anduzerandu

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  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-04-16 12:58:12 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Middle-Earth: Shadow of War

    Zerado dia 16/04/19

    Yay, fazem anos que terminei Shadow of Mordor, um jogo ambientado no mesmo universo d'O Senhor dos Anéis. Acho que meio que todo mundo conhece aquele jogo, uma mistura meio que de Assassin's Creed com Batman Arkham super repetitiva e cansativa. Lembro que o joguei por uns 2 ou 3 dias sem parar, até porque não era uma experiência muito longa.

    Pois bem, apesar dos muitos pontos negativos dele, eu fiquei curioso sobre sua sequência: Shadow of Mordor, mas claro, sem muito hype. A primeira promoção que praticamente dessem o jogo, eu o jogaria. 

    No final das contas, acabei pegando emprestado (junto com o Red Dead Redemption 2) de um amigo e não precisei gastar um centavo! Graças!

    Shadow of War (SoW) é um nome bem ruim pra uma sequência de um jogo chamado Shadow of Mordor. E com o fato de o gameplay ser parecido e até as capas, eu nunca sei qual é qual. Sério, existe um nome mais genérico que Shadow of War?

    O jogo começa dando sequência à estória de Talion, uma espécie de Aragorn super sem graça e com menos expressões que a Kristen Stewart, e seu amiguinho fastaminha camarada, Celebrimbor, que agora mantém uma forma mais feia e bizarra.

    Você vai perceber que os visuais não são muito chamativos e tudo se parece demais no jogo, inclusive cada mapa de cada província que você abre (felizmente algumas se diferenciam com neve ou lava, por exemplo). Esse definitivamente poderia ser um jogo da geração passada.

    As primeiras missões são lineares e ensinam comandos básicos do jogo. Basta seguir pra próxima marcação no mapa e continuar a estória, conhecer novos personagens e ver o desenrolar que nos levará o mais rápido possível ao fim de um jogo tão desinteressante. Tranquilo!

    Mais tarde você aprenderá a habilidade de controlar inimigos. Basta estar perto deles, segurar O e não ser atacado até que uma barrinha se encha. Esse poder será um dos mais importantes no jogo, principalmente para capturar capitães pelo mapa, mais ou menos como no jogo anterior. Orcs dominados lutarão ao seu lado.

    Pra quem não sabe, existem Orcs únicos pelos mapas, mais ou menos como os monstros campeões/lendários de jogos como Diablo ou Xenoblade. Cada nemesis desse tem características próprias, incluindo  resistências e fraquezas a determinados tipos de ataque e armadilhas do cenário.

    Enfraqueça-os numa batalha e terá a opção de tentar recrutá-lo para servir ao Senhor da Luz. Caso não tenha esse interesse, poderá lutar até a morte  e conseguir algum equipamento bacana. por outo lado, perca a batalha e veja esses caras se fortalecendo.

    Cada região conta com um enorme número de capitães num sistema hierárquico. Você pode ir atrás dos mais fracos para aumentar seu "time", enviá-los atrás de outros capitães para te ajudar ou mesmo deixá-los infiltrados  em castelos inimigos para quando você os atacar, eles traiam seus aliados quando eles menos esperarem (facilitando que você mate seus inimigos ou os recrute).

    O jogo, mais tarde, se mostra muito focado num sistema de Cerco, em que você e seus aliados atacam uma base daquela província para tentar tomá-la. Quanto mais aliados, mais fácil e quanto mais defensores do castelo você matar, menos resistência por parte do inimigo você terá.

    SoW sem dúvidas foca muito nesse sistema de nemesis, de ir atrás dos caras, conhecer suas particularidades e usar do que você puder para derrotá-los, junto aos seus exércitos em suas bases, e isso até que é bem legal.

    Por outro lado, o jogo é basicamente só isso: interrogar Orcs para revelar as sombras dos Orcs e poder os localizar, correr, escalar, correr, escalar, correr, correr de um lado pro outro, enfrentar o capitão junto de mais um bocado de Orc e ficar frustrado em ter que usar o contra-ataque a todo momento e não poder focar num só inimigo, ganhar e começar tudo de novo em busca do próximo ou perder, voltar pra uma torre mais próxima, ir atrás do cara de novo e ainda ter que ouvir o diálogo dele todinho novamente sem poder pular.

    Em diversas ocasiões eu me senti jogando um musou, de tanto corre-corre e espadas em grandes hordas que eu dava. O sistema de nemesis começa a encher o saco bem rápido e a preparação para atacar a base do inimigo pode levar muito tempo. Cheguei a gastar manhãs inteiras preparando times e faze ruma única missão dessas (já que a cada província você tem que refazer tudo do zero, pois os personagens são outros).

    O jogo depois ainda fica confuso com o que é missão principal ou não pois a maior parte do tempo eram apenas os pontos de exclamação dentro de losangos. Depois eles meio que somem e há outros objetivos em losangos (que se destacam também no mapa), mas a verdade é que eles são apenas um outro tipo de sidequest.

    Algumas missões são marcadas em outras províncias e você deve verificar de vez em quando saindo mapa dali e abrindo o do mundo, o que é um processo mais lento e estranho do que você imagina. Na verdade, dá até pra esquecer que existe esse mapa ou que há motivos de voltar a olhar outros lugares fora de onde você está.

    Mai pra frente, algumas missões em losangos se tornarão principais (sendo que antes eram meio que opcionais). É estranho, mas volte ao mapa-mundi, verifique onde tem uma missão piscando e vá pra lá.

    Resumindo: eu não sou muito fã de nada relacionado a Senhor dos Anéis, incluindo os jogos, mas Shadow of Mordor tem suas partes interessantes e que até o tornam superior ao primeiro (sendo que eu esperava a mesmíssima coisa), sobretudo o sistema de Cerco aos castelos e como fazer isso com Orcs que você já começou a curtir ou os resultados tidos durante a batalha com base em ações anteriores. O jogo perdeu a chance de acabar muito bem ao adicionar um epílogo horrível. Definitivamente saiu de "gostei bastante da experiência" para "jogo genérico e uma perda de tempo".

    De bom: sistema de nemesis muito legal, em que você batalha e controla seus inimigos, os envia em missões ou para preparar terreno para futuros ataques ou até mesmo aparecendo do nada um momento difícil para te salvar. Os inimigos são bem dublados, com várias falas e particularidades que os tornam incrivelmente vivos, inclusive citando a forma como você os abordou ou como foi da última vez que vocês se enfrentaram. CGs bacanas.

    De ruim: enredo fraco. Personagens desinteressantes. O fato de a narrativa ser escrotamente hollywoodiana, parece um Velozes & Furiosos medieval, incluindo piadinhas e efeitos sonoros "pop". Incrivelmente repetitivo, seja na jogabilidade, seja nos cenários que sempre são ruínas, barris pegando fogo, jaulas etc. Gameplay bizarro em diversas partes, sendo que as vezes você está segurando pra cima só pra chegar logo no teto de um prédio mas o personagem resolve pular pros lado ou mesmo numa subir. Epílogo que transforma o jogo numa experiência desnecessariamente maçante, parecendo um jogo F2P (recomendo ver o final verdadeiro no Youtube).

    No geral, o jogo começou bem, ficou bom mas depois...aah depois. Depois ele ficou uma verdadeira porcaria. Se for pra seguir a mesma lógica e erros pela terceira vez, eu espero que não continuem mais essa série.

    Middle-earth: Shadow of War

    Platform: Playstation 4
    156 Players
    46 Check-ins

    23
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      msvalle · 4 days ago · 2 pontos

      Já imaginava que que seria nessa linha, por isso tirei de minha lista. Esse nem em promoção. É olha que você nem é fã do material original. Imagine para os fãs (como eu) =P

      1 reply
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      jorgegt · 3 days ago · 2 pontos

      Comprei esse sem nem ter jogado o anterior (que já havia comprado há muito tempo antes). Depois de ler seu post fiquei até com medo. Se for tão repetitivo como Mad Max já sei que vou sofrer.

      1 reply
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      shucrute · 4 days ago · 1 ponto

      Concordo com muita coisa que você disse, mas eu não considero esse um jogo ruim, apenas medíocre e preguiçoso, diria até desnecessário. Eu fiz o final verdadeiro e achei uma cerejinha de cocô no sorvete de merda que estava a história.
      Apesar de Senhor dos Anéis provavelmente ser minha franquia favorita (até mais que Star Wars), esse jogo está bem aquém do esperado e espero que se tiver um próximo Middle Earth, foquem em outra coisa completamente diferente de Mordor.

      1 reply
  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-04-08 23:37:55 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Red Dead Redemption 2

    Zerado dia 08/04/19

    MEU DEUS DO CÉU! QUE JOGO FOI ESSE?

    Eu amo o primeiro Red Dead Redemption desde que eu o terminei lá pra 2013. Recomendo toda hora aos amigos fanzetes de GTA e Rockstar em geral, mas infelizmente o fato do jogo não ter saído pra PC dificulta um pouco para os curiosos de hoje em dia. Ninguém vai comprar um PS3 ou Xbox 360 só pra isso, né?

    Um dia, anunciam RDR2. WTF? Só deus sabia quando eu o jogaria e com a minha má vontade de dar tanto dinheiro em lançamentos AAA, deixei ele um pouco de lado quando o vi ser lançado. Na minha cabeça foi tão rápido! Vi uma galera falando que o jogo tava meio sem graça e tal e o hype de todo mundo foi caindo.

    Mas o que seria de mim sem os amigos? Um deles postou nos stories do Instagram que tinha comprado o jogo e logo eu fiz questão de dizer que eu já estava na fila pra pegar com ele. "A fila é só você." Semanas e semanas depois, devolvi os jogos que tinha emprestado e perguntei o que tinha disponível. Peguei o Red Dead!

    Começando o jogo, você faz parte de um grupo que está sobrevivendo em meio à uma nevasca. É tudo muito lento. MUITO mesmo. Bom, eu sabia que era a introdução ao jogo e tal. Tava achando o visual legal, mas o jogo meio linear e paradão. Por outro lado, mantive na cabeça que eu também não curti muito o início do GTA V, mas acabou sendo importante mais pra frente.

    O capítulo 1 é basicamente um monte de tutorial disfarçado de estória. Aprenda a atirar, a caçar, se habitue aos comandos básicos. Neve, neve e mais neve. Eu tava odiando a falta de liberdade e o branco constante e missões desinteressantes. E isso levou algumas horas, a ponto que depois da minha segunda jogatina, eu estava achando o jogo meio insuportável. Deixei ele de lado por uns bons dias e a vontade de voltar não vinha. Zerei Crypt of the Necrodancer etc nesse tempo.

    Quando me forcei a voltar, cheguei ao capítulo 2. Nenhum personagem era muito interessante e as cosias estavam sempre sérias demais, mas ao menos agora o cenário era verde e eu tinha mais liberdade de vagar por aí, conhecer cidades e tal.

    Nesse poto eu ainda não via motivos pra continuar jogando RDR2. A série havia deixado de ser cowboys no velho oeste, bebendo e atirando em trens em movimento para ser um bocado de caipira vivendo num acampamento. O protagonista deixara de ser um cara que faz os corres pra um tiozão de uma gangue que apenas vive a sua vida. Isso é um simulador de caipira?

    Leve a carroça até tal lugar, leve meu filho pra pescar, cobre dinheiro de um devedor. RDR2 tenta ser o mais realista possível, mas as vezes o real é simplesmente chato. Se eu quisesse isso, eu iria ali no parque ficar andando.

    No capítulo 1 eu já estava oficialmente decepcionadíssimo com o jogo. Ele é bonito, mas com umas mecânicas e comandos duros e lentos, personagens sem personalidade (com exceção do chefão da gangue) e missões sem ação nenhuma.  Fui conversar com um amigo que pagou caro no seu lançamento e ele disse que tinha largado e se arrependido da compra. O que diabos foi que a Rockstar fez?

    Virei meio hater do jogo que precisou de dois "cds" para instalar mais de 100GB no meu PS4 e com os boatos de Red Dead Redemption 2 vindo pro Switch (o que nem tem como acontecer), cheguei a postar num grupo do Facebook que preferiria que fosse o 1 ao invés dessa bomba. Rolou um bocado de reações concordando com o que eu disse.

    Eu havia me convencido que a série tinha sido estragada e que as pessoas diriam no futuro: "pô, eu até curto o 2". Também já havia preparado meu discurso de ódio e argumentos pra dizer pros amigos que não valia a pena jogá-lo e que o 1 era insuperável.

    Capítulo 2 e o mapa se abre mais, mas ainda assim. É tudo muito igual, eu nunca sei onde estou quando estou fora dos pontos de interesse, como cidades e o acampamento. E parece que 2/3 do tempo eu só estou cavalgando deu m lado pra outro.

    Missões memoráveis? Um aqui e outra ali. Fui no gamefaqs.com ver quantos capítulos tinham à frente, pois eu não desisto de jogo assim. São 6 no total, mais o epílogo. Meu deus, eu ainda estou no 2! Esse jogo vai demorar 100 horas de muito tédio.

    Ainda no site, acabei lendo um pouco da descrição que o escritor fez antes de cada capítulo: "Capítulo 4, não há tanta coisa pra fazer como no 2 e 3. Capítulo 5, linear e curto. Capítulo 6, só fechar umas pontas e terminar..."

    Eu me convenci que os primeiros capítulos eram os maiores, cosia comum em muitos jogos. Até dei uma animada.

    No final do capítulo 2 eu já estava mais interessado no jogo. Os personagens começaram a atuar mais no jogo, as missões fazerem mais sentido, áreas mais bacanas mostrando um lado mais "Rockstar" de se fazer esses jogos e principalmente: imersão. Sério, se há uma palavra impostante para essa experiência, é "imersão".

    RDR2 foi virando cada vez mais o jogo que eu esperava desde o início, e se mostrando que toda a parte lenta foi só uma grande e lenta apresentação, como o intuito de mostrar a vida normal daquela gente, sobrevivendo de qualquer forma. A imersão finalmente veio e eu estava tendo prazer de conhecer o mapa e rever as coisas e as pessoas.

    Agora eu queria saber qual era o próximo passo da gangue e como eles se livrariam de um novo problema ou de como eles usufruiriam de uma pessoa que se mostrara importante ou de algo que eles acharam ou roubaram.

    Os personagens, que antes só pareciam ninguém de mais, foram se mostrando partes importantes do jogo. Tem 20 pessoas no bando? Criança, mulheres, briguentos, ladrões, indíos etc? Você vai gostar deles cedo ou tarde e quando alguém morrer, aquela pessoa vai fazer falta! UAU!

    No capítulo 3 eu finalmente estava viciado no jogo, como se fosse um outro jogo, não o RDR2 que conheci e joguei por umas horas sofridas.

    Já no 4, o jogo tomou proporções astronômicas! Eu estava realmente preocupado com o bando e os rumos que os problemas vinham tomando. Um bando rival ameaçando de perto, as autoridades na cola, problemas corriqueiros e o grupo vendo a constante necessidade de se mover para um novo lugar onde ninguém os acharia enquanto planejavam e executavam os próximos golpes.

    Roubar um banco? Um trem? Executar uns trabalhos sujos? Tanto faz, eles precisavam de dinheiro para sair daquela vida ou talvez daquele país e quando finalmente surge a oportunidade, algo inoportuno acontece, como alguém ser preso, morto ou o golpe não resultar em lucro nenhum.

    Agora já temos um mapa bem mais explorado, muitas localidades diferentes e vários aliados por aí. Desculpe ser repetitivo, mas a imersão, amigos! A imersão estava uma delícia naqueles cenários incrivelmente realistas, nas pequenas cidades do interior com poeira subindo, com detalhes que você não consegue imaginar. Algumas missões mais dramáticas terminam com você cavalgando no maior estilo cinemático e com música de fundo cantada. UAU mais uma vez!

    Depois o jogo toma uma direção bem inusitada, focando ainda mais nos personagens, torturando-os e deixando seu coração na boca. Parte do grupo vai parar em outro mapa, incluindo você, e foi aí que eu tive a certeza que RDR2 não é um jogo pra qualquer um. Não é um jogo casual. Não é um jogo para crianças. É uma obra pra ser apreciada, feita com um cuidado excepcional, que mostra onde jogos podem chegar, saindo da zona de conforto dos jogos e mostrando o que é a geração atual é, bem diferente da anterior.

    O título encarna o espírito do cinema de décadas atrás, com um americano, de pele suja e queimada, cabelo meio loiro vivendo numa ilha tropical em meio à uma guerra civil. Imagine aquele americano estilo Indiana Jones ou qualquer caras desses, preso num lugar como esse, cheio de plantas e mosquitos, ajudando nativos a enfrentar um exército ao por do sol. Armas e canhões disparando, explosões e um protagonista mudado. Os caras capturaram uma essência indescritível nessa parte, que apenas a experiência pode proporcionar. E que experiência!

    O final do jogo é similar aos dos jogos comuns da Rockstar, mas de uma forma muito lógica. Rolam uns plot-twists bem loucos e uma partes FORTES, de deixar emocionado mesmo. O respeito pelo jogo foi só crescendo e a felicidade pelo jogo ter se passado tranquilamente ao invés de correr a estória toda.

    O que estava acontecendo com todos os personagens que eu amava? E como os caras são azarados! Quando finalmente resolvem um problema, aí vem outro, e sempre de uma forma injusta e surpreendente, inclusive doença. É um caso sério e triste a situação dos caras.

    O líder continuamente busca um jeito de resolver as coisas mas a crise deixa a galera cada vez mais preocupada e o grupo começa a se dissolver de um jeito ou outro.

    O mais incrível é como esse jogo vai terminado e se ligando à Red Dead Redemption 1. Muitos personagens do 2 voltam no 1 e você vai amar ainda mais cada um deles, até vilões. Eu terminei o jogo com uma vontade LOUCA de rejogar o 1 agora e ver como as coisas se desenrolam.

    O que posso dizer? Terminei o jogo de boca aberta, emocionado e feliz por ter experimentado um jogo tão bom, e que achei que fosse ruim. Cheguei atrasado no serviço porque estava assistindo aos créditos e cá estou eu, escrevendo um texto gigante que não mencionado nada da jogabilidade enquanto ouço a OST do jogo.

    Resumindo: Red Dead Redemption 2 começou devagar, mas foi muito compensador de insistir e terminar. O jogo definitivamente é uma versão "adulta" desse tipo de entretenimento, ao contrário da bagunça e protagonismo de um GTA, por exemplo. Definitivamente não é algo casual, corrido ou feito para um público que curte explosões e ação contínuos. Quanto mais você adentra nesse mundo, mais ele te compensa e mais ele mostra que videogame não é só uma coisa que você usa só pra passatempo. RDR2 é uma EXPERIÊNCIA que nenhuma imagem que eu postar ou palavra que disser vai justificar.

    De bom: visuais incríveis. Imersão muito bacana depois de um tempo (acredito que uma TV maior teria me ajudado nisso há mais tempo) e a possibilidade de jogar em diferentes ângulos de câmera, incluindo em primeira pessoa. Modo online e missões paralelas, além de caças e melhorias para quem quiser ir além (terminei com 62%). Variações no cenário, como florestas, desertos, montanhas geladas e cidades originais. Um enredo de cair o queixo, incrível dentro do jogo e como ele se encaixa com o do primeiro RDR. Personagens que "crescem em você" de uma forma rara. Emocionante. Trilha sonora muito boa e excelente em diversas partes específicas. Ambientação muito foda, sobretudo em partes específicas, como a da ilha, na cidade industrializada à noite e numa parte que você tem que cuidar de uma fazenda.

    De ruim: início lento e que desmotivaria a maioria a continuar. Comando e movimentação geral meio lenta. Cavalos burros que caem fácil ou batem a cabeça contra pedras e troncos, te jogando pre frente e causando dano. Sem fast travel prático e obrigação de cavalgar bastante por conta disso.

    No geral, eu amei o jogo e fico dividido em relação a ambientação meio "forçada" dele nas primeiras horas. Por um lado é legal ir se acostumando que nem todo jogo é corrido e com tudo acontecendo ao protagonista, por outro lado, é só um jogo, podendo ir mais direto ao ponto e dependendo menos de realismo. Meu conselho é: se você gosta de RDR, da Rockstar, de Velho Oeste, de jogos de mundo aberto e de uma boa estória, esse jogo é obrigatório na sua vida. Só aguenta um pouco se as primeiras horas forem meio chatinhas. QUE FINAL FODA!

    Red Dead Redemption 2

    Platform: Playstation 4
    487 Players
    201 Check-ins

    35
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      0blivion · 11 days ago · 2 pontos

      Eu tava tão hypado pra esse jogo que até a neve eu curti, ainda mais que senti uma vibe oito odiados do tarantino, aliás se não viu, assista! ele começa parado igualzinho ai vira uma parada mto loca. Quanto ao jogo realmente sem palavras cada vez mais pesando a perda de personagens

    • Micro picture
      bebessauro · 11 days ago · 2 pontos

      Esse jogo é bom de mais, as vezes lembro do final e bate uma bad.

  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-03-30 19:08:43 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Crypt of the Necrodancer

    Zerado dia 30/03/19

    Tá aí um jogo que estava na minha lista há um século. Só Deus sabe quando eu o jogaria.

    Apesar disso, um amigo insistia em recomendar e até jogar enquanto eu o visitava algumas vezes, mas eu não achava muita graça. Inclusive cheguei a testar no PS4 dele uma vez ou outra mas achei a jogabilidade confusa.

    De repente a Nintendo anuncia Cadence of Hyrule, que é basicamente uma mistura de Crypt of the Necrodancer com The Legend of Zelda. WHAT DA FUCK? O novo jogo é lindo e como eu faço questão de jogar qualquer coisa com o Link no meio (até Crossbow Training entrou na regra), eu fiquei curioso em saber porque de todos os jogos, logo esse foi o escolhido para um mash-up com uma série tão grande e importante.

    Crypt of... CotND. Vamos chamá-lo de CotND! Ele simplesmente furou a fila toda, tanto em relação aos jogos que estou jogo quanto aos que jogarei em seguida. Sim, a curiosidade estava lá em cima!

    Com meu cartão humilde de 8GB no PS Vita, exclui uns jogos e fui baixando o Indie aí. Ao iniciá-lo já achei super bizarra a arte da tela título. Cadence, a loirinha protagonista, é super feia nessa imagem, junto com um monstro meio toscão, mas tá valendo.

    O jogo em si é simples, mas bonito, todo trabalhando no visual pixelado e que, embora não seja perfeito, funcionou muito bem no portátil da Sony. Porque esse jogo não saiu no 3DS mesmo?

    CotND é um roguelike, como Enter the Gungeon, Rogue Legacy e muitos outros. O que o torna bem diferente e original é a sua jogabilidade, com grande foco em ações dentro do ritmo musical.

    Basicamente, enquanto em jogos similares você pode parar, pensar e explorar se preocupando apenas com inimigos, aqui a ação está acontecendo a cada batida da música: cada passo seu ou dos outros, cada ataque etc. 

    Você vai querer agir de acordo com a música. Cada passo deve ser planejado de acordo com os seus arredores.

    TUM  TUM  - TUM  TUM  TUM

    O d-pad te move de acordo com a posição desejada e se houver um inimigo no seu caminho, ao invés de andar, Cadence o atacará.

    DIREITA  DIREITA  CIMA  CIMA  ATAQUE

    Todos estarão agindo ao mesmo tempo, então cuidado! Entrar na frente de um inimigo fará com que ele ataque ao invés de se mover pra longe de você!

    Não agir dentro da batida não impede que os outros hajam normalmente de acordo com as marcações da música que ficam na parte inferior da tela. Além disso, quanto mais você ataca dentro do ritmo sem sair dele, maior será o seu multiplicador de moedas, ou seja, mais você vai ficar rico e mais coisas poderá comprar nas lojas, encontradas em todos os andares.

    Itens são uma parte super importante de CotND. Existem armas que atacam sem você precisar ficar adjacente ou sequer próximo dia inimigos, armaduras que diminuem muito o dano causado pelos inimigos (que é bem grande sem qualquer equipamento), magias que podem atacar ou causar outros efeitos no mapa, botas que impedem que você seja afetado por armadilhas no chão, picaretas para quebrar parede e abrir mais espaço e rotas pelos pequenos mapas, acessórios com diversos poderes passivos e por aí vai.

    Iniciando uma masmorra você tem uma adaga, uma picareta e uma bomba que você pode usar pra qualquer coisa, incluindo quebrar pedras mais duras e achar segredos. Mas conforme você junta as coisas, ficará cheio de habilidade e mais confiante mesmo em enfrentar grandes grupos de inimigos ou mesmo não ter o risco de errar o timing da música quando ela ficar TUMTUMTUMTUMTUMTUM.

    Esse jogo conta com apenas 4 masmorras e, ao terminar uma, você volta ao Hub principal com a possibilidade de ir para a próxima, sem levar nenhum item conquistado.

    Apesar disso, há motivos para voltar a masmorras anteriores! Além de tecnicamente mais fáceis, há NPCs presos em gaiolas que se você achar suas chaves e levar até eles, os desbloqueará no Hub, tendo mais opções para prosseguir sua aventura, como treinar contra inimigos, treinar uso de armas, desbloquear equipamentos com cristais especiais (diamantes) para aparecerem durante a sua exploração e até mesmo começar a masmorra com uns equipamentos maneiros.

    Se você jogou Enter the Gungeon, pode entender que é bem similar às coisas que você faz no lobby de lá.

    Por outro lado, saiba que esse jogo é TENSO. A jogabilidade é meio travado e em situações de muitos inimigos, pouco espaço e armadilhas, fica difícil planejar os seus próximos passos de segundo em segundo.

    Além do mais, eventos mais aleatórios e inimigos (principalmente os chefes) podem acabar com a sua run e tudo que conseguiu rapidinho. Itens de recuperação de vida são raros e tanto equipamentos quanto altares que dão bônus e habilidades podem acabar te atrapalhando, como coisas que te jogam pra cima dos inimigos a cada ataque ou armas que quebram caso você leve dano!

    É definitivamente um jogo de morrer um bocado, sempre indo um pouco mais longe e entendendo como funcionam as coisas novas. Meu foco nas muitas primeiras tentativas foi explorar, achar cristais e abrir mais coisas pro jogo, mas a grande maioria das coisas é apenas variação de outras coisas que você já tem, mas agora os inimigos dropam um pouco mais de dinheiro ou a cada 10 mortos você recupera meio coração. Impiedoso!

    CotND fica bem mais legal no final com tudo aberto, novos personagens para jogar, novas possibilidades e o costume com as mecânicas. Mas como sempre, a sorte pesa um bocado aqui e ali.

    Na minha primeira run na ultima dungeon, eu cheguei no último chefe de primeira e quase venci. Depois disso eu pensei bastante para conseguir chegar lá novamente e quando chegava, passava longe de vencer. Outro exemplo é que mesmo depois de zerar a campanha, voltei a jogar na primeira dungeon e apanhei um bocado. As músicas são lentas, os inimigos são diferentes e por aí vai. 

    O que eu quero dizer é que não dá pra vacilar com esse jogo. Você pode e vai ficar bom nele, mas deve sempre prestar atenção e sempre pensar uns movimentos à frente.

    Resumindo: Crypt of the Necrodancer é um jogo bem legal, com músicas, inimigos, jogabilidade e até um enredo carismáticos. Eu morria e já começava de novo, as vezes indo mais longe e com coisas melhores, as vezes morrendo bem rápido por vacilo ou falta de sorte. Há bastante conteúdo e vários motivos pra voltar a jogatina, principalmente porque cada personagem segue uma campanha independente, mas com habilidades próprias e que podem facilitar bastante o jogo.

    De bom: visual legal. Músicas simples mas bacanas. Fácil de entender. Bastante variação no gameplay conforme você se equipa. Vários modos de jogo e personagens que jogabilidade diferentes (pode ajudar também se o jogo estiver complicado com a Cadence). Modo ad-hoc no Vita. Missões diárias. Achievments para quem quiser mais, e eles exigem bastante tempo de jogo.

    De ruim: nem toda run é exatamente divertida e pode acontecer de você jogar várias delas com itens sem graça ou desinteressantes. Muito equipamento inútil ou que exige estratégias bizarras demais, como tudo que é de vidro e se quebra ao tomar um único golpe ou outros que você perde vida ao coletar, por exemplo. O jogo é meio repetitivo, com uma quantia relativamente baixa de inimigos e combate simplório e sem inspiração, mesmo em chefes (o que só mudou no final do jogo). Com exceção do chefe final, os chefes de cada masmorra podem ser qualquer um de uma pequena lista. Eu mesmo matei o mesmo cara no final das três primeiras. O jogo tem um quê de estratégia bem grande, mas é complicado sair do básico, o que pode ser frustrante ou pouco amigável para jogadores casuais.

    No geral, eu curti o jogo, mas fico feliz de ter me livrado dele. Eu gostei mais do que eu imaginava no passado, mas menos do que eu esperava durante a jogatina. Felizmente a aventura é relativamente curta e já posso aguardar o Cadence of Hyrule no primeiro dia. Fui ver um vídeo dele, inclusive, e a arte nova deixa a desse daqui no chinelo! Recomendo o jogo sim, mas Enter the Gungeon é a escolha definitiva!

    Crypt of the Necrodancer

    Platform: Playstation Vita
    7 Players
    2 Check-ins

    26
  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-03-24 17:47:26 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Spider-Man

    Zerado dia 24/03/19

    Lembra quando anunciaram esse jogo? Foi interesse instantâneo. Spider-Man parecia uma versão diurna da série Arkham do Batman da Rocksteady (e é bem isso mesmo) e ninguém parava de falar do jogo.

    Eras depois, o jogo finalmente foi lançado e como eu dificilmente pago o preço cheio em um jogo de PS4, acabei meio que me esquecendo dele com o tempo e perdendo um pouco do hype. Por outro lado, todo mundo jogando e amando a experiência e dizendo ser o melhor jogo do ano passado.

    É sério que um jogo da Insomniac (Ratchet & Clank, Sunset Overdrive) poderia ser tão grandioso assim ou o povo caiu na boa propaganda e o fato de os filmes da Marvel estarem aí enchendo o saco o tempo todo?

    Sem nenhum amigo para me emprestar o jogo, a oportunidade só veio recentemente com a compra do PS4 do meu primo, que veio com o jogo.

    Cheguei a testar na casa dele anteriormente e ele tinha me ensinado como funcionavam umas coisinhas. Apanhei um pouco na movimentação e tinha achado o jogo bem "ok". Talvez Spider-Man fosse só mais um jogo na biblioteca do console. Uma coisa era certa: que jogo bonito!

    Meses depois, com a cópia em minha residência e mais de 60GB instalados no Playstation, pude entender melhor como funcionava o jogo, conhecer o início da estória e saber que eu não estaria vagando por Nova Iorque sem um bom motivo.

    Você começa a campanha aprendendo sobre movimentação e combate com diferentes tipos de inimigos: desde os mais simples, até os com escudos ou os gordões e como contra-atacá-los. 

    Além disso, o começo é bem cinematográfico, mostrando que o jogo é coisa séria e um trabalho muito caprichado. Logo eu me interessei muito pelos personagens clássicos do cabeça de teia e pelo enredo.

    Já com acesso ao mapa, UAU! Quando o assunto é realismo, não existe nada mais incrível! A cidade de Nova Iorque é VIVA. Há carros em movimento, muuuuitas pessoas por todas as ruas, árvores balançando, fumaça saindo dos lugares, pássaros voando, buzinas, falas e até os reflexos nos prédios ou mesmo olhar as salas por fora deles. É tudo muito legal. Inclusive, me peguei andando a pé muitas vezes para viver a experiência ainda mais imersiva com toda aquela naturalidade.

    Há algumas interações com diferentes tipos de coisas mas em sua grande maioria é tudo voltado à movimentação do herói, e isso é muito bom! Se balançar, se impulsionar, agarrar às coisas. Com um pouco de prática você vai estar voando alto e rápido e com uma incrível sensação de liberdade vendo a maravilhosa cidade, seja do chão, rente aos prédios ou mesmo bem acima da maioria.

    Empoleire-se no topo de um prédio alto, como o Empire State Building ou mesmo a torre dos Vingadores e olhe o cenário. Você pode ir para qualquer lugar que você vê em Manhattan. E seja perto ou longe, tudo está lá, bem sólido. Já acostumado você consegue até reconhecer diferentes localizações desse mapa só olhando de longe!

    Spider-Man começa bem focado em um vilão e crimes rotineiros e problemas pessoais de Peter Parker, mas logo o foco da estória se vira à outro vilão, que é, de certa forma, o de maior destaque desse jogo.

    Para continuar a campanha, basta seguir o marcador na tela, que indica a próxima missão, mas conforme você avança, missões secundários e coletáveis se abrem e são adicionado ao mapa. Pressione R3 e olhe aos arredores para ver várias marcações dessas missões.

    É aí que Spider-Man ficou super viciante pra mim. Uma dessas missões envolve coletar 50 mochilas no mapa (tudo está marcado, basta ir até lá e interagir) e cada uma delas contém um item diferente, relacionado ao universo do Homem-Aranha.

    Eu tava adorando fazer isso e limpar o mapa e ainda ganhar experiência e um troféu para cada set de missões secundárias terminadas. Não deu outra: fui limpando cada distrito até deixar o mapa limpo para então continuar a campanha e mais tarde, liberar mais missões secundárias/de coleta (diferentes) pelo jogo.

    A parte mais legal é que todas as missões tem uma estória por trás ou mesmo culminam em um objetivo opcional super divertido, como foram as de desarmar bombas pela cidade e no fim lutar contra o Taskmaster.

    Além disso, tudo no jogo é rápido. Então ao invés de você ter 20 missões principais grandes, você tem 50, mas rápidas. Ir de um lugar para o outro também é sempre tranquilo e nunca há a sensação de dar uma "esfriada" no seu ritmo, nem de parecer muito rápido ou superficial, no caso das missões. Logo, em meia horinha você já fez tanta missão secundária, conheceu tanta coisa massa que não tem na campanha e ganhou tanta experiência, que você vai se divertir tanto quanto focando da estória principal. Inclusive, esse é um dos motivos para eu ter jogado tanto e por tanto tempo: eu realmente me foquei e amei as missões opcionais.

    No fim das contas, a recompensa está no troféu, experiência e fichas conquistadas.

    Com experiência, você adquire níveis, que por sua vez permitem o desbloqueio de habilidades ativas e passivas (como aumentar a sua força em 10% e poder tirar armas e escudos das mãos dos capangas).

    Já as fichas são classificadas em diferentes tipos, como fichas de crime, de desafio, de pesquisa etc. Há uma grande gama de trajes, golpes especiais e dispositivos (como eletrocutar inimigos ou prendê-los em teias) para serem desbloqueados ou melhorados com essas fichas.

    Basicamente, para desbloquear um bocado de coisas, você vai precisar desses colecionáveis e para obtê-los, terá que fazer missões opcionais.  Eu já tava curtindo as missões, mas agora que eu iria abrir de tudo, principalmente as roupas de diversos Spideys diferentes, não consegui me segurar.

    Com exceção das fichas de crime, obtidas ao obter crimes que acontecem aleatoriamente enquanto você anda por aí, a maioria das missões é bem pensada e original, chegando a dar uma grande variada no gameplay, como em algumas que você controla um robô-aranha pequenininho andando pelo parque.

    O jogo ainda sai da mesmice com missões obrigatoriamente stealth (embora quase sempre exista a possibilidade de jogar assim) e possibilitando controlar outros personagens em determinadas partes, tirar fotos e puzzles! É, há um bocado deles.

    E falando em personagens, há vários deles, Desde pessoas de bem à vilões e são todos tão incrivelmente bonitos! As cenas de conversa e afins são bem dirigidas, divertidas e dramáticas de uma forma muito nova. É o verdadeiro poder da nova geração. O jogo é lindo, como uma cinemática, mas sem parecer robótico, travado ou linear.

    Tudo é super carismático e realista. A Mary Jane, por exemplo, é uma pessoa normal, sem as proporções super sexistas que muito nerdão tetudo esperaria. Ela é bonita e simples, com a cara redonda e tal. Como eu amo esses personagens!

    O carisma do jogo vai além das pessoas, cidade e missões graças à dublagem. Não vou mentir que houveram partes em que personagens falaram de boca fechada ou não falaram de boca aberta, mas as vozes em si são muito bacanas e não há nenhuma irritante.

    O trabalho de tradução, principalmente por parte das vozes, é muito bom também e deu até pra esquecer que o jogo era dublado!

    Eu vou dizer uma coisa: Spider-Man trouxe de volta a visão, a nostalgia, o gosto que eu tinha pelo herói na infância e adolescência. Aquele Spider-Man do desenho da globo, naquele mundo, com aqueles inimigos que provavelmente foram "estragados" pelo cinema. ISSO É HOMEM-ARANHA. Geralmente eu não curto filmes de heróis, mas agora posso dizer com orgulho que esse herói aqui é sensacional! Aliás, esse é o tiipo de jogo que vem pra te lembrar porque video game é tão bom!

    Resumindo: com um pé atrás e já esperando um Batman Arkham diurno, eu achei que Spider-Man seria uma experiência genérica, mas os rumores estavam certos. Esse é um título mega completo, bonito e caprichado em cada detalhe. O jogo definitivamente subiu pro meu Top 3 PS4, junto com God of War e Monster Hunter World. Uma super agradável surpresa que por conta de uma conquista mongolóide ou outra eu não platinei, coisa que nunca faço.

    De bom: lindo, com personagens muito bem construídos. Modelos incríveis, com texturas de primeira (o Dr Octopus e o Scorpion, quando a câmera chega perto, mostram suas imperfeições de pele, poros abertos e até aqueles pontinhos de barba feita com gilete e suor). Liberdade de jogar e abordar muitas situações como quiser. Sidequests divertidas e originais (com exceções dos crimes de NY). Muitas roupas, habilidades e coisas pra abrir ou melhorar. Dublagem carismática. Enredo muito viciante e um início perfeito para o que pode se torna ruma saga com outros vilões ou mesmo outros heróis. Bastante coisa pra fazer. Nível de dificuldade perfeito no Normal. Dentro de sua proposta, achei o jogo praticamente perfeito e mereceu um 10 no Alvanista.

    De ruim: não curto a trilha sonora estilo Avengers. Alguns bugs de vez em nunca, como passar por dentro de objetos durante um combo ou uma vez que um inimigo ficou preso detrás de uma parede. Acho estranho a Marvel fazer todos os nomes agora serem em inglês, tipo chamar Spider-Man, Mister Negative etc.

    No geral, mais do que recomendo o jogo, que é super completo, mesmo sem DLCs. Provavelmente terá uma sequência um dia desses, e isso é legal pra estória. Por outro lado, não faria de novo tantos coletáveis e pra dizer a verdade, esse daqui poderia ser muito bem um jogo único, sem sequências. Esse é um dos jogos que existem pra dizer que se você preferiu comprar um Xbox à um PS4, você fez uma escolha errada! JOGAÇO!

    Spider-Man

    Platform: Playstation 4
    537 Players
    283 Check-ins

    12
  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-03-12 18:42:03 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: 3D Streets of Rage 2

    Zerado dia 12/03/19

    Acabei jogando Streets of Rage 2 bem mais cedo do que eu esperava: poucos dias depois de jogar o 1. Minha conclusão é que eu já o tinha jogado alguma vez, mas nem tanto quanto o primeiro.

    SoR2 é o beat'em up do Genesis/Mega Drive que muita gente sempre me recomenda e inclusive considerado por muitos conhecidos como o melhor do gênero, a evolução de um clássico que marcou uma geração. O definitivo, muito acima de seu antecessor e sequência. O qual é lembrado por seus sprites e usado em memes e tal.

    Já não sou tão fã da repetitividade desses "briga de rua" quanto era quando criança, mas sei que dá pra terminar rápido e ainda estou no clima do primeiro SoR. Então partiu!

    O jogo se abre com mais texto explicando o final do primeiro jogo como algo glorioso, que devolveu a paz à cidade, mas dois segundos depois fala que o chefão, Mr. X, simplesmente voltou à vida e trouxe tudo de volta ao caos, no maior estilo Dracula de Castlevania.

    Os menus eu achei parecidos com os do jogo anterior, mas só comparando que deu pra ver como os "gráficos" evoluíram e o outro chega a parecer bem tosco.

    Na tela de escolha de personagem já se percebe que um deles foi limado completamente do time, que agora, além do Axel e da Blazer, conta com dois outros personagens: Max, um fortão estilo Mike Haggar, e Skate, um garoto de patins. 

    Como sempre cada um tem seus próprios contras e pró, seja em força, velocidade e tal. Eu comecei com o Axel mesmo e fui com ele até perder  Continue e me fora dada a oportunidade de trocar para outro.

    O jogo começa na mesma lógica do outro: cidade a noite, capangas e tal. Nada de muito novo. Nada além do visual, né? Ficou LINDO ver os personagens grandes, coloridos e bem animados. Algo bem mais perto de um jogo de SNES.

    As fases ainda contam com coisas que podem ser quebradas para encontrar itens de cura, inimigos que carregam e derrubam itens para serem usados em combate etc.

    Só que agora o felizmente o ataque especial, de chamar a polícia, foi completamente retirado do jogo e no seu lugar foi adicionado um daqueles golpes que causam dano em você também. Em compensação, foi adicionado um golpe extra que ajuda bastante contra muitos capangas ou inimigos mais difíceis, como chefes. Esse golpe pode ser usado do mesmo jeito que um Hadouken: meia-lua pra frente e soco.

    Os inimigos são bem no estilo dos do jogo anterior. Tem o carinha normal de jaqueta, o que corre com a faca, a mulher que dá chicotada etc.

    Os chefes seguem essa mesma lógica e se baseiam em aprender padrões e entender seus golpes. Legal. E agora, além deles, todos os inimigos tem barra de vida e você tem noção do quão perto eles estão de morrer, o que é um grande plus.

    Alguns desses inimigos, tem estrelas acima da barra de HP. Cada uma delas representa uma barra extra. Chefes costumam ter 2 estrelas, somando um total de 3 barras de vida. Haja porrada!

    Eu me decepcionei um pouco em como o jogo não tenta revolucionar a série até então de qualquer forma. Os estágios, por exemplo, são muito parecidos, os combos, os capangas.

    A minha sensação foi de estar jogando um Streets of Rage 1.5.

    SoR2, por outro lado, deixou o jogo anterior defasado, o que é interessante. É uma delícia olhar pro jogo e bater nos outros é muito satisfatório. No final, conseguir matar inimigos chatos, como chefes que vem juntos de uma única vez, é tenso, mas muito gratificante.

    O jogo me deu a opção de começar com até 9 vidas por continue e mesmo perdendo aqui e ali, você ganha uma aqui e outra ali matando os caras ou recolhendo itens que dão ponto no jogo. Diferentemente do primeiro jogo, agora os Continues não são infinitos, e temos apenas 2 extras (fora o que você começa o jogo).

    Eu consegui fechar o jogo com 4 vidas no último Continue, graças ao final ser bem mais tranquilo que o do primeiro jogo.

    Resumindo: 3D Streets of Rage 2 é um beat'em up de qualidade, sem a menor dúvida, mas ter jogado hoje em dia, embora tenha me desprovido de cair na nostalgia, talvez tenha me feito experimentar o jogo um pouco tarde demais. Basicamente, eu não vi nada que eu já não tenha visto no gênero e a trilha sonora, que já me disseram ser tão bom, não achei nada marcante. Aliás, vou dizer que gostei mais da do primeiro. Sem dúvida estou um jogo que eu recomendaria, compraria pro console e jogaria mais vezes.

    De bom: essa versão permite começar com mais vidas e até mexer em configurações, como fase a se iniciar a aventura. Mais personagens. Visual muito mais bonito. Modos extras, incluindo o Fists of Death, que derruba qualquer inimigo em apenas um golpe, mas só se abre depois de zerar o jogo. Jogo bem contemporâneo, sendo que todos ou quase todos do mesmo gênero falham miseravelmente em fazer o mesmo. Opção de jogar multiplayer com outro 3DS. Satisfatório de conhecer os cenários e bater nos outros. Efeito 3D as vezes legal e relevante.

    De ruim: embora melhor que o 1, achei que o jogo nem fede nem cheira de verdade e talvez o fator nostalgia me faça querer voltar pro Final Fight 3, que inclusive tem uma trilha sonora super massa (estou olhando pra você, Law and Disorder). Tiraram o ataque especial da polícia e um bocado da cara japonesa e o clima anos 80 do jogo, que particularmente eu tinha adorado. Muita coisa reciclada do primeiro jogo e pouco mudada. Não muito confortável de jogar no 3DS: d-pad pequeno demais e analógico ruim/esquisito de fazer os golpes especiais.

    No geral, o jogo é bom, além de muito importante pra história dos jogos e de seu gênero. Fiquei bem curioso com o 3, mas esse não ganhou versão 3D pro 3DS, então não sei quando vou encarar. SoR2 agora vai ficar como um ótimo passatempo multiplayer casual. Recomendo!

    3D Streets of Rage 2

    Platform: Nintendo 3DS
    18 Players
    4 Check-ins

    15
    • Micro picture
      vinicios_santana_3 · about 1 month ago · 2 pontos

      São poucos os jogos que sobrevivem ao tempo, recentemente fui jogar Capitão commando e achei o jogo mega travado, mas na época eu era doido com jogos do estilo.

      6 replies
  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-03-12 12:10:53 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: The Legend of Kusakari

    Zerado dia 12/03/19

    Quem lembra desse jogo? Acho que só que acompanhou bem a cena 3DS e olhe lá. The Legend of Kusakari (não Kurasaki ou Kurakari) é um jogo de nome bizarro obviamente pela série The Legend of Zelda, sobretudo nos jogos que tem visão top-down, como os jogos de GBC, GBA e outros no mesmo estilo, como A Link to the Past.

    Só isso, junto a fonte da logo, foi o bastante pra fazer uma galera virar o pescoço em curiosidade. Opa! Um jogo estilo Zelda no 3DS? Rolou até algum hype na época por parte de quem viu os trailers e tal.

    A diferença é que TLoK é baseado apenas na parte de cortar a grama de Zelda. Sim, é um jogo de cortar os matinhos!

    Além do mais, o jogo passa longe de ser um action rpg e tá mais pra um "puzzler"? Você escolhe a fase e deve cortar toda a grama daquele mapa o mais rápido possível. Quanto mais rápido, maior seu rank.

    Vale lembrar que seu HP vai caindo com o tempo também e chegando a zero, você morre e terá que reiniciar aquele estágio.

    Os mapas contam também com inimigos vagando em padrões de movimento e áreas que te deixam mais lento ou que fazem você perder vida mais rápida (por calor, nos desertos).

    A parte quebra-cabeças do jogo está em que parte priorizar podar primeiro no mapa, qual corte usar de acordo com o mato em cada lugar e saber quando cortar aqueles que são azuis, pois um normal desses recupera um coração seu e um brilhante regenera seu HP completamente!

    Os comandos são simples: você anda com os direcionais e corre com o L ou R. Os botões de corte são A e B.

    Com o B, você usa sua foice como uma espadada do Link, e com o A, um spin attack. O bom do spin attack é que ele é rápido e corta tudo o que tocar, então basta chegar no meio de 4 matinhos e mandar ver, mas ainda assim há uma vantagem em usar o B que só percebi perto do final: aumentar o seu nível de ataque.

    Conforme você corta o mato, seu nível de ataque aumenta e agora, ao usar o spin attack, a área de corte será maior e mais forte, podendo cortar plantas que normalmente precisariam de 3 ataques com apenas um deles.

    Saber correr também é importante. Deferir um corte em alta velocidade acaba cortando mais área que o normal. Além disso, correr de volta à uma planta azul para se regenerar as vezes será decisivo para o sucesso.

    Pra completar, existem pessoas e monstros no mapa lutando sem parar (o jogo meio que acontece no meio de um jogo de RPG e você está lá para retirar o mato e ajudar na questão dos encontros aleatórios desse tipo de jogo) e você não pode ocar em nenhum, mesmo aliados.

    Nas últimas fases, ter paciência, analisar padrões de movimento e saber controlar a corrida se tornam fatores obrigatórios. Por outro lado, o jogo é tão sem graça e repetitivo que dificilmente você vai se dar a esse trabalho enquanto se pergunta: "pra que eu estou jogando isso mesmo?"

    Pois é, esse jogo é RUIM. É muito difícil eu falar isso de qualquer jogo, ainda mais em tempos de jogos tão modernos, mas é a realidade. The Legend of Kusakari é provavelmente o pior jogo que já tive o desprazer de jogar num Nintendo 3DS.

    O jogo é uma óbvia homenagem à Zelda, mas de uma forma completamente tosca. Nada tem carisma, tudo é genérico demaaaais. O visual é feio e sem graça. Os cenários são repetitivos e você vai se cansar logo nas primeiras fases. Morrer significa a frustração de ter que repetir um estágio do início, por mais que eles durem cerca de 2 minutos apenas.

    Não é nada divertido cortar grama sobretudo com o tempo sempre acabando e sua foice tendo um alcance tão pequeno.

    Eu não sabia se eu estava avançando rápido para poder me livrar logo ou eu tinha a esperança de a fórmula muda rum pouco e me surpreender. Bom, foi uma decepção de qualquer forma, mas pelo menos as 50 missões da campanha acabaram até rápido.

    Resumindo: The Legend of Kusakari é um jogo terrível de ruim. Irritante pra caramba e completamente sem sentido. Não tem como se divertir jogando isso, mesmo se você for O tarado da graminha do Zelda.

    De bom: jogabilidade simples. Sistema de rank e colecionáveis caso você tenha curtido a aventura e queira fazer 100%.

    De ruim: visual e música repetitivos. Sons irritantes ao começar e ao finalizar uma fase. Sequer se deram ao trabalho de fazer mais de um ou dois sprites pra maioria dos personagens, que se movem de forma ridícula (você tem notavelmente muito mais animações que eles). Enredo ruim. Não faz o menor sentido jogar isso.

    No geral, é isso. É um jogo ruim que não merece um segundo do seu tempo. Fico feliz de não ter pago por ele.

    The Legend of Kusakari

    Platform: Nintendo 3DS
    3 Players

    14
    • Micro picture
      lipherus · about 1 month ago · 2 pontos

      É, num foi dessa vez que veio jogo bom ;-; mas parabéns!

  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-03-11 22:23:41 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Fallout 4

    Zerado dia 10/03/19

    Aleluia! Finalmente eu terminei esse jogo, o último dos 4 que peguei emprestado há uns meses.

    Entre ele, Shadow of the Colossus (Remake), The Last Guardian e Horizon Zero Dawn, Fallout 4 foi a última escolha, justamente por já saber que provavelmente se tratava de um título longo, e foi mais ou menos isso mesmo.

    Além disso, esse jogo não tem lá a melhor fama, e pra dizer a verdade, mal vejo alguém falando dele, quase como se fosse um jogo irrelevante. Na época de seu lançamento, lembro de ter visto muito interesse no personagem andando pelas ruas destruídas com seu cachorro e depois muito meme com Settlements e Deathclaws. Todo o alvoroço e uns amigos felizes me fizeram ir atrás da série e comprar Fallout 3, que só jogaria cerca de um ano depois.

    Bom, eu amei o 3, de verdade, mas me decepcionei muito com o New Vegas, que muita gente defende. Eu achei o jogo um porre. Mas e o 4? Eu já estava me preparado para achar o jogo fraco.

    No começo da aventura você cria seu personagem e vive uma vida bacana ao estilo da década de 1950 (mas o jogo se passa muito depois disso). É legal ver  como a Bethesda chegou na nova geração, embora visualmente o jogo nem seja tão bonito e que poderia ser facilmente algo de Xbox 360.

    Definitivamente é um Fallout. Outro Fallout. Será que isso é bom? Será que o jogo vai me surpreender ou cair na mesmice? Não que a fórmula seja ruim, mas a impressão que as vezes dá é que jogando qualquer um deles, você já conheceu tudo o que precisava.

    De volta o jogo, o começo é bem legal e eu estava bem animado. Logo rola um plot-twist e a coisa fica cada vez mais interessante. Por outro lado, se no 3 você procurava seu pai e no NV um assassino, aqui você vai atrás de seu filho.

    Sem dar spoiler, você basicamente acorda no futuro depois de anos congelado e tudo fora destruído. O que diabos aconteceu com a sociedade? As pessoas estão tentando sobreviver se unindo ou se aproveitando das outras numa realidade onde tudo é escasso ou radioativo.

    Logo você faz seu primeiro parceiro: um cão. Se você gosta de cães como eu, vai adorar essa amizade. Em seguida, somos apresentados a um grupo de pessoas que deseja povoar a Comunidade, mapa do jogo. Juntar pessoas, montar bases, trabalhar juntos. Legal!

    É aí que o jogo começou a ficar chato pra mim. Um bocado de missão que abre outra e outra e logo meu menu estava repleto delas. Eu já nem sabia em qual ficar, então comecei a fazer a que estivesse mais próximo de onde quer que eu estivesse. Ao mesmo tempo, as descrições delas ou as circunstâncias na estória faziam todas parecerem missões principais, e de certa forma eram mesmo, mas isso só ficou claro nas minhas últimas horinhas de aventura e foi bem confuso antes disso.

    O fato é que o jogo não quer ser linear como o 3, então tenta ser mais como o NV, mas enquanto este último fazia você escolher facções no final, aqui meio que as coisas já estão abertas desde cedo e as vezes te obrigam a fazer missões de facções inimigas para poder prosseguir. De certa forma, você é obrigado a conhecer todas uma hora ou outra e essa ideia, no fim das contas, foi legal.

    A questão, é que eu estava confuso a maior parte do jogo e isso foi me desmotivando. A ponto de eu ter preguiça de voltar a jogar e quando voltava, só queria fazer logo o que quer que me levasse à conclusão do jogo. Pra piorar, cheguei a avançar bastante em uma das facções com pouco nível e estava fazendo missões bem difíceis antes do que deveria, bem como aconteceu com Horizon Zero Dawn. A frustração estava me assombrando.

    Em certo momento, o jogo me fez usar uma de suas mecânicas novas por obrigação (o que aconteceria muitas outras vezes na campanha): construir.

    -Vá até tal lugar;

    -Elimine todas as ameaças;

    -Construa uma torre de rádio.

    Parece simples, e é mesmo, depois que você aprende como funcionam as coisas. Para construir, tem que estar num local delimitado que permita isso (o jogo deixa bem claro onde) e de lá, acessar um menu com o touchpad do controle, só para construções.

    Nesse menu há várias categorias e subcategorias. Quer fazer paredes? Vá em construções, depois paredes, depois escolha o tipo de parede. E etc aí que está. Eu tenho que construir uma antena, mas qual exatamente? Fecha menu, abre menu, verifica, fecha menu, abre menu, procura pelo menu de antenas, procura a antena por nome.

    Ao selecionar o que deseja construir, você verá os materiais necessários, como 5 de aço, 3 de alumínio, 2 de tecido ou qualquer coisa do tipo (existem vários tipos de recursos no jogo). Como tê-los? Colete sucata pelo jogo. Sabe Skyrim que pode meio que pode pegar qualquer coisa dos cenários e guardar? É isso aí! Mas pra ter recursos específicos, você deve ter pego coisas que os tenham. Não espere achar aço num ursinho de pelúcia!

    Junte isso ao fato de que certas coisas são meio raras de achar, com o fato de que tudo pesa e você são pode sair coletando qualquer porcaria e se encher de coisas sendo que você tem que ter espaço para equipamentos, armas, munição, com mais o fato de que uma construção imbecil requer várias unidades de um recurso mais chato de encontrar e mais o fato de que as coisas não mostram o que elas contém até você as pegar e ir olhar no inventário ou se já souber de cor.

    O jogo começou a me obrigar a parar de avançar pra ir atrás de coisas assim e foi TENSO! E mesmo quando eu conseguia fazer o que era necessário, o menu de construção é bizarro. Você ainda tem que construir geradores que consigam abastecer aquela coisa E ligar fios. Tudo é mal explicado e grande parte eu tive que ter a paciência de dar uma estudada ou sair testando e procurando lógica. Depois fica bem fácil, mas eu vou dizer que não é atoa que todo mundo vê o jogo super barato, mesmo sendo bem completo. Não é algo pra um jogador mais casual. O jogo não explica nada direito!

    Enquanto isso, voltando ao jogo uma vez por semana e fazendo missões de exterminar pessoas em determinados lugares. Você começa a apreciar o caótico mapa do jogo e sua imersão. Você começa a aprender as localidades e a se localizar sem abrir o mapa. Um prédio que parece inútil já foi ou será o cenário de uma missão importante.

    Fui coletando armas e mais confusão: uso uma Pistola e acho Pistola+. Deve ser melhor. Abro o menu e ambas estão ocupando a mesma linha no inventário: Pistola[2]. Mando soltar e uma delas vai pro chão. Será que ele ficou com a melhor ou o quê? O mesmo com todo equipamento.

    Depois munição. Existe uma gama gigante de armas e munições. Saia coletando tudo mas minhas armas, que basicamente eram diferentes e ocupavam todos os 12 atalhos do menu rápido e ainda assim eu sofri muito com falta de balas.

    Matar inimigos, arrombar trancas, terminar missões e descobrir novas localidades te dá XP, que faz com que passe de nível e possa alocar um ponto por nível em diferentes habilidades, como dar mais dano com certos tipos de armas, recuperar mais HP com itens de cura, ter maior furtividade etc. O menu de alocação tem MUITAS skills. Tipo, umas 100 talvez e cada uma com diferentes níveis.

    Você pode aumentar a sua Agilidade até 8 pontos, por exemplo. Algumas poucas outras só tem 1, 2 níveis. Quanto mais pra baixo na árvore de habilidades, maior será o requisito básico para desbloqueá-la, como Força 3, 4, 5.

    Uma grande parte da identidade do jogo estar de volta, como esperado, que é o sistema de VATS, que você pode ativar de acordo com a Aramina disponível no momento (que se gasta quando você corre ou usa o sistema de VATS mesmo). Ao usar esse sistema, o jogo fica em super câmera lenta e você poderá escolher em qual parte do(s) inimigo(s) irá mirar seus ataques, com a possibilidade de errar cada um deles.

    Esse sistema de super legal em jogo anteriores, fazendo inimigos derrubarem suas armas ao tomarem dano nos braços (com sorte), fazer eles caírem ao tomar tiro nas pernas e ficarem desorientados ao tomar dano na cabeça. E com mais sorte ainda, esses membros explodiam e eles os perdiam para sempre. Aqui eu não vi nada disso, só uma skill que se comprada poderia fazer eles derrubarem as armas das mãos.

    Resultado: muito tiro na cabeça pelo simples fato de dar mais dano (embora a porcentagem de acerto fosse bem menor) e explosões de membros quando a os inimigos tomavam o último dano.

    Fallout 4 te presenteia com uma Power Armor desde o começo da aventura. What? Pois é, e ainda me deu mais umas outras 2 ou 3 pela campanha, mas agora elas funcionam com um núcleo que as abastece e ao acabar, as roupas ficam tão lentas que são praticamente inúteis.

    Sofrendo dano, suas partes vão se estragando até quebrarem e quando finalmente descobri como consertar, advinha como? 4 aços, 2 alumínios etc. Nããão!

    Você ainda vai ver que esses recursos são necessário também para melhorar roupas e armas, o que eu basicamente nunca fiz no jogo.

    Com base na falta de energia para usar Power Sempre, acabava nem.usando também senão em partes que você é quase que obrigado, como num deserto tóxico que você fica tomando radiação constantemente, mas ignora esse efeito usando a roupa do robozão (radiação nesse jogo diminui o seu HP máximo mais e mais).

    O jogo foi ficando melhor conforme eu fui o entendendo, ganhando novas companhias e aprendendo sobre como funciona tanto o mapa como Fallout 4 em si.

    Logo a estória foi fazendo mais sentido e ficando interessante. Facções vão ficando cada vez mais importantes (uma quer roda a tecnologia pra ajudar a humanidade a sobreviver, outra quer salvar os Sintéticos, robôs quase tão humanos quantos os próprios humanos, etc). E por mais que cada grupo queira algo, eles acabam tendo que sacrificar outra coisa para ter aquilo, e nem sempre é algo simples.

    A quem você quer ajudar? Bom, o melhor é ajudar a todos e conhecer suas motivações o máximo que será antes de tomar qualquer decisão no final. O bom é que ainda garante uns níveis com tanta quest feita! Por outro lado, é importante saber largar uma quest se ela estiver muito difícil pro seu nível. Eu não cheguei a fazer isso por teimosia, mas acredito que o jogo tenha essa intenção para com o jogador.

    Resumindo: Fallout 4 é um grande jogo, com uma ótima estória, muita área a ser explorada e missão para ser feita, além dos muitos personagens para conhecer e mesmo tornar seus parceiros. Mesmo sem nenhuma DLC, o jogo é muito completo e demoraria um bom bocado para conhecê-lo completamente, ainda mais porque as missões finais dependerão de qual facção você decidir ajudar.

    De bom: muito a se fazer, ótimo enredo com um plot-twist muito bom no fim. O jogo valoriza o "role play", que você joga como quiser e vive como quiser. O mapa é grande, mas não muito, o que facilita a familiarização de tudo. Muitos personagens bons. O designer do jogo como um todo é muito bom, desde as armas até os robôs e roda tecnologia envolvida. Rádios muito boa, já que enquanto nos outros jogos eu gostava de uma música ou outra, eu amei uma estação completa daqui (deve ter mais de 10 músicas). O jogo me deixou muito intrigado e me perguntando a todo momento se fiz a escolha certa no final. Sabes automáticos me salvaram de fazer cagadas aqui e ali. Possibilidade de jogar em primeira ou terceira pessoa. Jogo em português (só não dublado).

    De ruim: tudo muito confuso, desde as muitas missões disponíveis, às armas e o que vale a pena carregar ou não, o que é obrigatório ou não. O jogo em si não é muito revolucionário, é mais um Fallout, só que com a possibilidade de construir, que inclusive eu odiei. Necessidade de carregar tralha para fazer várias missões, mas elas pesam no seu inventário e não dizem do que são compostas até serem devidamente coletadas e analisadas. Grande parte do jogos é composto por missões monótonas ou sem originalidade. Sistema VATS, embora muito útil, ficou mais sem graça. Muita informação e conteúdo que julguei desnecessário e só dá uma sensação gigante de confusão ou de que o jogo será muito complexo. A estória se estica um pouco demais as vezes. Visual um bocado datado, principalmente as animações de faces e cabelo. Jogo nada intuitivo.

    No geral, acabei achando o jogo legal mais perto do final, mas tava achando um saco o tempo quase todo, sem diversão. Mais surpreendente foi ver meu tempo no final: apenas 25 horas! Eu jurava que já tinha perdido umas 60h! Depois de tudo, acho que jogaria as missões que faltaram e faria os outros finais, coisa que jamais pensei que falaria. Por outro lado, Fallout 3, minha primeira experiência, continua sendo o definitivo e ainda acho que outros jogos da série só meio que servem para continuar jogando a série, mas pouco adicionam ao universo senão mais lugares, missões e estórias a serem contadas. Se eu recomendaria F4? Talvez. Pra quem nunca jogou a série, pode ser uma boa ficar só nele. Mas eu definitivamente achei melhor que o New Vegas. Maneiro.

    Fallout 4

    Platform: Playstation 4
    684 Players
    289 Check-ins

    18
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      andre_andricopoulos · about 1 month ago · 2 pontos

      Achei esse game (3 e 4) sensacional.
      É um mundo gigantesco...e tu vai onde quiser...se relaciona com quem quiser (seus parceiros de viagens...elevando a relação...o que concede vantagens), decide o que fazer (missões ou sub missões).
      ...
      Ansioso pra uma sequência...
      ...
      Já zerei tem tempos...mas ainda tenho 150 fotos pra fazer posts...😬😬😬

      7 replies
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      0blivion · about 1 month ago · 2 pontos

      Eu acho o 4 maravilhoso até mais que o 3, já o new vegas tenho péssimas lembranças com ele mas preciso finalizar um dia

      3 replies
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      kevinryman · about 1 month ago · 1 ponto

      Dá pra entender a história do três sem as dlcs?

      1 reply
  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-03-08 01:29:48 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Witch & Hero

    Zerado dia 08/03/19

    Quem conhece esse indie? Além de uma plataforma ou outra, ele saiu pro 3DS há alguns anos (e inclusive chegou a ganhar duas sequências) numa época meio escassa do portátil e que cada demo lançada parecia ser algo importante e que valia a pena ser jogada.

    Um amigo, em especial, curtiu muito a versão de demonstração quando mostrei pra ele (ele não tinha videogame na época) e uns dois anos depois comprou tanto um 3DS quanto esse jogo, entre outros. Lembro que o vi jogando e penando pra conseguir terminar uma fase (possivelmente a última) e depois me falando que zerou.

    Witch & Hero estava na minha lista pra ser zerado, mas só deus sabe quando eu jogaria e nesse caso, foi puramente pra matar o tempo e dar uma pausa num jogo grande que venho jogando.

    Fiquei viciado e não consegui parar de jogar até o terminar!

    O jogo é bem simples no começo: você usa o analógico para andar e ao encostar nos inimigos, causa dano a eles. Todos os monstros que entram na tela vão em direção de sua amiga bruxa, que foi petrificada e fica parada o tempo inteiro. Conforme eles a alcançam, causam dano e você tem que eliminar a todos antes que a destruam.

    A questão é que existem tipos diferentes de inimigos que gastam mais ou menos da sua stamina ao contato. Além disso, tipos diferentes de monstros tem velocidade de movimento diferente.

    Ao terminar um estágio, é possível acessar a loja, onde você poderá comprar upgrades, que incluem causar maior dano, perder menos stamina ao encostar nos outros e o que eu acredito que seja ser jogado para mais perto (pois atacar um inimigo te joga pra trás, te obrigando a andar até ele novamente para poder atacar novamente).

    Os upgrades são comprados com o dinheiro que os inimigos derrubam ao serem mortos. Além disso, eles deixam cair XP, que serve para ter dar níveis. Eu não consegui entender para que serve ter um nível maior.

    Depois de algumas poucas fases, a bruxa petrificada entra com uma parte muito importante no jogo, que é participar dos ataques e sua própria defesa. Como funciona? Os monstros começarão a derrubar gotas de sangue também, que enchem uma barra sua ao serem coletadas. A bruxa também tem uma barra e você deverá encostar nela com qualquer quantidade de sangue até que encha essa barra e assim, ela usará um dos dois golpes, que você troca com o apertar de um botão:

    -ventos circulares, que a cercam e causam dano praticamente na tela toda;

    -bola de fogo, que nesse caso ela jogará para a direção que você apontar (vire a mira com L e R como se estivesse girando os ponteiros de um relógio).

    Ambas as habilidades de sua amiga também poderão ser melhoradas na loja.

    O jogo fica cada vez mais estratégico em relação à quem atacar primeiro, andar para bater no monstro perto da estátua ou andar pro outro lado pra coletar alguma coisa, talvez uma gota de sangue que você precisa? Quando entregar o sangue à ela? Agora que entreguei é melhor eu ir coletar mais e matar mais monstros pra isso. Opa, estou com a barra cheia, melhor não pegar esse sangue no chão até entregar pra ela antes e ter que desperdiçar.

    Pra te ajudar, depois você abre uma habilidade que enche uma outra barrinha, mas ao atacar. Com ela cheia, basta apertar Y para não só encher a sua stamina como deixá-la infinita por uns bons segundos, além de fazer a bruxa atacar continuamente.

    Saber usar tudo isso é super importante, pois as fases vão exigindo cada vez mais conforme você se aproxima do lar da Medusa e é bem provável que você tenha que repetir alguns estágios para arrecadar dinheiro e upar suas habilidades antes de conseguir prosseguir.

    Resumindo: Witch & Hero é um jogo simples de jogar, mas que demanda um pouco de paciência para evoluir seu personagem e saber combater de acordo com cada situação. É simples e muito viciante, de me fazer largar o resto aqui até fechá-lo e há a constante certeza de que você vai avançar e terminar o jogo uma hora ou outra. Acredito que a minha aventura tenha durado no máximo 3 horas, mas o tempo voou!

    De bom: visual bacana pixelado, colorido e seu personagem tem diferentes frames dependendo da direção que você estiver mirando (eles poderiam ter feito bem mais simples, se quisessem. Sistema de upgrade e boa variedade de inimigos pra sempre trazer um desafio ao jogo. Último chefe legal. Jogabilidade simples.

    De ruim: apesar dos cenários sempre mudarem de acordo com o lugar que a fase se encontra no mapa (caverna, montanha, cemitério etc), é tudo estética, pois nenhuma fase interfere na jogabilidade ou adiciona qualquer obstáculo. Música meio repetitiva.

    No geral, W&H cumpre muito bem com sua proposta e acaba sendo um incrível passatempo, muito bem feitinho. Infelizmente ele é bem curto e não sei se jogaria mais vezes, apesar de abrir um modo mais difícil depois de zerar, e com certeza você vai DEVORÁ-LO. Por outro lado, o jogo tem continuações e aparentemente até saiu pro Switch agora. Muito bacana!

    Witch & Hero

    Platform: Nintendo 3DS
    62 Players
    13 Check-ins

    13
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      mutux · about 1 month ago · 2 pontos

      Eu gostei muito desse jogo, apesar das limitações... nunca joguei as sequencias

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  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-03-05 18:04:31 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Streets of Rage

    Zerado dia 05/03/19

    Acredite se quiser, mas eu nunca havia zerado Streets of Rage. Quer dizer, eu acho que não pois na infância beat'em ups eram dos meus gêneros prediletos e gastei muitas e muitas horas jogando os Final Fights e afins e nem sei mais qual jogo era qual. A série SoR sem dúvida está na minha lista para ser jogada (ou re-jogada?) para conhecer os jogos ou pelo menos ter a certeza do que rolava nas minhas jogatinas há uns 15 anos atrás.

    Uma coisa que tenho certeza é que Master System e Mega Drive não fizeram muita parte da minha vida e estou conhecendo jogos grandes da Sega só desde muito recente. Por outro lado, meu primo pegou um Genesis emprestado por um tempo naquela época e lembro de jogar algumas coisas, como California Games e o próprio SoR

    O fato é que eu não conseguia gostar de nenhum desses jogos como gostava de Mario 3 ou Final Fight, por exemplo.

    Recentemente, um YouTuber que acompanho estava jogando o primeiro Final Fight e ao terminá-lo disse: "Bom, é como o primeiro Streets of rage. O primeiro é mais fraco, mas ambas as séries evoluíram em jogos sensacionais depois."

    Fiquei com isso na cabeça e lembrei que tinha que jogar a série logo! Além disso, o New 3DS XL que peguei veio com a versão 3D do jogo, que é sensacional. Bom , entrei de cabeça no jogo.

    Ao começar a jogatina, já desliguei o efeito 3D. Não que seja cansativo ou nada assim, mas não achei que fizesse qualquer diferença. Depois fui dar uma olhada nos Options e havia a possibilidade de escolher o número de vidas e o estágio a começar. Imaginei que isso fosse coisa dessa versão e depois de terminar o jogo, dei uma pesquisada e descobri que isso era originalmente liberado ao fazer um código na tela inicial do jogo.

    A Sega capricha bastante nessas versões modernas de seus jogos (infelizmente o Comix Zone ainda não ganhou uma versão dessas) e o "emulador" que o jogo roda disponibiliza várias outras opções, como versões diferentes e até uns extras, como a opção "Fists of Death" que eu achei que já estava ativada e comecei a primeira jogatina assim. Nesse modo todos os inimigos morrem com apenas um golpe, inclusive chefes. Felizmente achei estranho e resetei logo na terceira fase.

    Já o jogo em si é bem simples, tanto que ganhou versão até pro Game Gear. É o típico beat'em up, jogado com apenas 3 botões: soco, pulo e especial.

    O soco (ou ataque) é o comando mais básico, que você usa para derrotar as muitas dezenas de capangas pelas ruas. O botão de pulo serve sobretudo para executar um golpe aéreo e o especial serve para chamar um carro de polícia que usa um míssil e dá muito dano na tela toda.

    Existem combinações e outros comandos simples que resultam em ataques diferentes, como ataque + pulo juntos defere um murro para o lado oposto do personagem, ótimo para acertar quem vier por trás. Encostar num inimigo garante um grab, que pode ser seguido por uma sessão de socos ou arremesso do oponente etc.

    Pequenas variações no gameplay também se dão pelo personagem que você escolher.

    O maior ponto do jogo é aprender como lidar com diferentes tipos de inimigos e suas variações. Alguns caras atacam de perto, outros tem maior alcance com o chicote. Uns são lentos, outros correm, pulam e tem um instinto de matar maior. A maior parte deles só se torna difícil mais próximo do fim do jogo, mas nada demais.

    Seus maiores inimigos, entretanto, são os chefes e como você perde HP fácil. É quase como se os estágios fossem uma desculpa para você lidar com o boss, que é quando o jogo realmente demanda habilidade enquanto tira uma vida ou outra sua.

    Mas ainda assim, nenhum me pareceu realmente injusto (talvez um que são duas mulheres juntas) pois por mais que alguns tenham parecido bem chatos de contra-atacar num primeiro encontro, logo eu consegui desenvolver alguma estratégia lógica e eles pareceram ou bem tranquilos ou até super óbvios, a ponto de eu nem tomar mais dano.

    Além de inimigos, os cenários estão repletos de coletáveis e armadilhas.

    Os itens incluem curas pequenas e grandes, armas, como canos, facas, bastões e até vidas ou recuperação de especial, todos geralmente encontrados dentro de itens destrutíveis, como barris e afins.

    Já as armadilhas são tranquilas, como buracos, esteiras e pistões que esmagam quando você está por perto (bizarramente os inimigos não ativam esses mecanismos).

    Falando em cenário, essa foi a parte que mais me prendeu a atenção, junto à trilha sonora. Eles casam muito bem!

    Há um ar da cultura anos 80 que muitos de nós vem apreciando mais do que nuca recentemente, com animes, filmes, musica, jogos e tal. É tudo sempre a noite, com backgrounds mostrando prédios e uma vibe muito boa de animes da época. A penúltima fase, que é num elevador subindo um prédio bem alto, mostra bastante desses cenários e profundidade com coisas mais próximas e depois mais distantes. Muito bacana!

    Resumindo: Streets of Rage é muito legal. É um beat'em up com uma cara mais japonesa que os Final Fight, que tentam ser mais americanos e embora eu prefira o segundo (até agora), o primeiro merece o prêmio de melhor apresentação e clima em geral. A simplicidade brilha bastante aqui e praticamente não senti que o jogo estava tentando "roubar minhas fichas". Há uma boa curva de aprendizado que eu definitivamente considerei muito bacana para futuras playthroughs e replays casuais com amigos ou mesmo sozinho para curtir a imersão propiciada.

    De bom: simplicidade. Mood anime dos anos 80 à noite. Jogatina justa, sendo que eu só perdi na última fase e o jogo me deu opção de continuar (possivelmente coisa dessa versão de 3DS). Cheats bacanas pra quem quiser jogar ainda mais casual ou pular fases (não testei). Personagens diferentes para jogar. Cenários e músicas legais. Possibilidade de mexer em mais opções e coisas extras nessa versão. Efeito 3D e opção de jogar multiplayer com 2 3DS.

    De ruim: acho que faltou um pouco mais de enredo e apresentação pros chefes, já que eles sempre vem num lugar que parece ser um qualquer e logo depois de você matar capangas normais. Achei que eu perdi vida demais pra alguns ataques muito simples, mesmo tendo chegado bem no fim sem ter dado "game over", mas possivelmente há a opção de baixar a dificuldade. Achei os modelos dos personagens simplórios, mas entendo os motivos, apesar de que o Genesis merecia uma versão melhorzinha deles.

    No geral, é um jogo bom, mas não excepcional, coisa que espero das sequências. Joguei do começo ao fim tão rápido que nem sei quanto tempo foi. Agora é saber se jogo o 2 em breve ou se dou um tempo pra não confundir tudo no futuro. Recomendo, mas sabendo que os seguintes devem ser melhores.

    3D Streets of Rage

    Platform: Nintendo 3DS
    58 Players
    5 Check-ins

    16
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      rax · about 2 months ago · 2 pontos

      Acho moh dahora esse jogo mesmo achando o Streets of rage 2 melhor na jogabilidade dele :D

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      jclove · about 2 months ago · 2 pontos

      Parabéns. Esse é um classico obrigatorio pra todo fa de beatem up.
      Terminar o 1 na infancia era bem dificil pra mim, apanhava demais nos bosses.
      Ele era bem basico, mas tinha uns lances unicos como o esquema de aceitar ou nao passar pro lado do mr x no final
      O q era uma grande trollada ja q ele enviava de volta a fase 5 mesmo q tivesse em coop e so um dos dois aceitasse. Se ambos conseguissem avançar fe novo ate o final, eles se enfrentaval e tinha o final do mal.hehe

      Tirando isso nao tem muita narrativa mas na epoca quase nenhum beatem up tinha. Os modelos sao pequenos realmente mas é pq a galera tava aprendendo. O dois evolui MUITO (apesar do visual da blaze no 1 ser meu favorito).
      O 3 muita gente nao gosta por causa da paleta de cor bizarra e das musicas menos inspiradas mas acho o melhor no gameplay e extras. Recomendo ver a versao jzpa e us pq tem bastante diferenca na historia (a jspa é bem melhor) e mais personagens secretos.

      3 replies
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      andre_andricopoulos · about 2 months ago · 2 pontos

      Essas trilhas...😍

  • anduzerandu Anderson Alves
    2019-03-04 14:42:22 -0300 Thumb picture

    Registro de finalizações: Super One More Jump

    Zerado dia 03/03/19

    Finalmente eu terminei esse jogo! Estou há semanas jogando ele e mais outro e não estava conseguindo avançar em nenhum por um motivo ou outro, mas depois de bastante esforço e o descanso do carnaval, aqui estou eu, quase pronto a voltar aos jogos mais casuais haha.

    Super One More Jump é uma versão "powered-up" de um jogo originalmente lançado para mobile portado para o Switch.

    Apesar da simplicidade, o jogo é bem feitinho e me fez acreditar até pouco tempo atrás de se tratar de um jogo original pro console da Nintendo.

    Normalmente eu teria ignorado a existência de SOMJ, mas um amigo me indicou em uma sale da eshop (por apenas U$1) e eu acabei animando. Depois descobri que se trata de um jogo do mesmo estúdio de outro que curto muito: Death Squared! Baixei e logo comecei.

    SOMJ é um jogo de plataforma em que seu objetivo é chegar ao fim da fase pulando por plataformas e evitando obstáculos. Há apenas um comando: pular!

    O personagem anda (desliza) sozinho e ao se deparar com buracos, espinhos e mesmo qualquer outra cor numa plataforma, você deve pular. Simples assim.

    Os primeiros estágios são simplórios e costumam durar alguns segundos com um level design ridiculamente fácil e 2 ou 3 pulos óbvios, mas logo SOMJ se torna um monstro!

    Novas mecânicas são adicionadas com o passar das fases e logo você tem partes muito rápidas, partes que não poderá pular (pois ele fará isso automaticamente) e partes que demandam MUITO timing.

    De certa forma, o jogo me lembrou Super Meat Boy um bocado.

    O pulo, mecânica mais do que básica do jogo, funciona da seguinte maneira: pular de uma plataforma para outra a sua frente funciona como num jogo do Mario, como esperado. Mas se não houver nada para pousar, o seu personagem irá gravitar em um arco de volta à plataforma original, mas indo por baixo, como se fosse orbitar em volta dela, no maior estilo Mario Galaxy.

    Imagine duas plataforma grandes e um pequeno buraco entre elas. Pular esse espaço deve ser bem fácil, mas vamos pensar que você pulou antes de mais e caiu por entre o vão. Ao invés do personagem cair direto, ele irá orbitar (como se o pulo fizesse um grande "C" inverso) por baixo como se fosse ficar no lado inverso ao que você começou (de onde você pulou). As vezes é necessário fazer esse pulo, o que fica óbvio pela cor da plataforma, indicando que você poderá andar por lá. Outras vezes, fica óbvio que você não deve ir lá.

    Por outro lado, se existir uma parede ou teto "andável" no seu pulo, você seguirá por eles:

    No exemplo acima, a estrela verde é o ponto inicial e a roxa, o seu destino. Você pode pular a qualquer momento, mas as linhas verdes indicam onde você deveria pular e pra onde o personagem iria. Já as linhas vermelhas indicam alguns exemplo de como você morreria.

    Como eu já disse, a dificuldade aumenta bastante com o tempo. Logo você estará andando e descendo verticalmente, pulando loucamente, subindo e descendo o ritmo dos pulos e se confundindo e se matando sem parar.

    As vezes é necessário deixar seu personagem deslizar por certos elementos no chão, fazendo com que ele dê um pulão automaticamente e se você os pular, morrerá. mas porquê alguém os pularia? Porque tem outros que você tem que apertar o botão!

    Em outras situações, você será levando por plataformas que se movem e devem esperar a hora certa de pular. Isso se complica muito quando você tem vários pulos seguidos e uma plataforma do pulo que requer que você não aperte nada imediatamente, mas talvez 1 ou 2 segundos depois, seguindo por mais plataformas de rápidos pulos, de repente uma plataforma que anda sozinho no meio e mais outra seguida, mas na sequência você não pode esperar e enfim, o jogo exigirá muita percepção do cenário, tentativa e erro, paciência e como eu já disse, timing!

    Se você for como eu, a dificuldade poderá subir um pouco, pois cada estágio conta com 3 coletáveis, tipo as moedas grandes da série New Mario Bros. Essas moedas as vezes exigem que você dê um pulo arriscado numa parte que você poderia simplesmente seguir direto e até que saia do seu caminho lógico alcançando um lugar meio secreto ou mesmo pulando a linha de chegada e arriscando a sua chance de finalmente passar da fase para mais umas partes de plataforma extras.

    Coletáveis só são salvos se você passar de fase, estão se morrer depois de pegar os 3, se prepare para fazer tudo de novo. Isso me fez coletar uma ou outra algumas vezes, terminar a fase e depois voltar só pra focar em um. Além disso, não há checkpoint e nenhum cenário e você sempre retorna ao começo por morrer, um dos pontos fracos do jogo e que remete bastante ao primeiro Bit Trip Runner.

    Além de contar pra parte complecionista do jogo, esses coletáveis servem como moeda e poderão ser usados para adquirir diferentes personagens pros muitos diferentes estilos visuais do jogo. Tudo isso é apenas estética, mas cada estilo poderá se adequar melhor a cada jogador ou mesmo te ajudar a visualizar e passar de uma fase.

    Esses estilos visuais lembram bastante outros consoles, como visual mais NES, SNES, Atari, Genesis etc. Os muitos personagens ficam separados pelo estilo visual escolhido, ou seja, no "estilo NES" você tem cerca de 10 personagens exclusivos, no "estilo SNES", outros 10 e assim por diante. Todos eles são bem pequenos, mas tem cores e deixam rastros diferentes, o que, mais uma vez, pode te agradar mais e ajudar a visualizar melhor no meio de fases mais rápidas e complexas.

    Particularmente eu sempre deixei tudo no Random, estilo e personagens.


    Para quem gostar do jogo e quiser mais conteúdo, poderá abrir outros modos, como um infinito, um circuito que fica mudando os obstáculos, um de desafios, em que as fases são grandes e desafiadoras e mesmo o modo multiplayer (aberto desde sempre).

    No caso do modo de 2 a 4 jogadores, todo mundo joga com o mesmo personagem simultaneamente, mas cada um fica responsável por pular enquanto ele estiver correndo por uma cor de chão. Esse modo é bem legal e as fases até onde joguei, cerca de 2/3 até agora, são mais fáceis, mas a dependência dos amigos fazerem a coisa certa e se coordenarem dificultam bastante as coisas.

    Prepare-se para xingar o amigo lerdão!

    Resumindo: Super One More Jump foi uma surpresa muito agradável, principalmente por não ser um jogo de renome e ter custado tão pouco. Um jogo que me viciou muito, me deu um bom desafio, bastante conteúdo (que talvez eu nunca cumpra completamente) e uma simplicidade bacana. E apesar de não ser um jogo perfeito, eu já recomendaria baixar pelo menos a demo pra qualquer um!

    De bom: visual muito bom e o trabalho em bits bem caprichado e carismático. Músicas legais. Muito conteúdo. Modo campanha e mais um bocado extra. Muitos estilos visuais para escolher. Modo multiplayer. Jogabilidade simples, de apenas um botão. Um ótimo desafio em tempos de jogos tão fáceis. Gosto do contador de mortes. Passei o jogo todo nas 20-30 em cada fase ou bem menos, mas em uma cheguei a 180. Na penúltima fase somei umas 1700!

    De ruim: achei o hit detection ruim em algumas partes, sobretudo na fase 95, a penúltima, que basicamente exigia pulos em frames específicos muito constantemente e me prendeu nela por mais de uma semana de muita frustração e o que eu considero level design ruim. A falta de checkpoint, sobretudo no final, deixou o jogo cansativo e meio sem sentido. Em fases finais, a velocidade era rápida e o visual do jogo ficou meio embaçado, sendo meio difícil focar em elementos do jogo e mesmo identificar alguns pulos específicos demais e por conta disso ainda, eu sentia a visão cansada depois da jogatina (como se eu precisasse usar óculos). Muita pouca variedade na trilha sonora, já que deve ter só umas 5 músicas (felizmente há a possibilidade de desativá-las, assim como demais sons e vibração, o que me ajudou a manter a calma na penúltima fase). Depois de zerar, o jogo sequer sobe créditos ou te dá qualquer coisa.

    No geral, é um jogo bom, mas também é só mais um indie no mundo. Ótimo passatempo simples e mais uma boa opção multiplayer. Pelo preço que paguei, recomendo sem medo!

    Super One More Jump

    Platform: Nintendo Switch
    2 Players

    13
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      rafa9000 · about 1 month ago · 2 pontos

      To jogando esse jogo tb!! Puta jogo viciante e baum e ao mesmo tempo enervante, pulta merda! Principalmente porque eu tenho a mania de querer pegar os 3 cristas/caveiras/coisas nas fases, então tento o maximo possivel passar delas pegando todos eles. To chegando a marca de quase mil mortes ja, parado no meio do mundo 4.

      3 replies
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      anduzerandu · about 1 month ago · 2 pontos

      Na metade mesmo do jogo, aí onde você tá, é onde eu comecei a ter algumas dificuldades, mas no sexto e sétimo ficou sério. Mas com bastante paciência, dá pra se acostumar, mas o último é cruel em algumas fases hehe

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