anduzerandu

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  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-08-01 02:37:38 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Luigi's Mansion 3

    Zerado dia 30/07/20

    O segundo dos 3 jogos que tinha pra jogar da conta compartilha da minha amiga no Switch foi Luigi's Mansion 3, seguindo o Kirby Star Allies. Mais um jogo curto pra coleção.

    Bom, Luigi's Mansion sempre foi um nome conhecido. Eu sabia que era um título com o "Mario Verde" como protagonista caçando fantasmas numa mansão, obviamente, mas passei anos até conseguir jogar o bendito, até ele era exclusivo de Gamecube, um videogame que também demorei bastante tempo pra ter um contato válido e menos casual nas raras locadoras que o tinham.

    A minha entrada na série foi graças ao segundo jogo da série: Dark Moon, de 3DS, ainda na sua época de lançamento e graças ao até então super populares encontro de portáteis aqui do Distrito Federal. Era o jogo do momento e todos estavam curtindo bastante, fazendo jogatina multiplayer local e até marcando de jogar online. Bons tempos!

    Já o jogo original, eu só vim a jogar depois, emulando num PC de um antigo trabalho. Joguei umas duas vezes e um total de 3 horinhas. Super curto!

    No final das contas, eu acho que nunca curti muito a franquia Luigi's Mansion. O primeiro é legal e bem original, mas relativamente linear, limitado e super curto e a partir do momento que você souber como passar dos chefes e afins, grande parte da graça é perdida. Já o 2 é complicado. É um jogo mais bem trabalhado e profundo, com muitos segredos e motivos para explorar, mas um pouco longo demais, repetitivo, cansativo e meio genérico, já que os fantasmas que antes tinham personalidades únicas foram substituídos por inimigos simples e em grandes quantidades pelo mapa.

    Depois de tanto tempo, finalmente foi anunciado Luigi's Mansion 3. Pessoalmente eu não fiquei muito entusiasmado. Mais um jogo de explorar mansão, sugar as coisas e com pouca liberdade de movimentação, já que você sequer pode pular e basicamente só anda e gira o personagem? Não sei não...

    Em 2019, LM3 fazia sucesso, mas como eu sempre digo, não tenho confiado muito no hype que as críticas, sobretudo dos fãs da Nintendo tem feito. Quer dizer, só de ser exclusivo já é motivo pro jogo ser idolatrado. Daí junte uma franquia grande no meio, como o universo Mario, e as coisas ficam mais complicadas.

    Assim que terminei Pokémon Shield, cheguei a ofertar a troca no LM3, mas infelizmente o primeiro interessado só apareceu depois que eu já havia vendido meu jogo. Eu não me via pagando os R$250 do jogo que não sou muito fã, mas sabia que era um must-play, de certa forma, do Switch e que iria jogá-lo de uma forma ou outra, mas cedo ou mais tarde.

    Enquanto isso meus amigos que hackearam o console comemoravam o seu vazamento antes da data de lançamento e, mesmo sendo bem críticos em relação a video games, só falavam bem. Talvez eu estivesse perdendo uma grande experiência e evolução da série e nem soubesse!

    Graças a minha amiga, eu finalmente pude o jogar!

    De antemão o que eu posso dizer é que LM3 é o perfeito casamento dos melhores elementos do 1 com os melhores elementos do 2. Consertaram tudo e criaram o Luigi's Mansion dos sonhos (atualmente).

    Mas bem, o início é legal e um pouco diferente do que eu esperava, com muitas cinemáticas e cenários claros, de dia. As CGs são bacanas e lembram bastante filmes de grandes produtoras de animação. Acredito mesmo que o objetivo tenha sido justamente esse, pois os efeitos sonoros e a própria direção deixa bem claro que é como um filme carismático e infantil. Muito bacana.

    Por outro lado, tem algo nesses visuais aqui e ali que são um pouco diferentes do que tudo da série Mario costuma trazer. Sei lá, parece coisa Third Party. Mais tarde vim descobrir que LM3 (assim como o 2) foram feitos realmente por outra empresa, e não pela Nintendo e que aqueles leves nuances de qualidade realmente faziam sentido.

    Mas o jogo é bem bonito de qualquer forma!

    Com pouco tempo de jogatina, você percebe o que mudou e o que mantém a série o que ela é. Você ainda é o Luigi que não pula, sugando tudo pelo cenário com seu aspirador, resolvendo alguns puzzles, descobrindo como enfrentar diferentes tipos de fantasmas e tal. Pra quem já jogou pelo menos um dos anteriores, vai sentir que a jogabilidade é bem parecidas, apesar de terem adicionado algumas mecânicas novas com botões que antes não eram usados. Essas mecânicas, como atirar um desentupidor e um "golpe" que atira o Luigi pra cima de uma vez, são menos usados e tão estranhos pra mim que por muitas vezes esquecia de os usar ou não lembrava com quais botões as ativava (por exemplo, a luz negra é usada com X e o desentupidor com Y, um grande motivo para confusão já que eu usava muito a primeira).

    A aventura agora se passa num hotel, o que é uma ótima sacada para mudar um pouco os ares de mansão atrás de mansão. Mais do que necessário! Nesse hotel cada andar tem uma temática diferente, muitas vezes mecânicas novas ou mais exploradas que o normal e chefes.

    Eu diria que essa coisa de andar, com começo, meio e fim, lembra mais ou menos o modelo dos desenhos animados. São muitas vezes bem curtos e lineares, mas dá pra curtir um por dia pra que joga menos ou coisa do tipo, como se fossem vários episódios.

    Já pra quem for mais hardcore, vai perceber que o ritmo do jogo vai ser bem rápido. Andar atrás de andar numa única jogatina. Mal dá pra absorver o simples conteúdo de cada um pois quando a imersão na temática está chegando, logo você passa e vai pro próximo, praticamente esquecendo o que aconteceu antes. Eu mesmo logo me confundi com a ordem dos andares. Tinham uns que eu tinha até esquecido da existência enquanto outros eu podia jurar que tinham sido o andar anterior mas já tinham sido três atrás.

    Pra ferrar mais as coisas, alguns desses níveis são praticamente só um chefe e nada mais! A progressão as vezes é rápida demais! Felizmente, pra quem quiser mais jogo, todos (ou quase todos?) os andares tem um certo número de relíquias escondidas para serem encontradas com bastante exploração e que te fazem ir bem mais fundo nas mecânicas do jogo e nos cenários. Há ainda uma quantidade de Boos (fantasmas clássicos da série Mario) a serem encontrados por todo o jogo.

    Sobre a jogabilidade, tudo se baseia nas ações que o Luigi pode fazer com sua mochila. Andar é o básico e a direção que você aponta o personagem ele ilumina com a lanterna, mas isso é mais por toda a cultura de lanterna em casas mau-assombradas, visto que os cenários nesse jogo raramente são escuros de verdade e, muitas vezes, até claros demais!

    Com a sua mochila, você pode sugar as coisas, incluindo fantasmas, dinheiro, poeira e tudo mais o que fizer sentido ou que seja pequeno o bastante ou soprar, que raramente é importante para algo.

    Mais tarde você consegue a luz escura, que revela segredos invisíveis e traz certos itens de quadros à realidade, o já mencionado desentupidor para grudar nas coisas e poder puxar e o golpe que atira o personagem pra cima, que geralmente afasta coisas ao seu redor ou levanta coisas próximas (é bem bizarro, ao meu ver).

    Há ainda o Gooigi, um clone gosmento seu que pode passar por grades, espinhos e afins sem problemas. Você pode usá-lo tanto jogando sozinho ou multiplayer co-op!

    A parte mais lega do jogo pra mim foram os chefes, que sempre requerem um jeito criativo de serem vencidos e nem sempre são muito óbvios, mesmo com as dicas de NPCs que te ligam durante a luta.

    Esses chefes costumam ser grandões e seguir a temática dos andares também, o que é bem legal.

    Os andares em si tentam ser criativos e únicos e, embora falhem algumas vezes, chegam a ser sensacionais em outras. Uma pena serem tão curtos! Vi muita gente querendo refazer os andares mesmo depois de os terminar, mas infelizmente requer que você recomece um novo jogo e passe dos demais níveis até chegar no desejado.

    Curti muito um focado em cinema antigo em que você encenava em diferentes sets de filmes. Muito criativo!

    Já de ruim, eu não curti muito a grande quantidade de cinemáticas que o jogo tem, sobretudo nas primeiras horas. Tudo o que você faz resulta num video atrás do outro enquanto você só quer jogar. Felizmente isso passa com o tempo e logo você até esquece.

    Resumindo: Luigi's Mansion 3 é o melhor da trilogia disparado, mas ainda sofre de alguns probleminhas que, na minha opinião, façam com o que jogo tenha peso. É um jogo daqueles que você recomenda na plataforma, mas não chega a ser um jogo forte o bastante pra se dizer ser um dos melhores já criados. Depois de terminar a rápida campanha, tenho certeza que não teria ficado muito feliz com a experiência se tivesse pagado o preço cheio e teria ido atrás de fazer 100% pra valer a pena.

    De bom: visual muito bonito a ponto de eu ficar na dúvida se as cinemáticas eram pré-renderizadas ou feitas na engine no jogo, e se confirmou como sendo o segundo caso quando matei um chefe que derrubou corações de cura que se mantiveram lá durante a cena. Uau! Jogo simples, fácil e divertido para qualquer idade. Existe a opção de visitar uma loja e comprar itens para te ajudar a se manter vivo ou achar os coletáveis. Modos multiplayer incluem local e online e competitivo para até 8 pessoas!

    De ruim: rápido  e curto demais! Botões meio confusos e interação meio sem sentido com algumas coisas (tipo qual a ação certa para interagir com aquilo). Algumas cinemáticas são muito repetitivas, como toda vez que você encontra um botão do elevador e tem que ver o Luigi o colocar lá. Ter que voltar a certos lugares e retomar itens só porque o jogo quis fazer você os perder é meio frustrante. Achei que o jogo te recompensa de forma muito sem graça: com dinheiro, que nem tem graça de pegar nem uso senão comprar itens passáveis na loja. Upgrade mesmo só rola uma vez ou outra na campanha.

    No geral, curti bastante o jogo. É quase como se fosse o jogo de Halloween para um público mais jovem. Muito divertido, mas depois de o terminar (e tão rapidamente), eu não vejo mais motivos para voltar pois não parece valer a pena. O jogo é excelente enquanto durar, é isso. Sinceramente? Pode ignorar qualquer outro Luigi's Mansion e ficar só no 3 que você vai ter a experiência praticamente completa!

    Luigi's Mansion 3

    Platform: Nintendo Switch
    126 Players
    29 Check-ins

    20
    • Micro picture
      nanahcc · 2 days ago · 3 pontos

      zerei esse jogo no switch quando saiu e achei ele bem overrated... joguei o de 3ds antes ... para mim é um jogo que pouco evolui, infelizmente.

      6 replies
    • Micro picture
      andre_andricopoulos · 3 days ago · 1 ponto

      Essa série é massa ❤️

  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-07-26 14:28:48 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Kirby Star Allies

    Zerado dia 26/07/20

    Quando lançaram Kirby Star Allies, eu não consegui me empolgar tanto. Por um lado, os trailers e publicidade em geral não mostravam nada de novo, apenas mais um Kirby genérico que tinha como ponto forte o multiplayer. Fora isso, o pessoal que estava animado só parecia estar contente pelo fato de ser um título novo numa plataforma nova, enquanto eu já estava meio que cansando de tanto jogar Kirby.

    Pensa numa série que tem jogo! Eu fecho todos e quando vou ver já tem 3 novos.

    Sem animo nenhum, baixei a demo quando a mesma foi lançada e tive a certeza de tudo o que vinha achando: era mais um daqueles Kirbys bobos (muitos deles são, enquanto alguns são jogos de verdade). A internet caiu matando em cima do fato de que você poderia jogar sem fazer nada e deixar que os NPCs fizessem todo o serviço. Tenso...

    Mais tarde, numa jogatina na casa de amigos, um deles tinha o jogo e eu sugeri que jogássemos. A galera aceitou mas talvez antes de terminar o primeiro estágio, nós já estávamos entediados. Imagina se fosse eu jogando sozinho! Repeti que o jogo era ruim e fomos jogar outra coisa.

    Uns dois anos depois, cerca de uma semana atrás, uma amiga e eu resolvemos compartilhar contas. Loguei a minha no Switch dela e a dela no meu. Fui dar uma olhada nos jogos disponíveis e tinham algumas coisas bacanas, incluindo esse Kirby (e provavelmente os próximos dois jogos que terminarei).

    Queria dar mais uma chance para Star Allies mesmo e imaginei que fosse só num futuro em que eu finalmente desbloqueasse meu console, mas veio a oportunidade de jogar de graça. Além disso, eu tenho um histórico de más experiências com demos (que quando jogo o jogo completo, acabo gostando muito mais) e quem me conhece sabe que não deixaria esse jogo passar batido, ainda mais depois de ter jogando tanto a série.

    Infelizmente acabei pulando um ou outro no 3DS, mas ficam pra depois, até por serem spin-offs até onde sei.

    Abrindo o jogo ele já me bombardeia de notas de updates e DLCs gratuitas que chegaram, um pequeno preço por ter esperado para jogar a versão completa com tudo o que ela tem a oferecer.

    Com isso vi que vário personagens clássicos foram sendo adicionado ao jogo com o passar do tempo. Foi legal ver caras conhecidas desde os Kirbys mais clássicos do Game Boy, Kirby 64, do Wii, 3DS etc.

    Já na tela inicial, algo semelhante à do Planet Robobot (e qualquer coisa da HAL Laboratory, pra ser sincero). Há o modo campanha e mais uns extras como minigames, além de menus apagados para serem desbloqueados assim que você terminar o modo principal.

    Começando a aventura, o enredo se abre com a CG típica que a série adotou tempos atrás. Dessa vez muito mais bonita pela capacidade de resolução do Switch, mas ainda acho tão estranho a cinemática tem música mas não ter os efeitos sonoros das coisas que acontecem. Parece um daqueles vídeos do Youtube que tiveram o audio original trocado por uma música genérica qualquer.

    Finalmente jogando, é legal que você controle o personagem livremente pelo mapa de seleção de estágios, meio que como era em Yoshi's Woolly World, salvo engano.

    Entrei na primeira fase e veio a tristeza de ver algo que eu citei como um ponto positivo em não existir em Planet Robobot: Dream Land. Caaaara, de novo isso? Cenário verde de sempre, mesmos inimigos e música.

    Não tem nada de novo nesse início. O jogo em si é calmo, mas nada excitante. Isso é um jogo novo? Logo vieram as más lembranças da demo, mas vamos em frente...

    Ande, sugue os inimigos e os engula pra conseguir seus poderes. Acho que todo mundo já sabe disso. A novidade agora é por conta da mecânica de transformar inimigos em aliados, mas apenas para oponentes que se fossem sugados te dariam poderes. Ao apertar X, você lança um coração que converte o alvo pro seu time.

    É bem óbvio que o jogo foi pensado para ser jogado em grupo, seja com amigos ou bots, que se duvidar, é uma opção melhor.

    Existe a possibilidade de jogar sozinho ou com ajudantes que somam até 4 personagens no time e a recomendação é justamente usar o máximo possível deles. Isso porque as fases tem trechos que só podem acessar com determinadas habilidades e quanto mais aliados, mais poderes você tem de uma vez. Só lembre de variar bastante as habilidades e trocá-las quando parecer que o jogo está obviamente te incitando a coletar determinados poderes que podem ser usados em breve.

    Para completar a funcionalidade de mais membros na equipe, existem caminhos que dependem de um número mínimo de personagens para serem desbloqueados e os chefes ficam bem mais fáceis e rápidos com ajuda e os NPCs são surpreendentemente inteligentes quando o assunto é ajudar nos puzzles e nos combates, sendo burros apenas em momentos que exigem maior velocidade e posicionamento, como quando duas paredes estão se fechando para esmagar o que estiver no meio e eles ficam pra trás, se matando.

    Se por algum acaso passar na sua cabeça a ideia de estar roubando por estar jogando com ajuda de bots, não se iluda. O jogo foi completamente pensado para quatros jogadores simultaneamente e os cenários e câmera se incluem nisso. Se você já jogou New Super Mario Bros. Wii sozinho e sentiu que o cenário era meio vazio, aqui é a mesma sensação. Há espaço para todos e a falta deles só deixa espaço demais para um só.

    Entre jogar com bots e amigos, bom, vai muito da sua galera. Como o jogo é meio lento, acredito que seja comum que o pessoal comece a bocejar com pouco tempo de jogo e achar tanta gente assim no espírito de Star Allies pode não ser muito fácil, enquanto os bots estarão sempre disponíveis e funcionais.

    O jogo sempre vai pedir também a combinação de habilidade, o que só pode ser feito com no mínimo 2 personagens (e as vezes obrigatoriamente 4), mais ou menos como era em Kirby 64. Só que aqui cada habilidade só pode ser combinada com outras específicas e certos obstáculos só podem ser vencidos com a combinação certa (e óbvia), ou seja, espada ão combina com pedra, mas combina com água ou com fogo. Para acender uma bomba obviamente você precisa de fogo.

    Minha primeira jogatina, antes de ontem, foi bem chata. Dormi logo nas primeiras fases. Estava cansado, mas o clima de Star Allies definitivamente não ajuda. Além de certa monotonia, o jogo é super fácil, como eu já esperava.

    Sem brincadeira: eu devo ter morrido nesse jogo umas 5 vezes, sendo 4 no buraco por eu ter tentando pular sobre um deles atacando e não ter conseguido acionar o voo do Kirby a tempo e uma vez no último chefe, que foi um dos poucos pontos do jogo com algum desafio. Terminei a aventura com mais de 150 vidas!

    A impressão é que o jogo é voltado para um público de 5 anos de idade. Encare isso como quiser. Mas Planet Robobot foi um jogo muito mais bem feito.

    No segundo mundo, o jogo muda um pouco a forma como você acessa as fases no mapa, voando por cima delas enquanto as mesmas estão todas jogadas por um planeta. Percebi também que os estágios não tinham a menor lógica de um pro outro: uma fase é na floresta, a próxima no gelo, depois na lava, depois na água. Que bagunça!

    Outra coisa estranha é que são apenas 4 mundos. O primeiro tem cerca de 6 estágios e conforme você avança pros próximos, o número de fases aumenta exponencialmente. O último mundo, por exemplo, deve ter umas 20 fases!

    Eu tive uma impressão muito grande que a partir do terceiro mundo, segunda metade do jogo, as fases ficaram melhores e mais inspiradas e o jogo mudou um bocado, quase como se um time tivesse começado seu desenvolvimento e depois repassado para outro terminar e não quiseram recomeçar e apagar o trabalho já feito. 

    Star Allies fica bem melhor a partir desse ponto, é bizarro.

    Para terminar, o jogo tem um sistema de colecionáveis bem básico, sendo que todas as fases tem uma peça de quebra-cabeças especial e várias genéricas. Ao terminar a fase, as peças coletadas preenchem partes de um quebra-cabeça. No final da campanha, eu tinha terminado apenas 4 e tinham ao menos mais uns 3, mesmo me esforçando e coletando bastante inclusive quando voltava a fazer certas fases. Acabei concluindo que era um meio do jogo te fazer continuar jogando sem pretensão até um dia conseguir fechar esses quadros que não servem pra nada senão ver numa galeria.

    Resumindo: Kirby Star Allies é um jogo bem ok. Acabou sendo melhor do que eu esperava depois da demo, mas não muito. Em comparação com jogos anteriores recentes da franquia, acredito que foi um belo retrocesso. É a prova perfeita de que jogo novo não quer dizer jogo melhor. Eu indicaria para quem quer dar algo para crianças muito pequenas jogar, mas pros marmanjos de plantão, esse NÃO é o Kirby certo.

    De bom: possibilidade de jogar em grupo de até 4 pessoas. Totalmente jogável sozinho com bots. O jogo tem uma quantidade bacana de conteúdo, principalmente depois de liberar mais 3 modos extras ao terminar a campanha.

    De ruim: meio genérico. É um daqueles Kirbys que tudo é meio psicodélico e pouco concreto, inclusive isso se aplica ao level design, que quase não existe na maioria das fases. Dificuldade próximo do inexistente. Coletáveis óbvios e quase não há motivos para revisitar as fases exceto quando você vacila e não vê uma parede falsa em uma a cada dez fases. Repetiram muito a fórmula que já está manjada, incluindo a trilha sonora super reciclada. Sequência de fases completamente aleatória com temáticas. Estágios não se diferem por temáticas ou mecânicas, é tudo praticamente igual. Star Allies não é nada memorável senão pelo último chefe.

    No geral, eu não recomendo o jogo por ser um dos mais fracos da série inteira. O lance dele é o multiplayer, mas é tão bobo que tanto faz. Acho que estaria cortando os pulsos se tivesse pagado os $60 que a Nintendo pede. Um ótimo exemplo de que nem tudo da Big N vale o dinheiro pedido ou está a par de outros títulos maiores. Cheguei a me divertir em várias fases, mas nada que compense a aquisição a menos que você tenha aqueles 5 anos de idade.

    Kirby Star Allies

    Platform: Nintendo Switch
    150 Players
    32 Check-ins

    26
    • Micro picture
      andrexdl23 · 8 days ago · 2 pontos

      Excelente análise!!! Sempre achei os kirby jogos meio aleatórios, pois as fases não tinham consistência, sem contar o posicionamento aleatório de inimigos.

      O kirby dreamland 3 é o melhor disparado da era clássica, mas não chega a resolver totalmente esses problemas.

      Porém, o return to dreamland mudou isso, trazendo um level design absolutamente fenomenal, inimigos posicionados de forma inteligente e tudo mais.

      O triple deluxe e planet robobot elevaram tudo isso a outros níveis, sendo ainda melhores.

      Porém, quando anunciaram o star alies, imaginei que fecharia a saga 2.5D com maestria, mas me enganei bastante (sua análise diz todos os motivos de eu achar isso). Jogo fraco, fases feitas da forma mais preguiçosa possíveis, tudo em prol da gimmick de "jogar com 4 jogadores". Triste... :'(

      1 reply
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-07-23 23:02:04 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Little Nightmares: Complete Edition

    Zerado dia 23/07/20

    Conheci esse jogo há um tempo atrás. Nem sabia do que se tratava exatamente mas um dia eu daria uma olhada, e esse dia foi por acaso quando começou um vídeo super antigo de um youtuber aqui na TV do quarto. Achei interessante o pouquíssimo que vi.

    Mais tarde, vi que Little Nightmares foi lançado no Switch, e eu fiquei com mais vontade ainda. Depois vi um amigo que respeito à beça o jogando e vendendo sua versão física do jogo. Foi a partir daí que eu comecei a ter um sentimento de que eu estaria perdendo um jogão que todos conheciam, mas eu era o único fora do clube. Adicionei o jogo à minha lista de desejos e verificava de vez em quando seu preço, sempre alto até uma promoção que me fez o comprar por menos de R$20!

    Demorei um pouco para abrir o jogo, mas fui quando a vontade realmente bateu!

    Como eu disse, eu não sabia o que esperar de LN. Imaginava que fosse um jogo de plataforma e terror que mexia com o psicológico do jogador usando de medos e fobias comuns às pessoas. Sei lá de onde tirei isso (acho que só do título).

    A verdade é que esse jogo é mais um daqueles jogos tipo Limbo, Inside, Unravel. A parte sobre ter plataforma na mistura eu acertei, terror...maaaais ou menos (já eu falo sobre isso) e há uma boa porção de puzzle aqui e ali, assim como nesses outros jogos que acabei de citar.

    Eu já vou adiantar uma coisa: eu não curti o jogo. Infelizmente.

    Mas não me entenda mal! LN não é péssimo nem ruim, apenas fraco (ao meu ver). O jogo tem uma atmosfera muito legal e é lindo mesmo no Switch, mas a parte VIDEO GAME dele é um saco e pouco inspirada, além de linear e frustrante em diversos momentos.

    Quando abri o jogo pela primeira vez, descobri que se tratava da "Complete Version". Comprei e nem percebi (é a única disponível no console da Nintendo). Ao selecionar a opção de iniciar, o jogo me apresentou duas opções diferentes, sendo uma a campanha da personagem Six e a outra do "Garoto".

    Six é a personagem de roupa de chuva amarela, aquela da capa etc. É a campanha principal. São 5 capítulos que totalizam cerca de 3 horas.

    Já a campanha do Garoto consiste em 3 capítulos adicionais que acontecem paralelamente à história de Six e que praticamente dobram a jogatina de Little Nightmares. Mais tarde descobri que cada um desses capítulos do Garoto são uma DLC.

    No menu principal você ainda tem as opções de vestir máscaras, ver artes conceituais (que você desbloqueia coletando itens pelo jogo, pelo o que eu entendi) e a opção de escolher o capítulo por onde começar, muito útil pra quem quiser fazer 100% no jogo.

    Começando a aventura, você está num lugar fechado e escuro (como a campanha quase toda) e aprende os controles básicos, que envolvem correr, agarrar e jogar coisas pequenas da fase (como latas, por exemplo), agachar, acender a lanterna e afins.

    A partir daí, LN se repete sem limites até o final, no máximo sendo mais irritante aqui e ali. Imagine você andando do lado esquerdo para o direito de uma sala, onde achará uma saída, que pode ser uma fresta, uma porta ou um duto de ar. Muitas vezes você fará isso diversas vezes seguidas e mais nada. Quer dizer, a ambientação é legal, mas muitas vezes não tem nada acontecendo no fundo. NADA.

    Logo vem os primeiros quebra-cabeças. Agora, ao invés de só correr em linha reta, você deve agarrar e puxar uma cadeira, subir nela e então entrar no duto. Uau! Depois você terá que pegar algum item e jogá-lo para acertar um botão e abrir a porta. Uaaaaau,

    Depois de umas partes bem bestas e a sensação de que video game NÃO é apenas visual, começam a vir os primeiros inimigos.

    Os primeiros monstros do jogo são meio que sanguessugas. Elas estão no chão e é tudo escuro. Acenda a lanterna e não encoste nelas! Aqui já dá pra passar as primeiras "raivas" do jogo, que é o fator aleatório de comportamento dos personagens do mal. Pode ser que você passe por todas sem problema nenhum e pode ser que elas pulem na sua frente ou rastejem loucamente em sua direção e é isso, encostou, matou.

    Você não vai querer falhar nesse jogo. Morrer resulta numa punição das piores: um loading de cerca de 30 segundos até o checkpoint mais recente. Daí carrega, você volta a jogar e morre novamente porque um inimigo se comportou de maneira inesperada ou simplesmente porque você vacilou e se matou depois de perder o ritmo da jogatina ao esperar um loading tão grande.

    Para piorar, os checkpoints são bem aleatórios. A maioria das vezes eles acontecem em um ugar óbvio, mas algumas vezes acontece de você fazer algumas salas, morrer e ter que refazer certos desafios novamente.

    Conforme eu fui jogando, menos sentido o jogo parecia fazer. Os cenários eram parecidos, os desafios simplórios e os lance do terror bem bobo. 

    Em um determinado momento, havia um inimigo de costas pra mim e sem saber o que fazer, apenas passei correndo. Ele virou, me pegou e eu perdi (não vou dizer que morri porque eles só te seguram e a tela fica preta). O certo era passar andando bem lentamente pra ele não me ouvir já que ele é cego! Como eu sou burro! Ele até usa vendas!

    Em encontros futuros, mesmo parado o cara conseguia me achar. É muito bizarro!

    Em um puzzle bem perto do final, eu tive que olhar na internet porque nada fazia efeito. Era uma sala com 3 armários que eu tentei abrir e interagir e tal mas nada dava certo. O que eu deveria fazer? Puxar as portas dos armários e as abrir! Mas qualquer outra porta do jogo eu conseguia abrir, porque não dos armários? O fato é que eu estava me posicionando na frente da porta, mas deveria puxar bem do cantinho! Desde quando isso? Até tornei a tentar pelo meio e não dava. Poxa, até portas de geladeiras eu abrir normalmente mas esses armários eram especiais?

    Fechando a campanha principal tão rapidamente, fui atrás das aventuras do Garoto. Aliás, quem são esses personagens? Nada é explicado.

    Jogar com o segundo personagem é basicamente a mesma coisa, mas eu senti que por grande parte da aventura eu apenas corria de uma sala pra outra, ao invés de fazer pausas em algumas delas e pensar nos puzzles. Parecia algo bem mais superficial ainda.

    Depois de um tempo começaram a vir uns puzzles, inclusive uns bem longos mais perto do final. No final das contas, é mais do mesmo, e uma ótima pedida pra quem queria mais depois da Six.

    Essa segunda campanha tem uma das partes mais legais do jogo e provavelmente a minha predileta: o zeramento do Garoto. É tão legal que até me fez pensar que valeu a pena jogar tudo o que veio antes dele. Então já fica a minha recomendação: se for jogar, jogue tudo.

    Resumindo: Little Nightmares: Complete Edition é um jogo ok, mas bem menos do que eu imaginava. Eu esperava algo que me prendesse e que fosse divertido, mas acabei ganhando algo bem monótono e pouco original, muito parecido com jogos como Limbo e Unravel e uma narrativa infanto-juvenil de tão besta. Só me resta agradecer de não ter investido os mais de 100 reais na mídia física do meu amigo.

    De bom: atmosfera muito bacana mais aquele medo de ser encontrado por inimigos junto ao controle pulsando de uma forma incrivelmente viva graças ao HD Rumble do controle do Switch. Essa versão do jogo inclui extras para quem quiser mais umas horinhas de jogo ou conferir a produção do jogo mais a fundo.

    De ruim: repetitivo. Contém todos os problemas de plataformas 3D, como a dificuldade de se manter andando em linha reta onde você é obrigado ou pular fora das plataformas por falta de noção espacial. Os controles não parecem responde bem sempre, como quando você quer pular da ponta de um lugar mas o personagem só continua andando e cai no buraco. Alguns pulos exigem impulso e o personagem nem sempre quer te ajudar nisso. A inteligência artificial dos inimigos é bizarra e muitas vezes injustas. Loadings muito longos. Não saquei o enredo nem consegui tirar qualquer lição do jogo e tudo parece sem sentido. Muitas partes baseadas em apenas andar. O jogo se prende muito à estética e pouco ao que importa.

    No geral, fico feliz do jogo ser curto, mas desses indies desse gênero, esse foi o que menos gostei. Um jogo de visual profissional mas gameplay amador. Não recomendo o jogo a não ser que você curta muito os similares, mas vou ficar de olho no 2, só que zero hype! 

    Little Nightmares: Complete Edition

    Platform: Nintendo Switch
    24 Players

    14
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-07-17 13:48:57 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Blossom Tales: The Sleeping King

    Zerado dia 17/07/20

    Lá nos primeiros tempo do Nintendo Switch, em 2017, uns colegas de trabalho e eu acompanhávamos a fio cada notícia e jogo lançado. Quase toda semana tinha pelo menos um indiezinho bacana pra nos deixar ao menos na vontade. Eu sou bem mais chato com escolha e compra de jogos e filtro muito bem o que eu quero adicionar à minha já gigante lista de jogos para serem jogados, enquanto um dos meus amigos simplesmente saía comprando tudo o que era no mínimo interessante.

    Eu sempre o aconselhei que esse era um erro de principiante (já que ele não jogava video game desde o SNES, basicamente), mas ele continuava numa onda consumista sem fim. Sem fim mesmo, já que os consoles do momento sempre ficam recebendo jogos constantemente. Não deu outra: ele comprava os jogos, baixava, jogava um tempo e ia pro próximo lançamento assim que era lançado. Nunca vou entender isso.

    Dos jogos interessantes da época, Blossom Tales: The Sleeping King foi um dos que mais chamavam a atenção, pois se tratava basicamente de um "clone" de The Legend of Zelda: A Link to the Past.

    Blossom Tales (BT) parecia interessante e até hoje é um jogo que as pessoas recomendam quando o assunto é indie no Switch. Eu sabia que o jogo valia a pena e logo adicionei à minha lista de desejos na loja digital da Nintendo. Aguentei bastante tempo vários posts sobre o jogo na internet até que ele ficasse num preço bacana (não tinha pressa pois já tinha bastante coisa pra jogar no console). 

    O dia chegou quando BT entrou em uma promoção bem bacana há algum tempo atrás e saiu por algo entre 12 e 15 reais. Lembro até que o comprei junto a outros títulos na mesma hora, e todos ficaram na espera até antes de ontem, quando eu resolvi que queria jogar algo diferente e essa jogatina prometeu ser bem divertida e fluída (diante de tantos jogos quebrados ou frustrantes que tenho jogado).

    Abri o jogo e...que saudade de A Link to the Past! Joguei ele tanto no meu GBA lá pra 2007 que meu deus! Fiz até questão de jogar Blossom Tales no modo portátil.

    Começando a aventura, é inegável a influência do Zelda de SNES nesse jogo. Tudo é muito parecido, inclusive a maneira como a campanha se inicia e vários outros detalhes. Isso inclusive chegou a me incomodar um pouco, pois o jogo começa a parecer cada vez menos um tributo e cada vez mais um plágio.

    O visual é muito bacana, pixelado e bem do jeito que a nostalgia mais gosta. Há um quê de SNES, de GBA e até de DS (me remeteu um pouco a série Mario & Luigi do portátil). Os personagens são bonitos, os cenários também e tudo é bem animado, Promete!

    Uma coisa que eu não curti tanto foi a protagonista, mas especificamente o sprite dela. Quer dizer, vendo a capa/ícone de BT, você vê uma garota cheia de determinação e muito legal, mas no jogo mesmo ela é super sem sal, vestindo uma capa de botijão de gás, cabelo meio meh e com um lacinho. Sei lá, não me pareceu se encaixar no contexto medieval de BT tão bem, além de ter uma postura meio anti-heroica. Mas tanto faz.

    Outra coisa que logo se percebe é como BT é fácil. Sabe todo o lance de explorar, procurar o seu destino e descobrir novos lugares? Até existe, mas de uma forma muito mais simples. Talvez seja o ideal pra quem se frustra com jogos da série Zelda.

    Há um marcador no mapa mostrando o seu destino. Basta chegar lá e ir seguindo caso ele mude de lugar. Obviamente, há a opção de nunca abrir o mapa e explorar por si só, mas pra quê? Senti que os cenários são um tanto quanto vazios. Cada tela só serve como passagem para a próxima muitas vezes e costumam incluir apenas mato (pra você cortar e conseguir vida ou dinheiro) e inimigos, que as vezes derrubam alguma coisa. Com sorte, você acha uma caverna ou um buraco para entrar e encontrar um "piece of heart" ou coisa do tipo.

    Bom, pelo menos a trilha sonora é legal e muitas vezes chega até perto de (mais uma vez) plagiar Zelda.

    Conforme você segue seu rumo, irá conhecer diferentes partes do mapa e alguns vilarejos com casas, pessoas e lojas.

    Falar com as pessoas, sobretudo de algumas casas, é importante, pois é comum que algumas te deem sidequests, como levar uma carta para alguém em específico ou 20 unidades de algum item que algum mostro derruba (é sempre 20). Ta aí uma coisa importante de colecionar itens dos monstros: alguém vai os pedir e em troca sempre te dão um pedaço de coração para ajudar a aumentar sua vida ou um pedaço de mana.

    As lojas são o maior incentivo para juntar dinheiro. Algumas delas vendem itens de sidequests, melhorias pros seus itens e até alguns que ajudam a facilitar a sua aventura (se já não estiver fácil o bastante).

    Durante boa parte da minha jogatina eu sofri um pouco para conseguir comprar uma coisa ou outra, mesmo sem gastar nada, mas logo consegui o que precisava (mesmo me deixando bem pobre) e no final eu já tinha tanto ouro que não sabia com o quê gastar.

    Uma grande decepção foi ir ao ferreiro, procurar pelo jogo os itens que ele queria em troca de um upgrade e no final das contas ele só dar uma melhorada no meu arco.

    A quest principal se resume a sair em busca de três artefatos para acordar o rei e assim cada ponto será marcado, em ordem, no mapa.

    Ao alcançar o ponto desejado, você encontrará a próxima dungeon, cada uma com sua temática própria. A primeira, por exemplo, é a da floresta.

    No jogo todo são apenas 4 delas (apesar que não explorei o mapa todo, mas duvido que tenha algo do tipo em mais lugares), mas cada uma equivale àquelas de Majora's Mask, sendo bem longas.

    Apesar da demora para terminar cada uma delas, todas são bem lineares e raramente fazem você voltar à salas já visitadas. É bem tranquilo, como se o jogo te levasse pela mão o tempo todo. Mas há também uma certa dificuldade, principalmente com desafios bem chatos, como percorrer um longo caminho que desmorona e faz mil curvas enquanto inimigos te atacam e normalmente te derrubam, te pondo no início da sala. Lembro de ter sofrido também em salas que eu dependia de plataformas que se moviam por cima da lava e com vários inimigos e quando eu percebia, meu HP tinha acabado.

    O fato é que você só precisa de tempo mesmo pra terminar essas dungeons. Nada de quebrar a cabeça (e nada recompensador, nem mesmo o sentimento). Alguns puzzles são bem parecidos com os dos Oracles of Ages e Seasons, mas sempre de uma forma simplificada e que você provavelmente irá conseguir  na primeira tentativa.

    Os pontos altos dessas masmorras são o meio e fim de cada uma delas, partes que contém um subchefe e um chefão. O subchefe do meio das dungeons (que as vezes chega a ser mais difícil que o chefe de verdade) guardam um item, que é entregue assim que o derrotamos. É assim que você consegue o arco-e-flechas, por exemplo.

    Já o chefe do final, que geralmente deve ser combatido com o item adquirido na dungeon, entrega o artefato da sua quest ao ser derrotado.

    Terminou? Você vai reaparecer no castelo da cidade, onde te dirão qual seu próximo destino (e marcarão no mapa). Chegue lá e partiu outra dungeon.

    Resumindo: Blossom Tales: The Sleeping King é um clone muito bacana de A Link to the Past. Divertido, mas não espere um mega clássico de primeira qualidade. Enquanto o jogo é visualmente bem interessante, ele é bem superficial em qualquer outro quesito. Deu pra terminá-lo em 3 jogatinas casuais de manhã e apesar de ter durado cerca de 6 horas, a sensação foi de bem menos.

    De bom: visual legal e bem animado. Bastante coisa pra explorar e fazer pra quem quiser ir atrás dos 100%. Imagino que isso aumente no máximo umas 2 ou 3 horas de jogatina. Grande quantidade de itens a serem coletados. Chefes legais. Trilha sonora ok, apesar de pouco original.

    De ruim: um pouco fácil demais. Nada recompensador (o jogo acaba como começa, nem parece que evoluí nada). Hitbox estranho. A protagonista desliza um pouco quando anda, quase como se estivesse andando no gelo (tenso em partes que exigem maior precisão). Achei o mapa um pouco vazio e sem partes memoráveis. Último chefe ridiculamente fácil (até agora tô esperando uma segunda forma).

    No geral, se você curte muito A Link to the Past (e até outros Zeldas similares), eu super recomendo Blossom Tales. Também indicaria para quem quer conhecer o gênero ou para quem curte mas acha Zelda um pouco difícil. Só esperar uma promoção, como eu fiz, e pegar no Switch ou Steam. Ao meu ver, o jogo até correspondeu as expectativas, mas com um gostinho de que esperava mais.

    Blossom Tales: The Sleeping King

    Platform: Nintendo Switch
    12 Players

    19
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      rax · 17 days ago · 2 pontos

      Realmente lembra muito A Link to the past pelas imagens

  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-07-15 23:32:21 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Starcraft

    Zerado dia 15/07/20

    Mega clássico esse tal de Starcraft. Dava vergonha de dizer que não só eu não tinha o terminado como eu sequer tinha o jogado. O jogo super famoso jogado até hoje em dia em campeonatos e conhecido por seu balanceamento e enredo. 

    Como diria meu primo: "Starcraft é um Age of Empires difícil".

    Tenho que começar admitindo que RTS não é lá um dos meus gêneros favoritos de jogo. Na infância/pré-adolescência eu não conseguia jogar nada do tipo e achava bem difícil e diferente dos sidescrollers que costumava amar. A graça um dia chegou tanto ao Age of Empires quanto ao Age of Mythology, tempos depois, graças ao códigos de trapaça. Meu primo e eu zoávamos completamente as partidas construindo infinitas paredes e armadilhas pros inimigos, fora as coisas aleatórias que os próprios desenvolvedores colocavam já pra serem acessadas com os tais códigos, como usar um carro em tempos medievais!

    No caso do Starcraft, era um jogo que eu eventualmente jogaria, mas comecei agora pois um amigo estava afim de jogar algo do gênero e perguntou se não tinha algo pra jogarmos juntos (ele jogava muito Warcraft III na época). Depois de pensar um pouco, recomendei o Starcraft por ser muito famoso e Star Wars: Empire at War pela temática e por ser um pouco mais moderno. Felizmente ele escolheu Starcraft.

    Baixamos o launcher e lá estavam ambos os Starcraft. Eu não lembrava qual era o conhecido por ser melhor (aparentemente os dois são ótimos, de qualquer forma), mas fiz o download do primeiro, também conhecido pelo nome de sua expansão: Brood War. A Blizzard disponibiliza esse jogo completamente de graça!

    Já ele é do tipo que só quer saber do último lançado, síndrome comum em muitos conhecidos meus, haha. Imagine ignorar todos os Final Fantasy e jogar apenas o XV, achar que aquilo resume todos eles e ainda dizer que gosta da série!

    Acabei baixando o 2 também, e demorou bastante por ser super pesado, mas depois vi que só o primeiro episódio era de graça e resolvi desinstalar. Falei pro meu amigo que só jogaria com ele depois de terminar o 1.

    Pra não deixar o cara esperando (e acabei deixando, pois demorei mais de um mês pra zerar o jogo), ignorei as minhas prioridades de jogos e comecei Starcraft.

    O jogo tem um visual meio datado. Os personagens, texturas, resolução, cores, CGs são bem coisa do final dos anos 90, mas apesar da simplicidade, são estilosos e envelheceram até bem (só as CGs que são bem sintéticas).

    A tela inicial me deu os menus, incluindo Single Player e Multiplayer online. Eu só queria a campanha pra conhecer o jogo a fundo e sabia que ninguém ia animar umas jogatinas versus (eu também sou bem ruim em PVP de RTS). Depois me apresentou 3 personagens indicando diferentes episódios. Eu gosto de jogar na ordem e o próprio jogo recomendou fazer isso.

    Cada um desses episódios é focado em uma raça diferente: Terran, Zerg e Protoss. Os Terran são os mais perto de humanos americanos atirando como loucos. Os Zerg são os alienígenas com instintos primitivos. Já os Protoss são os aliens inteligentes e futuristas. Há um climão Star Wars.

    Começando o jogo, não tem nada de muito diferente de outros RTS que a gente já não conheça. Você tem personagens com especialidades diferentes: construir, combate corpo-a-corpo, destruição de construções, voadores, ataque à distância etc.

    Quanto mais coisas você constrói na sua cidades, mais possibilidades se abrem, tanto para construir novos prédios mais avançados quanto para adquirir novas tecnologias que melhoras suas tropas de diversas formas, incluindo ataque, defesa e novas habilidades de campo.

    Entretanto, construir exige materiais, que se resume a cristais e gás. Quanto mais você os coleta, mas poderá construir. Claro que você ainda deve ter um senso estratégico e saber administrar todo o recurso acumulado durante a partida pois as vezes é melhor investir em coisas menos óbvias, como casas, que permitem o aumento de seu exército, ao invés de uma fábrica de veículos que poderá ser feita mais pra frente. Ou quem sabe adquirir uma melhoria que permite melhores aquisições de outras construções?

    As vezes é interessante também ter cópias de certos prédios para evolução de tecnologia simultânea, ao invés de esperar que apenas um termine uma melhoria e comece a fazer a próxima. Por outros lado, fazer mais de um de alguns prédios é puramente um desperdício de matéria-prima e tempo.

    Apesar de muita coisa ser "genérica" pro gênero, temos que lembrar que esse título foi o responsável por popularizar o gênero e que muita coisa copiou dele!

    Fora as tropas comuns, há ainda heróis que fazem toda a diferença, com poder maior e grande parte no enredo. Geralmente a morte desses campeões resulta em falha instantânea da missão. Esses personagens são os que nos fazem nos apegar pelo jogo e achar um lado mais pessoal. Curti demais!

    Fora toda a parte de selecionar o pessoal e comandar que andem e ataquem nas primeiras e simples missões, explorando o cenário e metendo bala em aliens, o que mais me cativou depois de pouco tempo, quando parecei para perceber, foi a trilha sonora!

    Cara, a trilha sonora desse jogo é fantástica! Coisa de primeira. Jogando é mais legal, mas eu me pego de vez em quando ouvindo as músicas no Youtube! Já durante a jogatina eu simplesmente aumento o volume durante as partes que eu mais gosto (principalmente as músicas dos Terran), já que há um looping depois de alguns bons minutos. Como eu amo as músicas dos Terran!

    Estava curtindo o jogo, mas as missões duram por volta de 1 hora (são 10 missões por episódio), e isso pode cansar um bocado, ainda mais pelo fato de que a dificuldade vai aumentando com o tempo.

    Chega um ponto que número de tropas já não faz muita diferença, e até achar a estratégia certa para invadir e destruir aquela cidade é complicado. Eu criava muitas tropas e mandava pra um lugar, com todos os upgrades adquiridos e eles eram aniquilados rapidamente, me restando mandar mais, depois mais e mais e mais e destruindo as coisas aos poucos.

    Uma coisa bem chata do jogo é só poder selecionar 12 tropas por vez e se você quiser mandar muita gente para um lugar, você terá que fazer varias seleções. As coisas complicam pelo fato de que seus soldados são burros e nem sempre atacam mais coisas depois de matarem/destruírem o que você ordenou anteriormente. Resultado: é comum ver um bocado de aliados parados com construções inimigas nas proximidades.

    As coisas melhoraram quando eu menos esperava: na campanha dos Zerg. Os monstrengos são rápidos e atacam forte! Finalmente as minhas estratégias de força bruta estavam fazendo a diferença!

    Essa campanha ainda trouxe uns elementos bem interessantes pra estória e eu a acabei bem rápido. Apesar disso, o jogo estava mais complicado do que nunca. Eu estava me sentindo jogando o primeiro Half-Life novamente ao salvar o progresso antes de tomar qualquer atitude importante. E fica a dica: salve o jogo com alguma frequência! Você não vai querer perder 1 hora de jogo e reiniciar as fases, como eu fiz algumas vezes.

    Depois de algum tempo, apesar de curioso pelo enredo, eu estava satisfeito com a minha jogatina de Starcraft. Já estava ficando repetitivo e não ia pra lugar nenhum. Sabe o que é estar meio enjoado e ver que a próxima fase é a 6 ainda e que você vai gastar mais umas boas horas naquela campanha?

    No episódio dos Protoss, eu comecei a usar códigos para agilizar as coisas. Vi no gamefaqs.com que há um bocado deles, mas me limitei a usar o "show me the money", que me dá um bocado de cristais e gás. Recomendo, inclusive.

    Resumindo: Starcraft é um RTS de primeira e é isso. Apesar de seu visual não ter envelhecido muito bem (ele foi lançado entre Diablo 1 e Diablo 2), o jogo mantém sua jogabilidade perfeitamente em um dos jogos mais incrivelmente balanceados já criados. Eu me peguei vendo vídeos de finais de campeonatos recentes e é bem interessante. Pra quem tiver uma grana e quiser curtir mais a fundo, há ainda duas outras possibilidades: comprar a versão Remaster ou a versão Cartooned, que tem o visual bem "flash", geralmente voltada a trazer outro tipo de público pro jogo. Tudo isso só reforça o fato de que o jogo, incrivelmente, se mantém relevante até hoje em dia.

    De bom: enredo e trilha sonora muito bacanas. Jogabilidade simples. Muito conteúdo para um jogo atualmente grátis, incluindo a DLC, que praticamente dobra o tamanho da campanha. Opção de jogar sozinho ou contra os outros. O universo do jogo é muito interessante e rico e me deixou não só viciado como louco pelo 2 e consumir qualquer coisa relacionada.

    De ruim: a dificuldade (não é exagerada) e o visual do jogo original pode afastar novos jogadores. Necessidade de salvar com frequência em missões mais tensas. Missões as vezes se estendem demais e a monotonia toma de conta. Separe um bom tempo e afie seu gosto por RTS para ir até o final de 3 campanha de 10 horas cada.

    No geral, curti muito a experiência e já estou louco pra começar o 2, mas não sei se farei isso em breve. Se você curte jogos da época, o tema espacial com aliens e guerras e RTS, Starcraft é um prato cheio!

    StarCraft

    Platform: PC
    1913 Players
    21 Check-ins

    19
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      onai_onai · 19 days ago · 3 pontos

      Boa! Não é meu jogo de estratégia favorito mas jogo ele também. A alguns anos atrás cheguei a terminar o jogo base, falta ainda a expansão.

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      seufi · 19 days ago · 2 pontos

      Jogou com a expansão?.

      7 replies
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      seufi · 18 days ago · 2 pontos

      @anduzerandu tu já tá na vibe, a história tá fresca...só vai... nem é tão longa assim!

  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-07-12 22:45:44 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: The Escapists: Complete Edition

    Zerado dia 12/07/20

    A Epic Games anunciou que daria The Escapists 2 (e isso está acontecendo nesse momento na loja dela) e eu achei legal, apesar de nunca ter jogado nada da série antes. Um dos meus amigos que mais jogam online comigo pra terminar uns jogos de vez em quando chegou a me mandar um link da notícia recentemente e sugerir que esse seria o próximo. Curti! Amigos animados me animam mais ainda a jogar!

    Até que o jogo fosse disponibilizado gratuitamente eu resolvi jogar seu antecessor. O primeiro motivo pra isso é que eu tenho a neura de jogar as séries na ordem sem pular (ou pelo menos tento fazer isso ao máximo). Em segundo lugar, eu já tinha o primeiro comprado no meu Nintendo Switch há poucos meses numa promoção de uns 12 reais.

    Chegou a hora de fugir de prisões!

    Pra quem não tem muita noção do que The Escapists (TE) é, é basicamente o que eu acabei de dizer: fugir de prisões.

    São 6 delas na campanha principal, sendo as primeiras mais simples e as últimas mais complicadas.

    Dentro do presídio, você e os demais presidiários tem uma rotina a seguir com coisas como: ir ao pátio para a contagem pela manhã, tomar café, trabalhar, fazer exercícios físicos, jantar, voltar ao pátio para mais uma contagem de presidiários e dormir. Durante a sua rotina, o seu objetivo é encontrar pontos fracos na segurança da cadeia, juntar e combinar itens e usar de quaisquer artifícios válidos para fugir.

    Não importa como. Apenas fuja!

    TE possibilita diversas abordagens para ganhar a sua liberdade e se livrar não só das barras de ferro, mas também da opressão dos seguranças e dos demais presos.

    Começando a aventura, fui apresentado a um tutorial com os comandos e mecânicas. Nessa parte TE me perdeu pela grande quantidade de botões e coisas que poderia fazer. É muita informação!

    Bom, eu acabei captando a mensagem e parti pra primeira penitenciária.

    Como eu já mencionei, você tem uma rotina a ser seguida e o jogo faz questão não só de mostrar ao quê aquele horário é voltado na parte superior da tela, como também põe uma seta para você seguir até o seu "objetivo". O bom comportamento garante uma rotina pacífica e até um pouco de dinheiro caso você faça o seu trabalho direito.

    Por outro lado, você deve tentar quebrar um pouco a rotina e até encaixar atividades mais pessoas nos tempos disponíveis. Cumpriu o seu trabalho ao máximo e sobrou tempo? Porque não dar uma corridinha até o dormitório de outra pessoa e roubar uns itens de seu baú?

    Claro que ficar de fora das atividades comuns e ser visto aumenta o nível de desconfiança dos guardar e quanto maior, mais eles vão atrás de você pra uma bela surra!

    Itens são provavelmente a pare mais importante do jogo. Você tem que saber para o quê eles servem, incluindo o sistema de crafting do jogo, que mal explica qualquer coisa e as opções acabam sendo: sair tentando combinar 2 ou 3 itens aleatórios nas mil possibilidades do jogo ou simplesmente sair vendo na internet.

    Eu fiquei uns dois dias tentando fugir da primeira prisão e fui ver na internet o que eu estava errando. O método do tutorial não funcionava. Umas ideias que tive também não. A coisa mais frustrante e decepcionante que joguei em muito tempo!

    Vendo nos fóruns da Steam afora, muita gente tem dificuldade com o jogo. Pra que servem os itens? Como criar qualquer coisa? E mesmo criando, como e onde uso isso e aquilo? É bem bizarro.

    Depois de algum tempo e pesquisa, além de conversas com um primo que viu um youtuber jogar TE, chegamos a conclusão: esse é um jogo pra ser jogado com a wikia aberta do lado, infelizmente.

     Seguindo a ideia do tutorial, eu precisava de uma chave de fenda para abrir as instalações dos dutos de ar. Não achava de jeito nenhum. Daí uns dos presidiários apareceu o vendendo num dia aleatório, juntei um bocado de dinheiro e o comprei.

    A noite, movi uma mesa, subi e desparafusei a tampa, entrei no duto e achei que sairia numa boa, mas lá encontrei mais obstáculos e fui os abrindo com a chave, que depois acabou se quebrando. Fiquei chateado, mas saí de lá e resolvi que procuraria por outra chave para continuar o serviço. Voltei pro quarto e dormi.

    No dia seguinte apareceu uma mensagem na tela de que perceberam que eu andei pelos dutos, removeram vários dos meus itens e me mandaram pra solitária (que faz você perder uns dias de jogo).

    Falando nisso, existem dois tipos de itens: aqueles considerados inofensivos, como pasta de dente, pente, talheres de plástico, pilhas e muitos outros, e existem aqueles considerados nocivos, como fita isolante, folhas de metal, a maioria dos itens combinados e muitos outros. Se os guardas te pegarem com um desses, eles são confiscados e você vai ter que refazer todo o trabalho para os conseguir de volta!

    Se tiver com azar, suas coisas ainda podem ser inspecionadas em uma das verificações diárias e tudo o que for item de contrabando é perdido...

    Ainda na primeira fase, sem saber o que fazer e constantemente perdendo meu progresso com itens difíceis adquiridos, eu estava mais do que frustrado com o jogo. Quer dizer, o visual é bem bonito e a trilha sonora é bem legal, mas obviamente a ideia não estava funcionando na prática. Se ao menos as receitas já estivesse disponíveis ou fossem facilitadas como em Terraria!

    Apelei então pra dicas da internet de como passar da prisão. Odeio fazer esse tipo de coisa, mas vou dizer uma coisa: TE ficou MUITO melhor desde então. Quer dizer, o jogo é bem "ok", mas pelo menos agora ele parece um jogo.

    Vendo as soluções das pessoas, pude experimentar muito mais, me dar metas e tentar por os planos em prática, mesmo quando eu só tentava copiar, já que o jogo tem diversos fatores aleatórios desde quando você começa um mapa até cada dia, de pessoas com personalidades diferentes (mais calmos ou agressivos) até as coisas que aparecem todos os dias no baú de todas as outras pessoas. Isso tudo ainda me fez jogar bastante cada fase, sobretudo a última, que passei o dia inteiro para conseguir terminar.

    Acabou que a primeira fase eu passei da seguinte forma: malhei até ficar com a força no máximo e derrotei todos os guardas, o que fez com que o presídio entrasse em modo de emergência e chamasse ajuda. Até a tal ajuda chegar, ficou tudo aberto e eu só andei pra fora.

    Logo a estratégia ficou inútil e eu tive que bolar outras melhores. Os mapas estavam maiores e me davam pouco tempo pra agir em meus objetivos próprios. Fui experimentando algumas coisas simples, como ficar escondido no mapa até anoitecer, mas se você não aparecer no pátio durante a checagem, inicia-se uma contagem e ao terminar, não importa onde você estiver, você simplesmente ganha uma mensagem negativa e vai direto pra solitária. Se você for pego em algum momento a noite quando estiver fora do cronograma, você é espancado até desmaiar e isso é ruim, já que você acorda só na chamada do dia seguinte e ir dormir por conta própria salva o jogo e serve como um checkpoint.

    Esses saves ficam cada vez mais importantes conforme você avança na campanha. Você vai conseguindo todos os itens que deseja (incluindo os que só aparecem com bastante sorte) e perdê-los é horrível. Guarde-os e passe pelo dia todo até finalmente poder salvar seu progresso a noite. Inclusive, eis uma dica: se você conseguiu tudo o que precisava hoje, não tente fugir! Espere até amanhã pra poder salvar e, se der ruim, poder continuar dali sem ter que ir atrás das coisas que conseguiu recentemente!

    Resumindo: The Escapists é mais um daqueles jogos que tem uma ideia sensacional, mas uma execução fraquíssima. Jogando por si mesmo, nunca se sabe exatamente o que fazer com nada, nem mesmo com o próprio jogo. Sabendo o que fazer, as coisas melhoram por um lado, mas a experiência continua sendo frustrante e nada recompensadora. Eu passava das fases pelo questão dos orgulho, mas não conseguia parar de me perguntar porque estava jogando aquilo ou porque aquele jogo existia.

    De bom: visual bacana. Trilha sonora legal (apesar de se repetir em todas as fases). Essa versão do Switch tem uma build muito bonita e superior às mais antigas que vi. Inclusive, o jogo funciona muito bem no console, tanto na TV quanto no modo portátil, sendo bonito na tela menor e funcional mesmo nos joycons. Curti o fato de haverem DLCs nessa Complete Version (mais uns 6 mapas).

    De ruim: jogo confuso e nada intuitivo. Dependente da internet/guias para jogar direito. Super injusto quase sempre, com guardar indo ao meu encontro em lugares escondidos, alarmes que me encontram, sempre me culpam por tudo sem terem provas, bandidos que me batem e fazem com que os policiais me batam também como se a culpa fosse minha etc. Perda de progresso é algo muito frustrante, te obrigando a esperar o dia seguinte para fazer alguma coisa novamente ou muitos outros dias para conseguir forjar algo com itens menos comuns. Achei que os DLCs fossem mais bacanas. Por exemplo, tem um inspirado no 007 e eu imaginei que fosse eu numa base militar usando de vários artifícios para escapar, mas eram vários James Bond, até mesmo num pátio ouvindo ordens de guardas. O jogo tem essa coisa de liberdade de escapar, mas muitas fases basicamente só tem um jeito e você vai ficar um século nelas se for tentar outras coisas, conseguir itens e não dar em nada já que muitas vezes é algo bem bizarro para conseguir passar.

    No geral, eu fico muito feliz de ter terminado essa bomba. Houveram momentos bons, mas não valem a pena e acredito que o 2 (e seu modo multiplayer) seja muito superior. Estou animado com ele e o Survivalists! Sobre o 1, não recomendo, mas se for jogar, comece a ler bastante sobre tudo do jogo e ver dicas e estratégias para se divertir o mínimo.

    The Escapists: Complete Edition

    Platform: Nintendo Switch
    3 Players

    18
    • Micro picture
      volstag · 22 days ago · 2 pontos

      É de postagens assim que o Alva precisa!!
      Excelente demais! eu sempre tive curiosidade sobre esse jogo, mas nunca fui atrás pra saber direito como era, agora tô bem por dentro, o jogo parece muito legal.

    • Micro picture
      santz · 22 days ago · 2 pontos

      Eu também não gosto de jogar continuações sem antes jogar os anteriores. Esse The Escapist é um caso de jogo que pretendo jogo em breve, mas tenho que jogar o primeiro antes.

    • Micro picture
      lcfreezer · 18 days ago · 1 ponto

      Os seus comentários sobre determinado jogo vc vai anotando conforme joga ou faz tudo numa tacada só?

      3 replies
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-07-07 20:42:29 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Katamari Forever

    Zerado dia 07/07/20

    Aaah, Katamari! Como eu amo Katamari! Há uns anos atrás um amigo recomendou que jogássemos Katamari Damacy no PS2, mas eu nem liguei por não saber do que se tratava, fora que eu tinha pouquíssimo interesse no PS2. Mal sabia eu, que quando finalmente o jogasse, seria amor a primeira vista!

    Ano passado fiz alguns posts "especiais" (diferentes) sobre as minhas experiências com video games (inclusive, nunca mais fiz uns desses, tinha altas ideias) e num desses posts eu falei sobre quais eram os meu 10 jogos favoritos dos primeiros 1000 que zerei. Katamary Damacy estava lá!

    Mias tarde descobri que o jogo é bem famoso e lembrado até hoje em dia de várias formas, incluindo sua jogabilidade, músicas e muitos memes. Que experiência fantástica!

    Desde então tenho terminado um jogo da série Katamari todos os anos e, embora alguns deles tentem dar uma revitalizada na fórmula, acaba que são todos bem parecidos e suas poucas mudanças acabam até estragando um pouco os jogos. O fato é que basta jogar um deles até o final e você já estará bem encaminhado mas vale a pena jogar outro caso bata a saudade depois.

    Eu só estou devendo o We Love Katamari (PS2), mas reforço o que já disse e se for jogar apenas um, jogue o primeiro, Damacy (inclusive tem remaster dele pro Switch e PC).

    Há uns dois anos atrás eu fiquei surpreso em saber que existia também um jogo exclusivo do PS3, o Katamari Forever. Tinha curtido o do Xbox 360 mas não esperava um jogo diferente na plataforma rival. Pesquisei sobre ele e o mesmo não se encontra mais disponível na loja da Sony, a PS Store, para a minha tristeza. Bom, um dia eu devo desbloquear o PS3, então caso nunca conseguisse o jogo, era só aguentar a vontade até esse dia chegar.

    Para a minha surpresa, um cara estava procurando outro jogo raro num grupo de PS3 do DF: o primeiro Nier. Ele disse que conseguiria qualquer jogo em troca, então pedi Katamari Forever (sem esperança nenhuma) e fui jogando Nier, que ainda estava devendo (se achar o meu post do Nier talvez eu mencione isso). O cara conseguiu, terminei com meu jogo e trocamos. Minha nova aquisição ficou na prateleira desde então.

    Pra quem não conhece, Katamari é uma série em que você controla uma criatura alienígena (muito fofinha) empurrando uma bola por cenários 3D. Tudo o que for menor que essa bola, gruda nela conforma você encosta nas coisas, deixando a esfera maior e mais bagunçada com coisas pregadas. Quanto maior a esfera, mais coisas você pode pegar e deixá-la ainda maior.

    As fases são lotadas de todos os tipos de coisas: dados, caixas de diferentes coisas e tamanhos, lápis, ratos, gatos, cadeiras, pessoas, árvores, estátuas, arbustos, carros, casas, torres, ilhas etc etc etc. Sério, tem alguma coisa que não tem nesse jogo?

    A ideia básica dos jogos é alcançar um certo tamanho mínimo, que basicamente pode ir de 20cm à 100km ou mais, dentro de um determinado tempo.

    Nem todas as fases são iguais. Por exemplo, a primeira delas tem como objetivo crescer até 20cm e mesmo jogando muito bem, o tempo e objetos disponíveis não permitem que você vá muito longe. Nos últimos cenários a bola já começa maior e facilita bem mais o seu crescimento com muito mais coisas dispostas por toda uma cidade. O fato é que o tempo disponível é quase o certo para chegar ao seu objetivo e dificilmente você consegue ir muito além.

    Forever é provavelmente o título que mais revoluciona as mecânicas e, com isso, acaba se tornando um dos mais marcantes.

    Eu lembro de tê-lo pesquisado no Google Imagens muito tempo atrás e ter achado o visual estranho. Uma espécie de cel shading que tirava um pouco do "realismo" dos visuais e parecia mais cartunesco. De fato o jogo tem um certo filtro que muito remete à um visual desenhado e pintado com lápis de cor. Porém, o jogo é bem mais agradável de ver durante a jogatina do que qualquer imagem do Google (inclusive, há a opção de mudar esse filtro depois que você passa de cada fase). 

    Ainda assim, eu prefiro o visual clássico da série.

    Fora um hub original, como em todos os Katamari, há diversos novos modos de jogo, inclusive na campanha.

    A campanha agora é acessada ao interagir com dois personagens diferentes no hub: o King of All Cosmos e Robot King. Eu tinha entendido que o primeiro funcionava como missões opcionais/secundárias e o segundo como a campanha principal, mas aparentemente ambos são obrigatórios para terminar o jogo, já que quando você faz a missão de um, libera uma missão no outro e você acaba indo de um a outro frequentemente entre as fases.

    Entretanto, o Robot King tem missões mais comuns à quem já conhece a série. Role e fique maior e é isso. Já o King of All Cosmos tem missões mais diferentonas, inclusive algumas bem ao estilo daquelas que não curti em Beautiful Katamari (Xbox 360).

    Essas missões diferentes tem objetivos bem específicos, como:

    -Rolar e crescer até um tamanho certo, mas sem ter nenhuma informação. Você faz o seu trabalho até achar que está bom e manda parar quando quiser;

    -Crie uma gigante bola de calor, mas se pegar coisas frias você não só perde temperatura como pode perder em segundos;

    -Role bolas de neve e faça um boneco de gelo etc.

    A própria campanha tem uma missão ou outra com objetivo diferente, como a que é uma corrida!

    Independente do tipo de fase que estiver jogando, você será julgado com base no número de coisas coletadas, tempo levado (ao menos em fases com cronômetro) ou tamanho alcançado.

    O jogo é bonzinho e permite que você conclua as missões e passe para as próximas mesmo com pontuações baixas, que servem mais pra alimentar seu orgulho e são cruciais para quem gostar de platinar.

    A experiência como um todo é bem tranquila. Das fases normais eu só tive dificuldade com uma que, mesmo jogando bem, tinha um tempo muito fechado para alcançar certo tamanho e o crescimento era bem lento. Das fases diferentes, tive trabalho com algumas, como a da temperatura, que me fazia perder todo o progresso bem rápido e uma de coletar vaga-lumes, que além de lenta, me fazia voltar pro início e pegar um personagem quando estivesse grande o bastante. Mais um exemplo de fase lenta e complicada por ser em preto-e-branco e eu não saber onde estava mais o personagem.

    Há também motivos para da ruma boa explorada nos cenários: coletáveis!

    Todas (ou quase todas) as fases tem personagens esperando para serem coletados pelo seu katamari, assim como presentes. Os personagens você pode usar e servem exclusivamente por motivos estéticos enquanto os presentes desbloqueiam acessórios para eles, como itens para a cabeça, máscaras e outros de por no torso. São muitas as combinações possíveis!

    Tudo isso pode ser acessado pelo hub, que muito parece um estágio direto de Paper Mario.

    É por lá também que você pode mexer nas opções do jogo, como áudio e vibração do controle, jogar versus ou co-op com seus amigos (infelizmente não testei) e acessar tabelas de pontuação online, entre outros.

    Resumindo: Katamari Forever é um excelente jogo que ousa brincar mais com as mecânicas originais da série e que funciona muito melhor do que nas tentativas anteriores. Embora Damacy ainda seja o meu favorito (estou devendo o We Love Katamari), sinto que Forever merece um segundo lugar no pódio. Diria ainda que é o jogo perfeito para quem quer mais Katamari depois do primeiro, além de ser provavelmente o mais memorável depois do original por suas fases com objetivos diferenciados aqui e ali.

    De bom: visual melhor do que eu esperava com base nas imagens da internet (ainda prefiro o original). Muitas fases me garantiram dois dias lotados de jogatina para zerar. Inclusão do modo multiplayer. Modos alternativos no post-game aumentam em muito o fator replay, como o modo que você se movimenta mais rápido e um que não há tempo. Humor japonês sem noção de primeira. Muitas missões diferentes te permitem passar mesmo jogando mal. Nível de desafio muito bom (apesar de eu me considerar bom e quase sempre tirar notas fracas).

    De ruim: alguns estágios tem missões chatas ou bizarras e que podem te fazer perder em segundos. Odiei a nova mecânica de pular, que envolve chacoalhar o controle pra cima (motion control), mas felizmente dá pra evitar quase sempre. Achei as músicas bem inferiores às dos outros, sendo até meio tristes e monótonas as vezes. A jogabilidade as vezes pode irritar/cansar um pouco.

    No geral, curti bastante o jogo e deu pra matar um bocado a saudade. Acaba sendo melhor do que eu imaginava de certas formas e pior de outras. Acho que podemos dizer isso da série quase toda, que sempre apresenta melhorias e pioras em relação aos outros com suas pequenas mudanças. Pra quem curte a série, um prato cheio e que espero valer bastante dinheiro para alguma coisa junto com meu Yakuza 3! Mais do que recomendo!

    Katamari Forever

    Platform: Playstation 3
    226 Players
    8 Check-ins

    23
    • Micro picture
      santz · 27 days ago · 1 ponto

      Engraçado. O visual é bem bonito, mas essas fases... Eu já vi elas no We Love Katamari e no Me and My Katamari.

      2 replies
  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-07-04 20:43:22 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Lydia

    Zerado dia 04/07/20

    Muito me surpreende que o Alvanista não tenha alguns jogos bem conhecidos (ou páginas voltadas para determinadas versões de certas plataformas dos mesmos) enquanto alguns jogos são mais trabalhosos de serem encontrados e me fazem ter que digitar seus nomes na URL, procurar no Google ou mesmo ir na página do console em questão, ir nas páginas de jogos esquecidos e sem interação e procurar os títulos desejados.

    Por outro lado, Lydia foi encontrado facilmente ali na barra de busca. Bem curioso isso, hehe.

    Esse é um daqueles jogos que você normalmente morre sem saber que existem. Aqueles indies bem baratos e simplórios e quase sem atrativo. É o tipo de jogo que eu simplesmente ignoro quando vejo nas lojas digitais das plataformas que jogo. Daqueles que eu nunca planejei jogar, mas aqui estamos nós.

    Bom, eu sempre fui meio que contra a avalanche de "shovelware" que vejo na Steam, por exemplo. Parece que a plataforma conta com centenas de milhares de jogos e que 90% disso são jogos feitos de qualquer jeito e simplesmente publicados por lá por preços baixíssimos e títulos sensacionalistas. E a grande quantidade de cópias chinesas tosquíssimas de jogos consagrados? Isso é bem coisa de mobile. O coitado do Homem-Aranha, por exemplo, tem mil versões, como Strange Rope Hero e Amazing Police Spider, geralmente nomes que servem como tag para misturas bizarras do herói com GTA, Road Rash etc.

    O Nintendo Switch, de alguma forma, tem me feito aturar certos jogos mais facilmente do que eu aguentaria num PC. Talvez o merchandising o faça parecer mais interessante e relevante. O preço também tem sido legal para indies assim. Fora aquelas promoções que te dão jogos ou o incentivo ao multiplayer de sofá.

    Foi mais ou menos assim com Lydia também.

    Vi uma galera postando na internet que esse título estaria de graça no Switch. Dá pra terminar, então não custa baixar (mesmo tendo passado muitas dificuldades com jogos baratos assim por serem quebrados e dificultarem o seu término). Esse mesmo pessoal, bem nintendista, no caso, afirmava que Lydia era uma boa experiência, carregada de emoções e que de graça era quase que um roubo. Ah tá.

    Ao acessar a página do jogo, percebi que havia meio que um DLC pago. Aparentemente Lydia foi desenvolvido com a intenção de arrecadar dinheiro para doação. Inclusive ele sempre mostra um site para mais informações sobre isso tanto na eshop quanto ao iniciar o jogo.

    A tal DLC seria uma opção pra quem gostou do jogo e quisesse ajudar e aparentemente há outros títulos (possivelmente da mesma desenvolvedora) com o mesmo objetivo. O preço também era bem baixo e fiquei bem tentado a doar, antes mesmo de jogar e espero fazer isso num futuro próximo.

    Já estava entendendo que a narrativa girava em torno de tristeza, depressão ou coisa do tipo.

    Iniciando Lydia, finalmente, o menu é bem sério e tem uma temática meio abstrata e triste. Fui nas opções e me surpreendi com a grande quantidade de idiomas disponíveis, incluindo Português do Brasil.

    O jogo em si parece um tanto com um desenho animado. Os cenários são estáticos mas com diferentes camadas que dão um efeito de profundidade bacana. Além disso, sempre há fontes de luz tanto no preto e branco (prominente em toda a campanha) quanto nas partes mais coloridas, como TVs e nos olhos de monstros.

    Os personagens são bem mais bonitos do que eu esperava e bem animados. Realmente a sensação é de ter achado um desenho sério no Youtube que tem alguma mensagem. Pra reforçar isso, o gameplay aqui é bem simples e consiste mais em andar e as vezes apertar um botão aqui e ali para interagir. O foco é no texto e na mensagem.

    Você normalmente controla a pequena Lydia num mundo em que ela não entende bem, e nem é entendida por ser tão pequena. Os adultos não lhe dão a atenção necessária e ela vê a todos como seres muito distantes, enquanto passa medo em seu quarto escuro em noites mal dormidas.

    A imaginação da protagonista a leva à diferentes lugares, que dividem o jogo em curtos episódios. Procurar o coelho de pelúcia embaixo da cama, abrir o guarda-roupas, ver os adultos bebendo numa festa em sua sala de estar.

    O jogo tem uma certa cara dos antigos adventure point & click, mas as semelhanças se limitam mesmo à parte visual, já que há sempre um cenário limitado e poucos agentes para interagirmos. Mesmo acompanhando o enredo, nada faz muito sentido e se alguém não te deixar passar por uma porta, ande um pouco e fale com outra pessoa que vai fazer algo bem aleatório para fazer você prosseguir. Dá até pra jogar sem ler nada e terminar o jogo.

    Há também diferentes formas de reagir às indagações dos personagens, como usando gentileza, evitando falar sobre aquilo, sendo direta, mentindo etc, mas não achei que essa mecânica funcione para quaisquer efeitos.

    Quando o jogo parece estar chegando em algum lugar, o capítulo termina e logo você estará de volta ao quarto da pequena Lydia, onde deve interagir com alguma coisa e começar o rápido próximo capítulo. Alguns deles você é até adolescente!

    Quanto mais eu jogava, menos eu entendia o que estava acontecendo. Qual era a mensagem? O que aconteceu na infância? O que eu deveria tirar disso? Sei lá, tem um clima até legal, mas parece que a aventura é apenas uma viagem gratuita.

    O final da campanha foca menos na vida melancólica da protagonista e mostra sua mãe a culpando pelas coisas ruins que aconteceram, enquanto a própria Lydia sabe que aquilo não é verdade e sua mãe é a responsável pela própria vida que escolheu. A protagonista sai de cena indiferente à toda a baboseira que sua mãe a disse e o jogo termina sem a menor conclusão.

    Mesmo sendo o meu tipo de narrativa e curtindo sua atmosfera, eu não entendi nada do que o jogo quis passar.

    Resumindo: Lydia é um jogo de atmosfera triste que lembra um pouco jogos point & click, mas muito mais simples e fácil. Deu pra ver que os desenvolvedores focaram na mensagem e mesmo a estória tendo conquistado a minha atenção, eu senti que não cheguei a lugar nenhum, quase como se a aventura tivesse sido cortada ao meio de sua narrativa. Ainda assim, pra um jogo de menos de 1 hora e de graça, não senti que perdi tempo. Aliás, o lado voltado pra doação em cima de um título gratuito me faz respeitá-lo.

    De bom: visual legal e cativante. Jogabilidade simples. Opção de jogar em português. O jogo geralmente é grátis ou bem barato.

    De ruim: enredo confuso e que não tenho certeza nem se tinha algo para entender ali. Pouco gameplay e quase zero necessidade de usar seu cérebro. Não senti que diferentes escolhas afetavam sequer o diálogo.

    No geral, se você tem alguma plataforma que tenha o jogo e ele esteja de graça, vale ao menos baixar para ajudar toda a cosia de doações ficar em destaque nos downloads da eshop. E se você baixou, eu recomendo sim dar uma jogada em Lydia, já que ele é super curto e tranquilo de ser terminado (ainda mais se o estilo te interessa). Jogo ok.

    Lydia

    Platform: Nintendo Switch
    2 Players

    14
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      darlanfagundes · about 1 month ago · 2 pontos

      Esse lance é um problema da barra de buscas...já foi bem eficiente...rsrs. Massa o joguinho.

  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-07-02 18:32:48 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Kirby: Planet Robobot

    Zerado dia 02/07/20

    Há uns dias atrás estava com vontade de jogar alguma coisa mais tranquila e que não exigisse quebrar a cuca ou sentar na mesa do notebook, então peguei o Nintendo 3DS e, diante de tantas coisas que tenho por lá ainda a serem jogadas (mesmo já tendo zerado tanta coisa nele de 2012 pra cá), o escolhido foi Kirby: Planet Robobot.

    Mal dá pra acreditar que esse jogo é de 2016! Na minha mente ele parece tão recente! Lembro que desde deu lançamento até hoje o pessoal fala muito bem desse título, o que sempre me deixou curioso (muito mais do que com o Star Allies).

    A escolha foi feita com base nesse hype e na vontade de jogar algo de plataforma. Sobre a minha experiência com a série, ela começou no Dream Land 2 no meu Game Boy Color lá na pré-adolescência. Eu amava aquele jogo!

    Desde então fui jogando o restante dos kirbys com o passar dos anos, sem pressa. Adorei a franquia no GBA, no GBC e no NES. Nunca fui tão fã daqueles de SNES nem o do N64. Spin-offs, como aquele de corrida do Gamecube nunca me agradaram muito apesar de eu curtir Canva's Curse e Rainbow Curse. No DS, os jogos sempre me pareceram meio genéricos e no Wii, muito voltado apenas à um público infantil de tão fáceis e bobos.

    Essa fase de jogos meio bobões da bolota rosa afastou muita gente da série, principalmente agora, com o Star Allies, que cheguei a jogar a demo e achar fraco e mais tarde algumas fases do jogo completo com amigos, e cheguei a conclusão que a experiência é quase deprimente de tão sem graça e fácil.

    Mas e o tal do Planet Robobot? Esperava algo mais completo que o Triple Deluxe, da mesma plataforma, e não me decepcionei! Que jogo ótimo!

    Abrindo o jogo, me deparei com diversos modos alternativos na tela e fiz o que não costumo fazer: fui direto pra eles. Sei lá, imaginei que eu pudesse os esquecer depois ou mesmo desanimar de dar uma chance pra joguinhos que pudessem ser bem curtos, e de fato eles são mesmo.

    Um desses minigames dura uns 10 minutos do início ao fim e é quase como uma demo do que mais tarde seria transformado em um jogo completo e standalone: Kirby's Blowout Blast (que pretendo jogar mais pra frente).

    Já o outro minigame eu nem abri, pois imaginei que seria a mesma coisa, mas com o que se tornaria mais tarde Team Kirby Clash Deluxe, jogo que já terminei no 3DS e até a versão do Switch.

    No layout bacana da tela inicial ainda dava pra ver que havia espaço para mais ícones aparecerem depois (foi o que aconteceu assim que terminei a campanha).

    Começando o jogo real, a aventura se abre com uma cinemática em CG, meio que como em todos os jogos da série principal desde Return to Dream Land (Wii) pelo menos. Eu sempre fico dividido com esses filmes. São bonitinhos, mas tem um tom um pouco diferente dos jogos que os seguem. Nesse caso só toca uma música e não nenhum outro efeito sonoro.

    Essa CG dá o ponto de partida do enredo, com a invasão de seres robóticos na terra onde o Kirby e amigos vivem.

    O jogo é bem no mesmo estilo do Triple Deluxe mesmo, tudo em 3D e tal. Não há muita novidade fora que as fases são cheias coisas robotizadas. Menos verdes e felizes, mais prateadas ou em tons de bronze e ouro e levemente futuristas. Ao menos não é aquela Dream Land de sempre e até a música é diferente!

    Pequenas mecânicas novas vão se apresentando aqui e ali, assim como uma grande gama de poderes pro Kirby sugar dos inimigos e usar para si. Muito bacana! Dá pra sentir que o jogo foi feito com um cuidado maior e com o gameplay em mente.

    Tinha até me esquecido disso até acontecer, mas a mecânica nova e super legal do jogo é o ROBÔ! Sabe aqueles mechas do Mega Man X que a gente usava pra dar dash e sair distribuindo socão? É exatamente isso! A série definitivamente precisava de uma boa novidade assim!

    Além da jogabilidade mais rápida e forte do robô, ele também pode analisar os inimigos (com o mesmo botão de sugar do Kirby) e aprender suas habilidades, que ainda mudam sua aparência e gameplay.

    A primeira habilidade que usei no jogo com o robô foi a do fogo, que o transforma em um grande lança-chamas pros ataques. Depois achei a espada, que o deixa verde e com braços de lâminas. Tem o poder de eletricidade que o faz jogar bolas quicantes de choque e o bumerangue que o faz ter braços de serra, entre muitos outros.

    Com novos poderes surgem novas responsabilidades já que apesar de o robô ser bem forte de qualquer forma e poder interagir com certos objetos de modos que o Kirby sozinho não pode, há mecânicas exclusivas para determinadas habilidades.

    Algumas dessas mecânicas são quase sempre obrigatórias, como nas fases que você joga com o robô na forma de carro ou de avião (estilo shmup), mas algumas vezes essas habilidades estarão  dispostas de formas opcionais pelo cenário e só permitirá que você acesse certos lugares mais pra frente se tiver as pego anteriormente.

    Algumas outras ocasiões até podem ser ativadas apenas com o Kirby e o poder certo, mas o puzzle vai requerer que você tenha o robô para levantar blocos pesados do caminho ou que use seus grandes braços para girar parafusos. Um bom exemplo disso são partes que você ativa usando eletricidade em fios elétricos e que você deverá mover algum bloco que conduza a eletricidade no meio do caminho ou que gire parafusos para que o cenário se mova e continue com a corrente elétrica.

    Kirby: Planet Robobot ainda se destaca em relação aos muitos últimos jogos que joguei da série por seus diferentes estágios, que contam com level design de primeira e cenários memoráveis, além do uso de camadas em conjunto (ou não) com o efeito 3D do portátil, que dão uma profundidade muito bacana e ajudam na percepção de objetos que vem em direção à tela. Por conta disso, mesmo não suando muito o efeito no meu New 3DS XL nos demais jogos, acabei usando um bocado aqui, sobretudo em momentos que pareciam ter maior apelo pra isso, como a batalha final (só desativava mesmo porque os jogos ficam mais serrilhados).

    Muitos dos níveis desse jogo são únicos, como em uma fase que você anda pela cidade e carros vem em direção a tela. Preste atenção na sinalização de trânsito e espere o semáforo fechar! O time foi muito criativo com o jogo e suas muitas mecânicas bacanas e enorme variação em relação a poderes, seja com o Kirby ou com o robô, e toda a interação com objetos.

    O jogo tem poucos mundos: 6. Apesar de haver mais coisas a serem feitas. Cada um desses mundos tem cerca de 5 fases + chefe + cenário extra. Há mais chefes em fases comuns.

    Cada estágio tem 3 cubos a serem encontrados. Alguns bem fáceis, outros mais escondidos. No começo da aventura você deve achar todos com certa facilidade e se importar, como eu, vai acabar  explorando melhor os cenários para terminar com todos eles em fases mais avançadas.

    Coletar cubos tem o seu lado "complecionista", mas eles tem lá as suas importâncias. Cada mundo requer um número mínimo deles encontrados para desbloquear o chefe. Felizmente o número geralmente é baixo e não deve ser problema (cada mundo tem 15 e no final me pediram uns 7 para o desafio final). Coletar todos os cubos de cada mundo é ainda o requisito para abrir sua fase "secreta", chamada de Ex.

    Essas fases Ex são bem opcionais (e tem também seus cubos) e vale a pena só pra ver coisas novas e aumentar a vida do jogo, que jogando casualmente 1 mundo por dia, me pareceu tão rápido (mas também porque curti demais)! 

    Acredito que esses cubos também sejam parte importante para fazer 100% no seu save (terminei com 77%, mesmo pegando tudo na campanha principal).

    Resumindo: Kirby: Planet Robobot é o jogo que eu precisava na série: cheio de melhorias e novidades. O jogo é divertido do começo ao fim, passando por suas ótimas fases, muitas mecânicas bacanas, muita variedade, modos de jogo alternativo e o robô, como eu amo o robô!

    A experiência foi uma das mais memoráveis da bolota rosa e quase fui até os 100% fazendo o modo do Meta Knight que desbloqueou depois, mas fica pra uma data futura.

    De bom: visual lindo (impossível de reproduzir imagens boas do 3DS da internet). Jogabilidade ótima. Muitas novidades e mecânicas. Trilha sonora legal. Muito divertido de explorar e ir atrás de todos os cubos (a maioria eu fiz na primeira jogatina das fases). Inclui modos alternativos, sendo um deles multiplayer (provavelmente com Download-Play). chefes bacanas. O robô sempre surpreende. Efeito 3D legal.

    De ruim: achei que os desenvolvedores repetiram algumas ideias com frequência, sobretudo no final e em relação a cenários, como a mesa de sinuca que sempre reaparecia e a minha adorada fase das faixas de pedestre, que apareceu algumas vezes em versões alternativas. Algumas partes você tem que agir rápido para acessar algum lugar, como em uma que o vento te empurrava e você deveria cortar uma corda para cair na plataforma abaixo e acessar a porta e se você errava o timing em certas partes desse tipo, tinha que recomeçar o estágio pra ter outra chance.

    No geral, amei e me surpreendi com o jogo. É bom como dizem? Sem dúvidas! É o melhor jogo do Kirby? Eu não sei, mas se não for, está entre os melhores. Se alguém me pedisse recomendação da série, essa seria a minha escolha. Jogaço!

    Kirby: Planet Robobot

    Platform: Nintendo 3DS
    210 Players
    44 Check-ins

    23
    • Micro picture
      manoelnsn · about 1 month ago · 2 pontos

      Gostei bastante quando joguei também, o problema foi o final boss verymotherfucker easy, aquela borboleta do triple deluxe era bem melhor

      1 reply
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      andre_andricopoulos · about 1 month ago · 2 pontos

      Mas é fofinho esse KIRBY...😁

  • anduzerandu Anderson Alves
    2020-06-27 01:20:58 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Castle Crashers

    Zerado dia 26/06/20

    Castle Crashers era, até hoje, um daqueles jogos que eu tinha até vergonha de dizer que nunca havia jogado. O título é um dos indies mais famosos que tenho conhecimento, adorado por muitos conhecidos.

    Quando comprei meu Xbox 360 atual de um amigo, o console veio com a conta dele e alguns jogos, inclusive CC (isso lá pra 2015 ou 2016). Achei legal a oportunidade e o deixei lá pra depois, só que algo aconteceu e eu perdi a conta dele.

    Mais tarde, vi que o jogo foi lançado pro Switch, e isso me deixou muito contente. Demorou, mas o dia finalmente chegou, mas o preço não era muito convidativo. Como tenho muito jogo e compro a grande maioria bem barato, não me vejo gastando tanto com experiências mais antigas sendo que tenho mais o que jogar.

    Quem me acompanha, sabe que venho jogando bastante usando um programa chamado Parsec no PC. Ele permite que as pessoas transmitam as suas partidas de qualquer jogo e as outras se juntem como se estivessem jogando localmente com o host.

    Recentemente temos jogado algumas coisas pelo Parsec principalmente porque a maior parte dos jogos não tem suporte online. Além disso, emuladores, jogos piratas, jogos originais (evitando que ambos tenham que os comprar) e entrando nas salas disponíveis por lá.

    A escolha da vez,das poucas opções que estamos tendo foi justamente CC. Meu amigo ama o jogo. Eu era doido para experimentar.

    A primeira jogatina foi bem curiosa: eu e ele pelo Parsec, como se estivéssemos juntos na sala de estar, numa sala hospedada online pelo jogo, onde as irmãs dele jogaram de outros cômodos de sua casa.

    No segundo e terceiro dia fomos só nós dois mesmo.

    Pra quem não o conhece, Castle Crashers é um beat'em up com aquele visual bem flash e muito bem humorado para até 4 pessoas. A fórmula é bem similar àquela dos jogos de Arcade tão conhecidos, como Golden Axe ou Turtles in Time, mas com um toque mais moderno e despojado.

    A jogatina conta ainda com certos elementos de RPG, como um sistema de level up, alocação de pontos em diferentes atributos, diferentes armas com diferentes especialidades e bons motivos para voltar e explorar as fases da relativamente longa campanha.

    Começando a campanha, é possível escolher entre 4 diferentes personagens. Cada um deles com uma cor e especializado em um diferente elemento. Azul = gelo e laranja = fogo, são as cores que usamos.

    Testando os comandos, você pode se mover livremente, pular e atacar de duas formas: usando a sua espada ou com a magia relativa ao seu personagem (custa mana, mas ela se regenera). Meu personagem foi focado em força e defesa, então magias ficaram bem fracas.

    Há um tutorial e a possibilidade de fazer lutas PvP desde o início, que foi onde aprendi a jogar, mas a primeira fase acho que já ensina bem, já que não tem muito segredo. Quer dizer, há um botão de defesa, por exemplo, mas ele basicamente não fez falta, mesmo depois de notarmos a sua existência.

    O jogo inteiro se resume a andar pelo cenário, derrotar onde de inimigos apertando os ataques forte e fraco continuamente, andar para a próxima tela e assim por diante. Sabe como é a fórmula beat'em up, né? E enquanto você não ganha experiência o bastante pro próximo nível, aproveite para perceber tudo o que rola pelas fases, que são super vivas, animadas e cheias de piadinhas bestas, mas engraçadas ao mesmo tempo.

    Aproveite também para andar e explorar por trás de objetos, como pedras e arbustos, por exemplo. Sempre há itens aqui e acolá, como cura, espadas e pets.

    As armas variam bastante em bônus de atributos (além da parte visual) e podem ser a melhor escolha de acordo com o personagem que você estiver montando. Como eu disse, foquei em força e defesa, então não trocava armas que davam bônus nessas categorias por outras que dessem para magia, por exemplo.

    Em alguns casos é mais difícil escolher. Deveria ficar com essa de +5 de ataque e +2 de agilidade ou essa que é +2 de ataque, +2 de defesa e -1 de agilidade?

    Seja lá qual for a sua escolha, o negócio é ao menos pegar a arma uma vez, pois é possível acessar um acampamento no mapa do mundo do jogo e lá selecionar qualquer arma que tenha sido encontrada e equipá-la.

    O mesmo vai pros pets, que dão uma forcinha legal nas batalhas, atacando inimigos, coletando itens próximos sem que você tem que andar até eles ou mesmo dando bônus em atributos seus. No mesmo acampamento das armas é possível ver o que cada um faz.

    Além de experiência, os inimigos podem derrubar outras coisas, como alimentos que te curam, as armas que estiverem usando e dinheiro.

    Jogando em grupo eu tive um pouco de trabalho com essa divisão de bens, pois é normal que as pessoas queiram pegar tudo o mais rápido possível e até sem precisar. Sabe quando você tá morrendo e acha cura mas seu amigo, de HP quase cheio, vai lá e a pega antes de você sem ver quem precisava de verdade? Cliché no gênero. Outras vezes eu pegava sem querer pelo inimigo morrer e o item ser arremessado pra mim.

    As riquezas, como dinheiros e gemas, estão entre os mais disputados. A ponto de cada um estar num lado da tela batendo em diferentes amigos e as pessoas irem pra junto de você só para enriquecer um pouco às custas do seu trabalho. Exija respeito!

    Com o dinheiro acumulado é possível acessar diversas lojas pelo mapa e comprar itens, como armas bacanas, pets exclusivos e até bombas ou poções de cura, que ficam num slot para itens desse tipo.

    Uma das coisas que mais gostei na aventura foi o fato de como o mundo é construído e a continuidade lógica de fase a fase. Ao invés de apenas ter um cenário e um bocado de caras para bater e um chefe no final, cada estágio é único! Há mecânicas exclusivas, cenários diferentes e até inimigos nunca vistos antes aqui e ali.

    Além disso, ao invés de ser apenas uma linha de fases linear, há diversos caminhos pelo mapa, sendo que alguns você só pode acessar depois de achar algum item em outra fase e sempre há um motivo pra fazer esses desvios, que nos levam para tantas terras diferentes, como lugares gelados, desérticos ou inundados por lava.

    E é legal voltar mais forte nas fases e ir atrás de coisas que não foram achadas também. Ou mesmo pela grana ou experiência.

    Que tal parar na Arena e sair nos tapas com os amigos? Inclusive você é obrigado a fazer isso sempre que salva uma donzela das garras de chefes, pois só um herói pode ficar com a coração dela!

    Resumindo: Castle Crashers é um beat'em up mais light/piedoso que o normal, mas de uma forma que talvez até supere outros clássicos do gênero. É gostoso ver seu personagem evoluir e achar armas tão legais. Rejogar a campanha nunca foi tão legal em jogos de porradaria em grupo. Há um lado party game, mas o lado RPG e até uma dificuldade são os fatores que realmente brilham aqui. Um prato cheio pra quem curte jogos do tipo e, sobretudo, se puderem compartilhar a experiência com mais pessoas. Sobre o jogo em si e como ele é, não há muita novidade ou surpresa. Gostei da experiência e jogaria novamente com meu personagem fortalecido, mas não espere o melhor jogo do mundo.

    De bom: visual bacana. Bastante conteúdo e a possibilidade de fazer personagens bem diferentes. Muitos desbloqueáveis. Jogatinas de 1 a 4 pessoas com um feeling Arcade. Jogabilidade simples. Dificuldade no ponto, incluindo checkpoints pra evitar que o jogo fique maçante. Humor bacana. Chefes muito maneiros! Modos diferentes de jogo. Opção de jogar online.

    De ruim: jogabilidade repetitiva, ainda mais conforme você se aproxima do final e os estágios são cheio de inimigos que tomam muito dano pra morrer e em caso de morte sua, é capaz de você ter que rejogar algumas partes várias vezes. Preferiria que o dinheiro dos inimigos fossem automaticamente para quem os derrotou, para diminuir a competição por ele, o que pode dificultar compras desejadas em lojas em grupos de amigos que jogam mais sério.

    No geral, curti a experiência e recomendo sobretudo para fãs do gênero de briga de rua, mas também para quem quer um jogo legal pra jogar em grupo. Gostaria de tê-lo no Switch, mas não pagaria o preço pedido. Minha recomendação nas builds é focar bastante em defesa, além de um tipo de ataque, físico ou por magia. Meu amigo priorizou agilidade, atributo que achei basicamente desnecessário, e morri incrivelmente fácil a todo momento, ainda me fazendo ter que revivê-lo em meio à confusão!

    Castle Crashers

    Platform: PC
    3582 Players
    239 Check-ins

    18
    • Micro picture
      gennosuke6 · about 1 month ago · 2 pontos

      Esse jogo é divertido demais!

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