu sempre vou de Normal mesmo. Em seguida pude escolher entre um avião e um dirigível. O avião é rápido e frágil, enquanto o dirigível é mais lento, mas mais resistente. Arrisquei o pequeno mesmo,

    Testando os comandos, o jogo é bem simples. Dá pra se mover pela tela com o d-pad ou analógico. A segunda opção é muito superior (o que me faz pensar que jogar isso no Mega Drive ou GBA não seja lá uma boa ideia). 

    Ao segurar o botão A, você atira constantemente para a frente (direita da tela). Já ao segurar Y, você atira para trás! Ótimo para destruir inimigos que venham pela retaguarda. Esse esquema me lembra um pouco R-Type, mas sem a necessidade de mover o seu "drone" para frente ou trás da nave. É interessante que enquanto você segurar o botão de tiro, seu avião automaticamente joga bomba para destruir oponentes por baixo.

    O botão B usa a bomba, que dissipa todos os projéteis inimigos e causa dano na tela inteira!

    Nas fases você faz o mesmo que em todo shmup. Atira nas naves inimigas à frente, por trás, tanques no chão, torres em cima de montanhas, solta mil e uma balas em grandes naves para as destruir e tudo isso enquanto desvia dos tiros inimigos. A qualidade do jogo nessa versão de 3DS (e de PC) é muito bacana e é fácil visualizar o que está acontecendo. O efeito 3D do portátil da Nintendo é quase mandatório nesse jogo. Eu simplesmente não consegui achar tão legal jogando com ele desligado (mas jogo num New 3DS XL).

    É legal que sua nave tem uma barra de vida para cada vida ao invés de se destruir com apenas um tiro e há a possibilidade de encontrar itens de cura ao destruir certos inimigos de vez em quando.

    Outros coletáveis incluem dinheiro para melhorar seu Score, uma letra "O", que adiciona dois drones adjuntos à sua nave que atiram com você e um "P", que aumenta o seu nível a cada três coletados, mudando o visual dos seus ataques e causando mais dano.

    O jogo é LINDO e muito divertido. Eu esperava algo mediano enquanto o instalava e menos ainda ao ver a logo da Teyon, mas queimei a língua. Que coisa mais legal! Eu estava apaixonado pela jogabilidade, progressão e trilha sonora, além do já mencionado efeito 3D que é muito amigável.

    As coisas ficam ainda mais interessantes nos chefes. Todas as 7 fases tem eles e as vezes mais de um. Os grandalhões são verdadeiras esponjas de dano e garantem um bom desafio, ao invés de ser bagunçado, impiedoso e exagerado como muitos outros do gênero, como foi a minha experiência com Gradius ou Vasara Collection.

    Tem até um enredo simples e bacana que não só explica o jogo como conecta bem os estágios!

    Apesar da minha jogatina ter durado 43 minutos, não demorou para eu começar a achar que o desafio do jogo deveria aumentar. Quer dizer, eu estava "pegando o jeito" e ficando muito bom, mas o desafio estava sendo modesto demais. Se não me engano não cheguei a perder nem 3 vidas durante a minha campanha, fora que nem estava usando as bombas foi não via necessidade e queria guardar para situações futuras.

    Se você conseguir morrer antes de pegar as curas que aparecem aqui e ali, você reaparece já na tela, com uma vida a menos, mantendo o seu nível, mas sem os drones auxiliares. Achei que Steel Empire definitivamente poderia ser mais cruel com isso.

    Após zerar, ver todas as diferentes fases e enfrentar os trabalhosos últimos chefes, eu estava bem contente com o jogo. Foi desbloqueado um nível acima do Hard e eu até recomecei a aventura nele e as coisas ficaram bem mais tensas. A minha recomendação é jogar isso no Hard na primeira vez, amenos que você queira mesmo uma jogatina bem tranquila.

    Resumindo: Steel Empire me surpreendeu demais! Apesar de simples, é um jogo muito divertido! Ele junta uma jogabilidade super funcional com visuais nostálgicos e muito bonitos. Se você gosta do gênero, tire 40 minutos do seu dia nessa versão ou na da Steam. Olhando depois as versões de Mega Drive e GBA, ambos envelheceram mal e ficam devendo muito em relação a esses "remasters".

    De bom: jogabilidade muito boa com o circle pad. Muito legal fortalecer sua nave. Fases diferentes e trilha sonora sensacional em cada uma delas. Chefes legais (apesar que poderiam ter mais variedade). Motivos para continuar jogando incluem o placar de High Score, diferentes dificuldades e achievments ingame. Efeito 3D muito legal (joguei 99% do tempo com ele em 50%).

    De ruim: infelizmente sem multiplayer. Queria mais variedade de certos elementos do jogo. Gostaria de ver mais aviões (talvez até tenha). Poderia ser mais desafiador no Normal.

    No geral, essa foi uma experiência muito positiva. Um jogo bom pra casual ou hardcore e muito carismático, coisas que eu nunca imaginaria dele. Recomendo!

    Steel Empire

    Platform: Nintendo 3DS
    5 Players

    20
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      topogigio999 · 18 days ago · 2 pontos

      Opaaa, vou ver se pego ele na steam, comecei o Sine Mora ontem, e to no pique de engrenar outro jogo de navinha em seguida!

      1 reply
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-11-04 14:08:05 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Space Pioneer

    Zerado dia 04/11/2020

    ~Versão de Nintendo Switch NÃO CADASTRADA!~

    Sigo de perto os lançamentos do Nintendo Switch e para quem costuma visitar bastante a aba de promoções da loja virtual do console provavelmente já viu um bocado de jogos relacionados à Qubic Games (não confundir com QUByte). Eles costumam lançar vários títulos mais simples e num preço bem chamativo por lá.

    No final de 2019 a desenvolvedora e publisher resolveu dar seus jogos de graça desde que você acessasse a loja diariamente, sem falta, e fosse pegando de um por um por uns 10 dias. De toda a lista, eu tinha interesse em uns três deles, mas foi num período que viajei pro RJ e fiquei sem internet/me esqueci da oportunidade.

    Felizmente volta e meia eles fazem boas promoções e eu pude pegar Space Pioneer num preço bem legal. Daqueles que eu tinha interesse, esse parecia ser o mais trabalhado e se não me engano, era o único que eu ainda não tinha.

    Space Pioneer (SP) era, aparentemente, um jogo originalmente de celular, coisa que só vim descobrir agora e achei interessante, mesmo abominando qualquer jogo que use muitos comandos numa tela touchscreen. Lembro que a publisher fez algum alarde quando anunciou o jogo no Switch e o trouxe por um preço relativamente alto.

    Eu o comprei já pensando na jogatina multiplayer e o jogo ficou na "gaveta" do console por alguns poucos meses até eu ter a oportunidade de me socializar. Entreguei um controle para cada um dos meus amigos e logo veio a decepção: não havia modo multiplayer! Como assim, eu jurava que tinha!

    Depois de vasculhar um pouco, achamos um modo Versus e nem ele era acessível até alcançar o nível 4 do jogo. Eu realmente não queria ter que progredir na campanha só para isso. Fechei o jogo e fomos jogar outra coisa.

    Quando o pessoal foi dormir, acabei voltando ao jogo na madrugada e tentei chegar até o tal nível 4. Mas não é que eu estava curtindo? Tanto que até me esqueci do multiplayer e me foquei apenas na minha jogatina da campanha.

    No dia seguinte, sem ânimo para modo Versus, fomos jogar outra coisa (Trine 3) e SP ficou de lado, pelo menos até eu voltar para casa e começar a investir nele.

    Eu nunca joguei Helldivers, mas imagino que essa experiência seja bem parecida. O jogo é um twin-stick shooter 3D meio metido a realista em que você tem uma grande variedade de rápidas missões, acumula dinheiro e desbloqueia melhorias para seu personagem, que vão desde habilidades passivas, como vida maior, até novas armas para seu arsenal, que você seleciona antes de sair em campo.

    As fases envolvem algumas missões para serem feitas em sequência antes de você poder finalmente sair dali. Colete isso, destrua aquilo, mate esse inimigo, volte ao teleporte e saia da fase. Coisa do tipo. Outras fases são exclusivamente para combater um chefe.

    Cada estágio é bem rápido e pode ser mais ainda assim que você entender melhor o posicionamento das coisas, como melhor de aproximar dos seus objetivos e, claro, quando estiver com equipamentos melhores.

    Além de andar e mirar em cada direção com os analógicos, atirar e usar habilidades secundárias, como granadas e cura, as mecânicas de SP são simplórias e 90% dos objetivos se resumem a ficar dentro de uma área demarcada por um círculo até que a barra de objetivo se preencha pro completo.

    Colete a bomba! Você segue a seta na tela, fica ao lado da bomba até a barra encher. Pronto! Agora destrua a base inimiga. Siga a seta até chegar na base, espere a barra, mais lenta, encher e é isso.

    Obviamente este é um jogo de tiro e inimigos aparecem a todo momento para dificultar sua vida e impedir que você simplesmente fique parado esperando o tempo passar. A movimentação é parte importante do gameplay, tanto para um melhor posicionamento de como atacar diferentes tipos de monstros como para evitar que seu personagem fique preso no meio da bagunça e morra (ele é bem fraco).

    Fora isso, basta tentar fazer tudo isso dentro da área e sair quando não der mais. A maioria das barras de progresso simplesmente pausa quando você sair do perímetro e continua cada vez que você entrar de volta. Uma pequena parte delas se esvazia se você sair (mas faz sentido no contexto da missão).

    Houveram ainda missões que eu perdi por não ter defendido áreas rápido o bastante, o que basicamente se resume a encher a barra e destruir monstros que estão atacando o lugar.

    Em alguns momentos eu tive que desistir da missão por conta dos monstros estarem muito fortes (ou eu muito fraco).

    Nesse caso você pode voltar às missões anteriores e jogar novamente, mas tem algumas coisas importantes para se saber:

    -Upgrades e equipamentos são comprados com dinheiro e simplesmente terminar estágios ou coletar as moedas que aparecem pelo cenário não é o bastante pois tudo é muito caro.

    -Seu foco deve ser não em terminar as missões, mas em fazer seus 3 objetivos "opcionais" sempre que possível. Algumas fases incluem como missão simplesmente terminar o estágio, mas algumas incluem coisas como não tomar dano, terminar dentro de um curto período de tempo e usar uma arma específica. As vezes você não está forte o bastante para conseguir fazer isso, então volte no futuro.

    -Usar as moedas para comprar melhorias te dá experiência também, e passar de nível desbloqueia mais coisas na loja, incluindo novas armas e habilidade. Fora isso, há um bocado de conquistas do jogo, tanto fixas quanto outras que mudam com frequência e dão lugar à outras conforme você as termina. Essas conquistas te recompensam com cartas que permitem melhorar habilidades (não é só ter dinheiro, tem que ter a "licença") ou mesmo dinheiro, recurso mega importante do jogo. Lembre-se de desbloquear e melhorar tudo o que for importante para você!

    Eu comecei a focar um bocado nisso de voltar em fases, conquistas e melhorar meu personagem para progredir pois o desafio estava realmente alto (principalmente porque eu estava focado em fazer todos os 3 desafios opcionais de uma só vez, o que nem sempre é uma boa ideia e você tem mesmo que ter paciência). Acabou que fiquei forte e meu progresso até o final foi bem tranquilo, sem eu nem perceber.

    Sério, eu foquei tanto eu tentar por tudo no máximo (e fiquei longe disso) que quando percebi que meu personagem estava forte, vi que poderia terminar o jogo e que não precisava mais me matar indo atrás de mais dinheiro ou por missões que demandam que você as termine num tempo absurdamente baixo.

    Resolvi ir até onde daria e só tive dificuldades mesmo em fazer certos objetivos opcionais e quando resolvi simplesmente ignorar, foi bem tranquilo.

    Comecei a perceber também que deixar tudo no máximo exige um esforço gigante e é aí que o fator replay de Space Pioneer se encontra (fora as missões extras desbloqueadas após terminar a aventura principal). Só de imaginar o tempo que eu precisaria repetindo missões num jogo que já é repetitivo por si só... Tô fora!

    Muitas coisas, como as últimas armas, só são desbloqueadas ao cumprir um determinado número de conquistas específicas, como 15 de prata, que são conquistas meio complicadas, ou 20 de ouro, que são as mais difíceis. Basicamente, são camadas sobre camadas de desafios para chegar à uma recompensa (que você ainda vai ter que pagar muito dinheiro para melhorar).

    Em algum momento percebi ainda que, ao selecionar a fase é possível apertar Y ao invés de A para iniciar a missão no modo co-op para até 4 pessoas. Isso provavelmente foi desbloqueado logo após o término das quatro primeiras fases, que agem como tutorial. Testei o co-op sozinho e parece bem legal e aposto que facilita bastante a fazer diversos objetivos opcionais.

    Resumindo: Space Pioneer é um jogo bacana. Meio repetitivo, mas simples e interessante, com muitas variedades de armas e habilidades para equipar no seu personagem e o fazer diferente daqueles dos seus amigos no modo multiplayer. A campanha é meio curta, mas rendeu umas horinhas divertidas e o jogo acaba sendo muito mais completo do que eu esperava (apesar de não ter modo online).

    De bom: visuais ok. Variedade muito legal das armas, que se diferem muito umas das outras. Há um fator replay legal em fazer todas as missões opcionais ou mesmo jogar co-op ou versus com os amigos. Os chefes são ok e ajudam um pouco mais na variedade.

    De ruim: achei a progressão das melhorias e aquisição de equipamentos meio lentos demais. Talvez os inimigos poderiam ter ficado mais fortes e eu pudesse ter evoluído mais rápido pois depois de um tempo eu fiquei forte (mas não demais), porém senti tanto que não tinha porque melhorar quanto frustrado por não ter ido até o final dos poucos upgrades. O jogo é meio repetitivo e as missões ficam sem graça rápido.

    No geral, por um preço baixo, eu recomendo a aquisição de Space Pioneer se for um estilo de jogo do agrado do jogador e para quem quiser mais opções de multiplayer no console. Esperava muito menos e me diverti um bocado com um título barato e desconhecido como esse, inclusive o deixei instalado pois acredito que ainda possa render umas horas extras no multiplayer e sem a necessidade de explicações elaboradas pros amigos nem contexto. Jogo legal!

    Atenção: eu não sei se esse jogo funciona com apenas um joycon, então verifique antes de sair comprando caso você não tem mais controles e tenha a intenção de jogar com amigos.

    Space Pioneer

    Platform: Android
    3 Players

    15
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-11-02 22:27:00 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Trine 3: The Artifacts of Power

    Zerado dia 02/11/2020

    Estou feliz de ter terminado mais um jogo da minha lista de pendências (jogos que já havia começado em algum momento e jogado por um tempo). 2020 foi um ano muito focado nisso e Trine 3: The Artifacts of Power era um dos mais complicados atualmente de terminar por dois motivos: eu os comecei com amigos e queria terminar com eles, mas a quarentena atrapalhou um bocado, e, principalmente, por eu não ter mais um PS4, plataforma onde comprei o jogo bem barato há um tempo. Cheguei a cogitar comprar novamente no Switch, mas poxa, eu já paguei por ele e não é como se fosse algo que valesse ter a pena em múltiplas plataformas. Meu PC não deve rodar também, então fiquei a mercê da sorte e já esperava o jogar novamente só daqui uns meses quando toda essa situação passasse.

    Pois bem, com o encontro com outros dois amigos, sugeri que jogássemos esse jogo para três pessoas, o número de pessoas presentes no momento e um deles queria conhecer a série. Minha chance! Baixei o jogo no PS4 dele e partimos pro abraço (eu rezando para terminarmos em uma única sentada).

    O problema é que estamos tão acostumados em ter mil e um controles de todo jeito pro Switch que na hora de jogar no PS4 esquecemos que só haviam dois. Tentei o app de celular da Sony que o transforma num controle mas não funcionou com o celular de ninguém (nem o oficial nem o de terceiros) e infelizmente estava muito longe de casa para buscar meu PS Vita. Fomos de dois e passando o controle.

    Para quem não conhece Trine, é um jogo bem europeu com aquela temática medieval com magia e coisa e tal. A série mistura plataforma com puzzle de formas criativas e faz com que você constantemente alterne entre três personagens (cavaleiro, ladra e mago) para completar desafios e avançar nos estágios.

    A série ainda é conhecida por não desafiar muito o jogador e ter um clima leve e com momentos cômicos.

    Jogar os anteriores não é necessário. Você perde um pouco o contexto de certos elementos do enredo, mas dá para pegar com o andar da carruagem e, para falar a verdade, a história de Trine não é lá essas coisas. Divertido mesmo é jogar e progredir pelos desafios. Tanto que durante as cinemáticas a gente ficava fazendo piadas e criticando os acontecimentos ao invés de prestar 100% de atenção (e não sinto que perdi nada).

    Como jogamos em Português brasileiro (inclusive dublagem), era fácil ficar imitando as falas e associando a outros personagens dos mesmos dubladores. Devo dizer ainda que a dublagem de Trine 3 é muito boa e o jogo está disponível em diversos idiomas. No Pt-Br e inglês não tivemos muito do que reclamar.

    Já para quem quiser começar a saga pelo terceiro jogo, este, ele apresenta bem os personagens e o que importa: suas jogabilidades e funcionalidades.

    A primeira fase mesmo é focada em uso exclusivo do cavaleiro e usas habilidades. Ele é o mais parecido com o de jogos beat'em up, atacando com sua espada, além de outras habilidades ofensivas e a possibilidade de planar com seu escudo ao segurar o botão de pulo no ar. Durante confrontos, você vai querer o usar!

    Em seguida temos a ladra, que usa de cordas para se balancear ou puxar argolas presa a objetos. Ela pode usar dessas cordas ainda para amarrar objetos para que fiquem no lugar e tem como ataque o arco-e-flechas, que praticamente só serve para cortar cordas distantes ou pressionar botões fora de alcance.

    Por último temos o mago que pode usar de seus poderes para mover objetos pelos cenários ou mesmo criar blocos que mantém botões pressionados ou servem de contrapeso para segurar gangorras, além de servirem como escada para alcançar lugares altos. O mago é o que mais "quebra" o jogo, facilitando muito determinadas partes e evitando trabalhos maiores apenas usando seus poderes.

    Lembro quando vi o primeiro video de Trine 3, na época de seu lançamento e conhecendo a série ainda apenas por imagens. Eu tinha achado o jogo lindo! E ele não é feio, mas é bem aquém do que esperava e esse é um dos poucos jogos que posso dizer que as imagens do Alvanista vão fazer ele parecer mais bonito e interessante do que ele realmente é. Nine Parchments, dos mesmos criadores, é bem superior nesse quesito.

    Agora, se tem uma novidade que definitivamente não deu certo foi que trocaram o jogo da jogabilidade 2D para 3D. As partes de plataformas chegam a ficar irritantes quando você pula e vai parar num lugar bem diferente do que esperava. É bem difícil dizer o que está atrás, no meio, na frente. Perspectiva é o seu maior inimigo nesse jogo e felizmente jogando de 2 ou 3 jogadores, qualquer pessoa pode te reviver com facilidade enquanto sozinho você volta pro último checkpoint.

    Sempre achei engraçado também que mesmo jogando de três pessoas, todo mundo pode jogar simultaneamente com o mesmo personagem ao invés de cada um ter seu papel (você troca de personagem apertando L ou R). Talvez fosse impossível sem que cada um pudesse trocar, mas sempre achei também que o jogo seria muito mais inventivo se você pudesse jogar com apenas um deles, sem trocar, se quisesse, mas tendo mais dificuldade.

    Outra coisa que mudou foi o mapa de seleção de fases. Você anda por uma "mesa" e escolhe qual fase acessar (a próxima só se abre quando você terminar a atual). Isso é bacana principalmente quando quisermos revisitar estágios anteriores e procurar pelos coletáveis que foram deixados para trás. Infelizmente não vi nenhum outro motivo para voltar as fases senão esse já que todas são bem parecidas e raramente há qualquer tentativa de encaixar mecânicas originais.

    O lance de escolher fases e voltar acaba ficando mais importante com o seu avanço no jogo por dois motivos:

    -Fases opcionais se abrem com seu progresso (geralmente estágios focados no uso de apenas um personagem específico) e você pode escolher as acessar em qualquer ordem ou mesmo nem tentar e seguir com a campanha;

    -As fases principais começam a demandar números mínimos de coletáveis para serem desbloqueadas e felizmente a gente estava sempre pegando o máximo possível ao invés de sair correndo pois no final das contas o número ficou meio alto e só fizemos algumas fases extras ao invés de revisitar estágios só para achar meia dúzias deles.

    Depois de menos de 2 horas de jogo, já tínhamos pegado o ritmo de Trine 3 e estávamos jogando mais rápido e de forma mais eficiente, mas também estávamos começando a enjoar, principalmente por causa de certas partes com bugs ou injustas e aleatórias. O jogo nunca ficou difícil, mas ficou meio tedioso.

    Aquele meu amigo, curioso pela série e que já havia cogitado comprar Trine mil e uma vezes já estava soltando falas como: "cara, que jogo ruuuuim!" enquanto eu só ria. Não estava odiando o jogo e estava ate curtindo mais do que os Trines anteriores (apesar que ele melhora de um lado e peca de outros). Não sei se era um jogo "ruuuuim" assim mas esperava acabar logo pois a oportunidade de tirá-lo da minha lista era boa e o jogo ameaçava dificultar nossas vidas com esses requisitos mínimos para acessar as últimas fases.

    Uma coisa que ele disse e que me interessou foi "se esse jogo fosse de PS2 e eu jogasse na época eu provavelmente teria curtido". No final do dia ele dizia "ainda bem que não gastei dinheiro com isso!"

    Resumindo: Trine 3: The Artifacts of Power é um jogo ok, como seus antecessores. O fator frustrante ainda está lá, mas de uma forma diferente. O jogo tem bugs e é fácil de ser quebrado por suas próprias mecânicas, mas quase sempre não vejo isso como algo negativo e até ajuda a agilizar seu progresso. Na questão visual e apresentação ele me foi bem mais interessantes que os outros Trines, enquanto a experiência me pareceu muito parecida, mas com partes de plataforma ruins por conta de perspectiva. Definitivamente o time estava aprendendo a portar o jogo pro 3D.

    De bom: visuais ok. Trilha sonora ok. Jogabilidade ok. Alguns puzzles criativos embora sempre muito simples. Sistema de navegação pelo mundo e escolha de fases. Dublagem e textos em várias línguas, incluindo Português-Br.

    De ruim: enredo desinteressante. Basicamente só há um boss: o final. Requisitos mínimos de coletáveis prolongam a vida do jogo de forma negativa e artificial. Bugs e física quebrada. Câmera nunca sabe em quem focar. Divertidinho no multiplayer, mas só por algum tempo. Daqueles para jogar mas não terminar.

    No geral, se você já jogou qualquer Trine, você já jogou todos, pelo menos até o 3 tem sido assim. Curte a série? Esse é um jogo para dar uma conferida. Já jogou e não conseguiu gostar? Lamento dizer que as inovações desse ainda não o fizeram diferente. Eu recomendaria o jogo apenas para aqueles que tem 2 ou três controles e crianças que conseguem o jogar (apesar da jogabilidade as vezes ser meio complexa), pois Trine 3 tem um quê super infantil. Jogo fraco, mas darei uma chance pro 4 um dia.

    Trine 3: The Artifacts of Power

    Platform: Playstation 4
    76 Players
    13 Check-ins

    16
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      santz · 24 days ago · 2 pontos

      Já zerei o 1 e o 2, só falta esse para fechar a trilogia.

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  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-11-02 20:56:14 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Johnny Turbo's Arcade: Night Slashers

    Zerado dia 01/11/2020

    Eu tô sempre de olho nas ofertas de jogos do Nintendo Switch. Toda semana tem uma penca de jogos bem baratos e, assim como na Steam, se você caçar bem quase sempre acaba achando algo bom no meio da bagunça, como indies subestimados (ou não) e jogos de Arcade.

    Sempre dou uma pesquisada naqueles títulos que me parecem mais interessantes e, volta e meia, compro um deles. Foi mais ou menos assim com Night Slashers, um jogo que eu nunca nem tinha ouvido falar. Acho que parte da culpa desse nome nunca ter chegado ao meu ouvido foi o nome Data East, a sua produtora que sempre me pareceu bem desinteressante. Os jogos simplesmente não chegam às bocas das pessoas.

    Se você pesquisar, deve conhecer um ou outro produto deles, como Bad Dudes e Caveman Warriors. Side Pocket, talvez. Não faço questão de nenhum deles na minha vida.

    Três reais no Switch é sempre um preço interessante, e se tratando de multiplayer, não tinha como eu recusar. Vi uns segundos de algum video aleatório no Youtube só para saber se não se tratava de algo tosco, e curti muito o que vi. Para três jogadores, bem curioso. Definitivamente uma experiência para situações bem específicas.

    Depois de uns meses, fui visitar um amigo que está morando sozinho e seu namorado. Depois de jogar Donkey Kong Country 2 e testar uns jogos baratos que eu tinha comprado para o console, percebi que era o momento certo para Night Slashers. Sabia que iríamos terminá-lo rapidamente, ainda mais porque jogos de Arcade envelheceram mal com suas mecânicas de fichas. Basta inserir quantas quiser e morrer a vontade que uma hora a campanha termina.

    Abri o menu de opções e fui dar uma olhada no que poderia fazer. O mais interessante foi mudar os filtros de imagem. Se nada o jogo fica esquisito e até feio, algo que nunca havia sentido com nenhum outro título antigo. Depois de olhar bem, chegamos à conclusão que o de CRT ou algo assim era o melhor, sem bordas arredondadas que imitam TVs antigas.

    Depois de adicionar 99 fichas e entrar na partida, cada um escolheu um personagem (infelizmente só são três). Um deles ficou com o loiro estilo anos 90 de braços robóticos, o outro o cara super normal que parece mais um garçom e eu fiquei com a menina chinesa.

    No início da primeira fase eu já expliquei que Night Slashers, como o próprio nome indica, tem temática que remete aos filmes de terror de décadas atrás e muito populares nos anos 80.

    Ao invés de bater em bandidos, alienígenas ou robôs, aqui os inimigos são monstros clássicos do cinema, como zumbis, lobisomens, frankensteins, vampiros, Jasons e afins. Acho que podemos dizer que é parecido com a proposta de Darkstalkers, mas bem menos carismático.

    A primeira coisa que você vai fazer na hora de bater é apertar o botão referente à posição do quadrado do controle do Playstation (Y no Switch). Bizarramente esse é o botão do golpe especial, aqueles que você paga com parte da sua vida para ser usado.

    O botão de ataque normal é o A (bola no Playstation). B é usado para pular (no ar seus golpes são diferentes, inclusive o especial. Há ainda a possibilidade de correr e atacar e segurar o botão de soco para deferir um ataque forte, mas que demora para poder ser usado e se você mantiver o botão pressionado por muito tempo faz com que seu personagem fique tonto. Nós só descobrimos isso ao acaso bem no final da aventura.

    São apenas 7 estágios curtos e repetitivos, sendo muito parecidos esteticamente e enfrentando sempre os mesmos monstros, o que é uma grande decepção. Quer dizer, quando você joga Castlevania cada fase é única, com mecânicas diferentes e temáticas diferentes em cada parte do castelo. Aqui a liberdade de criação era bem maior, visto que os cenários podem ser qualquer lugar, mas acabaram vacilando um bocado nisso.

    No final de cada fase há um chefe, e eles são bacanas e bem diferentes, o mínimo que espero de um beat'em up. Por outro lado, com exceção do último e da Morte, eu enfrentei todos da mesmíssima forma e eles deixam você dar agarrões tranquilamente. Super esquisito.

    Pior que isso só o fato de todos serem chamados "Enemy1".

    Há até um enredo que sempre é conversado com eles ou por cenas entre as fases, mas é tudo superficial.

    Agora, se você acha que o jogo é fácil, está enganado. O nível de desafio é bem artificial e logo você vai morrer sem nem perceber que tomou dano.

    Eu tenho que dar ênfase nisso pois realmente acontecia de eu estar jogando bem e do nada tomar um soco e morrer pois estava sem vida. Não há indicadores de dano, praticamente. Inclusive mesmo nos inimigos que você bate e nem tem certeza se estão tomando dando.

    No final das contas eu estava achando bem fácil progredir em Night Slashers, mas nosso contador mostrou que perdemos cerca de 20 fichas, jogando em três, para chegar aos créditos do beat'em up.

    Mas foi definitivamente um alivio chegar ao final de um jogo tão pouco recompensador, repetitivo e sem graça. Isso resume a experiência toda: sem graça.

    O jogo não é bonito, não é interessante, a temática foi mal utilizada, não tem graça nem de bater nos inimigos ou progredir pro próximo cenário.

    Resumindo: Night Slashers é um jogo muito fraco. Não há motivos para jogá-lo. Bom, pelo menos não foi frustrante de chato como Brawl Brothers. Entre os piores do gênero, esses dois travam uma luta acirrada nas minhas experiências. Não me arrependo de tê-lo comprado pelo preço baixíssimo (e agora acho justo), mas foi o tipo de jogo que eu pensei enquanto jogava: "onde é que eu meto meus amigos?"

    De bom: preço baixo (pelo menos em promoção). Comandos simples e responsivos. Temática diferente em relação a outros do gênero.

    De ruim: genérico como um todo. Não lembro de nada da trilha sonora. O clima do jogo falha tanto na parte terror quanto ação. Bater em inimigos é sem graça, no braço ou com armas. Personagens morrer bem fácil sem você nem perceber. Achei que poderia ter mais um personagem para que o último jogador pudesse ter ao menos duas escolhas.

    No geral, eu não recomendo esse título sabendo que há tantos jogos melhores do gênero inclusive no Switch e há coisas melhores a se fazer mesmo com R$3 e mesmo no Switch também. Fraquíssimo.

    Johnny Turbo's Arcade: Night Slashers

    Platform: Nintendo Switch
    1 Players

    14
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-10-29 21:27:02 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Mechstermination Force

    Zerado dia 29/10/20

    Lá pra 2012 tudo o que eu queria saber era do meu Nintendo 3DS e dos encontros que fazíamos todos os meses aqui em Brasília, sempre cheios de gente e muitas amizades. Na época tudo o que saia para o portátil era motivo de conversa, questionamento, empréstimo, venda etc e era comum ver que todos tinha Mario Kart 7 e tinham ou ao menos conheciam jogos como Dillon's Rolling Western, Mighty Switch Force, Pushmo, Sakurai Samurai, entre outros.

    Me lembro que eu sempre dava uma passeada pela eshop (loja virtual do 3DS) e acompanhava os lançamentos da semana todas as quintas. Havia esse jogo chamado Gunman Clive, um sidescroller de tiro que lembrava um pouco Sunset Riders e que era bem barato (uns R$3). Duvidei um pouco de sua qualidade mas acabei cedendo às recomendações e AMEI o jogo. Quer dizer, era uma aventura curta (principalmente depois de pegar o jeito dos estágios e chefes), mas era foi uma experiência gostosa, simples e com estilo de desenho a mão muito bacana. Anos depois foi lançado o inesperado Gunman Clive 2, que apesar da falta do fator "novidade" e mais caro, rendeu uma zerada com cada um dos personagens.

    Muitos outros anos à frente, com pouca esperança de ver um Gunman Clive 3 (saiu uma coletânea dos 2 em HD para os consoles atuais), vejo algumas notícias desse tal de Mechstermination Force (MF) pela internet. Nunca tinha ouvido falar e pelo fato de sair tanto jogo irrelevante a cada dia, acabei simplesmente o ignorando. 

    Isso até ver que MF é do mesmo criador de Gunman Clive!

    A partir daí comecei a ver mais detalhes sobre o título e o adicionei na lista de desejos do console, mas infelizmente o preço era sempre muito alto. Há uns meses atrás um amigo o comprou numa promoção, mas o preço continuava meio alto (30-40 reais).

    Eis que desde uns dias o jogo caiu para incríveis 12 reais! DOZE! Dei uns dias pro cartão virar e parti pro abraço com bastante expectativa, mas meio que já me preparando para o que poderia ser uma experiência bem fraca.

    Abrindo o jogo, ele está todo em português, mas com umas traduções meio toscas/Google tradutor, ou seriam na língua de Portugal? Não me atentei muito a isso pois o jogo é bem simples em relação ao que fazer.

    Comecei um novo save e pude escolher entre 4 personagens, que só mudam esteticamente de um para o outro. Escolhi o primeiro cara, que meio que tá em todas as artes e que achei que fosse o único, mas foi legal ver a variedade disponível, inclusive meninas.

    Logo há uma breve abertura com os personagens conversando ingame e logo você estará no hub principal. MF é um jogo boss rush, ou seja, cada fase consiste em elimina rum chefão e é isso. Todos são robôs gigantes mas tem ataques e estratégias bem distintas para cada um e a cada fase você vai ter que aprender novos padrões de ataques e saber como se defender ou como o derrotar.

    Acho que podemos dizer que é como em Monster Hunter.

    O hub é o local onde você pode conversar com os NPCs (embora não haja necessidade quase nunca). Há alguns pontos importantes para se conhecer que o jogo não me avisou, mas descobri sozinho:

    -O comandante. Fale com ele para escolher uma missão para jogar das disponível (normalmente há de 1 a 3);

    -A Loja. Derrotando os chefes ou mesmo destruindo suas partes em batalha você coleta dinheiro que pode ser gasto na loja, incluindo aumento de vida e outros tipos de tiro para você usar;

    -O painel de controle. É nele que você pode escolher fases já terminadas e as refazer, seja por pura diversão, seja para conseguir mais dinheiro.

    Há alguns momentos que o comandante não possui missões novas e pede para que você converse com o dono da loja, o que libera, com o tempo, novas habilidades importantes: escalar metal e pulo duplo.

    O visual do jogo muito me surpreendeu. Por ser 3D, eu esperava algo meio tosco, mas MF é lindo! Lindo de um jeito que screenshots não o fazem justiça. A movimentação é bem rápida também e os controles são bem responsivos, meio que como em Metroid Samus Returns (3DS).

    Inclusive, eu esperava que o jogo fosse como uma nova versão de Contra, mas sem as fases e apenas os chefes, e é por aí mesmo, mas o seu personagem tem um feeling muito mais Metroid, desde suas animações, pulo e comandos. Há ainda um Quê de Mega Man.

    Os tipos de tiro disponíveis são exatamente como os de armas famosas dessas série, como a Spread de Contra e até algo estilo Wave Beam de Metroid. Essas armas são super legais e cada uma pode ajudar bastante de acordo com o chefe.

    Além de atirar, destruir inúmeras partes de metal dos inimigos e saber se defender de cada tipo de ataque, MF também consiste em escalar os oponentes e abrir brechas para isso. Nesse quesito eu acho que podemos dizer que ele é bem Shadow of the Colossus.

    Apesar de tantas coisas serem destrutíveis, inclusive para evitar que o inimigo use determinados ataques, o grande lance é achar seus pontos fracos, aqui representados por esferas vermelhas ou amarelas. Esses pontos costumam estar bem protegidos e requerem bastante trabalho para serem alcançados.

    Os amarelos, menos comuns, basta serem destruídos com tiros normais. Já os vermelho, que cada chefe pode ter vários, só poder ser atacados com um golpe de bastão, sua ofensiva corpo-a-corpo ao apertar X (quase sempre requerem múltiplos hits e te jogam para longe a cada ataque). Essa foi uma maneira bem bacana que o jogo achou de fazer você escalar os oponentes e sobreviver suas diversas fases ao invés de simplesmente ficar de longe atirando sem parar.

    Resumindo: se você tem um Nintendo Switch, corra agora pra eshop México e compre Mechstermination Force pois esse jogo é demais e um dos melhores custo-benefícios possíveis. Sei que a promoção só vai por mais alguns dias também. O jogo tem cerca de 14 fases bem diversificadas e que demorei 2 horas e 15 minutos para fechar (e tentei não dar muito spoiler nas imagens). Cheguei a comprar todas as armas mas a vida não expandi ao máximo nesse tempo. Jogão para quem curte coisas do tipo, lindo no portátil ou grandão na TV. Não dá pra recomendar o bastante MF!

    De bom: jogo muito bonito. Chefes únicos e que vão te fazer morrer muito até os aprender. Sistema muito bacana de upgrades, assim como o de ter que atacar os "cores" dos chefões com o bastão. Há um sistema de 0 a 3 estrelas de acordo com seu desempenho em cada fase e que pode fazer a experiência durar um bocado. Vi imagens agora de um modo 2-player, mas não sei se confere.

    De ruim: queria ainda mais chefes. O lance de escalar metal as vezes é chato pois o personagem não gruda no que for e confunde um pouco. Penei muito num chefe que ficava girando no ar tentando escalar mas em certas ocasiões, mesmo escalando, eu acabava caindo pelo meu posicionamento e tendo que subir tudo de novo. Não diria que é de todo ruim, mas houveram uns dois chefes que tinham núcleos muito difíceis de alcançar e que tentei de tudo e até agora não sei se era aquilo mesmo, mas que me fizeram morrer demais.

    No geral, a prova de que um pouco de dinheiro pode gerar uma aventura super divertida e um lembrete que ainda há jogos muito bacanas a serem conhecidos. Corre pra eshop que esse é o Contra que a gente estava esperando! Que coisa divertida!

    Mechstermination Force

    Platform: Nintendo Switch
    3 Players

    15
    • Micro picture
      volstag · 28 days ago · 2 pontos

      Que legal, eu nunca tinha ouvido falar desse jogo, mas parece muito bom

  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-10-28 23:48:26 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Mafia

    Zerado dia 28/10/20

    Lembro da época que o Mafia 3 foi lançado pro PS4 e o pessoal só falava nele. Tempos depois, o jogo costuma ser bem falado e avaliado pelos grupos de vendas de usados e tal, enquanto algumas pessoas insistiam que o jogo era bom, mas fraco em relação aos seus antecessores e eu fiquei com aquela impressão que deveria conhecer uma série que estava ignorando sem querer.

    Muitos meses depois, ganhei o 3 de graça na PS Plus e graças a um bug ou algo do tipo adquiri o 2, salvo engano (versão remasterizadas). Foi aí que bateu a ideia de começar a conhecer a trilogia. Pesquisei sobre o 1 e vi que ele era da época do GTA III, justamente o jogo que eu estava transmitindo um tempo atrás para amigos e pessoas aleatórias no Youtube (e tava curtindo bastante e já pensando em achar mais jogos assim pro pessoal assistir). Depois do GTA, acabei partindo pro True Crime e depois deixei o gênero um pouco de lado.

    Havia experimentado o início de Mafia meio que de qualquer jeito um dia aí e isso foi o bastante pra deixar o jogo no meu radar. O plano inicial seria mesmo fazer streaming, mas o jogo tava dando uns probleminhas aleatórios no PC (compatibilidade?) e eu meio que desanimei com esse tipo de interação social online pois os amigos mais próximos andam ocupados e coisas do tipo. Partiu jogar sozinho mesmo!

    Abrindo o jogo, há uma apresentação muito interessante, desde as equipes parceiras na criação do jogo, passando pelo menu principal e até as cinemáticas que explicam o enredo e apresentam os personagens. 

    A primeira missão já deixa bem claro a ambientação de Mafia, que se passa num cópia de Nova Iorque dos anos 30. Logo você está jogando com Tommy Angelo, o taxista bonitão que se vê parte de uma situação complicada de perseguição entre mafiosos.

    Você está no controle do taxi e deve fugir dos criminosos, despistando-os pela cidade. Logo eu percebi uma coisa: o meu carro era super lento! e a perseguição era a coisa mais bizarra do mundo. Fui nas configurações e percebi que os carros de Mafia normalmente contam com o sistema de passar marchas, mas felizmente havia a opção de mudar para automático.

    Ainda assim é bem tosco. Os carros são lentos demais! E quando finalmente você consegue alguma velocidade os bandidos batem em você ou você bate em algo pela cidade e a velocidade cai absurdamente! Bom, são os anos 30 e percebe-se que o jogo tenta uma abordagem mais realista, inclusive com essas mecânicas e tal, mas eu vou ser sincero: não é interessante, mas sim bem tedioso!

    Mas mal sabia eu o que me aguardava!

    O enredo estava ficando legal e as primeiras missões seguem a vida normal do nosso protagonista como motorista de taxi. As pessoas pedindo para você as levar de um lado pra outro, atravessar a cidade de uma ponta a outra dentro de um tempo a 40 km/h (que aqui parece metade disso). Ah, eu preferiria estar jogando Crazy Taxi!

    Numa dessas eu bati o carro e o cara reclamou. Falhei a missão. Felizmente haviam checkpoints entre cada viagem. Depois rolou de eu falhar porque passei num sinal vermelho! Já jogou algum GTA tentando ser uma pessoa normal e respeitando as leis de trânsito e desistiu 2 minutos depois? Pois é, aqui é obrigatório.

    Eu estava achando tudo aquilo o oposto de divertido e não acreditava que um jogo assim existia.

    Mas logo as coisas mudaram e o querido Tommy se juntou à mafia de uma forma interessante.

    Agora finalmente jogando Mafia de verdade, as coisas mudaram um pouco. Eu saí jogando como jogo GTA, dirigindo rápido e furando qualquer sinal e indo curtindo as missões.

    É bizarro como a cidade toda tem uma cara fake. Os prédios tem texturas legais e tal mas a maioria deles é simplesmente uma caixa retangular e a coisa toda funciona mais quando você os vê de longe. Além disso, não há nada para se fazer na cidade, não é divertido matar ninguém nem há rampas para fazer coisas loucas com os carros. Fora que tudo é super parecido e dificilmente você sabe se localizar.

    O jogo não tem mini-mapa, mas um radar (?) que mostra pontos brancos representando outros carros, azuis representando viaturas policiais e vermelhos indicando inimigos. Entretanto, é difícil saber até onde eles estão pois são há indicador de prédios ou caminhos. Que bizarro! Esse radar desaparece se você sair do veículo.

    Acabei olhando nas configurações mais uma vez para descobrir que havia um botão de mapa, o Tab. Ao segurar essa tecla uma transparência com o mapa dos arredores fica sobre a tela, meio que como em Diablo, Minecraft Dungeons e afins. É um segura e solta Tab sem precedentes!

    Quando você acha que já aprendeu o jogo, ele vai achar um jeito de piorar e dificultar seu progresso.

    Dirigindo pela cidade para pegar missão ou mesmo já dentro delas, a polícia constantemente vem atrás de você. O motivo? Indo muito rápido ou furando sinais vermelhos ou ainda porque bateu. Mais uma vez, foram tentativas de deixar a experiência mais próxima do real, mas acabam sendo muito mais frustrantes!

    Imagina fazer uma missão chata e só ter que levar alguém para algum lugar para a finalizar e a polícia começar a chegar batendo no seu carro, dificultando a sua locomoção e até impedindo que você termine a fase pois você não pode ter ninguém no seu encalço! Muitas vezes inclusive falhei missões assim e tive que as refazer novamente pois fui morto ou preso. E esse jogo é cruel com checkpoints (e item de recuperação de vida)! Prepare-se para refazer missões ou dirigir longas distâncias múltiplas vezes por esse motivo.

    Mais tarde, nas configurações, descobri que apertando F5 você limita a velocidade do seu carro e impede que guardas e viaturas venham atrás de você, mas a troco de andar bem lento (e sabendo que Mafia gosta de te por para atravessar o mapa todo para fazer algo tosco, depois voltar tudo novamente a as vezes ainda ir para mais lugares distantes).

    O que estava segurando alguma vontade de jogar isso ainda era o enredo, que é bem legal e tem partes interessantes. Eu não conseguia parar de pensar que as cinemáticas e enredo eram bons demais pro jogo, como se um time tivesse feito seu trabalho muito bem enquanto o responsável pelo gameplay não fazia ideia do que fazer.

    Um filme bem legal, mas um jogo muito fraco. Acho que é isso.

    A parte de dirigir em Mafia nem é a pior, embora seja a predominante na sua aventura, e esse título vai para o combate (e qualquer coisa feita a pé).

    Quando primeiro andei por aí, percebi que a câmera é muito zoada e não mostra o personagem por completo, cortando da metade das costas para baixo. Há a possibilidade de mudar a visão num automóvel, mas a pé não! Tentei roubar um carro e não consegui até descobrir que o botão para isso é o direito do mouse. Eu, hein? Com o tempo fui reparando que a disposição dos comandos é a mais estranha possível no teclado e embora eu goste de jogar sempre no "default", aqui eu tive que mudar algumas teclas e olha só como são algumas coisas: Q para agachar, E para pular/subir em objetos, L para recarregar a arma!

    A coisa toda piora muito em combate. A mira do jogo é meio difícil de controlar e os inimigos tomam MUITOS tiros para morrer, bem no estilo do primeiro Uncharted. Os caras são verdadeiras esponjas de dano, mesmo tomando headshot e suas armas tem a munição muito limitada, como as pequenas que costumam ter de 6 a 8 balas no cartucho e você ainda deve errar algumas delas antes de ficar completamente exposto esperando o Tommy as recarregar, algo que demora muito tempo enquanto você fica clicando desesperadamente com o mouse na esperança da animação finalmente ter terminado. Tommy Guns também descarregam muito rápido e as shotguns, além do grande intervalo entre cara tiro, ainda devem ser recarregadas após uns dois terem sido disparados.

    Para ferrar mais a sua vida, você é o contrário dos oponentes e morre muito fácil (além daquilo que eu mencionei de não haver muitos med-kits disponíveis pelas fases). As vezes um tiro tira 1 do seu HP, as vezes tira 20, as vezes 100 (shotguns). É uma verdadeira loteria e se pá nem sequer te acertam!

    Em missões com muitos inimigos juntos pode se preparar para se estressar e ver todo tipo de coisa sem noção e injusta acontecendo. Mafia não quer ser zerado por você!

    Resumindo: Mafia tem seus altos e baixos, mas infelizmente tende a ficar muito mais com pontos negativos. Eu nem lembro qual a última vez que vi um jogo tão desinteressante, ainda mais feito obviamente com um orçamento grande. Chega a ser até decepcionante pois percebe-se que houve algum cuidado em diversos quesitos e lado-a-lado ele humilha GTA III quando o assunto é visual (de certas formas).

    De bom: o enredo é muito bacana, inclusive o final é sensacional, talvez um jogo que valha mais a pena ser assistido do que jogado (acho que nunca antes falei isso na minha vida), mas provavelmente a nova versão Remaster/Remake tenha simplesmente feito jus ao título e deixado esse aqui, o original de 2002, completamente defasado. Há bons checkpoints nas missões, que geralmente são longas e divididas em partes. Os personagens são muito bem construídos, inclusive na questão gráfica.

    De ruim: zero imersão, muito artificial. Muitos fatores irritantes, como a polícia atrás de você por qualquer motivo atrapalhando desde uma viagem simples até a conclusão de missões. Gameplay duro com combate tosco, movimentação lenta (fiquei procurando a botão de correr mas o movimento normal já era corrida enquanto andar é ridículo - há uma missão de perseguição a pé que chega a ser vergonhosa graças a essa movimentação). Carros duros e rápidos como lesmas. Dificuldade zoada em diversas missões, principalmente com muitos inimigos e no máximo 1 caixinha de kit de primeiros-socorros. Muitos bugs, como carros passando por dentro do meu nas cinemáticas. O personagem mais recarrega as armas que atira. Cidade toda igual. Botões estranhos dispersados pelo teclado. Incrível a fissura do jogo te fazer atravessar a cidade toda só para depois voltar em quase toda missão. Fatores aleatórios e injustos te fazem perder a cabeça, a ponto que eu estava gargalhando de tão frustrado em falhar de formas tão ridículas (ou o jogo dar Game Over sem nem explicar o porquê).

    No geral, bom, eu joguei GTA III recentemente e me diverti mais do que esperava. Joguei também True Crime L.A (que é toscão), já joguei Total Overdose e até o irritante Just Cause 1, além de outros clones de GTA até no DS mas acho que nunca me decepcionei tanto quanto com esse. Jamais jogaria novamente (o remake sim) e até para terminar essa campanha foi suado. Não recomendo essa bomba (mas conheça o enredo)!

    Mafia

    Platform: PC
    539 Players
    9 Check-ins

    19
    • Micro picture
      vinicios_santana · 29 days ago · 2 pontos

      O 1 é realmente sofrível, não animei ir até o fim nele. Mas te falar, o 2, é um dos jogos "estilo gta" que mais gostei, tanto em história, ambientação e gameplay.

      2 replies
    • Micro picture
      jcelove · 29 days ago · 1 ponto

      É, ele datou mal, mas se me lembro qdo saiu em 2001 ou 2002, era topzeira. Dava um pau em realismo no GTA 3. Tem seus defeitos na jogabilidade mas nada que não houvesse pior em outros jogos da época. O que frustrava mesmo era a falta de checkpoints nas fases, tinha umas bem perversas como a da corrida e a ultima missão, mas no geral era um belo AAA com fisica que surpreendia.

      Os caras tentaram seguir uma pegada "realista", talvez a maior da época por isso, os carros eram lentos e se acelerasse acima de 41km com o carro ou se algum puliça passasse qdo tentava "pegar" um carro ele te punia demais. Ai eu só andava com o limitador de velocidade ativado, demorava pra chegar nos lugares mas a policia nunca incomodava, exceto nas partes obrigatórias.hehe

      As partes de luta eram horriveis mesmo, mano a mano toscão, mas é aquele lance da falta de referencia. Os tiroteios até que achava de boas.

      Rodar ele em Windows acima do XP é um sofrimento mesmo, fico surpreso que tanha conseguido, eu não teria paciência.

      Pelo que vi o Remake consegue ser fiel E consertar praticamente todos esses defeitos sendo bem mais amigável, parece bacana.

      2 replies
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