anduzerandu

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  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-02-22 21:44:13 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Katana Zero

    Zerado dia 22/02/21

    Katana Zero é um daqueles indies famosões do momento e assim como Hollow Knight, eu nem me lembro como o conheci, mas o conheço desde seu lançamento e está sempre sendo trazido de volta à tona.

    O jogo ficou um tempo na minha lista de desejos até finalmente ficar baratinho numa eshop de algum país do Nintendo Switch (Argentina, se não me engano). Troquei a minha conta para o país em questão e devo ter pagado uns 13 reais no jogo. Ótimo! Ainda assim ele ficou um tempão no meu console até eu resolver jogar agora, do nada. Lembro inclusive que há bastante tempo uns amigos vieram me visitar e jogaram aqui na minha sala de estar, muito antes de mim e foi inclusive aí que eu conheci um bocado de como KZ e suas mecânicas funcionavam.

    Ainda sobre sua fama, é um jogo conhecido pela curta duração: 5 horas. O termo "curtinho" parecia estar sempre associado à essa experiência, o que me dava ainda mais vontade de jogar. E não bastava a internet toda ter terminado o jogo, mas alguns amigos também (e sempre dizem como o curtem). Até os mais casuais!

    Eu já sabia que eu ia gostar de KZ.

    Quando resolvi pegar alguma coisa pra terminar rápido, corri pra ele. Um jogo com liberdade de movimentação e que depende mais das minhas habilidades soou ainda melhor depois da onda de tantos RPGs e jogos mais travados e limitados. 

    Abri KZ, vi aquela tela título muito bonita e apertei o botão em Novo Jogo. Sim, está em português!

    De cara temos uma breve apresentação com cenas e textos muito bacanas. O pixel art é lindíssimo, acompanhado por animações sensacionais de tão vívidas e complexas, muito diferente da maioria de jogos do tipo, que fazem movimentações simples em pouquíssimos frames. Um verdadeiro colírio para os olhos, e o tipo que você sonhava quando pensava no futuro dos jogos na infância.

    O contexto que se passa a aventura também é muito bacana: futurista e com um estilo meio cyberpunk. Muitas coisas ficam a sua interpretação ao invés de tudo ser explicado. O protagonista é um samurai moderno, usando roupão e com problema com drogas e traumas, quase que como um Wolverine, incluindo toda a parte de ser criado para testes de combate e coisas do tipo. O cara vive num apartamento minúsculo, completamente sujo onde passa as noites depois de suas missões, tomando chá, assistindo TV e dormindo no sofá.

    O foco do gameplay é o combate rápido. Você tem visão completa dos seus arredores, inclusive os vilões, movimentação frenética e uma rápida espada e deve matar a absolutamente todos! Quem já jogou Hotline Miami já deve saber o que esperar, inclusive todo o sangue (e infelizmente inimigos que parecem prever a sua chegada e terem reflexos sobre-humanos).

    Além das suas corridas e cortes, você pode ainda rolar (e ficar invencível durante toda a animação), pegar itens dos cenários e jogá-los contra os capangas (o que os mata se os acertar) e até desacelerar o tempo, o que pode ser ótimo para calcular a velocidade das balas e as refletir com uma espadada.

    Já os inimigos tem suas vantagens além de estarem em números maiores, incluindo grande diversidade de capangas com ataques, defesas e fraquezas diferentes e armadilhas e mecânicas de fase que te atrapalham.

    Neste jogo, para prosseguir para a próxima sala, você deve limpar toda a que você se encontra, abrindo assim a porta. Não há checkpoints durante a matança numa sala, apenas ente uma e outra, o que praticamente quer dizer que, terminando uma sala você pode relaxar, mas enquanto tiver alguém vivo nessa, basta um golpe ou um vacilo para te matar e você ter que matar a todos novamente.

    O seu respawn é bem rápido, como tudo em Katana Zero e assim você as vezes está com a adrenalina tão alta que mal vai se preocupar em morrer. Você vai querer é matar todo mundo super rápido e com estilo, mais do que as vezes esperar um momento melhor para atacar um capanga por detrás de uma porta.

    Corra, ataque, devolva aquela bala, se esquive, mate 3 com um único corte. É tudo muito recompensador! E muito viciante!

    Conforme você avança na história, mais ela fica pesada. Pesada mesmo! Não é algo para crianças jogarem por conter muita temática de abuso de drogas e violência. O psicológico do protagonista e do jogador são constantemente confundidos de formas que nunca tinha experimentado num jogo (mas lembra bem de longe a premissa do Eternal Darkness). A coisa fica PERTURBADORA! O que é real? O que é coisa da cabeça dele? O que é resultado do uso da droga?

    Avançar na campanha também traz maiores desafios, como inimigos diferentes de vez em nunca, números maiores e posicionamentos de capangas mais difíceis de serem abordados. Alguns momentos eu não sabia o que fazer no início da sala. Outras vezes eu morria constantemente no final, tendo que repetir tudo novamente, mas cada vez mais rápido e mais acostumado. Um dos meus maiores vacilos foi não ter usado muito da mecânica de deixar o tempo lento, mas ainda assim funcionou tudo muito bem.

    O avanço na jogatina trouxe ainda um enredo cada vez mais complexo, chefes muito bacanas (embora poucos) e cenários diferentes, bem diferentes. Chinatown com neon, noites chuvosas e pingos caindo no chão e telhados. Sério, se você curte essa temática asiática moderna ou já parou pra ver esses vídeos de músicas vaporwave, lo-fi e afins, você TEM que jogar KZ!

    Olha, a experiência dá a entender de início que vai ser muito gostosa, mas meio que a mesmice que os jogos tem seguido além do gameplay, incluindo os problemas abordados e pra onde o enredo vai, mas eu me surpreendia a cada capítulo! Esse jogo segue uma direção completamente diferente de tudo, inclusive do que você espera. É muito surpreendente!

    Isso sem falar em algumas partes diferentes dentro do próprio KZ, como uma fase na moto.

    Resumindo: Katana Zero é sensacional. Um jogo de cortar os outros super rápido, como jogar com o Zero (série Megaman X), mas com combos mais bacanas, melhor uso do cenário e muito mais satisfatório. Você morre e quer voltar o mais rápido possível! E tudo se liga muito bem, inclusive a explicação de como funciona essa coisa toda de voltar no tempo. Muito legal!

    De bom: gameplay simples, mas bem feito e que exige timing e precisão. Jogo rápido, incluindo na hora de atacar ou de dar respawn. Enredo interessante que me prendeu bem. Diferentes formas de manter um diálogo com diferentes opções e reações das pessoas. Temática muito legal e muito diferente de tudo que conheço. Animações e pixel art de primeira.

    De ruim: tive dificuldade em fazer certos comandos específicos. Imagine estar em cima de uma plataforma e querer jogar um item num capanga abaixo. Eu pulava segurava pra baixo e jogava o item e quase sempre o personagem fazia era descer rápido do pulo, passar pela plataforma e cair junto com o item, me matando numa explosão de bomba ou por cair no meio dos inimigos. Achei o final da história bem inconclusiva.

    No geral, eu recomendo demais esse jogo que pra mim deve ter durando umas 4 horas e que acabou tão do nada quando eu esperava muito mais ainda. Ótimo indie!

    Katana Zero

    Platform: Nintendo Switch
    51 Players
    9 Check-ins

    20
    • Micro picture
      xch_choram · 4 days ago · 2 pontos

      Terminei ele esses dias tbm, realmente sensacional.
      Tbm morri muito tentando atacar item pra baixo kkkkk.

    • Micro picture
      srdeath · 4 days ago · 2 pontos

      Ainda irei jogar, bela análise!

  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-02-19 13:04:37 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Travis Strikes Again: No More Heroes - CE

    Zerado dia 19/02/21

    Na época da faculdade, um amigo tinha um Wii desbloqueado e eu achava bem maneiro quando ele me mostrava jogos que até então eu desconhecia completamente (até porquê o meu mundo nessa época se limitava sobretudo ao Nintendo DS e talvez PSP) e um desses jogos era No More Heroes. Que jogo estiloso e bacana de jogar!

    As conversas com a galera do video game acabavam, volta e meia, trazendo as aventuras de Travis Touchdown à tona. Esse é o poder da estética de um jogo, mesmo nem sendo muito coisa no final das contas.

    Eu só constatei que NMH era bem mediano quando finalmente tive meu próprio Wii e pude jogar a série.  Bom, eu curti, não posso mentir, mas comparado com outros Hack 'n' Slash que eu já tinha jogado, a melhor parte dos jogos do Travis era realmente o visual.

    O primeiro NMH é meio cansativo. Você enfrenta um chefe e depois fica dirigindo por uma cidade vazia e limitada trabalhando em minigames para conseguir dinheiro e poder enfrentar o próximo grande desafio. Já o segundo eu curti bem mais, sendo focado em fase após fase e um experiência mais breve e direta ao ponto.

    Es que um dia é anunciado mais um jogo do mesmo universo: Travis Strikes Again (TSA). Eu não sabia o que pensar daqueles videos de apresentação, mas fiquei em interessado (até por ter a opção de jogar de 2 jogadores) e aguardei uma boa promoção no Switch. Houveram um descontos, mas nada que me animasse.

    Para completar, Travis Strikes Again estava bem mal falado internet afora. Amigos que o tinham citavam seus pontos negativos e logo o jogo caiu no esquecimento. Com o anúncio de NMH3 eu acabei pegando TSA no PC mesmo. Cheguei a testar uma fase e deixei pra depois.

    Agora finalizando a minha lista de pendências, fui atrás a primeira coisa a se notar é que meu PC não foi feito pra rodar TSA. Demora um bom tempo para iniciar o jogo e dá umas travadas aqui e ali (geralmente assim que inicio uma fase, mas depois vai tranquilo). Mesmo sendo um jogo relativamente simples, eu tive que configurar pra rodar no mínimo (coisa que não foi necessária no Killer is Dead, por exemplo). Chuto que o problema está mais relacionado mesmo ao meu notebook ser uma batata versus Unreal Engine 4.

    Enfim, finalmente jogando, a aventura começa com um tutorial. TSA é um Hack 'n' Slash com visão aérea e até parece um pouco um beat'em up. O enredo é simples e envolve tanto o protagonista da série quanto outro personagem (que você pode alternar ou cada um joga com um deles no modo co-op) em diferentes mundos de videogame. Sim, você interage com um console, escolhe o jogo e entra nele!

    Infelizmente a ideia é melhor do que a sua execução e muitas oportunidades foram perdidas.

    Os comandos e a jogabilidade como um todo são bem simples. Usando um controle de Xbox 360, além do básico uso do analógico para andar, você pula com A, rola com B, usa o ataque fraco com X e o forte com Y. Você pode ainda pular e atacar para descer rapidamente ao chão e usar um pequeno ataque em área.

    Há ainda comandos "especiais":

    -Segure LB e use um dos ABXY para usar uma habilidade que você designou para aquele botão (essas habilidades são desbloqueadas com chips encontrados nos estágios, então fuce bem);

    -RB usa um ataque especial com a espada. Esse ataque é carregado conforme você bate nos inimigos e pode ser usado até três vezes em sequência;

    -Recarregar a bateria do seu "sabre de luz". Quem conhece a série sabe que depois de tantos golpes a sua espada fica sem energia e você deve recarregá-la, se distanciando dos inimigos e fazendo algo com os botões. Na época do Wii você segurava um botão e chacoalhava o wiimote até encher a barra. Aqui você aperta LS e move o analógico direito da esquerda pra direita e vice-versa bem rápido até preencher a barra.

    Como em muitos Hack 'n' Slash, há uma grande variedade de inimigos. Os que tem o corpo preto morrem com qualquer golpezinho fraco, o que você pode fazer apenas correndo por aí segurando o botão de ataque fraco. Os de corpo colorido morrem com diversos golpes fracos ou um único forte (mas lembre-se que ataques fortes te deixam vulnerável por um segundo ou coisa do tipo).

    Logo novos oponentes são apresentados, incluindo aqueles que demoram muito pra morrer, os que atacam de verdade, os grandalhões, os que você tem que achar uma brecha de ataque e por aí vai. Mas não tem porquê se preocupar: você vai lutar contra tantos inimigos nesse jogo que vai se tornar um mestre em ficar apertando um ou dois botões por tantas horas (sabe aqueles combos de Bayonetta ou Devil May Cry? Não tem nada do tipo aqui).

    Pra ser bem sincero, no final da longa primeira fase eu já estava me cansando da jogatina.

    O jogo inteiro se resume a andar, entrar numa área fechada com inimigos, ficar apertando um botão de ataque e se esquivando sem parar esperando as habilidades recarregarem para ter alguma vantagem que agilize um pouco o processo. No final do estágio, um chefe. Ok.

    Terminando a primeira fase de 6 ou 7 (e lembrando que o howlongtobeat.com indica que TSA dura temerosas 10 horas), você volta pro seu trailer, onde você pode fazer umas coisas, como trocar de roupa, acessar uma história que é contada em visual de PC antigo (e continuada sempre que você termina uma fase) e, salvar seu progresso no banheiro (também disponível pelas fases) ir para o próximo estágio ou rejogar algum outro.

    A parte mais legal, pra mim, é usar as moedas encontradas pelos cenários para comprar camisetas. O bizarro é que pelo visual do jogo e câmera longe do personagem, você quase nem vai ver diferença, mas essas camisetas fazem referência a inúmeros jogos indies (além de um eterno "puxa-saquismo" do jogo com a Unreal Engine. Esses indies incluem coisas como Hotline Miami (muito referenciado pela campanha), Furi, Enter the Gungeon, Gris, De Mambo, Ape Out, Bit Trip, Brawlout, Blazing Chrome, Dandara, Dead Cells, Disco Elysium, Downwell, Fallen Legion, Floor Kids, Golf Story, Hyper Light Drifter, Luftrausers, The Messenger, Minit, Morphie's Law, Papers Please e muitos, mas muitos outros. Já adianto que esses jogos valem mais a pena que o próprio TSA.

    Bom, achei a primeira fase enjoativa e fiquei muito animado em poder finalmente ir para a próxima e ver algo diferente. Um jogo diferente, né?

    Que nada! A premissa é a mesma, mas agora você anda por uma cidade, rotaciona conjuntos de casas e abre caminhos até finalmente entrar numa mansão e enfrentar mais umas dezenas de inimigos. Ataque, ataque, role, ataque, use uma habilidade, recarregue a espada. 

    Depois do que pareceu 2 horas fazendo as mesmas coisas, terceira fase. A terceira fase é numa mansão tipo Resident Evil (e acho que era mesmo pra ser a referência). Achei que pudesse rolar um gameplay que remetesse ao clássico da Capcom, mas era basicamente só entrar nas portas, enfrentar os inimigos, ir para a próxima porta e repetir as mesmas coisas por inúmeras vezes.

    A quarta fase ainda pareceu dar uma melhorada com a temática de corridas e realmente fazer corridas de passar marcha, mas logo meu carro ficou lento e eu tive que andar por mapas para conseguir partes que o melhorassem. Jogava um tempão, conseguia a parte e voltava a tentar a corrida, que dura no máximo 20 segundos.

    As próximas fases voltaram ao que o jogo foi desde a primeira fase, mas com inimigos mais chatos e desafios irritantes, incluindo inutilidades que só servem para atrapalhar sua experiência e enterrar de vez Travis Strikes Again.

    Resumindo: Travis Strikes Again: No More Heroes - Complete Edition é FAIL total. O jogo é bizarramente simples, repetitivo e maçante. Imagine andar por mapas que nunca acabam, fazendo os mesmos ataques mil e uma vezes por horas, enfrentando os mesmos inimigos e chefes que costumam ser apenas color swaps com mais ataques. A ideia de cada estágio ser um jogo diferente é muito bacana, mas muito mal utilizada e qualquer mudança no gameplay é um verdadeiro milagre.

    De bom: o estilo do Suda51 é bacana, o que me faz pensar que deve ser melhor ver um resumo do jogo ou coisa do tipo no Youtube para quem curte seus jogos ou a série No More Heroes. Possibilidade de jogar de duas pessoas, que deve amaciar um pouco o jogo e deixá-lo menos maçante (se é que alguém vai animar de jogar mais de uma fase com você). Diferentes níveis de dificuldade.

    De ruim: repetitivo e maçante. O jogo não cresce, não chega a lugar nenhum. Não existem combos. Tudo é muito travado. Diferentes jogos acabam sendo a mesma coisa. Fases longas demais. Fases pouco inspiradas. Bugs pra todos os lados. Mecânicas/desafios irritantes que não adicionam nada ao jogo senão irritar o jogador.

    No geral, TSA foi uma grande decepção para o que poderia ter sido no MÍNIMO, mas ele não correspondeu nem às mais baixas das minhas expectativas. Uma grande perda de tempo e um péssimo jogo. Ver o último trailer de NMH3 chega acalmou meu coração e prova como são jogos completamente diferentes de diversas formas. Nas palavras do próprio Travis da vez que morri e dei Game Over: "THIS GAME SUCKS!"

    Travis Strikes Again: No More Heroes - Complete Edition

    Platform: PC
    2 Players

    17
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      jcelove · 9 days ago · 2 pontos

      Que triste, o primeiro trailer com Travis jogando Hotline miame era sensacional, uma pena a turma do Suda ter feito esse com o troco dopão, vamo ver se o 3 fica a altura da série

  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-02-16 01:17:02 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: The Legend of Zelda: Majora's Mask 3D

    Zerado dia 15/02/21

    Quando eu era moleque, via The Legend of Zelda em toda revista de games. Revistas novas, velhas, revistas focadas em Nintendo ou não. Eu acabei conhecendo os personagens de tanto vê-los pelas páginas, mas nem imaginava exatamente qual seria a sensação de jogar a série, e curiosamente não era louco para jogá-los, apenas bastante curioso, até porque eu era criança e sem dinheiro. Não conseguia me imaginar comprando esses jogos e as plataformas mais modernas da época.

    Eu finalmente conheci o famoso Ocarina of Time graças a uns primos que já pareciam entender tudo sobre o jogo enquanto eu só admirava a riqueza de coisas para fazer num jogo e sua complexidade! O jogo era incrível em cada detalhe e muito além do meu mundinho de Super Mario World e mais uns títulos que ninguém liga de SNES.

    Graças a influência deles eu conheci também a série Pokémon dos jogos. Eu era louco pelo anime naqueles tempos que era uma super febre, mas jamais imaginei como poderia curtir ainda mais os monstrinhos graças aos jogos, que estavam na segunda geração até então.

    Quando voltei para Brasília, acabei indo correndo atrás de Pokémon Crystal, que comprei falsificado na feira (mas curiosamente nunca deu problema, nem de save). Meses depois achei Zelda: Oracle of Ages e o comprei também, e foi aí que começou o meu amor pelo que se tornaria a minha franquia favorita de video games. Joguei demaaaaais no meu velho GBC roxo transparente!

    Na minha volta a visitar meus primos no ano seguinte, lembro que fomos a uma locadora (que parecia o paraíso pra mim) e eles alugaram uns jogos de N64 e me lembro vividamente de eles terem trazido Donkey Kong 64 e The Legend of Zelda: Majora's Mask para casa.

    Nessa época eu já amava Donkey Kong pelo DKC3 e curti bastante o de 64, mesmo seguindo um gameplay bem diferente. Já o Majora's Mask foi um misto de amor e decepção. Ele parecia um bocado com o Ocarina of Time, mas não conseguíamos dar continuidade ao jogo pois andávamos e andávamos pela cidade e depois de um tempo o mundo acabava  e era isso. Eles deixaram o jogo meio de lado mas eu insistia em jogá-lo quando a TV estava livre pois o jogo era carismático e bonito, fora que era uma chance de jogar N64 pra mim!

    No final do período de aluguel de Majora's Mask, eu finalmente fiz algum progresso! Para quem conhece o jogo, eu cheguei até a parte que o Link recupera a ocarina. Eu era horrível com inglês e lembro que o jogo fez uma pergunta (que agora sei que era "Deseja voltar no tempo?"), eu escolhi "Yes" e estávamos de volta ao início do jogo, eu e meus primos, todos em frente à TV. Mas o quê? Foi aí que eu desisti do jogo, nada fazia sentido e eu não queria ter que fazer tudo só para chegar naquela parte e escolher a outra opção (o certo é escolher "Yes" mesmo).

    Anos depois, com meu primeiro computador, consegui emular o jogo e outros, uma grande novidade pra época. Resolvi então voltar a jogar Majora's Mask e ver se eu o terminaria, agora sabendo bastante inglês. Consegui e curti muito! Lembro ainda que em seguida fui para o Ocarina o Time (não tinha menor noção de ordem de lançamentos) e, olha só, nem achei tão legal como o Majora's!

    Agora, mais uma porrada de anos depois, voltei a jogar Majora's, mas a versão do 3DS, lançada em 2015 (eu lembro tanto da revelação do remake numa E3 que parece muito mais recente). O jogo está no meu portátil há séculos, mas resolvi jogar agora para liberar um espaço legal no cartão de memória e contando que eu o terminaria rapidamente.

    Eu estava empolgado em jogar MM. Primeiro que eu amo o jogo, segundo que o remake do Ocarina of Time, também de 3DS, é sensacional (joguei em 2012) e até pelo fato de usar funcionalidades extras do New 3DS que ainda não tive a oportunidade de testar de verdade, como aquele segundo "analógico".

    Pois bem, começando a aventura, percebe-se que MM ganhou uma modernizada nesse remake. O jogo tem uma roupagem mais "pop" e colorida e menos medonha que a versão original do N64, o que dá pra entender visto o que a série se tornou e por ser um jogo de 3DS com um público até meio diferente.

    É um jogo bonito sem dúvidas. E se você comparar as duas versões me vídeo, vai ver que o salto era bem maior do que imaginávamos.

    O efeito 3D é legal. Não tanto quanto um A Link Between Worlds da vida, mas ainda assim bacana e charmoso e com o cuidado que os jogos mais relacionados a Nintendo tem.

    A jogabilidade é excelente já de cara e tudo parece muito familiar. O c-stick permite controlar a câmera, mas ainda é possível jogar usando o L para trazê-la para trás do Link. Acabei me acostumando bastante à usar apenas o c-stick.

    Já na cidade inicial, eu fiz tudo aquilo que levamos dias para descobrir na época da locação em minutos! Em parte porque eu já sabia o que fazer (mas não lembrava de tudo) e em parte por agora saber inglês. Os personagens deixam bem claro o que fazer em diálogos.

    Definitivamente é um jogo para quem sabe a língua pois a sua missão as vezes é tão simples mas pode levar muitas horas para fazer algo específico por não ler uma caixa de diálogo.

    Agora a parte ruim de saber sempre o que fazer e já conhecer o jogo é que a exploração de uma primeira jogatina não existe mais. Digo isso pois esse jogo se passa em três dias e os NPCs da cidade seguem uma rotina nesse tempo e é muito legal acompanhá-los e seus diálogos e ações na preparação do Carnaval/Fim do Mundo, algo bem Shenmue. Pra dizer a verdade, a cidade é a minha parte predileta do jogo até hoje e é tanta coisa acontecendo/para se fazer que é fácil entender que alguém que não saiba ler os textos infelizmente acabe se perdendo, da mesma forma como eu me perdia e que achava que poderia estar próximo do final da aventura quando consegui fazer alguma coisa.

    A minha jogatina estava programada para ser casual. Eu não iria atrás de itens desnecessários nem das mil e uma sidequests e máscaras que conseguimos indo e voltando no tempo, sendo que algumas coisas são exclusivas de dias ou horários específicos, inclusive as vezes tendo que obter algo no último dia e levar para a pessoa no primeiro. Sei que muitas dessas sidequests devem ser acompanhadas mais de perto e com mais foco, o que eu não queria ter que fazer de novo (o ruim é que fiquei sem ver o Fierce Deity Link).

    Assim que consegui a Ocarina, toquei logo uma das músicas que não são ensinadas pelo jogo: Song of Reverse Time. Essa música faz com que a passagem de tempo fique muito mais lenta e que você tenha muito mais tempo para jogar sem se preocupar com fim do mundo. Essa é obrigatória (nem lembrava do relógio)!

    Assim que fiz as coisas iniciais, parti em direção a primeira dungeon das quatro do jogo. No meio do caminho rolam sempre vários desvios, a necessidade de ter itens conseguidos em outros lugares e até mesmo mini dungeons. Foi tranquilo. Lembrava que a primeira dungeon era grande (para compensar serem apenas 4 contra as tantas de OoT), mas foi bem rápido.

    As coisas começaram a desandar no mapa da segunda masmorra. A entrada do mapa era cercada por gelo e procurei uma forma de derretê-lo, explodi-lo ou sei lá. Não achei.

    Dentro do próprio jogo, lá onde você inicia, há uma pedra que te dá dicas, então fui lá. Não sei se tinha isso no original, mas essa pedra dá dicas detalhadas de como prosseguir no jogo. Quer dizer, nem sei se podemos chamar de dicas pois ela abre um menu separados por diferentes seções (como uma seção apenas do mapa da segunda dungeon) e lá ordena os eventos que devem ser feitos para prosseguir na campanha. No caso da parte que eu tinha, era o primeiro evento, algo como "Adentre as geleiras!"

    cada evento desses é um botão e ao apertar A em cima deles, o jogo reproduz um vídeo resumindo com quem falar, o que comprar, onde ir, o que coletar e o que usar. No meu caso ele mostrou o Link saindo da cidade, depois subindo a rampa para o local onde estava, depois mirando com o arco-e-flecha e atirando numa espécie de estalactite, que caía e quebrava o gelo da entrada. Eu nunca iria lembrar disso, que bizarro!

    Mas esses vídeos estão aí para facilitar e muito a vida de qualquer um e fazer até uma criancinha terminar Majora's Mask. Há ainda dicas de conseguir itens opcionais, como os de aumento de vida etc.

    E falando em dicas, eu não lembro como era originalmente, mas o diário de missões que você consegue detalha muito bem as sidequests conseguidas, o que fazer e até em quais dias eles estão disponíveis etc. Ou seja, qualquer um consegue fazer 100% no jogo, se assim desejar.

    Nos mapas seguintes a minha jogatina foi mais fluída, apesar de ter usado a pedra mais umas duas vezes em que eu realmente não tinha ideia do que fazer. Mas foi bem legal reviver várias coisas do jogo, muitas que eu realmente não lembrava (como o mapa da quarta dungeon que é tão demorado e eu lembrava como se não tivesse quase nada para fazer).

    O finalzão foi bacana, bem bonito nessa versão do 3DS. O último chefe me deu bastante trabalho, mesmo sendo uma das partes que eu mais lembrava do jogo, pois da última vez que o zerei, salvei antes e refiz a batalha inúmeras vezes por achar legal, mas meio fácil demais. Dessa vez eu apanhei bastante mesmo na primeira forma, o que foi até legal e acho que por não ter o Fierce Deity

    Esse chefe não tem nem jarros de recuperação de vida e se você morrer e voltar para a batalha, voltará com apenas 3 corações. Tive até que voltar no tempo, me preparar e tal.

    Resumindo: The Legend of Zelda: Majora's Mask 3D é um bom remake com muitas melhorias e que ainda me faz lembrar de como eu amo a série nessa época do N64/GBC. Mas é a versão definitiva? Eu não saberia responde exatamente, mas eu diria que não, ao contrário de OoT 3D. O fato é que eu sinto que MM foi feito para ser muito imersivo com toda a sua temática e exploração e que nesse caso, jogar na televisão grande faz a diferença, inclusive com mais calma e aproveitamento do que como joguei. Além disso, os visuais desse remake me pareceram meio estranhos as vezes, quase como aqueles vídeos de remakes de fãs que tiram um pouco da ideia e essência originais , fora o fator nostálgico. Fiquei me perguntando se recomendaria à um amigo que amou Breath of the Wild mas não jogou títulos pré-Switch e fiquei bem dividido. Os visuais, mecânicas facilitadoras e portabilidade são muito bem-vindas, mas acho que algumas mudanças podem tirar um pouco da experiência, inclusive toda essa coisa mais casual e acelerada ao invés de exploração com calma e imersão. As vezes sinto que seria como a diferença entre avançar por conta própria num point-&-click ou RPG depois de um bom tempo perdido, mas determinado, e jogar os mesmos jogos acompanhado vídeos ou textos de detonado depois de não saber o que fazer por 5 minutinhos.

    De bom: visuais melhorados (só não curti umas cores e texturas aqui e ali). Não deixou de ser Majora's Mask. Jogabilidade muito boa, inclusive coma adição da possibilidade de usar o outro analógico e usar controle de movimentos para facilitar a mira dos itens. Pequenas mudanças foram feitas e que são bem-vindas, como a localização do banco de rupees e a batalha dos Twinmold. Jogo muito interessante de todas as formas. Muitas coisas para fazer e conhecer. Conteúdo demais!

    De ruim: algumas ações para dar continuidade no jogo me parecem meio sem lógica nenhuma. Senti que parte da imersão se perde por jogar esse jogo em específico numa tela pequena. Ter que tocar a música de deixar o tempo devagar sempre que voltar pro primeiro dia. perder certos itens ao voltar no tempo sempre atrapalha um bocado. Requer entendimento da língua para uma jogatina decente.

    No geral, foi uma delícia reviver esse jogo, que na minha opinião complementa muito bem o OoT. Tem gente que reclama do "limite de tempo", mas acho isso bem infundado pois o jogo tem muitas mecânicas baseadas em acontecer em 3 dias e ter que ir e voltar no tempo, e se o problema for o fato do mundo acabar, basta deixar o tempo mais lento com a música certa e volta e meia voltar pro primeiro dia (tipo quando terminar uma dungeon). Jogaço!

    The Legend Of Zelda Majora's Mask 3D

    Platform: Nintendo 3DS
    1136 Players
    337 Check-ins

    19
    • Micro picture
      fonsaca · 12 days ago · 1 ponto

      Interessante mesmo esse negócio da cidade ter vários detalhes e ser bem viva. Como vc mesmo comparou, lembra Shenmue nesse aspecto. Todo mundo paga pau pro Zelda BoftW, mas ele têm um grande defeito para mim: o mundo aberto padrão GTA. Ali o cenário é grande, mas não existe essa imersão tão grande, com personagens progredindo e afins. Não que sejam ruim as situações (são melhores do que outros jogos de mundo aberto), só não é tão grande quanto de um Majora's. Apesar de mais recente, parece que a série regrediu nesse aspecto.

      Outra coisa engraçada é que na época desciam o cacete pelo jogo ser feito na mesma engine do Ocarina. Engraçado como hj em dia quase todos jogos são feitos nas mesmas engines e, agora, "não dá nada".

  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-02-09 13:37:59 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: J-Stars Victory Vs+

    Zerado dia 09/02/21

    Olha aí, a minha última pendência com alguma urgência da minha lista! Não que não tenham mais jogos na minha lista "Para Priorizar", pois restam ainda 7 deles, mas como são títulos que joguei a séculos ou mal saí do início, dá pra deixar cada um deles para quando bater a vontade numa boa.

    No caso do J-Stars Victory Vs+ (vou me referir apenas como J-Stars daqui pra frente), é um daqueles que tem história comigo. Eu tinha até me esquecido que joguei ele no passado, mas quando lembrei, fiquei agoniado e isso me fez até ir atrás de jogar todo o Final Fantasy IX para liberar espaço no Vita e poder instalá-lo!

    A verdade é que eu curtia os jogos de crossover de séries famosas da revista Jump, como Jump Ultimate Stars no Nintendo DS  (mesmo eu não conhecendo boa parte dos mangás envolvidos). Cheguei até a ir atrás de outros similares, da mesma produtora ou não e mais tarde descobri pérolas como jogos exclusivamente de One Piece até no 3DS, assim como grandes decepções como Battle Stadium D.O.N.

    Lembro da época que lançou J-Stars e um amigo tinha um PS4. Parecia muito legal ver um jogo de crossover desse tipo em 3D e com todo o poderio da até então nova geração. Um dia, navegando pela PS Store na casa dele, vi que o jogo estava em promoção (cerca de 40 reais) e botei um hype em cima. Acabou que ele comprou.

    Lembro que ficou baixando e tive que ir embora. Na reunião seguinte de amigos, ele mencionou que o jogo era estranho e meio sem graça. Jogamos o início da campanha em modo splitscreen e era verdade: que jogo mais sem sal!

    No final das contas, largamos na primeira jogatina, depois de poucas missões. Eu fiquei mal tendo feito alguém comprar um jogo tão sem graça. Mas simplesmente não falamos mais dele, nem mesmo mal.

    Em outras ocasiões esse meu amigo até tentou animar de terminarmos o jogo, como terminamos tantas coisas juntos, mas eu simplesmente não tinha vontade de voltar. Um dia quem sabe?

    Pois bem, anos depois lembrei da existência de J-Stars no Vita e, como passei o ano de 2020 inteiro limpando backlog, esse foi dos poucos que sobraram. Seria assim tão ruim mesmo? Talvez fosse curtinho. Enfim, liberei espaço no portátil e pus para baixar seus quase 2GB.

    Abrindo o aplicativo no Vita, há uma abertura muito legal mostrando os personagens ali inclusos. Essa abertura é definitivamente um dos pontos altos de J-Stars. Vi muitas faces conhecidas de mangás e animes, outras que vejo corriqueiramente nesses jogos, algumas inéditas pra mim e até umas bem genéricas que nem sei como alguém consegue diferenciar (tipo meninas de uniforme escolar e coisas parecidas sem nada de mais).

    Já no menu principal há um bocado de opções. Vou destacar aqui a J-Aventura (o jogo tem seus textos traduzidos para o PT-Br), que funciona como campanha, um modo de torneio, um modo "Free Battle" e a opção de jogar multiplayer local ou online.

    Selecionei a campanha e ele me deu quatro opções de time: One Piece, Naruto, Bleach e Toriko. Como sou quase que obcecado por One Piece, essa foi a minha escolha (mas talvez não tenha sido a melhor ideia).

    A partir daí a aventura se inicia como um tutorial e se desenvolve por um enredo bem raso. É perceptível como tudo é uma grande desculpa para motivar batalhas e o grande fanservice. Quanto mais obras daqui você conhecer, um pouco melhor será a sua experiência.

    Logo você estará num barco navegando pelo mundo, cheio de ilhas, continentes, navios inimigos e criaturas andando por aí. Geralmente o jogo é bem simples em relação ao seu progresso: navegue até onde está marcada a estrela no mini-mapa e a campanha se desenrola. Porém, há motivos para deixar isso para depois, principalmente as marcações amarelas no mapa, que são sidequests que se recompensam com XP, itens e até personagens desbloqueáveis pro seu time.

    Essas missões secundários se resumem a batalhar contra alguém ali mesmo ou em outro lugar e coletar itens para alguém, sendo que alguns ficam marcado e outros não.

    Navegar pelos mares é meio lento e as batalhas, inclusive contra navios que aparecem do nada, podem demorar um pouco, então tudo depende do quão paciente você é. Eu mesmo me foquei em fazer tudo até cansar de tantas lutas e enfrentar sempre os mesmos personagens.

    Já as batalhas em si lembram um pouco as dos jogos do Naruto que conheço (tipo o Ultimate Ninja Storm 3), mas bem menos fluídas, estratégicas ou versáteis e em arenas maiores, com a possibilidade de subir em prédios e quebrar o cenário.

    Há liberdade de movimento, inclusive de rotacionar a câmera com o analógico direito, mas acaba que você vai querer estar sempre cara-a-cara com o oponente.

    Os comandos são esquisitões e fáceis de se confundir ou esquecer:

    -O analógico move o personagem, ok. O d-pad dá ordens aos NPCs parceiros (a lutas são de até 3x3);

    -Quadrado é o ataque fraco e triângulo o forte, ok;

    -X pula e círculo é o ataque especial, ok;

    -L corre em direção ao oponente e R é a defesa. Aqui eu já começava a me confundir um pouco, mas ok;

    -Segure R e aperte X para carregar sua barra de especial. Já com círculo é outro ataque especial. Com triângulo você quebra a defesa do oponente;

    -Há comandos na tela ao tocar em partes específicas, incluindo: por uma mira no inimigo, chamar o personagem de assistência e ativar um ataque ultimate quando se carrega uma barrinha específica.

    A coisa toda piora quando você tem que saber usar combos e comando de acordo coma  necessidade. Acredite: é muito estranho as vezes.

    Para piorar, J-Stars é meio lento e tudo tem um certo delay para a próxima ação. Por exemplo: se você correr em direção a alguém, saiba que terá que parar um pouco antes para pode atacar ou defender. Se o oponente vier correndo na sua direção, bata esperar para lhe dar um belo golpe. Não pense que você pode cancelar ações para defender também.

    Outra coisa chata é tomar um golpe e ter que esperar bastante tempo para poder se levantar ou defender. Reze pro seu oponente ser bonzinho e parar de atacar ou fique assistindo um combo enorme de muitos segundos.

    Até pro oponente isso é irritante pois você faz um combo, ele cai no chão e começa a piscar, ficando invulnerável por mais uns segundos e inclusive podendo te atacar numa boa. Em sumo: ataque até derrubar, depois defenda ou fique longe até ele parar de piscar, chegue perto e ataque novamente.

    Ao vencer, você ganha experiência e "upa" seus personagens. Quer dizer, apenas os três iniciais, pois os outros por algum motivo não contam com a mecânica de níveis, mesmo os personagens jogáveis. Mas olha, eu nem notei diferença em melhorar esses lutadores. Passei o jogo inteiro fazendo os mesmos ataques nos mesmos caras.

    Fora das batalha sé possível acessar um menu de lojas, mas é bem estranho: você compra personagens, mas para usar em outros modos, aparentemente. Porém, não dá para comprar a vontade, há um limite de espaços que não entendi. Enfim, eu voltava à loja de vez em quando, tinha mais uns espaços, comprava quem dava e esperava aparecer mais espaços. Zerei o jogo e não pude comprar todos.

    É possível ainda comprar personagens de apoio (não jogáveis), itens de cura, de experiência e moedas que dão cartas numa máquina caça-níquel. Essas cartas podem ser equipadas para habilidades passivas.

    E falando em personagens, a escolha deles aqui é bem estranha. Cada série tem, pelo o que eu entendi, de 1 a 4 personagens disponíveis. No caso do One Piece tem o Luffy, Ace, Boa Hancock (?) e Akainu(?). Do Naruto tem ele, Sasuke e Madara. Do Bleach o Ichugo e Aizen. Do Hunter x Hunter tem o Gon e Killua. Tem o Hisoka, mas apenas como assistência.

    O jogo conta ainda com vários personagens em 2D quando você visita ilhas e faz sidequests (apenas conversam e contextualizam).

    Resumindo: J-Stars Victory Vs+ é levemente melhor do que eu lembrava e talvez até funcione um pouco mais zerando em cooperativo ou Versus com os amigos, mas ainda assim é um título fraco, e aposto que a versão do PS Vita também não facilita muito. A ideia desses crossovers é sempre legal, mas a execução varia de estúdio para estúdio, fora que ser em 3D sendo que as obras originais são em 2D, ao menos pra mim, só piora!

    De bom: legal rever caras conhecidas. Os ataques ultimate são bem legais. Textos em português, um diferencial para quem costuma consumir essa cultura otaku.

    De ruim: jogabilidade estranha. Lutas meio lentas e cheias de pequenas pausas e delays. Roster no mínimo esquisito. Modelos de personagens são meio toscos no Vita. Parte do navio e enredo superficiais demais, incluindo diálogos terríveis e trilha sonora na guitarra digna de menus dos jogos do Sonic. Muito repetitivo e não recomendaria nem de longe fazer sidequests. O jogo praticamente não tem zeramento, apenas os créditos. Todas as quatro campanhas são quase idênticas, então escolha o personagem que mais te agrade (a jogabilidade do Naruto e as fases são bem melhores que a do Luffy). Traduções ao pé da letra e mal formatadas (inclusive teve uma tela de carregamento com dicas em FRANCÊS).

    No geral, ainda bem que me toquei e comecei a pular mais os diálogos e ignorar as sidequests para deixar a experiência um pouco mais curta, porque já estava cansado com poucas horinhas. Não recomendo, não só pela jogabilidade tediosa, mas também porque séries mais recentes não estão inclusas e as que continuam existindo já estão muito a frente, mas sabemos como esses jogos de anime te data de validade quando são lançados. No final das contas foi um ótimo lembrete para nunca pagar para jogar Jump Force. Super passável.

    J-Stars Victory Vs+

    Platform: Playstation Vita
    25 Players
    5 Check-ins

    18
    • Micro picture
      xch_choram · 18 days ago · 2 pontos

      A Boa Hancock parece que é mt popular no japão, tanto que ela ta no Jump Force tbm.
      Esse eu peguie no Vita mas não aguentei não dropei, ja o Jump Force é passavel tbm mas achei mais legal, talvez seja porque tem o Yugi e talvez seja pq eu joguei muito mais com ele no versus que eu gostaria de admitir seila vai saber kkkk, mas foi legal jogar versus com amigos ele, fora que o roster é bem mais interessante são personagens mais de anime de luta mesmo não esse monte de anime de comedia. Mas joguei pirata tbm, não sei se pagaria por ele não.

      1 reply
    • Micro picture
      spider · 18 days ago · 2 pontos

      Esse foi um dos pouquíssimos jogos que comprei no meio Hype quando saíram, e mesmo assim foi depois do preço cair. Após toda a campanha de lançarem ele no Ocidente. Eu endosso o que vc escreveu e adiciono que o modo Versus também é muito problemático, com grande espaço da tela comprometido. Esse jogo tinha tanto potencial e foi infelizmente muito desperdiçado.

      1 reply
  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-02-06 15:04:54 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Final Fantasy IX

    Zerado dia 06/02/21

    Olha aí o RPG que eu vinha jogando: Final Fantasy IX! Enrolei um bocado para terminar, principalmente por estar ocupado ultimamente, mas a vontade de voltar para esse jogo sempre esteve comigo, infelizmente muitas vezes vencida pelo sono e afins.

    No final das contas eu estava chegando tarde em casa, as vezes abria o jogo para upar uns personagens e desligava. As vezes pensava: "Caraca, não joguei ontem a noite nem hoje de manhã" ou "Tem uns dois dias que não jogo". 

    Por outro lado estava devorando o jogo e muito entretido com seu enredo quando tinha tempo. Mal dava para acreditar que as horas dos meus saves estavam aumentando tão rapidamente. Meu último RPG acho que foi Golden Sun e tinha curtido, mas esse FF mostra o poder da Square da época. Se comparar com o meu RPG anterior ao GS, Octopath Traveler, você vê como as coisas mudaram, e não exatamente para melhor.

    A minha história com FF vem desde lá pra 2009, com meu DS. Joguei FF III e IV nele e adorei esse último. Logo em seguida comprei um PSP e joguei muito Dissidia. Amava aquele jogo!

    Claro que dos personagens dali, eu não conhecia muitos: os relacionado ao FF IV eram destaque pra mim. Conhecia também o Cloud e Sephiroth pois sempre foram personagens famosos por aqui (mesmo que ninguém tivesse necessariamente jogado FF VII). Conhecia ainda o Squall (FF VIII) de revistas e do Kingdom Hearts e o Zidane (FF IX).

    No caso do Zidane eu conhecia o personagem, mas estava conhecendo seu nome só então. Lembro que meu primo e eu comprávamos muitas revistas de anime e jogos na pré-adolescência (2001 e por aí) e tirávamos os pôsteres e colocávamos nas paredes de um quarto da casa dele. Era lotado! Um desses pôsteres era do Zidane, em CG e na chuva (infelizmente não encontrei a arte). Eu sempre olhava para esse pôster e isso me marcou de alguma forma. Nunca esqueci dele!

    Lá pra 2010, na faculdade, um amigo disse que estava jogando toda a série em ordem até o final. Eu curti a ideia e acabei tentando fazer o mesmo. Nessa época eu não tinha muito essa coisa de finalizar jogos e conhecer as plataformas a fundo, era um pouco mais casual, mas ou já tinha jogado ou estava jogando os FF X e XII na casa de um amigo por vários fins de semana. Mas eu queria muito os personagens jogáveis do Dissidia e uma série tão popular como Final Fantasy.

    Cheguei a pesquisar na internet qual seria o melhor FF e me surpreendi com a maioria dos votos de tudo quanto era fórum sendo FF IX. Mas o quê? Eu acreditava que era mais fácil ser o VII visto que os personagens eram tão populares, ou talvez algum jogo mais recente.

    Comecei então a minha saga com o primeiro FF, versão de GBA. A maratona, que durou cerca de 6 ou 7 anos, não seguiu exatamente uma ordem. Como disse, já tinha terminado o III e IV, joguei o I e II, depois provavelmente o X, seguido pelo V, VI (um a cada muitos meses), XII, VI, XIII, VII. O 7 deve ter sido em 2014, o VIII eu postei aqui, acho que em 2017 e finalmente o IX, 4 anos depois.

    Uma coisa bem curiosa sobre a série é como os jogos são diferentes uns dos outros. A variedade é bem grande e a chance de você curtir poucos deles ou apenas um ou outra é grande, diferentemente de um Dragon Quest da vida, em que há uma certa "continuidade" e apenas evolução das mecânicas de jogo.

    E falando sobre isso, eu mesmo não jogaria novamente vários deles, principalmente o III, o que menos gostei. Também não sou muito fã dos sistema de profissões do V. Nem dos personagens e mesmice do II. Não curti a falta de originalidade e mecânicas do VIII. Não joguei quase nada do XI e XIV, por falta de interesse em MMOs. O sistema de batalha do XII é muito diferente da série. O XIII é super linear, como todos sabemos e o XV eu tenho, mas agora estou sem o PS4.

    Em resumo, meus prediletos são o IV (DS), VI, VII e IX!

    Eu finalmente entendi o porquê do IX ser tão adorado e entendo muito bem que disser que ele é o melhor, mas também entendo quem disser que prefere outros. Pra mim o melhor 2D fica sendo o VI e o melhor 3D fica sendo o IX.

    Mas voltando um pouco no tempo, só estava faltando esse IX para fechar a coleção (ao menos dos clássicos) e todo o hype em cima dele estava me comendo por dentro. O jogo entrou em promoção no Nintendo Switch e ficou por uns 50 reais, uma versão remasterizada e que eu poderia jogar na telona do console em qualquer lugar. Por outro lado, eu tinha o jogo no Vita.

    O problema é que meu Vita estava cheio, inclusive por causa desse FF e eu tenho um jogo na lista de urgências que não posso instalar por falta de espaço. Eu tinha duas escolhas: pagar o preço no Switch, deletar no Vita e baixar o outro jogo ou simplesmente adiantar logo e terminar o jogo, cortando fila e tendo jogado outros RPGs tão recentemente.

    Não estava planejado, mas acabou sendo isso, comecei FF IX!

    A aventura se abre lindamente com boas apresentações dos personagens e CGs. Que jogo lindo! A tela inicial diz que o jogo é de 2000. Soa tão recente! Mas pensa só: onde você estava em 2000? Só de lembrar do pôster, eu sinto que era uma criancinha, e deveria ser mesmo. Em 2000 eu tinha 10 anos e estava na quarta série. Julgando o tempo da revista e tal, eu deveria ter uns 11 ou 12 anos na época do pôster.

    Curiosamente, na época do lançamento do jogo já existia o PS2!

    Enfim, jogando pra valer, é um jogo que começa bem linear, assim como FF VII. Os cenários são pré-renderizados e muito bonitos e a temática deixou todo o estilo "edgy" e japonês para voltar ao estilo europeu medieval.

    Os personagens são muito vívidos e bem animados, e o enredo é excelente, inclusive em como o estopim para começar a história se dá e como os personagens jogáveis se encontram e se juntam. Há ainda uma direção de arte incrível com diversos ângulos de câmera com base em onde você estiver na cidade. A sensação é de estar jogando algo feito em parceria com filmes da Disney. Não é de se estranhar, com base nesse jogo, em como esse universo e o do Mickey se encaixariam tão bem.

    Cada personagem, de um total de 8, tem sua classe pré-definida, bem ao estilo de FF IV. O Zidane quase sempre vai estar incluso no grupo de forma obrigatória. Esse personagem é relativamente diferente de outros protagonistas da série, sendo mais engraçado, determinado, cometendo erros e até dando em cima das garotas. É mais ou menos como personagens de anime mesmo. O bacana é que o Zidane não usa magias e tem dois propósitos nas batalhas, bater bastante e roubar, como um bom ladrão que ele é.

    FF IX é um jogo fácil, assim como os demais FF de PS1, então dá pra deixar tranquilamente que o protagonista fique tentando roubar os itens raros dos chefes enquanto os demais se encarregam de causar dano e curar.

    Como você só pode usar 4 personagens por vez em batalha, teoricamente você deve trocá-los de vez em quando para nivelar bem ou mesmo para melhores estratégias de acordo com os chefes, mas não precisei fazer isso. Ainda assim gastei 40 e poucas horas para zerar (umas 7 acima do indicado pelo howlongtobeat.com), muitas delas upando skills dos personagens, coisa que é fácil de fazer, mas são muitas e a maioria nem usei. Teve uma hora que até me fiz parar pois estava duvidando que o jogo pudesse ficar difícil demais no fim (fora o medo de ficar overpowered).

    O jogo tem duas mecânicas bacanas que são:

    -Trance. Conforme você toma dano, uma barra se enche abaixo da sua vida e ao completá-las, o personagem entra no Trance, inclusive mudando um pouco a sua aparência. Durante essa fase, o personagem fica mais forte e poderá usar habilidades únicas. O Zidane mesmo pode usar um bocado de especiais que causam dano pesado. Já a Vivi, Black Mage, pode usar suas magias duas vezes por ativação;

    -Habilidades de equipamentos. Nesse jogo os equipamentos são habilidades quando equipados. Se você os trocar, as habilidades também serão trocadas. Porém há a possibilidade de usar os equipamentos diversas vezes em batalha para aprender essas habilidade e poder usá-las mesmo estando usando outros itens. Isso vai te fazer ficar lutando no mato até que os personagens aprendam o maior número de habilidades possível, inclusive ganhando vários níveis durante o processo.

    É importante notar que existem habilidades ativas e passivas. As ativas são mantidas pelo personagem, como a Vivi que aprende Fire, Fira, Firaga. Já as passivas devem ser equipadas, mas há um limite de AP a ser considerados, o que fará com que você planeje suas prioridades. Essas habilidades incluem coisas como ganhar mais experiência me batalha, mais dinheiro, fica imune a determinado status, ter mais HP ou MP, cortar o uso de MP pela metade e muito mais!

    Resumindo: Final Fantasy IX é sensacional! O jogo envelheceu incrivelmente e deve ser melhor ainda na versão remasterizadas para quem joga em telas maiores. Acredito que se alguém quisesse começar a série, essa seria a minha recomendação, até por ser uma experiência tranquila, mas sem deixar de ser Final Fantasy, fora suas mecânicas e personagens interessantes. Um grande salto do que foi a bomba do VIII.

    De bom: jogo positivamente cinematográfico e muito ambicioso, a ponto de requerer 4 CDs! Personagens incríveis. Enredo que me prendeu o tempo quase todo. Experiência mais tranquila do que a série já foi e menos punitiva (pra falar a verdade a única dificuldade em fechar os FF de PS1 é a batalha da Ultimecia, na minha opinião). Mecânicas que são divertidas de verdade. Inimigos com números menos de HP, o que quer dizer que as batalhas são mais curtas.

    De ruim: taxa de encontro de inimigos meio alta e irritante as vezes. As batalhas demoram muito para iniciar, inclusive com a câmera mostrando o cenário e afins (possivelmente o jogo carregando). Impossível pular cenas, o que é chato quando você morre e já assistiu aquilo ou durante as longas cenas de ataque dos summons. Senti que haviam muitas habilidades para ser aprendidas, mas o jogo, ao menos na campanha principal, não me deu muito motivo para ser estratégico, nem mesmo no chefe final.

    No geral, eu amei o jogo e não está só entre os meus prediletos da série, mas também do console e entre todos os jogos. Vi inclusive que ele está entre os melhores jogos no ranking do Alvanista, merecidamente. Gostaria apenas que a Square tivesse expandido um pouco o universo do IX como ela fez com outros, inclusive o VII no Advent Children. Agora resta sonhar com um remake no futuro, e que não mude muito como o VII Remake fez. Enquanto isso vou rejogar casualmente o Theatrhythm Final Fantasy: Curtain Call não só para celebrar o feito de terminar esses jogos, mas para relembrar músicas e momentos desse IX. Sensacional!

    Final Fantasy IX

    Platform: Playstation
    5751 Players
    147 Check-ins

    17
  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-01-27 12:55:37 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Little Inferno

    Zerado dia 25/01/21

    Olha eu aqui! Tenho jogado um RPG e me atentado a outros planos na vida e acaba que menos jogos tem sido terminados, mas como está tudo meio devagar ultimamente, tá tudo bem!

    Mas enfim, terminei Little Inferno! Eu sempre ouvi  muito desse jogo desde a época do Wii. Lembro que cheguei a pesquisar sobre e... puts, era aquilo mesmo? Um jogo de por coisas na lareira e assisti-las pegar fogo?

    O fato é que o conceito não me interessava em nada. Seria LI um jogo mesmo ou apenas um passatempo besta? Pra completar, tinha jogado o também famoso World of Goo e achado no máximo "ok".

    Os anos passaram e LI volta e meia aparecia em algum lugar, inclusive sendo lançado com os outros jogos da mesma produtora há algum tempo para o Switch. Mas a vontade de conhecê-lo só veio mesmo quando procurava jogos para deixar no celular para o caso precisasse matar tempo numa fila ou coisa do tipo, de preferência offline. Baixei!

    Na curiosidade acabei dando uma conferida em LI e ele é basicamente o que já imaginava. A tela de jogo é uma lareira e você tem um menu para comprar diversos itens da qual você encomenda, espera um tempo até serem entregues e põe fogo. Diferentes itens tem diferentes reações com objetos na lareira ou ao pegarem fogo e alguns exemplos incluem o cubo de gelo que congela tudo o que toca ou a espiga de milho que estoura em pipoca.

    Após pegarem fogo, os itens derrubam moedas e, com sorte, cupons.

    As moedas são usadas para encomendar mais itens. Alguns são baratos, outros são mais caros ou caríssimos. No início você só pode encomendar poucos itens, então trate de encomendar todos para abrir mais e mais opções até então poder comprar qualquer coisa de uma página.

    As moedas ainda podem ser usadas para expandir o seu inventário e assim poder usar mais itens de uma só vez. Outra possibilidade é comprar mais páginas de catálogos e abrir ainda mais objetos.

    Os cupons servem para fazer com que as encomendas cheguem instantaneamente depois que você as encomendar. Isso é interessante pois alguns objetos demoram muito chegar (até uns minutinhos) e o número de cupons a serem usados depende do tempo restante daquele item. A maioria acaba custando 1 ou 2, mas cheguei a pagar 8 em um perto do fim do jogo.

    Sendo assim, LI por muitas vezes se resume a comprar itens até acabar com seu dinheiro, colocar na lareira, ver tudo pegado fogo, coletar dinheiro, esperar mais itens chegarem ou ficar matando as aranhas que aparecem de vez em quando na tela para conseguir moedas e poder comprar alguma coisa.

    O jogo tem bastante do elemento "espera". Esperar aranhas aparecerem, esperar encomendas, esperar o tempo para poder comprar novamente determinado item. Você vai perceber que algumas vezes não acontece muita coisa e você pode até tirar os olhos do celular e fazer outra coisa, o que é bem legal pois dá pra jogar em diversas situações do cotidiano, inclusive almoçando!

    Após queimar todas as coisas de uma página do catálogo é que o jogo começa de verdade. Uma nova página aparece para ser desbloqueada (serão 7 no total) e só para abri-la você terá que:

    -Executar um número específicos de combos e;

    -Pagar um bom número de moedas.

    Os combos estão numa lista num menu específico e são coisas como "Combo Japonês", dois itens. Você então deve olhar nos objetos disponíveis e ver quais dois itens fazem sentido com esse nome e que devem ser queimados juntos. No caso do combo japonês, foi fácil descobrir: um sushi e um ninja.

    Outros combos são muito mais enigmáticos por nome ou requerem o uso de três itens ou a queima de objetos muito caros. Fora que não existe nada mais decepcionante do que achar que sabe o que usar num combo e não dar em nada...

    Depois de fazer o número mínimo de combos pedidos, basta pagar o dinheiro pedido e logo você terá mais uma nova leva de objetos (geralmente mais caros, mas que também derrubam mais moedas) e mais combos disponíveis. Começa então todo o processo de encomendar e queimar todos esses itens até todos estarem disponíveis e abrir a possibilidade da compra da nova página no final.

    No meio do caminho é capaz de você fazer alguns combos sem querer e ter que fazer mais umas sessões de espera para conseguir recuperar dinheiro e comprar mais.

    Mas é bem legal também ver como novos objetos interagem com o jogo. Você também pode ir tentando fazer os combos disponíveis para passar o tempo ou mesmo completar o jogo 100%.

    Outro fator importante dos combos é que as vezes eu enchia a tela de coisas quando tinha dinheiro para ver se conseguia umas combinações na sorte (e até dava certo) mas alguns itens interagiam de alguma forma que atrapalhava e eu não sabia se tinha contado, como algo congelar algum objeto e só a sua contraparte acabar queimando, impedindo assim que o combo fosse feito. Sendo assim tinha que encomendar novamente as coisas só para fazer aquele combo e, muitas vezes, quebrar a cara pois na verdade eles não se combinavam.

    Durante a aventura você ainda recebe cartas conforme você progride na aventura. Algumas contam histórias que acontecem ao seu redor e de outras pessoas piromaníacas enquanto outras são como sidequests e pedem que você encomende algo e anexe de volta em troca de moedas e cupons.

    Depois de quase 4 horas de jogatina, eu finalmente terminei LI

    No final tem uma parte bem diferente em que você anda pela cidade e interage com outras pessoas e vê o desfecho da história. Achei bem desnecessário e até sem graça o bastante para me fazer querer largar nessa curta parte, mas enfim...

    Ao voltar pro menu depois dos créditos pude continuar no meu save para continuar queimando as coisas e ir atrás dos 100% ao fazer todos os combos, mas não me vi motivado o bastante.

    Acredito que a experiência seja completa o bastante só de conseguir chegar até o final.

    Resumindo: Little Inferno é um passatempo muito legal e um jogo bem diferente. É um daqueles pra se jogar relaxando, sem se preocupar e esperando as coisas acontecerem ao seu tempo, ótimo para ter algo pra fazer na fila do dentista, ouvindo música, comendo, conversando etc. Você vai perceber que LI simula, de certa forma, a realidade como se tudo o que você tivesse para fazer é por suas coisas para queimar, ganhar dinheiro e esperar novas coisas chegarem pelo correio.

    De bom: relaxante. Engraçadinho. Objetos tem diferentes reações ao fogo. Combos adicionam muito ao fator replay. Satisfatório ao conseguir grandes quantias de dinheiro, cupons, combos e efeitos na tela.

    De ruim: meio lento e repetitivo, sobretudo quando você fica sem moedas. Parte final meio desnecessária.

    No geral, eu achei o jogo perfeito para jogar no smartphone e em doses. Volta a dizer que é um ótimo passatempo e que você pode ir jogando de vez em nunca, ao contrário de jogos que tem enredo ou jogabilidade e progressão mais complexas. Sobra agora o Human Resource Machine, mas só deus sabe quando eu terei vontade de jogar.

    Little Inferno

    Platform: Android
    11 Players
    3 Check-ins

    15
    • Micro picture
      jezzon · about 1 month ago · 2 pontos

      Tenho esse jogo na Epic, mas nunca tive a mínima vontade de jogar

  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-01-12 02:56:18 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Knightin'+

    Zerado dia 12/01/21

    Volta e meia eu dou umas voltas na eshop do Nintendo Switch na seção de lançamentos. Por lá é possível ver absolutamente todos os jogos disponíveis na plataforma em ordem decrescente de lançamento, do mais recente até os primeiros. Vejo tudo o que foi lançado das últimas semanas e adiciono jogos que possivelmente comprarei na plataforma um dia assim como títulos que tenho interesse de jogar, nem que seja em outro console. Faço isso até chegar nos jogos que já adicionei como favoritos anteriormente, assim sei que na minha lista tem tudo o que tenho que lembrar.

    Foi numa dessas que vi esse jogo, Knightin'+. Acho até que já tinha ouvido falar nele na época de seu lançamento, mas não dá pra ter certeza visto que toda a sua arte promocional e o visual do jogo passam longe do original e minha mente vem confundindo inúmeros jogos indie recentemente.

    Me lembro de ter visto um vídeo do jogo dentro da própria loja da Nintendo e achado que valia a pena dar uma chance. Essa chance veio antes do esperado, quando o usuário @topogigio999 aqui da rede postou ainda ontem sobre Knightin'+, citando algumas de suas qualidades, inclusive a curta duração e o melhor: disponível no PS Vita!

    Eu tenho que me atentar a pesquisar sobre os jogos antes de comprá-los pois tenho notado que mais jogos do que eu imaginaria estão disponíveis no último portátil da Sony (e até outros consoles que tenho). De graça sempre é melhor, ainda mais quando a qualidade do jogo é completamente duvidável!

    Baixei logo os 37mb no Vita e parti pro abraço, até porque estava querendo algo mais "casual" visto que tenho jogado um RPG.

    Então, Knightin'+ é exatamente o que eu já imaginava e sabia pelo trailer: uma aventura completamente voltada à clássica experiência do primeiro The Legend of Zelda, lá do NES. Por outro lado, é um jogo milhares de vezes mais fácil, até porque toda a jogatina se passa nas masmorras e não há um overworld para se perder explorando. Além disso, os inimigos são tranquilos, os puzzles são bem limitados às mesmas fórmulas e não há segredos.

    Ao começar o jogo, fui direto nas opções e pus no idioma Português-Brasil, uma das muitas opções disponíveis. Em seguida o jogo tem uma leve (e até cômica) apresentação e fui levado à uma tela-mapa de seleção de estágio. São apenas 4 deles, mas apenas o primeiro era acessível.

    O início é um tutorial, ensinando os comandos básicos e te pondo para agir na prática, bem legal. Daí é isso, você anda pelas salas, destrói os inimigos, abrindo assim as portas, escolhe uma delas para prosseguir e vai abrindo mais rotas ou voltando para outras já visitadas quando chegar à algum lugar sem saída ou que você não pode continuar ainda por falta de algum item ou chave.

    Seus comandos iniciais se resumem a andar com o d-pad ou analógico, atacar usando a sua curta espada com quadrado, e defender com o escudo apertando L.

    Monstros derrotados podem derrubar ouro ou cura, com um pouco de sorte. O seu personagem suga automaticamente todo o dinheiro, mesmo trocando de sala, mas as orbes de HP (e futuramente MP) devem ser coletadas ao andar sobre elas.

    O ouro é de suma importância no jogo, pois com ele é possível comprar regeneração de vida, chaves para usar em portas trancadas (não consegui definir se eram extras ou obrigatórias, mas só é vendida uma por masmorra) e itens de melhoria, como aumento definitivo de vida.

    Logo os primeiros puzzles começam a aparecer, mas eles podem ser resumidos em dois:

    -Puzzles de empurrar caixas, como os clássicos do Zelda. Esses quebra-cabeças normalmente envolvem posicionar caixas em cima de pontos brilhosos movendo-as por espaços limitados;

    -Puzzles de acender painéis específicos. Esses geralmente demandam da atenção do jogados pelas masmorras para entender as dicas e saber quais painéis devem ser acesos numa determinada sala. No início as dicas costumam estar em uma única sala e são bem tranquilas, mas no final do jogo você vai ter que prestar atenção em mais lugares e até raciocinar um pouco. Pessoalmente eu odiei esses puzzles.

    Esses desafios geralmente resultam em portas abertas ou trechos liberados com baús previamente bloqueados com upgrades de vida e até armas e acessórios!

    Em cada uma das masmorras você acha diversas melhorias par ao personagem, desde aumento de vida até equipamentos, que são praticamente obrigatórios de serem coletados visto que são facilmente encontrados e alguns são mandatórios para prosseguir na campanha.

    O escudo mesmo é um deles, assim como um melhor que reflete projéteis mais pra frente. Você ainda ganhará uma espada melhor e mais forte e uma armadura vermelha de maior defesa próxima ao final do jogo.

    Outros itens coletados podem ser visos na parte superior direita da tela, como o anel que permite correr (como o Link em A Link to the Past), o cajado que solta magia e age como seu ataque de longa distância e a habilidade de mover pedras pesadas.

    Ao terminar um estágio, o próximo é desbloqueado e é possível revisitar fases anteriores, agora mais forte e mais rico, e talvez ir atrás de itens que não foram encontrados, mas dificilmente isso será o caso. Rejogar essas fases por puro prazer também é complicado, visto que todas elas são bem parecidas (apesar da temática diferente) e cansativas o bastante para você não querer as ver tão cedo.

    Depois que o jogo cai um pouco na mesmice, sobra no final de cada dungeon o chefe. Infelizmente eu acho que o jogo pecou um pouco nesse quesito e mal posso dizer que me diverti com essas batalhas.

    No Zelda mesmo, é possível bater indefinidamente nesses guardiões das masmorras a menos que eles protejam seus pontos fracos de alguma forma que você deverá desfazer. Em Knightin'+ esses inimigos simplesmente ficam piscando e você deve esperar para dar um próximo golpe e as vezes as lutas acabam por parecer que demoram demais. Fora que quando você entende o chefe, fica só no mesma coisa robótica até acabar. E quando acaba, é do nada! Nenhum indicativo de fúria ou cansaço deles, nem uma troquinha de cor? Enfim, não que os chefes sejam ruins, mas foram um pouco decepcionantes pra mim e, pra ser sincero, eu não os achei nada divertidos de enfrentar.

    Uma curiosidade é que eu platinei o jogo sem querer! Provavelmente a platina mais fácil da minha vida já que a maioria dos troféus exigia apenas fazer cosias simples do jogo e que todos fariam. Inclusive, todas são voltadas aos dois primeiros estágios. Eu comecei a fazer tudo que podia e cheguei a voltar na primeira fase pra comprar um upgrade de HP que fiquei devendo, mas ao ir na lista de troféus, tudo já estava feito, haha.

    Resumindo: Knightin'+ é um jogo legal, mas bem simples e que fico muito feliz de não ter dado o dinheiro pedido no Switch. O visual é pixelado, mas nada nostálgico, como os jogos indies atualmente e a sua jogabilidade é legal para quem curte explorar masmorras no estilo dos Zeldas top-down, principalmente o estilo do primeiro, de NES.

    De bom: simplicidade cativante. Gosto muito dos upgrades, que inclusive mudam a aparência. O jogo é bem piedoso e disponibiliza checkpoints em diversas partes. Visuais e animações ok, bem confortável no de se ver no Vita. Inclui o idioma Pt-Br.

    De ruim: as fórmulas do jogo se repetem com frequência, inclusive os puzzles e funcionamento das dungeons. Batalhas contra os chefes ficaram devendo mais. O jogo requer que você preste atenção em coisas do cenário e faça lógica para resolver quebra-cabeças e ter que ficar indo e vindo de sala em sala olhando isso as vezes é meio chato. Respawn de inimigos me incomoda um pouco, mas felizmente só acontece quando você muda de andar (preferiria que não acontecesse nunca). Não vi nenhum motivo para volta a jogar isso um dia. Algumas masmorras são bem confusas (a terceira mesmo é grandona, cheia de teletransportes e escadarias confusas).

    No geral, como um casual de umas 3 horinhas, valeu a pena, ainda mais por ser fã de Zelda, mas não dava pra cobrar muito desse indie. É um joguinho simples e é isso, não uma superprodução. Apesar de que acho que poderia ter sido melhor e não ter nenhum motivo pra voltar, eu curti enquanto durou. Legal!

    Knightin'+

    Platform: Playstation Vita
    3 Players
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      topogigio999 · about 2 months ago · 2 pontos

      Quanto a biblioteca do Vita, estes dias eu fiz uma varredura da minha wishlist da steam para ver o que tinha no Vita, e assim poder jogar FREE, fiquei embasbacado como boa parte da wishlist estava disponível no Vita, agora é só alegria...

  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-01-08 13:12:26 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Baldur's Gate: Dark Alliance (GBA)

    Zerado dia 08/01/21

    Caraca, essa é uma pendência antiga (e uma das minhas últimas da lista)!

    Lá pra 2006 eu era menor aprendiz no Banco Central do Brasil aqui em Brasília e tinha bastante tempo livre. Como eu não tinha computador em casa, o trabalho era um sonho pra mim: podia passar um tempão acessando redes sociais, baixando músicas para ouvir no meu MP3 Player e, claro, jogar! Jogar muito!

    Nessa época ainda o mundo da emulação era relativamente novo no meu círculo social (ou talvez para todos) e eu estava amando a ideia de poder jogar qualquer coisa, principalmente Gameboy Advance, que ainda não tinha necessariamente dado lugar ao Nintendo DS e ficava lindão no monitor, mesmo esticado no fullscreen. E a facilidade? Baixava a rom em alguns segundinhos, abria num emulador super leve e podia fazer o que quisesse com ele e suas opções, inclusive minimizar caso precisasse fazer algum trabalho.

    Nessa época eu não só jogava tudo que gostasse, como Metroids e Marios como testava muitos jogos que tivesse o nome ou a capa chamativos. Se fosse legal eu ia até o final, e se não, largava e deletava ou dava outra chance depois. Lembro inclusive de sempre jogar um Rave Master que era fraco, mas tinha a esperança que ficasse bom, haha.

    E foi assim, por acaso, que eu conheci Baldur's Gate: Dark Alliance. Que joguinho legal! Joguei um bocado até não conseguir mais avançar e fui deixando de lado. Como eu era desapegado com jogos! Engraçado também pensar em como ou eu não tinha muita habilidade com inglês ou não tinha saco de ler mesmo, pois até onde joguei, é bem tranquilo saber para onde ir só de falar com os NPCs.

    Por algum milagre do destino, lembrei completamente do nada da existência desse jogo e como eu havia jogado tanto para nada. Joguei diretamente na lista! Baixei a versão de Virtual Console pro Nintendo 3DS e comecei o mais cedo possível. Não canso de repetir que os jogos de GBA no 3DS ficam sensacionais. Tenho que testar outros consoles, inclusive (será que meu PSP está com os dias contados?)

    Baldur's Gate: Dark Alliance (BGDA) é um Diablo da vida. Nessa época eu acredito que já tinha jogado D2 num corujão numa Lan House com amigos e curtido muito, então esse daqui, ainda mais no GBA, plataforma que tanto amava, me conquistou fácil (mesmo que subconscientemente).

    Aquele visual 2D simulando 3D típico de muitos títulos do portátil (e mais uma vez, similar à Diablo), o lance de explorar cidades e masmorras, ganhar níveis, alocar pontos em habilidades, se equipar, matar monstros e até a visão top-down até hoje me conquistam, por algum motivo.

    Pesquisando recentemente, descobri que BGDA não é um título exclusivo do portátil, mas uma versão (quase que como um demake) do jogo de mesmo nome lançado para plataformas "de mesa", como Gamecube e PS2. Interessante!

    Olhando pela internet, é basicamente a mesma coisa mesmo, mas com visuais e demais limitações. Fique bem interessado nas versões principais, mas até arrisco a dizer que, ao menos visualmente, essa versão envelheceu um pouco melhor. No final das contas, estou na dúvida se um dia jogo no Gamecube ou se pulo direto pro 2.

    Ao iniciar a aventura, você pode escolher entre três classes distintas: guerreiro (minha escolha, que já tá ficando cliché), mago ou arqueiro. Nessa tela apenas as cores das roupas dos personagens mudam (sei que na versão de mesa são personagens diferentes).

    Depois, como qualquer coisa relacionada à Dungeons & Dragons e RPG em geral, me deram um bocado de pontos para alocar nas minhas skills. Não tinha certeza do que algumas daquelas habilidades significavam para o meu personagem (Destreza, Constituição, Carisma etc), então investi em força e o que parecia significar vida maior.

    O jogo então te situa na história e logo você estará numa cidade, conversando com uns NPCs e indo para onde eles mandaram, inclusive a primeira masmorra, que começa como um tutorial. Be legal.

    Interagindo com umas pedras, aprendi os básicos: andar, usar o A para atacar, B para interagir, L para defender, Start abre o menu que inclui abas de equipamentos, de alocação de pontos ao ganhar um nível e salvar o jogo. Segure L e use A para consumir poções de cura ou B para consumir poções de mana. R troca o equipamento em uso de espadas e escudos para arco e flecha e, por último, magia, e de volta a espada e escudo.

    Já na masmorra, nada que não seja comum no gênero: andar, matar ratos, ganhar dinheiro e pontos de experiência. Quando um monstro é derrotado, ele pode derrubar dinheiro e itens de cura ou equipamentos. No caso do ouro, basta passar por cima que aquilo será coletado automaticamente. Já no caso dos equipamentos e itens de cura, um comando de pegar com B aparecerá na tela e, ao apertar o botão, um menu com todos os itens ali caídos serão mostrados e você poderá escolher o que pegar, inclusive tudo ou nada.

    Isso é muito importante pois as vezes você já tem itens iguais demais e não quer mais. Além disso, o personagem tem uma capacidade máxima de carga e acaba que você sempre terá que deixar algo do inventário ou do chão pra trás. Mas lembre-se de levar o máximo possível dos itens mais valiosos pois poderá os vender na cidade e comprar coisas possivelmente melhores!

    Com o guerreiro a coisa toda é bem simples. Explore a masmorra, mate ratos, aranhas, zumbis etc. Nos primeiros desafios da campanha você praticamente nem precisa usar seu escudo para defender, coisa quase que obrigatória nas partes finais.

    No final das masmorra você encontrará seu objetivo, seja um monstro para matar, prisioneiros ou um item para coletar, é bem legal.

    De volta a cidade, alguém te pede para ir visitar outra pessoa, o que significa explorar mais, abrir mais rotas e expandir sua liberdade pela cidade, conhecer novos inimigos e ficar mais forte. É legal ver diferentes mapas e o enredo se encaixa bem, tanto para te deixar entretido como para fazer sentido aos lugares que você visitará.

    Mas a regra é simples: voltou à cidade, venda tudo o que for inútil e libere espaço! Recomendaria também economizar nas poções já que seu HP se regenera até bem rápido enquanto você explora os lugares, assim você não tem que se preocupar em pegar mais e encher mais a sua bolsa também.

    Como a jogabilidade é relativamente simples e dá pra saber onde ir só pelas conversas (ou muitas vezes pela lógica), acaba que BGDA é um jogo simples e repetitivo, mas de uma forma legal. Quando você estiver se cansando de um mapa, estará enfrentando o chefão e passando para o próximo ato, em uma nova localidade, com mapas e inimigos ainda mais diferentes, além dos cidadãos. São 3 atos no total e levei quase 7 horas para terminar o jogo.

    Além da jogatina mansa ao estilo do Diablo, a trilha sonora não é muito importante e aparece mais em momentos mais tensos, como próximo aos chefes e afins. Acaba que muitas vezes você só ouve os sons da exploração, como passos, golpes, gritos de ataque ou morte. Sendo assim, é um ótimo jogo também para se jogar ouvindo música se perder quase nada. Cheguei a jogar boa parte da aventura ouvindo bandas que se encaixavam com a temática, tipo Jethro Tull.

    Meus problemas só vieram de verdade perto do fim do jogo, com mapas divididos em várias seções e sem saber exatamente o que fazer, já que ninguém pedia nada e algumas áreas são grandes e difíceis de memorizar.

    Resumindo: Baldur's Gate: Dark Alliance cumpre muito bem com a proposta de trazer um Diablo-like de plataformas grandes para o Gameboy Advance. Da mesma forma que Golden Sun, só me resta lamentar não ter tido a oportunidade de jogá-lo no meu GBA na época. Como port/demake/versão, o jogo deu muito certo! Sério, um jogo muito bacana para quem curte os Diablos antigos e surpreendentemente caprichado para a plataforma e de estúdios que nunca ouvi falar.

    De bom: visuais bacanas, inclusive com animações a 60fps. Vários mapas e boa variedade. História cativante. Equipamentos mudam a sua aparência. Gostoso de jogar e um bom jogo considerando que era portátil naquela época. Sistema de alocação de pontos cria personagens diferentes, mesmo da mesma classe.

    De ruim: trilha sonora muito vaga (talvez seja pelo estilo RPG). Combate com o guerreiro é meio simples e fácil demais. Sem um mapa as vezes é fácil ficar meio perdidão. Seria legal se tivesse multiplayer. Final sem graça (mas a aventura compensou). IA burra e limitada.

    No geral, eu curti o jogo e jogaria uma sequência no GBA, mas infelizmente ela nunca existiu. Recomendo para quem curte o gênero e temática e recomendaria ainda mais na época, já que hoje em dia tem jogos do tipo mais contemporâneos e acessíveis em novas plataformas, mas talvez uma olhada, nem que seja na versão de console de mesa. Fico feliz de BGDA ter sobrevivido ao tempo e ao teste depois de eu ter jogado tantos outros jogos e ter feito jus ao que eu lembrava e à certa nostalgia. Jogo massa!

    Baldur's Gate: Dark Alliance

    Platform: Gameboy Advance
    106 Players
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      noblenexus · about 2 months ago · 2 pontos

      Tem algo estranhamente nostalgico nesses gráficos, mesmo eu nunca tendo um GBA, acho que vou colocar na lista

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      rax · about 2 months ago · 2 pontos

      Estava lendo seus ultimos textos de zeradas.

      Cara eu acho que vou fazer o mesmo também com alguns jogos Esse ano.Tem jogo que até hoje eu não zerei a mais de 15 anos atrás,acredite se quiser (sabeselá se eu vou ter vontade de zera-los depois ou não.)

      Quanto ao Baldurs Gate curti pelas imagens.Qualquer dia eu testo esse game (curto os 2 CRPGS primeiros da franquia,nçao sei se esse muda tanto assim se comparado aos 2 primeiros da franquia.)

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      caramatur · about 2 months ago · 2 pontos

      Eu adoro esse jogo, mas prefiro a versão pra PS2. O BGDA2 também é muito bom. Uma pena que a trilogia não chegou a ter fim com fechamento da Black Isle Studios.

      1 reply
  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-01-04 21:10:49 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Battletoads in Battlemaniacs

    Zerado dia 04/01/21

    Meu deus, essa pendência é ancestral! E quem conhece o jogo deve imaginar o porquê. Mas eu jurei terminar esse jogo um dia, e esse dia chegou. Não vou mentir que dei lá as minhas roubadas (vou citá-las em breve), mas ao menos eu fui o mais honesto possível em balancear a experiência entre original e jogável.

    Eu conheci esse jogo na minha época de (pré) adolescência. Meu primo do RJ tinha um zilhão de jogos originais de SNES em casa e eu passava dias e mais dias jogando coisas diferentes e testando outras. Eu queria ter uma coleção daquelas!

    Como eu curtia jogos do gênero beat'em up, não foi de se estranhar que eu curtisse Battletoads in Battlemaniacs. O visual era bonito, as músicas eram viciantes e dava pra sair dando golpes absurdos em um monte de monstro. O jogo era meio difícil e até injusto, mas eu curtia o desafio e isso me deixava ainda mais viciado!

    Pegando o jeito da coisa, fomos mais longe de pouco em pouco até chegar numa fase de navinha em que você deve desviar de mil e um obstáculos na velocidade da luz. Não dava. O jogo dá Game Over com pouquíssimas mortes e o desafio exigia demais e treinar o estágio era tenso já que a cada Game Over voltávamos pro início da aventura e lá eram coisas demais para memorizar. O jogo ficou de lado.

    Anos depois, eu nunca me esqueci de BiB. Eu e um amigo daqui de Brasília emulávamos jogos cooperativos do tipo no meu PCzão e terminamos títulos como Battletoads & Double Dragon, o que fez a chama de Battlemaniacs ser acesa mais uma vez.

    Jogamos e não fomos longe. Cheguei à conclusão infeliz de que não se tratava das minhas habilidades, mas o jogo que era extremamente difícil! Nessa época nem sabia que existia uma versão de NES e que essa versão de SNES é quase que uma reimaginação ou tentativa de manter o legado de dificuldade que se popularizou no primeiro jogo da série para consoles.

    Voltei em seguida para BiB com a pretensão de terminá-lo sozinho e com a ajuda de savestates. Eu fui UMA fase além. Uma fase, usando savestates. Não dava. As vidas e continues são muito limitados.

    Só se eu salvasse a todo momento e recarrega-se a cada falha, mas aí nem estaria jogando. Fora que num jogo que não há regeneração de HP, quando eu devo dar load? Quando tomo uma porradinha?

    Mais uma vez o jogo ficou de lado e acabei esquecendo. Isso desde 2009 ou 2010.

    Agora que lembrei de sua existência e zerei a bomba do Battletoads (2020), fui atrás do desafio final, o último da série que estava devendo. Fora que ando zerando tanto jogo tenso que devia estar preparado. Dark Souls, Demon's Souls e uns jogos bizarros, quebrados e chatos. Agora vai!

    A primeira coisa que fiz foi buscar por códigos. Tem um que aumentava a quantidade de vidas e continues que é bem legal e pode ajudar bastante caso você esteja jogando no hardware original. Mas não era o bastante, eu acho.

    Pensei então em baixar um save e começar da fase que nunca passei pois já joguei tanto as anteriores que cansei (seria a quarta fase, das serpentes, sendo que o jogo tem um total de 6). Não achei saves mas também comecei a achar a ideia besta. Era melhor ir do início ao fim (mas sério, sei as 3 primeiras fases de cor até hoje de tanto jogar, fora que as joguei com amigos recentemente).

    Nessa busca de saves e tal, acabei lendo um post de um fórum que um cara perguntava se alguém já tinha zerado o jogo e até apareceram umas pessoas falando que sim e um outro cara mencionou que usava códigos via Game Genie/Shark. Será que há algo assim no emulador de SNES?

    E não é que tinha? Pesquisei os códigos, adicionei no menu do emulador e deu mais ou menos certo. Esses códigos são meio limitados ou coisas bizarras tipo começar a aventura com menos vidas. Adicionei um de vidas e continues infinitos.

    Os puristas que me desculpem, mas era isso ou nada.

    Mas nem tudo é um mar de flores. O código de vidas infinitas mesmo funcionou bem no primeiro estágio, que é um beat'em up, mas ele não funcionava para mortes por cair em buracos. Até então, ok, mas os próximos estágios praticamente só te matam assim ou outros meios de morte instantânea (acho que o cheat se aplicava a mortes em que o jogo continua, diferente dessas outras que requerem um "respawn" ou recarregamento da tela).

    Mas o cheat dos continues infinitos estava dando certo, aparentemente. Sinceramente, BiB seria muito melhor se os continues fossem infinitos. Você ainda tem que recomeçar a fase e o nível de dificuldade ainda é gigante! Não tem porque limitá-los assim. Quer dizer, imagina jogos como Castlevania: Rondo of Blood que são tensos já com continues infinitos e requerem muita paciência e treino por tempos até serem terminados. Imagine esse jogo com continues limitados! Ninguém merece...

    O Battletoads ainda disponibiliza apenas 2 continues.

    Enfim, a primeira fase lembra a primeira do jogo de NES.

    A segunda você desce verticalmente mantando monstros e muito lembra a segunda fase do jogo de NES.

    A terceira é uma reimaginação da famosa Turbo Tunnel do NES.

    A quarta é de ficar pulando de cobra em cobra, escalando, pegando o timing e evitando a morte. Cara, nada aqui é realmente original.

    A quinta fase, a mais difícil do jogo, requer que você fuja do seu perseguidor apertando as direções do trajeto assim que os alcançar. Exatamente como naquela fase da motinha do NES!

    A sexta fase é uma corrida contra um castor, ou sei lá, descendo verticalmente e evitando as plataformas para chegar primeiro à bomba e a desarmar!

    Caraca, esse jogo é uma espécie de cópia ou homenagem ao jogo de Nintendo e eu realmente não sei dizer se amo ou odeio isso. Mas o fato é que quase todos os desafios chatos voltaram para encher o saco aqui.

    As duas primeiras fases são ok. Acho que já joguei tanto que não tem problema. Mas elas são mesmo bem mais piedosas.

    A terceira, do Turbo Tunnel, que me impediu de progredir na infância. Requer muita tentativa e erro e memorização para usar os reflexos e comandos rápidos. A maioria desistirá aqui, principalmente com um provável e rápido Game Over.

    A quarta fase, das cobras, é a mais famosa na internet por "eu nunca passei daquela fase". É um estágio tenso e cheio de armadilhas desonestas e requer muita memorização, porém imagino que ninguém tenha saco de morrer e voltar do início, além de ter que sobreviver ao Turbo Tunnel novamente. Tive que usar savestates quando conseguia.

    A quinta fase eu tive que roubar depois de tanto me frustrar. Nessa fase tem um bicho te perseguindo e você está numa "bicicleta". Segure para a esquerda para ir para a esquerda, mas se o trajeto começar a subir, você deve segurar pra cima, ou para baixo se ele continuar para baixo e assim por diante. Se você não apertar o comando no momento certo ou apertar o botão errado, sua bicicleta perde velocidade e o bicho te mata caso te alcance, o que é bem fácil. O pior é que não dá pra ter noção se eu apertei certo ou não, se estou indo bem ou mal, mas chega um momento que a morte parece inevitável. Nem savestate salva.

    Nessa fase eu tive que ativar um comando no emulador para diminuir a velocidade do jogo em uns 50% e conseguir por os comandos no tempo certo, e ainda assim perdi umas vezes, mas ficou muito melhor. Depois disso o jogo fluiu melhor até o final.

    Resumindo: Battletoads in Battlemaniacs é um jogo super difícil. Não existe Dark Souls ou coisas do tipo próximo de jogos antigos assim, que requerem muita paciência e jogar e rejogar para progredir um pouco e treinar a memória muscular. No caso de BiB, adicione muitos fatores injustos e limitações que impedem o seu progresso e a frustração é garantida. É um jogo completamente quebrado.

    De bom: visuais legais. Trilha sonora muito boa. Inclui multiplayer para dois jogadores.

    De ruim: difícil demais e injusto. Muitas fases lotadas de partes com armadilhas de morte instantânea. Vidas e continues muito limitados, sendo que ao menos os continues poderiam ser infinitos, o que deixaria o jogo bem melhor. Não existem opções ingame para facilitar a experiência nem códigos que realmente façam uma diferença (nem o Game Genie foi de muita ajuda). BiB não tem um gênero e cada fase é uma coisa diferente (deveriam ter seguido o estilo da primeira fase, a melhor).

    No geral, prepare o savestate e se você consegue zerar o jogo nu e cru, eu gostaria de ver num stream ou coisa do tipo (de verdade). Acredito ainda que BiB seja tão desafiador quanto a sua versão de NES e já vi gente o terminar sem roubar, então deve existir alguém que faça isso com ele também. Eu sinceramente não recomendo o jogo a ninguém, apesar de ele ter batido na trave de ser uma experiência divertida. Pra mim, não existe motivo para jogá-lo, para se estressar com ele nem para insistir em ir até o final, pois nem o zeramento compensou e como um todo o jogo é bem sem graça. Passe longe.

    Battletoads in Battlemaniacs

    Platform: SNES
    1563 Players
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      gamerroots · about 2 months ago · 2 pontos

      Hahahaahaha
      Cara, eu amo esse jogo. Quando era moleque o máximo que cheguei foi na fase dos trilhos com 1 vida e morri, é claro. Mas já adulto eu consegui treinar com ajuda dos save states e hj eu já consigo zerar do início ao fim sem macetes ou save states(claro que nos dias que não tô inspirado eu morro algumas vezes). Comprei o cartucho original pois sempre quis ter na coleção, e a trilha sonora é fantástica. Fiz um Review bem-humorado nele no meu canal, e vc me deu ideia de stremar numa Live quakquer dia.. Mas ri bastante com sua análise pq conheço bem o jogo hahaha
      Se quiser ver meu vídeo, o link é esse:

      https://youtu.be/KTvNpWfiLrA
      Valeu

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      santz · about 2 months ago · 1 ponto

      Jogar com continue infinito é uma boa, mas na época que eu tentei zerar essa joça, foi no cartucho mesmo. Meu amigo, como penei para entender aquela fase da cobra, deu muito e muito GameOver, mas com a prática, consegui decorar tudo e fui para a próxima fase. Ali, eu perdia tudo. Não sabia o que fazer, como controlar nem nada. O cara me cortava no meio sem eu nem entender a fase. Teve uma vez que eu perdi 1 Continue inteiro só nessa primeira parte da fase, sem sobreviver 5 segundos. Ali eu fiquei puto e nunca mais toquei no jogo.

      1 reply
  • anduzerandu Anderson Alves
    2021-01-04 15:05:33 -0200 Thumb picture

    Registro de finalizações: Crash Team Racing: Nitro-Fueled

    Zerado dia 04/01/21

    Olha aí, meu primeiro jogo terminado em 2021! Tenho outros jogos como prioridade (e até outros planos pro meu tempo), mas a Nintendo resolveu liberar o jogo de graça por um período de 7 dias como teste para assinantes do Nintendo Switch Online e eu tive que aproveitar, assim como fiz com outros, como Dead Cells e Fire Emblem Warriors no passado.

    O fato é que eu estava com vontade de jogar Crash Team Racing: Nitro Fueled há bastante tempo. Amei o remake da trilogia Crash de PS1 e muito me interessei no Spyro, além de que joguei bastante CTR na infância e precisava mesmo de um novo jogo de kart. Meu último deve ter sido o Mario Kart 8 Deluxe lá em 2017!

    O plano inicial era comprar esse remake no meu "falecido" PS4 numa iminente promoção, mas o tempo passou, eu vendi o console, esqueci do jogo etc.

    Pus o jogo pra baixar assim que foi liberado, mas toda a programação de fim de ano e afins me atrasou a jogar de verdade. Toda vez que ligava o Switch e via a relógio de tempo restante para o CTR eu desesperava. Será que 4, 5 dias eram o bastante? O howlongtobeat.com menciona 5 horas, o que me deixou feliz na possibilidade de terminar numa única sentada, mas minha primeira jogatina me deixou assustado novamente.

    Tenha em mente que eu devo ter jogado esse jogo há uns bons 17 ou 18 anos atrás e que ele faz jus à fama de dificuldade! Jogo Mario Kart desde sempre e jogar isso aqui não foi nada fácil! Duvido firmemente que seja uma boa escolha para crianças jogarem.

    Bem, ao abrir o jogo tudo já soa muito familiar. Vi que havia a opção de campanha, corridas avulsas, multiplayer local e online, desafios etc. Dei uma olhada nas opções, pus o jogo completamente em português brasileiro e deixei o resto como estava. Mais tarde voltei pro inglês, mas tanto faz.

    Já na campanha, tudo é exatamente como eu lembrava (nem sei como lembrava). Você tem um Hub para dirigir a vontade e acessar as fases como em Diddy Kong Racing (que joguei muito menos).

    Dirija até as fases disponíveis para correr e então abrir novas pelo mapa. No Hub ainda é possível acessar novamente circuitos já terminados, desafios extras e até o computador de save, agora praticamente inútil já que CTR salva automaticamente o seu progresso (mas bacana que mantiveram).

    Antes de começar o modo aventura, o jogo me perguntou se eu preferia jogar no modo clássico ou no modo Nitro Fueled. Acabei escolhendo o segundo pois imaginei que poderia funcionar melhor hoje em dia. A descrição falava sobre correr sempre com o mesmo carro ou poder trocar personagens e customizar seu kart. Se for só isso, acho que deveria mesmo ter ido de clássico, pois nas corridas os personagens sempre estavam com skins aleatórias e não dava para reconhecer nem aqueles que era mais famosos.

    Por outro lado, principalmente no online, curto muito a ideia de poder se diferenciar e diferentes skins de personagem e dos carros e suas partes seriam bem legais no Maro Kart (que nem no Super Smash Bros.).

    O legal é que tudo é puramente cosmético e dá pra sair usando e abusando das coisas que você desbloquear.

    E falando em desbloqueáveis, além do bocado que abri apenas avançando no modo aventura, há ainda uma loja dessas que todo jogo hoje em dia tem, tipo Fortnite. Vários personagens aparentemente são exclusivos dessa loja, como o Spyro e você pode comprar as cosias com dinheiro conseguido jogando mesmo.

    Já para os mais impaciente, há a possibilidade de investir dinheiro de verdade e comprar tudo o que quiser comprando pacotes de moedas. O ruim é que paciência acaba sendo necessária de qualquer forma visto que os itens da loja mudam uma vez por dia ou algo do tipo (todo dia você pode pedir para trocar até duas vezes os cosméticos disponíveis para outros aleatoriamente).

    Após terminar a campanha e juntar o dinheiro ganho vencendo ou perdendo, eu consegui comprar 4 personagens (nem conhecia nenhum deles).

    De volta às corridas, CTR é como jogar Mario Kart 8 Deluxe na 200cc, ou algo assim. É tudo muito rápido e uma bagunça de itens. 

    Eu tive muitas dificuldades para se acostumar com as mecânicas do jogo já que são bem diferentes do jogo do Mario. Um exemplo disso são os próprios itens: se você cair numa caixa de TNT, deve ficar pulando como louco para se livrar dela antes que exploda! A maioria dos itens acerta os personagens e explode, mas os joga para a frente quicando e logo em seguida eles já volta 100% à ativa, o que quer dizer que mesmo tomando ataque, o oponente continuava na minha frente e os atacar perto da linha chegada não compensa nada, pois eles ganharão quicando.

    Sua posição na corrida e os itens conseguidos são muitas vezes muito aleatórios, como estar nas últimas colocações conseguindo poções (equivalentes às bananas de Mario Kart) ou bombas (equivalente aos cascos verdes, mas explodem em contato com paredes e nem sequer vão em linha reta direito).

    Porém a mecânica de maior peso do jogo é o drift. Mais uma vez, sou um mestre no drift dos Mario Karts, mas o de CTR é completamente diferente, incluindo o tempo para usá-los (mais dentro da curva) e a movimentação, que é mais "dura".

    Basicamente o que eu estava fazendo era jogando como  MK8D e batendo nas paredes e caindo em buracos e tive que bater muita cabeça para re-aprender o drift. Fora isso, não basta apenas aprender a fazer as curvas certinho com o drift, mas usá-lo para ganhar até 3 boosts apertando o outro botão de pulo nos momentos certos (L e R são botões de pulo, você inicia o drift com um deles, mantém o botão pressionado e usa o outro para fazer os boosts).

    Na configuração padrão a jogabilidade era mais no estilo antigo mesmo, usando o B (equivalente ao X do Playstation) para acelerar e o A para usar itens. Outros botões trocam o layout entre novo e antigo, distância da câmera e afins.

    Após aprender a se acostumar com as mecânicas, você terá a teoria básica e o teste final está em vencer as partidas: ou você termina na primeira posição ou você perdeu.

    CTR é completamente cruel e impiedoso, como se estivesse jogando online o tempo inteiro contra pessoas que já conhecessem o jogo. Deixar de fazer uma curva com o drift e turbos quase sempre significa em perder no mínimo uma posição. Tomar uma porrada de um item muitas vezes te trás da primeira ou segunda posição para oitava, a última.

    Você deve aprender todos os circuitos, pegar os timings, decorar atalhos e a posição de boost pads, pegar itens antes que seus rivais peguem e te deixem sem e manter o personagem fazendo turbo sem parar e a partir do momento que você estiver correndo normal, sem turbo e sem o controle tremer, vai saber que está fazendo algo errado

    Prepare a paciência para perder perto do final sem motivo nenhum, para oponentes que parecem só mirar em você, para conseguir itens inúteis ou na hora errada, hitboxes estranhos, inclusive considerando que você caiu no buraco quando pousou obviamente em cima de um bloco de concreto. Vencer cada corrida era uma festa e enfrentar o chefe de cada mundo, ao seu final, não chegava nem a um terço da dificuldade de uma corrida normal.

    Resumindo: Crash Team Racing: Nitro-Fueled é muito legal, como uma viagem ao passado e que eu bizarramente me lembrava ainda de 90% do jogo e suas pistas. Por outro lado, não sei se o jogo envelheceu tão bem assim, sendo um título para se pesquisar antes de comprar, inclusive para aqueles que como eu não o jogavam a muitos anos. Gosta de Mario Kart? Isso não quer dizer que vai curtir CTR! Já apara aqueles que o jogaram ou ainda o jogam e o tem fresco na mente e tem noção do alto nível de dificuldade e de como pode ser frustrante e exigente, é um prato cheio. Um remake de primeira, assim como a trilogia foi.

    De bom: é um jogo diferente e mais "adulto" que Mario Kart 8, que exige muito mais habilidade do que sorte diante ao caos. Remake que respeita o original e adiciona elementos sem mexer na fórmula original. Modo aventura com bastante cosia para fazer mesmo após zerar. Inclui multiplayer local para até 4 pessoas simultaneamente. O jogo é bonito, sobretudo no modo "docked" do Switch.

    De ruim: dificuldade absurda as vezes vai te fazer rejogar a mesma pista diversas vezes. Não poder nem chegar em segundo lugar é tenso demais. Os controles são meio diferentes (tipo para dar ré, que é segurar o analógico esquerdo para baixo). Jogabilidade ao estilo antiga, um pouco complicada de voltar a se acostumar. Muitas vezes o jogo parece muito injusto. Não sei se é uma boa alternativa para a molecada no modo aventura ou online. Não encontrei partidas online, por algum motivo, mesmo durante a fase de teste que deveria ter um bocado de gente. Muitos personagens são desinteressantes, como inimigos genéricos da trilogia.

    No geral, CTR é legal como sempre foi, mas não acredito que vá agradar a todo e qualquer jogador. Eu mesmo curti a experiência, mas não me vejo o comprando. Para quem não tem acesso à Mario Kart 8 Deluxe, é uma boa alternativa, mas definitivamente não preenche seu espaço. Curti!

    Crash Team Racing: Nitro-Fueled

    Platform: Nintendo Switch
    29 Players
    5 Check-ins

    29
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      srnicko012 · about 2 months ago · 3 pontos

      Esse jogo tem uma serie de complexidades e mecânicas pra ser estudada, na primeira jogada e um inferno de dificil mas quando se "pega a manha" se torma algo absurdamente fácil contra a I.A independendete da dificuldade, tornando ate mesmo a utilização de itens quase nula

      Gostei da sua análise, mas muitos fatores são de quem busca algo mais casual do que um desafio, a respeito dos itens eles funcionam da mesma forma que o mariokart em maiores posiçoes voce recebe algo fútil e ao decair algo mais "pesado" como o globo de energia ou o relógio na ultima posição, e as frutinhas tornam esses itens cada vez melhores um exemplo e o globo de energia, se voce tiver menos de 10 wumpas ele acertara somente um oponente mas se tiver as 10 acertara todos, resumindo e algo aleatorio mas de certa forma previsível depois que voce entender, e a utilização de cada item e algo que realmente precisa ser estrategico, um exemplo e voce ter um missel e jogar so porque o oponente esta na sua frente isso e bem errado, o melhor momento seria ao ver que ele vai subir uma rampa ou quando ele acaba de pegar um turbopad, os itens como TNT e poçoes tambem sao os maiores salva vidas que voce pode ter e é sempre bom guardar pra usar na hora certa

      Enfim nossa poderia ficar discutindo diversas coisas sobre esse jogo mas aí eu estaria sendo insuportavelmente chato kkkkk

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      andrexdl23 · about 2 months ago · 2 pontos

      Excelente análise!! Esse jogo é extremamente punitivo mesmo, mas algo que aprendi é que cada pista requer uma configuração de carro diferente. Tinha pistas que eu insistia em jogar com tal configuração, mas ai foi só alterar que passei de primeira kkkkkk

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      andre_hirosaki · about 2 months ago · 1 ponto

      Só por curiosidade, vc lembra qual dificuldade começou a aventura? Além do tipo de kart, jogar nas dificuldades mais altas têm uma diferença significativa

      3 replies
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