anduzerandu

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  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-02-10 16:46:51 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Blaster Master

    Zerado dia 10/02/19

    Finalmente zerei meu primeiro jogo da série Blaster Master! Sempre deixei esses jogos meio que de lado e quando testei a demo do último no Nintendo Switch, achei bem mais ou menos.

    Há poucos meses atrás vi algum canal (provavelmente no canal do AVGN) jogar o primeiro título, o mesmo que eu zerei. Geralmente evito assistir videos de jogos que não joguei, mas como eles cortam bastante pra deixar a coisa rápida e mais focada nas conversas de sofá e críticas sobre o jogo, além de Blaster Master já ser antigo, acabei vendo meio que sem perceber.

    Chegando no final da transmissão, eu tava adorando a experiência! BM finalmente fazia algum sentido e parecia ser um jogo relativamente robusto. Baixei a versão de NES, de Game Boy, de Playstation etc. Sim, a série tem vários jogos e nem pesquisei nada sobre ou se valem a pena (até porque achei a versão de Switch meio parecida, apesar de saber que são diferentes).

    BM é uma espécia de metroidvania, mas de uma forma diferente. Você dirige seu tanque pulando e atirando em diversos tipos de inimigos enquanto luta pra passar as muitas partes de plataforma.

    Eu disse "luta" porque controlar seu veículo não é tão fácil quanto jogar com a Samus ou com o Mega Man em seus respectivos jogos. Primeiro que ele desliza um bocado mesmo depois de você soltar o direcional, o que faz sentido, pois é um veículo com rodas! Segundo que o tanque tem algumas limitações, sendo um pouco lento pra virar de um lado pra outro e demorando alguns frames para mirar diretamente acima. Além disso, não tem como abaixar e destruir inimigos pequenos com ele.

    Definitivamente, não é um "personagem" muito versátil e mesmo com todos os upgrades que você consegue progredindo na campanha, ainda é complicado.

    O jogo gira muito em torno de exploração, mais ou menos como em Metroid. Começa simples mas logo os mapas vão ficando maior e com inimigos mais chatos. "Mapas" pois são 8 "mundos", mais uma vez, como as diferentes áreas do jogo da Samus.

    Porém, BM é mais fácil de certa forma e mais difícil de outra.

    Não há itens a serem encontrados pelas fases senão upgrades provisórios e itens de restauração de vida ou do combustível usado pelo tanque para poder propulsioná-lo a alcançar áreas altas (requer o upgrade específico), mas já eu falo sobre isso.

    Em resumo, se você souber onde está o chefe, pode ir direto pra cada um, derrotá-los, conseguir os upgrades do veículo e fechar o jogo com certa rapidez.

    BM conta com três tipos de jogabilidade diferentes:

    -usando o tanque, pulando plataformas e destruindo inimigos e explorando os cenários. 85% do tempo é como você jogará;

    -fora do tanque e com a possibilidade de andar pelos mesmos cenários, mas seu personagem é tão fraco que ele toma dano até por pular e cai numa plataforma um pouquinho mais baixa e seus tiros demorar um século pra derrotar o mais tosco dos monstros, no maior estilo Metal Warriors. Essa opção meio que só serve para entrar em portas que o tanque não pode;

    -fora do tanque, com uma visão aérea (dentro das portas). Nessas partes você jogara sem o veículo, mas os inimigos foram feitos para serem combatidos assim e basicamente só servem pra você achar itens de cura e os upgrades temporários que eu já mencionei. Eles servem pra deixar seu tiro diferente e mais forte conforme você os coleta e enche sua barra. O problema é que qualquer dano tomado remove uma barrinha (o máximo deve ser 8) e num jogo que você mal tem invincibility frames, logo logo você estará com o tiro básico novamente. Uma coisa muito importante sobre esse modo é que TODOS os chefes são enfrentados dessa forma.

    Encontrando e derrotando um chefe, você consegue uma nova parte pro tanque, que agora terá uma nova habilidade e a possibilidade de alcançar áreas que não poderia anteriormente. É nessas horas que a memorização e exploração entram em jogo.

    "Agora eu posso destruir aqueles blocos, mas onde mesmo eu os vi?"

    Essa pergunta é razoavelmente comum, mas felizmente serão poucos os lugares que você abrirá graças ao novo poder (muitas vezes só um), então as possibilidades ficam bem limitadas. Por outro lado, novas áreas são seguem nenhum lógica:

    A área 2 está mais ou menos em um ponto no meio da 1. A 3 está em algum lugar da 2. Já a 4 está diretamente acima de onde você começa o jogo, o que é fácil de ignorar. Mais pra frente, a 7 fica escondida na 2.

    Como você não sabe o quê ou quando vai desbloquear qualquer coisa, fica meio difícil usar a lógica e memória pra achar determinadas áreas, mas pelo menos os mapas não são tão grandes assim e sempre há a possibilidade de dar uma olhadinha na internet.

    O jogo vai te sacaneando conforme você avança. Você chega a explorar seções mais longas ou difíceis pra ser recompensado com algo que nem sabe pra que serve (como subweapons que demorei pra entender e mesmo assim, mas as usava) ou UM upgrade pra sua arma que logo um inimigo injustamente te dá um tiro e o tira de você.

    Mais pra frente, algumas partes requeriam bastante uso o "hover" do tanque, aquele que requer combustível. Cara, isso é MUITO chato de se achar e acaba muito rápido, sem contar que as partes que o usam, muitas vezes precisam de um bocado! O pior de tudo é que apertar e segurar o A durante um pulo (basicamente, pular novamente durante um pulo) ativa o tal hover e de vez em quando acontecia de eu o usar sem querer. E você pode usar ele por um décimo de segundo que já gasta uma carga inteira!

    Pra terminar a seção sacanagens, o jogo tem sistema de vidas e continues. Se você morre ele mostra suas vidas restantes e te põe no começo da sala que você morreu. Perca todas e volte pro começo do "mundo" que você estava. Justo! Mas chegou uma hora que deu Game Over, sendo que eu nem sabia que os continues eram limitados e o jogo voltou pro início. Felizmente eu tinha feito um savestate no Switch e acabei tendo que jogar usando aqui e ali pra garantir que o terminaria sem ter que recomeçar. Geralmente teria a sensação de estar roubando, mas usei apenas em partes que deveriam salvar no jogo, quase como se eu tivesse consertado um dos maiores problemas que impediram BM de se tornar um dos maiores do console.

    Resumindo: Blaster Master é um metroidvania interessante e bem original e legal, mas com um bocadinho de problemas (que devem ter sido consertados em suas sequências. Eu definitivamente recomendaria o jogo, mas com uns saves aqui e ali.

    De bom: visual lindíssimo. Trilha sonora de primeira, que muitos youtubers inclusive usam em aberturas e tal. Jogabilidade bem diferente, seja com o cara ou com o tanque e não cai na mesmice. Chefes legais. Um jogo bem completo. Divertido.

    De ruim: meio massante com áreas confusas. Falta de um mapa. Upgrades descartáveis. Difícil conseguir combustível pra uma habilidade e a obrigação de usá-la em certas partes. O personagem toma dano até por pular de áreas bem baixas. Inimigos as vezes baixos não podem ser acertados pelo tanque e seus tiros normais. Continues finitos são o tiro no pé desse jogo.

    No geral, valeu bastante a pena, mas não é um título que envelheceu bem como um Super Mario Bros. 3 da vida, mas até que passou perto. Eu recomendaria o Zero, o Blaster Master mais atual mesmo sem ter jogado, por ter fama de ser bom. Já o de NES, só pra quem é mais da época. Mesmo tendo curtido bastante, não sei se o teria na minha coleção pois depois de tanta exploração (muitas vezes pra anda) eu não vejo motivos pra jogá-lo outra vez.

    Blaster Master

    Plataforma: NES
    92 Jogadores
    8 Check-ins

    11
    • Micro picture
      jclove · 6 dias atrás · 2 pontos

      Parabéns. O zero pelo que sei é um remake desse BM original com várias melhorias e redesign nos personagens.

      1 resposta
  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-02-07 21:50:16 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Game of Thrones: A Telltale Game Series

    Zerado dia 07/02/19

    Eis que meu recesso termina e eu tenho que ir pro meu serviço pra ficar olhando pras paredes. Com isso, resolvi fazer a mesma coisa que vinha fazendo no final do semestre passado, quando eu também não tinha o que fazer: zerar uns jogos! Pensei em jogar 3DS as queria algo mais discreto e é aí que entra o celular, e mais especificamente os jogos da Telltale.

    Nesse tempo que deve somar quase um mês e meio, se foram Walking Dead Season 2 e Michonne, Tales from the Borderlands e agora, há dois dias de voltar ao árduo trabalho, Game of Thrones.

    Com os jogos da falida produtora rapidamente saindo da minha lista de pendências, as opções incluíam esse ou Minecraft Story Mode, que ainda não animei muito e vou dar uma pausa nesse tipo de jogo por enquanto. Ah, qual é? GoT é um jogo sem continuação, sem season 2 e é isso que eu queria no momento, apesar de o título ser razoavelmente famoso por ser fraco.

    GoT segue o mesmo estilo de jogo que quase tudo os que eles fizeram de relevante: "filmes interativos".

    Você acompanha a estória acontecer e escolhe como o personagem em questão reagirá àquele acontecimento. Há muitas formas de responder à diálogos que, embora o jogo diz que isso afetará o futuro, dificilmente parece fazer diferença. Em outras partes, as escolhas tem uma importância muito maior, como escolher um personagem para te seguir em batalha ou decidir quem morrerá. QTEs também são comuns, principalmente em partes que envolvem batalhas.

    Há ainda partes que você anda, explora e interage com os cenários, mas essas são raras e, sinceramente, chatas. Chatas porque parecem dar uma freada na estória e te enrolar pra continuar o jogo em si. 

    A verdade é que tudo com o selo Telltale é mais legal pelo enredo do que pela jogabilidade e, fora as partes que notavelmente as suas escolhas farão a diferença, tudo parece uma desculpa para podermos chamar de videogame.

    Esse Game of Thrones conta uma estória paralela aos eventos principais da série, começando pelo famoso Casamento Vermelho. Os personagens principais são os Forresters, uma casa do norte de Westeros importante pelas suas florestas e um tipo super forte de madeira. 

    Dois dos muitos membros da família são assassinados graças a traição dos Frey e a casa se vê abalada, com membros distribuídos pelo mundo e a necessidade de coroar um novo rei, que acaba se tornando um garoto muito novo e com dificuldades de lidar com suas responsabilidades, sobretudo quando outra casa, Whitehill, ameaça a família em crise e suas terras.

    Logo os Forresters que ainda detém o controle de sua cidade se vem de mãos atadas com mais membros mortos, sem exército e dependendo dos familiares que estão em outros lugares que consigam ajuda.

    O jogo é como uma novela, com vários núcleos principais: 

    -Os fracos Forresters em sua cidade, focado em Rodrik e sua constante necessidade de ganhar tempo e manter seu povo e família vivos diante das ameaças dos Whitehills e Boltons (é sempre um prazer odiar o Ramsey);

    -Gared, um escudeiro da família Forrester que é enviado à Muralha para proteger sua vida. Como parte da Patrulha da Noite, ele faz novas amizades, incluindo Jon Snow;

    -Mira, a filha já adulta que se encontra em King's Landing e usa toda a sua inteligência para tentar convencer pessoas como Margaery Tyrell, Tyrion e Cersei a ajudar sua família em sua terra natal;

    -Asher, o filho adulto que foi exilado e vive como um mercenário junto a alguns amigos em Essos, onde a Daenerys passa a série quase toda libertando escravos e constituindo exércitos. Ele é tipo o Thor do filme mais recente dele (Ragnarok).

    Com pouco tempo de jogo, logo você percebe que o jogo inteiro está longe de ser original. Ele segue exatamente a mesma fórmula do seriado, com uma família do Norte que perde membros e tem que se reorganizar para enfrentar um mal superior, sendo que seus membros se encontram em diversas partes do mundo e nem sabem quem está vivo ou não.

    Rodrik é uma mistura de todos os Starks defendendo Winterfell, Gared é como Jon Snow, Mira é como Sansa e Asher segue a onda da Daenerys e os caçadores que a seguem.

    O enredo do jogo também leva bastante tempo para realmente ficar no mínimo de interessante e vendo-o usar da mesma fórmula só me fazia pensar: "por que eu tô jogando isso?" e "eu deveria estar reassistindo a série antes da última temporada".

    Em resumo, o jogo é bem desinteressante 80% do tempo.

    Uma da coisas legais dos jogos da Telltale é uma espécie de filtro que colocam sobre os personagens que os deixam como uma aparência meio que de desenhado, como linhas pretas fortes  mas em GoT esse efeito foi completamente retirado. Que estranho!

    O mais bizarro foi descobrir que esse jogo saiu depois de tudo o que e já joguei da empresa (menos Michonne), sendo que ele tem uma cara de ser dos primeiros jogos que eles criaram nesse formato.

    No geral os personagens são bem feitos, mas as versões dos personagens da série que já conhecemos, como Jon Snow, Cersei Lannister e principalmente a Margaery, são bem esquisitos. Até suas expressões faciais são super robóticas! Ao menos conseguiram o pessoal original para dublá-los e suas participações não são tããão recorrentes.

    Esses personagens parecem aqueles dos Star Wars: Outcast e Jedi Academy. Isso não seria um problema se Got não fosse um jogo de 2014!

    Nos últimos dois ou três capítulos, eu estava legitimamente curioso para saber o final da aventura (e também ansioso pra me livrar do jogo que tanto se arrasta em cada capítulo). 

    Vou dizer que a estória se enrolou demais para fazer seu "setup" e finalmente caminhar, mas até que valeu a pena. Quando as coisas começam a andar, você começa a valorizar o que conheceu e até sente por personagens que se vão de alguma forma.

    Os momentos finais do último capítulo são bem legais e percebi (depois ainda fui atrás no Youtube) que algumas escolhas pesaram MUITO, principalmente em como a estória se desenrola de acordo com o personagem escolhido. O final deixa altos cliffhangers para o que seria a Season 2 e os créditos são os mais bacanas de qualquer jogo da Telltale, em que pessoas contam a estória como ela foi jogada enquanto aparecem estatísticas na tela de muitas e muitas escolhas que você fez por toda a campanha. Bonito e emocionante a ponto de me deixar bolado com o fato de não haver um próximo jogo.

    Resumindo: Game of Thrones: A Telltale Game Series é um jogo legal, mas muito pouco original. Se existir um superfã da Telltale, eu recomendaria, mas entre os demais jogos deles, eu diria que existem muitas opções mais interessantes. E pra um fã de GoT? Difícil. Só pra quem quer conhecer o universo completo mesmo e olhe lá. Não me arrependo de ter jogado e esperava menos mas... por que jogar esse jogo? Não tem motivação!

    De bom: o enredo fica bom no final e finalmente justifica as muitas horas investidas nele. Decisões que realmente tem efeitos, sobretudo no final. O cliffhanger no final te faz querer que a estória continue. Muitos personagens bons, de verdade. Eu amei ou odiei alguns deles como poucos jogos conseguem fazer. Personagens da série dublados por eles mesmos.

    De ruim: modelos 3D meio estranhos e cenários meio vazios. bugs visuais aqui e ali, as vezes causados pelos contantes saves durante partes de ação ou com muitos personagens. Estória desinteressante pela maior parte do tempo, dificultando ter ânimo de chegar até o final. Muitos QTEs não fazem diferença, tanto que eu chegava a não fazer nada pro meu personagem morrer e eu escolher outra opção anterior mas ele acabava fazendo sozinho. Alguns diálogos tão chatos que eu perdia a atenção e escolhia qualquer opção como resposta por estar "com a cabeça nas nuvens". Jogue sabendo que jamais haverá uma continuação, apesar do final ser razoavelmente fechado.

    No geral, o seriado é excelente eu eu SUPER recomendo a todos a assistir e acompanhar conforme cada episódio for saindo semanalmente. Não é sempre que temos séries tão incríveis assim. O jogo? Começa lentão que nem a série mas só fica "bacana" depois. Sinceramente, fique só na série mesmo.

    Game of Thrones

    Plataforma: Android
    4 Jogadores

    13
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      jclove · 9 dias atrás · 2 pontos

      Puxa que pena que não curtiu tanto. Uma dos pontos que a galera mais reclamou do jogo foram os gráficos. a Engine da telltale é a mesma pra todos os jogos, mas nesse em especial acho que o problema foi tentar criar modelos foto realistas condizentes com os atores do seriado, forçaram demais.hehe

      Eu gostei muito dele, é de longe o mais cruel dos jogos que els fizeram, bem na pegada do seriado mesmo, onde todos se ferra no final. Pena que nunca terá continuação U_U

      4 respostas
  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-02-02 22:02:39 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Horizon Zero Dawn

    Zerado dia 02/02/19

    O ano é 2017. Breath of the Wild ganha o prêmio de jogo do ano (mais do que merecido) mas nem todo mundo curtiu isso. Vi um bocado de gente falando que o jogo ganhou pela popularidade da série e que Horizon Zero Dawn merecia muito mais! Eu já queria muito jogar a aventura da Aloy mas esse hype todo em cima do jogo tava me matando de curiosidade. Imagine o visual das florestas, matando robôs num jogo d emundo aberto! Não tem como dar errado!

    Pois bem, peguei HZD emprestado junto a outros 3 jogos, incluindo o The Last Guardian e o novo Shadow of the Colossus, ambos que já postei aqui recentemente, e chegou a hora de finalmente jogá-lo.

    Eu postei aqui que me surpreendi muito com o mais recente God of War, pois o jogo é incrível de várias maneiras (embora não seja perfeito) mas Horizon foi exatamente o oposto: eu achei o jogo terrível. É sério. Eu vi tanta coisa mal executada ou mal pensada nesse jogo que nem sei se vou ter a capacidade de falar sobre tudo, mas enfim, se você for fanboy do jogo e não gosta que falem mal, talvez seja melhor parar de ler por aqui, e se continuar saiba que as minhas análises dificilmente puxam pro pessoal ou nostalgia. Basicamente, eu só vou dizer quais foram as minhas impressões, ok?

    Então, o jogo começa legalzinho. Seções lineares, mostrando as belezas da natureza e as texturas incríveis das roupas e modelos dos personagens. Logo são apresentadas mecânicas básicas, como o stealth e o uso do arco e flechas para caçar. A protagonista, Aloy, tem um dispositivo que permite escanear os arredores para ter noção de onde os inimigos estão e até o percurso que eles farão! É legal porque faz sentido, afinal, são robôs!

    O cenário tem plantas em destaque para serem coletadas e usadas como medicamento. Outras, junto com partes que você coleta de robôs derrotados, podem ser usadas para confeccionar munição, poções e afins. Tudo é simples e fácil.

    Esse jogo é um FUCKING ASSASSIN'S CREED! Um AC com elementos de The Last of Us, Tomb Raider e até Batman Arkham. É como se ele fosse uma grande mistura de vários jogos grandes, e isso é bom e ruim ao mesmo tempo.

    Passado o início linear do jogo e a apresentação de um bocado de personagens que acabaram sendo relevantes, o jogo te joga no seu grande mapa. Ande daqui pra lá, depois de lá pra cá etc. Nas primeiras horas, os primeiros mapas são legais, mas eles nunca realmente vão ficar diferentes. Tem partes com mato, outras no deserto, outras no gelo, mas eu nunca sei onde realmente estou a menos que eu fique olhando o mapa, pois tudo se parece com o início. É sempre a mesma coisa, com exceção das raras vezes que chove ou anoitece e a lua cheia faz a grama brilhar lindamente.

    Ainda assim, eu sempre acho que estou em um lugar e quando abro o mapa, estou no lado oposto!

    Quem já jogou qualquer coisa de mundo aberto, nem que seja GTA III sabe que o cenário deve ter elementos que te localizem visualmente! Mas deu pra ignorar esse fator graças ao marcador de missão principal que fica constantemente na tela. Siga ele e seja feliz.

    Mas é o mapa que insiste em ser chato. As missões te obrigam a ir de um lado a outro sempre super distante! Como você sempre tivesse que ir de uma extremidade a outra constantemente.

    Porque isso é ruim? Primeiro que é chato. Ir a pé demora muito e sempre há robôs te enchendo o saco e depois que eles engatarem a batalha, fugir é um saco e lutar contra 5 deles (algo normal) te deixa em uma super desvantagem. A solução é andar e caçar uma montaria, mas a habilidade de domá-los não é dada exatamente no começo e só alguns tipo de inimigos podem ser montados. Tem como ver no mapa onde tem montarias, mas muitas vezes eles estão longe e você acaba andando por 20 minutos só de raiva (fast travel só pode ser usado para localizações já visitadas e ainda custa um item específico).

    Em segundo lugar: o jogo não proporciona o que todo jogo de mundo aberto oferece que é a exploração dos arredores mandatória. Em Red Dead Redemption, por exemplo, você fica na fazenda e resolvendo coisas por lá. O jogo progride, você vai pra primeira cidade e SEMPRE fazendo reconhecimento, aprendendo o mapa e sabendo onde está (ou tendo uma noção). HZD caga pra isso e como eu disse, fica te mandando de um ponto a outro mais distante e pouco se importa com a sua imersão e se quiser conhecer o mapa e tentar decorá-lo, por ser tudo tão igual, que fique dando volta que nem besta.

    Seja andando ou cavalgando, os monstros vão continuamente encher seu saco. E embora eu AME o design desses animais cibernéticos, eu acaba evitando passar perto de seus campos de visão pela batalha nesse jogo ser tão chata. Quando um inimigo te ataca, ele ACABA com seu HP e seus golpes são quase sempre injustos, por exemplo:

    -o tigre carrega uma patada, você rola, rola, rola e ele ainda consegue te alcançar. Isso aconteceu tanto que comecei a evitá-los completamente.

    -um robô carrega um golpe em área, que fica sinalizado no chão. Eu rola pra fora da marcação e ainda assim sou acertado. Frustrante. É muito chato não ter liberdade de andar ou explorar porque você tá sempre sendo alvo de mil inimigos e sempre procurando evitar passar perto deles.

    Juntam 3 inimigos em cima de você e prepare-se para dar o melhor de si. Se der sorte você consegue fugir, sobretudo nas primeiras missões. Dependendo da área e inimigo, uma luta pode levar tempo demais!

    Pra completar, bater em robô é como bater em pedra. Não tem graça! Você bate com o taco nele e o maldito mal reage, e no máximo solta um choquezinho. Eu gosto da satisfação de ver meus golpes surtirem efeitos. Até meter uma flecha forte em um ponto fraco é super sem graça.

    Na hora de fugir, explorar e mesmo continuar no seu caminho na natureza, não dá pra entender exatamente o que fazer em diversas partes. Não estou dizendo que o jogo tem que me segurar pela mão, mas não fica muito claro com o que posso interagir. Acaba que eu saio pulando em cima de pedras e escalando com os pés pelo cenário de forma louca como num jogo 3D do Sonic. Nem Skyrim era tão zoado!

    Isso se torna um problema justamente quando você está em combate. Rochas te atrapalham a todo momento, você rola e uma pedra te para como se fosse uma parede e sempre te fazem perder o ritmo em partes de parkour e tal. De forma resumida: colocaram tanta coisa desnecessária no mapa que só atrapalha, mesmo pra visualizar o cenário!

    Em alguns chefes isso é elevado a décima potência: um monte de metal pra toda parte, você pulando tentando se livrar do monte de mini paredes enquanto o inimigo está mirando um laser em Aloy e caras atiram flechas, você tenta escalar uma pedra que obviamente é escalável mas a personagem não escala. Já aqueles destroços grandões vão te proteger dos mísseis do chefe, né? Opa, que nada!

    Falando em visualização, HZD é MUITO zoado com a quantidade de informação na tela. Em uma cidade, parece MMO, mostrando ícones de missões principais e secundárias, lojas, pessoas de interesse etc mesmo quando eles não estão no seu campo de visão. Felizmente consegui esconder muitos ícones do hud nas opções, mas isso não impediu de continuar cheio de informação desnecessária.

    Os gráficos começam a ficar sem graça quando você percebe que tudo é bem robotizado e que a Aloy, e alguns outros personagens importantes, tem um tratamento especial com expressões faciais e tal. Uma coisa que começou a me dar agonia é a expressão corporal dos personagens, que é meio que igual pra todo mundo, com aquela instância "Velozes e Furiosos". Aliás, as falas e a estória do jogo são bem hollywoodianas também, algo que eu definitivamente não esperava. Velho, que jogo genérico!

    Se você buscar imagens do jogo no Google, vai perceber que 90% não representa o visual ingame desse título, mas sim imagens publicitárias ou feitas no seu modo foto. Pura ilusão.

    Entediado com os cenários iguais, combate meh, stealth nem sempre funcional, IA ridícula ou injusta, fraqueza da Aloy e personagens e falas que ficam se repetindo a toda hora, como se o jogador fosse um imbecil e não conseguisse acompanhar o enredo (que pra dizer a verdade, é uma parte boa do jogo), eu não via a hora de terminar a jogatina, então fui no gamefaqs.com conferir quantas missões principais são e mais ou menos onde eu já estava (faço isso bastante com jogos por missão/capítulos mais longos pra localizar meu progresso e me surpreendi que estava bem perto do final). Eu não sabia se ficava feliz em acabar logo ou triste em saber que o jogo nunca engataria pra mim.

    Fui jogando e a próxima missão não tinha o nome que deveria ter, então voltei no site pra descobrir algo bizarro: imagine que o jogo tenha 22 partes em missões principais. Seguindo apenas o único indicador pra onde ele me mandava, eu fiz: 1, 2, 3 até a 12. Depois disso, pulei pra 18 e assim por diante. Bem que eu achei que o jogo tava bem difícil.

    Depois o jogo, ao invés de me mandar da 20 pra 21, me mandou pra 13, 14 e assim por diante, até chegar na 17 e depois continuar na 21 e assim por diante. Como isso não afetou diretamente o contexto das missões, eu julguei que seria como GTA, em que você pode seguir as missões que quiser, mas deve fazer todas pra continuar depois de um certo ponto. Mas, repetindo, eu só segui onde a marcação me mandava o tempo todo.

    Resumindo: Horizon Zero Dawn é um jogo "ok". É bonito, mistura elementos de diversos jogos em uma ideia mito legal: tribais contra máquinas futuristas. A ideia é boa, mas a execução não é. Essa foi a maior decepção com videogames que tive em muito tempo, ainda mais por ser exclusivo e por tudo o que poderia ser. É o pior jogo do mundo? Não, mas na época do PS3, HZD seria só mais um jogo mais ou menos.

    De bom: bonito em relação à texturas, modelos de personagens, luz solar ou da lua refletindo no mapa. Sistema de upgrades e habilidades, assim como de equipamentos (que mudam sua aparência mesmo). Robôs muito legais (adorei um boss que é um boi). Enredo intrigante que me deu vontade de jogar no nível mais fácil só pra continuar a estória (inclusive, parece que qualquer coisa entre as cinemáticas é irrelevante no progresso da narrativa). rilha sonora maneira e os sons dos inimigos são demais!

    De ruim: quase tudo. O jogo é chato e há zero satisfação em combater, destruir uma máquina ou eliminar inimigos no stealth. Inclusive, os inimigos te acham quando você faz algo no stealth, é muito zoado. Cenários irregulares e as vezes confusos e frustrantes. A Aloy é fraca tanto pra bater quanto pra tomar dano. Matar inimigos grandes leva tempo e dificilmente compensa o número de flechas que você usou ou teve que confeccionar durante a batalha. O jogo força constantemente a protagonista a ter uma personalidade forte, mas suas respostas são muitas vezes sem fundamento e eu só conseguia me perguntar: "de onde saiu esse desenvolvimento de personagem?" Cenários parados, bem chatos e parecidos. Necessidade de se locomover constantemente para longe e nunca aproveitar onde você está, assim como a necessidade de ficar achando montaria, pois se você entra numa cena, a que você já tem, desaparece. O jogo sempre mostra a sua personagem com o equipamento atual nas cenas, mas por algum motivo nas missões finais, ela só aparecia com a roupa "default". Zero imersão graças ao número de informações na tela, a distância da personagem da câmera e os cenários, que não dão uma sensação de mundão, mas de uma área comum. Pouquíssima variedade de inimigos. Muitos problemas de tradução (textos). Loadings terrivelmente longos, seja pra iniciar o jogo, voltar à vida ou fast travel.

    No geral, eu acho que finalmente entendi porque a versão completa de Horizon é praticamente dada pelas lojas por aí. É um jogo sem graça. Sem sal. E que quase me matou de tédio. Possivelmente o jogo relevante mais fraco que joguei no PS4, uma grande decepção que nem tem cara de exclusivo, que me fez não querer voltar a jogar e o deixar em hiato por dias e mesmo mais de uma semana numa outra vez. O final dá o entender que pode haver uma continuação, e eu jogarei, claro, mas esperando que mudem um pouco a fórmula e o deixem mais interessante e original e que invistam menos tempo animando a cara da Aloy e mais no fator diversão. Passável.

    Horizon Zero Dawn

    Plataforma: Playstation 4
    1306 Jogadores
    770 Check-ins

    31
    • Micro picture
      marviiu · 14 dias atrás · 2 pontos

      Para mim foi um parto terminá-lo também. O que me motivou foi querer saber o que tinha ocorrido naquele mundo. Os encontros com robôs maiores que me desmotivavam.
      Não sei se vc chegou a comprar, mas chegou um momento que eu também estava frustrado com a viagem rápida ser tão complicada, mas os vendedores tem um item de viagem rápida infinita. Aí resolveu meu problema.

      2 respostas
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      kleber7777 · 14 dias atrás · 2 pontos

      Você tem uns pontos bem interessantes. Bacana ver um ponto de vista diferente. Eu adorei o jogo.

    • Micro picture
      sergiotecnico · 13 dias atrás · 2 pontos

      🤷‍♂️

      2 respostas
  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-01-31 09:54:53 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Puyo Puyo Tetris

    Zerado dia 30/01/19

    Quando saiu o Nintendo Switch, boa parte de sua publicidade era voltada à jogatinas em grupo, cada um com seu joycon e muitas gargalhadas na cobertura do seu prédio. Na época os jogos que me interessavam eram escassos (e pra ser sincero, não haviam tantos jogos assim disponíveis na plataforma) mas eram o bastante pra me deixar ocupado por um bom tempo, como o Zelda, Mario Kart e outros, mas e os multiplayers? Eu não compraria a porcaria do 1-2 Switch.

    Mario Kart 8 Deluxe é bom demais, mas pra quem já cansou de jogar no Wii U, a minha opinião é que não tem graça nenhuma de vencer nele contra seus amigos que mal conhecem o jogo ou nem sabem segurar o controle.

    Logo foram saindo opções e com elas, demos! Quer dizer, até onde vale a pena pegar um jogo (muitas vezes caro) que só vou jogar nos encontros com amigos e que nem sei se gostaremos? Entre as demos da época, Puyo Puyo Tetris (PPT). As screenshots do jogo mostravam um puzzle bonito, colorido de até 4 pessoas simultâneas, fácil de jogar e com a portabilidade do Switch, fácil de jogar até esperando o seu hambúrguer na lanchonete com a galera.

    Experiências que tive com Tetris na época do Nintendo 3DS me mostraram que, mesmo depois de séculos sem jogar nada do tipo, a jogatina era justa e com pouca prática, já nos deixava aptos a competir com quem jogava mais a sério.

    PPT reafirma isso a partir de sua demo. É possível jogar alguns modos diferentes em até 4 jogadores. Joguei com amigos e logo pegamos o jeito, de forma que uma partida demorava tanto que a gente até esquecia que era demo. QUE DEMO!

    Claro que por essa condição, muita coisa é limitada no jogo: configurações mudadas não são salvadas e você tem que as fazer todas as vezes, a maior parte do jogo é inacessível e há uma tela de "THANK YOU FOR PLAYING - SEGA"  sempre que uma partida termina, mas tá valendo.

    A pressão dos amigos para comprar logo o jogo e uma promoção foram o bastante para a aquisição.

    Dos muitos diferenciais desse título em relação aos outros de ambas as séries, temos os mais variados modos de jogo, principalmente voltado ao multiplayer, no menu Party.

    Basicamente, é possível jogar todo com todo mundo Tetris, ou todo mundo Puyo Puyo, ou alguns um e alguns o outro, ou trocando de um para outro com o tempo, ou mesmo MISTURANDO OS DOIS! É bem louco.

    Pessoalmente eu acho Tetris bem mais fácil (acho que todos os meus amigos também), visto que o Puyo Puyo é mais lento e estratégico, mas ambos são bem balanceados, então escolher um ou outro não te dá nenhuma vantagem ou desvantagem.

    Se você cansa rápido dos modos mais comuns, há muitos outros pra se escolher, incluindo um modo que você tem que fazer combos encaixando uma única peça do Puyo Puyo numa tela já cheia de peças e um do Tetris em que você tem que limpar linhas o mais rápido possível usando só o mesmo modelo de bloco, entre outros.

    Pra quem gosta desses jogos sozinho, ele definitivamente não deixa a desejar. Há um modo história (que foi o que eu zerei agora, depois de séculos de jogatina desse jogo). Esse modo tem um enredo com os personagens que eu já conhecia do modo multiplayer. É tudo uma desculpa pra justificar a existência do modo, mas as fases são bem legais e vão de vencer um oponente à conquistar uma certa quantidade de pontos ou eliminar tantas linhas de Tetris dentro do tempo. 

    As fases finais do modo história são bem desafiadoras e vão te treinar bem no jogo. Isso me rendeu MUITOS retries em determinados estágios, principalmente nos que exigiam um nível altos de domínio de Puyo Puyo.

    Depois de perder umas 10 vezes em um estágio, há a possibilidade de ativar uma opção pra você ganhar, meio que como a asa/folha especial de vários jogos do Mario.

    São 7 mundos, cada um com 10 estágios, mais três outros extras depois de zerar e cada um te dá de 1 a 3 estrelas pelo seu desempenho, sendo um bom motivo pro replay.

    Cansou ou não curtiu o modo? Há o clássico Arcade ao estilo da época do Game Boy, a possibilidade de jogar contra bots e o Online! Esse é um daqueles jogos super completo, perfeito pra qualquer situação, sempre alegre e bonito e com um nível de replay gigante. Um grande sucesso na minha casa que o povo sempre pede, mesmo tendo muitas outras opções, incluindo jogos mais novos. Recentemente tentei adicionar Tricky Towers à mistura e embora tenha sido bem recebido, PPT continua soberano e tem muito mais variedade.

    Pra finalizar, há uma loja no jogo pra comprar novos estilo de peças de Tetris e Puyo Puyo, em referência à títulos do passado e outros designs originais, bem legal pra dar uma variada no visual. Essas coisas são meio caras e compradas com pontos adquiridos jogando bastante!

    Resumindo: Puyo Puyo Tetris foi uma das melhores aquisições que eu fiz no Switch. É um jogo super completo e carismático, que agrada a todos os meus grupos de jogo (geralmente eles pedem e eu até esqueço que ele existe, como a maioria dos meus multiplayers).

    De bom: bonito, colorido e com sons muito bacanas. Muitos modos de jogo impedem que sua jogatina caia na monotonia (se o seu grupo for mais chato haha) ou que podem agradar mais determinadas pessoas. Vários modos também pro single player, incluindo online, campanha e Arcade. Personagens, fases e estilos desbloqueáveis. Possível de ser jogado com qualquer controle e de qualquer jeito (um dos exemplos que é legal jogar com apenas um joycon).

    De ruim: não vi motivo pra ter tantos personagens senão dar uma diferenciadas de quem é que no multiplayer (não há habilidades específicas ou anda do tipo). Os personagens falam demais durante o jogo e repetem as falas constantemente.

    No geral, um ótimo jogo e pra mim, um EXCELENTE party game, jogável na TV ou no modo "tabletop" do Switch. Descobri tempos depois que ele saiu pra outras plataformas, mas se você tem amigo,essa é definitivamente a versão que você quer!

    Puyo Puyo Tetris

    Plataforma: Nintendo Switch
    35 Jogadores
    7 Check-ins

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      leopoldino · 16 dias atrás · 2 pontos

      Não entendo porque esse jogo não saiu em mídia digital no PS4 e Xbox.

      1 resposta
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      sandrotoon · 16 dias atrás · 2 pontos

      A demo desse jogo já tá com umas 30 hrs no meu switch, é um dos jogos que mais joguei nele, só não comprei ainda porque estou esperando sair uma promoção...
      ele realmente é perfeito pra jogar multi, pra mim é o melhor tetris que já saiu

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      manoelnsn · 16 dias atrás · 2 pontos

      Esse eu compro até física. Desde que venha com o chaveiro!

  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-01-29 10:16:39 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: 3D Classics: Kid Icarus

    Zerado dia 28/01/19

    Ta aí uma série clássica do NES que mal conheço: Kid Icarus. Até onde esse jogo é relevante a ponto de a Nintendo ter feito uma sequência depois de décadas desde o último jogo, no Game Boy?

    Uprising é o título mais recente das aventuras de Pit, o jogo que faz as pessoas dizerem "eu amo Kid Icarus", mas a verdade é que não conheço ninguém que jogou os mais antigos. Na verdade, ninguém sequer sabe do segundo jogo!

    Enquanto isso, personagens da série estão aí, enchendo o saco nos Smash Bros. há algumas gerações e provando que qualquer série daquela época pode ter seu retorno, ainda mais porque a Nintendo AMA o NES.

    KI é um jogo de plataforma que se assemelha ligeiramente à Metroid. Você pula obstáculos, atira (flechas), aprende os padrões dos inimigos. Porém, diferentemente da aventura da Samus, o jogo não segue o gênero "metroidvania", mas sim o esquema dos Marios, por fases.

    Um dos diferenciais de KI é que, ao invés de ser um título de plataforma sidescrolling, em que o personagem vai da esquerda pra direita ou vice-versa, ele tá mais pra um "upscrolling", já que você sobe em direção aos céus e tudo o que você deixa pra trás, vira buraco!

    Se você já jogou Contra ou várias fases do Smash Bros. Brawl, sabe mais ou menos o que esperar de estágios assim.

    Ainda assim, há algumas fases sidescrollers e nenhuma delas se move sozinha (auto-scrolling).

    Outra coisa semelhante ao Mario Bros. do NES (aquele que você jogava contra o Luigi, acertando e virando as tartarugas e caranguejos por baixo das plataformas, é que se você sair da tela, você aparece do lado oposto.

    Esse mecânicas é bastante usada por toda a aventura para acessar plataformas e poder progredir e embora no comecinho seja até um pouco estranho, logo fica óbvio e fácil.

    Essa primeira aventura do Pit é razoavelmente fácil, visto que o jogo não tenta te matar como louco e suas vidas são infinitas, é quase que um jogo pra relaxar, pros padrões do NES. Entretanto, nem tudo é um mar de flores. Perder todo seu HP ou vacilar e cair num buraco resulta em morte, o que, independentemente de onde você chegou ou o que fez, te leva pro início da fase como se nada tivesse acontecido.

    Inimigos também não derrubam itens de cura e você é obrigado a sobreviver até achar uma loja, o que geralmente é bem tranquilo, apesar de existir a chance do lugar vender apenas upgrades ou ser uma sala de desafio (sobreviva ao ataque desses inimigos e ganhe um item).

    É bastante importante destruir o máximo de inimigos possível com o objetivo de arrecadar corações, que são a moeda do jogo.

    Os upgrades incluem coisas como flechas que vão até o final da tela, flechas de fogo (maior hitbox e dano), asas que te trazem de volta à vida, caso caia num buraco e afins. Suas flechas ficam naturalmente mais fortes conforme você alcança certas "lojas". O cara te dá uma flecha (que inclusive troca as cores do seu sprite) de graça ao maior estilo velhote do Zelda.

    A jogatina durou super pouco. São 4 mundos e cada um segue a mesma lógica: 3 fases e uma dungeon, com exceção do último, que é uma fase super fácil e um chefe ridiculamente decepcionante.

    Os estágios em si não tem uma curva de dificuldade ascendente, mas sim um level design levemente diferente. Alguns aleatoriamente mais fáceis e vazios, outros pareciam mais curtos ou longos demais. Resumindo, é tudo tranquilo.

    As dungeons são mais chatas, mais uma vez, bem ao estilo dos primeiros Zeldas, com muitas salas cada uma com várias saídas, algumas com lugares que você não pode alcançar. Essas fases exigem muita exploração e tentativa e erro. Felizmente, os inimigos não são muito chatos ou difíceis, então acaba sendo mais um lance de tempo e paciência (como todo o jogo é).

    A pior parte dessas dungeons são os magos que te transformam em berinjela. Se isso acontecer, a única forma de reverter o efeito é encontrando uma sala de enfermaria, fazendo você ter que voltar a explorar mesmo tão perto do chefe. Uma vez cheguei no boss com esse efeito e o que acontece? Você não pode atacar e o tempo não cura o maldito efeito.

    Resumindo: (3D Classics) Kid Icarus é um jogo legal, mas pra que jogá-lo? As fases são semelhantes, não há recompensa por fazer qualquer coisa e o jogo acaba como termina: do nada. É frustrante? Não. Eu me diverti? Não. Eu não gostei? Não é isso. Perdi tempo? Aaah eu não sei responder. Foi bom conhecer a primeira aventura do Pit e felizmente foi rápido e tranquilo, sem as sacanagens e injustiças da maioria dos jogos da época.

    De bom: vidas infinitas. Jogabilidade boa. Trilha sonora bem legal. Alguns cenários são LINDOS! Sim, eu disse isso de um jogo de NES, mas só jogando pra ver uns backgrounds estrelados com efeitos espaciais ou de aurora boreal e afins que nunca vi antes, sobretudo num jogo desse console.

    De ruim: pouca variedade de inimigos. Alguns deles saem do nada do chão pra te atacar, o que é odiável. Morreu volta pro começo da fase, não importa o quão longa ela é. Zero motivos pra replay, visto que os zeramentos diferentes só são um sprite mudado e o "new game+" aparentemente não carrega nada da jogatina anterior. Odiei o esquema de descer uma plataforma só apertando pra baixo (nos outros jogo é baixo + pulo) pois morri bastante tentando abaixar em cima de nuvens pra atacar inimigos e caindo no buraco.

    No geral, se você é fã de Uprising, vale a pena ver um resumo, speedrun ou review desse aqui só pra pegar as referências certinho, pois são eras diferentes, gênero diferentes. Não senti quase nada como se um jogo tivesse evoluído pra outro, mas sim como se eles tivessem abandonado as ideias originais e refeito do zero (tipo um reboot). Não recomendo o jogo pelo simples motivo de não haver motivos para jogá-lo.

    3D Classics: Kid Icarus

    Plataforma: Nintendo 3DS
    232 Jogadores
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      spider · 18 dias atrás · 2 pontos

      Legal você lembrar desse, eu joguei muito pouco na época, não me apeteceu. Mas seu texto ficou tão bom que você deveria também registrar ele como análise!

      1 resposta
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      filipessoa · 18 dias atrás · 2 pontos

      Parabéns!

  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-01-23 18:13:11 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: The Walking Dead: Michonne

    Zerado dia 23/01/19

    As imagens desse post podem corresponder à várias plataformas.

    Quem vê eu zerando esses The Walking Dead deve achar que ou eu sou fã da série ou dos jogos da Telltale, mas o fato é que eu dou aula de inglês e no início do ano todos os alunos estão de férias e eu fazendo sei lá o quê por lá. Pra ser mais discreto, acabo dando preferência para jogar no celular, mesmo não curtindo muito a plataforma pra isso. O resultado é que tenho adiantado todos os jogos da falida dev assim que posso (ou os da engine que ainda rodam no meu Moto G4 Plus).

    Baixei TWD: Michonne semana passada, depois de voltar do recesso assim que percebi que faria nada por umas semanas da mesma forma como foi no final do ano. Joguei o começo e tive uma semana surpreendentemente cheia graças a uma maratona de aulas complementares para alunos de recuperação. Com outras coisas pra fazer até ontem, lembrei do jogo hoje e já retornei, indo até o final.

    Pois é, quando eu estava pesquisando sobre qual jogo da Telltale começar, acabei me inclinando a voltar ao mundo de The Walking Dead, pois gosto muito da experiência que tive com os dois primeiros jogos da Clementine (não joguei os outros ainda). Já sabia que esse daqui era um jogo singular, sem continuações e tal, mas a certeza de jogá-lo veio com os comentários dos jogadores dizendo que a aventura durava menos de 3 horas. Não vou mentir que o subtítulo "mini-series" me atraiu bastante também, pois geralmente os jogos dessa produtora se arrastam um pouco e em situações de sono na escola pela manhã, acabo até dando umas pescadas.

    TWD: Michonne conta a estória da personagem que ficou famosa no meio geek graças às HQs e seriado por sua personalidade séria, ter zumbis "de estimação" para manter os outros a distância e carregar uma katana, que usa para cortar cabeças fora. Ela é demais!

    A versão dela no jogo não ficou por desejar, o que eu já esperava da Telltale. Seus personagens são sempre muito bem feitos.

    O jogo em si não tem muita novidade pra quem já jogou títulos similares. Ainda há um monte de opções para responder às conversas ou reagir às situações e que muitas vezes não parecem importar muito. Há um bocado de personagens, incluindo o seu grupinho pequeno do bem, e há também o grupão do mal comandado por um babaca que ameaça a sua paz.

    Um diferencial é que justamente pelo jogo ser único, ele tem um ritmo mais acelerado e um enredo menor, mas não rola um sentimento de estar sendo corrido. Basicamente a estória se passa em 3 cenários: um navio (inclusive há muita água nesse jogo. Se segura IGN!), uma base à beira d'água e um casarão, como partes menores entre elas, como caminhos na floresta etc.

    Há ainda poucos personagens, ou deveria dizer o bastante? Ao invés daquela quantidade gigante de gente morrendo e outras aparecendo no lugar, aqui há um número menor de pessoas e cada uma é importante e participa bem do jogo. Quando alguém morria, eu sentia mais do que o normal ou me surpreendia mais. Basicamente são duas facções lutando o jogo inteiro.

    Outro diferencial maneiro é que a Michonne é bem badass. Ela mata mesmo quem ela acha que deve matar, enfrenta a todos e não tem dó ou drama. Em várias cenas de luta contra muitos inimigos, como zumbis, ela sai usando sua machete e arrancando partes pra todo lado (sendo que nos jogos da "série principal" as pessoas teriam dado a volta e evitado confronto ou morrido aos montes, o que sempre me deixa meio puto). Várias das ações dela pareciam aquelas interações com os cenários dos lutadores em Injustice (haha).

    O drama do jogo se dá pelas memórias passadas e confusas da protagonista com suas filhas, que ela aparentemente perdeu. Esses flashs acontecem frequentemente em partes que são semelhantes à experiências que ela teve com sua família.

    Pessoalmente, eu achei esse jogo muito fácil. Ou até fácil demais.

    A sensação é que eu joguei menos do que os outros e assisti mais e que a maior interação foi em fazer escolhas de texto. Há um bocado de QTE, mas a grande maioria nem se importa em que parte da tela você os executar.

    Por exemplo, normalmente você teria que tocar num símbolo na cabeça de um zumbi para golpeá-lo, agora basta tocar em absolutamente qualquer lugar da tela, mesmo o símbolo estando lá, na cabeça dele. Eu chutei que fizeram isso possivelmente pelas pessoas terem tocado no lugar exato em jogos passados e o jogo não reconhecer por qualquer motivo e agora você, mesmo errando ao tocar nas proximidades, acertaria o comando e nem perceberia.

    Os checkpoints também são bem frequentes, então perder ou errar um comando não quer dizer muita coisa. Por conta dessas características, eu tava sempre pensando no sentido de jogar esse jogo. A jogabilidade é simplória mesmo quando comparado com outros Telltale. A estória não é envolvente. Se fosse um filme, seria um bem "ok".

    Resumindo: The Walking Dead: Michonne é só mais um jogo da Telltale. Não há nada de novo, nada revolucionário de qualquer forma. Por seu um jogo único, ele começa e acaba dentro de suas 3 horas de jogatina, e é isso. Início, meio e fim. Não achei a experiência ruim, mas não vi muito motivo para justificar a sua existência ou para jogá-lo. Pela sua duração, talvez seja um título legal para começar a conhecer a Telltale ou recomendar pra pessoas mais casuais, embora The Wolf Among Us ainda seja a minha aposta pra essa posição, pois o enredo é muito melhor.

    De bom: visual bacana da produtora, apesar da simplicidade aqui e falta de originalidade dos cenários. Personagens legais. Jogabilidade simples. Todos os episódios tem uma abertura estilo seriado da Netflix, e com uma música legal (apesar de eu não entender muito essa moda de músicas "cult" no universo The Walking Dead e em séries em geral. Aqui parece bem fora de contexto).

    De ruim: estória bem curta e nada imersiva. Uma das maiores problemáticas e mistérios que te instigam pela aventura, não é bem resolvida no final e nem há cliffhanger para um próximo jogo. Isso me deixou pensando se eu tenho que ler a HQ pra entender melhor os problemas da Michonne (o que não farei). O jogo acaba bem sem graça, nem parece ser um final.

    No geral, foi uma experiência legal e que FELIZMENTE durou muito pouco, pois se o jogo fosse longo e na mesma pegada, eu diria pra passar longe. Então, vale a pena jogar. Pensando em começar outro deles, Minecraft ou Game of Thrones. Alguma recomendação?

    The Walking Dead: Michonne

    Plataforma: Android
    5 Jogadores

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      jclove · 24 dias atrás · 2 pontos

      Game of thrones eu gostei bastante. Pena q nunca havera a segunda temp.
      Minecraft fica bom se vc gostar do minecraft original, senao vai parecer meio bobo. Ah, aparentemente relançaram ele em forma de video interativo na netflix tbm...

      2 respostas
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      andre_andricopoulos · 24 dias atrás · 2 pontos

      MICHONNE realmente é uma puta. personagem badass.

  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-01-22 09:20:08 -0200 Thumb picture

    Saindo da Rotina no Alva - Lista da Vergonha #2

    Continuando o post anterior de jogos ou séries que não estão na minha lista de títulos terminados, uma verdadeira VERGONHA pra mim. Todos estão na lista, mas acabo jogando o que dá na telha no momento e indo até o final e como alguns demandam tempo e dedicação, acabo dando uma empurradinha com a barriga.

    Meus maiores inimigos continuam sendo aqueles que tem pelo menos uma dessas características: RPG, Tactics e "free death" (jogos que você perde muito fácil, tanto novos quanto antigos e qualquer coisa que pareça ser frustrante).

    Mas vamos aos Top 10 da lista. Só jogo PESADO:

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    10 - Doom

    O mega clássico que roda até em microondas. Cheguei a jogar um pouco, já vi youtubers que gosto jogando um tiquinho, cheguei a experimentar bastante o de N64 e recentemente terminei o de 2016 no Switch. Curto bastante o gênero mas nunca soube onde jogar Doom. PC? Hummm, sei não...

    Tenho a versão de PS1 no PSP e acho que vai ser essa mesmo e sei que deve dar pra terminá-lo bem rápido, mas sinto que a vontade de jogá-lo vem surgindo cada vez mais. Pra piorar a situação, suas sequências também estão na lista, junto aos Wolfenteins, Quakes e Hexens da vida.

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    09 - Xenogears

    Além de ser um jogo importante, Xenogears é um clássico conhecido por sua qualidade e combates com mechas. Pra mim a vergonha é maior por amar os Xenoblades e saber que eu deveria já ter jogado isso aqui, assim como estou devendo os Xenosagas, mas esses dá pra esperar mais um tempo..

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    08 - Phantasy Star

    Mega clássico da Sega que eu achava que era algo do passado e pra ser deixado lá. Phantasy Star ganhou várias sequências e jogos relacionados e minha primeira experiência foi com Zero, de DS. Quando vi que os primeiros jogos eram RPGs com batalha de turno e visão em primeira pessoa em determinadas partes, eu achei bem desinteressante.

    Anos depois descobri que a série havia sido criada para bater de frente com o Dragon Quest no NES e que os jogos eram super bem feitos. 

    PS foi lançado recentemente no Switch com um update que adiciona um mapa ao jogo, algo que aparentemente fazia muita falta e eu só estou esperando a promoção pra ver esses pixels na tela grandona nas minhas mãos.

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    07 - Dark Souls

    Esse espaço era originalmente dos Golden Sun de GBA, mas eu acho que tenho mais vergonha de dizer que nunca fechei anda da série Souls. Joguei o 1 há muitos anos e não passei do chefe da ponte nos primeiros mapas e desisti pela frustração de voltar para a fogueira que ficava muto longe. Joguei o 2 e morri muito para um inimigo opcional que tem logo no começo (rejoguei tempos depois e fiz o primeiro mapa todo). Mais tarde me frustrei com Bloodborne e por aí vai.

    Graças ao Network Test no Switch, joguei novamente o 1 e acabei curtindo muito mais. Já estou buscando essa versão para entrar na série e poder jogar em qualquer lugar e ver se eu me livro desses títulos que tanto me assustam. Não pelo visual dark, mas pelo medo de não conseguir terminar e ficar com isso na cabeça.

    Tenho Demon's Souls, DS 1 e 2 e Bloodborne em casa.

    |

    06 - Final Fantasy IX

    O jogo Dissidia me fez ir atrás de todos os Final Fantasy, e assim eu fui jogando meio que na ordem (já tinha jogado o 3 e 4 no DS e 10 e 12 no PS2). Comecei pelo 1, 2, 5 e daí em diante e mal podia esperar pra ver os jogos mais famosos e 3D, como o 6 e 7.

    Cheguei umas vezes a pesquisar sobre qual seria o melhor da série principal e a surpresa: quase todos os fóruns afirmavam ser o 9! What? É bom assim?

    Pesquisei um pouco da aventura do Zidane no Youtube e achei seu visual lindíssimo. Foram o XV, esse é o único que me falta agora.

    |

    05 - The Elder Scrolls IV: Oblivion

    Eu amava Skyrim da época de todo o hype ams só fui me interessar por Oblivion quando dei uma lida sobre os jogos. A fanbase AMA Oblivion e acha Skyrim bem descartável, pra ser otimista.

    Resolvi jogar Morrowind (que é o 3) por também ser prestigiado e até o comecei uma vez e nem curti muito (mas vou jogar sério depois ) e por isso o 4 acabou ficando pra depois.

    Hoje em dia, com um PC melhor, Oblivion só espera o Morrowind ser terminado pra ser jogado. No momento o hype é baixo pelo obstáculo que o 3 representa pra mim, mas tenho muita esperança nele e gostar tanto quanto gostei de Fallout 3.

    |

    04 - Paper Mario: The Thousand-Year Door

    Mega clássico do Gamecube que nunca tive a oportunidade de jogar até ter o meu Wii. Infelizmente meu primeiro contato com Paper Mario foi com Sticker Star, que achei BEM ruim. Depois veio o Super (de Wii), que não joguei muito pois achei tedioso. O jogo de N64 e o de Wii U revitalizaram minhas esperanças com a série e a quantidade de gente que ADORA esse jogo é fora do comum. Ele sempre é mencionado em todos os lugares e muito bem criticado. A sensação que tenho é que ele é um Paper Mario 64 com esteroides. Muito hype nesse jogo e só não fui ainda por demandar tempo (apesar que to pensando em me livrar do Wii, fazendo ante suma maratona e fechar tudo o que falta dele e do GC).

    Enfim, não ter jogado nem zerado PM:TTYD é uma VERGONHA.

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    03 - Mass effect

    Lembro quando o pessoal ficou putíssimo com o final de Mass Effect 3 e a desenvolvedora teve que lançar um patch-DLC para fechar direito a trilogia. Eu achava que a série era genérica e demorei para reconhecer sua importância. Antes disso, cheguei a jogar o começo do 1 mas a quantidade absurda de tutoriais me assustou um pouco e na preguiça acabei largando já no primeiro combate.

    Hoje em dia tendo noção que o universo de ME é incrível de alguma forma e depois de jogar Star Wars: KOTOR, meu interesse e respeito pela BioWare cresceu muito e já penso em jogar tudo deles.

    Comprei a trilogia Me no PS3 e só estou aguardando o momento pra encarar três jogos que aparentam ser tão complexos.

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    02 - The Witcher 3

    Então, esse jogo é uma exceção à regra de jogos recentes. Dá pra dizer que eu tenho VERGONHA de NUNCA TER JOGADO The Witcher 3, pois já parece uma eternidade que ele saiu. Todo mundo já jogou, do mais casual ao mais hardcore.

    Eu, que dou pitaco em converso sobre todo tipo de jogo na roda de amigos, que explico e argumento, conto histórias, recomendo jogos, não joguei TW3.

    Cheguei a zerar o 1 e 2 e postar aqui no Alva e vários amigos já ofereceram me emprestar o dito cujo. Assim que o momento chegar, vou abraçar o famoso e suas DLCs.

    |

    01 - Super Mario RPG

    Eita, que o número 1 da lista da VERGONHA dá até medo de postar. O fã da Nintendo aqui, especialista dos gueimez, jogador de SNES, com todos os outros Marios em dia nunca zerou Super Mario RPG.

    Esse jogo passou totalmente despercebido da minha vida na época do SNES, assim como Super Metroid e Chrono Trigger e eu só o conheci há uns 12 anos quando um amigo recomendou. Eu não liguei muito na época por nunca ter ouvido falar e achar que não era algo importante.

    Eras depois decidi o encarar no PSP mas ele não estava rodando bem, então ficou em standby depois das primeiras batalhas. Depois de mudar o emulador e tal, aparentemente ele tá rodando certinho, mas acabei deixando pra depois e isso já faz uns bons anos. Mais tarde comprei o SNES Classic da Nintendo, que vem com ele, mas deixei a ideia de jogá-lo lá de lado por não me imaginar jogando um RPG preso à TV (sendo que no portátil eu jogo em qualquer lugar).

    Tá aí, pessoas pedindo personagem dele no Smash, pessoas falando que é melhor que qualquer Mario & Luigi e por aí vai e eu não posso nem entrar nas conversar. MEGA VERGONHA!

    |

    E assim eu termino a lista de jogos que vergonhosamente não estão no meu log de quase 1000 títulos finalizados. Espero fechar todos eles o mais rápido possível!

    Valeu pra quem acompanhou a postagem dupla até aqui!

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      manoelnsn · 25 dias atrás · 3 pontos

      Super mario rpg é pesadão, agora xenogears tu não perde muita coisa, ainda mais que já jogou Xenoblade 1...

      O mesmo vale pro Final fantasy IX. Mas aos menos boa remakes aumentaram a velocidade dessa carroça...

      3 respostas
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      jclove · 24 dias atrás · 3 pontos

      Essa ja tem alguns q estao na minga lusta tbm. Nunca zerei doom 1 e 2, nem o primeiro PS (detesto aquelasdungeons labirinticas), a serie souls nunca tive acesso pra jogar mesmo...

      Xenogears é sensacional man tem um visual e batalhas otimos ainda hj e a historia era adulta e ambiciosa como nenhuma outra em seu tempo.

      Ff ix ta longe de ser o melhor da serie pra mim mas é um ff competente, vale a pena.

      Mass effect é incrivel. O 2 é um dos melhores jogos da vida pra mim. Tudo da bioware ate me 3 é muito bom. Recomendo jade empire tbm ja q curtiu kotor

      Pega logo super mario rpg. É legalzao, facil e rekativamente curto.

    • Micro picture
      marlonfonseca · 22 dias atrás · 3 pontos

      Essa publicação apareceu no meu feed. Achei bacana. Eu também tenho uma lista de vergonha que a partir de uns anos para cá virou de metas que acabam crescendo, etc. Quanto à Bloodborne ou os Souls games eles sempre me chamaram a atenção e sua menção ao o fato de "ter medo de não zerar e ficar na minha cabeça". Isso aconteceu comigo. Eu tinha uma paixão platônica por esses jogos mas sempre enrolava para jogar justamente pelo motivo mencionado. Até que encarei o bloodborne. No primeiro dia eu tive vontade de chorar e me deparei com meu medo prestes a se tornar realidade. Até que no segundo dia aconteceu algo mágico: eu me encontrei no jogo e criei um sistema e rotina que me fez ficar em paz com ele. A partir daí foi paciência e persistência até finalizar tanto ele como sua expansão. Demorei um mês no processo e larguei todos os demais jogos pq fiquei viciado e apaixonado pela coisa. Então lhe digo que é tranquilamente zerável, é só questão de paciência até porque dá para ficar upando até passar.No fim é uma puta experiência, brinco que é até molde de caráter (heehee) Nesse ano devo encrar os DS. com muoto menos medo.

      1 resposta
  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-01-21 21:11:48 -0200 Thumb picture

    Saindo da Rotina do Alva - Lista da Vergonha #1

    Quem me segue no Alvanista há algum tempo sabe da minha quase que obsessão em terminar os jogos que começo e jogar todos os jogos relevantes já lançados. Incrivelmente, essa missão tem se mostrado mais fácil do que o imaginado, mas não tem como mentir: isso vai levar algum tempo. Terminar 100 jogos por ano, por exemplo, é um grande passo para esse objetivo. Infelizmente a minha rotina vem sendo meio difícil e corrida nos últimos meses, mas justamente pela busca de uma vida estável, ganhando bem e comprando as coisas que quero, incluindo os jogos.

    Chegando em breve aos 1000  jogos terminados, percebo que tenho uma lista da VERGONHA de jogos. Essa vergonha se dá simplesmente pleo fato de eu não ter zerado ou sequer jogado esses jogos. Jogos esses que são mandatórios e até clichês por tanta popularidade, tanto pelos jogadores quanto pela crítica, e que ajudaram a indústria de alguma forma.

    Alguns pontos antes de começar: vou fazer dois posts pois não consegui condensar a lista em apenas um, mas consegui resumir em 20 jogos.

    Jogos recentes, sobretudo da geração atual, tem que ser muito relevantes para aparecer aqui pois são muito recentes e nem dá pra dizer um "nossa, você nunca jogou isso?", então nada de Celeste ou Uncharted 4.

    Outros muitos jogos, como Far Cry 3, Killer 7, Dead Space ou Final Fantasy Tactics foram motivos de: não tem como apressar e nem ter vergonha de não ter jogado, por mais que sejam relevantes. No caso do FFTA é porque o gênero não me agrada muito. Em resumo, títulos que necessitam serem jogados no momento certo.

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    20 - Chrono Cross

    Aparentemente um clássico do PS1 que na época que emulava mil jogos no PC meus amigos recomendavam, assim como muitos outros jogos, mas eu nunca animei muito de o começar. Eu achava que CC tinha um nome parecido com Chrono Trigger por coincidência até que o baixei uma vez e vi a logo. Cheguei a ver  os primeiros minutos uma vez mas o visual 3D me desmotivou a voltar e o jogo se encontra no meu PSP há uns aninhos.

    Não sei muito o que esperar desse jogo, se tem períodos de tempo diferentes e a genialidade do time que fez o jogos de SNES e não poder falar sobre isso é uma VERGONHA!

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    19 - Tomb Raider

    Uma série muito famosa na época do primeiro console da Sony que morreu e voltou hoje em dia. Todo mundo conhecia Tomb Raider na época do Playstation e a série apareceu em várias plataformas e me surpreendeu novamente uma vez que o Jornal Nacional mostrou o novo celular, N-Gage, rodando o jogo. TR em qualquer lugar? Uau!

    Os gráficos escuros e a quantidade de coisas escondidas em texturas de cenários grandes e cheios de segredo me afastaram de realmente jogar algo da Lara. Ainda tenho um pouco de medo de começar essa série e me frustrar com os controles ou com a exploração das fases. Por outro lado, existe a chance de eu amar também!

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    18 - Breath of Fire

    Eu nunca sequer joguei nenhum dos Breath of Fires. Aliás, a unica coisa que sei dessa série é o ângulo da câmera nas batalhas e o garoto de cabelo azul. Mais nada. Nada.

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    17 - Alex Kidd

    Mega clássico da Sega, Alex Kidd simplesmente quase nunca deu as caras na minha vida quando eu era criança e quando eu o via, achava muito desinteressante já que Mario Bros.3 e World me acostumara super mal. 

    Cheguei a jogá-lo há algum tempo mas o lance de morrer com um golpe e a movimentação em geral no Miracle World não me conquistaram. Obviamente o plano é jogar a série toda no futuro e tentar aproveitar de verdade.

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    16 - Legacy of Kain: Soul Reaver

    Um dos meus primeiros posts aqui no Alvanista foi sobre Legacy of Kain. Na época eu lembro que tentava emular a versão de Dreamcast ou algo assim e até me avisaram que tinha uma versão de PC (isso lá pra 2013). Santa ignorância, Batman!

    Eu conheço o início da aventura e ainda lembro bastante mas a dificuldade de jogar no PC + emulador não foi boa e lembro que tava achando ele meio sem graça pelo pouco que realmente joguei. Tanto ele quanto seu antecessor se encontram na minha lista de espera.

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    15 - Vagrant Story

    Junto à Arc the Lad, Parasite Eve e Dino Crisis, Vagrant Story é dos jogos que vergonhosamente nunca joguei de PS1. Uma vez eu o abri no meu PSP e o achei LINDO! Sinto que posso começar a jogar VS a qualquer dia que eu gostarei, mesmo sabendo quase nada sobre ele, coisa bem rara, principalmente quando estamos falando de um RPG.

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    14 - Borderlands

    Já falei sobre isso no meu post sobre Tales from the Borderlands, mas eu só joguei umas 3 horas de Borderlands 2 e larguei. Sabia que o jogo era famoso mas parece que cada vez mais ele vem voltando à minha tona e com vários "famosos" da internet sempre usando camisetas da série ou fazendo menções. A sensação é que eu não joguei nada e eu planejo mudar isso, principalmente com coletânea no PS4, jogo VR e um hype bizarro do povo por um Borderlands 3.

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    13 - Devil May Cry

    Eu zerei DmC e vi várias vezes meu primo jogar Devil May Cry 3 mas é só isso. Uma vez comecei a jogar o 1 no Xbox 360 mas larguei com 5 minutos de jogo pois só estava testando o jogo. Anos depois comprei o HD Trilogy no PS3 e lá está ele, baixado e me esperando. É tenso não boter debater com os amigos sobre qual o melhor ou pior e pra falar a verdade, nunca curti muito o Dante, mesmo com todo o apelo da Capcom em colocá-lo em todo lugar.

    O interesse pela série demorou a chegar, mas veio principalmente quando eu percebi que era um "must" pra qualquer jogador e por ter dedo do Kamiya!

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    12 - Stacraft

    Eu quase dei essa posição ao XCOM, mas Starcraft é uma série gigante, amada pelos jogadores do gênero RTS e famosa pelo seu balanceamento no multiplayer. O jogo ganhou sequência e remake (ou remaster?) e eu no máximo devo ter jogado há uns 10 anos atrás.

    Sei que o jogo tem enredo e personagens aparecem em Heroes of the Storm, mas fica por aí. Além da fama e importância do jogo, uma das coisas que mais impulsiona a jogá-lo é um único fator: Blizzard. E isso se dá principalmente porque eu amo seus jogos das gerações anteriores.

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    11 - Silent Hill

    Ok, eu joguei Silent Hill na época do PS1 até chegar na parte do puzzle do piano do primeiro jogo. Meu primo e eu largamos o jogo por não conseguir prosseguir (enquanto a gente se divertia horrores em Resident Evil 2 e 3). Cheguei a jogar um pouco do começo de SH 4 e Shattered Memories mas não fui pra frente (ainda).

    Dá MUITA VERGONHA de falar que eu nunca terminei um Silent Hill e que mal os conheço!

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    Continua...

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      jclove · 26 dias atrás · 4 pontos

      Caraca man, sua lista da vergonha so tem jogo bom! Tem muito jogo ai mas vale a pena ir tirando da lista aos poucos.
      -Chrono Cross tem um enredo mais ambicioso que acaba sendo desnecessariamente confuso que Chrono Trigger e um sistema de combate que acho inferior, mas ainda é um jogaço.
      -TR é uma série fantástica pra mim. Era apaixonado pela Lara. Hoje os jogos da série classica talvez tenham datado demais, mas a primeira trilogia da Cristal Dynamics ainda é bem legal e o reboot é sensacional.
      -BoF é uma excelente sárie de jrpgs, do 1 ao 4 todos são bacanões. Da pra jogar em qq ordem mas meus favoritos são o 3 e o 2. O 4 tem seus problemas mas é o mais bonito e tem um sistema de batalha bem legal.
      -Soul Reaver tem seus altos e baixos mas era revolucionario na época. Datou um pouco mas ainda é bem divertido (os Soul Reaver, os Blood Omen ja são outra história, principalmente o 2, fuja do BO 2!!!). Da pra comprar todos os jogos da série exceto o primeiro que é exclusivo do PS1eebm barato na sales dos steam (tipo uns 4 reais por tudo)
      -Vagrant Story é um dos meus jogos favoritos da vida. Jogo a quase 20 anos e continua viciante. A primeira jogada tem uma dificuldade brutal, mas depois que vc acostuma com o desnecessariamente complexo sistema de equipamentos e batalha dele é inesquecivel.
      -Borderlands eu curto muito o humor. a série principal não me atrai muito.
      -DMC é o bicho! Dante é legal vei!
      -Starcraft eu curto a história mas não engulo RTS.
      -Todos empacava no puzzle do piano em Silent Hill, mas vale muito ao pena jogar, ao menos os 3 primeiros.

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      andre_andricopoulos · 26 dias atrás · 3 pontos

      TR possui trilhas incríveis...

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      vinicios_santana_3 · 26 dias atrás · 2 pontos

      Tomb Raider entra na minha lista tbm, não que eu nunca tenha tentado, mas nunca tive sorte com os discos, sempre travavam, ai acabei jogando bem pouco.

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  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-01-13 17:46:45 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Papers, Please

    Zerado dia 13/01/19

    Antes de começar o meu texto, vou avisar duas coisas: a primeira é que a única versão desse jogo registrada aqui no Alvanista é a do PC! Se não me engano há outras, talvez no celular e a que eu joguei, no Vita. Se alguém dar uma complementada no site, esteja avisado (por mais que seja fácil fazer isso, eu sempre fico com preguiça). Segundo, as imagens que uso nos meus posts eu sempre pego no Google, então pode rolar fotos da versão de computador e possivelmente serão todas em inglês, mas eu joguei ele completamente em Pt-BR.

    Papers, Please é praticamente um "job simulator" em que você trabalha como agente de imigração de fronteira permitindo ou não a entrada das pessoas no país de Arstotzka. O jogo tem um climão meio Guerra Fria e cada pessoa que você atende tem algo a dizer, uma história pra contar ou um argumento diferente para tentar te convencer a entrar no país por debaixo dos lençóis.

    O visual da aventura é do típico indie querendo ser 8bit, mas não tinha como ser melhor. Inclusive, a paleta de cores ajuda bastante na imersão de trabalhar um país são sério e cheio de regras.

    A jogabilidade lembra um bocado a de jogos como Ace Attorney. A pessoa te entrega os documentos, você verifica as informações de cabo a rabo e tenta encontrar discrepâncias. Depois fica a seu critério deixar a pessoa entrar ou não no país, mas claro que deixar uma pessoa passar com a papelada falsificada ou vencida ou ainda não deixar alguém que tinha tudo certinho gera punições. E você definitivamente não quer punições.

    O jogo tem regras básicas para serem sempre executadas, como fazer raio-x naqueles que estão acima do peso documentado para verificar se carregam armas e afins. Essas regras serão levadas até o final da aventura.

    Por outro lado, as regras podem ser alteradas a cada dia (fase) e você deve estar sempre atento ao que fazer. Se ontem eu não permitia a entrada de ninguém de determinado lugar ao país, hoje eles podem entrar sem problema.

    PP ainda se reinventa com mecânicas e adição de mais documentos obrigatórios (logo, mais informações para você prestar atenção de cada pessoa) conforme você avança na estória.

    No final do jogo, você vai ter juntado muitas regras e mecânicas básicas para vários tipos de situações + regras provisórias para prestar atenção. Não é fácil, mas você acaba organizando as idéias e sistematizando tudo na sua cabeça.

    Ainda assim, não vou mentir que nos últimos dias eu deixei gente passar depois de verificar tudo e ainda recebia uma notificação ou mais por algo errado que deixei passar sem ver.

    A sensação de jogar Papers, Please pra mim foi exatamente como trabalhar no guichê de verdade. você quer trabalhar rápido, mostrar serviço, mas ser chamado à atenção é tenso, de dar um frio na barriga.

    Mas por que não trabalhar tranquilo e lendo tudo devagar? Bom, o jogo tem tempo em cada fase (uns 6 minutos?) e a fila de pessoas é infinita. Quanto mais pessoas você atender até dar o horário de "ir embora", mais dinheiro você vai receber.

    E pra quê dinheiro? Você tem uma família em casa pra ser sustentada. Eles passam fome, frio, ficam doentes no no final do seu expediente, você deve escolher o que comprar com o pouco que ganhou. Investir em aquecimento? Comida? Comprar um remédio pro seu filho ou pra sua sogra? Tá todo mundo sofrendo nesse país, amigo!

    Quando zerei o jogo, o meu tio morreu no meio da aventura e o filho lá pros 2/3 da campanha. No final sobraram esposa, sogra e prima. Nas minhas primeiras jogatinas, o povo morreu depois de poucos dias e deu Game Over.

    Falando em Game Over, PP permite que você recomece a jogar da parte que desejar, já que o jogo faz um save automático pra cada dia de cada campanha que você jogar. Basicamente, você pode iniciar um novo jogo quando quiser mas todos os dias que completou estarão abertos classificados por campanhas iniciadas e dias.

    Fez besteira no último dia? Você tem a opção de tentar refazê-lo direito. Fez uma escolha infeliz que te deu um zeramento ruim dos 20 possíveis prematuramente? Volta no dia que você fez aquela decisão e faz diferente! Isso é bem legal, principalmente se você tá perto do último dia (30) e ganha um zeramento ruim por algo que nem imaginava, evitando ter que rejogar tudo. Isso também ajuda bastante àqueles que querem ver todos os finais possíveis (inclusive o jogo registra isso e provavelmente dá uma conquista).

    Pra quem jogou 9 Hours 9 Persons 9 Doors ou Zero Escape vai se familiarizar com esse esquema.

    Resumindo: Papers, Please é mais ou menos como eu já imaginava pelo pouco que eu conhecia. Um jogo que exige bastante atenção e um bocado de leitura com uma atmosfera interessante. Senti que a estória poderia ser um pouco mais profunda, principalmente no zeramento, mas é possível que fazendo mais finais e pegando rotas diferente isso seja melhor (apesar que escolhas e zeramentos diferentes são tão simples e rápidos ou acabam com seu jogo de uma forma bem sem graça).

    De bom: jogabilidade simples (possivelmente melhor no PC) e idioma brasileiro, que qualquer um consegue jogar (a barreira do idioma impediu que eu recomendasse Phoenix Wright pra muita gente, por exemplo). Inclusive, serve como uma ótima entrada para esse mundo de jogos de leituras e contradições. Alguns personagens aparecem mais de uma vez e o jogo sabe disso, o que faz você se apegar a eles e suas estórias. Vários finais. Possibilidade de voltar para rejogar os dias que você quiser da campanha. Visual bacana. Encontrar contradições com base em regras é legal pois não exige contexto pros personagens. Variações constantes no gameplay e missões.

    De ruim: as vezes é difícil saber o que você fez de errado pra ter ganhado um zeramento ruim do nada. As primeiras jogatinas não são tão amigáveis assim e fiquei meio perdido (mas ainda assim a jogatina só durou 4h30min). Meu dedo gordo as vezes tinha dificuldade de pegar a coisa certa no meio de tantos papéis na tela do Vita e não tem opção de usar analógico como cursos (apenas como câmera). Mesmo trabalhando bem rápido e certo, achei difícil pacas conseguir manter a família sempre bem e as vezes o povo tinha uma doença e eu comprava remédio pra eles, mas na tela seguinte dava Game Over porque eles morreram. Achei o fim da estória meio sem graça, pouco melhor que o fim de um dia comum.

    No geral, gostei muito do jogo, mesmo ele ficando repetitivo aqui e ali. Os dias são rápido e tem como jogar um pouco por dia (mas não recomendaria largar por muito tempo a não ser que você planeje reiniciar a estória, pois tem muito detalhezinho pra lembrar). Gostaria de ver uma versão dublada pra não ter que olhar pros balões de fala de tudo que dizem haha. Experiência muito boa!

    PS: busque terminar o último dia (23 de Dezembro)/zeramento 20/20 para considerar o jogo terminado!

    Papers, Please

    Plataforma: PC
    748 Jogadores
    66 Check-ins

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      jclove · 1 mês atrás · 3 pontos

      Parabêns. É um jogo surpreendente mesmo. Viu o curta metragem. Adaptou perfeitamente.

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      onai_onai · 1 mês atrás · 3 pontos

      Bem legal esse jogo.

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      seigouhh · 1 mês atrás · 2 pontos

      Achei interessante a ideia do jogo, vou colocar na minha lista.

      1 resposta
  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-01-06 23:02:57 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Shadow of the Colossus (2018)

    Zerado dia 05/01/19

    Seguindo as jogatinas dos jogos emprestados pra devolver rápido, fui de Shadow of the Colossus, o remake do jogos de Playstation 2 exclusivo do PS4, pois pareceu ser a escolha certa entre os demais, ainda mais depois de jogar The Last Guardian.

    Quero deixar claro duas coisas de antemão: eu joguei a versão original de duas gerações atrás, mas há apenas uns 6 anos atrás eu realmente terminei o jogo. O fato é que eu conheci SotC por volta da sua época de lançamento, mas não dava a mínima pro jogo ou pro console que um amigo próximo tanto gostava. Eu realmente só o joguei depois quando resolvi experimentar todos os jogos relevantes de videogame e descobri que esse título era importante (mas não tinha noção de que as pessoas o amam tanto).

    Em segundo lugar, o meu primeiro playthrough durou cerca de 8 horas na época, na casa de um outro amigo e depois de fechar a aventura, eu achei a experiência bem "ok". Cheguei a jogar o começo da versão HD do PS3 porque a Sony o deu pra mim, mas logo larguei por não ver nada demais.

    Bom, eu provavelmente teria até ignorado esse jogo (e mesmo esquecido pois não vejo ninguém mais falar desse remake) mas um vídeo que a Sony soltou no Facebook na época de seu lançamento: lindo!

    A verdade é que eu acredito que SotC tem uma ambientação bacana e que os visuais gráficos definitivamente fazem diferença pra imersão e aproveitamento de seu mundo.

    O começo se abre com uma cena que me deixou em dúvida se era uma CG ou realmente uma cena renderizada na engine do jogo. Não que seus visuais tenham me confundido com a realidade, mas a forma como essas cenas foram dirigidas parece bastante com as cinemáticas de jogos do passado que nos faziam sonhar em como os jogos seriam um dia.

    A estória é obviamente a mesma, e contada do mesmo jeito. Wander carrega uma donzela em seu cavalo até um santuário repleto de estátuas com o intuito de conseguir a alma dela de volta e assim, trazê-la de volta à vida. A voz do santuário explica que para conseguir fazer seu desejo realidade, o nosso protagonista deverá derrotar todos os Colossus do vale e que isso custará um preço alto (que só descobriremos qual é nos momentos finais do jogo). Wander concorda imediatamente e segue sua aventura para derrotar os gigantes inimigos.

    Nesse ponto do enredo eu já até havia esquecido que estava jogando um remake. Sabe quando você só percebe a diferença quando compara as duas versões de algo? Pois é, e eu me vi constantemente me fazendo lembrar que o jogo era um remake e prestar atenção em cada detalhe para poder falar sobre a experiência.

    Para encontrar seu alvo, segure o botão R1 e Wander apontará sua espada aos céus no maior estilo He-Man. Uma luz sairá da espada em direção ao seu alvo, mas sem especificar rotas para lá chegar, mas dando uma ótima noção (e geralmente é bem tranquilo de chegar em cada Colosso).

    Saindo do santuário e tendo um pouco de dificuldade com os controles (mais diferentes de The Last Guardian do que eu lembrava), o jogo demonstra mais da sua beleza. Cavalgar pelos campos, com a câmera descentralizada do personagem em direção à montanhas e construções grandonas é super cinematográfico e passa aquela sensação de inferioridade do personagem afrente um mundo tão grande e com oponentes que naturalmente tem toda a vantagem de te derrotar em batalha.

    Eu tava um pouco preocupado em enfrentar os Colossus por medo de ter dificuldade em descobrir como os derrotar e pelos traumas com a jogabilidade de SotC. Eu lembro do perrengue que tinha em ficar agarrado a oponentes que ficam se mexendo constantemente enquanto a sua estamina acaba e você tem que o escalar novamente com o personagem mais molenga e controles que não gostavam tanto de responder.

    Pra minha surpresa, eu derrotei o primeiro super rápido, assim como o segundo e só demorei um pouco no terceiro e dali em diante foram quase todos bem rápido. Eu levei 5 horas para fechar a campanha de SotC dessa vez.

    Outra surpresa foi que, de 16 Colossus, eu ainda lembrava de 14 e me cérebro só apagou duas batalhas da minha memória: uma cobra marítima elétrica e um javali que tem medo de fogo (me refiro aos designs dos inimigos e cenários mesmo, pois tive que descobrir como matar quase todos do zero).

    Pois é, cada Colosso é diferente, baseado em criaturas diferentes, com movimentos e fraqueza únicas. As vezes você precisa esperar um ataque deles para achar uma brecha de escalar ou os acertar e fazer com que se aproximem, as vezes você tem que achar uma fraqueza com sua movimentação ou atacá-los quando estiverem em uma posição específica ou ainda usar do mapa contra eles.

    Basicamente, cada luta é um puzzle e varia de duração de acordo com o seu raciocínio e habilidade, até porque a grande maioria exige que você os escale em determinado momento e os ataque em um ponto específico e as vezes isso demora para acontecer e enquanto você sobe o se mantém agarrado em seus pelo, o monstro está fazendo de tudo para que você o deixe em paz e sua estamina acabe. Demorar um pouquinho na luta faz com que a voz dê uma dica de como prosseguir.

    Saber poupar energia e recarregá-la quando possível é essencial, mas logo isso fica óbvio, como a maior parte do jogo fica.

    Apesar da aventura ser curta e rápida, logo eu comecei a a achar repetitiva, sensação que não tive quando joguei no PS2. Você mata um Colosso, é transportado de volta ao santuário, a estátua daquele inimigo se destrói, a voz fala alguma coisa sobre seu próximo objetivo e em seguida você estará cavalgando de novo em direção à luz da sua espada e enfrentando outro Colosso.

    Aquela coisa de achar o cenário bonito começou a desaparecer na metade do jogo pra mim, pois você anda tanto pelos mesmos lugares ou outros parecidos que acaba perdendo um pouco da graça. O mapa em si não é muito grande e é bem limitado. Além disso, é tudo meio morto, ainda mais depois de jogar Breath of the Wild e Xenoblade Chronicles 2, entre outros. Nada acontece, árvores só numa floresta ou outra, várias áreas desérticas, nenhuma vila ou outro personagem. Sei que tudo isso é pra reforçar a sensação de solidão mas acredito que o cenários poderia ser um pouco mais vívido e imersivo enquanto pra mim foi mais como se o mapa fosse um intervalo ou descanso para a próxima batalha.

    Sinto que muita coisa do PS2 se deu por conta de limitação de hardware e que eles poderiam ter aprimorado além dos visuais. Lembra quando eu falei sobre o visual da propagando ter me convencido? Era uma floresta e passando por lá no meu humilde PS4 Slim, não achei nada demais e só jogando pra você perceber que não tem muita graça fica parado pela fase fazendo anda ao invés de ir jogar de verdade.

    Resumindo: Shadow of the Colossus é um remake bacana e que não saiu muito do que o jogo era no PS2, sendo exatamente o que eu esperava quando joguei a versão HD do PS3. Pra quem curte o jogo original, esse remaster é uma boa pedida, mas vou lembrar que eu definitivamente me senti jogando o mesmo jogo, como se eu já tivesse o jogado sem mudar nada 6 anos atrás. Comparando as versões, esse aqui humilha o outro, mas por si só, não é nada exuberante (como achei que seria).

    De bom:  agradável aos olhos. Eu senti bastante o fim da estória e meu amigo me disse que é porque essa versão tem legendas e a gente entende melhor o enredo, coisa que não tinha no PS2 (não tinha mesmo não? Não me lembro). Fiel ao original. Batalhas diferentes e exigem que você explore os chefes e os cenários.

    De ruim: jogabilidade meio zoada, como já esperado. Me estressei muito com isso e com o personagem não escalando pro lado desejado, não pulando pra onde eu queria e tal.  Outro exemplo disso é que o d-pad pra esquerda equipa o arco e pra direita a espada. Por quê não simplesmente apertar qualquer um pra mudar visto que não há outros equipamentos e nem a possibilidade de tirá-los da mão? Em várias batalhas eu tinha que trocar rápido e eu acabava "trocando pro mesmo" e as vezes você nem percebe a confusão porque o corpo do personagem escondeu a arma ou no calor do momento e a falta de um ícone dizendo o que você está usando não permitem distinguir bem. A câmera não gosta de responder aos seus comandos, muitas vezes em troca da cinematografia do jogo. Cenários meio vazios e nada impedindo você de chegar ao próximo inimigo, nem um puzzle, um inimigo, sei lá, reforçando o boss rush que SotC é.

    No geral, o jogo é legal, nem fede nem cheira, apesar de um curtir o conceito e a ambientação e odiar a jogabilidade. Ele começa e termina meio do nada e não me pareceu muito memorável. Bacana, mas vou deixar aqui as palavras de um amigo que me viu matar os 3 últimos Colossus ontem: "Esse povo era muito carente pra ter um Zelda no PS2".

    Shadow of The Colossus

    Plataforma: Playstation 4
    315 Jogadores
    56 Check-ins

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      filipessoa · 1 mês atrás · 3 pontos

      Parabéns pela finalização @anduzerandu!

      1 resposta
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      andre_andricopoulos · 1 mês atrás · 3 pontos

      Encaixe perfeito dos games engatados pra jogar...
      ...

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      jclove · 1 mês atrás · 2 pontos

      Putz, não lembro como mata praticamente nenhum dos colossus mais.hehe
      Sobre a sensação de vazio e de "tudo morto" faz parte do conceito do jogo mesmo, a idéia é passar a solidão da jornada loka do Wander. Gosto muito do conceito e história dele, mas não rejogaria o remake tão cedo.

      1 resposta
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