anduzerandu

Fanático por jogar video game e finalizar tudo o que começa.

You aren't following anduzerandu.

Follow him to keep track of his gaming activities.

Follow

  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-02-26 22:10:47 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Dead Cells

    Zerado dia 26/02/20

    Eis aí um jogo que todo mundo fala: Dead Cells. Fiquei  bem curioso quando ele foi anunciado pro Nintendo Switch e todo mundo pirou!

    Pelo nome, eu não tinha ideia do que se tratava o tal indie, mas logo fiquei sabendo que Dead Cells (DC) era basicamente um Dark Souls 2D, o que já não me animou tanto (na época eu não manjava nada de jogos do tipo), mas resolvi dar uma chance mesmo assim quando o danado foi finalmente lançado. Infelizmente teve algo que me impediu de ir além: seu preço! DC custava algo por volta de R$100, um preço que hoje em dia já não pago em qualquer jogo. Esperei promoções mas ele ficava girando em volta dos R$80 e os amigos que estavam experimentando diziam ter muita dificuldade.

    Resultado: fiquei meio temeroso com o título. Caro, muito difícil e talvez eu não tivesse muita paciência pra ele. Já o tinha colocado na lista de "jogos que vão demorar pra ficar num preço aceitável e que eu só os jogarei daqui a anos ou pirateando no PC (não sou muito fã de jogar na plataforma)".

    De repente a Nintendo do Japão lança um teste do jogo completo por uma semana, como foi com o recente Fire Emblem Warriors, que zerei, e outros jogos ocasionalmente no passado. Massa! Vi pessoas comentando que tinha a opção em português, diferentemente do FEW que fui obrigado a jogar em japonês.

    A essa altura eu já estava ciente que DC é um roguelike e que o lance de Dark Souls não representa bem a realidade. Quer dizer, o jogo tem uma atmosfera semelhante e não é fácil (como nada do gênero costuma ser), mas comparar com o famoso título da FromSoftware é o típico da mídia especializada ao descrever qualquer coisa que seja ao menos levemente além das facilidades comuns.

    Eu vou te dizer que DC é como Rogue Legacy, mas com um visual bem Castlevania.

    A primeira cosia que você tem que saber antes de jogá-lo (ou a muitos outros semelhantes) é que você vai morrer. As vezes muitas vezes até conseguir terminar a aventura, as vezes poucas. Os muitos fatores aleatórios de jogos como esse são justamente a grande sacada deles, variando bastante a sua jogatina e fazendo com que você experimente e explore como quiser. Eu mesmo estava com medo do período de uma semana não ser o bastante, mas joguei um pouco por dois dias e zerei lá pela minha sexta ou sétima tentativa. 

    Em segundo lugar, esse jogo é curto (essa jogatina que terminei o jogo levou 49 minutos, sendo que provavelmente foram computados uns 10+ minutos de créditos). E conforme você pega o jeito e armas melhores, ele tende a ser mais curto ainda! Como citarei mais adiante, DC ainda te recompensa por jogar o mais rápido possível e sair matando todo mundo sem tomar dano.

    Em terceiro e último lugar, como qualquer jogo bem feito do gênero, você sempre está progredindo, mesmo nas piores runs. Isso se dá porque você coleta células dos inimigos mortos e as usa para desbloquear armas e habilidades melhores permanentes para o jogo, ou seja, você sempre começa mais forte e os inimigos derrubarão melhores itens. Fora isso, você vai pegando o jeito da coisa toda e sabendo como abordar as poucas variações de inimigos. Lembra quando você começou a jogar Super Mario World e demorava dias no primeiro mundo e hoje em dia você termina o jogo 100% com uma mão? É exatamente esse o efeito!

    Começando Dead Cells, você tem uma espadinha fraca e uns itens meia-boca pra escolher e equipar em outros slots, como um arco e flechas que você equipa no segundo espaço de ataques e uma torreta que você equipa no espaço de habilidades secundárias.

    A primeira área é bem simples e os inimigos são fracos e é ótima pra treinar diferentes ataques e manobras como o pulo duplo do personagem e a rolagem, muito útil pra fugir de qualquer ataque inimigo assim que ele der a dica que vai sair pra cima de você! Até aí você tem o d-pad pra andar, B pros pulos e Y e X pros ataques principais. A rolagem fica por conta do botão A e habilidades secundárias no ZL e ZR.

    Logo você vai perceber que precisa interagir com as coisas, como abrir portas ou fazer vinhas crescerem, o que é feito com o botão R, que só será usado para esse tipo de ação. Com uma poção no inventário, você pode a usar com R.

    Bom, essa quantidade de botões em uso em um jogo tão veloz como esse as vezes me confundia e muitas vezes você consegue novos poderes e tem que substituir por algo que você está usando, o que muda um pouco a jogabilidade. Essa foi a minha maior dificuldade com DC e eu tive que me policiar sobre o que sempre usar em determinados slots pra me acostumar, como deixar o ZL para uma habilidade de cura.

    Estando em uma área, você pode sair explorando tudo com calma atrás de mais inimigos para poder ganhar mais almas ou mesmo se curar se você tiver um poder que se cura um pouquinho a cada monstro destruído ou sair no maior estilo hack'n'slash em busca da saída pro próximo cenário.

    O legal de jogar com calma é que o jogo acaba ficando mais fácil e você acha mais loot. Os mais importantes de todos são os pergaminhos, que basicamente são o level up do jogo. Cada vez que encontrar um, você escolher um atributo a melhorar, como itens vermelhos (armas de ataque principal ficam mais fortes), roxos (para habilidades secundárias) ou verdes (para itens de cura). Além disso, todos aumentam o seu HP.

    Teoricamente, então, você pode concentrar todos os seus pontos só em ataque e ficar bem forte, certo? Certo! Mas há motivos pra upar os três. O verde, por exemplo, é como aumentasse a sua defesa e isso faz diferença caso você tome muito dano (foquei nele e no vermelho quando terminei o jogo).

    A maior diferença nesses level ups veio quando na minha primeira ou segunda jogatina eu cheguei relativamente longe e estava me achando invencível, mas numa determinada área, mesmo com inimigos visualmente iguais os da anterior, eu não causava quase nada de dano (tinha focado muito nos atributos roxos e pouco nos vermelhos)!

    Já quando você joga rapidamente, ao alcançar uma nova área o jogo contém tem dua portas. Uma delas se abre se você tiver chegado ali dentre um determinado tempo (2 minutos pra ter terminado a primeira área, 8 pra segunda) enquanto a outra se abre se você tiver matado um determinado número de oponentes sem tomar dano deles (30 na primeira área, 60 na segunda).

    Essas portas contém muitas células cada, além de novos equipamentos bons de graça! Mais forte e acostumado, sobretudo nas últimas runs, eu estava fazendo isso inconscientemente e ganhando bastante coisa pra poder desbloquear armas, habilidades e outras facilidades pro jogo. Outras vezes eu joguei "na louca" tentando fazer algo legal, violento e estilizado mas cheguei a perder na primeira e segunda área até porque se você for na bagunça, alguns movimentos inimigos são mais difíceis de prever.

    Ao chegar na metade do jogo, que tem umas 9 áreas (com bifurcações), novos NPCs aparecem e pagando células você ainda pode aumentar a porcentagem de itens melhores aparecerem permanentemente! O preço é meio caro, mas você vai gastante de pouco em pouco e aumentando as chances e jogando várias vezes você consegue o nível máximo!

    Outros NPCs entre as áreas te dão habilidades passivas para toda a run, regatam itens de runs anteriores e há ainda há a opção de se curar 100% de graça (não há motivo pra não fazer isso), o que deixa o jogo ainda mais tranquilo e te renova a cada área!

    Lembra que falei que são 9 áreas? Dessas 9, três são só pra chefe, ou seja, você a acessa, enfrenta o cara, e já vai de volta pra sala de compras/acesso ao próximo mapa. Os chefes em si são os maiores desafios do jogo ao mesmo tempo que não são tão difíceis.

    O primeiro mesmo, com uma torreta no chão e mantendo a distância, é bem tranquilo. O segundo é mais chato e eu morri na primeira vez que eu o alcancei. O terceiro é o último, que só vi uma vez, o derrotando na primeira tentativa, mas eu estava bem preparado, com itens de cura maximizados com as runs anteriores, habilidades fortalecidas e ataques bons à distância (um "chicote" de raio, que super recomendo pois ale´m de poder ser forte e atacar de longe e sem mirar, ainda conecta vários inimigos que estiverem próximos).

    Esteticamente falando, eu os achei bem mais ou menos. Quer dizer, o último é o mais chamativo e legal e o primeiro é simples, mas pra um chefe de começo, tá ok. O segundo (foto abaixo) é o mais sem graça, como os chefes mais "humanos" dos Castlevanias. Sempre gostei mais dos gigantões!

    Resumindo: Dead Cells é um jogo bem legal e justo. Com um pouco de planejamento óbvio e sorte, ele pode chegar a ser bem tranquilo de ser terminado. Fiquei com medo de ser difícil ou enjoativo demais, mas foram pouquíssimas horas em dois dias dos 7 que a Nintendo está liberando o jogo e acabei mais cedo do que esperava. Bem mais cedo. Ainda assim vale a pena dizer que é um jogo que exige um pouco de dedicação e que o processo de comprar coisas permanentes, adquirir novas habilidades permanentes (e assim alcançar novos lugares ou interagir com novos objetos) e mesmo morrer é completamente normal!

    De bom: visual estiloso, com cenários belíssimos e tudo num pixel art bem legal. Muito viciante! Mesmo zerando, há caminhos alternativos para se explorar (provavelmente mais interessante em plataformas com sistema de conquistas). Melhorias e itens permanentes sempre renovam a experiência. O jogo permite diferentes abordagens para combate e exploração.

    De ruim: jogabilidade meio esquisita as vezes, como quando você quer alcançar um local alto e o pulo duplo parece ser muito baixo, ou muito lenta, como quando você precisa usar uma poção. Achei que desbloquear armas é um pouco caro demais, o que me fez usar e ver sempre as mesmas pelos mapas. Para um jogo caro como esse, achei o final meio fraco e, pessoalmente, não vi motivos para rejogar. Algumas áreas são exclusivas dos DLC, que aparentemente são pagos (mais uma vez, o jogo não é barato). Não curti umas partes que o jogo deixa o lado sério de lado e entra no modo "full indie-anime", mas felizmente foram poucas vezes e bem sutis. Muitos botões variáveis pra se preocupar, o que deixa a jogabilidade bem complicada pra quem for muito casual.

    No geral, o jogo é bom sim e muito gostoso de jogar, mas pelo custo-benefício acredito que existam opções melhores, como o próprio Rogue Legacy, talvez. Já no quesito qualidade, DC ficou entre os meus roguelikes predileto, mesmo não sendo perfeito, mas o meu coração ainda pertence à Enter The Gungeon (com seu preço baixíssimo, muito mais conteúdo e DLCs gratuitas), mesmo um sendo sidescroller e o outro um twin stick shooter. Mas fica aí a recomendação: jogo muito divertido e viciante, que eu amaria ter na portabilidade do meu Vita. Mas não pagaria o preço pedido.

    Dead Cells

    Platform: Nintendo Switch
    52 Players
    2 Check-ins

    16
    • Micro picture
      sannin · 1 day ago · 1 ponto

      Como assim zerou em 49 minutos ? Fiquei 3 horas e sempre morria perto do fim.

      2 replies
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-02-22 22:55:35 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Tom Clancy's The Division 2

    Zerado dia 22/02/20

    Esse jogo apareceu por apenas R$10 e todo mundo ficou sabendo disso. Um preço incrivelmente barato para um jogo tão recente! Lembro ainda do anúncio dele e tudo.

    Infelizmente eu nunca joguei o primeiro The Division, mas tinha alguma curiosidade (mas nem sabia do que se tratava) e o jeito foi começar pela sequência. O fato é que a série ganhou esse 2 e isso me chamou a atenção na época. "O jogo é relevante o bastante pra valer uma sequência?"

    Convidei uma galera, assinei um mês de PS Plus e lá fomos nós.

    A primeira coisa que você tem que saber sobre TD2 é que ele é um jogo de tiro em terceira pessoa baseado em exploração de mapa, derrotar mil inimigos, ganhar níveis, equipar armas melhores, desbloquear habilidades e repetir as mesmas ações (ou fazer coisas parecidas) com frequências. Basicamente ele é um Destiny com os pés no chão, mais realista.

    A aventura acontece num mundo desolado por uma praga enquanto comunidades tentam sobreviver e lutam contra diversas facções terroristas/rivais. Acho que posso dizer que os cenários são bem The Last of Us.

    Já em termos mais técnicos, você pode pagar os 10 reais e jogar sozinho e nem ter que assinar o serviço da Playstation numa boa. No meu caso a assinatura foi obrigatória para jogar com meus amigos, ajudando uns aos outros e conversando de tudo, como tento fazer com qualquer jogo do tipo. Acredito que esse tipo de jogo tenha muito mais graça com um grupo de conhecidos e chat.

    Ao abrir o jogo pela primeira vez nós temos um menu de criação de personagem. Legal, mas um pouco limitado. eu mesmo tento sempre fazer o personagem mais bizarro e diferente possível, mas o meu cara mau saiu feio, mesmo com um afro roxo e bigode. Nada de olhos protuberantes ou orelhas gigantes por aqui. Enfim, eles tentam ser bem sérios.

    Já na jogatina, tivemos cada um que faze rum tutorial obrigatório para poder nos conectar ao multiplayer. Felizmente essa parte foi bem curta e até útil. No primeiro dia joguei com apenas um amigo.

    O enredo é bem clichê de jogos como Call of Duty, mas sendo um pouco menos cheio de ação e patriotismo. Diria até que há um certo ar de Fallout.

    As primeiras missões resumem bem o que você vai fazer basicamente por todo o jogo: andar pra algum lugar, derrotar uma porção de inimigos, talvez livrar uns reféns ou ajudar alguém a sair do local, coletar itens e voltar.

    Eu quero dar muita ênfase na parte de andar, pois você faz isso em grande parte do jogo. Imagine um GTA sem carros ou se o Destiny mesmo não tivesse as navinhas pra se locomover, é bem isso. Quer dizer, as distâncias não são enormes e conforme você joga, explora e faz missões opcionais, novos locais de Fast Travel são habilitados, mas ainda há bastante trabalho a pé, sobretudo se você focar apenas na campanha (não foi o nosso caso) e nas primeiras horas de jogo, onde nada foi reconhecido ainda.

    Os cenários são chatos. Bem chatos. É tudo realista e tal, bonito (apenas dos personagens serem coisa do início da geração passada), mas é tudo vazio. MUITO VAZIO. Prédios, árvores, carros, é só isso o tempo inteiro! Aqui e ali você vai dar de cara com membros de facções inimigas em grupos, mas o sentimento é que você está perdendo tempo pois já tem tanto tiroteio em qualquer tipo de missão, que aquilo parece algo totalmente sem futuro (e ainda nem dá muita XP ou ainda dá um trabalho e demora pra limpar a área). Meus amigos gostavam de combater quaisquer inimigos que viam, mas é chato você passar por lá depois e eles terem voltado, coisa que não acontece com qualquer tipo de missão, principal, secundária, de ajudar as pessoas etc.

    O combate também não tem nada de novo: atirar, se esconder, jogar uma granada, esperar seu HP se regenerar. Uma coisa bacana é que seu HP regenera, mas não o seu escudo! Isso faz com que você tenha que ser mais cuidadoso e use itens ou habilidades para se curar 100%.

    Os inimigos mesmo também costumam ter bastante escudo, mas ao chegar na vida, eles a perdem muito mais rapidamente (e não regeneram nada).

    Já as habilidades desbloqueiam conforme você faz certos tipos de missões, que te recompensam com um tipo de moeda específica (entre as muitas do jogo) para desbloquear habilidades. Esses poderes se baseiam em armas tecnológicas para o seu auxílio, como um drone que atira ou cura, uma bomba que revela todos os inimigos à sua visão, uma mina que fica te curando, uma esfera que levanta aliados caídos e tal. Essa definitivamente é uma das partes mais legais de TD2, ainda mais sabendo que de 8 tipos de habilidades ativas e suas variações, você só pode equipar duas por vez.

    Já a jogabilidade é meio que mais do mesmo, mas senti um pouco de dificuldade em me acostumar com certas ações comuns, como pular obstáculos (aqui feito com O) e me esconder rente a objetos do cenário (feito com X). Em momentos de muita pressão, ao invés de me esconder eu pulava pra frente das coisas e ficava na frente de todos, recebendo mil tiros, por exemplo.

    Além disso, a rolagem é feita ao apertar X duas vezes consecutivas, mas as vezes o personagem simplesmente se grudava às paredes e não saia e o jeito era aceitar a minha vergonhosa morte, sobretudo quando inventava de avançar à frente dos colegas.

    Nesses casos eu nem pedia ajuda, só esperava alguém vir enquanto me culpava ou esperava morrer pra dar respawn e voltar pra lá.

    Além de toda a andação, combates repetitivos contra soldados e controles que por algum motivo tanto me confundem, o jogo peca em diversas outras áreas, como sua visibilidade de cenários. Acho que eles tentaram fazer algo realista ou sei lá, mas se você estiver no sol e entrar pra dentro de um prédio, a retícula do personagem demora a se acostumar e você não enxerga nada! Já da sombra pro sol eu não tive esse problema.

    A coisa piorou mais ainda em diversas localidades que já eram escuras e sem iluminação e era simplesmente horrível de ver as coisas, inclusive andando na cidade à noite em ruas sem iluminação ou dentro do esgoto. Em certas partes aconteceu também deu não ver nada por ter luz demais.

    Resumindo: Tom Clancy's The Division 2 é um jogo tão básico e clichê que fica difícil falar sobre ele. Fico feliz dos amigos terem se engajado a continuar até o fim e provavelmente até fazer tudo o que há pra se fazer no jogo, mas eu desanimei ainda mais ao terminar a campanha, principalmente depois de um final abrupto, que poderia muito bem ser simplesmente o final da primeira missão. Tenho que mencionar ainda que nunca um jogo multiplayer me deu tanto sono! Aliás, nos deu. Enquanto em outros casos eu vou dormir 4 horas da manhã ou mesmo tenho que me forçar à ir pra cama, nesse aqui a gente jogava duas horinhas e já ficava bem monótono e todas as conversas acabavam. Ontem mesmo eu cheguei a ficar "pescando" de sono constantemente às 22h.

    De bom: os cenários são legais. A trilha sonora é surpreendentemente boa nos combates. Gosto das habilidades ativas, como drones e tal.

    De ruim: personagens feios. Estória clichê e quase inexistente. Cenários vazios e parados. Todas as missões são muito parecidas e só envolvem matar ondas de capangas sala depois de sala. Os chefes são só caras mais resistentes. Pouquíssima variedade. Armas e equipamentos mais fortes, mas muitas vezes você mal costuma perceber que o personagem está evoluindo. Final fraco e provavelmente dependente da DLC para continuar o enredo. Muito monótono, sem personagens carismáticos e não dá nem graça batalhar senão por loot melhor ou XP. Cadê um cenário diferentes? Cadê um chefão épico? Cara, me dá um helicóptero pra destruir em pleno voo pelo menos! Eu não aguento mais atirar nesses caras e me esconder atrás da muretaaaa...

    No geral, esse jogo é super básico e nada imersivo. Talvez eu curtisse mais o 1. Entre todas as opções multiplayer hoje em dia, essa não chega nem perto de ser das melhores. Sério, não há motivos pra jogar esse jogo. Eu paguei R$10 e foi um preço ok pelas risadas que demos e bugs que vimos, mas não acho que as 20 e poucas horas investidas tenham sido necessariamente recompensadas. Passe longe!

    Tom Clancy's The Division 2

    Platform: Playstation 4
    31 Players
    44 Check-ins

    15
    • Micro picture
      ederpezawm · about 15 hours ago · 2 pontos

      Se você não jogou o primeiro, te digo que não muda muita coisa deste não. Não joguei este mas o que você disse descreve bem o primeiro.

      1 reply
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-02-22 13:12:30 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Gato Roboto

    Zerado dia 22/02/20

    Quando eu vi esse jogo ser lançado há uns bons meses atrás, eu fiquei curioso. Achei o visual bonitinho e o estilo metroidvania muito chamativo. Entretanto, sempre tenho o pé atrás com jogos que não conheço ou de menor fama, ainda mais indies. Trailers enganam e as chances de a aventura em si não ser divertida ou ser mal feita/quebrada são bem grandes.

    Por outro lado, vi um pessoal muito entusiasmado pela internet e como eu não costumo me dar spoiler vendo videos e tal, resolvi que valia a pena ter Gato Roboto. A questão agora era o preço: R$30-40 por ele (já sabendo que seria uma experiência curta), não me soava legal, então ficou na lista de desejos da eshop por uns tempos. 

    Um dia o dito cujo entra numa promoção de apenas R$15, finalmente. Ainda me questionei se valeria mesmo esse preço e provavelmente seria um jogo bem mais ou menos.

    Começando a aventura, percebe-se que Gato Roboto é um metroidvania fortemente inspirado na série Metroid. A jogabilidade é muito parecida com a da Samus, assim como a exploração, os power-ups e até o comportamento de muitos inimigos. Isso me deixou bem empolgado!

    Além disso, as animações são muito bonitas e caprichadas. Que coisa mais linda! A simplicidade dos personagens é muito carismática e eles conversam pelo rádio com uma voz que me lembra um pouco Star Fox. Bacana.

    A única coisa que não é muito do meu agrado é o fato do jogo não ter cores, tipo Minit. É estiloso? É! Mas em cores isso aqui seria ainda melhor, provavelmente. Fora que a minha vista fica cansada depois de uma sessão de jogos e logo tudo fica embaçado por uma horinha ou outra. Cheguei a trocar as paletas de cores conforme as abria pra ver se melhorava e a mexer no brilho do console como fiz em Downwell. O fato de eu tê-lo jogado 100% no modo portátil do Switch pode ter afetado também (não testei na TV).

    Gato Roboto tem um lado fofinho, principalmente da protagonista, que é uma gatinha que controla um robô e pode até sair dele a qualquer momento para acessar áreas estreitas e ambientes que a sua roupa não podem, como água. Maaas, o jogo é de respeito e dificilmente apela pra esse lado.

    Basicamente, se você gosta de Metroid, você vai gostar disso aqui, sem dúvida nenhuma!

    O gameplay é como os demais do gênero: explorar áreas, conseguir novas habilidade e poder acessar novas localidades. Uma informação importante: de todos os Metroids, Gato Roboto mais se aproxima do Fusion, sendo um pouco mais linear, com uma pessoa te ajudando um tiquinho aqui e ali e poucas partes de ficar perdido.

    Essa minha primeira aventura durou 2 horas e meia e foi um tempo muito satisfatória, com bastantes áreas e com um jogo tentando se inovar a cada nova área.

    Se eu jogasse novamente, provavelmente cortaria esse tempo pela metade (Metroid Fusion é um jogo que demoro 2 horas pra jogar hoje em dia, depois de múltiplas playthroughs, para comparação).

    Há constantemente um relógio na parte inferior da tela para quem quiser fazer speedrun ou simplesmente ter noção do tempo de jogo. Cheguei a voltar a explorar cenários depois de resolver os problemas das áreas e as deixar completamente acessíveis. Voltando em áreas anteriormente inacessíveis, geralmente encontram-se itens que aumentam os seus pontos de vida ou outros coletáveis que você pode usar para trocar por habilidades. No caso desses coletáveis, aparentemente são apenas 15 no jogo inteiro e o primeiro item custa 8, que é o modo "turbo" do tiro (eu adorei visto que cansa ficar apertando o botão o tempo todo). O segundo item requeria ter todos os coletáveis e não faço ideia do que é.

    Acho que a maior graça mesmo dessas coisas é deixar sem mapa completamente descoberto, os 100% no seu save e saber que você viu tudo na aventura.

    Apesar das modernidades e facilidades do jogo, ele não é completamente fácil. Uma criança, por exemplo, não conseguiria jogá-lo. Acho que ele é um meio termo pra quem é casual e mais hardcore. É um jogo de uma ou duas sentadas no sofá, mas pra quem não manja do gênero, ele pode ser tornar maçante, como qualquer outra coisa do tipo.

    É um bom jogo pra começar a jogar metroidvania? Sim, se você joga videogames com alguma frequência. E não, se o seu negócio é jogar Candy Crush e Just Dance. O que eu quero dizer é que você não vai achar moleza sendo completamente casual e que o jogo exige um pouco a mais que o normal.

    Eu já tenho a malícia do gênero e meio que já sabia como me movimentar e criar um mapa mental pra agilizar as coisas e achei bem tranquilo a maior parte do jogo. Cheguei a morrer um bocado do meio até o final, pois foi aí que eu percebi que fora do robô o gato só tem 1 ponto de vida. Fora isso, alguns chefões são bem complicados nas primeiras tentativas e me mataram muitas vezes, enquanto outros me deixaram nas últimas!

    Resumindo: Gato Roboto é um ótimo metroidvania. Curto, mas que entrega a experiência completa, ainda mais para aqueles que não tem muito tempo disponível hoje em dia. Ao terminar, eu só consegui ame perguntar: "eu preciso mesmo de um metroidvania mais longo que isso?" 

    De bom: visual e animações muito bons. Dificuldade no ponto. Jogabilidade excelente. Muitos poderes e variações de gameplay. Um bocado de coletáveis. Uma ótima adição à um gênero que hoje em dia é tão complicado de se achar uma boa experiência.

    De ruim: preto e branco que cansa os olhos. Depois do ponto de não-retorno, não tem como zerar o jogo e voltar pra pegar só o que faltou e seu save fica basicamente inutilizado.

    No geral, eu mais do que recomendo essa experiência. Que jogo bem feito! Recomendo esperar uma promoção por volta de R$15, que é um valor bom pra ele. Jogão!

    Gato Roboto

    Platform: Nintendo Switch
    5 Players

    24
    • Micro picture
      hilquias · 5 days ago · 2 pontos

      nice, ganhei ele na amzon prime, vou jogar ainda esse semestre

  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-02-18 18:50:29 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Flower, Sun and Rain

    Zerado dia 18/02/20

    Aaaah, o Nintendo DS! A plataforma que mais joguei na vida e em menos tempo. Basicamente, eu estava na faculdade e não tinha muitas preocupações na vida, tinha cansado de jogar mil vezes os meus poucos jogos de GBA e dado um tempo de jogos quando tive a oportunidade de conseguir um DS Phat com R4 pra poder piratear jogos a vontade, coisa que eu nem imaginava que existia!

    Tudo começou em 2009. Joguei muito todos os dias até 2011, quando fechei uns 203 jogos e basicamente não tinha mais nada pra fazer com o portátil. Fiquei devendo uns jogos, especialmente os tactics da plataforma, que fui empurrando pra jogar com a barriga e no final das contas, não tive força de vontade. Em seguida entrou o 3DS e tal, então vendi seu antecessor e usei o dinheiro pra comprar meu primeiro jogo da nova plataforma: Mario Kart 7!

    Eu manjava muito de DS. Na época bolei a minha regra de jogar apenas um jogo por vez (senão o R4 me consumia), procurava listas de jogos essenciais, hidden gems, jogava multiplayer com os amigos e primos. Eu aproveitei MUITO!

    Flower, Sun and Rain (FSR) é um dos jogos que eu raramente lembrava que existia. Um daqueles que ninguém falava em lugar nenhum e que eu mesmo comecei a me perguntar se um dia jogaria. Eu nem sabia do que se tratava a aventura!

    Anos depois, comprei um R4 pra usar no 3DS, agora que ele é bem mais tranquilo com o uso de flashcards e pus, sei lá, uma dúzia de jogos que ainda queria jogar, como Mega Man Star Force, Final Fantasy Tactics A2, Fire Emblem, Inazuma Eleven 2, uns jogos que finalmente ganharam tradução para o inglês recentemente e até umas coisas que por algum motivo não joguei, como Pokémon Mystery Dungeon e Conquest (não era muito fã dos spin-offs da franquia na época).

    Felizmente postagens sobre FSR aqui na rede me lembraram de dar uma conferida nesse jogo e eu, mesmo com minha lista de pendências, resolvi começar por pura curiosidade há uns dias atrás!

    Quando eu digo dias, eu tenho que enfatizar que foram muitos dias. Eu não muito de reclamar de jogo a menos que a experiência tenha sido fraca ou mal-feita, mas FSR é um jogo ruim. Quer dizer, ele tem uma ideia boa, uma ambientação legal e tal, mas a execução é ruim e eu nunca senti tanto sono jogando um jogo, e olha que amo jogos de puzzles e afins que a maioria acha chato. Esse aqui foi um caso de abrir o 3DS, jogar 5 minutos e já fechar novamente em algumas ocasiões. Como normalmente jogo na cama quando é videogame portátil em casa, tive que desistir da aventura algumas vezes por começar a "pescar" de sono constantemente e evitar que derrubasse o console no chão!

    Bom, de antemão eu tenho que dizer que esse é um jogo do Suda51 bem viajado. E se você acha que qualquer coisa com dedo dele já tem um clima bizarro, esse daqui vai fazer qualquer outro parecer tão básico como Snake de celular. Além disso, é um título lento, com puzzles sem graça e de duração de 10+ horas.

    Nessa aventura, você controla Mondo (mesmo nome do que viria a ser o protagonista de Killer is Dead), que foi convocado à uma ilha para investigar e tentar impedir um atentado terrorista à um avião ou algo do tipo.

    FSR acontece em cerca de 18 dias. Cada dia é muito parecido um com o outro: você acorda com uma ligação, desce as escadas do hotel (que tem o nome do jogo) até a recepção, anda pra caramba até algum lugar, dá uma explorada na ilha e resolve um ou mais puzzles ara poder avançar na estória.

    Seus dois maiores e mais importantes parceiros são um panfleto da ilha e hotel em que você se encontra e mais uma maleta, que basicamente é o mecanismo que te ajuda a decodificar os puzzles do jogo.

    Resumindo um dia, ele funciona mais ou menos assim:

    -Você acorda;

    -Tenta descer até o lobby do hotel, mas algo te impede (geralmente alguém querendo um favor);

    -Você anda até o local que a pessoa pediu que você fosse e acha, digamos, um rádio que não funciona;

    -Abra o seu panfleto de 90 e poucas páginas e procure por alguma seção que fale sobre rádios. Leia o artigo e tente achar alguma dica.

    -Interaja com o rádio, ligue o fio certo da sua maleta nele (nem sei pra que isso, pois se você colocar o errado, nada acontece, e nem tem como saber o certo senão pondo um por um);

    -Digite um número, como em todos os puzzles do jogo. Se estiver correto, beleza. Se não, interaja novamente com o rádio e tente de novo.

    -Depois um avião passa voando, explode no ar (como num pesadelo), você salva o jogo e próximo dia...

    Eu estava focado na estória no começo do jogo, mas logo a viagem vem com cada vez mais força. Ainda assim eu estava preso pois eu queria que aquele enredo chegasse à uma conclusão lógica, mas FSR começa a ficar mais e mais esquisito e confuso na questão de gameplay.

    Primeiro que a ilha vai se abrindo mais e mais para exploração e logo você não sabe nem mais pra onde ir e a exploração É UM SACO! Ande, ande, ande, ande, ande, ande. Não era aqui, volte andando. Ande, ande, ande, ande.

    Os puzzles variam bastante também de dificuldade, as vezes sendo óbvios, as vezes sendo satisfatoriamente difíceis, as vezes fazendo pouco sentido. Em certos casos eu nem consegui achar a dica no panfleto e tive que olhar na internet para ver se um dia acabava o jogo. Isso valeu também para achar meu próximo destino, pois as vezes você até sabe, mas precisa ativar uma conversinha com alguém aqui ou ali só para poder passar por uma porta depois.

    A parte mais bizarra pra mim nas primeiras horas, ainda me acostumando, é que houveram partes que a pessoa me dava a dica, como "futebol", eu achava e estudava bem o panfleto, mas não sabia onde encontrar o puzzle! Pra completar, cada dia tem 3 (acho) puzzles opcionais por aí, então quando eu estava andando e aparecia que podia interagir com um objeto, eu achava que era lá que a estória iria dar procedência (mas há uma dica no final da apresentação de cada puzzle que cita "lost puzzle", ou seja, sidequest).

    Resumindo: Flower, Sun and Rain é um jogo bem mais ou menos (mais pra menos). A monotonia, interface meio confusa junto ao enredo que não tenta te ajudar muito fizeram com que a experiência fosse um pouco maçante, artificialmente longa e sem graça do que poderia ser um jogo maior e mais reconhecido. Chego a lamentar que o jogo não tenha sido lançado depois, talvez na geração seguinte ou nos consoles HD, pois tanto o DS e PS2, únicas plataformas com o jogo, não fazem jus à ideia de imersão e beleza que FSR tenta passar.

    De bom: a versão do DS não deixa a desejar em relação à versão do PS2 (que só saiu no Japão). A trilha sonora é excelente, incluindo músicas famosas, como o Bolero de Ravel. Alguns puzzles são bem criativos.

    De ruim: visual simplista estilo PS1 que não sei bem se combina com a proposta do jogo. Difícil identificar o público desse jogo, que é bem de nicho. Repetitivo com ações semelhantes todos os dias e puzzles sempre baseados em digitar número em uma tela. O enredo é uma completa viagem, mas não de uma forma intrigante. Jogabilidade esquisita, principalmente em partes que a câmera não ajuda. Tudo muito lento, inclusive abrir um puzzle que gera uma cena com várias falas seguidas que você não pode pular e se errar, tem que ver tudo de novo. Nunca vi um jogo que você tanto tem que andar (inclusive há um contador que te premia a cada tantos passos dados) - eu zerei com mais de 21 mil passos e tem prêmios até 510.000 passos pelo que vi. Andar é tedioso e os gráficos de FSR não o deixam interessante ou imersivo, chega a não fazer sentido nenhum. Navegação meio confusa. Mecânica de plugar cabos só servem pra deixar o jogo ainda mais lento e à prova de experimentação. Achei o final da estória parcialmente insatisfatório.

    No geral, como eu disse, eu não sou de odiar jogos, mas esse daqui foi uma grande e longa decepção, que arrastei por muito tempo. Tentei ver com olhos diferentes, com um olhar artístico e com o relativo gosto que tenho por coisas do Suda51, mas esse jogo é um desperdício de uma boa ideia e do nosso tempo. Ruim com gosto...

    Flower, Sun, and Rain

    Platform: Nintendo DS
    52 Players
    6 Check-ins

    21
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-02-16 18:55:23 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Super Smash Bros. Ultimate

    Zerado dia 16/02/20

    Incrível como esse jogo não é cadastrado como Ultimate no Alvanista, apenas Super Smash Bros...

    Smash é Smash, né pai? É, mais ou menos. Eu conheci a série com bastante atraso, na verdade. Na época do N64 a galera pirava no PS1 por aqui e eu simplesmente não vi referência nenhuma à porradaria da Nintendo em lugar nenhum! Uma das mil revistas apenas falava sobre o jogo e eu lembro que era na última página, com um screenshot, o nome do jogo e uma leve descrição genérica, como se não fosse nada importante! Pra completar, a foto mostrava a Samus carregando o seu canhão e o Donkey Kong caído ou algo assim e pra mim ela parecia mais uma espécie de câmera ou torreta e o DK um monte de pedra. Eu realmente não tinha noção do que se tratava aquela foto.

    Eras depois cheguei a assinar a Nintendo World e a primeira edição que recebi foi a do Smash Melee (mais um cartão de aniversário pop-out da Rare, que alguns aqui devem conhecer). Achei bem legal a ideia e amava ler o macetes de desbloquear o Pichu, Mewtwo etc.

    Agora jogar mesmo e ver do que se tratava Super Smash Bros, só nas minhas épocas de emulação de N64, lá de 2007/2008 em diante. Amava Smash 64! Convidava uns amigos aqui e ali pra jogar lá em casa, alguns levavam controle USB, dividiam o uso do teclado e tal.

    Uns tempos depois, visitei um conhecido que tinha um Gamecube e o Melee. Achei esquisito (visualmente falando) e o fato de que os presentes manjavam um pouco do jogo me afastaram um pouco.

    Já na faculdade o lance era o Brawl ainda, mas eu não conseguia gostar como gostava do de N64. O visual era estranho e a jogabilidade com o wiimote ou wiimote + nunchuk era ruim, sei lá. Mas nessa época e já tinha noção que a série era grande, até porque rolavam torneios nos eventos que eu frequentava e tal.

    Com a chegada da nova geração e a busca de multiplayer local pros grandes encontros de 3DS, eu resolvi aderir ao primeiro Smash portátil (assim como arrisquei conhecer outras séries consagradas) e curti, mas aí a galera que se dedicava apenas ao jogo me destruía e de quebra o analógico do meu portátil também foi pro saco.

    O gosto mesmo por Smash veio graças a minha compra compulsiva pela versão de Wii U. Era HD e ninguém mais precisava ter o console ou o jogo. Bom, a ideia foi essa, mas acabou que ele ficou meio que encostado esperando jogatinas que hora aconteciam todo fim de semana, ora demoravam meses entre elas.

    Com o tempo, começamos a nos encontrar na casa de um amigo e a focar em ficar melhores que os outros, conhecemos o X1, partidas sem armadilhas de fase, sem itens, começamos a treinar com personagens que preferíamos e logo Smash Bros. chegou ao patamar que todos o põem, inclusive deixando a versão de 64 super sem graça. Cara, como era legal tentar aquilo a sério e com amigos que tem o mesmo nível! Mesmo só eu tendo o jogo, eu não via graça em jogá-lo sozinho ou treinar pra ganhar uma vantagem. Smash é multiplayer!

    Nunca chegamos aos níveis doentes de campeonatos grandes, até porque eu tenho mais o que jogar/fazer e me recuso a me dedicar com seriedade à um jogo competitivo, mas jogamos muito no Wii U, até que aquela geração foi morrendo, os amigos de Smash ficaram poucos e fomos esquecendo.

    Isso até sair o Switch e logo em seguida a nova entrada na franquia! Fiquei com o pé atrás de ser a mesma coisa mas com personagens adicionais e fui deixando passar até ver um cara da cidade barato. O jogo ficou na minha prateleira e eu tava com preguiça de desbloquear a galera, perdi o tempo de ganhar a Piranha Plant de graça e sem saco pra pagar DLC. Meu Smash seria um party game casual que estaria comigo pro caso de alguém querer jogar, nada mais.

    Conforme os personagens do primeiro DLC foram sendo mostrados, eu fui ficando animado. Quer dizer, o roster original é incrível e as novas adições são ótimas, como o King K. Rool, Ridley, galera do Castlevania e tal, mas quando eu vi o Hero do Dragon Quest, incluindo versões de outros jogos da série, eu pus o jogo no console e comecei a jogar com meus amigos, como se estivéssemos na época do Wii U. Comprei Pro Controllers do Aliexpress e lá estávamos nós, testando novos bonecos, cenários e coisas assim como se fosse um jogo completamente novo.

    Um dia a Nintendo ouviu às minhas preces e lançou Banjo-Kazooie. PQP! Esse personagem merecia demais essa representação (ao contrário de outros, na minha opinião, como o próprio Joker). O Terry foi basicamente o último personagem lógico que faltava na bagunça, sendo de uma série tão grande e importante. Quer dizer, eu acho um crime não ter o Dr Eggman ou o Crash, mas tá valendo.

    Eu estava muito empolgado com o jogo mais uma vez!

    Há cerca de um mês atrás eu resolvi que era hora de encarar o World of Light, que basicamente é o modo campanha de Ultimate e que parecia bem legal, diferente da maioria dos modos extras que a série normalmente trás.

    Quando você abre WoL, você assiste a cinemática de abertura do jogo em que os personagens do universo Smash são destruídos por uma grande força e resta ao Kirby de tentar trazer todos de volta à ativa.

    Você anda por um mapa 2D cheio de fases e lutando contra personagens do jogo possuídos por Spirits. Os tais Spirits são imagens 2D de personagens dos mais diversos jogos que tem ou tiveram alguma relevância ao alcance da Nintendo. Sendo assim, você vai ver coisas que vão dos recentes Astral Chain, Metroid Prime, Xenoblade Chronicles 2, Metal Gear Solid V, passando por títulos menos populares, como Hotel Dusk, Legendary Starfy, Ouendan, Tokyo Mirage Sessions e até coisas esquecidas do passado, como The Mysterious Murasame Castle, alguns personagens de Mario 2, uns Fire Emblems que nunca nem devem ter visto a luz do ocidente e até um bocado que são de séries que nunca ouvi falar (geralmente nomes japoneses e coisas do Famicom).

    O fato é que é uma delícia ver TANTAS referências a coisas que conheço juntas. Quer dizer, se você não manja nada, ok, mas ter jogado tantos jogos relacionados traz uma experiência ainda mais interessante (e talvez até te anime de ir jogar umas pendências aí).

    Quando um personagem está possuído por um Spirit, ele age como se fosse aquele Spirit, como se a Nintendo tivesse inventado um jeito de por centenas e centenas de personagens a mais.

    Um exemplo muio bacana é o Rabbid Mario. Nesse caso é o Mario com o Spirit dele na fase do 3D Land. A regra da fase faz com que ele comece a luta já com um blaster de laser e orelhas de coelho e ainda favoreça atirar (ele vai fazer mais isso do que qualquer outra coisa). Cara, que genial!

    Na fase do Metal Gear Rex o personagem é o R.O.B mas com o power-up que o deixa metálico (mais resistente e pesado).

    O mais legal é que o personagem escolhido, as regras de cada missão e até o cenário sempre batem muito com os personagens originais e estão sempre cheios de referência! Muita cosia eu expliquei pros amigos porque queria que eles entendessem o que se passava ali.

    Outras são óbvias, como a fase do Dr. Wily, que te obriga a matar 8 Mega Mans e depois lide com um Dr. Mario possuído por aquele Spirit. Basicamente, conhecendo um pouco da série quase sempre te faz entender cada missão.

    Vencer a luta dessas fases desbloqueia aquele Spirit e dá experiência para aqueles que você tiver equipado. Cada Spirit pode chegar até o nível 99, o que aumenta também o seu poder com base em seu nível quando o equipar. Alguns deles podem evoluir ao chegar no nível 99, o que os dá uma nova forma e nova habilidade, como é o caso do Mega Man X que ganha aquela armadura branca, o Boo que vira o King Boo, Naked Snake vira Big Boss, Pokémons evoluem etc.

    É muto importante ter o Spirit certo para cada momento, o que pode fazer com que você desista de um estágio por algum tempo. Nós mesmo apanhamos muito numa fase que ventava demais e nos jogava no buraco e depois de muito sofrimento, passamos, e logo depois, por outra rota, conseguimos um Spirit que dava invulnerabilidade ao vento.

    Em outros casos semelhantes, você pode ter que evoluir seu time para ter poder suficiente para aguentar o dano e causar o bastante contra determinado inimigo. Não tenho medo de voltar depois pra lá! E nem se esqueça, pois são tantos lugares pra ir e tantas fases que você acaba se esquecendo de onde estava aquele desafio.

    Spirits específicos também desbloqueiam rotas pelo mapa, como o Bomberman que explode rochas e o Link de Spirit Tracks que pode conduzir os trens.

    O World of Light ainda esconde muitos segredos por trás de entradas secretas e puzzles, o que pode aumentar um pouco o tempo de jogo pra quem buscar os 100%. Eu me viciei nesse modo e cheguei à esse porcentagem um pouco mais rápido do que as pessoas costumam chegar: apenas 22 horas! Acredito que usar sempre o time de Spirits recomendado ajudou muito (basta apertar Y na tela de preparação que ele já equipa todos aqueles que neutralizem efeitos chatos das fases, como tomar dano de chão eletrificado). Por outro lado, usar o Bowser mais o Spirit do Sahelanthropus o deixou bem forte e chegava a acabar grande parte das lutas em segundos, as vezes antes de ver o diferencial daquele estágio.

    Outra coisa bacana é que existem dungeons a serem exploradas, com mais desafios e um chefe no final, com barra de vida e tudo. É aí que vemos o Dracula e o Rathalos, por exemplo.

    Pra fechar, personagens principais podem ser encontrados por todas as partes e ao vencê-los, você os desbloqueia para usar nesse modo e no Smash multiplayer normal! Se você comprar o jogo e for jogar apenas single por um tempo, recomendo ir direto à esse modo, que você já aprende tanto sobre as mecânicas, zera o enredo e ainda desbloqueia o tantos personagens que esse jogo tem!

    Resumindo: Super Smash Bros. Ultimate é a experiência definitiva da série. O jogo é lindo, cheio de texturas realistas, muitos modos, todos os personagens de todos os anteriores e mais uma porção de novos e o que eu mais precisava: um modo single player bom! Não se se é porque amo video games e saquei grande parte das óbvias referências, mas esse modo de uma pessoa me viciou, sendo que até então nenhuma campanha ou coisa parecida de Smash sequer me parecia interessante (e eu joguei Space Emissary).

    De bom: o jogo é lindo. Zilhões de personagens e Spirits. Muitas variáveis em cenários e combatentes fazem com que cada partida seja diferente. Muitos modos de jogo, de alguns rápido até aqueles que demandam longas jogatinas. Multiplayer de sofá de até 8 pessoas (embora eu prefira o 1 contra 1 ou no máximo 4 jogadores simultâneos).

    De ruim: o modo online ainda é fraco como foi nas últimas gerações (apesar que o X1 aparentemente é tranquilo). Acho essas interfaces do Sakurai meio confusas e as vezes eu tenho que acessar vários menus pra conseguir achar algo simples. Também acho que existe representação demais de Fire Emblem: muitos personagens de jogos que ninguém jogou e muitos Spirits.

    No geral, esse jogo é muito legal de ser zerado se você manja um bocadinho de video games, senão cada fase vai só parecer um desafio diferentes inventado do nada. Se você tem amigos interessados na série e uns controles, vale demais a pena comprar, pra jogar casual ou seriamente. Minha recomendação é a seguinte: se você pena em comprar pra ter mais uma opção de jogar com pessoas que não manjam de video game, essa escolha pode ser ruim. Vá de algo ainda mais simples. Além do mais, acho que Ultimate é como Mario Kart 8: se você joga sozinho e treina, seus amigos não vão acompanhar muito bem e você terá uma experiência tediosa no multiplayer, enquanto eles se frustrarão contra um adversário imbatível. Ou seja, é o tipo de jogo que é mais legal de evoluir em conjunto. Entre os meus amigos, a galera que se dedica é bem boa e me vence, mas a galera que joga PS4 não aguenta meia hora de porrada comigo, então cuidado. Jogaço!

    Super Smash Bros

    Platform: Nintendo Switch
    308 Players
    115 Check-ins

    23
    • Micro picture
      lukenakama · 11 days ago · 2 pontos

      Eu treino meu técnica em Smash Bros nem eu sei o porque já que eu nunca poderia ir em torneio ou disputar online graças ao maravilhoso serviço da Nintendo, mas mesmo assim eu só jogo 1 vs 1, no itens, Omega Stage e não sei mais o que.
      Esse jogo é maravilhoso e na minha opinião é o maior Crossover de todos, não só jogos mas de tudo, como eu sou viciado nessa merda kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
      E como eu me animo pras novidades, quando teve Mii de Cuphead eu quase tive um troço mesmo sendo só Mii, e já to juntando dinheiro pra comprar a DLC e to na expectativa(Vem Sora, o resto pode ser tudo Fire Emblem, mas você é o único que eu quero de fato pro jogo)

  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-02-12 23:59:29 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Trine 2

    Zerado dia 12/02/20

    Quanto tempo fazia desde que joguei o primeiro Trine? Acho que comecei a saga lá em 2016, se não me engano. Como passa rápido! Foi um dos últimos jogos que joguei no meu Wii U, mas depois disso teve mais de um ano de Xbox One e mais de 2 com o PS4. Bizarro!

    O fato é que eu até curti a jogatina do primeiro com mais dois amigos, mas dei uma enjoada depois de insistir na aventura uma tarde inteira e Trine 2 eu só tenho no PS3, que por sua vez só tem um controle, então só deus sabia quando eu voltaria. Poderia ter comprado em plataformas atuais, mas já tinha gastado essa grana na época e os preços atuais não são muito convidativos.

    Há mais de um ano eu acabei comprando o 3 numa promoção bem boa no PS4, mas queria fechar esse antes de convidar a galera. O problema é que recentemente rolou uma jogatina e éramos apenas 3 e o Smash já tinha dado o que tinha que dar. Trine 3 veio ao salvamento! Já essa semana, resolvi jogar logo o 3 até o final pra fechar na sequência antes da próxima jogatina com eles!

    Pra quem não conhece, Trine 2, assim como o seu antecessor, é um jogo de plataforma com puzzle em que você controla três personagens: um cavaleiro, um mago e uma arqueira, trocando entre eles conforme for a necessidade de usar de suas habilidades específicas para passar de obstáculos. A ideia basicamente sempre me lembra de Lost Vikings, mas aqui as coisas são diferentes.

    Primeiro que os personagens são trocados assumindo o lugar de onde o anterior estava, como se você fosse um feiticeiro que pudesse assumir a forma desejada quando quisesse, ou um Ditto, haha. Durantes as cinemáticas eles conversam e interagem, por isso eu sempre achei esquisito esse esquema de "se transformar" nos outros. O que eles estão fazendo enquanto não estão sendo controlados? Acho que vale um pouco de imaginação ou licença poética aí.

    Outras diferenças incluem o fato de que o jogo é focado em progresso contínuo e dificilmente você fica preso num quebra-cabeça. Além disso, o óbvio: os visuais, que são tridimensionais (embora o jogo seja tecnicamente 2D em jogabilidade).

    A aventura começa com um enredo clichezão e com a apresentação dos 3 protagonistas e suas habilidades, um por um:

    -O cavaleiro é focado em combate com sua espada e pode quebrar partes do cenário, tanto com seus ataques normais quanto lançando um martelo pra onde você mirar com o R3;

    -O mago é o cara que cria e move coisas no cenário. Ele pode criar cubos pra você escalar ou bloquear armadilhas da fase, tábuas que podem servir como ponte e mesmo puxar ou realocar objetos distantes ou pesados do cenário;

    -A arqueira é focada em ataques a distância (duh) e em sua agilidade, podendo atirar cordas e sair balançando por aí ou alcançando lugares altos ao maior estilo homem-aranha.

    Em resumo, o cavaleiro só é legal quando a fase te obrigar a lutar. O mago eu nem curti ao menos que tivesse que criar objetos pra chegar aos lugares e a arqueira é rápida e ótima pra sair pulando pela fase.

    As fases seguem uma após a outra, como foi no primeiro jogo e em Nine Parchments, mas há checkpoints aqui e ali pra quem quiser dar uma pausa.

    A primeira coisa que se nota é o visual de T2. É bacana, cheio de luz e me lembra um pouco a época do PSP. Lendo sobre o jogo online, vi que muita gente acha ele lindo, o que eu pessoalmente discordo. Quer dizer, é bonitinho (e as imagens do post muitas vezes podem fazer propaganda enganosa), mas ele exagera um pouco em algumas coisas, sobretudo os efeitos de luz e tal. O jogo é um verdadeiro festival psicodélico de cores, ótimo pra família tradicional hippie, mas isso também tira um pouco a identidade da maioria dos estágios, além de esconder um pouco elementos importantes das fases, como checkpoints e alavancas, que muitas vezes só vi porque passava nas suas frentes na sorte e aparecia o ícone rapidamente.

    Ainda achei que todo esse exagero não envelheceu sempre bem e chegava mais a incomodar em determinadas partes.

    Uma coisa que deve ser levada em relação a Trine, é que mesmo com mais jogadores, todos podem trocar de personagem como bem quiserem, inclusive todos podem jogar com a mesma classe, o que eu sempre achei que meio que matava a parte legal da ideia. O que dá pra fazer é cada um se obrigar a ficar apenas com um, mas além de certas partes te obrigarem a trocar para poder avançar (tipo escolher a arqueira para se balançar com o gancho e poder chegar ao seu destino), não curto muito a ideia de me forçar a fazer algo que já poderia ser do jogo.

    Outra coisa que não curto é a confusão de gêneros que Trine é e como tudo é meio esquisito na jogabilidade, como se nada fosse satisfatório e quando parece que você pegou o espírito, as coisas mudam.

    Em certos momentos você está andando e pulando plataformas, depois tem uma batalha contra orcs que você só tem que ficar apertando o botão sem pensar. Daqui a pouco você tem que empilhar umas coisas para alcançar um local alto. Depois você tem que fazer um puzzle que realmente exige algum pensamento.

    Se bem que falar de raciocínio aqui é mais estranho ainda. É como se o jogo fosse pensando para ser jogado de no mínimo 2 pessoas, pois em determinadas partes você tem que fazer duas coisas quase que simultâneas e os poderes dos personagens parecem serem incapazes de conseguirem tal feito. Os puzzles não são bem feitos, lógicos e as liberdades da jogabilidade do jogo te deixam ainda mais confuso. Logo você vai estar erguendo um cubo com seus poderem, tentando fazer ele ficar num local para afastar uma porta e usando um pedaço de pau como alavanca nele. Sabe aquela certeza que aquele jeito bizarro não é o certo mas vamos ver no que dá?  Pois é.

    Cheguei a olhar na internet umas vezes algumas partes e o vídeo que eu vi não esclarecia nada, é como se você tivesse que inventar qualquer coisa e é isso que eles estavam fazendo.

    O exemplo mais recente foi no penúltimo capítulo de T2. Havia na minha direita uma rampa de gelo que me impossibilitava de subir sem escorregar. No lado esquerdo, barris explosivos e chamas e um botão para repor os barris. Em cima uma bola com espinhos.

    Tentei de tudo para escalar a subida. Os barris desciam rápido e não davam tempo de os colocar lá com o mago e sair pisando. As chamas os explodiam. Grudei um deles nos espinhos e me balancei com a corda da arqueira, mas a subida era muito grande. Fiquei até com preguiça de ver na internet.

    Sabe qual a minha solução? A mesma de algumas outras partes: com o mago, crie dois objetos empilhados, como duas caixas ou duas tábuas. Fique em cima deles. Use a habilidade de controlar e mova o objeto de baixo. Voe cuidadosamente até o seu destino.

    Não gosto de me repetir, mas eu realmente odeio como esse jogo meio que manda um "faz o que quiser" com os puzzles. Me sinto roubando o tempo quase todo, senão com a sensação de que não deveria ser daquele jeito.

    Resumindo: Trine 2 é um jogo fraco, ainda mais tendo em vista que você jogou o primeiro. É uma estória bobinha e mais do mesmo. Acredito que a experiência seja melhor mesmo com mais dois amigos (e mais rápida), mas definitivamente não é lá grande coisa graças à sua repetitividade e falta de carisma.

    De bom: personagens de jogabilidade diferentes e com motivos pra usar cada um. Algumas partes das fases são bonitas (geralmente partes sem nada e que você passa correndo). Árvore de habilidades.

    De ruim: puzzles sem graça. Jogabilidade desengonçada. Difícil visualizar as coisas quase sempre. Repetitivo. Muitas vezes o jogo parece não ter um jeito certo de resolver nada e você inventa o que der. Armadilhas bizarras e que você nem vê quando espinhos te acertam, só vê o personagem tomando dano ou morrendo "do nada". Odeio que quando um personagem morre, você não pode o usar até achar um checkpoint ou morrer. Imagine uma luta contra um chefe, o cavaleiro morre, a arqueira não dá conta de atacar por ser lenta e fraca na bagunça e o mago sequer ataca. O jeito é se matar (só pra ver o guerreiro morrer com apenas um golpe logo em seguida). O humor é bestinha. Genérico, gritava por uma revolucionada como o 3 parece ser.

    No geral, Trine 2 é um passatempo que eu recomendaria pra quem tem mais dois amigos e querem uma aventura mais casual, psicodélica e cooperativa e esteja sem mais opções, o que hoje em dia é improvável. Acredito que se você jogou o 1, não tem porque jogar esse e vice-versa. Possivelmente os jogos da série mais atuais valham mais a pena, mas se você insiste em jogar T2, não pague mais do que R$15! Completamente passável.

    Trine 2

    Platform: Playstation 3
    679 Players
    42 Check-ins

    29
    • Micro picture
      gennosuke6 · 15 days ago · 2 pontos

      Boa! o/

    • Micro picture
      hyuga · 15 days ago · 2 pontos

      talvez seja um dos poucos puzzles que eu gostei e platinei e parabéns

      1 reply
    • Micro picture
      noblenexus · 15 days ago · 1 ponto

      Eu gostei mais do primeiro jogo, achei o segundo longo demais pelo que ele oferece, tanto é que as fases finais eu acelerei o máximo que deu pq já tava meio desanimado

      2 replies
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-02-07 21:22:51 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: The Binding of Isaac Afterbirth+

    Zerado dia 07/02/20

    Cara, eu conheci esse jogo há uns anos na casa de um amigo e cheguei a zerar uma outra versão (talvez intitulada apenas Afterbirth) no PS4 dele depois de tanto ele falar disso. Achei legal e tal, mas foi só isso.

    Anos depois, um cara aqui da cidade apareceu num grupo do Facebook a mídia física do Switch, Afterbirth+, por 100 reais e eu, já sabendo de toda a fama que The Binding of Isaac tem, resolvi arriscar. Não faço a menor ideia de quanto o jogo vale hoje em dia, mas na época, achar qualquer coisa do console nesse preço chegava a ser absurdo.

    O jogo ficou pegando poeira, sendo que eu só testei ele por uns 10 minutos e deixei pra depois, mas um dia eu precisei vender o jogo (sei lá o porquê) e rapidamente ele foi embora. Eu odiei ter passado o jogo pra frente pois ele ficou na minha estante e eu poderia tê-lo terminado, mas mal o joguei em todo aquele tempo.

    Já agora no presente, uma amiga me empresta uns jogos de Switch aqui e ali e eu resolvi pegar TBoI Afterbirth+ emprestado. Nem tinha colocado ele na lista por algum motivo, mas fui atrás da vingança (e antes do próximo encontro de Switch semana que vem para já poder devolver).

    TBoI é um roguelike similar à muitos outros (e possivelmente mais antigo que os exemplos que darei aqui). O jogo tem um Quê dos Zeldas top-down com seus mapas cheio de portas, paredes falsas, diferentes tipos de inimigos e bombas pra destruir um bocado de coisas. Por outro lado ele me lembra Enter the Gungeon (acabo sempre citando ele) justamente pelo gênero e um pouco da jogabilidade.

    Como funciona o jogo? Você está numa espécie de dungeon gerado aleatoriamente e pode explorá-la como desejar. Ao adentrar uma sala pela primeira vez, você provavelmente terá que lidar com inimigos e ao eliminar a todos, há um chance de conseguir itens, desde cura e dinheiro até novas habilidades loucas!

    A campanha inteira tem uns 7 andares e cada um é bem curto, mas, dependendo da sua sorte, cada sala pode ser moleza ou um grande desafio, pendendo mais pra esse último conforme você avança em direção ao final.

    O grande problema está em morrer. Se isso acontecer, você volta ao início da aventura. Em TBoI, isso é bem mais tranquilo do que em qualquer outro jogo similar que já joguei. A dificuldade é tranquila e justa e raramente você vai se sentir injustiçado ou de mãos atadas. Além disso, a campanha é tão curta que você sente que se recomeçar, logo logo estará na altura de onde morreu.

    A minha primeira jogatina de hoje, aprendendo o jogo e tal, me levou até a penúltima fase. A segunda me levou até o último chefe. Já na terceira, eu perdi no chefe do primeiro andar...

    Mas definitivamente o fator frustrante não existe no modo normal do jogo e a cada aventura, você ganha habilidades mais e mais bizarras (e o mais legal é que todos esses poderes afetam o visual do protagonista, Isaac).

    Posso ter dado sorte nessas runs, pois a maior parte do tempo eu me sentia bem forte e chegava a matar os chefes bem rapidamente. Mas não vou mentir que eu tentava explorar todas as salas possíveis de cada andar, ao invés de simplesmente ir descendo para o próximo estágio conforme achasse a sala do boss.

    A aventura requer que você saiba administrar certos itens durante a jornada, como bombas e chaves. Existem salas de borda dourada que te darão habilidades, mas vão querer uma chave ou duas. Em outros casos, pedras circulam baús dourados e em certas situações, você vai precisar dos dois para alcançar certos coletáveis ou lugares opcionais.

    Há ainda outros tipos de sala, como uma que você perde vida ao entrar/sair mas que tem algum item, salas que você pode sacrificar tantos pontos de HP em troca de algum poder e até salas com pontos de interrogação, geralmente secretas, que nem sempre eu sabia o que fazer.

    Um dos maiores desafios do jogo, como em outros do gênero, é descobrir o que suas habilidades fazem, o que basicamente exige muita experimentação. Um chifre, um olho, um rabo de demônio? Você vai ter que pegar ao menos uma vez e lembrar!

    Muitas vezes esses poderes só adicionam de forma positiva ao personagem e é bem óbvio o que fazem pela rápida descrição que aparece quando você os coleta ou depois de andar e atacar um pouco. Mas em alguns casos eu não fazia ideia no que aquilo poderia ajudar e até cheguei a recorrer à wikia do jogo pra saber o que escolher em situações que me limitavam carregar um ou outro.

    Vale lembrar que aparentemente há coletáveis negativos também, como um que me deixou mais lento.

    Resumindo: The Binding of Isaac Afterbirth+ é melhor do que eu imaginava de várias formas, mas também não me agradou muito de outras. Acredito que o jogo seja um ótimo roguelike, ainda mais pra conhecer o gênero, pois ele é mais tranquilo e não exige muitos botões pra jogar. Esse é um daqueles jogos feitos pra jogar mesmo quando você não tem nada pra fazer ou pouco tempo disponível, pois a jogatina é rápida e sempre diferente. Vale a pena zerar de novo e de novo e de novo ou mesmo ir atrás dos desafios, que limitam a jogatina e o personagem em modos especiais.

    De bom: jogabilidade simples, sendo que você apenas usa os dois direcionais (analógicos ou d-pad e ABXY) 90% do tempo. Campanha curta e bem justa. Fator replay enorme graças as mil variáveis e modos extras.

    De ruim: sempre vou reclamar de jogos que não explicam como seus itens funcionam, sendo que alguns são para casos bem específicos. Não curto a estética do jogo: tem aquela super cara indie com um monte de coisa de carne, cocô, moscas e uns abrulhos meio nojentos. Tem o seu charme e é original, mas dá uma sensação de falta de carisma e até mal gosto as vezes, haha. Queria que a tela mostrasse quais botões usam quais habilidades, pois elas ficam lá nos cantos da tela, mas eu sempre usava a cosia errada e alguns eu nem sei se tinham como usar ou se eram passivas.

    No geral, curti o joguinho pela simplicidade e por sempre se reinventar. É o tipo de jogo que eu recomendaria pra quase qualquer tipo de pessoa, pois dá pra jogar numa boa, diferentemente da frustração e longevidade de Enter the Gungeon, por exemplo, que ainda exige domínio de diversos botões e comandos, além de que as jogatinas raramente são casuais, mesmo de dois jogadores. Muitos divertido e cada nova tentativa são minutos muito bem gastos!

    The Binding of Isaac: Afterbirth+

    Platform: Nintendo Switch
    37 Players
    18 Check-ins

    21
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-02-05 15:55:33 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Broken Age

    Zerado dia 05/02/20

    Por algum motivo eu não incluí Broken Age na minha lista de pendências, visto que é um jogo que cheguei a jogar por um tempo na casa de um amigo há uns bons anos atrás. Na época eu nunca tinha ouvido falar nele e nem tinha ideia do que se tratava, mas ele já tinha terminado no PS4 (provavelmente foi um jogo dado na PS Plus) e a arte e como ele falou da experiência me deixaram curioso. Como imaginei ser uma aventura curta, resolvi jogar e ir até o final, mas logo quebrei a cara e pouco avancei na estória em pouco mais de uma hora.

    Broken Age (BA) é do gênero point 'n' click/adventure bem ao estilo de outros títulos antigos, como Day of the Tentacle, Fullthrottle, Monkey Island etc. Inclusive ele foi desenvolvido pela Double Fine de Tim Schafer, mesmo criador de Grim Fandango, fato que só vim saber muito tempo depois e depois de terminar o jogo do Manny Calavera.

    Um pouco mais amadurecido com o gênero depois de Grim Fandango, Torin's Passage, Maniac Mansion e diversos outros títulos similares da época do DS, como Hotel Dusk, a série Zero Escape, Professor Layton, Ace Attorney, Time Hollow, eu finalmente me sinto cada vez mais curioso em experimentar jogos parecidos. E BA definitivamente foi um dos que mais me deixou sedento para jogar.

    Primeiro que o que eu lembrava da minha curta experiência era de um point 'n' click mais casual, com visual bonito e moderno, como se a produtora estivesse querendo trazer o gênero para tempos modernos, coisa meio difícil de se fazer e popularizar hoje em dia. Segundo que o tal do Tim Schafer vinha cada vez mais ganhando o meu respeito, então logo eu já estava pesquisando sobre mais títulos do cara e colocando tudo na minha lista.

    Por outro lado, jogos do tipo exigem uma certa dedicação e eu estava com medo de ser um daqueles que você fica empacado em puzzles sem lógica e tem que se render a internet, coisa que eu detesto fazer (inclusive pelo fato de parar de jogar e começar a ler vários sites até achar).

    Bom, resolvi finalmente recomeçar o jogo depois de tanto tempo que o deixei aqui no notebook. Não lembrava de muita coisa, mas isso foi legal.

    No começo da aventura, você pode escolher com qual personagem jogar clicando em uma das metades da tela. Na esquerda, Vella, uma garota que vive uma vida simples num povoado assombrado por uma criatura que anualmente vem devorar donzelas que são escolhidas para serem dadas como oferendas. No lado direito, Shay, um garoto que vive numa nave espacial e que tem de tudo, inclusive a melhor tecnologia para lhe servir e o melhor tratamento possível, porém acaba caindo num tédio tremendo após tanto tempo fazendo a mesma coisa de forma artificial e robótica em meio a tantas simulações.

    Você pode escolher o que quiser e pode inclusive trocar de um pro outro a hora que desejar, mas o enredo só dá continuidade assim que você terminar ambos os contos.

    BA é dividido em três partes. Sendo que em cada parte você tem que jogar com os dois até o final para seguir para a próxima.

    A primeira parte meio que faz o óbvio: apresenta os personagens e os primeiros quebra-cabeças dentro do enredo. Você não só vai conhecer os protagonistas, como muitas outras pessoas e... coisas. Até aí o jogo é bem imersivo, tem diálogos bacanas e até umas partes um pouco fortes, como o monstro devorando as donzelas no conto da Vella e todo mundo achando normal. Já na da Shay, tudo é perfeitamente organizado e bonito.

    Eu estava achando até fácil, apesar de ficar levemente preso aqui e ali. As possibilidades são poucas, a jogabilidade é simples, os visuais muito bonitos e eu estava preso ao enredo.

    Terminei a parte da Vella e fui pra do Shay, que me pareceu bem mais desafiadora pois sua nave é cheia de salas e atalhos, itens e nem sempre é muito óbvio o que fazer para progredir. Mas tava bem legal!

    O final da parte 1 basicamente é o grande conflito que faz a estória andar e como já era esperado, os personagens chegam a se cruzar brevemente.

    Uma coisa interessante é que as estórias deles acontecem ao mesmo tempo. Isso quer dizer que os inícios são simultâneos, assim como os meios e os finais. É muito importante você ter isso em mente para conectar como um pode estar afetando o outro ali no momento. Eu digo isso porque eu joguei uma até o final antes de começar a outra e não me liguei que certos acontecimentos estavam sendo causados por coisas que o outro fez, embora o jogo deixe isso bem óbvio.

    E no caso de você não perceber essas ligações, o enredo sempre dá uma explicadinha a mais.

    Começando a parte 2, BA começa a ficar mais tenso em relação a puzzles, quantidade de itens e em quem usá-los. É aí que a experiência fica mais próxima aos adventures antigos, sendo um pouco mais maçante e até meio sem lógica as vezes (o que me rendeu umas duas olhadinhas na internet para saber o que fazer).

    Pois é, enquanto a primeira parte durou relativamente pouco, a segunda te fazer ir e vir pelos mapas por um bom tempo, entregando itens ou usando-os aqui e ali para obter um novo, para então poder usar ali para obter algo novo.

    O bacana é que é fácil interagir com as coisas. Você pode clicar onde o cursor brilhar e esgotar todas as opções de falas com as pessoas ou ver o que o personagem tem a dizer sobre algum objeto, mas como sempre, as possibilidades são limitadas, então mesmo numa sala cheia de tranqueiras, poucas são as coisas que tem alguma importância e quase sempre é bem óbvio qual.

    Você pode ainda abrir seu inventário e arrastar um dos seus itens para cima de algo ou alguém e ver se funciona, como entregar aquilo que a pessoa tanto estava procurando. Ainda assim isso pode ficar meio complicado em algumas partes, principalmente quando você tem muitas coisas no inventário, muitos personagens e diversas partes de mapa para sair simplesmente experimentando aleatoriamente.

    Há ainda casos que você deve combinar dois itens do seu inventário para criar outro, mas isso é raro e achei tranquilo de deduzir, mesmo esquecendo que essa possibilidade existia.

    A parte 2 me levou vários dias para ser terminada e até deixei o jogo um pouco de lado nesse meio tempo. A parte do Shay mais uma vez me deu muitas possibilidades, expandiu um mapa e um dos personagens me deu a missão de coletar 4 objetos, sendo que eu poderia os fazer em qualquer ordem e a qualquer momento em 4 missões de traz e leva simultâneas. Em diversos momentos eu não sabia mais o que poderia interagir com o quê, o que eu já havia tentado ou se poderia mais depender da lógica (mas isso o jogo raramente deixou a desejar, lógica).

    O interessante é que as vezes você fica preso sem saber o que fazer, mas logo em seguida desencadeia um monte de eventos e a estória começa a avançar rapidamente.

    O legal também desse momento no jogo é que o conto fica muito intrigante e profundo e deixa de ser o que parece à primeira vista: um conto infantil.

    Outra coisa que impulsiona a parte 2 é que ela é basicamente já o final do jogo, então se você acabar, o que vem depois é bem tranquilo.

    Por um lado eu estava meio cansando da fórmula de BA, mas por outro eu estava realmente sentindo que estava jogando de verdade. Quer dizer, o primeiro ato foi bem tranquilo e até fácil e bobo, mas o segundo realmente estava me pondo ao teste e não estava sendo uma bagunça aleatória. Mesmo quando ficava preso, ao resolver o que tinha que ser feito, finalmente, eu sentia que fazia sentido (com exceção daquelas duas partes que tive que olhar na internet e fiquei com a impressão que nunca descobriria por mim mesmo).

    Começando a última parte, os dois protagonistas tem que interagir um com o outro mais do que nunca, mesmo estando em lugares diferentes. De início eu demorei pra entender isso e tentei levar um deles até o final antes de trocar pro outro, mas depois de umas dicas do próprio jogo, percebi que deveria trocar constantemente até que seus objetivos se concluíssem e o final da aventura finalmente chegasse. Essa parte foi bem curta também e, se eu soubesse, poderia ter terminado o jogo antes.

    Resumindo: Broken Age é um excelente point 'n' click baseado nos jogos antigos do mesmo gênero, mas com uma cara mais moderna, principalmente em questão de visual e jogabilidade. Ainda assim, ele tem partes mais complexas e demandam um bom raciocínio, totalmente anulando o lado casual que eu esperava. Definitivamente um jogo para quem curte adventures e para quem quer conhecer o gênero mas tem o pé atrás. Infelizmente não sei quanto tempo durou a jogatina, mas foi pouco.

    De bom: visuais e animações lindíssimos. Jogabilidade simples. Progressão muito boa e com as possibilidades limitadas, você acaba avançando mais cedo ou mais tarde. Aventura na medida certa, sem enjoar ou se tornar maçante. Enredo interessante e que me prendeu do início ao fim. Incrível como existem tantas reações para o uso de cada objeto com cada pessoa, definitivamente um trabalho e tanto dos desenvolvedores ao invés de apenas usar respostas genéricas.

    De ruim: pouca variação de cenário e pessoas, o que limita também o jogo (mas isso também te deixa mais próximo de cada personagem e mais eficaz em saber com quem interagir). Achei o final fraco, sendo que eles resolvem os problemas que aconteceram na crise da estória, mas não tenho certeza se houve alguma mensagem adicional ou o que aconteceu com eles. A minha versão aparentemente não tinha português, então vale a pena pesquisar antes de comprar, pois sem a língua, não dá!

    No geral, gostei pacas da experiência e me arrependi um pouco de não ter pego no Switch ou Vita, pois teria jogado até mais rápido. Acho que o jogo se encaixa muito bem em vários moldes, como personagem carismáticos numa estória muito bem contada e cenários coloridos. Curto muito o gênero e amo Grim Fandango (até tatuei o Manny no braço), mas se alguém quisesse conhecer ou dar outra chance à adventures, eu recomendaria começar por Broken Age!

    Broken Age

    Platform: PC
    163 Players
    28 Check-ins

    22
    • Micro picture
      hilquias · 22 days ago · 1 ponto

      eu joguei e zerei ele, achei o inicio do shay o mais legal, gostei da história até certo ponto, mas a parte da vella na maioria das vezes é chata, ela é um personagem legal, mas a história é chata

      3 replies
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-02-04 11:37:26 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Shovel Knight Showdown

    Zerado dia 03/02/20

    Depois de lançar Shovel Knight há uns anos atrás, a produtora Yacht Club surpreendeu com o anúncio de DLCs gratuitas com o tempo e como eu tinha amado a proposta do jogo desde seus primeiros anúncios, passando pela jogatina em si e até o momento que o terminei, eu obviamente fiquei interessado. Por outro lado, não esperava muito do conteúdo extra até saber que seriam aventuras adicionais.

    Quando joguei o primeiro DLC lançado, já sabendo que seriam 3 no total, eu achei maneiro. O problema é que grande da aventura me pareceu muito similar ao jogo base, mas com pequenas mudanças aqui e ali para se encaixar com a jogabilidade do novo protagonista, incluindo a remoção de certos objetos para dificultar a sua vida. E foi assim por bastante tempo até eu finalmente terminar a DLC e perceber que realmente foi algo a mais. E isso se confirmou mais ainda ao terminar o segundo pacote lançado mais tarde.

    Agora com os três jogos terminados, faltava apenas o último chegar um dia. Nesse momento eu já estava amando a série e não via a hora de fechar todas as campanhas. Entretanto, a última DLC, King of Cards, levou um século para ser lançada, fora os muitos adiamentos que aconteceram, a ponto de me fazer esquecer um pouco do jogo.

    A produtora então finalmente deu uma nova data, se desculpou pela demora e ainda colocou mais uma expansão no pacote! Essa surpresa, diferentemente das outras campanhas, seria um jogo de luta bem party game e seria lançado junto à King of Cards e se chamaria Showdown.

    Showdown (SD) foi lançado apenas para as versões de "tela grande" por ser um jogo mais voltado ao multiplayer, ou seja, nada de 3DS ou Vita apesar do Wii U e PS3 estarem incluídos (e serem plataformas menos relevantes atualmente).

    A melhor notícia de SD foi entrar no eshop e ver que ele, assim como os demais DLC até então, foi lançado numa versão standalone no Nintendo Switch. Isso quer dizer que eu não teria que comprar o pacotão (caro) para ter acesso ao Showdown, até porque eu já cansei de jogar as demais campanhas. Ficou apenas uns R$15 e eu poderia não só curtir a campanha como teria no console mais voltado pro multiplayer e portabilidade atualmente!

    Jogando ainda umas urgências, SD foi ficando pra depois. Ou pelo menos até uns amigos me visitarem e a gente resolver testar o multiplayer. Jogamos mais ou menos uma horinha e cansamos. Quer dizer, o jogo é divertido e parece um Smash Bros mais casual (e bem mais barato), ótimo para jogar com pessoas que curtam o visual mais 8bit e menos técnico, mas acho que a pequena quantidade de personagens disponíveis e modos, além de sua simplicidade e a grande variedade de jogos nos nossos consoles meio que fez a gente querer ir logo pro próximo.

    Um dos meus visitantes chegou a pesquisar e achar um código que desbloqueava tudo permanentemente, incluindo personagens, skins, cenários. Isso resultou num jogo muito mais interessante e até jogamos mais um bocado!

    Hoje, querendo algo mais rápido pra jogar, lembrei da existência de SD, então resolvi tentar zerá-lo. A ideia foi excelente, pois a campanha durou 20 minutos e foi bem tranquila até chegar na última fase. E agora posso dizer que estou em dia com a série completa!

    Sobre a campanha, basta selecionar "Historia" no menu principal entre a muitas opções e logo você tem uma cutscene bem ao estilo da série. Muito massa! Depois disso escolha seu personagem e você vai ter mais algumas cinemáticas voltadas à ele, o que traz muita variedade visto que são muitos lutadores. A minha escolha foi o King Knight por ainda ter sua jogabilidade meio fresca no cérebro, e apesar de ter parecido uma boa escolha, tive algumas dificuldades no final da campanha por conta de suas mecânicas: como ele ataca dando ombrada e isso o joga pra cima, fora que ele quica nos lugares, eu estava me jogando nos ataques inimigos ou me afastando muito de onde deveria chegar rapidamente graças aos meus ataques e suas habilidades de me afastarem.

    Depois de zerar, pensei qual personagem poderia ter sido melhor e dos protagonistas, provavelmente o Shovel Knight tivesse sido ainda mais difícil (ou não) e a jogabilidade do Plague Knight pode não ser a melhor, mas acredito que o Specter Knight poderia ser incrivelmente apelão. Além disso, com certeza outros personagens devem ser ainda melhores.

    O modo Historia se desenrola em cerca de 10 estágios e usa de diferentes tipos de jogo para alcançar a vitória. Os mais comuns são o de derrotar seus inimigos até que percam sua última vida e o modo de coletar um determinado número de rubis antes que todos os outros.

    No modo mais voltado pro combate, cada personagem tem 4 pontos de HP e deve usar de seus golpes clássicos para não apenas acertam um ao outro como também evitar armadilhas do cenário, como lava e espinhos, como também golpes dos oponentes e itens lançados contra você. Há ainda coletáveis que restauram pontos de vida de quem os pegar primeiros e frames de invencibilidade depois de golpes e morte.

    Já no modo de coleta, as coisas não mudam muito, mas o foco é na coleta e, teoricamente, você pode até ficar distante dos outros. A questão é que inimigos derrotados ficam um tempo fora do jogo e ainda derrubam dois rubis ao morrer, o que pode adiantar bem o seu lado.

    Se levar em conta o modo multiplayer, há ainda outras variações, mas no single-player, além das descritas, eu ainda passei por fases "bônus", como uma que eu tinha que destruir vários objetos dentro de um tempo enquanto evitava bombas e ainda focasse em objetos que destruíssem tudo na tela ou me dessem mais tempo.

    A campanha foi bem tranquila e até fácil de mais por grande parte do tempo. Na primeira fase, de coleta, meu oponente quase não fazia nada e nem corria atrás das pedras preciosas. Já na fase 8 ou 9, eu esperava um desafio muito maior, mas os dois inimigos, clones das sombras meus, ficaram apenas indo de um lado pro outro no nível inferior enquanto eu ficava acima, esperando o aparecimento de rubis, coletando-os e esperando a próxima leva.

    Ainda assim, houve desafio. Um cenário de luta contra 3 me fez me preocupar bastante com as minhas habilidades e o último chefe, exclusivo desse jogo, foi bem chato. Eu não havia perdido nenhum Continue no jogo até então, mas nele eu gastei todo e só o venci quase morrendo a minha última vida!

    Foi nessa parte que eu percebi que a escolha do King Knight pode ter sido bem ruim e que a dificuldade de SD se mostrou bem. Felizmente consegui vencer, ver o final do meu personagem e ainda ganhei um troféu. Da próxima vez vou de Hard!

    Resumindo: Shovel Knight Showdown é bem maneiro e simples como dá pra imaginar pelos trailers. É uma boa alternativa de party game multiplayer e num preço excelente, mas que definitivamente não é lá muito viciante. Se você e seus amigos costumam jogar outros jogos, como Smash Bros. Ultimate, dificilmente vão ter motivos pra jogar isso aqui. Já se você não curte Smash ou não tem o jogo e quer algo simples e casual, mesmo com os priminhos, SD pode ser uma boa pedida.

    De bom: visual muito bonito igual ao resto da série. Músicas, personagens e muitas referências aos anteriores. Bastante variação de lutadores (contando que todos estejam desbloqueados). Alguns modos de jogo diferentes. Jogabilidade simples, sendo que um botão pula, um ataca, um usa um golpe especial e há um contra-ataque (aparentemente apenas em fases específicas). Muitas fases e itens, bem ao estilo Smash.

    De ruim: poucos personagens abertos de início. Poucos modos de jogo e de jogabilidade similar podem cansar rápido. Pela simplicidade, vencer uma partida raramente passa aquela sensação de triunfo sobre os demais jogadores. Pouco estratégico, o que pode ser bom pra jogar contra quem não manja muito de video game e só quer se divertir numa festa, mas não sei mesmo dizer se o jogo faria um público rir como em outros party games.

    No geral, se você tem o pacote Treasure Trove e não está no 3DS e Vita, você tem esse jogo, então está tudo bem e vale uma jogatina casual, sem dúvidas, aqui e ali. Se você é como eu, jogou o resto e gostou e quer só ele, vale sim o preço e até a experiência da campanha. Se você jogou uma das aventuras ou outra mas curtiu o trailer, ok. Agora se você não conhece a série e só quer um multiplayer a mais, cuidado! Com outros jogos no console, talvez nem valha a pena. Já se você quer um Smash simples, é esse daqui mesmo!

    Shovel Knight Showdown

    Platform: Nintendo Switch
    4 Players

    19
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-01-28 22:38:25 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Team Kirby Clash Deluxe

    Zerado dia 28/01/20

    Eeeeita que assim eu termino mais uma super pendência da minha listinha de urgências! Esse aqui é especial porque foi lançado lá em 2017 e eu cheguei a jogar um bocado, principalmente com um amigo e sua namorada.

    Eles viciaram em Team Kirby Clash Deluxe (não manjavam nada de Kirby) e continuaram a jogar juntos em casa com frequência, enquanto eu fui ficando pra trás e quando eles cansaram de jogar, a gente foi deixando de lado e até esquecendo.

    No final de 2018 eu peguei meu New 3DS XL desbloqueado e fui baixar tudo o que tinha pra jogar e foi aí que lembrei desse jogo. Mas eu só fui voltar a jogar, do zero, depois de jogar sua contraparte do Nintendo Switch, que eu realmente gostei pra caramba.

    Lembro que no dia que voltei pra versão do 3DS, já comecei achando as coisas meio esquisitas. Acho que isso se deu por conta que no Switch você joga o tempo quase todo com pessoas online e isso é muito legal, pois além de eles serem espertos, tem equipamentos bons e até melhores que os meus nas missões que preciso cumprir.

    Aqui na versão do 3DS eu estava dependendo dos bots e tinha que comprar equipamentos pra mim e pra eles. Pela burrice deles, eu acabei investindo apenas em mim e deixando-os com equipamentos iniciais.

    Na luta contra o primeiro boss, Whispy Woods, eu nem consegui passar! Foi aí que pedi pra aqueles velhos amigos jogadores de Team Kirby Clash Deluxe me ajudarem na próxima vez que nos víssemos.

    Pra quem não sabe, TKCD é um F2P lá dos últimos tempos do 3DS que veio pra tentar dar uma revigorada no portátil e viciada na galera. É o milésimo jogo da bolota rosa nessa plataforma.

    O jogo é meio que um Monster Hunter/Boss Rush: você tem um hub onde se acessam as missões, compram-se armas e armaduras e mais umas coisinhas. Você acessa as missões, escolhe uma para fazer ou refazer, escolhe uma das 4 profissões disponíveis e logo estará com mais outros 3 Kirbys batendo num grandalhão até ele morrer.

    Ao terminar uma fase, você ganha recompensas, como cristais, maçãs e pontos de experiência e ainda desbloqueia o próximo estágio. Retornar a essas fases pode ser uma boa ideia, principalmente se a próxima estiver muito difícil, pois você pode juntar uns coletáveis e adquirir melhores equipamentos.

    Mas porquê eu demorei tanto e precisei de ajuda pra terminar o jogo? Bom, tudo tem um custo, como é de se esperar de jogos gratuitos como esse. Um bom exemplo disso é a sua barra de Vigor. Iniciar uma fase custa uma determinada quantidade de Vigor (quanto mais avançada a fase, maior o custo), então as vezes você consegue jogar 4 fases, as vezes 3, 2... Se você não possuir a quantidade necessária, não poderá acessar aquela fase, a menos que:

    1) Aguarde. A cada 5 minutos ou algo assim, 1 de Vigor é restaurado, então se você precisar de 10, em 50 minutos poderá jogar novamente.

    2) Pague umas maçãs e restaure completamente toda a sua barra de Vigor.

    3) Passe de nível, o que restaura a barra completamente.

    Vigor não chega a ser um problema, mas maçãs... Ah, as malditas maçãs!

    Olha, você ganha maçãs quando termina as fases, quando completa desafios opcionais (cada missão tem uns 4) e quando as coleta a cada 12 horas na pracinha do hub. Ainda assim, a carência deles é GRANDE! Então a minha primeira dica é: não gaste nem o mínimo para restaurar Vigor!

    Para comprar armas e roupas de níveis maiores, você precisa de cristais de cores específicas e maçãs.

    Para desbloquear algumas missões, você tem que pagar com maçãs.

    Se o time todo morrer, você pode gastar 3 maçãs para reviver a todos. 9 se morrer novamente. 18 se morrer novamente e assim por diante.

    Se o tempo acabar durante uma missão, mesma coisa: 3 por 15 segundos. 9 por mais 15 etc.

    Eu comecei a voltar nas fases e fazer as missões secundárias, mas ainda tava tenso. Comecei a entrar todo dia religiosamente as 10 da manhã e 10 da noite e ainda assim foi TENSO no final. Um exemplo disso é que há missões de pagar 150, 180, 200 maçãs no final para serem abertas. Basicamente isso pode resultar em 20 dias entrando sempre para abrir UMA ÚNICA MISSÃO.

    Falando sobre isso com meu amigo, ele recomendou fazer mais missões secundárias, mas tava impossível. Eu estava poupando cada maçã e não me via gastando nenhum para equipar os bots, que também poderiam, talvez, fazer a diferença.

    Como o meu video game é desbloqueado, acho que nem dá mais pra acessar a eshop, mas o que eu mais queria era ser honesto aqui e investir numa árvore que desse, sei lá, umas 20 ou 30 maçãs por colheita, mas não arrisquei.

    Anteriormente, quando eles voltaram a me ajudar nessa nova jornada do jogo no 3DS, a gente achou um final de semana e em uma horinha eu fiz metade do jogo, e não fui além por falta de maçãs. Bom, o cara é nível máximo (50), então provável que terminaria o jogo na próxima jogatina. Quem dera!

    Quando estava no Rio, investi mais no jogo. Felizmente se você desbloquear determinado equipamento, os bots também poderão usá-lo. O problema é que eu realmente só estava investindo na classe de espadachim, assim como fiz no Switch e isso que dizer que meu time ficou de 4 espadachins e as outras profissões fazem falta. São elas:

    1) Espadachim. Voltado pro ataque, ágil e que cria um escudo que protege a todos que estiverem próximos quando seguramos o botão de defesa/esquiva;

    2) Guerreiro. Mais forte que o espadachim graças ao seu grande martelo, mas mais lento e sem o lance do escudo;

    3) Cientista. Ataca meio lento e esquisito, mas é mais voltado para curar o time, criando poças de recuperação no chão que duram um tempo. Enquanto os outros dão ataques mais fortes conforme você segura o ataque, ele entra no modo de cura;

    4) Mago. Pra mim, o melhor (coisa que só percebi depois. Além de atacar de longe, quanto mais forte for seu golpe, mais rápido os ponteiros de um ícone de relógio sobre o inimigo anda e ao chegar no final, o deixa paralisado por um bom tempo e suscetível à muito dano!

    Resumindo: Team Kirby Clash Royale é legal, apesar de ser bem defasado agora quando comparado com sua contraparte de Switch. O jogo é um pouco cruel em relação a necessidade das maçãs e tal e se você não for gastar nem uns 15 reaizinhos, pode ser complicado, sobretudo para quem for jogar só. Aliás, acho que o tempo dele já passou justamente pela necessidade de algum gasto para deixar a jogatina com certa continuidade e de ter outras pessoas pra jogar localmente.

    De bom: bonito e carismático. Os equipamentos são bem diferentes e imponentes (além de estilosos). Grande variedade de inimigos clássicos da série Kirby inteira. Modo multiplayer local bem divertido. Tem bom valor replay com missões secundárias e muitos equipamentos a serem comprados. Possibilidade de usar amiibos para ganhar cristais e contratar amigos de streetpass ou que jogaram local como bora mais fortes.

    De ruim: difícil juntar maçãs e fazer tudo o que é necessário e que exige elas. Dificuldade meio alta e requer mais equipamento do que habilidade, o que vai te fazer sair em busca de itens para comprar cosias melhores e rejogar certas missões várias vezes. Sem modo online, algo que foi consertado no Switch e que demonstra o como esse jogo pode ser bacana se feito da maneira certa.

    No geral, eu curti essa leva de jogos multi/boss rush do Kirby, mas a versão do 3DS já ficou no passado. Se você tem uma turma animada com o console, eu até recomendo, pois ele é viciante e sempre te faz voltar pra gastar Vigor e coletar maçãs. Caso contrário, o negócio é mesmo a versão do Switch, que inclusive permite jogar multiplayer com apenas um console, ou online com seus amigos ou desconhecidos.

    Team Kirby Clash Deluxe

    Platform: Nintendo 3DS
    52 Players
    29 Check-ins

    23
    • Micro picture
      jcelove · about 1 month ago · 1 ponto

      A versão do 3ds começa legal mas no final é um pay 2 win dos inferno, não aguentei naum.

      1 reply
Keep reading → Collapse ←
Loading...