anduzerandu

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  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-08-12 18:05:39 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Mario Tennis Aces

    Zerado dia 12/08/19

    Cara, eu curto muito Mario Tennis. Via nas revistas as versões de N64/Gamecube quando era criança e pirava (como em qualquer coisa de Mario), mas só fui jogar mesmo no GBA. E, Jesus, como eu amo aquele jogo e seu modo história. Nunca cheguei a conectar cabos game link, mas também nunca senti falta. Era massa demais!

    Mais tarde, joguei a versão de Wii na casa de um amigo depois de anos dedicados apenas ao portátil e achei super bacana a jogabilidade usando a movimentação dos controles e tal. Época boa. Eu voltei a jogar a série no 3DS e Wii U mas ambos focavam muito no multi local, sem campanha e todo o lado RPG charmoso que eu tanto gostava (fora outros defeitos) e acabei que ainda nem fui jogar e fechar outros títulos da série.

    Já agora no Nintendo Switch, estou sempre de olho em multiplayers local pras festinhas ou encontros com a galera que leva os seus videogames e toda a proposta de trazer a qualidade de séries que ficaram esquisitas de volta sempre chama a atenção. Tenho curtido basicamente tudo no console e Mario Tennis Aces não foi exceção. Infelizmente, com os preços altos e o meu pé atrás, eu acabo esperando os amigos comprarem para experimentar e procurando defeitos e motivos para não gastar meu suado dinheiro. A verdade é que "comprar jogos pros outros" vem sendo cada vez mais desnecessário e eu venho investido mesmo nos single players.

    Mas eu queria jogar MTA! Campanha e tal! Alguém me emprestaaaa!

    Recentemente a Nintendo resolveu disponibilizar jogos completos para serem jogados dentro de um prazo. Quem diria, hein? O tal do Trial trouxe Captain Toad: Treasure Tracker pro Japão e esse Aces pra gente aqui. Pense na felicidade! Uma semana é mas do que o bastante pra fechar o jogo e ainda veio numa época legal de festividades na escola onde trabalho e a molecada se amarrou na jogatina. A disputa foi feroz! Ainda tentei por um Mario Kart 8 ou outras coisas mas MTA reinou soberano. Tanta vontade de jogar e se divertir me fez querer ter o jogo e curtir com os amigos mas, mais uma vez, ele ficaria encostado pra ser jogado uma vez a cada 1 ou 2 meses.

    De volta ao jogo, ao abri-lo pela primeira vez é executada uma cinemática contando a estória do modo aventura. Meio bizarro visto que eu só queria ver o multiplayer no início e nem toquei na campanha. O pior é que não há como pular essa cena.

    O modo aventura conta que Wario e Waluigi foram atrás de uma raquete de tênis mágica em umas ruínas para que pudessem ganhar o poder de vencer qualquer partida. Lá, eles acabam acordando um mal maior que invade a ilha onde todos estão e sequestra o pobre do Luigi. Mario então resolve ir atrás de seu irmão.

    A partir daí você tem um mapa para se mover e fazer as fazes disponíveis na ordem que desejar. O primeiro mundo, de cinco, é basicamente apenas tutorial e partidas contra IA estúpida. Mas tá valendo demais!

    Mario Tennis Aces continua com uma vasta lista de comandos disponíveis, algo que considero como um ponto negativo nos últimos jogos da série:

    -Analógico ou d-pad movem o personagem;

    -ABXY dão diferentes tipos de raquetadas, como forte, fraca, curvada;

    -X + pra cima faz a bola ir sobre os oponentes pra parte detrás da quadra deles. Já X + pra baixo tá uma raquetada fraquinha que deixa a bola próxima da rede.

    Até aqui o jogo é tudo ok. Você tem que saber se posicionar e usar o ataque certo na situação certa. Dependendo da quadra, como uma que tem um mastro de navio no meio, a dor de cabeça é maior e as variedade numa partida já são bem grandes.

    Infelizmente o jogo insiste em manter o legado de comandos mais roubados afim de deixar o jogo mais "louco" e "party game", mas acaba ficando desnecessariamente mais complexo e irritante quando jogamos contra jogadores experientes.

    Aí que entra a barrinha de energia ou de mana ou sei lá de quê.

    Conforme jogamos, as vezes aparecem marcações de estrela no chão do lado de um jogador ou outro. Se você ficar dentro desse espaço e bater na bola, seu golpe será bem mais forte e rápido. Porém, se a sua barra estiver ao menos 1/3 cheia (amarela), você poderá executar um golpe especial ao apertar R em que você mira em algum ponto da quadra do oponente e executada um ataque super forte e rápido.

    Para defender de um ataque desses, o jogador adversário deve não apenas acertar a bola em alta velocidade, mas acerta-la no último segundo para que ela retorne tranquilamente e ainda encha um pouco da sua barrinha. Caso demore para acertá-la, ela vai passar direto e o adversário marcará um ponto. E se acertá-la muito cedo, sua raquete perderá um dos seus "pontos de vida" e ao perder o último, se quebrará. Raquetes quebradas no modo campanha fazem com que o adversário marque ponto e você troque pra próxima equipada. Quebre a última e você estará desclassificado.

    Para ajudar a remediar, você pode segurar o botão R para deixar o tempo lento enquanto sua barrinha se acaba. Isso é bom para defender corretamente ataques especiais e até mesmo ajudar a alcançar bolar distantes ou que você sem querer deixou passar por cima e está quase fora da quadra.

    Administrar a barrinha é uma preocupação a mais, e das mais importantes.

    Acha que acabou? Com a barrinha cheia o personagem poderá usar um ataque especial de qualquer lugar da quadra ao apertar o botão L. Esse ataque tem uma cutscene bacana e gera um ataque bem forte, mas que também pode ser defendido, da mesma forma que qualquer outro especial,

    Pra finalizar, se você mover o analógico direito para qualquer lado, o personagem executa um pulo naquela direção para salvar bolas distantes. Você também pode executar essa ação apertando X duas vezes e movendo para um lado. Eu odeio essa ação (e na verdade qualquer farofada dessa) pois eu sempre me acostumei a jogar apertando duas vezes para carregar meus ataques e acabei pulando pra longe da bola muitas vezes, inclusive as vezes por esbarrar no analógico.

    Na época da Demo Online desse jogo cada partida era muito suada e o oponente sempre conseguia salvar a bola com algum macete desses.

    Depois de vencer o primeiro chefe e mover pro segundo mundo, o jogo começa cada vez mais a ficar difícil e a por todos esses comandos à prova.

    Eu estava meio entediado com as conversas por balões enquanto os personagens se olham, fazem animações simples e soltam um "yeah!", "Oh noo!" ou "let's go!" aqui e ali, mas até cheguei a ler quase tudo e continuei forte pelo trial ser por pouco tempo e os mundos serem bem curtinhos (tipo 5 estágios e um ou outro nem é obrigatório).

    Ganhei níveis, stats maiores, raquetes melhores e fui pegando o jeito. Algumas fases são partidas comuns, outras são puzzles ou desafios de mira e afins. Até que é legal.

    No começo do terceiro mundo é que a coisa começou a ficar tensa. Uma partida comum contra um Blooper e, meu deus, era pra estar tão difícil assim? Eu entendi o jogo e tal mas o cara tava me humilhando! E pra fechar, o mastro do navio no meio da quadra ou fazia com que a minha bola desviasse de onde eu marcaria um ponto ou desviava de onde eu achava que viria e ia pro lado oposto da quadra (tipo, ao invés de vir em linha reta, ela batia no mastro no meio e desviava, fazendo um ângulo de 90º).

    Depois de matar mais uns chefes e fazer uns desafios razoavelmente complexo e me recusar a voltar em estágio e ganhar mais níveis, cheguei no último mundo e sofri mais na primeira fase, contra o Boom Boom, do que contra qualquer outro (convenhamos que foi a única partida de tênis de verdade daquele mundo). Ele não deixa as bolas passarem de jeito nenhum, é bem tenso e pra ferrar mais ainda, do meu lado da quadra tem um monte de mechatroopas andando e se explodindo, fazendo com que eu escorregue e fique um segundinho sem poder fazer nada.

    Havia a possibilidade de bater com a raquete e jogá-los pro lado oposto, mas a bola tinha que vir pra um lugar que tivesse um deles e depois os Boom Boom tinha que estar no mesmo lugar que ele explodisse para escorregar e ficar um segundo indisponível, o que raramente aconteceu.

    Achei muitas ideias boa mas um pouco mal executadas e sem sentido, apenas irritantes. Ainda assim, a campanha foi legal e me diverti um bocado nas 3 ou 4 horas que joguei a campanha

    MTA conta com uma boa variedade de modos, além da campanha. Há a possibilidade de jogar as Free Matches contra amigos ou bots, jogar single ou duos, alterar regras e tirar mecânicas desnecessárias e assim por diante.

    Particularmente eu gostei bastante do modo Swing. Nele, você joga com apenas um joycon, segurando-o como a uma raquete. Use o analógico pra se mover e o movimento dos controles para atacar. Pra quem gosta de imersão e simplicidade ou da época do Wii, vai gostar muito desse modo, que felizmente pode ser jogado de 1 até 4 jogadores.

    Pra quem gosta de competição, há um modo online bacana no estilo torneio. Infelizmente eu já vi inúmeras pessoas reclamando que na época isso dava certo, mas hoje você raramente encontra adversários, então eu não apostaria em seu online. Bizarramente, Mario Kark 8 Deluxe não tem esse problema.

    Mas pra ser sincero, MTA é mais um multiplayer mesmo, e daqueles de sofá. Se você tem amigos que jogar regularmente com você, é sim uma boa pedida. Eu não pagaria caro para jogar raramente ou muito menos para jogar sozinho.

    Resumindo: Mario Tennis Aces é um bom jogo, bem superior ao que foram as suas versões de Nintendo 3DS e Wii U. Com o advento da portabilidade e da facilidade de jogar nem que seja no Swing Mode, o jogo é sim uma boa proposta para grupos de amigos que curtam um jogo competitivo local.

    De bom: muito bonito (amei uma quadra da floresta e seu gramado). Modo campanha bacana também, embora não seja seu foco. Muitos modos de jogo, incluindo o que se usa movimentos do joycon. Muito divertido e simples de entender com várias pessoas jogando. Cutscenes e um mapa legal na aventura, assim como muitos dos desafios e extras.

    De ruim: mecânicas meio irritantes. Muitos comandos e uma profundidade meio desnecessária principalmente pra quem jogar mais casual ou rapidinho ali numa festa. Online morto. Não há a opção dos jogadores como quiserem: botões ou movimento numa partida, ou seja, ou todos jogam de uma forma ou de outra. Alguns desafios mais difíceis do que o necessário. Trilha sonora meio repetitiva (na campanha). Aparentemente não é possível jogar o Swing Mode no modo tabletop com 2 ou mais pessoas (mas esse jogo dá mais certo na TV de qualquer forma).

    No geral, curti a experiência e vou até cogitar trocar algum dos jogos que terminei nele pra jogar de vez em nunca quando a galera animar. Graças a deus rolou esse trial e já estou rezando pra quem venham mais todos os meses (tô de olho em você, Star Allies)! Jogue sim Aces, mas só tendo companhia!

    Mario Tennis Aces

    Platform: Nintendo Switch
    102 Players
    14 Check-ins

    25
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      kleber7777 · 8 days ago · 3 pontos

      Nunca conheci um único jogo de tênis ruim. Tá aí um esporte bacana que não experimento mais a um bom tempo.
      Quando tiver um Switch, será compra certa!

      1 reply
    • Micro picture
      sandrotoon · 8 days ago · 2 pontos

      Além daqueles que você disse eu sofri muito no kamek que era um rally de 400 pontos com aquele mastro no meio do barco... teve uma que eu perdi faltando 2 pontos pros 400
      Jogaço, vale muito a pena. Achei que eu ia finalizar e deixar quieto mas fiquei com vontade de comprar o jogo

      1 reply
  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-07-25 17:25:53 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Grim Dawn

    Zerado dia 25/07/19

    Há uns dois anos atrás, eu e meus amigos estavam todos com PCs decentes e resolvemos ir atrás de coisas pra jogar sempre que pudéssemos em Lan ou Online. Foi aí que eu lembrei porque não sou muito fã de jogar em PC: além de não curtir muito jogar com mouse e teclado e a falta de mobilidade usando esses equipamentos, tem jogo que roda no computador de todo mundo, tem jogo que não roda por conta da especificações mínimas, tem jogo que não roda e só deus sabe o porquê.

    O mais tenso era se juntar nos fins de semana a noite só pra ver uma galera gastando HORAS em busca da solução de diversos problemas aleatórios, como uma única pessoa não conseguir achar a sala do jogo online e no final da contas, se conseguíssemos, acabava que o jogo nem era lá essas coisas e logo largávamos de mão.

    Foi nessa época que comecei a me interessar muito por Battle Royales e eu era um dos dois amigos que tinha um PC que não era bom o bastante pra rodar um PUBG ou similares. Resolvi ir atrás de jogos parecidos com outros que amava, e foi assim que tentamos Borderlands 2, Payday, Rules of Survival e Path of Exile. Nenhum deles foi pra frente.

    Nos fóruns da Steam descobri a existência de um jogo chamado Grim Dawn, que aparentemente é um clone de Diablo super adorado na plataforma. Sério, o que eu vi de pessoas dizendo que esse jogo era incrível, não era brincadeira. "Grim Dawn é o que Diablo III deveria ter sido" era o tipo de comentário que eu via em todo lugar. A galera me conquistou e eu o adicionei à lista de desejos da Steam.

    O dito cujo então entrou um dia em promoção (uns R$13) e eu recomendei à todos. A galera se animou muito e parecia que ia. Bom, infelizmente não conseguimos mais encontrar horários para jogar e Grim Dawn (GD) ficou apenas na promessa, todas as vezes. Depois um dos amigos, com computador melhor, não conseguiu fazê-lo rodar. Outro, com um PC pior, nem conseguiu abrir o jogo. E eu queria muito a experiência, mas nem animei muito de depender e jogar sozinho com o quarto colega, então comecei na minha mesmo um dia.

    Na primeira hora, lembro que sofri com o jogo. Não estava rodando bem e eu não estava entendendo muito como funcionavam as mecânicas básicas do jogo. Parecia muito texto e muito botão e coisa dentro de coisa pra administrar e usar e fazer. Eu nem sabia mais pra onde ir! Deixei de lado e talvez até ter um computador melhor.

    Eis que GD estava aqui me incomodando na lista de pendência e resolvi dar mais uma chance à ele, até porque estou há umas três semanas sem fazer nada no serviço e dá pra jogar de boas no notebook nem ninguém achar que sou um vagabundo (apesar que todos sabemos que ninguém tem nada pra fazer aqui).

    Abri o jogo, pus tudo no mínimo. Ainda agarrando aqui e ali. Desmarquei umas caixas opcionais e marquei outras. Não vi diferença. Desmarquei todas e olha só! Não é que ficou bem legal? Quer dizer, ainda agarra um pouco de vez em quando, mas ficou super jogável! Malditas placas onboard!

    Nem recomecei a aventura pois não tinha feita quase nada, mas fui tentando usar a lógica. Missão: investigue o desaparecimento de fulana em tal lugar. Abri o mapa e tinha esse lugar ao nordeste, mas como chegar lá? Saí da cidade e cheguei em outro lugar e depois no lugar de destino. Fiz a missão numa boa, voltei pro acampamento e entreguei a quest.

    Cara, que jogo simples haha!

    GD é definitivamente um Diablo, e de certas formas, até mais bem feito. Você tem quests e subquests e fica tudo na tela e você pode abrir um menu adicional delas para pegar mais detalhes, como o lugar de destino ou mesmo pistas de como encontrar algo que não estiver no mapa.

    Eu criei uma espécie de necromante guerreiro. Isso porque o jogo te dá a possibilidade de mesclar duas classes depois de alguns níveis, e isso é bem legal. Quando você upa, você ganha 3 pontos para alocar nas várias habilidades que tem na skill tree, que no meu caso foi mais focado em melhorar um corvo e um cachorro diabólico que ganharam melhores atributos e skill que eles usavam quando queriam, incluindo até me curar; e 1 ponto para distribuir entre 3 atributos do seu personagem. É tudo simples e muito efetivo e nesse quesito, achei mais interessante que o próprio Diablo II!

    Há ainda uma terceira tela de alocação de habilidades, que são as constelações, meio que como em Skyrim. Esses pontos de alocação só são conquistados quando você encontra e libera santuários pelos mapa, o que é meio raro de acontecer. Libere um deles, ganhe um ponto e aloque num dos pontos das muitas constelações. Aparentemente elas gerarão pontos extras para as suas skills.

    A parte mais legal é a jogabilidade, que eu consegui manter com apena suma mão o jogo quase todo. Para combater mesmo, basta clicar e segurar em um inimigo e se vierem mais, basta arrastar pro próximo, ou seja, nem precisa ficar clicando. Associei ao botão direito uma habilidade de ataque e os botões 3 e 6 do teclado sumonavam meus bichos. Mas como eles praticamente não morriam, eu só tinha que fazer isso quando abria o jogo.

    O jogo ainda faz o óbvio com coleta: itens que não tem motivo pra você pegar, como poções e dinheiro, são pegos automaticamente só de passar perto. Já todo o loot que os inimigos derrubam já ficam com o nome na tela, então você sabe exatamente o que tem sem ter que apertar nada, inclusive sua raridade. Ao passar o cursor por cima, já inclusive aparece um comparativo com o que você já estiver equipado sem nem ter que o colocar em seu inventário!

    GD é dividido em 4 atos (mais um da expansão), mas o mapa se mantém o mesmo, ou seja, você pode ir e vir de um lugar já visitado como quiser, embora eu não veja muito motivo pra fazer isso senão sidequests não terminadas.

    Cada ato termina num chefão e meio que segue a mesma lógica de todos os jogos desse estilo, mas ele não avisa "COMEÇANDO ATO 3 AGORA". Fica tudo subentendido e isso é muito bacana.

    No começo da aventura eu achei que demoraria um século para explorar tudo o que estava no mapa, mas depois achei que estava era rápido demais. Meu log da Steam diz que eu joguei 16 horas, mas a sensação foi de 5.

    O jogo facilita bastante ainda a sua vida marcando no mapa pontos de interesse. Então se você tem que coletar algo em uma missão ou matar monstros específicos, basta que eles apareçam próximo a sua localização, mesmo fora do minimapa, que o jogo já mostra que tem algo de importante nas proximidades.

    Os NPCs nas cidades são bem diretos ao ponto também. Você vende tudo o que não necessita com um click. Compra com outro. Pode retirar pedras alocadas em equipamentos para por em outros etc.

    Seu inventário logo aumenta também e logo a necessidade de voltar à cidade para negociar deixa de ser um problema.

    Não existem "pergaminhos de portal da cidade" como em Diablo, mas você tem uma habilidade que basta apertar L e logo um portal se abrirá. Inclusive, fique a vontade para entrar e sair dele o quanto quiser!

    Pois é, o jogo te trata muito bem e rapidamente você estará muito forte e a experiência talvez fique até fácil demais, mesmo com uma build meio aleatória como a minha. Cheguei a ter que usar a segunda mão pra poções mais pra frente e a morrer sobretudo no último chefe, mas no geral o jogo foi bem tranquilo no modo Normal (liberei o Expert ao zerar) e me pergunto como seria num multiplayer (algo que até esqueci que existia durante a minha experiência. Talvez o nível dos monstros suba? Talvez jogar num nível mais alto ajude também (infelizmente o personagem tem que fechar a campanha para acessar níveis maiores).

    Resumindo: Grim Dawn foi uma experiência que começou bem, ficou ruim e ficou excelente quando excelente quando eu comecei a jogar de verdade e entender o jogo, que na verdade é muito simples e que simplifica tudo pra você. Se você é fã de jogos como Diablo e tem um PC ao menos ok (o meu é bem ruinzinho), eu recomendo demais o jogo. Mais que Diablo III, mais que Path of Exile (que eu achei bem meh) e mais que qualquer outra cosia atualmente.

    De bom: muitas classes e subclasses pra criar um personagem único. Sistema de level up e skills simplificado. Inúmeras possibilidades de equipamento e melhorias. Jogabilidade simples e fluída. Ambientação nota 10. Trilha sonora ajuda bastante na imersão. Aparentemente existem mods pra ajudar inclusive no visual, deixando o jogo mais bonito e atual. Um jogo divertido ao ponto de me deixar feliz de vir pro trabalho e continuar a aventura. Adorei um sistema de interação com o cenário que pode abrir atalhos ou mesmo localidades opcionais se você tiver coletado e guardado coisas como dinamite e ferro para explodir uma parede ou reconstruir uma ponte, por exemplo.

    De ruim: achei que poderia ser mais difícil. Sem zeramento no final e os créditos ficam apenas na tela inicial. As DLCs são só são pagas como são mais caras que o preço que paguei no jogo (R$35 o último ato). Senti falta de uma cutscenes e voice acting pra contar melhor a estória.

    No geral, gostei muito da experiência e até queria jogar as DLCs e jogaria novamente com amigos. Um baita jogão!

    Grim Dawn

    Platform: PC
    63 Players
    28 Check-ins

    25
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      roberto_monteiro · 27 days ago · 2 pontos

      Ele é uma máaaaquina, não para de terminar jogos!

      1 reply
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      game_zone · 23 days ago · 2 pontos

      quiser jogar demoro, joguei muito esse titulo, so nao comprei as exp na steam !!

  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-07-25 17:24:33 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Super Mario Maker 2

    Zerado dia 24/07/19

    Ah, como foram bons os tempos de Super Mario Maker no Wii U. Definitivamente um dos jogos que mais joguei na plataforma, sozinho ou passando o controle. Apesar disso, eu tinha tanta coisa pra jogar (e ainda tenho) que acabei deixando-o um pouco de lado e jogando apenas casualmente.

    Eras depois, SMM ganhou versão pro 3DS e foram anos questionando se haveria uma continuação ou port, até que a Nintendo oficialmente trouxe SMM2 à existência. Que felicidade!

    Fiquei muito interessado nas possibilidades que isso traria com a portabilidade do Switch, mas com o tempo meu hype foi caindo um pouco, acho que pelo fato de que muitos jogos da própria Nintendo vem tendo essa cara de "Deluxe" ou port, mesmo enumerado como 2. Agora, não me entenda mal, não tem como reclamar desses jogos, mas pra quem já viveu a experiência na geração passada, não tem lá muita novidade.

    Mas SMM2 vale a pena? Fiquei com o pé atrás e aproveitei a poeira baixar enquanto não tinha dinheiro para comprá-lo pra ver até onde eu ainda o queria.

    Um amigo estava no mega hype e comprou digital na pré-venda e marcamos de jogar no primeiro fim de semana com a galera. Foi aí que eu fiquei dividido mesmo. Tudo é muito bonito e bem feito, mas a jogatina multiplayer de sofá, novo atrativo para Mario Maker 2 para mim, é bem chata. Beeem chata.

    Pra quem já jogou outros jogos da série, como New Super Mario Bros. Wii ou U, sabe que os jogadores mais que se atrapalham do que se divertem e a tela limita muito a movimentação se os jogadores se separarem. Ainda assim, esse jogos foram PENSADOS no multiplayer e chega até a ser meio esquisito jogando sozinho, enquanto aqui parecia que a gente tava jogando fases clássicas da série modificadas para rodar 4 jogadores.

    Depois de um tempo jogando essas fases, dei a minha opinião (acho que meus amigos me acham meio chato por dizer essas verdades nas jogatinas) e recomendei jogar as fases single player online e passando o controle. Daí não sei se foi mais bizarro todo mundo concordar ou o fato de que nos divertimos muito mais assim!

    Bom, saí de lá tirando um multiplayer de potencial da minha lista e desanimado com o que as novidades poderiam trazer mas não trouxeram.

    Com o passar dos dias, alguns youtubers que sigo começaram a jogar SMM2, como o canal Vinesauce, e isso me me trouxe tanto entretenimento e diversão, de uma forma que nem a propaganda da Nintendo nem a primeira jogatina dele me trouxeram, que eu fiquei louco para ter o jogo! Sério, eu fiquei viciado em Mario Maker 2.

    Quando finalmente pude, até comprei físico só pra garantir.

    Mesmo com o jogo em mãos, tive que priorizar outras coisas, como o Yoshi's Crafted World, mas agora jogando de verdade, meu foco foi primeiro na campanha. Pois é, SMM2 tem um modo campanha, com uma historinha boba e 120 fases criadas pela Nintendo!

    O enredo envolve o castelo da Peach sendo destruído e você tendo que fazer trabalhos para levantar uma grana e reconstruí-lo. Esses trabalhos são fases em uma lista e cada uma delas tem uma certa narrativa em sua descrição e basicamente foca em diferentes mecânicas do jogo, quase como um tutorial, mas que não dá a sensação de ser isso. Mas, na real, são fases bem legais, e algumas bem difíceis.

    E como você precisa de dinheiro para reconstruir o castelo, você vai ter o prazer de pegar cada moeda que achar e ir atrás das mais difíceis, como era na infância pra mim (cada fase tem também um pagamento fixo se você a terminar).

    Não vou mentir que o mapa dos jogos do Mario e a sensação de progressão faz um pouco de falta, mas também é bem legal ver o castelo e outras cosias no hub serem construídas e ver a sua porcentagem subindo. Logo, o cenário vazio e sem graça vai dar lugar à muitas coisas, como estátuas, personagens, background e muitos detalhes.

    Tendo completado o castelo 100% (não precisa ter feito mais nada, nem mesmo todas as fases, já que com cerca de metade dos estágios você já o completou), o jogo abre uma missão que age como a final. Termine-a e você verá um zeramento e créditos.

    Pessoalmente eu fui atrás de tudo pois estava legal, e isso inclui o castelo 100%, terminas as 120 fases (que também trará todos os NPCs pro hub) e investir no monumento do Mario, o que vai exigir cerca de 10.000 moedas. No final vai estar tudo bonitinho e você também terá desbloqueado umas coisas por todo o trabalho, como roupas especiais pro seu Mii (que é o seu perfil no jogo).

    Num grupo popular do Facebook, já vi muita gente com o pé atrás com jogo também e pelos preços da Nintendo fica complicado sair sugerindo as coisas.

    SMM2 é sensacional. A campanha é legal, criar fases tem dá mil opções (basta jogar uma horinha online pra você ver como a galera é super criativa), há a possibilidade de jogar multi local ou competitivamente online e por aí vai. Mas pra mim o jogo brilha mesmo jogando sozinho as fases que as pessoas disponibilizam, seja aleatoriamente pelas tags de mais populares ou pelos temos favoritos (Mario World ou 3 ou 1 etc), seja no modo Endless, onde você tem um determinado número de vidas e deve ir o mais longe possível no nível de dificuldade escolhido.

    Esse último pra mim é a cereja no bolo. Quanto mais estágios você concluir, mas você sobe num rank e se pá, você pode se tornar o número 1 do mundo! Há também rank no multi versus online e muitas medalhas, que servem meio que como conquistas do jogo, além de várias coisinhas para desbloquear.

    Em resumo, o jogo super compensa, seja hardcore ou casual, maaaaaas, se você vive em um lugar sem internet ou se conecta uma vez em nunca online, acho que a essência do jogo se perde muito e definitivamente a campanha não basta. O que você pode fazer é sair baixando um monte de fases (o que é rápido) quando tiver acesso a internet e apesar das coisas não serem 100%, talvez valha o preço. Já pros donos do console desbloqueado, eu nem perderia meu tempo.

    Resumindo: Super Mario Maker 2 é um jogo bacana, apesar de não ser lá muito inovador. O novos modos e possibilidades multiplicaram o fator replay de uma forma muito bacana, e sempre há um motivo para continuar jogando, mesmo o Endless Mode que você teoricamente pode jogar por muitas horas numa única run, é possível salvar e continuar depois.

    De bom: o jogo é lindo, em todos os seus estilos. Mecânicas excelentes do jogo anterior agora são muito mais legais com as novas (e são muitas). Modo campanha pra quem gosta, assim como eu, de ver um jogo sendo zerado. A comunidade vez fazendo um trabalho exímio de level design e é muito legal ver as interações por comentários, likes e tentar conseguir o "world record" nos estágios. Muitos desbloqueáveis para a sua conta. Fator replay notal mil e eu diria que nesse quesito, ele é a versão single player de Super Smash Bros. Ultimate ou outros multiplayers. Como a experiência é muito recente, vejo as pessoas muito animadas em criar grupos, compartilhar e compartilhar suas experiências.

    De ruim: modo multiplayer local chatinho, pois não vi um filtro para achar fases focadas em multi co-op e as competitivas definitivamente não dão certo em um único console. Esse modo ainda tem uma coisa que muito me incomoda: o movimento da câmera dá prioridade pro último jogador. Então se alguém ficar pra trás, todos devem esperar e se todos estiverem em uma plataforma subindo em uma fase vertical e alguém cair, a câmera vai seguir a pessoa que está voltando a fase e quem estiver em cima, na frente, morrerá. Já o multi online, competitivo, dá bastante lag, o que é uma pena visto que não só seria esse um modo muito bacana como eu pago pelo sistema online da Nintendo. SMM é uma experiência levemente diferente dos outros Marios convencionais e não ver um mapa com progressão ou um objetivo a ser alcançado pode parecer meio estranho para alguns. Faltou filtro pra multi local. Jogar multi local exige que você baixe as fases, ao invés de apenas jogar direto do server como normalmente é.

    No geral, curti demais, mas agora que a minha jogatina começa mesmo. Começarei a fazer níveis, jogar os dos amigos e de criadores famosos de outros jogos (como o de Celeste, por exemplo). Ótimo pra jogar no metrô, na fila ou de forma hardcore, o que eu mais do que recomendo!

    Super Mario Maker 2

    Platform: Nintendo Switch
    25 Players
    4 Check-ins

    28
  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-07-22 17:34:58 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Full Metal Furies

    Zerado dia 21/07/19

    Eu nem sei coo eu conheci esse jogo ou porque eu o comprei, mas deve ter sido alguma recomendação de promoção da eshop. Depois de jogar um pouco, eu pergunto: como é que você não conhece Full Metal Furies (FMF)? Sério, esse jogo deveria ser muito mais popular do que ele é!

    FMF é um beat'em up de até 4 jogadores da mesma produtora de Rogue Legacy com elementos de RPG e bullet hell em que o foco são as quatro protagonistas: Triss, Alex, Erin e Meg.

    Embora seja possível jogar sozinho, acredito que a maior graça da experiência seja o "couch co-op" ou até mesmo no online e em fazer estratégias com seus companheiros.

    Triss é a personagem da cor azul que usa um escudo para atacar os inimigos. Sua cor é a azul.

    Alex usa um martelo e pode sair girando por aí no maior estilo Warcraft 3. Sua cor é a vermelha.

    Erin usa armas de fogo de curto alcance e conta com a ajuda de drones e outras de suas criações para dando vencer seus adversários. Sua cor é a verde.

    Meg é a sniper que ataca de longe mas de forma mortal. Seus ataques tem maior intervalo entre um e outro em comparação as demais e demanda maior precisão a cada tiro, mas em troca de maior dano e a segurança de fica a distância. Sua cor é a laranja.

    Cores são algo recorrente e uma das mecânicas mais fundamentais em FMF. O uso mais comum delas são inimigos de escudos de cor específica e que só poderão ser derrotados se o personagem da mesma cor destruir a barreira antes, dando a possibilidade de todos o golpearem.

    O número de cores varia de acordo com o número de jogadores. Sozinho, você terá que ficar alternando personagens, mais do que isso, o número de cores se adequará ao número de jogadores.

    Quanto mais gente, mais difícil também, além da necessidade de ficar chamando a atenção dos presentes para que façam a sua parte. Além disso, perder todo o seu HP é bem fácil e logo as pessoas terão que ir até aqueles que "morreram" para os levantar para que possam quebrar os escudos quando necessário.

    Em compensação, quanto mais jogadores em pé, mais dano será causado ao oponente e mais ajuda terá para levantar os caídos. Se todos caírem, a missão falha.

    FMF definitivamente começa muito bem e eu inclusive cheguei a começar vários saves para mostrar para amigos diferentes o primeiro mundo até o chefe, mas logo no segundo mundo a aventura fica bem mais complicada. Seu lado bullet hell se agrava e a dificuldade sobe bastante, os inimigos ficam muito resistentes e mesmo com habilidades diferentes, você não percebe que as personagens ficaram muito mais fortes. É tenso.

    Jogar com amigos pouco habilidosos com videogame logo fica irritante. Eles ficam frustrados por cair toda hora e não conseguir fazer nada e você fica impaciente em ter que tirar o foco do que você estiver fazendo para ir salvá-lo.

    E se tem algo que é importante no gameplay é a percepção de tudo o que estiver acontecendo: inimigos, amigos caídos, cores de escudos que só você pode destruir, skills que estão em cooldown, onde cada inimigo está mirando, as vezes coisas invisíveis etc etc etc.

    Por mais que o jogo seja muito divertido e até engraçado, definitivamente NÃO é um party game.

    Cada mundo tem seu mapa próprio e você pode ir e vir nos estágios como bem querer, bem ao estilo de Super Mario World. Motivos? O primeiro seria ganhar uns níveis ou mesmo dinheiro para desbloquear mais habilidades na loja. Mas o principal seria mesmo explorar as fases em busca de equipamentos diferentes, escondidos ou em rotas alternativas.

    Digo diferente e não melhores pois eles são bem isso mesmo. A Alex mesmo tem um martelo que a dá a habilidade de sair girando rápido pela tela por um bom tempo. Já o outro martelo gira lento e acaba rápido, mas causa mais dano. Um terceiro causa mudança de status no inimigo e assim por diante.

    Usando os equipamentos faz com que eles ganhem experiência e fiquem melhores e quando tudo estiver no nível máximo fica mais por uma questão de preferência ou mesmo utilidade de acordo com o desafio (lembre-se de voltar ao campamento de vez em quando para mudar essas coisas e tentar novas estratégias se o desafio estiver muito alto).

    Se o jogo estava difícil para jogadores mais casuais, ele ficará bizarro até para quem quis seguir até o fim. Cada mundo mostra quantos coletáveis você encontrou de um total de tantos.

    Você abriu 3/7 baús e encontrou 2/4 pedras com inscrições.

    O  tenso é saber onde essas coisas estão, pois o jogo é repleto de segredos e até mecânicas diferentes de estágio pra estágio. Em uma fase mesmo, ao invés de ir para a direita como normalmente faria, deverá ir pra esquerda e ativar a habilidade de super pulo de uma personagem, que encontrará uma área secreta. Não existe a mínima indicação daquilo ali!

    Mas o jogo fica muito mais estranho conforme você chega no final e as coisas resolvem tomar ares mais sérios.

    Existem computadores em cada um dos mundos e para ativá-los, você deve usar códigos específicos. Para descobrir os códigos, teve encontrar essas inscrições e decifrá-las, pois são sempre enigmas.

    Pra se ter noção, um deles falava sobre voltar ao começo de tudo e esperar. No final das contas, você tinha que voltar pra tela título do jogo e ficar mexendo o analógico pra não começar a demo. Depois de um minuto ou mais, apareceram estrelas que meio que formavam setas, que você deveria traduzir para símbolos para decifrar o código.

    Existem outros segredos tão ou mais bizarros que esse e todos dentro um do outro.

    Mas por que insistir nessas coisas? Bom, o jogo corre todo normal até você acabar o quinto mundo, mas depois ele te obriga a decifrar todos os mistérios! Você tem que achar todas as pedras, refazer fases várias vezes em busca de segredos e ter que enfrentar ondas de inimigos para fazer isso corretamente pra no final um puzzle levar a outro e a outro, se der sorte de conseguir decifrar alguma coisa.

    Quer dizer, se tudo isso fosse um mundo ou chefe opcional, mas é algo obrigatório da campanha. WTF?

    Minha dica: procure as soluções na internet como eu fiz com uns 3 no final e pra não esfriar a jogatina pois FMF é muito legal mas fica bizarro perto do final e isso definitivamente afastaria qualquer jogador.

    Resumindo: Full Metal Furies é um jogo muito legal, que eu estava pronto pra adicionar entre os melhores indies da minha vida, mas tomaram umas decisões erradas em como funcionaria o final do jogo, e agora eu nem sei se recomendaria pra alguém.

    De bom: humor e pixel art incríveis! A trilha sonora também é muito legal. Enredo bacanudo. Gameplay simples mas que exige inteligência e timing. Chefes muito legais e cheios de referências. Classes com especialidades diferentes. Um ótimo jogo pra quem um multi de sofá bem feito e menos casual ou quebrado do que muitos jogos ficam em 4 pessoas.

    De ruim: não ter voice acting. Te obrigarem a decifrar enigmas escrotos pra chegar ao final do jogo. Segredos bizarros nas fases e que poderiam ter sido facilitados de alguma forma. Achei a evolução dos personagens pouco percebível com o caminhas da campanha, sendo que elas continuam morrendo muito fácil mesmo com atributos no máximo.

    No geral, se for pra jogar casual e num bom preço (ou mesmo pirateado) eu recomendo o jogo sim pois ele é sim muito bom. Mas esse deve ser o primeiro caso da história que um jogo só é um problema se você quiser zerar. Ou ainda, dane-se tudo e veja todas as soluções online para não estragar a jogatina, pois FMF acerta nos outros quesitos, seja como beat'em up, seja como bullet hell. Bem legal!

    Full Metal Furies

    Platform: Xbox One
    6 Players
    5 Check-ins

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      filipessoa · 29 days ago · 2 pontos

      Parabéns pela finalização!

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      jaime96 · 29 days ago · 2 pontos

      Eu joguei ele com meu irmão, ainda to pensando se vou atrás dos enigmas, acho que vou ficar só com o final do cronus mesmo kkkkk

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      spider · 29 days ago · 2 pontos

      Não conhecia, valeu mesmo por compartilhar!

  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-07-22 15:01:49 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Dark Souls Remastered

    Zerado dia 20/07/19

    Amigos, esse é um dia para se celebrar! Um marco! De todos os jogos existentes, Dark Souls era um dos poucos que me davam um certo "medo" de jogar. Em partes, a série é famosa pela dificuldade, mas acho que principalmente porque eu cheguei a jogar DS lá pra 2013 e a frustração de morrer num boss e ter que voltar pra fogueira que julgava ser tão longe pela milésima vez me fizeram largar do jogo, que hoje em dia é super consagrado. O fato é que esse boss era o Taurus Demon e eu não sabia do macete de subir a escada e arrancar um belo bocado de seu HP.

    Além do mais, eu provavelmente não sabia da questão de alocar pontos nas fogueiras (level up) e ia pra cima quase na mesma forma que comecei a aventura, mas com equipamentos melhores que peguei até chegar no dito cujo.

    Saber desse negócio de subir a escada e se jogar nesse chefe acabou foi me deixando mais puto, pois eu tinha achado que esse macete era muito "secreto" e necessário e que só olhando na internet eu saberia disso. Em resumo, eu não tinha ficado feliz com a necessidade de ter que ler, estudar e me spoilar o jogo antes de realmente o descobrir para poder avançar. Eu viajei um bocado haha!

    Ainda assim DS ficou ali, me perturbando. Um jogo de ação em terceira pessoa e medieval (fórmula bacana pra mim) que eu não consegui terminar.

    Com o tempo, todo mundo não para de falar da série e eu sempre curioso, principalmente porque todo mundo fala tão bem do conceito, da estória, da perfeição que o jogo é. Será que eu ainda tenho a paciência e tempo de ter que ficar preso à TV do meu quarto morrendo mil vezes? Talvez não e foi justamente o Nintendo Switch que resolveu esse problema pra mim. Posso jogar DS em qualquer lugar e ligar o console tão rápido, além do jogo ter voltado com uma cara de coisa nova nesse Remastered, que de repente essa experiência é algo relevante e que todo mundo sabe que estou jogando pois todos os amigos estão sempre online no Switch.

    Sondei o jogo até ele entrar em uma promoção, mas acabei o ganhando de aniversário e o comecei aleatoriamente enquanto estava entediado na casa de um primo. Fiz tudo o que já conhecia do jogo e cheguei até a famigerada fogueira que eu usava antes do Taurus Demon, mas larguei pra jogar de verdade em um outro momento, e nem demorou pois umas semaninhas depois na casa de um amigo, a galera simplesmente animou em jogar e conhecer Dark Souls Remastered em grupo! Acabamos nos juntando a cada 1-2 semanas para continuar a jogatina e foi demais!

    As decisões e build do personagem ainda foram feitas por mim e todo mundo teve a chance de jogar em todas as partes, basicamente, pois a gente ainda morreu um bocado. Estar ciente  de como se joga realmente DS (fazendo os level up devidos, explorando bem os cenário etc) e a vontade de conhecer a fundo o jogo, me deu muita força de vontade de jogar sério, nem que fosse pra morrer 1000 vezes. Além disso, a experiência com Monster Hunter 4/World e Breath of the Wild me ensinou bastante como reagir com jogos que demandam mais paciência, timing e menos ganância.

    Agora eu vou ter que te dizer uma coisa: Dark Souls não é muito difícil. Na verdade, quase sempre ele é só mais um jogo. Em diversas partes eu cheguei até a achar fácil demais, como chefes que matei na primeira tentativa, como o próprio Taurus Demon, Gaping Demon, Queelag, Four Kings, Pinwheel etc.

    Meus ULTIMATE conselhos para esse jogo são: cada golpe conta (seja ele seu ou do seu inimigo), evite estar onde você não deveria (pois as vezes o jogo te dá a possibilidade de ir para outras áreas que você não deveria, o que só vai te causar frustração), experimente táticas e equipamentos diferentes (eu tava sofrendo com o Rito até colocar uma armadura super pesada e ele mal me causava dano e, além disso, um inimigo mais tosco pode representar uma ameaça maior do que um monstro único se você estiver usando o equipamento errado) e saiba equipar seu personagem, pois dependendo do peso das coisas que você usar, correr, atacar e esquivar ficam mais lentos (mas dependendo até vale a pena, conselho de quem achou que deixando o personagem o mais rápido possível o jogo inteiro facilitaria, mas que no final estava com um obeso de tão lento).

    Você tem que saber que DS é quase que um metroidvania (diferentemente de um jogo super linear que eu imaginei quando joguei há 6 anos atrás). Você vai e volta com alguma frequência, aprende o padrão dos inimigos e decora os mapas (que na moral são bem pequenos) e logo fica tudo bem tranquilo. VOCÊ FICA FORTE.

    Você seu personagem se equipando e ficando muito mais forte, matando todo mundo com um golpe ou outro e sofrendo nada ou quase isso em partes que você cansou de morrer (o que geralmente se limita mais aos chefes mesmo). Ainda assim, nunca subestime seus oponentes, principalmente em grupos.

    Logo logo você decorou o jogo inteiro, conhece todos os caminhos e quase sempre é bem óbvio pra onde ir.

    Importante ainda não viajar com a build do personagem. Eu estava jogando com a intenção de ser um guerreiro, então dei prioridade pra Força, mas também aumentei bastante a vida e a capacidade de carga/stamina que te permite usar equipamentos mais pesados sem perder muito da velocidade. Ainda assim, as vezes você pode demorar bastante pra conseguir um equipamento que pegou há muito tempo atrás. Eu mesmo acabei não investindo em nada que não fosse usar, como Inteligência, um atributo aparentemente voltado para o uso de magias.

    Uma das partes mais notórias senão a mais importante é a fogueira. Cada mapa tem ao menos uma delas e elas servem para salvar seu progresso, ou seja, morreu, volta da última que utilizou, mas logo você abre mais usos, sendo o level up um dos que você não pode esquecer.

    Cada monstro derrotado derruba uma certa quantidade de almas e você pode usá-las para pagar um preço e aumentar um dos seus muitos atributos. Cada vez que você aumenta um deles, isso conta como um nível do personagem a mais, então se eu zerei no nível 81, eu aumentei os atributos 80 vezes.

    As almas servem também como moeda de troca em vendedores ou para consertar e melhorar equipamentos, então use sabiamente (ou farme bastante, o que não achei necessário).

    Mas nem tudo é um mar de flores. Se você morrer, todas as almas ficam no seu corpo e você deve voltar e recuperá-las e caso morra antes de fazer isso, você perdeu a todas que não gastou. Tornei essa uma prioridade todas as vezes que morria, inclusive em salas de chefe e as vezes voltava para a fogueira quando já tinha limpado a área só para poder gastá-las logo (inimigos comuns voltam a vida cada vez que você senta à fogueira, mas inimigos únicos do mapa não dão respawn, o que facilita muito).

    Tente lutar em lugares fáceis de recuperar suas almas, principalmente nas salas de boss.

    Conforme fomos jogando e entendendo os mapas, arquitetura, estória e bolando estratégias diferentes, o jogo foi brilhando cada vez mais. Com poucas horas eu estava muito animado em continuar a jogar e fechar logo não só a série inteira como similares, como Nioh, The Surge etc etc etc. Na real, tive que me segurar para não jogar sozinho em casa. Eu estava oficialmente viciado em como esse jogo é bem pensado. Eu queria voltar logo e estava sempre marcando jogatinas pra ajudar nesse quesito.

    Eu queria explorar mais, ficar mais forte, ver mais chefes, matar inimigos tensos que anteriormente não consegui e ver o que eles guardavam. De repente, morrer em batalhas grande era tranquilo. Não tinha problema.

    Sério, experimente morrer várias vezes pra uma variação do Zinogre no final da campanha de Monster Hunter 4 depois de batalhas de 40 minutos e jogue Dark Souls. Eu estava muito de boas. As batalhas mesmo são bem rápidas e logo terminam com sua morte ou a do inimigo e são poucos os casos que você tem que esperar que eles permitam que você os acerte, como a Moonlight Butterfly ou Dark Sun Gwyndolin. Enquanto isso, no Monster Hunter, os caras voam a todo momento, fogem e até restauram seus HPs.

    Outra coisa sensacional do jogo é a sua ambientação. É imersivo, é bonito e há uma mistura de mistério místico e realismo. Uma paz incrível. é muito bom fazer parte daquele mundo, ver como as coisas se conectam, seja no mapa ou mesmo o enredo e cada chefe ou porque cada inimigo está ali. Nada é aleatório como em muitos RPGs mais recentes. É uma coisa séria e bem pensada.

    A tal dificuldade mesmo, é só porque o jogo não segura na sua mão como na maioria das vezes. Sabe quando você joga um Bayonetta e há a certeza de que você terminará o jogo em questão de tempo? Aqui não existe isso, DS quer que você viva o momento, que você pode morrer por um vacilo, que você observe o cenário e que aproveite os momentos que estiver por lá. É um jogo que mostra como seria se você estivesse lá, que cada movimento é alguma coisa e que não pode sair dando a louca como na maior parte dos jogos hoje em dia. 

    E é justamente toda essa substância que vai fazer você adorar a experiência que eu espero que seja bem continuada em outros jogos da série.

    O rápido aprendizado com a experiência também proporciona uma certeza de que você vai matar aquele chefe, cedo ou tarde.

    Já se você fez um personagem meio ruim ou mesmo estiver perdendo as esperanças com Smough e Ornstein, por exemplo, poderá ir à uma fogueira, usar uma das humanidades que você coletou, voltar à forma humana e convocar jogadores ou NPCs para te ajudarem. Eu mesmo fiz isso na época do Test demo e foi bem legal. Já no jogo completo eu acabei não usando, mas porque quase nunca lembrei da possibilidade.

    Se tornar humano também abre a possibilidade de outros jogadores invadirem seu jogo para o bom e velho PvP, combate online. Fui invadido apenas uma vez (até porque quase nunca eu era humano) e perdi pro cara, sendo que eu estava na catedral logo antes das Gárgulas, poucas horas de jogo, e o cara tinha altos sets e armas e ele confiou tanto que quase perdeu ainda haha.

    Resumindo: Dark Souls Remastered foi uma ótima experiência, um jogo levemente acima da média de dificuldade dos jogos atualmente, o que o deixa muito mais interessante. Algo pra ficar na sua mente pra sempre. O jogo é um meme de dificuldade, mas é tudo bem justo e as vezes até fácil demais, como foram as últimas zonas e chefes. Acredito que porque eu cresci e aprendi muito com a jogatina. Amei toda a mitologia e até me arrependi de não ler mais as descrições de itens e afins para melhor entender a lore e as motivações de todo mundo, coisa que agora estou fazendo pelo Google.

    De bom: dificuldade no nível certo, sendo que nunca chega a ser frustrante como em jogos mal feitos. Chefes legais. Enredo bacana. Muita variação de itens, sejam eles armas ou equipamentos e tudo altera a sua aparência. Liberdade de andar pelos mapas e revisitar lugares. Áreas pequenas e fáceis de memorizar. Batalhas rápidas. Ambientação incrível, uma ótima visão da japonesa FromSoftware de um jogo "medieval". Crescimento do personagem que faz diferença. Tem um bocado de cutscenes legais.

    De ruim: as vezes não é tão óbvio que você não deve acessar certas áreas antes da hora (recomendo usar o walkthrough da IGN, que mostra a ordem das áreas a serem acessadas sem que você tenha que ler informações sobre o jogo). Gostaria que tivesse multiplayer online co-op com um amigo de forma mais simples (até hoje mal entendo como funciona). Alguns ataques de inimigos são meio mentirosos e as invés do personagem te acertarem, uma área de ataque conta como dano, mas é raridade. A zeração é meio rápida demais. Eu não fui atrás da área e chefes do DLC, tipo o Artorias, antes de zerar e o jogo já me jogou pro começo da campanha novamente no New Game+.

    No geral, Dark Souls tem tudo pra estar entre os meus jogos favoritos e me deixou louco por mais, como se eu apenas estivesse terminado a primeira temporada de um seriado que amei, mas é possível que mais uma vez os amigos queiram jogar os próximos juntos. Na época eu perguntei aqui no Alvanista de sua duração e o pessoal me assustou falando que poderia ser 100 horas, 200 horas mas foi o howlongtobeat.com que me ajudou com isso. A minha campanha durou pouco menos de 50 horas e nem pareceu tudo isso. Até achei meio curto hehe. Recomendadíssimo!

    Dark Souls Remastered

    Platform: Nintendo Switch
    61 Players
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      gus_sander · 30 days ago · 2 pontos

      Boa rapaz! :o

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      hyuga · 30 days ago · 2 pontos

      eu platinei no ps3 e a série souls eu acho extremamente divertido visitar o site fextralife e ver detalhes como o dano que a arma fica quando upada (em todas variações de dano), lugares pra farmar almas, onde farmar humanidade, pedras pra up de armas etc. Matar todos os chefes (inclusive os secretos), se não fosse esse site eu nunca mataria o Gwyndolin e também nunca saberia do mundo pintado de ariamis.

      Enfim, eu não entendo uma linha do enredo de dark souls, mas toda essa minha pesquisa que eu faço sobre os jogos me cativa

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      kleber7777 · 29 days ago · 2 pontos

      Que bom que você teve a experiência de voltar e rejogar, agora mais preparado. Tem jogo que é assim mesmo.
      Feliz em saber que você gostou desse jogo tão importante pra mim.

      4 replies
  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-07-17 16:11:43 -0300 Thumb picture

    Especial 10 dos 1000 (parte 2): Os 10 Prediletos

    Depois de zerar 1000 jogos, comecei a pensar em várias listinhas e outras coisinhas para se fazer aqui no Alvanista, mas acabo sem tempo de fazer ou mesmo esquecendo.

    Pensei comigo "quais são os jogos que mais curti? Quais jogos fazem valer a pena jogar videogame? Quais eu amo tudo o que é relacionado e quero ter colecionáveis, tatuagens etc?"

    De cabeça lembrei de um bocado, sendo eles novos e velhos. Alguns bem clichês, outros mais incomuns. Cheguei a olhar a lista aqui no site de tudo que terminei pra ver se não faltavam alguns e depois de muito trabalho, cheguei a conclusão que amo muitos títulos. Depois dei uma peneirada e tirei jogos que não se zera (como Fortnite) e outros que dependem de galera pra ser melhor ou que são apenas versões mais atualizadas de séries consagradas (como Mario Karts). No final ficaram 19 jogos, que penei pra eliminar 9 e deixar as coisas o mais breve possível (mas que serão mencionados no final da postagem.

    Vale lembrar que não há uma ordem lógica aqui e que são jogos do MEU gosto!

    -10: Mario 3 e World

    Comecei roubando e já com dois clichês: Super Mario Bros 3 (Nes) e Super Mario World (Snes). O 3 foi o primeiro jogo que joguei, e muito, na vida e já colocou os meus "standards" lá em cima. O único jogo que me divertiu de maneira  igual foi o World, quando ganhei meu primeiro console: o Snes. Há muita discussão na internet até hoje sobre qual é o melhor, e geralmente concluímos que a resposta se baseia em qual você cresceu jogando. Pessoalmente, fico um pouco puxado pro lado do 3 por toda a temática e inimigos (o World tem muito elemento esquisito que nunca mais apareceu, como aqueles Rex, Galoomba e muitos outros). Felizmente ambos os estilos estão sempre voltando nos Mario Makers da vida e muitas de suas características destroem jogos como New Super Mario Bros. U.

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    -09: The Legend of Zelda: Breath of the Wild

    Falei sobre esse jogo na crítica que fiz assim que o terminei, mas resumindo: foi um jogo que eu achei que seria overrrated, que comecei e deixei de lado antes de sair da área inicial e que acreditei que não seria mais Zelda. Quando comecei pra valer e fui explorando e curtindo o jogo com calma, BotW foi se abrindo e mostrando sua verdadeira face. Um enredo simples, um mundo vivo e cheio de detalhes, que dá graça de explorar e conhecer. Ótimo pra quem só quer terminá-lo e para quem quer ir além (que com certeza vai curtir ainda mais). Referências pra todo lado, coletáveis, equipamentos de todos os tipos, puzzles, cores. Esse jogo é um amor que até hoje me seguro para não comprar novamente. Na minha opinião, o Zelda definitivo e daqueles jogos que dá pra recomendar pra todo tipo de jogador (apesar que sua dificuldade as vezes é meio alta).

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    -08: Star Fox 64

    A época do N64 foi épica! Não tinha lá muitos jogos, olhando agora, mas a qualidade das experiências era excepcional. Jogos como Mario 64, Donkey Kong 64, Ocarina of Time e outros tinham um carisma e um fator replay louco, assim como Star Fox 64. Nesse jogo, a primeira impressão era de que você voava e destruía os inimigos na tela e era isso. Mas na verdade o jogo tem uma estória muito bacana, caminhos alternativos, segredos e muitos motivos para explorar coisas que parecem apenas cenário. Depois de ganhar o jogo e fazer sempre a mesa rota, lutei bastante para descobrir como seguir pelos outros planetas daquela galáxia. Depois de MUITAS horas e finalmente conseguir, voltei meu foco a conseguir medalha em cada planeta e isso exigiu conhecer o jogo a fundo e extrair tudo dele. Muito divertido!

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    -07: Shenmue

    ESSE JOGO! Nada se compara a ele, nem mesmo Shenmue 2.

    Em Shenmue seu pai é assassinado e você vai atrás de vingança, buscando pistas de como achar os criminosos por trás do incidente. É como um filme de artes marciais, mas com um encanto da cultura japonesa e dos jogos da época.

    O fato é que a aventura simula a vida real, com você acordando de manhã, resolvendo as coisas pelo dia, que vai passando continuamente, marcando compromissos em determinados horários e dias, indo trabalhar etc. Na cidade onde você mora tem vida. Você vê as pessoas indo pra escola, pro trabalho, abrindo e fechando o comércio na hora certa. Elas sempre tem coisas diferentes para dizer e puts, é tudo muito lindo. No Shenmue 2 mesmo, o cenário deixar de ser o japão pra ser na China, muito mais feia e com pessoas ignorantes. Shenmue 1 ainda conta com outras coisas pra fazer além da campanha, sistema de estações e festividades conforme o dia e muita ação nas lutas cheias de artas marciais!

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    -06: Pokémon Crystal

    Aaaaah eu tô sempre falando desse jogo. Eu AMO a segunda geração do Pokémon. O visual do jogo é incrível, colorido e consagrou os Pokémons como conhecemos hoje (mais tarde voltei pro Pokémon Yellow e os monstrengos são bem feios). PC tem as duas primeiras gerações de Pokémon, 2 continentes com um total de 16 ginásios, uma trilha sonora fantásticas, um sistema de dia e noite, eventos que acontecem em dias específicos da semana e muita coisa pra você fazer e explorar. Eu adoro cada sprite desse jogos!

    Até curti as gerações seguintes e jogo até hoje, mas curto os designs dessa época, além de que ainda era uma coisa original e que todos os meus amigos próximos jogavam e amavam.

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    05: Fallout 3

    Todo mundo sempre falava de Fallout e eu curtia toda a estética. Resolvi começar dos princípios e achei meh. A galera daqui do site me recomendou começar pelos mais modernos mesmo, especificamente o 3. Comprei o jogo, levei mais um ano pra começar (já tinha o 4) e quando resolvi experimentar, apesar de esperar algo datado, eu AMEI F3. Cara, a estória é bem contada, o jogo é simples e complexo ao mesmo tempo, decisões tem efeitos, muitos monstros, equipamentos, personagens, habilidades para desbloquear, muita imersão, uma trilha sonora de primeira e, claro, um sistema de RPG original e muito bem feito.

    Uns amigos amam o New Vegas mas quando joguei, fui com tanta hype e nem achei muito bom e preferi o 4 a ele, mas 3 ainda é o meu favorito da série, sendo mais simples e menos enrolado (basicamente esses mais recentes meio que só repetem a fórmula mesmo). Graça a esse jogo eu virei fã da série, comprei o board game (que adoro também) e fiquei com muito mais vontade de jogar títulos mais antigos da Bethesda.

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    -04: Ace Attorney

    2009 e eu peguei meu primeiro Nintendo DS e fui atrás de séries que eu já queria muito jogar: Zelda e Metroid. Mais tarde, fui em busca de jogos que os donos do portátil amavam e sempre via Ace Attorney nas listas. Mas não me parecia apetitoso e nem fazia muito sentido pra mim. Baixei e comecei pelo 2 e não fui muito longe, mas algo me fez perceber que eu estava começando pelo errado e que deveria recomeçar e foi aí que eu entendi o jogo e amei. O enredo, PQP, é muito bom. A trilha sonora é uma das melhores e os casos são incrivelmente bem montados e inteligente. Nenhum jogo similar chega aos pés desa série, de verdade. 

    Mais tarde você percebe que casos do passado dentro do mesmo jogo ou dos jogos anteriores influenciam acontecimentos de casos do futuro e de uma forma brilhante. Hoje em dia existem 11 jogos, sendo 5 Phoenix Wrights, 1 Apollo Justice, 2 Miles Edgeworths, 1 com o Professor Layton e mais dois que acontecem no século 19 que não foram trazidos pro ocidente. Recomendo a  trilogia original ou pelo menos o primeirão, sem dúvidas!

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    -03: Diablo 2: Lord of Destruction

    Joguei esse jogo ao acaso em uma lan house com mais 3 amigos num dia a noite quando eu tinha uns 12 anos e adoramos a experiência co-op local. Anos depois eu comprei o jogo e fui atrás de terminá-lo e cara, esse jogo é excepcional, um marco da indústria de jogos. Ele faz como Pokémon Crystal fez com Yellow e aprimora a fórmula original, mas muito mais. Você cria um personagem baseado em classe, explora os incrivelmente imersivos cenários, se equipa, enfrenta monstros comuns, monstros únicos, chefes, abre mais atos com temas diferentes, curte uma estória muito boa e cheia de misticismo, aloca pontos com o level up e desbloqueia skills, faz personagens únicos, joga sozinho ou em lan ou online. Na minha opinião, Diablo 2 é como Dark Souls, sobretudo na temática e ambientação, mas de um gênero diferente.

    Entretanto, há muito mais motivos para um replay aqui, seja em dificuldades maiores depois de ter zerado, seja explorando por sets únicos super raros. O jogo está longe do conceito de pay-to-win de jogos similares recentes e longe do besteirol que é Diablo 3.

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    -02: Katamari Damacy

    Você conhece Katamari? Se não, tá vacilando! Na época do PS2 uns amigos falavam de jogar ele mas eu nem ligava e quando finalmente tive a oportunidade, há poucos anos atrás, fui atrás de Katamari Damacy, o primeiro de alguns jogos que saíram inclusive pra PS3, PSP e PS Vita. 

    Nesse jogo você é um rola-bosta que deve criar uma esfera com todo tipo de coisa que achar pelo chão até cegar a um tamanho mínimo por fase. A questão é que você só pode pegar coisas do tamanho ou menores que sua bola e as maiores só servem de obstáculo até que você tenha o tamanho mínimo.

    Em resumo, KD é um jogo com muita cara de Nintendo, com visuais sensacionais, cores vivas, um humor japonês muito divertido, gameplay diferente e uma trilha sonora de primeira. Hoje em dia há a versão Reroll no Switch! Recomendadíssimo!

    |

    -01: Xenoblade Chronicles

    Na época do Wii U,a Nintendo soltou num Direct o jogo "X", que fiquei muito interessado e que mais tarde seria revelado ter o nome "Xenoblade Chronicles X". Fiquei super interessado e surpreso que Xenoblade não era apenas um jogo que um amigo recomendava, mas algo relevante o bastante pra ganhar sequência e com tanto espaço num Direct. Comprei um Wii e fui atrás do primeiro jogo, que começa meio lento, mas logo se abre e se abre e se abre.

    Esse é um RPG focado em exploração que se assemelha um pouco com Final Fantasy XII, mas com cenários GRANDES e bonitos e muito mais carisma. O enredo é excelente, a trilha sonora é excelente, ambientação é sem igual. Não existe outro jogo como esse, embora seu visual seja bem "Wii" e ele já tenha duas ótimas "sequências". Se há um jogo que merece um remaster HD é esse, pois as pessoas merecem conhecê-lo!

    ============================================

    Curtiram a lista? Esses são os meus jogos favoritos, embora a lista vá além disso. Nada muito diferente nem nada, mas prometo que nas próximas a coisa será mais interessante (tipo Piores Jogos). Alguém aí também ama algum desses jogos?

    Termino o post com outros jogos que tem muita importância na minha vida:

    -Hotel Dusk

    -Professor Layton (a trilogia original, sobretudo)

    -Metal Gear V (amo a série toda, mas o 5 pra mim é o jogo que mais vale a pena, apesar de estar devendo o final da saga)

    -Banjo Kazooie

    -Warioware Touched (um dos jogos mais originais e divertidamente casuais possíveis)

    -Castlevania de GBA e DS e possivelmente o Symphony of the Night

    -Dragon Quest IV, V e talvez o IX

    -Donkey Kong Country 2 e 3 (mas amo todos eles)

    -Project Justice e Marvel vs Capcom 2 no quesito luta.

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      vante · about 1 month ago · 3 pontos

      Só jogaço ein! Tá que tem uns que eu não joguei, mas pelo que ouço falar são muito bons!

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      manoelnsn · about 1 month ago · 2 pontos

      Assino embaixo do Xenoblade e Pokemon Crystal, são jogaços! Mario 3 e os Phoeniw Wright também não ficam atrás!

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      rax · about 1 month ago · 2 pontos

      Realmente só jogão mesmo

  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-07-11 16:44:15 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Yoshi's Crafted World

    Zerado dia 11/07/19

    Opa, quem lembra de mim? Estou há mais de 2 semanas sem fechar nenhum jogo, mas não parei de jogar. O fato é que recentemente eu fiquei meio ocupado com final de semestre na escola e jogando jogos emprestados (como o próprio Yoshi's Crafted World) e um deles é bem longo e não sei exatamente quando terminarei (mas o foco é só nele agora).

    Tenho que começar essa análise dizendo que não sou muito fã dos jogos do Yoshi. Quem dizer, eu até acho legal, mas nunca achei muita graça em Yoshi's Island com a maioria acha. Também não fiquei idolatrando seu jogo no Switch como muitos amigos e conhecidos fizeram, apesar de ter achado a demo legal.

    Maaaaaaas, YCW é um título exclusivo do Switch e daqueles que eu não compraria, então uma amiga me emprestou e eu aproveitei pra zerar o mais rápido possível pra devolver logo (estou com ele a quase 3 semanas agora). Ainda assim, aproveitei MUITO esse jogo, que além de viciante, me surpreendeu bastante.

    Começando a aventura, não tem nada de muito diferente senão o visual, que é meio que uma evolução daquele de Woolly World, mas de lã mesmo só o Yoshi, já que as outras coisas são basicamente feitas de qualquer coisa que você faria com materiais reciclados ou em uma sala de aula com crianças.

    A aventura segue sendo plataforma. O Yoshi ainda tem aqueles pulos que planam no ar, ele ainda atira seus ovos (mas agora você controla a mira livremente). O básico continua sendo chegar ao final do estágio, mas há vários coletáveis por toda parte, incluindo os Smiley Flowers, as margaridas sorridentes clássicas da série que agora também servem como "pagamento" para abrir os próximos mundos (mas você acaba pegando a quantidade necessária para avançar sem se preocupar muito).

    É inegável que esses fatores, ligados à beleza da aventura são mais do que o necessário para um ótimo fatore replay e exploração.

    Cada estágio contém cerca de 10 florzinhas, sendo 7 pelo cenário, que as vezes demandam ações específicas, alcançar lugares mais escondidos ou minigames de tempo. As outras 3 são comuns em todas as fases:

    -Coletar as 20 moedas vermelhas (sempre camufladas de amarelo);

    -Alcançar a linha de chegada com a vida cheia (20 corações);

    -Terminar a fase com no mínimo 100 moedas (sempre muito fácil).

    Mesmo explorando bem, é comum chegar ao final com algo a menos e ter que voltar só pra achar o que faltou (felizmente não precisa reiniciar do zero). Algumas eu fiz de primeira, outras de segunda, terceira, quarta, aaaaah deixa eu ver na internet logo. Pois é, eu acabei vendo a localização de umas 4 coisas no Google depois de muita exploração, mas o que são 4 em meio a quase 1000 coisas que você acumula?

    Fora que após completar uma fase é liberada uma versão da mesma mas com a câmera por trás dos cenários em que você deve encontrar 3 poochies em um determinado tempo.

    De todos os coletáveis, os mais difíceis são os Souvenir Hunts. Esse modo se abre assim que você completa todas os estágios de um mundo e consiste em revisitar as fases e suas versões "flip side" em busca de elementos escondidos pelo cenário. Felizmente o jogo avisa em que estágio exatamente encontrar um por um, mas achar é com você. Se você jogou prestando atenção em tudo, facilita bastante quando chegar a esse ponto, mas o fato é que você só sabe o que vai procurar quando o robozinho te pede (tem coisas que eu prestei atenção nas fases e que nunca tive que ir atrás depois).

    Enfim, achou, tacou um ovo e se tiver completado a meta, o jogo pergunta se você quer continuar no estágio ou sair de volta pro mapa. 

    Como YCW deu a impressão de ser bem curtinho, acabei focando em fazer tudo e isso rendeu jogar as mesmas fases muitas e muitas vezes. Você tem que pegar todas as margaridas e as vezes faltam algumas. Rejoga. Peguei mais duas mas não achei uma. Rejoga. Agora a versão "flip". Opa, achei os três câezinhos mas fora do tempo. Rejoga. Finalmente próxima fase!

    Opa, tenho que achar souvenirs. O robô pede alguma coisa, volto naquela fase, depois ele pede outra, mas no lado flip. Rejogo. Agora ele pediu outra coisa na mesma fase. Rejogue.

    Sério, as vezes é bem tenso terminar um mundo, mesmo ele tendo apenas 3 fases no máximo.

    Depois de umas 5 horas de jogo, cheguei onde eu achei que seriao final, e estava satisfeito, provavelmente de tanto rejogar e descobrir coisas nos três mundos. Matei o chefe e se abriram mais 11 mundos! 11!

    Se cada um tiver 3 fases + seus flip sides, serão 66 fases!

    O pior nem é ter mais 33 estágios, mas ter mais 10 margaridas, 3 moedas vermelhas, terminar com a vida cheia, caçar 3 poochies no tempo e mais um bocado de souvenir e repetição.

    Nessa parte eu não sabia muito o que pensar, mas fui jogando e fazendo as coisas com calma e quando enjoava, parava. Fazia um mundo 100% de manhã, outro a noite depois do trabalho. Dificilmente conseguia ir além disso.

    Quanto menos mundos faltavam, mais eu ficava disposto a continuar jogando e fechar logo a aventura. Pra falar a verdade, eu estava curtindo a jogatina. Não é um jogo ridiculamente fácil como Kirby, mas fica entre ele e a dificuldade mais elevada de um Mario. Ainda assim, é um bom jogo pra jogar casualmente, sem pegar tudo ou mesmo com o "Mellow Mode" ativado, que deixa super fácil. Vale lembrar ainda que o jogo não tem sistema de vidas e ao morrer, você volta ao último checkpoint coletado.

    Fechei em umas 25 horas. Fico imaginando se eu tivesse jogado explorando menos e indo mais direto pro final em quanto tempo eu teria o terminado. 5 horas? 8 talvez por conta das margaridas.

    Algumas das maiores motivações em continuar jogando é a grande variedade de mecânicas, temas e originalidade do level design como um todo. Mesmo fases verdes no mesmo mundo ou mundos diferentes são únicas, cheias de desafios exclusivos, usando papelão de formas diferentes e divertidas. Sempre foi um prazer explorar esses estágios.

    Há ainda roupas de papel para comprar em máquinas de venda com as moedas que você acumula pelo jogo, dando mais motivos para coletar as douradinhas.

    É muito conteúdo!

    Após terminar o jogo, são abertas mais fases extras que devem ser liberadas com margaridas (bem ao estilo do que as moedas bônus faziam nos Donkey Kong Country). Mas meu conselho talvez seja jogar tranquilamente e voltar nas fases com o tempo para evitar toda a repetitividade que eu gerei.

    Resumindo: Yoshi's Crafted World é uma incrível surpresa, sendo que eu esperava um jogo mais bobo e fácil. Definitivamente o jogo se reinventa muito nas fases e mecânicas e dá muitos motivos pra você jogar no mínimo umas 30 horas para fazer 100%.

    De bom: level design muito bacana. Trilha sonora muito boa também (amei a da casa assombrada). Muitas mecânicas diferentes, como Donkey Kong Country: Tropical Freeze faz. Bom nível de dificuldade. Visual deslumbrante. Inclui modo para dois jogadores (que deve facilitar também na coleta das coisas se ambos forem jogadores no mínimo medianos) e modo mais fácil. Achei um bom jogo pra qualquer pessoa que ame videogames. Muito conteúdo. Boas cinemáticas.

    De ruim: poucas músicas. Desafios meio repetitivos e previsíveis em todas as fases (você acaba fazendo algumas coisas sempre do mesmo jeito). Alguns coletáveis eu achei meio mal posicionados ou frustrantes de serem alcançados. Não curti a coisa de ir de leve mundo após mundo e de repente se abrirem mil novos outros. Achei que o jogo poderia ter sido um pouco mais curto no final, tipo 1/5 menor, por ter se estendido um pouco demais.

    No geral, amei a experiência e se soubesse teria até comprado o jogo. Mas depois de fazer tudo por tantos dias, eu não sinto a menor vontade de jogá-lo novamente. Valeu demais! Meu jogo favorito dele disparado e já tô até achando que vale os US$60.

    Yoshi

    Platform: Nintendo Switch
    67 Players
    2 Check-ins

    23
  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-06-19 10:36:20 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Starlink: Battle for Atlas

    Zerado dia 18/06/19

    Na época que a Ubisoft revelou Starlink: Battle for Atlas (SL), um monte de gente ficou curiosa, principalmente pelo fato de você acoplar uma nave ao controle e trocar suas parte. Eu sou um dos que ficaram "como isso vai funcionar?"

    O fato é que o jogo parecia ser algo muito complexo e personalizável, talvez com um multiplayer baseado em como você monta a sua nave e que meio que funcionaria como amiibo ou sei lá. Eu boiei muito 

    O maior choque acho que foi a inclusão dos personagens e naves do Star Fox na versão do Switch. Uma versão do jogo físico vinha inclusive com uma Airwing e uma miniatura do Fox pra por dentro dela! Interessante! Eu poderia mesmo ter uma navinha de Star Fox no meu quarto. Fiquei curioso, mas deixei pra me preocupar com SL mais pra frente.

    Quando o jogo foi finalmente lançado, vi uma galera internet afora interessada. Amigos compraram edições especiais e o escambau. Engraçado que os jogos da Ubisoft geralmente fazem a galera torcer o nariz, mas só de ter o Fox McCloud no jogo (além do sucesso que foi Mario & Rabbids: Kingdom Battle) o pessoal já saiu comprando sem pensar.

    O tempo foi passando, vi gente adorando o jogo (como adoram qualquer lançamento em sua época) em grupos do Facebook. Mais tarde eu só vi gente dizendo que o jogo é enjoativo de tão repetitivo. Os amigos da edição especial incluíram essa e outras reclamações sobre SL quando conversávamos sobre ele. O fato é que ninguém parecia o odiar, mas aparentemente era só um jogo qualquer.

    Recentemente um cara anunciou esse jogo por apenas R$100 e eu não pensei duas vezes. Estava querendo jogar e mesmo se fosse fraco, poderia passar pra frente por no mínimo o mesmo preço!

    Resolvi começar a aventura logo que comprei pois amigos se interessaram (e quero pegar jogos deles também).

    O jogo abre cheio de instruções sobre ele mesmo e os usos das miniaturas e logo te dá a tela inicial e a possibilidade de escolher entre o esquadrão principal ou do grupo Star Fox, que são os personagens clássicos da série. Eu, que sou um grande adorador de Star Fox 64, fui com o grupo do Fox, até porque são eles que fazem a diferença na versão do Switch.

    Logo depois de umas cinemáticas legais, o jogo começa te ensinando os comandos e mecânicas básicos. Você viaja pelo espaço e por planetas, batalha alienígenas, carrega coisas que acha por aí, voa de um lado pro outro etc. É aí que você começa a perceber que Starlink não é Star Fox, de jeito nenhum, apesar de toda a óbvia influência e mesmo se usar a nave clássica do N64.

    Primeiro que seu veículo não acelera sozinho. Você tem que segurar pra frente no analógico pra ele se manter indo pra frente ou segurar A pra ele ficar usando o boost. Nesse jogo as naves tem a tendência de ficar paradas onde estiverem e o analógico esquerdo meio que as movimentam  enquanto o analógico direito move a mira e a direção que a nave está apontando. Cada gatilho do controle atira com um lado da nave (você pode mudar as armas, sendo que elas se diferem por tipo de ataque, como fogo, gelo etc, padrões de ataque e cadência de tiro).

    Não demorou pra eu achar a jogabilidade bem ruim. Imagine você no meio do espaço com naves te atacando por todos os lados. No Star Fox 64, por exemplo, sua movimentação é mais horizontal e mesmo nas fases de movimentação livre, você sempre tem noção de onde está. Já em SL, você tem 100% de liberdade de movimentação mesmo em seu próprio eixo e é comum você perder o senso de direção. As vezes eu encontrava uma estação espacial e queria coletar algo mas apareciam inimigos. Nos batalhávamos e logo em seguida eu fica rodando a câmera como doido pra ver se a encontrava novamente. As vezes eu tinha até voado pra longe e nem tinha percebido.

    Mas o ruim mesmo é o fato de o boost ser com A e a mira com o analógico direito, pois ou você faz um ou outro e a aceleração básica (analógico esquerdo) dá a impressão de que você está parado no meio da confusão toda.

    O maior foco, entretanto, é a jogatina nos planetas. Nessa parte o jogo me lembra muito Destiny pelo visual e a paleta de cores geralmente usada, com aqueles filtros que deixam a cor preta meio que azulada.

    A jogabilidade nos planetas é mais horizontal e consiste em dois modos: voando baixo e voando alto. Você pode trocá-los segurando R. Voar alto é o que eu esperava do jogo. Você curte a paisagem, tem liberdade, mas não tem muito o que fazer voando alto senão ir mais rápido para alguma missão. Além disso, o combate geralmente é pior porque você está rápido demais.

    Já perto do chão você pode ficar mais parado e mirar melhor, coletar loot que demanda que você puxe com um raio e execute umas manobras evasivas simples. Você vai acabar jogando muito mais assim. É dessa forma que você curte o cenário mais de perto e interage com estruturas, geralmente para aceitar sidequests ou construir bases aliadas.

    São cerca de 10 planetas numa galáxia e você pode ir e vir como quiser, como num mini No Man's Sky (mas até que deu certo) e todos meio que com as mesmas coisas para se fazer.

    Cada mundo tem diversos ícones espalhados pelo mapa. São missões que servem para remover a influência do mal naquele lugar e aumentar a sua própria. As missões são coisas como:

    -Base de vermes. Você as destrói e pode construir algo no lugar, como uma mineradora que fica gerando dinheiro ou achando partes para equipar na sua nave;

    -Chefões, que são batalhas legais (mas sempre a mesma);

    -Extrator. É meio que uma base gigante e cheia de inimigos que requer que você destrua certas coisas na localidade antes de poder atacá-la. Geralmente dá boas recompensas;

    -Nave caída. Você está a escaneando e deve sobreviver dentro de um pequeno espaço até que o "download" termine;

    -Mais alguns outros.

    Em determinados momentos o jogo vai te obrigar a cumprir esse tipo de missão para aumentar sua influência ou conseguir grandes quantidades de certos recursos incomuns. É aí que o jogo parece estar de sacanagem (perto do final). Do anda eu tenho que sai colonizando todo lugar e construindo coisas caras só pra estória poder continuar. Sinto que o jogo deu uma brecada nessas partes e eles quiseram estender o jogo de uma forma forçada. Ainda assim, levei menos de 6 horas de jogo para terminar a aventura (mas pareceu no mínimo o dobro), apesar de terem faltado missões extras para serem feitas e acho que teve até planeta inexplorado (mas as missões são as mesmas de qualquer jeito).

    Resumindo: Starlink: Battle for Atlas é um jogo dividido em três partes: primeiramente você acha o jogo ok, depois começa a achar um saco, mas depois de o entender melhor, acaba sendo um jogo legal. Ele peca em diversos critérios e poderia ter sido algo bem maior (e não duvidaria se houvesse um SL2 no futuro), mas não me arrependi nem da compra nem da jogatina pelos R$100, principalmente sabendo que ele valerá a troca por outro jogo.

    De bom: visualmente incrível. Cutscenes muito legais. A trilha sonora é legal, apesar de parecer coisa dos Avengers no geral. Liberdade de exploração da galáxia muito bacana. É possível trocar de nível de dificuldade a qualquer momento, e isso pode ser útil em partes mega frustrantes.

    De ruim: tudo meio vazio pelo mapa do jogo. Missões repetitivas para poder terminar o jogo (me senti jogando sidequests). Tudo é muito caro, tanto para fazer upgrades e comprar habilidades quanto construir qualquer coisa. Jogabilidade esquisita e grande falta de um sistema de lock-on-target. Um monte de naves e partes que só podem ser abertas comprado pela eshop ou com as navinhas físicas (fica tudo a mostra no seu inventário). O enredo e personagens são super clichês e infantis, quase como naquelas séries 3D como Hot Wheels (mas duvido que uma criança curtiria esse jogo). Esperava maior vantagem em jogar a versão do Switch. Mesmo Fox e seu time não fizeram diferença nenhuma.

    No geral, eu não recomendaria o jogo senão por um preço muito baixo. As miniaturas são bem mais legais do que a experiência em si. Se tiver a oportunidade e curtir jogo de nave, jogue sim, mas lembre-se: não é Star Fox! Definitivamente uma experiência que não fede nem cheira e nada memorável.

    Starlink: Battle for Atlas

    Platform: Nintendo Switch
    38 Players
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      roberto_monteiro · 2 months ago · 2 pontos

      Li tudo, mas estava procurando por isso aqui: "No geral, eu não recomendaria o jogo senão por um preço muito baixo. As miniaturas são bem mais legais do que a experiência em si. Se tiver a oportunidade e curtir jogo de nave, jogue sim, mas lembre-se: não é Star Fox! Definitivamente uma experiência que não fede nem cheira e nada memorável."

      Obrigado por uma ótima e direta análise do jogo!

      1 reply
  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-06-12 13:05:22 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Hexen: Beyond Heretic

    Zerado dia 12/06/19

    Eu tenho uma história com esse jogo. Uma das pendências mais antigas possíveis.

    A verdade é que na época do N64, jogos como Doom eram muito populares na área onde eu morava. Eu não curtia a ideia de jogar sozinho pois eu era um moleque medroso, acostumado a jogar Mario e jogos de plataforma coloridos e felizes no geral, mas assistir os outros matar os monstrengos era legal, sem problema.

    Interessante que nessas jogatinas eu sempre acabava enjoado, com ânsia de vômito mesmo e achava que era por conta da temática e todo o misticismo que criávamos em volta do jogo, mas o fato é que hoje sei que era motion sickness! A velocidade que o personagem de move, assim como a câmera, era difícil pra eu processar.

    Quando finalmente ganhei meu próprio N64, eu não tinha muitos jogos. Fiquei um tempão apenas com Star Wars: Episode I - Racer, mais tarde consegui Mario Kart e outros e qualquer jogo que você conseguisse o mínimo ACHAR do console, era motivo de felicidade. Sim, com a chegada do Playstation por aqui, o N64 sofria da mesma sina que o NES sofreu na minha família: encontrar jogos e quando finalmente encontrava, ou eram duvidosos ou eram caros.

    Meu sonhados Zelda, Donkey Kong e Mario 64 ficaram só na vontade mesmo.

    Um dia eu achei Hexen usado numa lojinha de eletrônicos. R$50. Em uma época que eu achava um cartucho de R$35 de SNES caro, esse preço era absurdo, mas enchi o saco da minha mãe e um dia ela passou lá e comprou pra mim. O jogo não funcionou. Lembro que ela reclamou muito porque eu enchi o saco, ela gastou dinheiro e o trem não funcionou (felizmente foi de boa pegar o reembolso).

    Esse jogo era um daqueles que a gente via bastante nas revistas da época, mas que acabou no esquecimento e só fui lembrar dele quando meu amigo desbloqueou deu 3DS (o que era algo novo no console) e rodou uma versão de Hexen nele. Fiquei espantado que ele conhecia o jogo e ele até prometeu por no meu também, mas acabamos esquecendo.

    Hexen ficou na minha lista de jogos a serem jogados, mas só de pensar que ter que emular N64 e jogar uma aventura mais longa como essa na frente do notebook...aaaaaah.

    Na minha ignorância, fui pesquisar sobre o jogo e descobri que havia uma versão de PC (e até de outras plataformas) e estava na Steam! Descobri ainda que há uma sequência e mais jogos relacionados.

    Adicionei na lista de desejos e peguei quase de graça numa sale!

    Aaaaah, como eu amo esses personagens 2D num cenário 3D, a liberdade de movimentação e exploração e os 60 fps que deixam tudo tão fluído (precisei baixar e instalar umas coisinhas adicionais pro jogo funcionar direito no Windows 10).

    Quando comecei a jogar Hexen: Beyond Heretic, eu imaginava que ele fosse como um Doom medieval, até porquê essa é a noção que o jogo dá no "estágio" inicial. Entre aspas porque o jogo também não é exatamente dividido em fases, mas geralmente um grande mapa com subáreas (que também costumam ser grandes).

    Então você está num lugar, o explora e mata vários monstros, encontra portas abertas e trancadas e um portal aqui e ali que te levam para outro lugar. Mas nada é linear. Você nunca sabe se deve fazer mais alguma coisa aqui ou entrar nesse portal ou naquele outro. Ou pelo menos nãos abe de cara, pois a palavra-chave que define Hexen é exploração e entendimento dos cenários. É como um metroidvania 3D, que você tem que ir e vir, que você puxa uma alavanca e lê a mensagem "uma porta se abriu no monastério" e você tem que saber qual dos mapas é o monastério e ir atrás de onde abriu a nova porta, que as vezes é uma porta mesmo, as vezes era outro elemento do cenário, como uma parede que baixou.

    O meu medo constante era de não perceber uma alavanca atrás de uma pilastra ou algo assim, que é tipicamente o medo que me impede de jogar os Tomb Raider originais: tudo se confundir nas texturas. Mas vou te dizer que isso não foi um problema, até porque o visual do jogo é quase como se fosse um Minecraft mais "dark". Bem coisa da época mesmo.

    Acho que podemos dizer que são 5 mundos no jogo. Cada um deles é um hub principal com as fases a serem acessadas. Ainda na primeira foi onde eu parei há um ano (passou tão rápido). Na época eu não estava entendendo nada e tendo dificuldades de memorizar os layouts. Parecia que eu explorava, ativava botões mas nada mudava. Partes muito parecidas e partes com bastante plataforma e armadilhas que podem te matar também podem ser bem frustrantes.

    Apesar de haver save automático, salva sempre manualmente antes e depois de fazer algo mais complicado. Uma das lições mais importantes sobre essa experiência, sem dúvidas.

    Acho que o fato de ações de uma área ativarem coisas fora dela é que complica. Você fica procurando meios de acessar uma porta, mas mal sabe que deve abri-la por outra "fase".

    Geralmente tudo se resume a um grande puzzle e você deve coletar um determinado número de itens específicos para continuar, como jóias ou chaves especiais. A questão é descobrir onde elas estão.

    Consiga todas e use para abrir uma porta grandona e provavelmente enfrentar um chefe. Mate o chefe, pegue o portal, veja uma tela com texto explicando o desenrolar da estória e pronto, você aparece no próximo hub, com mais inimigos, mais mil lugares para se explorar e mais portais para subníveis.

    Eu não vou mentir, Hexen: Beyond Heretic acabou sendo mais interessante e original do que eu esperava. Eu comecei o jogo amando tudo, depois comecei a achar confuso e monótono, mas nas últimas fases eu realmente já estava entendendo bem seu funcionamento e me divertindo bem mais.

    Acredito que o jogo poderia ser um pouco mais lógico em relação ao que fazer para progredir (ou o que não fazer para evitar perder tempo) e possivelmente uns mods devem consertar alguns defeitos. Fora isso, é um jogo da época, que exige paciência e muita exploração, algo que jogos em primeira pessoa hoje em dia não necessariamente contém. A temática mais "do mal" com certeza afastaria muita gente também.

    Resumindo: Hexen: Beyond Heretic é um jogo em primeira pessoa daqueles com visual da época, muita velocidade e monstros a torto e a direito para matar e se sentir orgulhoso e badass. Definitivamente o tipo de jogo que ficou no passado, antes de ser piorado em gerações seguintes (como o próprio Hexen 2, completamente 3D, parece muito mais desinteressante e ter envelhecido pior).

    De bom: muita ação. Visual legal. Imersivo e com uma temática que considero bem mais interessante que Doom, por exemplo. Diversas classes para se escolher, com jogabilidade diferente (eu fui de Warrior). Há alguma lógica nos mapas, apesar de não aparentar muito isso no começo.

    De ruim: layout parecido e meio confuso. É o tipo de jogo "pra onde diabos eu tenho que ir?" Senti a falta de o jogo mostrar o nome das áreas assim que você as acessa (isso ajudaria muito no seu mapa mental). A necessidade exagerada de exploração pois sempre há muita coisa pra fazer, muito botão para achar, muito local pra voltar. Alguns mapas são super confusos, como um que era basicamente um labirinto na metade do jogo. Confuso para configurar teclas e controle.

    No geral, curti um bocado. É um jogo de responsa que inclusive foi publicado pela ID Software na época. Feliz por me livrar de uma pendência tensa como essa, que exigiu um bocado de mim e por agora ter a possibilidade de voltar para algo mais casual. Não pretendo jogar a sequência.

    Hexen: Beyond Heretic

    Platform: PC
    426 Players
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      marlonfonseca · 2 months ago · 2 pontos

      Poucas sensações na vida são melhores do que eliminar essas pendências gamisticas. Parabéns! Adorei o relato.

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      xch_choram · 2 months ago · 2 pontos

      Ah, parece bem mais interessante do que eu pensava, tbm achava que era um doom mais medieval kkk, acho que vou dar uma procurada pra ver se tem mods que nem vc disse.

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      topogigio999 · 2 months ago · 2 pontos

      motion sickness, essa merda, esta fazendo eu perder altos jogos que tenho imensa vontade de jogar =(

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  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-06-06 11:23:23 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Nier: Automata

    Zerado dia 05/06/19

    Eu comprei o primeiro Nier de PS3 há um século atrás e deixei na estante. Já o Automata faz uns 3 anos pegando poeira na minha estante. O fato é que o primeiro eu comprei aleatoriamente por ter gostado da capa e ter achado que era exclusivo da plataforma por algum motivo. Já o segundo eu adquiri porque eu via muita gente procurando pelo jogo na época de seu lançamento (e depois) mas ele raramente aparecia, e com um preço salgado.

    Um dia, porém, Automata surgiu por apenas R$100 num grupo do Facebook e sabendo que eu iria querer jogá-lo e pelo medo de ele sumir ou ficar muito caro, acabei pegando. Na pior das hipóteses, eu conseguiria ao menos vendê-lo e provavelmente por mais do que paguei.

    Joguei o primeiro Nier há uns tempos (e publiquei aqui no Alvanista), mas nem curti muito e isso meio que tirou minha vontade de jogar sua sequência por um tempo. Na moral, eu só comecei Automata porque ele tava parado e eu tô querendo uns jogos específicos. Bora passar pra frente!

    Antes disso, meu primo comprou um PS4 recentemente e para ajudar, emprestei uns jogos. Ele amou God of War, mas disse que não conseguiu jogar Automata por ser muito "lombrado". Mas não é um hack 'n' slash? O cara ama Devil May Cry e outros do gênero!

    Com o jogo de volta a minha casa, era hora de começar. Logo você vê a logo da Platinum Games. Eu nem lembrava que esse jogo era da Platinum! Animei bem mais. Sabia que eu adoraria!

    O jogo começa com você controlando um robô atirando em inimigos bem ao estilo shmup. What? Felizmente logo essa seção acaba e você está a pé usando uma espada para cortar robôs. Aaaah, o sentimento de jogar Bayonetta! Até a movimentação é bem parecida, mas com menos cores, personagens e músicas mais sérios.

    Você tem um botão pra ataque "fraco", outro pra ataque "forte", um pra travar a mira no oponente, outro pra atirar com seu drone (que fica sempre atirando em linha reta se você segurar o botão dele, mas se estiver com a mira travada, ele atira onde estiver marcado) e mais um  botão da esquiva, que se executado na hora certa, evita quaisquer danos e ainda dá a possibilidade de um contra-ataque bacana. É bem Bayonetta.

    Logo você percebe que a aventura não é linear. Você está numa cidade, tem marcações no mapa, quest principal, sidequests, inimigos andando por aí, sistema de level up, coleta de espólios, equipamentos etc. Legal! Um Bayonetta com elementos de RPG, menos linear.

    Seguindo a missão principal, você é mandado de um lado pro outro na cidade, procurando rotas e tal. Nesse meio tempo, robôs e animais te atacam quando bem entendem, mas nada é um problema.

    Ao chegar na segunda parte, que é um deserto, o jogo fica mais "otaku", com personagens mais edgy e AQUELE tipo de plot.

    Nada é muito empolgante, quase tudo é contado por texto e se você não prestar atenção, fica ainda mais monótono. Ao menos de tempos em tempos você abre partes diferentes no mapa, com temas diferentes: cidade em ruínas, deserto, parque de diversões, cidade alagada etc.

    Eu realmente não conseguia animar com o jogo pela falta de inovação e muita repetitividade. Mas perto do fim foi que as coisas pioraram: um chefe ao lado do savepoint que era muito apelão e talvez eu não tenha melhorado as minhas armas o bastante. Uma batalha longa e difícil e eu com poucas poções. Usei tudo na primeira tentativa e quando voltei pro checkpoint, não tinha nenhuma! Nem mesmo a possibilidade de sair pra outro lugar e comprar! Foi tendo demais!

    Depois mais e mais chefes. Cara, que experiência horrível! Inclusive o jogo gosta muito disso: partes chatas e que você não tem escolha (há a opção de trocar de dificuldade nas opções, mas nem lembrei, além de que a dificuldade normal deveria ser mais balanceada!).

    Depois de bolar umas artimanhas e terminar o jogo com 10 horas, você pode considerá-lo terminado ou continuar jogando, sendo que ao carregar seu save, você já começa a aventura pela "rota B", que é meio que o lado da estória pelos olhos do outro protagonista. Em resumo, é como rejogar tudo de novo, mas você vê o que ele fez em partes em que se separaram e tal. Além disso, ele tem mais partes de shmup com o robô e vai mais forte numa mecânica que antes era mais pra defesa: hacking. Em diversas partes, você usa dessa habilidade para abrir portas, baús e até entrar na mente dos inimigos.

    Ao fazer isso, se inicia um "minigame de navinha" que é meio que 8bits mas 3D em que seu objetivo é sobreviver e destruir a todos os alvos.

    Chegando aí eu percebi que Nier: Automata era uma grande bagunça: shmup, navinha, hack 'n' slash, partes mal feitas de dificuldade, ficar indo e vindo de um ponto a outro com umas desculpa esfarrapada de "enregue isso, algora volte". O que diabos é esse jogo?

    A segunda campanha, que é a do segundo protagonista começa com um robô tentando ressuscitar o outro. Ele resolve pegar um balde com óleo e trazer de volta pro amigo. Isso demora um bom tempo pois o robô é lento e com o balde você não pode pular nem pisar em nada senão ele escorrega e derruba tudo. Essa parte é bem diferente do resto do jogo, mas é bem lenta. Acho que isso adiciona à imersão, certo? Depois o personagem voa, destrói um monte de robôs, faz isso, faz aquilo, destrói mais robôs, hackeia um chefe e tal. Isso tudo demora uns 30 minutos e aí tem uma parte que você controla só seu drone e tem que defender o protagonista de ser atacado por ondas de inimigos. É tenso, ainda mais se você tiver perdido vida em todo esse tempo antes de chegar nessa parte.

    Sabe o que acontece se ele morrer, o que é bizarramente fácil? Zeramento! "A humanidade de perdeu pra sempre". E sabe o que é pior? Você tem que recomeçar tudo desde o robôzinho carregando óleo. É UMA MERDA. Cheguei a fazer isso tudo umas 5 vezes ou até mais e por pouco não desisti. Frustrante é pouco.

    Após ver basicamente a mesma coisa duas vezes (agora estava com 15 horas de jogo graças aos equipamentos e níveis que se mantiveram da primeira campanha), é hora de seguir para a próxima parte.

    Agora finalmente a estória voltou a se desenvolver e o inimigo é outro: um vírus que está tomando conta de robôs e androides, além de outras coisinhas. Aqui o jogo começa a ficar ainda mais esquisito, dramático e filosófico. Todo o Bayonetta que havia em Automata agora se torna Kingdom Hearts. Viagem atrás de viagem. A ação dá lugar a partes em que os personagens estão afetados pela "doença" e mal conseguem andar em meio à inimigos e partes que você tem que chegar em um destino dentro de um tempo limite.

    A estória, que já era séria, fica ainda mais sem graça, agora que os personagens definitivamente são personagens de anime, dando berros e jurando matar a todos quando um ente querido morre. Um deles dá um berro tão alto que surgem construções brancas no meio do mapa.

    De repente todo mundo é inimigo, as cidades são destruídas e os inimigos...aaaah os inimigos. Seus ataques parecem não tirar nada do robô mais tosco. Os robôs estão sendo atacados mas dane-se, vou atacar de volta. Ninguém respeita seus golpes! Você agora enfrenta ondas gigantes de máquinas e sofre dano constantemente. Prepare-se sempre comprando 99 de todos os tipos de cura! Além de tudo, cada golpe tira 50% do seu HP.

    Me questionei constantemente se eu estava abaixo do nível do jogo, mas aparentemente não! E se estivesse, o que eu deveria fazer? Bater em robôs aleatórios pelo mapa por 2 horinhas? Fiz um bocado de siquests e sempre enfrentava quem estava no meu caminho, mas não foi o bastante! Não haver um sistema de equipamento de armadura também é super estranho pois a todo momento parece que a minha defesa só piorava!

    Mas de volta ao jogo, jogo você estará jogando com personagens novos e a estória cada vez menos faz sentido. Sem contar que parece que estão só a arrastando mais e mais.

    Já perto do fim, surgem mais um bocado de coisas pra fazer e revisitar os mesmos mapas pela milésima vez. Eu só queria que acabasse logo!

    Você zera só pra dar load no jogo e continuar a estória. Qual o sentido disso? Fora isso, Automata tem uns 20 e poucos zeramentos e muitos deles podem acontecer a qualquer momento com uma escolha ou ação errada. Eu fiquei as últimas horas inteiras com muito medo de ferrar meu jogo e ter que recomeçar do último zeramento e ter que fazer muitas coisas de novo.

    Jogue com esse personagem. Agora jogue com esse. Agora com esse de novo. Agora com esse de novo. Vira uma palhaçada sem sentido. E o drama forçado? Pelamor!

    Na reta final, o jogo se torna definitivamente Kingdom Hearts e um jogo bem diferente do que era na primeira playthrough e de certa forma, até mais interessante. Mas eu realmente não aguentava mais! 22 horas repetindo a mesma coisa, morrendo de formas aleatórias e tendo que refazer grandes e demoradas partes. É uma piada de mal gosto.

    O sentimento é de estar jogando algo do PS3 ou mesmo do PS2.

    Resumindo: Nier: Automata tenta ser um jogo diferente (e até consegue) e profundo, mas aca se resumindo a algo repetitivo e muito confuso e injusto. As primeiras horas foram tediosas, mas com muito potencial para ser algo muito maior, mas depois da metade da jogatina, virou algo frustrante, otaku e bizarro. Uma grande decepção.

    De bom: as vezes os visuais são bem bonitos. A trilha sonora é ótima. Gostei dos personagens. Muitos zeramentos.

    De ruim: problemas de framerate. Estória forçada e sem graça (apesar de ter umas partes bem bacanas, mas não compensam). Eu nunca sei se estou fraco ou se o jogo que ficou tenso do nada. Mesmo os inimigos mais toscos ignoram seus ataques e começam a te bater do nada, e ainda tiram muito HP. A parte de defender o personagem que me fez refazer tudo novamente umas várias vezes. A dificuldade de alcançar lojas para se reabastecer em situações críticas, como nos momentos finais do jogo (tive que matar o último chefe sem poção nenhuma). Quando você toma um dano, você fica um tempo susceptível a mais golpes e, possivelmente, a morte. Checkpoints esporádicos, sendo que as vezes você perde um progresso bizarramente grande. Tudo é muito sintético, mesmo tentando ser realista (daí o sentimento de gerações anteriores). Tedioso e repetitivo. A direção de arte não faz o menor sentido as vezes: você está voando por um túnel, quais as opções de câmera? Atrás como Star Fox ou por cima? Vamos fazer um diagonal de cima pra baixo e sem mostrar o destino de onde você está indo e ainda deixar o jogador confuso com a percepção dimensional (sério, só vendo pra saber o quanto isso é bizarro e como os controles ficam esquisitos).

    No geral, não recomendo Nier nem Nier: Automata a menos que você seja: 1) bem otaku que curte um Naruto. 2) Preparado para um jogo desequilibrado. Foi uma grande decepção para o que ele poderia ser. Olha esses personagens e robôs! Bom, ao menos vou trocá-lo em breve!

    NieR: Automata

    Platform: Playstation 4
    534 Players
    148 Check-ins

    16
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      jcelove · 3 months ago · 2 pontos

      Hehe bem vindo ao mundo de Yoko Taro. Esse esquema de varios finais q continuam apos terminar ficando cada vez mais loko é padrao dele desde o primeiro Drakengard. XD

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      thiagoreis · 3 months ago · 2 pontos

      Quero jogar esse game um dia !! O problema é que ele continua caro kkk.. não abaixa o preço nem a pau.. tanto na Psn ou mídia física...

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      robertosouza09 · 2 months ago · 1 ponto

      Cara, eu gosto de otakices do tipo Devil May Cry, Dragon Ball e entre outros. Bayonetta parece ser muito bom, mas nunca joguei, to querendo jogar Judgment e Bloodstained que vão lançar nesse mês, mas falando nesse Nier Automata eu joguei a demo e minhas primeiras impressões sobre enredo eram boas, porém depois fui pesquisar a fundo a estoria em um canal do Youtube e confesso que fiquei decepcionado. O enredo é bom sim e algumas vezes até bem desenvolvido, porém conforme o tempo passava e a trama chegava ao final, tudo só ficava pior. Sem contar em Nier Automata que não tem nenhum ser vivo na porra da estória, sem humanos, alienígenas, nada do tipo como protagonista ou coadjuvante, somente andróides vs máquinas, pode ser uma coisa boba, mas me incomodou e acrescentando ao que voce relatou nesse texto isso me desanimou mais ainda de comprar, mas existe um lado bom nessa história que foi de não ter comprado esse jogo, já pensou ter que pagar caro em um jogo e ainda se arrepender no final? Que bom que eu pensei bem antes de comprar.

      2 replies
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