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  • adrieltrigger Adriel Bruno
    2020-08-23 14:09:16 -0300 Thumb picture

    Sony e Microsoft - Mais duas incógnitas

    Medium 3822406 featured image

    Há poucos dias eu vim aqui comentar um pouco sobre o retorno da Nintendo ao Brasil e fui bem contundente ao dizer que o cenário parece extremamente desfavorável. A conclusão foi de que ou a Nintendo sabe de algo que não sabemos e tem muito bem traçado o seu plano de negócios para gerar lucro mesmo em meio ao caos, ou a empresa cometeu um enorme equívoco e pode mais uma vez sair correndo daqui, deixando os fãs órfãos de novo e demonstrando mais uma vez que o Brasil é um lugar inóspito para a indústria de entretenimento eletrônico.

    Pouco tempo depois, não pude deixar de me perguntar: e a Sony? E a Microsoft? Será que elas estariam em uma situação melhor? Será que o que ponderei acerca do caso da Nintendo também vale para as suas concorrentes? Nosso mercado de games tem como melhorar ou estamos testemunhando "a calmaria antes da tempestade"? Neste artigo, que é o meu primeiro feito com um pouco de pesquisa e planejamento, lamento trazer de novo uma perspectiva um tanto pessimista, mas vejo riscos de a nossa situação piorar, talvez até de modo catastrófico.

    A nova geração de consoles está vindo aí, faltando pouquíssimos meses, e a gente sabe que preços exorbitantes não são nenhuma novidade. Ficamos pasmos e procuramos rir para não chorar a cada novo anúncio de preço (benditos sejam os memes e seus criadores), mas o fato é que, a essa altura, nada mais nos surpreende de verdade. O brasileiro já está acostumado a ver que certas coisas só são acessíveis se a ele for rico ou fizer um belo de um sacrifício. Dito isso, o que se pode esperar dos próximos lançamentos do "time azul" e do "time verde"?

    A situação da Sony

    A Sony, com seu PlayStation 5, deverá ter os produtos mais caros do nosso mercado, pelo menos em média. Já faz aproximadamente um ano que a fabricação do PlayStation 4 deixou de ser feita aqui no Brasil, apesar da iniciativa do governo de reduzir um pouco o IPI. Na verdade, essa medida nem serviu para melhorar a nossa situação, já que a produção de consoles era (e ainda é, no caso da Microsoft) feita na Zona Franca de Manaus, o que acarretava a isenção de vários tributos, incluindo o IPI.

    Além de todos os custos de importação e logística, o que deve fazer os produtos da Sony serem, em geral, mais salgados é o fato de que tanto a versão com leitor de disco quanto a versão digital do PlayStation 5 terão exatamente o mesmo hardware. Não vai haver desnível de performance entre os dois aparelhos e a diferença de custo de produção provavelmente será mínima. Os preços ao consumidor final, consequentemente, deverão seguir a mesma lógica.

    O caso da Microsoft

    O "time verde" me parece apresentar possibilidades, digamos, divergentes. Se por um lado a empresa pode acabar trazendo o aparelho mais caro da geração, por outro pode acabar oferecendo uma opção mais em conta e que pode atrair bastante gente que quer ter uma experiência contemporânea com seus jogos sem ter que vender um órgão. Isso depende de a Microsoft tornar oficial a existência do Xbox Series S, que muitos dizem ser o segredo mais mal guardado da história da indústria, e eu tenho que concordar.

    O Xbox Series X irá muito provavelmente ser o mais caro de todos os aparelhos por ser comprovadamente o detentor do hardware mais potente, perdendo para o PlayStation 5 apenas em velocidade de leitura/escrita de dados do SSD. Isso se concretizando, ainda que o console seja fabricado no Brasil, seu preço deverá ser exorbitante.

    Temos, no entanto, a questão do Series S, que terá menos poder de processamento de gráficos, menos memória RAM e provavelmente virá sem leitor de mídia física, barateando significativamente o projeto e trazendo um alívio à carteira de quem comprá-lo. Pode vir a ser uma opção muito atrativa, principalmente nesse momento de crise, que parece que não vai terminar tão cedo. Há também o Xbox Game Pass, que já está funcionando e disponibilizando um catálogo expressivo de jogos como se fosse uma Netflix dos games. 14 reais mensais para usar a plataforma no PC e 30 reais no Xbox é insanamente barato para os nossos padrões atuais. Com isso, talvez a Microsoft tenha mais possibilidades para se manter presente no Brasil, onde a gente cada vez mais depende de melhores relações custo x benefício.

    O cenário político

    Partindo agora para o que mais influencia o acesso da população aos games, vamos olhar para o andamento da política econômica brasileira. Há várias formas de os nossos "representantes" eleitos (com aspas por raramente nos representarem de fato) tanto ajudarem quanto atrapalharem na hora de intervir na economia, sendo que a tendência das nossas expectativas é quase sempre negativa. Até quando surge uma iniciativa que serviria para que os consumidores tivessem maior poder de compra, as melhorias acabam sendo muito tímidas e fazendo muito pouca diferença, como foi o caso da redução do IPI (já citado aqui) no ano passado, com a alíquota sendo reduzida quase que de forma irrisória.

    O governo federal afirma que as reformas tributária e administrativa estão em andamento, enquanto deputados e senadores não parecem chegar a um consenso sobre como conduzir as tais reformas. Nós, cidadãos comuns, já estamos na expectativa de que a reforma tributária signifique aumento dos impostos e que a reforma administrativa seja insignificante ou então seja simplesmente jogada para debaixo do tapete. Enquanto isso, o Brasil se atrasa mais e mais com relação ao resto do mundo, mantendo um esquema em que a classe política suga os recursos da população até não poder mais, sem produzir nada que gere progresso ao mesmo tempo que impede que as pessoas aprimorem suas vidas por seus próprios esforços.

    Com isso, uma das melhores hipóteses é que nossa situação continue a mesma, com o alto risco de mais aumento de preços sempre pairando sobre as nossas cabeças. Se a reforma tributária for feita porcamente, não só vai encarecer aquilo que não é necessidade primária (como os games), vai tornar mais caros também os bens de primeira ordem, enquanto uma reforma administrativa inconsistente, ou a não reforma, vai contribuir indiretamente para o empobrecimento da população e do país, fazendo com que o estado se agigante ainda mais e consuma uma fatia ainda maior da nossa renda.

    Tempos sombrios à frente

    De um lado, temos novos produtos chegando (não tão novos assim por parte da Nintendo, que só deve dizer alguma coisa sobre o sucessor do Switch a partir de 2021), mais pontentes e também mais caros do que nunca. Do outro lado, temos uma sociedade à beira da falência, com dificuldades de se recuperar das crises sanitária e econômica, com um governo em que o poder executivo se divide entre esforços para tentar garantir a reeleição do presidente e para fazer o que realmente é necessário para melhorar a situação econômica do país, enquanto o congresso nacional só tende a obstruir o andamento dos processos que reduziriam o tamanho do estado e garantiriam que uma maior parte da renda do brasileiro permanecesse com ele.

    Para o nosso mercado de games, a consequência mais provável disso tudo parece ser aumento da carga tributária ou, no mínimo, manutenção dos atuais patamares de custos, o que de qualquer forma vai significar preços maiores por conta das novas tecnologias já custarem mais caro em sua origem e pela desvalorização contínua da nossa moeda, fazendo com que cada vez menos gente tenha condições de adquirir esses produtos. Enquanto não se sabe ainda o que a Nintendo planeja, os produtos da Sony parecem ser os que mais vão ficar inacessíveis, dada essa configuração dos fatores envolvidos, enquanto a Microsoft dá a impressão de que tem uma chance de ouro de estabelecer uma hegemonia por aqui, mas o melhor é sermos cautelosos porque sabemos que o Brasil não é para amadores e pode ser que haja não só uma nova fuga do "time vermelho", mas uma debandada completa de grandes empresas de consoles nos próximos anos.

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      denis_lisboadosreis · about 1 month ago · 3 pontos

      Ingenuidade achar que a reforma administrativa maluca ia resolver alguma coisa (pra não dizer 'piorar'). E não é apenas o político vagabundo que suga recursos públicos, ele é apenas um intermediário.

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      diego_lacuna · about 1 month ago · 3 pontos

      Por essas e outras que falo que o PS4 que comprei ano passado foi meu ultimo console, pois além do governo tem uns lojistas que se aproveitam legal, claro eles precisam lucrar também, mas tem uns casos que são bizarros, exemplo, se eu for vender um game meu pra uma loja, um de PS4, eles vão querer pagar de R$ 10 a R$ 20 em crédito (nem é em dinheiro), e os caras revendem esse jogo por R$ 90 tipo, mais que o triplo que pagou, quando algum doido me pergunta se estou empolgado para ter um PS5 eu ja penso "esse cara deve achar que estou cagando dinheiro e que tenho alguma cobertura na Barra da Tijuca", pois com essa, vejo que consoles vão ficar cada vez mais elitistas, nos próximos anos a pirataria vai voltar com muita força pelo visto (soube que a um tempo atrás país de primeiro mundo tinha aumentando a pirataria sobre filmes e séries, imagine como vai ficar aqui).

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      kess · about 1 month ago · 2 pontos

      Enquanto o Brasil passar por uma recessão econômica, com dólar subindo, e com impostos altos, os videogames serão caros, e as empresas vão fugir daqui.

  • adrieltrigger Adriel Bruno
    2020-08-19 22:23:11 -0300 Thumb picture

    Nintendo de volta... mas de que jeito?

    Medium 3821809 featured image

    Faz o maior tempão que rompi com meu compromisso de escrever e postar regularmente aqui, mas hoje a Nintendo mandou uma que me fez querer polemizar, ou pelo menos iniciar uma discussão, e me senti compelido a vir aqui publicar algumas groselhas sobre o "state of affairs" da nossa relação com a indústria de games e o que isso implica para o assunto desse texto.

    Hoje a Nintendo tornou público que pretende voltar a operar no nosso território, ofertando seus produtos (Nintendo Switch, acessórios e jogos) em caráter oficial, depois de mais de 5 anos de quase que total ausência aqui no Brasil. Há quem especule que isso implique suporte total da empresa aos seus consumidores, que os serviços serão prestados de forma completa (loja online, suporte técnico, garantia) e até que os jogos da Nintendo poderão vir localizados. Tendo em vista que nós gamers nos beneficiamos de variedade e de serviços de qualidade, é bem agradável pensar na hipótese de tudo isso se concretizar, mas eu queria aqui pontuar algumas coisas que fazem com que eu não veja o menor sentido em a Nintendo voltar a operar no nosso país.

    Não que eu seja hater, que eu queira que a Nintendo fique longe do nosso mercado, nem nada do tipo. Como disse no parágrafo anterior, variedade de opções é muito benéfica e desejável, e sou quase que obrigado a acrescentar que o trabalho da Nintendo em relação a seus produtos, geralmente, é de excelência. Se não fosse assim, ela não estaria tão ativa no mercado, de forma consistente, até hoje. O problema é que temos uma série de fatores que, pela lógica, deveriam inviabilizar o investimento da Nintendo, uma vez que ela saiu do Brasil em um momento em que nossa situação econômica e social estava até melhor do que a que temos agora.

    Posso até estar pouco informado e cometer equívocos aqui, ainda assim vejo que o país não tem clima e nem ambiente propícios para receber investimentos estrangeiros de empresas tentando explorar qualquer mercado que seja, ainda mais quando isso envolve produtos que aqui no Brasil sempre foram e ainda são considerados um luxo. O governo atolado em dívidas, cheio de dificuldade para manejar suas verbas para as coisas mais básicas, a economia em frangalhos enquanto a população definha e cada vez mais gente fica sem perspectiva de conseguir ser produtiva e ter compensação financeira por isso, e a repercussão que isso causa na questão cambial, que leva o dólar a patamares cada vez mais frustrantes e inalcançáveis de valorização em cima do real. Isso tudo é falar dessas questões muito por cima, e cada ponto desses pode ser discutido de inúmeras perspectivas e originar incontáveis subpontos de discussão que levariam uma eternidade para permitir que se construíssem conclusões sobre tantos assuntos. Dito isso, podemos ver que nossos problemas tem proporções estratosféricas.

    No meio disso tudo, vemos o nosso hobby ficar cada vez mais caro, de forma que, a cada dia, cada vez menos pessoas tem condições de aderir. Dependemos de uma classe política que praticamente não demonstra nenhuma intenção de reduzir os custos dos games, consoles e acessórios ao consumidor final, enquanto o dólar (hoje, segundo o que vi no Google) equivale a R$ 5,56 e o mercado (considero aqui tanto o oficial quanto o cinza), cada vez mais, precifica os produtos ofertados de forma inflada. Tudo ficando sempre mais caro, ao ponto em que o Nintendo Switch pode ser encontrado à venda por aproximadamente R$ 4000,00. Parece razoável? Para mim não é nem um pouco. Mas para a Nintendo talvez seja, e isso, na minha humilde opinião, parece simplesmente surreal e extremamente intrigante.

    Para começar, a Nintendo, como a empresa gigantesca que é, sabe muito bem da situação econômica do nosso país e da nossa população, do nosso ambiente de negócios e do funcionamento do nosso mercado. É óbvio dizer que seus executivos/diretores sabem muito mais desses assuntos do que eu (o que aumenta as chances de eu estar apenas dizendo um monte de besteiras), mas quero me reservar o direito de questionar o que raios teria motivado essa empresa a voltar a investir aqui, justo agora.

    Todos os problemas que citei anteriormente já são colossais, e nós ainda estamos sofrendo os efeitos da pandemia de covid, o que atrasa mais ainda a vida de todo mundo. Ainda assim, a Nintendo anuncia o retorno de sua atuação no mercado brasileiro. O que será que eles esperam obter? Será que as novas condições que eles conseguiram para voltar a atuar aqui são melhores do que as de 2015, quando eles resolveram sair? A Nintendo realmente enxerga alguma possibilidade de gerir um negócio lucrativo e sustentável? Se os que comandam a empresa acham que as condições são favoráveis e que dá para executar um trabalho bem sucedido, por mais que eu ache que o Brasil é um país cheio de defeitos na maioria dos aspectos, não serei eu quem vai reclamar ou se opor. Só quero expressar que não vejo o menor sentido, pois as respostas que consigo produzir para os meus questionamentos são todas negativas, e as possibilidades que consigo imaginar para tornar viável o que a Nintendo queira fazer aqui são todas facilmente classificáveis como milagres.

    Dentre essas tais possibilidades, eu posso até imaginar que a Nintendo conseguiu algum tipo de alívio tributário. Nossos impostos sobre games chegam a aproximadamente 72%. Depois de todo o aumento de preço advindo do câmbio, do transporte e do lucro que cada agente da economia precisa ter para que os produtos cheguem nas prateleiras das lojas, o preço do produto para nós, consumidores, quase que dobra para que o governo passe a mão no nosso dinheiro simplesmente porque a gente quer entretenimento. Suponhamos então que a Nintendo tem conversado com o governo brasileiro e conseguiu negociar impostos menores, de forma substancial, para que assim os seus produtos ficassem acessíveis para mais pessoas e então a rentabilidade viabilizasse o investimento. Dá mesmo para acreditar que isso pode ter acontecido ou que vai acontecer?

    Outra possível justificativa de a Nintendo ver o retorno ao mercado brasileiro como uma boa decisão, como vi um amigo meu dizer, assim como algumas pessoas nas redes sociais, é que a empresa tomou conhecimento de que tem gente disposta a pagar R$ 4000,00 pelo Switch, já que tem gente comercializando o console nesse patamar de preço. R$ 4000,00 seriam aproximadamente US$ 727,00, enquanto o preço praticado lá fora para o Switch foi US$ 300,00 no seu lançamento. Considerando que o custo de produção e transporte fique bem abaixo disso, mesmo com os impostos, o preço brasileiro do console poderia proporcionar lucros absurdos à Nintendo. No entanto, será que dá para imaginar as vendas tendo volume suficiente para que o negócio seja viável? Nossa população parece estar em uma situação financeira e social que permita que as pessoas façam compras de produtos não essenciais nesse valor?

    Eu poderia até fazer mais esforço e pensar em mais uma ou duas possíveis razões para a viabilidade de a Nintendo voltar ao Brasil, mas acho que o gasto de energia seria enorme. Sinceramente, eu duvido que a empresa tenha conseguido negociar melhores condições fiscais e de ambiente de negócios, e duvido mais ainda que ela tenha voltado na intenção de atrair os compradores de Switch que hoje se dispõem a pagar quantias absurdas de dinheiro pelo console tecnicamente mais fraco de sua geração, uma vez que acho muito provável que eles sejam tão poucos que o custo de a Nintendo operar aqui não seria coberto só pelo consumo deles. Mas enfim, posso estar completamente enganado e os que dirigem a Nintendo podem estar munidos de informações muito auspiciosas sobre o nosso mercado. Até torço para que seja o caso, mas não consigo de forma alguma ver como a Nintendo poderia prosperar aqui no Brasil. Se já não deu certo no período que se encerrou em 2015, imagina agora.

    Lançada a opinião, que se dê início à discussão, se é que alguém vai se dispor a opinar junto comigo.

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      firzen592798 · about 1 month ago · 2 pontos

      Acho que a Nintendo está pensando a mais longo prazo, os valores estão muito inflados pela situação atual, e a Nintendo com certeza já está se planejando para começar a reunir o público de volta. É difícil porque depois do SNES o povo simplesmente abandonou a Nintendo, uns indo para seu God of War, outros montando seu PC Gamer de 1500 conto comprando jogo a 15 conto. O console Nintendo ficava em segundo plano, e conseguir esses fãs de volta vai ser o grande desafio de agora em diante

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      supernova · about 1 month ago · 2 pontos

      Eu tinha 12 jogos originais da nintendo e console , compraria de boa jogos originais se tivesse suporte, acho um absurdo usar console numa empresa que nem loja br tem ,ou servidor, caso melhore um pouco volto, eu acho mesmo que nossos problemas somos um mercado muito maior que muito paises minúsculos onde ela esta oficialmente. E claro consumimos muito mais também.

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      kess · about 1 month ago · 2 pontos

      A Nintendo esteve por muito tempo no Brasil, e talvez a falha tenha sido na retirada do nosso mercado, e não nessa volta. Mas isso é apenas o campo da suposição.
      Afinal, se o console é vendido por U$300, e os preços aqui estão chegando nos +U$700 (alguém paga isso?) Qualquer valor que a Nintendo coloque entre os 300 e 700 vai "desbancar a concorrência" e ainda lucrar mais que em outros lugares do mundo.

  • adrieltrigger Adriel Bruno
    2019-08-18 01:23:57 -0300 Thumb picture

    Postagem aleatória depois de sabe-se lá quanto tempo...

    É, quebrei o compromisso que assumi comigo mesmo. Mas do que adianta simplesmente desistir de um hábito tão bom quanto escrever? Já dizia o ditado: "antes tarde do que nunca", então melhor mesmo voltar a usufruir da satisfação de gastar essas teclas e de relatar o que venho passando nos mundos virtuais que tanto gosto de visitar.

    Estou aqui ao som da maravilhosa trilha sonora de Mighty Morphin Power Rangers (SNES, 1994), e é frustrante voltar depois de tanto tempo, percebendo que muitas oportunidades se perderam para expressar tanta coisa, e até de ter mais experiências sobre as quais falar aqui, mas também não cheguei de mãos (e mente) vazias nesse momento!

    Esses dias um amigo me apresentou Cyber Hunter, um battle royale que surgiu já faz uns meses nas plataformas mobile e chegou há pouco tempo no PC. Apesar dos pesares (que não considero poucos), acabei viciando no joguinho por conta do meu surto competitivo, que vem se estendendo já há meses, e porque o jogo reúne mecânicas interessantes de todos os battle royales que já saíram. Coleta e uso de materiais para confeccionar auxílios durante a batalha (de Fortnite), recuperação dos amigos abatidos em pontos específicos do mapa (de Apex Legends), customização das armas com magnificadores de visão, extensores de magazine e outras coisinhas (originalmente uma mecânica de PUBG no gênero, até onde eu sei).

    Tudo muito bem, tudo muito bom, mas eu ando desanimando de jogar depois de um evento muito chato. Foi nesse jogo que eu tive uma das mais claras percepções do que um hacker pode fazer num jogo multiplayer. A sensação é de completa revolta e quase que eu abandono por completo o game. Meus amigos ainda conseguiram me fazer baixar novamente e reinstalar o jogo, mas não sei até quando esse novo ímpeto de jogar Cyber Hunter irá durar.

    É extremamente desanimador você notar quando um oponente simplesmente não quer respeitar as regras e as condições que o jogo impõe a todos e passa a buscar a vitória a todo e qualquer custo, com métodos que burlam a essência da experiência. No meu caso, fui trucidado por um indivíduo que recebeu uma quantidade absurda de dano e mesmo assim sobreviveu e me eliminou da partida.

    Enfim, passado esse momento e tendo eu feito a expressão da minha revolta, hora de deixar isso para trás e seguir com a vida, assim como com a continuidade do post, agora relativamente ao Brawlhalla, que também venho jogando esses dias.

    Parei por um bom tempo e claramente me percebo fora de forma. O meu win rate permanece estável, e mudanças nas reações dos oponentes ao meu estilo de jogo não parecem ter ocorrido. O bom é que Brawlhalla permanece extremamente divertido e fazer uso do meu código de honra e do meu estilo de luta permanece extremamente satisfatório. Não sei, no entanto, se consigo voltar ao ritmo que eu tinha antes, a ponto de buscar uma ou duas centenas de vitórias na temporada.

    Por enquanto, acho que é isso. Espero conseguir voltar mais vezes pra escrever, mas a trilha sonora está terminando no youtube e já é madrugada, então dormir deveria ser prioridade já há algum tempo.

    Até uma próxima oportunidade.

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  • adrieltrigger Adriel Bruno
    2019-06-16 21:31:29 -0300 Thumb picture

    Pokémon e o dilema de sua desgastada fórmula

    Medium 3727750 featured image

    Está vindo aí mais um jogo dá série tradicional da franquia Pokémon, e com isso repete-se aquela conversa, ou aquele pensamento: "lá vem o mesmo jogo de sempre, com as mesmas mecânicas, a mesma progressão enfadonha, com apenas algumas pequenas alterações aqui e ali..."

    Seria desonesto de minha parte dizer que, com certeza, Pokémon tem se mantido completamente estático em termos de mecânicas, jogabilidade e progressão, afinal testemunhei e apreciei muito pouco da série, considerando que já há oito gerações inteiras e só pude ter acesso a três ou quatro jogos diferentes, timidamente passando pelo cenário competitivo apenas em dois deles. Joguei os Pokémon Emerald e Diamond numa época em que a emulação estava mais em alta, e posteriormente me foi permitido ter um 3DS, no qual joguei Pokémon Y e Alpha Sapphire, finalmente conseguindo aproveitar o multiplayer, para o qual gastei centenas de horas em preparação, breedando umas 30 criaturas até conseguir mais ou menos os stats que eu gostaria.

    Perto da quantidade de conteúdo que a franquia Pokémon conseguiu gerar, essa minha experiência não amontoa quase nada em comparação, por isso não tenho como dizer se concordo com a citação do primeiro parágrafo, que acredito que seja a opinião de muita gente toda vez que é anunciado um novo jogo, uma nova geração. É achismo, mas não há como negar que há certa recorrência desse tipo de opinião sobre Pokémon.

    O fato é que existem certas mecânicas tradicionais nos jogos que parecem ter sido implementadas não só para que o jogador tenha um melhor aproveitamento do treinamento das criaturas que captura e comanda em batalha, mas também para separar os jogadores casuais dos hardcore. Sendo que a minha visão sobre essas mecânicas, seus propósitos, sua utilidade prática e seu balanceamento é bem mais crítica do que simplesmente dizer que elas são uma espécie de divisor de águas do público que curte Pokémon.

    Sim, eu vejo essa questão de olhar para essas mecânicas de forma crítica como um grande dilema para a franquia, que já tem mais de 20 anos e não me parece ter evoluído muito nesse aspecto. Quero refletir aqui principalmente sobre os sistemas de IVs, EVs, breeding, sobre como enxergo a repercussão desses sistemas na jogabilidade e sobre possíveis sugestões ou( por que não?) soluções que ajudariam a tornar o jogo mais intuitivo, balanceado e acessível (e com acessível eu não quero dizer "mais fácil"). Vamos fazer essa problematização das mecânicas na ordem em que elas foram citadas. Começaremos, portanto, pelos IVs.

    IVs, ou Individual Values, são tidos como o "DNA" dos pokémons. Cada stat do pokémon tem um IV que lhe dá um bônus fixo, e cada IV pode ir de 0 a 31, se não me engano. Na teoria, parece um ótimo sistema para fazer com que alguns pokémons tenham mais potencial do que outros e, no competitivo, aproveitar bem essa mecânica faz uma diferença absurda. A "genética" do pokémon é o fator mais determinante na hora de definir se ele é apto ou não a participar do cenário competitivo, deixando o treinamento em segundo plano. Não é de todo ruim, isso, mas limita muito as opções do treinador, ainda mais considerando a repercussão dessa e de outras mecânicas juntas na preparação de pokémons para competir. Entrarei em mais detalhes disso mais adiante.

    EVs, ou Effort Values, são ganhos de stats que você pode conseguir em batalhas contra pokémons selvagens ou em minigames de treinamento que alguns dos jogos da franquia tem (me recordo apenas de Alpha Sapphire e Omega Ruby, no momento). Cada pokémon que você derrota nas rotas dá alguns pontos desses a um stat específico do seu pokémon, sendo que esse bônus tem um limite máximo total e um limite máximo por stat, mais ou menos da seguinte forma: os EVs totais de um pokémon tem um máximo de 512 pontos, que podem ser distribuídos pelos stats, e cada stat pode chegar a, no máximo, 252 pontos de EV, ou seja, não dá para maximizar tudo. É uma forma, creio eu, de fazer com que o treinador tenha que definir prioridades na hora de preparar um pokémon.

    Breeding é o maior dos problemas que eu vejo no jogo, desde que comecei a racionalizar esse texto, e em breve explicarei o motivo, mas por enquanto vamos nos ater ao básico da mecânica. Trata-se de fazer os pokémons se reproduzirem e, com isso, gerarem pokémons cada vez mais aptos a se tornarem mais fortes. Pokémons gerados assim herdam de seus pais os IVs, a natureza (que pode afertar stats de forma favorável ou desfavorável), e até habilidades. É também o sistema mais volátil em termos de resultados aleatórios, o que pode ocasionar enormes perdas de tempo até que você obtenha o resultado desejado, e é aqui que as coisas começam a ficar complicadas nessa problematização e na busca por soluções.

    Até aqui vimos que cada pokémon tem uma espécie de DNA que determina quão forte ele pode ser (sistema de IVs), pode ser treinado e reforçado até certo ponto (sistema de EVs) e a reprodução (breeding) entre pokémons pode gerar outros pokémons potencialmente mais fortes. Os problemas na relação entre esses sistemas e na sua repercussão no jogo de uma forma geral são vários, começando com a exorbitante aleatoriedade dos resultados que podem ser obtidos. Eu gastei muitas e muitas horas nos Pokémon de 3DS com isso, e poderia ter gastado muito mais para obter os mesmos resultados se não fosse por um amigo ter me passado um pokémon hackeado que de certa forma facilitava obter pokémons melhores no breeding.

    Sendo o breeding a questão central, na verdade, quero apontar como ele dificulta desnecessariamente a vida do treinador e como as outras mecânicas reforçam esse aumento de dificuldade de forma completamente artificial e anti-intuitiva. Como eu já disse, os resultados do breeding são excessivamente aleatórios, muitas vezes te dando pokémons que tem várias características não aproveitáveis, ainda mais considerando que, no cenário competitivo, se você não chegar com os stats certos maximizados, seu pokémon será praticamente inútil. O sistema de IVs é quase que um fermento em cima desse problema, porque faz com que uns pokémons sejam viáveis para competir, enquanto outros jamais serão viáveis por conta do "DNA" mais fraco. Isso começou a mudar em Pokémon Sun e Moon por meio do "Hyper Training", mas foi um progresso muito tímido, uma vez que o Hyper Training é uma mecânica acessível apenas no late game, com várias condições a serem atingidas antes de poder ser aproveitada. Os EVs, eu devo reconhecer, são uma mecânica que até tenta amenizar os problemas listados até aqui, mas a forma de implementação não faz sentido e só atrapalha até que você descubra como aproveitar a mecânica da maneira 100% correta. Sem buscar conteúdo externo ao jogo, não tem como saber como treinar adequadamente os seus pokémons, e os EVs conferem um ganho artificial de stats, sobre o qual seu controle é muito indireto. Você tem que saber exatamente contra quais pokémons selvagens lutar e procurar situações em que os ganhos dos pontos de EV sejam os menos lentos possíveis. Eis aqui mais um problema gigantesco do treinamento para o competitivo: o grind é exaustivo ao extremo!

    Todos esses fatores em conjunto me fazem acreditar que Pokémon, enquanto jogo competitivo, é simplesmente pouco acessível, desnecessariamente e artificialmente difícil. Demanda uma quantidade de tempo que poderia ser muito melhor aproveitada e requer que o jogador considere inúmeros fatores que poderiam ser simplificados sem qualquer prejuízo à experiência como um todo. Por exemplo, IVs poderiam muito bem ser substituídos por uma outra forma de medir e explorar o potencial dos pokémons. Poderia funcionar através de um sistema de leveling escalável em que pokémons com mais potencial atingiriam o nível máximo mais rápido que os outros. Isso solucionaria dois problemas: o fato de nem todo pokémon ser viável para competir e a aleatoriedade do potencial de cada pokémon. Eventualmente, qualquer um dos seus pokémons poderia se tornar viável.

    Os EVs, por sua vez, poderiam ter sua implementação modificada de forma que o método de treinamento fosse mais intuitivo e para que fosse mais perceptível ao jogador quais stats ele está treinando. Treinar EVs poderia ser um serviço dos ginásios, por exemplo, fazendo com que as visitas a eles não sejam só em prol das insígnias. Até poderíamos dizer que é uma oportunidade desperdiçada pela Game Freak em tantos anos, que poderia melhorar bastante a densidade da jogabilidade, deixando a experiêcia menos linear, reaproveitando conteúdos e espaços que o mundo virtual proporciona.

    Por último, o breeding poderia se limitar a definir a natureza do pokémon, ou simplesmente ser abolido. Já se passou tempo demais em que essa mecânica atrasou a vida dos jogadores que tiveram que chocar centenas, milhares, talvez até milhões de ovos, em busca do pokémon com os IVs, natureza, habilidade e até determinados golpes exatamente como eles precisavam. Tudo isso regido por uma aleatoriedade imensurável. Estamos prestes a testemunhar mais um lançamento de uma nova geração de pokémons, e eu creio que já passou da hora de os desenvolvedores da Game Freak colocarem a mão na consciência e procurarem forjar uma experiência mais intuitiva, que esclareça melhor os jogadores sobre o que está acontecendo e torne o acesso ao competitivo menos árduo, porque não precisa ser absurdamente difícil como é atualmente.

    Por enquanto é isso. O texto ficou mais longo do que eu imaginava, mas espero que ao menos tenha ficado claro e compreensível. Até uma próxima oportunidade.

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  • adrieltrigger Adriel Bruno
    2019-06-14 00:29:15 -0300 Thumb picture

    Socorro! Estou tendo um surto competitivo!!!

    Não sei bem como explicar o que anda acontecendo comigo, mas desde que decidi me aplicar a tentar aprender algo que me torne produtivo e me ajude a me emancipar, ao mesmo tempo que tento conciliar isso com a vontade de jogar alguma coisa, meus momentos de jogatina tem sido permeados por jogos online competitivos.

    Não que eu seja bom em algum deles (sou bem ruim, pra dizer a verdade), então qual seria a justificativa para que eu me mantenha jogando essas coisas em vez de experiências mais imersivas, tranquilas, de cunho artístico? Quero tentar aproveitar a produção desse texto para investigar essa questão.

    Eu até acho que poderia me dedicar um pouquinho por dia em algum jogo com aspecto narrativo mais forte, mas talvez me venha ao subconsciente a ideia de que essas experiências demandam tempo demais para serem bem aproveitadas (minhas centenas de horas em Skyrim me vem à lembrança nesse momento, com o detalhe de que algumas sessões de jogo passaram facilmente das 10 horas quase que ininterruptas). Deve ser esse o fator principal daquilo que me fez ficar jogando League of Legends e PUBG Lite nas horas em que larguei os assuntos que ando estudando. Muitas vezes, pra começar a jogar um RPG com uma boa estória, o dobro do tempo de uma partida de LoL ou PUBG é o mínimo necessário pra passar pela introdução. A parte inicial de Summon Night 2, do GBA, era desse jeito. Muita conversa com muitos personagens, um monte de texto (incluindo a parte do tutorial, que tinha muita coisa pra explicar). Nisso, você gastava uma hora facilmente.

    Outro fator que deve colaborar pra que eu me mantenha jogando essas poucas coisas deve ser a satisfação e a realização que dá cada momento de vitória, ainda que eu saiba que é pouco provável que isso venha a ter alguma relevância na minha vida. Não há como negar o poder do instinto, é muito prazeroso vencer, seja lá no que for.

    Mas uma segunda reflexão que eu quero fazer aqui é sobre a necessidade de dar um freio nesse surto de ficar preso a jogos competitivos! Justamente pela natureza dessas experiências, a tendência é que, se você não for uma pessoa que dedica a vida a competir em alto nível e tem um bom aproveitamento de resultados de suas partidas, o que você mais vai colher é frustração e estresse pelas derrotas do que satisfação pelas vitórias. Hoje mesmo passei um perrengue em uma partida de LoL que em certo momento parecia estar ganha, mas acabou por frustrar o meu time inteiro por falta de concordância sobre como conduzir as nossas táticas. Cada um queria fazer as coisas do seu jeito, o outro time aproveitou a brecha pra se unir e nos obliterar. Foi tão decepcionante que eu não sei quando volto a jogar partidas ranqueadas...

    Enfim, talvez isso me anime a voltar a algum jogo que deixei abandonado, com sua narrativa ainda não apreciada. No meu próximo momento livre vou dar uma fuçada na Steam, na Epic Store, no uPlay, seja lá onde for que eu tiver jogos guardados. Acho que estou mesmo precisando de uma experiência mais cadenciada, algo que não seja frenético e que não dê ânsia de vencer a qualquer custo. Vai até me munir de conteúdo para escrever algo que almejo muito começar a registrar aqui: narrativas de como eu passo por determinados momentos dos games, comentando aquilo que os personagens vivenciam, como eu interpreto o que está rolando, enfim... compartilhar aqui a apreciação de uma boa estória, de uma boa sequência de ação interativa, de uma aventura qualquer, seja atravessando um terreno imenso ou simplesmente superando alguns obstáculos móveis e "platafórmicos".

    Bom, por enquanto é isso... até uma próxima oportunidade.

    0
  • adrieltrigger Adriel Bruno
    2019-06-09 02:19:30 -0300 Thumb picture

    Ritmo quebrado... mas não está tudo perdido

    Depois de tanto falar da importância de manter o bom hábito vivo e constantemente nutrido no início da sua construção, acabei me decepcionando de novo comigo mesmo. Quebrei a promessa de escrever a cada um ou, no máximo, dois dias. Satisfazer aquela vontade, aquela necessidade de me expressar e deixar registros de algumas coisas que me são tão queridas e de opiniões que gostaria de compartilhar, ainda que não houvesse público ou retorno.

    Aconteceu que outras ocupações chegaram e demandam bastante tempo se eu quiser dar conta delas direito. O fato é que estou num momento da minha vida em que ou eu faço o que deve ser feito o mais rápido possível, de forma consistente, por vários meses, ou meu futuro a médio e longo prazo não vai ser muito auspicioso. Mas isso não é desculpa para deixar de cultivar o bom hábito de escrever, ainda mais sobre assuntos dos quais me agrado tanto.

    A preguiça tem tomado conta quando sobra um tempinho depois de uma sessão de estudo ou de treino, e até meus exercícios físicos eu negligenciei nesses últimos 3 ou 4 dias. Ando vacilando até pra dormir direito e tenho até que terminar de escrever esse texto rápido pra não passar muito das duas da madrugada.

    Mas fica aqui minha reafirmação de que não esqueci do meu intuito inicial, não vou deixar a chama se apagar sem lutar mais. Ainda tenho muito a dizer por aqui (o que me lembra a promessa de falar sobre RPG que fiz a um amigo) e, quem sabe, também em algum ambiente com maior visibilidade, ainda que talvez o que eu tenha a dizer não tenha muita relevância. Registro escrito se faz para ser tornado público, e sem registro, não há manutenção da cultura e da história, então desistir está fora de cogitação.

    Por hoje é isso. Até uma próxima oportunidade.

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  • adrieltrigger Adriel Bruno
    2019-06-01 01:22:23 -0300 Thumb picture

    Adeus adiantado a um velho amigo

    Medium 3724744 featured image

    Esse é meu controle XBox 360 pra PC. Está meio surrado por conta de algumas quedas e porque eu nunca me prestei ao trabalho de aprender a fazer manutenção, nem mesmo me passou pela cabeça levar o coitado em uma loja de games para que fizessem a manutenção por mim. Mesmo assim, sempre que lembro de quanto tempo ele vem durando, me impressiono. A Microsoft parece realmente ter empreendido um esforço que resultou num produto de qualidade.

    5 anos. Esse é o tempo que eu tenho com esse controle. Uma jornada e tanto porque, convenhamos, em 5 anos dá pra jogar MUITA coisa! E eu não deixei de aproveitar esse período com o companheiro de guerra da foto. Passamos juntos por beat'em ups, RPGs, simuladores, platformers, até mesmo jogos de tiro, sobre os quais eu tenho a firme crença de que não se devem jogar a não ser com mouse e teclado.

    Você pode estar se perguntando agora em relação ao título. "Adeus antecipado"? O controle está meio surrado, sim, mas só isso não é bem um problema que justifique um "adeus". E o fato é que existe um problema aparentemente sério, o qual receio que leve ao fim da vida útil do pobre coitado. Mau contato...

    É lamentável que tenha começado a ocorrer, e logo na parte do cabo diretamente ligada ao controle. Tenho percebido que movimentos com o controle causam interferência na sua detecção por parte do sistema operacional, e o efeito disso pode ser observado na foto. O led que está aceso indica normalmente que o controle está sendo usado como segundo controle conectado a um aparelho, mas há apenas esse único controle conectado ao meu PC no momento. Trágico, não é?

    Enfim, o adeus antecipado não poderia acontecer sem algum tipo de homenagem. Tenho muitas boas lembranças e sei que passei por muito boas experiências graças a esse pequeno artigo da tecnologia produzida no século XXI. Quero aqui listar algumas delas e falar um pouco sobre cada uma, lembrando com satisfação da ajuda proporcionada pelo que eu considero o melhor controle de video game que já usei.

    Um exemplo um tanto recente de jogo em que esse controle me ajudou demais é Brawlhalla (ou Super Smash Bros. de pobre XD). Brawlhalla (pra quem não conhece) é um jogo de luta em que o objetivo é expulsar o seu oponente da arena, e isso se consegue da seguinte forma: à medida que seus ataques causam dano no seu oponente, vai ficando mais fácil mandá-lo mais para longe com os próximos golpes. Chega um momento que um golpe bem aplicado lança seu oponente tão longe que não há mais como ele voltar. Essa é também a mecânica de Super Smash Bros., por isso a comparação zoeira no início do parágrafo.

    Quero comentar um fato interessante e potencialmente polêmico da minha experiência no Bralwhalla. Aparentemente há na comunidade uma parcela de pessoas que odeia com todas as forças jogadores considerados "spammers". O conceito de spam nesse jogo, até hoje, não sei definir bem ao que remete, segundo o pensamento desses que odeiam a tal prática de spammar. Já me disseram que se trata de não fazer combos, ou de repetir os golpes, ou de usar repetidamente e especificamente os chamados "signature moves" (ataques que são próprios de cada personagem e que nenhum outro personagem faz igual). Não encontrei um consenso sobre o que é spammar em Brawlhalla. O que eu encontrei foi gente que me xingou mais do que eu pensei ser possível em espaços tão curtos de tempo, me chamando de spammer e dizendo tantas e tantas palavras que me reservo o direito de não reproduzir aqui. Acredito que assim estarei poupando quem lê de uma experiência desagradável.

    De qualquer forma, esse povo nervoso que te xinga quando perde a luta é, como eu disse, uma mera parcela da comunidade. Há muitos outros players que são tranquilos, pessoas normais, sem perturbações mentais que podem fazer alguém esquecer que o adversário também é um ser humano como ele. As lutas mais divertidas, perdendo ou ganhando, foram justamente contra essas pessoas, que simplesmente focaram no jogo, e não em querer se fazer superior, seja pelas mecânicas do jogo ou, quando se perde a luta,  pela ofensa ao outro. Zoar quem me ofendeu até foi divertido também, mas no fim das contas é algo triste.

    No entanto, ficam aqui as recordações de momentos de adrenalina e muita gana de vencer, ainda mais considerando que meu controle me ajudou tanto, tornando a jogabilidade extremamente fluida e natural, o que me prende no jogo até hoje.

    Outro jogo em que o controle foi essencial é Euro Truck Simulator 2. Excepcional simulador de caminhões com os quais você faz entregas Europa à fora. O ideal seria jogar com um daqueles volantes absurdamente caros, como o G27 da Logitech. O nível de imersão com um daqueles deve ser mais de 8000!

    Mas um controle já ajuda bastante a tornar a simulação divertida e perfeitamente jogável. Hoje em dia qualquer controle tem botões mais que suficientes para associar os comandos básicos necessários à maioria dos simuladores, e com o meu Xbox 360 para PC não foi diferente. Gastei centenas de horas dirigindo, gerenciando dinheiro, combustível e desgaste do caminhão ao longo das viagens. Ficar ouvindo rádios online da Europa tornou a experiência ainda mais agradável e eu recomendo pra quem quiser treinar seus ouvidos para línguas europeias. Tem rádios em inglês, francês, alemão e até outros idiomas que não faço nem ideia de onde são, na verdade.

    De vez em quando ainda volto ao Euro Truck Simulator pra relaxar, dirigindo e observando as paisagens. As dos países nórdicos, da expansão Scandinavia, são particularmente muito bonitas, com destaque para os fiordes suécos. Fico voltando, surpreendentemente, apesar de já ter perdido vários playthroughs salvos ao formatar o HD. Não consigo evitar, é um tipo de jogo que me agrada muito, e isso é um mistério para alguns dos meus amigos que não suportam simuladores; é bem engraçado quando eles expressam perplexidade com relação a isso. XD

    Essas são apenas algumas boas experiências proporcionadas pelo coitado do controle que parece estar prestes a deixar de funcionar. Ficará por muito tempo na minha lembrança, pelos motivos que deixei registrados acima e por muitos outros, alguns dos quais possivelmente também falarei sobre em postagens futuras.

    Por enquanto é isso. Até um próximo texto. Preciso me preparar para dormir. Já chega de deixar para ser produtivo na madrugada...

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  • adrieltrigger Adriel Bruno
    2019-05-29 04:34:20 -0300 Thumb picture

    Pra não quebrar o ritmo

    Postagem curta, pra não deixar que o ritmo seja quebrado logo de cara. Criar um novo hábito é bem difícil, demanda bastante esforço. Qualquer esmorecimento no início da carreira pode ser fatal. Por isso mesmo é que o estabelecimento de um hábito tão construtivo quanto o da escrita não pode ser negligenciado!

    Enfim, nesse momento quero falar um pouco sobre expectativas para o futuro do PC Gaming, ainda que eu seja bastante leigo no assunto. Meus pré-históricos cursos técnicos de informática e montagem de computadores ainda me permitem ter alguma noção do que os especialistas e industriais da área falam a respeito dos produtos que temos disponíveis no mercado atual, mas infelizmente não passo de uma noção um tanto superficial.

    Ainda assim, gosto de pesquisar um pouco sobre hardware, especialmente placas de vídeo e processadores, e nesses campos a AMD chegou no finzinho desse mês criando um hype imenso com seus Ryzen 3000 e Radeon RX 5000!

    Me deixa um pouco frustrado terem focado muito nos produtos "top de linha" e mal terem mencionado os intermediários, mas é compreensível. O público dessas convenções como a Computex parece bem difícil de impressionar hoje em dia, e o tempo é relativamente curto para as apresentações. Tendo isso em vista, dá pra entender o foco impetuoso em mostrar como os melhores produtos da AMD podem fazer frente aos melhores produtos da Intel, e para o PC Gaming, não vejo isso como nada menos que maravilhoso!

    Há tempos se dizia que produtos AMD simplesmente não podiam ser comparados com os da Intel, que a perda de desempenho por usar AMD era extremamente alta, e até que havia verdade em boa parte desses tipos de afirmações, até a era dos CPUs FX. Mas agora pode ser que a coisa mude completamente de figura, ao menos até que a Intel lance seus novos processadores feitos pelo processo de 10nm. Sinceramente, em minha leiguice, espero que isso não signifique que os CPUs Intel voltem a atropelar os da AMD em questão de desempenho.

    O fato é que o custo dessas tecnologias tem que baixar para os consumidores, sendo que a comunidade de consumidores desses artigos abrange jogadores, produtores de conteúdo e, por que não dizer, desenvolvedores também. Diminuir o custo das ferramentas potencialmente reduz o custo de produzir o que elas permitem produzir. Minha expectativa é que os Ryzen 3000 ajudem a iniciar bem esse ciclo virtuoso de economia de recursos na indústria e na comunidade de video games, com seu gasto de energia mais baixo que a concorrência e seus preços agressivamente menores.

    Quanto à questão do desempenho, o que eu penso é que estamos chegando num nível em que equipamentos intermediários estão se tornando capazes de proporcionar experiências de qualidade bem superior ao que equipamentos intermediários de, digamos, 10 anos atrás podiam proporcionar. O que eu quero dizer é que me parece que a distância entre a qualidade proporcionada por itens "high end" e a qualidade proporcionada por itens intermediários tem diminuido gradativamente. Talvez minha percepção esteja errada, devido à limitação do meu olhar sobre as coisas relacionadas a hardware, games, desenvolvimento de software em geral, enfim...

    Quero crer que um ciclo positivo está começando com essa nova era da AMD, um ciclo de mais acesso à tecnologia e melhor eficiência no uso de recursos para desenvolver essa nossa cultura gamer. Torço muito pela tia Lisa Su e sua turma e desejo que o lançamento dos novos produtos seja um sucesso. Se eu conseguir alguma fonte de renda a tempo, pretendo sim montar um PC com CPU Ryzen e GPU Radeon. Peço a Deus que me permita, se for de Sua vontade. XD

    Por enquanto é só. Até o próximo texto, para o qual já tenho algumas ideias. :D

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  • adrieltrigger Adriel Bruno
    2019-05-26 03:31:15 -0300 Thumb picture

    Um pouco sobre meu contato com o gênero Battle Royale

    Medium 3723684 featured image

    E cá estamos... poucos minutos depois de uma espécie de texto de saudação, vem a primeira postagem de execução do plano de começar a registrar as coisas.

    Vai ser sobre um jogo que acabei de sair, depois de umas duas partidas até que divertidas. Player Unkown's Battlegrounds Lite, que chegou pra PC aqui no Brasil há poucos dias (em 23/05/2019). Grata e muito bem-vinda surpresa, considerando a realidade de quem não tem verba pra adquirir o jogo pela Steam e que só tinha como segunda e terceira opções o cartunesco Fortnite e a falta de um ping decente em Ring of Elysium. PUBG Lite agora tem servidor local para a nossa região e o gameplay parece fluido o suficiente, com um ping saudável.

    Ping parecia não ser um problema em Fortnite, onde tive minhas primeiras experiências Battle Royale, mas a falta de realismo e um metagame não focado apenas no manuseio das armas e no posicionamento dentro de limites razoáveis me incomodavam bastante. Ring of Elysium passou a ter minha preferência, até eu ver que não dá pra jogar de igual pra igual com os gringos com um ping próximo de 200ms. Quando você começa a atirar no seu oponente, ele já te matou.

    PUBG Lite chegou aos PCs com uma apresentação modesta, texturas bem pobres para os padrões AAA de hoje, mas até que isso não me incomoda tanto. O que me importa é a jogabilidade ser funcional e se o jogo, sendo grátis, mas com microtransações, não é "pay to win". Considerando isso, até agora me parece que posso aprovar o jogo nesses quesitos.

    Essa versão do jogo faz jus ao termo "Lite". É mesmo bem leve de rodar, mesmo nas configurações gráficas mais altas. Senti bastante fluidez no frame rate. Isso, claro, compromete a fidelidade gráfica, mas o visual de Fortnite me incomodava bem mais por ter aquele aspecto de desenho animado, então não tenho muito do que reclamar a não ser da draw distance, que me parece mais curta do que poderia ser.

    Mas isso não é bem o que eu queria dizer aqui. Fui deixando o texto fluir de acordo com o que passava na minha cabeça, mas acho que meu objetivo era mesmo contar um pouco de como foras as partidas que tive há pouco tempo. Foram um pouco prolongadas porque consegui sobreviver até os estágios finais, quando sobraram cerca de 3-4 jogadores (incluindo eu). Não me considero um bom jogador de jogos de tiro, mas considero esses resultados bem positivos.

    Assim como no Ring of Elysium, senti justificação em todos os casos em que matei/morri. Se me posicionei bem e tive uma iniciativa mais rápida e consistente, eliminei meu adversário. Se não, eu fui eliminado. Justíssimo. Essa sensação é ainda mais positiva considerando que o servidor, por ser localizado mais próximo dos jogadores BRs, proporciona um tempo de resposta bem mais rápido do que o que se tinha no RoE com seu absurdo ping de 3 dígitos.

    Não acho que vou conseguir lembrar de muitos detalhes de como as partidas se desenrolaram agora. Nunca tive uma memória de curto prazo muito boa, capaz de me deixar relatar as coisas detalhadamente, sendo que aconteceram há poucos minutos. Vou tentar, mesmo assim, ponderar sobre alguns fatos dessa minha experiência de jogo.

    Eu tenho meio que uma estratégia padrão em jogos Battle Royale. Ela consiste em tentar começar a partida isolado, o máximo possível distante de outros jogadores. Assim, creio que consigo juntar meu loot com mais calma, averiguar o valor dos recursos que consegui e organizar minha progressão na partida a partir disso. De fato, geralmente dá para fazer tudo isso sem me sentir muito pressionado, o que acaba ajudando até a me posicionar melhor durante as transições de zona segura.

    Em ambas as partidas, apliquei com sucesso essa tática. Peguei minhas duas armas automáticas (sou aficionado por assault rifles e submachineguns), alguns itens de cura, o colete, o capacete e a mochila que foram possíveis de encontrar rapidamente nas áreas isoladas em que caí. A partir daí, a ordem ficar escondido em algum lugar coberto, ou fugir do fechamento da área segura enquanto procurava um novo lugar pra me esconder. Esse ciclo de esconder/correr da tempestade elétrica se repete até que eu seja morto por alguém ou até que a área seja reduzida ao mínimo.

    Creio que consegui eliminar alguns oponentes humanos no processo, sendo que a maioria deve ser composta por bots, mas o fato é que aquilo que eu disse sobre eliminar ou ser eliminado, felizmente, tem sido concreto enquanto eu jogo. Isso me leva a concluir que preciso treinar mais o meu tempo de reação e a minha precisão (e aqui vai uma dica pra quem quiser se aplicar a isso também: Aimlab, disponível na Steam).

    Bem, está bem tarde (escrevi esse pequeno artigo numa madrugada de insônia) e eu preciso tentar dormir. Depois tento falar um pouco mais dos pormenores da jogabilidade, de como foram os embates com outros players e das minhas impressões de outros aspectos do jogo. Por hora, quero dizer que espero que a experiência continue fluida e justa como está sendo no início de atividade desse servidor BR do PUBG Lite.

    Por enquanto, é isso. Até a próxima, pessoal.

    PLAYERUNKNOWN'S BATTLEGROUNDS

    Platform: PC
    160 Players
    78 Check-ins

    1
  • adrieltrigger Adriel Bruno
    2019-05-26 02:05:39 -0300 Thumb picture

    De volta ao lugar onde nunca estive realmente...

    Ok... vamos lá...

    Na tentativa de largar de vez essa preguiça de escrever e deixar fluir a vontade de expressar os pensamentos de forma a deixá-los registrados, dei uma passada novamente no Alvanista. Graças a Deus, essa rede social ainda está viva. Espero que dure mais um bom tempo, já que seu foco converge com minha formação cultural.

    Fico feliz que um espaço exclusivo para a discussão sobre games ainda esteja aberto na web e gostaria de começar a deixar minhas humildes contribuições nele, apesar de há muito tempo ter a conta no site e quase nunca vir aqui ajudar a fazer jus à missão deste espaço virtual. Pretendo mudar completamente essa situação, rompendo com a minha falta de expressividade.

    Acho que dá pra me comprometer em ao menos postar alguma experiência gamer a cada um ou dois dias. Não é nada grandioso, mas já deve ser um bom começo. Eu amo jogar, e adoro o som das teclas ao serem usadas para digitar um texto. Combinar essas duas coisas está sendo uma atitude muito atrasada de minha parte, mas inegavelmente prazerosa.

    Não sei se vai haver quem leia os meus simples relatos, os quais não me preocuparei tanto em registrar com tanta formalidade ou cuidado com uma gramática 100% de acordo com as normas da nossa língua, mas já agradeço antecipadamente a aqueles que se dispuserem a ler. Textos informativos são, naturalmente, direcionados aos leitores em potencial, então estou me sujeitando a quem quer que direcione os olhos ao que eu escrever. Se eu receber aprovação dessas pessoas, nada mais justo do que dar a eles/elas meu sincero agradecimento.

    Dito isso, acho que falta simplesmente começar a falar do que interessa: jogos, e o que eu passo enquanto experimento o que eles me oferecem. Estou ansioso pelos próximos passos dessa jornada narrativa/informativa que me proponho a fazer. Se Deus me permitir, prosseguirei com o plano, e eventualmente as coisas irão dando certo.

    E que venha a primeira de muitas postagens! :D

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