2014-10-19 05:28:21 -0200 2014-10-19 05:28:21 -0200
amanoyuudi Yudi Ishikawa

Vivemos na HUElândia?!

O artigo a seguir foi retirado do portal de noticias GameWorld, e retrata exatamente o que eu venho pensando, vendo e vivenciando em eventos públicos, e no geral. Gostaria que lessem este artigo de uma forma global, não só pensando no meio gamer, como também no dia-a-dia que todos nós vivemos.

Parabéns, vocês confirmam que nosso país é a HUElândia

Se tem algo que eu aprendi na última semana foi que nosso povo tem certas dificuldades para lidar com pessoas famosas, com a própria fama ou com grandes eventos. De pequenos desconfortos a grandes inconvenientes, confirmações não faltaram de que o jeitinho HUE de ser parece um vírus que se alastra mais e mais, tornando nosso país um território inóspito para fama.

Veja bem, não quero generalizar e dizer que todos são assim, mas temos uma maioria colossal de pessoas que não sabem conviver com seus ídolos. Bastava uma pessoa relativamente conhecida pisar numa área para que as pessoas se aglomerassem, atrapalhassem a circulação umas das outras, ficassem aos berros e criassem tumulto para toda e qualquer pessoa nos arredores. Isso é algo horrível, para o fã, para o famoso, para você e para mim.

Os conflitos do último grande evento que reuniu jogadores e YouTubers em uma única feira geraram uma série de relatos de frustração da parte de todos. Pessoas relativamente famosas não podiam nem mesmo sair pelo local, caminhar pacificamente e testar games sem ser assediado por uma legião de pessoas. Com crianças pequenas e marmanjos barbados, me surpreende nada de muito ruim ter acontecido com os mais jovens, mas a falta de bom senso me preocupa muito.

Em contrapartida, a culpa não é só dos fãs. Muitos dos pseudo-famosos não parecem ter maturidade para lidar com a fama súbita que conquistam, e parecem tirar proveito da situação. Há relatos de caos provocado por essas pessoas nos bastidores da feira, desrespeitando o local, as pessoas e o próprio evento com ações impensadas e de moralidade questionável. Isso tudo só me leva a crer que parece estar na natureza do jogador brasileiro levar o HUE para todas as áreas da vida.

Isso me deixa incerto sobre futuros eventos que o Brasil possa hospedar, porque essas atitudes não parecem ser de pessoas sociáveis. Se temos gente capaz de se atropelar indiscriminadamente sem se preocupar com a condição daqueles à sua volta quando se trata de uma pseudo-celebridade que faz vídeos para o YouTube, do que serão capazes por astros de verdade, como atores e ícones internacionais? O caos é garantido.

Honestamente, eu temo pela nossa imagem lá fora, como jogadores e como pessoas. Desde tempos longínquos dos games online temos formado um paradigma de que todo brasileiro tem uma postura caótica, negligente e, muitas vezes, mal-educada. Embora eu tente lutar contra essa corrente, esses tipos de atitude conseguem me fazer repensar se adianta de algo combater sozinho.

Espero que nossos amigos do exterior um dia consigam entender que não somos tão ruins assim, e que toda comunidade possui seus podres. Não é porque temos uma massa imprudente que são todos assim. Não é porque a maioria tem mentalidade de criança que nossas crianças não sejam capazes de virar bons adultos. Não é porque temos problemas para se socializar que não sejamos uma boa sociedade.

Contudo, é uma mudança de comportamento que deve ser geral, uma conscientização contra a atitude HUE BR que está impregnada em nosso meio, onde cada um olha para o próprio umbigo e ignora quem está a sua volta. É preciso aprender com o passado. Enquanto não pensarem que suas atitudes negativas possuem consequências para vocês e aqueles que estão ao seu redor, seremos sempre vistos com o estereótipo de "gibe mony or i report u" - e com uma justa causa.

Até que essa mudança seja real, parabéns, vocês confirmam que nosso país é a HUElândia.

Texto por Fellipe Camarossi

Fonte: GameWorld

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